Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

Lula já encaixa discursos de campanha para evitar 'Bidenização'

14 de abril de 202645min
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Vera Magalhães analisa falas recentes de Lula em entrevistas a veículos internacionais como o The Guardian, em que o presidente já tenta encaixar certos discursos de campanha, como o do vigor físico, para afastar tentativas de 'Bidenização'. Além disso, o petista ainda se posicionou sobre segurança pública, direcionou mensagem ao eleitor cristão, e abordou o endividamento das famílias.

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Participantes neste episódio4
V

Vera Magalhães

HostJornalista
S

Samanta Klein

Co-hostJornalista
A

Ana Carolina Tomé

ConvidadoJornalista
T

Tiago Bronsato

Convidado
Assuntos3
  • Eleições LulaVigor físico de Lula · Compromisso moral e cristão · Endividamento das famílias · Apostas online e cassinos · Classificação de facções como terroristas
  • Crime OrganizadoIndiciamento de ministros do STF · Conflito de interesse no STF · Expectativas sobre a CPI
  • BolsonaroFuga de Eduardo Bolsonaro · Prisão de Ramagem nos EUA
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Viva a voz com Vera Magalhães.

Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem? Oi, Débora, oi, Carol, boa noite, tudo bem? Ainda também encantada com a nossa ouvinte e futura colega lá de Brasília, que fofa.

Oi, Vera. Boa noite. A Rebeca e vários ouvintes aqui, também mandando corações. Ai, coloca a Rebeca de novo, Jussie. Uma outra de Brasília também, a Rita, né? Arrepiada com a Rebeca. A Rebeca fez sucesso aqui. Rebeca arrasou. Arrasou. Fofa demais. Muito bem, gente. Vamos saber como é que está a CPI do Crime Organizado? Quem está por lá em Brasília é Larissa Lopes. Oi, Larissa.

Oi, Débora. Olha, depois das críticas dos ministros do Supremo Tribunal Federal, o relator aqui da CPI, do crime organizado, o senador Alessandro Vieira, ele rebateu essas críticas e afirmou que os ministros do Supremo não são donos do país. Ele também afirmou que não vai se deixar intimidar por conta das falas.

dos ministros que falaram, mencionaram cassação ou punições eleitorais contra parlamentares. Vamos ouvir.

A democracia só se faz assim, eu tenho que respeitar as opiniões e os votos mesmo quando não concordo. Mas a verdade é que nós temos ainda uma profunda dificuldade de tipificar, de reprimir, de condenar quem é poderoso. É uma profunda dificuldade. Aí não consegue nem visualizar como a realidade o fato de que pessoas tão poderosas podem ser enquadradas num tipo previsto na lei. Mas elas podem.

Bom, ele ainda afirmou que não vai recuar diante da pressão e associou a atuação à defesa das prerrogativas do Legislativo. Lembrando que depois que ele pediu no relatório dele indiciamento, pela primeira vez que se pediu um indiciamento de ministros do Supremo, no caso do ministro Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do Procurador-Geral da República, Paulo Gomes,

Logo vieram as reações e hoje na sessão da segunda turma os ministros se manifestaram, chamaram então...

o relatório de Aventureiro e também falaram em lavajatização, que foi uma fala do ministro Gilmar Mendes, fazendo essas críticas e dizendo que os senadores não têm a prerrogativa ou o poder para poder pedir indiciamento de ministros e também mencionaram que a corte pode se debruçar a respeito dos poderes.

dos senadores e das comissões parlamentares de inquérito. Quem também se manifestou logo depois desse pedido de indiciamento dos ministros foi o presidente aqui do Senado, do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre.

As pessoas estão pensando em um processo eleitoral e efetivamente não estão pensando na vida das pessoas que precisam. Só que nós estamos vivendo uma agressão permanente às instituições republicanas. Porque está muito bom agredir as instituições republicanas democráticas, está todo mundo passando dos limites institucionais. Nós somos uma democracia. A gente precisa compreender as pessoas que pensam diferente, mas a todo instante.

Agredir e atacar não vai construir o Brasil que os brasileiros precisam e esperam dos poderes. Bom, e só para fechar, Débora, ao comentar e criticar esses pedidos de indiciamento, o ministro Gilmar Mendes, ele até afirmou o seguinte, esqueceu dos seus colegas milicianos, então se referindo ao senador Alessandro Vieira. Volto com você.

Obrigada, Larissa, pelas informações. Foi feita uma manobra agora de última hora para tentar derrubar o relatório. Mas os ministros ficaram pistola, né, Vera? Alguns deles se manifestaram. Até Davi Alcolumbre, que estava sumido, apareceu para criticar.

O dia em que você tem de concordar com o senador Davê Alcolumbre, você vê que realmente as coisas estão meio fora de ordem na República, porque realmente cada um está tentando extrapolar o seu papel institucional em todos os lados, inclusive ele, muitas vezes.

esse indiciamento proposto pelo senador Alessandro Vieira, que no mais das vezes é um senador bastante razoável, não tem nem pé nem cabeça. Na entrevista que lhe deu mais cedo, antes dessa entrevista que a Larissa nos trouxe agora, na qual ele reage...

as críticas dos ministros, mas quando ele estava explicando pela primeira vez a decisão dele de pedir o indiciamento, ele admite que ele não tem provas contra ninguém. E aí ele diz que ele buscou indiciar por crime de responsabilidade justamente porque é um crime que exige menos provas, exige menos indícios, que ele admite que não conseguiu investigar porque não teve acesso às provas. Ou seja, está de brincadeira, né?

Isso não é papel de uma CPI. É lógico que tem que ser investigada a relação dos ministros do Supremo com o Master, com o Daniel Vorcário. É lógico que houve uma blindagem que não haveria para qualquer outro mortal no caso dos ministros do Supremo. Mas daí a você, supondo...

que existe um crime, indiciar três ministros do Supremo Tribunal Federal, uma CPI que é para investigar o crime organizado e que, na verdade, não avançou sobre nenhuma organização criminosa. Não trouxe nada de novo sobre PCC, sobre Comando Vermelho, amigos dos amigos, as verdadeiras organizações criminosas. E aí, equipar ministros do Supremo a facções criminosas na hora do indiciamento, porque a CPI é do crime organizado.

uma coisa não justifica a outra. A blindagem que existe e existe aos ministros do Supremo não dá à CPI o direito de exorbitar muito e escalar imensamente, supondo que existam crimes para propor o indiciamento de três ministros do Supremo e do Procurador-Geral da República. É óbvio que a blindagem é indevida. A gente já falou disso 300 vezes aqui.

não viva a voz, e que há um compadrio entre os ministros do Supremo, mas ao extrapolar absurdamente as suas atribuições e aquilo que ela conseguiu de fato investigar, a CPI dá margem a que um Supremo que estava até desunido...

volte a se unir num corporativismo ali em defesa da instituição. Porque aí sim, quando você põe um indiciamento a granel de vários ministros por questões diferentes, ele está dizendo que o ministro Dias Toffoli e o ministro Alexandre de Moraes têm ligação com o Máster.

e está propondo o indiciamento do ministro Gilmar, supostamente tentar acobertar essa ligação. Quando você põe tudo na mesma panela e ainda mistura com uma CPI, que é do crime organizado, você dá aos ministros aquela chance de falar que agora precisa defender a instituição, agora a instituição está sendo atacada.

Então, achei um desastre esse indiciamento. Achei que é totalmente eleitoreiro e totalmente midiático. O ministro mergulhou no pote ali das mídias sociais e quis causar, quis lacrar o ministro e o senador. E, bom, eu não sei que tipo de manobra. Aí é isso, como um exorbita daqui, aí todo mundo vai trocar integrante da CPI, vai virar uma lambança do outro lado.

Então, mais uma CPI que provavelmente vai terminar de um jeito melancólico. E se é para falar de caso Master, ele não pede indiciamento do Daniel Vorcaro e nem dos políticos que têm relação com o Daniel Vorcaro. Se vamos falar de caso Master, tem que falar de todo mundo, né? É, porque eles não conseguiram efetivamente aprofundar nada sobre o caso Master. Eles tentaram, tentaram, assim como a CPMI do INSS tentou.

No caso do INSS, tinha uma ligação muito clara ali, que era via fundos de pensão. Nesse caso, também tem. Através da REAG, da Operação Carbono Oculto, você consegue fazer um caminho. Acontece que eles foram impedidos de analisar...

a fundo as provas que há. E nem havia todas as provas ainda, porque o caso ainda está em apuração pela Polícia Federal. Então, na falta de alguma coisa chamativa para colocar no relatório, o senador saiu com essa e, a meu ver, produziu uma bizarrice quase tão grande quanto a blindagem aos ministros do Supremo. Você não combate...

uma coisa errada fazendo outra errada. Isso é coisa que você faz quando é criança, que você fala, mas por que você fez isso? Ah, o fulano também fez. Não dá para um senador da República e uma CPI do Congresso agir dessa maneira, da base do, ah, se extrapolaram aqui, eu vou extrapolar a colar, porque aí realmente fica uma situação como essa que o presidente do Senado descreveu, como se ele estivesse muito preocupado em blindar as instituições. Não.

Está preocupado em que acabem todas as investigações, não quer uma CPI do Mássio, não quer CPI nenhuma, se possível, mas deram ali um bom argumento para ele posar de vestal e defensor das instituições. Deixa eu trazer os números aqui do Datafolha, Vera, percepção da população sobre o Supremo, né? 75% dos brasileiros dizem que os ministros da corte têm poder demais.

E 71% consideram que o tribunal é essencial na proteção da democracia. O que mostra que as pessoas têm uma visão bastante acertada, que uma coisa não elimina a outra. É lógico. A gente vive um momento muito delicado do Brasil e do mundo, Carol, em que as coisas são sempre pautadas por antagonismos, por uma visão maniqueísta de é branco ou é preto. Então, pelo menos esse resultado mostra que as pessoas entendem qual é o papel da instituição.

e acham que ela está se pautando mal, se conduzindo mal no cumprimento deste papel justamente. E isso tem toda razão de ser. E aí a gente vai vasculhar as razões pelas quais o Supremo acabou ganhando muita musculatura, e ficando hipertrofiado, e muitas vezes exorbitando desse poder excessivo que ele adquiriu, e a gente vai encontrar N razões para isso.

Em excessos de outros. Na época, excessos do executivo sob o governo Jair Bolsonaro. Aí o Supremo foi importante para se contrapor a esses excessos. Mas qual é o momento em que você deixa de se contrapor aos excessos de um e passa a cometer os seus próprios? É meio filosófico, mas é intrinsecamente ligado a esse momento que a gente está vivendo no país.

E aí é que se fala em autocontenção, que o Supremo deveria buscar uma autocontenção. Mas quando tem alguns ministros buscando isso e os ataques vêm de fora, isso forçosamente leva a uma resposta mais corporativa. Então, não é dessa maneira que se vai combater a opacidade dos Supremos, os excessos eventuais dos ministros, os privilégios e as relações, muitas vezes, impróprias e antirrepublicanas que eles nutrem com várias empresas.

Bom, vamos falar de eleição, porque o presidente Lula deu entrevista a alguns portais, falou da candidatura à reeleição e tocou em alguns pontos-chave, que ele tem batido nessa tecla, do vigor físico, falou também de um compromisso moral e cristão, falou da questão das Betes. Ana Carolina Tomé nos conta. Oi, Ana, boa noite.

Boa noite, Carol. O presidente Lula afirmou que considera buscar um quarto mandato justificando a decisão como compromisso moral, ético e cristão. Aos 80 anos, Lula afirmou ter mais energia do que nunca e, sem citar, Bolsonaro diz que não pode permitir que um fascista volte a governar o país. Em tom de apelo ao eleitorado religioso, grupo que engrossa a resistência à sua reeleição,

O presidente criticou durante a expansão das apostas online as chamadas bets, comparando-as a cassinos instalados dentro das casas. Lula relacionou o combate aos valores da Igreja Católica e diz que vai lançar o programa para reduzir as dívidas da população e, ao mesmo tempo, amenizar o sofrimento do povo gastando dinheiro.

Induzido pela jogatina. As declarações foram dadas nesta terça-feira em entrevista aos portais 247, DCM e Fórum.

Nós que brigamos a vida inteira contra Cassino, eu pelo menos como cristal, agora o Cassino está dentro da sua casa, está dentro da sua sala, está no celular do seu pai, no celular do seu avô. Nós precisamos efetivamente tentar terminar, sabe, com essa guerra de jogatina que está no Brasil. Nós estamos fazendo boas discussões a respeito disso. Eu sei que não é um tema fácil, mas nós não podemos deixar continuar do jeito que está.

Nós não podemos há muita lavagem de dinheiro nesse mundo. E se a gente quer combater o clima organizado, a gente vai ter que atacar todos os flancos.

Lula sancionou no fim de 2023 a regulamentação das BETs no Brasil, mas desde o ano passado, o governo e o PT apresentaram propostas para o aumento da taxação das mesmas. Lula diz que os ministérios da Fazenda, Justiça, Banco Central e COAF estudam as medidas que devem ser anunciadas dentro desse pacote para aliviar o bolso do brasileiro.

as possíveis revogações, a possível revogação, no caso da taxa das blusinhas, como é conhecida a taxação de compras internacionais de até 50 dólares, ele reconheceu que a medida trouxe prejuízos políticos.

Sobre uma possível interferência de Trump nas eleições aqui do Brasil neste ano, Lula disse não ter medo e que se caso o presidente dos Estados Unidos fizesse isso, ajudaria muito, dando o exemplo das eleições na Hungria com a derrota de Viktor Orban, mesmo com a ida do vice de Trump de Derivence ao país.

Lula também disse que não se preocupa com a possível classificação das facções como terroristas pelos Estados Unidos ao ressaltar que essa guerra é do Brasil e citou a lei antifacção e o acordo de cooperação para combate ao crime organizado assinado na semana passada com o país norte-americano. Carol. Obrigada, Ana.

Falas aí do presidente no momento em que circulam rumores de que ele poderia não ser candidato à reeleição e que a última pesquisa da Datafolha já mostra um empate entre Lula e Flávio Bolsonaro, né, Vera? Pois é, testando aí vários discursos que vão ser usados na campanha. O Lula tem falado a veículos que são mais ideologicamente próximos ao governo. São veículos ali com uma linha editorial mais à esquerda.

E ele está aproveitando essas entrevistas, que não tem tanto confronto, para encaixar alguns discursos de campanha. Então, você vê aí, eu fui listando aqui, ele falou dessa coisa do vigor.

vigor físico, dos treinos, etc. Porque isso se contrapõe a essa ideia que começa a circular de que ele poderia não ser candidato, pelo fato de estar com más notícias nas pesquisas e pela idade que ele tem. Então, para evitar que comece um discurso de baidenização da campanha dele, ele está fazendo ali um investimento.

nessa ideia de vigor e da capacidade física dele. A CNN Internacional fez matéria sobre isso, ele está postando nas redes sociais toda hora a esse respeito. Também o The Guardian foi nessa linha. Então, isso tem sido uma preocupação e tem uma razão certa. É uma vacina.

para essa história de que ele não será candidato, que começou como um rumor bem leve, mas que pode crescer à medida que ele demonstrar dificuldade em melhorar nas pesquisas. Segundo essa questão das bets e do endividamento, que a gente sabe que é um problema sério.

de ordem econômica, que está impactando a popularidade do governo, está impactando a percepção que as pessoas têm da economia, e o governo tem tentado uma série de medidas para fazer frente a isso, e o presidente colocando também uma fala.

na entrevista, para gerar um recorte e para mostrar que ele está preocupado com esse tema. Aí ele fala lá, na hora em que ele está falando sobre essa questão do endividamento, ele solta, eu que sou cristão, isso já é uma clara mensagem ao eleitorado evangélico barra católico, portanto cristão, de uma maneira geral.

O Lula ainda tem uma pequena vantagem decrescente entre os eleitores católicos, mas a gente sabe o buraco da desvantagem que ele leva no eleitorado evangélico. Então, ele está se dirigindo a essa parcela do eleitorado e procurando mostrar...

que tem uma afinidade ali de propostos, de valores e de discurso com esse público, com essa parcela do eleitorado. E aí, um grande aceno na área da segurança, quando ele fala de combate ao crime organizado, de projeto de lei antifacções e de emenda da segurança, as coisas que ele fez na área de segurança. E aí coloca também a questão da soberania, que é um outro trunfo.

de campanha, quando ele fala que vai se pôr contra essa ideia de classificar as facções criminosas como grupos terroristas, portanto, mostrando altivez em relação ao governo norte-americano. Então, tem um combo eleitoral todinho pronto numa única entrevista. Inclusive, a reportagem do The Guardian...

Traz aqui no título, dizendo que o presidente Lula, aos 80 anos, transmite ao vivo treinos antes da eleição contra a rival com quase metade de sua idade. Flávio Bolsonaro, estão se referindo a Flávio Bolsonaro, tem 44 anos, a idade que Lula tinha quando disputou...

A presidência é pela primeira vez, em 1989. E essa reportagem resgata também um desmaio, um quase desmaio, de Flávio Bolsonaro, que aconteceu há 10 anos, num debate para prefeito do Rio de Janeiro. Ele passou mal, se sentiu mal, foi aparado pelos oponentes, acabou não conseguindo dar sequência. Isso foi em 2016. Mas, enfim, você também já tinha trazido em coluna, né, Vera, essa...

esse empenho do presidente Lula de mostrar essa vitalidade. E com relação às BETs, ele não disse exatamente o que vai fazer contra as BETs, mas fato é que o governo arrecadou mais de 360 milhões de reais entre janeiro e fevereiro com as BETs. Imposto contra as BETs, as BETs legalizadas, obviamente.

E vai ser um discurso muito forte na campanha dele que o Bolsonaro fez um libera geral das Betes e não taxava e que foi no governo dele que isso foi disciplinado e que elas foram taxadas. O governo tentou até elevar essa taxação nas discussões dos projetos de segurança para destinar esses recursos justamente no combate ao crime organizado, mas essa segunda parte não foi exitosa, não passou no Congresso, porque as Betes têm um lobby muito grande.

no Congresso. Em relação ao vigor físico, ele precisa fazer isso até porque ele teve aquela questão de saúde o ano passado, no retrasado passado, que ele desmaiou e que ele teve de se submeter a uma cirurgia. Então, ele tem que mostrar que ele está recuperado daquela questão, daquele episódio que ele teve, que foi considerado sério, considerado grave, e que a queda primeiro e depois o sangramento em decorrência da queda. Então, foram dois episódios.

Tem que mostrar que está bem, que está totalmente recuperado disso. Essa questão do Flávio Bolsonaro, do desmaio que ele teve, eu acho que está mais ligada a uma falta de experiência, de traquejo político dele, que vai ser explorada pelo Lula também na campanha. A gente não deve ter dúvida.

de que o Lula, um debatedor e um político muito mais experimentado, tem como dar um calor no Flávio Bolsonaro em termos de debate. Então, ele está também contando com isso. E aí vai fazendo uma espécie de treinamento para quando esse momento chegar, Débora. A queda e a cirurgia aconteceram no final de 2024, do presidente Lula.

E nosso ouvinte fica agora com notícias locais. Daqui a pouquinho tem mais Viva Voz. Vamos trazer aqui outros assuntos de Brasília. Teve o interrogatório de Eduardo Bolsonaro, que ele não compareceu. Vamos falar também do day after após a prisão de Ramagem nos Estados Unidos.

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Viva a voz de volta. A Samanta Klein traz aqui mais detalhes sobre a falta de Eduardo Bolsonaro ao depoimento que havia sido marcado pelo ministro Alexandre de Moraes. Ele deu alguma justificativa ou ficou por isso mesmo, Samanta?

Pois é, a gente tem então essa falta do deputado Eduardo Bolsonaro a essa que é uma das fases importantes também aí do processo, em que ele é réu por coerção à justiça brasileira. Então a gente tem aí inclusive uma falta de manifestação.

dele, viu? Ele simplesmente não compareceu, mas o processo vai seguir normalmente, Débora. Vale lembrar, então, que o depoimento é uma fase importante da instrução da ação penal, em que ele é réu ao tentar nos Estados Unidos blindar o pai de Jair Bolsonaro, no caso que ele foi julgado por tentativa de golpe de Estado. Essa etapa antecede o julgamento do caso. Desde 2025, o Eduardo...

que está em solo americano, onde vem atuando politicamente. Sem prestar o depoimento, o ex-parlamentar também deixa de apresentar a sua versão dos fatos. E aí, com isso, o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, deve encerrar a fase de instrução e abrir prazo para que a PGR e a defesa apresentem as alegações finais. Vale lembrar que a defesa feita do deputado...

Bolsonaro, então, cabe à Defensoria Pública da União porque ele não apresentou advogados neste processo. Com vocês. Obrigada, Samanta, pelas informações. A falta não gera nenhum tipo de penalidade, né? Como disse a Samanta, ele perde a oportunidade de trazer a sua versão, mas pode ser que isso contribua aí para uma condenação, né, Vera?

Pode, pode contribuir. Ele vai dando sinais de que está agindo como um foragido da justiça. Ele não retornou para reassumir o seu mandato quando ainda era deputado federal. Ele não presta satisfações à justiça quando chamado.

Ele está ali nos Estados Unidos e, pelo jeito, pretende permanecer lá para escapar da lei, escapar do encontro com a lei. Com isso, ele sacrificou a própria ideia.

de uma eleição ao Senado. Era um plano que existia, muito consolidado no clã Bolsonaro. O Bolsonaro tinha esse mapa do Brasil e a divisão dos estados entre os seus aliados, inclusive os seus filhos.

E o Eduardo Bolsonaro estava destinado a ser candidato ao Senado por São Paulo e assim garantir uma cadeira para um bolsonarista aqui. Com essa ida aos Estados Unidos, que muitos chamam de fuga, os ministros do Supremo classificam como uma fuga.

ele deixou de ser o candidato do bolsonarismo em São Paulo. Com isso, abriu uma ou até duas vagas para outros nomes da direita. Deve ser o Guilherme Derrite, tem aí uma discussão de outros pré-candidatos do campo da direita.

E agora que ele é réu nessa ação por obstrução de justiça e por inclusive tentar uma conspiração contra ministros do Supremo, ao tentar obter e depois se gabar de ter conseguido sanções contra o país e contra esses ministros.

ele vai dando um jeito de ser julgado à revelia, porque se não designa um advogado, se não comparece nos momentos do processo em que lhe é dado fazer a sua defesa, vai dando aí a possibilidade de ser julgado à revelia e aumentando em muito a sua chance de condenação.

Falando em fuga para os Estados Unidos, deixa eu trazer informações aqui sobre o caso do Alexandre Ramagem. Ele está preso, foi preso pelo ICE. As autoridades brasileiras estão preparando um relatório com informações e documentos para tentar acelerar o processo de deportação. Esse documento vai ser entregue ao Enforcement in Removal Operations. É isso, a divisão da polícia americana responsável por prisões de indivíduos que violam as leis de imigração.

tentando cercar de medidas para ver se agiliza esse envio do Ramagem aqui no Brasil. E hoje, nos Estados Unidos, o governo divulgou aquela foto do Ramagem preso, a imagem dele é aquele chamado mugshot. Aparece a foto, do lado tem o nome do ex-deputado no site oficial do Serviço de Imigração e Alfândega, tem ali algumas descrições embaixo da imagem.

indicação de que ele foi preso por questões ligadas à imigração, mas não tem informações sobre as acusações contra ele. Ele está numa cela separada, pode ser transferido para uma outra prisão, segundo a polícia de Orlando, mas não está claro ainda exatamente o que vai acontecer com o Ramagem.

Pois é, a divulgação dessa foto, que é uma foto padrão que existe para pessoas nessas condições, o fato dele ter ficado detido e permanecer detido, mostra que, primeiro, não tem nenhum tratamento VIP para ele, pelo fato de ser um aliado do Jair Bolsonaro, que, por sua vez, é aliado do Donald Trump. Então, toda essa narrativa cai por terra.

Aquela tentativa também que foi feita de minimizar o que aconteceu, dizer que se tratava de um incidente de trânsito, nada a ver com a situação dele perante a justiça brasileira, também vai ficando bastante relativizado, uma vez que caso cheguem esses papéis agora lá...

Sim, ele poderá ser deportado por razões migratórias, ou seja, por ter entrado nos Estados Unidos com um documento falso, mas também acrescidas do fato de que ele é alguém condenado pela justiça do seu país a uma pena de prisão, uma pena em regime fechado.

Portanto, em qualquer país do mundo, um foragido da justiça perigoso e colocado ali como prioridade para qualquer alerta internacional, uma vez que a condenação dele foi bem pesada há muitos anos de regime fechado. Então, isso deverá sim influenciar na decisão quanto ao seu destino. Então, qualquer narrativa dessas cai por terra aí.

e a gente vai ficar de olho nos desdobramentos desse caso. A gente não sabe exatamente qual é a situação, fazendo uma correlação com o caso do Ramagem, qual é a situação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, porque ele não tem mais passaporte diplomático, perdeu o mandato de parlamentar. Os aliados dele estão dizendo que ele não corre o mesmo risco de Ramagem, mas para isso ele teria que ter já uma...

Uma autorização de permanência, né? Pelo sim, pelo não, não deve estar dirigindo, né? Esse daí deve estar usando só o Uber, eu imagino. Mas é isso, a gente não sabe que tipo de documentação ele tem neste momento nos Estados Unidos, né? Mas dirigindo não deve estar. Se não tem documento, não dirije.

Esse seria o conselho. Vamos fazer uma pausa aqui para que o nosso ouvinte fique com notícias locais. Na volta tem Tiago Bronsato, diretor da sucursal de Brasília, do jornal O Globo, que vai falar mais sobre a CPI do crime organizado. Conforto para o seu dia a dia e atitude para o seu estilo. Encontre o tênis que acompanha o seu passo agora no App Net Shoes. Explore as categorias, garanta as melhores marcas e aproveite. Net Shoes, no seu ritmo. Baixe o app.

Estamos de volta com o Viva Voz, são 6 horas e 47 minutos e já está conosco o diretor da sucursal do Globo em Brasília, Thiago Bronsato, nosso colunista. Boa noite, Thiago. Boa noite, Vera. Boa noite, Carol. Boa noite, Debre. Boa noite aos ouvintes. Oi, Bronsato.

Brunzato, hoje foi dia de uma forte tensão opondo, de um lado, a CPI do crime organizado, de outro, ministros do Supremo, com direito a pito também do presidente do Senado contra a CPI. O que explica essa briga generalizada que a gente viu hoje?

Olha, Vera, o relatório final da CPI do Crime Organizado virou um verdadeiro acerto de contas entre senadores da oposição e uma ala do Supremo Tribunal Federal. Isso porque o senador Alessandro Vieira, que é o relator da comissão, apresentou uma proposta inédita no Congresso. Ou seja, ele pediu o indiciamento dos ministros de Jastoffle, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. E sobrou até para o Procurador-Geral da República, Paulo Gonê.

todos eles acabaram sendo acusados de praticar o crime de responsabilidade, ou seja, de atentarem contra a Constituição. Na visão de Vieira, os ministros beneficiaram os investigados da CPI porque eles proferiram decisões que restringiram os depoimentos e quebras de sigilos ao longo dos trabalhos da comissão. E, além disso, segundo o senador,

Moraes e Toffoli atuam no Supremo em conflito de interesse, porque eles mantêm laços comerciais com envolvidos no escândalo do Banco Master. E o que isso tem a ver com o crime organizado? Nada, porque na prática o Alessandro Vieira...

Ele transformou esse relatório final da CPI do Crime Organizado em duas coisas ao mesmo tempo. Um espetáculo para as redes sociais, que pode até render dividendos eleitorais para a oposição, e uma revanche contra o Supremo, porque o Supremo vinha impondo derrotas à comissão. E para o STF ficou claro que toda essa pirotecnia política não vai sair de graça.

Hoje, o decano do Supremo, Gilmar Mendes, disse que o relatório da CPI é um erro histórico e indicou que a Procuradoria-Geral da República deveria investigar eventuais abusos de autoridade. Já o ministro Flávio Dino, que também gosta de dar umas bofetadas na oposição, também decidiu lavar.

A roupa surge em público e ele disse que a CPI deveria ter focado em milicianos, traficantes, garampeiros ilegais, facções armadas, que, aliás, nem constam da lista dos pedidos de iniciamento do senador Alessandro Vieira.

Em resumo, Vera, o Alessandro Viveira sabia que a CPI seguiria um roteiro clássico das comissões que acabam em pizza, porque não seria prorrogado, não teria oportunidade de aprofundar mais as investigações. E aí ele resolveu cair atirando, só que acabou atirando no próprio pé, ao mostrar falta de compreensão sobre o papel de uma CPI. E, Bronzato, o Planalto estava fã do STF, mas aí decidiu atuar para blindar os ministros nessa CPI?

Pois é, era aquele jogo duplo aqui de Brasília. O Planalto vinha ensaiando ali uma distância calculada do Supremo, porque o Supremo acabou virando radioativo depois desse escândalo do Banco Master. Mas a presepada da oposição na CPI do crime organizado acabou gerando um fato raro no momento aqui em Brasília. Ou seja, aglutinando...

no mesmo barco, o governo, o centrão e os próprios ministros do STF para tentar enterrar esse polêmico relatório do senador Alessandro Vieira. E aí rolou aquele tapetão clássico no Congresso. Foi feito ali um acordo às vésperas do início da votação do relatório na CPI e os partidos de centrão e o governo manobraram para mudar a composição da CPI.

Aí saíram de cena o senador Sérgio Moro e Marcos Duval, que defendem abertamente a pauta anti-STF, e entraram em campo Beto Faro e a Tereza Leitão, que são do PT. E também, como diz o ministro Flávio Dino, eles são o STF Futebol Clube, não são a favor do relatório do Alessandro Vieira, que pediu o indiciamento dos ministros supremos.

Essa movimentação chama muita atenção porque nos últimos dias o Lula vinha sinalizando um desconforto público com o desgaste do STF no escândalo Master. Ele até chegou a dizer numa entrevista na semana passada que conversou com Moraes e aconselhou o ministro a se declarar impedido no caso do Banco Master.

E o Lula, com essa declaração, acabou rifando o STF em praça pública, porque ele percebeu também que a proximidade dele com alguns ministros do STF estava custando muito caro nas pesquisas eleitorais. Agora, na prática, o que o Lula está fazendo, ele está batendo no STF na frente da plateia, mas nos bastidores ele está evitando romper totalmente com os ministros.

porque ele sabe que não pode romper com o tribunal que continua sendo uma peça central do jogo de poder em Brasília. O Bronzato, e o que a gente pode dizer que é algum resultado efetivo desse trabalho da CPI do crime organizado?

Olha, Carol, a CPI foi instaurada no embalo daquela mega operação no Rio de Janeiro que matou mais 120 pessoas no ano passado. E a ideia era atuar contra as facções, milícias, garimpos ilegais e até combater lavagem de dinheiro. E havia uma alta expectativa em relação aos trabalhos dessa CPI, porque ninguém aguenta mais a insegurança pública que assola o país.

Mas dizem que a expectativa é como paçoca, né? Do nada ela esfarela de uma vez. E foi isso que aconteceu com o relatório final da CPI. Não sobrou peça sobre peça, né? Porque o senador Alessandro Vieira até tentou se justificar ali no documento que ele apresentou.

dizendo que teve orçamento e prazo apertados para investigar o crime organizado, mas ele não explicou por que não se dedicou a apurar a infiltração das facções no poder público, não explicou por que não se dedicou a investigar o avanço da milícia no Rio de Janeiro, ou mesmo aprofundar ali as opurações sobre o controle da região amazônica pelo garimpo legal e por traficantes.

Além disso, o documento também não apresenta provas contundentes, nem tem sequer ali uma análise mais detalhada das movimentações financeiras do crime organizado. O relatório gasta mais linhas batendo no STF do que batendo em lideranças do PCC ou mesmo do Comando Vermelho. E na prática, o Alessandro Vieira transformou a CPI do crime organizado no seu antigo sonho de ter uma CPI da Lava Toga, que no passado não foi adiante porque foi rechaçada.

pelo também presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Mesmo algumas propostas que constam do relatório do senador não são totalmente novas. Ele acabou reciclando algumas medidas que já foram debatidas pelo Congresso e ele mesmo diz que sugere resgatar ideias que foram rejeitadas na tramitação daquele projeto de lei antifacção. Ele até tenta, num dado momento, abrir uma frente de discussão sobre atividade de inteligência, mas não apresenta nenhum instrumento novo. Na prática...

É um compilado do Google que vai ter pouco efeito prático. É isso. Tiago Bronsato conosco às terças e quintas. Obrigada por hoje, Tiago. Obrigado, uma boa noite. Boa noite. Valeu, Bronsato. Boa noite. Dá tempo para mais um assunto, gente? Temos informações em São Paulo com a Karen Lemos.

Tivemos aí hoje o Ronaldo Caiado falando sobre as críticas do colega de partido Eduardo Leite, também sobre o apoio a ele dentro do próprio PSD. Conta para a gente o que o Caiado falou, Karen. Boa noite. Isso mesmo. Boa noite, Carol, Débora e Vera e também para os ouvintes. Bom, no evento aqui em São Paulo, o ex-governador de Goiás negou que tem a falta de apoio dentro da sigla, o PSD.

E atribuiu essa fala de Eduardo Leite a uma forma diferente de resolver as questões. O que seria isso? A gente lembra aqui que no lançamento da pré-candidatura no mês passado, Caiado disse que daria anistia total e restrita aos condenados dos atos golpistas, o que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro. Bom, publicamente Leite já afirmou que esse tipo de posicionamento o desagrada. Daí então esse desentendimento entre os dois.

E a gente lembra também que Caiado, Leite e o governador do Paraná Ratinho Júnior disputaram internamente a pré-candidatura pela legenda. Aí nessa semana, o governador do Rio Grande do Sul disse aí que o apoio à candidatura de Caiado não representa um alinhamento automático dele. E questionado hoje pela CBN sobre esse assunto, Caiado retrucou o colega.

As únicas pessoas hoje no Brasil que não podem requerer presunção de inocência são os candidatos à presidência da República. Na presunção de inocência, todo mundo tem, menos os candidatos à presidência da República. Porque a população já não aguenta mais tanto escândalo, tanta corrupção.

Essa é uma outra sonora que ele diz, que ele critica indiretamente os candidatos à presidência, dizendo que eles não têm benefício da presunção de inocência por estarem envolvidos em escândalo de corrupção. A gente tem a sonora? Não temos. Tudo bem.

O que o Caiado falou? Ele falou que Leite tem uma outra forma de ver a questão da anistia, que ele acha que tem que ser por dosiometria e que não tem que ser anistiado, como ele sugere, mas diz que tem apoio ali dentro do partido dele, negou que haja rusgas internas. Bom, Caiado também nesse evento que aconteceu na Faria Lima, que é o Coração Financeiro de São Paulo, se apresentou para empresários e falou de temas como segurança pública e terras raras.

E foi aplaudido ao criticar a atual gestão do presidente Lula. Disse que o mandatário está mais preocupado em livrar a família dele de crimes do que em governar. Uma referência aí feita em alusão ao episódio que envolveu o filho do presidente, o Lulinha, na CPI do NSS. Carol.

Obrigada, Karen. É, o Caiado está tentando marcar sua posição, seu espaço, né? Não só dentro do partido, mas também no campo da direita. Com certeza. Está vindo a Faria Lima fazendo um aceno para esse eleitorado que é diminuto em relação ao total da população brasileira.

mas muito influente, influente porque são pessoas que doam para campanhas, são pessoas que conversam, que têm um forte poder de convencimento a uma parcela da população e isso se espraia para outros grupos. Então, é isso, ele está querendo se mostrar diante desse segmento, o mercado financeiro, como mais...

confiável e mais combativo em relação ao Lula que o próprio Flávio Bolsonaro. Numa expectativa de que os apoios à candidatura do Flávio Bolsonaro migrem para ele já no primeiro turno e com isso ele inverta aquela expectativa de quem é o mais antipetista. Passe a ser enxergado como o mais antilulista e mais antipetista que o próprio filho do Jair Bolsonaro. Não é...

Um movimento simples, não é trivial fazer isso porque o outro tem o sobrenome do Jair Bolsonaro. E isso vai muito além desse eleitorado da Faria Lima, que ainda tem várias restrições, é o radicalismo da família Bolsonaro. Isso vai para uma outra franja de eleitorado bolsonarista, conservador, que inclui evangélicos, inclui pequenos empreendedores, inclui...

trabalhadores de aplicativos, um outro espectro no qual o bolsonarismo também é forte. Mas o Ronaldo Caiado faz aí um gesto, é uma estratégia que faz sentido dentro do que as pesquisas estão mostrando, mas a gente não sabe se ele vai ter tempo e se vai ter condições de fazer essa inversão de posições com o Flávio Bolsonaro.

Muito bem, chegamos ao fim do Viva Voz de hoje, mas amanhã tem mais, né, Vera? Amanhã com certeza tem mais, nesse mesmo bate horário e bate local. Beijo, Vera. Beijo, até amanhã. Até amanhã, meninas.

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