Conexão Geo 385 - GUERRA DO GOLFO III AINDA NÃO ACABOU
Pauta:
1) GUERRA DO GOLFO III AINDA NÃO ACABOU
2) MOSCOU EM ALERTA PELO DIA DA VITÓRIA
3) ESTAMOS DE OLHO
4) BOA NOTÍCIA
- Terceira Guerra do GolfoOperação naval de proteção (Project Freedom) · Ataques do Irã contra navios mercantes e de guerra · Retaliação dos EUA contra posições iranianas · Proposta de acordo EUA-Irã (30 dias de estabilização) · Enriquecimento de urânio pelo Irã · Ataques do Irã contra Emirados Árabes Unidos
Olá pessoal, comandante Leonardo Matos aqui, Conexão Geo, número 385, sexta-feira, 8 de maio de 2026, trazendo para vocês a síntese da geopolítica essa semana. E a Guerra do Golfo 3, meus amigos, minhas amigas, ainda não acabou. Esse foi o título que eu escolhi para o nosso podcast semanal, porque essa semana vocês viram um vai e vem bem grande. E ontem pela manhã, por exemplo, todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos todos
Havia uma forte expectativa de que um acordo poderia sair ontem mesmo entre Estados Unidos e Irã. Mas vamos começar pelo início dessa semana. Acho que é interessante nós comentarmos o que aconteceu, especialmente domingo, quando o presidente Trump anunciou o projeto Liberdade, ou seja, uma operação naval.
de proteção, de escolta, de comboio a navios mercantes que estão dentro do Golfo Péssico. Vem falando bastante sobre esse assunto aqui com vocês. Temos aí mais de 1.500 navios mercantes, alguns falam de 2.000 navios mercantes dentro do Golfo Péssico, querendo sair do Golfo Péssico, muitos carregados, outros querendo voltar para os seus portos de destino, outros portos.
E a ideia seria essa, ele anunciou isso no domingo à noite, na segunda-feira, o início da execução, toda aquela expectativa do que ia acontecer. E aconteceu o que muitos já estavam prevendo. O Irã não aceitou, enviou lanchas de alta velocidade. Os Estados Unidos disseram que destruíram sete lanchas dessas da Guarda Revolucionária.
mas o fato é que apenas dois navios mercantes americanos conseguiram sair na segunda-feira. E na terça-feira o Trump, digamos assim, deu uma pausa, como ele falou, ele interrompeu essa operação, que ele chama de Project Freedom, porque o Paquistão tinha pedido para interromper, porque as negociações estavam avançando.
Só para registrar, tanto segunda-feira como terça-feira, ocorreram novos ataques do Irã contra os Emirados Árabes Unidos. Ou seja, depois de algumas semanas sem ataques, essa semana, segunda e terça-feira, voltamos a ver ataques que, segundo o Ministério da Defesa dos Emirados, eles conseguiram interceptar os ataques, mas tivemos incêndio, por exemplo.
no porto de Fujaira, que é um importante porto dos Emirados, até porque fica fora do Golfo Pérsico. Bom, então terça-feira o Trump...
Pausou, como ele fala, a questão da opressão Freedom lá. E a quarta-feira, digamos assim, foi do Trump falando em vitória, falando que o Irã não tinha mais condições nenhuma, que as forças armadas iranianas estavam acabadas, e até os mercados reagindo bem, o preço do barril caiu abaixo de 100 dólares. Estávamos indo bem na quarta-feira. Ontem...
À tarde, horário aqui do Brasil e já noite lá no Irã, começamos a receber as informações de explosões, explosões da mídia iraniana de explosões em Bandarabaz, uma cidade onde tem o porto, a base naval mais importante do Irã, e na ilha de Qesme. A ilha de Qesme é uma ilha grande que fica ali no State de Ormul, uma ilha iraniana.
E ficamos ali talvez umas duas horas aguardando para saber se seria a volta, e monitorando as redes sociais. Tentei entrar em contato com alguns informantes que eu tenho lá dentro do Irã, não consegui. E ficou a expectativa de que teria voltado o conflito, que os Estados Unidos teriam desistido de esperar a resposta dos Estados Unidos, a proposta americana.
feita na quarta-feira, a última proposta que os Estados Unidos mandou para o Paquistão. Os Estados Unidos, na quarta-feira, enviaram, via Paquistão, uma nova proposta para o Irã de uma estabilização por 30 dias, abertura dos estreitos, ou seja, cancelamento dos dois bloqueios, liberando também a questão das sanções econômicas contra o Irã. E aí, nesses 30 dias, teria uma negociação mais detalhada para um acordo maior.
Quer dizer, os Estados Unidos enviaram para o Paquistão na quarta-feira, ontem ao longo do dia muita expectativa que o Irã concordasse e veio essa notícia dos ataques, das explosões lá no Irã, no final da tarde aqui no Brasil, noite lá no Irã. E cerca de duas horas depois do início das informações sobre essas explosões, veio a nota do Comando Central dos Estados Unidos, que é responsável por todas as operações americanas militares no Oriente Médio.
dizendo que três contra-torpedeiros americanos teriam sido atacados, vejam bem, três navios de guerra, três contra-torpedeiros dos Estados Unidos, teriam sido atacados ali na região do state of Hormuz, pelo Irã.
E aí os Estados Unidos retalharam atacando posições em terra do Irã, de onde teriam partido os mísseis e drones contra os navios. O Sandskorn informou que os navios não foram atingidos, que todos os mísseis e drones lançados contra os navios não atingiram os navios. E disse que os Estados Unidos, o Sandskorn não atrociou. Os Estados Unidos não querem escalar novamente o conflito, não querem voltar ao conflito, estavam apenas se defendendo. Então isso aconteceu ontem.
E agora, gravando para vocês o nosso Conexão Geo da Semana, a situação, na minha avaliação, é de incerteza. Não dá para cravar com vocês o que vai acontecer. Tivemos um ataque ontem do Irã contra três navios de guerra dos Estados Unidos. Os Estados Unidos retalhou contra o Irã. Então, estamos aí em suspense com relação a essa questão. Os pontos da proposta de acordo dos Estados Unidos com o Irã...
elas seguem com pontos polêmicos. A questão do enriquecimento de urânio por parte do Irã, ou seja, a suspensão do enriquecimento de urânio por parte do Irã, é uma questão polêmica. O Irã diz que quer enriquecer urânio para fins pacíficos, etc.
E, logicamente, essa é uma questão importante para os Estados Unidos, mas mais importante ainda para Israel. E não podemos esquecer do que está acontecendo lá no Líbano, porque lá no Líbano, Israel, embora esteja em vigor um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah via o governo libanês, vocês lembram, já expliquei, Hezbollah é um partido político, mas um braço armado desse partido político. O Hezbollah tem membros armados, tem uma...
uma força militar armada, forte, principalmente no sul do Líbano. E aí na quarta-feira, Israel faz um primeiro ataque contra Beirute depois do início desse cessar-fogo estabelecido entre os governos de Israel e do Líbano. E esse ataque em Beirute, Israel já estava atacando lá no sul do Líbano, naquela faixa ali ao sul do Rio Litane.
Mas dessa vez, na quarta-feira, atacou Beirute, capital libanesa, e logo depois explicou por quê. Porque, segundo Israel, teria matado um importante líder do Hezbollah. Por isso que atacou ali em Beirute. Mas lógico que o governo libanês reclamou, o Ministério da Saúde do Límano já falou que mais de 2 mil pessoas morreram desde 28 de fevereiro, mais de 2 mil pessoas.
morreram no Líbano depois de 28 de fevereiro. Vejam esse número. Não é pouca coisa. Então essa situação no Líbano, essa situação de Israel, Líbano contra Hezbollah, etc., é uma situação que logicamente pressiona o governo iraniano para aceitar qualquer acordo dos Estados Unidos. Então nós temos a questão do enriquecimento do urânio iraniano e temos essa questão de Israel contra Hezbollah. Porque para Israel...
é uma questão de sobrevivência que o Irã, o ideal seria trocar o regime, trocar para um outro regime, lembrando que antes de 1979 o regime do Irã era, o Shah Reza Parlevi no Irã era amigo de Israel, também era aliado dos Estados Unidos, então para Israel seria o ideal, já que o Irã considera abertamente que Israel é o seu grande inimigo, que não deveria existir, etc, etc.
Então, para Israel, é uma questão de sobrevivência eliminar esse governo iraniano. Então, a situação segue bastante incerta. Os Estados Unidos, o governo Trump quer, logicamente, encerrar o conflito, quer parar isso para ele muito ruim, popularidade segue baixando, inflação, preços de combustíveis em Europa com muitos problemas em relação à questão do combustível.
E, aliás, falando em Europa, parece que os europeus agora estão reagindo, navios europeus estão chegando na região ali do Oriente Médio, já estão ali no Mar Vermelho, inclusive o porta-aviões francês Charles de Gaulle também. Não sei exatamente o que os navios europeus vão fazer ali no Mar da Arábia, nessa situação que nós estamos vendo.
tem a questão das minas marítimas lançadas ali no Estreito de Ormuz, quero ver quem vai fazer a varredura dessas minas, quem vai retirar essas minas marítimas de lá exatamente, não sei se os navios europeus vão cumprir essa missão, é um ponto importante, então vamos seguir acompanhando, certamente hoje, provavelmente no final do dia, deveria fazer aí um...
um minuto Conexão Geo, para atualizar essa questão do Oriente Médio, que está difícil de entender os próximos passos.
O Irã ainda formalmente ainda não negou o acordo, a proposta dos Estados Unidos. Então vamos aguardar ao longo do dia se o Irã vai se posicionar formalmente, se concorda, se não concorda. Outro ponto que não podemos esquecer é que essa semana tivemos aí umas relações exteriores do Irã lá na China, conversando com os chineses. A China é um ator importante nessa equação, para nós entendermos o que está acontecendo lá. A China tem muito interesse no Irã.
compra muito petróleo do Irã e também daquela região como um todo. Para a China é interessante fragilizar os Estados Unidos, deixar os Estados Unidos em uma situação frágil. E eu vou comentar daqui a pouco sobre o encontro da semana que vem. E nós temos que fazer talvez um link do que está acontecendo neste momento ali no Oriente Médio com a reunião.
da semana que vem lá em Pequim, mas isso eu vou falar daqui a pouco, porque agora, segundo tema para vocês do nosso Conexão 385, vou falar um pouco sobre Rússia e Ucrânia, especialmente a expectativa com relação à parada do dia da vitória, que é celebrada no dia 9 de maio, a vitória da Rússia contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, é o feriado mais importante da Rússia, nós temos que deixar isso bem claro.
Essa semana, ataques dos dois lados, Rússia e Ucrânia. A Rússia abriu uma nova ofensiva terrestre lá ao norte, na região da cidade de Sami, talvez para atrair tropas ucranianas para aquela região, porque o principal objetivo da Rússia militar no terreno é, novamente, eu já vinha falando isso anteriormente com vocês, tivemos o inverno, a situação parou um pouco, e agora já com as condições meteorológicas melhores.
a Rússia vai voltar a tentar obter a tomada da região do Donbass como um todo, a região de Donetsk, que ainda a Ucrânia controla. Então a Rússia iniciou uma ofensiva terrestre lá pelo norte, mas a troca de mísseis e drones essa semana entre Rússia e Ucrânia é importante, mas estamos muito atentos ao que pode vir a acontecer amanhã lá em Moscou. Tanto é que o Putin cancelou o uso de veículos militares no evento.
só militares marchando, etc., as pessoas ali com os cartazes, com as fotografias dos seus parentes, isso é tradicional em várias cidades da Rússia, eles lembram as fotografias dos seus parentes que lutaram na Segunda Guerra Mundial, como eu falei para vocês, é um feriado muito importante para a Rússia, mas o Putin está preocupado, tanto que está preocupado que bloqueou a internet lá em Moscou, é bastante limitado.
sinal de GPS bloqueado, ou seja, ontem já haviam várias informações nesse sentido, acredito que hoje, ao longo do dia, nós vamos ver também mais informações nessa direção, muito preocupados com...
um grande ataque de drones por parte da Ucrânia amanhã em Moscou. E Putin já disse que se isso acontecer, fará um ataque, segundo ele, de grandes proporções contra a capital ucraniana Kiev. Não tem a previsão de nenhum líder importante, nenhum líder de país relevante na geopolítica internacional. Não vai líder de China, não vai líder de Índia.
mesmo Coreia do Norte, lá o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, também não vai, apenas o Lukashenko ali da Bielorússia, que é vizinho, sempre vai, talvez alguns países ali do entorno da Rússia, mas muito poucos líderes globais confirmaram presença amanhã lá em Moscou. Vamos seguir acompanhando, vamos seguir de olho. Estamos de olho do resultado da reunião do presidente brasileiro, do presidente americano ontem lá em Washington, muita gente me perguntando isso.
Ontem à noite, muita gente mandando mensagem, perguntando, comandante, se eu podia analisar. Difícil de analisar, porque a reunião foi fechada, apenas o presidente brasileiro deu uma declaração depois, uma entrevista coletiva na Embaixada Brasileira, respondeu algumas perguntas, temas que nós já sabíamos que seriam falados, minerais críticos, por exemplo.
a questão também da segurança pública, a questão de considerar os grupos PCC, Comando Vermelho, como organizações terroristas. Logicamente, isso foi conversado entre os dois presidentes. O Brasil não é um país qualquer. Os Estados Unidos estão muito interessados nos minerais críticos brasileiros, também interessados nessa questão do combate à criminalidade, combate...
as organizações criminosas, que eu também já tenho falado bastante com vocês, que na minha avaliação é o grande problema do continente americano, essas organizações criminosas. Já vimos a questão lá no México, vou falar de México daqui a pouco, aqui no Brasil acho que não preciso nem falar para vocês. Logicamente que temos que retirar a questão ideológica dos lados, dos líderes dos países, para nós, os países, sentarem realmente à mesa para discutir o que interessa, que é neutralizar.
e retirar, diminuir o poder das grandes organizações criminosas no continente americano, eu vejo isso como uma prioridade. Em relação, agora, a reunião que... Só um detalhe, ontem eu dei uma geral nas mídias americanas ali na hora, logo depois da visita do encontro dos dois presidentes, e vi muito pouca cobertura da mídia americana, a visita do presidente brasileiro, o encontro do presidente brasileiro com o presidente americano.
Agora, a visita que realmente interessa bastante ao mundo é a visita do Trump ao Xi Jinping na semana que vem, 14, 15. A última visita foi em 2017, do próprio Trump, o último presidente, o Biden não foi à China.
O último presidente americano a ir foi o próprio Trump em 2017. Essa semana também saiu o anúncio de sentença de morte para dois generais que foram ministros da defesa lá na China. Ou seja, uma certa demonstração de força do Xi Jinping, mostrar quem manda dentro do país. Também, como eu comentei, a visita do ministro de Relações Exteriores do Irã lá essa semana.
se aconselhando com Xi Jinping, se aconselhando lá com Wang Yi, que é o poderoso, o ministro de relações exteriores da China, muito experiente.
E eu não descarto a possibilidade dos chineses terem falado lá para o Irã, talvez segurar esse ok para os Estados Unidos em termos de negociação, então para um pouco que forçar o Trump a chegar lá em Pequim com essa situação no Irã ainda não resolvida. Eu apostava que o Trump ia fazer de tudo para a questão no Oriente Médio estar resolvida antes da chegada dele.
lá em Pequim, mas talvez isso não aconteça. E talvez a própria reunião entre o Xi Jinping e o Trump seja, digamos assim, o que faltava para o acordo de paz entre Irã e Estados Unidos. E o Xi Jinping talvez tenha acertado isso com o Ministro de Relações Exteriores do Irã pessoalmente essa semana. Ou seja, para mostrar a força da China como um país conciliador, como um país que consegue aí...
não invade ninguém, não ataca ninguém, consegue fazer a paz, o Xi Jinping querendo vender o soft power chinês. Logicamente que o tema Taiwan virá, mas eu vou deixar para o longo da semana que vem falar mais sobre esse encontro entre o Trump e o Xi Jinping. Só para não esquecer de comentar com vocês...
Me chamou muita atenção uma notícia essa semana, de que a China confirmou, com fotografias aéreas, etc., que a China realmente voltou a construir bases em ilhas artificiais, aterrando ilhas, isso a China já tinha feito lá atrás.
mas tinha parado em 2017 e agora ela voltou a fazer isso. E a nova ilha artificial que os chineses estão construindo no mar do sul da China, o Recife Antílope, e pode se tornar a maior base da China no mar do sul da China, superando em tamanho a base que a China tem ali no Recife Mischief, que fica nas ilhas Spratly. Só para vocês terem uma ideia, esse Recife Antílope, que foi agora...
Está sendo construído, a base está sendo construída ali, a ilha sendo aterrada, etc. Ela deve ter a estimativa dos sites de inteligência americanos, sites abertos, logicamente, de uma pista de 2.700 metros de comprimento.
uma pista de pouso, aeronaves, etc, ali ponto, várias estruturas, então algo grandioso ali, mar do sul da China, uma região importantíssima do comércio internacional, inclusive para o Brasil, obviamente, que tem a China como seu maior parceiro, o Japão importante também, Coreia do Sul, os países ali do sudeste asiático também importantes na economia brasileira.
Seguimos de olho nas eleições regionais, Peru, que segue o impasse, Keiko Fujimori confirmada no segundo turno, o segundo turno apenas 7 de junho. O resultado do primeiro turno deve sair apenas dia 15 de maio, final da semana que vem.
15 de maio, próxima sexta-feira, que deve sair o resultado do primeiro turno das eleições no Peru. O Roberto Sanches de esquerda está tecnicamente empatado com o Rafael Aliaga, da direita. Então podemos ter dois candidatos de direita nas eleições, no segundo turno, dia 7 de junho, ou um candidato de direita e um candidato da esquerda. A Keiko Fujimori está confirmada. Lá na Colômbia, o primeiro turno será no dia 31 de maio. Também estamos acompanhando o candidato...
do presidente Gustavo Petro, o presidente Gustavo Petro não pode concorrer à reeleição, o candidato dele, o senador Abelardo Spriella, perdão, o senador Ivan Cepeda, de esquerda, está na...
está vencendo, está liderando as pesquisas, cerca de 40% das intenções de voto, não deve ganhar no primeiro turno, precisa de mais de 50%, então, deveríamos ter segundo turno lá na Colômbia, dois candidatos de direita estão ali em segundo e terceiro lugar na Colômbia. E aí, as pesquisas para o segundo turno indicam uma probabilidade maior da direita vencer, mas isso ainda está...
um pouco cinzento, um pouco nublado, vamos seguir acompanhando Colômbia, a terceira maior economia da América do Sul, país importantíssimo também, nosso entorno estratégico. No México, eu coloquei aqui para manter nos tãos de olho,
São muitos assuntos no mundo, difícil também aqui, nesse tempo que nós temos, falar de todos. Mas eu acho que aqui o nosso entorno estratégico mais próximo, eu acho que é importante, mexe com um país importantíssimo, segundo a maior economia da América Latina, segundo a população da América Latina, um país com quem nós temos excelente relacionamento. E o Trump, na quarta-feira, voltou a ameaçar dizendo que, a frase do Trump, peguei aqui a frase do Trump, se eles, no caso os mexicanos, não fizerem o trabalho, nós o faremos.
A presidente Claudia Sheinbaum, mexicana, rejeitou as ameaças do Trump, falando da soberania mexicana, declarando que o México já está agindo quando o crime é organizado, etc. Descartou qualquer possibilidade dos Estados Unidos invadirem, mas se os Estados Unidos quiserem invadir o México, vão invadir com facilidade.
considerando a força, a diferença de poder militar dos Estados Unidos em relação ao México. Então, logicamente, uma declaração dessa do presidente americano é uma declaração que sempre preocupa, não acho que vai acontecer, mas pode indicar, sim, mais ações dos Estados Unidos ali no México. Então, é algo para nós acompanharmos. A força dos cartéis mexicanos já é conhecida, já venho falando muito com vocês sobre isso.
Vamos ficar de olho. E fechando os estamos de olho de hoje, a reunião vai começar na segunda-feira, dia 11, lá em Hiroshima, no Japão. Há muitos anos que o Japão não faz a reunião consultiva do Tratado da Antártica.
O Tratado da Antártica foi assinado lá em 1959, hoje nós temos 29 membros consultivos, ou seja, com direito a voto, veto nas questões relativas ao continente antártico. O continente antártico, um território que é, por conta do tratado, não pode ter armas no território, não pode ter exercícios militares, muito menos, logicamente, testes nucleares. E o tratado muito exitoso até o momento.
nenhum problema nesse sentido desde 1959, e também o tratado prevê que não pode ter exploração mineral no continente antártico. A grande questão que eu sempre falo nas minhas palestras, quando eu consigo falar sobre o continente antártico, sobre geopolítica polar, eu comento que a grande dúvida é que nesse mundo complicado que nós estamos vivendo fica difícil de cravar, de afirmar.
que nós teremos o Tratado da Antártica preservado da maneira como está indefinidamente. Essa é a grande questão. Eu até diria para vocês que eu acho que não vai ficar. Ou seja, algo vai acontecer antes.
nos próximos anos, difícil de dizer quando, mas é algo que nós temos que estar de olho. Então a reunião anual dos membros consultivos e dos observadores do Tratado da Antártica vai ocorrer a partir de segunda-feira lá no Japão e vai até o dia 21 de maio. Só lembrando também, Rússia, Estados Unidos, China e a própria Ucrânia são membros consultivos do tratado, o Brasil também é membro consultivo do tratado, mas quis citar esses quatro países, considerando a situação geopolítica que nós estamos vivendo.
E fechando, como sempre, dessa vez com duas boas notícias, a primeira delas, a nossa Embraer, orgulho para todos os brasileiros, venda confirmada essa semana de 10 aeronaves KC-390 para os Emirados Árabes Unidos, com opção de compra de mais 10, ou seja, podem ser 20 aeronaves. Só para vocês terem uma ideia, o Brasil, o total encomendado pelo Brasil a Embraer, são 19 aeronaves.
É uma boa notícia, mas que acaba fazendo uma reflexão que é até triste. O Brasil é um país de dimensões continentais. A encomenda final com a Embraer, por enquanto, dos KC-390, é de 19 aeronaves. Os Emirados Árabes Unidos, um país que não tem nem 12 milhões de habitantes, e é menor do que o estado de Santa Catarina, por exemplo.
só para vocês terem uma noção de comparação, alguns dados, talvez compre 20. Então, acho que isso é importante para nós ficarmos atentos e cobrarmos do poder político maior atenção às nossas forças armadas. É impossível o Brasil, com essas dimensões, ter 19 aeronaves KC-390 e os Emirados Árabes Unidos, menor do que Santa Catarina, terem 20. Então, é algo que nós temos que...
refletir, mas é uma excelente notícia para a empresa, para a empresa é excelente notícia vai ser a maior venda internacional é a maior venda internacional da empresa do KC390
da aeronave KC-390, a segunda, Portugal, Portugal encomenda total de Portugal seis aeronaves KC-390, então, como eu falei, Emirados Árabes Unidos, 10, talvez 20. E a outra boa notícia, o Brasil bateu recorde na produção de petróleo e gás natural em março, 5,5 milhões de barris de óleo equivalente, muito bom esse número, não apenas a Petrobras, mas as outras empresas, Petrobras principalmente.
mas as outras empresas que estão operando aqui no Brasil, o Brasil é um país riquíssimo, riquíssimo. Nós temos que arrumar a casa, nós temos que saber o que nós queremos, ter uma estratégia para o Brasil, fora de governos, uma estratégia de Estado brasileiro.
A sociedade precisa discutir isso, precisa debater essas questões, porque o Brasil é um país riquíssimo e nós temos que assumir a posição de protagonismo no cenário internacional que merecemos. Bom, com isso fecho o Conexão Geo 385, agradecendo mais uma vez a audiência de vocês. Se gostarem, deixem aí a observação, comentários, avaliação de vocês. Mas eu sempre peço, compartilhem com seus amigos, aumentem a família do Conexão Geo, tragam amigos para seguir o canal.
Por isso que eu sempre peço muito essa questão do compartilhamento do nosso trabalho. Um excelente final de semana. Até a próxima sexta-feira, se Deus quiser. Muito obrigado.