Genial/Quaest: Paes lidera no Rio e candidatos apoiados por governadores podem enfrentar dificuldades
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- Pesquisa Genial/QuaestEduardo Paes · Sérgio Moro · Ratinho Júnior · Helder Barbalho · Hanna Gassan
- Eleições ParanáTransferência de votos · Desconhecimento de candidatos
- Eleições Rio de JaneiroCláudio Castro
Viva a voz, com Vera Magalhães. Vera? Oi, Sardenberg. Boa tarde para você, para a Cássia, para os ouvintes, para quem nos assiste. Boa tarde, Vera.
Vera, assunto pesquisas, saíram as primeiras pesquisas para as eleições de governador. Nós tivemos hoje divulgadas as pesquisas do Rio de Janeiro, Paraná e Pará. No Rio de Janeiro e Pará temos duas lideranças fortes. No Rio de Janeiro, fortíssima liderança do Eduardo Paes e no Paraná a liderança do Sérgio Mouro.
Eu acho que tem uma contradição engraçada nesse primeiro grupo, que é o seguinte, os estados com governos muito bem avaliados, os sucessores desses governadores têm dificuldade de se impor na pesquisa, pelo fato de que eles são apostas desses governadores, eles são ainda razoavelmente desconhecidos.
e vão ter que enfrentar eleições duras para confirmar a transmissão de força ali, de potencial eleitoral, tanto do governador do Pará, Helder Barbalho, que é do MDB.
quanto do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que é do PSD. E num estado que foi absolutamente devastado politicamente, em que não sobrou pedra sobre pedra de um governo, é mais fácil enxergar um cenário de favoritismo, porque o ex-prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lidera, como você falou, muito forte. Por que essa liderança forte dele é diferente da liderança, por exemplo, do senador Sérgio Moro?
Porque no caso do Paraná tem esse componente da força política do ex-governador Ratinho Júnior. Então, 80% dizem que querem votar no candidato do Ratinho. Mas muito pouca gente sabe quem é esse candidato. Ao contrário do senador Sérgio Moro, que é uma das figuras mais conhecidas do Brasil e principalmente do estado do Paraná.
Porque primeiro como juiz, depois como ministro da Justiça, depois como senador da República. Então, ele tem um amplo conhecimento. E ele lidera baseado nesse conhecimento e no fato de que ninguém sabe direito ainda quem vem a ser Sandro Alex, que era o ex-secretário de Infraestrutura do Ratinho Júnior, que foi escolhido por ele para sucedê-lo.
e que pode vir a crescer. Ele é inexistente praticamente na pesquisa. Na espontânea ele tem 1%, sinal que pouca gente sabe quem ele é. Se ele andar na rua, ali em Curitiba, na pedreira, andar por ali, provavelmente ele vai passar despercebido.
E mesmo na estimulada, nos dois cenários, em um ele tem 5% e no outro ele tem 6%. Mas se você abstrair dos números concretos e olhar todo o resto da pesquisa no Paraná, você sabe que ele é competitivo, dá para inferir que ele é competitivo, porque ele é o candidato do Ratinho, o Ratinho terminou o governo com uma altíssima...
aprovação. Então é engraçado isso, porque tem dois modelos de governo aí sendo avaliados. Um é o dos governos bem aprovados, do Pará e do Paraná. E o outro é de uma demolição de todo o sistema político que ruiu.
que é o caso do Rio de Janeiro, e que uma liderança emerge desse caos como sendo dissociada do caos e leva vantagem por isso, por ser o oposto, opositor do grupo que estava no poder, que era o grupo do ex-governador Cláudio Castro. O que também aparece aqui nas pesquisas, e aqui eu estou falando especialmente do caso do Paraná, estou com alguns dados aqui,
que ainda pode haver uma grande mudança nos cenários ao longo da campanha. Quando a gente pega aqui o Paraná, 67% dizem que ainda podem mudar a opção de voto, né? Exato, eles estão esperando para ver quem é o candidato, e aí aqui eu faço uma questão do governador, Ratinho Júnior, porque ele não se desincompatibilizou, preferiu não se desincompatibilizar e não ser candidato ao Senado.
como a maioria dos governadores, enfim, de segundo mandato faz. Ele ficou no poder justamente para cabalar mais votos, transferir mais votos para o seu candidato. Então, isso é uma coisa muito importante, muito forte, Cássia, porque quando começar a campanha para valer e o Ratinho falar o meu candidato é esse, automaticamente ele vai crescer. E isso não é só wishful thinking da gente, isso é uma coisa baseada em evidências.
de outras candidaturas em que aconteceu a escolha de, entre muitas astas, postes por parte dos políticos populares. Aconteceu com o Haddad na Prefeitura de São Paulo em 2012, aconteceu com a própria Dilma em 2010, aconteceu no Ceará com o candidato do Camilo Santana, que é o atual governador Eumano Freitas, que largou lá atrás.
e cresceu, aconteceu na Bahia, com o candidato do então governador de dois mandatos, o Rui Costa, que foi o Jerônimo Rodrigues, que também saiu de muito abaixo do ACM Neto e ganhou a eleição. Então, isso é um fenômeno já documentado e amplamente comprovado da política de que governos bem avaliados têm grande potencial de transferência de votos, e aí a gente ainda não viu essa transferência acontecer no Paraná.
Tá certo. E nem no Pará, né? É, no Pará é até um pouco maior porque a Hanna Gassan é um pouco mais conhecida e um pouco mais associada, porque ela é a vice-governadora. E ela é mais associada ao governador Helder Barbalho. Mas, mesmo assim...
Lá vai ser mais difícil que provavelmente em outros estados, porque tem um certo desgaste da liderança do Helder, é diferente do Ratinho, ele ainda terminou bem avaliado, mas não com índices tão expressivos, lá vai ser uma coisa dura, e ele tem uma oposição muito forte no estado, mas também lá ainda tem um grande grau de desconhecimento, Sardenberg.
Vera Magalhães, obrigado, Vera. Amanhã tem mais pesquisa, né? Amanhã, semana inteira, quarta-feira tem presidencial. Essa é uma semana cheia de números, para lá e para cá. Tá certo. Vera, e nós vamos comentando aqui no Viva Vossa. Obrigado, Vera. Até amanhã, então, e até logo mais no Ponto Final. Obrigado, Vera. Tchau, obrigada. Até mais, Vera.