Explicando o Sub 2 de Sebastian Sawe | Academy Talks
Doc e Marilia exploram todas as estratégias e tecnologias por trás desse novo marco do atletismo humano, uma vez que barreira do SUB2 na maratona era considerada impossível a algum tempo atrás. Entenda como fisiologicamente um humano quebrou esse recorde, e tudo que se deu por trás dessa conquista.
---------------------------------------------
O Academy Talks é um programa idealizado para compartilhar conteúdos técnicos sobre saúde e performance de forma prática e aplicável no dia a dia, para enriquecer ainda mais as discussões e a prática profissional. Novos episódios toda sexta feira.
Dra Marilia Andrade
https://www.instagram.com/marilia.andrade.10/
Paulo Puccinelli
https://www.instagram.com/paulo.puccinelli
---------------------------------------------
#academytalks #z2performance #z2talks #meudoc #meudocacademy #podcast #alwayschasing
- Quebra da barreira Sub 2Fatores fisiológicos · Aspectos psicológicos · Tecnologia de tênis · Condições ambientais
- VO2 máximo e desempenhoSustentação do VO2 máximo · Capacidade aeróbia
- Nutrição anti-inflamatóriaConsumo de carboidratos
- Impacto do pelotãoEfeito manada
Olá, sejam todos muito bem-vindos à Academy Talks. Você já sabe do que se fala aqui. Se você caiu de paraquedas, volta, assiste outro episódio, porque nós vamos direto ao assunto. Eu, Dr. Paulo Putinelli, professora Marília. Marília Andrade. E nós vamos direto, afinal de contas, não se fala em outro assunto essa semana. Temos uma maratona sub duas horas. Um homem, um não, na verdade, já foram dois, logo de cara dois. Bateram recorde e a ideia é a gente destrinchar.
todos os pormenores fisiológicos, metabólicos, nutricionais, ambientais, psicológicos, equipamentos, enfim. Tecnológicos. Exato, acho que essa conversa vai longe. E professora, já vou passar a bola já levantando aqui a primeira questão, que definitivamente pelo que eu vi de um conteúdo que a senhora postou essa semana, não é o VO2 que explica o Sub2. É isso?
Não é. Vamos lá, me explica. Logicamente, o VO2 máximo, ele é um pré-requisito, né? Então, pra estar nesse nível, pra estar no nível de fazer uma maratona pra duas horas, sub dois, duas e cinco, tem que ter um VO2 alto e isso é um pré-requisito pra estar ali. É o mínimo necessário ter um VO2 entre 75 e 85. Isso é pré-requisito pra qualquer atleta classe mundial, né? Será?
E aí, tenha todas as outras coisas que vão fazer, porque não é o atleta que tem o melhor VO2 que vai correr mais rápido. Que é o que tem mais uma energia, uma capacidade aeróbia maior. Não é o cara que chega... Enfim.
Se a gente for pensar só em VO2 máximo, ele, VO2 máximo, é a máxima capacidade de funcionamento junto do seu sistema cardiovascular, do respiratório e do muscular.
Então, quanto mais oxigênio você conseguir consumir, maior vai ser o seu VO2 máximo. Mas você precisa sustentar durante duas horas uma alta porcentagem desse VO2 máximo. Isso é uma outra coisa muito importante. Porque você pode ter um VO2 máximo de 80. Eu posso ter de 75.
Mas você não consegue sustentar uma porcentagem tão alta dos seus 80%. Você sustenta 80%, por exemplo, do seu 80%. E eu consigo sustentar 92% do meu 75%. Então, durante duas horas, eu vou ficar consumindo mais oxigênio do que você. Como eu vou ficar consumindo mais oxigênio, eu vou produzindo mais energia e eu vou correndo mais rápido.
E esses atletas, esses dois atletas, a senhora chutaria mais ou menos quantos eles conseguem se manter ali perto do VO2 máximo?
Com base na literatura, para você conseguir fazer uma prova desse tipo, nessa velocidade, mantendo mais do que 21 por hora, precisa estar sustentando mais do que 90% do VO2 máximo. Acho que entre 90% e 94% do VO2 máximo é necessário conseguir manter.
Ou seja, eu acho isso muito interessante porque já vi, enfim, Maratão de Boston, Maratão de Tóquio, quando você cruza com os atletas quenianos, com os atletas de alto rendimento, você vê que eles estão fazendo força. Às vezes na televisão você acha que eles estão ali com aquela cara de paisagem, mas eles estão realmente fazendo força. É que eles conseguem sustentar fazendo força por muito tempo.
Na verdade, não é muito tempo também, né? Eu acho que esse é um ponto interessante, porque é menos de duas horas agora a gente tá falando, né? É bastante tempo, mas é diferente do que quem tá nos ouvindo, quem tá nos assistindo. Pô, maratona três horas, quatro horas, cinco horas. Pra eles é bem menos, né?
Uma vez eu assisti uma entrevista do Gabriel Asiê, que um outro maratonista estava num auditório, e uma pessoa falou para ele, pô, admiro para caramba, você fica duas horas, uma maratona, nesse tempo. Ele falou, admiro você que fica cinco horas para completar uma maratona. Em duas horas eu concluo aquilo. Sim, sim.
Mas é, logicamente, é uma brincadeira, mas tudo bem, pode não ser muito tempo duas horas, se você pensar que você faz Ironman, né? Então é muito mais tempo de esforço. Mas ficar duas horas perto do segundo limiar, né? Ficar duas horas consumindo 95% do seu máximo, é muita coisa, né? É muita coisa.
Então, além de ter uma excelente capacidade fisiológica, precisa ter uma resiliência cognitiva, uma capacidade de manter o nível de estresse e conseguir se manter atento a não ceder.
a vontade de diminuir o ritmo, manter a concentração de você estar ali fazendo força duas horas com 90% do seu máximo, 90%, 95%, o que seja. É impressionante. É impressionante.
E a parte mental, e já passando para essa parte mental, que é algo que eu acredito que seja um fator importante, determinante, assim como a porcentagem do VO2 máximo, essa questão mental, para mim, ficou muito claro do ponto de vista de ter bastante gente ali no bloco, no pelotão. Porque isso definitivamente ajuda. Porque...
acaba que com mais gente, não só a questão do arrasto, enfim, da questão mecânica, você tende a ficar mais relaxado nesse sentido. Você tem que se manter concentrado, mas como tem muito mais gente fazendo força ali, você acaba que vai no efeito manada.
Eu acho que é muito parecido com o que aconteceu naquela maratona, tipo teste, que o Pichogue fez, né? Que tinha os pacers. Então, eu acho que quando você tá num pelotão, essa característica psicológica, mental, de você...
Quando você está correndo sozinho, você conseguir manter o peso é muito mais difícil do que quando você tem alguém do seu lado dando ritmo, falando, é isso aqui que é para fazer. Essa fadiga mental é atenuada, eu concordo com você. Acho que você corre mais relaxado, você não precisa ficar tão...
preocupado em manter aquele 2,50 de pace, né? Mas só voltando que eu pulei para a coisa, voltando para a coisa fisiológica, tem isso, né? Precisa ter um pré-requisito, ter um VO2 máximo alto. Essa porcentagem, essa fração do VO2 máximo que a pessoa consegue sustentar durante a prova, e depois tem uma outra coisa.
Uma terceira coisa que é muito importante também...
que é o quão rápido a pessoa consegue correr consumindo aquela quantidade de oxigênio. Então, o quão econômica ela é. Se a pessoa conseguir correr mais rápido consumindo aquela mesma quantidade de oxigênio, ela é mais econômica, tipo o carro, né? É a mesma coisa. Se conseguir andar mais rápido com a mesma quantidade de gasolina, é um carro mais econômico. Mais longe, vai que seja. E essa economia, ela depende de um monte de coisa, né? Então...
Nesse nível, já desde 1990, começaram os primeiros trabalhos questionando se dava para fazer sub-2 ou não, fisiologicamente, o que precisaria, qual seria o grande diferencial, quando que isso... Então, tem trabalhos desde discutindo fisiologicamente, quando fazendo projeções estatísticas, quando que isso chegaria, né? Tem um trabalho bonito, robusto.
mostrando estatisticamente quando que esse tempo chegaria, e chegaria em 2032, né? Chegou antes. Mas talvez muito pela evolução tecnológica, além da evolução da fisiologia, do treinamento, da nutrição, enfim, de todas as outras coisas, né? A economia, sem dúvida, é uma coisa que faz muita diferença nesse nível.
Porque quando a gente fala de economia de corrida, tem os fatores físicos, então tem a parte interna, intrínseca do atleta, que envolve a capacidade dele de economizar consumo de oxigênio.
Tem a ver com peso, né? Isso é importante e a gente claramente vê que isso é condição, é como se... É igual ao VO2, né? Ela não é o determinante mais magro vai conseguir, mas se não tiver aquela composição, não vai chegar. Não vai tirar pra requisito, né? Do mesmo jeito. É, exato. Então, precisa ter uma boa composição corporal de ter baixa...
porcentagem de massa magra e ter uma boa musculatura, uma boa capacidade de produzir energia. Isso é leve, né? Isso é leve, né? Isso é leve porque... Pensa que esse consumo de oxigênio, acho que isso é uma coisa legal da gente pensar, esse consumo de oxigênio que a pessoa vai ficar lá...
Coração mandando oxigênio pro músculo. Um montão. E o músculo consumindo, sei lá, 4 litros por minuto. Então o músculo tá lá consumindo e trabalhando um monte. Ele precisa gerar energia pra deslocar meu peso. Se eu peso, se minha massa corporal é de 60 quilos, é uma coisa. Agora, se eu tenho que deslocar uma massa de 80, custa mais caro. Então quanto maior a massa muscular, eu vou ter um despêndio energético maior pra eu...
deslocar isso. Então, ter mais massa corpórea é ruim. Então, fala-se, sei lá, em 59 quilos, como sendo uma coisa, um número mágico, mas algo por volta disso daí, menos do que isso, aí vai talvez faltar músculo pra pessoa conseguir se deslocar. E mais do que isso, começa a ficar mais complicado. Sim. E um outro ponto que afeta diretamente a economia são os equipamentos.
É, daí tem as coisas externas, né? Tem as coisas externas, tem equipamento que vai diminuir o... Ah...
o custo. É, que aí eu, assim, acho que é o... e a senhora concorda, porque a gente conversou aqui um pouquinho antes, é... talvez seja realmente o pulo do gato, né? Seria realmente o que, na verdade, tornou possível essa conversa, né? Desde o Kipchoog, desde o Vaporfly, na verdade, né? Quando o Vaporfly surgiu. Ah, acho que é desde 10 anos atrás, né? Desde que o Vaporfly surgiu... Surgiu o chamado 4%, e era 4% da economia de corrida, né? Esse número tem um motivo pra ele existir, né? Era...
Surgiu daí, a Nike prometendo que daria um retorno, a placa de carbono daria um retorno que implicaria numa economia de corrida de 4%.
Aí tem gente que fala, pô, 4% é pouco, né? Nossa. Aí você pensa, 4% de economia, de retorno de energia em cada passada. Aí a pessoa dá 40 mil passadas numa maratona, né? Então os 4% viram um monte, né?
E aí eu acho que uma coisa legal é que esses tênis, desde o Vaporfly, depois o Alfafly, sei lá, 2016, 2019, daí acho que 2020, as outras marcas também começaram a ter tênis de placa de carbono, mas sempre pensando no retorno.
Sempre pensando nesse retorno de energia, no amortecimento, o armazenamento dessa energia elástica e o retorno... A propulsão. Nessa propulsão. E aí acho que a Adidas veio com uma mudança de paradigma, pensando em fazer os tênis.
talvez a gente possa chamar, sei lá, de uma segunda geração de tênis, com a ideia não tanto de aprimorar o retorno, mas de deixar os tênis mais leves. E aí os tênis que eles correram, que a mulher correu, que ganhou, a Cefa também bateu o recorde feminino, né? A Cefa.
Também correu com esse tênis, um tênis de 94 gramas contra outros tênis de 190, 200 gramas. Aí você fala, pô, 100 gramas, né? Também é muito pouquinho. Agora, 100 gramas mais leve, você tem que deslocar menos massa, né? Menos peso ali no tênis, isso implica numa economia grande. A gente não pode, talvez, afirmar, porque esses dados são da própria Adidas, mas...
Adidas promete uma economia adicional de 1,5%, 1,6% com o uso do tênis. E aí você pensa, uma economia de 1,6%, isso vai implicar... Existe uma relação entre o quanto você economiza e a velocidade de corrida.
Quanto mais você gasta energia, isso tem uma relação direta com a velocidade de corrida. Então, se você está economizando 1,5%, isso não é uma relação direta. Então, não quer dizer que você vai correr exatamente 1,5% mais rápido. Isso é exatamente igual em velocidades baixas. Mas a 20 por hora não é exatamente igual. Dá um pouco menos do que isso. Então, você vai conseguir correr... Se você economizar 1,5%, você vai correr mais rápido 1%, mais ou menos.
Se pensar que faz a maratona em duas horas, 120 minutos, 1% de economia é um minuto, né? É um minuto, é. E aí talvez é o sub 2, né? É, tá lindo.
Era isso que eu ia falar, né? É, assim, aí eu acho que já é mais, aí começamos a falar de marketing, né? Que talvez seja um pouco disso, assim, porque estava frio, né? E então, assim, a questão de respirabilidade, porque não sei se a senhora viu, a camiseta da Adidas que ele usou, tinha uns furos, era em 3D, né? Uma camiseta impressa em 3D e tinha umas entradas de ar, né?
E aí eles falaram, o segundo não usou, só usou o primeiro. Então, também, assim, aí você começa a especular. O tênis definitivamente eu acho que ajudou e a gente vê não só de outras marcas fazendo esses tênis de uso único. Porque um tênis de 90 gramas com certeza vai ser uso único. Ele vai fazer essa prova e o tênis fica depois inviável para usar, porque...
Não tem nada ali que possa ser reutilizado. É, a espuma é ultra, ultra light, mega plus blaster, né? Não lembro o nome da espuma, mas é alguma coisa assim, super leve, pensando em tirar peso. Então, pensando em tirar peso pra...
para a economia de corrida, né, não tenho dúvida que isso, lógico que não é isso sozinho, mas isso contribuiu, sem dúvida nenhuma, não sei, eu arriscaria dizer, não sei se o atleta é tão melhor do que um Kipchoge que fez a maratona em duas horas e um.
Talvez se já tivesse esse tempo, em 22, quando o Kipchoge bateu, que ele tem o recorde dele, talvez ele já tirasse um minuto por conta do tênis. Em 2019 ele fez o... Não foi maratona, foi aquele evento que fizeram, ele bateu a maratona.
É, exato. Não foi uma prova homologada, enfim, tinha várias coisas ali. Foi um evento promocional, né? Mas ele conseguiu, ele correu abaixo de duas horas. Em 2019, pré essa outra tecnologia.
mas definitivamente os tênis estão mais leves os tênis de placa você pega os tênis o interessante é que por exemplo, os tênis da ASICS que eu uso eles tem o ASICS Ray que é o placa muito, muito leve é um tênis muito difícil de correr muito difícil porque você vê que é um tênis que é feito para quem e
Pesa pouco pra quem tem uma mecânica de corrida muito boa, muito perfeita, enfim. Então a gente começa a entrar numa conversa que não é transmitida pra população geral. Não dá pra eu querer comprar os tênis e falar que eu vou correr mais rápido, porque eu não tenho peso pra isso, eu não tenho mecânica de corrida pra isso. É importante a pessoa...
Isso é verdade para quem corre a 21 km por hora, para quem tem 50, 60 quilos. Então, eu acho que é verdade isso. E tem muitas outras coisas que contribuem para a economia de corrida.
na linha do que a gente estava falando, o cara precisava ser muito leve, isso que a gente costuma ver, tu fala canela seca, né, a panturrilha pequenininha, isso tem um motivo real, né? Tornozelo fininho, e uma panturrilha fininha, lá em cima, né, aquele ventre muscular, que é quase no joelho, assim. Ele tem 1,62m.
Então, é bem levinho, né? Essa panturrilha é uma perna. Se você tem uma panturrilha maior, na fase de balanço da sua perna, da corrida, quando ele está no ar, você tem que acelerar a perna e depois desacelerar para pôr o pé no chão para dar a próxima passada. Se você tem mais massa na panturrilha, você vai gastar mais energia para fazer isso.
Então, se você tem menos massa nessa região, você gasta menos energia nessa aceleração rotacional. Então, isso também ajuda na economia de corrida. Tem uma outra coisa também que é bem legal, ainda falando da panturrilha. Você vê que tem coisas para falar de cada lugar, mas assim...
Uma coisa que eu acho que é bem legal, quando você pisa no chão, você armazena energia no tendão, no componente elástico, e a hora que você vai dar a passada, essa energia é dissipada. Isso te ajuda a correr mais rápido.
Quando você tem um tendão mais longo na panturrilha, esse tendão mais longo consegue absorver mais essa energia e vai dissipar mais energia depois. Então também é uma outra coisa que vai ajudar na economia de corrida.
Então, não é por acaso que as pessoas que correm nessa velocidade, eu tenho, geralmente não tem aquela panturrilhona, né? Sim. São mais, a panturrilha mesmo é mais sequinha e o ventre muscular, né? O volume muscular, ele é menorzinho e mais alto. O tendão de aqueles, o tendão ele é mais longitudinal, mais longilíneo, vamos dizer.
E o outro ponto é a biomecânica, né? Falando de panturrilha, né? Porque lembro da... Passa aqueles... A cheetah, né? Aquele... Guepardo, esses animais que são os mais rápidos, assim. Você vê que eles não mudam a... O centro de massa deles é horizontal, né? E você vê esses atletas correndo, eles não têm oscilação vertical nenhuma. Eles estão... Exatamente, parece que é... Parece o Papalegos do...
Só vai a perninha. Só vai a perninha ali e ele continua na mesma posição, assim. Então, eu acho que isso também é condição excludente. Se você não tiver isso aí, você nem vai aparecer na foto, né?
Porque gasta muita energia para pular, né? Se você tem muito deslocamento vertical, se você corre, tipo, pula muito, né? Aquela corrida mais saltada, em vez de estar o quadrilzinho, quase faz uma linha, né? O quadrilzinho deles. Tem gente que corre, vai, o quadril sobe, desce, sobe, desce. Você gasta energia para fazer isso. Exato.
E não tá indo pra frente, tá indo pra cima. E o objetivo é chegar mais longe. Tá pra frente. Aqui pra frente você tem que ir um pouquinho pra cima, mas você tem que manter. É, mas é bem pouquinho. É, é, é. Mas acho que é isso, acho que a economia de corrida é isso. Tá aí, a economia de corrida é uma das chaves aí pra explicar, né, o Sub2.
Eu acho que, sem dúvida, economia de corrida, eu acho que tênis faz muita diferença. Esse retorno da placa e da espuma e a leveza do tênis, isso faz bastante diferença. E numericamente...
Fazendo esse cálculo rapidinho, a gente vê que dá para fazer, faz sentido fisiológico, pelo menos fazer uma economia de um minuto. Porque nesse nível, é a diferença do primeiro para o segundo para o terceiro. Sim, sim. Bom, eu acho que um outro ponto crucial, é uma impressão que eu vi poucos comentarem sobre isso, e para mim é extremamente determinante, é o detalhe...
de ter um segundo atleta fazendo sub-2. Que aí entra na parte mental que a gente começou e agora eu acho que vale a pena voltar, que é... Teve uma competição até o final. Teve uma disputa até o final. E a gente teve três atletas que bateram o recorde mundial, sendo dois deles sub-2 horas. Que dó, né? Você está dentro de uma prova.
Que tem três atletas. É um bom jogador. O cara fez sub-2 e ficou em segundo. E o cara que fez sub-2 é um cara fenomenal. Ele tem tempos de 1.500, 3.000, 5.000, 10.000, 6.000. Enfim, ele tem um repertório vasto de todas as distâncias. Então eu acho que ter a disputa...
definitivamente ajudou a fazer sub-2, porque, de maneira geral, nas outras provas, a gente vê, o cara faz 2 e 2, 2 e 3, 2 e 1, ele reina sozinho a prova inteira. Não, a prova inteira, mas no 35, a hora que ele arranca, sobrou. Aí ele vai sozinho. Agora, ter alguém ali na bota e o cara tá fazendo força, na minha percepção, muda completamente, né? Ah, muda, sem dúvida, né? Não dá pra, o cara nem pensa em aliviar, né? Pelo contrário.
Acho que uma coisa que fala-se bastante também é que o resultado final é uma combinação de três coisas, assim, que você consegue manter o seu ritmo. A sua percepção de esforço, a sua motivação e como você consegue gerenciar o risco daquilo.
Então, o risco de você quebrar, o risco de você não conseguir chegar, né? Então, o aspecto motivacional que é um desses três que vai você conseguir manter, se você tiver alguém te motivando e...
nesse nível a motivação é ganhar o primeiro lugar ou não, faz, eu acho que concordo, acho que faz total diferença. Esse aspecto mental, de resiliência, de você suportar a dor, não diminuir o ritmo.
se manter focado, concentrar em pegar, se você vai pegar hidratação, se você não vai, então tá atento às questões externas, tá num pelotão grande, não tropeçar em ninguém, não fazer nenhuma bobagem ali no meio, então...
São duas horas, não é tanto tempo, mas é duas horas de um nível de atenção enorme que pode dar uma fadiga mental. E suportando um esforço que, apesar da gente olhar na televisão e achar que não...
Que não é... O cara parece que tá tranquilo, né? Tá com uma cara chegada. Experimenta qualquer um, né? Você, eu, qualquer um. Experimenta correr a 90% do seu máximo. Ah, tá. Experimenta correr nesse ritmo. 500 metros, 400 metros. Eu não tenho mecânica pra chegar nesse ritmo. Exato, exato.
sustentar 95% do meu máximo, que é obviamente infinitamente inferior, mas ainda que seja relativo, não estou nem falando do absoluto, valor absoluto, não vamos nem comparar, mas ainda que seja relativo do meu máximo sustentar 95%, eu não consigo 5 minutos. Sim. 10, que sass, se eu estiver muito motivada. Os livros antigos de fisiologia falavam que era impossível. Que era impossível. Isso é legal, né?
Nisso que vocês falaram impossível, a barreira do Sub2 era uma coisa que a gente, pelo menos até 2019, considerava impossível. E desde 2019 a gente considera que, mano, só com tudo feito ali pra gente passar. Só que cada vez mais a gente tá arrebentando essas barreiras. Eu queria ouvir de vocês como vocês se sentem a isso, esses limites que a gente vai se impondo. Realmente é impossível? É uma questão de tecnologia?
Por que a gente bateu a barreira dos dois agora? O que mudou? Eu acho que a tecnologia que a gente falou bastante. Um outro ponto que eu queria trazer é a questão da evolução do treinamento também. Porque, claro, há um legado africano muito grande, mas me parece cada vez mais isso estar muito claro de como...
a cultura da maratona está crescendo nesses países. Então, cada vez mais tem muito mais gente fazendo, muito mais gente tendo isso como estilo de vida, como profissão.
Imagina uma criança etíope, queniana, falando, cara, assim, tem a minha chance de vencer na vida. É tipo o jogador de futebol aqui no Brasil, né? Criançada. E aí começa a ter um N gigantesco, né? Começa muita gente fazer, e aí você vai, aos poucos, achando... Então, assim, a minha impressão é que não temos uma evolução
Muito drástica do tipo de treinamento. Acho que eles sempre treinaram bastante. Mas eu acho que a gente tem um número maior de atletas envolvidos.
coisa disso, Paulo, que assim, com relação ao número maior de atletas, então, isso já vem de algum tempo, né? Quando a gente pensa em mecânica de corrida, em economia, essas pessoas começaram a... Hoje a gente vê mais crianças começando a fazer.
E aí, na hora que a gente pensa, a criança que está começando a correr, aprender a correr, a gente tem uma janela para ganhar repertório motor, que é na infância, até uns 12 anos. Então, quando a criança está mais exposta ao estímulo, ela tem mais repertório motor. E a corrida nesse nível, para conseguir correr a 20, 21 por hora, você precisa ter coordenação motora para isso, é difícil.
ter a coordenação neuromuscular para fazer isso. Então, quando você começa mais cedo, além de ter a evolução do treinamento, você tem um adulto que hoje, se começou na infância, está exposto à atividade física e vai chegar na fase adulta com um repertório motor melhor e conseguindo executar o movimento.
de uma forma mais coordenada, com menos gasto de energia também. A gente vê as pessoas eventualmente correndo mais velhas, que começou a correr mais velha com 30 anos, 40 anos, tem uma mecânica feia de corrida, uma mecânica muito dispendiosa energeticamente. O braço cruza na frente do tronco, o quadril balança, tem aquelas caídas de lado de quadril. Não consegue manter a alta cadência.
consegue manter a corrida, o tempo de contato do pé com o solo demora, esse retorno, então...
Tudo isso, quando você melhora, você melhora a mecânica da corrida, você consegue gastar menos energia para fazer a mesma coisa. Consequentemente, você corre mais rápido. É muito óbvio, às vezes as pessoas acham que correr é só ir lá correr. Não é, né? Não é andar rápido. Tem uma mecânica muito importante. Então, acho que tem a evolução do treino, os treinos.
baseado em LMA, nos treinos que antes era tudo mais empírico os treinos estão então, mas será que nesse nível e com a cultura assim, porque toda vez que a gente vê isso, Quênia Etiópia, meu é a galera treinando muito, muito rodando mais de 200 quilômetros por semana e tem 100 pessoas juntas treinando assim, eu acho que e aí e aí
Mas aí tem um volume alto, mas não é tudo de intensidade muito alta. Com certeza não, pelo contrário. Então acho que esse conhecimento evoluiu muito. Antes fazia-se muito mais intensidade, acabava machucando muito mais. A carreira era mais curta, porque machucava mais. Então quando você aumenta o volume, mas não põe intensidade em termos de lesão, isso é muito mais tranquilo. O próprio Sauer falou isso na entrevista, que o segredo é mileage, como metragem.
Não é pra você se matar, é, velho, é só você continuar correndo. É, mas os DLs são bem altos. E um outro ponto que eu acho que a gente tem uma evolução clara, mas a gente vai explorar isso, é a parte nutricional, a parte de suplementação.
Boa. Que assim, foi apontado muito como... O que eu mais vi de conteúdo é o pão com mel que ele comeu antes da prova e os 110 gramas de carboidrato por hora que ele consumiu.
115, mas assim, eu não acho que seja esse o pulo do gato, a diferença. Eu acho que isso é pré-requisito, como vê o dois máximo. Exato. Ter carboidrato é lógico, se você não tiver carboidrato disponível, não vai correr, vai correr devagar. Se for depender de gordura...
não vai conseguir manter 95% do seu máximo. É porque falaram assim, ah, nossa, ele conseguiu 115, por isso ele fez sub 2. Meu, são duas horas. Se ele tivesse consumido 90 ou 100, eu tenho minhas dúvidas se mudaria alguma coisa. Pra ser bem sincero, assim. Porque não é só isso, é o que vem antes também, né? Exato, ele largou com o tanque cheio, né? Ele comeu, enfim, ele tava com o estoque de glicogênio.
100%, com certeza. Então, pô, que bom que ele conseguiu colocar 115 gramas por hora, que bom que ele, enfim, é o que a gente espera realmente que aconteça. Mas eu pensaria em quantidade de carboidrato por hora máxima se ele fosse fazer um Ironman, se ele fosse fazer uma, sei lá, um Conrad, uma ultramaratona, e tudo bem.
Mas, definitivamente, o que ele faz durante o ciclo, a importância do carboidrato e dos outros suplementos ao longo do ciclo, com certeza.
Mas a gente tem que ter cuidado em falar que porque ele conseguiu 115 gramas por hora na prova, foi por isso que ele bateu o que ele fez. E essas coisas, né? Fica muito... Ah, ele comeu o pão. Ah, então é o pão. Não preciso fazer nada mais. Então não preciso comer sei lá o quê, porque o pão resolve. Ah, para, né? É quase que feio. Exato, é. Tudo que ele fez, a gente não usa.
o que a gente discutiu em outros episódios, para o pessoal que quer ver, mas com nutricionistas, você não vai usar o carboidrato que você acabou de comer na prova. Você pôs na boca, ele vai para o músculo e vai gerar energia. Não é assim. Você precisa manter o nível de glicogênio alto que vem e foi isso que ele fez. Ele chegou com um estoque alto de glicogênio, ele veio de uma...
De uma outra condição, antes da prova, não vai se empanturrar de comida. Com certeza. Conseguiu lá só manter com o pãozinho dele ou com qualquer outra coisa. E fez uma suplementação.
Boa durante a prova. Acho que a grande evolução é que antes falava-se em 30 gramas, né? Por hora, 30 a 50 gramas por hora. Hoje já se fala em 80, 90. Ele conseguiu 115. Mas eu também não...
Não sei se isso faz uma diferença... Não é isso da prova, né? É todo o contexto. Sabe o que eu acho? Se ele tivesse feito em jejum...
Digo, se ele não tivesse suplementado o carboidrato antes da prova. Antes não, durante a prova. Se ele tivesse comido o pão com mel que seja e tivesse só bebido água. Tivesse feito sobre duas horas, o aluno ia falar, tá vendo, é o jejum. Na hora ali, nessas duas horas, não é isso, não é o determinante definitivamente.
mesmo falando isso dentro das E2 com um símbolo gigantesco na minha frente, mas assim pra ele, duas horas claro, ele tomar um carboidrato ali tem um efeito imediato, importante eu acho que assim
Eu não tenho dúvida que a suplementação de carboidrato faz diferença e é importante durante a prova. Não tenho dúvida disso. Agora, se... Nem eu e nem a literatura, né? Agora, se é 90, se é 100, se é 115, isso vai fazer a diferença de sub-2 ou não? Aí eu acho que é por muita responsabilidade só na nutrição, que eu acho que é um exagerado. É que eu acho que tem... Só um pouquinho... Não, não pode falar.
O que vai fazer, o que fez esse resultado, não é só o excepcional nível de condicionamento físico que ele tem. É o excepcional nível de condicionamento físico, é uma mecânica de corrida absurdamente boa. É um biotipo muito adequado para aquela modalidade esportiva.
o que se formou no pelotão e ajudou nessa residência mental, nessa condição. As condições ambientais ajudaram também, né? Só antes da parte nutricional...
Me parece muito que é um marketing, né? Porque a Morten foi, fez o teste de carbono marcado, expiratório, fez todo... E falou, olha, a gente chegou à exata quantidade de carboidrato que ele oxida por hora, e aí a gente fez uma nutrição específica. Boa, ótimo, animal. E é disso que a gente está falando em alto rendimento.
bateu uma meta que a gente falava que talvez seria possível em 2032. Mas eu acho que não é por aí. O determinante é importante ele saber exatamente... Assim como a gente está falando de...
90 gramas do tênis para 120 gramas do tênis, isso tem que ser na vírgula, né? Mas o tênis é mais importante. Eu acho que sim. O tênis, o que gera de economia, eu acho que o tênis faz uma diferença enorme.
Só voltando no outro ponto que eu acho que é bacana também, que eu acho que fez dos fatores que convergiram para esse resultado, são as condições ambientais lá, né? Exato. De temperatura e de umidade.
Foi um dia muito bom, né? É. A gente fala, assim, que a temperatura ideal é de 10 a 14 graus. Eles largaram com isso. Talvez na chegada tivesse até um pouquinho mais alta do que isso. Mas tava muito bom. E tava um dia de sol, né? Não tava... Com chuva, com não sei o que, que às vezes atrapalha. Sim, sim, sim.
E de umidade também, não estava muito úmido, porque se está muito úmido, você não consegue perder, não evapora o suor, aí você não troca calor. Fica muito difícil, né?
E também se tá muito seco, evapora demais, você desidrata. Então, muito úmido, a temperatura do corpo sobe muito, e aí o desempenho vai piorar, porque a temperatura do corpo sobe, você vai ter que perder calor de algum jeito, o sangue vai mais pra pele pra perder calor, e aí não vai pra perna, e prejudica o desempenho.
Muito seco, evapora demais, para conseguir manter a hidratação é difícil. Aí se você desidrata, a mesma coisa, né? Diminui o volume do sangue, retorna menos sangue para o coração, o volume sistólico fica prejudicado, fadiga mais cedo. Então ali...
40%, 50% de umidade vai bem. E parece que estava meio parecido com isso aí. Tanto que a gente teve... Estava um pouco mais para o seco do que seria o perfeitamente ideal. Estava um pouco mais para o seco, mas...
Aí vem aquelas coisas que não são muito honestas. A gente fala, está um pouco mais para o seco. Então aquela água que ele pegou no final... É, começaram a falar isso. E o outro não pegou a água. E carboidrato. Hidratar é muito importante. Se estava um pouco mais para o seco. E o problema do clima seco é desidratar. Muito importante hidratar durante a prova. Agora, se foi aquele gole de água que ele deu ali no final, aí é muito...
Chega a desonestidade atribuir aquilo, né? O pessoal gosta da lenda, né? Achar um responsável, né? E provavelmente não tem, né? Um responsável. Mas assim, acho que foi conjuntura de fatores real, porque foram três homens que bateram recorde, sendo dois deles subi duas horas, e a mulher também bateu recorde feminino. Exato. Exato.
12 e 15. Com um ritmo de 3 e 13. É muito forte. É muito forte. É muito forte. Agora, a pergunta que não quer calar. Na sua opinião, professora, foi um ato isolado ou a gente vai começar a ver atletas correr sub duas horas? Outros atletas ou só esses dois? Qual a sua impressão?
Eu tenho sentimentos ambíguos. Eu também. Eu também. Porque eu quero, às vezes eu quero, às vezes eu não quero. Ó, eu acho que o tênis contribuiu muito. Então eu tendo a achar que isso...
vai continuar acontecendo. Por outro lado, eu também acho que não é só o tênis. Ali teve a temperatura, teve a umidade, teve o pelotão, teve o tipo de prova, muita gente boa fazendo a prova. Teve uma convergência de fatores externos ao condicionamento físico deles. Então, eu acho que eles estão no nível de condicionamento, da parte fisiológica.
absurda, mas o que fez esse sub-2 foram várias outras coisas além disso, ambientais, que precisam convergir numa outra prova também pra ter, né? Uma outra prova que tenha temperatura, umidade, terreno, enfim, tenha todas essa outra. Então, não acho que é um negócio que a gente vai vendo como se fosse um negócio e não conseguindo mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới mới
Apesar de eu acreditar que o tênis tenha contribuído muito, não acho que é uma coisa que vai começar a acontecer a rodo. Tipo, maratona, sub dois. É, é a impressão que eu tenho. A gente precisa de uma...
Conjunto de fatores e é difícil todos esses fatores estarem presentes numa mesma situação. Atletas, assim, a minha impressão é que atletas preparados pra tal a gente tem mais do que dois. Que foram os dois que bateram. Acho que a gente tem mais.
tanto que assim não eram atletas que nossa não é o Kipchoge que a gente tinha antigamente que a gente sabia que só essa pessoa conseguiria agora a gente tem outros nomes o terceiro que não fez subir dois mas fez ali, ali talvez fosse uma exato e o mental do KJ vai se matar pra conseguir exatamente e assim
Exato, é, esse é, com certeza. É tipo o lote da natação, né? Exato, o lote. Um baita nadador que só perdeu pro Félix. Você fala, meu, ele só nasceu na época errada, né? É, é, é. Pô, o cara fez um sub-2, esse cara, ele ficou em segundo, que injusto esse mundo, né?
Mas, bom, acho que são as belezas do esporte. Acho que pessoa mais motivada para treinar, mais que ele, possível. Ou não, ele também falou, quer saber, velho, eu desisto. Mas acho que ele não desistiu, não. Não, ele deve vir com sangue no olho. A gente vai ver a contribuição do mental no todo. Vai ser legal, vai ser uma briga boa.
Mas é isso. Nossa, acho que muitos fatores, muitos assuntos e que fique bem claro que é um feito histórico que a gente viu. Ver a história ser escrita é um privilégio, né? Entender e pensar os motivos pelos quais realmente a gente está lidando com pessoas extraordinárias, né? No fim das contas é bonito demais de ver, é emocionante, é um negócio...
É bonito ver correr, porque é uma mecânica linda. É bonito ver o feito. A gente emociona de ver o feito. Quanto tempo a gente não estudou para ver se é possível, se não é. É impossível, não é.
Quanto tempo de estudo, imaginando, aí você vê na mesma prova duas pessoas fazerem. É um privilégio mesmo, é emocionante, como quem gosta de esporte, ou gosta do ser humano, das possibilidades humanas. Eu acho muito legal. É isso. Se você chegou até aqui, primeiro.
Eu acabei de descobrir hoje que nós somos umas máquinas de ouvintes no Spotify. Então, no Spotify tem que classificar como cinco estrelas. Então, classifique nosso podcast no Spotify como cinco estrelas. Curta, compartilhe, siga o canal da Z2, o meu doc, meu da Marília. E é isso. Nos vemos na próxima semana. Até uma próxima. Beijo, tchau.