O que revela rodada de pesquisas Genial/Quaest para estados?
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Atuação de Lucia na políticaCenário eleitoral em Minas Gerais · Cenário eleitoral em Pernambuco · Avaliação do governo Zema · Aprovação da governadora Raquel Lira
Se você está na liderança de uma grande empresa, sabe. Quando a operação cresce, os desafios também crescem. Mais volume, mais canais, mais decisões em tempo real. É aí que entra o Mercado Pago. A mesma tecnologia de soluções de pagamentos do Mercado Livre, pronta para ajudar grandes empresas a vender com mais segurança. Altas taxas de aprovação, integrando pagamentos online e offline. Mercado Pago, um parceiro à altura do seu negócio. Clique no banner e conheça nossas soluções.
Viva a voz com Vera Magalhães. E aí, Vera?
Oi, Sardenberg. Boa tarde para você, para a Cássia, para os nossos ouvintes, também para quem está assistindo vocês. Obrigado pela mudança. Boa tarde, Vera. Muito obrigado, Vera, pela mudança do horário. Nós vamos falar hoje das pesquisas eleitorais. Ontem tivemos pesquisas em Rio de Janeiro, tivemos pesquisa no Paraná, tivemos pesquisa no Pará e agora nós saímos com as pesquisas de Minas e Pernambuco.
Começando pela de Minas Gerais, Vera.
Pois é, Minas Gerais é aquele estado em que está todo mundo de olho, Sardenberg, pela peculiaridade de que ele costuma ser um microcosmo do que acontece no Brasil. Então, Minas é um estado muito grande, territorialmente, com vários tipos de biomas dentro dele, vários tipos de IDH diferentes, vocações econômicas diferentes. Então, ele costuma reproduzir, nas últimas eleições todas têm sido assim,
O que acontece no Brasil? A região norte de Minas vota mais à esquerda, região sul do estado vota mais à direita e Belo Horizonte costuma alternar, tem alternado nas últimas eleições presidenciais. Esse ano tem um outro fator.
que também tem acontecido em algumas eleições, aconteceu em 2014, por exemplo, de ter um mineiro pré-candidato a presidente. Então, isso também costuma pautar o resultado. Então, a gente ainda está para ver qual é o resultado presidencial em Minas. Mas hoje a Quest divulgou o resultado da pesquisa para o governo mineiro.
que também é importante porque reflete as alianças de cada um dos pré-candidatos a presidente. O retrato que a gente tem do Zema, que foi muito notícia na semana passada, pelo seu embate com o ministro Gilmar Mendes e essa tentativa de se impor como candidato mais combativo no enfrentamento do Supremo Tribunal Federal.
ele tendo saído com uma avaliação em baixa. Ela ainda é maior que a rejeição do seu governo, do saldo final do seu governo, porque ele renunciou, mas ela é muito menor do que foi há um ano. Para você ter uma ideia, hoje o que separa a aprovação da rejeição ao que foi o governo Romeu Zema é nove pontos.
Mas há um ano, exatamente em abril do ano passado, era de 31 pontos percentuais a diferença entre quem aprovava, portanto era majoritário quem aprovava, e quem rejeitava o governo. Quando você pergunta se o ideal seria...
manter ou mudar o que está sendo feito, 44% falam que gostariam de mudar totalmente o que vem sendo feito. 13% continuar como está, que é pouco, e 38%, um quesito que eu achei muito mineiro, porque o Felipe Nunes da Quest é muito mineiro, que é mudar só o que não está bom, que é o ideal para todos nós, mudar só o que não está bom.
É, isso é fácil, né? Achei muito mineiro isso, depois vou até brincar com o Felipe. E 49% dizem que acham que o Zema não merece eleger o seu sucessor. E o que nos leva ao cenário propriamente eleitoral. O senador Cleitinho, do Republicanos, lidera em todos os cenários de primeiro turno, em todos os cenários de segundo turno.
Ele poderia se encaixar nesse mudar apenas no que não está bom, porque ele é de direita, mas ele não é o candidato do Zema. O candidato do Zema é o agora governador, Matheus Simões, que vai muito mal em todos os cenários. Acho que isso é um reflexo um pouco do que a gente falou ontem, um vice desconhecido que assume o governo e tem que ter um tempo de maturação da candidatura. Mas, de qualquer maneira...
Não muito auspicioso para o grupo do Zema, esse primeiro retrato da eleição mineira. Tá certo. E passando para Pernambuco.
Ali eu achei que tem surpresa, né? Quer dizer, surpresa para quem acompanhava muito a ascensão e o destaque que o João Campos tem nas redes sociais, que é muito grande. Mas eu falei, cantei essa bola no dia 16 de abril no Viva Voz 2, fui até resgatar esse vídeo, de que não seria um passeio para ele a eleição em Pernambuco.
que a Raquel Lira ia dar trabalho, que é uma eleição que pode se resolver no primeiro turno para qualquer um dos lados e que não me surpreenderia nem um pouco dela vencer a eleição de novo como uma azarona. Lembrando que em 2022 ela só foi ao segundo turno por uma comoção com a morte do marido dela na véspera do primeiro turno. E aí virou o jogo em cima da Marília Reis no segundo turno. Agora é uma eleição diferente.
Naquela ocasião tinha muito candidato, agora tem basicamente dois candidatos. É uma eleição já plebiscitária entre o governo dela e o legado do Eduardo Campos, que o João Campos está explorando demais na propaganda. E ela está melhorando, falava, olha, a aprovação dela vem melhorando.
Se você olha a pesquisa Quest de hoje, ela tinha 51% que aprovavam e 45% que rejeitavam em agosto do ano passado. Isso saltou para uma aprovação de 62% contra uma rejeição de 35%.
E isso resulta que ela vai chegar muito competitiva na eleição. Em estados do Nordeste, em que a desigualdade social ainda é muito grande, a máquina do governo do Estado tem muita força. Ela procurou se aproximar um pouco do governo do Lula, porque o Lula é forte em Pernambuco, e ela está ali competitiva. Na esquerda não lulista...
Por exemplo, 45% acham que ela merece se reeleger. E na esquerda lulista, 48% acham isso. Era 37% em agosto, teve um salto de 11 pontos percentuais. Então, ela está competitiva, não vai ser bolinho para o herdeiro do Eduardo Campos. Vai ser uma eleição muito voto a voto.
Vai ser uma das mais interessantes do país da gente acompanhar. Interessante também, Vera, eu estou vendo aqui uma fala do Felipe Nunes sobre o cenário em Pernambuco. Ele dizendo que o Estado tem o maior nível de definição do voto se comparado a outros Estados que já apareceram nas pesquisas.
É por conta disso, né, Cássia? Dois nomes altamente conhecidos. Uma é a governadora do Estado, já foi prefeita de Caruaru, que é uma cidade muito grande. Ele, prefeito do Recife, reeleito em primeiro turno, herdeiro de uma das maiores dinastias políticas do Estado, neto do Arraes, filho do Eduardo Campos. É uma eleição já de segundo turno no primeiro. Todo mundo sabe quem é quem.
e todo mundo mais ou menos tem uma opinião formada. O que acontece? Não é uma eleição super polarizada. O candidato de esquerda, ele não é petista, então ele está um pouco para a direita no espectro, e a candidata, entre muitíssimas aspas, da direita, não é da direita, ela é do PSD.
É uma eleição em que o centro está disputando. Então, não é impossível de você ter uma migração direta de voto de um para o outro. Isso está acontecendo. A pesquisa mostra que isso está acontecendo com esses gráficos em que tem uma grande oscilação.
da aprovação da Raquel Lira. Então, gente que era Campos provavelmente virou Lira, porque passou a haver valor no governo que ela está fazendo e no que ela está entregando. E mais, ela passou a disputar com ele, João Campos, nesse terreno digital em que ele vai muito bem. Ela deu um upgrade nas redes sociais dela muito grande de um ano e meio para cá.
E isso também está se refletindo na pesquisa. Então, os dois têm índices de conhecimento, de potencial de voto, etc., próximos, muito próximos. E a máquina do Estado pode fazer diferença nesse sprint final de uma eleição que tende a ser muito disputada. Vera Magalhães, obrigado, Vera. Mais uma vez, obrigado pela mudança de horário e amanhã tem mais pesquisa.
É, essa semana é quase todo dia, Sardinberg. Até amanhã. Até amanhã.
Mercado Livre
Soluções de pagamentos