Marina Silva: 'Posso contribuir para disputa do Senado, que será fundamental para equilíbrio da democracia'
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- Democracia e Sistemas de Governoequilíbrio da democracia · combate à desigualdade
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- Filiação PartidáriaPartido Verde · PT · PCdoB · PSOL · PSB
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Viva a voz com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem?
A imagem da Vera está congelada. Será que a Vera nos ouve? Acho que caiu, hein? Caiu a nossa comunicação com a Vera Magalhães. A Vera está remota hoje. Ela avisou ontem que faria o ponto final remotamente. O Viva Voz, ou melhor, remotamente hoje. Véspera de feriado, né, Carol? Daí a gente...
A gente dá essa colher de chá. Vamos tentar retomar o contato aqui. Oi, Vera, boa noite. Oi, meninas. Oi, boa noite. Boa noite, Vera. Agora sim. Minha conexão falhou rapidamente, mas já estou de volta. Boa noite para todos. E, Vera, hoje nós temos uma convidada aqui no Viva Voz, certo?
Certo, já está conosco, conectada também. Hoje seremos quatro mulheres aqui nessa tela, algumas remotas, mas a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que deixou o Ministério nesta semana, assim como outros colegas de pastas, para se candidatar em outubro. A lei eleitoral manda que os ministros se desincompatibilizem em abril.
E a ex-ministra aceitou falar com a gente aqui no Viva Voz para fazer um balanço desse período, falar um pouco de futuro. Boa noite, ministra. Seja bem-vinda. Boa noite, velha. Que bom que estamos nós quatro aqui. Boa noite. Boa noite, ministra.
Ministra, vou começar perguntando para a senhora do por vir, não do que veio, mas a gente vai falar de tudo. Quero saber o que vem por aí, para onde a senhora vai, se a senhora vai mudar de partido ou vai ficar na rede, e a que a senhora será candidata em outubro.
Bem, Vera, eu quero também falar, claro, de balanço, encerrando aí três anos de gestão que passa por reconstrução e afirmação de políticas com excelentes resultados na minha percepção e de boa parte da sociedade, mas obviamente que nós estamos num momento de decisões políticas, eu me afastei do Ministério do Meio Ambiente, graças a Deus que vimos.
uma gestão com o secretário-executivo João Paulo Capobianco de continuidade e ampliação do legado e isso para me tornar apta do ponto de vista da legislação eleitoral para a construção de uma possível candidatura ao Senado.
Esse é um processo que já, em parte, está definido com o Haddad como nosso candidato a governador e a ministra Simone Tebbitt como nossa candidata ao Senado. A segunda vaga está em discussão e, a partir de agora, eu estou apta.
a dar a melhor contribuição para que a gente possa ter no Senado uma candidatura que vai levar à causa do desenvolvimento sustentável sem sombra de dúvida, mas também de colocar São Paulo na liderança de um novo círculo de prosperidade com democracia, combate às desigualdades e sustentabilidade.
Então, ministra, é Débora aqui falando. Boa noite. Podemos dizer que a chapa já está fechada. Simone Tebet e a senhora como candidatas ao Senado por São Paulo. E por qual partido? A senhora sairia da rede e disputaria por qual partido? Olha, Débora, o que eu falei foi o seguinte. A chapa para o governo e a primeira vaga do Senado já está definida. A segunda vaga está em discussão.
Está posta também uma discussão sobre o nome do ministro Márcio França e o meu nome também sendo colocado. Nós estamos fazendo uma construção que, da minha parte, é uma construção tranquila. Eu sei que posso dar uma contribuição para essa disputa do Senado, até porque ela vai ser fundamental a partir de 2027, tanto do ponto de vista do equilíbrio, da democracia, do respeito.
a independência dos poderes, mas também de como vamos fazer os enfrentamentos de combater desigualdade, criar prosperidade econômica e preservar as bases naturais do nosso desenvolvimento, que é o grande debate que está posto para o Brasil e para o mundo, sem sombra de dúvida, em um ambiente político e geopolítico altamente desafiador. Essa discussão está feita e eu faço ela com muita tranquilidade.
em relação ao que é melhor para a candidatura do Haddad, que se Deus quiser será nosso governador e o povo de São Paulo assim o desejar, e o presidente Lula, que tem que continuar as políticas que fizemos, tanto as que reconstruímos, quanto aquelas que fomos capazes de inovar com um índice de sucesso muito elevado.
E o partido, ministra, a senhora já definiu se fica na rede ou sai, recebeu alguns convites, né? Sim, vários convites, me sinto muito honrada em relação a esses convites todos, do PV, do PT, do PCdoB, do PSOL, do PSB, do próprio PDT, e isso para mim é uma deferência, com certeza, a causa que eu tenho me dedicado a ela.
desde que nasci praticamente, até os 16 anos, sem ter consciência de que era luta política em defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável, a partir dos 17 anos, com essa consciência política. Eu me sinto muito honrada. O que eu estou fazendo é discutindo a... Não, estamos ouvindo a senhora. Ah, desculpa, que aqui para mim deu um tilt, desculpa.
O que eu estou fazendo é uma discussão dentro da própria rede para manter o partido que foi criado como parte desse grande ecossistema que defende democracia, direitos humanos, combate à desigualdade e sustentabilidade. A rede é um partido que vocês conhecem, como foi o processo de fundação, um partido que busca a inovação política e colocar na agenda, no centro da agenda.
política é questão de um novo ciclo de prosperidade. Infelizmente, os canais internos democráticos que foram criados, eu considero que eles estão bloqueados hoje, nós recorremos à justiça e estamos fazendo esse bom combate. Eu tenho defendido que a gente precisa fortalecer o ecossistema do campo democrático. Eu considero que o Partido dos Trabalhadores é o grande bioma da democracia.
e dessas questões que eu acabei de levantar, e que existem partidos que é como se fossem ecossistemas. E um bioma, ele é forte se tiver vários ecossistemas, ele se torna mais resiliente. Foi isso que possibilitou o presidente Lula ganhar as eleições em 2022. Portanto, na discussão dentro da Federação Rede do Sol...
Como o PSB já tem a candidatura vice, já tem a nossa querida Simone Tebbit como candidata ao Senado, é legítimo que o campo rede pessoal também se coloque para uma candidatura, ainda mais se todas...
Estamos pontuando muito bem nas pesquisas. Verdade. Vamos falar um pouquinho então da gestão no Ministério. Ministra, a senhora voltou depois de um período de governo Bolsonaro em que muitas das políticas, inclusive de prevenção a desastres ambientais, a devastações...
tinham sido descontinuadas. Então, teve todo um período de reconstrução e de redução dos indicadores relativos a desmatamento em vários biomas. Queria que a senhora dissesse o que a senhora acha que foi o maior legado dessa sua segunda passagem pelo Ministério do Meio Ambiente. Bem, essa parte, como você falou, Vera, da reconstrução, da restauração de políticas que haviam sido abandonadas, como...
a política em relação a combate a desmatamento, enfrentamento do problema das mudanças climáticas, a questão do fundo Amazônia, desestruturação tanto orçamentária quanto institucional do Ministério e suas instituições vinculadas. Só para ter uma ideia, nós elevamos o orçamento do Ministério do Meio Ambiente em 120%, fomos capazes de fazer toda a reestruturação, inclusive concurso público, colocando mais mil.
e 500 servidores no sistema MMA, com os resultados que vocês sabem, que foi de queda de desnatamento de 50% na Amazônia, uma queda de mais de 32% no país inteiro, e nos incêndios tivemos o mesmo em relação ao ano passado. Mais de 90% queda dos incêndios no Pantanal, cerca de 35% no Cerrado, e 75%...
Na Amazônia, aumentamos frota, estrutura, créditos, aumentamos o número de brigadistas. Então, tudo isso já vem como legado desde a minha primeira gestão. Vocês sabem que o PPCDAM foi criado a partir de 2003, implementado em 2004. Nós retomamos essas políticas, elas deram mais do que certo, mas eu diria que agora, além de reconstrução e retomada dessas políticas, o grande legado...
é termos entrado de cabeça na agenda da transversalidade, criando instrumentos financeiros potentes para a agenda de desenvolvimento sustentável. No caso, nós fomos capazes de fazer com que o Fundo Clima, que tinha apenas 400 milhões, hoje, quando junta o Fundo Clima com o Ecoinvest, que nós criamos junto com o ministro Fernando Haddad do Ministério da Fazenda.
Nós temos um volume de recursos mobilizados na ordem de 176 bilhões de reais para investimento climático na área de transição energética, adensamento tecnológico, restauração.
de área degradada tanto para recomposição de ecossistemas quanto para processos produtivos na área de agricultura. Nós colocamos uma parte de recursos catalisadores e fomos capazes de fazer com que viessem recursos privados na ordem de até 5 para 1 dos recursos públicos que nós criamos. Além disso, nós criamos o TFF, reestabelecemos o TFF, reestabelecemos o TFF, reestabelecemos
o Fundo Amazônia, que hoje conta com cerca de 4 bilhões para serem tomados e esses recursos já sendo implementados em várias modalidades. Ministra, desde o início do governo, a senhora defendeu a criação de uma autoridade climática nacional, que acabou não saindo do papel. O que isso revela sobre a prioridade do governo Lula em relação à crise climática? Olha, a crise climática é enfrentada de várias formas.
Na agenda de mitigação, acho que demos uma grande contribuição. Nós fizemos o plano clima e no plano clima nós já temos todos os programas, são para mitigação oito programas que já estão sendo implementados. Na parte de adaptação, 16 programas já em processo de implementação. Estabelecemos as NDCs com meta de redução entre 59% e 67%, com redução para todos os setores da economia.
e todos os gases até 2035. Na parte de desmatamento, evitamos lançar na atmosfera mais de 750 milhões de toneladas de CO2. Recuperamos a criação de unidades de conservação, enfim, tem muitas coisas. A questão do enfrentamento na adaptação, que é a ideia de criarmos um sistema nacional, um sistema único.
de segurança climática. É porque o que ficou, na verdade, foi a questão da autoridade, mas a autoridade, digamos assim, é o último passo dessa agenda. Nós temos que, primeiro, criar a figura jurídica da emergência climática permanente para os 1.942 municípios que são sujeitos a eventos climáticos extremos, segundo os dados do Semadem. Nós temos que criar o Conselho Nacional de Segurança Climática.
o comitê técnico-científico que dá suporte às ações do governo, dos governos estaduais, nessa agenda de prevenção e combate às emergências ambientais e a autoridade climática, que é o operador dessa agenda. É um debate complexo porque isso envolve categorias que não existem no sistema e nem no ordenamento jurídico do país. Imagina o que é você ter...
1.942 países em estado permanente de emergência. Isso mexe com inúmeros vetores, como, por exemplo, o setor de seguros. Nós não temos como fazer essa movimentação sem antes ter um, digamos assim, um arcabouço jurídico que converse com todos esses elementos. A autoridade vem para fazer o papel de ser esse operador, assim como nós temos a Secretaria de Combate ao Desmatamento dentro do Ministério do Meio Ambiente.
Esse debate continua dentro do governo, o presidente Lula pediu que isso fosse colocado de pé e continuará o trabalho agora na gestão do João Paulo Capobianco. Mas eu diria que as sementes da autoridade climática com todo esse arcabouço jurídico, o mapa do caminho...
para sair da dependência de combustível fóssil e de desmatamento. A questão da BR 319 com governança para ser feito de forma sustentável, isso já está colocado e em avançado processo de formulação.
Agora, ministra, a senhora citou vários avanços da sua gestão, mas a gente teve alguns reveses na área ambiental que independem da vontade do Ministério do Meio Ambiente, por exemplo, no Congresso, com a aprovação do PEL e da devastação. Tivemos autorização também de prospecção do petróleo na margem equatorial, lá do Amazonas. Gostaria de saber da senhora o tamanho do desafio para os próximos quatro anos. Presidente Lula é candidato à reeleição, se a senhora gostaria de voltar a ocupar o Ministério do Meio Ambiente e o tamanho do desafio diante dessa nova realidade, desse arcabouço legal.
Eu já tive a felicidade de ser ministra pela terceira vez e eu agradeço a Deus, ao povo brasileiro e ao presidente Lula por essa oportunidade, inclusive, de ter ajudado junto com a minha equipe, que agora dá continuidade a esse trabalho, de fazermos a reconstrução e de firmarmos novas políticas altamente exitosas como as que eu acabei de falar.
O próximo governo do presidente Lula, obviamente, vai montar sua equipe de acordo com aquilo que ele acha que é o melhor para essa nova fase, que se Deus quiser, haverá de vir em defesa da democracia, dos direitos humanos, da soberania e do desenvolvimento sustentável do nosso país. Em relação aos desafios que estão postos, como você falou, esse do Congresso, de fato, não depende.
nem da vontade do Ministério, nem do governo do presidente Lula. Nós fizemos um esforço muito grande, o presidente Lula fez 63 vetos para o PL da devastação, que foi aprovado no Congresso Nacional. Infelizmente, não conseguimos manter esses vetos e o governo está buscando formas de não permitir que a legislação ambiental seja demolida. O licenciamento...
é uma ferramenta potente de proteção ambiental e de proteção da vida das pessoas. É que as pessoas não veem os desastres evitados. Se não fosse uma boa estrutura de licenciamento, que faz muitas entregas, nós licenciamos mais de 300, quase 400 bilhões de reais.
em empreendimentos, o IBAMA praticamente dobrou a sua capacidade de licenciamento, isso ninguém vê, obviamente, como diz o Lacan, as pessoas botam o olho na falta. E a questão da margem equatorial, como já foi dito, é um processo de prospecção, ainda não é exploração de petróleo, o IBAMA melhorou sobremaneira todo o processo de licenciamento em relação aos cuidados, a licença foi negada por duas vezes.
E o Ibama, na terceira vez, entendeu que deveria dar a licença. E como eu disse, foi uma licença técnica. Até porque os nossos servidores, quando o processo fica pronto, eles põem no sistema. Seja para dizer sim, seja para dizer não. Que é uma forma deles se protegerem de interferências políticas. Quando eu dizia, vai ser uma licença técnica se for sim ou não...
É porque o Ibama tem autonomia para fazer isso, porque ele olha para os aspectos de garantias ambientais. Quem decide se vai ou não vai explorar petróleo não é o Ministério do Meio Ambiente, é o Conselho Nacional de Política Energética.
Ministra Marina Silva, obrigada pela entrevista. A gente ainda vai se falar ao longo da campanha, inclusive quando a senhora definir aí o seu caminho, o mapa do caminho, a gente volta a se falar. Fica já o convite para a senhora voltar à CBN sempre que possível. Obrigada. Muito obrigada a vocês, muito obrigada. Uma satisfação estar aqui com vocês. Um abraço. Tchau. Um abraço. Obrigada, ministra. Boa noite.
São 6 horas e 21 minutos e temos outros assuntos ainda sobre desincompatibilização. O vice-presidente Geraldo Alckmin deixou o Medique para se dedicar à campanha eleitoral. Ele continua na chapa com o presidente Lula como candidato à vice. Larissa Lopes tem mais informações. Hoje ele reuniu jornalistas para fazer um balanço e subiu o tom, né Larissa? Boa noite.
Sim, Débora, boa noite para vocês e para todos que nos acompanham. Bom, você ia falando aí sobre o Ministério, Débora, e ele deve deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio até sábado, mas ele não quis confirmar ainda o substituto, mas ele indicou que poderia ser o atual Ministro do Empreendedorismo, Márcio França.
E sobre compor a chapa do presidente Lula, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ele disse que quem defende a ditadura não poderia nem concorrer às eleições. Ele será, mais uma vez, vice, então, do presidente Lula e sem citar o adversário pré-candidato do Pérez, Flávio Bolsonaro, hoje, ele disse que o governo vai, no momento da campanha, fazer o enfrentamento e mostrar quem salvou a denunciação.
Questionado também sobre as pesquisas eleitorais, Débora, que coloca um Flávio empatado até mesmo na frente de Lula, Alckmin disse que pesquisa é momento, mas o que vai valer mesmo é quando a campanha começar, de fato. A campanha é um momento alto da vida pública.
que você vai poder comparar, você vai poder comparar, mostrar, comparar governos, fazer comparações. Se você pegar de um lado, democracia. Presidente Lula, nós salvamos a democracia. Essa é a realidade. Então, democracia versus ditadura, autoritarismo. Aliás, quem defende ditadura não devia nem ser candidato. Isso não acredita no povo, para que disputar?
Ele ainda disse que ficou honrado com o anúncio de Lula sobre a sua pré-candidatura a vice-presidente durante a reunião ministerial na última terça-feira. Débora.
Obrigada, Larissa, pelas informações. Essa subida de tom, Vera, já tem a ver com essa estratégia política, essa comparação foi uma orientação do próprio presidente Lula, aos ministros, durante a reunião ministerial. E um segundo ponto, se Márcio França assumir o Ministério do Desenvolvimento, aí abre caminho totalmente para a Marina Silva se candidatar na segunda vaga ao Senado.
É, exato, Débora. O Márcio França não é o tipo de político que costuma topar ficar sem mandato. Então, acho que vai ser uma negociação ali complexa com ele, ainda mais diante de pesquisas que mostram um quadro apertado.
para o presidente Lula, pensar, a pessoa pode ter garantia de que vai emplacar um ministério caso o Lula seja reeleito, mas caso ele não seja reeleito, ele fica quatro anos ali, ou dois, pelo menos até a eleição municipal.
sem mandato, então uma negociação que vai ter de ser feita. O fato é que o Geraldo Alckmin está sendo escalado para ajudar a confrontar a direita, vai ser usado o Flávio Bolsonaro e também o Tarcísio. Não é muito o estilo dele, às vezes em que ele falou em tom mais elevado.
como na campanha de 2006 contra o próprio Lula, ele parecia ali fora do figurino dele, ter de subir muito o tom. Tanto que em 2018, quando ele teve uma votação bem modesta...
apesar de ter o apoio de muitos partidos, isso foi atribuído ao fato dele não conseguir chegar no tom do Bolsonaro na crítica ao PT, de se colocar como sendo ele o antipetista naquela ocasião. E agora é pedido a ele o contrário, que ajude a defender um governo do PT contra a direita e a extrema-direita. Então, acho que vai ter que entrar ainda um pouco nesse script que não é algo confortável para ele, esse confronto direto, mas dá amostras.
de que está disposto a ajudar. Eu acho que ele vai ser mais útil quando ele for fazer o confronto de programas, principalmente em São Paulo, vai poder usar as gestões tucanas e contrapor ao governo do Tarcísio para tentar construir essa ideia que deverá ser defendida pela campanha do Haddad, pela campanha do Lula, de que o Tarcísio pouco fez de inédito e de programas com marcas próprias nesse período que ele ocupou o Palácio dos Bandeirantes.
Muito bem, a gente agora faz uma pausa no Viva Voz. Nosso ouvinte fica com notícias da sua região. E, na sequência, a gente volta com declarações do presidente Lula, que defendeu o PIX, que foi, mais uma vez, criticado pelos Estados Unidos.
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Estamos de volta, e a Larissa Lopes também, mais uma vez com a gente de Brasília, agora para falar sobre declarações do presidente Lula hoje em defesa do PIX. Ele fez críticas a um relatório do governo americano com críticas ao PIX e falou também sobre os preços do gás de cozinha, né Larissa?
É isso mesmo, Carol. Hoje Lula cumpre agenda na Bahia e ele então falou sobre o PIX, dizendo que o PIX é do Brasil e que ninguém vai mudar isso. Essa declaração foi durante o evento do BRT em Salvador.
já no encerramento da agenda, quando ele foi lembrado pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, para mencionar o tema. Então foi ali no último minuto, dá para ouvir até pelo microfone do presidente Lula, quando o Sidônio fala, você esqueceu de falar do Pico.
Então, ele disse que os Estados Unidos fizeram um relatório essa semana sobre o PIX e disseram que o PIX distorte o comércio internacional porque acham que cria problema para a moeda deles. Então, Lula disse que o PIX é do Brasil e ninguém vai fazer o governo mudar essa modalidade de pagamento pelo serviço que ele está prestando para a sociedade brasileira. E Lula acrescentou também que o sistema pode até passar por aperfeiçamentos, mas descartou mudanças estruturais nessa modalidade.
Lembrando que essa fala do presidente Lula foi logo depois que o governo de Trump voltou a incluir o PIX em um relatório oficial sobre barreiras comerciais. E também, Carol, de olho já nas eleições, o presidente Lula tem explorado temas populares nos últimos discursos em viagens pelo Brasil. É também destacado entregas, o que até provocou um puxão de orelha.
do, até o momento, ministro da Casa Civil, Rui Costa, a Sidone Palmeira, perguntando, então, se o povo sabe o que está sendo entregue. Eu falei até, então, ministro da Casa Civil, Carol, porque a previsão é que, hoje ainda, sai a exoneração de Rui Costa, porque a previsão era que, logo depois dele cumprir essa agenda na Bahia com o presidente Lula, fosse, então, publicado um...
Fosse então publicado um diário oficial extra com a exoneração. E falando sobre o gás de cozinha, Carol Lula disse que a Petrobras vai anular o leilão que elevou o preço do gás de cozinha. Essa foi uma fala também na Bahia. Ele disse que foi feito esse leilão com cretinice e bandidagem que fizeram com óleo diesel. Diz que as pessoas sabiam da orientação do governo da Petrobras.
mas aumentaram o GLP e Lula disse, fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras e que isso vai ser revisto e anulado e que o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra. Essa última afirmação foi a TV Record na Bahia. Carol. Obrigada, Larissa. Dois assuntos de grande apelo popular, né, Vera? Pix e gás de cozinha.
O PIX, que é um apelo popular positivo, é algo bem avaliado, mas que não é uma conquista e uma bandeira da gestão do Lula. Virou realmente um patrimônio do Brasil e é muito difícil para...
qualquer governo ou para qualquer lado da política querer mudar o Pix ou rever qualquer coisa em relação ao Pix. A questão do gás de cozinha se inscreve no outro lado da moeda, que é o impacto da guerra do Irã sobre os derivados todos de petróleo, além dos combustíveis. Vocês me ouvem? Sim.
Ah, eu ouvi um barulho de telefone, acho que devia ser da Larissa. Eu falei, nem estou por telefone, mas tem um barulho aí, acho que era da repórter. Então, além dos combustíveis, tem um impacto também sobre o gás de cozinha. E a gente lembra que, recentemente, o governo Lula fez todo um esforço para tornar o gás mais barato para o consumidor, porque sabe...
que isso é uma coisa de grande peso nas eleições. O peso do gás de cozinha tem um impacto enorme na vida das pessoas mais pobres e em eleições em geral isso costuma beneficiar ou prejudicar governos a depender de para onde aponta o ponteiro.
do preço do gás. Então, o gás do povo é uma das grandes bandeiras que o Lula vai querer erigir na sua campanha reeleitoral. E essa questão dos leilões, essa intervenção, que não dá para chamar de outra coisa, que se faz para tentar reverter os leilões da Petrobras que venderam gás de cozinha acima da tabela.
vem para tentar impedir que isso seja uma narrativa que se coloque acima do gás do povo, ou seja, que anule os benefícios eleitorais que o governo pode obter a partir do programa gás do povo.
Muito bem, a gente faz mais uma parada aqui para que o nosso ouvinte fique com as notícias da sua região. E na volta tem Tiago Bronzato, que é o diretor da sucursal do Jornal Globo em Brasília. Clima tenso entre os brothers no STF. Continua esse clima tenso, ele vai falar sobre isso.
Estamos de volta com o Viva Voz e já está conectado com a gente o Tiago Bronsato, diretor da sucursal do Globo em Brasília. Boa noite, Tiago. Boa noite, Vera. Boa noite, Débora. Boa noite, Carol. E boa noite aos ouvintes. Boa noite. Oi, Bronsato.
Tiago, você hoje publicou no Globo uma reportagem mostrando que o clima ruim que tem aí no Supremo Tribunal Federal acabou atingindo até um rito que é meramente burocrático, como a aprovação de um plano administrativo para os próximos anos aí no Supremo, que é indo bem.
mas depois, de repente, travou. Conta para a gente o que está acontecendo e como se chegou a esse ponto. Olha, Vera, o clima no Supremo está tão pesado que até um documento simples de 50 páginas está servindo para semear discórdia entre os ministros.
A confusão da vez foi a seguinte, na terça-feira passada, o presidente do Supremo, Edson Fachin, submeteu à aprovação de seus colegas um documento sobre o plano estratégico de longo prazo para a corte. Ou seja, aqueles documentos burocráticos que a gente vê circulando em Brasília.
Em tese, era para ser uma daquelas votações quase automáticas, que todo mundo aprova, assina e vai embora depois de passar só os olhos em algumas palavras como governança e institucionalidade. Só que o ministro ficou super desconfiado de um trecho quando ele leu...
estava escrito o seguinte, mecanismos de gestão de riscos de integridade. Isso causou um alvoroço danado lá no Supremo, porque alguns ministros suspeitaram que o Fachin, que colocou o caso em votação, poderia estar tentando dar um jeitinho ali de preparar o caminho para a aprovação do Código de Conduta do Supremo, que enfrenta a resistência de uma ala da corte.
Os ministros Alexandre Moraes e Flávio Dino, que já tinham votado a favor, não sei se leram, mas votaram a favor, resolveram recuar e retirar o seu apoio ao plano apresentado por Fachin. O Zanin também torceu o nariz e não votou.
E aí, o decano do Supremo, Gilmar Mendes, que dificilmente despedisse a chance de mandar recados, pediu a vista do processo e travou tudo. Era para ser aquela votação quase simbólica e relâmpago, mas aí virou mais uma dor de cabeça nos bastidores. Quem concorda permaneça como está.
Exatamente. E aí, o pedido do Gilmar para paralisar essa votação serviu como um recado para o Fachin. E na prática, Vera, ficou como aquela reunião de condomínio que o síndico reúne todos os vizinhos ali para aprovar aquele plano de semear algumas árvores no entorno do prédio, para tornar a região mais arborizada nos próximos anos.
E quem que seria contra um plano desse, né? Mas aí vem o vizinho do apartamento 402, que está desconfiado do síndico, reúne o apoio dos outros moradores e pede para paralisar a votação. Pensa no climão, né? Foi isso que aconteceu no Supremo. Está dando para cortar com a faca, com a espada, com linha, com tudo esse clima aí. O Bronsato, agora por que que Fachin tem gerado esse incômodo entre os colegas lá no STF, hein?
Pois é, Débora, depois do escândalo do Banco Master, qualquer coisa relacionada às palavras ética, conduta, integridade, virou radioativa no Supremo, né?
E nesse ambiente de tensão, o presidente do STF decidiu transformar em bandeira da sua gestão a criação de um código de conduta para os ministros do Supremo. Em tese, defender a transparência e regras mais claras parece uma boa causa, né? Mas, na prática, dentro do Supremo, a iniciativa começou a soar menos como um aperfeiçoamento do Supremo e mais como um sermão em praça pública com destinatário oculto. Ou seja...
O fato de Fachin ficar mandando recados e também insistindo na aprovação do Código de Ética acabou azedando um ambiente ali numa ala do Supremo que é contra o Código de Conduta. E o Fachin recentemente disse em público que quem age em desacordo com uma regra precisa se sentir constrangido. Alguns integrantes do Supremo não gostaram dessa declaração dele e argumento que em vez de ficar dando ênfase
Nesse tipo de discurso, o Fachin deveria assumir a defesa do Supremo Tribunal Federal, mas ultimamente está meio difícil de defender o Supremo, ainda mais com tantos casos rumorosos que a gente tem visto vir à tona. Logo após essas falas recentes do Fachin defendendo o Código de Conduta, o ministro Flávio Dino também não perdeu a oportunidade de mandar o seu recado. Ele fez um post lá.
elogiando o Conselho Nacional de Justiça, e disse que o Conselho Nacional de Justiça exerce um papel central na ética dos juízes. Ou seja, na visão do Dino, o código de ética é dispensável, porque já tem o Conselho Nacional de Justiça. E nos bastidores, outros ministros têm dito que a insistência do Fachin em defender a aprovação, neste ano ainda, do Código de Conduta, mesmo sem consenso no tribunal,
amplia a crise e a divisão no Supremo. Mas o mais curioso é que esse discurso é feito por uma ala no Supremo encabeçada pelo ministro Alexandre de Moraes, que tem muitos motivos para se sentir incomodado. Agora, Bronzato, a gente tem noticiado nos últimos dias, tem vindo à tona as informações de voos de ministros do Supremo em aviões ligados ao Vorcaro. Ministro Alexandre de Moraes, hoje também surge o nome do ministro Dias Toffoli. Qual o impacto disso na imagem do Supremo?
Carol, quando a gente acha que as coisas aqui em Brasília não podem piorar, é aí que elas pioram ainda mais. E a revelação do jornal Folha de São Paulo, de que os ministros Dias Toffoli e Alexandre Moraes viajaram em um jatinho particular ligado ao banqueiro Daniel Vocar, que vale lembrar, ele está preso por suspeitas de fraudes bancárias, joga ainda mais gasolina no incêndio que o STF já vinha tentando controlar.
Tanto Toffoli quanto Moraes tinham laços financeiros com o Master. O Toffoli, a gente sabe, recebeu o investimento de um fundo administrado pelo cunhado de Volcadão em seu resort no Paraná e o Moraes viu a sua mulher assinar um contrato com valor raro no mercado jurídico.
E a revelação de que esses ministros, além de tudo, voaram a bordo de aeronaves ligadas a vocaro, gera ainda mais impacto à imagem do Supremo. Além de ser imparcial, um juiz precisa parecer imparcial. E a liturgia da toga, a gente sabe, não combina muito com carona em avião de banqueiro envolvido em escândalo de fraude bancária.
E esse tipo de episódio acaba minando a confiança da sociedade em ministros que são responsáveis por dar a última palavra no poder judiciário. E também, em última instância, alimenta a segurança jurídica no país. No fundo, o que alguns outros ministros que acompanham esse caso e estão distantes desse escândalo e também se sentem incomodados e constrangidos com esse tipo de situação, eles reclamam muito. Eles falam que...
esse tipo de episódio acaba empurrando o Supremo por uma condição desconfortável, porque alguns ministros passam a virar personagens também do escândalo, enquanto eles deveriam estar bem distantes do escândalo. E ainda que Moraes e Toffoli neguem terem praticado qualquer irregularidade, essas relações estreitas que têm sido reveladas com Daniel Alvancário acabam respingando, sim, na imagem de todo o Supremo.
Agora, Tiago, só voltando no ponto do código de conduta, a ministra Carmen Lúcia, que foi escolhida para apresentar uma proposta, para ser a relatora dessa ideia, também está meio calada. Ninguém sabe direito o que ela tem feito, tem algum prazo, ela tem falado alguma coisa nos bastidores, ela também está se sentindo isolada e pressionada, ela não abraçou com tanto entusiasmo. Qual a impressão que se tem dessa demora da ministra em se manifestar?
Olha, a ministra Carmen Lúcia vem tentando costurar também um apoio dos seus colegas para aprovação do Código de Conduta, mas ela sabe que o caminho tem sido bem tortuoso. Desde quando ela foi designada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para conduzir e costurar essa proposta no início do ano, a Carmen vem dado alguns sinais. Ela deu uma declaração aqui, outra lá, defendendo a importância.
de você ter um código de conduta. Inclusive, ela mesmo emplacou ali uma iniciativa de ter um código de conduta nos tribunais eleitorais. No entanto, a Carmen sabe que é um caminho difícil, porque o tema não tem apoio.
do Supremo. Mas a ideia é que sim, que ainda nos próximos meses ela presente uma proposta e seja submetida à apreciação. Se vai ser aprovada ou não, aí já é outra história. Mas só o fato de ela apresentar uma proposta, isso já vai gerar algum tipo de constrangimento para os demais ministros que são contra. É isso. Tiago Bronsato, diretor da sucursal do Globo em Brasília, com a gente, terças e quintas. Muito obrigada, Tiago. Uma ótima Páscoa para você. Até semana que vem.
Obrigado, pessoal. Ótima Páscoa. Até mais. Tchau, tchau. Valeu, Bronzato. Boa Páscoa para você. E dá tempo ainda de mais um assunto. Ana Carolina Tomé, de Brasília, tem mais detalhes sobre a situação do BRB. Oi, Ana.
Oi, Débora. A agência Mudes rebaixou a nota do Banco de Brasília para um nível muito baixo, muito baixo, indicando alto risco financeiro para a instituição. O comunicado foi publicado no site da agência e aponta que a decisão foi motivada por incertezas sobre a saúde do banco, possíveis perdas ligadas a operações investigadas.
e necessidade urgente de capital, principalmente depois que o BRB não divulgou aquelas demonstrações financeiras de 2025 dentro do prazo regulamentar, que era 31 de março. Isso aumentou as dúvidas sobre a situação financeira do banco. O documento diz que a ausência dessas informações potencializa o risco.
reputacional do banco, comprometendo a percepção do mercado sobre a sustentabilidade das suas operações e ressaltou que pode afetar também a reputação do GDF, que é o acionista controlador. O documento aponta ainda que o banco pode enfrentar dificuldades para continuar operando sem ajuda, está com crédito muito fraco e corre o risco de dar calote e que o banco ainda não apresenta uma estratégia definida para recuperar as perdas e reforçar seu capital.
O BRD marcou para o dia 30 de maio o prazo final para a sua capitalização. A informação é do presidente da instituição, Nelson de Souza, que descarta neste momento o risco do banco ser liquidado. Nelson afirma que o BRD vem operando normalmente com liquidez e o prazo agora para a capitalização...
será suficiente para reequilibrar o balanço depois dos negócios com o Master de Daniel Borcaro. Em um fato relevante divulgado recentemente, o BRB informou que o Conselho de Administração aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para o dia 22 de abril, quando será aprovado o aumento de capital social do banco. Além disso, o BRB ainda espera uma resposta sobre um pedido de empréstimo junto ao SGC. A expectativa, portanto...
é que até o final de maio o processo de capitalização esteja concluído, como explica o próprio presidente do Banco, Nelson Souza. Assembleia Geral Extraordinária, o AGE, para o dia 22 de abril, estão fazendo o cronograma dentro da legislação, o prazo que nós temos para a capitalização do Banco de Brasília é 30 de maio.
Então, acreditamos que com esse tempo dará certo, porque nós temos aí uma solicitação de empréstimo junto ao FGC no valor de 4 bilhões e também estamos construindo, estruturando um fundo de investimento imobiliário com os imóveis que foram aprovados pela Câmara Legislativa do Distrito Federal no valor de 9 imóveis no valor de 6,5 bilhões.
A governadora do DF, Helena Leão, determinou o afastamento dos dirigentes citados em relatório técnico relacionado ao Banco de Brasília como medidas necessárias para garantir a transparência nas apurações. Com vocês.
Obrigada, Ana, pelas informações. O Vera, é cada vez mais difícil a situação do BRB e com fortes impactos políticos. A gente vê o quanto esse esquema fraudulento do Master era ousado a ponto de comprometer assim um banco ligado a um governo público, a um governo do Distrito Federal.
E não haver uma solução no horizonte que não seja de novo recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito, que já teve um desfalque tremendo, socorrendo o próprio Master. Então, realmente...
O tamanho e a ousadia dessa fraude tem de servir de lição para corrigir várias brechas que existem aí no sistema financeiro que permitem que um banco pequeno, de pequeno a médio, provoque um cataclisma dessa proporção em todo o sistema. Isso para além dos vários desdobramentos políticos, como você falou. Esses macro que a gente tem discutido aqui.
que atinge em Judiciário, Legislativo e vários parlamentares, mas também esse ligado aos governos de estados e do DF, porque o banco agiu com muita desenvoltura também para fazer negócios sem lastro com fundos de previdência e com o BRB.
Muito bem, meninas. Entregamos com louvor o Viva a Voz de hoje. Amanhã, você está por aqui, Vera? Amanhã estou por aqui. Vamos fazer o resuminho da semana em plena sexta-feira da paixão. Desejo a boa Páscoa a todos os ouvintes. Comigo, estaremos juntas. Estaremos juntas. Você e Moran, eu estarei de folga, mas a gente volta a se falar na segunda-feira. Beijo, Vera. Bom feriado. Boa Páscoa para você, amiga. Obrigada. Boa Páscoa. Até mais. Tchau, tchau.
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