#406 Fica Eldorado e Rádio Eldorado Vive!
Domingo, dia 03 de maio, uma onda de amor e esperança se espalha pela Avenida Paulista. Nesta edição, ouça ouvintes e profissionais que desejam que a Eldorado FM permaneça viva. Sem luto, com muita luta! Se você ainda não assinou, aqui está o link para o abaixo-assinado em prol da emissora: https://www.change.org/p/n%C3%A3o-deixem-a-r%C3%A1dio-eldorado-acabar
O protesto Fica Eldorado, criado pela artista Nina Vogel, reuniu, de acordo com matéria do jornal Folha de São Paulo, cerca de 400 pessoas na manhã fria deste domingo.
Eu estive lá também e, além de participar da mobilização, conversei com profissionais e ouvintes da Eldorado FM. Aqui você ouve entrevistas com Roberta Martinelli, Leandro Cacossi, Paula Lima, Felipe Tellis, André Góis e Haisem Abaki.
Entre comunicadoras e comunicadores, você acompanha ainda depoimentos de algumas e alguns melhores ouvintes.
E já fica aqui a convocação para o próximo evento. Neste domingo, dia 10, a partir das 17h, você vai entrar em sintonia com uma espécie de transmissão ao vivo da Rádio Eldorado.
“Rádio Eldorado Vive!” ocupa o Largo da Misericórdia com som ao vivo, encontro e cidade aberta. Participações de Charanga do França, Roberta Martinelli, Emanuel Bomfim, Mauricio Pereira, DJ KL Jay e convidados.
Anote na agenda e a gente se encontra por lá, com certeza. Domingo, dia 10 de maio, às 17h, com entrada franca, “Rádio Eldorado Vive!”. Vai ser no Largo, em frente à Casa de Francisca.
Capítulos:
00:00 Depoimentos de profissionais e ouvintes da Rádio Eldorado durante a manifestação no MASP/Av. Paulista
01:24 Abertura sobre movimento #FicaEldorado
02:50 Informações sobre o evento "Rádio Eldorado Vive!", em frente à Casa de Francisca
03:50 Roberta Martinelli conta como começou na Rádio Eldorado e qual a importância da emissora na vida dela como ouvinte e comunicadora
05:02 Ouvinte Henrique Carlos Mariani fala da qualidade da programação da Rádio Eldorado
07:12 Ouvinte Regina Ribeiro conta que tem a Eldorado FM como uma extensão da família
08:20 Leandro Cacossi revela que a Eldorado é a primeira rádio que ouve ao chegar em São Paulo em 2002 e como a rádio se torna a virada na carreira profissional dele
09:49 Ouvinte Rômulo Roma diz que ouve a Eldorado desde o início dos anos 70 e lembra de programas que valorizam a música italiana
10:47 Paula Lima, cantora e apresentadora do Chocolate Quente, afirma que a Eldorado vai além da música e pensa na cidadania e no contato amoroso com melhores ouvintes
13:56 Ouvintes Eduardo e a filha Duda, de 3 anos, escutam a Eldorado FM juntos
15:20 Felipe Téllis define a Eldorado como uma rádio que transmite descoberta e está em sintonia com a diversidade musical
16:28 Ouvinte Alexandre Calixto acompanha a rádio há 27 anos e é apaixonado por todos os programas
18:14 André Góis, produtor e apresentador do "A Hora da Vitrola", fala da relação com a Eldorado FM primeiramente como ouvinte e depois como parte vital da vida profissional
21:13 Luiz Garcia é apaixonado pelo A Hora da Vitrola e gosta muito do Fim de Tarde e do Jornal Eldorado
21:38 Dora Garcia escuta a Eldoado há mais de 20 anos e tem a rádio como uma companhia ao longo de todo o dia
22:19 Haisem Abaki conta que começa a ouvir a Eldorado com o pai ainda na infância e cita os diferencias da emissora: "não é algoritmo, é Eldorado". Comenta também a independência que tem para fazer o trabalho jornalístico à frente do Jornal Eldorado
24:59 Encerramento e reforço sobre evento "Rádio Eldorado Vive!" que celebra a Rádio Eldorado, domingo (10), a partir de17h, no Largo da Misericórdia, região central, em frente à Casa de Francisca. Participações confirmadas de Charanga do França, DJ KL Jay, Mauricio Pereira, Roberta Martinelli e Emanuel Bonfim.
Marcelo Abud
Felipe Téllis
Leandro Cacossi
Paula Lima
Roberta Martinelli
- Tecnologia de RádioFormação profissional e pessoal · Qualidade da programação · Conexão familiar e com raízes · Comunicação além da música · Jornalismo independente e crítico · Descoberta musical e diversidade
- Depoimentos de ProfissionaisRoberta Martinelli (formação e comunicação) · Leandro Cacossi (virada de carreira) · Paula Lima (cantora e apresentadora) · Felipe Téllis (descoberta e diversidade) · André Góis (radialista e modelo) · Raíssa Abaki (jornalismo independente)
- Manifestações de torcedoresProtesto na Avenida Paulista · Abaixo-assinado pela Rádio Eldorado · Nina Vogel · Folha de São Paulo
- Rádio Eldorado Vive!Evento no Largo da Misericórdia · Som ao vivo e encontro · Charanga do França · Roberta Martinelli · Emanuel Bomfim · Mauricio Pereira · DJ KL Jay
- Histórias de ouvintesHenrique Carlos Mariani (58 anos de Eldorado) · Regina Ribeiro (família e notícias) · Eduardo e Duda (3 anos) · Alexandre Calixto (27 anos em SP) · Luiz Garcia (engenheiro) · Dora Garcia (24 anos de Eldorado)
- Rádio Boa NovaPotencial de mercado e lucro · Adaptação à transformação digital · Protagonismo em vez de vítima
A gente tem a rádio Eldorado gravada no carro e gravada nos nossos corações há muito tempo. Eu sou um público ouvinte que gosta de divulgar a emissora para outras pessoas que não a conhecem. Divulgo seus programas, falo que é excelente.
Acho que somos uma família e é um grande prazer fazer parte dessa história que a gente não quer que acabe. Sintoniza o Dourado e aí eu sinto que estão conversando comigo. Porque hoje a gente vê um jornalismo sendo feito para torcidas. Então você joga para uma torcida para agradá-la. E eu acho que não é o melhor caminho para o jornalismo.
Eu estou interagindo, parece que sou pessoa que eu conheço mesmo. Acho que o que eu represento para Eldorado é conseguir levar leveza nos fins de tarde, pensando no meu lado como apresentador. Fim de tarde, o Manoel Bonfim e o Leandro Cacossi. E até as 19 horas lá. E quando até começa o bloco de notas, eu começo a ficar triste que vai acabar o programa. Então eu gosto. E meus amigos, grande maioria dos meus amigos, da minha idade, até um pouco mais novos, acompanham o Eldorado.
E é legal vir aqui, porque o pessoal fala assim, ouça o Eldorado desde quando você nem era nascido. E não vejo opção hoje de uma outra rádio. Desde que a gente anunciou o final da rádio, eu com os meus 32 anos de rádio, eu nunca tinha visto uma manifestação tão grande em torno de um assunto.
Domingo, 3 de maio, uma onda de amor e esperança se espalha pela Avenida Paulista. Nesta edição, acompanhe ouvintes e profissionais que desejam que a Eldorado FM permaneça viva. Sem luto, com muita luta. Nessas áreas, você em sintonia com o rádio.
Olá, tudo bem? Eu sou Marcelo Abud, seu podcaster radiofônico, e estou de volta com nossas peças raras. Neste domingo, dia 3 de maio, a Avenida Paulista reuniu ouvintes e profissionais da Rádio Eldorado. O protesto Fica Eldorado, criado pela artista Nina Vogel, levou às ruas, de acordo com matéria do jornal Folha de São Paulo, cerca de 400 pessoas na manhã fria deste domingo.
Eu estive lá também, e além de participar da mobilização, conversei com os profissionais e ouvintes da Eldorado FM. Aqui, você vai ouvir entrevistas com Roberta Martinelli, Leandro Cacossi, Paula Lima, Felipe Teles, André Góes e Raíssa Abac. E entre comunicadores e comunicadoras, você acompanha também depoimentos de algumas e alguns melhores ouvintes.
E já fica aqui a convocação para o próximo evento. Neste domingo, dia 10, a partir das 17 horas, você vai entrar em sintonia com uma espécie de transmissão ao vivo da Rádio Eldorado. Rádio Eldorado Vive. Ocupa o Largo da Misericórdia com som ao vivo, encontro e cidade aberta.
Com presenças de Charanga do França, Roberta Martinelli, Emanuel Bonfim, Maurício Pereira, DJ KLJ e outros convidados. Anote na agenda e a gente se encontra por lá com certeza. Domingo, dia 10 de maio, às 17 horas, com entrada franca. Rádio Eldorado vive. A celebração acontece no Largo da Misericórdia, que fica em frente à Casa de Francisca.
E já que Roberta Martinelli é uma das presenças garantidas, vamos começar a nossa cobertura do movimento Fica Eldorado com ela. Bom, Rádio Eldorado faz parte da minha formação e de várias formações, e acho que isso ninguém tira, né? A gente tem a Rádio Eldorado gravada no carro e gravada nos nossos corações há muito tempo, e eu cresci, eu vim da Rádio Eldorado, eu sou ouvinte da Rádio Eldorado.
E quando o Emanuel Bonfim me chamou para participar da Rádio Eldorado, eu lembro que ele me mandou uma mensagem assim, Roberta, preciso conversar com você, tem uma proposta. E eu pensei assim, espero que seja um programa e não só uma gravação de uma vinheta, porque eu pensava, será que ele vai me chamar de uma vinheta?
E aí, quando eu entrei na Rádio Eldorado para fazer um programa diário de música brasileira, eu acho que a contribuição que eu dei à Rádio Eldorado foi trazer esse repertório novo para as ondas do rádio e abrir o telefone e conversar com as pessoas e trocar e trazer uma coisa mais interativa. Eu acho que, sei lá, perder a Rádio Eldorado para mim é perder a ideia que eu tenho de comunicação, porque eu fico assim, onde é possível fazer isso se não na Rádio Eldorado?
Então eu ganhei muito, eu dei muito e ainda torço para que isso continue.
Henrique Carlos Mariani, 69 anos, muito bem vividos, recém completados. E quanto tempo de ouvinte de Eldorado? 58 anos. Comecei a ouvir Eldorado com meu pai no carro, né? Viagens, a gente morou um tempo no Rio de Janeiro, morou em Recife, então a gente, nas viagens e andando com ele, até que eu tive o meu próprio carro, ouvia muito com ele. Então é uma conexão.
com a família, com a origem, nós somos de família italiana, temos um apego muito forte às raízes. Eu acho que isso conta muito. Desse tempo todo, você já viu várias fases da Eldorado, várias mudanças, mudanças no Dai, eu também. Mudanças no Dai. O que a Eldorado manteve para segurar você como ouvinte durante esse tempo todo?
Muita qualidade no que transmite, selecionando bem quem trabalha, quem divulga, quem fala, quem comenta. Eu hoje sinto muita falta de uma crítica mais profunda sobre a realidade brasileira. Você vê muitos comentários.
até porque é uma tendência com as redes sociais. Eu gosto muito de escrever, por exemplo, e pessoas comentam comigo, Henrique, não seja tão profundo, tão extenso, ninguém lê isso. Isso me dói muito. E no Eldorado você ainda encontra gente que leva isso mais a sério. Na sua história, o quanto você já participou como ouvinte, ouvinte repórter, enfim, qual é a sua história, o que você representa para a rádio?
Eu posso dizer que tenho uma total fidelidade com a rádio, uma consistência, uma continuidade, apesar de, como você falou, alguns momentos que pode ter caído a audiência, pode ter mudado o dial, você está sempre fiel, então essa fidelidade eu acho que é importante. Eu acho fantástico o slogan.
Me faz bem e me instiga a melhorar a rádio dos melhores ouvintes. No bom sentido, sem nenhuma vaidade excessiva. Mas eu tento dar o meu melhor e divulgar a rádio dessa forma. É Regina Ribeiro, tenho 57. Sim, eu sinto uma família, porque quando eu acordo de manhã, já posso ouvir a notícia e tal. E vai até que horas?
Ah, agora tenho ouvido até umas nove o jornal, né? Antes era até às dez, eu ouvia mais. Mas depois eu ouço o som a pino, meio-dia, fica um pouquinho mais ainda. E depois, quando dá, quando não estou no trabalho, eu ouço o fim de tarde, que eu gosto bastante também. Eu também, esse eu não perco. O diversão de sábado, o rosto, quando dá.
programa da Roberta Martinelli, Paula Lima, também são campeões. O tempo que ela dedica à música italiana, por exemplo, que é muito pouco prestigiada hoje na rádio em geral, e tem coisas belíssimas. Ela resgatou isso. Tem o Maurício Pereira também, que adoro. É muito legal.
Leandro Cacossi também passa pelo microfone do podcast Peças Raras para responder o que a Eldorado significa na vida dele e o que ele representa para a emissora.
Bom, eu sempre fui apaixonado por rádio, não à toa vim fazer faculdade de rádio e TV, aqui na Avenida Paulista, ali na Casper Líbero. E a Eldorado foi a primeira rádio que eu ouvi aqui em São Paulo quando eu vim pra cá, em 2002. Então eu também sou um melhor ouvinte desde 2002, muito antes de nem pensar em trabalhar na Eldorado.
E a Eldorado representa para mim uma virada na minha carreira mesmo, porque foi a primeira rádio que eu fui trabalhar para valer com rádio. Isso depois de ter passado por várias outras coisas, tudo fora do meio rádio. Enfim, fui para ser produtor.
Acabei virando apresentador, Emmanuel enxergou isso em mim e me deu essa chance. E estou lá no ar há sete anos, na rádio faço oito, justamente no dia 14 de maio, o dia que a rádio vai fechar. E, de alguma forma, acho que o que eu represento para Eldorado é conseguir levar leveza nos fins de tarde, pensando no meu lado como apresentador.
Porque o fim de tarde a pessoa está voltando para casa, está estressada naquele trânsito e tudo mais, e aí a gente tenta levar tudo isso com muita leveza. E acho que a gente tem conseguido, pelo que eu sinto, encontrando muita gente aqui hoje, claro, mas nas ruas.
Enfim, vai fazer muita falta, já está fazendo muita falta. Vai fazer falta, não digo pelo lado apresentador ou pelo lado de quem trabalha lá, mas como melhor ouvinte mesmo. Meu nome é Romulo Roma, eu moro aqui na Vila Mariana, vizinho de Vânia, os artistas da emissora. Escuto a emissora desde quando fico como gente.
Da época que ela me cala na Majoquedinha, no oitavo andar. Nossa, 1972, 1973, que eu tenho 65, né? Então, depois transferiu para o bairro da Aclimação, na Piris da Mota, e voltou para o Marginal, no Grupo Mesquita, do Estadão. E o que a Eldorado representa para você? Nesse tempo todo foram várias fases. O que ela manteve para que você esteja aqui hoje e pegue para ela ficar?
Para mim, trouxe muita coisa. A parte musical, cultural, informações ótimas em cima da hora, os programas que eram excelentes. E eu como de italiano, praticamente, então eu ouvia muito o Giradisca, da Gioconda Bordão, o Amacor, de Caratardi. Paula Lima, o que Eldorado representa para você? A Eldorado representa um lugar de reflexão.
de cidadania, é um lugar disruptivo, um lugar revolucionário, um lugar que para além da música, pensa no cidadão e pensa nesse lado amoroso do contato com ouvintes. Então eu acho uma rádio muito única e é uma rádio que me dá um presente.
de ter o prazer de ter um programa que é o Chocolate Quente. É a primeira vez, já são 14 anos, mas que eu tenho essa sorte de poder me comunicar com ouvinte compartilhando músicas que eu amo, músicas que eu gosto. Eu tenho toda a liberdade do mundo, o que hoje, infelizmente, no planeta está uma coisa complexa, mas a Eldorado finca e tem essa bandeira.
A gente tem um diretor, que é o Emanuel Bonfim, que é um dos caras mais incríveis que eu já vi, pela integridade, pela originalidade, por ser um cara que gosta de harmonia e de compartilhar pensamentos e pessoas.
Então é uma rádio perfeita. É uma rádio, assim, muito bacana. E eu sou apaixonada por ela e apaixonada pelo meu programa, apaixonada pelos apresentadores. Acho que somos uma família. E é um grande prazer fazer parte dessa história. É uma história que a gente não quer que acabe. Mas a esperança é a última que morre. Então o que eu posso falar sobre Eldorado é isso. E o que você representa para Eldorado?
Olha, isso é uma pergunta muito abstrata e muito delicada, porque eu não sei te dizer o que eu represento para o Eldorado, mas eu espero representar...
Coisas boas, trazer música bacana. No meu caso do Chocolate, tem um roteiro interessante. Acho que é o único programa específico de música negra, talvez de São Paulo, não vou dizer do Brasil, porque eu não tenho esse conhecimento. Então acho que eu trago essa novidade, essa surpresa. Já são 14 anos no ar.
Temos um APCA, então quando eu recebi o APCA, eu pensei, estamos no caminho certo. E é uma coisa que me dá muito prazer e acho que quem ouve sente que eu estou feliz ali, estando no lugar que eu realmente gostaria de estar, na rádio que eu gostaria de estar. E eu gosto muito da...
do posicionamento social da Eldorado, né? É uma rádio que realmente acredita em gente, que é uma coisa que eu gosto muito. Obrigado, Paula. Obrigada a você, valeu. Força e fica. Valeu, fica Eldorado. Primeiro assim, a gente está vendo aqui essa faixa, né? Essa placa. Eu escuto Eldorado por meu pai, Duda. Quantos anos tem a Duda? Fez três anos, dia 1º de maio.
Você escuta Eldorado, Duda? Eldorado. Muito bem. O que você acha que a Eldorado representa na sua vida? Qual o seu nome? Eduardo. Eduardo.
Ah, eu escuto todos os dias a rádio, indo com o trabalho, retornando. É algo diferente, apresenta cultura, gastronomia, música de qualidade, de bom gosto, totalmente a parte dos partidos políticos, uma rádio totalmente independente. E não vejo opção hoje de uma outra rádio. Eu tenho brincado com a família, vou começar a escutar Gazeta e curtir MC agora, de protesto.
É, mas é isso, é uma rádio do meu dia a dia, né? Tá bom? Tá ótimo. Espero que continue, né, que consiga reverter, ou de outra maneira, esses profissionais maravilhosos do Fim de Tarde, da Música Cantada, da Paula Lima, enfim, que possa reverter, ou na mesma rádio, ou em alguma outra rádio.
Depois das vozes de melhores ouvintes e de Roberta Martinelli, Leandro Cacossi e Paula Lima, é a vez de ouvirmos Felipe Telles. Eu acho que Eldorado representa para mim descoberta. Assim, eu acho que a gente não tem nenhuma outra rádio igual a Eldorado no Brasil.
E o quanto a Eldorado é diversa, é isso que mais me toca, é isso que mais deixa a rádio legal, porque a gente tem música de todos os lugares, a gente tem música de todas as línguas, de todos os ritmos, e isso é muito legal, então o tanto de artista e de música e de banda que eu descobri pela Eldorado ali, estando ali dentro, é por isso que eu acho que representa a descoberta.
O que eu represento para a rádio, acho que é... Principalmente agora com essa notícia do fim da rádio, eu acho que é uma nova geração que chegou ali. A rádio está no ar há 70 anos, né? Eu trabalho em rádio desde 2012, eu tenho 34 anos, e é legal vir aqui, porque o pessoal fala assim, eu ouço a Eldorado desde quando você nem era nascido. Então eu acho que é isso, assim, é uma nova geração que veio ali para fazer parte desse fim, infelizmente, da Eldorado.
Tá bom, fique ao Dourado. Obrigado, viu? Fique ao Dourado. Meu nome é Alexandre Calisto, tenho 55 anos, sou carioca, vim para São Paulo há 27 anos e desde a primeira semana que eu vim para São Paulo, eu ouço a Rádio Eldorado, ou seja, há 27 anos. E eu sou apaixonado por todos os programas, Jornal Eldorado, Back to Black, Fim de Expediente...
o programa recente da Bela Pulfer, que agora eu tive o prazer de conhecer a Bela Pulfer. Então, sou muito apaixonado mesmo. E eu estou sofrendo, assim, sofrendo muito. Não sei o que eu vou fazer.
E é tão engraçado, quando eu sou do Rio e de vez em quando eu viajo, eu posso estar fora de São Paulo, eu ouço a Rádio Eldorado. Dá cinco horas, eu posso estar trabalhando, tem que ouvir o fim de tarde. Fim de tarde, o Manuel Bonfim e o Leandro Cacóce. E até as 19 horas lá. E quando até começa o bloco de notas, eu começo a ficar triste que vai acabar o programa. Cara, Rádio Eldorado.
Grupo Estado, por favor, pelos melhores ouvintes, e não só pela curadoria musical, que é uma curadoria excelente, é pela arte, é pela cultura. A Rádio Dourado está cobrindo agora o flipossos, jogando holofote sobre esse evento. Não é coisa pouca, não, é muita coisa. O Brasil todo está ouvindo falar de flipossos por causa da Rádio Dourado. Então, dê atenção a isso. Não é algoríssimo.
É curadoria de excelência, é humano fazendo música, fazendo jornalismo. Então, não acaba com a Rádio Eldorado, fica Eldorado. André Góes, eu quero saber o que você acha que Eldorado representa na sua vida.
E o que você representa para Eldorado? Ida e volta. Cara, Eldorado é uma parte importantíssima da minha vida. 22 anos dedicados. Primeiro como ouvinte, né? Que eu sempre ouvi muito a Eldorado, a programação do Eldorado. Depois, quando eu comecei a estudar para ser radialista, Eldorado era o meu modelo. E quando eu finalmente consegui entrar na Eldorado, foi a realização de um sonho. E esses 22 anos para mim são...
top da minha carreira, o mais importante da minha carreira foi através da Eldorado do Auro da Vitróleo que eu ganhei uma PCA, duas indicações. Então a Eldorado é vital, importantíssima na minha vida, é parte da minha existência, sem dúvida nenhuma.
E a Eldorado para a cidade? É isso? Para a gente? Gente, o que você representa para a Eldorado? Claro, o que eu represento para a Eldorado? Eu acho que eu represento para a Eldorado funcionário padrão, talvez. Assim, eu me dediquei muito. Eu amo o que eu faço. Eu, como eu disse, sempre tive orgulho de trabalhar na Eldorado, uma das maiores emissoras do país. E eu acho que eu consegui fazer história. Eu consegui marcar uma...
Um período muito rico, uma identificação muito grande com os ouvintes. Eu pude ter certeza disso hoje, nessa demonstração de carinho tão grande. Então, eu acho que eu consegui marcar um período importante, né, Eldorado? Consegui, enfim, me destacar nesse sentido e entrar para uma galeria de apresentadores importantes da rádio. Tenho muito orgulho disso, sem dúvida nenhuma.
Esperança fica Eldorado? Esperança é a última que morre, né? A nossa esperança agora é de que uma marca ou empresário que tem um pouco mais de visão decida reativar a rádio, porque a rádio tem um potencial muito grande. Todo mundo sabe disso, que não existe uma rádio igual a Eldorado. E só vai existir se a gente se reunir e continuar fazendo.
Então é óbvio que existe uma esperança no sentido de que é possível. E eu tenho certeza de que existe algum empresário, alguma marca que está vendo isso e que sabe que ele pode lucrar com isso também, porque é só isso que importa para eles, o lucro.
Para a gente o importante é o amor pelo que a gente faz, é a cultura, é transmitir essa cultura para as pessoas, esse amor, porque você fazer o que você ama é muito especial, entendeu? Você conseguir ganhar a sua vida com aquilo que você mais ama é muito especial. E conhecimento só importa se você dividir com as pessoas, né?
o amor e o conhecimento. Então, a gente tem feito isso, né, Eldonado, com muita competência, eu diria, com muita excelência, dividindo o nosso conhecimento e o nosso amor com as pessoas. É isso.
Luiz Garcia, 74, engenheiro. O programa do André Góes, que é Hora da Vitrola, é muito bom. Eu gosto do programa O Fim de Tarde, do Leandro Kakoff e Emanuel Bonfim. E o jornal, o jornal do Eldorado, eu acho muito bom. Eu ouço, vamos dizer, frequentemente. Dora Garcia, 72 anos.
E eu ouço o Seu Dourado acho que faz uns 24 anos, porque foi quando eu parei de trabalhar e aí fiquei mais em casa e a rádio me acompanha até hoje. Então, nós ligamos no Jornal da Manhã e desligamos depois de tarde já, quando sai para fazer uma academia, alguma coisa, mas eu deixo o rádio ligado.
Porque assim, quando eu entro em casa, o rádio já está tocando. Já está me esperando. Raíssa, eu queria que você dissesse o que Eldorado representa para você e o que você representa para Eldorado. Eldorado representa para mim a primeira das duas rádios que eu ouvi junto com meu pai, nos anos 70, Eldorado e Bandeirantes.
Depois foi a rádio da minha adolescência e quando eu virei jornalista passou a ser a rádio das pessoas do Eldorado, que eu encontrava na rua quando eu estava na CBN, por exemplo, e até que veio o convite para trabalhar no Eldorado. E a Eldorado é uma rádio...
que como o slogan dela dizem não é só um slogan, ela não tem algoritmo, porque ela é o dourado, ela tem uma programação musical que é muito garimpada, você não ouve só músicas em português e inglês, você ouve em outras línguas, e tem um jornalismo, modéstia à parte, que eu vou dizer isso, que não é um jornalismo de lacração, como às vezes a gente está vendo ser disseminado por aí, só para gerar engajamento.
Agora, o que eu represento para o Dourado, eu não sei. Eu acho que eu procuro fazer o meu trabalho exatamente com jornalismo independente, sério, crítico, muito observador, na medida do possível e sem lacração. Porque é o jornalismo que eu acredito nesse. Porque hoje a gente vê um jornalismo sendo feito para torcidas. Então, você joga para uma torcida para agradá-la. E eu acho que não é o melhor caminho para o jornalismo.
E quando você recebe crítica dos dois lados é porque está no caminho certo? Certamente. É o melhor dos mundos. A gente tem que ter estômago para isso, maturidade. Às vezes a crítica é até correta, muitas vezes é injusta, mas tudo bem. É um direito.
da pessoa criticar, porque quem tem a voz no rádio sou eu, eu não posso achar que eu sou maior ou melhor do que a pessoa que está lá do outro lado só porque ela não tem a voz, eu procuro dar a voz. Aliás, eu costumo ler mais a crítica do que o elogio, eu quase não leio o elogio, eu só agradeço. E depois de ontem, do movimento que começou ontem, você acredita que dá para ficar elogionado?
Olha, no que depende de nós, sim, mas não está nas nossas mãos. Eu acho que o Grupo Estado tem que sentir e tem que entender que quando se fala em transformação digital como motivo para fechar uma rádio, qualquer rádio, mas ainda mais a Rádio Dourado, que é uma rádio com identidade, com alma.
O discurso não pode ser esse, porque o rádio, historicamente, você conhece muito bem isso, ele sempre se adapta, se adapta à televisão, à internet, ao streaming, e a Eldorado é uma rádio que pode ser protagonista da transformação, jamais vítima, protagonista. Ela tem muito que contribuir para o Grupo Estado como um todo, se o Grupo Estado fizer.
Aí você ouviu o Raiss em Abá, que o Raiss em foi entrevistado por mim na entrega do prêmio APCA nesta segunda, dia 4 de maio. Eu não consegui falar com o Raiss em no domingo, gravar, na verdade, com o Raiss em no domingo, porque o assédio dos fãs, das pessoas que ouvem Eldorado, a ele e ao André Góes, que eu até consegui conversar lá no evento, foram realmente muito grandes.
Bom, é isso. Espero que, com esses depoimentos, a gente consiga fortalecer o movimento Fica Eldorado, Rádio Eldorado Vive, e juntos vamos fazer história, vamos fazer com que essa história, na verdade, continue. Um grande abraço, até dia 10, no fim de tarde, na frente da Casa de Francisca, e até a próxima, aqui no nosso podcast Peças Raras.