Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

Para governo, sabatina de Messias sinaliza 'bandeira branca' de Alcolumbre

10 de abril de 202616min
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Lideranças governistas avaliam que o presidente do Senado não atuará a favor e nem contra a indicação. Com isso, o governo Lula terá caminho livre para buscar votos e viabilizar a aprovação de Jorge Messias. No resumo da semana, Vera Magalhães ainda fala sobre a tensão no Supremo, o fim da CPI do Crime Organizado e as novidades do caso Master.

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Participantes neste episódio1
V

Vera Magalhães

HostJornalista
Assuntos6
  • Indicação Jorge Messias ao STFInvestigações sobre Davi Alcolumbre · Conselhos de Lula · Supremo Tribunal Federal
  • Crime OrganizadoAlessandro Vieira
  • O caso MasterDaniel Vorcaro
  • Tensão no SupremoCarmen Lúcia · Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes
  • Expectativas econômicas
  • Ronaldo Caiado
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Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra pra trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990,00 pra CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Viva a voz com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem? Oi Débora, boa noite pra você, pra Carol, pros ouvintes, pra quem assiste vocês. Hoje Viva a Voz remoto, apenas por áudio, porque eu estou presa numa manifestação em São Paulo.

Nossa, boa noite, Vera. Sextou, né, Vera? Presa no trânsito. Não, não, né? Mas temos a sua voz. Mas temos a sua voz. Pera, porque a gente está com um delay. Estão dizendo aqui que o seu som está muito alto. Você pode abaixar um pouquinho, Vera. Delay não, eco. A gente está com eco, porque acho que o seu rádio aí está alto. Se você puder abaixar, acho que melhor aqui pra gente.

ver se melhorou, porque eu já ajustei aqui. Acho que sim. Bom, vamos começar pela notícia de que o Senado marcou de uma tacada só a análise da indicação de Jorge Messias para o STF e a análise do veto de Lula ao projeto que reduziu a pena dos golpistas do 8 de janeiro e também da trama golpista. Qual é a chance de vitória do governo em cada uma dessas pautas, Vera?

Débora, em relação ao veto do Lula, a dosimetria da pena para os golpistas, a chance é zero. Hoje ainda fiz uma nova rodada de conversas, assuntei aqui e ali se poderia ter um acordo para manutenção, pelo menos parcial, do veto. Não, vai ser derrubado. O Congresso entende que é sua prerrogativa decidir isso e que isso foi fruto de um acordo que envolveu vários partidos.

que é uma tentativa de pacificar o país, avaliam que as penas, principalmente dos condenados do 8 de janeiro, ficaram muito elevadas, então o veto vai sim ser derrubado. Mas o governo passou a acreditar que o Davi Alcolumbre fez um gesto.

de trégua ali, de bandeira branca, ao aceitar que a Comissão de Constituição e Justiça marcasse finalmente essa batina do Jorge Messias para o Supremo. Por que trégua? Porque se não vai ajudar, pelo menos não vai atrapalhar. É isso que eu ouvi de lideranças governistas, que o Columbre estaria deixando nas mãos.

do governo conseguir a maioria dos votos, que não vai fazer nenhum trabalho, nenhum esforço em contrário para derrotar o advogado-geral da União e que, portanto, está marcado e está nas mãos dele fazer aquele périplo por gabinetes de senadores, expor as suas ideias.

já expor de antemão o que ele pensa de alguns temas polêmicos e se viabilizar por ele mesmo. Então, nessa matéria, nesse capítulo, o governo passa a ter alguma chance. Ele conta com o apoio do MDB, bastante decidido, então Eduardo Braga, Renan Calheiros vão ajudar o Jorge Messias. Ele conta com o apoio.

do presidente da CCJ, Otto Alencar, que é do PSD, do Gilberto Kassab, está ajudando ele nas conversas, está marcando encontros com grupos de senadores, nomeou um relator que já disse que vai fazer um parecer favorável, então está jogando a favor, e ele conta com tentativas também de ministros do Supremo de conter algumas resistências que existem ao seu nome.

E nisso, uma ajuda improvável de um ministro que foi nomeado pelo Jair Bolsonaro, que é o ministro André Mendonça, com quem Messias tem uma afinidade religiosa. Os dois são evangélicos e isso tem feito com que o André Mendonça discretamente tente desarmar.

algumas tentativas do próprio PL e de outros partidos da direita de desgastar o governo rejeitando Messias. Então, esse é um aliado improvável e importante nesse momento. Agora, Vera, o presidente do Senado da Via Columbre também confirmou que a CPI do Crime Organizado não vai ser prorrogada como você mesmo já tinha dito que ia acontecer, né? Esperado.

Esperado, ele acho que tirou essa semana de trabalho presencial no Congresso para resolver todos os pepinos, todas as pendências, quebrou um silêncio que ele vinha mantendo em relação a uma série de assuntos e definiu algo que a gente já imaginava, que essa CPI está com os dias contados, vai terminar mesmo no prazo, sem nenhum tipo de prorrogação.

Sob protesto do comando da CPI, o senador Alessandro Vieira reclamou, se queixou de que não vai haver tempo para uma série de diligências e depoimentos que eles julgavam ser necessários, mas...

Diferentemente do que fez a CPMI e do INSS, ele disse que o colegiado não deverá ir ao Supremo para brigar pela prorrogação, que vai aceitar a decisão e que vai entregar um relatório.

para que seja votado na terça-feira, próxima terça-feira, dia 14, que é o último dia legal de funcionamento da CPI. Então, eles reclamaram, eles queriam mais tempo, mas, dessa vez, a coisa não vai parar no Supremo, como quase tudo que acontece no Brasil hoje. Vai encerrar por aí mesmo, com a tentativa de aprovar...

um relatório mesmo, faltando ali depoimento que ele queria colher de governadores, entrar em outras áreas e tal, mas assim será, Carol. E Vera, tínhamos aí uma expectativa de um desfecho no Rio de Janeiro para essa semana que acabou não acontecendo, né? O STF adiou a definição sobre a eleição para o mandato tampão para o governo local, o vácuo institucional, o vácuo de poder continua e agora?

Essa votação acabou expondo algumas fraturas a mais ali no Supremo, que já está muito machucado com esse caso do Master, que já está com os seus alinhamentos ali sendo revistos, mas ele mostrou uma divisão que até então a gente não tinha percebido.

com muita clareza. A ministra Carmen Lúcia não gostou da articulação que estava sendo feita pelo grupo do ministro Alexandre de Moraes, com apoio do Flávio Dino, do Cristiano Zanin, para essa coisa da eleição direta. Ela, como presidente do TSE, sentiu que o tribunal foi bypassado, que já havia uma condução que o TSE estava dando para esse caso e que tentaram atravessar o samba.

E com isso ela acabou meio se aliando a um outro grupo do qual ela nem era tão próxima. Ela paira um pouco por cima dessas panelinhas do Supremo. Já até escrevi uma coluna falando quem é quem nas panelinhas.

Mas nesse caso, ela acabou antecipando o voto, votando pela eleição indireta e ficando, portanto, no mesmo bloco do ministro Luiz Fux e dos dois ministros que foram designados pelo Jair Bolsonaro, André Mendoza.

e o Cássio Nunes Marques. Com isso, o Flavio pediu vista para adiar o desfecho e tentar costurar alguma coisa que seja de consenso, que não esbarre nesse mal-estar que ficou depois que eles atravessaram o que o TSE vinha.

decidindo em relação ao caso. Então eles vão usar esse período para tentar costurar, mesmo com esse grupo que não topa uma ideia de uma eleição direta, por vários motivos logísticos, por achar que seria um casuísmo, por achar que isso não está consignado em nenhuma legislação que trata do assunto, eles vão tentar costurar, por exemplo, essa ideia de que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro permaneça até outubro.

Dado o estado de coisas graves que existem na política do Rio hoje, e que não recomendaria que uma eleição feita pela Alerje escolhesse o governador que vai estar no cargo na data da eleição regular.

Então, vamos ver se eles vão conseguir romper esse momento de tensão e de dificuldade de diálogo interno e nos bastidores para chegar a alguma solução de consenso.

Vera, no caso do Master, essa semana a gente teve a divulgação de detalhes das declarações de imposto de renda, e que mostraram pagamentos do Banco Master, escritórios de advocacia, também consultoria de políticos, uma dinheirama. O que isso mostra sobre o modus operandi do Daniel Vorcaro?

Mostra que ele se achava acima da lei, acima do bem e do mal, invencível, achava que o dinheiro literalmente poderia comprar tudo e todos, e que isso explica a falta de qualquer tipo de amarras dele na hora de decidir um esquema de fraude evidente.

porque achava que nunca seria pego, que nunca seria punido, porque tinha construído uma rede de influência forte o suficiente para blindá-lo na justiça, blindá-lo nos órgãos de controle, blindá-lo no Banco Central, em governos estaduais, em prefeituras. E ele quase conseguiu, se a gente olhar.

esse tanto de milhões de reais que ele distribuiu. O esquema das festas com políticos, já tinha para lá e para cá conduzindo autoridades da República. Ele realmente usou uma tática muito sedutora.

que levou muita gente a, inadvertidamente, arriscar a própria biografia nessas relações. Então, se a gente está vendo agora um monte de ministros do Supremo meio em pânico, nessa semana mesmo o ministro Alexandre de Moraes resgatou uma ação lá antiquíssima do PT para tentar mudar, por exemplo, regra de delação premiada.

no momento em que o Vorcário negocia a sua delação, tudo isso é sinal de que muita gente teme o que ele pode vir a falar. E que a gente ainda vai assistir muitos capítulos tensos, delicados e tentativas de virada de mesa, nesse caso que expõe tanta gente.

e que vai ser certamente um dos grandes assuntos da eleição. A gente viu nessa semana também o presidente Lula mudando um pouco a estratégia dele para lidar com esse caso. Até então ele vinha meio silencioso, tentando enxergar um jeito de dizer que esse não é um caso do governo Lula, mas também não queimar os ministros do Supremo.

Nessa semana parece que ele desistiu, viu que não é possível, que o Supremo já está muito queimado em razão desse assunto e resolveu, portanto, se dissociar dos ministros. E aí fez isso de uma maneira muito explícita, jogando praticamente o ministro Alexandre de Moraes aos leões ao dizer que disse para ele que ele deveria se dizer impedido de julgar qualquer coisa nesse caso, e emendando uma frase de que quem quer ser milionário não pode ser ministro do Supremo.

Então, agora é uma tática mais do que nunca de cada um por si, nesse caso, no momento em que essas revelações vêm à tona e chocam todo mundo pelos valores envolvidos e que as delações parecem que estão caminhando ali, sem que a gente saiba direito o que vem de cada uma dessas colaborações, a dele e a do cunhado Fabiano Zé.

Grande expectativa. Vera, para a gente fechar, saiu a primeira pesquisa depois da confirmação de Ronaldo Caiado como pré-candidato do PSD. O que mais chamou a atenção nessa pesquisa?

Chamou atenção essa volatilidade dos votos, Débora, porque 51% dos ouvidos pelo Instituto Ideia, que foi que fez a pesquisa para o canal Meio, dizem que ainda podem rever o seu voto. Isso é ainda mais forte entre os eleitores do Flávio Bolsonaro. Então, de alguma maneira, e pode não evoluir para nada, mas pode evoluir para alguma coisa, a entrada em cena de um outro candidato de direita parece ter feito esse eleitor esperar um pouco da multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa multa

e avaliar qual dos dois seria melhor para canalizar esse sentimento anti-PT e anti-Lula que existe, que é forte, que a própria pesquisa comprova quando mostra que a rejeição hoje do presidente é maior do que aquela que existe a uma volta da família Bolsonaro ao poder.

Então, pelo menos uma colocada de bola no chão, a pesquisa parece mostrar. Em relação ao governo, os dados são todos negativos, avaliação ruim de praticamente todas as áreas do governo e principalmente um ceticismo enorme em relação à economia, que parece difícil de ser dissipado por essas medidas pontuais que o governo tem anunciado quase todo dia, essa semana mesmo, não são medidas na área de crédito.

vem anunciando quase toda semana medidas para conter o preço dos combustíveis e nada disso parece capaz de fazer frente a esse sentimento das pessoas de que a vida econômica delas piorou. Muito bem. Na verdade, na verdade, a gente vai encerrar hoje com música, né, Vera?

Vai, porque essa foi a semana em que todo mundo parou para olhar para o céu, metaforicamente, porque a missão Artemis chegou mais perto, mais longe no céu, mais perto da lua que qualquer homem já tinha chegado, em lados em que o homem não tinha explorado ainda. Isso deu um certo alento no momento em que o mundo assiste chocado, confrontos como a guerra lá no Irã.

ameaças de extermínio de civilizações, parece que a gente pelo menos abriu ali uma porta para olhar para o céu e imaginar um futuro menos distópico e mais poético até, de certa maneira. A tripulação agradou todo mundo. Então eu termino com uma música do Ari Em, que chama Man on the Moon.

dessa vez o homem não desceu na lua, mas deu a volta completa ali, expôs muitas áreas que a gente ainda não tinha visto do nosso satélite.

E assim a gente se despede do Viva Voz desta sexta-feira. Ao som de Arianne. Vera, obrigada, viu? Beijo pra você, bom fim de semana, até segunda. Vocês também, vamos ver se eu consigo chegar em casa em algum momento, gente. Até. Uma sorte, um beijo.

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