Episódios de Liderai

Promoção errada custa mais caro que uma demissão

08 de maio de 202623min
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🎧 EP 391 — Promoção errada custa mais caro que uma demissão Promover a pessoa errada pode destruir um time inteiro. Neste episódio do Liderai, falamos sobre um dos erros mais comuns (e caros) da gestão: promoções feitas por pressa, técnica ou tempo de casa. Refletimos sobre: • Por que bons técnicos nem sempre viram bons líderes • O custo invisível de uma promoção mal feita • Como decisões erradas geram rotatividade e desmotivação • O que observar antes de colocar alguém em posição de liderança Um episódio fundamental para gestores, RH e líderes que decidem sobre carreira e promoção. Palavras chave: promoção, liderança, carreira, gestão de pessoas, desenvolvimento profissional, Liderai.

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Participantes neste episódio2
W

Wellington

HostMinistro
P

Professor Marins

Convidado
Assuntos4
  • Promoção errada custa caroTécnico vs. Líder · Custo invisível da promoção mal feita · Rotatividade e desmotivação · Critérios para promoção
  • Pilares para promoção de liderançaInfluência positiva no time · Capacidade de decidir sob ambiguidade · Responsabilidade e consistência · Não terceirizar a culpa
  • Preparação de lideranças e sucessãoFormação de pré-lideranças · Programas de aceleração e desenvolvimento · Estratégia de pulso sucessório · Sucessão em times de futebol · Palmeiras · Santos
  • Motivação vs. Entusiasmo e DistraçãoMotivação como motor externo · Entusiasmo como força interna · Barão de Munchausen
Transcrição59 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Você está escutando Liderai, o seu podcast de liderança Líderes do passado, líderes do presente e líderes do futuro Você está escutando Liderai.com Em busca do santo grau da gestão Liderai, o seu podcast de liderança

Sei, Wellington, para mais uma semana. Uma semana incrível, animada, feliz, motivado, porque você tem que se motivar. É, depois desse feriadão, você tem que se motivar, meu amigo. Gostava muito de um vídeo do professor Marins, que ele falava assim, sabe qual é a grande diferença entre motivação e entusiasmo, Wellington? Não sei, cara. A motivação é o motor...

como já diz o nome, já analisando pra frente, o motor que te põe em ação, que te motiva, que te movimenta. Legal. Pelas leis de Newton, quem que move outro corpo? Só um outro corpo. Senão a gente vai cair naquele paradoxo do Barão de Mutchausen, que é uma obra de ficção holandesa, que o próprio Barão levanta-se pelo cabelo a si próprio e tira ele e o cavalo da lagoa.

Isso é muito célebre, é um conto holandês, muito famoso, alemão holandês, do barão de Munchausen, que era um cara, um contador de histórias, que contavam de mentiras, né? Tem até um filme sobre isso. Então a gente precisa de um segundo corpo, né? Não tem como você mesmo fazer corpo, você...

fazer um, implicar uma força sobre você mesmo. Então você precisa ter um segundo corpo. Então, pra você se motivar, baseado nisso, sempre alguém vai ter que te motivar, Wellington. Caramba. É difícil você se motivar. Alguém tem que te motivar. Eu sempre achei que tinha que ser mais interno, sabe? Que tinha que vir de... de si mesmo. Aí se chama outro nome.

entusiasmo. O entusiasmo é que parte de dentro. Entusiasmo é quando parte de dentro, que a palavra na origem é semântica da palavra, seria ter Deus dentro de si, de teos. Então quando eu estou enteosmasmado, ou seja, com teos dentro de mim, estou entusiasmado.

Eu tô com o Teos dentro de mim, eu tô com o Deus dentro de mim. Então daí, a única forma de você não precisar de ninguém pra você ficar feliz, pra você ficar animado, é você ser entusiasmado. Motivação, você precisa dos outros, precisa de alguma coisa de fora, uma música, precisa de algo externo. E quando você só precisa de dentro, você vai ser entusiasmado.

Então fique entusiasmado aí, rapaz! Ou então pode buscar motivação de algum lugar também, se você quiser. Não tem problema. O nosso programa semanal está aqui. Vai ser esse alento, nessa selva de... Puxa, eu ia falar um negócio feio. Não falo mais, palavrão. Essa selva de... Sabe do que, né?

Esse canal avial de R-O-L-A. Que é a sua vida. Todos esses problemas te perseguindo, a gente está aqui. Vai ser esse alento para você. Wellington, depois dessa introdução para dar uma expressurizada, eu praticamente precisava. Wellington viu, eu estava bem irritado. Alguns minutos atrás. E estou feliz porque estou com vocês. Estou com vocês. E com Wellington, claro, né? O André não pôde estar aqui. Verdade seja dita, a gente não conseguiu convidar ele porque a gente marcou outro horário.

Vamos tirar isso da conta dele e depois vai falar, olha lá, o cara faltou de novo. Coitado. Nos próximos dois episódios ele não vai aparecer, porque a gente fez gravação numa data... Diferente do... Sem poder chamar ele diferente do normal. Wellington, qual é o tema de hoje? Hoje a gente vai falar sobre quando a promoção pode, eventualmente, custar mais caro do que uma demissão.

Olha só, será que pode mesmo? E qual que é a nossa promessa que a gente vai deixar aqui? Se você escutar até o fim, você vai receber os três critérios simples para não promover o bom técnico de maneira errada. Fica aí que... Tá bem legal.

O Wellington, começando o nosso primeiro bloco, a gente começa pela nossa metáfora, né? Promover, por técnica, é colocar o melhor piloto para virar mecânico-chefe. Eu ia até falar assim, poxa, mas tem alguns exemplos aí como o Piquet, que seria ótimo, mas não se esqueça que o Piquet era mecânico antes de ser piloto. Pois então. Exato, exato. Mas um bom piloto necessariamente não é um bom mecânico realmente de fato, né?

É, isso é coisa totalmente diferente, né? Não tem... Apesar de estar ali no mesmo carro, né? É, mas não tem nada a ver. É que nem você falar que um comissário de bordo é uma coisa que o piloto do avião, entendeu? Tipo, tá tudo dentro do avião. Mas não é a mesma coisa, né, gente?

Ah, não é. E é uma coisa interessante porque eles podem parecer ser o mesmo. No caso do piloto e do comissário, fica muito evidente, mas o piloto e o mecânico, o cara que monta o carro, o cara que ajusta o carro, às vezes até entra dentro do carro, dá uma volta no carro.

eles parecem muito um com o outro. E eu acho que, para que fique destacado para todo mundo aqui, cair nessa cilada aí de pegar um cara que tecnicamente manda bem e colocar ele como líder, você vai ser enganado com muito mais facilidade do que você pensa, tá?

Porque acho que no exemplo do piloto e da aeromoça ou do comissário de bordo, é muito evidente para quem está dentro do avião. Agora, para quem não conhece de automobilismo, ver um mecânico de pé conversando com um piloto, os dois, às vezes lá debaixo do carro... Teoricamente no mesmo nível, né? Parece que estão no mesmo nível. Pode parecer que eles são iguais.

Mas o ponto que eu acho que diferencia pra gente fechar essa metáfora aí, não sei se você concorda, é que apesar de eles estarem com o mesmo objetivo e estarem em vários momentos no mesmo lugar, até alternando papéis, um tem o objetivo de guiar o veículo e outro tem o objetivo de sustentar o funcionamento dele. E às vezes nas nossas atividades do dia a dia a gente tem muitos mecânicos, tem muita gente aí que...

tá preparado pra manter tudo funcionando, mas não tem essa capacidade de guiar. Que até quando a gente vai ver em inglês e em espanhol, dirigir o carro e tal, eles falam guiar, né? Porque você tá de fato... Na época do cavalo, acho que era mais evidente isso, né? Se você pesa a mão pro lado errado, o cavalo pra direção errada. Talvez hoje em dia, tem tanta gente que... Com direção hidráulica, elétrica e tudo, até carro que não precisa colocar a mão no volante. A gente esqueça da importância que um piloto tem.

Porque o piloto não é só a mão no volante, ele tá olhando a rotação do giro do motor, ele tá olhando os carros pra frente, ele tá vendo o momento certo de ultrapassar, o momento certo de trocar marcha. E não desmerecendo o mecânico, mas o mecânico ele tá muito preparado pra deixar esse carro pronto pro uso. E quando a gente fala agora em área, não sei se você concorda comigo, mas tem muita gente nas áreas aí que é o cara que...

manter a área funcionando, não deixa cair a peteca e tal, mas necessariamente ele não vai ter essa visão de olhar pros lados e não deixar o carro bater, ou seja, não deixar a área ir pro buraco, você não acha? E é que nem o caso de você ter um, por exemplo, um vendedor muito bom no teu time e você transformar ele em líder. Você não tem como saber se esse cara era um baita vendedor, aí você transforma ele no líder. Aí você ganha um líder ruim e perde o vendedor. Exato, exato.

Porque às vezes ele simplesmente não tem o fit, cara. E ele é muito bom naquilo que ele tá fazendo naquele momento. Mas aí eu não vou queimar a largada aqui, mas às vezes pelo momento a gente acaba tomando algumas decisões. Então realmente a gente tem que tomar cuidado porque...

e aí como líder, como gestor, de conseguir identificar exatamente as valências de cada uma das pessoas. Onde que de fato eu posso promover garantindo que eu não vá perder a sustentação da área.

Neste bloco, a gente vai começar o nosso debate aqui. Debate de comadre, né? Porque a gente dificilmente discorda das coisas, né? Não, mas não é não. Acho que o nosso debate não é para colocar posições antagônicas, mas é para a gente virar o problema de todos os lados, né? A liderança é um trabalho diferente. Eu sempre falei isso, sempre defendi isso.

que você pega uma área de contas a pagar. Você vai ter lá pagamento de título, o cara precisa conhecer sobre prazo, política de pagamento. É um universo o mundo financeiro. Mas liderar a equipe é um outro tijolinho. Tô até com um tijolinho aqui na minha mão. Só pra quem for ver no YouTube que vai ver isso aí. Só pra quem veio no YouTube tá vendo é um tijolinho lá de Aparecida, ó, Válito, que eu trouxe. Uma coisa mais bonita. Sabe o que é legal isso aqui?

É um tijolo de lá que você vem e você põe em algum buraco da sua casa, quando estiver construindo ou com a casa já construída, e daí a sua casa tem um tijolinho de aparecida, como se a sua casa fosse uma extensão de aparecida também. Legal. Bom, parênteses feito.

O ponto é que é um outro tijolo da construção. Gerir é uma técnica, gerir é uma atividade extra, né? Independente da área que você esteja, porque você vai ver as técnicasinhas, o jeitinho de você fazer gestão, desde a equipe de cientista da NASA, o cara aí do seu departamento financeiro.

ou um empreiteiro de obra civil lá no canteiro de obra, ele vai usar as mesmas ferramentas. Ele vai ter públicos, ele vai ajustar a comunicação, uma ferramenta ou outra, mas ele vai ver as técnicas são as mesmas. E até porque o próprio... A necessidade do líder é a mesma, independente da posição que ele esteja. Então não importa exatamente o que ele está gerindo, porque as entregas são similares ou são análogas. A responsabilidade do líder é a mesma.

Só que às vezes a gente precisa de alguém pra ser líder. E daí fica o outro contraponto aqui, né? Eu às vezes preciso, eu preciso, né? Mas a empresa precisa de alguém. E aí, como que nós vamos fazer? Porque aí você tem que escolher alguém, esse cara é o top da tua área e você não vai escolher ele, daí ele vai ficar puto.

Tem isso também, né? Esse negócio é complicado, porque chegou o momento, chegou a necessidade. Aí você corre o risco de você perder a sustentação do teu time, porque você precisa promover o cara. Mas se você promover outra pessoa, você pode frustrar o cara, porque de repente ele fala pô, sou eu que tô na fila, entendeu? Eu que, eu já diria o Cristiano, eu sou o melhor dessa área. Ele sabe disso, entendeu? O cara que é bom, ele sabe.

Como que ele não vai ser o líder, né? E aí como que não vai ser ele? Só que aí você fala, cara, mas se eu colocar esse ser humano aqui na frente,

eu posso simplesmente desandar meu time, cara. E aí ele vai ser obrigado a contratar outra pessoa. Então, não é o negócio mais simples do mundo, né? Porém... É, mas no próximo bloco a gente vai tentar desvendar esse negócio.

Wellington, chegou a hora de a gente trazer os três pilares para a gente identificar se essa é a pessoa certa ou não. O tal dos três critérios simples para não promover o bom técnico de maneira incorreta. Quais são esses três pilares, Wellington? Primeiro, é se o ser humano tem uma influência positiva dentro do time. Isso é verdade. Porque no fim...

e prezados, prezadas e prezades, prezadex, ouvintes e espectadores, a gente tá falando sobre uma posição que ela vai de fato representar a empresa, né? Então, pra aquele time, você é a empresa. Então, se esse cara não tiver de fato uma influência já positiva no time, naturalmente já vai soar estranho quando essa pessoa subir.

É que aí esse item ele fala sobre a diferença de ser líder e de ser chefe, né? E a gente percebe isso em todos os lugares, as lideranças naturais, né? Então eu acho que esse primeiro pilar é um ponto muito positivo. Se você já tá pegando um cara que é um líder natural dentro da equipe, já tá com um terço do problema resolvido, né, velho?

É, é isso aí. É isso aí mesmo. Até porque esse cara, a gente fala que ele puxa o time junto, né? Porque ele tem o... Ele já vai meio que nascer com o time na mão, né? Isso já vai ajudar bastante. Já vai ajudar bastante. O segundo ponto... O segundo ponto, acho que é importante também te trazer aqui, que é a capacidade de decidir sob ambiguidade. E a gente falou um pouco disso há um tempo atrás, né? Mas acho que aqui é bem importante mesmo, né? Porque a gente tá trazendo uma pessoa que...

acabou, era par de todo mundo que tava ali e agora ela não é mais par, ela vai ter que mudar a forma de se relacionar vai ter que mudar tudo e as decisões difíceis vão chegar e é nesse momento que a gente tem que tentar blindar essa pessoa no sentido de que ela tenha todo o respaldo pra poder separar a relação de amizade ou de proximidade que ela tinha com o time e fala, gente

It's just business, entendeu? São só negócios, né? Porque realmente esse é um ponto que é difícil, especialmente pra quem tá acabando de subir, né?

Essa é uma parte de frieza, mas eu coloco também um aspecto adicional sobre esse decidir sobre a ambiguidade, é se o cara não é indeciso, né? Ah, sim. Porque o indeciso tem aquele indeciso natural, né? Que você chega e fala assim, vou almoçar, o cara travou, não consegue nem escolher. Ninguém merece conviver com um cara desse também, né? Mas tem gente que assim, mas a gente tá falando até de outros, aqueles caras, e é uma característica de quem vem do Pipe One, do primeiro Pipe e o segundo Rancharan, o líder de si.

que é só toma decisão quando tem todas as informações na mesa. Então a gente tem que, é claro que quando o cara veste o chapéu de seu líder, ele vai se desenvolver, tem todo um papel de você acompanhar ele, mas eu acho que é importante você já ver se o cara tem esse tino de tomar decisão. Não importa se ele tomar a ruim ou a boa, se ele estiver mais preocupado em estar alinhado, e tá alinhado contigo e com o time, ó gente, a gente não sabe se tá certo, mas nós vamos nessa direção, é melhor do que aquele cara que ficavellvell

gastando tempo extra pra ter certeza absoluta dos dados pra tomar a decisão. Eu sei que o certo é você tomar decisões baseadas só nos fatos e nos dados, mas nem sempre você vai ter todos ali. E a tomada de decisão custa caro. A demora da tomada de decisão. Então o cara que é capaz de não ficar em cima do muro, eu diria até que eu poderia refazer essa frase e dizer o seguinte, a capacidade de decidir na ambiguidade é se o cara tem o jeito de não ficar em cima do muro.

E eu acrescentaria o ponto que é de assumir risco. Assumir risco, claro. Porque quando você tá tomando decisão sem ter todas as informações na mão, cara, você não pode ser cagão, entendeu? E assim, no sentido de... Vai ter que assumir, cara, que você não tinha tudo ali mesmo. E vem de bons dados com o terceiro pilar esse negócio aí. Qual que é o terceiro pilar? Vem de bons dados exatamente com esse negócio que você falou aí do cara ser corajoso. O que é o terceiro pilar? É sobre ter...

responsabilidade e consistência. Não terceirizar a culpa. E não terceirizar a culpa, eventualmente. Porque assim, é dele, né? Agora é dele, o filho é teu, filhão. Não tem pra onde correr, né? Ele tem que entender, tem que ser um cara que você tem que perceber se ele tem esse tino de tipo assim, quando a gente acerta, acertamos todos e quando erramos, é só aquele cara lá. Exatamente. E se errou, é ele que errou. Porque se ele for o cara que vai pôr a culpa no...

No time, todo o resto que a gente falou ali vai ser dissolvido ao longo do tempo. Ele pode ser o cara que tinha o time na mão, é o cara capaz de tomar decisão, mas se ele vai começar a pôr culpa nos caras, os caras vão começar a corroer a base dele e ele não tem prazo longo pra continuar na posição, né? É bem isso mesmo. Não tem jeito, cara, porque você perde a confiança, vai perder a mão.

E no nosso bloco final, dicas finais, recados finais, fica uma pergunta aí. Você promove porque você confia ou porque você está com pressa? Eu acho que as duas respostas estão erradas, Wellington.

A gente não pode fazer essas tomadas de decisão com pressa. E esse confia, não é porque a gente confia, é porque ele é o mais preparado para fazer isso. É o mais apto. É o mais apto. É sobre a gratidão, né, cara? Não é sobre confiança, né? Porque...

A confiança faz parte da aptidão. Vem depois, né? Então, pra você falar que esse ser humano teoricamente está apto ali pra ser líder é um conjunto de coisas, né? É a base técnica, entrega com consistência, é o relacionamento dentro do time, relacionamento fora do time.

é o fato dele estar pronto e estar certo na hora certa, no momento certo pra poder ocupar aquela posição então é muita coisa ao mesmo tempo, então a gente usar como desculpa a questão da pressa, ou então o fato de que você simplesmente confia na pessoa pra poder colocar ela ali realmente é algo que a gente tá fadado a fracasso, a gente certamente vai

A gente vai cometer um erro aí, porque a gente tá jogando o dado pra cima e torcendo pra cair o 6, entendeu? Porque não tem como saber se vai dar certo. Eu acho que o meu recado final seria assim, a gente passou um monte de dicas pra você tentar identificar a pessoa certa, mas tem uma outra estratégia também que talvez a gente não falou nada no episódio, que é preparar as pessoas. Preparar as pessoas para isso, né?

Então você vai pegar essas dicas e você vai com esse gabarito super rigoroso olhar para todo mundo e chegar à conclusão... Não tenho ninguém, tá ligado? Que eu já adianto para você que vai ser a conclusão que você vai chegar, que não tem ninguém na tua equipe preparado para isso. E o problema não é porque as gerações atuais são ruins ou porque a gente está lidando com uma escassez de talentos no mercado de trabalho. Não é por isso.

É porque mesmo aqueles que hoje são gestores também não estão preparados. Foram escolhidos mal. Então, eu acho que o nosso papel é de formar essas lideranças, essas pré-lideranças, sabe? Eu acho que em algum momento as empresas vão falar disso. Tem muita empresa que tem programas de aceleração, como lá na Votorantim tinha o Líder Mais, o Acelera. Então, eu acho que preparar as próximas lideranças é muito importante.

E o gestor não precisa ficar esperando um programa de RH para isso. Ele tem que escolher, que é meio que uma estratégia de pulso sucessório. Identifica quem são as pessoas que têm ali o mais próximo possível desses três pilares ali e vai lapidando elas para que elas estejam preparadas com antecedência. Porque na hora que você está com pressa, você vai ter que pegar o cara do jeito que ele está, com todos aqueles gaps, vai colocar ele para cima e é uma aposta sua com ele. Pode dar tudo errado.

Então, a minha dica é preparar-se com antecedência os pulsos acessórios. Mais de um. E o dele e o do dele, sabe? Sim. Se o Joãozinho é o cara que você está vendo para ficar no teu lugar, daí quem é o cara que fica no lugar do Joãozinho e quem fica no lugar do cara que fica no lugar do Joãozinho e assim por diante.

Teve um gestor que me falou uma vez, cara, assim, eu não tenho como te promover se não tiver ninguém pra colocar no teu lugar. É, isso foi mais ou menos 2016, ali, por aí, e foi um negócio bem interessante, assim, porque...

Quando você não tá habituado a lidar com isso, você não vai parar pra pensar, entendeu? Então, tente ao próximo da fila. E realmente é um ponto que é bem importante. A gente até falou bastante disso no episódio sobre sucessão. A gente vai deixar também.

o link ali embaixo, depois eu vou comentar ali no episódio pra vocês poderem puxar, porque a gente ficou quase uma hora falando só de sucessão, então... De quanto isso é importante, né? É um episódio bem denso, mas é super importante, é super importante E as pessoas tratam isso de maneira leviana, né, velho? Então eles acham que sucessão é como se fosse um luxo E acham que é só lá na diretoria e tudo mais, sabe? Quem vai ficar no meu lugar? Não é isso, é estratégia pura

Olha os times de futebol. Você acha que o Santos fez um bom trabalho de sucessão quando a geração do Neymar foi vendida? Se não, a gente não tava na EME que tá hoje. Qual o único time que hoje eu vejo que tem um plano de sucessão ótimo sendo montado, pelo menos até então, é o Palmeiras. O Palmeiras conseguiu se desfazer de toda aquela geração de ouro deles. Os caras não valem mais nada. Se pegar Rony, Dudu, o Veiga, o... O Palmeiras conseguiu se desfazer de toda aquela geração.

Você pode pegar todos esses caras, não vale nada. Sabe aquele tal do barco de Teseu, que você trocou todas as madeiras e não teve madeira nenhuma? O Palmeiras fez a sucessão, cara. Ainda teve o luxo de vender joias ainda, que poderia fazer parte da sucessão.

E conseguiu fazer uma sucessão. Então, eis aí um exemplo. Ótimo. Eu nem sou palmeirense, sou santista, mas a gente tem que dar o braço e torcer quando o negócio é bem feito. E eu acho que é isso nas empresas. Não é luxo você pensar em sucessão. É isso, então? É isso, meus amigos. Boa noite, então. Até o futuro. Paz! Paz e bem, irmãos. Tchau!

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