Balanço da Quaest: ‘Para Lula, é uma largada mais desafiadora do que para Flávio Bolsonaro’
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Encontro Lula e TrumpProjeção de imagem internacional · Relações bilaterais Brasil-EUA · Manifestações de apreço mútuo · Negociações comerciais e sobretarifas
- Pesquisa Quaest intenção de votoDesafios de Lula para reeleição · Vantagem de Flávio Bolsonaro em alguns estados · Desgaste da imagem de Lula · Mapa de votos por região · Avaliação do governo Lula
- PF investiga Ciro NogueiraSuspeita de instrumentalização política da PF · Alvos potenciais na oposição · Investigações sobre Flávio Bolsonaro · Proximidade de Ciro Nogueira com Daniel Vorcaro
- Programa DesenrolaCombate ao auto-endividamento · Crédito para classe média baixa · Dificuldades de implementação e adesão · Impacto eleitoral da medida
- Lançamentos musicais de Rolling Stones e BeatlesMúsica nova dos Rolling Stones · Colaboração de Paul McCartney e Ringo Starr · Álbum de Paul McCartney
Mãe, você viu como aumentaram os casos de doenças respiratórias? Vim, filha. E após os 60, o risco de piorar é ainda maior. Nossa, deixa eu até bater na madeira aqui. A prevenção e a vacinação em dia é que reduzem as complicações pra nós e pra quem vive com a gente. Então amanhã, vamos nos informar sobre as vacinas disponíveis e ver o que tá em dia? Ah, vamos sim. Doenças respiratórias. Riscos que não valem a pena. Campanha destinada ao público geral.
Viva a voz, com Vera Magalhães. Oi, Vera, boa noite, tudo bom?
Oi, Carol, tudo bem? Boa noite para você, para a Nadedja, boa noite para os ouvintes, também para quem nos assiste. Boa noite, Vera. Vera, começando o nosso balanço da semana, com um panorama aí para o governo e para o presidente Lula, essa semana foi melhor para o governo do que a anterior, né? Começando pelo encontro entre Lula e Donald Trump. Presidente brasileiro voltou para casa com alguns trunfos na mala?
Voltou, a gente acabou de ver a matéria da Samanta, na qual fica claro que ele ainda está ecoando, ainda está fazendo render o saldo desse encontro, dizendo que não tem problema com nenhum líder. Então, esse encontro deu ao Lula a oportunidade de aparecer aos olhos dos eleitores daqui do Brasil e também da imprensa internacional como um líder respeitado mundialmente.
Isso contrasta muito com aquela ideia de um presidente que foi submetido, que foi de alguma maneira bypassado pelo Congresso na semana anterior. Então, dá uma equilibrada nessa imagem.
Enfim, foi bom por vários motivos o encontro. Havia ali uma dúvida se haveria, por exemplo, a reedição de um momento de uma certa tensão ideológica ali entre os dois países por conta do alinhamento do...
Donald Trump com o bolsonarismo. E isso não aconteceu. Foram, pelo contrário, reiteradas manifestações de apreço, de parte a parte, principalmente do Trump em relação ao Lula, adjetivos como que ele é dinâmico e que ele é inteligente. Foram evitados os temas mais sensíveis, que poderiam azedar a conversa, como a ideia de sancionar o Brasil pelo PIX.
ou até mesmo de equiparar as facções criminosas brasileiras com os grupos terroristas que atuam em outros países. Então, isso era o que mais se temia e ficou para escanteio, não aconteceu. Depois disso...
O Trump reiterou nas entrevistas que ele deu os elogios ao Lula. Então, teve ali um caráter de, ó, não é só o Lula que está falando. O Trump também disse a mesma coisa. Nas negociações comerciais, que era a única coisa que podia ter sido mais conclusiva, mesmo assim teve algum avanço. Se criaram ali grupos de trabalho para discutir caso a caso a reavaliação das sobretarifas. Então, foi um bom encontro.
Ele fomentou muito essa ideia e essa imagem de que o Lula é um líder respeitado, então deu uma repaginada numa imagem dele que vinha com um certo desgaste. Tanto é que nas redes sociais foram posts e mais posts.
enaltecendo e vangloriando o que aconteceu em Washington. Então, para ele, não poderia ter tido um resultado melhor. E além dessa imagem de projeção, essa projeção dessa imagem de liderança internacional, o presidente Lula também promoveu medidas domésticas para tentar melhorar a popularidade. Teve o desenrola dois. Vai colar, Vera?
Olha, o tema, ele toca num problema real, na DED, é um problema real e muito ali presente na vida da classe média, classe média baixa brasileira, que é o auto-endividamento. Então, ele acerta, ele tem como alvo um problema que é concreto.
Então, ele acerta no diagnóstico, mas ele tem que acertar também no que ele oferece para reverter esse problema e nos mecanismos para reverter esse problema. Então, na primeira parte, muito que bem. No restante, vai depender de como funcionar.
essa implementação. Ainda tem muitas dúvidas das pessoas a respeito de quem está apto a se beneficiar, de quais são as modalidades, porque além do endividamento geral ali por Betis e outros problemas, tem coisas, linhas específicas, por exemplo, para quem deve para o Fies.
E teve aquele ruidinho lá na largada, porque no primeiro dia os bancos ainda não estavam oferecendo as linhas que tinham sido anunciadas em rede nacional pelo presidente da República. Então, vai ter que esperar um pouco esse primeiro momento de adesão ao programa, de elucidação do que ele oferece, para a gente ver o alcance. Muita gente, por exemplo, com quem eu troquei ideia.
ao longo da semana, tanto fontes quanto amigos, por exemplo, que eu sabia que tinha alguma pendência de endividamento. E aí, você vai se beneficiar com o desenrolar? Para mim não serve, porque eu ganho um pouco acima. Então, teve uma certa frustração de um público que ficou fora da possibilidade de negociar suas dívidas. E as fontes, muito no discurso de que talvez falte tempo para surtir um efeito eleitoral.
assim, capaz de mover o ponteiro tanto da popularidade do Lula quanto da sua intenção de votos. Vera, tem um trabalho difícil agora que é tentar restabelecer pontes com o Congresso, né? Depois daquela derrota histórica, sobretudo, com o veto ao nome do Jorge Messias no Supremo. Teve algum progresso nessa direção?
Se teve foi muito tímido e muito nos bastidores, Carol, porque tem aí muita conversa que a gente ouve de que o Alcolumbre estaria disposto a ter uma nova conversa com o Lula, se reaproximar dele, teria pedido aí para alguns interlocutores fazerem essa ponte.
Mas, por outro lado, a gente ficou sabendo nessa semana que antes da derrota do Jorge Messias, o Alcolumbre tinha chegado a sugerir, de alguma maneira, ao governo que houvesse uma blindagem para congressistas no caso Master. E essa blindagem não veio, não veio promessa, não veio a blindagem e que isso teria levado ao rompimento. Como a gente viu nessa semana e a gente ainda vai falar sobre isso.
O recrudescimento do cerco a políticos no caso Master me leva a crer que o governo não está assim tão disposto a aceitar qualquer tipo de trégua por parte do Alcolumbre, que o Lula estaria propenso principalmente a avançar o sinal no caso Master e não recuar. Então, a gente ainda vai precisar ver mais demonstrações de lado a lado onde a gente vai entender a ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré ré
a respeito do que pretendem antes de cravar, que tem um caminho para eles se reaproximarem. Me parece que, nesse momento, as relações do governo estão mais fluidas com a Câmara que com o Senado. Lá está correndo a escala 6x1, o fim da escala 6x1. Também não é o projeto dos sonhos do governo, porque não é o seu.
são as PECs dos parlamentares, mas ali pelo menos parece que tem espaço para um diálogo de mérito no projeto, diferentemente do Senado, onde com aquela coisa da semana passada parece que ficou tudo muito interditado. Nessa semana...
O Lula não promulgou, por exemplo, o projeto da dosimetria, que ele tinha vetado e cujo veto foi derrubado. Coube ao próprio Davi Alcolumbre promulgar na ausência da decisão do presidente. Então, isso ainda mostra os laços muito desfeitos e que se está tendo algum movimento para reatar.
Ainda é muito tênue e ainda é insuficiente. E por falar no Congresso, o caso Master atingiu em cheio um cacique da oposição, que é o senador Ciro Nogueira. Ver esse tiro foi disparado intencionalmente e vem mais chombo por aí? Pra que lado?
Foi tanta a interpretação, tanta a conclusão por parte dos políticos de que sim, esse tiro foi disparado intencionalmente, que hoje o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, teve de via público negar. Dizer que ele, como diretor-geral, não é informado previamente das operações, que não foi ele nem a direção-geral que determinaram...
qualquer tipo de operação para prejudicar alvos políticos. Falou, não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar ou deixar de pressionar para obter qualquer resultado. Que delação ao direito do investigado e que cabe à justiça.
Sancioná-la ou não, acolhê-la ou não, enfim. Foi totalmente ali uma iniciativa do Andrei para desvincular a PF politicamente da investida contra o Ciro Nogueira. Mas...
Há muito tempo a gente ouvia que ele seria alvo, pela proximidade com o Daniel Vorcaro. Dois, a gente ouve também há bastante tempo nos bastidores, quando conversa com as fontes, que há outros alvos potenciais na oposição, entre eles o próprio pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, por conta do capítulo Rio Previdência. Então, isso consolida no PL, no Centrão, etc., a...
conclusão, a interpretação de que a PF está sendo instrumentalizada politicamente para atingir adversários do Lula. Isso vai continuar presente nas conversas, vai continuar presente inclusive nas entrevistas dos oposicionistas e certamente eu diria que vai ir mais gente por aí. A delação parece estar fazendo água, mas as investigações estão prosseguindo.
Bery, para a gente fechar o detalhamento da última rodada de pesquisas da Quest nos estados, trouxe o mapa dos votos de Lula e Flávio Bolsonaro em 10 estados. Tivemos surpresas, acho que dá para cravar.
Não tem surpresa porque ele reproduz mais ou menos o que foram as eleições de 2022 e o que era a expectativa, mas esse quadro de alguns dos dez principais estados brasileiros mostra uma dificuldade muito grande para o Lula na sua busca por mais uma reeleição, porque ele parece ter um espaço estreito para buscar votos.
uma vez que a sua avaliação é muito baixa, mesmo em estados em que ele ainda lidera, como Minas Gerais, ele lidera na margem de erro, mas ele tem 10 pontos a mais de reprovação ao seu governo do que de aprovação. Então, isso mostra que a liderança na corrida eleitoral também pode ser algo circunstancial e sujeito a risco.
Então, para o presidente, é uma largada mais desafiadora do que para o Flávio Bolsonaro, que é super desconhecido, é um novato nessa coisa de disputa presidencial e já larga em empate técnico no segundo turno com o presidente da República.
O Lula está tentando tudo isso que a gente vem falando aqui, medidas no plano interno e externo, para retomar a ofensiva. Mas não é simples, ele é muito conhecido, tem a imagem muito desgastada e parece haver um sentimento de que o governo já envelheceu e de que o Lula não é mais uma opção. Então é contra tudo isso que ele tem de lutar.
E o mapa que sai da pesquisa Quest, com ele predominando no Nordeste, ainda vencendo em Minas, mas perdendo em todos os estados do Sudeste, perdendo na região Sul, no Centro-Oeste, e com um pontinho ali no meio do Norte, a seu favor, que é o estado do Pará governado por um aliado, isso tudo é um quadro que inspira cuidados para os articuladores do Lula. E vamos cestar com música, Vera?
Vamos, vamos testar com música, porque essa foi uma semana muito especial ali, que por uma coincidência, dois grupos que eram os Bam Bam Bans ali dos anos 60, que duelavam no gosto popular para qual era a maior banda do planeta, os Beatles e os Rolling Stones, aquela divergência básica.
lançaram músicas novas, os Rolling Stones, como Rolling Stones mesmo, e os dois Beatles vivos numa colaboração ali pro álbum do Paul McCartney, que vai sair em breve. Então você tem de um lado uma música dos Rolling Stones e a outra uma colaboração de Paul McCartney e Ringo Starr. Então não é uma semana qualquer. Eu escolhi a dos Stones, que é uma música mais com cara de sexta-feira.
A outra do Paul tem uma pegada mais nostálgica, como parece que vai ser a pegada do disco. Mas a outra não, é puro Stones, com guitarra do Keith Richards, com vocal do Mick Jagger melhor que de muito menino e que dá vontade de sair mexendo o quadril, moving like Jagger. Solta aí.
Ainda Stars é o nome da música. É um dos dois singles já lançados do futuro álbum. A outra saiu mais para o início do ano, acho que em março. E o álbum sai em julho. Portanto, um ano de muitas novidades para os amantes do velho e bom rock'n'roll. Legal demais. Vera, beijo. Bom fim de semana. Até segunda.
Campanha
Vacinação contra doenças respiratórias