#467 História do Rádio 2: anos 40 e 50, da época de ouro à era dos disc-jóqueis
Neste episódio de Peças Raras, voltamos às décadas de 1940 e 1950 para revisitar a chamada época de ouro do rádio brasileiro, período em que o meio de comunicação alcançou enorme prestígio, audiência e importância cultural.
A viagem passa pela ascensão da Rádio Nacional durante o governo Getúlio Vargas, pelas grandes equipes, orquestras e programas de auditório e pelo fenômeno das radionovelas, que conquistaram milhões de ouvintes e deram origem a novas funções, como a de contrarregra.
Também vamos aos auditórios das emissoras para reencontrar as Rainhas do Rádio, com registros históricos de Marlene, Emilinha Borba e Ângela Maria, além de conhecer um pouco mais do lendário “Palácio do Rádio”, da Rádio Cultura de São Paulo, em conversa com o professor Antonio Adami.
O episódio revisita ainda um dos maiores marcos do radiojornalismo brasileiro: o Repórter Esso, na voz de Heron Domingues, incluindo registros históricos de sua cobertura da Segunda Guerra Mundial e do encerramento das transmissões, em 1968, na voz de Roberto Figueiredo.
E há espaço para o mistério: vamos relembrar Almirante e seu “Incrível, Fantástico, Extraordinário”, programa que transformava relatos de acontecimentos inexplicáveis em sucesso de audiência.
Na parte final, acompanhamos a transformação do rádio diante da chegada da televisão e a revolução provocada pelo Sistema RB-55, da Rádio Bandeirantes. É quando surgem os blocos comerciais gravados, o “vitrolão” e os primeiros disc-jóqueis, comunicadores que passam a selecionar e apresentar músicas gravadas em LPs.
Para fechar, uma lembrança especial do “Pick-up do Picapau”, de Walter Silva, e do papel do programa na divulgação da Bossa Nova, em São Paulo, incluindo o registro em que o próprio apresentador conta como ajudou a popularizar “Chega de Saudade”, na voz de João Gilberto.
Uma viagem sonora por um período em que o rádio ocupava o centro das salas, reunia famílias, criava ídolos e ajudava a construir a memória cultural do Brasil.
Peças Raras – onde a história do rádio ganha voz.