'Governo tem uma articulação política que não funciona'
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Vera Magalhães
Sardenberg
- Democracia e Senado FederalIndicação de Jorge Messias · Davi Alcolumbre · Consequências eleitorais
- Política e GovernoFalta de controle sobre o Congresso · Alienação do governo
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Viva a voz, com Vera Magalhães.
E aí, Vera?
Oi, Sardenberg. Boa tarde para você, para a Cássia.
Boa tarde para os ouvintes, também para quem nos assiste.
Boa tarde, Vera.
Você falou crônica de uma derrota anunciada,
mas muita gente no governo não esperava isso.
Você estava com uma boa intuição, né, Vera?
O que houve?
Eu acho que nós perdemos o contato.
Oito de julho.
Agora sim, Vera.
Vera?
Sardenberg.
Agora
sim.
Oi.
Você está nos ouvindo, Vera?
Eu estou ouvindo vocês.
Desculpa, tocou o telefone.
Nesses dias mais...
Eu estou ouvindo vocês bem.
Vocês também me ouvem?
Então, vamos...
Estou começando, então.
Você...
Eu estava dizendo que a sua intuição funcionou.
Estava ali em cima, Vera.
Pois é, Sardenberg.
Era um mix de feeling pela forma estranha como as coisas estavam se desenvolvendo, né?
Com o Davi Alcolumbre muito silencioso, marcando data para a sabatina,
quando antes ele estava evitando fazer isso, etc.
E um pouco de apuração lá do lado da oposição, que dizia que o governo iria perder.
Mas aí, quando você ia nas fontes do governo, todos pisando em astros distraídos ali, dizendo
que não, que iria ganhar, que ia ser por uma margem pequena, mas iria ganhar.
E esse discurso até na hora ali do plenário.
Eu falei com dois líderes quando já estavam discutindo a votação das outras autoridades,
os integrantes do CNJ, do CNMP, e eles insistiam que o governo iria ganhar.
Então, muito desinformados, um desses líderes.
Eu falei, ah, mas então o Davi Alcolumbre recebeu vocês?
Vocês conseguiram falar com ele?
Não.
Não conseguimos.
Então, não soou nenhum alarme na cabeça de ninguém o fato do presidente do Senado
não ter atendido o telefone de lideranças do governo.
Aquele ar todo saltitante que o Davi Alcolumbre estava na sessão também não causou estranheza em ninguém.
Todo mundo achou que ele só acordou feliz ali e foi para mais um dia de trabalho.
Então, me chama muita atenção o grau de alienação do governo.
Não é só que o governo tem uma articulação política que não funciona.
Ele tem uma articulação política que não está conectada ao planeta Terra.
Está em Marte.
Está em outro planeta.
E esses mesmos líderes amanheceram o dia ainda líderes.
E o governo amanheceu o dia soando como se a derrota fosse do Senado e a vitória fosse do presidente Lula,
tentando afetar uma superioridade moral ali em relação ao que aconteceu.
Acontece que indicação do Supremo e votação no Congresso, você não tem que ter superioridade moral, você tem que ter voto.
Você precisa forçosamente ter voto, porque senão é derrota na certa.
E isso tem consequências.
Tem consequências na composição do Supremo, tem consequências no que vai acontecer lá dentro do Supremo de agora em diante,
e tem consequências no plano eleitoral que podem ser bem sérias para o Lula.
Então, uma derrota humilhante, acachapante, por uma margem maior até do que a oposição projetava,
porque essas fontes da oposição que me diziam ontem lá para o meio-dia, 11h30, meio-dia,
que iriam derrotar o governo, diziam que ele teria de 37 a 39 votos, ele teve 34, ainda pior do que a própria oposição previa.
E agora, essa ideia do Lula de que é só mandar outro nome e vai dar tudo certo, me parece de novo um sinal de completa desconexão,
falta de alguém que chegue para ele e dê um cenário realista e concreto do que está acontecendo no parlamento.
Essa hipótese de que o presidente vai indicar rapidamente um outro nome?
Eles dizem que não vão abrir mão de indicar, que é uma prerrogativa do Lula,
indicar um integrante para o Supremo Tribunal Federal e que ele vai fazê-lo.
Aí já começam aquelas suposições, ah, porque agora ele não indica uma mulher negra,
porque agora a vaca foi para o brejo, a verdade é essa, o Davi Alcolumbre não vai colocar nenhum nome
para votar que não seja do senador Rodrigo Pacheco.
E se o Lula indicar o Rodrigo Pacheco a esta altura do campeonato, vai ser capitulação a uma chantagem explícita
por parte do presidente do Senado.
Então, não melhora a situação.
O Davi Alcolumbre prometeu à oposição que se o governo enviar qualquer nome,
ele não vai pôr para votar antes da eleição.
Portanto, aí depois da eleição, se o Lula tiver perdido a eleição,
eles derrotam mais um nome e deixam para o próximo presidente,
que aí nesse caso provavelmente pode ter sido o Flávio Bolsonaro, indicar.
Se o Lula vencer a eleição, aí eles tentam se recompor com o Lula
e votam o nome que ele tiver indicado.
Para o Senado, o melhor dos mundos.
Para o Supremo, uma situação complicada, porque vai ficar um ano inteiro,
mais de um ano sem um ministro, numa situação em que a crise já é grande.
E para o Lula, um sinal completo de falta de controle sobre o Congresso,
vai disputar uma eleição, tendo de segurar essa...
O senhor não conseguiu indicar um nome para o Supremo Tribunal Federal.
Foi o primeiro presidente, desde Floriano Peixoto, a passar por essa situação.
E vai ter que dar conta disso durante a campanha eleitoral.
Tá certo.
Mais uma coisinha, Vera, se você puder tocar rapidamente.
Você fala que é uma vitória do Davi Alcolumbre, do presidente do Senado,
mas ele não poderia ter essa vitória se não houvesse um clima, um ambiente favorável.
Tinha um ambiente amplamente favorável.
E ele, Sardenberg, é a pessoa que controla os votos dentro do Senado.
Ignorar isso...
Eu escrevi um texto em novembro falando que o Lula resolveu adotar a arrogância na adversidade,
que eu acho que é a pior combinação possível.
Você ser arrogante já é ruim, mas você ser arrogante quando você está com maioria,
quando você está bem na fita, etc., é ruim, mas ok.
Quando você é arrogante na adversidade, isso é muito mais grave.
E ao indicar o Jorge Messias, não combinando com o Davi Alcolumbre,
ele ignorou o fato de que os votos do Senado dependem do Davi Alcolumbre.
Como ele construiu isso?
Desde a primeira vez que ele foi presidente do Senado, a base de orçamento secreto.
Com as chamadas emendas do relator, ele fidelizou uma base que é dele e que vai muito além dos partidos.
Ele tem nomes dele dentro do PSD, dentro do MDB, que teoricamente são partidos da base do Lula.
E que votaram ontem contra o Lula.
Muitos nomes, muitas traições nesses partidos.
Então, a vitória do Davi Alcolumbre, que sabia o clima.
O clima é criado por ele, o clima é incentivado por ele.
Ele que marca a data, ele que faz a pauta.
Ele que ficou conversando com o Rogério Marinho por dois meses e que pensaram,
a gente vai saber o momento de derrotar o governo.
E aí chegaram à conclusão que o momento tinha chegado.
E ontem cedo, eles já diziam, não vai passar, o governo vai perder.
E aí aconteceu realmente.
Não era wishful thinking, não era...
Eles sabiam quem, eles já tinham os nomes de quem ia trair.
Você só crava uma derrota e o Alcolumbre cravou o painel exatinho antes de abrir,
cuchando o pé do ouvido com o Jacques Wagner,
quando você sabe os nomes de quem vai trair.
Então, o voto é secreto para a gente.
Para eles, é totalmente aberto, sem precisar violar o painel,
como o Antônio Carlos Magalhães fez lá em 2001.
Vera Magalhães, obrigado, Vera.
Bom final de semana.
Até.
Para vocês também, até mais tarde no ponto final.
Até mais.
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