Episódio 95- Adailson Costa Carvalho Souza's show
Adailson Costa Carvalho Souza
- Morte e LutoChoque · Negação · Revolta · Culpa · Aceitação/Negociação · Jeremias Pereira
A partir de agora está no ar o programa Razão para Viver com a apresentação de Adair Santana.
Pois que o meu espírito se angustie em mim E o meu coração está desolado. Salmo 143:4. No momento do choque, a alma parece paralisar. Existe aquela pequena janela de misericórdia, aqueles 11 ou 12 segundos, que parece que pode mudar tudo. Mas mesmo quando o pior acontece, Deus olha para o espírito que se angustia e Cristo estende a mão no meio da desolação. Você não está sozinho no seu choque.
Nós estamos então falando de uma maneira bem simples as fases que passa alguém quando vive a dor do luto da morte de alguém amado demais. O choque, a negação, a revolta, A culpa. Por que que eu fiz isso? Por que que eu não troquei ele de escola? E se tivesse um livro— lembra da lista telefônica? Se tivesse um livro desse tamanho com a resposta de todos os porquês da sua vida, não ia diminuir a sua dor. Essa explicação é do Jeremias Pereira, um pastor de Belo Horizonte, que um dia ouvi numa mensagem do Jeremias: se tivesse um livro da grossura da lista, da espessura da lista telefônica, explicando os porquês de todas as perguntas que você tem não ia diminuir a tua dor.
Eu estou falando com você sobre as 5 fases que vive uma pessoa quando ele vive o luto da morte de alguém. O choque é o primeiro momento. Na hora do choque parece que não dói tanto. Depois que você tem a consciência do tamanho, vem a negação. "Não é verdade, é um pesadelo." Depois da negação, o que vem? A revolta. Revolta com quem ocasionou o acidente, revolta com alguma circunstância, revolta com Deus. Depois vem a culpa: "Por que eu fiz isso?
Por quê?" E a quinta? A quinta parece que é um processo de negociação que você entra, imaginário: "Não sou só eu, existem outras pessoas também que estão sofrendo o mesmo que eu estou sofrendo." Aí você começa a sentir um processo de aceitação. E o que você não deve falar quando você chega no local? Eu já presenciei tanta cena. Uma vez eu presenciei, fui em um velório e o menino havia sofrido um acidente de motocicleta e havia falecido.
A Kumade chegou perto dela e disse assim: "E aí, Kumade, você tá triste?" "Oh, gente..." Se você não tiver o que falar para alguém que está vivendo luto, abrace e chore só com aquela pessoa. Outra coisa que você precisa vigiar: não falar palavras negativas. Ou como diz um amigo nosso, um pastor dos Estados Unidos, da Nazareno, que morreu a filha dele, a Emily, falava assim: "Ah, Deus queria uma rosa para pôr no jardim." Ela falava, a mãe da Emily: "Por que que não levou a sua e levou a minha?" "Deus queria alguém para cantar no coral do céu." "Tudo bem, mas por que que levou a minha filha e não levou a sua?" Dentro de nós, meus amados, esse diálogo com vocês é sem colesterol na artéria do coração, na minha caminhada de comunicador.
Porque você chegar perto de alguém e dizer: "Eu sinto o que você está sentindo." Você não sente. A gente só sente quando a gente passa a mesma dor. Existem coisas que você não deve Ou melhor, você evitar você falar. Eu vou contar pra vocês.
Você acabou de ouvir o programa Razão para Viver, apresentação de Adailson Carvalho.