Cenário eleitoral nos estados segue indefinido, mostra Genial/Quaest
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- Cenário eleitoral nacional e CearáCiro Gomes · Tarcisio de Freitas · Briga política nacional · Violência e facções criminosas
- Cenário Eleitoral Rio Grande do NorteCandidatura Juliana Brizola · Luciano Zucco · Candidato independente de polos · Disputa para o Senado
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Hoje tivemos a divulgação da situação da disputa eleitoral em 3 estados: Rio Grande do Sul, Goiás e Ceará. E conforme prometido, estamos em contato agora com Vera Magalhães, que nos ajuda a analisar estes dados mais uma vez. Vera, bom dia!
Oi, Milton, bom dia para você e para Cássia, para os ouvintes também, para quem tá assistindo o Jornal da CBN.
Bom dia, Vera!
E Vera, vamos falar Olhar um pouco melhor agora para o estado do Ceará. Nós temos ali Ciro Gomes hoje no PSDB, sempre bom destacar isso, né, na liderança para o governo do Ceará. E tem o governador Eumano de Freitas do PT também nessa disputa, mas 10 pontos percentuais atrás e perdendo também no segundo turno. No entanto, você tem no nacional um Lula com vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Nos ajuda a entender a complexidade desta eleição.
É bem complexa mesmo, Hamilton. Acho que nas disputas estaduais, a do Ceará desse ano é a que nos fornece mais ali detalhes e componentes dramáticos. Tem a questão nacional da briga da Michele Bolsonaro com o Flávio Bolsonaro, que passa pelo Ceará. Tudo como o estopim foi ali, tanto do apoio do PL ao Ciro Gomes, com o qual ela discordou, quanto do veto à candidatura ao Senado da aliada dela, vereadora Priscila Costa. E aí a gente tem o Ciro liderando, mas ainda com muitos problemas na coligação dele.
Ontem mesmo a gente noticiou uma briga na Federação União PP, porque uma metade quer apoiar o Cid Gomes para o Senado e metade quer apoiar o Capitão Wagner. Então lá é um cenário muito turbulento. A personalidade do Ciro já é de turbulência, então a gente tem até essa característica shakespeariana de dois irmãos que estão rompidos, cada um por um campo político, um disputando o governo e o outro disputando o Senado. Então, muito interessante sob o aspecto dramatúrgico a eleição do Ceará.
Essa característica de o candidato do PT largar atrás, mas depois crescer, tem acontecido nas 3 últimas eleições do Ceará. Aconteceu com o Camilo Santana e aconteceu na primeira eleição do Eumano de Freitas. Então, eu diria que não dá para cravar que é definitiva essa vantagem do Ciro Gomes sobre o Eumano. Até porque muita gente ainda diz que pode rever o voto e 51% dizem que o governador merece se reeleger. Então talvez com a campanha na praça e mais na TV, nas redes sociais, o governador se recupere.
É uma eleição que não dá para cravar nenhum resultado. Apesar disso, 80% dizem que gostariam de mudar pelo menos em parte ou definitivamente as coisas. Então a gente vê que o eleitor do Ceará tá bem bipolar nesse início da disputa. A vantagem do Lula lá é inequívoca, é sempre um dos estados do Nordeste no qual o Lula vai melhor. Ele vai melhor até do que os candidatos ao governo do Ceará. E lá a violência aparecendo como um problema gravíssimo, porque a gente tem muito problema com facção criminosa no Ceará.
Eu queria também chamar atenção, Vera, para pesquisa feita em Goiás que traz dois dados aqui em relação à disputa ao governo. Daniel Vilela do MDB tá na frente com 37% contra o Marconi Perillo, que tem 21%. Mas até o Milton chamou atenção no momento que nós tivemos a divulgação aqui, que no cenário da eleição para presidência da República, o Ronaldo Caiado, que é muito bem avaliado como governador no estado, tá na frente, tá com 33% das intenções de voto contra do Flávio Bolsonaro e 23% do Lula.
Uma situação muito diferente, por exemplo, da que acontece em Minas Gerais, que também tem um pré-candidato à presidência, que é o atual governador, o Romeu Zema. Mas lá o Romeu Zema não tá pontuando bem, ao contrário do Caiado em Goiás.
Exato. Você até tinha me chamado atenção para o Zema quando a gente conversou anteontem. E agora o Caiado mantendo a dianteira lá em Goiás. Bom, tudo que a pesquisa mostra é um resultado de uma avaliação realmente positiva para ele, porque além dele estar na frente para a presidência, seu candidato tem uma dianteira confortável, porque no segundo turno é quase uma lavada, 52 a 28, sendo que o Marconi Pirillo não é um candidato desconhecido, ele já foi governador duas vezes do estado.
E também a mulher do Caiado, Gracinha Caiado, lidera a disputa para o Senado. Então ele vai fazendo barba e cabelo e bigode até aqui. Qual que é o ponto de atenção para ele? A distância em relação ao Flávio Bolsonaro não é tão grande, então é 33 a 27, até um empate técnico na margem de erro. E 56% dizem que podem mudar. O que que isso indica, né? Que ele pode ser vítima do voto útil até em casa. Se o eleitor que o aprova, que gostou do seu governo, que vai votar no seu sucessor, que vai votar na sua esposa para o Senado, tudo tá tudo certo.
Mas se ele achar que o Lula tem uma chance, por exemplo, de ganhar no primeiro turno, ele pode fazer um voto útil no Flávio Bolsonaro e assim desprestigiar o Caiado em casa. Então acho que ele tem que ficar atento ali para cuidar da retaguarda em Goiás.
Vamos fechar com Rio Grande do Sul, onde Juliana Brizola do PDT apareceu com 24% das intenções de voto, Luciano Zucco do PL com 22%, no empate técnico. Juliana Brizola é do PDT, mas foi um dedo indicado pelo Lula, né?
Eu vou ser rápida porque a Letícia já me disse que a gente tem que encerrar. Acho que tá tudo em aberto no Rio Grande do Sul. Eu não apostaria nesse cenário como definitivo, porque PT vem de um período de desgaste no Rio Grande do Sul, já foi muito forte, então ela pode ter largado bem pelo recall, mas pode perder fôlego ao longo do caminho. O PL, já a gente viu na eleição passada Onyx Lorenzoni bater na trave, então pode ser que não se eleja.
E tem o candidato do governador Eduardo Leite, o Gabriel, que tá ali atrás com Mas é daqueles casos em que é muito desconhecido. Então ele tem potencial para crescer, principalmente porque o governo dele é bem avaliado e 42% dos eleitores dizem, e isso é a maioria, que gostariam de votar em alguém que não é aliado nem do Bolsonaro nem do Lula. Então quando essa associação com o governador e essa independência em relação aos dois polos ficar mais clara, pode ser que ele tenha uma chance.
E tudo aberto para o Senado também por lá, porque Manuela D'Ávila lidera, mas tem muitos candidatos conhecidos e fortes. Acho que vai ser uma disputa interessante da gente analisar.
Muito obrigado, Vera Magalhães, e um bom dia para você. Até logo mais.
Bom dia. Estourei, mas foi na margem de erro. Letícia Valente.
Letícia abriu um sorrisão aqui para você. Até mais.