Genial/Quaest: Tarcísio lidera disputa ao governo de SP, enquanto oposição se destaca ao Senado
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- Governo e Gestao PublicaTarcísio de Freitas · Fernando Haddad · eleitorado conservador
- Senado FederalSimone Tebet · Márcio França · Marina Silva
- Polarização Eleitoralcandidaturas independentes
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Chama atenção nesses números que a Bruna Barbosa acabou de passar ao falar sobre, por exemplo, a disputa no Senado. A gente precisa sempre lembrar, são duas vagas que estão em disputa este ano. É que enquanto na disputa para o governo do Estado, Tarcísio lidera em todos os cenários, quando se olha para o Senado são os nomes da oposição que aparecem, a oposição a Tarcísio.
que aparecem com mais destaque, Teber de França e Marina. Quem analisa esses números para nós? Vera Magalhães, que já está na tela também do Jornal da CBN. Bom dia para você, Vera. Oi, Milton. Bom dia para você, para a Cássia, para os nossos ouvintes, também para quem nos assiste. Bom dia, Vera. Um outro ponto que me chamou a atenção nesses dados, até comparando com as outras pesquisas que saíram, a gente já trouxe Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, entre outros.
é que parece aqui votos mais consolidados, principalmente nos dois candidatos que estão disputando essa eleição no topo ali entre Tarcísio e Haddad. Quando você olha para o voto daquele eleitor, boa parte dele diz o seguinte, eu não vou mudar meu voto. A gente sabe que tudo pode acontecer, mas se difere das outras pesquisas em que parece que os votos não são tão consistentes ainda nos candidatos.
Ainda tem um percentual razoável de gente que admite mudar de voto, Milton, mas o que mostra essa impressão que você teve, com a qual concordo, são outras variáveis. Por exemplo, a maioria sabe que o candidato do Lula em São Paulo é o Fernando Haddad. Também sabe que o candidato do Jair Bolsonaro em São Paulo é o Tarcísio de Freitas.
Quem se identifica como lulista vota majoritariamente no Haddad. Quem se identifica como bolsonarista declara voto majoritariamente no Tarcísio. Então, o eleitor paulista parece saber como o jogo vai ser jogado em São Paulo e já está se preparando para ele. Me chama a atenção que a maioria do eleitorado diz que gostaria de votar num candidato independente, não ligado a nenhum dos dois padrinhos.
Isso é meio uma tônica em pesquisa. Todo mundo diz que gostaria de votar numa outra opção, mas quando confrontado com a realidade, acaba se filiando a um dos polos. E aí, nessa hora em que a pessoa se vê diante da necessidade de definir entre Tarcísio...
E Haddad, o governador leva vantagem quando a gente olha para um dado que é importante, que é se ele merece mais uma chance, merece continuar ou não. E aí 54% dizem que sim. Embora a aprovação ao governador esteja hoje no seu pior momento da série histórica,
e haja, portanto, algum motivo para o eleitorado paulista fazer senões à sua gestão, eles dizem majoritariamente que ele merece continuar. Então, isso é a síntese do que a gente chama de eleitorado conservador, conservador que quer conservar o que está, a ordem vigente. E Tarcísio leva vantagem...
Pelo fato do eleitorado de São Paulo ser conhecidamente, historicamente, um eleitorado conservador. Então, é uma pesquisa que traz boas notícias para o Tarcísio, mas ela não é desesperadora.
Para o Haddad, ele larga com um percentual razoável, não chega ainda a performar como performou em 2022, teria que melhorar. E tem um calcanhar de Aquiles importante, que é a alta rejeição, a rejeição do Haddad.
é muito grande. A gente não sabe direito se é uma rejeição a ele ou ao PT, mas é uma rejeição muito desafiadora de 58% que precisa cair para que ele tenha alguma chance, se não, de ganhar, porque é muito difícil. A gente sabe a resistência que existe a um candidato do PT, principalmente no interior de São Paulo, mas pelo menos de repetir a performance de 2022.
Agora, Vera, por que a eleição em São Paulo é considerada tão importante quando a gente considera o quadro nacional? Essa é uma pergunta muito chave, Cássia, porque a eleição de 2022 no estado de São Paulo e na cidade, na capital de São Paulo, foram consideradas cases muito importantes para explicar a vitória do Lula por uma margem muito pequena sobre o Jair Bolsonaro.
Vamos rememorar, o Lula venceu no Brasil por 50,9% dos votos válidos contra 49,1% do Jair Bolsonaro. Isso perfaz uma diferença de 2.139.000 votos. No tamanho do Brasil, isso é muito pouco.
No estado de São Paulo, o Lula não tomou uma lavada. Ele foi competitivo e saiu daqui com uma diferença de votos para o Bolsonaro menor do que aquela que o próprio Haddad, que tinha sido candidato a presidente, tinha tido em relação ao próprio Bolsonaro em 2018.
E isso é considerado chave para explicar por que ele ganhou por uma pequena margem nacionalmente. Se o resultado em São Paulo tivesse sido catastrófico para o Lula e para o PT, ele provavelmente teria perdido a eleição para o Jair Bolsonaro. Então, repetir esse resultado em São Paulo, se possível vencer na capital e perder...
por uma margem não vergonhosa no Estado, é considerado condição sine qua non para o Lula se reeleger. E daí porque ele insistiu para o Haddad ser candidato de novo e está montando uma chapa para o Senado forte com duas ex-ministras ou dois ex-ministros, se for o Márcio Franz.
para tentar montar esse pelotão em São Paulo e perder de pouco, que é uma coisa meio esquisita, mas faz sentido nessa lógica de precisar levar votos totais para o cômputo final nacional. E talvez aí até acrescentando aquilo que eu tinha falado ali no início do Senado, você ter candidatos fortes no Senado para esse tipo de campanha que tem como interesse o voto lá para a Presidente da República pode ser importante pelos palanques necessários.
Exato, Milton. Ele montou realmente uma chapa majoritária para o Senado, com candidatos conhecidos, que foram ministros, que foram deputados, senadores, etc. Qual é a dificuldade aí? Se a gente analisa...
que o eleitorado é majoritariamente conservador, de centro-direita, que o interior tem um peso, a gente imagina que esse resultado da pesquisa Quest, que mostra Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva como os três primeiros colocados, se deve principalmente ao recall, justamente pelo fato de eles serem conhecidos.
e de a chapa da direita não está ainda definida. Tem muita indefinição sobre quem vão ser os candidatos do Tarcísio ao Senado, enquanto no campo lulista tem esses três, dos quais vão sair dois, mas já é mais ou menos previsível que fique entre esses três.
Outra coisa, definição com dois, eleição de Senado com dois votos, ela vira uma coisa imprevisível, porque você pode fazer a combinação que for na hora da urna. E terceira coisa, é a última eleição que o eleitor presta atenção.
Essa para o Senado. O deputado lembra quem ele votou, muitas vezes sepete, muitas vezes tem alguém lá do seu bairro ou da sua cidade. O Senado é a última que ele olha e é a eleição que tradicionalmente tem mais reviravolta. Se a gente lembrar a eleição do astronauta Marcos...
pontes, ninguém falava dele no início da campanha. Mesma coisa o Major Olímpio. Então eles vieram puxados pela eleição do Bolsonaro em 22 do Tarcísio. E isso acontece muito. Os candidatos à presidência e ao governo puxam o seu senador na reta final. Vera, volte sempre. Muito obrigado.
Prometo, de vez em quando, né? Que vocês madrugam muito, mas de vez em quando eu venho aqui visitar vocês. Um beijo. Até o final do dia. Até mais tarde. Final do dia nada. CBN Brasil tá aí. Ah, temos o CBN Brasil. Verdade, verdade. Obrigada, Vera. Até mais tarde. Até mais.
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