Episódios de Ideia Errada

Podcast Ideia Errada 275 – Tadinho do gringo!

16 de agosto de 20263h33min
0:00 / 3:33:31

Vamos reclamar e fazer ridículo das reclamações frescas dos gringos nos seus países de rico!

Participantes

Douglas
Ianio
Leandro José
Matheus
Renato
Rodrigo

Assine o nosso Feed para receber os próximos episódios em primeira mão.

Participantes neste episódio5
D

Douglas

Co-hostEngenheiro de dados
I

Ianio

Co-host
L

Leandro José

Co-host
M

Matheus

Co-hostJornalista
R

Rodrigo

Co-hostApresentador
Assuntos11
  • Sistema Prisional e Ressocialização· SociedadeCadeias na Finlândia e Noruega·Reabilitação vs. Punição·Pena de morte·Inimputabilidade·Escola das Américas
  • Crítica à Indústria Alimentícia Americana· SociedadeQueijo processado americano·Qualidade da comida em escolas públicas·Conservantes em alimentos
  • Crítica à Política e ao Carisma· PoliticaSuperação do carisma pessoal na política·Progressismo nos Estados Unidos·Esquerda nos Estados Unidos·Debate Israel-Palestina
  • Criticas a Cultura Americana· SociedadeAcusações de pedofilia online·Comida de escola pública americana·Hipocrisia em discursos sobre crianças·American Cheese
  • Educação e Mercado de Trabalho· EducacaoValorização do ensino técnico·Crítica ao sistema de avaliação·Ensino superior privado e pago·Formação profissionalizante
  • Gentrificação e Especulação Imobiliária· SociedadeMercado imobiliário no Rio de Janeiro·Especulação imobiliária em São Paulo·Impacto de turistas e estrangeiros·Abandono proposital de imóveis
  • Problemas de Países Ricos· SociedadeDepressão e suicídio na Noruega·Origem do Black Metal norueguês·Críticas à sociedade nórdica
  • QI e Inteligencia· SociedadeTestes de QI e suas limitações·Inteligência normal vs. genial·QI de macacos e autistas
  • Crítica à Elite Brasileira· SociedadeElite jeca e consumista·Influência americana na elite brasileira·Clientelismo e exploração histórica
  • Genética e Evolução Humana· CienciaCostelas extras e mutações genéticas·Apêndice e órgãos vestigiais·Desperdício de informação genética
  • Sono e Saúde Mental· SaudeDepressão e suas causas·Doenças psicológicas e tratamento·Estigma social sobre saúde mental
Transcrição1491 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

O cara, o cara disse que é progressista, que quer dar comida para várias pessoas, quer colocar uma OXXO dentro de um condomínio fechado.

?Voz B

Isso é progressismo dos Estados Unidos. Nossa, isso foi cirúrgico, hein, Yoni? Parabéns! Se muta mais assim, é muito bom. Parece o Edalmir, que vem só com a voz da razão. Tem um documentário, e se eu não me engano ele é da Vice, que ele é um filme que fala sobre a origem do heavy metal, black metal no reggae, que tem toda aquela história lá dos cara que se mataram e tal, botava fogo em igreja, né? É, não sei se tu tá ligado nessa história.

?Voz C

Não, cara, eu não vi o documentário, mas eu tô ligado na história, que porra, é, não é documentário, ele é um filme documental.

?Voz B

Eu fui atrás assim para ver, né?

?Voz C

Mora numa moleza do caralho, né? Moleza filha da puta.

?Voz B

O filme inteiro pensando nisso.

?Voz C

Os cara quis arranjar problema para vida, não tem problema, né? Os cara quer arranjar problema, mano.

?Voz B

Bando de playboy filho de uma puta que começa com o cara lá falando: ai, essa sociedade norueguesa, ai, é muito perfeitinha, porra, culpa do cristianismo, né, que deixou a moral cristã aí onde todo mundo é bonzinho. A gente tem que voltar a ser viking nórdico, truculento, Aí o outro lá é deprimido, o outro lá sofre de depressão profunda porque mora num país que é muito perfeito, não tem problemas, então ele se mata.

DDouglas

Ô caralho, velho, que merda!

?Voz B

Que merda, cara!

DDouglas

Ser humano quando ele arruma, velho, que porra!

?Voz B

Então, de verdade assim, cara, eu tenho uma— é muito foda porque eu fico nesse embate. Eu tenho uma dificuldade enorme de querer defender um filho da puta desse, que assim, eu entendo que existe doenças psicológicas, né? A pessoa pode ter depressão e tudo mais, mas porra, irmão, pelo menos justifica, tá ligado? Porra, pelo amor de Deus, vai fazer um jiu-jitsu, seu filho da puta!

?Voz C

Isso me lembra daquele, tem um outro filme que acho que é o Transporter, né, que é o cara reclamando do triste estado da Irlanda e tal. Daí é isso que é foda, latino vê esse filme, latino vê esse filme, fica, ai, tadinho, você mora na Irlanda? Nossa, que problemão! Vou dar um exemplo, por exemplo, problema, Irlanda. Os cara fala, ai, Irlanda irrelevante. Vamos falar de países desnecessários, países que precisava.

DDouglas

Deixa eu só falar um negócio aqui. Eu tenho um cliente que ele é da Islândia, assim, só tô falando, ele na verdade ele não fala mal, pelo contrário, só falando aqui é um paraíso, cara, que a gente— aí ele fala, por exemplo, que a polícia lá não tem trabalho. A polícia lá, os cara anda de bermuda assim, fica passeando assim, sabe, tchauzinho para galera assim, sabe. Eles usam a pistola d'água assim para brincar no parque com as crianças, muito fim de semana.

Agora aqui, aqui em Catalão, esse cu de mundo aqui tem violência policial, cara. Um cara lá tentou esganar um moleque.

?Voz B

Quanto mais cu de mundo, mais fácil ter violência policial.

DDouglas

Sim, sim, sim. Tipo, aqui do meu lado aqui podia estar acontecendo comigo, podia estar acontecendo com parente meu, com um primo meu. Moleque 16 anos foi estrangulado por um filho da puta, um porco de farda, tipo.

?Voz B

E a galera, tipo, tá aí, ó. Dá para tentar puxar um tema desse? Não, é, mas só que filmes ou séries que você vê assim que os cara, nossa, que vida difícil. Tipo aquela porra que você tava vendo lá, o LJ lá dos Estados Unidos, como é que é o nome do, a série que é da família, porra, da família lá, todo fodido lá, que tem um pai que é um, tipo, beleza. Então não, beleza, Shameless até que você pensa assim, cara, que merda mesmo.

Mas aí você vai ver um, aquele outro lado do que o Doug gosta, que é de gente rica, vai tomar no cu, porra.

?Voz E

Vai tomar no cu, a gente não— é tipo aqueles mortais americanos que você não leva a sério, que lá tem que se foder mesmo aquela galera. Já o brasileiro fica com dó.

DDouglas

É tipo aquele meme do Spike Lee vendo o cara lá fazendo, falando do filme dele lá, o como é que chama lá, o, ah, é aquele filme lá que é feito com a Lady Gaga lá. Aí ele falando assim, tipo, ah, eu pensei nisso, nisso, nisso. Aí ele só olhando com a cara de desprezo assim, ó, ah, gente branca se achando demais, sabe?

?Voz E

É isso aí, a gente, o Naldo, para eu achar fiscal de problema agora, agora nós vai saber qual que é o problema real.

?Voz B

Eu sou assim, tem, tem, ainda mais quando se trata de gringo, mano, porque esse, esse Lords of Chaos me deixou com raiva disso mesmo, cara. Eu fui até pesquisar, mano, eu fui até pesquisar atrás porque que tipo essa geração de adolescente dessa época, porra, vivendo assim, eles começam com filme falando assim que a Noruega é o país que não tinha problema e tudo mais, tarará. Mas com maior índice de suicídio. Existem explicações hormonais, falta de vitamina A e tudo mais, mas porra, vai tomar no teu cu, maluco!

Passa um mês na porra do Brasil, vai passar um mês na Venezuela, na fila do SUS, quebra um braço e vai perder.

?Voz C

Eu vou mostrar meu ponto, mas primeiro é essa ideia errada, 275. E o tema hoje é tadinho do gringo.

?Voz E

Muito bom, vai tomar no cu!

?Voz C

A gente vai falar mal desses, não precisa nem ser gringo, gringo pode ser brasileiro fresco também. Essa galera tipo as filhas do Gugu lá que falou, ai, a gente não tem dinheiro nem para comprar uma Ferrari mais.

?Voz E

Vive um drama.

DDouglas

Programa para poder falar do Fiuk.

?Voz C

Isso, falou. Minha guitarra é mais presente na minha vida que o papai. O vazio infinito do espaço é mais presente que o pai do LJ na vida dele, pô.

?Voz E

Exato, nem tem.

?Voz C

E é isso, temos aqui o Douglas.

DDouglas

E aí, meus consagradinhos, como é que vocês estão? Também reclamando da vida com a barriga cheia?

?Voz C

É reclamando que falou certo, tá certinho. Falou certo, viu, José?

?Voz E

Eu não tenho coragem de falar que eu sofro. Eu não tenho coragem de falar que eu sofro. Já sofri bastante, mas agora tem sim.

?Voz B

Tanto é que você fica querendo fazer aí o bingo de fodido.

?Voz C

Você viu que querendo fazer o bingo? Toda vez alguém fala que teve dificuldade na vida, aí você fala: ah, mas eu comia meu próprio cocô. Aí não sei o quê.

?Voz B

Mas eu comia reboco de parede.

?Voz C

Ai, mas eu tinha, eu tinha que brincar com a sujeira da rua. Que pipipi, cocô.

?Voz E

Aí pega uma pedra para fingir que é bola.

?Voz F

É foda.

?Voz C

E Matheus, oi, oi, oi, Douglas, puxa abertura aí reclamando de algo bem trivial assim, bem bosta.

DDouglas

Ai, gente, eu odeio quando eu chego no bistrô sem LGBTfobia aqui. Não é LGBTfobia, você é Ford burguês, pô. Eu odeio quando chega no bistrô para poder comer com meus amigos, aí tá tudo lotado.

?Voz F

Lotado.

DDouglas

Tem todas as vagas tão preenchidas com carro sem estacionar para todo lugar. Achei que a minha Ferrari tem que estacionar a 20 metros do lugar. Não aceito isso, isso é uma puta falta de sacanagem, bichos.

?Voz B

Podcast Ideia Errada e Pura Sensação.

?Voz C

Muito bom, muito bom.

?Voz E

Mas antes de começar o podcast, a gente tem que deixar claro que a gente entende que toda dor é dor aí, a gente, né, mais ou menos. Calma lá.

?Voz C

Calma lá, não, eu faço meu disclaimer.

?Voz E

Não me defende, filha da puta! Não fale por mim, vai lá, vai lá.

DDouglas

O único disclaimer que eu quero fazer é que eu vi os episódios passados e o LJ falou que o nome do filho do Yanny vai ser ideia Radilson, e isso passou em branco. Eu achei isso muito errado, ter passado em branco.

?Voz C

Tem um Tem um comentário, tem um comentário no podcast que a gente falou sobre o background do Taino Saraba. Exatamente, que ele falou: ouvi alguém comentar sobre Cavaleiro do Zodíaco, fica a recomendação de um podcast muito bom que só fala mal desse anime, o Chega de Sentimentalismo. Eu achei aqui, tá no Spotify, Chega de Sentimentalismo, podcast só para falar mal de Cavaleiro do Zodíaco. Eles têm 70 episódios só falando de Cavaleiro do Zodíaco, hein?

Aí é louco, e só falar mal. Caralho, eu acho que, eu acho que eles fazem episódio por episódio, né? É exatamente, eles estão gravando episódio por episódio.

?Voz E

Se a abertura do podcast não foi essa, cadê? E não tenho, puta, cara, acabou. Você vai ficar só nessa?

?Voz C

Isso, vai ficar sem abertura do podcast então.

?Voz E

Vai ficar sem abertura.

?Voz C

Que merda, faz o meteoro de foda-se.

?Voz E

Meteu de foda-se!

?Voz C

Isso é o melhor.

?Voz B

Eu gosto quando é esse ódio genuíno assim das coisas, né, que os cara se comprometem a fazer uma hora de episódio falando mal de um negócio de 20 anos atrás.

?Voz C

Rapaz, eu posso fazer, eu posso fazer 2 horas de podcast para falar mal de Pixels aqui.

?Voz B

Então eu gosto, mas só que que tá, você faz um episódio, eles já estão a 70 episódios.

DDouglas

Eu faço, eu faço, falo por 2 horas aqui no podcast falando mal da dublagem do Luciano Huck.

?Voz B

Eu te desafio aqui e agora, eu te desafio aqui, aqui e agora a criar um podcast e fazer mais 70 episódios falando só mal da dublagem do Luciano Huck.

?Voz C

Exatamente, tá vendo? Essa é a treta, é fazer assistência. Deixa eu ver o site deles aqui, pera aí.

DDouglas

Não é a constância. O Bolsonaro fazia, eu daria mais de 70.

?Voz E

Não, mas ele daria mesmo.

?Voz B

Mas aí é fácil também, né?

DDouglas

Aí é fácil, né?

?Voz B

Jogar no seguro, aí até eu. Mas é, nossa, parabéns pelo comprometimento.

?Voz E

Aliás, se a gente pode até não correndo do tema, um que reclama de barriga cheia é o próprio merdão que fala que tá sofrendo tal. E vocês viram onde que ele tá preso, a prisão domiciliar para ele lá.

?Voz C

Eu quero começar falando mal de gringo. Essa parada do metal norueguês aí que o Mateus tava falando, que é uma parada real desses países nórdicos assim, porque assim, primeiro sempre falam, ai, olha, é um modelo de país tal, cara. Primeiro, o país é metade, é dois bairros de São Paulo, país inteiro assim, tá?

?Voz B

É isso, né? É um lugar pequeno, enriqueceram e enriquecem ainda às custas de países que eles fazem, países pobres.

?Voz C

Cara, metade das finanças da França vem de ouro roubado do Senegal, né, caralho?

?Voz B

A própria Noruega eu não sei, mas tipo assim, é muito fácil quando você vê historicamente que os caras simplesmente debulharam várias nações, deixaram ela na merda, e aí até hoje elas mantêm dívidas bilionárias com esses países. Então por isso que eles têm um estado de bem-estar social para com a população. Quando eles falam, por exemplo, da Islândia, que o Doug citou aí, que aí todo mundo na Islândia nasce, tem aquele mesmo kit de uma caixa de sapato com travesseiro e um cobertor, todo mundo nasce igual.

Beleza, mas é porque primeiro, para todo mundo, logo quando nascem 4 pessoas e eles têm o dinheiro lá que para sustentar todo mundo, né? Então é foda.

?Voz E

Aí o Rodrigo chegou agora, tá podendo falar, Rodrigo?

?Voz C

Sim senhor, boa noite, amizade, galera animada, alegre, Ia falar temos o Rodrigo, mas já fizemos abertura, você já perdeu a sua vez.

?Voz B

Então vamos expulsar. E aí, só uma coisa sobre esse do filme, só voltando a contextualizar do filme, é tipo, teve esse primeiro moleque, é porque eu não vou prolongar a história aqui não, né? Acho que pelo menos a maioria conhece aqui da história do black metal lá e tal. Mas pô, o primeiro ponto é o moleque lá que tem depressão e se mata, cara, entendo Que existem as doenças psicológicas. Beleza, passou esse cara. Eu não entendo como é que alguém pode ficar deprimido tendo, não tendo motivos para existir, para ficar triste daquele jeito, né? Mas tudo bem, questão hormonal.

?Voz C

Então não, mas tem a parada social disso, tem a parada social disso também, que, cara, é naturalmente, instintivamente, viver é lutar, né?

?Voz B

Cara, então, doença, ok, existe a doença hormonal mesmo, falando, falando falta de hormônio e tal, descompensado ali na cabeça e tudo mais, beleza. Mas é diferente quando você tem um gatilho ativo na tua vida, como por exemplo lá no Brasil, no qual você tem que trabalhar 8 horas por dia, passar 4 horas no trânsito, ter meia hora de almoço com um filho da puta no teu ouvido o dia inteiro. Tendo que lidar com cliente mal educado, voltando com cheiro de xixi na tua cara no ônibus.

E aí quando você chega em casa, só te dá tempo de comer um arroz duro com uma carne meio fria para tomar banho, começar tudo 6 horas da manhã de novo, sabe?

?Voz E

E quando vai tomar banho, a resistência do chuveiro queima ainda.

?Voz B

E isso trabalhando 6 por 1 ainda. Sua folga é no domingo e você tira o domingo para quê? Para lavar roupa e varrer o chão. Você tá tão cansado que não consegue fazer uma porra. Eu entendo essa pessoa ter depressão. Eu não entendo o cara que, pô, tem educação ali, tem muito, tá na escola de ensino médio de qualidade, que tem uma família que ama ele, que logo depois que ele terminar o colégio não precisa nem fazer uma faculdade para ter um emprego, um emprego bom, estável, que vai conseguir prover ele uma casa própria.

?Voz C

Falando de país nórdico, eles dão uma assistência para quem não tem emprego, né? Você nem precisa trabalhar.

?Voz B

Tem até o outro moleque lá, o Jerônimos, Jerônimos, que é o criador, entre aspas, falam que ele é o criador. Ele, depois de um tempo lá que ele faz a banda, ele abre uma loja de discos. A loja de discos, o aluguel é pago pelo pai dele.

?Voz E

Tá fácil, né? Tá fácil.

?Voz B

A vida de todos esses merdas é muito, era muito fácil. O Vargas Virgência, que é um cara que que foi preso por ter matado esse maluco aí e tal, que é ditamente nazista e ultranacionalista, a mãe dele pagou a gravação, o estúdio de gravação no lugar mais foda da Noruega, que é tipo assim, um estúdio muito pica fodido lá. Como é que eles têm acesso a isso também, né? Tem ali do lado um estúdio pica que qualquer pessoa pode alugar, né?

Aqui, porra, pra você ter um estúdio bom, você vai desembolsar pelo menos R$8.000.

?Voz E

Enfim, cara tem mãe, cara tem mãe, Matheus, cara tem mãe, porra.

?Voz B

O filme é legal pela história assim e tal, mas eu ficava toda hora pensando, cara, que bando de playboy filho da puta, não ia aguentar um 6 por 1, vai se foder.

?Voz E

Não aguenta, não aguenta, não aguenta uma caixa de gordura, filho da puta do caralho.

?Voz B

Eu fiquei puto, de verdade assim.

?Voz E

Nunca pegou numa vassoura.

?Voz B

E quem me conhece sabe, tô vestindo uma camisa branca aqui, né, quem me conhece sabe que, pô, eu sou muito defensor assim dessas coisas de saúde mental, dessas viadagens aí, fala. Não, vai se fuder, não fala.

?Voz F

Eu mandei aqui um videozinho com desenhos que aí o Leandro José pode acompanhar, né, de um experimento feito com ratos, mamíferos, sabe, uma utopia para ratos onde não faltava nada, pô, era comida à vontade, tinha machos e fêmeas.

?Voz C

Você tem essa parada aqui, cara, é instintivamente para o ser humano viver, lutar, cara. Se não tiver nada pelo qual se você lutasse, você ia ficar lá parado e isso aí.

?Voz B

Então eu tô ligado nessa parada, tô ligado nessa ideia de utopia. E aí eu penso, porra, se o cara tá assim, passa uma semana no Rio de Janeiro. E aí que tá o lance, é passar uma semana no Rio de Janeiro na década de 90 era uma coisa, porque hoje em dia até essa merda tá sendo romantizada pelos gringos, porque o cara vem para cá, vai passar 6 meses gastando em dólar, trabalhando para qualquer subemprego que permita que ele trabalhe online e vive aqui que nem um rei no Rio de Janeiro, na Zona Sul.

E só que ele vive na favela porque a favela é muito foda e tal. Porra, que maneiro, não tem lá.

?Voz C

Eu já vi mais de uma história de gringo que foi morar na favela, né?

?Voz B

Não sei, é, os caras adoram isso. Porque aquele safado, eu quero que esses filha da puta vejam o que que é uma miséria de verdade. Porque ainda assim é muito mais fácil para ele porque eles vão estar ganhando em euro ou dólar.

?Voz C

Mas que assim, se a polícia subir a favela, ela não vai esculachar o gringo, né, cara? Não, mas ela vai esculachar o preto pobre.

?Voz B

Não, eles moram em favela gourmetizada, eles moram na Rocinha e tal, que nem só a polícia. Favela gourmetizada de boa. Nem sabia que tinha.

?Voz E

Enfim, tem, porra.

?Voz B

O quê?

?Voz E

Tem favela gourmetizada, porra.

?Voz C

Tem umas áreas de luxo da favela, cara.

?Voz B

Tipo assim, as coisas lá ainda são precárias, os imóveis são relativamente baratos se você for comparar com o que é o Rio de Janeiro. Mas só que também é uma pica morar num lugar desse. Tipo, qualquer coisa que você queira que entregue na tua casa é uma É um desafio, você vai ter que sempre pagar o mototáxi para ele subir e descer, porque também é longe para pôr.

?Voz E

Enfim, é foda. É sim, sim, papai.

?Voz F

Pergunta para ele como é que é a vida difícil de playboy dele aí.

?Voz A

Ó, o tema, eita aí, o tema é nomes de crianças.

?Voz B

O seu vai, o do seu filho vai ser ideia Radilson.

?Voz E

Grande ideia, Radilson.

?Voz F

Não, pô, Diocleciano.

?Voz C

O tema é a gente vai falar mal dos problemas de gente rica, basicamente.

?Voz B

Tadinho do gringo, né?

?Voz F

Tadinho do gringo.

?Voz C

Tadinho do gringo.

?Voz E

Tchau, tadinho do gringo.

?Voz B

Qual que era o que foi fazendo aqui?

?Voz C

Agora é rico, né? Agora é o rei dos advogados, Playboy, é prefeito de Rio Branco com dinheiro público ainda por cima, é o rei do Acre, nem lembra mais dos pobres. Tem coisa mais gostosa que ficar rico com dinheiro dos outros.

?Voz E

Isso deve ser muito bom, hein?

?Voz A

Puta vida! Não, cara, eu tava, acabei de abrir aqui uma reportagem do G1 aqui do Globo colocando o ranking dos policiais civis como um dos que menos ganha no estado do Acre. O resto do Brasil ganha bem, a gente tá na pindaíba.

?Voz C

Mas você não é policial civil, você é o chefe dos policiais civis.

?Voz A

E outra, que as minhas garrafinhas de uísque aqui, deixei de comprar garrafinha de uísque para comprar.

?Voz B

Meu Deus, que dificuldade!

?Voz E

Como sofre!

?Voz C

Mas por que que sem suas garrafas de uísque?

?Voz E

Me diga, me diga. Eu chorei aqui, hein?

?Voz B

E eu aqui, que barulhinho aqui, ó, que barulhinho menor do mundo aqui, ó. Sabonete ou detergente, cara?

DDouglas

Por que que precisa?

?Voz A

Minha cristaleira, eu vou ter que colocar as coisas agora de porcelana, vou ter que tirar tudo de cristal aqui.

DDouglas

Por que que o Acre precisa de policiamento? Não sei ninguém que tá roubando leite um do outro.

?Voz C

Ó, o Xenófobo aí nessa porra aí, caralho.

?Voz E

Em São Paulo tem mais chinês que gente. Esperei ele chegar.

DDouglas

E lá em São Paulo tem mais chinês que gente, hein.

?Voz B

Quer falar do Transporte aí, o Godoy?

?Voz C

Que Transporte, ele é esse filme que passa, não sei o que porra, na Irlanda, né? É a juventude irlandesa.

?Voz B

Eu sei que a Irlanda do Norte é pica também, assim, é fodido.

?Voz C

Eu acho que era Irlanda do Norte, era Irlanda do Norte numa época meio complicado assim. Mas é esse negócio, é latino, vem desse filme, é o cara reclamando que, ai, a polícia deu um esporro pra gente, falou pra gente parar de andar de skate aqui, a gente tá puto. Cara, a polícia senta bala na cabeça aqui, cara, se você der bobeira.

?Voz B

Deu bronca na gente porque eu vandalizei o banheiro do bar. Pô, irmão, é o mínimo, tá ligado?

?Voz F

É transporte rola em Glasgow, na Escócia.

?Voz C

E tem o trecho famoso lá que é o carinha falando, ah, mas a Escócia irrelevante para o mundo, vocês possam assumir, ninguém vai sentir falta, não sei o quê. É verdade, vocês não fazem nada, mas ainda assim vocês têm uma puta vida mole, caralho.

?Voz B

Cara, o Sorocaba, ele falou que todo mundo lá é vida no easy, cara. Acho que o cara lá nasce lá, é no easy.

?Voz F

Escocês é ressentido que eles são tipo os nordestinos da Europa lá.

?Voz C

E aí, porra, mano, que isso, caralho?

?Voz E

Meu Deus.

?Voz B

Aí a culpa não é do Rodrigo, a culpa é do brasileiro.

?Voz C

Eu prefiro falar que eles são sulistas então de lá, que sulista também é Tem que ensinar o Rodrigo a voltar para o Discord agora.

?Voz E

Isso, voltou, cara.

?Voz C

Agora ele tá para aparecer no Rogério.

?Voz B

Fazer uma intervenção para o Godoy, ele tá com o dedinho nervoso já, tá? Ele que vai, antes de pensar ele já, já tem que puxar a faixa aqui, intervenção para o Godoy, pô. Agora com esse vídeo, ditadura.

?Voz E

Dentadura.

?Voz F

Escoceses para os europeus é só tecnicamente branco, sabe? Eles não aceitam não.

?Voz B

É o irlandês também, né? O irlandês do norte.

?Voz C

Agora tem uma moda que ninguém quer ser branco, né? Ninguém quer se achar branco nessa porra, né? Eu tava vendo outro cara falando, ah, mas eu não sou branco, eu sou italiano.

DDouglas

Seu filho da puta!

?Voz C

Você é o quê? Você é cor de molho de tomate então, porra?

?Voz E

Ó, Xenófobo aí, ó.

DDouglas

Você fica, você faz o dedinho assim quando você fala assim, ah, mas quer que é meio, mas não, mas descobri que existem apenas 61 tons de pele, sabia?

?Voz C

Ah, é?

?Voz B

Não, geneticamente falando existem 61 tons de pele. Então teoricamente você pode sim ter um espectro no qual você pode delimitar o seu racismo. E aí tem que ser, mas aí você é muito filho da puta também, né? Obviamente você vai continuar sendo racista, filho da puta. Mas existe um espectro do qual você pode chegar. Olha, até esse ponto daqui, né, eu sou racista. Só que aí o cara vai— não, pera aí, não corta isso.

?Voz E

Meu Deus do céu, bane ele!

?Voz B

Não, o que eu quero dizer é que o cara tem que pegar um material genético da pessoa, tá ligado? Porque tipo, eu tava discutindo isso, né, com o pessoal lá, que Às vezes a pessoa ela tem o mesmo tom de pele, mas se variar, por exemplo, o cabelo dela, a forma como ela penteia o cabelo, a forma como ela se veste, ela é vista como uma pessoa branca ou como uma pessoa negra, tá ligado? Aí é uma questão social de que o tom da pele não é exclusivo pro racismo, sabe?

DDouglas

Entendi. É igual, eu vi esses dias a galera lá falando assim, pessoal, os latinos assim se achando mais branco do que os outros, botaram um desenho assim, um monte de bonequinho marrom assim, tipo assim, ó. Ah, eu sou você, você é negro, eu te odeio por você ter a pele marrom um pouquinho mais clara do que minha pele marrom, tipo assim, sabe?

?Voz B

É, tudo tá dentro do mesmo balaio assim, né? Tipo, vai estar tudo para o norte-americano e para o europeu, a gente é latino ainda, né?

?Voz C

Enfim, você tem o negro norte-americano que tem racismo com o negro latino.

?Voz B

Ah, é, os cara falou que o brasileiro ele não é negro, ele é brasileiro.

?Voz C

É, eles falando que não existe, não existem negros fora dos Estados Unidos, né, que só existe um monte de fresco de verdade.

?Voz B

O cara fala, aqui é gangster de verdade. Os caras são gangster do quarteirão deles, porra, vai tomar no cu, mano. Aqui o cara toma conta da região do país inteiro, o cara lá toma conta de um bairro, porra, não aguenta 5 minutos aqui no Brasil.

?Voz E

Implanta o sistema todo aqui, porra. Os cara é foda.

?Voz C

É legal a gringalhada agora encarando um governo, por enquanto, semidatorial aí, né? E eles encarando, indo de frente com a realidade da vida, né? Em que sentido, cara? Eles finalmente descobrindo como que funciona em outros países, como que é, como que é o país deles, né? Eu vi muito gringo falando, nossa, mas Tô vendo Estados Unidos sendo atacado, a gente já ajudou o outro, o resto do mundo, tantas vezes, né? E aí é o cara esculachado para caralho, não ajudou porra nenhuma, seu filho de uma puta, né?

E o resto do mundo odeia eles, é isso? É exatamente, é engraçado, viu? O despertar norte-americano, né?

DDouglas

Patético para poder fazer, até para lutar contra as coisas acontecendo no terreno deles. Me lembrou daquele episódio, acho que você comentou inclusive, Renato, aquele dia do Aquela vez assim que eles conseguiu entrar, invadir um negócio lá no, uma, é o campo de concentração, né, a prisão lá do bando, leva a galera com a Sprinter, né. E eu só fico fazendo dancinha, ei, abrindo o portão, ei, nem para os filha da puta invadir, sei lá, arrancar a galera de lá, sabe, porque fazer uma quebradeira, não, eles abriu a porta.

?Voz C

A Kate não invadiria também, não. Já falamos isso em outro podcast. A revolta é algo que o pessoal tá frouxo no geral assim, não é só lá não.

?Voz B

Isso de revolta assim também, aí indo para algumas, para temática dos filmes norte-americanos, também é muito comum a gente ver os filmes onde a molecada é frustrada nos Estados Unidos porque sofre bullying na escola, né?

?Voz E

Nossa, agora você, puta, aquilo lá não é bullying, pô.

?Voz B

Então, e aí que tá também, é uma frescurada do caralho para a maioria dos pontos, pô.

?Voz C

A maioria das coisas que eles levantam nos filmes, porra, tem outro probleminha que lá a galera compra arma e mata o pessoal dentro da escola, né?

?Voz F

Os mais antigos pelo menos eles apanhava, né?

?Voz B

Eu tô no ponto de estamos sacaneando o coleguinha, me dá o dinheiro do lanche.

?Voz E

Eu ia falar, que dinheiro, amigo? Que dinheiro, porra?

?Voz B

Exato, porra. Aqui, aqui, cara, beleza, existe novamente, né, fazendo Sempre o disclaimer: existe a perseguição, né? Existe, pô, casos graves que acontecem, tentativa de homicídio, existe a perseguição. Mas, irmão, no geral, se o maluco chega e quer pagar de bullyzão de filme norte-americano e falar: me dá o dinheiro do lanche, mano, aqui é só dois tapão na orelha, vai ter briga no meio da escola, porra.

?Voz E

Mas o negócio é que aqui a gente não é covarde igual eles lá, porque lá eles pegam, tipo assim, arruma um grupinho e faz bullying com Aqui no Brasil, pelo menos eu não sei como é que agora tem direto isso.

?Voz C

Na minha época já tinha um grupinho do bullying, já, pô.

?Voz B

Mas ainda assim, ainda assim, o grupinho não se criava tanto para fazer esse tipo de bullying, não.

?Voz E

Uma cadeirada nas costas acaba com qualquer grupinho, porra.

?Voz B

É, exato, cara.

DDouglas

Eu sofri bullying e vou falar, não cresci, dei tiro em ninguém lá na escola.

?Voz E

Olha, porque não faltou vontade, mas não fiz também.

?Voz B

Ainda só para Deus.

?Voz E

Se tivesse no Walmart um 38 lá, você não comprava, Doug?

?Voz C

Errou umas árvores aí com coisas suspeitas dentro, né? De resto, porra, Douglas perfeitamente equilibrado aí, um exemplo de pessoa bem equilibrada.

?Voz F

Douglas, me lembra que a Polícia Federal saiu catando alguns doidinhos que estavam planejando cometer atentados durante as eleições. Tá tudo cheio de bandeira americana. Que mais? Na verdade não é americana, é aquela sulista lá.

DDouglas

Bandeira de Israel também.

?Voz F

Ai, meu Deus, a galerinha, né? Essa turminha do barulho aí querendo mudar.

DDouglas

Vagabundo, vagabundo, vagabundo!

?Voz F

É os emprestados do cara, tá querendo achar uns trouxa para tomar tiro no lugar dele.

?Voz C

Eu quero continuar xingando norte-americano aqui também, porque tem algo, algo muito legal. Primeiro, eles descobrindo que o resto do mundo odeia eles, né? Eles vão ser adorados pelo mundo inteiro, que todas as operações deles para salvar o mundo, trazer democracia, não eram nada disso, né? E teve aí no Twitter, as redes sociais no geral, tem uma galera começou a chamar eles de usians, né? Para não falar que eles são americanos.

?Voz B

Eu faço questão de chamar de estadunidense ou norte-americano.

?Voz C

Então é meio que uma versão na língua deles, chama eles de estadunidense, né? Os caras Então ficam putos, até os mais democratas, até os mais progressistas ali, tal, os caras que se acham de esquerda, né? Porque você não tem esquerda nos Estados Unidos, ninguém lá é de esquerda, que eles nem entendem direito. Ah, eu quero falar um negócio disso depois, que eles ficam puto com esse do Yuzan. O cara fala, ah, isso é uma gente assim, é bobagem, besteira. De alguém falar, você vai chorar, Yuzan? Vai chorar?

DDouglas

Eu não sei o que que tem para os direitistas Baba ovo aqui no Brasil, tipo, ai, se fala que é estadunidense, já sei que é não sei o quê, já sei que é esquerdista.

?Voz B

É, virou um negócio político isso, babando. Você sou merda, porque esquece de ser chamado do quê?

?Voz E

Que que esquece de chamar? De filho da puta?

?Voz C

Esquece de ser chamado de americano, né? Mas aí começou o argumento que então, que americano somos todos nós, né? Todo mundo que vive em cima das Américas. Eu rapidinho só para falar esse negócio do que não tem esquerda lá. Que tem o prefeito de Nova York, né, que é o cara que ele é, ele é a base do progressismo assim, o ideal dele, né. Ele fala, pô, eu acho que vocês têm que ganhar um salário melhor, hein. Eu acho que tá tendo um eco na minha voz aí no fundo, é no LJ.

?Voz E

Ah, sou eu que eu tava muito perto do microfone, perdão.

?Voz A

O projeto dele é construir mais duas torres para poder derrubar, né, lá em Nova York.

?Voz C

Ele falou, eu acho que vocês têm que, o pessoal sem ganhar mais, tal, tem que trabalhar menos. É aquela base básica assim do que eu quero, um com as ideias progressistas. Eu vi um vídeo dele sobre ele falando o como é viver no socialismo.

?Voz F

De caralho, cara, socialismo isso aí agora!

?Voz C

É, não, tipo, segura, eles estão tipo há séculos, né, muitas décadas, né, no ideal liberal tão forte assim, né, o ideal liberal capitalista de lá. Que, mano, qualquer coisinha minimamente progressista, a prensa, caralho. Nova York é socialista agora, oficialmente Nova York é socialista.

DDouglas

É igual o Bernie Sanders, né? Tipo, Bernie Sanders é inclusive pela direita daqui, né? Tipo, ai, não sei o quê, o comunista Bernie Sanders. O que que tem de comunista? Ele é um cara que queria, era visto como radical inclusive pelos, pela própria ala de esquerda, ala democrata, né? Senão não dá, né? Esse cara é muito radical.

?Voz A

Israel.

?Voz C

Aí preferiu botar um monte de pauta do Trump aí também agora, né?

DDouglas

Prefiro botar a porra da mulher lá.

?Voz C

Quando começou um monte desse progressista, quando começou a entrar o debate Israel-Palestina em jogo, dos Estados Unidos tá apoiando eles, um monte de gente progressista de esquerda assim, falar, ai não, mas Israel tem o direito de se defender, né? Não sei o quê. Um monte ficou, ficou isentão assim. Tinha uma uma mulher trans aí que era o contraponto do canal dela, que ela se definia radicalmente como esquerda, não sei o quê.

Mas aí quando começaram a falar para ela sobre o assunto, ela falou, ah, eu não tenho uma opinião formada porque eu acho que Isael também pode se defender, os judeus merecem uma nação deles e não sei o quê, não sei o quê. Daí, pô, é meio foda. Porque eu acho que não tem estudo dos caras que acaba substituindo a vivência real desse tipo de política, né? E a galera que tá a vida inteira nesse mergulhado nessa ideia de liberalismo, ultracapitalismo dos Estados Unidos, que, porra, imaginar algo como um cara falar, pô, eu acho que vocês têm que ganhar um salário melhor, já é pronto, já estourou a tampa, já comunismo.

DDouglas

O Bernie Sanders nunca, aquele que queria lutar na plataforma dele era saúde pública, só isso, saúde pública.

?Voz C

Tipo, não é muito radical, vamos botar saúde pública, é um negócio alienígena lá, né? Até para os cara mais progressista e tal, você fala, daí vai fazer como?

?Voz B

Vai fazer como isso daí de norte-americano que se acha politizado? Eu caí num buraco de coelho esses dias que Tem um, tem um YouTuber famoso chamado iDubbbz.

?Voz C

Ele faz dublagem?

?Voz B

Não, não, ele fazia vídeos de comédia assim, aquela comédia norte-americana.

?Voz F

Não era parceiro do Filthy Frank lá, porra?

?Voz B

Então ele fez os vídeos com Filthy Frank, que aí hoje em dia ele se tornou que o público dele chama de social justice warrior, né? Porque ele deixou de ser um completo boçal e defende causas minoritárias. Defende naquelas, né, também, né, como qualquer outro norte-americano. Aí beleza, nesse tema daí. E aí eu fui ver que a panelinha que ele se juntou tem uma galera que é extremamente politizada, no sentido de estar dentro da política.

Dentre eles, um cara chamado Hassan Piker. Adoro o Hassan, tô ligado. Isso aí, mano, eu vi os vídeos dele Cara, eu fico com uma tristeza enorme, dá uma depressão tremenda ver um norte-americano se achar progressista de esquerda, sendo que eles não sabem porra nenhuma do que acontece no mundo, não sabem porra nenhuma de história, não sabem nada do que acontece de política global, e querem se dizer progressistas, tá ligado? Isso é muito triste.

?Voz C

Eles não sabem da própria história, né, cara? O dia de Ação de Graças para eles ainda é um dia que eles fizeram amizade com os índios, né?

?Voz B

Profissão do cara é ser streamer e YouTuber, e esse cara é analista político norte-americano, tá ligado? Aí tem uma outra menina que tava nesse grupo daí, que a bio dela do Twitter é maior streamer analisadora de política feminina.

DDouglas

Caralho, vai tomar no cu, irmão!

?Voz B

Porra, você, esses caras são estadunidenses, eles não sabem o que acontece no mundo, eles são uns merda.

?Voz C

Eles, o mundo é o país deles. A sua maior streamer dos Estados Unidos, eu sou o maior do mundo, pô. Os cara tem a Liga Mundial de Beisebol, de Basquete, eles se declaram campeão do mundo vencendo a Liga Nacional.

?Voz B

Eu fiquei assim, eu fiquei deprimido vendo que ele fez um vídeo que a CNN fez uma matéria onde focou ele, né, dizendo que ele é porque ele é da ala democrata lá e tal. E aí os democratas, entre aspas, são de esquerda lá para eles, né, são comunistas. E, cara, fiquei muito triste, de verdade, porque puta que pariu, como é que essas pessoas estão no país mais influente, poderoso do mundo atualmente? Tomara que a China bombardeie eles logo.

?Voz E

Puta merda, vamos, China, tá demorando.

?Voz F

Ô, ô, diga, você é fã do Hassan então?

DDouglas

Não, eu assim, eu já te ouvi falar muito, falar dele, uma amiga minha que mora aqui.

?Voz E

Agora sustenta, pô.

?Voz B

Agora você falou que adora ele, pô.

DDouglas

Eu achasse que ele deu uma boa voz progressista ali, mas, cara, mas uma voz progressista, esse elemento, botar uma coleira ainda é estridente.

?Voz C

Seus sentimentos para o cara aí, pô, fala que adora ele, caralho. Já falou que adora, agora continua falando que adora, não tem problema. Eu tava só te enchendo o saco só, pô.

?Voz E

Pera que o Rodrigo vai estragar ele agora. Vai, Rodrigo, vai pegar.

?Voz F

Rodrigo, procurei um vídeo do Rastan que pôs uma coleira elétrica no animal dele, tava passando uma live, aí ele aperta o botãozinho, você escuta o cachorro ganindo, cara.

?Voz C

É esse cara que você defende, Doug?

?Voz F

Esse cara, eu só conheço isso dele, só é um corno, é um corno, certo?

?Voz C

Não interessa que você queira falar qualquer coisa, eu só conheço isso dele, só não sabe mais nada, não sabia nem da vida dele.

?Voz B

Aí esses, e assim, esses movimentos, outra coisa que me deixa muito assim estarrecido é que esses movimentos políticos barra sociais dessa galera né, que eles são primariamente influencers, né, eles são primariamente celebridades da internet. Então você vê que é tudo mega produzido, é que nem The Boys, tá ligado? Quando você vê os The Boys, que é tudo assim, olha, agora você vai salvar aquelas criancinhas, então tem que ter câmera ali, câmera ali, e microfonar as crianças que estão morrendo, tal.

É tudo isso, não é, não existe uma espontaneidade genuína nos movimentos. É tudo, é tudo muito contra, minimamente atuado, sabe? É tudo feito para mídia, tudo para ser midiático. Eu entendo que isso tem um apelo, mas é, para mim se perde, sabe, a questão política. Para mim se perde. Eu entendo, posso ser meio romântico nessa questão, mas né, enfim, odeio ele, odeio ele. Aí, porra, entrei nesse buraco de coelho aí, fiquei Fudido da cabeça, porra.

?Voz C

Lenda raçosa.

?Voz F

Muito americano liberal que confiava na polícia. Eu achava isso muito doido, sabe? Isso é coisa de gente que vive numa bolha, mas que durou muito tempo lá nos Estados Unidos. Não, a polícia não vai fazer isso com a gente. Por quê? Porque você é branco e rico, né, filha da puta? E tome borrachada lá na cidade tomada pelo ICE. Qual era mesmo?

?Voz B

Teve Minnesota, teve.

?Voz F

Galera lá fazendo cordão. Não, a polícia não vai ultrapassar essa linha porque nós somos cidadãos.

?Voz B

Uma mulher que tava protestando, uma mulher desarmada.

?Voz C

Cidadãos ou cidadão?

?Voz B

Cidadãos.

?Voz F

Bom, é o choque, o choque da realidade. Isso aí acho que faz bem.

?Voz B

Ele tá fazendo live agora, fazendo uma análise política de qualquer bosta que seja, que só importa para ele. Infelizmente reflete na gente.

?Voz C

Porque, né, eu quero dar oportunidade para o Douglas falar. Por que que você gosta dele?

?Voz F

Ele é gatinho.

DDouglas

Eu tinha visto muito amigo meu de esquerda falando bem dele. Eu mesmo vi pouco vídeo, só sou muito influenciável.

?Voz F

Passa produto na barba, né, cara?

?Voz C

Admitir essas coisas é bom.

?Voz B

Admitir só para te explicar o porquê da minha rejeição quanto a ele é que, independente do cara ser É que nem quando você fala, por exemplo, de um ultracatólico aqui no Brasil. Não interessa o quanto católico o cara seja, ou a pessoa seja. O italiano médio vai ser mais católico do que ele. Então, o norte-americano que se diga progressista de esquerda, ele não vai ser tão progressista de esquerda assim. Tá ligado?

DDouglas

Não, mas eu acho que eu concordo, concordo com isso.

?Voz B

Ele ainda... Se você chamar ele de Yousefian, ele vai ficar: Ah, tão me chamando de Yousefian.

?Voz E

Quando você for querer gostar de alguém, Doug, você manda uma mensagem com o nome pro Renato. Eu faço assim agora: Renato, posso gostar?

?Voz B

É o que o LJ faz: eu posso gostar disso aqui?

?Voz E

O Renato fala: não, esse cara é escroto, não sei o quê. Aí eu não gosto.

?Voz C

Cara, eu só vejo esse negócio dele dando choque no cachorro lá, mano.

DDouglas

Eu não sabia desse negócio ainda, sabia disso não. Como assim, cara?

?Voz C

Eu não costumo prestar muita atenção no progressismo gringo, assim, principalmente norte-americano, porque é isso, é uns caras que eles só conhecem o contexto deles, o país deles, entendeu? No máximo você vê esses caras falando de Cuba e eles não conhecem todo o contexto da questão de Cuba. É cara que fala sobre Cuba sem nem considerar que Cuba tem 40 anos de embargo, né? Então é uns caras que analisam muito fechado na caixinha deles ali qualquer coisa.

Então não dá para considerar análise de alguém que é um americano e viveu a vida inteira nos Estados Unidos.

?Voz B

Ó, eu vou falar igual eu, um comprometimento aqui que eu vou a fundo conhecer esse Hassan, para se eu estiver errado eu vou fazer o mea culpa aqui, tá? Vou, vou, tipo assim, esse negócio do cachorro daí, cara, não é que eu tô passando um pano, mas vamos lá, pessoas mudam, etc. e tal, blá blá blá blá blá, um filho da puta, beleza. Mas vamos ver as ideias dele. Vou fazer o meu mea culpa se eu estiver errado.

?Voz F

Vou te apresentar para ela também. Não, apresentar para Suzane.

?Voz A

O cara disse que é progressista, que quer dar comida para várias pessoas, quer colocar uma OXXO dentro de um condomínio fechado.

?Voz B

Isso é progressismo dos Estados Unidos. E você fez um— nossa, isso foi cirúrgico, hein, Yanny? Parabéns! Se muta mais assim, é muito bom. Parece o Edalmir, que vem só com a voz da razão. Momento de dormir, olha só, veio com a voz da razão agora assim, porque ela tá correndo também.

?Voz E

Gostei, olha, o povo.

?Voz A

Obrigado. Não, eu ri sozinho aqui mutado, ri sozinho mutado. Você contou bem essa daí. Na boca de outra pessoa aqui do podcast não ia ser engraçada.

?Voz C

Não, mas olha, é com você.

?Voz A

Eu vi, eu vi, eu vi o Jones Manuel mais uma vez dando uma lapada no PCO. E realmente são os recortes, cara. Quando você olha no espectro político quem se diz de direita olhar para o Lula e dizer que ele é de esquerda, você ri, sabe? Porque você sabe que tem uma ala mais radical, tem uma ala mais engajada, tem o esquerdista praticante, né? Então é do mesmo jeito lá fora, sabe? Eu vejo com ceticismo também esse negócio dos caras, ah, são liberais.

?Voz C

O Lula na visão dos gringos, ele é um comunista gigante, né, cara?

?Voz F

Ele é ultra comunista.

?Voz C

Eu Eu já falei aqui, se fosse tipo Tabata Amaral lá nos Estados Unidos, ela seria super progressista, caralho.

?Voz A

Exato. Qual é o velhinho lá?

?Voz C

Ela é a mulher que falou, ela é a mulher que falou, ah, eu quero privatizar os Correios, mas não vamos mandar ninguém embora. Porra, isso lá já seria caralho. Olha que progressista, ela não quer mandar ninguém embora. Que isso, ela não quer que o pobre morra de fome.

?Voz A

Porra, ela é o nosso Bernie Sanders, sabe? O Bernie Sanders é mais ou menos desse tipo aí, que o cara, porra, o cara é radical. É esquerdista e tal, isso aqui você vai ver as propostas deles, são propostas tão risíveis, sabe, para gente. Vamos defender o Obama aqui.

?Voz C

Aí eu tenho que falar com o Douglas, que o Douglas que puxou esse papo dele do Bernie Sanders.

?Voz A

Papo de maluco, cara.

?Voz B

É muito bom assim, ao mesmo tempo é muito bom e muito ruim ser latino, porque tipo assim, é ruim porque a gente se fode, né?

?Voz A

A gente tem que criar o macaco, né?

?Voz B

Não, não, desgraçado, né? Porque a gente, pô, joga, a gente só não joga no ultra hard assim. A gente joga no hard ou no normal? Talvez no normal, né? Não vou dizer no hard, depende da hora no Brasil.

?Voz C

A gente joga no very hard, ultra hard, lá Palestina, tipo assim, a gente joga no normal porque a gente tá no eixo Rio-São Paulo.

?Voz B

Aí vem o Doug que mora em terra de Marlboro, que já deve jogar no hard. Aí o Yano também deve jogar no very hard assim, no hard também. Aí, cara, filho de coronel, né?

?Voz A

Aí tem criador de soja aqui no Acre, cara. Pesquisa o custo de vida aqui no Acre, é um dos maiores do Brasil.

?Voz F

Você é rico no Acre, então você é milionário de verdade mesmo, hein?

?Voz E

Caralho!

?Voz B

E ainda vai botar uma criança aí, ainda tem um boneco.

DDouglas

Quantas precisar tirar a seringa para poder ficar rico?

?Voz A

Agora deixa eu fazer só um disclaimerzinho rapidão, até dando uma dica aí para vocês que não lê, não sabe ler. Primeiro vamos se alfabetizar, né? E depois eu tô lendo um livro agora, Por que as Nações Fracassam, é um livro de um ganhador do Prêmio Nobel que também tem uma— eu comecei a ler, eu fiquei puto da vida que ele tem também uma linguagem muito xenófoba, sabe? Já aqueles latinos, os africanos, ah, porque os Estados Unidos do lado do México, o México é pobre, os Estados Unidos é rico, sabe?

Tem uma linguagem meio Mas ele, ele é interessante porque quando a gente coloca nesse recorte que o Matheus trouxe, a questão de, pô, bicho, a gente joga como latino no hard ou no very hard, cara, se a gente for parar para pensar ainda, a gente ainda evoluiu muito se tratando de colônias, né, colônias de exploração. Ah, sim, sim, há poucos séculos atrás, bicho, as potências mundiais sugavam a América do Sul. E a gente pega um pouco mais recente, né, a questão da África subsaariana aí, essa África que também altamente explorada, porra, a gente tá, a gente tá bem para caramba, sabe, assim, de evoluir socialmente.

Ainda tem várias questões, tem várias questões, mas porra, se a gente for olhar num curto período aí de exploração, a gente conseguiu ainda em tudo que pese isso daí, segurar muita coisa para ser uma nação, entre aspas, feliz.

?Voz B

Esse seu ponto aí, essa sua crítica, você sabe por que acontece, né, de ser xenófobo assim em alguns aspectos?

?Voz E

Não, não lavei não.

?Voz B

É porque os autores são norte-americanos, simples assim. Os caras podem ser os mais antropólogos possíveis, eles ainda são norte-americanos. Eles vão tratar o Hemisfério Sul diferente, eles vão tratar.

?Voz C

O cara tem um que é isso, é a cultura do país desde, eu ia falar desde o pós-Segunda Guerra, mas acho que desde antes da Segunda Guerra, né, cara?

?Voz A

É porque é o Plano Monroe lá, o, né, doutrina Monroe.

?Voz C

Isso, a doutrina Monroe lá antes da Segunda Guerra, galera, que foi criada assim a vida inteira, cara. Cara, a não ser que eles saiam dessa realidade por algum tempo e tem uma noção de como que é a realidade fora da onde eles estão, eles não vão saber assim.

?Voz B

Se fala muito, o cara, o escritor, ele é turco, mas é pelo que eu tô vendo aqui, ele cresceu nos Estados Unidos.

?Voz A

Mas é isso que eu ia falar, cara, que querendo ou não, mesmo que o cara disse, porra, eu passei 10 anos no Exército da Salvação, sabe, na Naníbia, sei lá Mas o cara tem aquele recorte estadunidense, sabe? Ele não perde o viés.

?Voz C

O cara disse, pô, cara, da Coreia do Norte, que é um país isolado para caralho, né? E é mesmo. Mas os Estados Unidos, em termos de educação deles, a história que é ensinada para eles, eles são tão isolados quanto a Coreia do Norte, cara.

?Voz B

Esse daí que o Yanny falou foi que eu citei um pouco antes, que esse cara ele ainda vai ter um protecionismo nacionalista de que, porra, se der merda eu ainda tenho um asilo no meu país. E esse cara ainda de algum jeito vai receber algum dinheiro em dólar, e recebendo em dólar ele vai ser muito rico em qualquer lugar que ele esteja no mundo, sabe?

?Voz A

É isso que o cara pode fazer, um puta trabalho assim, um puta trabalho social, antropológico, sei lá, de ciência política, economia, sei lá o quê, não sei o quê. É mais na faculdade de Harvard. Ai, porra, sei lá, naquelas da Ivy League lá. Ai, mas ele ainda vai, pode ser o trabalho social do caralho, mas vai ser enviesado dentro daquele centro acadêmico ali, sabe? Pensamento social do estadunidense médio. O cara vai olhar assim, pô.

Inclusive esse livro, vocês falaram da Coreia do Norte, esse livro diz, ó, tá vendo como a Coreia do Norte é pobre? Não tem luz lá à noite. Em toda a Coreia do Sul é iluminada, parece pisca-pisca. E assim, cara, que os cara debatem, sabe, num certo proselitismo ainda.

?Voz F

Vocês não se irritam o quanto que a nossa elite brasileira é jeca, sabe, comparado com elite de outros países? O cara tem grana, só pensa em fazer merda com grana, sabe?

?Voz C

Esse negócio da cidade cheia de neon, então eles são ricos, é ideal de riqueza do capitalismo, né, cara? A riqueza, ela é essa soberba, né? Né? Tipo, então não é o quanto sua população é estável, não é o quanto eles têm o que comer, cara, é o quanto seus ricos conseguem manjar, é o quanto seus ricos são ricos, né?

?Voz B

Olha só, olha, e só para complementar a parte do ser ruim e ser bom, ser latino, né? A parte de ser bom é que a gente, apesar dos pesares, ainda consegue ser um pouco mais esclarecido que essa galera, né? A gente consegue ser mais ter uma visão mais macro do que que rola no mundo, dos problemas. Óbvio, existe a galera aí negacionista de tudo, né, que fala que aqui é um terreno muito—

?Voz C

América Latina como um todo é um terreno muito fértil para extrema-direita, né, cara.

?Voz B

Ah, sempre foi, sempre será.

?Voz C

Mas isso acontece por causa de influências externas, principalmente dos Estados Unidos também, né.

?Voz B

Teve a academia lá, academia, academia do quê? O Yanny deve saber, ou o Rodrigo, que formava também, formava também, não era aquela academia de militares que formavam pessoas para tipo se infiltrarem politicamente nos países e influenciarem ideologicamente lá, pô.

?Voz C

A CIA fez muito isso, né, pô?

?Voz B

É, então era da CIA essa porra, não é conspiração não, velho.

?Voz C

Tá documentado o quanto a CIA influenciou na implementação e na manutenção da ditadura aqui nos anos 60, pô.

DDouglas

Cara, a CIA patrocinava escritores literários, escritores.

?Voz A

Mas eu queria, eu queria levantar um ponto que o Rodrigo ensaiou de levantar, que é muito perigoso, é defender elite, sabe? Como a nossa elite é jeca, isso nos coloca numa posição de defender outras elites exploradoras, sabe? Porque querendo ou não, quando vai verificar, a aristocracia ou a elite brasileira, cara, desde os primórdios é de favor, né?

?Voz C

É uma elite, mas a nossa elite é jeca também por influência americana, né, cara? A nossa elite é jeca porque eles querem ser norte-americanos, né?

?Voz A

É, não, mas tem uma raiz cultural, sabe? Uma raiz histórica ainda dos caras ser uma elite de clientelismo, né? De É para ser nobre, não por sangue azul. Eu sou nobre porque eu enriqueci explorando um bocado de escravo e comprei título, sabe? É desse jeito. E isso perdura até hoje, cara. Quando a gente vai ver— e é ruim a gente defender esse tipo de situação, porque querendo ou não é uma sinuca de bico, né? Mas vai ver esses ricos emergentes aí, porra, os ricos mesmo, rico, rico de tradição, entre aspas, né?

Essa galera explorou uma geral e faliu. Agora, os ricos emergentes, cara, os cara não tão preocupado em formar uma sociedade, ou seu aristocrata médio ali, pô, eu sou foda e tenho que ser foda e tenho que fazer uma sociedade mais foda ainda. Os cara querem consumir, pô. É uma elite baseada em consumismo.

?Voz B

O nome da instituição era Escola das Américas, é um estúdio do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, fundado em 46, onde o objetivo oficial passou a ser o de ensinar a formação de contrainsurgência anticomunista. E aí, segundo a Wikipédia, tá aqui: a escola treinou vários ditadores latino-americanos, gerações de seus militares, e durante os anos 80 incluiu o uso de tortura em seu currículo.

?Voz C

Olha só, o relatório da CIA sobre o Brizola, né, que era alguém extremamente anticomunista, extremamente anticapitalista, segundo eles Cara, extremamente anticapitalista.

?Voz F

Me refreto que eu não sou da região aí, porque que o Brizola é bem quisto aí no Rio?

?Voz B

Bem quisto ou não quisto? Assim, uma das políticas do Brizola foi de impedir a polícia de subir nas favelas. Isso é talvez o maior ponto dele, que as pessoas atacam ou defendem ele. Também tem os que chamam de Brizolão aqui, que era o modelo de escola integral E ela foi, ela foi, é um puta do modelo, né, que você mantém a criança. Qual que é a ideia desse modelo, né?

?Voz C

Você manter a criança o dia inteiro na escola, não enche o saco o dia inteiro esse filho da puta, né? Fica lá de boa.

?Voz B

Mas olha só, olha só como é foda, porque você provê café da manhã, almoço, janta, né, e lanche da tarde. Você provê a educação formal no período da manhã. Na parte da tarde você faz as atividades extracurriculares, como atividade de esporte, de desenvolvimento interpessoal, desenvolvimento acadêmico e tudo mais. Mantém a criança longe da rua, né, de influências ruins da rua, né, da criminalidade e tudo mais. Você provê alimentação para criança que às vezes não tem em casa.

E só que não, isso daí é o modelo como comunista, faz o L, não pode. Aí logo em seguida veio o senhor Moreira Franco, fala aqui o nome dele, Moreira Franco. E como o modelo se popularizou com o nome de Brizolão, que que o político médio faz? Não, eu não quero o nome desse cara atrelado à minha campanha, ao meu governo. Foi lá e destruiu tudo.

?Voz F

Isso é bem coisa de uma elite jeca querer população, né, que não fica muito esperta não, hein.

?Voz C

Não vai gerar uma criançada meio, né, daqui, que é tipo, como que essa pessoa que é mais pobre que eu quer ter direito ao mesmo que eu, sabe?

?Voz B

Uma população que pensa, é muito mesquinho.

?Voz E

Ninguém empregado tava lá, porra, né?

?Voz F

Peão não tem que pensar, peão tem que trabalhar.

?Voz B

Que porra é essa? Mas o Brizola foi mais isso assim. E o negócio das favelas é porque na na época, né, na época, não tô dizendo hoje em dia, mas na época a polícia entrava nas favelas basicamente para esculachar morador e tal. Então assim, ele falou, pô, a polícia não vai mais entrar na favela.

?Voz F

Então dá um ano aí, esse é 80, 90, puta, não vou saber, cara.

?Voz B

Mas o meu pai, ele foi do, ele foi filiado ao PDT, que era do Brizola. Hoje em dia bolsonarista, olha só que foda.

?Voz C

É, hoje é, então, mas Ciro Gomes também, cara.

?Voz F

Tá, por isso que o Brizola é comunista, só por isso.

?Voz C

Se autodefine como herdeiro do legado de Brizola, né? Ele tá diariamente pisando nesse legado, cuspindo e cagando em cima, cara.

?Voz E

Tem medo de ficar assim? Se um dia eu ficar assim, vocês têm autorização de dar um tiro na minha cabeça. Vou deixar até gravado aqui.

?Voz C

Se você ficar calvo, já era, irmão. Aí acabou. Já Não, não, então mandando assassino aí, cara.

?Voz F

Esse Ciro aí, Ciro dos games aí, tem um ego da massa. Ele acha que é o Pato Lino, sabe? Ele acha que é inteligente para caralho, sou um gênio, vocês são tudo burro.

?Voz C

Ele tá, fizeram a pesquisa lá para governo do Ceará com ele na disputa e ele tá para ganhar em primeiro turno ainda.

?Voz F

Eita porra!

?Voz C

Ah, mas ele é muito forte lá, né? Muito popular no Ceará.

?Voz F

É tipo Alagoas dele.

DDouglas

É por aí mesmo, Curralito, Curral Litorâneo, Curralinho de Goiás.

?Voz F

Então, então o Brizola foi uma pessoa de alta conta para os cariocas. Isso.

?Voz C

E foi estornado.

?Voz F

Olha, esse já é crédito.

?Voz B

O que que é uma alta conta?

?Voz E

Eu posso gostar do Brizola? Ou que saudade do Brizola?

?Voz F

Esse cara, cara, de ponta firme.

?Voz C

Eu tenho essa opinião sobre político, que assim, política é administração pública, cara. Você não tem que gostar de político nenhum, ele trabalha para você.

?Voz E

Não, tá, entendi.

?Voz C

Não, entendeu? Você não tem que gostar de político nenhum. Gostar é que nem esse negócio do Mandani lá em Nova York, que muito do que o cara tem é o carisma dele, né, que encanta as pessoas. Igual com Lula aqui também, essa porra toda. Você pode gostar do Lula da Mata, mas olha, então é muito puto porque, cara, isso é política, cara, administração administração pública não tem que ser carisma, não tem que ser, você tem que ver proposta dessa porra, entendeu?

É assim que o fascismo sobe ao poder, é com líder carismático, entendeu? O ponto de virada que as pessoas teriam que ter para realmente começar, para política realmente começar a funcionar como administração pública, é superar esses detalhes de carisma pessoal, de que é um cara legal, que é um cara engraçado, que a puta que pariu, Cara, ele é um político querendo um cargo para trabalhar para você. Você não tem que gostar dele, ele não tem que ser legal, ele tem que ter propostas para administração pública que façam sentido para você.

?Voz B

Tá ouvindo, Yanny?

?Voz C

E é isso, não tem que ser divertido, legal, engraçado. Ai, nossa, olha como o Alckmin tá bonitinho agora! Vai tomar no seu cu, pô! Para mim, todo político ia ser velho e chato, como tipo, e careca, como É, cara, vai tomar no cu!

?Voz E

Eu tenho cabelo ainda, eu tenho cabelo ainda, pô.

?Voz F

Pelo menos tem cabelo, é pouco, mas é meu trabalho que você tem aí.

?Voz C

O Suplicy não sabe explicar nada, fica lá falando mole, lento, mas ele tem propostas boas. As pessoas não prestam atenção nele porque ele não tem carisma.

?Voz E

Você espantou o Rogerinho, você espantou o Rogerinho.

?Voz C

Política tem que parar de ser personalista.

?Voz B

Eu gosto do Suplicy.

?Voz C

Aí você pode gostar Você pode gostar do Brizola, você não pode gostar de nenhum político.

?Voz E

Sem gostar de nenhum político, deixa de gostar dele, Matheus. Não pode mais.

?Voz A

Cadê o decreto? Você tem o decreto?

?Voz B

Não, mas eu tenho um laudo.

?Voz E

E agora?

?Voz B

Laudo psicótico, psicotécnico aqui. Cadê mais filme de problema de primeiro mundo?

?Voz A

Cara, eu me ausentei 5 minutos. Como é que vocês foram parar em cabelo, cara? Pelo amor de Deus.

?Voz C

Político tem que ter aparência do suplici, tem que ter aparência, o jeito do suplici, fala mole assim, aquele monotone que ele fala, né?

?Voz B

Eu não gosto de político jovem aí também não, cara, nem jovem.

?Voz C

Eu acho que é, então é baseado em personalidade. Que isso, né? Se fazer TikTok, a porra do Nicolas Ferreira lá, que isso? As pessoas não prestam atenção em proposta, elas prestam atenção se o cara é legal, se o cara é carismático para ela. E é assim que o fascismo Sobe ao poder desde sempre, é sempre com líder carismático.

?Voz F

Sabe por quê?

?Voz B

Era carismático, né?

?Voz F

É porque eu não gosto de política, é por isso. Eu não quero me intrometer em política, sabe? Porra, francês não pensa assim não, porra.

?Voz B

Tem essa galera, não gosta de política não, filhos da puta.

?Voz F

Antes dá uma raiva no trabalho, mas paciência, tem que conviver, calma, né?

?Voz C

Senão vira ainda, né? Correio, a galera trabalhando no Correio que é a favor da privatização do Correio, né? Pô, vamos ver se você manda embora.

?Voz B

É, porra, trabalho, tradição, família, propriedade eletrônica. TSE abriu uma urna, abriu aí, viu um vídeo aí, abriram a urna lá só para mostrar. A urna é assim, tem um Raspberry Pi com Linux aqui, galera, não dá para hackear essa merda.

?Voz C

Dá para emular Super Nintendo, amor.

?Voz B

Ah, dá para rodar, com certeza. Eles liberam, né, assim, tem um período aí em algum momento que eles liberam as pessoas para fazerem teste nas urnas, né. Né? Será que alguém já chegou nesse ponto de tipo, a gente quer fazer o teste na urna e só como desculpa foi lá e instalou o Doom na urna? Será que foi? Tá no YouTube aqui, rodando Doom na urna eletrônica, como instalar atualizado 2023.

?Voz F

Maneiro. Quero ver voltar atrás.

?Voz B

Teve alguém, quem falou do Jones Manoel também, que esses dias ele tava em voga aí porque eles fizeram um vídeo lá que foi cortado, né, dele defendendo terrorista, não foi?

?Voz E

Defendeu terrorista?

?Voz C

Não sei, eu não tenho muito acesso a jornal.

DDouglas

Tipo assim, terrorista e estupro, com certeza é a porra da direita distorcendo tudo do que o cara tá falando, né?

?Voz B

É, então foi nessa pegada, porque eu não fui a fundo também não, mas eu vi que estavam batendo muito nessa tecla, que foi um podcast que ele foi, que o cara falou alguma coisa sobre, acho que era Al-Qaeda, não lembro agora, mas Aí ele falou sobre a causa Palestina, né? Não era Al-Qaeda então, né? Al-Qaeda não é da Palestina, é do Hamas. Então aí ele, o cara falando assim, ah, mas que o Hamas não sei o quê faz não sei o quê, mata crianças, estupra mulheres, vocês defendem isso?

E aí meio que, eu acho, né, pelo menos parece no vídeo que tem um corte. E aí vai para o Jones falando, nós defendemos toda forma de resistência. E aí todo mundo agora falando que ele defende estuprador, Vocês não viram isso não?

DDouglas

Eu vi, fiquei sabendo.

?Voz C

Aí eu ainda tô atrás de notícias assim nos últimos tempos, mas eu também não vou atrás, só brotou para mim assim.

?Voz E

Então o algoritmo é para frente, né? O meu é mais sabonete e pegadinha do Alírio só.

?Voz F

Valeu. Basicamente toda filmografia do Woody Allen é filme de problema de rico branco.

?Voz B

Bom, bom, que é outro ídolo de, que é o tipo de pessoa que só mais sucesso que é estadunidense.

?Voz F

Ai, mas eu sou judeu, minoria, e aí eu sofro.

?Voz B

É tão minoria que tem um país que não é nosso. Mas tudo bem.

?Voz F

Que tal Parasita? Conta o de 2019, cara. É porque eu acho que tá muito próximo à nossa realidade também, né?

?Voz B

O Parasita lembra muito o Que Horas Ela Volta, assim, a temática dele, né?

?Voz E

Sim, demais.

?Voz F

Cara coreano dá um nojo, hein? Porra.

?Voz B

É, então tipo assim, os coreanos lá, que os pobres lá, eles realmente você fica, pô, caralho, paia, né? Que eu também não sei como é que é a política social na Coreia do Sul, deve ser meio bom.

?Voz C

Se foda aí, já era.

?Voz F

Samsung é que manda, cala a boca aí.

?Voz B

É mesmo? É que já sabe foi 2077, que a Samsung era dona da segurança, da saúde.

?Voz F

Isso mesmo. Tem um termo que eles usam para as famílias, né, de gente que tem CEO lá da Samsung e tal, e como eles caga na cabeça da polícia, dá tapa na cara de juiz, sou invencível, sou imortal.

?Voz B

Então já era lá com os pobres sul-coreanos, então já era.

?Voz F

Agora é cyberpunk, agora fodeu, tá merda.

?Voz C

Rodrigo profissional em Coreia aí, mas vocês não vê dorama não? Ah, porque o dorama é uma grande retratação, retrata com muita realidade, né?

?Voz B

O dorama é drama é um braço do neoimperialismo sul-coreano, vocês sabem, né?

?Voz C

Sim, sim, o dorama é igual os filmes americanos sendo divulgados para o mundo todo. Dorama, ele é uma ideia, você pode gostar de dorama o quanto você quiser, bicho. É só você entender que aquilo lá não é realidade da Coreia, é propaganda, é uma propaganda coreana das Coreias, entendeu?

?Voz B

Igual o K-pop, né?

?Voz E

Eu assistia mais, eu lembro da vida da Tangerina lá, muito Igual, hein?

?Voz B

Igual se casar com sul-coreano também.

?Voz E

Não, não, tem umas histórias que é muito da hora, né?

?Voz C

É igual os grupos de K-pop que só tem gente linda, maravilhosa, que faz as pessoas pensarem que na Coreia todo mundo é bonito, todo mundo é gato, todo mundo é sensacional.

?Voz E

Mexe com esse povo, Renato.

?Voz C

Eu tava vendo, ah, que se foda esse povo aí, pô.

?Voz B

Não viu o que que os K-poppers fizeram lá, que botaram o nome da mulher na boca do sapo.

?Voz C

Eu nem tô falando mal do K-pop. Até não teve o dia que teve lá na Copa que eu falei, cara, K-pop ele é a retratação de hoje das boy band que tinha antes, Backstreet Boys, os caralho.

?Voz E

Não tem nada muito diferente disso, galera.

?Voz C

Quem quiser gostar, que goste. Mas, cara, é parte dessa propaganda também, que é falar que na Coreia só tem gente linda e maravilhosa, né? Só dá ideia que todo mundo na Coreia tem aqueles narizinho fino, a porra E assim, eu tava vendo, tem uma menina dessas bandas aí que eu vi um vídeo aleatório mostrando ela antes e depois, cara. Menina se lotou de plástica para fazer parte da banda, né, bicho?

?Voz B

Mas ao mesmo tempo, o BTS boicotou o Grammy.

?Voz A

Os Simpson já revelaram lá, mas não boicotaram a Copa. Essas boybands aí é para alistamento no Exército dos Estados Unidos. Os Simpson já revelaram.

?Voz B

Eles são obrigados aí também, cara. A única pessoa que não foi para o alistamento foi o coreano, foi o Faker, jogador de joguinho de LoL.

?Voz E

Mas que ele joga muito também, né?

?Voz B

Tem isso, é bizarro assim.

?Voz C

Exatamente, foi para ele jogar o manual, o manual, o mundial.

?Voz B

Ele é tipo, ele é tipo o Cristiano Ronaldo assim da Coreia do Sul.

?Voz F

Cada geração tem uma rama de Ali que merece.

?Voz B

Então agora tu me deixou muito triste, hein, seu desgraçado, hein?

?Voz F

Pois é, esse é o seu herói, esse é o Herói. Caralho, a gente não tem medo da Coreia não. K-pop é desgraça. E o dono do Zé é o dono, né?

?Voz E

Não, é, pelo amor de Deus, não, não, não, galera, não mexe com esse povo não, sabe? Desculpa, desculpa, desculpa.

?Voz B

Canta aí uma música do BTS também.

?Voz C

Eu não sei, é um negócio de outra geração aí. Eu só acho engraçado. Aí já saindo um pouco do contexto político, mas acho que o que aconteceu também com o boy band antigamente Gente, é o pessoal falando desses caras como se fosse, cara, amigo assim, sabe, vizinho de porta do cara. Ah, mano, influenciado, cara.

?Voz B

Você não é brasileiro médio.

?Voz C

A pessoa falando, ai, o Sanrom jamais faria uma coisa dessas, eu sei muito bem como ele é. Daí, caralho, conhece o cara, almoça com ele todo dia ali, até fala do cara com intimidade fodida assim. E daí vai ver o cara na vida real, tá cagando para todos os Sanrom nessa porra, cara.

?Voz B

Falou, caralho, você não é brasileiro médio que tem que se apegar a essas misérias.

?Voz C

Isso é o fã geral médio, né, cara? As pessoas no geral, elas têm uma necessidade de ídolos assim também, né?

?Voz B

Sim, aqui é com jogador de futebol, pô. Você viu, marmanjo de 30 anos mamando bola do Neymar.

?Voz C

Nossa Senhora, era o que que era? Os nem-sexuais, não era isso? É, galera, que eles se permitem ter um desejo sexual desde que seja só pelo Neymar. É legal, o desejo sexual por outro homem Aí, né?

?Voz B

Eu sou o Leandro José Sexual, então.

?Voz F

Ô louco, ao vivaço!

?Voz C

É, ao vivaço aqui, ó, com a declaração de amor.

?Voz F

São os cabelos do José que estão lindos. Caralho, isso é loucura!

?Voz B

Eu vi por alto esse negócio aí, os cara pergunta assim: você é hétero ou gay?

?Voz A

Né?

?Voz B

Aí o cara: não, sou hétero. Mas e se o Neymar te desse mole?

?Voz E

Aí tudo bem.

?Voz B

Que loucura isso! Como é que funciona a cabeça dessas pessoas, né, cara?

?Voz C

Sexualidade é um conceito que já deveria ter sido ultrapassado faz tempo também. Cabeça das pessoas, porque o meio, esse meio dos fãs de futebol assim, os mais fanáticos principalmente, é o meio para os caras liberarem o homoerotismo deles, né?

?Voz B

É, tá falando isso porque tu nunca foi num jogo de futebol aí, ficar no meio altamente machista ali, né?

?Voz C

Geralmente futebol futebol e apreciar os jogadores é altamente homoerótico.

?Voz B

Não, você tá confundindo com vício.

?Voz C

Cristiano Ronaldo no auge, vê os cara que falava do Cristiano Ronaldo na época do auge.

?Voz F

É verdade.

?Voz C

Não, mas essa coxa aqui do Cristiano Ronaldo, olha a forma física do Cristiano Ronaldo, meu Deus do céu, olha essa bunda do Cristiano Ronaldo! Isso que é jogador de alto desempenho, tá vendo?

?Voz E

Enquanto isso, o pau do Cajuru tá duro, queria lembrar.

?Voz F

Ah é?

?Voz E

Sempre claro isso.

?Voz F

Eu tava triste, agora eu tô alegre.

?Voz B

Sempre bom lembrar.

?Voz C

Você sendo de esquerda ou de direita, o Cajuru vai continuar com o pau duro.

?Voz B

Exato. O Cajuru é uma espécie de direita.

?Voz C

Ele é real.

?Voz E

Ele depende para um lado.

?Voz C

Ele é na área real, certo? Ele largou a mão do bolsonarismo, mas ele continua sendo R$1 milhão.

?Voz B

Eu acho que se ele morrer, eles tiram isso daí, né?

?Voz E

Ou não? Não, quem que vai ter?

?Voz C

Vai estar lá no caixão com pau para cima.

?Voz E

Ele vai ter o pau eternamente duro?

?Voz B

Puxa vida!

?Voz C

Sim, a prótese que ele colocou é fixa, ele tá com o pau eternamente duro.

?Voz E

Vai acabar e o Kajuru vai ficar de pau duro?

?Voz A

Cara, você imagina aí uma—

?Voz C

porque ele vai acabar junto. Se a humanidade acabar, ele é um ser humano, ele vai acabar.

?Voz A

Você imagina uma escavação arqueológica aí daqui a uns 4 mil anos e abre um saco do Cajuru.

?Voz F

Vai ter um outro a mais lá, demora séculos.

?Voz B

Falar em genética, falar em osso, né, voltando ao assunto de genética rapidamente. Você sabe que tem gente que tá nascendo com algumas costelas a mais?

?Voz E

Próximo tempo, caralho, a mais?

?Voz F

O esquema não é ter menos costelas?

?Voz C

Evolução velha do caralho, né, bicho? Mas é, é, é, é 3 milhões de anos para ter uma costela Demais, porra.

?Voz B

Eu nessa conversa, nessa última conversa, a minha visão sobre a natureza mudou muito, porque a gente sempre vem com aquela coisa de tipo, nossa, a natureza é perfeita, né? Ela é tudo pensada nos mínimos detalhes.

?Voz E

Deus é bom demais, né?

?Voz A

Mas na verdade, parabéns, Matheus, esqueceu do apêndice, né?

?Voz B

Não, o apêndice ele já foi útil Só que aí que tá, existem coisas que são inúteis hoje em dia que já foram úteis algum dia, como por exemplo o sírio, o apêndice. Ele é um reflexo, ele é inteligente. Então o apêndice, ele é um reflexo porque ele tá ali agora porque ele já foi útil. Eu entendo a existência dele. Agora eu não entendo a existência, por exemplo, da gente ter toneladas de kbytes, de megabytes de informação no nosso material genético genético que não é usado para nada.

A gente tem muita coisa no nosso material genético que não é utilizado para nada, e por algum momento, em algum motivo, em algum tempo, ele pode vir a ser ativado, geralmente em forma de alergia. Mas a gente tem toneladas de informação na nossa, no nosso material genético que não é utilizado. E para mim isso foi meio que um choque de realidade assim quanto à natureza, porque para mim isso é um desperdício.

?Voz E

E a gente se alimentar pelo buraco que respira também, né?

?Voz C

É, mas evolução é isso aí, né, cara?

?Voz B

Grandíssimo problema.

?Voz C

É, mas evolução é isso aí, não é um processo.

?Voz F

Área de lazer do lado do esgoto também não foi uma boa ideia isso aí não.

?Voz C

Tem muita evolução, tem muita evolução.

?Voz B

Fiação elétrica suspensa, né, porra? Galera, vamos enterrar essa merda.

?Voz F

Passa comida, vê que cagada é essa.

?Voz A

Vejam, acreditado, Matheus, prefiro acreditar na fake news da Shakira e tirou as duas costelas.

?Voz B

Não é a Shakira, é o Melly Mence.

?Voz E

Exato, para chupar o próprio pau.

?Voz C

Não pode mais falar do Melly Mence também, tá?

?Voz F

Para fazer o ouroboros. Por quê?

?Voz B

O que que houve com ele?

?Voz C

É, ele foi acusado aí de estuprar uma galera, né?

?Voz A

Ah, é?

?Voz B

Uma galera?

DDouglas

Não foi ao mesmo tempo, né?

?Voz E

Mas eu já não gostava dele então, né?

?Voz F

Já era abusador.

?Voz C

É, ele chamava umas meninas aí, umas atrizes amadoras aí para com a desculpa de queria fazer um filme, daí acabava fazendo umas coisas aí, torturou o pessoal também.

?Voz F

Toma no cu desse otário, hein, caralho!

?Voz C

Foi o maior bafafá na época que revelaram essas histórias aí. Ok, ok, eu não achei termo melhor que bafafá, desculpa.

?Voz F

Ele tem que mostrar na cadeia que ele não tem as costelas lá, ele mostra.

?Voz C

A cadeia de americano é uma moleza também, pô.

?Voz B

Eu ia falar isso agora, o tema cadeia cadeia. Porra, mano, tem aquelas cadeias também na Noruega, na Finlândia, na Islândia, cara, parece um hotel.

?Voz C

Mas vamos lá, mas vamos lá, vamos lá. Cadeia deveria ser algo para reabilitar uma pessoa, né? A gente aqui e também lá nos Estados Unidos que tem o conceito errado de que o cara tem que ir para cadeia para viver um inferno em vida. Né?

?Voz B

É punitivista, né?

?Voz C

Punitivista. A ideia da cadeia que não seja punitivista é que seja reabilitar o cidadão que cometeu um crime para que ele possa viver em sociedade novamente. Se a ideia for fazer só sofrer, se a ideia for fazer só sofrer, vamos matar todo mundo que cometer crime, pô.

?Voz B

É, tem alguns lugares que fazem isso.

?Voz F

Então não sei se é da Suécia, o Nuremberg falou aí, tem um documentário do Vice que é do cara sendo reabilitado depois de um assassinato e também fazendo estabelecendo contato com a família do morto, essas porra. E o cara disse que ficava mal para caralho, que isso era uma dor insuportável. Eu ficava pensando, será que é mesmo, cara?

?Voz B

É foda isso, porque também tem a nossa mentalidade latina dentro disso. Tudo, tudo vai entrar no aspecto social, né, também. Porque nesse tema, quando entra nesse tema, eu me sinto muito assim, eu me sinto muito dog reaça assim, porque aquele tipo É aquele típico argumento de, cara, porra, eu tô batalhando, a minha vida já não é fácil, eu me fodo para comprar minhas coisas, aí vem um desgraçado e rouba. Cara, eu vou ficar frustrado com isso, óbvio, eu vou querer que esse desgraçado morra atropelado, sabe?

Isso é uma sensação humana dentro de uma sociedade, dentro de onde eu estou enquadrado, de uma sociedade onde eu me fodo para conseguir conquistar as minhas coisas, tá ligado? E aí você carrega, eu carrego isso, né? E Eu sei que isso não é um sentimento bom para o ser humano, né?

?Voz C

É um sentimento normal. Você quer ter a catarse do cara que fodeu alguém se foder, entendeu? Isso é relação normal. Mas a cadeia não é— o sistema prisional não é para ser sobre o que a gente sente, é sobre a sociedade.

?Voz B

Exatamente. Eu tenho essa, eu tenho essa, essa consciência também. Mas é foda eu pensar se fosse comigo, sabe? Sabe, é muito, muito difícil isso. É muito difícil pensar nisso de uma maneira—

?Voz C

eu já fui assaltado dentro do ônibus, eu queria que o cara tivesse cabeça dele explodida, entendeu?

DDouglas

Exato.

?Voz F

Você matou o cara que matou a pessoa, o número de assassinos não diminui, entendeu?

?Voz B

É só você matar outro, continua o mesmo.

?Voz E

Tem que matar 2, tá?

?Voz F

Cabeça com Batman falando isso.

?Voz C

É só um assassino matar 2.

?Voz F

Exatamente.

?Voz E

Eu nunca fui assaltado, hein? Quero ver quem vai ser o primeiro aí. Vem, vem, vem, vem!

?Voz B

É porque ninguém queria roubar aquela tua Saveiro lá. Uma pena que não me roubaram a Saveiro.

?Voz F

Para que matar quando você pode deixar em coma, por exemplo?

?Voz B

Não, fico— isso são coisas que me deixam bolado socialmente. Eu me sinto muito reacinha, mas porra, é foda, não dá. É um sentimento muito—

?Voz C

mas é, isso é um sentimento. Você vai ter um sentimento de raiva ali, de querer que alguém que fez essa merda seja punida, entendeu?

?Voz B

Ao mesmo tempo eu tenho completa consciência de que isso é um reflexo social político de tudo, porque, pô, se fosse uma sociedade mais igualitária, não, talvez não tivesse assalto, enfim, né?

DDouglas

Essas merda, pô, gente que mata criança, mata bicho, mata mulher, mas é a questão da sociedade, né, cara?

?Voz C

Pena de morte é o que eu não tenho opinião formada, porque o foda é isso, a cadeia ela tem que ser para poder reformar um cidadão cidadão. Mas qual que é o ponto que um cidadão tá além de ser informado?

?Voz B

É quem é dodói assim, real assim, dodói.

?Voz F

Porque nesse tal furlan que apareceu no jornal aí, abusador de criança aí.

?Voz B

Ah é, teve isso, né?

?Voz C

O dodói é uma questão. Isso aí é o cara que ele não— eu esqueci o nome dessa porra, desse termo, mas o cara que ele não pode ser punido, né?

?Voz B

É neurodivergente, não é responsável, ele é inimputável.

?Voz C

Imputável.

?Voz A

Juridicamente é imputável. Não, mas o que eu queria dar, merece ficar encarcerado pelo resto da vida. Então eu queria dar 2 centavos de reassiste aqui rapidamente, é porque assim, cara, quando a gente vai parar para pensar em sociedade, as condições sociais já estão colapsadas, né, cara? Questão da pobreza. Aí você olha e muitas vezes, muitas vezes assim Se você coloca uma cadeia digna, quem tá de fora vai dizer, pô, eu tenho uma vida de merda, e o cara que tá lá dentro tem uma vida de barão, de príncipe, sabe?

?Voz C

Mas aí uma coisa, mas não vou dizer que você precisa ter uma vida de príncipe na cadeia também.

?Voz A

Então, mas eu digo assim, ó, às vezes você não tem saneamento em casa, esgoto em casa, você não tem, não come 3 refeições no dia.

?Voz C

E aí então, mas isso aí é sociais. Então são os vários aspectos, as várias camadas de problemas sociais, entendeu?

?Voz A

E aí isso, e aí quem tá de fora nessa realidade olha um cara que foi preso, tem que ser reabilitado, e tá dentro de um presídio com saneamento ali mínimo, sabe, básico, dentro da cela, sei lá, não precisa ser uma suíte, mas come 3 vezes, 4 vezes ao dia, tudo tem segurança, né, obviamente, Cara, quem tá de fora olha e diz, pô, tá errado, é inversão, é inversão social. Só que não entende que isso é estrutural, não é questão de opção para dar uma vida de príncipe para o cara, entendeu?

Você vê, tem pessoas, eu não sei se vocês já conviveram com pessoas, tem gente que quer ser preso porque na cadeia, no presídio, ele vai ter condições melhores do que ele tá na rua, cara, entendeu?

?Voz C

Esse é o outro ponto, que é o estigma, quem diz, né?

?Voz A

É porque isso acaba fomentando assim, não só com a cadeia.

?Voz C

A cadeia não serve para reabilitar um cidadão para viver em sociedade, mas todo estigma que tem que alguém já foi preso acaba impedindo ainda mais essa pessoa ser inserida em sociedade.

?Voz B

Tem um outro filme que eu vi esses dias que é o Sonho de Liberdade. É bom, é muito bom.

?Voz F

Morgan Freeman e o Tim Robbins.

?Voz A

O Rogerinho ainda vai ver esse filme, vai chegar para ele, vai dizer, porra, vocês têm que assistir O Sonho de Liberdade.

?Voz B

Mas é, ele, ele tem esse tato com a parte do ex-condenado, né, de que tem o velhinho que ele sai da cadeia e não se enquadra na sociedade. O próprio Red também, o Red, quando, que é o Morgan Freeman, né, quando ele sai deslocado, é, se torna deslocado lá. Mas é foda, né? E essa coisa do estrutural que o Ian tá falando, cara, não é que quando a gente, a gente ou outras pessoas no geral defendem que, cara, o sistema carcerário não é, não deveria ser punitivista do jeito que é atualmente, deveriam ter condições melhores.

Mas óbvio que isso é depois de todo um processo onde todo mundo, toda a sociedade o cidadão livre, né, e tudo mais, de bem e tal, etc., etc., também tem essas condições, né? Não é o preso vai ter 3 refeições ao dia e saneamento básico, você aí fodido morando na Jagunço Holândia não vai ter. Não, não é isso.

?Voz C

São diversos problemas sociais que têm soluções diferentes e complexas, né?

?Voz A

Exatamente. O cara que tá sendo roubado ali no seu larzinho dele, ele não quer saber de uma condições R$100 para alguém, entendeu? Isso é o reflexo social. Eu falo isso porque acaba sendo mais um fator para uma sociedade punitivista, né, cara? Quando o colapso, o colapso social e econômico não te deixa ter condições mínimas de viver, igual a um presidiário encarcerado, sabe? Isso daí é um colapso estrutural social. Mas as pessoas querem esse tipo de reflexo, esse tipo de palavra, de, né, de tema? Não quero saber, porra.

?Voz B

Eu vou te falar que a maioria não quer, né? Isso, isso é outro ponto, né? Tem, tem aquela metáfora, né, aquele joguinho de que o— e aí também vamos, vamos fazer o mea culpa do brasileiro. O brasileiro médio, ele que defende esse tipo de coisa de justiça social, ele tem um discurso lá de igualdade e tudo mais, mas ele não quer morar na mesma rua que o lixeiro dele, por exemplo. Ele fala, não, todo mundo tem que ter o trabalho digno, poder ter suas posses, poder dar educação para os seus filhos, mas porra, o Moura na mesma rua que eu, é foda, né?

?Voz C

É novamente a nossa elite tacanha, né, cara? É o cara, é o cara que quando ele sobe um pouco de vida, ele quer que imediatamente qualquer um que esteja abaixo, que esteja acima dele, que se foda.

?Voz E

Eu quero ganhar 3, eu quero ganhar 2 e meu amigo ganhar 0.

DDouglas

Esse é para a gente fazer uma autocrítica também, ó. Eu, jornada de trabalho tinha que ser Eu também, quando vou no mercadinho e ele tá fechado às 6 horas.

?Voz E

Vagabundos!

?Voz C

Ele nem vai fazer compra, tua mãe que vai fazer compra. Não mente, rapaz, não mente.

?Voz B

Eu peço pelo iFood mesmo.

?Voz C

E também é o empregador precarizado, fodido para caralho.

?Voz B

Sim, né?

DDouglas

Porra.

?Voz C

E que foi altamente cooptado pelo liberalismo, porque é o cara que chega aí, mas eu sou o meu próprio patrão, eu sou o meu próprio chefe.

?Voz B

Cara, pior que não, tá se mobilizando, viu?

?Voz C

Não, tá bem dividido, tá bem dividido essa porra. Teve esse negócio do governo PT, o próprio PT até, que tentou aprovar, tentou aprovar a medida lá de ter uma taxa mínima, né, para os motoboys, uma taxa mínima de entrega, para o cara não ter que andar daqui até ali receber porra nenhuma, receber R$2 de entrega. E a maioria foi contra.

?Voz A

Não, eu queria falar só um ponto a mais, uma coisinha da negócio de cadeia que eu esqueci, cara. A questão desse, vamos supor, esse preconceito de encarcerados, ex-encarcerados, diminuiu um pouco, sabe? Essa questão do constrangimento do público diminui quando é branco, né? E não, eu vou colocar uma situação para vocês que eu acho lamentável, triste, sabe?

?Voz C

Quando o escândalo não Quando é branco, que vai preso, quando é branco, que vai preso e solta, e é de boa.

?Voz A

Não, isso desde sempre, pô. O Rui, o Rui Neves, né, Rui Pimenta, sei lá, pô, matou a jornalista lá e foda-se. Mas assim, ó, o que eu queria pontuar para vocês é que esse embaraço social de ser ex-encarcerado, eu observei, posso estar errado, tô passando para vocês com um certo constrangimento também, mas Mas depois que teve a questão das medidas protetivas em favor da mulher, a galera meio que ostenta, sabe, tornozeleira assim, tudo.

E meio que a gente não se escandaliza mais, pelo menos aqui eu não vejo mais tanto escândalo. Antigamente, quando alguém era tatuado aqui na minha quebrada, era muito escandaloso, sabe?

?Voz C

Porra, virou ponto comum.

?Voz A

Isso, e hoje é banal.

?Voz C

Da mesma forma, o pessoal aí que tem tatuagem na mão, que porra, na época eu comecei a trabalhar, tatuagem na mão, você, pô, você vai ter que trabalhar como tatuador.

?Voz B

Tatuagem na cara.

?Voz A

O meu irmão, cara, meu irmão tem tatuagem na mão. Ó, ó, ó, meu irmão tem uma tatuagem bosta na mão. E o Mateus, e o Mateus no ombro aqui. E o Matheus vai, o Matheus vai ser escravo em alguma parte do leste europeu.

?Voz C

Eu tenho uma tatuagem, eu tenho uma tatuagem em bolsa, eu tenho uma tatuagem em bolsa no braço.

?Voz A

É, você falou, mas é de joguinho, né?

?Voz C

É de joguinho, né? É de joguinho, é o Mega Man, porra. Com certeza, por isso que eu falei que é bosta, porra.

DDouglas

Eu não tenho nenhuma tatuagem porque você não coloca nenhuma adesiva na Ferrari.

?Voz A

Porque, cara, a questão da tornozeleira, a tornozeleira antigamente, pelo menos aqui, cara, no meu recorte social, era escandaloso, sabe? Você, pô, a galera meio que tentava encobrir, cortava.

?Voz C

Mas para bolsonarista virou motivo de orgulho, né?

?Voz A

E hoje é, e hoje não tem embaraço, sabe? Não tem um embaraço mais, questão de usar tornozeleira, sabe? De estar pagando uma pena né, processual.

?Voz B

Então você acha que uma pessoa que tenta noselhar, ela deve ser condenada a ser confinada para todo sempre e não poder ter uma vida normal?

?Voz A

Isso que você tá dizendo? Não, cara, mas eu acho que esse preconceito que a gente acha ainda subsistente contra isso, encarcerado e tudo mais, eu acho que já não existe mais ou não é tão patente assim, sabe?

?Voz F

Tá bom. Direitos humanos para os direitos.

?Voz B

Eu não sei, realmente eu também não sei opinar nisso.

?Voz C

Não, é, comecei falando um negócio da pena de morte, né, que eu não tenho opinião formada sobre pena de morte, porque, cara, é meio foda que tipo, e nem falando dos doentes aí, tipo Douglas e tal, eu sei que o Douglas já plantou umas árvores aí, Polícia Federal também. Eu tô falando, é tipo, vamos pegar o Fernandinho Ibiramar. Esse cara vai sair da cadeia e vai virar, porra, sei lá, engenheiro, encanador, pastor. É isso aí, uma boa chance.

Mas ele vai continuar envolvido na criminalidade, entendeu? Esse cara, ele não vai sair disso. Você não reabilita um cara desse? Reabilita? Como você reabilita um cara desse?

?Voz B

Não, não tem como. Acho que não tem como.

?Voz C

E aí, o que que a gente faz? Faz com um cara desse? E assim, de certa forma, ele também é vítima do sistema, né?

?Voz B

Sim, mas é esse, mas esse é o ponto também. Mesmo que esse cara seja encarcerado para o resto da vida dele, ele ainda pode ser minimamente, como é que eu posso dizer, não é trabalhado, mas tipo assim, produtivo. Não no sentido capitalista, necessariamente capitalista, mas pô, bota o cara para fazer, sei lá, uma marcenaria lá da vida, sei lá, porra. Sabe, esse tipo de coisa de produção. Porque qual é o lance da prisão ser tão punitivista assim?

É que os caras não fazem nada, nada. E aí eu também não tô falando do aspecto capitalista, que é: não, vamos transformar, vamos fazer o preso trabalhar. Não, vamos fazer ele, sei lá, estudar, ter minimamente uma vida ali dentro, ter uma formação, ter um trabalho. Porque o ócio é uma bosta, o ócio na vida do ser humano é uma merda. Foi assim que o Comando Vermelho foi formado, né? Um monte de gente sem nada para fazer e criou a Falange vermelha na prisão, né?

?Voz C

Eu mato o Ted para o Ted não me matar, eu dizia.

?Voz A

E os Douglas, o que que é que tem eu aí? Ó, mas é um ponto importante assim, essa questão da formação de organização criminosa quando a gente vai estudar, porque ela se baseia na questão da negligência de direitos mínimos, cara. E a gente não observa isso, sabe? A questão da formação desse grupo, grupos criminosos aí, quando você vai ver a Miúde, pô, Rebelião do o presídio Carandiru, entendeu? É negligência também, questão de tratamento ali na Ilha Grande ali do Comando Vermelho, sabe?

É tudo, tem todas as questões aí, cara, de negligência de direitos mínimos, sabe? É isso mesmo, que os direitos, e a galera esquece, a galera quer ser punitivista, mas esquece que isso daí é uma fábrica de bandidos sabe quando a gente negligencia o mínimo. Não tô dizendo para ser permissivo ou até prestigiar o cara, né, privilegiar.

DDouglas

Não sei se foi aqui mesmo, mas eu tava participando de um debate onde tipo a galera falou isso, toda vez que os direitos humanos básicos são negados, a galera se radicaliza e surge, e surge grupos assim extremista, né. Inclusive é o que resultou no Hamas, né, que todo mundo, é, você defende o Hamas, né, que provavelmente foi o que aconteceu lá no debate com o Manoel, né? Tipo, cara, ninguém defende o Hamas, cara. O negócio que a galera defende, o direito do povo palestino de sobreviver, né?

Porque tá sendo massacrado. Você quer que o pessoal fica morrendo, morrendo quieto lá? É, parece que é isso que a pessoa não entende, sabe?

?Voz C

Já 4 Douglas nesse debate.

?Voz B

Foi defender a Palestina, o Ione foi até embora.

?Voz F

Eu gostei desse Douglas aí.

?Voz C

Tinha 4 Douglas no debate que ele participou.

?Voz F

Manter ele por perto.

?Voz E

Se tivesse uma máquina que pudesse resetar a memória da pessoa assim, tipo, ela esquecer quem ela era, seria uma boa punição para quem comete um puta crime?

?Voz B

Puta vida, é isso não, filme?

DDouglas

Isso é um episódio do, do, como é que fala lá, do, de quem? Não, da série lá do Netflix, lá, Black Mirror.

?Voz E

Isso parece uma violação para caralho.

?Voz B

Não sei, hein, que isso.

?Voz C

Mas aí você está voltando no ponto para punição, não é reabilitação da pessoa. Se for para punir um cara como Fernandinho Beira-Mar, a gente apelida pena de morte, mata o cara e acabou, entendeu?

?Voz E

Não, mas tipo assim, seria uma punição e o cara não ficaria sofrendo também, seria uma reabilitação, porque o cara viveria uma outra vida.

?Voz C

Você perderia a memória do cara, então, pô, você acha que perder toda a sua memória é fácil? Você acha que é tranquilo? Ai, não, estou sem memória, vou voltar para minha vida aqui, minha casa.

?Voz E

Não, porra, essa é a pergunta. Eu fiz uma pergunta: seria uma grande punição? Seria desumano.

?Voz C

Então, mas novamente seria punitivista, cara.

?Voz B

Eu acho que se existisse essa possibilidade, as pessoas pagariam por ela. A gente tem um filme lá do Jim Carrey que tem isso, tem o Brilho de uma Noite, o Brilho Eterno de uma Noite, não, o Brilho Eterno do Amém de Celebrância, de uma noite de verão. Mas é, é, porra, é difícil pensar nisso também. Também. Caralho, eu teria que refletir nisso.

?Voz E

Porque o outro jeito, por causa desse Fernandinho Ibravin, entrar em sociedade de novo é assim, entendeu?

?Voz B

O que que vale mais a pena? O que que valeria mais a pena? É porque a gente vai ter que entrar aí. Agora eu vou energiar para caralho, eu vou energiar muito. A gente vai ter que entrar em qual corrente filosófica social a gente vai ter que abordar, porque se a gente for utilitarista, a gente vai ter que pensar na vantagem da maioria. Então, só que para a maioria, curta, é foda, né? Tava pensando aqui, é porque a gente é utilitarista, né?

No geral, as pessoas são utilitaristas, né? Que é só para assim, resumidamente, o que que é utilitarismo, né? Sabe aquele problema do trem? Que tem o trem que tá indo atropelar, passar por 5 pessoas, e tem uma outra linha que tem uma pessoa só. Você muda ou mancha de direção? Geralmente as pessoas preferem matar uma pessoa só a matar 5. Isso é utilitarismo, que é um bem da maioria, né? E aí você pensa, pô, se existe uma possibilidade de tirar a maioria das pessoas da cadeia mudando a memória delas— mas não é a maioria, né?

Porque tem muita gente que poderia não ter sido presa com uma mudança social. Então, porra, que difícil. Não, tá errado, não é, não é, não é vantajoso, não é certo, não tem solução fácil problema, né?

?Voz F

O cara que cometeu o crime não existe mais porque ele foi deletado com a memória, entendeu?

?Voz B

É meio essa ideia, né? Ele não existe mais.

?Voz E

Matou aquele cara, matou.

?Voz C

Não sei, não sei.

?Voz B

Tecnicamente você não matou, você só tirou tudo que define ela como pessoa, basicamente.

?Voz E

Não, porque eu fiquei pensando assim, a única solução ruim, pô. Então é ruim. O único jeito que eu imagino uma pessoa entrar na sociedade de novo depois de um crime desse é deletando a memória dela.

?Voz B

Só isso. É aquela coisa, segundo você, o problema é tirar uma vida ou tirar o indivíduo?

?Voz C

Então esse é o ponto, esse é o ponto, que, cara, é assim, segundo o grande sonho progressista, ninguém tá além de reabilitação, né? Ninguém está além de ser reformado. A acontecer com o caso. Já falamos de casos inimputáveis, né, tipo Douglas.

?Voz B

E difícil. É, eu, LJ, você plantou um triplex agora na minha cabeça.

?Voz E

Vou refletir nisso. Eu tava pensando, porque me diz outro jeito, me diz outro jeito que não seja matando. É assim, mas querendo ou não, é que não é uma morte.

DDouglas

Manda para algum lago.

?Voz B

É, então é por isso que na minha visão essas pessoas inimputáveis imputáveis, elas não deveriam sair do sistema prisional, mas ao mesmo tempo serem produtivas de alguma maneira.

?Voz C

Elas geralmente ficam em hospitais psiquiátricos, né?

?Voz B

Não, não necessariamente não produtivas no sentido capitalista, mas no sentido produtivas de, pô, ela não precisa, ela vai voltar, sei lá, vai estudar lá, vai fazer algum trabalho ali, uma formação profissional, que ela não vai sair de lá?

?Voz C

Vai gravar podcast, é, costuma gravar, vai gravar podcast.

?Voz F

Aí virou Laranja Mecânica lá, dos malucos, que foi torturada.

?Voz B

Exatamente isso aí, ó.

?Voz F

Você vai virar uma pessoa boa na marra.

?Voz C

Isso, Laranja Mecânica é o futuro perfeito, tá aí, ó.

?Voz F

Cara, mas fodeu com aquele cara, fodeu com ele.

?Voz C

Nossa, mas no filme ele se liberta no final.

?Voz E

Legal, né?

?Voz B

Mais ou menos, né? Fica naquela. E esse sorrisinho safado dele. Ó, isso daqui é um presídio na Finlândia, ó.

?Voz C

Mais do livro não.

?Voz E

Nossa, eu vou lá roubar uma casa, porra!

?Voz B

É 4 mil de aluguel em São Paulo um desse.

?Voz C

Vamos voltar, vamos voltar ao problema social da coisa. A cela que o Bolsonaro foi preso era tipo isso aí, era até melhor que isso aí, inclusive. Presídio, né?

?Voz B

Eu moro no presídio, tem TV ali.

?Voz E

O Rodrigo baixinho: eu moro no presídio.

?Voz C

Então, mas novamente chegamos ao problema social, cara. Bolsonaro foi preso numa sala até maior que essa daí e com mais coisas, né? Então assim, quem sofre na cadeia Quem sofre na casa? Eu, pobre fodido.

?Voz B

Se você tivesse a opção de ser preso na Finlândia ou continuar onde você está trabalhando, o que que você escolheria?

?Voz C

Aí é um problema que a minha filosofia sempre vai na opção de eu não ter mais que trabalhar, né, cara?

?Voz B

Assim, o meu grande objetivo de vida é parar de trabalhar, bicho. Então, se fosse, ó, você cometeu um crime na Finlândia, vai ficar 25 anos preso nesse lugar aí. Eu acho que o máximo de pena lá nem isso, 20 aninhos, 20 aninhos preso aí. Ou seja, você já vai sair meio que aposentado, e quando você sai, você vai receber um auxílio do governo finlandês assim, né, para ter alguma coisa. Você não vai sair com a mão na frente e outra atrás.

Eu te fiz uma pergunta: você largaria tudo para ficar 20 anos preso nesse esse lugar.

?Voz F

Bora fraudar o pano, nego, lá. Bora, bora, bora!

?Voz C

Eu ia poder ter um videogame, cara.

?Voz B

Tem uma TV ali, hein? Pois é, né?

?Voz C

É capaz deles poder ter até, viu?

?Voz B

É capaz que se você fizer uma cartinha para o diretor falar, putz, dá um Retroid aí pelo menos, Retroidzinho aí. Caralho, demorou! Tem um frigobar, mano.

?Voz F

É mesmo, né? Com geladeira na cana. Pô, aquele Eu botei, fui roubar.

?Voz C

E a taxa de crime lá?

?Voz B

Ah, deve ser 2 para 1 milhão, deve ser 2 por ano, né? Tipo isso.

?Voz C

E é o crime tipo, ai, Joãozinho roubou o negócio lá da venda.

?Voz B

Não, tem uns, não, então eu acho que os crimes lá são crimes de colarinho branco.

?Voz C

Tem uns homicídios lá também, rola umas paradas assim.

?Voz B

Teve um cara, tem muito crime de colarinho branco assim, né, nesses lugares.

?Voz C

E essa é a parada, eles têm essa cadeia porque todo o resto da estrutura social deles Deixa a população muito confortável, né?

?Voz B

Sim, tipo, todo mundo provavelmente na Finlândia tem uma casa melhor do que isso daí.

?Voz C

Por isso que você não tem que garantir só o sistema prisional que reabilite cidadão, você tem que garantir toda uma estrutura social em volta disso.

?Voz F

Tá, porra, tem que prender mais gente então, formar mais preso.

?Voz B

Eu gostei dessa mesa, hein?

?Voz C

Entendeu? A gente acha foda, por quê? Porque pouca gente falou: isso aí é um apartamento de R$4.000 por mês, alugaria em São Paulo, porra. É o cara que fala que é um loft muito bem localizado no centro da cidade.

?Voz B

E aí todo dia que você tem que acessar e tá cheio de cracudo na porta, você tem que passar por cima.

?Voz C

É, então a cadeia assim, porque eles têm toda uma estrutura social que vale reforçar, uma estrutura social que foi construída em cima da miséria de outros países, né?

?Voz B

Vale lembrar. Isso que eu acho, e é por isso que eu fico puto com esse filme, voltando lá do início, com esse filme lá do Lords of videos do black metal norueguês, de que, porra, vai se foder o cara que reclamar da vida morando nesses lugares. De verdade mesmo, assim, me deixa frustrado.

?Voz C

Então, voltando ao tema, né, bem bom, que é essa galera daí achando que sofre, né, esses países nórdicos. É uma galera que sofre tão pouco que eles vão atrás do problema.

?Voz F

Não é só os dodói, tem uns não nazi ali no meio também. Porra, aí tem que se foder mesmo, pau no cu esses otários aí.

?Voz C

Então é a galera que é anti-imigrante num país que não acontece porra nenhuma.

?Voz B

Então exatamente, o cara é anti-imigrante num país que tipo não tá sofrendo porra nenhuma por ter mais imigrante, mano.

?Voz F

Todo mundo é igual ali, porra.

?Voz B

Porra, não é como se o benefício social dele diminuísse por conta de imigrante, mano. Assim, tem uns cara que acusam imigrante de cometerem mais crimes, né, e tudo e tudo mais. Eu entendo quando existem— não, então tem que ser muito cauteloso falando isso. Eu entendo quando existe o choque cultural, que é uma bosta mesmo. Assim, é meio foda quando vem uma pessoa de algum outro lugar que tem uma cultura diferente. Por exemplo, sei lá, vamos pegar o sul-americano aqui.

?Voz C

Chega uns norueguês lá, e boludo, não, não, não, não, não, não fale nada que role processinho, hein, Leandro José.

?Voz B

Não, não, não é questão de processo não, é questão de tipo assim, é questão cultural. Cultural mesmo. Chega o islâmico lá, muçulmano, e segundo a cultura deles, as mulheres têm que usar a burca, né, tem que usar a coisa na cabeça. É um choque cultural para certas pessoas. Agora, se isso leva as mulheres não muçulmanas aqui, agora como é que resolve?

?Voz F

O cara querer impor também, né, o seu modo de vida a mulheres que não fazem parte da sua cultura.

?Voz B

Esse é o ponto, esse é o ponto aí. O cara tá, o cara que tá lá, ele tá como imigrante, ele não pode impor, não deveria poder impor, né? Enfim, opinião é minha. Mas aí também não é uma questão social, é uma questão religiosa, e eu sou contra religião.

?Voz C

Ah, agora é contra religião?

?Voz B

Não, eu sou contra, na verdade eu sou contra culturas merdas.

?Voz F

É muito amplo isso aí.

?Voz B

Não, não acho, eu acho que é pouco amplo. Para mim, uma cultura merda é qualquer cultura que vá contra os direitos humanos.

?Voz C

Boa, boa, boa.

?Voz B

E aí eu acho que isso não é debatível, sabe? Tipo, Tem gente que fala muito isso de não, mas é a cultura das pessoas, mano. Era cultural espancar negros, era cultural escravizar pessoas, era cultural até hoje castração feminina em certos países da África. Não é porque a cultura que eu vou defender, eu acho uma merda. Então é, para mim eu sou contra. Exatamente, se faz parte da cultura é uma merda. Aqui no Brasil tem cultura, algumas culturas indígenas matavam quando nasciam gêmeos, um deles morria, tinha que matar um deles É uma merda, mano.

DDouglas

Enfim, é por isso que a cultura israelense tem que acabar, essa cultura que tem, a cultura deles é matar criança, e tem que acabar.

?Voz B

Se tem esse, quando tem um aspecto que vai contra o bem-estar de um ser humano como indivíduo, eu sou contra. É isso, não sou contra religião como um todo, sou contra esse aspecto.

?Voz C

Eu sou contra religião como um todo, pode deixar.

?Voz B

Aí tudo bem, você seria o cara queimando a igreja na Noruega.

?Voz C

Esse nicho? Não, já falei aqui para a gente. Eu não vou saber falar esse termo, mas colocar para outro propósito nas igrejas, ou seja, uma biblioteca, um centro cultural. Ah tá, ressignificar, sabe? É isso, ressignificação. Muito obrigado.

?Voz B

Era a ideia do Vargas Virgílios, ele falava que foram igrejas levantadas onde eram territórios dos antigos vikings lá e tal. E aí por isso que a gente tem que botar fogo.

?Voz C

Não, aí não, com esse argumento bosta, professor.

?Voz B

Então eu entendo a ideia de que, porra, irmão, existiu uma cultura ancestral milenar aqui, e aí por conta da colonização cristã mataram. É que se a gente fizer esse retrato, jogar para os indígenas, é muito próximo, sabe? Veio colonizador cristão e catequizou os indígenas, por exemplo. E aí derrubou a cultura deles e levantou igrejas.

?Voz F

Cultura nórdica não tem muito registro escrito não, cara, se perdeu muita coisa.

?Voz B

O quê?

?Voz F

Quando morreu parte chave da população lá nos conflitos, se perdeu muito da cultura religiosa mesmo, certo? Hoje em dia foi anotado por padres noruegueses, por exemplo, que passou no papel, né, relatos mitos populares de cidadãos da época que não tinha acabado de ser convertido para o cristianismo, mas ainda sabia das histórias antigas e tal. Por isso que tem um monte de história meio esquisita que não encaixa uma na outra.

?Voz B

Se você for encaixar, mas ainda é fato, ainda é fato venéreo, como diria lá o cara do, do, do LJ, foi guardar o calço e perdeu no meio do caminho. Ainda é fato venéreo que existia uma cultura lá que foi, que foi pisoteada pelo cristianismo, tal qual aqui no Brasil. Isso é um fato, sim. Agora, porra, sei lá, assim, também amargurado por 500 anos assim, irmão, tipo, sabe, fica frequentando a igreja ali, é uma senhora, sei lá também, né? O cara tá na Noruega, foda-se ele.

?Voz F

Bom, eu conheço muito paraguaio amargurado errado. Tudo que dá de errado no Paraguai é culpa de brasileiro, argentino.

?Voz B

Isso daí é, pô, eu tô lendo um livro que é Uma Breve História do Chile, né, que ele fala sobre, sobre toda a história, né, desde a chegada do, não é toda não, é bem, bem resumida, mas de que existiam os povos, né, indígenas aqui e a chegada dos espanhóis, né. Porra, é meio, é frustrante, né, que que a gente como brasileiro sabe muito pouco sobre a história latino-americana. E quando a gente sabe, por exemplo, como é que foram, como é que foram a sociedade, a sociedade inca, porra, os caras eram assim bizarramente fodas, muito para frente, que só perderam por conta de doença e pólvora. É bizarro, cara.

?Voz A

Não foi isso aí não, hein, Douglas?

?Voz C

Que Douglas, filho da puta!

?Voz A

Os caras se fuderam porque foram acreditar nos espanhóis, abriu o portão da casa de não, deita aqui no meu sofá. Se fuderam.

?Voz B

Não, mas aí foi num primeiro momento, depois isso foi num primeiro momento, depois foram para o embate mesmo, não tinha como combater.

?Voz A

Não, mas você sabe o que que é? É, não, eu concordo que a gente conhece pouco da história da Latina América, né, da América Latina. Mas, cara, quando a gente vai ver assim, ó, por exemplo, os indígenas brasileiros foram muito mais bravios, sabe? Apesar dos cara dizer, ah, trocaram por espelho, trocaram por tudo. Mas, cara, a gente aqui, os indígenas daqui, eles dão orgulho, cara. A gente vai ver os cara ali do outro lado aí, não foi do OEE, o cara é entreguista para caralho.

Pô, chegou um homem vestido de lata aqui, deita aqui na minha cama, come a minha mulher, come Procura aí, mas eu não tô falando só disso especificamente, eu tô falando da estrutura social deles.

?Voz B

Os caras tinham saneamento básico, cara. Da Vinci pegou o saneamento básico para França por causa dos incas, mano.

DDouglas

Vários séculos antes da porra da Europa, né, que a Europa tava lá assim morrendo, pessoal, como um rato.

?Voz C

E daí tá, e daí tá o Inca reaça lá: não posso mais cagar no chão, ditadura, mano.

?Voz B

Os incas, só para ter uma noção assim, é porque hoje em dia parece muito simples, mas os incas eles tinham um sistema de estradas que conectavam as aldeias, né? Não é aldeia a palavra certa, mas as sociedades deles por um sistema de estradas para facilitar o trajeto E de determinados intervalos tinham postos de abastecimento com mantimento, com madeira, com coisa e tudo mais, onde ficavam pessoas cuidando desses postos. Tipo, olha, olha o nível de organização social que os cara tinha, mano.

?Voz A

E por que você acha que os espanhóis tiveram muita facilidade em invadir o interior do—

?Voz B

porque o Inca não tinha uma porra de uma espingarda para dar tiro na cabeça desses cara, só por isso.

?Voz C

Se você pudesse voltar no tempo, você daria 50 metralhadoras para músicas, ensinar eles a usar, claramente, né? Eu falei, eles vão se atirar na cabeça, na cabeça, dá para onde?

?Voz A

Pega essa HK47 aqui.

?Voz F

Eu daria arma para cada um e enquanto eu tivesse treinando ainda botar a música: vencer seremos rápidos como o rio.

?Voz C

Que os caras vão entender a música completamente.

?Voz B

Vou e vencer seremos rápidos como um rio, vou vencer.

?Voz A

Aqui descobriu recentemente que já tem geoglifos, né, muitos antigos assim aqui no Acre. Tem alguns geoglifos, que geoglifo na verdade é uma marcação. Não tem a aranha de Nazca? Não tem aquela aranha desenhada? Pois é, aqui tem basicamente aquilo dali, né, um monte de desenho geométrico. E assim, descobriram mais ainda, sabe, na no Acre e na divisa do Amazonas. Cara, é a melhor pegadinha, mais duradoura de todos os tempos.

?Voz F

Não tem como.

?Voz A

O Jim Carrey fez com o Jeff Daniels, né, além de roubar o cachê dele no Deadpool 2, que ele ficou calado durante 20 anos. Cara, é a galera que morava aqui, cara. Vamos desenhar aqui à toa, fazer um grafite na terra que os cara depois de daqui sei lá, 1000 anos, 2000 anos, vão tentar entender e não vão entender porra nenhuma.

?Voz B

Existe uma coisa chamada entretenimento. Os cara faziam isso também. O ser humano não existe só para ser produtivo não, o reaça do caralho. Não é só para trabalhar não, desenvolver uma arte.

?Voz C

Inclusive, a grande ideia do capitalismo que também tá encravado na cabeça das pessoas, né? Às vezes você tem que fazer, tem que dar algum lucro, Tem que ser algo produtivo.

?Voz B

Quem aí, quem aí, exceto o Doug que mora já, quem aí já foi para roça, já passou um dia inteiro sem internet? O dia passa mais devagar. Os cara tinha tempo para caralho, porra.

?Voz C

Nossa, não tem um YouTube para ver aí, não tem porra nenhuma.

?Voz B

Os cara pensaram, alguém chegou assim, cara, que eu já, eu já colhi, eu já, já, já depenei a Já escaupelei aqui a lhama. Porra, tô com mais um tempão aqui de sobra, não são nem 2 da tarde. Que que eu faço? Inclusive os cara tinham relógio, né? Os cara tinha um calendário.

?Voz C

5 punhetas por dia, já bateu as 32. Por isso que a galera naquela época tinha tipo uns 8 filhos, né? 9 filhos. Tem o que fazer? Bora trepar, não tem camisinha, né? Acabou de ter o filho, já vamos trepar de novo.

?Voz B

Já tem Enquanto isso, enquanto isso, a porra do viking lá, que nego paga pau, tá morando em cabana de palha e estuprando mulher de outros vilarejos aí, né, também. Exatamente.

?Voz C

Lembrando aí que existem filha da puta aí, principalmente do Sul, que fala: ai, eu sou descendente de viking, não sei o quê. Então provavelmente você é descendente de um estupro, amiguinho.

?Voz E

Puta merda.

?Voz A

Eu mandei no chat aí para você os rastros de uma civilização milenar na Amazônia.

?Voz B

Os cara desenharam um tomagote É o Digivice, porra, é Digimon, porra. Os cara desenharam Digivice, mano.

?Voz C

Isso, isso, isso, isso. Você chegar lá no meio, eu começo a tocar música de evolução.

?Voz B

Isso é real mesmo? É da DW, né? DW é confiável. Caralho, que loucura!

?Voz A

Que que é isso do Bobberman aí, ó?

?Voz B

É o Bobberman, é o ETzinho do Catamari.

?Voz A

Pô, você imagina os cara jogando jogo da velha assim com um desenho de 1 km, do tamanho do Maracanã.

?Voz C

Isso, então não tem nada para fazer, vamos ficar o dia inteiro nesse jogo da velha.

?Voz A

Quem perder vai ser sacrificado.

?Voz B

Agora aí você foi xenófobo, pô.

?Voz A

Mas era o negócio da pelota lá dos incas, cara, né?

?Voz B

É verdade, né? Os cara que perdia Porra, essa tradição que nem dá, cara.

?Voz F

Porra, você quer jogar o boss, você tinha que ensinar a tecla, atravessou o oceano, o cara veio.

?Voz B

É o príncipe do Katamari, pô. E faz todo sentido, porque o rei lá do I Love Katamari, ele é um ET que vive por eras.

?Voz A

Esse desenho aí parece aquele ETzinho lá do Dragon Ball Super.

?Voz B

Não sei, desculpa.

?Voz A

Porque o mais foda de todos os tempos, que ele parece esse daí, o Bills.

?Voz B

Mais foda que o Goku?

?Voz A

Não, pô, tem um outro mais foda. Toda vez sempre tem alguém mais foda.

DDouglas

Zeno-sama, caralho!

?Voz E

Tô falando aqui, todo mundo também ali no Dragon Ball. A gente achou que você tava tossindo, pô. Isso aí nem nome é, porra.

?Voz B

Vai tomar no cu, tá inventando palavra aí também, pô.

?Voz C

Conceito com japonês aí, com Deus japonês. É esse aí, ó, que eu passei aí, cara.

?Voz B

Isso aí é um deus japonês?

?Voz C

É um deus Dragon Ball japonês.

?Voz B

Pode peitar à vontade então.

?Voz C

Pode, pode.

?Voz A

Tá aí, tá aqui, tá aqui na verdade, né?

?Voz B

Zeno-sama.

?Voz A

Deixa eu dar um—

?Voz B

ele é mais forte que o Goku se ele nem é tão musculoso Poderoso.

?Voz C

Ele é o chefão de todos os multiversos.

?Voz A

Ela apaga o universo porque a maior força está em não lutar.

?Voz B

Exatamente. Ele é tipo, ele é o fodão assim?

?Voz C

Ele é, não, mas ele é o fodão, ele é Deus, ele tem poder mágico, tá?

DDouglas

Porra, ela apaga o universo com estalar de dedo, eu tô falando, desgraça.

?Voz B

E eu tô questionando, é isso mesmo? Tipo, mas e se o Goku der um socão na cara dele?

DDouglas

Não sei se você tem resistência nessa, não sei se você morre, mas é, mas você não sabe. Então você apagar o universo é mais poderoso que apagar uma pessoa no soco, mas é só você dar um soco antes de apagar o universo.

?Voz C

Foi o que fizeram com os incas aí, se a gente der um tiro antes de chegar perto deles.

?Voz B

Tipo, os incas, se desse mais 10 aninhos aí para eles elaborarem as espingardas, Cara, eu fui, eu fui até Cusco, né?

?Voz A

E lá é a cidade viva mais antiga do mundo, né? É, Cusco era capital, pô, cidade era em atividade, né? E assim, cara, eles têm um desenvolvimento à frente, muito à frente de outros povos aqui do continente sul-americano, sabe?

?Voz B

Pô, calendário, você vai pegar os calendários dos cara, pô, os esses caras, eles chegaram muito perto. E assim, ainda é questionável sobre, por causa da época, né, eles chegaram muito perto do tempo de rotação da Terra, assim, da divisão. Se eu não me engano, eles dividiram o ano em 13 meses, tem umas coisas assim, mas umas coisas assim.

?Voz A

E aí era um intervalo de 364 dias, é muito mais preciso, muito mais preciso.

?Voz B

Era uma precisão bizarra que não bate com de hoje em dia, mas ainda é questionável de que tipo antigamente talvez fosse correto, sabe? Porque também a gente carteia que a gente só carteia que o dia tem 24 horas. Não tem 24 horas não, ele tem mais ou menos 24 horas.

?Voz A

Então aí é que a gente vive no calendário gregoriano, e o calendário gregoriano era uma bagunça. Agora que melhorou um pouquinho, sabe? Porra, agora que melhorou. Os cara colocava o nome de qualquer Qualquer governante, Júlio César, bota o mês de julho também, pô, o cara é gente boa. Ai, se foder!

DDouglas

Não foi, não foi naquela época que a gente pensou ter um mês chamado Neymar?

?Voz B

Não foi agosto que entrou assim nessa, nessa palhaçada aí?

?Voz A

Que tinha gente de agosto, julho.

?Voz B

Não, não, que eu digo assim, tipo assim, tinha a divisão lá já acertada, aí teve um rei que falou assim, ah, eu quero o meu nome também. Aí mudou a porra toda de novo.

?Voz A

Então foi mesmo o cara, pô, Augusto, o cara Augusto, bota o mês de agosto aí então em minha homenagem, 30 dias só, tá bom para ti? Não, eu quero que seja tão longo quanto, quanto outro, tem que ser 31.

?Voz E

Hoje vai ser nome de marca, caralho, vai ser setembro, setembro by Samsung.

?Voz A

Os cara com name rights lá desde a época Name right desde a época do Império Romano, porra. Vai se foder, cara.

?Voz B

Fevereiro dá Amazon Prime, caralho. Daqui a 100 anos, não duvido, a estação de metrô é o primeiro passo para isso.

?Voz A

Sim, pô.

?Voz E

A gente pode fazer um pequeno, um pequeno elogio aos Estados Unidos aqui?

?Voz A

Ou não?

?Voz B

Pode, depende, depende, depende. Calma aí, peraí, peraí, peraí, peraí, peraí, Pera peraí, peraí, peraí.

?Voz E

aí, pera aí, calma, calma, deixa eu ver.

?Voz B

Não, não, fala, fala que eu quero assistir. Tá aqui em cima, tá em cima.

?Voz E

A gente fica criticando eles de botar tudo em defesa, mas vocês viram os itens aí, né? Foi começar a desenvolver pela ciência, que é quem jogou Age of Empires sabe que tem os botão para você lá desenvolver, que é ciência, armamento. Tem que desenvolver armamento primeiro porque senão a galera vem e toma. Merda.

?Voz C

Estados Unidos é o que vai e toma no caso, né?

?Voz E

Sim, sim, mas a galera tem que botar em defesa também na ficha, né?

?Voz B

Isso daí, isso daí tem no Sapiens, não se lembra que o—

?Voz C

aí você tá parecendo o Enéas que falava que o Brasil tinha que ter uma bomba atômica.

DDouglas

Ele tava certo, ele tava certo.

?Voz E

O Andrés era um fascista, reação.

DDouglas

Mas assim, a gente tem que ter bomba atômica mesmo, porra, tá? Os Estados Unidos tá lá querendo, ele só respeita quem tem uma porra de arma nuclear, velho. Ele peida na farofa assim, cara.

?Voz C

O Irã tem arma nuclear também, eles estão atacando do mesmo jeito, cara.

?Voz B

O Paquistão tem arma mononuclear. Coreia do Norte tem mononuclear.

?Voz E

Você quer que a China ganhe qualquer guerra? É só eles se renderem. Se a população da China se render, o que que eles vão fazer com aquele povo tudo? Me fala. Caralho, só se chegar com a colheitadeira passando em cima. Mas acho que ninguém tem coragem de fazer isso, entendeu?

DDouglas

O negócio é toda a China peidar ao mesmo tempo, aí vai ser o maior ataque químico da história.

?Voz B

Todos os chineses dá descarga ao mesmo tempo para causar uma tsunami.

?Voz E

Achei que o mundo ia virar do pular, pular ao mesmo tempo.

?Voz B

Esse é todo chinês pular ao mesmo tempo, né?

?Voz F

Fazer um terremoto aí, cara.

?Voz B

Pior que fala que pior que dá um rolê isso daí, né? Você vai sincronizar, né?

?Voz A

Grandes bostas, é a população todinha fazer isso daí. A gente manda o Leandro José dar um pulinho por aqui, só ele.

?Voz C

A vida tá mó moleza na China também, esses esses tempos aí.

?Voz B

Ó, sei lá, hein, também, porque a gente tem os dados da China aberta, né?

?Voz C

Pessoal tem até férias lá agora, cara.

?Voz B

Ah, tá.

?Voz C

Quer dizer, fora a molecada que trabalha por $1 por dia para fazer iPhone, essas coisas, né?

?Voz B

Tá melhor que LJ.

?Voz C

LJ é mó filha da puta, tem mó dinheiro do caralho LJ. Empreendedor, porra, empreendedor para caralho. Vem, é, tadinho, o cara mais empresário de Flama.

?Voz B

Tem um cara que ele grava os vídeos que ele mora numa, entre aspas, favela chinesa. Vocês já viram?

?Voz C

Eu já vi esse, eu não sei se é desse cara, já vi uns vídeos mostrando já.

?Voz B

É que ele mora tipo assim, o apartamento dele, o apartamento não, é uma casa, né, porque é térreo, tem tipo, deve ter uns 36, 40 metros quadrados talvez, mas é tipo, é tudo organizado, sabe? É uma parada que se você olha você fala, cara, é digno, sabe? É organizado, é certinho, bonitinho, numa região que não tem criminalidade e tal. Não é, porra, um triplex gigantesco de 400 metros quadrados e tal, mas é, porra, eu moraria suave, sabe?

Moraria suavezinho assim. Se eu fosse ele, eu teria reorganizado o banheiro dele para outro canto. Não acho legal como tá a organização do banheiro, mas fora isso, mano, super legal. Enquanto que tem gente que paga R$4.000 de aluguel num estúdio que como em São Paulo, né?

?Voz E

Estúdio é sacanagem, né?

?Voz B

Esse negócio, estúdio é o pior termo que já fizeram no ramo imobiliário, né?

?Voz E

Chama de cativeiro logo.

?Voz C

Estúdio é loft, né?

DDouglas

Saí um vídeo esses dias, era humilhante.

?Voz C

Achava que então é loft, é para não falar kitnet, né?

?Voz B

Saiu um vídeo desses dias de uma, da pessoa entre aspas esclarecendo, né, o mercado imobiliário do Rio de Janeiro. Que é muito próximo da cidade de São Paulo, mas o Rio de Janeiro ele tem a especificidade do turismo, que por que que tá tendo, né, os preços assim absurdos aqui. E basicamente eu falo óbvio, né, mas que a maioria das pessoas não parece que sabe, mas é que o mercado, o mercado imobiliário daqui do Rio, ele tá sendo muito visado por gringo, né.

E aí com o cara vindo para cá pagando em dólar, ele paga 5 vezes a menos. Então um apartamento que seria, sei lá, R$500 mil, ele tá pagando $100 mil, que é um valor relativamente aceitável para muita gente nos Estados Unidos. E aí esse mesmo cara vai lá e pega, compra por $100 mil e bota para alugar no Airbnb. Então todo imóvel no Rio de Janeiro, principalmente nessas áreas turísticas de Zona Sul e tal, até Central, né, e enfim, tá superfaturado.

Isso leva um efeito em cadeia que todos os outros imóveis também estão sendo superfaturados. Então você vê hoje em dia apartamento de R$4 milhões, que é um absurdo, porque o brasileiro médio não vai pagar, não tem R$4 milhões.

?Voz E

A gente fica só, né?

?Voz B

Então é diferente da gentrificação isso.

?Voz C

Isso daí, isso é especulação imobiliária pura mesmo, especulação imobiliária que vai destruir nossa cidade no futuro.

?Voz B

A gentrificação, ela ocorre quando ela pode ser um reflexo de especulação imobiliária. Reflexo não, desculpa, uma consequência, é um precursor da especulação imobiliária. Porque gentrificar é quando você pega uma área e por diversos motivos você encarece a maneira de vir, o custo de vida nela, né? Tem aquele jogo lá, o Visium, ele é muito bom por vários motivos. Um deles é esse, é um dos grandes plots do jogo, é que uma das regiões da cidade ela tá sendo cogitada pela especulação imobiliária, e para tal eles vão querer gentrificar aquela área.

?Voz F

Como?

?Voz B

Criando um shopping naquela região. E aí, qual é a desculpa dos caras? Pô, um shopping vai melhorar a segurança, segurança, porque vai ter mais movimento, vai gerar empregos, então as pessoas vão trabalhar e tal, tal, tal, etc.

?Voz E

e tal.

?Voz B

Parece tudo muito legal, mas só que consequentemente as pessoas que moram ali vão ter que ficar lidando com obras, com pessoas transitando todos os dias, maquinário pesado, poeira, sujeira por muito tempo. E aí elas vão o quê? O imóvel vai desvalorizar porque elas querem sair de lá. E aí as grandes corretoras imobiliárias vão fazer o quê? Comprar barato. Aí o shopping vai surgir, encarecer, eles vão vender caro. Isso, isso é gentrificação.

É muito maquiavélico, é bizarro, é muito malvado isso. Olha o pensamento, como é um pensamento muito maquiavélico, que porra, você, ninguém pensa isso.

?Voz E

Então o Doutor Abobrinha era um gentrificador?

?Voz B

Puta vida, ele era!

DDouglas

Eu tava pensando nele, cara, vai tomar no cu!

?Voz B

Ele ia destruir o castelo para botar um shopping.

?Voz C

E é exatamente o que tá acontecendo aqui, né? Ele queria um prédio de 100 andares andares. O sonho do Doutor Abobrinha está virando realidade, né?

?Voz B

Caralho, Doutor Abobrinha!

?Voz C

Acontece aqui em São Paulo, é isso, eles estão comprando essas casas mais antigas de bairro e transformando tudo em complexo residencial, né? Você tem aqui muito na Zona Leste, é vários prédiozinhos de 4, 5 andares assim, um do lado do outro.

?Voz B

Aqui no Rio de Janeiro eu acho que isso tá acontecendo na Tijuca, que é onde eu morava, onde meus pais moram. A Tijuca, ela não é da Zona Sul, ela é uma região da Zona Norte, mas ela sempre foi uma área nobre, ela sempre foi historicamente uma área nobre. Só que de uns anos para cá ela tem sido muito abandonada em questão de infraestrutura e de segurança. Tipo, todos os dias direto tá tendo assalto, tá tendo furto na rua, roubo de cabo, calçada não tão, não tão fazendo manutenção de poste, enfim, abandonando.

?Voz A

O pessoal tá indo para o bairro preferido do Nero, né?

?Voz B

Aí, o que que é o bairro preferido do Imperador Nero lá?

?Voz C

Botafogo.

?Voz B

Ah, tá. Então Botafogo já é Zona Sul, né? Mas aí, então, na minha visão, eles estão fazendo isso com, com a Tijuca, estão desvalorizando propositalmente para poderem comprar baratas coisas. E porque a já foi muito caro. Hoje em dia já não.

?Voz C

Então, e Botafogo, estão fazendo muito isso na Vila Mariana.

?Voz B

Vila Mariana é isso mesmo, também tá abandonada, né? Então estão dando uma cagada total para lá.

?Voz C

Teve até umas reportagens disso, que eles estão comprando bairros inteiros, né? Daí era uma sede tão grande das imobiliárias que a gente colocou placa na frente de casa falando que a casa não tá à venda. Eles montaram grupos para poder se organizar.

?Voz B

Um caso de um prédio, né, que ele, a imobiliária, ela comprou, tipo, era um prédio com, sei lá, com 8 apartamentos. Aí eles compraram 7, o oitavo o cara falou que não vai vender, não vai sair de lá. Eles simplesmente abandonaram o lugar. E aí, como eles tinham maioria de apartamentos, as reuniões de síndico, né, de condomínio, eles não decidiam nada, não decidiam, não faziam nada, não melhoravam, não arrumavam. O local começou a ser alvo de invasão de pessoas sem teto.

Aí começou a, o lugar começou a se deteriorar, começou a ficar tudo cheio de sujeira, com usuários de droga no lugar, mijo, lixo e tal, até a pessoa ser forçada a sair de lá porque, pô, não tem condições de se viver num lugar daqueles. Olha que loucura isso, como é, como é maquiavélico isso.

?Voz C

Sim, isso aconteceu bastante fora também, outros países. Você tem alguém que não quer vender a casa, aí os caras vão forçando pessoa. Nesse da Vila Mariana teve alguns bairros que, cara, eles ofereciam o dobro, triplo do preço para pessoa, até que a pessoa não tinha mais escolha, acabava vendendo.

?Voz B

É, mas esse, esse não ter mais escolha que é muito, que é muito cruel, né? Os caras simplesmente entregam ao abandono assim, de tipo, você não tem escolha contra, contra a gente assim.

?Voz C

Você vai, o capitalismo tardio, né, cara? Braskem, eu acho que afundou um bairro em Maceió. Só, né? E eles deram uma indenização merda, ameaçaram quem não aceitou e ficou por isso mesmo.

?Voz B

A Vale afundou, né?

?Voz C

A Vale lá no— esqueci o nome da cidade— Brumadinho, né? Eles acabaram com a cidade inteira e, cara, eles não pagaram indenização para ninguém e ficou por isso mesmo.

?Voz B

É muito cruel isso assim.

?Voz A

Mas também tem um lado otimista, né? O lado feliz, né? Porque lá em Joinville eles não fizeram a praia artificial, esse Ah, muito obrigado!

?Voz B

Graças a Deus tem uma praia.

?Voz C

Balneário Camboriú, né, que os caras fizeram tanto prédio alto que tá tampando o sol da praia, e eles acabaram tentando estender a faixa de areia da praia mais para frente, acabaram estourando, acho que um cano de esgoto lá, e ficou tudo um monte de bosta. Ficou uma grande praia de bosta, literalmente uma grande praia de merda, né?

?Voz F

Tem mais que se né?

?Voz B

Mas o filho do Bolsonaro que vai acabar com a falcatrua lá de Balneário Camboriú, ele vai revolucionar Balneário Camboriú.

?Voz E

Nossa Senhora, ele nunca teve sistema.

?Voz F

É que ele continua irritando o sistema. Vai tomar no cu, aquele rato, filho da puta!

?Voz B

Ele se achando muito foda.

?Voz C

Nossa, esse é o herdeiro do bolsonarismo, hein, Jair Renan?

?Voz B

Vou lutar para acabar com isso.

?Voz F

Aquele rato pelado é igual ele, cara, igualzinho.

?Voz B

Filha da puta, né?

?Voz C

Vai ser o herdeiro do Bolsonaro, né?

?Voz B

Ah não, ele vai ser esquecido, né?

?Voz C

Nem lembrar do próprio pai, pô. Não vai ficar nessa de ser vereadorzinho aqui e ali, deputado em algum lugarzinho ali, ali. Vai trazer família de volta, vai levar a família de volta para as trambicagens que fazia antes.

?Voz B

Oi, ônibus, quando você for vereador, me coloca aí na política aí também.

?Voz C

Sou bom. Não, bota todo mundo aqui como Bolsonaro Fantasma, bicho.

?Voz E

Eu aceito, aceito.

?Voz C

É bom, R$10 milzinho de salário, já tô feliz, viu?

?Voz E

Para ser funcionário fantasma tem que trabalhar com lençol na cabeça?

?Voz C

Não, você não tem que fazer nada.

?Voz F

Ó, a gente da clã aí, ó.

?Voz C

Aí, ó, você tem?

?Voz E

Não, cara, não, não, meu Deus, não, não, não.

?Voz C

Bota a ideia errada como produção cultural. E para os deles é pago para gravar o podcast.

?Voz F

Aí já é uma ideia melhor, né?

?Voz C

R$20 milzinho para cada, tá show.

?Voz F

Isso é factível, é sério mesmo, caralho.

?Voz B

O cara vai querer um membro da clã para o trabalho. Eu sou funcionário fantasma, vai se foder, né, cara?

?Voz C

Puta merda. E o problema de branco, lembrando aqui que ao contrário dos Estados Unidos, pelo menos o nosso fascista tá preso, né?

?Voz B

Alguns, né?

?Voz E

Um deles, por enquanto, né?

?Voz C

Por enquanto, né?

?Voz F

Mais ou menos preso.

?Voz C

O Major tá preso, né? A prisão residencial todo mundo já sabia que uma hora ou outra ele ia ficar, porque ele realmente tá bem na merda de doença assim.

?Voz B

Mas eu não conto vantagem com isso não, porque nenhum O general foi condenado da ditadura, então que se foda.

?Voz C

Ditadura foi uma grande buceta, então que se foda.

?Voz B

Esse é um dos poucos aspectos que eu respeito a Argentina.

?Voz C

Mas a gente tá melhor que os Estados Unidos, que não puniu ninguém, ainda premiou na verdade, né?

?Voz B

Tô pensando quem que eles puniram.

?Voz E

Não puniu ninguém.

?Voz C

Martin Luther King recebeu um balaço no pescoço.

?Voz B

Kennedy também recebeu outro balaço.

?Voz C

É, inclusive o Kennedy aí que tá, que é o ministro da Saúde lá, ele é muito louco, né? Não sei, é toda semana ele inventa alguma merda diferente para falar.

?Voz F

Esse cara é literal dodói, ele tinha verme no cérebro, uma porra dessa aí.

?Voz C

Não, ele é, ele é higienista, ele é higienista completo, né? Ele veio perguntar por que que a gente mantém autistas na sociedade. Autista não consegue fazer nada, autista não é produtivo. A gente vai manter o autista vivo porque a gente vai dar assistência para autista.

?Voz E

Você ia ser o primeiro a se foder, ô Bocoroco.

?Voz A

Aí tá lá o Messi, né, na Casa Branca, no Salão Oval, do outro lado da porta.

?Voz E

Caso tá só chato.

?Voz F

Poxa vida, né? Não vou defender o Messi não.

?Voz A

Desculpa, eu não sabia que você era autista.

?Voz C

A eleição vai ser foda, hein, senhor?

?Voz B

Você sabe, você teve esse rolê.

?Voz C

Você prepara que eu Os Estados Unidos, eles vão tentar interferir na eleição aqui, hein? Vão, né?

?Voz A

Assim, você falou na eleição, entendi. A edição vai ser foda.

?Voz E

Essa edição vai ser foda. Eu quero ver a cara dura deles, porra.

?Voz A

Calma, calma, eles não vão reconhecer, vão falar que teve fora áudio, pipipi, pô.

?Voz F

Brasil, mas Venezuela não. Calma, calma, pô.

?Voz C

Os cara, os cara, o pior que é assim, se eles quiserem invadir aqui, sequestrar o Lula, é maninho.

?Voz F

É capaz até da gente abrir a porta de um exército Abre um portão de desgraça na sequência aí, que é invadir, mas um monte de cara voador nos Correios, cara, lá e foder, né?

?Voz C

Toma não com nada, cara. É que nem eu vejo o povo falando, ai, mas se acontecer algo, a China vai tomar nosso lado, cara. Se a China comprar os nossos recursos vindo da gente ou vindo dos Estados Unidos, eles querem que se foda, cara.

?Voz F

Não, hein, vamos botar R$10 aqui no chão para depois.

?Voz A

Mas você sabe que o Brasil é aquele, aquele primo que todo mundo gosta na ONU, né, cara? Então acho que assim, mesmo que ninguém não, caralho, tudo política, cara.

?Voz B

Mas tem um gosto popular ainda, existe aprovação popular apesar de tudo.

?Voz A

Tem a medida impopular, exatamente, a medida impopular. A guerra já em si ela é uma medida impopular. Mas ela se justifica. Por exemplo, o Bush lá na guerra ao terror, que atacou, invadiu o Iraque, o Afeganistão, caralho, a Quarta, não sei o quê. Só que naquele momento os Estados Unidos tinham outro eixo center, né? Então meio que se justificou, por mais que não fosse unânime, mas justificou. Agora o Brasil, a gente boa com todo mundo, cara.

Pô, a gente é gente boa com todo mundo, cara. A gente, pô, é o primo, primo legalzão, sabe, na onda.

?Voz C

O Trampão já tá querendo inviabilizar as eleições lá, né? O que que vão ser daqui a 2 anos lá?

?Voz A

Nada.

?Voz C

Ele quer proibir o voto por correio, né, que é uma ideia imbecil para xingar gringo de novo. Sistema eleitoral deles é uma piada gigantesca, né?

?Voz A

Uma piada.

?Voz C

Vou votar por correio, daqui a um mês sai a porra do resultado. Tem alguém com câncer aí?

?Voz A

Quem fora de uma nação que faz velório de um mês depois que o cara morreu, né?

?Voz C

E o velório é uma festa, né, do Charlie Aquele velório do cara foi tipo uma festa com fogos, os caralho a 4, é uma puta comemoração pela morte do cara.

?Voz A

Fazer velório de corpo ausente também é mó paia, né? Você coloca ali só uma foto, um jarro de flores e vai ficar fazendo discurso pelo morto. Ah, que nação atrasada!

?Voz C

Aliás, teve um filme infantil, já não sei quem que era, que no final dá um descanso em paz Charlie Kirk no final do filme. Porra, que desgraça séria isso! É, não vou saber que filme que é agora, do Gato Galáctico lá, aquele filho da puta lá.

?Voz E

Puta merda, ainda de brasileiro!

?Voz C

É infantil aqui que no final dá um Rest in Peace. O filme foi dedicado aí, homenagem a Charlie Kirk, o filme.

?Voz E

Então o que que aconteceu com esse moleque, hein?

?Voz B

Porra, tá bebendo leite cru!

?Voz C

Exato, exato, é isso que ele tá fazendo.

?Voz A

Aliás, você falou do negócio da alimentação aí, cara, é bizarro a forma como eles têm, eles conservam salvam, né, alguns alimentos. Teve uma amiga minha que mora lá em Seattle que ela disse, Anjo, eu viajei e passei assim tipo um mês fora de casa com o freezer desligado e cheio de sorvete no freezer. Quando eu voltei, tava ainda intacto, sabe, o sorvete lá. Pô, mó conservante lá, cheio de conservante naquela porra.

?Voz C

Eu pensei que era história tipo ovo no carro.

?Voz B

Voltei, o sorvete estava intacto.

DDouglas

Era meu.

?Voz C

O carro, sorvete estava intacta ali, cara.

?Voz B

Isso, isso me lembrou que eu também nessa, nessa, nesse buraco de coelho que eu tava vendo aí do, do Racen e tal. Na verdade, o que eu vi foi a treta que teve do iDubbbz com o H3, né? Aquele H3 era um canal de humor também, que era Hehe Productions, que todos eles eram humoristas que decidiram entrar na política, tipo o Danilo Gentili, né, que copiou gringo. Mas enfim, aí pelo que eu tô vendo assim, um movimento muito comum que tá sendo lá entre norte-americanos que, como de costume, a gente costuma imitar depois de um tempo.

Eles insultam muito os outros de pedófilo, né? Eles acusam os outros de serem pedófilos assim com uma normalidade muito, muito assustadora, sabe? Tipo assim, é como se eu tivesse chamando o cara de filho da puta, sabe? Aquele arrombado lá, ele chamou de pedófilo. Bizarro assim. E aí, porque eu acho que dá um choque maior, né? Assim, é uma pressão maior, né, no xingamento, alguma coisa para contra, contra a popularidade, né? As pessoas vão, vão se compadecer mais contra essa pessoa por quando, quando ela é acusada de pedófilo.

E eu fico pensando, cara, eles, porque tem essa bandeira que eles levantam de que não, nós nos preocupamos muito com as criancinhas, né? É toda uma bandeira levantada principalmente contra o público LGBT, né, de que os LGBTs são um perigo contra as crianças. Enfim, toda essa, toda essa parte. Só que eu fico pensando, cara, vocês se preocupam? Como é que uma sociedade como eles se diz se preocupar tanto com criança e servem aquela merda de comida nos colégios públicos?

Não sei se vocês já viram como é que é a comida do colégio público que eles servem lá.

?Voz C

Eu sei que eles têm que pagar, né, pessoal? Não é de graça, cara.

?Voz B

Não só isso, mas tipo assim, tem uns vídeos Os cara pegando tipo queijo que parece plástico, assim, o negócio parece uma borracha. Como é que é o nome daquela, daquela geleca que o pessoal brincava antigamente? Parecia amoeba o queijo, sabe?

?Voz C

Mas o queijo deles, o que eles chamam de American Cheese, que meio que não é queijo, né? Ele é um creme de leite texturizado assim.

?Voz B

Aqui, ó. Aqui, ó. Olha, olha essa merda! Gostei aqui mesmo, é esse último link aí.

?Voz C

Olha que coisa nojenta!

?Voz B

Olha que coisa!

?Voz C

Esse queijo deles é um creme de leite texturizado assim, ó.

DDouglas

Olha, caiu um negócio ali que eu não sei se é chocolate, só que pareceu cocô duro.

?Voz A

Nossa, olha que coisa horrorosa!

DDouglas

Horrorosa.

?Voz E

E aí você vai, comida com ímã, porra.

?Voz B

Isso tudo, isso daí, cara, é ferro. Isso daí está numa sociedade que diz se preocupar com as crianças.

?Voz C

Vai tomar no cu, porra.

DDouglas

Nossa, que isso, meu Deus, tem uma linguiça que parece uma, parece um pênis de cachorro.

?Voz B

Olha esse Nescau, mano, esse chocolate.

?Voz E

Tem que avisar para esse, tem que matar o bicho. Bicho antes, pô. Não bota ele vivo na comida, pô, mano.

?Voz B

Que coisa horrorosa isso.

?Voz A

Sou mais o nosso macarrão óleo e óleo mesmo aqui no Brasil, mano.

?Voz B

Quem estudou em colégio público aqui?

?Voz C

Todo mundo?

?Voz B

Comida no colégio público é top das top, irmão. Fica, é topzera. Assim, eu nunca tive o que reclamar da comida do meu colégio, jamais, jamais.

?Voz C

Só no dia que eu já falei aqui que um dia que o Rogério pegou o macarrão e deixou cair tudo na camisa dele, né? Eu tive que emprestar minha blusa para usar o resto do dia para ele não ficar suado com ele.

?Voz B

É blusa, você diz casaco, né?

?Voz C

Que casaco, a japona, como minha avó falava.

?Voz B

Mas porra, assim, para mim é uma puta hipocrisia isso, sabe? É uma puta hipocrisia esse discurso todo deles de defendam as criancinhas, defendam. E aí tem, olha como eles tratam as crianças, mano, com essa comida, porra.

?Voz E

A galera que defende criança é muito da hipocrisia, da criança nasceu, esse é o problema da criança, é botar na barriga.

?Voz C

É outra parada aí do capitalismo tardio. É outra parada do capitalismo tardio, que é o, a criança ela existe para virar mão de obra, né, porra?

?Voz B

Mas para trabalhar precisa comer, né, cara?

?Voz C

Bom mesmo é a criança do rico, ela come essa merda aí que é o que dá.

?Voz F

Não, na barriga não pode abortar, não pode.

?Voz C

Então come aí o que a gente tá te dando aí, porra.

?Voz F

Nasceu que se foda essa merda aí, não tá?

?Voz B

Cara, que coisa nojenta esse vídeo, na moralzinha mesmo assim, foi uma das coisas mais que eu vi nos últimos tempos. E olha que quando a gente tá fazendo podcast de merda, eu tava jantando.

?Voz F

Passei do leite mofado. Não, vai tomar no cu, não vou ver essa merda.

?Voz E

Deu um negócio no estômago, puta vida.

?Voz B

Então eu tenho uma certa propriedade para falar o que que é nojento, não é verdade? Cara, que coisa horrorosa esse vídeo, meu Deus. Esse, esse chocolate, Mano, que porra é essa, cara? É hipnotizante para mim essa bosta desse vídeo.

?Voz C

Esse negócio do queijo deles que é muito louco, que eles chamam de American Cheese, né, queijo americano, é que não é queijo essa porra, né, é um creme de leite. A própria agência reguladora dos próprios Estados Unidos classificaram que essa porra não pode ser chamada de queijo.

?Voz E

É sabor queijo.

?Voz C

Olha aqui, filha da É igual, é igual a Pringles, né? Que a Pringles ela não pode ser configurada como batata.

?Voz B

Ah, é?

?Voz C

É o quê então? Cartolina, cigarro, é papel crepom, é uma merda assim.

?Voz B

Mas é bom, né?

?Voz A

Mas é bom.

?Voz C

É que nem o sabor chocolate que tem aqui agora, ele meio que é um preparado com batata, porque ele não tem batata, suficiente para ser considerado um produto.

?Voz B

Tipo, tem menos de 50% de batata.

?Voz A

Duvido você falar isso daí para o Maurício matar, viu?

?Voz B

Menos de 20%.

?Voz C

Não, mas Maurício mataria batata show, que é batata de verdade.

?Voz B

Pô, mas Pringles é bom, né?

?Voz C

Batata show, cara.

?Voz A

Eu já gostei mais de Pringles, viu? Eu acho que de tanto comer, Matheus, eu acho que eu meio que peguei um rancinho sabe.

?Voz B

Tá vendo como o cara é rico? A gente pega ele nessas de tanto comer Pringles. O bagulho custa R$12 um canudo.

?Voz C

Vamos lá, porque tem um artigo aqui. Por que que o Pringles não é realmente batata, tá? O Pringles, ele é muito baseado no formato dele que permite esse empilhamento bonitinho para ficar naquela, naquele tubo lá, né? Mentira que vem, vem pelo menos para fazer Para fazer esse design, cale a boca, para fazer uma hiperbólica e paraboloide, para fazer esse design uniforme, a Pringles usa uma receita especial que não leva batata. Não leva batata, não leva batata de verdade.

Ele leva o que é chamado de massa desidratada de batata processada, que Contém milho, arroz e trigo.

?Voz E

Puta vida, caralho!

?Voz B

Aí os caras são muito canalha, nem para botar um pó de batata, né?

?Voz C

Então eles usam saborizadores para que tenha um gosto de batata.

?Voz A

Tritura tudo, joga um pouco d'água para hidratar e amassa até ficar uniforme para fazer um paraboloide hiperbólico, né?

?Voz E

Olha só, alguém já enfiou uma lata latinha de Pringles no cu? Ah, desculpa, gente, já deve, já, obviamente, já enfiar coisa pior, cara.

?Voz B

Mas não teve o cara que botou uma granada?

?Voz C

Até aqui no Reddit alguém enfiou uma lata de Pringles no cu de novo. De novo me pegou.

?Voz A

A grande cretinice do Pringles não é nem todas essas coisas que a gente falou, é eles colocarem assim tipo 3 centímetros de empilhado de batata fake. Eu achei o vídeo, 5 cm no vácuo ali naquele tubo.

?Voz C

Não, cala a boca que eu não achei o vídeo aqui, porra.

?Voz E

Não, meu Deus, do que que você acha que eu achei?

?Voz A

Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não Isso, tinha dois tubinhos, era aquele vermelho, era o azul.

?Voz E

Agora seu Yannis, porra, Renato, você perguntou, tá aí sua resposta, caralho.

?Voz F

É do Vlad Empalador.

?Voz E

Nunca vi. Ai, meu Deus, na Minecraft tem? Por que que faz na Minecraft?

?Voz C

A miniaturazinha já é horrível já.

?Voz E

Não, eu apertei o abrir. Puta vida, pera aí.

?Voz C

Aí é que ele quer ver, só você quer ver, você que É um cara aí, né, viu? Da vida, meu Deus!

?Voz F

Morte por empalamento é horrível mesmo.

?Voz C

É, o algoritmo vai ficar ótimo no Google.

?Voz E

Meu Deus do céu! E o duro que não é anatômico, né?

?Voz F

Aí eu tenho que—

?Voz E

puta vida! Como é que a gente saiu de white paper problem para um cara enfiando lata de Pringles no cu? Puta vida! Parabéns aí!

?Voz C

É um cara no estrangeiro que ele não tem nada para fazer, ele comeu uma Pringles, pensou: será que cabe no meu boa essa lata.

?Voz E

Mas isso é uma coisa, né? Quando a pessoa não tem problema, geralmente ela procura enfiar o órgão sexual dela em algum lugar, né? Tanto homem quanto mulher, né?

?Voz A

Ou alguma coisa dentro do corpo também, né?

?Voz E

Freud explica nada. Esse Freud é um merda.

?Voz B

Desculpa tá falando aí, mas você está falando de enfiar lata de pingo no cu, foi até pegar um biscoito ali, né?

?Voz C

Deu fome.

?Voz B

Mas o Freud tá ligado com essa coisa, a fase, a não superação da fase anal Pô, viu?

?Voz A

Freud explica.

?Voz F

Também cheirava café.

?Voz E

Tem alguns constrangimentos que eu padeço pela dor da pessoa. Todo mundo já ouviu a história que tem um primo de um sobrinho de um tio que trabalhou no hospital e a moça chegou com uma garrafa de vidro enfiada ali em algum lugar? Tenho certeza que você já ouviu esse papo.

?Voz C

Nossa, esse negócio de— não falei de nada, lembrei do nada isso daí, que o LJ falou do Cruz Mortais no começo. Eu sou um grande espectador de Quilos Mortais, né?

?Voz E

É bom, né?

?Voz C

E aí tem esse negócio do que que os gringos acham que é o grande trauma. Tem uma galera lá que se fudeu mesmo, né, que foi abusada, porra toda. Mas aí tem o pessoal que fala, ah, eu comecei a comer muito porque meu pai separou e casou com uma outra mulher e minha mãe tava longe e tal, aí eu comecei a comer para caralho. Fala, pô, vai tomar no seu cu, né, mano? A desculpa do gordo é Não, calma que tem gente que realmente tem um problema com comida, tipo LJ.

?Voz A

É verdade, eu acho que não é problema, não é a solução com comida, né?

?Voz C

O LJ se desistir do sorvete, a dona da sorveteria tem que trancar a faculdade dos filhos dela, pô.

?Voz E

Não, mas é isso aí mesmo, é isso aí mesmo, pô. Grande pingo de mel aí, o pipe dele sou eu, porra.

?Voz B

Eu te contei da receita nova que eu aprendi Gosta de doce?

?Voz E

Não, não, por favor.

?Voz B

Você gosta de banana? Então eu tenho aqui para você pegar. Faz assim, ó, frigideirona. Tem que ser daquela grande, da, da grande.

?Voz E

Pode parar aí, Matheus. Você vai— eu já falei que esquentar banana você já tá errado já.

?Voz C

Não, calma, calma, calma.

?Voz B

Eu não vou te ficar, vou te silenciar para você ouvir agora, filho da Filha da puta! Ó, só para ouvir, é ditadura aí, mas tô mentindo. Enche de manteiga ali a frigideira, aí bota a banana ali, corta em rodelinha, né? Aí bota a banana, quando ela dourar você vira para dourar do outro lado, taca ali doce de leite em cima, doce de leite em cima na frigideira. Isso, com tudo na frigideira ainda, ele vai dar uma derretidinha assim.

Aí você vai desligar, né? E enquanto isso você faz um crumble. Um crumble nada mais é do que farinha com manteiga e vai para o forno. Ou você pode pegar biscoito de Maizena e pulverizar ele, né? Amassar, esmigalhar ele todo, é mais fácil, mas só que não é tão bom. E aí ele tem que estar quente, né? Aí você pega, vai estar uma camadinha de banana, uma camadinha de doce doce de leite, uma camadinha do biscoito quente ainda, joga no pratinho e bota uma bolota de sorvete de creme de preferência.

?Voz C

Tô louco, é tipo um banoffee improvisado.

?Voz E

Eu tô aqui querendo falar, então se você botar doce de leite e sorvete em cima de merda, eu como, porra. Aí é, olha, eu botei de novo só para tirar sinal.

?Voz C

Desculpa.

?Voz E

Aí a banana é um detalhe, pô.

?Voz C

Não, mas ficou, fica tipo um banoffee improvisado isso aí, né?

?Voz F

Um banoffee desconstruído. Banana tá errado.

?Voz C

Não, tá errado não, pode esquentar assim a banana.

?Voz B

Não tá errado porque quando você esquenta a banana, primeiro que a manteiga ela vai trazer, né, um sabor da manteiga, e você desidrata ela e acumula mais os açúcares dela. E você pode até botar uma canelinha em cima também, canela, banana com canela.

?Voz E

Pelo amor de Deus, cadê nele? Cadê nele?

?Voz F

Cadê?

?Voz C

Não, banana com canela é bom.

?Voz B

Caralho, que aí, que gordo falso, né?

DDouglas

Que filho da puta!

?Voz B

Eu quero passar nem ser gordo direito.

?Voz E

Se você não sabe as calorias que eu injeto na porra da minha veia aqui, rapaz, me respeita, me respeita.

DDouglas

Canela é de boa, de boa.

?Voz E

Canela é uma merda, deveria ser preso quem põe canela nas coisas. Mais doce.

?Voz C

Sabe quem não gosta de canela também? Ele mesmo, ele mesmo, o Eric Jacquin, aquele gordo escroto. Você quer ser o gordo escroto que nem o Jacquin?

?Voz E

Não, mas ele entende comida, né? De comida ele entende.

?Voz C

Não entende não, entende porra nenhuma. Não sabe nem falar português.

?Voz B

Entende tanto de comida que faliu 3 restaurantes.

?Voz C

É o Donald Trump da comida.

DDouglas

Pô, tem 20 anos de trabalho aqui, até hoje tá falando do cachorrão, viu?

?Voz F

A gente comprou o pão ali na hora.

?Voz E

Faliu, cachorrão faliu, puta vida!

?Voz C

Não, ele não faliu, ele vendeu o restaurante porque a mãe dele tava doente, não era isso? Ah não, esse é o outro, esse é o Pé de Fava.

?Voz A

Ele pegou na—

?Voz C

não, esse cachorrão não faliu não, esse cachorrão ele vendeu o restaurante, mas ele comprou um outro, ele tá com restaurante todo chique agora, né? Ele pegou na alta e vendeu depois do inferno, ele vendeu o ponto, mas ele comprou um outro, ele tá com restaurante todo que tal, fez as pazes com a mulher, só bate nela de fim de semana agora.

?Voz A

Mas também o cara que inventou esse formato aí também tem cara de paga-lanche, né? Porra, o cara vai reformar o restaurante de baixa renda, os outros, né, cara?

?Voz B

Porque o cara tá fodido por um motivo, exatamente, exatamente por esse motivo você vai lá e dá dinheiro para ele, injeta dinheiro no negócio dele. Porra, tá esperando recupera do quê? Porque se fuder, né?

?Voz C

A grande moleza dos americanos também, voltando aos reality show bosta que eu vejo lá, que você tem o Kitchen Nightmares, né, o Pesadelo na Cozinha Gringo lá do Gordon Ramsay. E você vê a diferença de realidade, como que essa galera se recupera de uma falência assim, né, cara? Teve restaurante lá que tava com dívida de 1 milhão de dólares, mais de 1 milhão. Ele é tipo, foda-se a reforma do restaurante, a pessoa não vai recuperar o restaurante, né?

Acabou o programa, a pessoa só vendeu restaurante e conseguiu se recuperar de uma dívida de 1 milhão, cara. Aqui, se você faz dívida de 1 milhão, você vai virar um cracudo da rua.

?Voz B

Mentira, mentira, mentira, porque é só esperar 5 aninhos que caduca.

?Voz C

Depende da dívida. É, tem o Serasa lá no Congresso querendo aprovar para autorizar o banco a pegar tua casa, né?

?Voz B

É só você esperar. Na verdade, você não precisa esperar 5 anos, você pode esperar um pouco pouco menos. Mas aí você tem que ser esperto. Aula de como lavar dinheiro com o Matheus. Vamos lá, você espera, você faz várias dívidas diferentes. Você não vai fazer uma dívida de R$1 milhão com o mesmo banco, não. Você não pode ser infantil desse jeito. Você tem que fazer várias dívidas diferentes, ainda mais hoje em dia que você tem banco online.

Puta merda, muito fácil você fazer isso. Aí você fala, sei lá, 5 dívidas de R$200 mil, se endivida lá com o Nubank, com PicPay, com PagBank, com o Meu Cú Bank, a Minha Piroca banque. E aí quando der, vem a promoção do Serasa Limpa Nome, aquela tua dívida de R$200 mil vai cair para R$400. Aí você vai ter 5 dívidas de R$400 que vai dar R$2 mil. E aí você vai ter uma dívida de R$1 milhão na qual você vai pagar R$2 mil. Pronto, acabou.

?Voz E

Abraço, Itaú! Abraço, Itaú!

?Voz A

Eu quero escutar o Leandro José, o Mateus não. Deixa eu dar uma aula de Não foi assim, deixa eu dar uma aula de compreender lavador de dinheiro agora, por favor.

?Voz E

Eu acho que ele vai ver que a loja de colchão é foda, né?

?Voz F

Tese, antítese, vai.

?Voz A

Abraço, Tirolipo.

?Voz E

Caralho, eu não consigo passar em frente de uma loja de colchão, eu sempre falo, olha lá, tá lavando dinheiro. Ninguém, ó.

?Voz C

Mas realmente, na gringa, os cara hipoteca a casa, né, Paulo?

?Voz B

Cara, nossa, é muito burro, é muito burro quem faz isso.

?Voz A

É muito coisa de filho da puta. Mas eu vou falar para você, ô Leandro José, que eu moro no bairro que tem a maior concentração de lojas de colchão por metro quadrado. Quando eu der um passeio aqui no bairro, eu vou mostrar para vocês que é uma loja de colchão na frente da outra.

DDouglas

Puta, é muita lavagem aqui em Catalastra, cheio de coisa.

?Voz A

Inclusive comprei a minha cama Eu entrei numa dessas aí.

?Voz E

E como que você foi tratado lá? Como que você foi tratado dentro? Porque pela teoria do Matheus, eles tratam muito mal. Como é que você foi?

?Voz A

É, não, mas pior que é mesmo, cara.

?Voz C

Pior que é mesmo. Mas o Yanny é autoridade, né, bicho? Tratar ele mal, ele manda fechar a loja, porra.

?Voz A

Não, mas o melhor— não, mas eu não dou carteirada, né, cara? Vou sentar e dizer assim: olha, aqui eu te dou carteirada, eu moro aqui em tal canto, sou polícia, mora aqui, vem entregar aqui na minha casa. Não fazer isso. Sou polícia. O melhor tratamento que eu tive foi do entregador, cara, que eu olhei assim para minha cama velha. Eu comprei uma cama nova, né? Aí eu digo, cara, eu não sei o que fazer com essa cama aí não, cara.

Isso me tá que eu sei o que fazer. Eu digo, leva, é tua, é tua, papai. O cara levou, não sei o que ele fez.

?Voz C

Tô no cu, cara, tal como a lata de Pringles.

?Voz F

Então meu correu Eu lembro aqui um filme de Oscar que é puro problema de branco, que me dá uma raiva toda vez que eu vejo, que é o Beleza Americana.

?Voz A

Ah, pô, esse é muito, muito papo.

?Voz C

Vem que se apaixona pela amiga da filha.

?Voz A

É, cara, o Kevin Spacey tomando tiro no final lá do pai da menina lá, do pai do menino lá.

?Voz C

Que isso, foi uma puta cena.

?Voz A

Não, eu concordo que é um white people problem também, muito forte esse Beleza Americana. Concordo com o Rodrigo, mas cara, esse filme ele me dá um desconforto, sabe, em alguma, em várias partes, principalmente no Eu Sou Você Amanhã, né, Homem Rico.

?Voz C

Porque o personagem do Kevin Spacey é um pervertido do caralho, né, porra.

?Voz A

Eu adoro o começo do filme que é tipo Vizinho dele também é o doente, né, cara?

?Voz B

O vizinho lá, eu adoro o começo do filme, que é uma sacola de plástico voando na rua.

DDouglas

Não, não, o começo do filme que ele tipo assim tomando banho, uma ducha fria de manhã. Quem que toma banho de manhã e fala assim, eu tô tomando banho de manhã, Douglas, 4 dias sem tomar um banho aí, eu tô tocando a punheta aqui, essa vai ser a melhor parte do meu dia. Tipo, é muita, muita derrota, velho. Muito comentário de merda aqui.

?Voz B

Toma banho de manhã, caralho, Doug, que que é isso?

?Voz F

Isso, cara.

?Voz C

A cada dia a gente vai entendendo porque você não tem namorada, Douglas.

?Voz E

Que que é isso, cara?

?Voz C

E o cara ainda culpa Deus. Deus tá olhando e falou, meu amigo, você tem que se ajudar, amigo.

?Voz E

Você quer que Deus te ajude a te ajudar? Ele inventou o sabão, cara.

?Voz F

Inventou o sabão e shampoo, mano.

?Voz B

Muito bom esse comentário, parabéns, cara.

?Voz C

Você destruiu todo o seu argumento, cara. Essa cena, primeira cena meio patética, aquele batendo uma bronha no banho, ele falando consigo mesmo: essa aqui vai ser a melhor parte do meu dia, tal.

?Voz B

Ai, minha mulher na frente Sabe, pô, isso me lembrou outro filme também.

?Voz E

Não, fala aí. Não, eu ia falar que tem lugares para bater punheta. Não se bate punheta em filme em hospital, né, Doug? No tipo no Evangelho lá.

?Voz C

Eu acho que todos esses filmes, muito desses filmes de aventura de criança, eu fico meio, olha que vida de playboy dessa molecada, né? Nossa, sim, aquele bairro bonito, menino tem pai Sabe? É mesmo, a estrutura do bairro mó bonita, tal, ninguém sequestrou moleque.

?Voz E

Vamos pegar um filme clássico, o ET. O ET não é um problema, porra, eu tinha entregado aquele ET lá na mesma hora, qualquer R$50.

?Voz C

Mas a gente sabendo como é os Estados Unidos hoje assim, aí ia sequestrar você também, que você nunca mais. Mas só ia ter que virar É, então você ia ser uma fonte de informação perigosíssima, ou eles iam te sequestrar ou te matar lá na hora mesmo.

?Voz E

Não, mas eu só faço assim de comprar, tipo, desce quinhentão no Pix para mim.

?Voz C

Ah, você acha? O que que é mais confiável, te dar dinheiro para calar a boca ou calar sua boca para sempre?

?Voz F

Mais barato.

?Voz E

Maldito, nossa.

?Voz B

Então isso daí me lembrou esses filmes que também são bem, tem mais de um, não vou lembrar todos, mas são filmes onde é uma escola com alunos problemáticos e aí o professor ele vai resolver o problema de Todos eles. Tem um Mente Perigosa, aquele Depending on the Life, na Gangsta's Paradise. Boa música!

?Voz C

Parabéns, hein?

?Voz F

Salvador Abreca, por favor nos ajude.

?Voz C

Tem um outro que era com o Danny Bilucci, que era o professor.

?Voz F

Ah, o John Belushi, irmão sem graça.

?Voz B

Não, tem o O Mestre com Carinho, que é um clássico também.

?Voz C

Aí esse é foda, né?

?Voz B

E tem aquele lá que o cara luta capoeira, pô.

?Voz C

Mas tem o diretor que é o do John Belushi.

?Voz B

Qual que é o filme que o cara luta capoeira, porra?

?Voz E

Círculo de Fogo, não é alguma coisa assim?

?Voz C

Não, aí é o robô, é o robô que luta capoeira.

DDouglas

De escola problemática tem duas que é com dois negão muito parecido, estourar. Acho que deve ser baseado no mesmo caso real, né? Que é um que é com Morgan Freeman.

?Voz C

É igual, né? Porque negra é tudo igual.

DDouglas

É a mesma história, velho, com dois protagonistas negros. Eu acho que é baseado no—

?Voz B

como é que é o nome do Ivan Drago? É o Doflamingo. Tem um filme desse também que ele vai, vai para uma escola onde a maioria das pessoas são negras, ele sofre bullying lá porque ele joga basquete, numa porra dessa aí.

?Voz F

Inventou esse filme agora?

?Voz C

Pera aí, não, ele sofre bullying porque ele joga basquete?

?Voz B

Não, não é porque ele joga basquete, mas é que tipo assim, ele tá, ele tá no pátio da escola, os caras estão jogando basquete, aí a bola cai perto dele, ele pega, ele arremessa e faz a cesta. Os caras vão chegar e fala para ele, porra, quem falou que você pode jogar bola de basquete e tal? Ele, não, não, me deixa aqui no meu canto. E os cara começa a tentar para cima dele.

?Voz C

Ah tá, entendi.

?Voz B

Eu acho que é com o Dolph André, quando ele era jovenzinho.

?Voz C

Filme de bullying tem aquele com menino do Sexto Sentido lá, que é o Corrente do Bem, que no final o bully dá uma facada nele.

DDouglas

É, eu lembro desse filme.

?Voz C

Então o menino é legal, mas otário para caralho também, né?

?Voz B

É um otário.

?Voz C

Ah, legal fazer boa ação, fazer uma corrente do bem, vamos aprender a dar um soco aí e tal, né, mano? Pô, aprende a reagir aí também, porque nem todo mundo é legalzinho assim no mundo.

?Voz B

Aluno, né, cara? Eu não tô achando o nome, eu não tô achando esse filme dele. Será que não era o Dolph Lundgren? Era, mas eu lembro de ser um adolescente loiro. Não era não, eu lembro de ser um adolescente loiro com a cara dele. Teve algum outro ator que era parecido com ele adolescente lá dos anos 90?

?Voz C

Procurei filmes de professor.

?Voz B

Então ele não era professor, ele era aluno.

?Voz C

Aí fudeu ainda mais. É o Dolph Lundgren pré-rock então, cara.

?Voz B

Talvez, ou na época do rock assim.

?Voz C

15 filmes com histórias de professores inspiradoras.

?Voz B

Ai não, não quero.

?Voz C

Sociedade dos Poetas Mortos, é do Robin Williams. Esse aí tá um filmão, mas esse sim é um filme de um monte de moleque sem o que fazer na vida, né? Porra, moleque rico, vamos estudar filosofia, vamos fazer faculdade. Pai, quero fazer faculdade de filosofia.

DDouglas

Moleque branco, rico, e ainda tem um que se mata ainda, não sei em que O que que ele achou de problema na vida dele para se matar? Mas mata.

?Voz F

É que não mereceu.

?Voz A

É, teve um outro cara nesse filme também que se matou, mas aí eu vou falar de Uma Babá Quase Perfeita, que é um baita problema de gente branca, sabe? White people problem do pai querendo ver os filhos, sabe? Quando na realidade é o contrário.

?Voz E

Isso aí nem existe. É, isso aí nem existe, porra.

?Voz B

O pai quer encontrar o filho aí, porra.

?Voz A

Baita filme ficcional.

?Voz C

Profissional. Mas por que que ele tem contra você?

?Voz E

Você não assistiu não, pô?

?Voz A

Para não pagar pensão, né?

?Voz E

Ah, verdade, que ele gosta dos filhos.

?Voz C

Já vi caso assim de pai criar guarda só para não pagar pensão para moleque. Filho da puta dá 200 conto de pensão, daí fala: aí, ó, você fez o cabelo com meu dinheiro aí, ó, porra. Tem aqui Mente Perigosa, Coach Carter Treino para a Vida, que eu também falo muito bem, né?

?Voz E

Que eu nunca vi.

?Voz B

É legal, é o cara que ele é o treinador de basquete da escola.

?Voz C

Pô, ninguém, aí ele dá uma grande lição de vida para molecada ali, para esse bando de bosta.

?Voz F

Qual é o filme que a Sandra Bullock salva o dia lá?

?Voz C

Aqui tá falando que Matilda é um filme de professor, é escola, mas não sei se é de—

DDouglas

ah não, tá, tem a professora boazinha, né, que ajuda Matilda, né?

?Voz E

Até verdade, a Matilda ficou feia, né?

?Voz C

Isso que é da família dela. E você ficou lindo para caralho depois que cresceu, né? Você pode modificar falar dela que ficou feia, porque você fala, eu posso falar porque eu era uma criança muito bonita e fiquei feio depois.

DDouglas

Ela disse assim que não quis, não quis compactuar com esse sistema de Hollywood, que logo logo começou assim, ah, você quer fazer a amiga feia gorda da protagonista? Ela, não, não vai tomar no cu, você estuda.

?Voz E

É, tá sem conta para pagar aí, Matilda, porra.

?Voz C

Então dá mole, né, cara? Pode ir lá, pode largar a profissão assim, fazer qualquer coisa da vida, foda-se. A moleza dos gringos é essa, que os cara consegue escolher a profissão, né, cara? Aqui tem muito conceito da profissão que não dá dinheiro, lá não, né? Lá os cara consegue fazer qualquer merda que quiser.

?Voz B

Lá nos Estados Unidos os caras podem tirar diploma em, como é que é o nome daquela porcaria daquele curso? Estudo de gênero, mano. Que porra, que porra de matéria estudo de gênero, irmão?

DDouglas

Para que que Esse jogo é de luta, esse jogo é de ação.

?Voz B

Com todo respeito às pautas sociais e políticas e humanitárias relacionadas a gênero, por que que você vai passar 4 anos de uma graduação nisso?

?Voz E

Tinha aquela faculdade assim, é vendida ou perdida?

?Voz C

Tinha aquela moça lá que ganhava a vida fazendo bolo que parecia outras coisa, caralho.

?Voz B

Entendi.

?Voz C

Aqueles vídeos perturbadores que você via, pô, é um tênis, daí cortava, era bolo.

?Voz F

Até hoje essa galera não entende.

?Voz C

Tem o Precioso, Uma História de Esperança, que é um negócio que é todo escroto esse filme, não é uma tragédia do caralho a vida da mulher?

?Voz B

Ah, tá aqui. Não é esse filme, mas esse é um deles, é Esporte Sangrento.

?Voz C

Aí esse é o grande, esse é o grande filme de professor. Tem Uma história muito preciosa, que ele era professor, era aluno que lutava capoeira.

?Voz B

Professor, professor, é o professor metendo a porrada lutando capoeira. Bom demais, hein?

?Voz E

Pô, tá aí um professor que ensinava, quer aprender mais que nador, pô? Você é foda, cara.

?Voz B

Eu não tô achando essa merda desse filme do Filandro. Será que eu tô confundindo?

DDouglas

É possível.

?Voz C

O Milagre de Anne Sullivan. Esse daqui eu nunca ouvi na minha vida. Tem um filme chamado O Aluno.

?Voz B

Do que será que se trata?

?Voz C

O filme conta a história de que Bani Maru Inigangu é um queniano que foi preso e torturado por lutar pela liberdade de seu país.

DDouglas

Bani Maru é do Naruto, esse personagem.

?Voz B

Não, Bani Maru é do Samurai Shodown.

?Voz C

Ah, é verdade. Aí mostra a gente.

?Voz F

Também.

?Voz C

É, o resto eu não conheço. Substituto, eu acho que ele não viu que ele caiu. Chama ele aí, o LJ.

?Voz B

Esse é o substituto, é com pianista, foi misclick. Nunca vi. E Gênio Indomável, Gênio Indomável eu vi, Gênio Indomável eu vi, mas não é de escola, né? Você passa mais fora da escola.

?Voz C

É, mas é o psicólogo ajudando o menino lá. Controlar os pensamentos fora de controle dele, né?

DDouglas

Não deu muito certo, né?

?Voz C

Ele tentou, tentativa é o que vale.

?Voz B

Mas esse substituto aí com pianista é do caralho, esse filme é bom demais, recomendo.

?Voz C

Qual que é o substituto?

?Voz E

Ele não ficou rico a ponto de não aceitar papel merda, né? Porque depois fez cada papel bosta aí de porra, cara.

?Voz C

Tem que aceitar tudo quanto é papel merda. Saúde nos estandes é caro para caralho, mano. Quanto mais velho ficou o ator, mais papel merda ele aceita, mano. Não, mas eu tô criticando a Matilda, essa, o Robert De Niro aí fazendo filme com, fazendo filme com Ben Stiller lá, um filme merda para caralho.

DDouglas

Mas você sabe uma história da vida da Matilda, velho? A coitada acho que nem queria ser atriz. Ela, a mãe dela morreu de câncer enquanto ela filmava Matilda. Aí o Danny DeVito foi lá e adotou ela. Você sabia disso?

?Voz C

Fez de graça então, fez de graça. Se um parente meu morrer, eu vou ter que trabalhar depois de 2 disso.

?Voz E

Não, mas pera aí, a atriz é a Matilda do filme?

DDouglas

Atriz, o Danny DeVito adotou ela de verdade? Porque a mãe dela morreu, ele acha que, não sei se o pai dela foi comprar cigarro, ela não tinha pai, ela ficava completamente órfã. Aí o Danny DeVito falou, adotou ela.

?Voz E

Ela é filha do Danny DeVito então?

?Voz C

Ela chega em casa, vou ver se é verdade essa história, por favor, que eu já tô com o dedo aqui no botão.

?Voz F

Pode continuar o assunto aí, pode Gênio Indomável é do Robin Williams, esse aí, né?

?Voz C

Sim, Robin Williams também.

?Voz B

Ele foi professor no Gênio Indomável, no Sociedade de Poetas Mortos, no Flubber, né? Onde mais ele foi professor?

?Voz E

É um filme bosta, né?

?Voz B

Flubber é um filme, definitivamente, assim, é um filme.

DDouglas

Literalmente tem uma cena em que ele joga o Flubber na boca do vilão. Ele anda por todo o trato objetivo do vilão e sai pelo cu dele.

?Voz A

Vendeiro dos Estados Unidos, né, mexendo lá na alimentação da juventude lá.

?Voz E

A única coisa que eu tô feliz pelo Flubber é que o ator agora tá fazendo papel em jogo, ela tá no Deadlock agora.

?Voz F

Quem?

?Voz B

Robbie Williams?

?Voz E

Não, o Viscus lá, ele foi para o Deadlock.

DDouglas

O que o Flubber entra dentro da boca dele, sai pelo cu, vilão.

?Voz E

É uma gosminha no Deadlock lá, mas eu fiz uma piada que só um chiste Não peguei.

?Voz B

A porra do ChatGPT não ajuda mesmo achar essa merda desse filme, caralho.

DDouglas

Não, cara, sistema de busca, ainda mais com inteligência artificial, ficou um lixo, cara. Não dá para você achar vídeo velho, cara, vídeo antigo. Vídeo tem mais de 5 anos, você não acha mais, cara, no YouTube. Então tá uma desgraça. Inteligência artificial só serviu para foder tudo. Não acho mais nada, cara, mais nada. Só tem propaganda de água.

?Voz C

Então odiar o Matt Damon, eu tô vendo um artigo aqui em que ela falou que trabalhar com Danny DeVito muito bom, e ele praticamente adotou ela durante a filmagem, que foi só uma analogia da parada.

DDouglas

Não foi analogia, mas ela morreu de câncer.

?Voz C

Então, mas ela ter falado que o Dan DeVito adotou ela durante a filmagem foi porque o Dan DeVito foi um paizão para ela durante a filmagem. Não que o Dan DeVito me pegou, levou para o cartório, registrou no nome dele, agora eu sou filha dele, entendeu? Pessoal, eu quero pedir desculpa aqui para o Douglas, agradecendo o Dan DeVito por ser um grande apoio quando a mãe dela morreu, mas ele não virou dela.

?Voz A

Eu quero pedir desculpa para o Douglas aqui. Eu não sei por que motivo o único microfone que tava meio que mutado, tava bem baixinho, tudo desativado, microfone na verdade era o seu, Douglas. Então passei o podcast inteiro sem saber qual foi a sua participação até esse momento.

DDouglas

Agora que eu vi, toda hora que eu tava falando, você começa a falar por cima de mim, né, seu desgraçado? Na hora que eu tô falando, cantando, contando uma piada, chego bem no plot twist assim, vai lá, falei bem em cima, filho da puta, eu sou invisível aqui, eu sou, eu sou, eu não perdi muita coisa não, tá?

?Voz A

Eu peço desculpa, eu não sei por que motivo tava desativado seu microfone para mim e toda vez que eu via você aqui piscava e eu não tava lhe ouvindo. Eu só vou saber o que você disse de útil durante a gravação desse podcast, quando tiver no Spotify lá.

?Voz B

Puts, de útil?

?Voz C

Eu nem escutar então, ou não, caralho.

?Voz B

Agora, cara, quando eu cruzar com esse filme aí de novo, eu vou mandar para vocês verem que eu não tô maluco não, tá bom?

DDouglas

Então eu não tô doido.

?Voz C

É, pode ser um outro ator que você acha que é o Duff Lundgren.

?Voz B

Então, qual era o outro ator bombado, cabelo curto, loiro, com maxilar quadrado?

?Voz C

Puta que pariu, lista de atores bombados, loiros, com maxilar quadrado.

DDouglas

Não é o Rutger Hauer, não? Eu acho que não é bombado, mas ele é louro assim, com uma certa, sabe?

?Voz B

Não era, não é porque o Rutger Hauer tem essa cara de doente dente dele mesmo, assim, até as maçãs do rosto proibido. Eu tenho assim 98% dos anos 80, anos 90, esse filme. Acho que era dos anos 90, tem cara, né, assim, aqui essa mesma estética do Esporte Sangrento aí.

?Voz F

É, deixa eu ver. Caralho, meu Deus, sem limite 2009, tenta esse aí.

DDouglas

Não, Robert Redford não.

?Voz B

Robert Redford, como é que se escreve?

?Voz E

Redford?

DDouglas

Redford não, red de vermelho.

?Voz B

Deixa eu ver como é que— caralho, tá velho aqui, né? Cadê?

DDouglas

A cara dele aqui, ó, nos anos 80.

?Voz B

Não acho que não era ele não.

?Voz C

Logo no filme você não lembra, né?

?Voz B

Eu tô procurando essa porra do nome dele.

?Voz C

É verdade, isso é verdade. O Google me indicou aqui o Casper Van Dien, mas ele só fez filme bosta só. O cara fez Drácula 3000.

?Voz B

Assim, eu tenho quase certeza que era o Dolph Lundgren, mas deixa, eu vou achar um dia aí. Algum dia vai aparecer aqui para mim.

DDouglas

Alguma coisa às vezes é porque eu tô errando o nome, a coisa assim, sabe? Tipo, você tem certeza que alguma coisa, mas na verdade era algo parecido, não era? Procurando aqui atores louros dos anos 90, dos anos 90, 80, tinha um monte, cara, que assim, não é cara do Duff Lammie, né? Então assim, chad, queixo de chad, mas era, tem uns parecidos que dá para confundir, sabe?

?Voz B

E não é o Homem Branco Não Sabe Meter, né? Eu lembro, brancos não sabe meter.

DDouglas

É o cara do Miami Vice também, esqueci o nome dele.

?Voz F

Woody Harrelson e Wesley Snipes, grande filme.

?Voz C

Woody Harrelson, é isso mesmo.

?Voz F

Camisa branca, você não sabe meter lá em Portugal.

?Voz B

É que seja, vou procurar depois.

DDouglas

É, eu tô olhando aqui para você aqui, é atores, é Teacher Professor, Witch Blonde Actor, 90.

?Voz C

É isso aí, voltando ao tema, educação na gringa é uma moleza, né?

DDouglas

Não achei nada.

?Voz B

Ah, muito, porra, muito. Ainda tem isso, né? Tipo assim, até E a educação superior e pós-graduação é muito fácil lá. Aqui a gente tem que se foder para ter produção científica. Lá, se você passa no mestrado, é só você fazer 2 aninhos e meio que pronto, você já tem um mestrado. Aqui não, aqui tem que se foder, vender a tua alma para conseguir fazer, literalmente dar o cu.

?Voz C

E se for pesquisador full time, vai ganhar uma bosta de salário também.

?Voz B

Também ainda tem esse adendo. Profissão assim, profissão acadêmica no Brasil é assim, é sofrido.

?Voz C

É uma bosta.

?Voz B

Não é que também lá assim o pessoal ligue muito para se você tem mestrado ou doutorado, o que eu acho uma vantagem. Eu acho tipo assim, aqui mais ou menos também, né?

?Voz C

O que tem de pesquisador falando bosta lá também, né, cara?

?Voz B

Não, não, não, que eu digo assim, por exemplo, eu acho muito injusto você no Brasil, você parte do princípio de que para você ter um emprego minimamente decente você tem que ter curso superior, o que é assim, convenhamos que são poucas exceções que conseguem só com ensino médio ter uma, ficar acima da média, né, assim, questão financeira. Não que você não consiga, obviamente, mas geralmente atrelado, né, é atrelado você. Tanto é que tem a cultura, né, falando não, você tem que fazer uma faculdade para ter um bom emprego.

Eu, lá fora não é bem assim, assim, digo Estados Unidos, você consegue ter um trabalho ok convencional tendo ensino médio e você pode passar o resto da sua vida assim. Você cria uma formação lá no trabalho, enfim. E a mesma coisa com mestrado, uma pós-graduação, qualquer coisa do tipo. Você não precisa ter, mesmo que você tenha, não é como se fosse grandes coisas assim, nossa, vai mudar sua vida. Aqui também não muda você ter mestrado, ter doutorado, mas você precisa ter, assim, quase que obrigatório você ter uma faculdade assim.

E é meio chato, cara, porque, pô, a faculdade, eu não é que eu não defenda que a faculdade não é para todo mundo, eu acho que a faculdade deveria ser acessível a todo mundo, mas não deveria ser obrigatória, sabe? É obrigatório hoje em dia, basicamente.

DDouglas

E é igual aquele meme lá do pessoal assim lá nos tempos de Esparta lá puxando o navio, várias remando assim, aí tipo antes e hoje, agora é a mesma coisa, todo mundo puxando os remos do navio, só que fica com um negócio na cabeça, um chapeuzinho, com chapeuzinho.

?Voz B

É tipo, agora eu tenho, eu sou bacharel em Direito, tô puxando o remo do navio do mesmo jeito. É meio que isso assim. Eu comparo muito com o que era nos anos 80 assim, que anos 80 não, anos 60, 70, que o ensino médio você tinha aquela formação profissional, né? Ainda existe hoje, mas não é tão, é que foi até uma coisa que o o, acho que foi o governo Temer que tava querendo, só que eles fazem isso por outros motivos. Mas é, você tem o técnico profissionalizante, que é basicamente, pô, você vai fazer seu ensino médio e já sai com uma formação, sai com uma formação profissional para poder entrar no mercado de trabalho, começar a trabalhar, ter uma vida digna.

Ou pelo menos deveria ser isso, que, pô, convenhamos, a faculdade tu vai passar 4 anos estudando um assunto lá, teoricamente se aprofundando, só que totalmente voltado para área acadêmica. Não, eu faculdade não é voltada para mercado de trabalho, geralmente os tecnólogos são, mas faculdade, bacharel não são. Então assim, você meio que, entre aspas, perde tempo, sabe? Enfim, é uma questão muito pessoal que eu tenho com educação assim, que eu acho meio injusto. Acho que a gente poderia, a gente poderia ser menos exigente academicamente.

?Voz C

A educação é complicada aqui, até porque educação de base é muito boa.

?Voz B

Então aí vem o problema, que é educação de base.

?Voz A

Não, não, você sabe o que que é, Matheus? É porque a gente parte do ponto de vista da educação mercadológica, né? É para te preparar para o mercado de trabalho, não a educação edificante de libertadora, não sei o quê, não sei o quê. Isso, o sonho do oprimido é virar o Rogerinho.

?Voz F

Varinha pouca, meu pirão primeiro, e vai se foder. Mas aqui para essas bandas tem escola agrária ainda, é escola fazenda, porra, onde é 8 horas escola normal e 4 horas— não, pera aí, 4 horas de escola normal e 4 horas no trabalho prático, sabe? É galinheiro, como depender a galinha, como fazer o criadouro, como é que você constrói criadouro de baixo.

?Voz B

Então aí que— mas é isso que eu quero dizer, eu não— novamente fazendo o disclaimer aqui, não é que eu não acho que a faculdade não deva ser acessível para todo mundo, não. Eu acho que todo mundo todo mundo deve ter sim direito a estudar numa faculdade. Eu só não acho que não é todo mundo que também quer, sabe?

?Voz C

De salário em relação ao custo de vida, né? A moleza que você tem no estrangeiro é que o salário padrão que o cara vai receber por um trabalho aí que exige menor qualificação ainda dá para ele viver numa boa. Aqui não. Então, exato, é isso que eu quero chegar, é a relação com que você ganha com o trabalho considerado como de base, né, entre aspas, porque acho que trabalhos, tem muito trabalho que não exige qualificação, que é tão ou mais importante quanto trabalhos mais qualificados, né.

Mas é relação com o custo de vida do país que a gente vive e o salário que essa pessoa vai receber.

?Voz B

Sim, sim. E isso, isso eu vejo que tá diretamente ligado com essa formação de faculdade, né. É uma romantização de faculdade que existe, que não deveria existir, na minha opinião, minha opinião de merda. Porque aí a gente faz toda uma associação de que o que teoricamente a faculdade, o curso superior aqui no Brasil provê, deveria ser uma formação que o ensino médio deveria prover. A gente deveria estar lá no curso profissionalizante ali do ensino médio, por exemplo, você ser um, sei lá, você trabalhar com, sei lá, um técnico de edificações, O cara é quase um engenheiro.

Mas assim, todo mundo quer ser um engenheiro, mano? A maioria das pessoas que eu conheço que passaram para engenharia nem terminaram engenharia.

?Voz C

Hoje, hoje, ser engenheiro é um passe livre para o Uber, né?

?Voz B

Não, e não só isso, não é só isso. É que tipo assim, o cara vai lá fazer engenharia porque existe uma pressão social, familiar e até mesmo pessoal para ele fazer uma faculdade, quando na verdade, se ele for um técnico de instalações, em tubulações, em estradas, um técnico de arquitetura. Esse cara já é um profissional, esse cara, esse cara já tá apto para trabalhar no mercado de trabalho muito bem, muito bem, já tem uma formação muito boa.

Mas não, o cara tem que ter uma faculdade. Só que ele vai ter uma faculdade de engenharia para trabalhar aqui, nem um cara que é técnico. E às vezes ele tem uma experiência muito menor de trabalho em si do que o técnico, que é muito comum isso, inclusive.

?Voz C

Eu vi um pouco essa realidade lá de fora, às vezes vendo muito canal do YouTube assim de videogame lá, que é uns caras que tipo eles trabalhavam em loja, trabalhava em GameStop, essas porras, e tinha carro, tinha uma coleção enorme de videogame, sabe? Todo jogo novo que lançava os caras compravam, que era por isso o salário base na época, porque agora tá se deteriorando toda a classe média dos Estados Unidos, né? Parabéns para todos envolvidos.

Parabéns! Eles conseguiam ganhar o bastante para se sustentar, você tinha sua subsistência básica e tinha o bastante para se divertir, para comprar, custear o entretenimento deles, né? Para lazer, cultura, apesar de lazer, cultura lá, que é algo que assim, novamente, no capitalismo tardio é visto como algo fútil, mas é algo essencial, né, para vida humana.

?Voz B

Não, é, a gente precisa de da CSF, 300 metros, cultura.

?Voz C

Aí estava falando aqui de tempos antigos, quando tinha TV, não tinha porra nenhuma, os cara não tinha merda nenhuma para fazer, né, porra?

?Voz B

Aí ficava desenhando no chão.

?Voz C

Aí tava falando aqui da cadeia, né, cara? O TED mata o cara, porra. E é isso que você tem, um trabalhador precarizado, pobre, fodido, que não tem dinheiro para nada, não consegue se investir com porra nenhuma, ele fica, passa a vida dele inteira revoltado. E aí vem um político de extrema-direita e tenta apresentar uma solução fácil para ele, e ele acaba caindo nessa solução porque ele tá puto e revoltado com tudo.

?Voz B

E aí vem tigrinho, vem dropshipping, vem coach, vem essa porra toda, né?

?Voz C

E o campo progressista não apresenta uma solução para esse cara, né? Tem a crítica que eu sempre faço à esquerda, tem a crítica que eu sempre faço para a esquerda aqui no Brasil, que é os caras falam do pobre como se fosse quase uma criatura bestializada. Nada, né? Ah, mas o pobre não quer isso, o pobre quer comer, pobre quer comida no prato. Então tipo, o pobre só pode querer comida no prato, você só pode querer comer. Só se tá comendo tem que estar feliz, filha da puta.

?Voz E

É isso aí, é bom.

?Voz B

E lamba os beiços, entendeu?

?Voz C

O pobre não quer diversão, o pobre não quer ter porra nenhuma, ele quer comida. É isso, foda-se.

DDouglas

A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte.

?Voz C

Não, você tem que cantar, não pode falar, hein? Poderosas.

DDouglas

A gente não quer só comida, quer, a gente quer comida, diversão e arte.

?Voz C

Muito bom, parabéns!

?Voz A

Agora eu lembrei, agora eu lembrei porque eu tinha mutado o Douglas.

?Voz C

Que isso, cantou muito bem, cara!

?Voz B

Isso daí eu fico, isso é que tu falou do cara que trabalha, né, na loja e tal, que entre, vamos chamar entre aspas de subemprego, né, porque não Não acho que isso exista, né? Acho que isso é uma problemática do capitalismo assim que a gente tem muito aqui, né? Mas é, pô, eu sempre falo disso, pô, o cara vai lá, ele lá nos Estados Unidos, né? A parte parece que tá romantizando, mas não, isso é meio, é uma realidade, infelizmente.

O cara vai lá e, sei lá, ele é motorista de ônibus, por exemplo. O cara tem a casa dele, uma casa talvez hipotecada mercado, mas tem a casa dele, o cara vai ter um carro dele, o cara consegue ter 2, 3 filhos e sustentar eles legal porque talvez ele não precisa pagar com a escola. Então nesse acesso aí em questão de qualidade de vida é foda, cara, pô. E é um sistema que lá funciona em relação à formação dele. Só que lá tem a problemática quanto à educação de que lá sim, lá as faculdades não são acessíveis a todos lá.

Faculdade, fazer uma doação, pô, paga caro para cacete assim. Se você não é tipo um puta de um gênio do caralho assim para conseguir, tem esses liberais zebuceta aí que antigamente falava muito do Bill Gates.

?Voz C

Aí Bill Gates fundou a Microsoft na garagem dele, cara. Os pais dele pagavam, pagaram Harvard para ele, cara. Caralho, enquanto ele fundava a Microsoft na garagem, o pai pagava tudo para ele, porra.

?Voz F

É, a maioria tem débito estudantil.

?Voz C

E convenhamos, esse é o exemplo, você vai ficar pagando débito estudantil pela vida inteira.

?Voz B

Ah é, tem isso, é verdade, é verdade.

?Voz F

Ninguém consegue pagar essa porra.

?Voz C

É a galera que tá, é o pessoal que hoje em dia tá morando no carro aí, né, e devendo tudo que ganha por um débito estudantil.

?Voz B

Sim, sim, isso é verdade. Tinha esquecido esse ponto, porque isso que eu falei dos engenheiros, cara, isso é uma realidade. Assim, eu não falo muito da minha vida específica porque eu até gostei de fazer a faculdade, mas não é como se fosse, né?

?Voz C

Eu fiz de design. Eu odiei fazer a faculdade, assim como odiei a escola, porque eu não me dou bem com sala de aula, bicho.

DDouglas

Eu não me dou bem com sala de aula com hierarquia, cara, revoltado, anarquista.

?Voz A

E precisa estudar para ser design de sobrancelhas, é?

?Voz B

Sim, precisa, pô. Vai ficar com a sobrancelha torta.

?Voz C

Você tem o curso de design de sobrancelhas, que não é barato, não é barato, porque é um procedimento que a mulherada paga uma grana, hein?

DDouglas

Essa porra, eu odeio.

?Voz C

Porque se você cagar sua sobrancelha enquanto você tá fazendo a sobrancelha, sobrancelha. É, então, e a frente da sua cara não tem como esconder. A não ser que você fale, ah, virei muçulmano, tá aqui minha burca, né? Você não vai esconder a sobrancelha. Então é um negócio que realmente precisa de habilidade, bicho. Se cagar a sobrancelha— tem aquela galera que tem a sobrancelha desenhada na cara.

?Voz B

Todo mundo aqui fez faculdade?

DDouglas

Todo mundo fez?

?Voz C

Não, de design de sobrancelhas.

?Voz B

Não, não, não, faculdade superior.

?Voz C

Você fez o quê ali, Jota?

?Voz E

Sistema de informação.

DDouglas

Ah, é, eu tenho uma crítica muito foda, o mesmo que o meu.

?Voz B

Eu tenho uma crítica sobre jornalismo, o curso que foi degradado, diploma que não vale mais porra.

?Voz C

Todo mundo aqui é jornalista.

DDouglas

Eu tenho uma crítica a essa faculdade de humanas, né, que eles colocam, porque tipo é muito, é muita hipocrisia, cara. Eu passei assim todos os anos que eu fiquei lá, não vou falar quantos porque é melhor não falar.

?Voz C

Repetiu 8 anos da faculdade aí, ó.

?Voz B

Estudante profissional, o estudante profissional tava indo lá com 32 anos, a molecada de 18 entrando na mesma turma.

DDouglas

Cara, é uma muita hipocrisia, porque tipo em vários, em várias matérias eles falavam assim, tipo, a gente tem que mudar esse sistema, esse negócio, sistema muito arcaico. A gente, ainda mais a gente que é de humanas, a gente não pode ter assim, sabe, o mesmo sistema das exatas, né, de notinha, de entregar trabalhinho, de provinha. Aí ficava no discurso, era isso todo dia, todo dia ficava martelando que tinha mudar. Como é que eles, como é que eles faziam o esquema lá?

Exatamente assim. Aí o que mais tinha, gente com muito potencial ali para virar uns professor foda lá, e tava tipo assim, brigar com a namorada, ficava um período sem ir, aí perdia o curso inteiro, bombava no negócio mesmo que ele dominasse a porra da matéria. Foda-se, você não fez a prova, você não entregou os trabalhos, você se fode, se fodeu. E E sei lá, cara, eu acho isso uma merda, viu?

?Voz B

Tipo, eu acho que é muito prudente, sabe?

?Voz A

Você não tinha namorado? Qual era sua desculpa?

?Voz C

Você tem essa linha de raciocínio que defende mesmo, que escola não devia nem ser prova, né? Eu acho problemático isso porque você tá funilando uma série de pessoas diferentes com método, com Vou falar, com ritmos de aprendizado diferentes e com facilidade e dificuldade diferente, está afunilando todo mundo no mesmo sistema de avaliação.

DDouglas

Exatamente, é aquele clássico, a tirinha, tipo assim, você bota um peixe e um macaco para poder subir uma árvore, fala, vai passar quem conseguir fazer isso. Macaco passa, o peixe você trata como idiota, né? Você é um idiota, não sabe subir árvore, tá entendendo?

?Voz C

Não conheço essa tirinha.

?Voz E

Se o peixe for safo, ele sobe a árvore sim, pô.

?Voz C

Assim, eu já trabalhei com muita gente autenticamente idiota. Não importa assim.

?Voz B

Não, sim, sim, tinha gente que eu já trabalhei com o cara e com diploma.

?Voz C

Exatamente, eu já trabalhei com um cara que falou que era formado em redes, ele não sabia fazer um telnet. Depois disso aí, depois disso eu e o pessoal, o telnet. Você não é formado em redes, não precisa saber. O cara que é formado em redes precisa. Ele não sabia fazer um telnet, daí a gente começou a fazer a piada que ele era formado em redes de pesca. Não é possível que o cara é formado em redes, o cara é de pesca.

DDouglas

Esse ponto é exatamente outro que reafirma o quanto o sistema Esse sistema de medição de capacidade é idiota, porque, por exemplo, tinha um rapaz lá no nosso curso que ele é praticamente o Rayman, sabe assim?

?Voz B

Ele tipo, ele claramente fala que ele é jogador, ele é jogador de tarrafa.

DDouglas

Ele claramente tinha uma deficiência intelectual, só que ele era muito bom, ele era muito bom para guardar nada. Ele era o Rayman do PlayStation lá, aquele filme do Dustin Hoffman, Tom Cruise lá, que quer o autista.

?Voz B

Não, pô.

DDouglas

Não, mas olha só, tipo assim, ele era muito esperto para data, memorizar data, essas coisas. E tipo, mas ele era um completo imbecil, cara. Ele tinha um problema intelectual muito, muito evidente e ele passava todas as matérias. E tipo assim, tipo, ele era um cheater, sabe? Ele tava fodendo o sistema, sabe? Tipo, imagina um cara desse.

?Voz B

Mas esse é o tipo de prova idiota, cara, porque se o cara prova pergunta lá qual foi a data do descobrimento do Brasil. Porra, que prova imbecil, né, cara?

?Voz C

Por isso, não, mas isso é um problema que tem na educação, tá ficando mais grave na educação de outros países e já tá grave na situação daqui, que é o ensino superior privado, porque pagou, passou, foda-se, entendeu? Então sai um monte de imbecil que não sabe nada sobre a profissão, entendeu? Tem que ter Eu não lembro porra nenhuma que eu aprendi na faculdade. Eu só saí da faculdade um técnico formado porque eu já trabalhava em TI quando entrei na faculdade.

?Voz F

Eu também não.

DDouglas

Mas olha só, eu acho que esse sistema, eu acho que pagar e passar não é o certo. Acho todo passar todo mundo não é o certo. Mas tipo assim, é tipo pessoas com potencial ficar no meio do caminho porque não consegue se adaptar esse negócio de provinha todo dia, trabalhinho todo dia, notinha. E enquanto um cara que é claramente um imbecil, um Jar Jar Binks assim da vida, vai lá e forma, tá errado.

?Voz E

Alguma coisa tá errada.

?Voz C

Mas aí você tá errado agora, que você tá querendo chamar uma pessoa que às vezes só é, talvez seja só apta para aprender outra coisa, de um imbecil, tá?

DDouglas

Tá precisando de alguma outra coisa, cara.

?Voz C

Mas não, eu não puxei essa ideia. Muitas vezes é só uma pessoa, cara, não é apta a fazer isso. Digamos, vamos botar o LJ para estudar física teórica, ele não vai saber estudar física teórica.

?Voz B

A gente não sabe, vai que o LJ é um puta de um gênio, um potencial desperdiçado, que só porque mora na Júlia de longe nunca teve.

?Voz C

Tá bom, vamos botar o LJ para estudar arte da sedução.

?Voz B

Aí fodeu.

?Voz C

O LJ não vai saber estudar arte da sedução, não vai saber conflitar com a mulher, não vai saber, tá vendo? Ele não vai saber.

?Voz B

Mas bota uma mesa de pôquer na tua frente para ver se não aprende.

?Voz C

Para não ver se ele perde todo o dinheiro dele no pôquer. Mas assim, vocês não estão entendendo, eu não tô falando de um cara rapidão, mas bota o LJ para vender uma bijuteria aí, bota o LJ para negociar uma muamba com vendedor de muamba.

DDouglas

Mas vocês não estão entendendo, eu não tô falando de um cara assim que tem dificuldade em alguns pontos, alguma ciência, eu tô falando de tipo assim dar um diploma na mão do Tonho da Lua, era mais ou menos isso que tá acontecendo ali.

?Voz C

Então aí você tá sendo capacitista. Nossa, você tá falando que deficiente não pode?

?Voz E

Eu tô com medo de fazer essa pergunta, Doug.

?Voz A

Eu queria só contrapor o Doug rapidinho. Eu queria só contrapor o Doug dizendo que um peixe na água ele faz muito mais do que um macaco na água. E aí?

DDouglas

Pois é, mas aí tinha que ter uma prova com água para o peixe e uma prova de árvore para o macaco. É esse aí o jogo.

?Voz C

Exatamente. O ensino deveria ser mais individualizada.

?Voz B

O problema é que você tem muita gente para o ensino ser individualizado, entendeu?

?Voz A

E as árvores aquáticas, hein, Doug?

?Voz B

E aí, existe um sistema, não é questão de fazer um para cada um, não. Tem que fazer um sistema focado no que aquele curso ou qualquer coisa do tipo objetiva. Por exemplo, o curso de história, me dá uma pastilha. O curso de história, se você só tem uma prova que testa a memória do cara para datas e lugares e eventos, ele é muito falho porque a gente tem internet para isso, para consultar esse tipo de coisa. Agora, se você quer, pera aí, deixa eu ver a conversa do Yanny.

?Voz A

Tô escolhendo enxoval do bebê, mas eu queria só apontar um negócio rapidinho. Esse negócio do, de você pegar e dizer, ah, eu sou revolucionário da educação e tudo mais, cara, não funciona assim. A grade curricular ela é decidida no Congresso Nacional, cara.

?Voz C

É o que tá errado já desde essa grade curricular, entendeu? Que novamente é a culpa do capitalismo que quer formar pessoas para serem trabalhadores. Inspiradores, não para que elas conheçam as coisas de fato.

?Voz B

Exato, é uma merda.

?Voz A

Mas assim, a gente tem que pensar do ponto de vista pragmático, como é que muda, né?

?Voz B

Na faculdade, essa grade curricular e tal, essa maneira de testar o conhecimento de maneira— não, não tem como ser feita. Isso é questão de praticidade, não existe você fazer uma prova individualizada, um teste individualizado A gente ainda tem que testar o conhecimento de alguma forma, mas aí você vai testar de maneira que objetive o foco do curso determinado. E aí você quer, por exemplo, o que que um historiador tem que ser capaz de fazer?

De ter um pensamento crítico, de ter um conhecimento sobre aquele determinado assunto, que pode ser muita vez é também bolar um baseado, mas muitas vezes pode ser interpretativo. Mas vamos lá perguntar, por exemplo, de sei lá, algum assunto determinante da história e aí discursar sobre ele. Por isso que eu nunca fui contra, sempre achei muito legal quando tinha aqueles tais seminários, né? Todo mundo achava uma merda porque seminário, ai, seminário faz em grupo, não sei o quê, chama bosta.

Mas, cara, eu acho que era a melhor forma porque você tinha que se aprofundar naquele assunto para falar sobre ele. E você vai, você poderia botar na apresentação as datas que você não se lembra. Eu nunca fui bom de gravar data, nome, nem porra nenhuma, mas eu sabia saber explicar sobre o assunto. Então isso é uma maneira de você avaliar conhecimento.

DDouglas

Deixa eu explicar para o Leandro o que aconteceu. Não, ele não, ele não era mais esperto que eu em provas assim, mas assim, mas assim, ele ficou ali até onde eu me formei. Eu não sei se ele continua, eu acho que continuou, não sei se ele formou, mas ele assim, ele quase jubilou porque assim, o sistema, apesar de ruim, ele ainda tem certo tipo Tipo assim, o cara se precisasse explicar, ele ficava evidente que tinha uma dificuldade enorme.

Mas assim, ele ficou muito tempo sem assim desistir ou sem conseguindo passar aí na média de matéria, porque ele tinha essa coisa, tipo assim, era péssimo para explicar, mas memorizava data. Então você ficava sempre na média, sabe? Então tipo, ele foi mais longe do que gente assim que claramente era, deveria ter formado naquele curso e não formou, e largou por razões bestas da vida, problemas da vida, de depressão, de largar. Não, eu formei, caralho, mas assim, eu quase desisti no meio do caminho, sabe?

Porque tipo, sabe, era muito foda, sabe? Tipo assim, você tem que entregar porra de trabalho em todo, todo dia, e tipo, a sua média é praticamente a mesma do moleque lá que tipo, ah, eu vou, entendi, se eu tô no mesmo lugar que o imbecil desse aí, eu Eu vou embora.

?Voz E

Fala não, não, eu vou embora, tchau, obrigado.

?Voz F

De ilustrar o tema do Douglas, eu queria ilustrar o argumento do Douglas aqui com um exemplo que eu postei aqui de alguém que gabaritava todas as provinhas.

DDouglas

Aí, ó, olha que ótimo exemplo aí, ó.

?Voz E

Mas é um grande, viu, viu, viu?

DDouglas

É o Sérgio Moura, a foto.

?Voz F

Nossa, cara, de tão longe assim.

?Voz C

É a crítica ao sistema de concurso também, né, que você tem no Brasil.

?Voz E

Acabou com a discussão com um argumento. Aprende aí, Doug.

DDouglas

Porra, obrigado, obrigado, cara, você me ajudou.

?Voz C

Ele é outra crítica ao sistema de concurso, né, que o concurso é isso, você passa numa prova e pronto, tá dentro.

?Voz E

Nossa, eu tinha minhas dúvidas, todas foram sanadas agora.

?Voz F

Puta vida, olha, parabéns! O Douglas era um círculo tentando passar por um buraco quadrado e sofreu, né? Machucou, né, Douglas? Doeu.

?Voz B

Na verdade, o Douglas, o Doug, ele tava tentando passar o círculo no quadrado, só que ele ficava batendo, batendo a cabeça, não conseguia.

?Voz F

De ladinho, pudesse de ladinho.

?Voz C

Você fez faculdade do quê mesmo, Douglas?

DDouglas

De história. Sou professor de história formado.

?Voz C

Faculdade vagabundo.

?Voz A

A gente percebe muito história.

?Voz E

É um contador de história mesmo, Doug.

?Voz A

É um contador de história mesmo, Doug.

?Voz C

A gente precisava de mais profissionais de história.

?Voz B

É, ué.

?Voz C

Ok.

?Voz A

Você é um contador de história mesmo, Doug. A gente percebeu.

?Voz B

Cara, eu fico nessa vontade às vezes de fazer. Agora eu vou começar um novo, né? Eu vou fazer essa porcaria de análise e desenvolvimento de sistemas agora, né?

?Voz C

Mas eu fico— Credo, é a faculdade que eu fiz também.

?Voz B

É, então eu quero fazer fazer, mas porque novamente é uma merda entrar no mercado de trabalho aqui pelo Brasil se você não tem uma formação superior. Então não sei, meu, que eu quero estudar, eu gosto de estudar, eu gosto de batata.

?Voz C

Eu fiz análise e desenvolvimento de sistemas, que é programação, né?

?Voz A

Isso.

?Voz C

E eu fui trabalhar com isso.

?Voz B

Não, mas então eu tenho conhecimento, eu tenho algum conhecimento de programação, tem algum conhecimento site web. Foi mal, tô bebendo cerveja. Eu tenho algum conhecimento, só que tipo, se eu não tenho isso no meu currículo, que eu tenho uma formação superior, tá muito difícil de entrar no mercado de trabalho. Então eu vou fazer essa merda desse curso e vamos ver se vai conseguir alguma coisa. Mas eu fico nessa vontade de às vezes, pô, cara, será que eu não daria para fazer uma economia, um direito, sei lá? Porque eu acho maneiro essas coisas.

?Voz E

Não é direito, direito, eu já falei para tu, pô.

?Voz F

Não, você pode se formar e não praticar.

?Voz B

Né, também é, mas são 4 anos, né? Direito são 5.

?Voz F

Não, não daria. 94 anos, pô.

?Voz B

Se você passou, eu acho que eu tenho capacidade. Qualquer um consegue passar em qualquer coisa, mas é, pô, eu acho que eu sei. Pior que eu acho que eu seria bom fazendo direito, viu?

?Voz E

Seria, porra, seria, seria. Ele é encrenqueiro, ele vai para cima mesmo.

?Voz C

Eu gosto de confusão. Dá para ser advogado de porta de cadeia, mas muito. Meu cliente, ele foi pego batendo na mulher, foi. Mas vocês se perguntaram o que que ela fez?

?Voz B

Beleza, beleza que duas pessoas viram meu cliente roubando, mas eu conheço 5 mil que não viram.

?Voz E

O que é roubar?

?Voz C

Depende do ponto de vista. Não foi um roubo, foi uma apropriação criativa, apropriação indébita, né?

?Voz F

Momento, então, faz direito, administração, certo?

?Voz B

É esse o seu curso de desenvolvimento de jogos, né?

?Voz C

Não, outros não.

?Voz B

Eu tenho formação em desenvolvimento de jogos, mas tô cursando administração agora. Ah, tá, ok. ADM é um bom curso porque ele é muito curto.

?Voz F

Esse tem serviço, esse tem serviço aí para caralho.

?Voz E

Administrar o grupo aqui já, né, começar treinando.

?Voz C

Assim, ó, eu recomendo fazer TI, que TI é uma grande mãe que tem espaço para todo mundo. É verdade, que nem eu já falei, já falei com, já trabalhei com um cara deles que não sabia o que era telnet.

?Voz B

Então, ADS é TI?

?Voz C

Já trabalhei com gente com sérios problemas de tique nervoso.

?Voz B

Qual é a diferença?

?Voz C

TI é tudo, mexer, tá na frente de um PC, é aí, porra.

?Voz A

É aquele negócio, tem vaga aí, tem aí, entendeu?

?Voz C

Não, mas na verdade desenvolvimento é TI com programação, né? É a base de programação.

?Voz B

Se tem que abrir um chamado, então é TI.

?Voz C

Exatamente isso. Tem que abrir um ticket lá, é TI.

?Voz B

Então beleza.

?Voz C

E reiniciar a máquina, tem espaço para todo mundo, cara. Pronto, sempre vai ter. Você pode ser doido, você pode ser um psicopata, um ex-psicopata, um ex-presidiário.

?Voz B

É até melhor se você for, né?

?Voz C

Você pode ser um louco completo, você pode não ter, você pode passar 15 anos na área sem ter ideia do que você tá fazendo, que você vai ter seu espaço. Inclusive, eu já trabalhei, já trabalhei com gente que era coordenador e a pessoa não tem ideia do que ela faz. Daí você tem gente que nem eu que se preocupou em saber do que tá fazendo, ele tem que responder a dúvida dessas pessoas. O cara vem e fala, ai, explica para mim como se fosse uma pessoa de 5 anos.

?Voz B

Caralho, eu já trabalhei com humano assim em design ainda, tá? Para você ver como isso não é exclusivo da sua área, né? Que o cara, ele chegava assim para mim no PC assim Pô, mas o que que você faria aqui, hein? Você, o que que você faria? Eu ficava, eu olhava assim, porra, irmão, eu vou ser demitido daqui a pouco, você vai pegar meu cargo, cara, por que que eu vou te ajudar, tá ligado?

?Voz A

Filha da puta!

?Voz E

Às vezes eu faço isso com o GPT quando eu não entendo o negócio, eu falo assim, explique para um babuíno pequeno como seria. Aí ele me explica, às vezes não adianta planejar muito não.

?Voz F

Eu achei que ia ser professor de português, que eu do correio até agora.

DDouglas

Você tem que fazer igual aquele filme O Ditador, né? Pensa assim, me explique, finge que eu sou burro por um minuto, aí você vai lá e responde. Eu já tô fazendo isso.

?Voz B

Achei que ia ser professor de português, tá aí falando Tauba, Imbium, Baçora.

?Voz F

Assim, a língua portuguesa é uma coisa muito fluida, é viva, né?

?Voz B

É muito bom. Toda palavra inventada, né? Foda-se então, né?

?Voz F

É todo um acordo que fazemos dentro Nóis. Exato, é exatamente.

?Voz B

O foco é, o foco da comunicação é entender. Mentira, é entreter. Eu vi essa de uma professora, olha só que legal esse pensamento para todo mundo refletir. Qual o objetivo da linguagem? Entreter.

?Voz A

Entreter. Foi assim que o Douglas foi fazer história, viu? Foi nessa daí, essa cantadinha aí.

?Voz E

Tá demais, hein? É deixa, porra, Matheus!

?Voz F

O sotaque mais engraçado é o angolano, cara.

?Voz B

Você não entendeu? Eu sou laudado, eu tenho autismo, eu não consigo entender essas piadas.

?Voz E

Ai, cara, você é autismo agora?

?Voz B

Puta vida, eu sou altíssimo! Puta vida, tô com colarzinho!

?Voz F

Que heresia da porra é essa?

?Voz E

Ah, que sacanagem! Acho que eu arrumo colarzinho desse para estacionar no shopping. Porra, eu vi uma vaga lá!

?Voz B

Você tem que fazer todos, você tem que fazer aquela bateria de exame inteira, fazer uma porrada de teste, teste e tal, com psicólogo.

?Voz E

Então, estacionar mais para frente mesmo.

?Voz F

Eu sou super autista.

?Voz E

Agora eu posso estacionar, cara?

?Voz B

Eu não sei, sabia? Eu acho que pode. Procura aí, é tipo idoso, né?

?Voz C

Você pode ficar grávida. Se uma véia te encher o saco, você fala: desculpa, sou autista.

?Voz E

Não, mas para ficar grávida tem que transar, Edalmer. Porra, me ajuda aqui, não tem como.

?Voz B

Não, mas então aí eu Mas eu de acompanhante, você pode estacionar na vaga especial, é isso? Eu acho que pode, né? Não sei se for um velho, você pode, pode. Então você pode com autista, então pode. Demorou, puxa vida, cara, tá muito vantajoso ser autista hoje em dia, de verdade. Eu estou falando isso com propriedade, tá? Eu posso falar isso, vocês não podem.

DDouglas

Vocês não tiverem laudo, vocês não podem, cara. Eu tava tentando investigando TDAH, mas TDAH e autismo tá tudo tudo lindo mesmo, sabe? Tudo lindo mesmo. Minha família toda autista, mas é parente ali do autismo, e acho que toda minha família é autista.

?Voz B

Tá no CID, tá no CID, tá no espectro ali, tá na vaga deficiente.

?Voz F

Então você acelera, canta o pneu e toma a vaga dos outros.

?Voz B

Que filha da puta! Eu vi que tem até isenção de imposto para comprar carro.

DDouglas

Lembrando aqui do episódio dos Simpsons, dos primeiros assim, primeira temporada assim, o Homer estacionando vaga deficiente, aí ele sai do carro arrastando o pé assim, muito errado.

?Voz B

Esse é bom, esse é bom, esse é bom.

?Voz C

Época boa dos Simpsons. É isso, né? É isso, é isso.

?Voz A

Quando ela é bem contada, ela é engraçada mesmo.

?Voz C

Já circulamos 200 temas diferentes Autista aqui já.

?Voz B

É, já tô falando, já tô atacando autismo aqui, mas eu posso, eu sou laudado.

?Voz C

Basicamente você é laudado com autista?

?Voz E

Agora que eu posso, agora abriu a porteira, já era.

?Voz C

Você pagou para quem?

?Voz B

Não, tem que pagar lá a psicóloga, aí você faz toda a bateria de teste, aí eu sou autista com essas habilidades.

?Voz C

Entendi, entendi, entendi. Passa contato que eu vou.

?Voz B

E meu QI é alto, sabia? Meu QI é Auto, é que nem pagar atestado médico, é igualzinho, pô.

?Voz E

Só que, só que você faz, você faz o, você faz o quê do teu quê, cara?

?Voz B

Deu 119, 118, uma porra dessa assim. Não é um Roger, não é um traje rigor da vida aí não, né?

?Voz C

Mas quem não quer saber nada não, quem falou que é uma mentira do caralho. Média de QI de uma pessoa aqui no Brasil é 95, um negócio assim.

?Voz E

Tá vendo o TikTok do cara que tem maior QI do Brasil? Ele tá falando que não é para bater punheta, que não, mas é maior ou menor do que o do macaco.

?Voz C

Mas você falou, agora eu vou pegar a média aqui. Pera aí, cara.

?Voz A

Mas é maior ou menor do que o do macaco?

?Voz C

Abaixo de 70 revela uma debilidade mental definida.

?Voz B

Esse daí não sou eu não.

?Voz C

Entre 70 e 80, né, nota uma debilidade mental fronteiriça. Não sou eu. Entre 80 e 90, manifesta torpeza, raramente qualificada como debilidade mental. Entre 90 a 110 é a inteligência normal e média. Então, entre 110 e 120 indicam inteligência superior.

?Voz B

Aí, ó, esse daí sou eu, ó, sou superior a vocês.

?Voz C

140 representa inteligência muito superior. Superior a 140 significa inteligência genial. Aí, como já falamos aqui, o Roger do Tá de Rigor tem mais de 140, ele é uma mula imbecil gigantesca, né?

?Voz B

Então é que tipo, na verdade, o teste de QI, ele é uma média de alguns testes, são alguns testes que você faz, e ele tem um, ele tem um máximo, ele tem um capzinho lá que eu não lembro de quanto é que é, Mas é um negócio meio mais para raciocínio lógico, essas coisas.

?Voz E

Enfim, a gente podia converter em centímetro de pinto. Puta, nossa, isso aí ia ser uma ótima conversão.

?Voz B

Aí você ia ter 3.

?Voz E

Exato.

?Voz F

Puta, legal. Quando faz primeiro é negativo.

?Voz B

Foi agora, agora você tomou Você acabou de chamar mulher de burra, é isso mesmo, LJ?

?Voz E

Eu não, eu não, foi o Rodrigo aí, tá maluco?

?Voz B

Perdão, mas os testes são maneiros, recomendo todo mundo fazer.

?Voz C

Qual que são os testes? O rastão e o quê de bengala.

?Voz B

O quê de bengala, muito inteligente. Os testes são tipo assim, é aquele É aqueles que tem qual que é a próxima imagem da sequência. Aí tinha uns lá que era de cubo, assim, tinha um dadinho com vários desenhos. Aí qual desses lados aqui é o do cubo, né? Porque tem umas faces que você não enxerga. Qual mais que tinha? Tinha de palavras também, tinha os de raciocínio lógico, aquele dali, tipo, se fulano tem tal coisa, fulano tem outra coisa, fulano e Falando, tem tal coisa que é de conjunto.

?Voz C

Sou meio ruim nesses daí.

?Voz B

Ah, então você é burro.

?Voz C

Eu fico, eu sei pensar, ficar um com cada um e foda-se.

?Voz B

Ah não, você não é burro não. O burro do podcast é o Yânio. Esqueço disso, né? A gente tem que bater nessa tecla, que o Yânio que é o burro, ele perdeu.

?Voz E

Ele é o burro, ele perdeu, lembra?

?Voz B

Ele perdeu o jogo. Tem que bater nessa tecla.

?Voz A

Mas eu tava cansado já, enfadigado, eu queria terminar logo.

?Voz C

Jogo tem dessa, mas foda-se, chega, chega, acabou, acabou, foda-se, acabou. É isso aí. Se você mora aí na Europa, nos Estados Unidos, na América do Norte, você não pode reclamar da sua vida, que sua vida é muito fácil, não tem direito. Você cresceu no very easy, principal, como já definimos aqui, principalmente esses países nórdicos aí, Suécia, Noruega. Ai, tô triste, não pode.

?Voz F

Seu sofrimento não existe.

?Voz B

Isso aí é exato, você não pode ser de esquerda. Você não pode ser de esquerda.

DDouglas

Branco e louro então, pelo amor de Deus.

?Voz A

Tô triste, vou cagar 8 horas, 9 horas da noite. Não pode dar descarga.

?Voz E

Se você quiser gostar de alguém, manda uma mensagem no Spotify perguntando para o Renato se pode gostar dela.

?Voz B

É importante. Isso é importante.

?Voz E

Aí depois você pode.

?Voz C

Eu já falei, o único caso que você não pode gostar de ninguém por isso.

?Voz B

Não, não, não, não, não, mentira, tem outras pessoas aí, eu não lembro quais.

?Voz C

A única classe que você não pode gostar de nenhum é por isso.

?Voz B

Eu posso gostar do Tiro Lipa?

?Voz C

E aí, de quem?

?Voz B

De Jenny Pretinha.

?Voz E

Que isso, cara? Caralho, chegou o Lima Duarte, puta vida!

?Voz C

Esse foi mais um ideado de João Tião.

?Voz F

O dono é LJ ainda, eu não.

?Voz B

Eu posso gostar do Carlinhos Até a próxima, tchau!

Podcast Ideia Errada 275 – Tadinho do gringo! | Castnews Index — Castnews Index