Messias fala contra aborto como 'cartão de visita' para tentar 'quebrar gelo' da oposição
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Vera Magalhães
Sardenberg
- Indicação Jorge Messias STFposição contra aborto · relação com o governo Lula · demarcação de terras indígenas · projeto de dosimetria das penas
Oi, pessoal! Aqui é a Astrid. Deixa eu te falar uma coisa como mãe, tá? A gente tenta acompanhar tudo, mas quando o assunto é internet, é insano conseguir ver de perto. Por isso, eu achei legal dividir uma coisa com vocês. No TikTok, contas de adolescentes já vêm com mais de 50 configurações de segurança e privacidade ativadas automaticamente. E ainda tem a sincronização familiar, onde pais e responsáveis conseguem ajustar conteúdo e tempo de tela de um jeito bem simples. Assim, a gente fica mais tranquila, né? Clique no banner e saiba mais!
Viva a voz com Vera Magalhães.
Vera Magalhães aqui no estúdio com a gente. Muito obrigado, Vera, pela sua participação ao vivo, em cores e direto. E o assunto é essa batida no Jorge Messias. Você anda acompanhando e o que você tem a nos dizer?
Oi, Sardenberg, boa tarde para você e para cá. Boa tarde. Para os ouvintes, também para quem está aí em casa ou no trânsito nos acompanhando por imagens. A sabatina acontece desde de manhã. O ex-advogado-geral da União, indicado pelo presidente Lula para a vaga do ministro Luiz Roberto Barroso, já abriu a sua fala respondendo a perguntas do relator, senador Everton, tratando de se colocar como evangélico.
E logo de cara, colocando uma posição contrária à ampliação de qualquer possibilidade de flexibilização do aborto via Supremo Tribunal Federal. E isso foi ali uma espécie de cartão de visita para ele tentar quebrar o gelo da oposição e já se colocar como alguém...
que é cioso de algumas pautas da parcela da sociedade e da parcela do Senado que se identificam como conservadores. Ele diz que a identidade dele é evangélica, então já se colocando ali até mais que o ministro André Mendonça como alguém que professa.
a fé evangélica. E nos temas que foram tratados em seguida, na inquirição dos senadores, tentando uma coisa um pouco mais difícil, que é se dissociar um pouco do governo, sendo que ele era governo até ontem. Então, ele não foi tão enfático quanto era, quanto estava na AGU e quanto o presidente Lula é, por exemplo.
na defesa da demarcação de terras indígenas e do direito de novas demarcações de terras indígenas. Diz que esse não é um assunto que deveria estar no Supremo, que não cabe ao Supremo legislar, que o Supremo não pode ser a terceira casa legislativa. Então, todas essas declarações que são música para os ouvidos de senadores, principalmente senadores da oposição.
mas que não condizem com a atuação que a AGU e que o governo vinham tendo até aqui em relação a esse tema. Eu acho que o momento mais complicado para ele foi responder sobre o projeto que muda a dosimetria das penas dos condenados de 8 de janeiro. Porque esse é um veto que vai ser analisado amanhã.
O presidente Lula vetou esse projeto e ele foi à AGU e deu muitas declarações e fez muitas atuações no próprio Supremo como advogado-geral da União pela condenação de forma ali perempitória e cabal dos que perpetraram os ataques do 8 de janeiro. Então, ali foi o momento em que ele ficou em maior saia justa. E foi justamente numa pergunta do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro.
ele disse que não se pode transigir com quem fez os ataques que fez no 8 de janeiro, mas esse é um tema que é muito casca de banana, porque amanhã o Congresso deve derrubar, com o voto da maioria dos senadores, esse veto do presidente Lula. Então, acho que esse foi o momento em que ele mais ficou ali.
numa sinuca de bico entre defender a própria atuação como advogado-geral da União e o que os senadores gostariam de ouvir. Ele tentou uma saída ali. Falei, olha, eu não posso me manifestar sobre o que eu acho disso, porque isso pode ser judicializado lá na frente. Pode cair no próprio Supremo. Mas, ainda assim, foi um momento em que ficou muito exposto que ele é alguém que tem ligação umbilical com esse governo, com o governo Lula, que estava lá.
O que, portanto, defende uma postura diferente do próprio Senado. Ele tem uma relação umbilical com o PT, né? Ele sempre trabalhou para o PT ao longo da carreira dele.
Sempre trabalhou para o PT, foi ali o responsável pela assessoria jurídica da presidência na época do governo da Dilma Rousseff, depois trabalhou no próprio partido, foi designado a AGU pelo Lula. Ele trabalhou como assessor parlamentar do Jacques Wagner. Assessor parlamentar do Jacques Wagner e agora é indicado dentro dessa lógica que o Lula não esconde de ninguém.
de indicar para o Supremo, nesse mandato atual, as pessoas que têm essa ligação histórica com ele e com o PT. Primeiro foi seu próprio advogado pessoal, Cristiano Zanin, depois seu ministro da Justiça, Flávio Dino, e agora o seu advogado-geral da União e uma pessoa que tem...
Esse passado partidário muito claro, petista mesmo, até mais que os dois anteriores, porque o Dino não tinha filiação partidária, aliás, Minto, o Zanin, e o Dino nunca foi do PT, foi de partidos aliados. Mas sempre aliado ao PT, né? Agora, Vera, a expectativa de todo mundo é que haja a aprovação, uma margem apertada, mas que ele seja aprovado.
Agora, não dá para cravar isso com todas as letras, principalmente quando a gente pensa nessa votação secreta. Eu acho que nunca foi tão difícil cravar, Cássia, porque a indicação dele contrariou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não escondeu essa contrariedade. Ao longo de vários meses, ele deu um gelo no indicado.
a ponto de o Lula recolher a indicação no primeiro momento para esperar que as arestas fossem aparadas ali. Depois, reapresentou o nome do Messias e, ainda assim, não se ouviu do Davi Alcolumbre nenhuma declaração em defesa dessa aprovação.
Então, ele está agindo mais ou menos como uma esfinge a quem diga que ele fez um acordo nos bastidores pela aprovação, e tanto é que se marcou a sabatina, se marcou a votação, mas palavra pública em apoio não se ouviu dele. E a oposição, embora esteja ali um pouco cindida nesse aspecto lá,
Existem expoentes ali do bolsonarismo que trabalham a favor dele, como o próprio ministro André Mendonça, mas também tem gente trabalhando pesadamente contra, como o próprio Flávio Bolsonaro e o coordenador da sua campanha e também o senador Rogério Marinho, que estão numa atuação ali de tentar...
cabalar votos para derrotar o governo. E essa seria uma derrota realmente muito dura para o presidente no momento em que ele enfrenta já dificuldades de avaliação e de intenções de voto para buscar um quarto mandato.
Haveria alguma possibilidade de troca? Quer dizer, o governo admite, o Congresso, o Senado aprova o Jorge Messias e o governo admite que não faz nada em relação ao veto, ao projeto da docimetria.
Não tenho notícia de que isso tenha sido negociado nesses termos, Sardenberg, mas existe uma certeza de que isso vai ser judicializado. Pode ser que o governo não o faça de moto próprio, mas partidos e aliados do Lula...
vão certamente buscar essa judicialização. Pode até ser que o Lula evite fazer isso via presidência da República, até para não ficar muito claro o DNA, não deixar a digital muito clara, mas que vai ser judicializado, ninguém tem a menor sombra de dúvida.
E o projeto da Anistia volta amanhã, né? Só para os ouvintes que perderam alguma coisa, o projeto da dosimetria, projeto de lei aprovado no Congresso Nacional, que reduz as penas dos condenados do 8 de janeiro e da trama golpista. E o presidente vetou a lei inteiramente e esse veto será submetido ao Congresso amanhã. Congresso reunido, né? Câmara e Senado reunidos.
E aí, nesse caso, não dá nem para ter dificuldade de cravar. Eles vão derrubar o veto, isso aí é uma certeza. Tá certo.
Vera Magalhães aqui no estúdio. Obrigado, Vera. E até logo mais no Ponto Final. E até amanhã aqui no CBN Brasil. Combinado. Bom jornal pra vocês. Vera hoje cumprindo jornada tripla, viu? Começou cedo no jornal da CBN. Agora tá aqui com a gente. Depois tem ponto final. Eu tô contra a escala 3x1, Sardembeck. Vou fazer uma pressão aqui nessa arte.
Obrigada, Vera, até mais tarde. Tchau, gente. Você, antes, eu falo rapidamente aqui, você tem uma palhinha que seja sobre as pesquisas? Olha o Sardenberg querendo estourar o tempo. Eu falei sobre isso de manhã, né? Hoje saiu Bahia e São Paulo. Os dois governos são aprovados, mas vivem realidades diferentes. O governador Jerônimo Rodrigues lidera mais em empate.
e até um pouquinho numericamente atrás, do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. E o governador Tarcírio de Freitas lidera com uma margem bem maior de folga em relação ao Fernando Haddad, que é o candidato do PT. E aquela importância de São Paulo como a eleição mais nacionalizada.
que a gente vai ter. Tarcísio teve uma leve oscilação negativa da sua aprovação, mas ainda é majoritariamente aprovado pelo eleitor e também tem a maioria dos que acham que ele merece, sim, um novo mandato. Agora sim, obrigado, Vera, até mais. Até mais, gente, até mais tarde.
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