#239 - O papel dos BPO's nas empresas com Edmundo Gomes Junior e Carlos Hoyos
- O papel consultivo dos BPOs e a importância da AbrapsaBPO consultivo como diferencial·Abrapsa como associação de BPOs·conexão entre pessoas e empresas·eventos e painéis da Abrapsa
- Desafios e benefícios da contratação de BPOs para empresasfalta de mão de obra especializada·experiências negativas com BPOs·BPO como alternativa para executivos·qualificação dos profissionais de BPO
- Impactos da Reforma Tributária de 2027 e o split paymentmudança na atitude do empresariado·criação de conta corrente entre empresas·fim do caixa com imposto não pago·preocupação com eleições e governança
- A trajetória profissional de Edmundo Gomes Junior e a criação do BPO na Priceexperiência em multinacionais·início como auditor externo·criação da linha de serviço BPO na Price·crescimento do faturamento do BPO
- A importância da qualidade e responsabilidade na escolha de um BPOpreço versus qualidade na contratação·responsabilidade técnica do contador·CRC como entidade reguladora·complexidade do negócio e precificação
- A mensagem de propósito e fé de Edmundo Gomes Juniorcrença em Deus e propósito na vida·valorização da vida e família·reflexões sobre prosperidade·importância de conversar e trocar experiências
É a questão da reforma tributária. Muita gente não sabe o que vai acontecer, por incrível que pareça, que também muita gente não está estudando. Então, se você pegar o cliente, ele pergunta lá para o prestador de serviço dele, a pessoa muitas vezes fala: não, não, não vai mudar muita coisa. Então, a falta de informação, é aí que entra a Brapsa, com essa bandeira de DPO consultivo.
Tive uma conversa muito importante com Edmundo Gomes Júnior, superintendente da Abrapsa há mais de 3 anos. Ele também conta com mais de 27 anos de experiência, 14 anos na PricewaterhouseCoopers no mercado empresarial nacional e internacional. Atuou nas áreas de controladoria, tecnologia, tributário, recursos humanos e comercial, e também tem 10 anos de experiência na KPMG, auditoria externa nos segmentos de indústria e bancos. Vamos falar sobre BPO, sobre terceirização de serviços e reforma tributária.
Bem-vindos ao podcast Líder de Elite. Aqui é Carlos Oios, seu anfitrião. Sou Business Advisor e Coach Executivo Global Sênior há mais de 14 anos. E aqui nós mergulhamos na mentalidade e estratégia que moldam a liderança de classe mundial, explorando o que significa ser líder de elite de verdade. Se você se interessar por entrevistas internacionais, confira também o nosso outro canal, Elite Leader Podcast.
Boas-vindas, Edmundo, um prazer enorme. Que bom que deu certo a gente combinar esse horário para a gente bater um pouquinho de papo, você trazer um pouco de experiência, expertise, sua sabedoria aqui para nossa comunidade do Líder de Elite. Quem é o Edmundo Gomes Júnior, pelo próprio Edmundo? Tá contigo, meu caro.
Bom, Carlos, bom dia a todos, né? Eu agradeço muito, amigo, trazer essa oportunidade para o Edmundo. Eu sou Edmundo Gomes Júnior, sou casado com a Rônia, temos 3 filhos. O Stephen tem 34 anos, a Michelle, 43, é casada, o Stephen também é casado, e tem a pequena que é a Laura, que tem 11 anos, fez 11 anos dia 10 de agosto. Moramos em Barueri já quase 10 anos. E eu sou superintendente da Abrapsa, uma questão de uns 3 anos. É uma associação voltada para o empresariado, né?
Hoje contamos aí com 55 empresas, estamos falando aí de 16 mil colaboradores. Se formos pegar os clientes dessas empresas de uma forma bastante conservadora, Nós estamos falando por volta de 20 mil empresas. Então a Abrapsa, ela tem, vamos dizer assim, diretores estaduais, né, no Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Manaus, né. Ela, essa associação, ela é, ela tem pericial, né. Então muitas vezes você fala, né, Carlos, puxa, é uma associação.
Ih, rapaz, é uma associação ela tem um diferencial muito grande, né, que a gente trabalha para os associados, a gente promove, né, as empresas dos associados. Então, e fundamentalmente esse trabalho é de conexão, né. Então é trazer o relacionamento entre pessoas e empresas. Por exemplo, dia 19 de agosto fizemos almoço, superou a expectativa. Então tivemos 50 empresários nesse almoço, inclusive empresas que ainda não são associadas à Abrapsa, né?
Então todo mundo se conectou. Então um outro evento que nós vamos ter, que é o segundo, dia 13 de novembro deste ano, nós vamos fazer o segundo Abrapsa Summit. Então estamos trazendo aí palestrantes de renome no mercado brasileiro e mesmo internacional. Vamos ter 2 painéis esse ano, nós mudamos a configuração, então vamos ter 2 painéis de reforma tributária. Então estamos trazendo pessoas que realmente conhecem, participam da reforma tributária no Brasil, temas ainda que ainda vão ser publicados pela Receita Federal, que ainda não tem uma definição.
Então, como nós estamos falando aí por volta de 140 pessoas, de novo, são empresários, né, que estão muito interessados no que vai acontecer em 2027. Então nós já tivemos uma série de problemas de empresas, né, que estão aí em recuperação judicial, estão saindo do Brasil. Né? E vai ter um outro painel que é de tecnologia. Então estamos trazendo uma executiva, né, que é a Tânia Concentino, né, que foi CEO da Microsoft. Então, e outros participantes que conhecem muito na área de tecnologia, são estudiosos no MIT, para dizer exatamente para onde caminhar, porque Você sabe, no Brasil nós temos muito de modismo, né?
Então, uma forma bem básica, né, quando surgiu aí o atendimento eletrônico, né? Então todas as empresas colocam isso, né? Então, ou por um motivo de não conversar, né, não ter a parte humana para atender, né, os seus clientes, né? Então você fala com uma máquina lá que não resolve nada. Essas pessoas da área de tecnologia vão trazer exatamente o que está acontecendo, não só no Brasil como globalmente, a questão de IA. Então, a IA, segundo eles, não vai resolver todos os problemas.
A IA também não vai tirar emprego das pessoas. Então, é isso que a Abrapsa faz. O Edmundo, ele teve uma carreira profissional bastante interessante, porque eu sempre trabalhei em empresas multinacionais. E essas empresas que realmente eu comecei como auditor, né, eu dou graças a Deus de ter começado como auditor externo, né. Isso me deu uma tremenda bagagem, formação, e mesmo como pessoa, né, toda a transparência, responsabilidade, a determinação.
Falei empresas como Bosch, como Price, né, e entre outras, trabalhei na bolsa de valores também como auditor. Então essa é a minha trajetória e aprendi muito, aprendi muito. Acabei, minha última empresa foi a Price, que eu trabalhei durante 14 anos, né? E lá foi interessante porque eu fui para Price porque eles decidiram montar uma uma linha de serviço que nenhuma na época, né, era Big Six e virou Big Four, né, ao longo do tempo, né.
E eles montaram essa linha de serviço que é o BPO. Isso eu tô falando no ano de 2000. Nessa época ninguém falava em BPO, era um nome que ninguém fazia ideia. Então a Price, ela foi líder desse mercado, né, porque na época As Big Six faziam o que a gente chamava de bookkeeping. Como você pega uma Price, pega Arthur Andersen, que eu também trabalhei na Arthur Andersen, só que lá foi na consultoria de implantação de SAP, né, que seria a tecnologia.
Mas quando a Price decidiu, no ano de 2000, criar essa linha de serviço, mesmo a Price, né, os sócios, as outras agências de serviço, né? Por exemplo, a Price tem, se eu não me engano, acho que 110 anos de existência no Brasil, né? Então é auditoria, consultoria, a parte de impostos. E nós começamos, é interessante, 5 pessoas, 5 pessoas realmente começaram a liderar esse projeto, né? E foi legal porque o faturamento era R$5.000 por mês.
Imagina você, né, ter uma empresa como a Price, uma linha de serviço nova, e faturar R$5.000 por mês. Evidentemente que a Price, ela investiu, ela acreditou, né? E depois de 10 anos, nós estamos falando de algo de R$70 milhões por ano, né? Então, muito trabalho. E tem algumas curiosidades nessa nossa vida, né? Porque assim, durante 5 anos Foi o trabalho assim, semana de 5 dias, todo dia nós tínhamos um grupo que almoçava junto, todo dia, todo dia.
Então, quer dizer, o líder, que é o sócio principal, uma pessoa fantástica, fantástica, visionária, né, tinha já quase 30, 40 anos de Price, né, e todo dia a gente falava de trabalho no almoço. E de 5 dias, 2 ou 3 tinha happy hour, falava de trabalho, falava de trabalho. Então as pessoas de volta, né, quer dizer, o time do BPO, né, às vezes fala, puxa, Edmundo, pô, você não fala outra coisa a não ser de trabalho? Falei, mas assim, quando você faz algo que você acredita, que você é determinado, e auditoria dá, traz muito isso para você, que é disciplina.
Então, depois de 10 anos, você vê que tudo aquilo que você fez foi um sucesso, foi um sucesso mesmo para, no caso, a Price. E eu digo, as Big 6 e Big 4, elas não entendiam, porque, por assim, você sempre teve, né, empregou auditoria, você vende horas e você calcula o custo por hora, né? Então, para você ver a lucratividade de cada projeto, de cada cliente. Aí vem o BPO e fala: não, nós vamos cobrar uma mensalidade. Então aí vem a pergunta, e muitos dos sócios entendiam isso, né?
Quer dizer, como é que você cobra uma mensalidade? Como é que você faz a contabilidade, o financeiro, fiscal? A folha de pagamento e você fala, olha, esse cliente pelo porte— evidentemente que você tem todo um aparato, você tem todas as informações que o cliente te passa para você poder fazer uma precificação justa, né? Então falar, esse cliente vai pagar R$20 mil por mês. Como é que é isso aí? Como é que ele paga R$20 mil? E se for mais?
Mas você tem todo um controle, você tem toda uma governança. Voltando para a Abrapsa, né, a Abrapsa ela tem várias e vários associados, quer dizer, o ecossistema da Abrapsa é formado por empresas de BPO, empresas de tecnologia e empresas de advocacia. E essas empresas também de tecnologia são várias soluções que essas empresas ofertam, né. Então a área de educação, a parte de representante de Microsoft e principalmente o BPO, porque a Abrapsa ela começou com BPO, mas de folha.
Então tinha muitas empresas e hoje também nós temos empresas na Abrapsa de BPO que tá esse ano fez 69 anos de existência. Então você fala não é uma coisa fácil. Tem outra empresa que tem 45 anos de existência. Passa por gerações e a empresa continua. Então, a questão do BPO, na Abrapsa, a gente tem uma filosofia que é diferenciada de outras associações. Ou seja, a gente trabalha com o BPO consultivo, né? Então, é uma coisa que eu falo e pode até ser que algumas pessoas não vão gostar, Mas assim, hoje você entrega um balancete para um executivo, ó, entreguei esse balancete dentro do prazo, entreguei a guia de recolhimento dentro do prazo.
Isso é obrigação. Então você não tá fazendo absolutamente nada que seja diferente que milhares de empresas desse país fazem. Então a Abrapsa veio com uma bandeira né, o seu associado trazer o pior consultivo. Porque se você pegar hoje e tudo que vem acontecendo, eu ainda cada vez menos eu entendo empresário, né. Então eu vi a história do que aconteceu na Casas Bahia, eu não consigo entender com toda a minha experiência, com tudo que eu estudei, com tudo que me ensinaram, Então você pega uma empresa que tem uma dívida de R$17 bi, tem mil lojas, e um belo dia fala assim: vou fechar 298.
Você fala assim: tem influência de governo, como se fala? Tem influência da taxa de juros? Eu acredito. Mas assim, você não precisa fazer Harvard para chegar a essa conclusão. Você tem uma empresa de S.A. de capital aberto, você tem conselho consultivo fiscal, conselho de administração, você tem um CEO, você tem diretor. As 298 lojas já vinham dando prejuízo há muitos anos, né? Quer dizer, você olha isso, né, e você fala, você tem um time que custa caro e custa muito caro, né?
Então você saber que o Você tem lá 10, 20, 30 lojas que estão dando prejuízo, 6 meses, 1 ano e meio, você fala: eu já fiz toda a estratégia e cheguei à conclusão de que tem que fechar, tem que fechar. Então hoje, né, o que que essas empresas de BPO da Abraps estão fazendo é sentar com o executivo Então assim, vamos tirar a prestação de serviço, vamos entender, quer dizer, qual é a dor do executivo, qual é a dor do CEO, do presidente da companhia.
Então vamos tomar um café, vamos conversar. Então, por exemplo, ponto que eu venho conversando com muita gente, né, não só dentro da Grápica, mas fora, né, é a questão da reforma tributária. Muita gente não sabe o que vai acontecer, por incrível que pareça, que também muita gente não tá estudando. Então, você pegar, é, o cliente, ele pergunta lá para o prestador de serviço dele, a pessoa muitas vezes fala: não, não, é, não vai mudar muita coisa, né?
Então, a falta de informação, então É aí que entra a Abrapsa com essa bandeira de BPO consultivo. Inclusive, até me mandaram essa semana um email de uma pessoa, né, que traz lead e tal, né, que eu não acredito muito nessas coisas, né. Então é que fala sobre ser consultivo. Falando no BPO, eu conheço meu cliente. Eu sei a atividade dele, eu faço a contabilidade, eu sei a lucratividade, eu sei quais os problemas, o custo operacional.
Então eu tenho munição para estar ajudando o meu cliente. E é isso que o executivo espera do BPO. Não é só fazer a contabilidade, não é só recolher os impostos. Então ele quer algo que seja diferente, né? Porque tudo isso tem várias empresas que fazem. Dentro do BPO, que é algo bastante importante, porque, por exemplo, hoje você vê empresas gastando fortunas, né, querendo investir, comprar software, né? Primeiro, você tem um tempo enorme para escolher um software.
Segundo, se ele se adequa à sua operação. Terceiro, você tem que montar uma equipe, e essa equipe tem que ser os melhores profissionais que você tem na sua empresa para que essa implantação dê certo. Já, eu já vi isso acontecer, de chegar lá no final, entrar em produção, e a empresa não conseguir faturar, não conseguiu faturar, né? Então o BPO, ele vem no papel de terceirizar Porque para as empresas hoje, eu digo mais de pequeno e médio porte, não é core você ter um software de gestão.
Então, para que que eu quero ter um software que faça minha contabilidade, faça o meu financeiro, faça o meu fiscal, folha de pagamento? É isso para empresa, né, é uma preocupação a menos. Então esse é o papel do BPO, né? Não só terceirizar o back office como também ser BPO consultivo.
Muito bom, Edmundo. Tem várias perguntas aqui que estão nascendo a partir dessa apresentação inicial. A primeira é: como que tá a taxa de adesão das empresas hoje em relação ao BPO? A gente entende a importância de ter a pessoa certa no lugar certo. Mais uma vez, não só fazer a mera contabilidade de pagar os impostos, como você falou. E aí, dentro dessa temática, você aborde como quiser, qual que é a resistência das empresas em contratar BPO?
Quais são os benefícios de ter BPO? Como é que é esse processo de contratação de um BPO?
Na realidade, assim, hoje o BPO no Brasil tá enfrentando um problema muito sério, que é a falta de mão de obra especializada, por N motivos. As pessoas não querem mais estudar, né, por uma questão de salário, quer outras atividades. O outro problema também que aparece para o BPO é assim: a empresa contratou um BPO, né, e por alguns motivos não deu certo. Que a empresa não tava preparada, não dava, não prestava um serviço de excelência tal, e resolveram internalizar.
Então tem muitos casos, né, que o cliente ele acaba internalizando porque ele não teve uma boa experiência com BPO, quer dizer, a expectativa dele tava aqui em cima, né, e acabou não atendendo às necessidades dele. Mas de qualquer forma, eu diria para você que assim, que o BPO é uma, é uma grande alternativa para o executivo, porque você tem hoje, olhando assim, eu olho para a Abrapsa, você tem empresas, né, que tem profissionais altamente qualificados.
Então isso é importante. Então você ter pessoas qualificadas dentro de cada área, conhece muito bem contabilidade, conhece muito bem a área tributária. Porque é uma coisa que eu sempre falo: se você errou o lançamento contábil, tudo bem, você tem um mês inteiro para corrigir, fazer a conciliação e tudo mais. Agora, se você errou o cálculo do tributo, Não tem volta, porque você já pagou e você trouxe o prejuízo para o seu cliente.
Por exemplo, folha de pagamento, você quer um auditor melhor que o colaborador? Na hora que ele recebe lá o holerite dele, o crédito de conta corrente, ele sabe exatamente, olha, tá faltando R$10, tá faltando R$50. Agora, da parte tributária, não. Então Você tem, né, empresas de BPO altamente qualificadas e que realmente vão, vamos dizer assim, tranquilizar o executivo na tomada de decisão, né? O apoio que ele precisa. Você imagina uma indústria que tem um cadastro de produto, você fala do NCM, para cada produto ele tem que ter lá uma alíquota.
E agora é pior ainda se ele vende para outros estados brasileiros. Então essa questão para o empresariado, quer dizer, deixa ele muito mais tranquilo, o Bipeom. Então é mais nesse sentido, né? Agora, evidentemente que Existem N empresas, como qualquer atividade desse país, sei lá, advogado, médico, engenheiro, né? Então tem pessoas boas, tem pessoas ruins, tem pessoas que não estudam, né? Então o de uma BPO não vai ser diferente.
Perfeito. Então vamos lá, na cabeça de um executivo responsável para fazer essa contratação, ou mesmo empresários, como uma empresa menor, qual é o caminho das pedras para que essas pessoas possam fazer uma boa contratação de uma BPO?
Ah, por exemplo, essa semana, né, por exemplo, a Abrapsa, ela é uma referência para o mercado brasileiro quando você fala de BPO, tá certo? Por exemplo, sexta-feira passada uma empresa me procurou, né, que ela tava precisando contratar um BPO. Muitas vezes assim, as empresas procuram Abrapsa porque fica muito mais fácil Nós temos um leque, né, de empresas de excelência no segmento de BPO. Muitas vezes a pessoa fala, você pode me indicar?
Então a gente indica os associados, e aí cada um sente confortável. Porque assim, o ID Mundo na Abrapsa, né, e isso é uma política, é parte da governança, nós não interferimos em absolutamente nada. Ao contrário, Nós queremos ajudar o associado. Então quem procure, inclusive grandes empresas nos procuram, quer fazer um pedido da parte de folha de pagamento, a empresa tem 10 mil funcionários, então eu preciso, aonde eu vou buscar?
Vou buscar na Brapsa, porque hoje o BPO também de folha, é de folha, é de RH, então a gente Eu passo para os associados e aí eles que decidem se tem condições, que reúne condições para atender uma empresa desse porte, ou eles abrem mão, né? Então a Abrapsa, ela não interfere absolutamente nada, então só traz a oportunidade para os associados.
E como é a qualificação dos BPOs como associado?
Na realidade, no Brasil a gente tem um ponto que é importante, que muitas vezes, dependendo do porte da empresa, ela procura preço. Então isso é um ponto importante. Você tem duas regras, né? Você tem o preço e você tem a qualidade. Então você tem que se apresentar como uma empresa que tem responsabilidade, tem transparência, né? Então muitas vezes é o cliente, né, o executivo, ele não tá muito preocupado com a qualidade, a excelência da empresa de BPO, ele quer preço, né?
E muitas vezes você não consegue fazer pelo porte da empresa, pelo grau de complexidade do negócio, né? Então você faz uma proposta de 20 Mas aí tem um outro que falou que é 10, né? Então o 10 pode ser que ele faça, mas eu não sei por quanto tempo. Então quando você faz a precificação, e outra, você tem a responsabilidade, você, você como contador, você assina como contador, né? Então as demonstrações financeiras tem lá um contador, tem um nome, né, Edmundo Gomes Júnior.
Que tá se dando problema, qualquer, o que vier acontecer com relação àquele balanço, o Edmundo Gomes Júnior, ele é responsável, né? Então você tem uma entidade como o CRC, né? Então essa que faz a diferença da empresa escolher qual é a empresa de BPO que ela deve contratar.
Muito bom. Antes da gente dar sequência, como é que a nossa audiência pode saber mais sobre o Edmundo, sobre a Abrapsa, ou entrar em contato?
Então, na realidade, eu tenho, né, o meu WhatsApp é 11 984263225, né, o email, né, é egomesjr@yahoo. Então a gente pode estar conversando, né, de vários assuntos, não só de BPO. Inclusive eu tô fazendo, desenvolvendo um trabalho para para dar uma palestra, né, sobre prosperidade. Um dia sentei aqui na sacada e comecei tanto a ouvir as pessoas falarem, né. Eu sou uma pessoa apaixonada por filosofia. Tem a Lúcia Galvão, tem o Karnal.
Então são pessoas maravilhosas, são estudiosos. É uma coisa assim é fantástica. E quando a gente fala em prosperidade, muitas vezes a pessoa não consegue saber. Se você entrar numa sala, né, 10, 20, 30 pessoas, você falar assim: você é próspero? Eu acredito realmente que a pessoa não consegue te responder de bate-pronto. Então entender o que é ser uma pessoa próspera, né, as reflexões que a gente deve fazer na nossa vida Não só na vida pessoal como na vida profissional, né?
É o relaxamento profissional, tudo que acontece dentro de uma empresa, o que que uma empresa espera de você. Então, como nós falamos, né, essa questão da mão de obra, né, ela traz uma série de reflexões, principalmente que as pessoas deixaram de estudar, né? Então hoje você fala com uma pessoa de 18, 20, 22 anos, não tem muita ambição de fazer uma faculdade. Vou fazer faculdade para quê? Apesar de que também diploma não traz prosperidade para ninguém.
É, você tem que estar preparado para o mercado. Então muitas vezes a pessoa fala, ah, mas você paga pouco. Tá bom, o que você sabe fazer? Me diz qual é a sua formação. Então o Edmundo, né, eu gosto muito de conversar com as pessoas. Muitas vezes até penso que eu falo até demais, mas eu gosto muito de conversar com as pessoas e também conversar com pessoas assim que sejam mais idosas do que eu. Então, pessoa de 80 anos, 85 anos.
Outro dia eu conheci, inclusive apresentado pelo nosso amigo Luciano, né, o Jimmy, presidente de uma empresa. Nós ficamos conversando, era para conversar 20 minutos, ficamos uma hora. E não conversamos mais porque eu tinha uma outra reunião. Então é prazeroso, né, você trocar experiência, como nós estamos fazendo aqui, né, com pessoas também que têm conteúdo, né, para estar dividindo.
Muito bom, excelente. Na sua percepção, qual vai ser o impacto quando a reforma tributária entrar fortemente aí no ano que vem? Eu sei que tem vários estágios, algumas coisas já tem que ser pré-selecionadas já. Mas qual que é a sua visão do impacto no empresariado do Brasil para 2027?
É, vai ter um impacto muito forte e que vai mudar, né, a atitude e a percepção do empresariado brasileiro, que é o que eles chamam de payments. Então, o que que o governo tá fazendo? Ele tá criando uma conta corrente entre empresas. É uma coisa assim, Hoje tem muita empresa que ela faz caixa com imposto que ela não paga. Então, como ela não paga o imposto, ela tem caixa. Só que agora isso vai mudar, porque assim, a empresa que não pagar o imposto, você não tem o crédito.
Então muda completamente, né, o conceito de imposto nesse país. Eu Eu não sei como que essas empresas vão conseguir conviver, né? Porque se eu tô vendendo para você, tem que pagar o imposto, e você vai querer tomar o crédito, vai estar lá no seu conta corrente. E se eu não pago o imposto, esse crédito você não tem. Então eu vejo que isso é algo que realmente vai trazer um grande impacto nas empresas desse país.
E você antecipa que vão ter Muitas empresas que vão quebrar, eu imagino.
Assim, e nós temos, né, hoje você vê, tem muitas empresas, e eu tô falando de milhões, bilhões de reais, que não vem pagando ICMS, não vem pagando IPI, não vem pagando INSS. Então isso já há muitos anos. Então assim, não dá para continuar, não vai dar para continuar. Essas empresas vão ter que se reinventar Acabou você ter esse fluxo de caixa pelo fato de você não pagar imposto. E outra, o governo vai querer esse dinheiro, que cada vez mais tá se criando imposto, tá se cobrando imposto, e não há dinheiro que chegue para o governo, né, pagar todo, todo o custo, né.
Brasil é realmente, 2027 vai ser algo preocupante. Agora, Tem um outro aspecto também que a gente não sabe o que vai acontecer, que são essas eleições. Então tem muito empresário que também tem essa preocupação, né? Ou vai continuar quem está, ou quem entrar. Então, olhando os candidatos que estão aí, que não tem nenhuma experiência em termos de governança de um país, essa também vai ser a grande preocupação.
Edumundo, se você pudesse deixar uma mensagem para todos os seres humanos durante 24 horas num outdoor, ou mandar um WhatsApp para todo mundo, uma mensagem que seja relevante para ti, que mensagem você deixaria?
Olha, eu diria o seguinte: eu acredito muito em Deus, né? E eu diria para as pessoas que realmente tudo que acontece nossa vida tem propósito, para o bem ou para o mal. Tudo na nossa vida não é por acaso. E ele sabe, Deus Todo-Poderoso, que nós temos que passar por certas situações, né, para a gente realmente dar valor à nossa vida, dar valor à nossa família. Então, todo dia Eu sou uma pessoa que eu acredito em Deus, eu sei que as coisas vão melhorar. Esse princípio básico que é importante para todo e qualquer ser humano.
Obrigado, Edmundo, prazer conversar contigo.
Eu que agradeço, um forte abraço.
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