Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

De A a Z: rastro político de Daniel Vorcaro não deixa ninguém escapar incólume

04 de março de 202647min
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O banqueiro voltou a ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de ameaças, corrupção e um esquema bilionário de fraudes financeiras. Vera Magalhães analisa o impacto político dos desdobramentos e destaca que as relações de Vorcaro atravessam partidos, expondo a fragilidade de narrativas seletivas.

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Assuntos13
  • Daniel VorcaroTerceira fase da Operação Compliance Zero · Motivos da prisão e acusações · Julgamento no STF marcado para 13 de março · Audiência de custódia em São Paulo · Transferência para sistema prisional estadual
  • Roberto Campos NetoServidores do BC atuando para Vorcaro · Paulo Sérgio Neves de Souza - diretor de fiscalização · Belini Santana - chefe de supervisão bancária · Troca de informações sigilosas · Pagamentos por fachada a servidores · Gestões de Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo
  • Fraudes FinanceirasEsquema bilionário de fraudes · Núcleo de ocultação patrimonial · Transferências para exterior · Paraísos fiscais · Compra de carteira de crédito pelo BRD · Ativos de baixíssima qualidade · Problemas de solvência do Banco Master
  • Segurança OperacionalGrupo de WhatsApp para coordenar atividades · Núcleo de intimidação e obstrução de justiça · Monitoramento de adversários · Ameaças a jornalistas · Planos de violência física · Membros: Fabiano Camposetti, Luis Felipe Machado de Morais, Mario Sonroseno da Silva
  • Violencia contra JornalistasAmeaças a Audja Jean · Plano de assalto simulado contra jornalista · Intimidação da imprensa · Ameaças a outras autoridades · Tentativa de compra de influência de jornalistas · Risco à democracia
  • Flávio DinoAnulação de decisões da CPI do crime organizado · Quebra de sigilo bloqueada · Empresa de familiares com imóveis no Paraná · Ligação com fundo de investimento Master · Troca de mensagens com Vorcaro não divulgada · Tratamento especial do Supremo · Mudança de relator para André Mendonça
  • Atuação de Lucia na políticaRelações com múltiplos partidos · Ligações com governo da Bahia · Programa de crédito consignado · Empréstimos via fundos de previdência · Abrangência em vários estados · Leituras seletivas da oposição e base governista
  • Decisões sobre sigilo e investigaçõesPolicial federal aposentado na organização · Acesso a sistemas de órgãos públicos · Acesso a investigações da PF · Vazamento de informações sigilosas · Antecipação de investigações pela defesa · Acesso a informações da CVM · Monitoramento de autoridades
  • Crise InstitucionalSombra de suspição sobre instituição · Questionamento sobre outras instituições · Fragilidade da fiscalização · Danos à imagem da autoridade monetária · Necessidade de reforma dos incentivos
  • Congresso NacionalPedidos de CPI específica sobre Banco Master · Declarações de deputados da oposição · Posicionamento da base governista · Envolvimento de Nicolau Ferreira · Comentários sobre proteção institucional · Críticas ao Banco Central
  • Investigação ainda em cursoMaterial apreendido: 5 celulares de Vorcaro · Apenas 10% do material periciado · Análise complexa em andamento · Revelações ainda por vir · 90% de material de celular ainda não analisado · Relatório da PF parcialmente sigiloso · Acesso a documentos sigilosos
  • Tentativa de suicidio Luis Felipe MuraoCircunstâncias da tentativa · Resgate por policiais federais · Transferência para hospital · Investigação interna da PF · Vídeos documentando o ocorrido
  • Manifestacao PGR sobre prisaoPostura vacilante da Procuradoria Geral da República · Pedido de mais tempo para análise · Crítica do Ministro André Mendonça · Contraste com atuação em outros casos · Parecer em caso Bolsonaro dado à madrugada · Inconsistência na atuação institucional
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Nova voz, com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa noite, que quarta-feira, hein? Já desde cedo, né? Débora, Anadédia, boa noite pra vocês, boa noite pros ouvintes, pra quem nos assiste. Fomos acordados hoje pelos novos desdobramentos da Operação Compliance Zero. Boa noite, Vera. Exatamente, que levou Daniel Vorcaro de volta à prisão, entre outras pessoas, e a gente conversa agora com a Larissa Lopes.

Brasília, que tem mais informações sobre este caso. Oi, Larissa. Oi, Débora. Vera e Nadeja, boa noite para vocês. Pois é, Débora, depois dessa nova prisão de Daniel Borcaro, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal vai avaliar, a partir do dia 13 de março, se mantém ou não a prisão do banqueiro, que é dono do Master, e foi alvo dessa operação de hoje. Esse julgamento, Débora, para referendar a decisão do ministro André Mendonça,

na segunda turma, que é composta além do ministro Mendonça, que é o relator, também pelos ministros Dias Toffoli, que é o antigo relator do caso, Gilmar Mendes, Luiz Fultz, Nunes Marques também. Nessa decisão que determinava essa prisão de hoje e autorizando a operação da Polícia Federal, o ministro André Mendonça destacou a interlocução de Borcaro com os servidores do Banco

Central, que deveriam atuar na fiscalização da instituição financeira, mas que foram, então, cooptados para prestar serviços a Daniel Vorcaro. André Mendonça também reforçou que manter o dono do Master em liberdade, como ele estava, apenas usando tornozeleira eletrônica, colocava em risco toda a operação de investigação do Banco Master, mantendo em funcionamento uma organização criminosa que,

segundo ele, já produziu danos bilionários à sociedade. Além de Vorcaro, também foram alvos de prisão Fabiano Campos Etel, que é o cunhado de Vorcaro, e Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, identificado então como um capanga de Vorcaro, que na decisão de Mendonça se fala sicário, e também Marilson Roseno da Silva, que é um policial federal aposentado e que também fazia parte do grupo de Vorcaro,

do banqueiro. Segundo André Mendonça, esses quatro e além de outras pessoas integram uma quadrilha que demonstra altíssima capacidade de reorganização mesmo após a deflagração de operações da Polícia Federal. Lembrando que hoje foi realizada a terceira fase da Operação Complice Zero e Vorcaro, de acordo com as investigações, estava até tendo acesso a materiais sigilosos dos investigadores.

Oi, boa noite, Larissa, Vera. Larissa, você citou o sicário, né, que integrava o grupo de WhatsApp e a turma, e era a quem Daniel Vorcaro pedia alguns serviços, inclusive com emprego de violência mencionado, e ele foi preso hoje, e a gente sabe que ele teria tentado cometer suicídio na prisão, lá em Belo Horizonte.

essa situação e o que realmente aconteceu nesse caso. Pois é, Vera, boa noite para você. Luiz Felipe Mourão foi informado agora à tarde pela Polícia Federal que ele tentou suicídio e ele que a gente lembra que, de acordo com as investigações, ele recebia até um milhão de reais por mês de Borcaro para atuar com intimidações e também atuar no monitoramento de adversários. A Polícia Federal soltou uma nota, Vera, agora há pouco, dizendo

então que ele, que é identificado como um capanga de Borcaro, ele tentou esse suicídio enquanto ele estava preso ali na superintendência regional da PF em Minas Gerais e que ao tomarem conhecimento da situação, os policiais federais que estavam no local prestaram os primeiros socorros, também acionaram o SAMU e a equipe médica deu continuidade ao atendimento no local e também ele foi encaminhado para um

de Minas Gerais. A Polícia Federal até tem vídeos, Vera, que serão enviados ao gabinete do ministro André Mendonça, entregando todos os registros que demonstraram, até para facilitar nas investigações a dinâmica desse ocorrido. A APF também informou que será aberto um procedimento para apuração dessas circunstâncias do fato e a suspeita, então, é que esse

ex-capanga de Daniel Vorcaro. Ele recebia, então, um milhão por mês para fazer esses serviços e hoje tentou, então, atacar contra... tentou atentar contra a própria vida e agora está em um hospital. Volto com você. Obrigada pelas informações. Larissa Lopes em Belo Horizonte. Em Brasília. Em Brasília, Belo Horizonte. Porque alguns presos foram detidos lá em Belo Horizonte. Larissa em Brasília.

Enfim, Vera, Daniel Vorcaro, chefe de uma verdadeira máfia, gangster, com um poder político, poder econômico, e hoje esses desdobramentos do caso Master. São muitas as camadas. Vamos começar por essa dominação do Banco Central, quer dizer, servidores do Banco Central atuando como funcionários de Daniel Vorcaro. Esse é um dos aspectos mais graves do que veio à tona hoje, porque as mensagens ali,

e o relatório da Polícia Federal que o ministro André Mendonça acatou e no qual ele viu muitos indícios a justificar, inclusive a decretação das prisões, etc., mostrava uma troca constante de informações entre a quadrilha, entre a organização criminosa e integrantes de alto escalão e escalão intermediário do Banco Central.

Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Beline Santana, fornecendo informações ao Vorcaro, fornecendo inclusive orientações sobre como proceder em reuniões com outras autoridades do próprio Banco Central, quando já era discutida ali a fiscalização sobre o banco que era comandado por ele. Recebimento de pagamento de gratificação,

Os dois são descritos praticamente como funcionários do Vorcaro atuando dentro do Banco Central. O afastamento deles só se deu agora, no início do ano. O Banco Central abriu uma investigação interna para apurar essa participação deles no esquema e forneceu informações para o inquérito da Polícia Federal. Então, o Banco Central é colaborador das investigações, mas chama a atenção,

A demora em agir, a demora em tomar providências e o fato de que essa troca, esse fluxo de informações, algumas das quais se imagina inclusive sigilosas, durou por bastante tempo. Eu senti falta na decisão do ministro André, que eu li na íntegra, das datas em que as coisas se referem. A gente fica sem saber exatamente qual é o intervalo temporal

dessas coisas, da ameaça a jornalistas, dessa relação com funcionários do Banco Central. Então era importante uma linha do tempo, uma cronologia, até porque nesse caso do Banco Central, especificamente, isso importa muito. Você tem duas gestões, você tem a gestão de Alberto Campos Neto e você tem a gestão de Gabriel Galípolo. E as providências tomadas por uma e por outra, nas várias etapas da investigação sobre o Master,

cotejadas com esse relacionamento com esses servidores, isso vai ser importante para chegar a alguma conclusão sobre o grau de envolvimento ou pelo menos de omissão, de prevaricação do BC em enxergar a fraude quando ela estava ainda no seu nascedor. Então, eu acho que ainda a gente precisa pontuar algumas datas, porque isso vai fazer toda a diferença. E em termos de ameaça,

né Vera, tem como você falou, tinha os funcionários do PC que atuavam como se fossem empregados dele, mas meio que ninguém estava seguro dessas ameaças então você tem casos de pessoas que de fato trabalhavam pro Daniel Vorcar o que ele falou na possibilidade de agressão, além do que a gente citou dos jornalistas e de autoridades também. Esse grupo, a turma era ali o submundo da quadrilha dele a Polícia Federal descreve

organização criminosa como dividida em quatro núcleos. O financeiro, o de corrupção institucional, que é no qual está o BC, por enquanto o BC, mas a gente não sabe direito com quais outras instituições o Vorcaro se relacionou e de que maneira. A ocultação patrimonial e lavagem e que aí é a coisa realmente da constituição da fraude em si, é o aspecto financeiro mesmo da fraude e o núcleo

de intimidação e obstrução de justiça, que é esse que fazia ameaças a jornalistas, ameaças a alguns outros funcionários dele, que fica até um caráter meio aleatório de quem seriam e qual é a sua relação com o caso, aparentemente nenhuma, mas esse monitoramento sendo feito de uma maneira absolutamente ilegal, muitas vezes com acesso a sistemas e a informações de órgãos públicos,

Então, também é uma seara que vai precisar de uma investigação mais pormenorizada e que é de enorme gravidade. Aí entrou o aspecto mafioso mesmo, que a Débora disse na abertura do Viva Voz. Porque até aqui a gente achava que estava diante de um crime de colarinho branco e que vai se desdobrando em outras camadas.

queima de alavancagem absurdo que ele conseguiu fazer e de cooptação de apoio institucional, de apoio político, estava disposto a tudo, inclusive ao emprego da violência física contra aqueles que se interpusessem no seu caminho. E aí o nosso colega Lauro Jardim é citado nominalmente por ele como alguém que mereceria levar um susto

plano diabólico para simular um assalto e praticar uma violência contra o jornalista. Então, algo que todas as entidades sepudiaram. Eu vi que vocês deram isso aqui na abertura do ponto final. A gente vem dando ao longo do dia todo. Mas é importante que o nosso ouvinte ouça a reiteração do quão grave isso é. Porque em cada escândalo que aparece, a gente tem um braço de tentativa de intimidação da imprensa.

Isso aí é batata, não falha nunca, está sempre lá. E agora essa tentativa de intimidação sendo feita por meio da cogitação do emprego da violência física contra jornalistas. E a intimidação da imprensa atenta diretamente contra a democracia, né, Vera? E teve também um puxão de orelha do ministro André Mendonça na PGR, que acabou pedindo mais tempo para analisar essa prisão.

Ele abre com a manifestação da PGR, que é uma manifestação ali bastante vacilante, não tivemos tempo hábil, pediria mais tempo, não fica clara a necessidade iminente, o perigo iminente que representa a organização criminosa, que justifique medidas tão drásticas, etc.

página 30 e diz que lamenta, ele chega a dizer lamenta-se essa manifestação da PGR porque as evidências dos ilícitos e a urgência para a adoção de medidas requeridas estão fartamente reveladas, então ele dá ali um pito pro chão de orelha na Procuradoria Geral da República que é comandada pelo PGR Paulo Gonê e que nesse caso do Master não tem pela primeira vez uma postura ali

diferente da que tem em outros casos. Em outros casos, a gente vê a PGR sempre muito rápida e muito certeira em acatar o que a Polícia Federal e o que os relatores de processos importantes pedem. Então, em toda a condução da trama golpista, a PGR andou alinhada com os prazos exíguos dados pelo ministro Alexandre de Moraes e com urgências manifestadas pela PF e por ele. No caso da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, a PGR chegou

dar o seu parecer, a sua manifestação, a uma da manhã de um sábado. Então, nunca houve essa coisa de considerar os tempos muito curtos e de pedir mais prazo. E agora, nesse caso do ministro Toffoli, nas vezes anteriores, do caso Master e também do caso do ministro Dias Toffoli, nas vezes anteriores, por exemplo, em que se pediu o afastamento do Toffoli por meio de várias representações à PGR, ele sempre negou, dizendo não ver nada que justificasse aquilo.

e agora também evitou se manifestar sobre o pedido de prisão de Daniel Vorcaro e de outros envolvidos no escândalo. Vamos trazer o assunto aqui para São Paulo, que foi onde o Daniel Vorcaro foi preso e passou por audiência de custódia. A Karen Lemos acompanhou essa movimentação ao longo do dia, vai trazer as informações para a gente. Boa noite. Boa noite, Nadé, Débora e Vera e também para os ouvintes. Isso mesmo, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master,

E também o cunhado dele, o empresário Fabiano Zetel, que também foi preso aqui em São Paulo, eles já foram transferidos para o centro de detenção provisório de Guarulhos, que fica na Grande São Paulo. Depois que eles passaram por audiência de custódia, essa audiência aconteceu no Fórum Federal Ministro Jarbas Nobre, na região central de São Paulo. Lembrando aí que os dois foram presos na terceira fase da Operação Compliance Zero.

decidiu aí, né, depois da audiência de custódia, manter a prisão dos dois e determinou que eles sejam encaminhados diretamente ao sistema prisional estadual, o que já foi feito. A gente lembra que Vorcaro já foi preso, né, foi preso a primeira vez em novembro de 2025 e solto no final daquele mês com medidas cautelares. E hoje foi preso novamente com a descoberta no celular dele desse grupo de WhatsApp, chamado A Turma, onde eram discutidas ações de perseguição,

contra adversários e jornalistas, como já detalhamos aqui também. E também tem indícios de obstrução de justiça, acesso indevido aos sistemas da Polícia Federal, Ministério Público Federal e até do FBI e também Interpol. Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro negou alegações atribuídas ao banqueiro, disse que no momento da prisão, Vorcaro disse que jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas, que as mensagens deles foram tiradas de contexto

também falei com a defesa de Betel, que disse que vai se pronunciar somente depois que tiver acesso aos autos. Na Deja. Obrigada, Karen Lemos, pelas suas informações. E Vera, o caso vai ficando mais complexo, vão emergindo mais informações. E como em outros casos, muitas vezes a gente pensa que a figura central é uma e vai emergindo que tem outras figuras de interesse. O que levanta a possibilidade de delação premiada, né?

chefe de uma organização criminosa, como é o caso do Daniel Vorcaro, faça uma colaboração. Isso acontece em casos em que a delação premiada serviria para elucidar aspectos ainda não elucidados do caso e para desmantelar a própria organização criminosa. Então, a lei que é a 12.850 de 2013 prevê a possibilidade de delação, porque hoje muito da

de quem acha que não deveria haver uma delação, estava argumentando com isso. Ah, mas a lei da delação não deixa que chefes de organizações criminosas sejam os colaboradores. E não é bem assim. Ela deixa, desde que ele ofereça informações de pessoas do mesmo nível hierárquico ou superior. Então, alguém que no esquema todo tenha tido um papel central para a cadeia criminosa

contribua para o desmantelamento da própria organização. Então, que ele entregue contas no exterior, que ele entregue a engenharia toda do esquema de fraude, quem estava ciente, quem ajudou até fora da própria organização do Master, e que, portanto, pode ser considerado um integrante da organização criminosa no mesmo nível hierárquico. Então, tudo isso vai ser discutido. Qual é o problema aí? O problema é que, a depender do caso,

o Supremo tem sido mais ou menos restritivo em relação a acatar delações premiadas. A gente viu agora, recentemente, um caso em que o ministro Gilmar Mendes, que integra a segunda turma, que vai julgar esse caso, anulou uma denúncia feita pelo Ministério Público contra o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, por dizer que ela se baseava apenas em delação premiada e que não tinha obtido prova de corroboração.

Isso gerou uma manifestação de repúdio por parte de uma subprocuradora-geral da República que disse que essa interpretação, se fosse levada a cabo em todos os casos, comprometeria, por exemplo, delações como a do caso Marielle e a do caso da trama golpista, que são delações consideradas frágeis em muitos pontos, mas que naqueles casos o Supremo adotou uma outra métrica, adotou um entendimento de que elas eram válidas e que elas eram pertinentes,

mesmo diante de alegações da defesa, muitos casos de que não havia prova daquilo que estava sendo delatado. Então, esse Instituto da Delação Premiada, ele está tendo a sua análise muito variável a depender do freguês, a depender do caso e a depender das conveniências de momento. Como esse caso do Master é um caso que, direta ou indiretamente, implica alguns integrantes da própria corte,

analisada a pertinência de uma delação premiada nesse caso, assim como a permanência da prisão do Vorcaro, que vai ser decidida pela segunda turma, salvo engano meu, me corrijam se eu estiver errada, porque está tudo saindo muito rapidamente, mas eu acho que não está marcada ainda a sessão que vai analisar a decisão do ministro André, mas ela tem que ser corroborada. Dia 13 de março, diz aqui o Ender Starles,

Então, dia 13 de março, a segunda turma vai decidir se mantém ou não a prisão, se confirma ou não a decisão do ministro André. Então, aí também vai ser um momento de muita atenção para a gente. Agora, Vera, a gente está falando de um grupo de WhatsApp. A operação toda já prendeu 111 celulares, sendo que 5 deles eram do Vorcaro e só 10% desse material foi pereciado até agora, porque é um trabalho bastante complexo.

para sair ainda desse material. Vai ficando mais difícil, mais cara a blindagem do ministro Dias Toffoli? Porque a gente lembra que a ação mudou de mão, né? Das mãos de Dias Toffoli para as mãos de André Mendonça. É, e quando a gente fala de blindagem, a gente está falando de coisas efetivas, né? Porque o ministro Gilmar Mendes e o próprio André Mendonça deram decisões recentes anulando decisões da CPI do crime organizado que haviam convocado familiares do ministro

para depor e quebrado o sigilo da Maridit, que é a empresa em nome dele de familiares que tinha dois exortes no Paraná que depois foram vendidos para um fundo de investimento que tinha ligação com o Master. O gestor desse fundo de investimento era justamente o cunhado do Daniel Vorcário, um dos que foram presos hoje. Então essa blindagem existe, ela é evidente, mas ela vai cobrando um altíssimo preço institucional do Supremo como um todo, porque a gente

sabe há algumas semanas, por exemplo, que há uma troca intensa de mensagens entre Daniel Vorcari e o ministro Dias Toffoli. No entanto, isso ainda não veio a público, não foi tornado público nem pela PF, nem pela PGR, nem pelo ministro André. Então, tem sim um tratamento especial quando o assunto resvala no próprio Supremo Tribunal Federal. A gente faz uma pausa no Viva Voz para que você fique com notícias da sua região. Na volta, Vera Magalhães,

as repercussões no Congresso da prisão de Daniel Vorcaro. Saber tudo o que de mais importante está acontecendo no mundo em meio à correria do dia a dia pode ser bem difícil, né? Mas tem um jeito que ajuda muito. Basta ouvir o podcast Panorama CBN para ficar bem informado de forma leve em menos de meia hora, sem precisar tirar as mãos do volante, da esteira ou da louça. São dois episódios diários, um às sete da manhã comigo, Bianca Santos, e outro às sete da noite comigo, Leandro Gouveia.

Ativo da CBN ou no seu tocador de podcasts preferido por Panorama CBN para ficar por dentro de tudo. Viva a voz de volta, Igor Cardim, Brasília, traz mais detalhes sobre a repercussão no Congresso dessa nova etapa, desse desdobramento do caso Master. Boa noite para você novamente, Igor. Oi, Débora, muito boa noite para você, a Vera e também os nossos ouvintes. Pois é, repercussão dos dois campos políticos,

pessoas da base do governo, integrantes da base do governo, quanto pessoas da oposição, deputados, senadores da oposição. O próprio relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar, disse que Vorcaro já deveria estar atrás das grades há muito tempo e lembrou que ele volta à prisão após ameaças a pessoas com quem tinha desavenças e determinando até agressões a jornalistas, o que ele classificou como um absurdo.

O deputado Paulo Pimenta, que também compõe a CPMI e é da base do governo, utilizou o episódio para associar o esquema ao governo do ex-presidente R. Bolsonaro. Pimenta afirmou que a ascensão patrimonial do banqueiro ocorreu por meio de proteção institucional na gestão do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chamando o caso de escândalo Bolsomaster.

Por que será que Campos Neto não agiu contra as fraudes de Vorcaro enquanto era presidente do BC? A nova operação da PF revela que, enquanto emprestava avião para o deputado Nicolas fazer campanha para Bolsonaro, Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zetel comandavam uma quadrilha criminosa chamada A Turma.

No Senado, a pressão aumentou entre os parlamentares da oposição e também da base do governo pedindo uma CPI própria do caso do Banco Master. O senador Humberto Costa, líder do governo, disse que o caso é extremamente grave.

também declarou que a combinação de corrupção de agentes públicos com ações violentas deixa claro que se trata de um crime organizado de altíssima periculosidade e ele também saiu, então, em defesa de uma CPI própria para investigação do Banco Master, lembrando que já há requerimentos nas duas mesas, tanto de Davi Alcolumbre quanto de Hugo Mota, pedindo uma comissão parlamentar de inquérito própria para analisar todo o caso do Banco Master.

Banco Master e até o momento nenhum dos dois presidentes se manifestou publicamente sobre a prisão de Vorcário e dos seus auxiliares. Débora. Obrigada, Igor. Bem, Vera, nem Hugo Mota nem Alcolumbre estavam afim de dar andamento em uma CPI específica para o Banco Master, para investigar o Banco Master, tanto que outras CPIs que estavam tomando a frente, tanto a CPMI do INSS quanto a CPI do crime organizado. E agora, o que

essas comissões vão fazer? Vão tentar entrar nessa nova fase, por meio de requerimentos, aprovando convocações, aprovando novas quebras de sigilo, mas a gente já viu que alguns caminhos aí estão interditados. O caminho para investigar a empresa da família do ministro Dias Toffoli é um deles. Eles até aprovaram, mas depois isso foi anulado, primeiro pelo ministro André Mendonça, depois de uma maneira ali mais ainda rígida,

pelo ministro Gilmar Mendes, que usou até uma ação antiga para isso. A gente vê nessas declarações, de lado a lado, a respeito do caso, uma leitura sempre muito seletiva do que significa o escândalo do Máster e de como são as relações políticas do Daniel Vorcaro. Então, ao gosto do freguês, ele se torna amigo de um ou de outro, quando a verdade, a realidade desse caso é que ele era amigo

praticamente todo mundo, de A a Z, não importava o partido político. A relação que ele estabeleceu na Bahia, com o governo da Bahia, durante o governo ainda do ministro Rui Costa, e que permitiu a ele entrar num braço muito lucrativo, que é o do crédito consignado e de empréstimo a servidores por meio de fundos de previdências de estados, esse é um aspecto muito relevante do escândalo.

E ele atinge a Bahia, atinge o Rio de Janeiro, atinge o Amapá e outros estados de múltiplos partidos. Falar da turma, que é esse grupo de WhatsApp que estava dedicado ali à parte mais barra pesada do negócio. Falar a turma, que é a turma dos amigos do Nicolas Ferreira, dá um triplo salto aí para encontrar uma ligação do deputado Nicolas Ferreira com essa ala mais criminosa do caso ali.

Que a gente não tem nenhuma indicação disso nas investigações da Polícia Federal. Então, cada um tentando tirar uma lasquinha política desse caso a seu bel prazer, sendo que ninguém escapa incólume desse relacionamento. O vorcário era um tipo de vírus que se expandia rapidamente e com alta contaminação, alto grau de contágio

ali, abecedário da política. Não tem essa possibilidade de colar mais em um ou mais em outro, pelo menos não até aqui. E também não se restringe a políticos, como a gente está vendo aí, é algo que se espraia também para autoridades de outros poderes. Nosso produtor Wender Starles mandou aqui um tweet que foi feito agora há pouco pelo deputado Nicolas Ferreira, falando sobre o assunto.

X. Deixa eu fazer um teste aqui. Postem, delata Vorcaro. Pra dizer que entrou no assunto, né? Ele que foi citado, inclusive, agora há pouco nessa sonora que a gente ouviu da ministra Glaise Hoffman. É, ele tá querendo dizer que ele não tem nada a temer e que pode haver uma delação do Daniel Vorcaro porque ele não será implicado. E a gente viu ontem que ele voou, não já tinha emprestado pelo empresário, então é isso. Ele tinha um alto poder de persuasão e de aproximação

com vários integrantes do estamento político e também das instituições. Não será simples para ninguém tetacolar só no outro a pecha de implicado no caso Master. Vamos fazer mais uma pausa para você ficar com notícias da sua região. Na volta tem Bruno Caraza, nosso comentarista de economia política, que vai continuar tratando desse caso do Banco Master. E estamos de volta com o Viva Voz nesse dia quentíssimo.

A gente tem hoje a presença do Bruno Carazza, nosso comentarista, Assuntos Econômicos, conosco todas as quartas-feiras, já nas telas para quem nos acompanha por imagens. Boa noite, Bruno. Boa noite, Vera, Débora, Nadeja e todo mundo que está acompanhando a gente. Boa noite, Bruno. Boa noite. Hoje foi o dia em que o Caso Master derrubou a queda do PIB, porque pedi para o Bruno mudar o tema e nos ajudar a compreender

Um dos desdobramentos desse escândalo que diz respeito à quebra da imagem do Banco Central, que é fortemente atingida quando a gente vê que pelo menos dois servidores de altos escalões foram tragados pelo escândalo e aparecem mencionados pela Polícia Federal e pelo ministro André Mendonça como uma espécie de funcionários do Daniel Vorcaro atuando dentro da autoridade monetária.

Gente, como se dava essa influência do dono do Master dentro do Bacen? E como que isso se deu nas duas gestões, de Roberto Campos Neto e na do Gabriel Galípolo? Bruno. Pois é, Vera. São fatos gravíssimos trazidos pela Polícia Federal hoje, que abalam bastante a imagem do Banco Central nesse processo todo. São dois servidores do Banco Central, como você mencionou, de altíssimo escalão.

experientes que entraram no Banco Central, os dois por concurso público em 1998, então quase 30 anos de casa, servidores que atingiram cargos altos, né? Um deles, o Paulo Sérgio Neves de Souza, chegou a ser diretor de fiscalização do Banco Central entre 2017 e 2023, foi nomeado na gestão do Willem Goldfein aí no governo Temer e ficou aí boa parte do governo,

Bolsonaro, chegando até no início do governo Lula, à frente da diretoria de fiscalização bancária do Banco Central. E o outro servidor, que é o Bellini Santana, também tem quase 30 anos de casa, chefe do departamento de supervisão bancária do Banco Central, que fiscaliza bancos, conglomerados financeiros, desde o início dos anos 2000, desde 2020, melhor dizendo.

E fatos muito graves relacionados a eles, a respeito do relacionamento deles com o Daniel Vorcaro. Eles tinham, segundo a Polícia Federal, um grupo de WhatsApp que tratavam de assuntos relacionados ao interesse do Master dentro do Banco Central. O Daniel Vorcaro mandava para eles minutas de documentos que seriam apresentados à presidência do Banco Central. Eles revisavam, devolviam para o Daniel Vorcaro com sugestões.

da Polícia Federal, o Daniel Vorcaro, sobre fiscalizações que o Banco Central estava conduzindo lá dentro e possíveis sanções que ele poderia aplicar. Então, é um conjunto de condutas, assim, nem um pouco republicanas, vários indícios, inclusive, que o Daniel Vorcaro fazia pagamentos para eles por meio de uma empresa de fachada, isso a Polícia Federal também trouxe, o que é incompatível com a conduta de um servidor público,

Ocupante de um cargo de tanta responsabilidade. E isso tudo joga o Banco Central para o centro desse furacão, porque nós estamos falando aí de uma conduta que vem da administração do Roberto Campos Neto, quando eles atuavam. É bom lembrar que havia uma política expressa do Banco Central na gestão do Roberto Campos Neto a respeito de estimular a concorrência bancária,

no Brasil, até aí tudo bem, o setor bancário no Brasil, ele é muito concentrado mesmo, isso leva juros altos, então é uma política pública necessária, e o Banco Central fazia isso estimulando os bancos médios como o Master e também as fintechs para esse objetivo, mas aí entra a conduta do Daniel Vorcaro, que passa a ter um comportamento totalmente temerário, aproveitando brechas,

no sistema do Banco Central e, ao que tudo indica, corrompendo servidores e corrompendo decisões, aparentemente, do Banco Central. E essa é uma conduta do Master que continua na gestão do Gabriel Galípolo, que ele assume aí na virada de 24 para 25. Em 25 também tem vários fatos bastante preocupantes relacionados ao Banco Central, relacionados à compra da carteira de crédito do Master,

Master pelo BRB, 12 bilhões de reais em ativos de baixíssima qualidade, a intermediação supostamente do Banco Central para o Fundo Garantidor de Crédito fazer o empréstimo para o Master, isso já em meados do ano passado. Então várias condutas que o Banco Central aparentemente demorou muito a agir no caso do Banco Master e isso pode estar relacionado com a influência política que o Daniel

Carutinha junto a entidades, né? Junto tanto ao Banco Central, a CVM, como principalmente autoridades, deputados, senadores, ministros e até ministros do Supremo. E Bruno, como é que fica a credibilidade do Banco Central se essas evidências ficarem provadas? Ô Debra, nós estamos falando aí de dois servidores do altíssimo escalão que cuidavam da fiscalização e da supervisão bancária dos bancos no Brasil.

olha as atribuições desse departamento de supervisão bancária, que os dois, aliás, servidores ocuparam essa posição, ele cuida de avaliar a solvência de bancos, a liquidez de bancos, os critérios de governança que os bancos têm, a gestão de riscos que as instituições financeiras têm. Eles podem, inclusive, determinar planos de ação e até sanções e até mesmo a liquidação.

e intervenção das instituições bancárias. O Banco Master vivia problemas relacionados à solvência, à liquidez, a gente cada vez mais vê que não tinha governança nenhuma dentro da instituição. Então, o fato de você ter dois servidores que cuidavam dessa área, que supostamente deveriam conduzir as ações do Banco Central para coibir esse comportamento de uma instituição financeira, eles entrando aí na folha de pagamentos do banco,

Isso é muito grave. As consultorias informais que eles davam para o banco, isso joga sobre o Banco Central uma sombra de suspeição que pode afetar a credibilidade do banco, porque o que a sociedade acaba se perguntando é se aconteceu com o Banco Master, por que não estaria acontecendo com outras instituições financeiras no Brasil? Então, isso é uma acusação gravíssima relacionada à postura do Banco Central.

E por isso precisa ser investigado e as punições serem tomadas devidamente. E vai ficando mais e mais claro que o Daniel Vorcaro corrombeu todo o sistema, né Bruno? Do ponto de vista econômico, o que dá para fazer para que episódios assim não se repitam?

troca de informações, mas eu, pessoalmente, sou muito crítico a respeito disso. Acho que o Daniel Forcado tem pouco a acrescentar depois que a Polícia Federal já tem acesso a todos os seus celulares, as imagens, as trocas de mensagens, a quebra do sigilo bancário, das transações. Então, acho que nesse caso não tem nenhuma dúvida que o que precisaria ser feito é uma punição exemplar para todos os envolvidos.

qualquer medida de alívio para o Daniel Vorcaro, ele vai sair muito bem nessa situação. Certamente ele é alguém que, para quem organizou esse esquema dessa dimensão, certamente ele já desviou bilhões de reais para o exterior em paraísos fiscais. Então, acho que o primeiro sinal que precisa ser feito é uma punição exemplar, anos, décadas na cadeia, para ficar claro para todas as outras pessoas que o crime não compensa. E isso vale para todos os envolvidos

inclusive se ficar comprovado realmente essa conduta desses servidores do Banco Central, exoneração, além de todo o processo penal envolvido, caso de corrupção passiva nesse caso. E do ponto de vista econômico, a gente precisa redimensionar os incentivos econômicos que levaram o Banco Master a chegar ao ponto que ele chegou. Perfeito. É isso mesmo, cobriu todos os aspectos.

Bruno, muito obrigada por hoje. Até quarta-feira que vem e uma ótima noite para você. Até mais, gente. Boa noite e até semana que vem. Obrigada, Bruno. Até. Vera, uma outra coisa que veio à tona hoje, a partir dessa decisão, é que dessa turma, dessa quadrilha que estava no grupo turma, fazia parte também um policial federal aposentado, Marilson Roseno da Silva, que também foi preso hoje, junto com o Vorcaro,

o Fabiano Zé, que é o cunhado, e com o Felipe Mourão, o sicário. E ele era a ponte para que essa organização tivesse acesso a sistemas de instituições, entre elas a própria Polícia Federal. É, tem uma parte muito grave que vai sendo revelada ao longo do dia, que é que eles tiveram acesso a vários aspectos que eram sigilosos da investigação e isso permitiu que a defesa do Master se antecipasse,

e peticionar-se nos processos a partir de informações sigilosas obtidas de maneira ilegal. Tem também toda uma parte do relatório da PF que ainda está sigiloso, acho que a qualquer momento o ministro André vai acabar liberando a íntegra do pedido da PF, porque vários jornalistas já estão conseguindo com as suas próprias fontes, conseguindo em off, mas ele ainda está mantido em sigilo. Mas tem uma parte importante que mostra,

um círculo em que o organismo ali, Master, a organização criminosa, fornecia informações para alguns influenciadores ou até mesmo jornalistas e veículos de coisas que eram mantidas em sigilo para, a partir daí, peticionar no processo. Ou municiavam de informações, entre muitas aspas,

que recebiam dinheiro para até apontar erros do BC na liquidação do Master ou erros de outras instituições. Então, tem também todo esse aspecto dos vazamentos e do hackeamento de informações sigilosas que ainda tem de ser investigado e que é gravíssimo também, assim como tudo que a gente trouxe aqui ao longo do Viva Voz. E teve todas as atividades que ele manteve. A famosa certeza da impunidade, né, Vera?

Muita denúncia. O Daniel Vorcar foi preso a primeira vez. E continuou tentando contratar influenciador. Para criticar o BC pela liquidação do Master. Eu estou aí atrás dessas datas. Porque a decisão do ministro André. Não traz quase nenhuma data. Para ver se no pedido da PF. Fica mais claro. Todo esse lapso temporal. Mas o que as reportagens estão deixando claro. É que sim. Mesmo depois da primeira prisão. Ele continuou com esse esquema. De tentativa de compra.

de apoios de influenciadores e de outros jornalistas, ou pseudo-jornalistas, porque não é jornalismo isso. E esse esquema continuou vigente, inclusive com pagamentos, etc. Então, realmente, muita ousadia. E a PF, quando pede a prisão e pede tudo, ela fala isso, que mesmo agentes da própria Polícia Federal corriam risco caso isso não fosse cortado, caso ele não fosse preso,

e esse esquema criminoso não fosse interrompido. Vera Magalhães, muitíssimo obrigada por nos ajudar a entender melhor toda essa complexa trama. Beijo e até amanhã. É, o trabalho continua porque nos próximos dias muitas das nossas incógnitas, das nossas interrogações devem ser esclarecidas. Vamos juntos. Ainda tem 90% de material de celular para ser analisado. É isso. Até mais, gente. Até.

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