Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

'Pré-candidatura de Zema não vai muito longe em termos de potencial eleitoral'

22 de abril de 20268min
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Vera Magalhães analisa a situação da direita brasileira na corrida eleitoral de 2026.

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Vera Magalhães

HostJornalista
Assuntos1
  • Situação de Zemapré-candidatura de Zema · apoio de Tarcísio de Freitas · polarização política · candidatura presidencial · eleição de Minas Gerais · candidatura de Flávio Bolsonaro · partido Novo · senador Cleitinho · Tereza Cristina
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Viva a voz com Vera Magalhães.

Como todo mundo já sabe, a Vera está aqui com a gente, está aqui no estúdio com a gente, como todo mundo que se acompanha por vídeo também. Bom, Vera, a gente falou rapidamente aqui da questão da prisão do ex-presidente do BRB e agora vamos ao assunto que você selecionou, que é a situação do Zema, do ex-governador de Minas, o Zema, que é candidato declarado à presidência da República. Bom, ele...

Como você disse na sua pauta, está numa treta com o ministro Gilmar Mendes e recebeu o apoio do governador de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas. E houve uma interpretação que eu vi em alguns lugares que o apoio dado pelo governador de São Paulo era, sim, algo inesperado, fora da linha, porque apoiava um candidato que se opõe ao Flávio Bolsonaro.

Mas, no final das contas, você vai nos dizer que é o contrário. É, eu não vejo assim, não, Sardenberg. Eu acho como uma coisa previsível essa fala do Tarcísio de Freitas. Ele está justamente tentando agregar o campo da direita. Qual foi a fala dele? Ele primeiro disse que...

Fez uma fala lá contra a polarização, disse que a polarização é um mal para o país. E aí saiu em defesa do ex-governador Romeu Zemo. O que ele está querendo dizer? Está querendo dizer nessa fala que ele vê legitimidade...

em outros postulantes à presidência que estão no campo da direita. Isso facilita, a meu ver, um diálogo que está acontecendo nos bastidores para tentar levar a que o Romeu Zema desista da pré-candidatura dele. Veja que essa pré-candidatura não vai muito longe em termos de potencial eleitoral.

e que ela poderia desgastar a direita, mas fazendo isso com um jeitinho. Você acena, você mostra, olha, nós pensamos igual, nós estamos do mesmo lado, numa outra polarização, por assim dizer, que é a polarização com o Supremo Tribunal Federal.

e facilita um diálogo que está acontecendo nos bastidores para que o Zema desista e, eventualmente, até seja vice do Flávio Bolsonaro. O Valdemar Costa Neto está fazendo essa conversa com a Cúpula do Novo, com o próprio Zema, outros interlocutores do Flávio Bolsonaro e do Zema.

Estão fazendo essa tentativa de convencê-lo a desistir e usando até a própria eleição de Minas Gerais como um argumento ali poderoso para levá-lo a reavaliar essa ideia de ser candidato e se lançar ao Senado por Minas Gerais. Agora, pelo menos por enquanto...

ele não tem manifestado a intenção de largar o osso tão fácil, né, Vera? Não tem, Cássia, mas veja só em que lugar que está essa candidatura dele, né? Ele é candidato pelo Partido Novo, que é um partido muito pequeno e um partido que vai depender muito da eleição de bancada.

para se viabilizar, porque a gente tem uma lei eleitoral no Brasil que vai, aos poucos, minando os partidos muito pequenos, porque ela estabelece ali, não é um coeficiente, mas estabelece uma espécie de cláusula de barreira para que os partidos continuem a receber fundo partidário, fundo eleitoral, etc.

até o Partido Novo tem uma certa urgência em enfocar os seus poucos recursos na eleição de bancada. Não tem a pretensão de gastar dinheiro com uma candidatura presidencial quando precisa fazer deputado. E em Minas, o vice, que era vice-governador e hoje é governador, Matheus Simões, é do PSD.

O PSD tem um candidato que é o Ronaldo Caiado, mas ele, por obrigação de lealdade, precisaria apoiar o Zema se ele for candidato. Mas, na verdade, o que ele gostaria era de apoiar o Flávio Bolsonaro para ter o apoio do PL e não ficar isolado lá no Estado. E o que está acontecendo lá? Lá a direita também está dividida, porque o senador Cleitinho é pré-candidato ao governo. E é um pré-candidato fortíssimo. Está na frente do governador nas pesquisas.

Então, o que o governador acha é que se houvesse um entendimento mais amplo do campo da direita, seria mais fácil convencer o Republicanos, que é o partido do Tarcísio, aliás, a retirar a candidatura do senador Cleitinho e apoiar o governador. Então, está tudo muito costurado, tudo muito interligado. E hoje, a candidatura do Zema meio que atende quase a ele e apenas a ele.

E todos os demais aliados desejariam que ele fizesse uma composição. E qual a viabilidade dessa transação acontecer? Quer dizer, você visualiza uma chapa Flávio Bolsonaro-Zema e aí seria uma chapa forte, na sua opinião?

O Zema não está muito forte em Minas, viu, Sartenberg? Mesmo nas pesquisas que se faz presidenciais em Minas, ele não lidera. E não está nem em segundo lugar. A polarização entre o Lula e o Flávio Bolsonaro acontece também em Minas. Porque ele saiu mal avaliado. Como a eleição está muito apertada, se você juntar dois, três pontos percentuais... Tudo isso ajuda. E todo mundo acha que seria uma candidatura...

com o potencial de impulsionar o Flávio Bolsonaro no estado que é muito relevante, que é Minas Gerais, que tem sido um estado decisivo para a eleição. Mas não é que ele tenha saído aclamado do governo de Minas. Ele saiu com um desgaste bem grande, desgaste esse que está transferindo para o vice.

que agora é governador e que, inclusive, está dificultando a largada dele como um candidato. Mas esse desejo de que o Zema seja o vice do Flávio existe numa parcela ali do PL. Tem uma parcela que preferiria, por exemplo, uma mulher. E aí sondaram a senadora Tereza Cristina, mas ela disse que prefere ser candidata de novo ao Senado e não sair a vice-presidente. Mas a ideia também...

de uma mulher como vice do Flávio Bolsonaro, é uma outra corrente dentro ali do PL. Sem chance de ser a Michelle. Não, aí não dá, né? Dois do mesmo sobrenome e dois que não se bicam. Então, não, não tem essa chance. Ela deverá ser candidata mesmo ao Senado pelo Distrito Federal. Tá certo.

Vera Magalhães, obrigado, Vera. E até logo mais no ponto final, a partir das 18 horas, e amanhã aqui no CBN Brasil. Combinado, bem-vinda, Cassinha. Foi bem de férias? Foi tudo ótimo. Descansei bastante, foi bem tranquilo. Só peguei um baita congestionamento ontem voltando para São Paulo, mas tudo bem, faz parte. Faz parte, faz parte. Retorno do feriado. É isso. Então tá bom. Até amanhã, gente.

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