Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

Fim da reeleição: Tarcísio reacende debate, mas promessa raramente sobrevive

07 de abril de 202645min
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O pré-candidato à reeleição em São Paulo disse articular a medida com Flávio Bolsonaro e afirmou que a 'reeleição está fazendo mal para o Brasil'. Vera Magalhães afirma que a mudança depende de acordo amplo e costuma ficar no campo das intenções. Ela também comenta o fim da escala 6x1 e medidas do governo Lula para renegociação de dívidas.

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Participantes neste episódio6
V

Vera Magalhães

HostJornalista
A

Ana Carolina Tomé

ConvidadoJornalista
B

Bruna Barbosa

ConvidadoJornalista
I

Igor Cardim

Convidadojornalista
L

Larissa Lopes

ConvidadoJornalista
S

Samanta Klein

ConvidadoJornalista
Assuntos5
  • Dívida Pública BrasilTarcísio de Freitas · Flávio Bolsonaro · reforma política
  • Deslocamento e Endividamento Populacionalprograma Desenrola · uso do FGTS
  • PEC da Escala 6x1governo Lula · impacto no emprego
  • Voto VolátilTiririca · Manuel Gomes
  • Eleições Rio de JaneiroCláudio Castro · Douglas Ruas
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Viva a voz com Vera Magalhães.

Vera Magalhães, boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite pra você, pra Carol, pros nossos ouvintes, pra quem nos assiste. Parabéns pras duas, pelo dia do jornalista. Pra você também, pra nós. Boa noite, Vera. Esse ofício que a gente exerce com paixão e seriedade, né? É isso, a dor e a delícia de ser jornalista.

Muito bem, vamos então à Brasília. Samanta, não, peraí, peraí, não é a Samanta Klein, não. É a Larissa Lopes. Hoje eu dei para confundir as duas, não é? É a Larissa Lopes, que vai trazer informações sobre o projeto do governo em relação ao fim da escala 6x1. Houve um recuo, né, Larissa?

Exatamente, Débora. O governo não vai mais enviar um projeto de lei em regime de urgência aqui para o Congresso em relação ao fim da escala 6x1. Até porque nos bastidores, alguns parlamentares e lideranças têm me dito que a ideia era pressionar, de certa forma, o Gumota a pautar esse tema.

Mas agora, então, a avaliação é que, como ele se comprometeu a montar, então, um calendário ali para essa votação da PEC que já tramita sobre esse mesmo assunto, não teria, então, um porquê enviar um projeto de lei e criar, talvez, ali um climão aqui com a Câmara dos Deputados. Hoje, Hugo Mota, ele que informou primeiro, Débora, que, então, o governo...

não vai mais enviar esse projeto e ele se comprometeu a seguir esse calendário de votação. A tendência é que esse tema passe na CCJ na semana que vem, depois já será criada a comissão especial. E a ideia é que essa proposta seja votada até o fim do mês de maio. Lembrando que para aprovar uma PEC no plenário aqui da Câmara são necessários 308 votos e um projeto de lei seriam necessários.

257 votos, ou seja, uma maioria simples. E apesar dessa sinalização de que vai ser aprovado, pelo menos ali na CCJ, a Comissão Especial, essa proposta, o setor ali de comércio, indústria, serviços...

Esses setores hoje participaram de uma audiência aqui na Câmara e todos se manifestaram contra a aprovação dessa proposta, dizendo que vai ter impacto negativo em relação a emprego e também custos de vida ali de toda a população, principalmente os trabalhadores. Volto com você, Débora.

Obrigada, Larissa, pelas informações. Bem, Vera, embora seja um tema caro ao governo e a alguns parlamentares, importante principalmente no ano eleitoral, tem um setor bastante importante da sociedade que está contra o fim da escala 6x1. E esses prazos no ano, como você já destacou ontem, a gente tem meio ano no Congresso por causa das eleições.

Fim de maio? Não sei, tô achando que eles estão otimistas. É, eu acho também, acho que a coisa tá embolada ali. Achei surpreendente essa decisão do governo de desistir, de enviar o projeto até aqui. Pelas fontes que eu conversei ali no Planalto, eles não cravam isso daí, não batem o martelo. Eles dizem que ainda vai haver reuniões ao longo dessa semana.

para decidir isso e que, portanto, o governo ainda pode enviar o projeto. O presidente da Câmara, Hugo Mota, está se valendo dessa informação para fazer andar.

a PEC para fazer andar a comissão que vai tratar do assunto, porque esse sempre foi o caminho, o percurso que ele prefere. Ele prefere que tramite a proposta que é de autoria de parlamentares do que que o governo mande um outro projeto tratando do mesmo assunto.

O fato é que ontem eu falava aqui para um governo que quer dizer que esse é um assunto prioritário, eles estão muito desarticulados, muito desorganizados. Se você pensa que fontes de um dos ministérios que trata diretamente desse assunto...

Ainda não sabem dizer com toda certeza se o governo vai desistir de mandar o projeto e apostar na ideia de uma proposta de emenda à Constituição. Ou se vai insistir nisso, sinal de que tem uma certa paralisia lá e não sabem direito como proceder. Não imagino que seja...

por conta da oposição que existe de uma fatia do setor produtivo a essa ideia. O governo estava disposto realmente a bancar esse discurso de que o fim da escala 6x1 é justo, de que a redução de jornada total de trabalho é necessária, que dá para fazer isso sem comprometer produtividade, etc. Mas, pelo jeito, não conseguiu...

concatenar essas ideias num texto suficiente para mandar para a Câmara com urgência constitucional, como era o plano até ontem. Diziam que o projeto iria nessa semana. Então, algum revés aconteceu, com certeza.

Até porque desde o começo o governo está meio de carona nessa pauta, né, Vera? Porque não surgiu de dentro do governo, começou a discussão com um vereador aqui do Rio de Janeiro que foi eleito com base na pauta. A deputada Erika Hilton captou que esse tema realmente estava bombando ali nas redes sociais e que mobilizava, apresentou o projeto e o governo pegou uma carona, né?

Exatamente, o governo demorou, ainda não pegou a carona, né? Ainda tá ali esperando. Tá com o dedinho lá na estrada. A dimensão de pegar tá tentando. Tá anunciando que vai pegar uma carona. Então, quer dizer, aí daqui a pouco já passaram todos os carros e a carona já ficou pra trás. Mas é isso, o governo demorou, continua demorando e parece não saber até agora o certo o que vai fazer, né?

Bom, vamos para o nosso próximo tema aqui, porque o governo também tem um outro assunto prioritário para o governo, desde o começo da proposta de campanha do presidente Lula, que é essa questão dos endividados. Ele tentou lançar no começo do governo o desenrola, o desenrola não desenrolou muito, agora ele volta a carga ali tentando um novo projeto para renegociação das dívidas. Samanta Klein agora com a possibilidade inclusive de uso do FGTS, é isso?

Isso, essa então foi uma confirmação do próprio ministro Dario Durigan, lembrando que esse pacote é bem maior, Carol, Vera, Débora, e essa é uma das possibilidades. A grande questão é justamente trazer para os bancos a possibilidade de uma garantia e esse deve ser um dos caminhos adotados pelo governo federal, além da possibilidade...

do uso do dinheiro esquecido nos bancos. Lembrando que aquele programa Valores a Receber do Banco Central tem cerca de 10 bilhões de reais no sistema, ou seja, de pessoas que simplesmente não solicitaram a devolução desse dinheiro que foi esquecido em alguma conta bancária. Portanto, o ministro se reuniu com a bancada do Partido dos Trabalhadores

Disse que esse ponto do FGTS, como uma garantia de renegociação de dívidas, está sendo analisado de forma cuidadosa com o Ministério do Trabalho, há um temor de um uso excessivo do FGTS e o trabalhador acabar ficando sem...

um lastro para eventualidades, como o desemprego, por exemplo, mas também, claro, tem a preocupação com relação ao financiamento da habitação. Esse programa já foi apresentado ao presidente Lula hoje mais cedo, numa reunião com outros ministros.

com foco nas famílias de baixa renda, com ganhos de até três salários mínimos, mas empresas pequenas, pequenas empresas talvez possam ser contempladas também. Lembrando que o anúncio oficial dessa renegociação de dívidas deve ocorrer ao longo desse mês, mas dificilmente ainda nesta semana.

Obrigada, Samanta. O governo está tentando, né, Vera, desenrolar esse pacote, tentando unificar dívidas, dar garantias aí para os bancos oferecerem desconto. Dessa vez, num modelo um pouco diferente, tentando construir uma solução com o setor financeiro, bancário também, né? Exato. Essa questão do endividamento é uma das que mais preocupam.

porque isso é algo que tem potencial de corroer qualquer ganho que tenha sido obtido no governo Lula ao longo desses três anos e pouco, em termos de valorização do salário mínimo, de avanço para uma situação de quase pleno emprego, de ganhos de programas sociais.

de redução de pagamento de imposto de renda por aqueles que ganham menos. Então, tudo isso que foi ganho e que o Lula pretende levar para a campanha, por conta dos juros muito altos e do alto endividamento da população, pode se perder, pode se diluir. A versão do programa anterior, que renegociou créditos, como o Desenrola,

foi muito tímida e não produziu os efeitos que o governo esperava. Não é uma coisa que apareça nas pesquisas que a população acredita ao presidente o fato de ter reduzido o seu endividamento, a manutenção da taxa Selic.

em patamares muito elevados ao longo desses anos todos, levou a que essa situação só se agravasse em vez de arrefecer. A gente tem uma outra circunstância que joga contra também a ideia de combater o endividamento, que é a história da epidemia de vício em bete, de jogo em bete, muita gente se endividou.

Também por conta disso, e isso continua disseminado, por mais que o governo também tenha tomado ações pontuais aqui e ali para combater esse mal. Então, é algo que chega aí num momento em que os números explodem, mas de novo, né?

Aqui a gente repete o mesmo script da questão das blusinhas, da questão da escala 6x1, mesmo das discussões sobre redução do impacto da alta dos combustíveis para a inflação. É um governo que está olhando o seu índice de aprovação e vendo que ele está baixo no ano eleitoral, que as chances reeleitorais do presidente estão reduzidas.

Elas são menores hoje do que eram no fim do ano passado e está buscando aqui e ali em tudo que é possível meios de melhorar essa situação, de melhorar a avaliação que a população faz da gestão como um todo e principalmente da gestão na área econômica, que é aquela que as últimas pesquisas mostram que está impactando mais profundamente.

a imagem do presidente. Então, a gente não sabe se esse catadão de última hora, assim meio desorganizado, assim meio afoito, com cara de que é um tapa-buraco eleitoral, se isso vai ser suficiente para mudar.

aquilo que as pessoas têm. Elas acham que a situação econômica delas piorou nos últimos tempos e não que melhorou. Por mais que a gente tenha indicadores macroeconômicos positivos, isso é muito forte. Quando você tem a sensação de que a sua vida não andou para frente, de que você continua ali trabalhando como um trabalhador precarizado, que você está trabalhando muitas horas, muitas vezes você trabalha...

ali na sua jornada como trabalhador regular e aí no contraturno você trabalha como motorista de aplicativo. Então é tudo muito complicado para o governo tentar resolver com medidas que vão surgindo uma após a outra há seis meses da eleição. Não acho que isso vai ter esse efeito esperado. Se as coisas macro, como o IR, desenrola...

Pé de meia, projetos com nome, sobrenome, estruturados, com uma grande campanha de marketing, não conseguiram fazer o milagre, por que seriam essas medidas aí, saudão de fim de mandato, que fariam? Até porque eu acho que tem um outro desafio, porque essas medidas são voltadas para os inadimplentes e para aqueles que têm um percentual muito grande da renda comprometida com o endividamento.

Tem um dado da CNC que diz que o nível de endividamento das famílias brasileiras passou de 80% em março desse ano. Isso faz parte da estrutura de consumo da família de baixa renda. Quer dizer, você vai pagar uma dívida com a ajuda do governo e provavelmente vai fazer uma nova dívida.

Provavelmente vai contrair uma nova dívida porque a sua renda mensal não consegue fazer frente a todos os seus gastos. E aí entram essas outras circunstâncias, as pessoas gastando muitas vezes, as pessoas de baixa renda gastando com aquilo que elas não podem arcar, não deveriam arcar. São essas bets, esses outros sites de apostas, aplicativos de apostas.

tudo um cenário muito complicado para o governo administrar. Muito bem, vamos aqui para o nosso próximo assunto. Igor Cardim, Brasília, traz aqui informações sobre os puxadores de voto. Tem alguns artistas, normalmente, eu já vi, é artista ex-BBB, o que mais que a gente tem aí de puxador de voto, Igor?

Olha, tem ex-jogador de futebol, tem o cantor do hit Caneta Azul, o Manuel Gomes, que anunciou ontem que vai se filiar, que se filiou ontem e vai se candidatar a deputado por São Paulo. Tem até Socialite também, que entrou nessa lista. Débora, muito boa noite para você e também para os nossos ouvintes.

Esse período eleitoral que é marcado justamente pela filiação dessas personalidades do grande público, famosos influenciadores, ex-jogadores de futebol, à medida que as eleições se aproximam, então cresce a aposta das legendas em torno de nomes com forte apelo popular, capazes de converter visibilidade em votos e também ampliar o alcance político nas urnas.

Neste ano, a lista reúne, como você trouxe aí, de todos os segmentos, pessoas de todos os segmentos. A influenciadora fitness Graciane Barbosa se filiou recentemente ao Republicanos. O ex-jogador Edmundo se filiou ao PSDB.

A apresentadora Silvia Abravanel também se filiou em São Paulo ao PSD. E o influenciador Rico Melquiades se filiou nesta semana, já prometendo bolsa, cirurgia plástica. Também outros influenciadores anunciaram, sinalizaram que entrarão na disputa, principalmente pelos pleitos de deputado estadual e deputado federal.

Também aparecem o ex-atacante Luiz Fabiano, a empresária e socialite Val Marchiori e o cantor Manuel Gomes do hit Caneta Azul, que tenta transformar agora o sucesso em capital político em São Paulo. Essas movimentações revelaram a estratégia dos partidos de todos os anos eleitorais, que é realmente atrair visibilidade e engajamento, sobretudo nas redes sociais, e transformar esses nomes em cabos eleitorais de grande alcance.

Agora, os especialistas com quem eu conversei avaliam que, mesmo sem candidatura formalizada, só a presença dessas figuras ajuda a impulsionar as campanhas majoritárias, principalmente ao executivo local, ao governo do Estado, e também às eleições para a presidência da República. E também funcionam como uma vitrine para essas siglas.

Além disso, a chamada cláusula de barreira, também conhecida como cláusula de desempenho, impõe um limite ao funcionamento dos partidos. Pela regra atual, só tem acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita as siglas que atingirem critérios mínimos, como a eleição de ao menos 11 deputados federais em diferentes estados e 1% ao mínimo de votos também.

distribuídos nacionalmente. E aquela figura de puxador de voto, que ficou muito conhecida pelo deputado federal Tiririca, que atraiu ali dois ou três deputados na sua primeira eleição, ela deixa de existir justamente pela mudança na regra eleitoral. O Guilherme Barcelos, que é especialista em direito eleitoral, diz que esse efeito Tiririca gerou mudança na regra eleitoral. Então, hoje, essas figuras...

partem mais para um lado de atrair visibilidade ao partido do que efetivamente puxar votos. Tiririca foi eleito, reeleito por algumas vezes, inclusive, e em algumas dessas hipóteses ele acabou carregando um, dois, três candidatos da legenda partidária, valendo lembrar, inclusive, que naquela época as coligações nas eleições proporcionais eram autorizadas. Portanto, depois desse fenômeno Tiririca...

O legislador se atentou, reconheceu essa hipótese como um problema, modificando o código eleitoral. Para que o candidato seja efetivamente eleito, ele tem que ter no mínimo 10% desse coeficiente eleitoral. Portanto, o puxador de votos não consegue mais carregar sozinho outros candidatos consigo. Agora, esperar se esses candidatos serão efetivamente eleitos em outubro. Débora.

Obrigada, Igor, pelas informações. Embora tenhamos tido aí essas mudanças, né, Vera? Eu não consigo rir com esses nomes, com alguns nomes esdrúxulos. Eu tenho vontade de chorar, porque essas pessoas, boa parte delas, não tem preparo, não tem plataforma política e vai ser eleita, porque são pessoas conhecidas, e vai tirar o lugar de alguém que pudesse ser sério e realmente...

contribuísse para o país como legislador. Ou seja, o efeito é o Tiririca e o mantra dele vai sendo contrariado a cada eleição, porque pior do que está pode ficar. Mas vocês vejam que isso chama atenção. Por exemplo, meu filho de 17 anos, que vai tirar título de eleitor agora.

Está ouvindo a CBN de volta pra casa num carro de aplicativo. Já ouviu o negócio do azul caneta, não sei o quê, e mandou aqui em caixa alta. Ah, vou votar nele, brincando, claro. Ah, vou votar nele, Manuel Gomes. Ou seja, ele conhece o jovem lá.

que não está muito antenado com política e que vai ver no horário eleitoral que o sujeito é candidato, alguns incautos podem votar no caneta azul, azul caneta. Então é isso, essas pessoas se valem dessa celebridade rápida que elas têm, muitas vezes efêmera.

para tentar entrar na política que realmente é uma coisa que exige ali vocação, exige você ter interesse no coletivo e saber que você vai representar um grupo de pessoas e para que serve o parlamento. Muitas vezes a gente tem parlamentares que estão lá só para lacrar nas redes sociais, não apresentam nenhuma propositura nos quatro anos ou mais que ficam.

à frente de um mandato, estão lá para brigar nas comissões, para fazer aquele showzinho que a gente tem visto que está cada vez mais constante. Quando você vai à Brasília, tem gente andando com o celular pelos corredores do Congresso em vez de andar e cumprimentar os jornalistas, os outros colegas que estão falando com o celular. Então, é uma coisa meio distópica, que acho que não é um fenômeno exclusivamente brasileiro.

mas que é uma coisa do nosso tempo. E que tem a ver com esse discurso antipolítico que é muito perigoso, né, Vera? Porque muitos desses se apresentam com essa plataforma, como o Tiririca era na época. Está cansada da política? Bota no Tiririca porque pior não fica. E esse discurso antipolítico só nos trouxe problemas, né? Porque a política é a arte de negociar, de construir consensos. Isso está cada vez mais difícil, só que não há outro caminho, né, além da política.

Não há outro caminho além da política. Eu acho que isso passa também pela educação, pela educação ali, inclusive, para esses temas, desde cedo, passa pelo jornalismo, hoje é dia do jornalista. Então, o papel importante da gente, como jornalista, de mostrar que a política é necessária e que ela...

pode ser feita de uma maneira correta, para além de escândalos de corrupção e esses factóides, né? Na verdade, essas candidaturas são aquele gênero que vira e mexe a gente é confrontado, que é o do factóide. Sabor político. É isso. Portanto, consciência, minha gente, porque a nossa democracia é representativa, são justamente essas pessoas que vão ditar...

rumos importantes da nossa vida. Vamos fazer aqui uma pausa no Viva Voz, para que o nosso ouvinte fique com notícias da sua região e daqui a pouquinho a gente volta com mais Viva Voz para falar mais de eleições.

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Viva a voz de volta. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que é candidato à reeleição, disse hoje que apoia a PEC de Flávio Bolsonaro que propõe o fim da reeleição para presidente. A Bruna Barbosa explica aqui pra gente. Ela que está em São Paulo. Oi, Bruna. Boa noite.

Oi, Débora. Boa noite para você, para a Carol e para a Vera. O governador defendeu uma reforma política e disse que a reeleição está fazendo mal para o Brasil. Essa fala acontece em meias articulações do senador Flávio Bolsonaro para tentar avançar com essa PEC, essa proposta de acabar com a reeleição aqui no Brasil. É uma PEC que foi protocolada pelo pré-candidato à presidência pelo PL no início de março.

e já reúne a assinatura de 30 senadores. É um texto que ainda não começou a tramitar, mas, como você disse, por essa PEC, somente o presidente da República ficaria inelegível para o mesmo cargo no mandato subsequente. Essa é uma medida que não valeria para prefeitos e governadores. Nos bastidores, aliados avaliam que essa iniciativa funciona tanto quanto um aceno.

para o Centrão, mas um gesto também para o próprio Tarcísio, já que se essa regra valesse a partir de 2027, abriria espaço para uma eventual candidatura presidencial do governador em 2030. E aí eu perguntei para o governador Tarcísio de Freitas o que ele achava disso, ele que é pré-candidato à reeleição aqui em São Paulo, e ele disse que o país precisa discutir mudanças mais amplas no sistema político.

A gente tem que se questionar neste momento em que medida a reeleição está ajudando ou não o país. Em que medida uma pessoa que entra consegue estabelecer uma visão de longo prazo ou fica muito refém da possibilidade de reeleição, deixando ou perdendo tempo, deixando de fazer aquilo que precisa de fato ser feito. Então é um questionamento que eu faço. Eu hoje acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil.

Bom, além de defender que essa PEC é um acerto para o Brasil, Tarcísio de Freitas também defendeu ali o assunto nessa entrevista coletiva. Lembrando que essa é uma proposta que também não exclui o pai de Flávio Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de tentar novamente uma presidência caso saia da prisão. Porque esse é um veto que, segundo o texto...

seria apenas para dois mandatos consecutivos. Então, o próprio Flávio, se eleito, não conseguiria 2030, mas abriria portas, ou para Tarcísio, ou para o próprio pai, se isso for possível. Volto com vocês. Obrigada, Bruna Barbosa, pelas informações. Me parece, Vera, você vai falar mais sobre isso aqui para nós, vai analisar, mas me parece que é aquela medida para...

em benefício próprio, porque como disse a Bruna, se acabar com a reeleição é um benefício para Tarcísio, inclusive se alguma das candidaturas de direita vier a ganhar. E ao se candidatar à reeleição em São Paulo, o discurso dele é justamente para que ele possa dar continuidade aos projetos do Estado.

É, tem um tanto de contradição aí no apoio a isso. Se é um mal para o Brasil, existe sempre a possibilidade de você dizer não, por princípio eu sou contra a reeleição, vou apoiar um outro nome e não é o que ninguém faz, nem da direita e nem da esquerda.

Esse é o tipo de projeto que todo mundo em campanha diz que vai levar adiante e depois de eleito é o primeiro a ser esquecido. Primeira promessa de campanha a ser quebrada é sempre essa do fim da reeleição. Basta lembrar que o Lula primeiro disse...

que acabaria com esse instituto, que levaria ao Congresso uma discussão de reforma política que englobaria o fim da reeleição. Segundo, que ele próprio não se candidataria à reeleição, que ele estava se candidatando em 2022 para resgatar o Brasil, resgatar a democracia, e que ele não seria candidato a mais um mandato, justamente porque esse de agora já seria o terceiro mandato dele. Então, logo ganhou a eleição.

já era pré-candidato à reeleição no dia seguinte e essa história de que não seria candidato já tinha sido sepultada, bem como qualquer defesa do fim do Instituto da Reeleição. Quando se começa a discutir no Congresso por meio de PEC ou de projeto de lei, sempre tem que estabelecer uma regra de transição para dois ou três mandatos para frente, porque...

Parte-se do princípio de que quem já se elegeu com essa regra tem o direito adquirido a uma reeleição. E como os mandatos são todos descasados, sempre vai ter alguém que vai estar sendo eleito pela primeira vez. Então tem que jogar sempre pelo menos quatro anos para frente. Então é uma discussão que é para inglês ver, não é séria.

falando sério, porque aí dependeria de um consenso entre esquerda, direita, centro e uma regra de transição que abarcasse todo mundo. Tem também aquelas outras discussões todas a respeito de coincidência de mandatos, coincidência de eleições e aí os prós e os contras que muitos juristas, muitos especialistas

trazem de cada uma das propostas. Inclusive a ideia de que se você ficar muito tempo sem eleição, fazendo só uma eleição a cada cinco anos, por exemplo, para todos os mandatos, você tira do eleitor a possibilidade de um recall, de dizer se está gostando ou não, se está aprovando ou não determinados mandatos. Então, reforma política é uma das mais difíceis.

de sair do papel, sempre naufraga nesse terreno ali pantanoso das boas intenções versus a realidade. Agora, gente, só uma nota para fechar sobre o Flávio Bolsonaro. Ele sempre passa a impressão de que é um candidato culposo, né? Sem a intenção de se candidatar. Lá no começo ele tinha falado que a candidatura dele podia ser negociada. Depois virou o nome mesmo e ganhou tração e tal.

Dei uma entrevista pro podcast dizendo que o Tarcísio era mais preparado, é mais preparado do que ele. E a frase do Flávio Bolsonaro, preferiria muito mais votar em você do que em mim. Você, no caso, o Tarcísio. É. Depois é desincompatibilização, né? Exato. O que contou ali... Agora é o candidato, mas assim...

O que contou ali, obviamente, foi essa coisa do Bolsonaro e da família, do clã Bolsonaro, de não largar o osso, de deixar todo o poder concentrado ali na família, porque o Bolsonaro não confia na fidelidade absoluta do Tarcísio.

E aí o Tarcísio, a cada oportunidade, faz essas mesuras para mostrar ali lealdade à família, etc. Mas essa não é mais a realidade da direita como um todo. Por mais que o Bolsonaro tenha escolhido o filho...

nessa tentativa de não levar a uma dispersão de votos da direita, ela está acontecendo de alguma maneira. Tem a candidatura do Caiado, tem uma candidatura mais à direita que a do Flávio e mais antissistema que a do Flávio, que é a do Renan Santos, fundador do MBL.

Tem a briga do Nicolas Ferreira com os filhos do Bolsonaro, principalmente com o Eduardo, mas lateralmente também com críticas aqui e ali ao pré-candidato à presidência. Então, a direita brasileira está num momento meio convulsionado. O Flávio conseguiu nas pesquisas se impor como esse candidato principal da direita, mas ele não é a prova de questionamentos.

E esses questionamentos tendem a se intensificar com o avanço da campanha. E também as contradições e as fragilidades do Flávio, essas que ele meio na brincadeira admite, quando diz que o Tarcísio era mais preparado, elas também vão aparecer. Então até aqui ele não foi confrontado e o governo está num momento de desgaste. Mas quando a eleição começar para valer, esse racha na direita e essas fragilidades do Flávio vão aparecer.

Deixa eu trazer só uma informação rápida aqui sobre o Rio Grande do Sul, gente, importante, porque vai ter intervenção por lá no diretório do PT, viu? A direção nacional do PT determinou que o partido apoia a pré-candidatura da Juliana Brizola do PDT no Rio Grande do Sul, é uma intervenção inédita.

no PT Gaúcho, tomada pelo grupo de trabalho eleitoral que se reuniu hoje. Vai ser a primeira vez na história que o PT não terá candidato próprio a governador no Rio Grande do Sul. O PT Gaúcho sempre foi muito forte, né? É uma intervenção, então, da direção nacional no PT Gaúcho, que insistia em manter a candidatura do Edgar Preto.

já estava até trabalhando na pré-campanha, mas o presidente do PT, Adinho Silva, já tinha mandado um recado claro ao PT do Rio Grande do Sul de que se o diretor estadual não recuasse, essa determinação partiria aí da cúpula do partido e de fato temos então essa decisão, intervenção federal no PT Gaúcho para apoiar o PDT e garantir aí o arco de alianças de apoio à reeleição do presidente Lula no campo nacional.

A esquerda gaúcha sempre foi uma das mais divididas. Essa cisânia entre PDT e PT é histórica no Rio Grande do Sul. E aí, se repetindo, só que agora a ordem é que o Diretório Nacional vá centralizar a política de alianças. Então, daí essa ideia de intervenção para garantir uma aliança, porque o Lula já está muito fraco de palanque, não conseguiu ampliar para além da esquerda. E aí E aí

e, portanto, não quer correr o risco de azedar a relação, mesmo com um partido de pequeno para médio, como é o caso do PDT. A gente faz agora uma pausa no Viva Voz para que você fique com notícias da sua região. Na volta tem Tiago Bronzato, diretor da sucursal do jornal O Globo em Brasília, que vai falar sobre as discussões em torno das eleições do mandato tampão no Rio de Janeiro.

Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra para trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990 para CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

São 6 horas e 50 minutos, já está conosco na linha o Tiago Bronsato, diretor da sucursal do Globo em Brasília. Boa noite, Tiago. Boa noite, Vera. Boa noite, Débora. Boa noite, Carol. E boa noite aos ouvintes. Oi, Bronsato. Tudo bem? Boa noite. Bronsato, antes da gente falar de assuntos menos importantes, teve arco-íris aí em Brasília hoje ou não?

Olha, o céu aqui ultimamente só anda meio fechado, nuvem para tudo quanto é lado, tempestade, muita confusão, viu? Sem arco-íris por aí. Não tem muito arco-íris por aqui. Ah tá, porque hoje São Paulo foi um show de arco-íris para tudo quanto é lado, pelo menos quebrou um pouquinho a tensão com a guerra lá no Irã e com outros assuntos.

Ah, manda um pouco pra cá, a Brasília tá precisando um pouco Vamos, vamos fazer uma remessa de arco-íris de energia, como diria a Xuxa E de preferência ali no Supremo, né? Precisando um pouquinho mais Falando de temas menos coloridos e mais terrenos a gente tem amanhã o julgamento do Supremo sobre as eleições do Rio ele foi avocado pro plenário físico

depois de começar no plenário virtual, e os votos que já foram dados não são garantidos, não se sabe se vão ser mantidos. Qual deve ser o futuro da eleição do Rio para esse mandato tampão nesse julgamento de amanhã?

É isso mesmo, Vera. A tendência é que o Supremo tente encontrar uma saída para não deixar o Rio de Janeiro num limbo político que pode agravar ainda mais o cenário de insegurança vivida pelo Estado. Há 15 dias o Rio está sendo governado de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, que assumiu o Estado após a renúncia de Cláudio Castro, que abriu mão do cargo para evitar cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral.

O natural seria o vice de Castro, Tiago Pompolha, assumir o governo, mas ele deixou o cargo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. E aí começa a confusão, porque o próximo, na linha sucessória, seria o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, o ex-deputado Rodrigo Bacelar. Mas Bacelar, que é investigado por suspeita de vazar uma operação policial contra o Comando Vermelho,

Foi cassado. E aí a Assembleia Legislativa do Rio elegeu o deputado Douglas Ruas, aliado de Castro e Bacelar, para a presidência da casa. Só que o Tribunal de Justiça chamou o VAR e anulou essa votação. E aí o Estado ficou sob a gestão de desembargador.

Parece uma novela toda racumbolesca, né? E é essa novela que o STF vai ter que desenrolar amanhã e decidir o futuro do estado do Rio de Janeiro, né? Porque o Supremo vai colocar em votação amanhã se o Rio precisa promover eleições diretas, ou seja, com os eleitores indo às urnas para escolher o seu candidato, ou se está valendo a eleição indireta e que integrantes da Assembleia Legislativa escolhe quem deve assumir o governo do Rio.

Hoje há uma ala de ministros do Supremo que tenta costurar um acordo a favor da eleição direta. E esse grupo é composto principalmente pelos ministros Alexandre de Moraes, Dilma Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, que é o relator do processo no Supremo. O Zanin tem dado sinais de que ele deve defender um voto que, se organizar direitinho, dá para realizar eleição direta no Rio até julho desse ano.

e depois ocorrem normalmente as eleições gerais em outubro. Mas essa visão divide um pouco ali opiniões no Supremo. E alguns ministros, como a própria presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carmen Lúcia, acham que não daria tempo de realizar uma eleição em julho, e que além de tudo seria muito custoso para a Justiça Eleitoral realizar duas eleições seguidas no Rio de Janeiro.

Então, para buscar um consenso, o Zanin deve deixar uma porta aberta em seu voto para compor uma saída em que todos concordem em realizar uma única eleição direta em outubro deste ano, preservando o calendário eleitoral. O próprio presidente do Supremo, vale lembrar, Edson Fachin, já sinalizou publicamente também que deve buscar um consenso.

durante o julgamento de amanhã. Afinal, o Supremo sabe que o que está em jogo é a segurança jurídica e a estabilidade do Estado. Não é pouca coisa, né? Agora vamos combinar, né, Bronzato, que organização não é o forte das instituições no Rio de Janeiro. O PGR se manifestou hoje a favor da eleição direta. Por quê?

Olha, porque a Procuradoria Geral da República, ela não quis transformar a renúncia do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, num case de sucesso para políticos enrolados, né?

Pensa só, um político prestes a ser banido das urnas, faz uma manobra para se levar da punição e ainda emplaca o seu sucessor para comandar o caixa do Estado. Então a PGR olhou para essa pirueta política e disse que não iria colar. E aí ela decidiu se manifestar.

contra essa posição e defender a eleição direta para o governo do Rio. O parecer da PGR acaba, de alguma forma, também, fortalecendo essa ala do Supremo que vem olhando com desconfiança para esse roteiro político que tem sido montado no Rio e também acaba dando mais força para o Cristiano Zanin amanhã ao defender a eleição direta no julgamento que deve ocorrer nessa quarta-feira.

E a Procuradoria também sabe que, no fundo, não está só se discutindo o modelo da eleição no Rio. Está se discutindo também que tipo de recado a justiça quer mandar sobre renúncias estratégicas e como pode evitar também que, no futuro, algumas espertezas políticas virem jurisprudência. O Bronzato, e como é que o desfecho dessa eleição aqui no Rio pode afetar a campanha do Flávio?

Carol, pode afetar muito, porque quem senta na cadeira de governador no ano eleitoral,

ele não é só o cargo, é de uma vitrine política, nomeação, obra e a possibilidade de transformar a máquina pública num poderoso cargo eleitoral. E de olho nisso, o grupo do Cláudio Castro, com o apoio do Flávio Bolsonaro, tenta a todo custo emplacar Douglas Rua no comando do Estado. Douglas Rua, vale lembrar, é um deputado estadual de primeiro mandato e foi servidor concursado da Polícia Civil do Rio.

Em fevereiro ele já até havia sido anunciado como pré-candidato ao governo do Estado pelo PL para enfrentar o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, cujo grupo político tem tentado barrar a eleição de ruas ali por meio de uma ação no STF.

E o grupo do Castro e do Flávio tem tentado, então, de alguma forma, se apropriar do governo. Porque sabe que se tiver o Estado nas mãos, já entra com uma vantagem na campanha eleitoral. Porque uma coisa é você pedir voto com santinho e discurso. A outra, bem diferente, é pedir voto com orçamento, obra, agenda oficial e colocando a máquina para trabalhar ao seu favor.

Então não é só palanque, o Flávio, o Cláudio Castro e também o Douglas Ross sabem que ter o controle do Estado é muito estratégico para essa campanha política. Do outro lado, porém, você tem o grupo do prefeito do Rio, o Eduardo Paes, que quer evitar esse movimento. E o Paes já anunciou que vai disputar o governo do Estado.

E o seu campo político tem trabalhado fortemente nos bastidores para evitar que esse grupo bolsonarista transforme toda essa confusão sucessória no Rio em um bônus de campanha. Por isso que o julgamento no STF é tão decisivo. Então amanhã estaremos de olho no STF, na quinta-feira, a depender do resultado, talvez a gente volte a falar disso com o Tiago Brunzato, diretor da sucursal do Globo em Brasília. Obrigada por hoje, Tiago.

Obrigado, uma boa noite. Valeu, Tiago. Boa noite. Boa noite. E assim a gente se despede do Viva Voz de hoje. Obrigada, Vera. Até amanhã. Mas antes não, né? Tem música hoje? A gente escolheu.

Olha que hoje eu cheguei a fazer uma playlist espacial por causa da Artemis, que eu tô viciada com monofoco no espaço. Mas o arco-íris acabou passando à frente da lua aqui nas menções. Tô precisando dele aqui no Rio de Janeiro, hein, gente? Um super chucha contra o baixo astral, porque o negócio tava puxado aqui pro nosso lado.

Isso, amanhã a gente te manda um arco-íris de energia aí, Carol Moran. Os fluminentes estão precisando. Vamos dar para o Supremo e para vocês aí. E valeu pela natureza, pelo arco-íris duplo aqui em São Paulo. Choveu durante a madrugada e amanhecemos com esse presente, com vários presentes, porque foram vários arco-íris, né? Em várias regiões aqui, em vários pontos da região metropolitana que durou até agora tarde. Antes de escurecer, a gente estava vendo aqui pela janela um lindo arco-íris.

Valeu, gente. Beijo, até amanhã. Boa noite, gente. Até. Beijo. Quer proteger a experiência do seu adolescente online? No TikTok, a segurança vem desde o início. As contas de adolescentes já vêm com mais de 50 ferramentas de privacidade e proteção ativadas automaticamente. E com a sincronização familiar, os pais podem ajustar configurações de conteúdo e bem-estar digital com poucos cliques.

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