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RapaduraCast 905 – Filme do Michael Jackson escolheu agradar o fã!

09 de maio de 2026
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Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira e Fernanda Schmölz conversam sobre “Michael“. A história do rei do pop Michael Jackson, desde seus extraordinários primeiros dias no Jackson 5 até o artista visionário cuja ambição criativa alimenta uma busca implacável para se tornar o maior artista do mundo. Foi uma boa biografia? Por que os críticos estão divididos? Pra quem é feito esse filme? Vai ter continuação? Quando vai sair “Jackson”?

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Edição/Trilha: Joel Suke

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Assuntos1
  • Filme Michael JacksonDivisão entre crítica e público · Santificação do artista · Imagem do Michael Jackson como esquisito · Objetivo de apagar a imagem negativa · Foco em agradar o fandom · Críticas à dublagem em português · Comparação com documentários sobre Michael Jackson · Papel de John Branca na produção · Importância de Quincy Jones na produção musical · Cenas de John Branca no filme · Roteiro de John Logan · Representação da infância e traumas de Michael Jackson · Relação com o pai, Joe Jackson · Dificuldade de conexão com pessoas da idade · Comparação com o filme King Richard · O problema da economia narrativa e sanitização · Aparência e cirurgias plásticas · Influência de Peter Pan na vida de Michael Jackson · Acidente com a Pepsi e queimadura · O papel de Barry Gord Jr. e a Motown · A importância do Jackson 5 · Carreira solo e o álbum Off The Wall · A figura paterna de Bill Bray · A influência de James Brown e Charlie Chaplin no Moonwalk · A dificuldade de imitar Michael Jackson · A persona de Sasha Fierce de Beyoncé · A visita de Michael Jackson ao Brasil · A questão do vitiligo · A polêmica das acusações de abuso infantil · O álbum Invencible · Participação de Michael Jackson em Homens de Preto 2 · A relação com Russell Crowe · A persona artística versus a pessoa real · A importância do álbum Thriller · A importância do álbum Bad · A importância do álbum Off The Wall · A importância do álbum Dangerous · A importância do álbum History · A importância do álbum Invincible · A importância do álbum Moonwalker · A importância do álbum Smooth Criminal · A importância do álbum Man in the Mirror · A importância do álbum I Just Can't Stop Loving You · A importância do álbum The Way You Make Me Feel · A importância do álbum Wanna Be Startin' Somethin' · A importância do álbum The Girl Is Mine · A importância do álbum Human Nature · A importância do álbum PYT · A importância do álbum I Just Can't Stop Loving You · A importância do álbum Delayed in My Life · A importância do álbum Beat It · A importância do álbum They'd Be Mine · A importância do álbum P.Y.T. · A importância do álbum The Way You Make Me Feel · A importância do álbum Man in the Mirror · A importância do álbum Smooth Criminal · A importância do álbum I Just Can't Stop Loving You · A importância do álbum The Way You Make Me Feel · A importância do álbum Wanna Be Startin' Somethin' · A importância do álbum The Girl Is Mine · A importância do álbum Human Nature · A importância do álbum PYT · A importância do álbum Delayed in My Life · A importância do álbum Beat It · A importância do álbum They'd Be Mine · A importância
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Rapadura Cast, o podcast do portal Cinema com Rapadura. Seja bem-vindo, senhores Rapadura e todo o Brasil. Está começando mais uma edição do Rapadura Cast. Eu sou Júlio de Filho e no programa de hoje vamos falar sobre o filme do Michael. Estamos aqui com o Tchack Sequeira. A importância do estatuto da criança e do adolescente não pode ser subestimada. Rogério Montanari. O filme acabou e eu ainda não sei de quem é o filho da Billie Jean.

Caraca, mas eu pensava que existia isso, mas. A explicação. Finalmente eu terei uma explicação. É só uma garota, né? Ela é só uma garota. Ela só dançou com ele pro quarto, mas o filho não é dele. É só uma garota que acha que eu sou o escolhido, cara. E a criança tem os meus olhos, mas não é meu filho. Fera da Dishmutz. Com todo respeito, tente mais.

Olha só, vamos falar sobre Michael, a cinebiografia do Michael Jackson, que chegou aos cinemas, conquistou o público aí, a galera tá enlouquecendo, os críticos metendo sarrafo e o filme sendo aplaudido pelas multidões. Mais um daqueles filmes em que tem uma clara divisão entre crítica e público, vamos conversar sobre ele com todos os spoilers.

Obviamente, todos os spoilers da história do Michael Jackson aqui, que é uma história extremamente conhecida, extremamente popular. Talvez você até nem seja tão fã do Michael Jackson, mas você conhece as histórias do Michael Jackson. São muito conhecidas, foram muito documentadas, foram muito faladas em diversos programas. Vamos falar sobre o filme, sobre as atuações, sobre a história, sobre as escolhas, até onde o filme vai. Continuação!

Tá sendo alardeado aí. Vamos ter sequência? Foi só um bait que aconteceu ali. Essa história continua? Será que essa história... Será? Cadê o Jô Inácio Júnior dançando aí? Será que teremos continuação? Vamos conversar sobre isso agora aqui no Rapa do Rokest. Alô, aqui quem fala é Vlad, de Recife, Pernambuco. E sejam bem-vindos ao mundo espetacular do cinema.

Rapadura Cast

É o seguinte, o filme do Michael, tá? Eu sei que os ânimos estão aí, né? É ânimos, é? É, os ânimos estão exaltados. Os ânimos, sim, sim. A turma tá muito exaltada.

para os extremos, né? Parece que cinema não só se tornou o grande evento em que as pessoas vão performar nas entradas e durante o filme, né? Com as suas roupas e com os seus TikToks e dancinhas durante o filme e tudo mais. Ou é o espetáculo mundial da Terra, né? O Cirque de Soleil é trecheira. Atômico, radioativo. Um negócio asqueroso. Asqueroso!

Ai, eu fiquei tão irritado. Mano, é muito... Eu vou te falar qual que é o problema. É porque tu acha que eu fiquei com raiva de ti quando tu chegou, porque assim, eu assisti o filme e eu achei ok. E aí o Rogério chegou assim, asqueroso. E aí eu vou plantando, né, os os pontos

Pra tentar tirar mais. É curioso, porque eu acho, na verdade, isso sensacional quando um filme consegue causar esse tipo de ira em alguém. Tipo assim, não, eu estou revoltado. Tipo, o Gino ficou do Big Brother. Eu estou indignado! Eu estou indignado! Estou revoltado! Não, mas deixa eu...

Deixa eu contar como é que foi. Isso daí foi o seguinte. Você sabe que nessa hora que a gente tava falando, eu tava consertando o farol do carro. Eu tinha... Meu Deus. Você já tinha mais um elemento de revolta. É, mas o negócio é que assim, quando eu saí do filme, e aí eu virei pra Nina, olhou pra mim. Eu e a Nina, a gente passou o filme inteiro assim, ó.

A Nina assim, ó. Quem é esse moço? Não sei nem quem é Michael Jackson. Não, ela sabe. Meu amigo, ela mora nessa casa. Você tá de brincadeira comigo? Eu moro com o Billy Dean. Eu escuto o Michael Jackson toda hora. Cara, eu só escuto música velha. Eu já falei que pra mim, Strokes é coisa nova. É a bandinha nova. Vai fazer muito sucesso ainda. Aqui é só escutar música velha. Novidade. Chegou agora, né? Meu Deus do céu. É só pros jovens. A KT Mucks é uma cópia de Strokes.

Lá vai o Jurandir. O que importa é o seguinte. É que a gente... Eu saí do filme e, assim, a gente passou o filme inteiro assim, fazendo assim, batendo uma mão na cara e tudo mais. Nossa. Ao invés de aproveitar o filme, eles estão revoltados. Não, e a galera... Esse filme. Não tem como aproveitar um bagulho tão irritante. E a galera saiu da... Ela falou... Aplaudindo. Não, ninguém aplaudiu. Não teve aplausos. Claro que aplaudiu, Rogério. Na minha sala teve aplausos, tá? Não teve. Na minha sala teve aplausos.

Teve gente andando, entrando, boom walk na sala. É isso. Só que eu assisti... Eu fui embora de costas. Eu fui embora de costas. Só que eu assisti numa terça-feira, duas e meia da tarde. Então só tinha velho no cinema. Velho desempregado, né? Então, aí tanto que não teve aplauso, não teve ninguém cantando. Olha o shade aí.

Velho desempregado, adolescente, vagabundo. Mas a galera que tava saindo, eu assim pensando, meu, que filme eu saí? E a galera gostou, é claro. E aí, conforme a gente foi conversando sobre o filme, eu fui me irritando. Cada hora que eu lembrava de uma coisa nova, me irritava mais, me irritava mais, me irritava mais. Então quando eu falei no telefone, eu já tava...

Rogério não sabe aproveitar o entretenimento não. É louco isso. Mas desculpa, gente. Ele entra num vórtex assim de... Meu irmão, esse filme não tá sendo do jeito que eu queria. Não é o jeito que eu queria. Não, não, não. Não é o jeito que eu queria. Eu falei isso no áudio. O que eu acho importante é o seguinte. Qual é o meu maior problema com o filme?

É que... É, a gente já sabia que a voz do moleque era horrível. Não, não, não. Ah, isso aí foi a minha filha que falou, né? Eu falei, cara, tu não pode botar a dublagem como um problema do filme. Porque, porra, não é problema do filme, né? É o problema da dublagem daqui, né? É muito ruim, tá? A dublagem em português, se você assistir... Que isso, gente? Não, dublagem da Delarte, cara. Como assim? Tu assistiu dublado?

Não, ainda não, mas... Fernanda! Eu não tô reclamando dos pobres dubladores, nem da empresa. É muito difícil dublar o Michael Jackson. É muito difícil. Você fica parecendo o Mickey, caralho. É, parece um adulto imitando uma criança que tá imitando um adulto. Fica parecendo... Como é que é o moço lá que...

Que o Júlia estava mostrando pra gente. Ah, é, o Lorde. Hello. Hello, Michael. Is Diddy, man. O usuário Michael Jackson não se encontra no presente. Come on, man. A do Bajo do Comodomingo, por exemplo, tá ótimo, tudo mais. Mas a do Michael Jackson é problemática, mas é... Márcia! O meu problema com o filme, na verdade, é que é o seguinte, além dele ser o Chapa Branco, que a gente também já sabia, isso aí é... Sim. É que ele transforma uma pessoa...

que era inacreditavelmente talentosa. Uma das pessoas mais talentosas que já pisaram... O gênio da música. O gênio da dança. É aquela coisa do nunca ouve e nunca verá alguém como o Michael Jackson. O cara dançava, o cara cantava, mas tipo assim, tanto que tiveram que usar... Criava coreografia, ele fazia coisas...

Ele que dirigia os music videos dele. Ele tinha noção de todos os instrumentos. Ele escutava todos os instrumentos individualmente. Ele tinha ideias visuais para as coisas. De estilo. Produzia. Tudo isso. Então é isso. Os vídeos e tal. Ele pensava nas roupas. Ele pensava nos visuais dos clipes. Nas histórias. Ele tinha... Cara, era o cara. Com certeza. Uma das pessoas mais talentosas. Já pisou nesse planeta.

E você transforma ele numa divindade, num Deus, num Jesus. Num anjo na terra. Num anjo. O que você tá tirando... A santificação, né? A santificação do... Isso, exatamente. A santificação. O Michael Jackson. Você diminui o brilho do cara. Eu acho também. Porque ele era um cara negro numa época.

Super difícil. Extremamente racista. Racista. Mais do que é hoje. Pobre. Que dificulta ainda mais a situação. Que veio lá de baixo e alcançou o topo do topo do topo do topo. E não tem nada de divindade nisso, cara. É muito esforço. É muito trabalho. É muita briga que esse cara teve que ter na vida.

E é a coisa que o filme foge loucamente. No máximo ele dá uma apitadinha, ele lampeja e sai. Eu vou citar aqui uma pessoa que tem um pouco mais de respaldo pra falar nisso do que a gente, que é a Perry Jackson, a filha do Michael. Filha dele.

algumas semanas atrás filha dele que não viu o sucesso do pai, né? ela não não tem idade pra isso o que ela disse uns meses atrás foi o seguinte, olha eu vou falar logo sobre o assunto porque sei que todo mundo vai falar, etc, etc e tal

Ela disse, olha, o fandom do meu pai vai adorar esse filme, porque eles vão receber a fantasia que eles querem. Mas eu queria algo mais real. Foi o que ela disse. O que ela falou foi isso. Ela disse que tem muito respeito pelo pessoal, pelo comando do Ingo, pela galera, pê, pê, pê, pá, pá. Mas o que foi entregue ali foi uma fantasia que foi feita especificamente pro fandom do Michael. Acho que as expectativas são desmedidas também, né? Porque nenhuma biografia é real. Nenhuma.

nenhuma traz a história como a gente conhece não é real todas as histórias de filme de ficção são ficcionalizadas pra ter filme, e aí se você pega o caso, por exemplo, de então faz documentário, o Michael Jacobs tem 300 documentários

E ainda não é o suficiente pra medir o tamanho que era o Michael Jackson. Você pega um documentário como o Living Neverland, por exemplo, que coloca uma luz extremamente sombria sobre o Michael. E aí tem a resposta desse documentário, né? Eu entendo o motivo pelo qual esse filme foi feito. Esse filme não foi feito apenas pra ganhar bilheteria, esse filme não foi feito apenas pra fazer com que o pessoal cumpra de novo o disco do Michael Jackson. Não.

Esse filme foi feito também pra tentar apagar do Zeitgeist, tentar apagar do imaginário popular, a imagem do Echo Jackal, do Michael Jackson maluco, que, infelizmente, a cultura pop meio que criou essa imagem. Você pega, por exemplo, Os Os Os Os Os Mundo e Pânico, que colocam e reforçam essa imagem do Michael Jackson como esse ser bizarro que saia por aí pegando criancinhas.

E uma pessoa esquisita, né? Tipo, você é extremamente esquisito. Então, mas... Vamos lá. E a questão não é nem essa, tá? Porque o filme nem aborda essa época. Um dos objetivos lançados nesse filme é justamente reforçar o Michael como o rei do pop. Então, mas eu tô doendo... Tirar o Michael Jackal do... É que você tá falando que isso não é... A imagem dele de esquisito não é verdadeira. E aí eu te digo que é totalmente... Não, eu não tô dizendo isso.

Eu tô te dizendo que... É totalmente verdadeiro. Ele era um cara totalmente esquisito. Dentro da cultura pop, a ideia é tirar essa imagem. É. A ideia do filme é tirar essa imagem.

Acho que a frase que eu posso te dizer pro que é feito esse filme é o seguinte. É ganhar dinheiro. Uma mentira contada uma vez é uma mentira. Uma mentira contada várias vezes, ela se torna verdade. Esse filme vai ser assistido muitas vezes. E no futuro, esse filme é a história do Michael Jackson. E não a história que a gente conhece e a gente viveu.

Eu vivi essa história. Eu vi, o primeiro videoclipe que eu vi na minha vida é o thriller. Que eu lembro de ter ficado com medo de sair correndo e o cacete. Entendeu? Então, assim, eu lembro de passar no Fantástico e de falar assim, gente, tira as crianças, literalmente, bota as crianças no quarto que vai passar o thriller.

E a gente cagava de medo. Porque não é que ele passou no Fantástico uma vez. Ele passou no Fantástico uns três domingos seguidos. E a partir dali... Essa sensação, Rogério, nenhum filme vai conseguir replicar esse... Ninguém. Esse momento, sabe? Que era um acontecimento em cima do nome Michael Jackson, né? O Michael revolucionou as coisas num grau que...

Hoje em dia tem um monte de artista que faz clipe com história, que faz como se fosse curta-metragem. Começou lá com ele, né? A própria ideia dele fazer o Beat It com os Bloods e os Crips. E aí conseguir dar um jeito de fazer a galera topar, participar do clipe e tudo mais.

É um negócio muito doido, realmente. Só o Michael conseguia juntar as coisas desse jeito. Isso tem... Tem muita coisa que é filme, que é feita pra compor a história do filme. E tem muita coisa que é mais ou menos assim, sabe? Que foi mostrado no... Porque você tá construindo o filme e você tá construindo como o Rogério falou, eu concordo com ele, que...

O filme, um filme bem sucedido de público, que as pessoas vão assistir, pra muita gente, por exemplo, o filme do Queen, aquela história do Fred Mercury. Qualquer outra história que você contar, não tem nada a ver, não tem nem no filme isso. Exato, exato. Sabe, por quê? Esse é o poder do cinema e é o poder que o cinema dá pras grandes histórias. Agora, você me pergunta assim, qual o objetivo desse filme? Concordo com o Sicas e concordo com o Rogério. Concordo que é...

Vamos tentar tirar um pouco desse eco que existe também. Porque o Michael Jackson, ele sempre foi tido como esquisito, mas o nome gênio Michael Jackson sempre esteve acima de qualquer coisa, sabe? Sim. Ah, o cara é o gênio da música. Ah, o cara é o maior, é o rei do pop. Ah, o cara que tem o álbum mais vendido da história. Sempre esteve acima de todas essas polêmicas. Só que essas polêmicas começaram a...

permear muito a vida dele, e ele teve uma vida complexa. É difícil a gente analisar o Michael Jackson só por um filme, só por um documentário, só por um prisma. Existem tantas situações que transformaram o Michael Jackson nesse mito que ele é.

que fazem com que a gente, quando assista o filme, com a sensação que eu tenho, esse filme está sendo feito único e exclusivamente para a turma ganhar dinheiro. Aí falam assim, ah, Judas, está falando o básico aqui, porque cinema...

é feito pra ganhar dinheiro, sim. Cinema é feito pra ganhar dinheiro. Você faz biografia pra ganhar dinheiro. Ah não, mas também tem um lado artístico, pra colocar história e tudo. Sim, isso vem junto. Isso vem junto. Mas o que valorizou o nome Michael Jackson com o filme, os críticos podem ter odiado e tudo mais, mas o público tá ovacionando o filme. Então eu ainda assisti várias vezes, levando famílias de todas as idades.

Os trends lá do Michael Jackson, a galera imitando, vestindo as roupas, as músicas. Billie Jean voltou pro top 10 global do Spotify. Billie Jean é uma música que já tem 2 bilhões de views, sabe? Não à toa, um dos personagens principais do filme se chama John Branca.

Que é o tal do produtor que resolve todos os problemas do Michael Jackson no filme. Quem é o produtor principal do filme? John Branca. Que é presidente do quê? Da Michael Jackson Productions. Fora! Então assim, desculpa gente. Eu como amante da música, eu fiquei puto com o John Branca aparecendo mais que o Quincy Jones, mano.

O Quincy Jones que apareceu um pouco, eu não esperava, tá? Até porque ele tinha maior destaque no trailer. O Quincy Jones é o produtor responsável pelo Off The Wall, pelo Thriller e pelo Bad. E muitas das músicas foi o Quincy Jones que achou. Não foi nem o Michael Jackson que escreveu nem nada. Eu acho que metade das cenas do Quincy Jones estão no trailer. Que é ele, Michael, vamos lá, segura os pés aí. Mantenha os seus pezinhos tranquilos. É, mantém os pés. Tipo assim...

Cara, é absurdo. Tem uma cena que é muito John Branca. Porque eu fico imaginando assim, o John Branca ligando lá pro Foucault, o Anthony Foucault, que é o diretor do filme. Ele ligando e falando, e aí, Anthony? Show! Ligando lá. Aí o Foucault recebe a ligação e fala assim, opa, e aí? Ele fala assim, cara, aqui é o John Branca, beleza?

Beleza, Fouca. Aí o Branca falando assim, cara, eu tava aqui sentado, lembrei de uma parada que eu fiz uma vez, quando o Michael Jackson se machucou filar e levei um Mickey pra ele, mano. Foi. Aí o Fouca, porra, que legal, cara, legal que você fez isso e tal. Aí o Branca vira pra ele e fala assim, então, man, bota um fumo isso aí. Aí o Fouca fala, pô, beleza, mas qual que é a relevância pra história do Michael Jackson? Fouca.

Bota essa porra no filme. Dentro do roteiro, deu-se um jeito. O roteiro é escrito pelo John Logan. O John Logan é um roteirista que tem altos e baixos. Não é um roteirista muito... Vamos dizer que ele não é muito constante. Ele tem suas montanhas e seus altos. Mas os altos dele são muito altos, né? É o cara de gladiador, o cara de aviador, né?

É, mas eu também escrevi o Star Trek e o Jornal da Nostra e os Nêmesis, então eu tenho problemas. É só uma bobagem. Ele escreveu a Link Covenant.

aí é foda, mano então tô dizendo, esse cara tem vales e tem vales profundos o roteiro do John Logan, por exemplo nessa cena que o Rogério colocou ele deu um jeito pra tentar dar uma importância que é colocar o branco nesse momento que tá dando lá o presente pro Michael, ele vê o Michael lá junto das crianças na aula dos queimados, pra mostrar como o Michael se importava com pela terceira vez

Era a terceira vez que mostrava o Michael Jackson ajudando as crianças. É o negócio do... Vamos reforçar o ponto, né? É isso que eu tô falando. Matelar várias vezes. A ideia que fica, quando você tá assistindo, assim, é que ele realmente não conseguia se conectar com ninguém da idade dele, porque ele não teve infância, ele não sabe ser adulto. Ele teve desconexão com os irmãos, né? Os irmãos bem mais velhos. Exatamente, que ele era muito sozinho, ele tinha lá seus pets exóticos.

E aí as únicas pessoas com quem ele conseguia se conectar eram essas crianças que ele visitava de vez em quando. Então, na verdade, você sabe que ele tinha... E aí fica essa ideia, né? De que ele tinha coração de criança, o negócio do Peter Pan, que eles mostram 40 vezes no filme. Porque vamos supor o seguinte, o Júris é uma pessoa, vamos supor que ele seja uma pessoa, e acredito que ele seja uma pessoa que ajuda várias instituições de caridade.

E a gente sabe que já fez no passado, e a gente faz todo ano, e beleza, não sei o que.

Vamos fazer um filme sobre o Jurandir Filho. Aí vai fazer ele lá criando o Rapadura, aí vai mostrar ele ajudando uma criança. Entre cada projeto é uma instituição. Aí depois ele criou o 99 e aí mostra ele de novo ajudando as crianças. Aí depois, pô, agora ele criou o Salavip, aliás, assassino o Salavip, vai mostrar ele ajudando a criança de novo. Peraí, assim, isso, ok, isso é maravilhoso, mas isso é o que define...

É curioso que a gente está apontando essas coisas aqui. E eu digo, eu já falei anteriormente, eu gostei do filme, entendeu? Eu me diverti com o filme e tudo. Eu também. E eu sei que as pessoas têm visões diferentes aqui. Mas ainda assim a gente vai conversar sobre isso. A sensação que eu tenho é que pela impossibilidade de se fazer um filme do Michael Jackson, ele teve que colocar tudo para quem ainda está vivo.

pra quem ainda está vivo e lucrando com o Michael Jackson, pra melhorar a imagem o máximo possível e pra não ter nenhum risco. E aí fala assim, como é que a gente vai contar a história do Michael Jackson sem contar as histórias polêmicas dele? Ele teve muita história polêmica, principalmente anos 90 ali, com as acusações. Oxe, faz o filme até antes das acusações. Exatamente. E aí, assim, estrategicamente é uma excelente decisão você fazer isso. Excelente, eu também acho. Mas ele tem um bom ponto de corte.

Tem um bom ponto de corte, eu concordo contigo. O problema é que o Michael Jackson, ele não foi só isso. Até acontecer o que aconteceu, aconteceram muitas coisas, entendeu? Muitas coisas. O Michael Jackson, por ser o maior nome da música, da história da música, e aí é foda porque a gente fica redundante falando isso, e a gente precisa falar isso várias vezes, que nem o filme faz repetidas vezes pra provar o ponto, porque as pessoas pelo filme não vão ter...

a real dimensão do tamanho do Michael Jackson. Não vão. Ah, você pensa assim, nossa, ele fez um show no estádio lotado. Gente, o show do Michael Jackson era lotado do estádio e era lotado fora do estádio. As pessoas queriam ouvir o Michael Jackson, mesmo que seja minimamente fora do estádio. E aí tinha mais gente fora do estádio do que dentro. É, hoje em dia está acontecendo isso também.

Lembra lá daquelas tretas que rolaram no show da Taylor Swift, da galera morrendo de calor, porque algum capitalista FDP resolveu colocar um pano preto vedando a passagem de ar no estádio aqui no Brasil? Inacreditável, mano. Cara, é tipo assim...

É uma coisa tão horrível, tão patética, que não faz o menor sentido. Mas isso tá acontecendo na torreia do BTS agora também. Isso virou uma constante, realmente. Mas é porque as pessoas querem... Porque essa busca... Não, é porque hoje em dia é impossível conseguir ingresso na fase pública. Isso, exato. Porque hoje em dia tá muito difundido e tal. Mas naquela época, o Michael Jackson já lotava o estádio desde que ele era criança.

E o Michael Jackson era conhecido pela criancinha de dois anos de idade, até o véim de 80 anos, em todas as classes sociais, em todos os lugares do mundo. As coisas eram mais diferentes. Mas, Júlia, os caras, as pessoas... As pessoas têm muito mais acesso hoje, né, Fê? E as pessoas viram a evolução do Michael Jackson desde quando ele era criança. Não é uma coisa assim que...

Isso tem acontecido um pouco com a Taylor Swift, que também as pessoas veem ela praticamente desde quando ela era criança, né? A própria Rona Mantona, a Miley Cyrus também, que desde criança e tal, tem vários artistas assim. Eu sei que as pessoas colocam a Taylor Swift, a imprensa sempre joga esse jogo, né?

de tentar criar substitutos, né? Ah, o novo não sei o quê, a nova não sei o quê. E sempre colocam a Taylor Swift de que é um fenômeno, não dá pra negar o fenômeno que é a Taylor no mesmo patamar do Michael Jackson, mas ela não tá nem na mesma página, tá? Tipo, tem um livro de mil páginas, o Michael Jackson tá na primeira e a Taylor Swift tá...

Procurando espaço dentro desse livro. O Michael Jackson tá em quatro páginas, o mínimo, nesse livro. Mas o negócio é que o fenômeno que se fala do Michael Jackson, como a gente pôde viver... Eu nasci em 82, no ano do lançamento do thriller, tá? O Rogério nasceu em 80. A gente pegou bem o frisson, o fenômeno que foi... Pegamos ele e o Michael Jackson, jovem e adulto, né?

Cresci na época do Bad ali. Eu cresci na época do... Quando eu saí o Bad, eu tava escutando o Bad em casa com o meu irmão que comprou o disco, entendeu? Eu entendia o fenômeno que era, porque a televisão parava, as pessoas paravam pra...

assistir as coisas dele, os shows, as notícias. Cara, o Michael Jackson era idolatrado na imprensa e ele era destruído na imprensa ao mesmo tempo. Era até difícil, porque toda vez que ele ganhava um prêmio, ele tinha que dar uma resposta a alguma coisa, né?

Tipo assim, eu sei que vocês querem que eu fale de algum assunto aí, mas eu tô aqui pra agradecer o prêmio, eu não fico lendo o que vocês falam sobre mim. Ele sempre tinha que dar alguma resposta dessa. É o mal do mito, né? O mal do mito é isso, né? Você tá sempre entre o amor e o ódio das pessoas, da perseguição. E ele, um cara...

Que era esquisito, um cara que... Era muito esquisito. Ele tinha uma cabeça muito mais infantil por causa dos diversos traumas de ter sido espancado pelo pai, do pai achincalhar o visual dele. De não ter podido ter uma infância, né? Não ter podido ter infância, ter o distanciamento do Michael Jackson dos irmãos, que eram mais velhos do que ele. Então ele não tinha com quem brincar. É que você tá falando que ele não tinha com quem brincar, mas eles eram em nove.

Sim. E a Janet era mais nova que o Michael. Então, assim, não é bem isso, tá? Ah, sim.

Essa ideia de que ele era um garoto sozinho, solitário, dentro de casa, sendo que você tem oito irmãos, e não todos eles são... Claro, tinha uns mais velhos, mas tinha uns que tinham mais a idade perto. O problema, Rogério, é que eu, por exemplo, sou um de quatro irmãos. Sim. A minha irmã é a mais próxima de mim, de idade, mas ela tem diferença de cinco anos. E mesmo que ela fosse parecida comigo, a minha irmã...

eu gostava de brincar de casinha, de boneco e tudo mais, eu gostava de brincar de carrinho e outras coisas. Então eu queria brincar com meus irmãos, que gostavam também de brincar desse tipo de coisa. E eles não queriam brincar comigo, entendeu? Então, existe diferenças, assim, sabe? E ainda mais numa família. Porque essa história do Joe Jackson...

ela é uma das coisas mais reais que são mostradas no filme, mas ainda assim ela é muito higienizada, porque ele é tipo, ele não é o pai exigente. Ah, o pai antigo daquela época, né? Todos eram desse jeito, sabe? O Joe Jackson, na verdade, era muito pior do que era mostrado, porque ele mostrou ele batendo basicamente só no Michael, sendo que todos os irmãos apanhavam.

A gente teve uma outra cinegografia recente, que foi a das irmãs Williams, mais especificamente mais focada no pai delas, que mostrava também um pai exigente. Que colocava as duas pra serem, literalmente, o top do top do tempo. O filme do Will Smith, né? Tá falando? Isso.

King Richard e dentro do filme é muito bizarro e eu concordo muito contigo com isso porque você tem a cena lá do Joe Jackson, dos meninos chegando em casa mortos de cansados, depois de um show e o Joe Jackson querendo fazer com que eles ensaiem o Michael vai e diz que tá cansado e tal, o Joe Jackson vai lá, tira o cinto e desce a porrada do menino e mostra no filme né e logo depois você corta pra uma montagem em que mostra uma família de margarina de novo

Que diabo é isso? Isso não é criar um personagem complexo. Isso é um filme sendo esquizofrênico. Porque o filme não sabe exatamente pra onde tá querendo ir. E o que eu tô querendo dizer, não é que o Michael Jackson, ele teve esse problema de infância, e porque ele não teve problema na infância, na verdade. Ele teve. E o problema era esse. O pai dele, não é que ele não tinha com quem brincar. Ele não tinha tempo. Não podia. Porque o pai dele não deixava.

Mas olha só, as idades dos irmãos deles, eu até peguei aqui pra gente não falar besteira.

Então os irmãos são o seguinte, a Reby é de 50, o Jack é de 51, o Tito é de 53, a Germaine, o Germaine, aliás, é de 54, Latoya, que é a única irmã que aparece no filme, é de 56, o Marlon é de 57, o Brandon de 57, o Michael de 58, o Randy de 61 e a Janet de 66.

Então assim, ele tinha irmãos mais ou menos da mesma idade dele, entendeu? 54, 56, 57, 58, eles tinham mais ou menos a mesma idade. Mas o problema é que é o seguinte... Parece que não parecia, né? O pai não deixava, o pai não deixava os meninos brincar. Eles não tinham tempo livre. Não tinha o que fazer, cara.

E ele tinha um negócio da aparência também, né? Porque muitas das coisas que tem no filme vem de entrevistas e livros que... Entrevistas que o próprio Michael Jackson falou, né? Tinha um da Oprah muito famoso dele falando que o pai dele...

sempre falava do nariz dele, sempre chamava ele de narigudo, chamava de feio, e ele tinha esse problema de imagem absurdamente. Então, você vai criando complexos, né? E qualquer pessoa que passasse por isso, iria passar por esse tipo de situação. Ainda mais na infância. De você se questionar, né? De você...

Por exemplo, todo mundo te acha bonito, porque ali no Off The Wall, né, até antes mesmo, durante a época do Jackson 5, as mulheres enlouqueciam com o Michael Jackson. Mas aquele negócio também, meu irmão. Tá no palco, tá famoso. É o efeito do lofote. Tem o chave do palco, né? É o efeito do lofote.

Só que ele não se sentia desse jeito, porque o pai dele rejeitava ele e tudo. Então, mostrar isso no filme é interessante, porque você tá construindo a complexidade que é a cabeça dele. Mas eu acho que o filme não deixa de lado as esquisitices dele, esse negócio dos animais. É muito massa você gostar dos animais, mas você ter uma girafa no quintal da sua casa não é um negócio normal. Você tem o digre. O filme malhama. O macaco, né?

O filme coloca o Michael como uma pessoa Que precisava Desesperadamente ser amada Cara, aquele abraço que ele dá No Bubbles No operador de som, no produtor Lá no começo do Jackson 5 É um abraço de uma criança Desesperada por qualquer tipo de afeição

Esse abraço é muito significativo porque o produtor decidiu ouvir o Michael Jackson. O pai dele era só mandando, faça isso, faça isso, faça isso. O produtor decidiu ouvir, decidiu valorizar as qualidades dele. O produtor falava para o Michael assim, você pode me perguntar o que você quiser a hora que você quiser.

Você dá uma abertura enquanto o pai dele ficava, tipo assim, vambora, você tá atrapalhando. Ele fala assim, não tá me atrapalhando. E aí o abraço dele é quase um obrigado, né? Tipo assim, obrigado por me ouvir, sei lá, por me respeitar, sabe? Essas coisas... É o Barry Gord, não é? O Barry Gord.

É o Barry Gord, da Montal, pô. É o presidente da Montal, sim, é ele mesmo. É o presidente da Montal lá, que por acaso é outro também que aparece assim. Tipo, o cara... Não dá pra dar muito destaque pra todo mundo, né? Eu sei, eu sei a importância da Montal. Eu amo, amo a era de... Isso, vamos mostrar, vamos mostrar o Michael três vezes no hospital, mas vamos tirar o... Vamos tirar o cara da Montal, deixar o cara da Montal. O cara da Montal...

Não é que ele criou o Jackson 5. O Jackson 5 já existia, como a gente vê no filme lá. Ele que lançou, né? O que, aliás, é uma coisa que me irrita bastante, que daqui a pouco eu falo. Que é, tipo assim, eu termino o filme sem entender... Da onde veio a ideia do Jackson 5? O dono da Montau, né? Que é o Barry Gord, o Barry Gord Jr. Ele tem, inclusive, tem um vídeo do Michael Jackson, quando ele entrou lá pro Hall da Fama, agradecendo o Barry Gord lá e tal. E aí é muito bizarro você ver esse vídeo, tá? Porque ele fala assim...

Isso ele já tá... Já é ele dos anos 90 já, tá? E ele falando assim, se não fosse esse cara, o meu pai e a minha mãe, eu não tava aqui agora. É muito estranho o ver o Michael Jackson falar bem do pai. Eu particularmente nunca tinha visto. E aí fiquei até meio assim. Falei, carai. Mas ele fala, se não fosse o Barry Gord, meu pai e minha mãe, eu não tava aqui agora. Porque tudo que o Gord fez... Aliás, acho que era uma homenagem até pro Gord, se não me engano.

Ele falou, tudo que o Gord me prometeu Prometeu pra gente, ele fez E ele, quando a gente foi pra Montown Ele prometeu quatro primeiros Lugares pra uma família De músicos que tava Começando ali e tal, e quando ele foi pra lá ele falou Prometo pra vocês quatro primeiros Lugares, e ele deu Quatro primeiros lugares seguidos pro Jackson 5

Só que é foda que naquela época, ele tava... Era o Jackson 5 aparecendo, o próprio Michael Jackson. Aí, ao mesmo tempo, a Motown tava lançando Steve Wonder, tava lançando o Marvin Gaye, tava lançando a Diana Ross, os The Supremes. Sabe aquela produtora que aparece no filme?

Ela tava contando no negócio, porque assim, não foi bem daquele jeito que... Ela viu eles tocando, né? É, não foi daquele jeito. Foi um outro produto, foi um outro cara que viu e que falou pra ela. Falou, ó, tem uma galera aqui no hotel, aqui no meu quarto, vem aqui ver uma coisa no meu quarto. Ela, amigão, ainda mais nessa época, imagina. Amigão, não vou no teu quarto, bicho. Não vou no teu quarto. Ele falou, não, não é nada que você tá pensando, não.

Vem aqui que eu vou te mostrar uma parada que você vai ver. E aí ela subiu e tava o 5 no quarto do cara.

E falou assim, canta aí. Os moleques cantaram a capela. Canta aí.

Ela falou, eles cantaram quatro músicas na minha frente. E eu falei, mano, ligou pro Barry Gord na horda. Falar, cara, tu precisava ver os moleques aqui que eu tô vendo aqui. Achei uma mina de diamantes aqui, né? E aí foi assim que ele foi. E aí, tipo assim, o Barry Gord ficou tão agradecido a ela. Tão agradecido dela ter levado os moleques pra lá. Que a próxima banda que ela foi apresentar, não precisou nem apresentar pra ele. Falou assim, tá aí, pode que contrata.

Pode contratar. Você já viu? Você indica? Contrata. Eu não quero nem ver. E por acaso era a banda do... Lionel Rich. Lionel Rich. Era só a banda do Lionel Rich também. A mulher só descobre porcaria, né, mano? Tipo... Não, mas olha, dentro da... Como o Dorsk do filme, eu gostei porque é um bom exemplo de economia narrativa. Porque ao mesmo tempo você coloca os garotos no palco...

Você coloca que existem pessoas de gravadoras que estão realmente fazendo scout pra tentar localizar novos talentos e tal. E você coloca também um pouco da cafajestice do Joe Jackson. Porque ele nota ela interessada e ele chega. Cara, a forma como o Coldomigo chega nela é como se fosse um cara dando em cima de uma mulher. É. E Sicas? Sim. E Sicas? Não foi colocado o filme.

Mas que a história do Joe Jackson é de ele ter tido milhares de amantes. E ter tido filho fora do casamento. E ter uma loucura toda. Por isso que eu estou chamando de economia narrativa. Sanitizada. Você consegue. Ficcionalizando esse fato. Sim.

você consegue colocar muitos fatos, você consegue colocar muitas informações na mesma cena. É que se fizesse o filme que a gente imagina que deveria ter sido feito, o filme teria 32 horas de duração, entendeu? Não, mas é porque, olha só, poderia ter um filme só sobre a época da Montau, que seria incrível esse filme. Ok, mas olha a pobreza da coisa. Eu concordo, o filme não é um documentário e não tem necessidade de mostrar do jeito que a história foi. Tem que ser rápido.

mesmo o negócio. E a mulher falou que o Joey nunca se meteu com ela. Isso não foi agora, tá? Uma entrevista antiga que eu vi aí, alguém resgatou no Instagram e tal. E ela falou que o Joey nunca se meteu com ela e o cacete. Então, assim, é... Mas tudo bem, eu entendo que é o que o Sicas falou, né? É um jeito de você mostrar essa faceta do Joey sem precisar e tal. Só que, olha a pobreza do filme. Você vê que o Joey, ele quer mais, mais e mais.

Mas ele quer mais, mais e mais pra quê? Se a gente nunca vê ele no filme, usufruindo.

das coisas. Ele muda de casa, né? Você vê ele saindo da casa que ele tinha lá, que era mais simples, indo pra casa maior, tendo o escritório dele. Por exemplo, o Joel Moçal é numa piscina, uma piscina lá, jogadão. Não, você nunca vê o Joe Jackson usufruindo do que ele tanto procura. E aí a gente sempre vê o Joe Jackson trabalhando, de fato, no filme, se você não pensa bem.

Porque ele também tá assinando cheque, ele tá pagando as coisas, ele já tá pensando qual que é o próximo objetivo dele. A gente nunca vê ele usufruindo. Ou seja, é tudo capado. É isso que eu falo. É isso que eu falo. Dessa indecisão quase esquizofrenica do filme em não saber como retratar o Joe Jackson.

É uma coisa muito bizarra, porque se você tem o seu protagonista, que são os nossos olhos dentro do filme, ele tá guiando a gente por dentro da narrativa. Logo no começo do filme a gente vê ele tremendo de medo de falar com o pai, mas ao mesmo tempo retrata a coisa da família de margarina, ao mesmo tempo mostra ele levando surra. O filme não sabe exatamente que faceta, como explorar.

Mas essa parte você mostra pra dizer que essa era a normalidade. Que era assim, olha, você hoje apanhou, mas amanhã você vai estar tomando café da manhã aqui junto com todo mundo aqui e vai estar tudo bem. Então você vai apanhar de novo. E a vida seguia desse jeito. E aí eu vim de uma família que eu também apanhava...

E era desse jeito. Apanhava no dia, no dia seguinte eu tinha que estar lá, sentado na mesa, tomando café e dando risada. O Rogério também. Então, tipo assim, não me parece muito estranho isso, sabe? O dia que não apanhava, a gente ia dormir e falava pô, hoje eu não apanhei. Aí a minha irmã fala pô, aí eu apanhei. Não tinha como mostrar isso aí, de dizer assim aí eu apanhei e vou passar uma semana sem tomar café da manhã.

Se não fosse tomar café da manhã, eu ia apanhar de novo. Cara, eu vi uma entrevista do Michael Jackson contando, a grande entrevista que deu o rolo que deu na vida dele no fim, aquela entrevista que ele deu pro cara da BBC, que é o cara que depois fez o documentário do Senna e tudo mais. Ele falava que ele tinha tanto medo do pai dele, tanto medo que ele vomitava. Foda, mano. Nem isso o filme faz direito. Você sabe, é o filme...

Ficou um passando. E uma coisa que me irrita um pouco é que eu duvido, eu duvido que o Michael Jackson na vida não tenha enfrentado, de alguma maneira, não só o Joey, mas enfrentado as coisas da vida dele. Porque no filme ele não enfrenta nada. O único momento de enfrentamento que existe no filme, que é o mandar o pai ir embora por fax, é mentira. Aquilo não foi verdade. É mais uma Joey branquice.

Pra deixar que foi ele que salvou. Que foi ele que... Ah, eu mandei você embora por fato. Não é verdade. Empresário salvador. Peraí, vamos contar essa história aqui direito, Rogério. Como é que o filme faz? Ele vai lá, contrata o Joe Branco e diz, ó, sua primeira tarefa é demitir meu pai. Ele vai lá. Ele não tem coragem de fazer... Nenhum dos dois, aliás, tem coragem de... Não, não, não. Não, mas peraí. O Michael Jackson faz isso e ele bota o óculos assim.

E aí o Joe Branco fala assim, mas como que eu mando? Ele bota o óculos e fala assim, da maneira...

mais rápida que você puder. Que é o único... Siqueira, é o único enfrentamento do Michael Jackson no filme inteiro. E não é de mim, eu tô falando com ninguém. A hora que ele vai falar que ele quer que veiculem o Billy Jim também na MTV. Que aí ele senta na frente do dono da gravadora, que é o... Mas é o Gil Branca! Que ele dá a cariocada. Ele dá a cariocada, ele fala... Com todo respeito, tente mais. É isso. Mais uma vez o Mike Myers ali, né? O carinha da gravadora.

É inacreditável que você tem muita cartilha do Boêmia Rapizódia. Até a quêmio do Mike Myers tá lá. O cara que proibiu o Boêmia Rapizódia lá no filme Boêmia Rapizódia, ele é o cara da gravadora aqui que liga pra MTV e fala assim, se vocês não passarem... Porque MTV tinha isso, né? MTV não passava clipes de músicos negros, né? Passava.

Ele não passava... Só que é o seguinte... Ele não dava destaque, né? É, porque a parada da MTV era ser a jovem. A coisa jovem. E aí, o que eles queriam passar? Rock e não sei o quê. E aí tinha essa coisa de não passar músicos negros. Mas passava alguns. Alguns passavam. Mas não era com a regularidade. E não era nos programas principais, né?

Não eram nos principais programas. Eles passavam, se não me engano, Steve Wonder, tinha umas coisas assim que eles passavam. Mas não era do jeito que tinha que ser, cara, a música negra extremamente rica e hip hop vindo e tudo mais. Os clipes extremamente elaborados que eram realmente curtas metragens, curtas musicais. Mas o cara da MTV, ele conta uma história que é a seguinte, ele fala assim, ó, na verdade, o que o dono da gravadora ficava mais bravo é que a gente não tocava a Bárbara Streisner.

A Barbra Streisand É, Barbra Streisand E não tocava, sabe, umas coisas assim Mais de tiozão, ele ficava mais bravo Do que por causa do Michael Jackson É notório que o Michael Jackson Revolucionou a visão Música, tipo assim

Você enxergar a música. Porque existiam videoclipes, tá? Existiam videoclipe antes do Michael Jackson, claro. Sim, sim. Mas essa ideia de você criar uma história, que nem o Thriller, por exemplo, de trazer aquele negócio de verdade mesmo que eles fizeram de trazer as gangues pra dentro de um videoclipe de verdade, que era uma ideia que ele queria. E fazer um filme, né?

Dá uma importância pro clipe de filme, né? Dá um clipe musical. Então vamos trazer esse interesse. Eu fico pensando que essa parte, essa importância foi demonstrada no filme, principalmente na reconstrução lá do Beard, do próprio Thriller, né? Quando eles reconstroem lá a feitura.

E o quanto o Michael Jackson era perfeccionista. Porque se você... Pra mim é tipo assistir o Rogue One no cinema e você sair e chegar em casa e querer colocar o Star Wars episódio 4, sabe? Eu saí de casa querendo assistir o The Cezate, o documentário lá do Michael Jackson, da turnê que não aconteceu porque ele morreu, né? Eu vi no documentário, e aí é a pessoa real se manifestando ali, de muitas coisas que eu vi no filme. Que era, por exemplo, o Michael Jackson tinha muito medo de enfrentamento.

Ele tinha dificuldade, talvez pro trauma, porque ele não conseguia falar nem... Não conseguia nem olhar nos olhos do pai, né? Porque o pai dele olha pra mim e ele olhava assim, canta olhando pra mim e ele olhando pros lados, porque ele tinha medo, né? Ele tinha um medo absurdo. E aí você vê as cenas dele cantando pra plateia e não tinha isso. Isso era uma coisa que ele tinha com o pai mesmo.

Aí você olha o DCZ, tudo que ele quer pedir, ele chega lá pro Kenny Ortega, que era o diretor, fala assim, você pode falar pro pessoal da iluminação pra eles mudarem a posição aqui? Você pode pedir pra eles se movimentarem de uma forma diferente? Ele podia falar, ele tava com o microfone, ele podia se direcionar, gente, vamos fazer isso daqui, porque ele era o cara que organizava também, mas ele sempre...

pede pra alguém fazer uma coisa porque ele nunca queria parecer indelicado, sabe? Ele sempre pede desculpa. Quando ele pede algo, ele fala assim, você pode fazer isso daqui? Aí ele fala, desculpa porque tá me incomodando, desculpa, tá? Eu amo vocês e tudo. Ele fica se justificando e ali no DCZ, o Michael Jackson já era o...

Já tava no ostracismo, se você pensar, né? Já tinha... Pois é. Era o retorno dele, né? Era o ostracismo daquela. Era o grande comeback. Queridão, você lembra quem vendeu os ingressos pro show do This Is It? Vendeu em 10 segundos? Foi, é uma loucura. Ele nunca ficou no ostracismo. O negócio é que ficou-se uma imagem muito ruim do Michael Jackson, mas ele nunca chegou, ele não chegou a cair no ostracismo.

É o que eu tô falando, gente. Essa questão dessa imagem do Echo Jackal era surreal. É que depois do History ali, do Michael Jackson, o, né, dele, o álbum dele, as coisas já não eram mais a mesma coisa como eram antes, né, pro Michael Jackson, né? Ele já tava enfrentando outras coisas. Não tinha... Ele tentou se adaptar à música moderna e não tava conseguindo direito, parecia tudo muito... Você pegar o último disco dele, assim... Invencible, né?

É um disco que não tem nada de memorável ali, né? Não tem... As músicas não são memoráveis. Qual era o disco? Qual ano? É 2001, se eu não me engano, né? Porque ele lançou um álbum em 2010, né? Que é tipo uma... Uma coletânea aí de gente. Uma coletânea de tudo, né? Acho que tinha uma ou duas músicas que não tinha sido lançadas. Porque ele tava preparando, né? Ele tava preparando esse álbum e tudo. É, tem uma história em relação a mais ou menos isso.

Vocês lembram de Homens de Preto 2? Sim. Lembro, ele tem uma participação especial lá que ele faz. Homens de Preto 1 é mostrado lá os alienígenas que estão na Terra e estão lá.

mostrando várias imagens, e tem umas imagens do Michael também, do Michael e do Stallone eu acho, aí a Sony queria o Michael no Homem de Preto 2 mas o Michael tinha uma exigência, ele não podia ser um alienígena, ele queria ser um agente ele queria ser um homem de preto, aí beleza o Barry Sonnenfeld foi lá filmar a participação dele, o Barry Sonnenfeld contei isso na entrevista

Só que deu uma coisa no Michael na hora que o Michael travou. O Michael não queria sair do trailer. Eles iam fazer as imagens todas em fundo azul, iam colocar o Michael no meio da Antártida e tal. O Michael travou. O Berson Lampel liga pra M. Pascal, desesperado, e diz, cara, o Michael não tá querendo sair. A M. Pascal diz, te vira, dá teu jeito. Mas eu não fui nem o que quis fazer isso, foram vocês que queriam o Michael aqui.

Tinha essa coisa de fazer uma propaganda cruzada com o Michael e tal. Aos poucos, eles conseguiram tirar o Michael lá do trailer, pra fazer a participação. Cara, era uma coisa tão estranha, porque... Vocês lembram que o nome do chefe lá era Zed, nome de preto. Ele ficava, Zeke. Cara, o nome do personagem é Zed. Mas Zeke é mais legal de falar.

cara, o nome pessoal já é Zed é, mas aí também ele já tinha ele já tava numa fase que ele já tava usando muito medicamento a mesma coisa que o Júlio falou teve um bilhetezinho pedindo desculpas o Michael ele tinha essa tinha essa coisa, tem uma história muito bizarra do Michael Jackson, bizarra essa no bom sentido com o Russell Crowe ele nunca tinha encontrado o Russell Crowe eles nunca se encontraram pessoalmente, mas todo santo hotel que o Russell Crowe depois de estourar com o gladiador chegava recebeu uma ligação com

de um trote do Michael Jackson. Era o Michael Jackson. Eu vi esse vídeo do Rousseau Coupo contando essa história. É verdade, é muito louco isso. E ele falou, eu nunca encontrei com o Michael Jackson. E ele falava assim, alguém ligava pra ele, tinha um trote, aí ele, é o Michael.

e ele caraca, esse cara tá maluco aí que loucura isso é coisa muito de criança eu sempre tive uma dificuldade de entender como é e aí depois eu fui percebendo que é realmente possível isso acontecer

Que é, quando você tá no palco, você se transforma de um jeito, você cria uma persona ali que sobressai tudo. Quando você tá fora dele, você é quem você é. Por que a gente vê o Michael Jackson nas entrevistas, ele comedido, a vozinha baixinha, fininha, não sei o que. O cara chega no palco, o cara, ele é...

ele transcende, né? Ele fica... Tem segurança, né? Vai tudo embora. É que nem as pessoas quando falam que quando você usa uma máscara ou você usa um óculos escuro, sei lá, você consegue colocar pra fora só a sua persona ali. Uma coisa interessante, assim, na época que eu estudava teatro...

Depois ali de um tempinho fazendo as aulas, os exercícios, as coisas, quando eu comecei a fazer peça, eu pensei assim, caramba, eu acho que eu superei o meu pavor de falar em público e tudo mais. Cara, eu lembro que uma vez eu tive que gravar um vídeo, foi a primeira vez que eu fui gravar um vídeo, era pra uma entrevista de emprego, eu não conseguia falar.

Que eu conseguia usar as palavras dos outros, mas eu não conseguia usar as minhas. Então tem muito isso. Tem muito essa coisa de quando você tá no palco representando outra pessoa. Ou você tem uma figura. A própria Beyoncé fala que ela, quando tá no palco, ela não é a Beyoncé. Ela é a Sasha Fierce, né? Então assim...

você cria subterfúgios pra conseguir se apresentar mas aí quando é só você cru, ali, às vezes a pessoa não consegue mesmo os artistas eles criam mas é por isso que na cabeça de muita gente ver o Michael Jackson dando entrevista, não era compatível com o que ele fazia no palco, então parecia que ele sempre tava interpretando o papel que ele tava fingindo o Michael Jackson artista e o Michael Jackson pessoa eram diferentes e aí

Mas dá uma confusão mesmo, se você pensar, né? Como é que um, na entrevista, ele é um cara que não consegue nem formular às vezes algumas palavras, ele tem dificuldade de falar de alguns temas. E no palco ele faz o que for. E ele faz, né? Ele é, tipo... O cara, na vida real, ele é infantil, aí nas músicas dele, ele é extremamente sexual, ele é o negócio assim. Mas tem uma coisa...

A Glória Maria deu uma entrevista muitos anos atrás, que ela falou que o melhor momento, o ápice da carreira dela foi aquele foi quando ele veio pro Brasil, lá na Bahia. Ela foi a única autorizada com ele. They don't care about us.

passou um tempo com ele e ela falou que foi uma das pessoas mais incríveis que passou pela vida dela. E não foi gravado. Não, que foi a vida. Ele gravou basicamente um oi pro Brasil junto dela e tal, mas aí depois fechou a câmera, não, ele chegou, quis saber dela, quis conversar. Sim, e conversar. E ela fala que quando você chegava perto dele, você já, na hora você entendia o negócio da pele do vitiligo, porque você percebia na pele dele e tal, e e...

Não era nem algo... Quando você chegava perto, você já percebia que tinha isso, que não era ele que queria ser branco. Rogério. É que era um fator biológico mesmo que ele... Só que nós somos filhos dos anos 80 aqui, a gente viu isso em jornal, em revista, que é Michael Jackson não quer ser negro. A gente viu em destaque isso em jornais e revistas. E aí, se fosse construída a imagem...

De que ele odiava ser quem ele é. E que ele fez um procedimento pra virar branco, sabe? Mas, Júlia... Na minha cabeça, isso foi internalizado. É verdade, eu criança, eu ouvi isso. É mentira várias vezes. Mas calma aí. Vamos usar o que eles tinham. Porque o Michael Jackson era essa pessoa reservada que não dava entrevista. Não falava nada pra ninguém. Ele foi dar a primeira entrevista de vida pessoal dele, ele já tinha 30 e cacetada. Sim, sim. Então, assim...

Era um cara que era super reservado nessa coisa da vida pessoal dele, o cacete. E era um cara que... E ele teve uma fase pós... Acho que foi pós o disco, depois do thriller e tal, que ele ficou um pouquinho mais recolhido e tal. E aí quando ele reapareceu, ele tava branco.

Acho que é mais ali entre o Bad e o Dangerous, né? Que começa a mudar. Isso, exato, exato. No Dangerous ele voltou, Black and White lá, que ele voltou brancão. Pensa o seguinte, um cara aqui, quais são as características principais dele? A cor, né? Que ele era... Característica física que eu tô dizendo, né? A cor, ele é uma pessoa negra, de repente o cara aparece branco.

Muito branco. O cabelo também. O cabelo que era um cabelo todo encaracolado, black power ali quando ele era criança. De repente tá liso, fininho, lisinho. O nariz. O nariz um pouco mais largo. E cada vez mais fino. E outras coisas que ele fez no rosto.

Que deixaram o rosto dele mais fino. Você junta Lé com Cré e fala, esse cara não quer ser negro. Sim, é, mas... Não tem muito nome com isso, mas tem uma maldade. Tem uma questão. Aí você vai perguntar pra ele isso, quando? Se ele não te dá a entrevista.

Ele não dá entrevista pra ninguém, ninguém fala nada, né? E aí se cria um imaginário e a imprensa ajuda nisso, né? Porque a imprensa, ela eleva e derruba na velocidade inacreditável, né? E o Michael Jackson era só porrada. Era só porrada, só porrada. Então era comum, era até entendível você perceber por que ele não dava entrevista, porque a impressão odiava ele, caralho.

A imprensa massacrava ele de todas as formas. Ele já não era um cara muito normal, né? E aí, nas coisas que aconteceu com ele, tipo o negócio do nariz. A primeira cirurgia que ele fez no nariz, e isso foi documentado e tudo mais, foi um acidente que ele teve. Ele bateu num outro músico.

Um outro dançarino. Ele trombou no palco com o dançarino. E aí quebrou o nariz dele. E aí ele aproveitou aquele momento e fez toda a cirurgia que ele queria fazer. No filme não mostra isso. No filme já mostra ele... Ah, eu quero fazer um procedimento aqui porque eu quero mudar. Eu não me sinto muito bem, não sei o que e tudo.

Exato, a forma como eles fazem no filme é até, assim, interessante, não sei, que ele tá recebendo o macaquinho e ele começa a mostrar o Peter Pan pra ele, e aí o Peter Pan de lado tem exatamente o nariz bem fininho, arrebitadinho e tal, e aí você corta pra ele olhando assim, e ele tá lá no médico.

Eu sei que pra gente tudo parece muito óbvio, sabe? Porque a história do Michael Jackson é tão conhecida que quando a gente vê, bota três vezes uma referência ao Peter Pan, pra gente assim, gente, a gente já sabe disso. Se não mostrasse, a gente já saberia. A gente já entendeu. Mas como a gente tá falando aqui, o filme é muito feito pro público médio, o público que conhece ali, conhece as músicas, o Biridinho, não sei o quê. E aí, como é que você reforça o ponto?

É você insistir nisso, né? Você mostrar. Eu não gosto, não gosto disso, porque... É um vídeo. O cinema americano, ele já é craque nesse tipo de coisa. Ele já é over-explicadinho. É muito explicado. Tudo ele se explica demais e etc. E aí quando a gente vê aqui, ele mostra o Peter Pan várias vezes, ele lendo. Ah, que nas viagens ele lia os livrinhos infantis e não sei o quê. E aí ele... E aí

Por exemplo, aquele acidente que teve lá na Peps. Eu tava conversando com o Rogério sobre isso. Que tu falou assim, né Rogério? Até isso colocaram nas costas do Joe Jackson, né? Até isso colocaram nas costas do Joe Jackson. Só que, como aquela turnê era a turnê victory, né? Que era a turnê do Jackson 5. Quem fechava tudo era o Joe Jackson, né? Sim, mas... Mas ele não era dono da Peps, ele não era dono do estúdio, nada disso. Só que eu vou...

Sabe por que é tão ridículo e absurdo isso? Vamos supor o seguinte. Eu chego pra você e falo assim, Judas, eu vou te mandar um negócio pelo correio, só que eu não vou poder mandar na sua casa, você vai ter que ir lá buscar no correio. Você tem as manhã de ir lá buscar no correio? Você sofre um acidente no meio do caminho, aí a culpa é minha? É. Nesse caso, o Joe Jackson, ele obrigou o Michael a fazer essa turma. Loro, não. A turma, não.

ele fez pra ajudar a família. Loroca, ele fez pra ajudar a família. Ok, mas ele abdicou de fazer a turnê do Trilha, que era o álbum mais vendido da história da música, pra fazer essa turnê do negócio. Tu acha que ele preferia fazer o quê? A turnê do Trilha ou o do Jackson 5? Mas tinha a coisa de ajudar os irmãos. E o Joe Jackson utiliza de chantagem emocional, dizendo que você vai deixar seus irmãos aí desse jeito?

O que é uma coisa que o filme não mostra, que com certeza, cara, se você tem uma banda e você sai em carreira solo, é natural que as pessoas vão passar a te odiar. Tipo assim, a pessoa da banda. Porque uma coisa é você ter uma banda, né? Tem lá, a banda Eva, da Ivete Sangalo lá.

É, acho que eu vou sair carreira solo. Tu acha que a banda Eva ficou feliz com isso? Que a galera fala assim, é isso aí, vai lá. Vai lá, Ivete. A gente assistiu o documentário. Que a gente vai colocar outra. Divirta-se. Júlia, a gente assistiu esses tempos atrás, o documentário dos Raimundos. Mano, é só treta em cima de treta em cima de treta. Os caras se odiavam.

E ele ainda sendo o mais novo. E é o mais novo, o mais famoso. Todo mundo só queria saber de Michael Jackson. E aí os irmãos, caraca, mano, é isso. Aí ele sai, eu acho até natural, eu não sou contra a pessoa sair em carreira solo. Porque se a pessoa não tá satisfeita, memória, tem que buscar o que sai lá, mano.

No caso do filme, a gente via, pelo menos, o filme justifica isso como uma forma de que o Michael tava tentando expressar as ideias dele artisticamente e ter um tipo de liberdade pra compor as próprias músicas que, obviamente, o Joey não dava pra ele. Mas o... Ai...

Não, eu sei, eu tô falando, isso é o que o filme tenta justificar. Você sabe que é o disco, o primeiro disco do Off The Wall, né? Off The Wall, comprei inclusive o vinil, hein? Você sabe que esse não é o primeiro disco solo do Michael Jackson, né?

É, teve um anterior, né? Não, teve dois ou três discos dele desde criança. Porque ele era um moleque que se destacava, ele cantava pra caralho. Sim, é. Ele era outra coisa. Não é que ele... Até isso o filme dá essa... Sabe? Tipo assim... É que foi com o Off The Wall. É que o Off The Wall foi o primeiro que foi produzido pelo Quincy Jones, né? Quincy Jones, entendeu? Então, aí você tira a importância do Quincy Jones.

Entendeu? Assim, porque o Michael Jackson já tinha feito disco sozinho antes. Então, assim, era uma coisa que não era uma... Tipo assim, você tem que chegar pro Joe Jackson ou Joe Branca. Não, aliás, não era Joe Branca ainda nessa época, né? Era os outros lá. Avisa lá, meu pai, que eu quero fazer um disco sozinho. Não, você já fez disco sozinho. O Joe Jackson já tá ganhando dinheiro com o Michael Jackson sozinho, lá faz tempo.

Entendeu? Ele tá ganhando dinheiro com os dois. É, pois é, isso não faz muito sentido. Claro que não. Eu tava pensando exatamente isso quando eu tava assistindo o filme. Só que o Michael Jackson não queria estar... É muito mais um dobro de dinheiro, cara.

Só que o Michael Jackson não queria estar debaixo das abas do pai, entendeu? Ele queria sair do pai. Não era de outra coisa, não. Mas na época do After All, ainda ele é... Ainda não. O Joe Jackson ainda é... Mas eles fizeram um acordo ali, né? Que é tipo assim... Olha, você pode fazer as suas coisas aí solo. Mas você vai ter que ir de 8 às 5. De 9 às 5, você trabalha comigo. Se você quiser fazer aí no seu tempo livre... O que você faz no seu tempo livre é com você.

O Off The Wall foi o quinto disco do Michael Jackson. Quinto disco. Mas é o primeiro da Epic, né? Na Epic e com o Quincy Jones, né? Pois é, porque teve uma coisa que também o filme não fala, que é pouca coisa, né? Que a Montau processou o Jackson 5.

Porque eles quebraram o contrato com o Motown. Tipo assim, tem umas coisas que não estão no filme, mas vamos mostrar o... Não dá pra botar tudo, né, Rogério? Mas vamos mostrar o... Mas isso é importante, gente. Vamos mostrar o motorista. Vamos mostrar o motorista 30 minutos fazendo... Ô, Marco, vai lá. Mas é real.

Mas é real, porque a figura paterna do Michael Jackson é o Bill. E é documentado também. E é histórico isso. É verdade. Inclusive, é uma figura interessante. Eu acho o Bill uma figura interessante. Por quê? Porque ele dá um olhar de fora para o que está acontecendo com o Michael. Isso.

Não é interessante, cara. Dentro da narrativa, é um personagem que faz sentido. Faz sentido, mano. É extremamente unidimensional o personagem. Mas é real, Rogério. Não, mas não, cara. É real, mas você sabe que é aquilo ali. Mas como, tu não tinha essa imagem do Bill? Tu não sabia nem da existência dele? Ele é um... Claro que eu sabia. Era o segurança que andava com ele. Acho que até 96 o cara andou com ele.

Sabe por que o cara largou ele? Agora quer tomar na sua cara? Olha como é que eu sei. O cara se aposentou. Ele só largou o Michael Jackson porque ele se aposentou. O Michael Jackson ficou com ele a vida inteira. Desde moleque até... Isso mostra a importância dele. Ele viu o Bill como uma figura paterna. Mas é tudo muito unidimensional. O cara é bonzinho desde sempre.

O motorista é o cara que vai enfrentar o Joe Jackson, tá ligado? O Joe Jackson contratou ele e daqui a pouco ele tá enfrentando o Joe Jackson. Tipo assim... Porque depois o chefe já era o Michael, cara. É, mudou... Mudou a... Mudou o patrão, mudou a hierarquia, né? A hierarquia do Michael Jackson mudou. A hierarquia do Jackson mudou.

Você sabe que na época que ele contratou lá o John Branca, o John Branca, ele já tinha. O Michael Jackson já tinha uma equipe. Ele já tinha equipe de advogado. Ele já tinha um produtor próprio, que não era o produtor do Jackson 5. Ele já tinha uma equipe gigantesca. Então, o John Branca, quando ele chegou, já tinha um monte de coisa. E aí, falaram assim, olha, eu quero o John Branca, eu quero esse cara, porque ele já trabalhava com Beat Boys. Aliás, é ridículo, né? A cena é ridícula, né? Quem não gosta de Beat Boys?

Adoro o Beat Boys. Não, o Beat Boys é ótimo. Tem ótimos arranjos. Esse é o problema que, como o filme é, é uma coisa que a gente não está falando, né? Porque tem muitas coisas que... Esse diálogo pode ter acontecido. Como o próprio Michael Jackson ter falado assim, eu quero que esse álbum seja o mais vendido da história, da música e não sei o quê. Isso pode ter acontecido porque o Michael Jackson, ele, assim como muitos grandes nomes da história do esporte, do entretenimento,

Ele confiava muito nele, né? Eu tava vendo outro dia um vídeo do Cristiano Ronaldo, quando ele ia bater falta. Que ele falava assim, você é foda. Você é o melhor, você vai acertar. Você vai acertar isso aqui. Ele vai fazer o gol. Eu vi a Raíssa Leal no skate, antes dela entrar. Ela com fone de ouvido, ela... Você sabe isso aqui. Você já fez isso aqui várias vezes. Você é foda. Você vai conseguir fazer essa manobra. Você vai conseguir fazer isso.

E o Michael Jackson, ele tinha essa parada de repetir pra ele mesmo, né? Você é foda. Você é capaz. Você é o poder da palavra, né?

É algo pra você se concentrar, ter a sua autoconfiança no lugar. Só que, quando você solta assim, ele parece linha de roteiro ruim, sabe? Uma coisa é você, no momento de concentração, falar isso pra você mesmo. Outra coisa é você falar com outra pessoa, eu quero que esse álbum seja o mais vendido da história da música. Tipo assim...

Aí corta os caras dando um sorriso, um negócio assim. É, vou fazer acontecer. A gente cai na história da crítica versus público, não sei o quê. A gente, quando a gente recebe a notícia, por exemplo, de que a Netflix estava mandando fazer roteiros em que as coisas fossem ditas mil vezes, os diálogos fossem simples, a gente bate...

E o público que tava assistindo a gente na live também bate. E a galera da rede social também bate. Não bate? Todo mundo bateu. Crítica e o público bateu nisso, né? Aí na hora que você vai assistir o filme do Michael, que tem exatamente essas mesmas coisas. Diálogos simples demais. Babacas até, na minha opinião.

A mesma coisa sendo contada Uma, duas, três, quatro vezes Pra você, olha, não esquece Não esquece, hein Tudo isso sendo colocado Exatamente como a Netflix falou lá atrás E todo mundo reclamou E aí a gente vem, assiste o filme Não gosta do filme, aí a crítica é chata O problema maior

É que normalmente esses filmes que têm essas características que tu falou dos filmes da Netflix de se auto-explicar, eles às vezes não têm nem muito o que elogiar. O Michael Jackson tá numa roupagem um pouco diferente, né? Porque como você reconstrói momentos musicais... Eu não gosto, por exemplo, da primeira maquiagem lá do Jafar Jackson, tá? Horrível. Aquela do nariz dele lá. Eu não gosto porque ele aparenta estar falso, sabe assim? Não sei se foi o que aconteceu ali, não. Mais...

aparenta a falsidade, mas a montagem dele cantando a música e casando com o clipe, eu acho incrível, eu acho incrível. O trabalho de coreografia também do Jafa Jackson tá incrível. Não, Jafa Jackson, eu acho que ele tá incrível no filme, tá? Ele fala o que ele tem de roteiro, né?

eu sei que ele não é meu Deus, que ator é um absurdo, não sei o que mas a parte artística das performances do Michael, ele arrasou a entrega física dele, e é difícil porque como é que você vai fazer o Michael Jackson sem ficar parecendo um cover parecendo, eu tô só imitando ele aqui

E aí você fala assim, cara, é porque é muito difícil imitar o Michael Jackson. Realmente é muito difícil imitar. Porque o Michael Jackson é um dos artistas mais talentosos de todos os tempos. Ele era, tipo, como chamam lá nos Estados Unidos, ameaça tripla. Ele é bom em tudo. Como assim? Tipo assim, como é que você bota o cara pra cantar, imitando o timbre do Michael, dançar do jeito que o Michael dançava?

É mesclado, né? Não é pouca coisa, não. Eu sei que é mesclado, mas tem cenas que ele tem que fazer aí também. Mas ele tem a voz parecida, inclusive, do tio, né? Ele tem uma voz parecida com a do Michael. Tem, tem. Eu achei ele incrível e achei o Michael criança também. Que isso? O menininho é o menininho. Todo, gente. O menininho que faz ele criança é muito forte. Caraca, maluco. O cara entrega. Que menininho incrível. É por isso que eu fico nesse meio termo assim, sabe, Rogério? De ver o diálogo expositivo e de ver aquela coisa. Sabe o que é que eu filmo?

Ele parece ser um filme IRP com grande orçamento, assim, sabe? Um filme em relações públicas. Olha, vamos mostrar aqui a família, vamos mostrar não sei o quê. Os irmãos não têm quase nenhum espaço para não comprometer nada. Olha, a maioria está vivo. O Jermaine, inclusive, o Jermaine Jackson, que é conhecido com o que mais briga com todo mundo ali. E que é o pai do Jafar.

Que é o pai do Jafar Jackson. Que é o pai do Jafar. E foi o que ficou um pouco mais próximo do Michael Jackson, de todos os irmãos, assim, no trabalho. Porque no DCZ, quem era back vocal era o Jermaine, né? Ele tava lá no back vocal da turna inteira. E no momento Jackson 5, ele aparecia também, né? Ia ter o momento Jackson 5, ia ter.

Então ele foi o que mais se aproximou, assim, né? Ele soube se aproximar do Michael Jackson e entregar o que ele queria ali. Isso acaba sendo um problema porque pega a cena que é o grande clímax do filme, que é o último show da turnê da vitória. Isso. No momento que ele fala que tá deixando a banda, que essa é a última turnê, etc, etc, novamente, esse é o clímax do filme. É.

A câmera do Antônio Fuqua, ela vai e pega reações de todo mundo. Qual o problema? Como a gente não conhece, a gente que está dizendo é espectador do filme, a gente não conhece quem são os irmãos dele, que parecem tudo intercambiáveis, porque eles não têm personalidade, eles não têm arco, eles não têm participação, eles não têm nada. Acho que é só o Tito que aparece mais, né? O Tito é o que mais... Não, mas é... A Latóia é a única que tem algum desenvolvimento.

Mas também a gente não entende o que ele quer. A Latóia é o patagão da mãe, caralho. Está sempre ali do lado da mãe.

Ela é a mesinha de centro da mãe dela A mãe então também A mãe ela enfrenta o pai né Ela enfrenta o Joe Jackson Inclusive eu tava esperando lá O momento que ele ia virar a mão na cara dela E ele E ele metia a mão na cara dela Mas o filme também não quer mostrar Vamos exagerar né Olha

Afinal, ele também era nosso pai, né? Então vamos dar uma... Vamos pegar no ponto sensível agora, Rogério. Foram gastos quase 50 milhões refilmando esse filme. É.

Porque basicamente um terço do material filmado foi jogado fora. É que foi durante a produção que eles decidiram o momento do corte, né? Porque a história ia terminar um pouco depois, né? Júrias, ia ter um prólogo. Ia ter um prólogo no filme da polícia chegando no Rancho Neverland pra fazer uma busca e apreensão. Ia ter um prólogo disso. Tem fotos do Jafar caracterizado como o Michael na época do Dangerous. Sim.

E a maquiagem, aliás, está ótima. No rancho, né? Ele está no rancho, assim, né? Tem fotos disso, sabe? Mas não quiseram aproveitar, né? Por quê? Porque alguém do spoiler do Michael Jackson lembrou que tinha um contrato de acordo de uma dessas acusações no qual não podia se falar desses casos nem de referência.

Não, desculpa. Eu sei que existe isso, porque houve declaração, inclusive, da contrapartida sobre esse assunto. Tem entrevista e falando sobre isso, mas me parece muito conveniente, sabe? Me parece muito conveniente de você falar assim, olha... Me parece amadorismo.

Não, não, não, não, desculpa. Mas filmaram, né, Rogério? Não, não, não. Filmaram. Eu acho que assim, filmaram e aí alguém lá da família, ou o Joe Branca mesmo, olhou e falou assim, não, quero mais limpo. Tem que gastar mais? É o filme do Michael Jackson, vai gastar mais. Não tem problema, a gente banca aqui, tem dinheiro pra caralho, banca, refilma. Desculpa, não tem como cair. Isso é, sério, existe, cara, existe um estúdio de cinema e...

Existe a Michael Jackson Productions. Existe um roqueiro que foi apresentado e foi aprovado. Eu torço muito, eu torço muito, muito mesmo pra que aconteça a continuação, tá? Eu torço muito. Eu gostaria de ver. Eu tenho a sensação de que não vai acontecer. Não tem como. Porque esse filme... Teria que tocar nos assuntos espinhosos. Ele é impossível de ser... É...

feito de uma forma que eles tiveram com esse objetivo desse primeiro, que era capitalizar em cima, sabe? Então, eu acredito que talvez seja feito um documentário, que seja feito alguma coisa assim, mas a sensação, tá? A sensação que eu tenho é que por mais que o estúdio já esteja falando, não, já estamos negociando, talvez as filmagens aconteçam em 2026 ou 2027, não sei o que, a sensação que dá, eu sei que o filme é um fenômeno.

Sei que ele é uma bilheteria e que bilheterias absurdas trazem continuações, né? Fazem acontecer. Mas é muito difícil, inclusive, uma continuação faturar o tanto quanto esse filme. Porque é o meu negócio wicked, se liga? Que o primeiro é muito legal e o segundo... A primeira parte tá com a chala em cima. Tem tudo de bom e do melhor, sabe? É, é.

As coisas legais acontecem. Você tem o momento de Fire and Gravity. Nesse filme. Sim. O que sobra pro 2 são... É as trevas, gente. É o momento mais sombrio. O Dangerous e... Não, e as melhores músicas praticamente já foram todas aí na primeira parte também.

o Michael Jackson, ele é foda. O History e o Dangerous tem músicas incríveis, assim. Não, tem. Tem muita música muito boa, mas aquelas músicas mais famosas da época do Thriller, que a galera já conhece, o espectador médio. Não é a mesma coisa. Concordo, concordo que não é a mesma coisa, mas eu tô falando que não dá pra desconsiderar, tipo, a filmografia a discografia do Michael. Eu amo essa discografia do Michael. Os três alguns seguintes deles são também muito bons.

Eu gosto do Dangerous e do History e do Inventor. Sim, sim, são. Mas não é o Thriller, não é o Médio. Se até o Thriller, que é o Thriller,

Ele nem tem tanto destaque assim, porque eu acho que o thriller, ele deveria ser 80% desse filme, caralho. Porque é o álbum dos álbuns. E ele tem tipo assim, mostra lá como foi feita o clipe e não sei o que. O thriller, gente, a galera não sabe, mas a música thriller não é composta pelo Michael Jackson. O Chris Jones achou a música.

E aí fala assim, pô, vamos colocar essa daqui. O Michael Jackson nem queria. Ele nem queria. O filme nem explora nada da criatura. Olha, por isso que eu fiz a brincadeira na entrada. Primeiro que é porque... Eu também queria que as pessoas que gostaram do filme ouvissem o podcast, né? Se você já chega chutando balde, é foda. A pessoa fala, não, eu gosto do filme, eu não quero ouvir esses caras falando mal.

Então a melhor coisa é sempre não já chegar chutando a cara de ninguém. Mas assim, é muito... É meio que também uma crítica, porque assim, é claro que eu não quero saber quem é a filha do Billy Jim, o filho do Billy Jim, pouco importa. Mas cara, essa coisa de da onde veio as letras, da onde vieram essas músicas, sabe, tem um momentinho ali que é só na bad, eu acho. Tem a batida.

que é igualzinho a música do Queen. É, é o mesmo produtor, né, mano? Aí o cara criou a batida, aí o outro criou o negócio. Ô, peraí, peraí. Fala, caralho, que pobreza! Infernal! Tem outros jeitos de mostrar as coisas que não são assim. Mas é o Graham King, mano. O Graham King, ele é isso. A assinatura dele é o quê? Cara, é dico! Vamos colocar... Vamos fazer o clipe do... Vamos fazer um filme do Guns N' Roses. Aí vai mostrar o Axl fazer assim. Ele assovia assim.

E aí, do nada, ele... E ele começa a suviar. É isso, é isso, Juras. Aí chega o Slash e começa... Eu ia mostrar o Axel. Você está em casa, olhando pela janela, chovendo. E olhar assim pro lado, tá lá um calendário. É novembro. Novembro. Novembro. Novembro, né? Ele pega no piano. Aí ele senta no piano e a gente já faz... Aí o Slash já escuta...

Você assiste o documentário dos Beatles, é bem assim. Quando eles estão lá, esses 412 bilhões de documentários que tem no Disney Plus dos Beatles, que eles falam assim, junta aí vocês aí e crie um álbum aí. Aí eles ficam lá olhando pra cara do outro. Você sabe que não é todo mundo que cria assim, né?

Eu sei, mano. Eu tenho um canal lá... Acho que eu falei outro dia em algum outro podcast ou foi numa live do Júlio Ettore que ele fala só sobre música e tal. E, cara, ele fala sobre os músicos e como alguns deles compõem. Cada um compõe diferente. Tem gente que faz uma letra. E aí, de repente, o outro escuta e vai lá. Aí bota a música. Aí vem outra pessoa, aí bota outra pessoa. Cada um...

compõe de uma maneira diferente, entendeu? Mas pra esse cara aí, não, todo mundo compõe do mesmo jeito, é isso. Mas olha... Nossa, tem música aí. Tem música aí. Rogério, tem o fato empírico que é o público gosta. É. A gente não é só em nome. Porque é empolgante, mano. Nessa hora aí, é empolgante demais quando acontece lá no... A gente tá construindo a música do video show, né? Don't stop till you get enough.

E aí ele começa lá, e aí cantando, é o Chris Jones, não, peraí, peraí, peraí, deixa ele, mas Michael, não tá muito bom, ele vai, vai, vai, vai, vai, e aí do nada ele, uuuu, aí, mostra lá o clipe, meu irmão, é o momento, é o momento Thor chegando lá em Wakanda em Guerra Civil, cara, em Guerra Infinita, caindo, rompe-tormentas lá e galera, ah, não sei o que. Mas o problema é o problema de cabeça.

É que é o seguinte. Se não existisse o Boehmer Rap episódio em que ele já fez exatamente a mesma coisa, talvez pra mim fosse super empolgante. É a assinatura. Mas quando eu tô assistindo a mesma coisa de novo... E aí vamos fazer o seguinte. Eu tava vendo o comentário. Se é o Luke falar assim. Pô, não gostei muito do filme não. Mas pelas músicas eu dou nota 7.

Jackson é foda pra caralho. Se a gente assistisse, se estivesse passando na tela um cara lavando louça enquanto tá tocando as músicas e alguém lavando a louça, você ia tá dentro do cinema lá, ia ter gente lá na frente fazendo com o chapéu. Você ia tá lá na cadeira se segurando pra não levantar. Você ia tá cantando que nem eu, fiquei cantando sem fazer som. Só fazendo lip sync. Isso, lip sync. Eu fiquei todo fazendo lip sync.

Júras, você tava lá quando a gente foi assistir o Tese Zico do cinema. Estávamos lá, exatamente. Estávamos lá também pra assistir Never Say Never do Justin Bieber, que foi uma loucura também. Recentemente teve o Eras Tour da Taylor Swift no cinema. Que foi uma loucura também. BTS do cinema, foi uma loucura no cinema.

O problema é que todos esses são documentários e shows. Esse aqui é um filme de ficção. Mas, como a gente está vivendo uma era dos grandes eventos, vamos performar no cinema, e eu estou achando legal também, eu acho que o cinema é a casa para esse tipo de situação também. Porque você está lá para não só receber o filme, mas para você sentir ao lado coletivamente com outras pessoas. Pois é, coletivamente.

Ou seja, se alguém não quer... Como é que tu não gosta de um videozinho de acabou o filme do Michael Jackson, a galera indo embora, e aí vem uma fileirinha de senhoras descendo uma escada, amigas ali de bobeira, e dançando, não stop, não, beleza, acabou o filme legal.

É o que eu tô falando, Michael Jackson é multigeracional, sabe? Ele quebra todas as barreiras de tempo e espaço e empolgar as pessoas, é óbvio que empolgar. E é o cinema de ficção. A gente fala, porra, Taylor Swift e Eras 2 foram um sucesso e tudo mais. No primeiro fim de semana, o filme do Michael Jackson faturou toda a bilheteria do filme da Taylor Swift, do Eras 2, que foi um fenômeno nos cinemas, né? Quando ele saiu, o show, né? Que é, inclusive, mais caro.

Por quê? Porque o filme de ficção, ele tem essa parada, porque é a história sendo contada junto com as músicas. Precisa ter um casamento, né? Tipo, das músicas fantásticas. Te dá a ilusão de você estar do lado do artista.

Só que a sensação que eu tenho... É que assim, gente, sabe aquela decisão que você tem assim? Olha, vamos procurar como que a gente pode fazer pra vender mais as músicas do Michael Jackson. Porque o Michael Jackson, ele quase dobrou a fortuna dele depois que morreu, né? Porque as pessoas foram atrás das músicas novamente, aí ficaram com saudade, não sei o que, aí os discos foram vendidos novamente, as músicas foram baixadas, etc. E aí, quando você...

percebe assim, vamos fazer um filme. O filme é basicamente pra quem detém o espólio. Os caras não fazem biografias de músico, eles querem ganhar dinheiro. É isso. Porque eles vão tirar as coisas que podem manchar a imagem do artista. Quando tem, quando é alguém muito polêmico, eles vão tentar criar arestas e criar justificativas pra os comportamentos. Até o negócio dele que foi retratado de forma média e quase nada.

que impactou a vida dele pra sempre, essa queimadura da Pepsi, cara. Imagina você ser a marca, você quase destruiu, você praticamente destruiu a vida do rei do pop. O acidente da gravação da sua marca. Isso é um impacto, e ele ganhou a idemização e tudo mais, ele doou essa grana pro centro lá de queimados e tudo. Aquilo ali é tudo real.

Mas ainda assim, tem um vídeo do comecinho dos anos 2000 dele fazendo a maquiagem e a... Cara, 2000, mais de 10 anos depois, ainda doía a queimadura na cabeça dele. Foi uma queimadura de terceiro grau, né? Ela foi até o osso. O implante dele e tudo mais. Ela pegou os nervos dele. E ele ficou...

A consequência desse acidente, cara, a consequência desse acidente foi o que praticamente destruiu o Michael Jackson, porque ele teve esse problema na cabeça. Ele deve ficar tomando muito remédio. Teve que tomar analgésico. Ele se acostumou com o fato de ele tomar analgésico sempre.

Porque ele estava sempre com dor, né? A queimadura, mas é tipo aquela... Se liga o do Frodo no Senhor dos Anéis, que ele disse que ele leva aqui, e ele até, anos depois, ele ainda sente a dor, né? Esse ferimento nunca cicatrizou. E aí, no caso do Michael Jackson, ele continuava ardendo. Então, imagina você deitar a cabeça, encostar a cabeça e continuar ardendo, continuar dando dor.

Essa consequência toda, e aí o filme, e aí é como a gente tava falando, o Rogério tava falando do maniqueísmo, né? É muito maniqueísmo. Porque ele volta isso tudo, né? Ao invés de ser a culpa da Pepsi, porque, enfim, a Pepsi é uma marca global, não sei o que e tudo mais, vamos estar no causador de tudo, porque foi o Joe Jackson que fechou o contrato. Mas calma aí, você sabe que a culpa também não é da Pepsi, né?

e eu sei que não é, porque... Olha só, tem o vídeo, o vídeo está... Quem quiser assistir, tem o vídeo na internet, tá? Do acidente dele. Ele, quem... O que aconteceu é o seguinte, essas coisas, esses efeitos pirotécnicos, até hoje em dia fazem sucesso em shows e tudo mais e tal.

E naquela época estava muito em voga, porque o Michael Jackson é aquela coisa explosiva. O Michael Jackson é aquela coisa explosiva. Então o que aconteceu foi que realmente uma fagulha mínima daquele negócio pegou no cabelo dele e ele usava um creme no cabelo, um produto no cabelo que ele era extremamente... Inflamável. Inflamável. E ele não percebeu...

que tava pegando fogo, né? Então quando ele percebe, já tá pegando fogo há algum tempo, então por isso que queima daquele jeito. Um produto, né, o cabelo dele ficava meio ensopado do produto, né? Exato, é. Não, pegou fogo muito. É rapidinho, quando ele percebeu, já era. E naquela época ele ainda tinha o cabelo mais volumoso ainda, então ele pegou. Não sentiu inicialmente. Agora acontece o seguinte, o filme é tão maniqueísta que ele mostra o quê? Eu acredito que quando eu penso assim. O produtor do clipe,

é um cara que, assim, ele é... Parecia despreparado, né? É um cara que tá meio mal vestido, assim. É uma peruca meio errada. A camisa não corta, assim, né? Aí ele vem, ô, Michael. Sobe ali, sobe ali, vamos tirar o negócio. Tipo assim, gente, as coisas não são assim. Simplesmente é um acidente que aconteceu. Mas não, como a gente precisa fazer o Joe Jackson ser... É filme, né, mano? O Joe Jackson foi, talvez, um dos piores pais da história da...

cultura pop, não fictício, real. Um dos piores pais da vida real do mundo de tudo. Não precisa fazer isso. Ele já é filho da puta por natureza. E ainda colocou o Don King, né? É outro vilão, os dois fumando charuto. Mais polêmicas da história do entretenimento. Não, os dois fumando charuto, olha.

Tramando um plano, basicamente, né? Quase tramando um plano, assim, é, vamos... O Rogério tá certo, basicamente, é, dizendo, ó, vamos colocar ainda aqui o Castro no meio. Isso, vamos botar o Fidel Castro, porque pra... É, né, faixa.

Porque o americano odeia Fidel. E ninguém vai simpatizar. Então, assim, cara, é... Beleza. Aí, enfim, a grande treta, que é esse negócio de crítica e público e tudo mais, se você gosta, se você curte ver um troço que é extremamente raso, mas você curte pela empolgação dos shows e das recriações...

Beleza, eu acho que você tem todo direito E cada um tem o seu gosto e acabou Agora, tu criticar Um crítico, ou seja lá quem for Que não gostou do filme pelo filme em si E falar que essas pessoas são chatas Ah, essas pessoas só reclamam, odeiam tudo Desculpa, aí É isso que acaba sendo um pouco mais irritante Porque os críticos ficam incomodadíssimos Com a galera gostando como se Não pudessem gostar de um filme que tem problemas Eu não vi nenhum Ninguém reclamando de pessoas Que foram assistir Tá tudo na internet aí

Dos críticos, ai meu Deus, ai não sei o que. Os críticos, eles tendo, eles sempre houve essa separação. Mas não é um corpo que um liga pro outro e fala assim, Ei, você vai dar, que nota você vai dar? Não, eu sei. Ah, você vai dar dois? Então eu vou dar dois também. A gente tá falando aqui, o podcast inteiro, a gente tá falando aqui o podcast inteiro, que o filme tem diversos problemas cinematográficos, de roteiro principalmente, né? Algumas coisas de atuação.

E são coisas que é impossível quando você vai fazer uma análise, você deixar de lado. Só que o público não tem nada a ver com isso, mano. O público, muitas vezes, e aí é uma coisa que eu gostaria que todo o público tivesse senso crítico? Gostaria. Gostaria que todo o público tivesse conhecimento cinematográfico pra poder diferenciar o que é um roteiro bom e o que é um roteiro ruim? Sim. Mas isso ainda não define o que é o gosto. Porque tem um monte de filme ruim que a gente ama.

Então, quando você coloca um filme ruim numa roupagem com coisas do Michael Jackson, com músicas do Michael Jackson, com interpretações do Michael Jackson, com um monte de coisa que resgatam a nostalgia, muita gente vai dizer assim, cara, tem problema, mas eu amei o filme. E tudo bem, eu acho. Teve uma postagem do Kleber Mendonça Filho, diretor de Bacurau, diretor de agente secreto. Crítico de cinema. Crítico de cinema, programador de salas.

Ou seja, se tem alguém que está encurchido na cultura cinematográfica, é o Kleber.

Ele fala, olha, o que eu vi na minha sala foram 400 pessoas felizes e cantando. Foi o que eu vi na minha sala. 400 pessoas felizes, cantando e interagindo com o filme, não contra o filme. Ok, se fosse um filme de herói, eu duvido que ele ia falar a mesma coisa.

É isso que eu tô... É, entendeu? Porque ele já falou isso ao contrário, inclusive, né? Exato, ele já falou ao contrário. Já desmereceu muito o filme de herói. É, e pô, sabe? Mas, ele tá fazendo o quê? Mas o que eu vi? O que é que ele fez? Ele tá jogando pra galera. Porque ele já entendeu que jogar pra galera é melhor. Mas a parada é que é o seguinte, eu vejo muito mais, sinceramente, tá? O cara que escreveu, ele escreveu antes do público assistir o filme, certo?

Sim, normalmente. Então, o que tá acontecendo de você ver aí na internet de crítico xingando o público e não sei o quê?

Ele está reagindo a críticas que ele está sofrendo porque ele não gostou do filme. Então, assim, você olha lá no Rotten Tomatoes, você tem 20% de aprovação, né? Não, quase 40. De crítica. Agora está quase 40, né? De crítica e de público está, sei lá, 90 e pouco. Nota no CinemaScore lá, a menos, que é, tipo, uma nota maravilhosa.

pro filme. Só não é mais incrível do que o Ayoa mais, né? Mas assim, é uma bela nota. É um nota 8. No momento que a gente tá gravando, tá 38% de aprovação dos críticos, ou seja, tá muito abaixo da média, e 97% do público, né? Então tá muito acima. É uma coisa que é desproporcional. Então assim, por isso que eu tô te falando. Extremamente desproporcional. É muito mais gente xingando. O resultado de bilheteria é bem compatível com isso, né? Tipo, é o...

Exato. E é muito mais gente xingando quem não gostou do que o contrário, tá? Então, assim, é uma... Essa é uma análise que é claríssima pra mim, assim. Só que, assim, como filme, é o que eu falei, pra mim, eu acho um filme asqueroso. O que salva pra mim o filme é as músicas, são as músicas que não são feitas pro filme.

Eu acho que assim, eu gosto do Jafar porque ele não caiu. Você falou que é difícil de imitar. Na verdade, o Michael Jackson talvez seja a pessoa mais imitada no mundo. Tipo o Silvio Santos da vida, assim. É, agora, o problema é você fazer o Michael Jackson sem cair na caricatura, que é o que os imitadores acabam caindo. Imitar não é atuar. Exatamente.

Tem uma hora lá daquele momento final que é quando ele vai começar a turnê do Bad e ele olha assim de lado, que eu falei assim meu Deus do céu, o Michael Jackson pegaram um trecho do Michael Jackson. Ressuscitou. É muito bem feito. As recriações que eles fizeram dos shows, do show no Grammy e tudo mais, eles pegaram os takes iguais que nem fizeram no Queen. Eu acho que tem alguns problemas de efeitos especiais.

Eu acho que os FPS tem alguns problemas. Eu também achei, da plateia. Na plateia, no Bubbles. Cara, a criação do Bubbles é muito esquisita. Ah, mas é? É, mas tudo bem, porque não pode ter... É melhor fazer isso que tem um macaco de verdade. Eu acho. Mas o CGI do Bubbles não tá um dos melhores. Mas o... Não quiseram gastar muito no negócio.

O que, por exemplo, é uma coisa que eu acho que poderia ser, pra mim, muito mais interessante, é assim, beleza, você quer recriar? Recria. Mas vamos recriar por outros takes? Sim. Vamos ver. Porque até falei pra Nina e isso foi muito engraçado. Talvez seja uma das minhas partes favoritas do filme. É... No thriller. Porque o Michael Jackson começa...

e aí a galera dançando e aí aquilo ali já tá gravado no meu cérebro porque eu assisti aquele clipe um bilhão de vezes então eles tão fazendo e eu tô assim, ah, thriller, né quando ele faz assim, parou, parou, parou, o meu cérebro bugou, meu cérebro bugou, porque eu nunca vi o Michael Jackson ia fazer isso, tá ligado e aí eu pensei a réplica tá tão bem feita, né

E aí eu pensei, cara, talvez pra mim, tá? Tô falando pra mim. Seria muito melhor, ao invés de fazer esse Marcos Mion no Pelo Descâmbio do Mundo, que ele fazia imitação take-a-take das coisas, e que é o que a gente vê no Boiás Rápido, que é o que a gente vê aqui no Michael Jackson, era a gente ver a mesma coisa. Então, beleza, é o clipe do negócio. Mas e se tivesse uma câmera que mostrasse a câmera? E se tivesse o outro lado?

Você vê a mesma coisa, mas por outros ângulos. Nessa cena, o Michael deu um input criativo. Ele falou, cara, peraí, calma. Vamos ver como é que tá. Bicho, tu não tá pegando meu corpo inteiro. Tem que pegar o corpo inteiro. Tem que pegar o corpo inteiro. Ele fala assim, ó. Fala pro John, pra ele fazer isso. Só que o John Lendes, né? Que é o diretor do thriller, que é o diretor de um lobisome americano em Londres, né? Que tava dirigindo na época. Aí chegou essa hora e falei, caramba! Aí mostra ele babudinho assim no canto.

Falei, que fantástico é isso. Aí daqui a pouco corta, volta o clipe de novo. Eu fiquei triste, porque eu não ia ter mais. Aí eu falei, porra! É o clipe mais encônico da história, mano. Lembrando, a câmera que tá mostrando o Jafar, vivendo o Michael nesse ponto, não tá pegando ele todo. Não tá. A câmera não segue o conselho do Michael Jackson, cara. É tipo assim, o cara fala no clipe pra mostrar o corpo inteiro, e o filme não mostra o corpo inteiro, mano.

Pelo amor de Deus, o filme. Você entendeu qual é o meu plano? Por isso que eu acho que é assim, como filme, pra mim, é asqueroso. Por quê? Porque ele não traz a verdade da história. Não é a verdade. Aquela não é a verdade. Então tem vários pontos que são extremamente questionáveis. O que é a verdade, Rogério? O que é a vida? O que é a vida? O que é a verdade, Rogério? Provocações. O que é a vida?

Michael Jackson, o que é a vida? Porque a verdade é multifacetada. A gente comentou aqui o podcast inteiro de várias coisas que não condizem com a realidade. E que principalmente são muito simplificadas e amaciadas. Tem que ser. Um filme tem que ser. Mas demais. Então não traz... Os personagens não são complexos. Não tem desenvolvimento de ninguém. Você tem mais desenvolvimento do John Branca do que do Chris Jones, como a gente já disse antes. Que Chris Jones, que é um personagem vital para o sucesso do Michael Jackson.

Então, assim, são várias questões, então ele não traz. As recriações, pra mim, eu posso assistir os clipes, eles estão todos no YouTube. Inclusive, no canal do Michael Jackson agora, eles estão botando que, assim, você não precisa escolher o clipe. Tem um canal que fica 24 horas rodando os clipes. É. Então, você pode ficar, assim, vendo os clipes e tal. Então, assim, a recriação, pra mim, não quer dizer nada. O Jafar, eu acho que tá muito bem.

Mas, beleza, eu gosto muito do trabalho. Apesar do papel ser ridículo, ridículo, tá, o papel do Joey Jackson. Então, acho que...

unidimensional, assim, infernalmente. Mas como o Domingo tá... Como o Domingo tá, ó. Eu acho que ele tá muito bem. Você fica com nojo. Você tem nojo do cara. E isso é muito foda. E ele faz isso tendo os textos mais idiotas do planeta Terra. E ele consegue fazer você ter nojo dele. Sabe o que é foda?

É você ver como o Domingo é construído vilão. E o filme é tão maniqueísta dessa forma que quando chega aquele momento lá, que na turnê do Victory, o Michael Jackson diz que aquela dali é a última turnê e que agora ele tá livre do pai, não sei o quê. E aí os irmãos ficam assim. E aí essas cenas estão sendo muito compartilhadas na internet, né? Como aconteceu na vida real e como foi no filme. E é praticamente igual, sem mostrar.

o Joe Jackson de lado, assim, né? Mas você percebe que ele tá olhando, assim, pra algum lugar, né? Na vida real. E aí, quando o Joe Jackson, ele sai, quando ele termina o show, ele sai, e aí ele vai confrontar, e o Joe Jackson fica assim, e você fica assim, caraca, fudeu pra eles agora. Fudeu pra família Jackson. O que vai sobrar pra eles? É o negócio do cinema, o cinema faz muito isso, né? Com a construção de empatia, inclusive com personagens nojentos, né? Que você, são criados pra gente não gostar.

Mas aí ele cria um senso de assim, e agora? O que foi que rolou com eles? Agora que eles estão um pouco de rico, né? Não mudou nada. Aqui eu tenho que colocar uma vírgula. Eu adoro esse momento no filme, para que ele funcione até certo ponto. Por quê? Como eu falei, a gente não tem nenhuma construção dos irmãos para saber como aquilo vai afetar a eles.

E eles estão todos felizinhos lá. Não dava pra saber quem... Ele ficou se olhando. Mas a gente não tem contexto dentro do filme pra saber o que é que eles estão sentindo ali. Porque a gente não conhece nenhum deles. Porque até aquele ponto, o único momento emocional que a gente tinha tido com os irmãos é o Michael chegando da loja de brinquedos com um twister. Caraca, bora jogar twister e a galera não. E a galera... Cara, eu tenho um namorado. Parece uma vingança, né? Tipo assim... Cara... Cara... Cara...

Estou descontando o que meus irmãos vão me entregar. Vocês não querem brincar comigo, não quero brincar mais com vocês também não. Mas eu fico pensando que realmente é uma decisão difícil de se tomar. De você simplesmente decidir sair da banda e você sabe que a banda existe por sua causa. O Jackson 5 é o Jackson 5 por causa do Michael Jackson.

Mas é que eles continuaram, né? Eles continuaram, mas nada... Não, até... Continuaram cantando os clássicos da época do Michael, né? Tem entrevista com a galera saindo do show e os caras perguntando e aí, o que você achou do show? Esse show foi super curto, ele teve uma hora e vinte, uma hora e vinte e cinco, se eu não me engano, foi bem curto.

E aí todo mundo falando assim, ah, foi maravilhoso, mas foi muito curto e tal. E aí o que você achou? Eu falo, não, pô, foi um momento incrível. Parece que eu testemunhei a história de ter sido o último e tal. E aí uma menina falou assim, ah, eu vim por causa do Michael, né?

Aí a outra, ah, eu vim por causa do Michael, né? Mas a gente foi legal ver todo mundo. Aí a outra, ah, eu vim por causa do Michael. Tipo assim, todo mundo foi por causa do Michael. Tipo, ele já era muito maior do que ele. Porque ali, naquele ponto, o thriller tava... Era o álbum mais vendido de todos os tempos. Então, as pessoas só estavam ouvindo Michael Jackson, né? E aí, é por isso até que houve a decisão e a coisa que o filme... Infelizmente, ele não aborda as coisas. Que pra gente que é fã...

talvez fosse legal e fosse até óbvio ter, mas que o Michael Jackson passou a incluir os membros da família na turnê do próprio Michael Jackson, né? Ele criou o bloco Jackson 5, né, nos shows dele, né? Sabe o que eu tava pesquisando pra tentar? É difícil, tem coisas que são muito fechadas. Mas o que tem muita gente que acredita que é o seguinte, que ele fez essa turnê, não foi só o Joey como o filme mostra, e ele fez essa turnê.

Que obrigou ele a fazer chantagem, caralho. Os próprios irmãos queriam, né? Foi a família toda. Foi a família toda. Foi a mãe, foi os irmãos que pressionaram. Pô, você não pode largar a gente. É. Entendeu? Só que o filme não vai mostrar isso. Não vai. Porque o filme é produzido pela porra dos irmãos. Por essa galera, é. O cara é filho de um deles, então não vai mostrar essa porra.

O que teve muita gente falando por aí é que Ah, e os críticos não gostaram, por que não mostraram essa parte ruim das crianças do... de Neverland. Não, não, não tem nenhum problema. Não precisa mostrar isso. Até porque o filme corta e não precisa nada disso, nada disso. Apesar que seria muito interessante entender por que que isso... porque nesse momento ele já tá pensando em alguma coisa nesse sentido. Seria muito interessante entender por que isso, mas beleza.

O problema é que, assim, ele se esquiva de praticamente tudo que aconteceu da vida do Michael Jackson. Tudo! Tudo! Das partes boas, das partes ruins. Ele se esquiva, ele vai se esquivando pra você ter um grande vilão, o Jafar do filme, o Darth Vader, que é o Joe Jackson, entendeu?

E o Luke Skywalker, que não dá nem pra dizer que ele tem a... Ele não tem a jornada do herói, porque ele só é assim, ó. É só assim, ó. É que a história do Michael Jackson é tão complexa e polêmica que, por exemplo, se abordasse essa temática, obviamente que eles iam colocar a perspectiva da família Jackson pra toda a história, né? E dos produtores e do interesse deles ali.

E é muito difícil abordar esse assunto porque é muito caso de tribunal, tem muito caso que foi acordado em contrato que não poderia ser nem falado publicamente, não pode ser nem mencionado publicamente. E aí sempre se fala assim, o Michael Jackson foi inocentado de todas as acusações. E aí... Não, não...

Por isso que eu estou falando, sempre se fala disso, que ele foi inocentado de todas as acusações. Até que, e muitas dessas acusações, ele acordou financeiramente para que esse assunto não seja falado. Por quê? Toda a história do Michael Jackson rendia...

aconteceu alguma coisa, apareceu alguém, não, eu trabalhei com Michael Jackson, imprensa, revista, não sei o que, então as pessoas capitalizavam sempre com tudo do Michael, por isso que esses acordos aconteceram, tem inclusive um documentário, Michael Jackson, Chase the Truth, que foi lançado no mesmo ano do Deixando Neverland, que é o...

É basicamente contraponto, né? Um foi, pra um lado, mostrando os casos das acusações e o outro defendendo desse caso, né? Enfim, entendendo tudo isso que a gente falou no podcast inteiro, da mítica, do personagem, do homem, do ser, da entidade que foi o Michael Jackson, essas histórias, elas colocam sempre o viés...

A gente quando analisa o Michael Jackson, a gente sempre tem um viés de, porra, um gênio, não sei o que e tudo mais, mas aquelas polêmicas. Sempre tem um negócio ali, e aí é foda, porque eu sou um cara que é mega fã do Michael Jackson. Desde, sabe, eu cresci, eu queria fazer as dancinhas, eu tenho os discos, eu jogava Moonwalker do Mega Drive, entendeu? Eu assisti o...

Cara, eu vi tudo do Michael Jackson, estava empolgado com essa turnê dele, com a expectativa de que ele viesse do Brasil. Eu fui no Pelourinho, lá na Bahia, e eu vi lá os locais que o Michael Jackson esteve, vai ter lugar pra você tirar a foto. O Michael Jackson é absurdo, fez parte da minha construção de entendimento sobre cultura pop.

muito grande, assim, ele é o representante da cultura pop, não à toa ele é o rei do pop, né? Mas esses assuntos, eles sempre me deixam, sabe, a mãozinha no freio de mão ali, sabe, assim, de, eu sei que eu tô escutando, mas sei que tem essas polêmicas e aí, a gente que é fã, a gente que é fã, a gente se agarra no, não, mas ele foi inocentado.

sabe? E aí, mas nunca é o suficiente porque é estranho, gente. Ah, ele tem a cabeça infantil e não sei o que. É estranho. Estranho é. É por isso, gente é por isso que esse filme é importantíssimo para o spoiler do Michael Jackson. Esse filme não é só feito pra que os discos rendam mais esse filme não é só feito pra que o streaming do Michael Jackson vai bombar, pra que o canal no YouTube vai bombar ele não é feito só pra isso, ele é feito pra você prestar atenção na história do Michael e aí

até o meado dos anos 80 e esquecer as polêmicas. Eu tenho uma sensação, por isso que eu tenho uma sensação, e aí esse podcast pode se datar muito rapidamente, mas eu tenho a sensação de que a continuação não vai acontecer, e se vier a acontecer, eles vão mexer no vespeiro, porque uma coisa é documentário sair.

filme ficcionado, ele atinge um patamar que nenhum documentário atinge. Então, quando sai um documentário de um artista, mal faz sucesso no cinema, mal é comentado. Quando sai um filme de ficção, e aí pega todos os públicos, aí vai marketing, não sei o que e tudo mais, atinge um patamar. E esse assunto é um vespeiro tão grande para a família Jackson, que eu, se eles não aprovaram coisas que aconteceram ali...

Até 88? Aquela parte antes. Imagina o futuro disso. Eles vão focar na visita ao Brasil, vai focar no Dangerous ali, o show do Super Bowl, vai mostrar a bastidora do Super Bowl. Não, mas peraí. Tem uma coisa que a segunda parte teria que obrigatoriamente tocar, que é o casamento dele. Os casamentos, os filhos. Lisa Barry, os filhos, o filho que ele balançou na janela. Lembra disso? Na janela.

É a vida dele na Arábia Saudita. Acho que foi na Arábia Saudita usando burka. Ele passou dois, três anos... Ele viajou pra vários lugares do mundo com máscara. A máscara de... Cara, tem muita coisa. Não tem como. Mas eles vão colocar esse pedacinho pros casos. Ele foi acusado pela imprensa. Não sei o que eles vão fazer.

Cai naquilo que tu falou. A comparação que tu fez foi excelente. Cai no Wicked parte 2. Que você pega partes que são mais sombrias. Você pega partes que não são tão interessantes. Não tem as melhores músicas.

E obviamente não vai fazer mais o Sesc primeiro. E não vai terminar no auge aqui, né? Porque o que vai terminar no bed? E tem uma coisa, né? Eles vão ter que achar um novo vilão, porque o Joe Jackson não pode ser mais vilão. E aí fatalmente vai ser a imprensa. É, o vilão é o... O main demoral, né? Ou vai ser esse entrevistador aí, ou vai ser os pais das crianças. E aí se ele fizer isso, se eles botarem os pais das crianças como vilões, aí vai dar... Então...

Eu fico pensando o seguinte, vamos lá. O Sicas falou que não é pra isso, mas também é. Concordo com você, Sicas, que não é. Mas também é pra vender disco, pra vender... Esse dinheiro será que não compensa mais? Mas é isso aqui, é o objetivo principal. Mas será que esse dinheiro não compensa mais do que fazer um 2? Exatamente. A gente acaba o filme, eu saí do filme e dei play no Spotify, no carro, durante o cinema pra casa. No 2 a gente vai querer fazer isso? Tu não comprou o disco? Comprei o Off The Wall.

É impossível contar uma história, no mínimo coesa, do Michael Jackson com o envolvimento desse tanto de gente. Não, é isso que eu tô dizendo. Se você tem um roteirista que faça um milagre e consiga pegar uma história bacana...

Você terminou o filme com o morte dele? Lá no futuro, quando já não tiver mais essa galera, quando já estão assombrados só os filhos dele, que estão, sabe? Sabe quem é o vitorioso dessa história? É o Anthony Foucault de ter conseguido terminar o filme dele.

Porque a quantidade de gente pitacando na cabeça dele... Mas então, jura, tem boatos que ele não participou da sua filmagem. Eu tenho certeza que... Sicas, não teve... A gente em livezona, a gente cobre as notícias. E aí saiu uma notícia que um dos irmãos estava acompanhando as filmagens...

De um momento que apareceu os irmãos e ele falava assim, não foi desse jeito, não sei o que. Aí ele, não, não, a gente vai alterar aqui, a gente vai fazer diferente. E aí quando o cara foi ao banheiro, um desses irmãos foi ao banheiro, ele simplesmente assim, vai gente, vamos filmar. Vai, filma, filma, filma. E aí, enquanto tava no banheiro, o cara filmou, filmou, filmou e aí encerrou. Porque ele não queria filmar na frente do irmão. E o filme tem quatro montadores.

Um deles é do Boi Mar Episódio. E tem outros três. Tem quatro montadores do filme. Eu não consigo ver um dedo de Anthony Fuqua nesse filme. Assim, de assinatura. Não tem nada de assinatura. Cara, é a mesma coisa que tivesse contratado o mesmo diretor do Boi Mar Episódio. É assim, é igual a estrutura. A parte do show que o Sigas falou que é o episódio feito na plateia. A plateia é igualzinha. Acho que é a mesma, inclusive. Eles pegaram a mesma...

Bota a noite. Bota essa plateia só que a noite. Aí botaram a mesma plateia só que a noite.

É só lembrar que o Boi Man Episódio começou a ser dirigido pelo Bryan Seeger e terminou pelo Dexter Flecha, né? Então, é... Porque o Bryan Seeger surtou no meio das filmagens. E numa, por que você mexer nesses nomes? Queen, Michael Jackson. Imagina o que está acontecendo com os Beatles. O filme dos Beatles aí está rolando. É o Ron Howard, né? Quatro filmes. É o Ron Howard, é?

Não, é o diretor do... Não, acho que tem... Cada filme tem um diretor, não é? Beleza Americana, é todo o mesmo diretor? Sam Mendes? Sam Mendes. Sam Mendes. Sam Mendes. São quatro filmes dirigidos pelo Sam Mendes. Imagina a família como lutar.

As famílias, são quatro famílias. Mas é assim, pai, filho e Espírito Santo. Os quatro santos. Gente, o que a gente reclamou em Boa Guerra do episódio? De que a banda estava saindo como um bando de santos? Cara, aqui eu vou fazer Yoko Ono não ser treteira.

Porque os Beatles, por exemplo, o Michael Jackson, ele tem o álbum mais vendido da história da música, né? Mas os Beatles, eles têm o maior número de discos vendidos da história, né? Eles são os maiores detentores atrás do Michael Jackson, né?

porque o thriller ele foi um estouro desproporcional, o Bad vendeu muito todos os discos do Michael Jackson venderam muito mas o thriller foi sobrenatural o Beatles eles tiveram aqueles 10 anos mágicos deles, que eles lançaram diversos discos e todos venderam demais absurdamente

Então tu chegava no número 1 de venda. E é o filme dos Beatles. Meu Deus do céu. O John Lennon vai ser Jesus Cristo, caralho. Ele vai ser o que? O que é que vão fazer? A gente fez um podcast chamado sobre essas biografias chapas brancas. Edição 862. Foi na época do lançamento do Back to Black do filme do Bob Marley.

Puta que pariu, né? Você pega Amy Winehouse e pega o Bob Marley, né? E consegue fazer filmes ruins, mano. Que isso, mano? Não, porque esses dois filmes, esses dois filmes, eles foram um fracasso. Tanto em tentar... Porque o da... Cara, o da Amy, ele tem essa coisa que tenta limpar a barra do pai dela. Que se você pegar o pai da Amy Winehouse e o Joe Jackson...

Meu amigo! Olha, vou te falar, viu? Que batalha essa aí, hein? É porque parece uma história clichê do pai projetar todos os seus sonhos e suas ambições nos filhos e querer conquistar tudo o que faz a qualquer custo, né? E não se importar, botando inclusive a própria pessoa em risco, né?

Infelizmente, é real, né? Se são pai, mamãe, se essas são essas pessoas, meu Deus, imagine, né? Olha, tem vídeos dos últimos shows da Amy Winehouse. Ela não tinha condições de dar favor. Ela tava deteando, né? Ele tirou ela de dentro do... Ele tirou ela de dentro do rehab pra fazer show. Nossa, que merda.

Cara, esse aí, vou te contar, esse é o Joe Jackson, ó. É, mas é muito diferente de muitos pais, principalmente são essas figuras, né? Esses pais fizeram isso com diversos esportistas, a gente tem, sem citar nomes, diversos pais... Tem muito pai que vê o filho.

Jogadores de futebol, né? De jogadores de diversas coisas aí. Atores de cinema. A gente vê... Não tem um... Acho que até um documentário que tem nos Estados Unidos das mães com aquelas crianças que são pequenas modelos, né? E aí... As Misses. As Misses. E tem toda uma indústria em cima disso. Olha como é engraçado como depende do ponto... Olha só como é engraçado como a mesma história, ela depende de pontos de vistas diferentes.

Lembra do filme das irmãs Williams do tênis? Sim, do King Richard. O pai delas é tipo... O pai delas fez elas trabalharem loucamente. Mas era o Will Smith, né? Como você tem o ponto de vista delas, e aí o Will Smith fala, ai meu Deus, como ele... Ai, nossa, o cara... Ele fez de tudo pro sucesso delas, e elas conseguiram vencer.

dedicação. Aí você tem dois filhos de Francisco. O cara botou duas crianças na estrada. Camarguim. Com um cara esquisito, entendeu? Um cara muito louco. Deixa seus filhos aqui comigo que eu vou sair. Mas é um filme amado, né? É bizarro o negócio. E assim, por isso que eu tô te falando, as histórias, elas são...

Cíclicas, né? A gente vê acontecendo isso desde sempre. E depende do ponto de vista. Depende do ponto de vista. O cara fazia os moleques com ovo cru, caralho. Não, mas aí... Minha mãe também fazia isso. Quando eu ia pra escola, eu já contei. Eu ia pra escola, minha mãe sempre fazia uma bananada pra mim, né? Pegava banana, leite, botava Nescau e batia no liquidificador. Aí eu tomava e ia pra escola.

E aí, simplesmente, eu cheguei um dia, eu acordei um pouco mais cedo, cheguei na cozinha, minha mãe lá com o copão do liquidificador, estrelando um ovo dentro, aí eu, que é isso aí, mãe? Ela disse, não, é, tô fazendo aqui a vitamina. Aí ela, a senhora coloca ovo? Ela disse, é, eu sempre coloco ovo. E eu não sabia, caralho, que eu comi o ovo cru batido, abandonado, caralho. Por isso que eu chegava no colégio e ficava peidando pra caralho, vermelho. E aí

porque eu não sabia que eu tava comendo... O irmão esperava receber essa informação hoje. Mas era batido, né? É que nem quando você bate pra fazer bolo, né? Aí vira uma outra coisa. Mas quando eu era criança, não se falava muito dessas coisas, eu acho, porque eu lembro que eu fazia gemada. Gemada é ovo cru, bicho. Gemada com salzinho em cima. Era com açúcar, ovo. Você ficava mexendo assim, mexia com o garfo.

Açúcar, Jesus. É uma loucura. Gemada é com açúcar. Mas é... É ponto de vista e... Notas, gente. Notas para o filme do Michael. Michael, Michael. Olha só. Liga pra gente.

Sei dos diversos problemas do filme. Não consigo separar o fato de eu ser muito fã do Michael Jackson e ter que analisar criticamente. E aí é desleal, eu entendo totalmente que é desleal com outras coisas. Porque quando eu assisto outros filmes, aí eu poderia ter um olhar mais...

Fã. O problema é que é o Michael Jackson. O Michael Jackson, as músicas do Michael, as interpretações, achei o Jafar Jackson incrível. Achei o Como Domingo, ele me fez ter raiva. Não que não fosse fácil, né? Odiar o Joe Jackson. Não que a gente já não tivesse. É só lembrar que o Sicas mandou um vídeo da Sabrina, sabendo do pânico, entrevistando o Joe Jackson, dando pra ele o estatuto do...

da criança e do adolescente pra ele, né? E ele mostrando assim, sem entender muito bem o que era aqui dali. Read It. Aqui, ó. Present, present, gift. Estatuto da criança e do adolescente. Eu não consigo separar, assim. Eu fiquei em diversos momentos empolgados, assim. Não cheguei a me emocionar, assim. Não acho que não é um filme que emociona, mas eu queria tanto.

Que o Michael Jackson tivesse um filme desse. Eu sempre sonhei que o Michael Jackson tivesse um filme desse, de ficção. E eu sempre imaginei na minha cabeça uma trilogia para a história do Michael Jackson. Eu acho que era possível fazer essa trilogia. Jackson 5, Infância. Primeiro, Albu Solo. Terminou o primeiro filme. Segundo filme. Pá, thriller.

Bad, turnê mundial, não sei o que. E podia terminar até com a sirenezinha da polícia chegando. E aí o terceiro filme, os momentos difíceis até o fim da vida dele. A queda, né? Então eu sempre imaginei essa trilogia do Michael Jackson. É impossível de acontecer, mas aconteceu esse filme. Eu vibro.

Eu tenho minhas reticências com comportamento em sala de cinema que às vezes eu não quero ver o filme, né? Tipo assim, uma coisa é as pessoas aplaudirem um momento, se empolgar e tudo, pelo menos o filme inteiro. E no Michael Jackson está rolando um fenômeno que é o fenômeno do qualquer silêncio... Meu Deus do céu!

Entre os treinos. Nossa, tu me deixaria muito bolada na minha sala. Na minha sessão aconteceu isso algumas vezes. Meu Deus. E aí eu fico feliz de ver as pessoas felizes no cinema. Vejo a senhorinha saindo, a galera dançando nos créditos e o pessoal se abraçando e chorando emocionado. Caraca, que...

Que movimento legal. É o poder real do cinema, mano. O cinema tá se reinventando, né? E esses filmes, eles fazem parte dessa reinvenção. Queria mais qualidade? Óbvio que queria. Queria melhor roteiro? Queria melhor roteiro. Queria melhores decisões criativas? Queria. Mas ficou só no queria mesmo. Então eu vou dar nota 6 de 10 pro filme do Michael aí. Sicas.

Cara, pra mim a nota vai ser 4 de 10. Eu reconheço o filme como espetáculo, mas eu não conheço uma estrutura narrativa coesa ali. O Antony Fuqua, ele já entregou coisas que eu adorei, entregou coisas que eu odiei. Aqui ele entregou algo que eu vejo quase que privado de alma. É um espetáculo muito bonito pra você assistir. Legal de se dançar, inclusive.

Mas aquilo deve ser mais ao Michael Jackson real, artista, do que ao filme. Eu consigo reconhecer a qualidade do trabalho do Jafar Jackson, a qualidade do trabalho do Comando Mingo, mas eu consigo também reconhecer que o filme tem um roteiro que tem diálogos mambembes, é um filme que ele não sabe exatamente como contar a própria história, muito porque a gente sabe, um terço dele foi jogado na lata do lixo. Eu sou o primeiro a jogar tomates na galera de montagem do Boema Rapizódeo.

Aqui, eu acho que vou dizer o seguinte, a equipe de montagem merece um prêmio, porque eles conseguiram pegar um filme que teve um terço dele jogado no lixo, que teve uma refilmagem, que teve toda a sua estrutura mexida, e encontrar, entregar alguma coisa minimamente coesa. Eu acho que a equipe de montagem aqui não merece os tomates que mereceu no Homem-Man episódio. Merece sim uma salva de palmas, porque o trabalho aqui deve ter sido Herculeu. Porém,

Ainda entregou um filme, novamente, com uma narrativa que é, no mínimo, em alguns momentos, esquizofrênica. Pra mim, nota 4. Entendi, Rogério. Better Man. É o filmarço. A Better Man já era, né? Better Man. História do Rob Williams. Nos mostra que dá pra fazer um filme.

maravilhoso, que ao mesmo tempo é um espetáculo, que ao mesmo tempo que mostra os defeitos da pessoa, porque quando você mostra os defeitos da pessoa... Suaviza algumas coisas também. Com certeza, mas assim, ele pega... Eu nunca vi ninguém pegar tão pesado consigo próprio, a ponto de botar um macaco...

Pra representá-lo. Mas até o fato dele mesmo narrar o filme, é a forma de você suavizar a história, de você... Sim, sim, sim. Tá tudo sob controle. É porque tem essa vibe meio meia-culpa, né? Isso, tem coisas ali que você... Por exemplo, quando a gente falou do filme, por exemplo, a gente não nos lembramos de nenhum fato que aconteceu na vida dele e que tenha sido ruim.

e que ele estivesse no filme. Então não é gritante, claro, deve ter uma coisa ou outra, com certeza passou, mas não é gritante como aqui, em que absolutamente nada que aconteceu na vida toda do Michael Jackson é culpa dele ou veio a partir de alguma decisão dele próprio. Tudo tem que ser a partir de alguém, tudo tem que ser... É tipo um passageiro da agonia, né, o Michael Jackson? Isso, e assim, um passageiro que...

É contra tudo, contra todos e, assim, é uma rasteira, na minha opinião, como biografia. O Sica estava falando que é um chapa transparente. Eu diria que é um chapa negativo.

Sabe aqueles negativos, quando você tirava a foto do... Dos filmes. Na época de filme, tinha o negativo lá, o negativo. Pra mim, ele é um negativo, porque ele mente. Ele traz mentira, ele engana pessoas. E é aquela mentira que vai ser contada durante muitos anos, como o Buemar Episódio é, e aí até tem um... Eu sei que tá na hora da nota, mas tem uma coisa que eu sempre quis falar e sempre acabo não conseguindo falar, que é ter um bar que eu vou de vez em quando.

que fica, tocam três bandas covers, né? E entre as bandas covers, tem clips, passam clips de músicas lá, né? E aí, como é um bar de rock, só toca música de rock. E aí sempre tem um momento que toca Radio Gaga.

E aí ao invés de passar a porra do clipe do Rei de Ogaga, passa aquela desgraça do Buename R Episódio. Aquela recriação maldita. Toda vez que eu vejo aquilo me irrita, me irrita de um jeito. Sempre que eu falo, seus filhos da puta, vai no YouTube, pega a porra do show original e bota aí. E não essa porcaria de... Porque é isso. Sabe o que vai acontecer com o tempo? Essas pessoas que vão lá no bar... Você já não vê mais o Freddie Mac, você vê aquele imbecil com aquela dentadura e de outra. Mas eu acho que o Michael Jackson é muito maior que isso, né?

Pra quem não tá vendo, o Siqueira tá tendo uma crise de riso, mas o microfone dele tá desligado. Então ele tá se escangalhando aqui. Então a raiva que eu tenho desse filme é isso. É que ela vai ficar contando essa mentira pras pessoas e as pessoas vão acreditar que essa é a história verdadeira. Não vão fazer que nem a gente que foi pesquisar. Porque é nosso trabalho. É fácil pra mim assistir o filme e chegar em casa e falar, peraí.

Deixa eu ver. E achar a entrevista. Cara, foi muito enriquecedor, tá? Sim, é legal. Saber mais da história e de coisas que eu não sabia. A gente não tem família com o Michael Jackson olhando aqui pra nossa cara, dizendo que... O que a gente pode falar ou não. Depende financeiramente dessa história, tá sendo bem contado. Então tem isso, mas aí o... E o Better Man, por exemplo, que é um caso que é um filme que... Que conta a verdade, deu uma bilheteria super merda. O filme do Elton John...

Também é uma bilheteria muito ruim. É incrível e que também o cara se mostra pra caramba. Também bilheteria que também não foi... Deve abrir o que? Mas não chegou nem um terço do que é o meu episódio. Então a gente vai ter muito... Esse vai ser um filme que vai dar muito dinheiro, obviamente. Já tá dando muito dinheiro quando a gente grava esse podcast.

vai dar muito mais e que só vai injetar na indústria essa ideia de que, meu, vamos fazer mais disso. É isso que dá dinheiro. É parte do novo cinema, que tem o Minecraft lá que é desprovido de qualidade e simplesmente foi um sucesso de...

De bilheteria, você tem o FNAF. O Minecraft pelo menos respeita... Bom, os dois respeitam o jogo em si, mas só que um jogo é bom e o outro joga uma merda. Aí dá uma merda. Mas são dois filmes desprovidos de qualidade. Dois filmes asquerosos. O Minecraft e o FNAF.

Mas o Rogério gostou, por exemplo. Não, o Minecraft... Não, o Finaf não. Não, o Finaf não, pelo amor de Deus. Não, o Finaf não dá. O Minecraft não é que eu gostei. Eu entendo que ele não é o filme pra mim. Ele é o filme pra carinha pequena que adorou.

Agora, é triste, é triste. Podia ser melhor? Talvez esse filme do Michael não seja pra ti, né? Mas pelo menos... Talvez você não seja fã o suficiente, Roger. Ele não é pra mim. Ele não é pra mim de fato. Então? Ele não é pra mim de fato. É como a Paris Jackson disse. Esse filme é feito pra essa galera, esses fãs que já tem essa... Essa imagem do Michael Jackson na cabeça. É pra quem quer ver. É que já tem essa relação parassocial com o Michael Jackson?

de vê-lo mais ou menos dessa forma. É pra quem quer ver show, não é pra quem quer ver história, é pra quem quer ver show. E, se eu puder dar uma dica, os caras não vão escutar, mas se eu puder dar uma dica pros produtores aí e tal, não faz o 2 não, que você vai... Já que você quer limpar tanto a imagem, deixa esse filme que ele já limpou, já vai ser a mentira contada eternamente que vai ser a verdade. Aí, se você quiser pegar o hype, pega os shows que o cara fez, remasteriza e bota no cinema. Não vai dar 900 milhões, não vai dar 900 milhões.

Mas vai dar dinheiro pra caralho. Mas após o filme do Michael, é capaz, se eles relançarem um show remasterizado, vai dar muito público. Não vai dar o público. Como é o nome do filme? Como é o nome do filme do Michael Jackson? Não, não, o filme mesmo que ele fez. Moonwalker. Bota o Moonwalker no cinema. Remasterize aí. Bota o Michael Jackson robôzão, cara.

Bota tudo no cinema. Vai dar 900 milhões? Não vai dar 900 milhões. Mas vai dar dinheiro. E, cara, vocês vão ganhar dinheiro eternamente, porque o Michael Jackson é o maior artista da história da humanidade. É, é isso. Dito isso, nota 2,5. Caralho, Rogério, que isso? Se for pelas músicas, eu dou 10 pro Michael Jackson. Eu dou 1 milhão pro Michael Jackson. Ninguém vai se embora. Pronto, essa nota é o Rogério. Nota 10 pro filme. Vai nessa. Vai, Fernanda.

Ai, gente, então, pra mim, eu tô um pouco assim no time do Juras, porque é muito difícil conseguir dissociar, sabe? Eu lembro que meu primeiro contato com o Michael foi com o Thriller, que meus pais tinham em CD. E aí um dia eu tava eu lá, olhando as coisas, eu falei, pô, deixa eu ver, deixa eu ouvir isso aqui. E eu lembro que desde o primeiro acorde eu falei assim, meu Deus, isso aqui é um negócio de outro mundo, não tem como.

E eu gosto muito, acompanho o trabalho do Michael também há bastante tempo. A vida pessoal dele, não tanto. Mas as músicas e tudo mais sempre fizeram parte aí da minha infância e adolescência. Então pra mim fica realmente muito difícil não me empolgar assistindo filme, sabe? Eu senti que eu consegui...

Me conectar bastante com a interpretação do Jafar. Principalmente. O Como Domingo é incrível. O Menininho também é incrível. Eu entendo que existem milhares de problemas. Nesse filme. Especialmente acho que. A má fé de você manipular a história.

De acordo com o que servia aos interesses de quem tá ganhando dinheiro com isso. E isso realmente é um problema. Eu concordo totalmente. Mas eu consegui me divertir. Consegui seguir a narrativa que colocaram ali, sabe? Então eu não vou dar uma nota muito baixa. Porque eu saí entretida. Eu saí feliz. E eu saí indo colocar as músicas do Michael pra ouvir de novo. Então eu vou acompanhar os juras nessa. Minha nota é 6.

Muito bem, falamos aí sobre Michael. Será que vai existir a continuação? Se existir, obviamente, estaremos aqui falando da continuação. Será que vai se chamar Jackson? Michael Jackson, né? Pra você poder colocar os Blu-rays assim, um do ladinho do outro. Se queira poder botar os Blu-rays um do lado do outro. Não sei se vou pegar isso aí, não. Você sabe que tem aquela última música que toca? A gente te conhece. Que já é... Qual a última música que ele toca e ele já tá de preto?

Bad. É bad? É. Quando ele canta bad, se eu fosse o diretor, se eu fosse o Fuqua, eu colocaria ele já cantando e dançando e aparecendo os créditos do lado, assim, ó. Porque aí você ia estar dizendo o seguinte, você acabou de assistir um show. Isso aqui é um show que você viu. Você viu. Não é um documentário sobre o Michael Jackson, a vida dele. Não, isso aqui é um show. Simplesmente você ia assinar embaixo dizendo assim, olha, você acabou de presenciar um espetáculo.

E a ceninha do trailer é a última cena do filme, né? Ele fazendo assim com a mão, né? Ele escondendo o rosto assim. É a cena do trailer. Rogério, eu concordo contigo até porque eu acho que a inserção do Bad no final, depois do clímax, prejudica o filme.

Ah, então, ali aquele badge só poderia ser as letrinhas ali. É o número musical depois do momento certo que o filme tinha pra acabar. Mas é porque, é como se fosse assim, depois de toda o caos que aconteceu, ele lançou o disco, a sequência do thriller, e esse é o grande show do badge, né? Mas eu não tô nem falando que é aquele crédito que sobe assim. Eu tô falando que, it, pior que tinha, pior que eu tava olhando até pra tela e eu achei que qualquer momento ia aparecer. Tinha espaço. Porque tem espaço, sabe por quê?

Porque ou ele tá na direita ou ele tá na esquerda. Cara, ia dar perfeito pra aparecer... Podia usar a imagem do Michael Jackson de verdade, né? Aparecer o crédito, assim. Não, não, eu acho que podia ser a recriação mesmo. Podia ser o Jafar fazendo um walk na ambos créditos. Do nada o cômodo amigo dançando, assim. Mano, olha que filme triste. A gente não sabe de onde veio a inspiração pro Moonwalk.

Eu assisti um filme do Michael Jackson. Aparece, né? Aparece. Ele assistiu na TV. E aí ele vê... Ele se inspira muito em Cantando na Chuva, né? Que não tem Milwaukee. Não tem Milwaukee, mas tem a dança, né? O negócio da dança, né? Mas a gente sabe. Mas a gente sabe. Porque a gente assistiu. Todo mundo odeia o Cris. Que foi por causa do Bilhox. É.

Mas aparece na TV, né? Ele tá assistindo o programa de TV. É por isso. Tem um momento que aparece ele assistindo um programa de TV e mostra lá. Ele tá assistindo. Não, tem um negócio do Chaplin. É. Que aí tem muito daquele... Ele faz a mistura. Ele faz a mistura. E o negócio de... Eu nem sei... Aliás, tem um outro erro absurdo. Não sei se vocês perceberam. Quando ele tá na loja de brinquedo e ele olha na mão do menino. E o menino tá com o Adventure na mão.

que é um jogo de... O primeiro RPG da história e tudo mais. E aí ele fala assim, pro menino... Eu gosto muito de videogame. Atira... Ah, é? Ele fala, eu gosto de videogame. Vou te dar uma dica. Atira. Atira pra esquerda que ele sempre recarrega. É um RPG, não tem tiro. É um quadradinho que você comanda na tela. Parece a Globo fazendo coisa de videogame, caralho. Falando qualquer coisa. O Fouca nem sabe o que tá fazendo, mano, no bagulho.

Mas teve essa inspiração. Gene Kelly cantando na chuva, Charlie Chaplin e... E o James Brown.

James Brown. Tem o James Brown também. Mas eu acho até que eles podiam ter uma coisa que ele faz muito com a jaqueta, que o Chaplin faz, mas ele faz no Luzes da Cidade, que é quando ele vai brigar. Ele tira, né? Ele puxa e bota de volta. Quando ele tava no estúdio lá e o Pivetinho dançando ele, fica quieto. Não mexe com ele. Ele queria ficar dançando, né? E ele não conseguia cantar. Mas é isso. Mas, Juras, da onde veio o Moonwalk?

Vamos descobrir aí. Não mostra ele nem treinando assim o Moonwalk. Meu Deus. Moonwalk. Cara, eu... Primeira vez que viu. Eu sou muito velho. E graças a Deus eu sou velho. Porque eu vivi essa época. Quando eu vi Moonwalk pela primeira vez, todas as crianças do universo, do planeta Terra, queriam fazer a polo do Moonwalk. É verdade. Ninguém. Nem o Jafar. A gente não conseguia. Nenhum imitador. Ninguém. Ninguém faz que nem o Michael Jackson.

O Michael Jackson, ele flutua. Os outros dançam. O Michael Jackson flutua. É outro rolê.

É isso, gente. Fechamos. Falamos sobre Michael, o filme do Michael Jackson. Deixa aí seu comentário. Gostou ou não gostou? Como é que foi a sua sessão? Pode colocar nos comentários, no YouTube, no Spotify. Fique à vontade aí. O importante é que a gente possa conversar e a gente possa discutir. Pra isso que a gente assiste os filmes e pra isso que a gente faz esse podcast. Pra gente poder discutir aquilo que a gente viu e os nossos pensamentos, as nossas ideias. Fique à vontade pra participar.

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Então a gente analisa desde clássico até os mais novos. O mais recente que a gente fez, a gente fez sobre o Extermínio e o Tempo dos Ossos, filmes que chegam no começo do ano, a gente fez sobre Jogos Vorazes, a gente falou sobre Shrek, falou recentemente sobre Bingo, filme brasileiro. Então, cara, tem muita coisa bacana pra você acompanhar. E sem falar que já falamos de Clube da Luta, Senhor dos Anéis, de Iluminado...

um monte de herói, X-Men, o filme, Homem-Aranha do Sam Raimi, tem muita coisa bacana lá pra você. Homem de Ferro, pra você se divertir. Patreon.com.br É isso, nos encontramos na próxima. Tchau!

Eu queria ver coisas, muito mais coisas. Smooth Criminal, eu queria ver. O Smooth Criminal é bom demais. Mas é porque o Smooth Criminal já é do Bad, né? Eles só pegaram o início do Bad ali. O Bad é um álbum... Se você pensar, talvez o Bad seja o melhor álbum do Michael Jackson. Apesar do Off The Wall, agora as pessoas descobriram o Off The Wall. Pelo amor de Deus, ou o Jornal de Filho? É o Thriller. Thriller, aqui.

É um thriller, pô. Vou olhar aqui. Vou olhar aqui. Não tem uma música pulável. Eu vou ver aqui. Thriller. Vamos ver. É, Wanna Be Starting Something. Isso. They'd Be Mine. The Girl Is Mine. Que é aquela do... Ah, essa do Paul McCartney é ruim. Que é o Paul McCartney é bonitinho. Isso, é ruimzinha. É ruimzinha. Vai, é ruimzinha. Eu adoro. Thriller, Billie Jean, Human Nature, P.I.T. Esse é que eu não lembro.

PYT, I want to love you pretty old thing. E Delayed in My Life. Caça também. Essa é a única que eu não ligo. Quer que eu fale aqui o Bad? Vai no Bad. Vai, vai, vai. The Way You Make Me Feel. Boa. O Man in the Mirror. Man in the Mirror. I Just Can't Stop Loving You, que é inacreditável.

Diana, Smooth Criminal. Porra. Muito foda. Muito foda. Cara, foi um momento que ficou... Fui triste ter perdido o encontro dele com a Lady Diana. É 88, cara. Mas isso é depois. É um momento que é triste. Não vai ser retratado nunca, né? Não sei, a gente não sabe. O momento que a gente tá gravando aqui, não dá pra saber. Estamos aí no comecinho de maio de 2026. Será? Será? Será, gente? Que é o Jack que tá procurando ainda aí, mano?

Tá procurando ainda. Tô tentando... Tô ouvindo os pedacinhos das músicas. Caramba, tentar lembrar. Qual é o melhor disco? Não lembra nada, mano. É o Bad, mano. Tô falando. O Bad é o melhor disco. Peraí, eu não sou boa. O Thriller é porque ele é muito famoso, mano. É muito famoso. É, as músicas ficaram muito... É porque é foda, né? Tem Beated, Billie Jean, Human Nature, o Thriller. O próprio Thriller. O One of Stars and Something, que é do caralho. Cinco músicas que são incríveis. Incríveis.

E aí tem outras, né? Outras quatro ali, né? Mas que também são muito boas, né? Mas enfim. Eita, que susto do caralho. Meu Deus! Calma, Michael. Calma. Michael, Michael, eles não ligam pra gente. Fica aí onde você tá.

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