Com mensagens entre Moraes e Vorcaro, qual será procedimento da PF e do STF?
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- Segurança OperacionalTroca de mensagens com subterfúgio · Visualização única por WhatsApp · Recuperação de mensagens no bloco de notas · Comunicação constante · Encontros entre os dois
- Banco MasterPrisão de Daniel Vorcaro · Investigação da Polícia Federal · Apreensão de celulares · Documentos que fundamentaram decisão judicial
- Caso AstófoliReferências ao Ministro Astófoli em investigação · Relatório da PF ao presidente do STF · Afastamento da relatoria do caso · Comparação com caso Moraes
- Decisões sobre sigilo e investigaçõesComunicação ao presidente do STF · Comunicação ao relator · Precedentes com outras autoridades com foro · Medo de comprometer investigações
- Contrato esposa Moraes Banco MasterContratação da mulher do ministro · Valor milionário do contrato · Conflito de interesse potencial
- Limitações ao acesso de dadosExigências de Astófoli para perícia · Restrições na investigação · Material que não pôde ser periciado antes
E aí, Vera? Oi, Sérgio Bemberg. Boa tarde para você e para a Cássia. Boa tarde para os ouvintes, também para quem nos assiste. Boa tarde, Vera. Vera conosco em áudio e vídeo. Bom, Vera, o assunto é o seguinte. Quando a Polícia Federal estava investigando lá os celulares, as conversas do Vorcaro, e encontrou as referências ao ministro Toffoli, ministro do Supremo Tribunal, Dias Toffoli,
o presidente da Suprema Corte, o ministro Edson Fachin. E foi esse relatório que acabou levando ao afastamento de Dias Toffoli lá da relatoria do caso. E a pergunta que você se levanta, que você levanta conosco, é o seguinte, por que a Polícia Federal não fez a mesma coisa ao descobrir essas ligações entre o Vorcaro e o Xandão? Pois é, porque o que veio à tona desde a nova prisão do Daniel Vorcaro,
e desde que os documentos da Polícia Federal, que embasaram essa decisão do ministro André Mendoza, chegaram à Polícia Federal e depois foram chegando aí, estão chegando ainda em doses homeopáticas ao conhecimento do público por meio de vazamentos à imprensa, é uma troca de mensagens ali entre o ministro Alexandre de Moraes e o Daniel Vorcaro, usando subterfúgios para leitura única,
dessas mensagens. Escreve o método, você escrevia no seu bloco de notas do celular, aí tirava uma print e mandava como visualização única por WhatsApp, na expectativa de que isso não ficasse na nuvem e, portanto, fosse impossível depois de recuperar, mas não foi, porque o Daniel Vorcário deixou no bloco de notas as mensagens e foi possível cotejá-las com os horários de trocas das mensagens com o ministro Alexandre Mora,
Em uma delas, o ministro chega a responder com um emoticon de joinha. Então, outros elementos de evidências ficaram ali, deixaram rastros e foi possível a Polícia Federal fazer esse trabalho de identificar o possível conteúdo dessas mensagens. Mas aí é isso, né? Até aqui não fizeram um relatório informando ao presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Edson Fachin,
um conteúdo referente ao ministro do Supremo. Eles fizeram isso em relação ao Toffoli para alegar na ocasião que ele não tinha mais condições de permanecer à frente da relatoria do processo. Mas a gente lembra que ministros do Supremo têm prerrogativa de foro no próprio Supremo e que toda autoridade com prerrogativa de foro que aparece em investigações, isso precisa ser informado pela Polícia Federal ao próprio Supremo Tribunal Federal.
Então, eu já questionei de manhã assessores do ministro Edson Fachin se ele recebeu algum relatório específico concernente a essas trocas de mensagens em relação ao ministro Alexandre de Moraes. Não recebeu. Não sei se eles enviaram para o relator ministro André Mendonça. Ainda não recebi essa resposta. Também questionei fontes da Polícia Federal a esse respeito e até agora tem um silêncio acerca disso. Então, tem uma lacuna.
que tem que ser respondida, porque isso não foi informado ao Supremo Tribunal Federal de maneira oficial por parte da Polícia Federal. E mais, deixa eu só concluir depois de ouço. E esse material estava nos celulares que não puderam ser periciados antes porque o ministro Dias Toffoli tinha feito uma série de exigências para a perícia e tinha limitado de muitas maneiras a investigação.
ser respondido pelas autoridades de investigação. Desculpa, Sartenberg, diga. Não, não, eu só queria que você esclarecesse esse ponto, né? Quer dizer, a Polícia Federal está investigando o Vorcaro, mas aí encontra referências ao ministro Alexandre de Moraes. E nesse caso é que tem que informar ao Supremo. Pode ser informado ao presidente ou pode ter sido informado ao André Mendoza, né? Que é o ministro relator do caso. Exato. Alguém vai ter que dizer qual foi o procedimento adotado agora, que já é
público que eles trocaram mensagens e numa constante ali, numa comunicação constante, tiveram vários encontros. Portanto, de alguma maneira, o ministro, cuja mulher é contratada do Banco Master por um contrato milionário, conversou com um investigado a respeito de coisas que supostamente diziam respeito a essas investigações.
de subterfúgio de visualização única, se deram no dia que ele viria a ser preso. Portanto, havia ali uma inquietude do Daniel Vorcaro com a possibilidade de que acontecesse alguma coisa com ele e com o banco. Ele estava ali demonstrando preocupação com isso e chega a perguntar para o ministro se ele conseguiu bloquear. E a gente não sabe do que ele está falando exatamente, embora tenha sido no mesmo dia que ele veio a ser preso mais tarde.
A Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal estão devendo para a sociedade explicações de qual será ou qual foi até aqui o procedimento adotado, porque inclusive o Supremo já reclamou outras vezes da Polícia Federal esbarrar com autoridades, com foro, sejam elas senadores, deputados ou até mesmo eles próprios, ministros do Supremo, e não comunicar devidamente com medo disso embarreir as investigações.
O que foi feito com essas evidências múltiplas de troca de mensagem entre um investigado, Daniel Vorcário, e um ministro do Supremo Tribunal Federal? Quem foi comunicado ou quem ainda vai ser comunicado e quando? Porque isso é uma obrigatoriedade, é uma exigência legal e formal que a Polícia Federal tem de cumprir. Tá certo. Bom, Vera Magalhães, obrigado, Vera.
ponto final e até semana que vem aqui no CBN Brasil.