Haverá embate em torno de PEC contra escala 6x1
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- PEC da Escala 6x1embate legislativo · CCJ · Hugo Motta · setores empresariais
- Eleições Lulatumor de pele · campanha eleitoral · especulações sobre candidatura
- conflito entre Gilmar Mendes e Romeu ZemaGilmar Mendes · Romeu Zema · Supremo Tribunal Federal
- álbum da Anittacolaboração com Shakira · Baden Powell
Viva a voz com Vera Magalhães.
Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite para você, para a Carol, para os nossos ouvintes, para todo mundo que também nos assiste. Oi, Vera, boa noite.
E como de praxe, a gente começa com o assunto do dia. Hoje teve decisão no STF, o ministro Cristiano Zanin decidiu que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, deve permanecer no cargo como governador do Rio, interino, e que a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj não alterem nada essa decisão. Banho de água fria para o grupo de Ruas e para o grupo de Cláudio Castro, Vera?
Um banho de água fria, porque o que eles tentaram fazer, Débora? Eles tinham acionado o Supremo, mas por uma outra porta, por assim dizer. Eles tinham tentado fazer com que uma outra ação a respeito desse caso, que é relatada pelo ministro Luiz Fux.
que foi um dos que votaram pela eleição indireta pela Assembleia Legislativa para preencher o governo do Estado do Rio, que ela fosse reativada. Então, nessa ação que é relatada pelo Fux, eles perguntaram, olha, agora a gente já tem presidente da Assembleia, que tal prosseguir com os trâmites? E aí, o PSD do ex-prefeito Eduardo Paes percebeu a manobra.
e provocou o ministro Cristiano Zanin na linha, olha, continua tudo como antes, certo? E aí ele disse isso, continua tudo como antes, e escreveu uma coisa na decisão que praticamente impede que o ministro Fux decida qualquer coisa sobre o pedido do Douglas Ruas, que é o seguinte, olha...
O caso está sendo decidido pelo Pleno do Supremo, nesta ação aqui. Houve um pedido de vistas, portanto, nada mudou, nada pode ser feito e o presidente do TJ, Ricardo Couto, segue como governador interino até que o julgamento do Pleno seja retomado. Então, ele quis dizer, a Assembleia elegeu seu presidente.
Tudo certo, muito bem, mas isso não muda em nada a decisão anterior. Então, a gente percebe muito por essa movimentação toda como o Supremo está muito dividido nesse assunto. E o grupo Zanin, Flávio Dino, Alexandre de Moraes...
fechado com a tese de que o grupo do Cláudio Castro não pode voltar ao poder, sob pena disso provocar algum tipo de desequilíbrio, algum tipo de problema para a eleição final, a eleição que é em outubro, aquela que o eleitor vai às urnas escolher governador do Rio dos próximos quatro anos. Eu já tinha falado isso aqui.
A tendência é que se demore muito para voltar com esse assunto ao pleno, para que a decisão final seja, olha, não há mais tempo para mais nada e fica como está e o presidente do TJ fica até o final do mandato, porque até a eleição de outubro significa ficar também até dezembro.
Vera, a presidente Lula fez hoje alguns procedimentos, retirou um tumor de pele, a equipe médica disse que correu tudo bem. Agora, o PT diz que isso não afeta a campanha, mas você escreveu na sua coluna de hoje que petistas muito estrelados já começam a ouvir aqui e ali alguns apelos para que o Lula não seja candidato. Essas intercorrências de saúde podem embalar essas especulações?
O Lula tem procurado, Carol, dar todas as demonstrações possíveis e imagináveis de que ele está ali ótimo de saúde, esbanjando vigor físico, em pleno gozo das faculdades mentais e físicas, viajando para lá e para cá, cumprindo uma agenda num ritmo acelerado. Tudo isso é verdade. Ele já teve problemas de saúde nesse governo.
Mas eles parecem ter ficado para trás, né? Ele teve um problema de quadril logo na largada e depois aquela queda que levou a um procedimento na cabeça e depois outro em razão do mesmo episódio. Mas agora todas as notícias que a gente tem, inclusive vindas dos médicos que atendem o presidente, são de que ele está bastante bem.
que ele não tem nenhum impedimento de saúde para disputar um novo mandato. Mas a gente sabe como são os dias de hoje. Os fatos têm menos importância do que as versões, as especulações, muitas vezes a desinformação e quase sempre as narrativas que estão por aí. Então, essa conversa de Lula não candidato...
pipocando aqui e ali. Ontem mesmo, num evento, eu falei sobre isso, houve quem começasse a vocalizar essa ideia, falar em voz alta que o Lula seja substituído por outro candidato, ou a Fernanda Haddad, ou outro. E também há notas aí nos jornais.
Na coluna Radar da Veja, por exemplo, tem uma nota nessa semana dizendo que empresários do setor de educação que estiveram com o ex-ministro da Educação, Camilo Santana, ficaram com a sensação de que ele estaria disposto a assumir uma candidatura caso o Lula não fosse candidato. Nada no plano concreto, naquele que realmente importa, nos autoriza a imaginar que vai haver qualquer...
troca de candidato. O Lula está em campanha, ele está com o time de campanha montado, ele está montando os palanques nos estados e ele não teve tempo para preparar um sucessor. Então, o plano ABC, eu diria quase até a letra Z, é do Lula candidato.
Mas essas especulações estão, sim, pipocando aqui e ali. E sempre uma razão de saúde, ela é um combustível para esse tipo de boataria.
E, Vera, hoje também o STF formou maioria para manter o ex-presidente do BRB preso, o Paulo Henrique Costa, né? E, nessa semana, o caso foi um dos estopins para uma troca de chumbo, chumbo grosso, entre o ministro Gilmar Mendes e o Romeu Zema, que é pré-candidato a presidente. Quem foi que saiu mais fustigado dessa história?
Olha, eu diria que o ministro Gilmar Mendes se complicou um pouquinho. A gente tratou longamente desse assunto no Viva Voz de ontem, mas é daqueles assuntos que parecem que não podem piorar e pioram. Porque depois do nosso quadro, houve uma nova entrevista do ministro ao portal Metrópolis.
em que ele foi dar um exemplo, e se complicou todo no exemplo, para dizer como que o Zema teria sido ali, feito uma coisa grave ao falar dos ministros do Supremo, e ele falou, é como se eu fosse ofender o ex-governador Zema e chamá-lo de homossexual, algo desse tipo, quando a gente sabe.
Todo mundo sabe que chamar alguém de homossexual não é uma ofensa, homossexual não é um xingamento, e nada indica, não se tem nenhuma evidência que o ex-governador Romeu Zema seja homossexual, enfim, não tinha que trazer esse exemplo estapafúrgio e infeliz para a história, mas ele fez isso, isso gerou uma grande comoção.
E ele foi às redes sociais se desculpar depois, disse que não tem nenhum compromisso com o erro, que claramente ele se expressou mal, etc. Mas o fato é que a gente tem um ministro da mais alta corte do país ali descendo para o play para bater boca com um pré-candidato que tem 4% nas pesquisas.
claramente ele caiu na pilha, ele pegou ali e viu uma briga do outro lado e atravessou a rua para ir brigar. Não tem muito sentido quando você imagina um magistrado do Supremo Tribunal Federal entrando nesse tipo de provocação, caindo nesse tipo de pilha. E aí foi exatamente o que ele fez.
E aí usou a mão pesada do Supremo para responder aos vídeos que, enfim, tem toda a sorte de provocação de fato, mostram um pouco o apreço do ex-governador de Estado ao Judiciário brasileiro, nenhuma noção.
de institucionalidade, tudo isso verdade. Mas a gente está num momento em que fala mal do Supremo da Ibope. Então, o Gilmar está ajudando o Romeu Zema a conseguir um Ibope que ele não tinha e nem teria de outra maneira. Provavelmente, ele ia ficar falando sozinho, ele nem ia fazer tantos vídeos se o ministro não tivesse reagido dessa maneira. Então, eu acho que ele saiu...
perdendo, o Supremo, de novo, sai perdendo. Quando os ministros saem aí dessa maneira meio desarvorada, indo para a briga política, a instituição sempre perde.
E eu acho que o Zema pode ganhar alguma coisa, isso vai depender das próximas pesquisas, mas existe um mercado para um candidato antissistema e antissupremo, e ele parece estar disposto a ocupar essa vaga, que até o Flávio Bolsonaro estava mais tímido de ocupar, uma vez que o pai dele está em prisão domiciliar e ele não pode peitar o Supremo de frente como a família gostaria.
A semana foi curta, mas ainda assim avançou no Congresso a discussão do fim da escala 6x1, né? Será que agora vai? Parece, né, Carol? O Hugo Mota pegou o turu à unha nesse assunto, falou, bom, já que eu escolhi que essa vai ser a minha grande prioridade, vamos fazer andar, chega de brincadeira, chega de corpo mole, chega de pedido de vista e bora pra frente.
E aí a coisa avançou na CCJ e foi instalada, a semana termina tendo sido instalada a comissão especial que vai analisar a proposta no seu mérito. E aí é que vai ser criada um monte de tentativa de impor obstáculos.
ao avanço dessa matéria por parte daqueles setores que veem, no fim da escala de trabalho, seis por um, prejuízo para os seus negócios, um risco de terem de demitir, de repassar para os preços os custos de contratação, toda essa campanha negativa.
que aflorou de um mês para cá, mais ou menos, nas últimas semanas. Então, agora vai haver o embate, de fato, de princípio dessa matéria, ali das ideias, de quem defende.
e quem critica de uma forma mais clara. A comissão vai ter 38 membros titulares, 38 suplentes. O trabalho dela é sistematizar as duas propostas de emenda à Constituição que existem a respeito do assunto e chegar a um texto comum. É esperada uma enxurrada de emendas de todos os lados.
e muitas delas atendendo a essa lógica de atrasar o quanto mais for possível, para que chegue muito em cima da eleição, sem que essa ideia, essa proposta tenha passado na Câmara e no Senado, que é onde ela tem de passar. Vai ter outra disputa por paternidade lá, falei disso ontem, porque também existe uma PEC de senador, do senador Paulo Paim, que vai querer entrar nesse bonde dos autores.
E aí a coisa pode também ficar parada por lá ou ter de voltar, enfim. Tem toda uma tramitação ainda complexa para acontecer e o governo tentando entrar nessa discussão também, como tendo sido um proponente desse assunto, como sendo um entusiasta da ideia, mas o fato é que o Palácio chegou tarde. A proposta do governo só entrou no dia 14.
quando as PECs já estavam ali a pleno vapor, sendo discutidas há meses, desde o fim do ano passado. Não dá para entender direito porque o governo demorou tanto para empunhar uma matéria que seja sua e para fazer um acordo com o Hugo Motta. Então, é capaz de ficar escanteado nessa discussão.
Muito bem, Vera. A semana que vem tem mais, hein? Tem sabatina de Jorge Messias, tem apreciação dos vetos, sessão para apreciar os vetos. Uma semana também um pouco mais curta, porque tem feriado na sexta. Rodada Quest para governo do Estado de São Paulo, bem lembrado, o Andres Tarles. Estaremos aqui para vários governos, governos do Estado, não só em São Paulo. Estaremos aqui também, Vera Magalhães, para analisar todos esses fatos. Vamos nos despedir com música, Vera?
Vamos, essa trilha sonora estava programada para a semana passada, mas a gente teve a notícia triste da morte do Oscar logo ali no começo do programa e não fazia muito sentido. Mas agora sim, foi lançado na semana passada o álbum da Anitta.
É talvez o álbum mais ambicioso dela, que tem a ideia de lançá-la como uma artista de fato internacional. Então tem uma colaboração com a Shakira, que aliás está para vir para o Rio na semana que vem também. Colaboração com vários outros artistas brasileiros, um cover da banda Gilson em espanhol. Então um álbum bem variado, mas que o principal traço dele é fazer um resgate dos afro-sambas do Baden-Pau.
e misturar isso com funk, com pitadas de samba e muito mais. Então, a gente escolheu uma faixa, que é dela com a Marina Sena, que não é a faixa de trabalho do álbum, mas que é uma das que mais estão executadas ali nas plataformas de streaming, que chama Mandinga.
Pode me dar coisa que tu gosta de mim Sei que lá no fundo tá querendo maldade Pra parar de chato já me vi de calcinha Cada despedida nós para na metade O corpo tá molhado, eu tô tipo oceano Sei que tá maluco pra me devorar No meio da rua todo mundo olhando Até quem tá de fora tá querendo entrar
E já dá pra perceber, quem ainda não ouviu, né Vera? É um trabalho completamente diferente do que a Anitta tem feito, com muito sucesso também. Mas é um trabalho que com certeza vai abarcar outros públicos. Falo por mim.
Que não gosto muito da Anitta, acho ela sensacional, mas não sou uma consumidora, assim, voraz, Anitta. Mas esse álbum tá excepcional. Todas as músicas incríveis. Você já citou aí Baden, tem também referência a Matheus Aleluia, na faixa Nanã. Tem um trecho de Cordeiro de Nanã, um sample de Cordeiro de Nanã. Que, enfim, uma música dos anos 1970, ficou conhecida com o Tim Coance.
Tem também uma música que eu acho que tem um pouco de reggae, identifiquei um pouco de reggae ali. Tá muito legal. A Carol também gostou, né? Então, hoje é que eu parei pra ouvir esse álbum da Anitta. Eu sou como você, assim. A Chonita é incrível, mas não sou a Nitter. Não consumo muito as músicas da Anitta. Aí todo mundo fala tanto que eu falei, deixa eu ouvir. Gostei, gostei. Gostei de Ternura, que ela canta com a Amelie. Gostei de uma música que ela canta com a Lued Luna também. Achei bem...
Gostei dessa da Lued também. Legal, né? Tem Lineker, tem Lued Luna, tem muitos fits bacanas aí no disco, com esse cover do Gilson, a participação ali estreladíssima da Shakira. Então é isso, é um álbum pra projetá-la mesmo, muito bem produzido, com cara de discão de diva mesmo.
Beijo, Vera. Bom fim de semana. Até segunda. Pra vocês também. Até segunda. E até semana... É, semana que vem vai ser braba. Tchau. Beijo, Vera. Estamos preparadas. Ai, beijo.