Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

‘Brasil regrediu muitas casas na relação que estava estabelecendo com os EUA’

22 de abril de 202648min
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A Polícia Federal cancelou a credencial de um funcionário americano que atuava em cooperação com a corporação no Brasil. A medida foi adotada com base no princípio da reciprocidade diplomática em resposta a ações recentes dos Estados Unidos envolvendo o delegado brasileiro Marcelo Ivo, que teve suas credenciais retiradas pelo ICE. Vera Magalhães analisa o quadro e afirma que o Brasil "não deveria cair na pilha de também ideologizar as relações entre os dois países".

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Participantes neste episódio4
V

Vera Magalhães

HostJornalista
A

Ana Carolina Tomé

ConvidadoJornalista
B

Bruno Caraza

ComentaristaEconomista
I

Igor Cardin

ReporterJornalista
Assuntos3
  • PEC do fim da jornada de trabalho 6x1redução da jornada de trabalho · impacto econômico · saúde mental dos trabalhadores
  • Banco Masteraumento de capital do BRB · prisão do ex-presidente do BRB · Daniel Vocarro
  • Indicação Jorge Messias ao STFcódigo de ética · separação dos poderes
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Viva a voz, com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite para você, para a Carol, para os nossos ouvintes, para todo mundo que nos assiste também aqui no Ponto Final.

Oi, Vera. Boa noite. Hoje está com cara de segunda, mas felizmente é quarta. Eu escrevi o nosso roteiro de todos os dias, escrevi Viva a Voz, segunda. E aí, corrijo para quarta. Maravilhoso. O fim de semana está mais próximo, vamos pensar assim. Sim. Vamos para Brasília? O Igor Cardin tem mais detalhes sobre o princípio de reciprocidade aplicado pela Polícia Federal a um agente dos Estados Unidos. Oi, Igor.

Pois é, Débora, a Polícia Federal usou, então, esse princípio da reciprocidade diplomática e cancelou as credenciais de um agente de imigração norte-americano que atuava aqui juntamente com a Polícia Federal em Brasília. Essa decisão foi tomada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que afirmou ter tomado, então, a medida em resposta à ação justamente de...

quebra ali dessas credenciais do delegado de Polícia Federal brasileiro, Marcelo Ivo, lá nos Estados Unidos. Ele, inclusive, disse que Marcelo não foi expulso dos Estados Unidos, ele teve apenas as credenciais retiradas e também está impedido de ter acesso aos dados do ICE que dizem respeito aos brasileiros foragidos.

Nos Estados Unidos. Diz inclusive que Marcelo Ivo, esse delegado da Polícia Federal, foi responsável pela identificação de 49 pessoas que estavam foragidas brasileiras nos Estados Unidos e também responsável pela deportação de 56 brasileiros em situação de procurados ali pela Polícia Brasileira nos Estados Unidos nessa ação de cooperação. E ele defendeu.

que essa medida tomada por ele aqui no Brasil está amparada ali pela responsabilidade diplomática, que é uma ação tomada por países que têm essa conexão entre as polícias federais.

O comunicado oficial, acho que o governo brasileiro também não recebeu nenhum comunicado oficial. Não trabalho por rede social, eu trabalho com muita efetividade naquilo que a gente faz. E o que nós fizemos foi cooperação policial internacional. E essa alegada tentativa de enganar, isso soa risível. Não é possível alguém imaginar de sã consciência, que não seja nessa vilania de rede social, de que o policial federal está lá nos Estados Unidos para enganar as agências americanas e para ludibriar um processo que a própria agência que ele está lotado...

produz. Essa fala foi feita ao estúdio e na Globo News, onde o diretor geral da Polícia Federal também reforçou que a atuação dos agentes brasileiros no exterior segue os acordos de cooperação internacional. Segundo ele, há diversos instrumentos que permitem a colaboração em investigações e operações, incluindo a captura de foragidos da Justiça. Débora.

Obrigada pelas informações, Igor Cardim. O Andrei Rodrigues, o diretor da Polícia Federal, chegou a dizer à Globo News, né, Vera, que tomava essa medida com pesar, que ele não gostaria de chegar a tanto. Então, a gente vê aí o que parece ser uma retaliação política e que também coloca em risco a própria cooperação entre os dois países.

É, não exatamente a retaliação coloca em risco, mas todo esse episódio, né, que começa com essa estranhíssima e inaceitável expulsão de um delegado da Polícia Federal que tinha um visto, tinha entrado absolutamente regularmente, estava cumprindo o que é a sua função, que é tentar obter por meios legais a expatriação.

de alguém que é procurado pela justiça brasileira, condenado pela justiça brasileira. E aí a gente regrediu algumas casas, muitas casas, na relação que estava estabelecendo com os Estados Unidos. Parecia que o governo Trump tinha desistido de tratar o Brasil com a régua da ideologia.

e parar de pautar a sua relação com o governo Lula pela sua afinidade ideológica com o bolsonarismo. Mas esse episódio do Alexandre Ramagem voltou a inserir esse ingrediente no contexto da relação dos dois países. A expulsão do delegado só se explica sob a lupa da ideologia e do alinhamento político das forças do MAGA, do trumpismo, com...

o bolsonarismo. Então, não sei se o Brasil deveria ter aplicado a reciprocidade logo de cara. Tenho dúvidas quanto à eficácia dessa medida e o que ela pode representar em termos de tensionamento dessas relações.

Lembrando que, na época das tarifas, a reciprocidade não foi aplicada logo de cara. Então, o Brasil não deveria cair na pilha de também ideologizar as relações entre os dois países. Deveria mostrar que trata as questões diplomáticas e as questões de direito internacional de forma diferente do governo Trump, de forma diferente daquilo que ele condena, portanto.

Mas não foi o que foi feito. O delegado e diretor-geral da polícia, André Rodrigues, deu essa entrevista exclusiva ao Estúdio I, da Andressa Di. Mais um furo, aliás, da Andressa Di.

Parabéns para ela. E acabou colocando as coisas no mesmo patamar. Ou seja, o governo brasileiro também está agindo com a régua da retaliação política e ideológica. Isso não é bom. Isso não nos coloca num bom lugar.

E isso pode levar a retrocessos em todas as outras pautas que vinham sendo tratadas com o governo Trump. Mas foram eles que deram o pontapé inicial nessa escalada de tensionamento entre os dois países. Esperamos.

que os diplomatas entrem na sala e consigam fazer com que as coisas voltem aos patamares que pareciam estar no começo do ano. Inclusive, estava para ser marcada uma reunião entre Lula e Donald Trump e isso saiu do radar. Aparentemente, não vai acontecer tão cedo.

Vera, deixa eu trazer aqui a nota do Ministério das Relações Exteriores sobre esse caso. O Itamaraty afirma que o governo de Donald Trump não seguiu a boa prática diplomática ao mandar embora do país um delegado da Polícia Federal que atuava na Flórida. Diante disso, o Itamaraty diz ter informado à Embaixada Americana que aplicaria o princípio da reciprocidade contra um funcionário americano.

De acordo com esse comunicado, o governo Trump descumpriu um trecho do acordo de cooperação entre os dois países, isso porque adotou a medida contra o delegado brasileiro sem ter pedido esclarecimento sobre a atuação dele, nem tentar diálogo com o governo brasileiro.

Vou ler aqui um trecho do comunicado, abre aspas. A representante da Embaixada Norte-Americana foi informada também verbalmente que o governo brasileiro aplicará o princípio da reciprocidade diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso.

Esse alinhamento que também já ficava evidente antes, né, Vera? Quando os americanos resolveram soltar o Ramagem, um condenado pela Suprema Corte do Brasil por tentativa de golpe de Estado. Não é um crime qualquer, né? Exatamente. A gente já tinha tido um episódio menor.

Desculpa, quando o Brasil impediu a vinda, caçou o visto daquele funcionário do governo Trump que pretendia vir para cá se encontrar com Jair Bolsonaro, numa agenda meio oculta. Não era uma agenda do Departamento de Estado.

Era uma agenda com toda a cara de política, pediu inclusive para se encontrar com o Bolsonaro quando ele ainda estava cumprindo pena em regime fechado. Então aquilo ali foi uma atitude preventiva do governo alertado pela justiça brasileira de que poderia haver.

uma ingerência indevida num tema doméstico. Então, ali já ficava claro que o vento poderia mudar a qualquer momento, como parece que está acontecendo agora. O Itamarati vai tentar colocar a bola no chão e evitar que haja, inclusive, prejuízos comerciais nessa nova rusga aí.

Vamos aqui para o nosso próximo assunto. Ih, gente, fechou aqui minha tela. Espera aí. Nosso próximo assunto é o caso do Banco Master, né? Ana Carolina Tomé já deve estar ok para falar sobre esse aumento de capital que foi aprovado pela Assembleia dos Acionistas. Oi, Ana, boa noite. Do BRB, no caso. Boa noite, Carol.

Do BRB, isso. Boa noite para você, para a Vera. Boa noite também para os nossos ouvintes, para todo mundo que está nos ouvindo. Os acionistas do BRB aprovaram hoje pela manhã, em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento do capital do banco em até 8,8 bilhões de reais. A medida serve para ajudar o banco a cobrir os prejuízos causados pelos negócios com o Banco Master de Daniel Vocarro.

A oferta de ações do BRB será feita, então, por meio de subscrição privada, um modelo que a compra só pode ser efetivada por quem já integra a base de acionistas do banco. Os acionistas também homologaram a nomeação para o Conselho de Administração do atual presidente do BRB, Nelson de Souza, além de Joaquim Lima de Oliveira e de Sérgio Yunis Brito. O desafio agora, Carol, é o governo do Distrito Federal encontrar recursos para fazer o aporte no banco, DF.

É o principal acionista do BRB, cerca de 53% dessas ações, mas pode perder o controle se não investir mais e ficar aí diluído. Para manter a maioria dessas ações e evitar ser diluído, o governo pode precisar aportar cerca de 4 bilhões de reais. A gente acompanha também que no início da semana o BRB anunciou um acordo com uma gestora de fundos para vender 15 bilhões de reais.

Em ativos ligados ao Banco Master, desse montante, cerca de R$ 3 a R$ 4 bilhões devem ser pagos já à vista e o restante do valor, R$ 11 ou R$ 12 bi, será convertido em cotas do fundo que será criado para negociar os ativos. No STF, a Corte já soma dois votos pela manutenção da prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso na Operação Complice Zero na semana passada.

Além do relator André Mendonça, o ministro Luiz Fux também votou para referendar a prisão de Costa, flagrado em mensagens discutindo o pagamento de propina na casa de R$ 146 milhões com o Daniel Vorcaro a esse valor por meio de imóveis de luxo. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito, não vai participar do julgamento, como ele já vem fazendo também com outros processos ligados ao Banco Master e Daniel Vorcaro. Restam ainda os votos de Gilmar Mendes e Nunes Marques.

O ex-presidente do banco trocou de advogado para fechar uma delação premiada, repetindo o roteiro de Vorcaras. Informações são da jornalista Malu Gaspar do Globo. Com isso, Kleber Lopes deve deixar a defesa de Costa, que passará a ser comandada pelo advogado Eugênio Aragão em um trabalho conjunto com o criminalista Davi Tangerino. Carol. Obrigada, Ana.

Agora, gente, resta saber de onde o governo do DF vai tirar essa grana toda, né? Porque muito dinheiro não tem exatamente no horizonte uma solução. Estão tentando empréstimo com a FGC, tentando pedir ajuda ao governo federal, mas isso não está claro, né? Batendo em todas essas portas, encontrando a maioria delas fechada, Carol. Porque é um banco que viveu no limite da irresponsabilidade por bastante tempo.

colocando em risco a sua própria operação para salvar o Master. E agora a gente entende a que preço. E a gente entende por quê. As relações entre o ex-presidente do BRB e o Daniel Vorcaro não eram só de amizade, cumplicidade.

no terreno ali da camaradagem. Era uma cumplicidade criminosa, comprada a peso de ouro, com oferta de imóveis milionários. E isso agora pode resultar em mais uma delação, mais uma delação nesse caso. A gente fica sem entender direito qual é o desenho que a Polícia Federal espera obter dessas delações. São delações que vão em caminhos diferentes?

cada um dos possíveis, dos potenciais delatores, vai entregar um braço, um pedaço do esquema, é isso que a gente tem? E partindo da premissa de que todo aquele que delatar precisa trazer algo novo, que seja acima do seu próprio papel dentro da organização criminosa. Todo mundo tem o que delatar e todo mundo tem o que entregar em termos de prova concreta, que é necessária, no caso de colaboração premiada. Então...

São muitas as perguntas. Essa delação que vem no meio de uma discussão maior, colocada pela reabertura daquela ação antiga do PT, por parte do ministro Alexandre de Moraes, que tenta trazer uma discussão sobre regras da delação no meio do jogo, portanto, no meio da discussão sobre essas delações que estão sendo negociadas.

Tudo isso coloca um grau enorme de expectativa quanto ao que pode vir dessas colaborações judiciais, sobre quem, de fato, vai chegar lá na linha de chegada de uma delação e entregar aquilo que sabe e aquilo que pode ser fundamental para se avançar na compreensão da dimensão dessa fraude e desse escândalo financeiro.

Está tudo muito em aberto, tudo muito sensível. Hoje a gente teve nessa votação sobre a manutenção da prisão do ex-presidente do BRB. Uma nova decisão do ministro Dias Toffoli se dizendo suspeito, portanto impedido de votar a respeito disso, o que está correto.

Ele deverá fazer isso em todo o caso Master daqui para frente e é o mínimo que se espera dele nesse caso, porque, na verdade, o que pesa contra ele e o que pesa até aqui não explicado é muito grave e pode comprometer, inclusive, a sua permanência no Supremo. Mas, neste caso, o que a gente sabe é que não dá para ele votar mais nada.

E assim a gente segue, ainda com um grande ponto de interrogação a respeito de onde essa coisa vai desaguar e quem vai ser levado de enxurrada junto com esse caso, Master barra BRB. Um caso hoje em dia que envolve tretas e rombos em dois bancos e não mais em um só.

E o advogado que deixou a defesa de Paulo Henrique Costa também defende o ex-governador do Distrito Federal, Ibanez Rocha. Já seria ali um conflito de interesse, porque o nome dele pode surgir. Agora, não seria negócio para a Polícia Federal confirmar, ou não, a delação de Vorcaro a partir do que Paulo Henrique Costa tem a dizer? Ele teria que obrigatoriamente trazer alguma coisa nova?

É, eu acho que ele não pode entrar como delator só como um CQD do que o Daniel Vorcaro disser, porque aí ele não está acrescentando nada, não contribui para a investigação, portanto, não teria valor judicial essa delação. Ela tem que forçosamente trazer algo a mais do que o Vorcaro já vai trazer. Então, é quase uma competição ali de corrida, para ver quem chega primeiro, e é um leilão para ver quem dá mais.

Acho que o Paulo vai poder falar muito mais sobre os processos internos do próprio BRB e como é que foi essa tomada de decisão, o que ele burlou. O que ele pode trazer para cima, aquela lógica que você sempre tem que delatar para cima de você, ele pode trazer a cúpula do governo do Distrito Federal. E aí o Vorcaro teria menos a falar a esse respeito. Mas será que isso tem valor?

para abater a pena deles, porque eu acho que eles já estão perto de fechar o cerco sem precisar de uma delação. Só o que tem em termos de documentos e de trocas de mensagens já delineia um esquema bem criminoso. Então, ele teria que trazer alguma coisa substancial que eles não conseguem encontrar só com as provas que já tem e de alguém acima dele. Então, é uma equação...

específica, não vale assim, ah, qualquer coisa já conta como uma delação isso aí não vale Pois é, e tudo isso que essas conclusões que a polícia já chegou foram a partir de informações extraídas de um celular tem vários outros celulares só que nessa velocidade fica com a impressão de que a delação vai ser feita antes de eles terminarem de verificar os demais celulares Mas aí o Supremo Tribunal Federal pode embargar a delação e dizer, não Não, não, não, não

Estão fazendo uma delação, sendo que ainda nem periciaram tudo que tem de prova. Vamos esperar. E tem muita gente, a gente sabe, no Supremo, que vai olhar com lupa essa delação, tentando encontrar razões para não homologá-la. Agora é aquela corrida da delação, né, gente? Quem delatar primeiro leva vantagem. É aquele famoso barata voa, né? Isso aí.

Vamos para um outro assunto aqui, a sabatina de Jorge Messias no Senado. Ele que foi indicado a uma vaga no STF e mudou de data de novo. Na verdade, voltou para a data original, que é dia 29 de abril. Então, vai ser realizado no dia 29 de abril.

Foi mudada novamente porque tem feriados, o medo de estar esvaziada no dia 28, chegou a ser antecipada para o dia 28. E, de acordo com a apuração aqui do jornal Folha de São Paulo, os interlocutores de Messias dizem confiar na habilidade do ministro nas conversas pessoais para essa sabatina. Ele é tido como alguém que tem um bom diálogo e ele deve defender.

inclusive que os ministros sejam... Que o código de ética que é defendido pelo presidente do STF, Edson Fachin, que ele seja realmente aplicado. Ele vai defender que isso seria importante, ter um código de ética, enfim. E a separação dos poderes, coisas desse tipo.

É, esse adiamento, embora seja só por um dia, né? Mas dá um fôlego um pouco maior, porque eles foram bem ousados. Marcaram essa sabatina e a votação no plenário do Senado para uma semana entre dois feriados, né? Agora, esse que a gente teve ontem, feriado de Tiradentes, e o feriado do 1º de maio. Então, ali um período de tempo muito específico.

E num Congresso que já está um pouco esvaziado em razão das eleições. A gente sabe que a campanha está muito antecipada e que o Congresso já está um pouco esvaziado. Então, é uma corrida contra o relógio.

Ele tem que se viabilizar num terreno meio hostil, porque a oposição tem grande peso no Senado, com um player muito importante, que é o presidente da casa, jogando como um esfinge, porque ninguém sabe o que ele pensa direito a respeito do caso hoje.

Ele está deixando correr, está afetando uma certa neutralidade, mas nos bastidores ele pode estar agindo em outro sentido. Num sentido de, olha, eu lavo minhas mãos, não é o melhor nome. E só esse tipo de dar de ombros já pode ser prejudicial, porque ele comanda muitos votos, ele é muito relevante no convencimento de uma boa parcela do Senado.

Então é nessa situação que a gente está.

Messias deve ter pedido um dia a mais para fazer aquela checagem final dos votos. E cada voto conta num momento como esse, em que você tem que passar por dois escrutínios, primeiro da CCJ e depois do plenário, e está fazendo os cálculos para os últimos votos. E o presidente Lula deverá ter de entrar também na reta final, porque, tudo bem, ele vai ter que ser muito habilidoso, contam com a habilidade dele, mas é alguém que não é da política.

Então, para ter ali uma impressão equivocada e meio ingênua, é o que menos custa. Então, precisa de alguém dar política, alguém com mais traquejo nessa negociação para ajudá-lo, porque senão é uma jogada bastante arriscada acreditar nessa votação nesse prazo curto de tempo.

Ele vai tentar falar o que os senadores querem ouvir, né? Falar que juiz tem que ter limite, que tem que ter código de ética para a magistratura. Vamos ver também qual vai ser a temperatura dessa sabatina, se vão fustigar muito ou não, né? Exato. Ele também não pode ir muito fundo nessa pauta, porque aí ele já chega com climão lá no Supremo. Então, é uma dose ali bem...

Quando o cravo está na ferradura. É bem complicado. Ele teria que ser mineiro, mas o mineiro era o outro que não foi escolhido. Vamos fazer uma pausa aqui no Viva Voz? Você vai ficar com assuntos da sua região. A gente volta já já com mais Viva Voz, com mais política e mais economia.

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Viva a voz de volta e a gente retorna à Brasília porque a Larissa Lopes traz aqui mais detalhes sobre aprovação na CCJ da PEC do fim da jornada de trabalho 6x1. Oi Larissa. Oi Carol, olha o presidente da Câmara, Hugo Mossa, ele afirmou que vai determinar o mais rápido possível a criação da comissão especial que vai debater o mérito da PEC que foi enfim a escala 6x1.

Ele, então, afirmou isso na rede do Tau-X e também afirmou que essa aprovação da admissibilidade da PEC é mais um passo fundamental para levar, então, ao plenário da casa ainda em maio. Ele ainda afirmou que o compromisso dele é avançar rápido, mas sempre com equilíbrio e também responsabilidade.

Hoje, depois da aprovação da proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, o relator da PEC na CCJ, Paulo Azzi, ele até afirmou que esperava que o presidente da Câmara, Hugo Mota, determinasse ainda hoje a instalação da comissão especial que vai analisar o mérito da proposta. O presidente da Câmara, então, agora, se manifestou, vendo o mais rápido possível, pode ser até...

que seja lida ainda esta semana, mas não tem uma data oficial ainda. Essa PEC que foi aprovada hoje, Carol, é um atentamento de duas propostas, uma da deputada Erika Hilton, do PSOL, e outra de 2019, do deputado do PT, Reginaldo Lopes. E então, o Hugo Motos já tem dado ali, afirmado que vai dar celeridade.

E também disse que até o final de maio deve aprovar. Tanto que na semana passada, a gente lembra que após o pedido de vista da oposição, Mota marcou a sessão plenária para sexta-feira, que não é comum aqui na Câmara dos Deputados, para dar o intervalo necessário.

de duas sessões mais rápido para a PEC voltar à análise na CCJ. Lembrando que hoje, em votação simbólica, a PEC, que foi a escala 6x1, foi aprovada na CCJ em uma sessão que teve a falta de diversos parlamentares da oposição. O governo federal também enviou, na semana passada, um projeto de lei em regime de urgência sobre o mesmo tema.

Mas, mudando também formas de compensação, que é a principal preocupação da equipe econômica, porém, Hugo Mota indicou que pretende priorizar e assim tem feito a tramitação da PEC. Volto com vocês.

Obrigada pelas informações, Larissa Lopes. Eu amo ser confundida com a Carol, nós somos quase uma simbiose. Ô, Vera, tivemos aí uma juntada das duas PECs da Erika Hilton, dos deputados Erika Hilton e Reginaldo Lopes.

Esse mérito vai ser analisado por uma comissão especial, pós-CCJ, e o deputado Reginaldo Lopes, do PT, disse que vai incorporar nessa proposta pontos do projeto de lei que foi encaminhado pelo Executivo, que foi encaminhado pelo governo. Então, parece que essa proposta do governo vai ficar pelo caminho.

Já estava muito claro que o Hugo Mota não pretendia mudar o caminho que ele traçou para a tramitação dessa matéria, que era o de privilegiar as propostas dos dois deputados. São duas propostas de emenda à Constituição que vão ser sistematizadas. E aí a ideia pode ser também abarcar alguns trechos do projeto do governo, naquilo que ele for diferente, e ver o que ganha no voto.

Vai ter muita emenda, vai ter muita discussão. O setor do comércio, de serviços e também o setor produtivo estão em cima dessa pauta, entraram de vez nessa discussão. Todas as confederações, associações comerciais que estiveram meio ausentes nas primeiras fases do debate, agora estão participando por meio de simpósios, seminários, artigos.

em veículos e também por meio de contato com os parlamentares. Então, provavelmente não vai ser a proposta original de qualquer um deles que vai passar. Vai ser um mix.

de tudo isso, se é que vai ter força para passar. Se é que vai ter força para, no calendário, ser discutido, na Câmara e depois no Senado. Lembrando que uma coisa que é importante é que tem uma terceira tramitação desse assunto. Porque existe uma PEC do senador Paulo Paim, que já passou na CCJ do Senado.

Então, chegando lá, os senadores podem falar, opa, e o nosso projeto? E aí fazer um outro mix que contemple também uma proposta diferente do senador Paulo Paim. Então, tem muita água para passar ainda debaixo dessa ponte.

Não é um tema simples, a gente vai contar hoje com a contribuição do Bruno Caraza para esmiuçar os aspectos técnicos da matéria, fazer uma comparação com o como é no mundo e também tentar separar o joio do trigo do que é narrativa de quem é contra e de quem é a favor. Então, convido todo mundo para ficar com a gente depois do próximo break. Mas é isso, é um assunto que ainda na tramitação política...

Vai ter muita coisa para acontecer e hoje não dá para dizer, não dá para cravar, nem que vai passar e nem que vai passar do jeito que foi concebido pelos deputados. Muito bem, a gente faz mais uma pausa, nosso ouvinte fica com o noticiário local e na volta teremos então...

Vou falar de novo. Teremos Bruno Carasa para nos ajudar a esmiuçar, detalhar as questões técnicas das propostas para o fim da escala 6x1.

Rotina puxada, né? No meio de tantos compromissos, também é preciso se comprometer com você. Chegou Nestlé Vital, a nova linha de suplementos para o bem-estar adulto, com opções para apoiar o seu dia e a sua noite. Vital é ter foco sustentado ao longo do dia. E também ter uma boa noite de sono, para começar o dia bem. Qual você escolhe? Um ritual matinal ou um ritual noturno? Clique no banner e conheça, porque se cuidar é vital.

O Viva Voz está de volta, já trazendo ele, Bruno Caraza, nosso comentarista para temas econômicos, conosco todas as quartas-feiras. Boa noite, Bruno. Boa noite, Vera. Boa noite, Carol. Boa noite, Débora. Boa noite para você que acompanha a gente. Sempre um prazer estar aqui. Oi, Bruno. Boa noite.

Bruno, hoje a gente vai tratar desse vespeiro, que é a discussão sobre o fim da escala 6x1, porque veio tudo junto, discussão sobre escala, sobre redução de jornada, colocar isso tudo para dentro da Constituição. E aí a gente viu dois momentos, um momento em que essa pauta ganhou adesão até do centrão, de alguns políticos da direita, mas agora uma reação mais forte do setor produtivo.

A gente está vendo que essa discussão saiu do campo direita versus esquerda tradicional e virou uma outra coisa? Em que momento a gente está nesse debate?

Zé Vera, é um tema bastante espinhoso, delicado, complexo, que tem muitas repercussões de vários sentidos. Num certo sentido, você falar desse rompimento, faz todo sentido você falar desse rompimento, dessa polarização direita e esquerda nesse tema, porque se a gente pega a proposta inicial da deputada Erika Hilton, que é do PSOL.

PSOL, de esquerda, a proposta teve assinatura de 226 deputados e, obviamente, a maioria dos deputados do PT, PSOL, PSB, PDT, PCdoB, da esquerda, mas teve, por exemplo, assinatura de 30 deputados do União Brasil, 16 do MDB, 16 do PSD e até 6 do PL do...

direita e esquerda, tem parlamentares que apoiam veementemente, por exemplo, o senador Cleitinho Azevedo, daqui de Minas, se tornou um dos grandes defensores dessa pauta. E essa pauta acabou migrando para essa discussão da velha luta de classes entre empregados e patrões de outro lado.

Nos últimos anos, a gente viu, principalmente depois da pandemia, uma reavaliação desse lugar que o trabalho tem, das condições do trabalho, a questão da saúde mental entrou como uma pauta legítima das pessoas, isso se tornou um pleito legítimo dos trabalhadores brasileiros.

Além disso, muitos trabalhadores brasileiros com o pleito de terem o final de semana regular para passar com a família.

exercer, guardar o sábado, guardar o domingo, é importante também pleito dos trabalhadores religiosos. E a gente também não pode perder uma noção que houve uma mudança nas relações de trabalho, não só aqui no Brasil, como no mundo. Houve todo esse processo do trabalho das plataformas, essa uberização que a gente chama da economia, as pessoas trabalhando.

também o processo decorrente da terceirização da mão de obra que veio pós-reforma administrativa no Brasil, com crescimento muito expressivo dos trabalhadores por MEI, por PJ, uma ânsia das pessoas se tornarem empreendedoras. Só para vocês terem ideia, de 2020 para cá, a gente teve quase 9 milhões a mais de pessoas trabalhando com esses vínculos.

mais flexíveis de trabalho, que são relações que sim, na maior parte das vezes, são mais precárias, envolvem mais horas trabalhadas, mas também que dão uma possibilidade para o trabalhador exercer esse direito de ter uma flexibilidade maior.

no seu trabalho. Então, é um pleito legítimo que tem ganhado força entre os trabalhadores formais que trabalham nessa jornada de 44 horas em escala 6x1 e que pleiteiam essa mudança. Agora, é uma mudança que, apesar de legítima, ela tem um custo e é por isso que as associações empresariais têm buscado barrar essa discussão.

Inclusive, tem diversas organizações, Bruno, que têm divulgado levantamentos, pesquisas, e o argumento é que o fim da escala 6x1 vai gerar um aumento de custo bilionário para essas empresas, queda no PIB e até onda de demissões. Até que ponto isso é factível? Ou não passa de terrorismo econômico por parte dessas organizações?

Pois é, Débora, são diversos estudos que foram publicados que apontam realmente as simulações para uma perda do PIB que pode variar entre 2% do PIB, no caso de uma migração para 40 horas, até 8% do PIB.

nessa migração para 36 horas e que poderia, segundo esses estudos, gerar uma perda de mais de um milhão e meio, mais de um milhão, talvez um milhão e meio de empregos formais no Brasil por causa do aumento de custos dessa mudança. Agora, eu tenho um pouco de cuidado e uma certa reserva quanto a essa...

não a respeito de duvidar da índole de quem conduz esses estudos, mas é porque muitas vezes esses estudos acabam não levando em consideração outros efeitos que muitas vezes são difíceis de captar ali numa simulação econômica, numa projeção. E muitos desses estudos...

na economia, eles acabam errando, seja para o bem ou para o mal. A gente viu, por exemplo, o caso da reforma da Previdência, a economia gerada pela reforma da Previdência...

da reforma esperavam. E, olhando para o outro lado, a reforma trabalhista lá do governo Temer também nos gerou aquela onda de demissões que os opositores da reforma argumentavam. Pelo contrário, a gente teve uma expansão do número de...

vínculos de trabalhadores por carteira assinada nos últimos anos no Brasil. Então, é sempre bom ter um cuidado com essas simulações, porque elas têm efeitos não esperados. Quando a gente olha especificamente nessa reforma da...

da escala 6x1 e da redução da jornada semanal, tem efeitos diferentes pelos setores. Tem alguns setores da economia que vão se adaptar rapidamente a essa mudança, porque é fácil você fazer esse ajuste, porque eles já operam basicamente com essa jornada de 5x2. Então, o efeito vai ser bem limitado para esses setores. Agora, tem outros setores que realmente os custos vão ser...

ser expressivos e vai ser difícil de você estimar, né? Alguns setores vão ser difíceis fazer essa migração. Se pensar, por exemplo, o comércio que funciona, né? O varejo que funciona nos finais de semana, o setor de alimentação e de bebidas, setor de vigilância, todos esses setores realmente devem...

realmente um custo elevado para adaptação para esse novo modelo, mas está longe de ser um efeito que vai ser sentido de forma igual e tão expressivo pelos demais setores da economia brasileira.

Bruno, os países que implantaram essas reduções na jornada de trabalho recentemente, em geral, são mais ricos, têm uma produtividade maior do que a brasileira. E aí, muita gente argumenta que fazer essa mudança no Brasil hoje seria colocar a carroça na frente dos bois, quer dizer, melhorar as condições de trabalho, mas sem uma contrapartida de produtividade maior. Faz sentido essa crítica, você acha? Pois é, esse ponto faz sentido.

Os países que assumiram a liderança desse processo de redução de jornada mais recentemente, pega a França, a Alemanha, são realmente países que têm uma produtividade do trabalho muito maior do que a brasileira, por uma série de razões. Razões relacionadas à qualificação da mão de obra, sobre a quantidade de maquinário, de uso da tecnologia.

no processo produtivo. Então, os trabalhadores nesses países, eles rendem mais para o setor empresarial, para o setor produtivo, do que os trabalhadores brasileiros, que por causa de uma qualificação abaixo da necessária, por causa de baixo conteúdo tecnológico nos processos produtivos, eles realmente...

rendem menos aqui na economia brasileira. Agora, quando a gente vai analisar uma mudança dessas, a gente também precisa analisar num contexto mais amplo. No sentido de que, por exemplo, muitas das empresas brasileiras já estão lidando com um problema muito grave de escassez de mão de obra, de dificuldade de reter a sua mão de obra.

o trabalho está muito aquecido e por causa dessas novas formas de relação de trabalho que a gente tem no Brasil. Então, a concessão de uma jornada...

mais reduzida e de uma escala diferente da escala 6x1, pode gerar ganhos de produtividade para essas empresas, no sentido que elas vão ter maiores condições de segurar esses seus empregados e poder contratar, oferecer melhores condições para atrair.

outros trabalhadores. Tem toda uma questão também do efeito dessa mudança em termos de melhoria da saúde mental desses trabalhadores, da sua disposição para o trabalho. A gente mora num país em que as jornadas de deslocamento também são muito grandes.

E com essa questão de custo, a gente também tem que levar em consideração que há outros fatores ocorrendo de forma paralela na economia brasileira. Então, a gente tem, por exemplo, uma reforma tributária que está em curso aqui no Brasil, que vai, que tende a gerar uma economia para as empresas ao longo dos próximos anos. Então, é como se uma coisa...

também pudesse compensar a outra. Os ganhos que vão vir com o aumento da produtividade, da retenção do trabalho e da reforma tributária para os próximos anos, podem até compensar esses custos mais elevados que podem vir a ocorrer decorrentes da mudança da jornada semanal de trabalho e da escala 6x1.

É isso, Bruno Caraza com a gente todas as quartas-feiras, nos ajudando a entender os temas mais espinhosos possíveis. Até quarta que vem, Bruno. Até mais, gente. Até semana que vem. Um abraço. Até, Bruno. Tchau, tchau. E sobre esse tema, o Marcos, o ouvinte Marcos, ele pergunta que ele é de Maringá, no Paraná, trabalha numa usina de cana-de-açúcar e lá é 5x1 a escala. Ele pergunta, essa folga vai continuar assim ou vai mudar também? A gente não tem como saber ainda, né, Vera?

Exato, tem muita coisa que ainda vai mudar, muita gente questiona o fato de tratar disso na Constituição, porque a Constituição, o que ela deveria ser? Uma linha geral de todo o ordenamento jurídico, dos direitos fundamentais.

das coisas que são perenes e que, portanto, não vão mudar. Colocar uma coisa que parece ser ali algo inerente ao dia a dia de algumas categorias, de alguns setores, e que tem variações de caso a caso para dentro da Constituição, parece engessar demais o assunto. E aí a gente começa a entrar nessas discussões. E o caso de tal? E o caso de...

quem dá plantão, enfim, pode virar uma discussão sem fim e muito difícil de você sistematizar numa regra geral. Então, a gente ainda vai assistir muito capítulo desse assunto. Os ouvintes têm razão em estar confusos. Quem diz que não está confuso e que já entendeu tudo desse assunto não está bem informado, meninas.

Gente, deixa eu chamar rapidinho aqui a Samanta Klein, porque Flávio Bolsonaro participa hoje de um dos principais eventos do setor do agronegócio no país, em Mato Grosso. Está em busca de consolidar o apoio do agro depois da entrada do Ronaldo Caiado no páreo, né, Samanta Klein? Boa noite.

Boa noite, Carol, Débora, Vera, sem dúvida. Esse é o objetivo, é disputar esse espaço do agro, que é considerado fundamental não somente por ter apoio da direita, mas também setores do centrão.

Ao sair de Brasília, inclusive, o senador utilizou mais uma vez uma camiseta verde em que tem escritos em amarelo, o agro é top. Ele já vestiu essa mesma roupa em outros eventos do setor recentemente. Ele falou com a imprensa, falou em restabelecer linhas de crédito do Plano Safra com juros mais baixos e ainda fez críticas às propostas de reservas indígenas.

É inaceitável essa tentativa toda hora ideológica do atual governo de atrapalhar o agro brasileiro. Tem pedidos na FUNAI para demarcações de reservas indígenas que podem totalizar 2 milhões de hectares, atingindo 22 municípios aqui em Mato Grosso. Isso é inaceitável.

Se depender do nosso governo, nenhuma dessas reservas será demarcada, porque nós vamos respeitar os indígenas, inclusive essa é uma outra pauta que eu vou me comprometer. Vamos, de fato, respeitar a autonomia dos povos indígenas para que eles decidam o que é que tem que ser feito na sua terra, se tem que ser plantação, se tem que ter exploração mineral, óbvio que tudo com muita responsabilidade. Com vocês.

Obrigada, Samanta. Está diferente o discurso do senador Flávio Bolsonaro, né, Vera? Tentando agradar todo mundo, agradar o agro, mas falando em autonomia também dos povos indígenas? É, mas dizendo que não vai demarcar um centímetro de terra indígena na linha do que o pai dele também falava. Sendo que esses pedidos existem há muitos e muitos governos, eles estão lá e isso não necessariamente significa que todos vão ser homologados. Ele está tentando demonizar...

a discussão sobre demarcação de terras indígenas para obter esse alinhamento incondicional e ideológico do agronegócio. Mas se a gente pensar com dados, o governo Lula está longe de ter sido ruim para o agronegócio. Não tinham sido os dois primeiros e esse também não foi. O plano safra bateu vários recordes, ano a ano, a produção do agro.

cresceu, foi importante para o PIB, não teve nenhum tipo de embargo desse tipo, pelo contrário, no Congresso eles conseguiram várias vitórias pelo fato de ter uma bancada bem numerosa. E na questão das tarifas, o agro e o governo jogaram alinhados para tentar derrubar o tarifácio de Donald Trump. Então, essa aversão que existe e existe...

do agro ao governo Lula é algo bastante pautado por essas questões ideológicas, demarcação de terras indígenas, meio ambiente, MST, todas essas questões que são sempre transformadas em demônios ideológicos maiores do que os assuntos realmente são.

Vera Magalhães, muito obrigada. Amanhã tem mais Viva Voz. Beijo, até. Um beijo, um ótimo jornal para vocês e até amanhã. Beijo. Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra para trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil.

E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini. A partir de R$ 109.990,00 para CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

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