escrevo teu canto
teu corpo
tua voz
teu cheiro
teu silêncio ensurdecedor nas tardes de domingo
a tua voz, branda, ao amanhecer
escrevo teu peito, que nele, cabia todo o mundo
escrevo tuas mãos, pequenas
a mexer nas plantas e na areia
escrevo tua boca, macia
que por vezes dela saiam palavras tão duras que me faziam estremecer
hoje,
de saudade.