Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

Entre sucesso e rejeição, bolsonarismo segue ancorado no caos

27 de abril de 202643min
0:00 / 43:21
Em agenda com Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro negou que haja crise no campo bolsonarista, mesmo após críticas públicas entre aliados. Para Vera Magalhães, o movimento contrasta com a própria lógica do bolsonarismo, marcada pelo confronto — que agora se volta para dentro do grupo, sem a mediação de Jair Bolsonaro.

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Participantes neste episódio4
V

Vera Magalhães

HostJornalista
B

Bruna Barbosa

ConvidadoJornalista
C

Carol

ConvidadoApresentadora
I

Igor Cardim

Convidadojornalista
Assuntos5
  • Atuação de Lucia na políticaEduardo Paes · Douglas Ruas · Sérgio Moro · Rana Gassan
  • Conflitos internos no bolsonarismoFlávio Bolsonaro · Tarcísio de Freitas · Eduardo Paes
  • Casos políticos de violênciaDonald Trump e a NASA
  • Desenrola 2Dário Durigan · FGTS
  • Relações InternacionaisIrã · Vladimir Putin
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Viva a voz, com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem? Oi Débora, boa noite pra você, pra Carol, pros nossos ouvintes, também pra quem tá nos assistindo, uma ótima semana pra todo mundo. Vera, boa noite.

Bem, meninas, essa semana tem rodada a quest de pesquisa para governo de Estado. Serão 10 estados e os três primeiros já foram divulgados. As pesquisas dos três primeiros estados já foram divulgadas hoje. Rio de Janeiro, Paraná e Pará. E vamos saber mais sobre os dados da pesquisa para o Rio de Janeiro. Matheus Maciel tem as informações ao vivo. Oi, Matheus. Boa noite.

Matheus Maciel, a gente não tá... Agora sim. Agora sim.

Oi, vamos lá. Boa noite pra você, Débora, pra Vera, Carol, todo mundo acompanhando a gente aqui. Dá pra dizer claramente que se as eleições ao governo do Rio fossem hoje, o ex-prefeito da capital, Eduardo Paes, do PSD, venceria já em primeiro turno. De acordo com a pesquisa realizada pela Quest, divulgada hoje pela manhã, Paes tem 34% das intenções de voto, mais que todos os outros concorrentes somados. O deputado estadual Douglas Ruas, do PL, tem 9%.

Na sequência, a gente tem o ex-governador Antony Garotinho, do Republicanos, com 8%, e o também ex-governador Wilson Witzel, do Democracia Cristã, com 3%. O vereador William Sirido, pessoal, figura ali com 2% das intenções de voto, e os outros candidatos não somaram mais de 1%. Já indecisos, são 20%, e outros 20% ainda afirmam que vão votar em branco, nulo, ou sequer irão votar.

Num segundo cenário de primeiro turno, esse sem o ex-governador Garotinho, Paz teria 40%, enquanto Douglas Ruz 10% das intenções. Já os outros candidatos não apresentaram nenhuma variação relevante nesse caso.

Num eventual segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Juiz, o cenário seria o seguinte. Paes venceria por 49% a 16%. O presidente do PSD no Rio, o deputado Pedro Paulo, acredita que isso reforça o interesse do eleitor em um candidato com uma bagagem já consolidada.

O que ela traz de interessante é esse desejo do perfil de um candidato que seja independente, que ainda que tenha os apoios, por exemplo, no caso do Eduardo, o presidente Lula, o Eduardo é também visto como um candidato de seu tamanho próprio. A imagem do Eduardo do estado do Rio, o que já era consolidado isso na cidade, ela é maior do que os apoios que tem para presidente.

O levantamento aponta que Douglas Ruas, que é do grupo político do ex-governador Cláudio Castro, ainda é desconhecido por sete em cada dez eleitores. O presidente do PL, deputado Altineu Cortes, afirma que, por isso, existe ainda uma margem para a candidatura crescer.

Quando a gente faz as pesquisas que nós temos internas, diz quem é o Douglas, filho do prefeito Capitão Nelson, com apoio do Flávio Bolsonaro, e Eduardo Paes, ex-prefeito de Rio de Janeiro, com apoio do Lula, essa diferença já está muito pequena. O outro ponto é quem votaria num candidato indicado pelo Flávio Bolsonaro, independente do nome, ou num candidato do Lula, independente do nome, nós também temos uma boa vantagem.

Na disputa para o Senado, Cláudio Castro está liderando a corrida com 12%, mas a gente destaca que ele está inelegível após a condenação do Tribunal Superior Eleitoral. Na sequência, a gente tem a deputada federal Benedita da Silva do PT com 10%. A pesquisa Quest foi contratada pela Genial Investimentos. Foram ouvidos 1.200 eleitores entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiabilidade é de 95%.

volto com vocês. Obrigada Matheus pelas informações, bem Vera Eduardo Paes aparece como favorito tem algo que pode abalar esse favoritismo?

Eu acho que ele é uma pessoa que deve estar vendo essa eleição como um gato escaldado, né, Débora? Ele disputou em 2018 com um franco favoritismo também e acabou derrotado pelo até então desconhecido Wilson Witzel. Então, toda vez que você conversa com o Eduardo Paes ou com alguém do seu grupo político...

A reação é de extrema cautela, ainda mais num cenário absolutamente imprevisível como é o desse ano, em que você teve um governador que renunciou na expectativa de salvar a sua situação, evitar uma inelegibilidade, não conseguiu, portanto está inelegível, mas recorrendo.

um vice-governador que foi nomeado para o Tribunal de Contas, então não existia mais essa figura, presidente da LERJ preso, um outro recém-eleito, mas ainda muito desconhecido, que é a aposta desse grupo castrista e bolsonarista.

para a continuidade desse grupo político no poder. Então, são muitas variáveis, todas elas absolutamente indefinidas e uma sensação por parte do eleitor de um sentimento de mudança.

manifestado ali por uma ampla maioria. 77% manifestam desejo de mudança, 43% total e 34% alguma mudança. Mas aí entra em jogo a possibilidade de uso da máquina.

Foi a razão, aliás, da inelegibilidade do Cláudio Castro. A depender do que resultar o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre essa questão do Rio, e se esse grupo voltar ao poder, a gente não sabe se ele vai ter capacidade de se rearticular e de voltar a ficar forte.

Tudo a ser analisado no Rio demanda uma cautela extra, porque é um dos cenários mais desafiadores do Brasil. A gente tem um risco sério de um colapso político. Todos os grupos políticos praticamente do Rio já passaram uma temporada presos. O grupo político aqui era...

ligado o próprio Eduardo Paes, que era o do Sérgio Cabral, quase toda a linha sucessória daquele grupo foi preso. O garotinho, que está querendo voltar agora, também já foi preso. O Wilson Witzel, que está desejando voltar, também já foi preso. Então, é uma situação difícil da gente prever alguma coisa, o Rio de Janeiro da nossa Carol Moran. Olha.

Tá complicado, minhas amigas, mas é isso, assim, né? O Douglas Ruas contava em ter a máquina, né? Quer ainda assumir o governo do Estado interinamente, até pra ficar mais conhecido, porque 71% dos entrevistados não sequer conhecem o Douglas Ruas, né? Não é um deputado muito conhecido aqui no Estado, enquanto o Eduardo Paes é amplamente conhecido, né? A maioria dos entrevistados conhece o Eduardo Paes. Agora, é isso. Rio de Janeiro é imprevisível e, de fato, não é pra principiantes. Tem uma situação... Deixa eu trazer os números aqui.

Deixa eu só te interromper, desculpa Carol, mas tem uma situação que é comum a todas as pesquisas dessa rodada, acho que deve se confirmar nos outros estados, é que ninguém está pensando direito ainda na eleição estadual. Se até na federal ainda tem uma...

um cenário em que o voto não é consolidado, na estadual isso é mais claro ainda. Quando você pergunta se o seu voto é definitivo, 59% no Rio dizem que ainda podem mudar. E isso também é alto nessas outras pesquisas que a gente vai analisar. Então, é bom para a gente saber a foto na largada, mas não necessariamente essa pesquisa de hoje indica o filme que a gente vai assistir na eleição desse ano.

Tá emocionante, gente. Deixa eu trazer aqui os dados do Paraná, porque a pesquisa General Quest mostra o senador Sérgio Moro do PL em primeiro lugar, nos dois cenários estimulados que foram testados para a disputa do Paraná. No primeiro ele tem 35%, no segundo tem 42%.

O candidato escolhido pelo governador Ratinho Juno do PSD como seu sucessor, que é o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, o Sandro Alex do PSD, está só em quarto lugar no principal cenário, valia entre 5% e 6% da disputa. Então não aparece uma votação expressiva.

Primeiro cenário tem o Sérgio Moro com 35%, o Requião Filho do PDT com 18%, o Rafael Greca do MDB com 15% e o Sandro com apenas 5% em quarto lugar. E aí tem um segundo cenário...

que tem também o Requião Filho, mas aí já não tem o ex-prefeito Rafael Greca. E aí o Sérgio Moura aparece com 42%, Requião Filho com 24%, Sandro Alex com 6% e Luiz França com 2%. O General Quest ouviu 1.104 eleitores no Paraná, margem de erro de 3 pontos percentuais.

Vai lembrar que o governador Ratinho Júnior divulgou essa escolha no último dia 14, né? Era um nome que não estava aí entre os cotados, os principais cotados à sucessão. Certamente vai tentar reverter aí na campanha, até porque o Ratinho é aprovado por 80% da população. Então, é um cabo eleitoral que não pode ser desprezado, né, Vera? Exatamente. A gente sabe que ainda tem uma grande chance da coisa virar lá. Porque, por exemplo, você agora falou Sandro Alex.

Na hora do almoço com o Sardenberg, eu falei, Sandro Alex. Eu não sou capaz de dizer o que é o correto, porque eu nunca... Também não sei. Agora, ouvintes do Paraná, nos esclareçam. Exato, o nome dele. Se puser uma foto dele aqui na nossa tela, mais duas pessoas, e fizer que nem aquela identificação de suspeito...

Bota o Douglas Ruas e o Sandro, o Alex, e a gente quer ver quem sabe quem é quem. Não faço a menor ideia de quem é quem. Então, para o eleitor que se vê ali, frente a frente com um cartão de pesquisa com esse nome, ele vai olhar lá, Sérgio Moro, esse eu conheço, esse outro aqui, não faço a menor ideia de quem ele seja. E aí, a chance da pessoa declarar, uma pessoa que já é um eleitor conservador,

de centro-direita, etc., que é maioria no estado do Paraná, a chance de ir para o Sérgio Moro é muito grande. Mas, quando ficar claro que aquele governador que eles dizem aprovar, e a aprovação do Ratinho é muito grande, o fato dele ter ficado no governo, não ter renunciado...

para disputar nada, dar a ele ali uma autoridade de quem está no cargo e falando, o meu candidato é esse aqui. Então, a chance de que as coisas mudem e que haja uma reversão desse quadro, ela é grande, e isso não é ali da minha cabeça, vozes da minha cabeça que estão dizendo isso.

Há muita literatura de casos similares no Brasil, em estados e municípios, para mostrar que um incumbente bem avaliado tem potencial para eleger postes, entre aspas. Aconteceu com o Lula com a Dilma, aconteceu com o Lula com o Fernando Haddad, aconteceu no Ceará com o Camilo Santana, que elegeu o Eumano Freitas muito desconhecido, mesma coisa na Bahia.

Mesma coisa no Piauí, um governador muito jovem, que é o Rafael Fonteles, que foi ali ungido pelo Wellington Dias e era seu secretário de fazenda, portanto uma área não muito sexy, bem chatinha ali, era o cara do controle de gastos e foi eleito e está muito bem avaliado. Então, um incumbente bem avaliado tem muita chance de fazer o seu sucessor.

É nisso que o Ratinho Júnior aposta. Ele tentou compor, evitar que o Moro rachasse a direita. Isso não foi possível. E agora ele vai para o confronto na expectativa de que os seus índices de aprovação sejam suficientes para carrear os votos para o Sandro Alex ou Alex.

Tem dados também do norte do país, do Pará. Por lá, o ex-prefeito de Ananindeua, doutor Daniel Santos do Podemos, lidera a corrida eleitoral. Nos dois cenários de primeiro turno testados, ele varia entre 22% e 24%, seguido pela governadora Rana Gassan, do MDB, que marca...

19 e 22%. Então, com a margem de erro de três pontos percentuais, os dois estão empatados tecnicamente. Gassan assumiu o controle, Rana Gassan assumiu o controle do Estado este mês, depois da saída de Hélder Barbalho, para concorrer ao Senado. No segundo turno, eventual segundo turno, entre Santos e Rana, o ex-prefeito lidera com 34%, enquanto a governadora aparece com 29%. A MDBista leva vantagem.

entre os que se consideram lulistas, 52 contra 23, e Santos, por sua vez, marca 59 entre os bolsonaristas. A Ana aparece com 17%. A gestão de Hélder Barbalho foi aprovada por 63% dos paraenses e desaprovada por 27%. Em relação à corrida para o Senado, a Genial Quest mostra que Hélder lidera e Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque Saque

todos os cenários, com variação entre 22% e 24%. O segundo colocado é o delegado Éder Maduro, do PL, com 13% e 14%. Com esse empate técnico, né, Vera, há também a possibilidade de Hannah Gassam subir nas pesquisas porque ela está à frente do governo, ou seja, está com a máquina.

Sim, embora lá eu ache que a coisa vai ser um pouco mais complicada, porque a aprovação do Helder é alta, mas não é quase uma unanimidade, como é o caso do Ratinho Júnior, é no patamar de 60% ali, que dá a ele uma maioria, mas mostra que dois governos...

ocasionaram um certo desgaste de material nesse grupo político. E lá é um caso de dois grupos que são inimigos, inimigos mortais, disputando o governo. Então, é uma campanha bem acirrada que opõe dois projetos diferentes. É diferente do Paraná, em que é tudo meio uma disputa dentro da centro-direita, que talvez eles até no começo evitem trocar muita farpa entre eles, no caso do Helder.

do ex-prefeito de Ananindeua, é uma disputa muito grande. São adversários ali de se tratar em termos bem duros. Também existe o fato de que houve um certo desgaste com a COP lá no Pará. Era para ser uma pauta super positiva e não resultou.

tão positivo quanto se esperava, nem para o governo federal, nem para o governo do Estado. Atrasos em obras, muita polêmica ali em torno da realização da COP. E o apoio ao Lula, que é do que o grupo do ex-governador Helder Barbalho...

vai reiterar e tem reiterado, não é algo muito popular no Pará. A região norte tem passado por um processo de endireitamento ali do eleitorado. Então tudo isso dá contornos difíceis de prever. A situação no Pará eu acho que realmente pode ficar indefinida ao longo de muitos meses.

Mas, de novo, o desafio é mais ou menos o mesmo desses dois governadores de dois mandatos. Os dois, tanto Helder Barbalho do Pará quanto Ratinho Júnior do Paraná, foram reeleitos em primeiro turno, ou seja, muito endossados.

chegam ao fim do mandato com o desafio de fazer sucessores pouco conhecidos. Mas aí entram as circunstâncias específicas de cada um dos estados, além do NAD no final, e de um ser no norte e um ser no sul, tem essas circunstâncias políticas que são bem diversas nos dois estados.

Os ouvintes já chamaram o VAR, tá? Aqui, o ouvinte de Ponta Grossa. É Laudio o nome dela, Débora? Isso. Ela, a ouvinte de Laudio. Laudio, falando que é ela. É Sandra Alex, você estava certa, tá? Vou fazer como o Sérgio Moro e pedir escusas aqui pela minha pronúncia incorreta.

Gente, vamos falar aqui do Desenrola 2, porque o ministro da Fazenda, Darío Durigão, esteve em reunião com os bancos, saiu dando alguns detalhes de como é que vai ser o programa, dizendo que pode ter liberação de FGTS para quitar dívidas. Luiz Fernando Figliage conta para a gente. Boa noite.

Oi, boa noite, Carol. Boa noite, Débora, Vera. É isso mesmo, o ministro da Fazenda, Dario Dorigan, ele confirmou hoje que o governo pretende utilizar os recursos do FGTS para abater dívidas no novo programa do governo para conter o endividamento. No entanto, sem dar muitos detalhes, Dorigan disse que haverá restrições quanto à utilização dos recursos do fundo para abater as dívidas.

O ministro afirmou que a medida será levada para a análise do presidente Lula nesta terça-feira, portanto amanhã.

O programa tem aquela linha geral de exigir reduções de uma dívida que as famílias brasileiras mais sofrem hoje, o cartão de crédito, o CDC, o cheque especial. Então tem esse compromisso de dentro do programa ter uma redução dessa dívida e já com uma dívida menor ter um novo financiamento, já uma taxa de juros muito mais aceitável, uma taxa de juros menor, uma dívida também menor dentro de um programa e já com uma dívida menor.

que vai trazer medidas estruturantes. Carol, Débora Vera, após o alinhamento final do programa em reunião com o presidente dos bancos, Durigan adiantou que haverá descontos de até 90% nas renegociações. O ministro também disse que foram acertados com o setor financeiro prazos das dívidas a serem renegociadas. No entanto, ele preferiu deixar os detalhes sobre o funcionamento do programa após a validação pelo presidente Lula.

As declarações ocorreram em entrevista coletiva a jornalistas no gabinete do Ministério da Fazenda aqui em São Paulo, nesta segunda-feira. Com vocês.

Obrigada, Luiz. Mais uma tentativa do governo de pauta positiva, né, Vera? Exato. Essa questão dos endividamentos ganhou uma relevância enorme nesse ano, quando ficou evidente o cenário bem complicado em que os brasileiros estão enfiados com dívidas no rotativo do cartão, dívida em crédito consignado.

dívida por jogo de bets, etc. E o fato de que o desenrola 1 já passou e o cenário mudou pouco. Então o desafio é fazer com que esse seja mais efetivo e preserve algumas coisas, como o próprio FGTS. Então, esse filtro de não poder usar para pagar ali jogo, para jogar, etc.

E o filtro de que o FGTS só pode ser usado para quitar a dívida, porque tem aquela coisa de você usar alguma coisa que é uma poupança do trabalhador de uma maneira que vá sendo dilapidado sem o seu caráter original, que é de...

para prover alguma coisa para o futuro de longo prazo para esse trabalhador. Então, é mais ou menos aquele cobertor curto em que você puxa de um lado e descobre a cabeça, puxa do outro e descobre o pé. Não tem muito jeito, não tem muito de onde tirar recursos para fazer esse desenrola dois, mas é essa tentativa do governo de quase aos 45 do segundo tempo.

do Lula 3, produzir algo que realmente seja relevante para melhorar a curto prazo a situação financeira das pessoas, já que as apostas até aqui não foram suficientes para garantir uma boa aprovação ao presidente. Muito bem, você fica agora com notícias da sua região, já já tem mais Viva Voz.

Viva a voz de volta. Bruna Barbosa tem informações em São Paulo sobre treta, rusgas no bolsonarismo. Explica pra gente, Bruna. Boa noite.

Oi, Débora. Boa noite para você, para a Carol e para a Vera. O senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou que tem algum tipo de crise interna no campo bolsonarista, especialmente depois das críticas e movimentações nas redes sociais envolvendo aliados. Segundo ele, não há conflito, mas sim...

um grupo amplo de apoiadores que estão engajados na pré-campanha. Ao ser questionado sobre o tema, ele disse que não pretende pressionar lideranças por declarações públicas de apoio e que cada aliado vai se posicionar no próprio tempo.

Hoje eu vejo crise, eu vejo uma quantidade grande de pessoas querendo ajudar cada vez mais, pessoas que estão ansiosas para ver o Brasil voltar para o caminho da prosperidade. E eu sempre digo o seguinte, eu sou um cara muito tranquilo, sou um cara muito equilibrado, não vou ficar forçando ninguém a subir no palanque.

Bom, essa declaração aconteceu na participação da AgriShow, foi na abertura da AgriShow em Ribeirão Preto, onde ele cumpriu a agenda ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Os dois circularam pela feira em alguns momentos juntos, outros um pouco mais separados.

conversaram com produtores rurais, experimentaram produtos expostos, queijo, doce de leite, linguiça. Foi um movimento bem típico de pré-campanha. Flávio evitou antecipar o nome para vice na chapa, mas confirmou que tem conversado com a deputada federal Simone Marqueto do PP, uma das cotadas para a vaga. Segundo ele, essa definição só vai ser feita durante as convenções partidárias.

Esse foi o primeiro evento público em conjunto dos dois, Tarcísio e Flávio, depois da definição das pré-candidaturas. Até então, os eventos anteriores estavam restritos a agendas institucionais, reuniões mais reservadas. O governador classificou o encontro como o primeiro de uma série de compromissos políticos em conjunto e indicou que novas agendas já estão previstas.

Podem esperar, sim. Esse é o primeiro evento de muitos. A gente vai ter uma agenda extensa aqui no estado de São Paulo. A gente trabalha por quem a gente acredita e a gente trabalha por projeto. A gente precisa de um projeto, uma visão convergente em direção ao futuro. O Flávio representa esse projeto.

Bom, Tarcísio também foi questionado em relação a uma fala do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que deu uma entrevista na sexta-feira e disse que a parte política de Tarcísio é um desastre. Eu questionei o governador sobre essa crítica, ele minimizou, tratou um pouco do episódio com ironia e disse que essa declaração, de certa forma, até o ajudou como uma propaganda a seu favor. Débora.

Obrigada, Bruna, pelas informações. Bom, se não é conflito, o que é isso exatamente? Fogo amigo, porque a gente tem observado aí, né, Vera? Inclusive, ó, Nicolas Ferreira, vira e mexe, tá tretando nas redes sociais com a família Bolsonaro. Já teve rusga entre Flávio e Michele Bolsonaro.

Carlos Bolsonaro, esse fim de semana aí, também fez postagens dizendo que o Flávio, que o irmão se apoia em quem oferece discursos ilusórios. Dizendo que ele tá mordendo a isca. Numa referência a Romeu Zema. Possibilidade dele sair como vice de Flávio. Enfim.

Treta tem, né? Sempre. O bolsonarismo não existe fora de um ambiente de intensa treta, de permanente instabilidade. Ele vicejou, desde lá de 2018, nesse caldo de cultura do caos, da negação do sistema.

da turbulência permanente, o governo Bolsonaro também foi marcado por esses arroubos retóricos, vira e mexe, xingamento entre aliados, mudanças ali de configuração.

No próprio campo de aliados, aliados que caíam em desgraça, a família migrando de partido, porque se inviabilizou no partido pelo qual o próprio Bolsonaro foi eleito. E na reta final da campanha de 22, até tiro, porrada e bomba, literalmente, granadas, que ajudaram a derrotar o Bolsonaro.

Se isso explica, em parte, o sucesso do Bolsonaro, que se forjou como um candidato antissistema, mesmo sendo um deputado por muito tempo, também ajuda a explicar a grande parte da rejeição ao bolsonarismo. E os filhos foram criados sempre nesse ambiente, fizeram os seus mandatos parlamentares.

com essa cartilha, com essa régua, e trazem isso agora para a campanha presidencial de 22. O fato do Jair Bolsonaro estar impedido por uma prisão, uma inelegibilidade, leva a que essas rusgas aconteçam sem muita mediação pública do patriarca.

E que fiquem evidentes as diferenças de concepção dentro do clã e dentro da direita como um todo. O Nicolas Ferreira é alguém que veio mais ou menos do mesmo lugar, né? Sucesso nas redes sociais, muito jovem.

e que está procurando se diferenciar da família Bolsonaro agora, principalmente imputando aos filhos do Bolsonaro dificuldades cognitivas, dificuldades políticas, ironizando ali o que ele chama de falta de capacidade cognitiva. Ele chamou o Jair Renan, que é o filho 04 do Bolsonaro, de toupeira cega nesse fim de semana.

Então é nesse clima que as coisas estão acontecendo. Então o Flávio Bolsonaro negar que esteja havendo rusgas é negar o óbvio, o lulante. Tanto que na semana passada mesmo ele tinha admitido que havia um clima de provocações e cobranças.

Em relação aqui a São Paulo, a gente pode fazer mais um check na nossa lista de previsões do que eu disse que iria acontecer. Quando, na semana passada, o Tarcísio falou contra a polarização, eu falei, vai rapidamente ter que fazer um afago ao Flávio Bolsonaro. Aconteceu hoje.

nesse evento no qual já era previsto que os dois fossem se encontrar, e aí ele de novo manifestando todo o seu apreço, seu apoio ao Flávio Bolsonaro, para que não restem dúvidas quanto à sua lealdade extrema e total ao bolsonarismo. Bom, e do lado do PT, esse fim de semana teve o Congresso Nacional do Partido, a gente começa a assistir o PT intensificando os ataques ao Flávio Bolsonaro, o Igor Cardim tem informações para a gente, né Igor? Boa noite.

Boa noite, Carol, ouvintes. Pois é, o Partido dos Trabalhadores aproveitou esse congresso no fim de semana para dar um start de uma forma mais intensa aos ataques eleitorais contra o principal adversário na campanha, o senador Flávio Bolsonaro. Durante o evento neste domingo em Brasília, o marqueteiro do presidente Lula, Raul Rabelo, apresentou vídeos que associam Flávio Bolsonaro às suspeitas de corrupção e também ao caso Master.

Rabelo disse que não pode deixar Flávio jogar solto. Entre os escândalos resgatados pela campanha petista estão as acusações do esquema das rachadinhas e também o desvio de milhões de reais da Alerje, a compra de 51 imóveis com dinheiro vivo e a contratação de suspeitos de integrar milícias para o gabinete de Flávio.

no Rio de Janeiro. As peças exibidas e já enviadas aos militantes para disseminação nas redes sociais e também nos grupos, de acordo com uma fonte que conversou com a nossa repórter Rani Veloso, essas peças acusam a gestão de Bolsonaro de favorecer a abertura do Banco Master e ter assim beneficiado Flávio Bolsonaro.

E o esquema Bolson Master, que rendeu essa mansão de 6 milhões para Flávio em Brasília. Se duvidar, dê um Google. Flávio é o filho mais corrupto do Bolsonaro. O objetivo da ofensiva é desconstruir a imagem do candidato e também reforçar com os eleitores a mensagem de que Flávio Bolsonaro não transmite confiança. O senador foi às redes sociais na noite de ontem se defender e acusar o Partido dos Trabalhadores.

O que é falso são as acusações que o PT tem jogado nas redes contra mim. Já gastaram mais de meio milhão de reais só para espalhar mentiras e atacar aqui na internet. Isso é crime. Eu estou tomando as providências. Não caia nas mentiras petistas. Nas redes sociais, os líderes do PL no Congresso reforçaram também essa acusação ao PT. Os deputados Cabo Gilberto e Sostenes Cavalcante também fizeram uma publicação conjunta nas redes. Carol.

Valeu, Igor. Obrigada. PT tentando encontrar um norte para essa campanha de reeleição do presidente Lula e já entrando em ritmo de campanha, né? É aquilo que a gente falou, a antecipação desse debate com tentativa de desconstrução do Flávio Bolsonaro, de mostrar quem ele é, de repetir.

escândalos nos quais ele esteve envolvido, ou pai, na expectativa de que isso dê uma freada nesse crescimento dele, que veio desde dezembro, que foi muito consistente em todos os meses, em todas as pesquisas, e chegou a um empate.

total no segundo turno, com vantagem, levemente vantagem numérica do Flávio Bolsonaro. Uma situação que o lulismo não imaginava que fosse acontecer. Ele esperava chegar a junho ainda em uma boa vantagem em relação ao filho do ex-presidente, com possibilidade...

de resolver a parada no primeiro turno. Não aconteceu. Agora, todo mundo teme uma união de candidaturas de direita contra o Lula e o risco que isso pode levar. Então, um plano de emergência que foi deflagrado, primeiro por meio...

de aliados um pouco mais distantes e agora que vai chegar ao núcleo do PT ali, a sua cúpula mais coroada, por assim dizer. A gente faz mais uma pausa aqui no Viva Voz, para o nosso ouvinte ficar com o noticiário local. Já, já, na volta tem Eduardo Graça, repórter especial do Jornal Globo, para comentar os temas internacionais.

São seis horas e quarenta e nove minutos, já está com a gente na linha o Eduardo Graça, repórter especial e colunista do jornal O Globo e comentarista aqui do Viva Voz. Boa noite, Edu.

Boa noite, Vera. Oi, Débora. Oi, Carol. Boa noite a todos. Oi, Edu. Bom, a gente não tem mais um dia de tranquilidade. Ontem ficamos todos chocados com o atentado ali em pleno jantar dos correspondentes com o presidente, o vice-presidente dos Estados Unidos. Eu queria saber do que esse atentado, inclusive no mesmo hotel em que já tinha havido um similar com o Ronald Reagan.

muda na política americana nesse momento crucial que a gente está há seis meses das eleições de meio de mandato.

É que são eleições, né Vera, cruciais para o próprio governo Trump, porque elas vão definir uma série de governos estaduais, legislativos estaduais nos Estados Unidos, e também o controle do Senado e da Câmara. Elas, de certa forma, essas eleições vão definir o fôlego dessa revolução conservadora do Trump 2.0 desde janeiro do ano passado.

O atentado é mais um na série de atos de violência política que os Estados Unidos estão vivendo há algum tempo e com uma temperatura ainda maior desde que o Trump voltou para a Casa Branca. Ele tentou, de certa maneira, desde minutos após saber que estava acontecendo...

um ato de violência política no Hilton, em Washington, ele tentou, de uma certa maneira, usar, para surpresa de zero pessoas, usar politicamente o fato.

E tentou de uma maneira muito ostensiva, tendo uma reação extremamente forte, dizendo que o evento deveria continuar. Uma mímica um pouco daquele atentado de fato que ele sofreu nas eleições, na campanha de 2024, na Pensilvânia, em um comício. Só que dessa vez, Vera, ele é que está no poder.

Então, as questões cruciais que a gente tem agora pela frente para discutir, que o eleitor americano precisa discutir em relação a esse atentado, é como é que esse sujeito, esse jovem de 31 anos, saiu da Califórnia armado com uma faca, com um revólver e com um outro armamento pesado, saiu da Califórnia, atravessou o país inteiro de trem, se hospedou no mesmo hotel do presidente.

que teria esse evento para ficar próximo do presidente e teve muito próximo do presidente. Então, o central agora é se discutir se houve falha, por que ele teve essa liberdade toda e como é fácil andar armado pelos Estados Unidos. Porque é claro que a nossa preocupação central nesse momento, com o que aconteceu e ficamos estarecidos, como você disse, no fim de semana, foi por conta do presidente dos Estados Unidos mais uma vez ser ameaçado.

Mas essa ameaça, se a gente for pensar, ela vem desde que essa pessoa pegou esse trem lá na Califórnia fortemente armado. Ela fala de um país que vive uma epidemia de armamento, que qualquer pessoa tem acesso. Ele comprou legalmente, aparentemente, essas armas. Qualquer pessoa tem acesso muito fácil. Você pode ir no Walmart e comprar uma arma.

É surreal isso, né? O aumento, a escalada também da violência política. A gente observa nesse episódio. Edu, vamos lá para o Oriente Médio. Na verdade, o chanceler do Irã, ele está lá na Rússia, está em São Petersburgo. Se reuniu hoje com Vladimir Putin, nesse momento em que a tensão diplomática está elevadíssima no Oriente Médio. O que isso sinaliza?

Olha, eu acho que quem definiu melhor o que está acontecendo hoje, agora há pouco, foi o chanceler alemão, Friedrich Merz, que disse que o Irã está humilhando diplomaticamente os Estados Unidos. O que os Estados Unidos estão vivendo é uma humilhação. Como a gente sabe, o que deveria estar acontecendo hoje e ontem eram reuniões.

entre os enviados diplomáticos lá daquela diplomacia de CEO do governo Trump, o genro dele e o amigo dele, bilionário lá da área de empreendimentos imobiliários da Flórida, que estariam hoje tendo discussões importantes com o Irã para terminar essa guerra, que é um problema para o planeta inteiro, por N motivos.

Isso não está acontecendo. O que está acontecendo é que, como ele cancelou a viagem, dizendo que era um vai e vem absolutamente indispensável, o Trump cancelou essa viagem dos enviados especiais, o chanceler iraniano foi para a Rússia. E...

Rússia que é, também para surpresa de ninguém, é o principal aliado do Irã, um dos principais aliados econômicos e o principal aliado político do Irã. E deixou para o Vladimir Putin esse palco de se dizer um grande defensor da paz mundial.

e que quer muito ver a diplomacia avançar no Oriente Médio. Foi um golpe muito, muito, muito, muito, muito ruim para o Donald Trump, e que irritou profundamente a Europa, porque vê Vladimir Putin, o inimigo central hoje da União Europeia, brilhando. Donald Trump deixou esse espaço na diplomacia mundial no dia de hoje para Vladimir Putin.

Edu, deixa eu voltar naquela questão do atentado e também da repercussão de tudo isso política, né? Porque a gente tem alguns apoiadores já revendo o apoio ao Trump, é o caso do Tucker Carlson, que inclusive pediu desculpas pelo apoio que deu ao Trump, as pesquisas começam a mostrar dúvidas. Esse atentado tem o condão de mudar um pouco o cenário ou você acha que não?

Eu acho que ele pode, de uma certa maneira, do jeito que o Trump reagiu, ele pode fazer com que aliados ali do MAGA, do American First, do movimento Faça os Estados Unidos Primeiro Novamente, que eles voltem.

a se aproximar do governo Trump, se penalizem com a situação, comprem a ideia que foi vendida hoje de uma forma grotesca pela porta-voz dos Estados Unidos, numa coletiva de imprensa oficial na Casa Branca, de que Trump foi vítima de uma cultura de ódio da esquerda.

especificamente quando, se você vê os últimos atentados nos Estados Unidos nos últimos anos, eles incluíram figuras do Partido Democrata, o governador da Pensilvânia, por exemplo, Jorge Shapiro, teve a casa dele atacada, num ataque inclusive de caráter antissemita também.

Não é algo exclusivamente da esquerda. Aliás, é o contrário. O vocabulário, a retórica mais forte de violência, ela vem da extrema direita e vem do próprio governo americano. A gente tem um governo que, a gente, Carol, a gente não pode esquecer, que perdoou os...

já condenados à invasão do Capitólio em 2021, inclusive pessoas condenadas por violência contra policiais, que estavam tentando defender o patrimônio de todos os cidadãos americanos. Então, eu acho que ela pode ter um efeito político, sim, de fazer com que essas pessoas mais próximas do trumpismo, que estão ali vendo o bolso delas ainda vazio, decidir, bom, mas precisamos ir às urnas para evitar um avanço da esquerda violenta.

Mas acho que para quem decide a eleição, para os eleitores independentes, daqui a pouco o ciclo de notícias vai comer essa história de hoje, vai ser mais um, infelizmente, um atentado nessa escala de violência política dos Estados Unidos e não vai ter o efeito que o Trump gostaria que tivesse, não. Exatamente. Eduardo Graça, conosco todas as segundas-feiras. Obrigada, Edu. Até semana que vem.

Boa noite para nós todos, com calma. Beijo. Valeu, Edu. Beijo. Calma precisaremos ter, porque apesar do feriado, essa semana, olha, em Brasília, vou te falar, né, Vera? Semana promete, Débora. O pessoal está vendo o calendário encurtar e muito feriado. Ainda tem outro em junho. E aí decidiram fazer uma agenda concentrada, mesmo tendo...

Feriado na sexta, porque sexta normalmente já não acontece nada. Então, uma semana intensa em Brasília, com a instalação da comissão especial do fim da escala 6x1, isso deve ser amanhã. Tem a escolha do relator e do presidente dessa comissão. Na quarta-feira, um dia muito importante, porque tem sabatina e votação na CCJ e no plenário da indicação do Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

uma vaga que está aberta desde a aposentadoria do ministro Luiz Roberto Barroso e para a qual a gente tem um termômetro ali meio analógico do que vai acontecer, aquele velho lá de termômetro de mercúrio que você põe embaixo do braço, não é digital, não dá para saber direito.

E na quinta-feira está marcada a votação do veto do presidente Lula, o veto parcial, aquele projeto de lei que mudou a dosimetria das penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado, tanto os do 8 de janeiro, quanto os da trama golpista, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro. Então, uma semana muito importante em que o governo vai ser testado ali, na sua capacidade de arregimentar apoios, tem o lançamento do Desenrola 2.

que a gente já tratou, e tudo isso com pesquisas quase em bases diárias. Então, uma semana bem intensa e tensa em termos de acontecimentos da política. Tem mais coisa na quarta, porque tem Fed e tem Copom, com expectativa de mais uma queda, quedinha, quedinha, quedinha, mas tem a expectativa no Copom. E ainda, aniversário de Wender Starling.

Ah, é, uma semana muito, muito importante. Meu Deus do céu. Não sei se daremos conta de tudo isso. Maravilhoso. Beijo, Vera. Até amanhã. Ele ficou sem graça aqui. O Ender Stars é nosso chefe de produtor do Ponto Final e do Viva Voz. Gente, até amanhã. Traz bolo, viu, chefinho. Beijo, Vera. Até amanhã. Beijo, Vera.