Pesquisas mostram poucas mudanças na corrida pelos governos estaduais
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Viva a Voz com Vera Magalhães. Vera Magalhães de volta. Tudo bem, Vera?
Oi, Sardenberg, boa tarde para você, para Cássia, para os ouvintes também, para quem nos assiste. Bom estar de volta.
Muito bom ter você de volta, Vera. Boa tarde, Vera.
Nesse final de semana foram divulgadas várias pesquisas relativas às eleições estaduais, por exemplo Paraná, Rio de Janeiro, Pará. E seu comentário, Vera?
Pois é, Sardenberg, as pesquisas aí mostrando uma situação bem estável em relação àquela de antes desse início propriamente dito da campanha. Então O Eduardo Paes no Rio liderando com bastante folga. Mesma coisa em relação ao Sérgio Moro no Paraná, que lidera com tranquilidade em todos os cenários apresentados. E no Pará é uma situação de empate bem acirrado entre a atual governadora, que assumiu o mandato depois que o Hélder Barbalho renunciou para concorrer ao Senado, governadora Hanna Gassan, e o ex-prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, que é do Podemos e que é o principal adversário desse grupo político da família Barbalho.
Então lá tá bem acirrada a disputa, é o que vai testar o legado do Hélder Barbalho. Ele se elegeu com muita tranquilidade nas duas vezes em que foi eleito governador, fez uma gestão bem avaliada, mas a sua sucessora não é tão conhecida como ele e tá enfrentando aí essa concorrência acirrada na largada. No Paraná, a situação do candidato do governador Ratinho Júnior é ainda mais complexa porque ele é mais desconhecido. Ele não assumiu nada porque ele era secretário, ele portanto não tem essa chance de estar no cargo para disputar.
E agora o Ratinho Júnior vai ter que suar a camisa para fazer o seu candidato ter chance de disputar com o Moro. Ele tá em 4º lugar na pesquisa Quest, mas lá quem conhece a dinâmica da política paranaense, eu conversei hoje com algumas pessoas depois que a pesquisa foi publicada, dizendo que na verdade ele vai crescer, tende a crescer quando começar a TV. Então ainda atribuindo um peso muito grande à campanha na TV, que é um mecanismo histórico conhecido, clássico, de candidaturas que têm muito tempo, né, de propaganda e que têm coalizões fortes e também fazem parte de governos bem avaliados para tornar seus candidatos conhecidos e crescer.
Me chamou atenção ainda num recorte da Quest o fato de haver um empate entre o Lula e o Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Isso é uma situação nova, relativamente nova para o Lula. Porque ele vem perdendo, PT vem perdendo para o bolsonarismo lá, perdeu em 18, perdeu em 22, e agora o Lula na largada com uma situação um pouco mais confortável quando enfrenta o filho do Bolsonaro e não o próprio Bolsonaro. Então isso é um patamar diferente do que o PT vinha enfrentando.
Pode ser que seja pelo fato do Flávio ser mais desconhecido, pelas dificuldades que ele tá tendo nesse início da campanha, mas também pode estar, Lula pode estar sendo impulsionado de alguma maneira pela aliança com o Eduardo Paes, que o Eduardo Paes não tá fazendo assim muita questão de dizer que é o candidato do Lula, mas eles são aliados e isso pode estar ajudando a candidatura do Lula num estado que nunca foi bom para o PT em eleições presidenciais.
E o Eduardo Paes tá aparecendo bem na pesquisa, né, Vera?
É, ele sempre fica muito cuidadoso com essas largadas em que ele vai muito bem depois do que aconteceu em 2018, né, Cássia, que ele perdeu para o Witzel ali naquela situação quase inacreditável de liderar durante a campanha inteira, depois perder para um candidato até então bastante desconhecido. Então ele tá adotando aquele discurso que não ganhou nada, que tá só no começo, que tem muito trabalho para ser feito. Mas dessa vez é um pouco diferente.
Ele vem aí de mais duas gestões à frente da prefeitura, uma completa e uma da qual ele renunciou agora para concorrer. Muito bem avaliado. E teve uma coisa que ele fez de diferente, que foi concentrar ali alianças e esforços no interior, que é onde ele não vai tão bem, porque a capital ele sabe que tende a ganhar. Então, uma estratégia dessa vez mais pé no chão, que até aqui vai se mostrando exitosa.
Agora, aquelas coisas do cenário político nosso, né? Eduardo Paes é candidato a governador pelo PSD, que acaba de lançar, e o Eduardo Paes tem o apoio e apoia o Lula. E o PSD acaba de lançar o candidato a presidente, o Ronaldo Caiado, né?
E não só isso, né, Sardenberg, tendo como vice, caiado, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que faz vista grossa para tudo isso e fala: não, fulano, beltrano, cicrano estão liberados para não nos apoiar, porque já era uma situação anterior e é uma situação que atende à realidade local. Ele sempre arruma uma justificativa como se fosse a coisa mais natural do mundo. Mas sim, ele tá na lista daqueles que estão liberados de apoiar o candidato do próprio partido.
Agora, Vera, ainda tem espaço, né, para os eleitores desses estados em relação aos candidatos ao governo, para eles mudarem de ideia, né? Pelo menos em algumas das pesquisas a gente percebe que ainda tem um espaço para isso.
É, a Quest sempre pergunta isso, se a sua decisão tá tomada ou se ela ainda pode mudar. Nas disputas para estados, Cássia, a gente vê um nível de decisão bem inferior a disputa presidencial. Então é aquele caso em que as pessoas vão pensar no voto para governador, no voto para senador, bem depois de definir o seu voto para presidente da República. Daí porque, de fato, para essas disputas de caráter estadual, a TV tende a jogar um papel importante, porque aí é que as pessoas vão parar, vão saber quem são os candidatos, Vão entender quem apoia quem e aí consolidar o voto de uma maneira mais definitiva.
Vera Magalhães, mais uma vez bem-vinda de volta e seguimos então amanhã. Obrigado, Vera.
Seguimos então amanhã. Tchau, tchau, gente. Até mais tarde no Ponto Final.
Até mais tarde, Vera.