Episódios de 1FICINA | Autociência

Quem? | EUreka 2026

06 de maio de 20261h9min
0:00 / 1:09:57

Aula do ciclo de estudos de autociência EUreka 2026 - 1ficina

Participantes neste episódio5
F

Ferrari

Host
C

Claudio

Convidado
D

Doni

Convidado
K

Karen

ConvidadoCoordenadora de Aeroportos Standards
L

Luciana

ConvidadoAssistente espiritual
Assuntos6
  • AutoconhecimentoDiferença entre 'eu' verdadeiro e personalidade · Crítica à crença espiritualista sobre a inexistência do 'eu' · Autoconhecimento pessoal vs. existencial ('quem' vs. 'o quê') · Personalidade como produto da individualidade · A unicidade existencial imutável
  • Diferenças de personalidadePersonalidade como manifestação da mentalidade · Personificação de mentalidades para autoconhecimento · Mentalidades como ferramentas e hábitos · Influência de memórias e cultura na formação de mentalidades
  • Identidade e AutoestimaO 'eu' como fábrica da realidade e criador de personalidades · A impossibilidade de definir o 'eu' existencial · A individualidade como natureza existencial única
  • Dizer não e autoconhecimentoConfirmação do entendimento através das tarefas de outros alunos · O perigo de se comparar com os outros no processo de autoconhecimento · A importância de confiar na própria percepção
  • O fenômeno mediúnico e a incorporaçãoDiferença entre personalidade e influência de outras entidades · A impossibilidade de definir 'quem sou eu' para afirmar 'quem não sou eu' · A necessidade de autoconhecimento para compreender fenômenos mediúnicos
  • Projecoes 2026Transição da fase existencial para a fase psicológica · Leitura do último livro da fase existencial
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Está gravando. Boa noite, caros companheiros de viagem do ciclo de estudos Eureka 2026. Bem-vindos a mais um passo da caminhada, passo a passo, desse ciclo de estudos de autociência. Hoje vamos conversar sobre a leitura do livro Quem.

Eu tenho muita coisa para falar, não. Vou falar um pouquinho, fazer uma abertura. E daí eu vou abrir para perguntas, se a gente vai conversando, se estragam os assuntos de vocês e tal. Adianto que esse livro que vocês leram, Quem, foi o penúltimo livro da fase existencial.

o que significa que o próximo será o último, e aí estará encerrada a fase existencial, e daremos início à fase psicológica do ciclo de estudos. Então, o alicerce já está colocado, a gente vai começar a levantar as paredes, a gente vai passar um tempo levantando as paredes, para chegar no telhado.

que é onde todos queremos chegar, que é a convivência. Muito bem. Então, vou falar um pouquinho sobre o livro Quem. Se vocês prestarem atenção, na fala de vocês, quando vocês estão se comunicando,

conversando com, comunicando, vocês vão estar muito provavelmente conversando com outras pessoas. E aí, quando você for se referir a você, ou alguma coisa da sua experiência, você vai falar eu.

Palavrinha que a gente aprende rapidinho para referir a si. Eu. Então a gente fala eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu subi, eu desci, eu fui, eu voltei, eu gosto, eu não gosto, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu. Eu, eu, eu. Eu, eu, eu. E quem é esse eu, né?

Quem é esse eu que a gente tanto fala? E daí, para descobrir quem é esse eu, busca-se o autoconhecimento. Autoconhecimento, no entendimento mais coloquial, é whatever.

Conhecer eu. Ou conhecer o eu. Me conhecer. Então, eu quero saber quem eu sou. Então, para você saber quem você é, você vai ter que produzir autoconhecimento. Basicamente é isso. Quase todo mundo entende autoconhecimento como isso. Autoconhecimento é para saber quem eu sou.

E o que o livro Quem está dizendo, por isso que ele chama Quem, referente a eu. O que o livro Quem está dizendo é que não existe um eu verdadeiro no mundo da personalidade. Claro que existe um eu. Esse é um grande embate. Aliás, se eu tirar essa...

Esse fone de ouvido está aqui, porque só faz eu sentir que estou surdo. Não estou usando agora. Grande embate na bolha espiritualista. No mundo espiritualista. Eu enfrento muitos...

Resistência, quando estou falando desse tema, no mundo espiritualista, porque há uma crença no mundo espiritualista de que não existe um eu. E o que eu afirmo, quando estou dando entrevista, conversando, explicando, é que sim, claro que existe. Você é um eu, você é um ser.

Ah, mas quem é esse eu? Daí, quando me perguntam, eu respondo da forma mais óbvia possível, usando a ciência do óbvio. Sou eu. Claro que não satisfaz e deixa o meu interlocutor irritado. Mas eu quem? Eu, eu.

Então, tem esse embate na bolha espiritualista sobre a existência de um eu ou não. Se existe um eu ou não. Que é um debate sobre a individualidade, na verdade. Então, quando eu afirmo e respondo assim, eu estou afirmando a individualidade.

Meus interlocutores ficam bravos porque eles acham que eu estou me referindo à personalidade. É um erro deles, não é meu. Eu sei que eles estão me interpretando mal. Até porque eles mesmos não fazem essa diferenciação entre individualidade e personalidade. Eles não entendem. Eu deixo a exultação.

capotando no equívoco. Não é um problema meu, a não ser que eles peçam minha ajuda para entender a coisa. O que acontece, em geral, é que na bolha espiritualista, no universo espiritualista, existe também um conjunto de convicções, crenças, que vem de longa data, tradição, milenar.

de escolas milenares e tal, que falam determinadas coisas, às vezes os adeptos nem entendem o que essas escolas estão falando, mas eles têm que chancelar essas tradições, então eles não podem ter opinião própria, se for contra essas coisas milenares. Então, se diz nessas tradições que não existiam eu,

se a explicação se ampliar ou for diferente disso, está errado. Muito bem. Aí você pode olhar para o que a oficina está dizendo no livro Quem e falar, mas você também, Ferrari, está falando que não existe um eu. Que o Quem, a busca por um eu verdadeiro, é...

É o grande engodo do autoconhecimento. É a grande farsa. Que nem tem um videozinho lá. A farsa do autoconhecimento. Qual é a farsa do autoconhecimento? A farsa do autoconhecimento é você acreditar que autoconhecimento é você descobrir quem você é. Então você está falando a mesma coisa do que o povo espiritualista. Não. Não estou. Por quê?

Porque eu estou distinguindo duas características do autoconhecimento. Uma é quem, que tem a ver com o autoconhecimento pessoal, que tem a ver com a personalidade. E o quê? Que tem a ver com o autoconhecimento existencial. O eu que você é.

diz respeito à sua existência e não à sua personalidade. Porque a sua personalidade é um produto. E ela é um produto dinâmico. Você vai produzindo igual, estou produzindo som agora. Eu produzo uma palavra, aí outra palavra, outra palavra, três palavras, paralelipípedo, sapato, geladeira, melancia.

Dedão do pé, dedão do nariz, vou produzindo palavras. As palavras são produtos de uma fábrica, a fábrica sou eu, estou produzindo as palavras. Personalidade é a mesma coisa. Você é o produtor das suas personalidades, o criador delas. Então existe uma fábrica. Assim como tem uma fábrica produzindo essas palavras,

se não, não teriam essas palavras. Existe uma fábrica que está produzindo as suas personalidades, os seus eus. Esse é você. Ou como está dito no livro, você, a fábrica da sua realidade, a fábrica das suas personalidades, a fonte. Esse é você. Você é o ser. Esse ser é você.

você, quando você está falando de você mesmo, você não fala você, você fala eu. Eu sou a fábrica da minha realidade, eu sou o criador das minhas personalidades. Só que eu não sou minhas personalidades na causa. Elas são efeitos, são coisas que eu estou criando. Então existe um eu, só que esse eu não é o que você pensa, ou seja, não é a sua personalidade.

De certa forma, todas as tradições tratam disso. O problema é que, ao meu ver, os seguidores das tradições não entendem isso. E aí, em vez de eles entenderem que tem a causa e o efeito, tem um eu que diz respeito à personalidade e um outro eu que diz respeito ao ser que você é, não, fica...

acha que as duas coisas não se completam, enquanto elas são complementares. Gera uma briga desnecessária. Não tem que brigar a personalidade com a individualidade. Personalidade, ela sai do ser que você é. O produto do ser que você é, o produto da sua individualidade.

O que você é diz respeito à sua individualidade. Quem você é diz respeito às personalidades. E as personalidades são mutantes. Você vai mudando, elas fluem, você produz, usa, elas são como ferramentas. Você usa, para de usar, não sei o quê. Isso é muito legal de entender. Porque uma vez que você entende que você está greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed greed

Você é você, sempre você. Não tem como você deixar de ser você, porque você é você. Você está livre para ser quem você quiser. Você pode ser quem você quiser. Não tem um quem fixo para você ser. Tem um o quê. Então você vai criando essas personalidades.

Se essa personalidade está alinhada com a sua unicidade, ela pode ser qualquer uma, desde que esteja alinhada com a sua unicidade. Vai fazer você viver bem e viver em autorealização. Se ela estiver desalinhada com a sua unicidade, aí ela não vai te ajudar a viver bem nem em autorealização, mas aí você vai viver mal, vai sofrer com isso.

o sofrimento vai estar te alertando para uma personalidade desalinhada. E aí, se você quer viver bem, e você quer, você vai descobrir que desalinhamento é esse e vai trabalhar sobre isso, alinhar a sua personalidade e a sua unicidade. A sua unicidade, a sua individualidade, ela é existencial e jamais irá mudar.

Porque ela não é criada, ela existe. As personalidades, sim, elas são criadas. Criadas, descriadas, recriadas e tal. E elas existem na sua mentalidade. O que você é, é existencial. É a sua unitrindade, como a gente já estudou.

Então a sua individualidade não é humana. A sua individualidade é existencial. É a sua natureza existencial única, singular. E a personalidade é roupas que você vai vestindo,

para agir e interagir no ambiente que você está. No caso, agora, você está brincando de ser humano, então você está usando personalidades humanas, e aí você pode ir aprofundando, você é um ser humano, sei lá, baiano, aí você cria uma personalidade baiana, porque não adianta você...

Como você vai construir uma personalidade japonesa para agir e interagir na Bahia? Talvez você até possa, mas vai lá. Mas é muito mais complicado, porque você não vai ter como fazer isso, e não vai te ajudar a interagir bem no ambiente que você está. Então, ao invés de você construir uma personalidade humana chinesa ou japonesa...

Você constrói uma baiana, porque você mora na Bahia. Só que você mora na Bahia e você é jogador de futebol. Então é melhor você ter uma personalidade baiana, jogador de futebol, do que uma personalidade baiana, sei lá, sapateiro ou... professor de matemática.

Porque a personalidade de professor de matemática não vai te ajudar com as coisas de jogar futebol. Você é jogador de futebol. E por aí vai. E aí você é baiano, jogador de futebol, pai de família. E aí a sua personalidade de pai vai te ajudar a lidar com as coisas de pai. Porque você é pai.

E por aí vai. Agora, o que você precisa ver é se essas personalidades estão ou não alinhadas com você. Agora, personalidade é um jeito de falar, porque no final das contas, personalidade nada mais é do que mentalidade. Se você tem uma personalidade de professor de matemática, é porque você tem uma mentalidade de professor de matemática.

Então, personalidade e mentalidade são sinônimos. A sua mentalidade operando vai fazer com que você tenha uma personalidade, mas sem a mentalidade não tem como você ter a personalidade. Mas, enfim, o principal a se entender nesse livro, e o motivo dele estar aí na parte existencial do ciclo de estudos, é que ele tem um aspecto, em grande parte, psicológico.

eu poderia colocar ele na parte psicológica do ciclo de estudos, sem problema, ele serviria lá também. Inclusive tem partes na fase psicológica do ciclo de estudos, eu vou tratar bastante das mentalidades, vou estar tratando das personalidades. Mas ele entra aí por conta desse equívoco recorrente da cultura espiritualista.

De não entender a diferença entre que e quem. Simples assim. Que e quem. O que você é e quem você é. O livro foi escrito para esclarecer essa coisinha bobinha. Aparentemente bobinha. Para você entender que o que você é tem a ver com a sua natureza existencial. E quem você é tem a ver com a sua personalidade. Que o que é existencial e quem é humano.

e fulano, humano e fulano. Quem diz respeito a sua personalidade? E daí o livro vai explicar um pouco sobre o que é uma personalidade e como funciona. Os livros da oficina têm muito essa característica. Eu não sei se vocês já observaram. Sempre que a oficina está explicando alguma coisa, ela define o que ela está explicando. Então, personalidade é...

Realidade é... Ela fala o que é, define. Vida é... Sofrimento é... Cada coisinha que ela vai falar, ela define. Para você ter total clareza sobre o que ela está falando. Então o livro está definindo o que é personalidade, falando a respeito e tal. Para que você se livre... Para que você se livre...

do enorme peso e da infrutífera busca de tentar saber quem você é. E também se livre do enorme peso e do infrutífero trabalho, de ficar elegendo um eu como verdadeiro. Não, esse sou eu verdadeiro, esse sou eu verdadeiro, esse sou eu verdadeiro, não tenho.

O seu eu verdadeiro é existencial. Você não tem acesso a saber o que você é no sentido da sonicidade. Vocês já estudaram isso. Você consegue alinhar a sua personalidade com a sonicidade usando o GPS, que é indicativo de alinhamento. Mas o GPS só faz você sentir a sonicidade. E ele não te fala o que você é.

Porque, na verdade, você não é nada. Que nem vocês já estudaram. O ser que você é é um nada. Por isso não dá para definir. Muito bem. Fiz a minha introdução aqui. Agora eu me coloco à disposição. Vou colocar o fone de ouvido de novo. Para conversarmos.

sobre o... Tirar dúvidas e perguntas, principalmente procurando se manter aqui nesse momento do ciclo de estudos, nesse momento desse estudo que nós estamos fazendo. Mas vamos conversar. É só vocês levantarem a mão aí, que a gente... Eu libero o microfone para vocês e a gente conversa.

Um, dois, três. Já. Ei, copo do babão. Karen.

Está liberado seu microfone, Karen. Ó! Vai até aparecer das caras. Desculpa, Karen, eu não te ouço. Não sei se só eu. Mas eu deveria estar te ouvindo aqui. Tem alguém ouvindo a Karen? Não, agora seu microfone fechou.

Se tá fechado. Seu microfone tá fechado. Clica aí mais uma vez pra ver se abre. Você vai ter que falar braile. Não, não, tio. Seu microfone tá fechado.

Você que precisa abrir aí. A minha parte eu já fiz. Procura nas configurações. Ué, liga e desliga, ué. Simples. Vê o que acontece. Uhum. Uhum. Uhum. Uhum. Uhum.

Isso, agora a imagem desapareceu. Agora dá para ouvir? Agora dá para ouvir. Descobriu o que era aí? Ah, eu troquei, eu passei para o celular. Agora eu só estou vendo a minha própria cara aqui. Espera aí, muita calma nessa hora. Pronto, estou te vendo. Ferrari, seguinte. Primeiro que você tem um coração de pedra, você é muito maligno.

Segundo eu vou usar a minha personalidade de advogada e meio que me defender. Assim, ó. Eu venho fazendo assim. Eu venho estudando, eu venho lendo o livro. E aí eu assisto todos os vídeos referentes àquele livro. Faço minha tarefa e mando.

Aí, conforme as outras pessoas vão fazendo as tarefas, eu vou escutando e vou prestando atenção para ver se eu posso estar equivocada em alguma coisa, porque a princípio a gente acha que entendeu tudo. A gente está lendo o que você fala e está concordando com o que você fala. É difícil a gente perceber o equívoco, se tem um equívoco ou não. Aí eu estou usando a tarefa dos outros.

dos outros alunos, para tentar perceber quando eu estou em equívoco, né? Aí eu queria saber de você, estou no caminho certo? Essa é a ideia mesmo? Não, não está não, está no caminho errado.

para você descobrir, porque o outro pode estar equivocado também, então vai ficar assim, uma fila de gente equivocada, todo mundo achando que entendeu, ninguém entendeu. Para você se certificar de alguma coisa, você tem que chegar na obviedade da coisa. Como a gente aqui está estudando sobre se...

praticando autociência para produzir autoconhecimento, para você certificar e comprovar e chegar na obviedade do que está sendo dito, você tem que olhar para você e não para o outro. Você tem que praticar autociência. Então, eu vou usar o exemplo dessa semana, desse livro, certo? Eu entendi o seguinte, eu entendi que você queria que a gente visse exatamente isso.

que a gente é uma unicidade, que não dá para se definir, e que a gente tem várias personalidades e que elas vão se alterando com o passar do tempo. Então, quando eu era criança, eu tinha uma forma de ser, agora eu tenho outra, me formei advogada, então essa é uma personalidade que eu tenho. O que me gerou dúvida, quando eu ouvi as outras tarefas, é que mencionaram que a gente é...

de um jeito diferente com cada pessoa. Então, eu pensei em mim mesma no fórum, como advogada. Eu sou eu mesma, eu faço piada, eu faço brincadeira. Lógico que eu sei que eu vou estar num lugar que tem que ser mais... É um lugar, sei lá, é um lugar oficial.

Eu tenho que me portar como advogada, eu tenho que respeitar o juiz, mas eu não deixo de ser eu mesma. Eu não consegui visualizar em mim uma personalidade para cada situação. Eu acho que eu sou um conjunto de personalidade, eu tenho várias coisas e a cada momento eu utilizo uma como ferramenta, é o que você falou.

Como em cada situação eu me coloco de um jeito, né? Eu sem me portar em cada situação. Mas eu não crio uma Karen diferente. Eu não tenho esse problema de, ai, com você eu sou uma Karen e com outra pessoa eu sou outra Karen. Uma Karen está em contradição com a outra. Só que aí eu fiquei preocupada. Eu falei, será que é só um jeito que eu não faço, né? E tudo bem.

Ou eu estou cometendo algum equívoco e não entendi alguma coisa? Foi nesse sentido que eu pensei, entendeu? Aí eu mandei a pergunta na lousa. Só que na lousa é muito difícil, porque a gente não pode comentar exatamente de onde veio aquela dúvida, que a gente não pode falar dos outros, está certíssimo.

Mas, ao mesmo tempo, a gente quer saber se a gente está acertando ou não. Na verdade, é isso. A gente quer confirmar. Eu não quero carregar um equívoco até o final do curso. Entendeu? Entendi. Você lê o livro? Lê. O que está no livro, quando você olha para você, confere ou não confere? Confere.

Mas aí é que está. Esse é o meu problema. Eu concordo com tudo que você fala, mas eu tenho medo de estar interpretando alguma coisa errada, entendeu? É mais para confirmar se eu estou no caminho certo. Se eu peguei a ideia, né? Porque eu posso estar cometendo um equívoco também. E o que você acha que está errado?

Eu acho que no caso não tem, eu não tenho uma personalidade diferente com cada pessoa. Eu acho que é um conjunto, é o que você acabou de falar no começo da aula. Eu sou advogada, eu sou mãe, eu sou, sei lá, eu gosto de brincar, eu gosto de fazer piada. É todo um conjunto, né? Eu não sou diferente só porque eu tô na audiência com o juiz, eu vou ser uma pessoa diferente. Eu sei me comportar naquela situação, mas eu sou eu mesma. Se eu tiver que fazer uma piada, eu vou fazer.

Eu não vou... Aí é que tá, eu não consegui pegar essa parte de você ser uma pessoa diferente. Eu não consigo me ver assim. Você pratica algum esporte? Não, sou uma velhinha idosa e sossegada. Qual é o termo, né? Para quem não pratica esporte...

Não é sedentário. Você pratica o sedentarismo. Exatamente. Você gosta de cozinhar? Gosto. Quando você está cozinhando, você usa a mesma mentalidade que você usa quando você está advogando?

Ah, quando eu tô cozinhando, não. Eu tô mais... não sei. Tá, entendi. Entendi o que você quis dizer. Tá, até aí eu concordo com você. Eu não uso todas ao mesmo tempo. Não é nesse sentido. O que eu senti assim de estranho é que falaram que eu...

Como que eu vou explicar? As pessoas estão falando que podem ser diferentes, por exemplo, eu com você, eu seria diferente e eu com meu marido. Fala. Eu estou... Sabe por que as pessoas... Você conhece as pessoas, né? Sabe por que as pessoas... Sabe por que as pessoas falam o que falam? Entendi.

Elas podem estar equivocadas, não eu, né? E eu estou tentando achar uma breve... Você sabe por que elas falam o que falam? Não, por quê? Porque elas têm boca, se elas não tivessem boca. Quem tem boca... Fala o que quer.

Dá na veneta da pessoa, a pessoa sai falando. Você tem que cuidar do que sai da sua boca, não do que sai da boca dos outros. Entendi, entendi. Entendi a ideia. Vou confiar mais no que eu perceber de mim. Entendi, sem comparação. Entendi. Mas não, completamente. Se você não confiar em vocês, vai confiar em quem? Quem é que está com você o tempo todo? Eu.

se não gostar de mim. É, entendi. Entendi. Eu vou... Mas aí a ideia, eu escuto as tarefas dos outros ou não precisa? Ou escuto só para perceber as diferenças? Isso é decisão sua. Você que decide. Tá. Só não me conclui com ninguém. Tá, entendi. Quando a gente não tem autoconhecimento...

a gente escuta os outros para se comparar com os outros, para pegar alguma coisa. Quando a gente tem autoconhecimento, a gente escuta os outros para ver se eles entendem do jeito que a gente entende, não para a gente entender do jeito deles. É isso que eu estava fazendo, é mais ou menos isso que eu estava fazendo. Eu estava tentando ver se está todo mundo entendendo igual. É, entendi o que você quis dizer, entendi.

Já vi minha falha. Já percebi meu equívoco. Não comparar. Exatamente. Então tá bom. Então tá. Obrigada. Mas você tem um coração de pedra, viu? Você é malvado demais. Você é muito bom. Eu sou terrível. Eu sou... Tchau. Falou. E aí, meu povo, alguém mais?

Deixa eu fechar o trem aqui. Só levantar a mão que o seu pedido será atendido.

Não? Ninguém mais quer conversar comigo? Que tristeza. Então tá, gente. Está encerrada a conversa de hoje.

Boa noite, Claudio. Está liberado o seu microfone. Pode falar. Quer dizer, clica mais uma vez aí para eu te ouvir. Isso. Boa noite, Ferrari. Boa noite a todos. E aí, meu amigo? Tô bom. Vou conversar com você. Você disse que não tinha ninguém para conversar com você. Vou conversar com você. Bora.

Será que eu boto uma personalidade minha aqui para fora? Uma que você não conhece? Não sei. Decide aí, não sei. Ela vai ficar pelada aqui na sala? Não sei, porque vai que... Eu vivo conversando com a Karen. Tipo assim, para ter o entendimento. Vamos lá, que eu estivesse conversando aqui com o meu melhor amigo. E aí, porra? E aí, como é que você está, filho da puta?

Como é que está a putaria por aí, porra? Está entendendo? Mas para você conversar assim comigo, a sua personalidade tinha que ter afinidade com a minha, nesse sentido. Eu sei, eu sei. Pronto, aí aqui já é o Claudio, aqui já é a personalidade Claudio, que está conversando dentro do grupo Eureka com o professor Ferrari. Exatamente. Eu montei aquela só para a gente fazer um parâmetro.

do que é uma personalidade, como se eu estivesse conversando com o meu melhor amigo. E aqui não, eu estou conversando com o Ferrari, dentro de um grupo que tem um monte de gente escutando, não é isso? Melhor amigo, a gente fala, é seu filho da puta! É, pronto. Exatamente isso que eu quero dar. Eu quero dar esse mote aí para a pessoa entender como é que é dividida as personalidades.

Uma coisa é um lugar que você está à vontade, aí você relaxa, fica um pouco mais parecido com o seu ser, de quem eu sou. Por exemplo, agora está bem parecido com quem eu sou, o meu ser. Está entendendo? Por que eu acho, Ferraro? Não sei se você concorda. Tem várias personalidades que são ferramentas para a gente usar em vários cantos. Por quê?

Como eu disse na minha tarefa, por que eu tenho várias personalidades e eu as uso? Por quê? Cada pessoa que eu conheci, eu conheci em um contexto. Então, cada contexto acaba formando uma personalidade. Eu conheci o Ferrari em tal lugar, era um lugar bem calmo, um ambiente de estudos.

Aí eu conheci outro cara numa farra, uma putaria. É outra personalidade. Eu conheci uma moça num funeral. Aí é outra personalidade, é outro contexto. Está entendendo? Agora...

eu quero chegar só um ponto aqui que é o seguinte é não sei se você concorda comigo assim vamos lá existe uma personalidade e eu acho vamos supor essa que tá falando agora aqui e é mais próxima do meu ser e como eu sou

e como eu seria em qualquer lugar que eu não precisasse de outras ferramentas e de outras personalidades. O que você acha disso? Mais alinhadas, sim. A gente está falando aqui de alinhar as personalidades. Tem personalidades que são mais alinhadas com a nossa unicidade e outras não. Exatamente. Só que assim, no caso...

vamos lá, o caso da Karen, ela vai lá defender o cara, ela não pode, ela tem todo um padrão, tem toda uma norma para ela chegar ali na frente e defender o cliente dela, tem todo um tipo de fala, que é a fala jurídica, que tem todo um juridiquês a ser feito, que ela tem que cumprir aquilo ali.

E aí, assim, lógico, a gente procura sempre, assim, eu sempre... Se eu botar aquela música, é o caçador de mim, né? Eu digo, eu tenho um filho cada vez mais eu. Porque ao longo da minha vida, assim, você...

Eu fui... você vai crescendo, e aí você realmente... Porque para você se adaptar à vida, até você se sentir à vontade, você vai muito nas ferramentas, por suas personalidades, que às vezes estão até distantes do que você é, do que eu sou. Mas a cada vez que a maturidade vai chegando, é exatamente isso, é exatamente o que você falou no livro, é chegar a essa personalidade aqui e que está...

maior consonância com quem eu sou. Está entendendo? Eu acho que é essa aqui, essa que eu estou aqui conversando com você. Está em maior consonância. Agora, eu poderia estar à vontade, conversando aí, sentado lá da poltrona do Ferrari, não ter 40, 50, 80 pessoas me ouvindo, seria outro tipo de bate-papo. Talvez, não sei.

Tá entendendo? Mas pra você ver como ainda tem uma interferência, né? Mesmo assim, né? Uma pequena, né? Porque eu tô conversando com o Ferrari. Mas tem uma audiência de outros seres me ouvindo. Entendeu? E aí tem uma pequena mudançazinha, né?

porque se eu tivesse aí do lado da tua cadeira, e aí eu ia conversar contigo, ia te encher o saco, ia perguntar tudo que era curiosidade, encher teu ouvido. Mas é isso, meu amigo. Não, é isso aí, é só para comentar mesmo. Achei muito bacana o livro, achei super bacana, achei legal o livro, muito... Deu para dividir e, assim, esse livro eu achei legal porque, assim, a gente tem consciência que a gente usa essas ferramentas.

Só que faltou chegar um cara que escrevesse um livro e dissesse isso aí. Olha, isso aí são suas ferramentas. Porque muita gente acha que, antes de ler esse livro aí, eu acredito aqui, que se eu estiver errado, alguém que me corrija. Muita gente pode ter achado que assim, eu acho que eu fui falso, ou falsa naquela fala que eu fiz com fulano. Ah, não era eu ali.

foi a ferramenta que você usou. Eu acho que foi a ferramenta que você usou. Talvez você não tivesse tanta intimidade com aquela pessoa. Era a ferramenta que você poderia usar naquele momento. Era aquela ferramenta que estava disposta a você, pelos seus conhecimentos, por tudo que você tem, a bagagem de vida.

E aí é isso. E é interessante desse livro porque ele coloca o óbvio que a gente sempre carregou, só que ele não... Só que esse livro serviu, Ferraro, para dar nome aos bois. O que é uma coisa, o que são as ferramentas e o que sou eu. Certo? É isso, querido. Mas obrigado demais aí, cara. Obrigado pela paciência aí. Obrigado pelo livro aí. Bom demais.

Um abração aí para vocês. Tudo de bom. Outro grande. Uma dica que eu dou para vocês é vocês não pensarem tanto em termos de personalidade. Eu usei a explicação da personalidade, às vezes eu falo, não tem problema nenhum falando nisso, porque é importante a gente fazer entender a diferença entre individualidade e personalidade. Fundamental entender isso.

Mas é muito mais simples você entender essa questão, lidar com essa questão em termos de mentalidade. Então, pensa que você tem mentalidades. Claro que essas mentalidades, produzindo seu comportamento, elas fazem você ter uma personalidade.

Se você estiver usando uma mentalidade de cozinheira, você vai ter uma personalidade de cozinheira. Se estiver usando a mentalidade de professor de matemática, isso aí em prática vai te colocar, quem estiver te olhando vai falar que é uma personalidade de professor de matemática. Mas você mesmo, você com você,

O que você faz é lidar com as suas mentalidades. Aí, um recurso para você lidar com a sua mentalidade é personificar a sua mentalidade. Personifica a sua mentalidade. Aí, na hora que você personifica, é como se você transformasse ela numa pessoa, numa personalidade. Então, por exemplo, eu dei o exemplo da egofonia.

Quando eu fui fazer uma hegofonia e fui analisar um comportamento meu, tinha um garotinho lá que era bravo. Um garotinho que era bravo. Aí eu personifiquei esse garotinho, que era bravo. E aí eu dei o nome para essa mentalidade, esse comportamento de gasolino, que é inflamado.

inflamava, gasolina. Quando eu nomeei a mentalidade com o nome de uma personalidade, gasolino, e às vezes até faz uma imagem mental do personagem. Facilitou para mim lidar com essa mentalidade que eu personifiquei no nome gasolino e numa imagem que eu tenho na minha cabeça.

Então, o que eu estou querendo dizer para vocês é que o mais fácil, o mais simples para lidar com essas questões da personalidade é você pensar em termos de mentalidade. Uma personalidade é um conjunto de mentalidades. E você, no todo, é o conjuntão. O que é o Ferrari?

que nem eu falei no livro, ele é somatório de todas as mentalidades, que tem a ver com todas as memórias que eu tenho. Então, apaga as minhas memórias. Cadê o Ferrari? Não tem mais Ferrari. Se tirar as minhas memórias de Ferrari e colocar em mim uma memória... Pega todas as memórias minhas, apaga.

do Ferrari. Aí eu não sou mais ninguém. Aí pega a memória de uma minhoca e põe em mim. Quem que eu vou ser? Eu vou ser uma minhoca. Eu vou ser uma minhoca. Eu vou andar... Eu vou andar rastejando no chão, eu vou comer terra, é isso que eu vou fazer. É esse entendimento que simplifica e facilita a lidar com o que de fato a gente precisa lidar, que são as nossas mentalidades.

Beleza? Alguém tem alguma pergunta? Quer conversar algum assunto? Luciana. Vou te dar euforia hoje, Luciana. Vai lá, fala. Boa noite, professor.

Professor, é porque essa questão da personalidade é o seguinte, é sem graça a gente falar assim, que eu tenho um monte de personalidade, que fica parecendo que a gente é falso, né? Ou é, usa uma personalidade com uma pessoa, e outra personalidade com outra pessoa, fica parecendo que a gente é falso. Aí, essa palavra, às vezes, mentalidade, assim...

Mentalidade, assim, eu não sei como é que seria. É, eu tenho várias personalidades, né? A gente tem que aceitar isso. Vários tipos de mentalidade.

Aí, lendo esse livro, esse ano, caiu essa ficha para mim. E como eu tenho uma mentalidade muito evangélica da igreja, aí quando eu olhei para aquele monte de mentalidade, eu falei assim, nossa, eu sou uma consciência carregando um monte de demônios.

Então esses demônios estão passando de geração em geração, porque assim, tem mentalidades que às vezes vem que eu nitidamente lembro da minha avó. Que eu nitidamente, às vezes eu tô falando uma coisa e eu nitidamente lembro da minha mãe.

Então, beleza, a gente entende que é porque é uma coisa que na igreja a gente fala assim, ah, maldição hereditária, mas não é, porque passou, é um hábito que foi passado, né, professor? Isso, claro, a gente vai pegando da nossa criação, a cultura vai imputando na gente. Por exemplo, eu tenho uma mentalidade de torcedor do São Paulo, eu torço para o São Paulo, sou chamado São Paulino.

Mas eu não nasci São Paulino. Ninguém nasce torcendo para o Flamengo, nem para o Palmeiras. E eu me comporto assim. Quando alguém fala mal de São Paulo, eu fico bravo. Quando São Paulo vai bem, eu fico contente. Aí eu fico de olho. Não tem problema. Não preciso mudar de mentalidade, porque não faz eu viver mal. Mas eu sei que eu não sou São Paulino. A gente às vezes usa esse termo na...

nas conversas. Eu estou São Paulino, para diferenciar o ser da criação. E, se eu quiser, eu posso virar flamenguista. Poderia. É só eu pegar e construir uma mentalidade flamenguista. Eu posso ser quem eu quiser.

Porque quem é uma coisa móvel, é plástica. E outra coisa interessante também é que as mentalidades que a gente vai construindo têm a ver com... O Claudio também estava conversando. Tem a ver com contextos. Então, o apelido mostra muito isso. Então, às vezes, a gente tem um apelido em um determinado lugar.

Na hora que a pessoa fala aquele apelido, é meio que como se a cabeça da gente mudasse de sintonia. Tipo, vamos supor que o seu apelido é, sei lá, Bola 12. Aí você está lá, eu estou vivendo como Ferrari. Eu falo, ô, Bola 12. Imediatamente, porque o Bola 12 é o cara que frequentava o futebol lá no fim do mundo, enfim.

Porque o Bola 12 está ligado a memórias tal, e o Ferrari está ligado a memórias tal, e não sei o que... Tudo tem a ver com as memórias. Tudo tem a ver com as memórias. E as memórias a gente vai produzindo, só para concluir aqui, aí você fala... A gente vai assimilando com o contexto, com a cultura. Então, por exemplo...

Ferrari, vocês que me chamam, na minha família ninguém me chama de Ferrari, porque na verdade todo mundo lá é Ferrari, né? E aí as pessoas me chamam pelo nome, Marcelo, quando fala Marcelo, até estranho, porque eu não estou acostumado. Marcelo, muda totalmente a personalidade.

O Marcelo e o Ferrari não são a mesma pessoa. Exatamente. Por exemplo, às vezes eu estou cozinhando, estou usando a mentalidade de cozinheira, aí meu filho já me chama mãe, aí já entra a mentalidade de mãe. Exatamente. E aí ele fala assim, me ajuda no dever de matemática. E já entra aquela mentalidade da menina que era péssima em matemática. Então eu já falo assim, nossa, que horror!

É isso, é assim. No mundo das mentalidades, é o samba do crioulo louco. Agora, simplificando, basta a gente... Se a gente está vivendo mal, o que a gente precisa e deve fazer é observar se aquele mal viver que a gente está experimentando é por conta de uma mentalidade que está ali fazendo de viver mal. E daí a gente vai lá reprogramar aquela mentalidade.

Pois é. Agora, a questão daquela frase do ego não ser senhor na sua própria casa. Eu queria falar um pouquinho sobre essa frase. Isso é mais comum. Vamos lá. Essa questão, porque enquanto a gente estava inconsciente, a gente estava vivendo ali com as personalidades, sofrendo e tudo.

Só que a partir do momento que eu vejo as personalidades, eu continuo percebendo elas se movendo. Eu ainda continuo percebendo elas se movendo. E muitas vezes eu não tenho domínio sobre elas. Precisa de uma maestria para ter domínio sobre essas mentalidades. Muitas vezes, dependendo da energia que elas surgem.

dependendo do gatilho que elas... Dependendo do gatilho que acontece, aí eu não sei, porque não é tudo interno, mas dependendo do gatilho, uma personalidade simplesmente vem, quando a gente vê, já foi. Aí há que se ter maestria, né? E aí é o quê? É a observação, é a gente ser próximo dessa personalidade, né?

É aí que entra a hegofonia, né? A gente precisa aprender a conversar com as personalidades. Tipo, quando eu estava fazendo, pegar o exemplo do gasolino.

Quando eu comecei a conversar com o Gasolino, por conta que eu lembrei de uma história dolorida, dolorosa para mim. Eu fui lá, lembrei da história, aí a história era doída. Aí eu fui fazer Diário da Consciência, acho que não foi o Egofone, eu estava fazendo Diário da Consciência. Aí eu estava fazendo Diário da Consciência com uma história dolorosa para mim. Nessa história tinha uma pessoa, que era uma criança, que estava brava.

sentindo abandonado e não sei o quê. Aí eu fui trabalhando a história, entendendo o sentimento que tinha lá, entendendo a raiva, o que o sofrimento dessa história tinha para me contar. E eu personifiquei essa mentalidade que estava vivendo essa história de gasolina. E aí eu fui lá e conversei com o gasolina.

O gasolino, ele não tinha como esclarecer a si mesmo. Ele era só a raiva acontecendo ali. Aí eu fui lá e conversei para ele, expliquei para ele.

o que estava acontecendo, por que ele estava se sentindo, não invalidei, não falei assim, você não pode se sentir assim, tanto é que ele estava se sentindo, que adianta você falar que não pode se eu estou se sentindo, ele ia falar isso para mim. Então, eu fui lá e falei, sim, sabe o que você está se sentindo, é válido, é isso mesmo, mas tem isso, isso, isso, isso, e aquilo outro. Então, quando a gente vai conversando com a personalidade, a gente vai esclarecendo ela.

Para que, em vez dela, o que a gente precisa conseguir para viver bem é que as nossas personalidades trabalhem em cooperação e não em conflito. Para que uma coopere com a outra e coopere com a outra para que a sua autorealização ande. É tipo um carro. O carro é cheio de partes. Aí tem o motor, tem a roda, tem o desembreio, tem...

as velas né tudo isso aí se a vela se o carro andar para frente o motor tem que colaborar com a vela tem que colaborar com o motor que tem que colaborar com a bateria que tem que colaborar com os pneus que tem que cobrar colaborar com as rodas que tem que colaborar com chassi se todas as peças do carro colaborar em um com as outras o carro vai se cada peça do carro

entrar em conflito com a outra, o carro fica parado ali, não vai para lugar nenhum, ele explode ali. Então é isso que a gente precisa conseguir fazer, conseguir pegar essas nossas personalidades que não estão alinhadas com a autorrealização, com o ser, e alinhando para que elas vão trabalhando em cooperação e a gente vá vivendo bem.

Isso a gente faz conversando com elas. É uma... Ah, mas eu estou conversando com a personalidade ou estou conversando comigo mesmo? Exatamente. Você conversa com você mesmo para se esclarecer, esclarecer a si mesmo sobre como viver melhor.

Muitas vezes o que a gente faz é pegar uma outra mentalidade, ou desenvolver uma outra mentalidade de comida, uma mentalidade de compra, para ter ali um prazer e calar essas personalidades que estão muitas vezes reclamando, né, professor? Esse é o equívoco de achar que tem um eu verdadeiro.

Ah, esse é meu eu verdadeiro. E aí é esse que vai mandar em todos os outros. Isso está errado. Não tem isso. Não tem o eu verdadeiro. Não tem um que vai mandar em todos os outros. É por isso que tem a frase, o ego não é senhor na sua própria casa. Todos devem trabalhar rumo ao mesmo objetivo. Nenhum manda em ninguém. Mas todos devem trabalhar o mesmo. Qual é o objetivo? A autorização do ser.

que o GPS está falando. Pois é, agora, quando, por exemplo, a gente tem personalidades muito extremas uma das outras, por exemplo, uma que quer muito liberdade e a outra que é muito religiosa e que já é presa muito pela família. Uma personalidade, vamos colocar aqui, muito esquerdista e uma personalidade muito de direita, extremo-direita, extremo-esquerda, vamos colocar assim.

Bolsonaro e Lula morando no mesmo condomínio. Pois é. Isso complica um pouco até para a gente definir o desejo, professor, há um impasse aí. Fica um impasse aí, até para a gente definir o que se quer. A gente fica... Qual é o seu sonho? Qual é o seu sonho? Fica até complicado, porque no meio do caminho... Você, a consciência... Você já foi em reunião de condomínio?

Já foi em reunião de condomínio. Então, tem que ter um mediador, não tem? Tem um monte de doido lá e ter um mediador. Aí você tem que... Você, consciência, tem que fazer a mediação. Você tem que chegar para cada personalidade e falar assim, o que você quer? Ela fala, eu quero isso, isso, isso. E você, o que você quer? Isso, isso. E você, o que você quer? Você vai ouvir todas. Aí eu, beleza.

vocês querem esse monte de coisa, como é que faz, eu sou uma pessoa só, como é que faz para vocês colaborarem uns com os outros? Ah, não, não tem colaboração, aqui quem manda sou eu, o outro que vai se fuder, você fala, não, aí não vai dar certo, gente, aí não...

Não vai andar isso aí. A gente tem que encontrar... Alguém vai ter que ceder um pouco, o outro vai ceder um pouco. A gente tem que encontrar uma maneira de todos se satisfazerem um pouco para que a coisa ande. E aí vai. É isso. É uma reunião de condomínio interna. Entendi. Às vezes é necessário até criar uma nova personalidade, né, professor? Para ajudar algumas outras. É. Se preciso for, não tem problema.

Tá ótimo. Professor, muito obrigada. Disponho. Papo de louco, né? Esse negócio de... Tem um eu, né? Então fica essa coisa de louco aqui.

Essa, completando, o que eu estava falando no começo, essa coisa na cultura espiritualista de falar que não tem um eu, é quando a tradição entende que o eu é feito de memória. Então, se você tivesse memória diferente, você era um eu diferente. Então, não tem um eu, é só memória. Mas partir disso e falar que não tem um eu...

É jogar fora o neném junto com a água suja do banho. Isso aí está correto. O que as suas memórias te dizem não é o que você é, é o que a cultura colocou em você. Agora, isso não significa que você não tenha a sua individualidade existencial. Algo mais? Alguém mais?

Doli Uma. O Doni. Quanto tempo o Doni aparece aqui? E aí, mano? Você precisa clicar mais uma vez aí. Boa noite, Ferrari. Boa noite a todos. Boa noite, Doni. A personalidade é a mesma coisa que aspecto?

Uai, o que você chama de aspecto? No caso da espiritualidade, tem gente que fala que aspecto é uma personalidade. Eu conheço uma pessoa que trabalha com espiritualidade, ele é de um jeito e de repente ele muda.

por uma personalidade muito agressiva, né, xing e tudo mais. E ele se comporta como se ele fosse uma coletividade de seres. Não é como ele, são várias pessoas dentro dele, ele falando, né, nós e tal, no nós, sempre no plural, ele fala sempre no plural. E aí quando ele volta pra ele mesmo, ele diz ele mesmo, né, eu, entendeu?

Aí eu subi o aspecto dele. Você está se referindo ao que acontece quando uma pessoa é médium, não é? Isso? Isso. Entendi. Qual é a sua pergunta em relação a isso? Se isso é a personalidade dele mesmo, ou realmente ele está com...

outras entidades nele. Essa pergunta, ninguém sabe responder, Doni. Ninguém. Provavelmente, se você perguntar isso para o seu amigo, ele mesmo não vai saber te responder. Porque, olha só, para eu te dizer que isso não sou eu,

O que eu preciso para poder te falar? Isso não sou eu. O que é necessário? Se conhecer. Você precisa definir quem é você. Então, por exemplo, você pode olhar para uma banana e falar... Você pega a banana, segura a banana e fala... Isso não é uma laranja.

Por que não? Porque você tem a definição de banana. Banana é comprida, com casca, você abre a casca, tem um negócio polpudo dentro, branco. Então, isso é uma banana. Uma vez que eu tenho definido o que é uma banana, isso não é uma banana, porque isso é uma laranja. E eu tenho definido o que é laranja. Porque as duas definições não batem. Então, para eu dizer, isso não sou eu,

eu teria que ter definido o que sou eu. Ou quem sou eu, que é o que a gente está falando. Uma vez que eu não tenho definido quem sou eu, eu não posso falar quem não sou eu. Então é por isso que os médiuns jamais vão responder essa pergunta, porque eles não sabem quem eles são. Eles não sabem, não é porque eles não sabem, não têm autoconhecimento, é porque é impossível saber.

Logo, eles falam, pode ser uma loucura da minha cabeça, como não, como pode ser uma canalização, que nem eles falam, mas não tem como afirmar. Se é uma coisa ou outra. Responde? Respondeu. Pois é, mas ele se define sendo uma coletividade de seres. Consciência, aliás.

eu posso criar uma maneira de falar diferente da minha tradicional. Não significa que... Não é uma criação mental, pessoal. Doni, nós agora vamos conversar com você. Nós, entendeu? Entendi.

É certo, professor. Obrigado pelo esclarecimento. Eu entendo a sua inquietude, porque é muito comum esse interesse, pelo entendimento, quem vivencia o fenômeno. Pelas pessoas que vivenciam o fenômeno, se interessam por entender isso. Mas, no final das contas, o que você precisa entender mesmo é, para viver bem, é o que acontece em você. Nos outros, não é problema seu.

Entendi. Então tá. Então beleza. Boa noite. Boa noite, Tony. Alguém mais? Algo mais? Nós agora vamos falar... Nós queremos falar...

dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. Beleza. Vamos encerrar nossa conversa aqui. Agradeço a participação de todo mundo. Vou falar a declaração. Vocês vão ler, nessa semana que entra agora, o último livro.

na fase existencial. Ele é tipo, ele podia ser o primeiro, ele podia ser tanto o primeiro como o último. Porque ele resume tudo, ele faz um panhadão. E uma coisa que eu deixo aqui para vocês é que ele é cumprido, então não deixe para ler na última hora. Porque é muita coisa... Ele não é tão grande quanto o Tic Tac, mas é bem grande. Então...

Os últimos, os recentes, foram leituras rapidinhas, de 10 minutos, e aí vocês vão levar pelo menos uns 30 minutos para ler. Creio eu. Só lendo, né? Para entender, aí não sei. Então eu vou falar a declaração, fica encerrado a nossa conversa de hoje. Eu honro e celebro eu, eu honro e celebro você.

Eu honro e celebro nós. Eu honro e celebro a minha diferença, eu honro e celebro a sua diferença, eu honro e celebro a nossa diferença. Eu sou outro você, você é outro eu. Nós somos todos e cada um, por isso toda forma de exclusão, de respeito que em mim chega de mim, não passa. Eu sou por minha unicidade, eu sou por sua unicidade, eu sou por nossa unicidade. Que o meu viver confirme as minhas palavras e assim seja.

Bom demais, gente. Prossigamos em pé. Terça-feira estamos aqui de novo. Terça-feira que vem.