Caso Master: STF cria ‘cortina de fumaça’ ao focar em vazamento e desviar de relação com ministros
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- STF Setor PrivadoConversas entre André Mendonça e Vorcaro · Conversas entre Alexandre de Morais e Vorcaro · Relação entre Tófoli e Vorcaro · Falta de esclarecimento sobre natureza das conversas
- Banco MasterContrato do escritório de Viviane Basse de Morais · Vazamento de mensagens de Daniel Vorcaro · Investigação sobre origem do vazamento · Crítica à focalização no vazamento em detrimento de investigação sobre ministros
- Desinformação e manipulação políticaDesvio de foco para vazamento · Proteção de ministros investigados · Falta de transparência institucional · Cadeia de proteções no Supremo
- CorrupçãoDuração de 7 anos sem encerramento · Ampliação progressiva do escopo · Ramificações e inquéritos relacionados · Pedido da OAB para encerramento · Poder concentrado em Alexandre de Morais
- Vazamento de DadosEmpate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro · Índices de rejeição · Avaliação do governo Lula · Queda na aprovação presidencial
- Eleições Rio de JaneiroSaída do governo Fazenda · Escolha como candidato pelo PT · Chapa com Simone Tebet e Marina Silva · Pesquisa Datafolha para São Paulo
- Política Externa de TrumpFoco em Venezuela · Ações contra Cuba · Busca por vitória narrativa · Desvio de atenção de escândalos domésticos
- Relacoes EUA-IraEleição de Mottava Khamenei como líder · Morte de Raisi e ataques americanos · Estratégia de Trump para Irã · Mudanças nos objetivos da guerra · Possível acordo com militares iranianos
- Carnaval e imagem do presidenteHomenagem inadequada em Niterói · Fantasia da família em conserva ofensiva · Rejeição eleitoral · Decisões de Lula prejudicando governo
- Violação de privacidadeExposição de conversas íntimas · Vazamento de imagens privadas · Linchamento moral de envolvidos · Violação do direito à intimidade
- Aliancas e Coligacoes PoliticasNegociação PSDB com Tarcísio · Apoio do Republicano ao Novo · Discussão sobre candidatura própria · Eleição de deputados federais e estaduais
- Revelações e descobertasDocumentos do FBI sobre mulher que acusa Trump · Acusações de abuso nos anos 80 · Envolvimento com Epstein · Debate sobre ocultamento de informações
- Protestos e manifestações contra VorcaroPressão por CPI · Pedido no Senado · Investigação sobre fraudes do Master · Possíveis ligações com ministros
- Investigações no Reino Unido sobre abusoPrisão de Príncipe Andrew · Prisão de cardeal/político · Fornecimento de informações privilegiadas · Segredos de Estado do Reino Unido
Oi Vera, boa noite, tudo bem? Oi Dé, boa noite, tudo bom? Boa noite pra você e pra Carol, pros ouvintes, também pra quem tá nos assistindo. Oi Vera, boa noite. Semana começando e nós vamos à Brasília. Larissa Lopes tem a manifestação da mulher de Alexandre de Moraes que se manifestou, né? Que falou pela primeira vez sobre a ligação do escritório de advocacia dela
Banco Master. Oi, Larissa. Oi, Débora. Pois é, a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Bassi de Moraes, se manifestou pela primeira vez sobre ter advogado para Daniel Vorcaro e sobre possíveis conversas dela e do marido com o banqueiro. Viviane de Moraes relatou contratação por Vorcaro e negou ter atuado junto ao Supremo Tribunal Federal. Nessa nota, ela detalha os serviços
E, então, tem uma série de informações. Diz que o contrato, estimado em R$ 129 milhões, começou em fevereiro de 2024 e foi encerrado em novembro do ano passado, após a liquidação do Banco Master. De acordo com a nota também, uma equipe de 15 advogados e três escritórios parceiros. Então, esse grupo atuou na área de compliance e consultoria jurídica do banco.
realizou 94 reuniões de trabalho, a maioria presencial, e produziu 36 pareceres legais, como manuais de prevenção à lavagem de dinheiro e códigos de ética. A nota destaca ainda que o escritório nunca representou o Master em ações no Supremo Tribunal Federal. Viviane de Moraes também negou ter recebido mensagens do dono do banco, Daniel Vorcaro, enviadas por meio de fotos de visualização única antes da prisão do empresário.
Vorcaro pergunta, de acordo com o relatório que até foi produzido pela Polícia Federal, se tinha alguma novidade, se conseguiu ter notícia ou bloquear no material sob custódia da CPI essa anotação com questionamento de Vorcaro. É um arquivo armazenado numa pasta junto com o contato de Viviane. Lembrando que nesse dia antes da primeira prisão, ele também, de acordo com o documento,
Alexandre de Moraes. Diante também das divulgações, aumentou a pressão por uma CPI ou CPMI para apurar essas fraudes, envolvendo o Master e até possíveis ligações com ministros do Supremo, como o ministro Alexandre de Moraes e também o ex-relator do caso Dias Toffoli. A gente lembra que tem uma CPI que já foi protocolada na Câmara dos Deputados, mas o Gumota já falou que não vai passar na frente, então não tem previsão para que seja instalada.
E também hoje o senador Alessandro Vieira disse que já tem assinaturas suficientes para que possa ser protocolado no Senado o pedido para uma comissão parlamentar de inquérito também. Essas mensagens, então essa pressão veio ali principalmente depois da divulgação dessas mensagens, desse material que foi enviado até para a CPMI do INSS. E hoje o senador Carlos Viana até falou sobre isso.
negando que o vazamento tenha partido da comissão.
Ou seja, nós temos aí dezenas de pessoas que podem ter tido acesso e que podem ter feito vazamento e fizeram um bem ao país. Fizeram um bem, porque esses vazamentos interessam a toda a população. Ainda nesse âmbito dos vazamentos, após a repercussão e também até a abertura de investigação que foi determinada pelo ministro André Mendonça, o ministro Gilmar Mendes, decano do STF, ele criticou esse vazamento das conversas íntimas do banqueiro com a então namorada, Marta Greff.
de barbárie institucional e falou em linchamento moral. Também pelo X, ele disse que a exposição pública de conversas de cunho estritamente privado, desvinculadas de qualquer ilicitude, constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade. Após o vazamento também, o ministro André Mendonça determinou que a PF abra um inquérito para investigar o vazamento dessas mensagens e depois disso a própria Polícia Federal soltou uma nota
nenhum relatório, informação de polícia ou representação apresentada pela PF no âmbito dessa Operação Complice Zero, que mirou Daniel Vorcaro, conteve dados que não fossem relevantes para a instrução das investigações e também disse que não compete à corporação editar conversas, selecionar ou manipular os dados extraídos dos equipamentos apreendidos. Volto com vocês. Obrigada, Larissa Lopes, pelas informações. Bom, Vera, sobre a nota que foi divulgada pelo escritório de Viviane Barsi de Moraes,
que esclarece ainda muita coisa, né? E sobre o serviço prestado, os pareceres e ajuda para elaborar código de ética, pareceres sobre lavagem de dinheiro, pagaram uma fortuna e não seguiram as orientações do escritório. É, fica muito vaga, né? Vago que tipo de serviço o escritório de Viviane Barsi de Moraes prestou, de fato,
Chama atenção que depois de 92 dias da confirmação de que existiu o contrato, ela vem a público se manifestar pela primeira vez para fornecer apenas algumas informações esparsas ali que não explicam na totalidade que serviço foi esse. Ela só diz que o seu escritório não atuou junto ao Supremo Tribunal Federal, portanto junto ao tribunal no qual o marido atua,
outros tribunais ou quais outras repartições públicas o escritório atuou, para que tipo de serviço e que relatórios foram esses. E por que um contrato que era previsto para durar três anos se extinguiu ao término de um ano e oito meses? Porque ela disse que se encerrou logo depois que ele foi preso pela primeira vez em novembro. Não disse se ali ela viu que havia alguma incompatibilidade pelo fato do caso estar tramitando
Supremo, não fica claro o que levou a esse rompimento e quanto do valor acordado para recebimento foi pago para esse período em que o contrato esteve vigente, que era de 129 milhões e para 3 anos. Tudo bem, nenhum escritório de advocacia quase nunca fala sobre honorários, é muito raro se falar sobre isso, mesmo quando a imprensa noticia, é raro
escritórios comentarem, mas nesse caso ficou muito rumoroso pelo fato de haver um claro conflito de interesses na contratação do escritório de uma mulher de um ministro do Supremo Tribunal Federal e o fato do caso estar sendo julgado pelo próprio Supremo Tribunal Federal. E mais, a nota não fala a respeito das várias evidências de que o ministro Alexandre de Moraes participou de conversas com o Vorcaro em diferentes ocasiões
diferentes cenários, tanto presenciais quanto por celular, e também tratou com outras pessoas a respeito do caso, como as conversas que ele teve com o presidente do Banco Central, Gabriel Galipo. Alexandre de Moraes soltou algumas notas no fim de semana. A nota que ele divulgou na sexta-feira era uma nota muito confusa, me pareceu propositalmente confusa, para não explicar que a imprensa, principalmente o Globo e a Malu Gaspar,
divulgaram ao longo dos últimos dias a respeito da troca de mensagens com o Vorcaro, inclusive no dia em que ele foi preso pela primeira vez. Aquelas mensagens não teriam sido recebidas por ele, mas também não nega que tenha trocado algum tipo de mensagem, se trocou não diz qual tipo, enfim. Ficou uma névoa ali de incompreensão ao redor da nota divulgada pelo ministro.
tem uma distorção a divulgação dessas mensagens de cunho pessoal, porque tem uma exposição ali não apenas do Uvorcaro, mas de todas as pessoas que mantiveram algum tipo de conversa com ele, principalmente as mulheres envolvidas, a noiva, agora ex-noiva, outras mulheres com quem o Uvorcaro aparentemente mantinha relações, enfim, tem todo tipo de conversa de cunho pessoal que não tem nada a ver com a investigação. Concordo plenamente, Carol, até levei a coluna da Marilice Pereira Jorge, que falou a esse respeito na Folha de São Paulo, para o meu feed no Instagram,
porque na fervura desse tipo de caso, a gente acaba recebendo meme, dá risada do meme, manda adiante, sem se dar conta muitas vezes da violência que existe em relação a uma pessoa que até aqui não é investigada. Pode ser uma testemunha importante, porque ela era ali informada de assuntos relevantes das transações do namorado barra noivo,
num vazamento indiscriminado, sem nenhum tipo de proteção, não diz respeito ao processo, acaba funcionando como entretenimento e tendo a mulher como alvo, sem resolver nada do caso. Dito isso, me chama a atenção que o ministro Gilmar Mendes tenha se afixado só nesse ponto, que ele não tenha comentado nada a respeito da cobrança que existe sobre o tribunal do qual ele é decano,
para que dois ministros, dois de 10, expliquem relações que tiveram com um ex-banqueiro investigado pelo próprio tribunal, investigado pela própria turma da qual um desses ministros faz parte, que é o ministro Dias Toffoli, investigado por ele que até anteontem era inclusive o relator do processo. Então esse é o aspecto crucial, o aspecto central que diz respeito ao Supremo.
André Mendonça, já no fim da sexta-feira, pediu para que seja investigado o vazamento dessas informações, ficou claro que a mudança de foco estava sendo feita ali, para que se investigue o vazamento e não se investigue o que está dito ali, que o ministro teve conversas com Daniel Vorcaro, que até aqui não estão esclarecidas de que natureza foram. Então, eu acho que existe essa cortina de fumaça feita pelo Supremo, pela PF e pelo Ministério
público em torno da participação do ministro Alexandre de Moraes em conversas com Daniel Vorcaro. Que conversas foram essas? Sobre o que elas versaram? Em que momento se deram? Tudo isso precisa ser esclarecido pelo bem do Supremo, pelo bem da institucionalidade. Me chama atenção que ninguém toque nesse assunto e fale só dos osamentos. Não partiria deles, né? Talvez. Investigar? Não, não. Não partiria deles próprios.
de Alexandre ou de Toffoli, porque mesmo o que foi dito por Toffoli até agora, também não é esclarecedor, né? Enfim, eles não vão tomar a frente pra colocar as coisas em pratos limpos. Quem é que vai cobrar esses ministros? Deveriam, né? Deveriam tomar, porque a gente sabe que existe toda uma cadeia ali de proteções
fala do principal tribunal do país. Então, a Polícia Federal, na semana passada, eu cheguei a falar com fontes da PF, publiquei no meu blog do Globo, porque eu cobrei aquilo que a gente falou aqui no Viva Voz. Cadê um relatório da PF sobre o ministro Alexandre nos moldes que eles entregaram para o ministro Fachin sobre o Toffoli? Ah, não, mas isso são coisas diferentes. O Toffoli era o relator, a gente tinha que se reportar a ele e tinha visto ali coisas bem mais sérias, bem mais concretas. Tudo bem? Parcialmente,
válido, porém, agora que se chegou a uma troca de mensagem entre os ministros, o que se faz? Ah, não, isso veio da CPI, não veio da PF. Já está claro que a PF tinha acesso a essas informações. Não vai comunicar o relator? Não vai pedir? Porque o ministro do Supremo precisa de autorização do próprio Supremo para ser investigado. E quando chega em algum deles, você tem que reportar. Eles reportaram para o relator? Então tem uma névoa em relação a esse assunto. Tanto a PF,
quanto o Ministério Público, teriam prerrogativa de fazer isso, respondendo ao que você me perguntou. Mas até aqui tem todo mundo pisando em mil ovos para chegar no cerne dessa questão. Véria, como é que está o clima nos bastidores do Supremo? Porque quando o Toffoli saiu da relatoria, foi mediante uma nota assinada por todos os ministros, dizendo que confiavam na atuação do Toffoli, que não havia nada que o desabonasse.
forma, eles foram fiadores ali nessa história. Claro que depois a coisa ficou até mais complicada para o ministro Alexandre de Moraes, mas como é que ficam nos bastidores as relações entre os ministros do Supremo diante dessa confusão toda? Tem aquela consternação que nunca vai ser admitida de público, tem a sensação de que sim, se contratou um desgaste institucional que era desnecessário, se os próprios
tivessem cuidado mais da sua atuação, mas dificilmente a gente vai ver alguém vir a público para cobrar isso. Para o presidente Luiz Edson Fachin fica toda a conta desse desgaste, porque ele prometeu uma coisa na sua posse como presidente e o que está acontecendo é diametralmente o oposto daquilo que ele prometeu. Ele prometeu menos protagonismo para o Supremo, que cada poder atuasse dentro das suas prerrogativas ali,
invadindo a seara do outro e menos brigas institucionais. E desde que ele assumiu, tudo isso só se agravou. A gente até vai ver hoje mais cobranças nesse sentido em cima dele. Vera e Débora, por falar no ministro Fachin, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, foram procurar o Fachin para falar sobre aquele pedido para o encerramento do inquérito das fake news. A gente vai a Brasília, as informações com a Samanta Klein. Oi, Samanta, boa noite de novo.
Carol, Débora Vera, essa reunião começa logo mais, ali pelas sete e meia da noite. O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, os presidentes das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil têm essa reunião, portanto, com o presidente Edson Fachin. Querem tratar do inquérito das fake news que completa sete anos nesta semana. O que eles pedem? O arquivamento da ação.
que começaram ainda no final de fevereiro, pelo menos oficialmente, ainda que já se falasse há muito tempo que esse inquérito passou da hora de ser encerrado, segundo os especialistas. E nesse ofício de fevereiro, a UAB escreve o seguinte, que há uma extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração,
das fake news. O reforço para o pedido de fim dessa investigação ganhou um novo fôlego quando o ministro Alexandre de Moraes determinou aquela investigação contra três servidores da Receita Federal por suposto vazamento de dados de ministros da corte e também dos seus familiares e aí entra o contexto desse contrato e questões fiscais da advogada Viviane Barsi de Moraes.
O inquérito das fake news foi aberto lá em 2019 por ordem então do então presidente do Supremo Dias Toffoli e de ofício ele determinou então como relator ministro Alexandre de Moraes. Um outro tópico que também deve ser abordado nesse encontro é que a ordem vai pedir o acesso integral ao inquérito sobre o Banco Master no âmbito do STF.
que é relator do caso. Inclusive, essa manifestação foi feita na sessão ordinária do Conselho do Pleno da OAB nessa segunda-feira com vocês. Obrigada, Samanta. Virou realmente o inquérito do fim do mundo, né, gente? Depois de quase sete anos aberto, né? Acaba o mundo e ele não acaba. É o inquérito sem fim do fim do mundo. Só trazendo uma rápida memória desse inquérito, ele foi criado em 2019,
a gente está falando do inquérito 4781, em março de 2019, o presidente Eru Toffoli, ele designou o Alexandre de Moraes de ofício, sem passar pelo tradicional sorteio, para investigar notícias fraudulentas, denunciações caluniosas e ameaças contra integrantes do STF e seus familiares. Se embasou no regimento interno, foi amplamente questionado,
da República de então, procuradora Raquel Dodd, mas ainda assim foi validado por 10 a 1 pelo Plenário do Supremo. E desde então ele passou a sofrer mutações, tipo o vírus da Covid, que vai sofrendo mutações e isso vai tornando mais difícil de debelar. Ele passou a incorporar a tese de que havia uma existência de redes organizadas de desinformação e com isso teve como alvo
empresários, parlamentares, influenciadores digitais. Foi mandado que tirasse páginas do ar, perfis, etc. Depois, lá em 2020 e 2021, passou a investigar uma coisa mais ampla num guarda-chuva de ataques à democracia. E aí, incitação a fechamento do Supremo, ameaças a ministro, todos os atos antidemocráticos começaram a ficar nesse guarda-chuva. Depois ele foi gerando inquéritos ligados a ele.
ramificações dele. Então, inquérito 4828, o inquérito das milícias digitais, financiamento de desinformação, o inquérito do 8 de janeiro, todos eles ligados a ele. E, mais recentemente, essa investigação sobre vazamentos da receita também foi no bojo desse inquérito. Então, realmente, ele virou uma investigação bombril na qual cabe qualquer coisa, toda e qualquer coisa. É muito inusual isso. É um super
trunfo que tem na mão do ministro Alexandre de Moraes, sem data para terminar. E eu acho muito estranho que isso não seja nem discutido, que o Ministério Público não questione mais a perpetuação desse inquérito. Ele que questionou lá atrás e depois se calou sobre o fato dele nunca se encerrar. Então, instrumento muito inusual, muito poderoso e que não tem data para terminar. Faz todo sentido a reclamação da OAB. Vamos fazer uma pausa no Viva Voz para que o nosso ouvinte fique com notícias
da sua região e a gente volta logo mais para repercutir a pesquisa Datafolha do fim de semana e também para trazer mais detalhes sobre o furo de Vera Magalhães em relação à saída do ministro Fernando Haddad da Fazenda. Viva a voz de volta para a gente repercutir a pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana. A gente começa pelo cenário presidencial que mostra que num segundo turno das eleições, no eventual segundo turno das eleições,
O presidente Lula teria 46% de intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro 43%. Essa foi a primeira pesquisa data folha deste ano. No levantamento anterior, que foi divulgado em dezembro, Lula aparecia com 51% e Flávio com 36%. Quando a gente olha para a rejeição, o presidente Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 45%, ficando empatados também.
também tecnicamente nesse quesito. Os dois, Lula e Flávio, têm os maiores índices, dentre os possíveis nomes para a disputa presidência, maiores índices de rejeição. O terceiro seria Fernando Haddad, que teria 27% de rejeição. A pesquisa também perguntou sobre a avaliação do governo Lula. A avaliação negativa chegou a 40%, que avaliam a gestão como ótima ou boa, 32%,
vem como regular e 1% não opiniou. No datafolha anterior, a avaliação negativa do governo marcava 37%, ou seja, oscilou desde então para cima, embora dentro da margem de erro. A positiva registrava os mesmos 32% de agora, enquanto o índice de quem classifica o governo como regular era de 30%. O datafolha também perguntou sobre a homenagem que o presidente Lula recebeu da Escola Acadêmicos de Niterói nesse carnaval. 71% dos eleitores consideraram
O levantamento também mostrou que a ala da família em conserva, que trazia aquelas imagens de famílias estampadas em latas de comida, não foi bem recebida pelos eleitores. 17% se disseram pessoalmente ofendidos com a fantasia, outros 26% não se sentiram ofendidos, mas entenderam que o conteúdo poderia ofender outras pessoas. Chega os resultados dessa pesquisa, várias más notícias para o governo, não é, Vera?
se nesses dois primeiros meses do ano o governo e o presidente tivessem pego todo o trabalho do ano passado de recuperação da imagem e rasgado e jogado no lixo. E muito desse desgaste, muito desse resultado vem de decisões do próprio Lula. A decisão toda sobre o carnaval foi tomada muito na base da autossuficiência por parte do presidente e da sua...
da sua família, da primeira-dama, sem que fosse ouvida a área de estratégia do governo, a SECOM, o SIDONIO, etc. O resultado está aí. Também foi subestimada a capacidade de crescimento do Flávio Bolsonaro. Isso eu já venho dizendo há um tempão, já era uma percepção interna lá que eu colhi quando estive em Brasília e agora está confirmado pela pesquisa. Se tem um empate técnico muito cedo, muito antes do que se superar,
punha. Existia no PT uma avaliação de que a escolha do Flávio Bolsonaro demoraria muito mais tempo para ser assimilada pelo eleitor e ela foi rápida e no levantamento, inclusive, ele já tem uma performance melhor que a do próprio Tarcísio de Freitas, por quem o mercado viveu uma espécie de luto pelo fato dele não ser candidato. Então, várias notícias, inclusive, de que o Lula, se existe
Existiu em algum momento o tal favoritismo do incumbente. As eleições mais recentes em todo o mundo têm demonstrado que isso ficou para trás. Que essa polarização extrema que existe no mundo todo tem levado à alternância de polos. A alternância de blocos políticos em vários países. Aconteceu no Chile, aconteceu na Argentina, aconteceu nos Estados Unidos, aconteceu aqui mesmo em 2022.
nada nesse cenário justifica uma soberba de favorito. Não tem como jogar assim. E ou o governo e o PT percebem isso, ou vão ter sérias dificuldades na eleição de outubro. O Veri, falando sobre São Paulo, esse resultado do Datafolha foi determinante para o Lula e o PT baterem o martelo de que o candidato realmente vai ser o Haddad? Sim, eu acho que foi aquela cereja do bolo confirmadora que faltava, Carol.
Hoje de manhã estava apurando isso e perguntei se tinha praticamente sacramentado o cenário e obtive justamente a resposta positiva nesse sentido. E aí cravei que o Haddad deixa o governo na semana que vem, provavelmente na quarta ou na quinta, para ser o candidato ao governo. Ele andou hesitando, teve ali sérias dúvidas sobre encarar mais uma candidatura que é fadada,
menos pelo que mostram as pesquisas a perder, mas os números dele mostram que ele vai ser, se não competitivo para ganhar, pelo menos para aquilo que é a estratégia do PT no Estado, que é perder de pouco. Então, a diferença que o Datafolha captou entre ele e o Tarcísio não é tão grande assim. Não foge muito ao que foi o resultado da própria eleição em 2022. E com aquele resultado, foi o suficiente para que o Lula vencesse na capital,
e saísse de São Paulo com um número total de votos importante para que ele vencesse nacionalmente. Foi praticamente o que garantiu aquela diferença sobre o Bolsonaro, que deu a ele uma eleição apertada. Como se imagina que ela vai ser de novo voto a voto, apertada, com aquele eleitor pêndulo do centro sendo disputado ali no olho mecânico, ter uma votação expressiva, ainda que não vence em São Paulo,
Paulo, é considerado importante. Então, está decidido, Haddad vai ser o candidato, e está decidido também que Simone Tebet e Marina estarão na chapa, ouvi isso, de um dos articuladores da candidatura. Estarão na chapa em que posições? Na chapa majoritária, né? Isso ainda não está definido. Então, podem ser as duas candidatas ao Senado, uma candidata ao Senado e a outra a vice de Haddad, e a depender do Alckmin, que está 90% assegurado,
candidato a vice, mas que caso Lula consiga atrair um outro partido, etc, entenda que é importante atrair um outro partido, o Alckmin poderia ser um outro candidato ao Senado no Estado, embora ele não queira e nem o presidente vá forçá-lo a fazer qualquer coisa que ele não queira. Só para a gente trazer o dado da pesquisa Datafolha para o governo do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas lidera de forma isolada em todos os cenários que foram testados, tanto no primeiro quanto
segundo turno. No primeiro turno, ele tem 44% das intenções de voto. Tarcísio de Freitas, o atual governador. Fernando Haddad, 31%. É o que tem a melhor pontuação, considerando Alckmin e Simone Tebet. No segundo turno, Tarcísio teria, deixa eu só achar aqui que eu perdi, Tarcísio 52% das intenções de voto e Haddad 37%. É, ainda não são os votos válidos,
aqueles que aparecem no final, então não dá para comparar, mas em votos válidos o Tarcísio teve 55 e o Haddad 45 em 2022. Se avalia que um resultado próximo a isso seria desejável. E chamou atenção também no que é gelulista o fato do Tarcísio ser apenas o décimo governador do país em termos de avaliação positiva no eleitorado do seu próprio Estado, o que mostra que não seria um governo assim impossível
impossível de contrapor durante uma campanha, de apresentar ali os problemas dele para a população e, com isso, tentar obter um crescimento nas pesquisas. E hoje, nas redes sociais, o governador Tárcio de Freitas estava comemorando esses dados do Datafolha e está, claro, fazendo costuras políticas para a eleição. A Bruna Barbosa tem informações para a gente em São Paulo. E, Bruna, boa noite. Oi, Carol. Boa noite para você, para a Débora e para a Vera. A Vera estava falando há pouco da necessidade dessa costura de encontrar,
outros partidos, pensando nessa chapa do PT, é exatamente o que o governador está fazendo e muito com o auxílio. Essa articulação tem sido muito conduzida pelo secretário da Casa Civil, Roberto Carneiro, que também é o presidente do Republicanos aqui em São Paulo, para tentar trazer outros partidos e munir, de certa forma, a gestão Tarcísio para essa eleição. Hoje teve uma reunião no Palácio dos Bandeirantes. O governador Tarcísio de Freitas recebeu o presidente nacional do PSD
Paulo Serra, e eu apurei que o PSDB avalia abrir mão da candidatura própria para apoiar a eventual reeleição de Tarcísio de Freitas. Essa possibilidade começou a ser discutida hoje, novos encontros devem acontecer ao longo do mês de março, a base do PSDB também precisa ser consultada até que esse martelo seja batido, até porque o próprio Paulo Serra era um dos nomes cotados pelo PSDB para disputar o Palácio
dos Bandeirantes. Na datafolha de ontem, ele aparece com 5% das intenções de voto, exatamente por isso essa articulação por parte dos republicanos. Na margem de erro para mais, ele fica com 7% e pensando numa possibilidade de vitória em primeiro turno, é interessante para os republicanos ter alguém com 7% de intenção puxando ali para si. Já para o PSDB, essa aliança é vista como uma chance de reorganizar o partido aqui no Estado, especialmente
espaço na formação de chapas. A expectativa dos dirigentes do PSDB é que eles consigam eleger pelo menos três deputados federais e até cinco estaduais. Algumas filiações estão previstas já para os próximos dias. Além do PSDB, o Republicanos já firmou apoio com o Novo. Isso foi anunciado no fim de fevereiro. Então, é o Republicanos tentando, de certa forma, se cercar ali nessas alianças. Conversei com algumas fontes do Palácio que disseram
Estamos fechando os espaços. É isso que vão fazer. Em relação à vice de Tarcísio, continuamos ali com duas possibilidades. Pelo PSD de Gilberto Kassab e Felício Ramut e pelo próprio PL André do Prado, que nessa semana deve receber a tal da lista da LESP, com todos os apoios de deputados, mas não vai fazer nada com essa lista não, viu meninas? Deve segurar ali para si, não vai fazer nenhuma entrega ao governador Tarcísio de Freitas. Obrigada, Bruna. Fala, Vera.
Ele vai ter muitos partidos na sua aliança, deve reproduzir mais ou menos o que foi a aliança do Ricardo Nunes aqui em São Paulo. Ele também conseguiu algo que ele pretendia que era se manter no Republicanos, não mudar para o PL, como começou a ser cogitado como uma exigência por parte do Flávio Bolsonaro e do Valdemar. Ele não quis se filiar ao PL lá atrás, em 1922, e não quis novamente.
ele chega muito bem para a reeleição. Ele é muito forte no interior de São Paulo, vai contar com essa rede de partidos e a tendência é a reeleição dele. Todas as pesquisas mostram isso. É diferente da nacional, que não dá para falar em favoritismo porque existe um empate técnico. Aqui o governador é favorito, mas o que eu ouvi é que vai ser uma derrota, provavelmente vai ser uma derrota, mas não uma derrota acachapante. E é isso que nesse momento está sendo levado em consideração.
pelos estrategistas ali, principalmente da campanha presidencial. Muito bem, a gente faz agora uma pausa, nosso ouvinte fica com as notícias regionais e na volta tem Eduardo Graça, repórter especial do Jornal Globo, que vai falar do cenário internacional, mais especificamente sobre o conflito no Oriente Médio e a escolha do novo Ayatollah. São seis horas e cinquenta e um minutos, o Viva Voz está de volta e já está na linha com a gente o Eduardo Graça, colunista e repórter especial do
Globo, o nosso comentarista das segundas-feiras. Boa noite, Edu. Boa noite, Vera. Oi, Débora. Oi, Carol. Boa noite a todos. Oi, Edu. Edu, a gente lamentou que na semana passada você estivesse em voo bem no nosso horário, porque, enfim, o ataque no Irã estava quentíssimo e a gente carecia da sua análise, então hoje teremos a graça de ouvi-lo. Queria saber como você lê a escolha do Mostaba Kamenei para
líder supremo do Irã sucedendo seu pai, que foi eliminado nos ataques dos Estados Unidos e de Israel lá no primeiro dia do conflito. É, Vera, é um sinal claro de que Teherã definitivamente não é Caracas. O Washington avaliou errado. O regime dos ayatolais sabe que está travando nesse momento uma guerra pela própria sobrevivência que não vai ter meio termo. O Mortaba Kamenei perdeu o pai, mas perdeu também a mãe, a esposa e um filho nos bombardeios americanos.
israelenses. Não há muito caminho para que ele negocie com os Estados Unidos, para que ele recua. Ele é uma figura da linha dura, ele é muito próximo da guarda revolucionária, foi um dos principais arquitetos daquela repressão brutal aos manifestantes de oposição no início do ano. Ou seja, é um sinal que indica uma coesão das forças armadas iranianas e confirma a crítica de analistas com quem eu tenho conversado da irresponsabilidade do presidente Trump
conclamados civis desarmados a enfrentar militares organizados e armados depois dos ataques americanos e israelenses para facilitar uma queda de regime, que era um objetivo super ambicioso que foi anunciado pelo Trump no primeiro dia antes de ele voltar atrás e mudar diversas vezes os objetivos e a própria duração desse conflito. Edu, você falou Mortaba, a gente está falando Mostaba e tem gente falando Mortaba. Como é a pronúncia do nome do filho do Kamenei, por favor?
pronúncia que eu ouvi aqui nas redes internacionais é mortaba, como se fosse um R mudo, mas prometo a você que eu vou checar com as minhas fontes para saber se eu não estou falando besteira. Então tá bom. Edu, Edu, e do outro lado, hein, como é que, qual que é a estratégia de Donald Trump para o Irã, afinal de contas, ele disse há pouco que a guerra está perto de acabar. É, ele deu uma entrevista agora, né, há pouco a rede americana CBS, que ele falou que a guerra para ele está
praticamente resolvida agora. Não é coincidência ele ter feito essa afirmação após a chiadeira do mercado com o aumento do preço do barril do petróleo. Um dos paralelos mais comuns quando a gente tenta prever o voto nos Estados Unidos é com o preço da gasolina. Se a gasolina aumenta, a oposição se beneficia. E os republicanos e os democratas estão de olho agora nas eleições de novembro, quando o Congresso vai estar em jogo. A gente já falou algumas vezes disso aqui. E hoje, nesse momento, as pesquisas mostram a oposição favorita
para retomar o controle da Câmara e aumentou a possibilidade de recuperar também o Senado. O presidente da Câmara dos Estados Unidos, que é um aliado fidelíssimo do Trump, afirmou publicamente que se isso acontecer, acaba o segundo governo Trump. Por isso também é crucial para o Trump sair do Irã como vitorioso. E por isso ele segue mudando o que significaria uma vitória nessa guerra. Já foi a mudança do regime, já foi garantir que o Irã não produza armas nucleares,
mantelamento das forças armadas iranianas ali para você não ter a possibilidade de ameaça aos vizinhos, especialmente a Israel. E agora pode até ser um acordo em termos que nós ainda desconhecemos com os militares iranianos que na prática hoje mandam no país. Agora Edu, Trump está sempre procurando o próximo inimigo, né? Porque ele já prendeu Maduro na Venezuela, já ameaçou anexar Groenland, já atacou o Irã e agora parece que vira sua artilharia para Cuba, que pode ser o próximo alvo. Muita gente, lideranças do Partido Democrata,
Só uma grande cortina de fumaça para desviar a atenção dos americanos das revelações dos arquivos do Jeffrey Epstein. Sim, na sexta-feira, vamos lembrar que o Departamento de Justiça divulgou documentos do FBI referentes a entrevistas feitas em 2019 com uma mulher que contou ter sido abusada sexualmente nos anos 80, quando ela ainda era uma adolescente, tanto por Trump quanto por Epstein. Mas de acordo com os investigadores, sem apresentar provas.
informação não apareceu naquela última leva de divulgação dos arquivos Epson. Eles disseram que é porque houve um equívoco e esses documentos, essas entrevistas tinham sido marcadas como um documento duplicado. É claro que os democratas dizem que não houve equívoco nenhum, que o governo está protegendo o presidente contra a investigação de crimes que teriam o potencial de tirar ele do poder. Essa argumentação de que há uma operação cortina de fumaça ganha força, inclusive, Carol, com o ciclo de notícias naturalmente
voltado para as seguidas intervenções militares dos Estados Unidos, primeiro na Venezuela, agora no Irã, muito provavelmente como se lembrou em Cuba, especialmente quando se vê o efeito das revelações do outro lado do Atlântico Norte, no Reino Unido, onde eu estava na semana passada, as investigações estão em ritmo muito mais avançado, inclusive levaram à prisão do ex-príncipe Andrew e de um cardeal do Partido Trabalhista, o Lord Mendelsohn, que foi embaixador do país nos Estados Unidos e que forneceram, estão sendo acusados de fornecerem
informação privilegiada, segredos de Estado do Reino Unido para o Epstein. E os democratas vão bater esse bumbo até novembro, de que além da percepção do governo Trump, sim, de que Venezuela, Irã e Cuba estavam num momento especialmente frágil, que era a hora de agir, que há, sim, também uma operação abafa em Washington para preservar Trump, o trumpismo e o Partido Republicano em desespero com o que as pesquisas estão mostrando nesse momento. E também teve a demissão da secretária ali responsável
pelo ICE na semana passada, então no front interno a coisa também não está tão boa, né? Sim, Vera, exatamente. E assim, as ações do ICE, inclusive no próprio estado de Minnesota, em cidades menores, elas continuam. Enfim, e não tem a projeção que elas tiveram até pouco tempo atrás, naturalmente, porque o ciclo de notícias está muito focado no que está acontecendo no Oriente Médio e no Irã. Então, é outra
preservação que está sendo feita a Trump, depois que ele tirou, trocou o comando do Departamento de Segurança Nacional. Mas a falta de atenção ao que está acontecendo nesses outros flancos está beneficiando o Partido Republicano, está dando fôlego para o Partido Republicano. É isso, Eduardo Graça com a gente todas as segundas-feiras. Obrigada, Edu. Até semana que vem. Até semana que vem. Um beijo a todas e um abraço aos ouvintes. Beijo, Edu. Até.
E assim a gente se despede do Viva a Voz de hoje. Vera, obrigada. Amanhã tem mais. Amanhã tem mais. Vocês ficam agora com a terceira hora do ponto final com essas duas musas da semana e mês da mulher. Beijo, Vera. Tchau, tchau. Beijo, Vera.