A Última Cruzada de Indiana Jones
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Quando chegou aos cinemas em 1989, Indiana Jones e a Última Cruzada foi considerado uma conclusão perfeita para a aventura cinematográfica dirigida por Steven Spielberg. E, para muitos, o filme permanece sendo a última boa história da franquia Indiana Jones. Eu sou Júlia Gavillan e esse é o Mais Que um Filme.
Júlia Gavillan
- A concepção e desenvolvimento inicial de Indiana Jones e a Última Cruzadapromessa de trilogia a George Lucas·Spielberg desanimado com o projeto·rejeição de ideias de Lucas·roteiro de Diane Thomas
- A introdução do pai de Indiana Jones e a reescrita do roteiroSpielberg sugere o pai de Indiana·George Lucas reticente com a ideia·contratação de Menno Meyjes·Jeffrey Boam reformula a história
- Os desafios e detalhes da produção e filmagem do filmeperseguição do tanque no deserto·construção do tanque Mark VIII·locações na Espanha e Alemanha·cenário do templo e efeitos especiais
- As diversas versões do roteiro antes da introdução do pai de Indianahistória de mansão mal-assombrada·Santo Graal com origem pagã·Indiana Jones e o Rei Macaco·rascunhos de Chris Columbus
- A escolha de Sean Connery para interpretar Henry Jones e o prólogo do filmeSpielberg fã de Connery como James Bond·Connery rejeita o projeto inicialmente·remodelagem do personagem por Connery·prólogo com a versão jovem de Indiana
- A utilização de animais e figurinos na produção de Indiana Jonespombas para gaivotas·ratos nas catacumbas·cobras na cena do trem·figurino de Connery e óculos
Quando chegou aos cinemas em 1989, Indiana Jones e a Última Cruzada foi considerada uma conclusão perfeita para a aventura cinematográfica dirigida por Steven Spielberg. Desde a concepção de Os Caçadores da Arca Perdida em 1977, o diretor havia prometido ao cineasta George Lucas que a história do personagem seria contada em uma trilogia, embora tenha assinado um contrato de 5 filmes com a Paramount Pictures em 1979. Após a reação mista da crítica e do público a Indiana Jones e o Templo da Perdição, Spielberg decidiu completar a trilogia para cumprir sua promessa a Lucas, com a intenção de repetir o espírito e o tom do primeiro filme do personagem.
A verdade é que o diretor não estava realmente animado para o filme, chegando a admitir durante o desenvolvimento e a pré-produção que estava regredindo conscientemente para fazer o projeto. O cronograma de produção acabou ocupando espaço na sua agenda e o retirou da direção de Rain Man, lançado em 1988. Mais tarde, Spielberg contou que se arrependeu da decisão. Roteiristas de O Templo da Perdição, Willard Huyck e Gloria Katz, optaram por não retornar para o novo filme, pois tinham outros compromissos e estavam satisfeitos com o trabalho que haviam realizado na segunda produção.
O roteiro então ficou nas mãos de Diane Thomas, que havia sido contratada pessoalmente por Spielberg para trabalhar na Amblin Entertainment escrevendo roteiros. No começo da década de 1980, Thomas chamou a atenção do cineasta após escrever o roteiro de Tudo por uma Esmeralda. Filme que impulsionou a carreira de Robert Zemeckis e o fez avançar com o desenvolvimento de De Volta para o Futuro, de 1985. Inicialmente, Lucas sugeriu fazer do filme uma história de mansão mal-assombrada, mas Spielberg rejeitou a ideia devido à semelhança com Poltergeist, filme que ele havia codirigido e produzido.
Lucas introduziu o Santo Graal pela primeira vez em uma ideia para o prólogo do filme, que se passaria na Escócia. Ele pretendia que o Graal tivesse uma origem pagã, enquanto o restante do filme giraria em torno de um artefato cristão diferente, localizado na África. Spielberg não gostou da ideia do Graal, porque achava muito estética, mesmo depois de Lucas sugerir que o objeto teria poderes de cura e a capacidade de conceder imortalidade, semelhante ao poder mágico da Arca no primeiro filme.
Em setembro de 1984, Lucas concluiu um argumento de 8 páginas intitulado Indiana Jones e o Rei Macaco, seguido logo depois de um esboço de 11 páginas. A história mostrava Indiana enfrentando um fantasma na Escócia antes de encontrar a Fonte da Juventude na África. Logo depois, Chris Columbus, que havia escrito os roteiros de Gremlins, Os Goonies e O Enigma da Pirâmide, todos produzidos por Spielberg, foi contratado para escrever o roteiro.
Datado de maio de 1985, seu primeiro rascunho alterou o elemento central da trama para um jardim de pêssegos da imortalidade. A história começa em 1937, com a Indiana enfrentando um fantasma assassino na Escócia, seguindo para uma viagem para Moçambique, onde vai ao resgate de um pigmeu de 200 anos de idade que foi sequestrado pelos nazistas. O enredo inclui até a morte do protagonista, que é ressuscitado pelo Rei Macaco no final.
A história ainda inclui uma tribo canibal, um sargento nazista com um braço mecânico, uma estudante de Indiana apaixonada por ele e um líder pirata que morre ao comer um pêssego da imortalidade por não ter coração puro. O segundo rascunho de Columbus, de agosto de 1985, já apresentava mudanças, retirando a Luna apaixonada e transformando o Rei Macaco em um dos vilões. Indiana ainda lutava contra mortos-vivos, destruía o bastão do Rei Macaco e terminava a história casado com a doutora que encontrava o Pigmeu.
No período, a produção começou a buscar por locações na África, mas Spielberg e Lucas abandonaram a ideia devido à representação negativa dos nativos africanos. E por considerarem o roteiro irrealista demais até para Indiana Jones. O diretor chegou a admitir que o projeto fazia-se sentir muito velho para dirigi-lo. Esse roteiro chegou a vazar na internet em 1997, e muitos acreditavam que se tratava de um rascunho inicial para o 4º filme, pois estava datado como sendo de 1995.
Insatisfeito com a história, Spielberg então sugeriu introduzir o pai de Indiana, uma decisão que mudaria o rumo do enredo e finalmente começaria a dar formato para o filme que muitos consideram a última boa história da franquia Indiana Jones. Eu sugiro que a vilã ia ser mais que um filme. George Lucas estava reticente com a introdução do Sr. Harry Jones, porque acreditava que o foco da história deveria ser o Santo Graal. Porém, Spielberg o convenceu de que a relação entre pai e filho serviria como uma excelente metáfora para a busca de Indiana pelo artefato.
O cineasta contratou o Manel Meixas, que havia trabalhado com ele em A Cor Púrpura e O Império do Sol, para trabalhar no novo roteiro em 1º de janeiro de 1986. Mestres concluiu o texto em 10 meses e o revisou 2 meses depois, incluindo uma cena em que o líder nazista explode ao tocar no Santo Graal e outra em que Indiana enfrenta um demônio. O prólogo de ambos os roteiros mostra o protagonista no México, disputando a posse da máscara mortuária de Montezuma com um homem que cria gorilas como animais de estimação.
Ainda insatisfeito, Spielberg sugeriu que Jeffrey Boam, roteirista de Viagem Insólita, fizesse uma nova reescrita. Bom passou 2 semanas reformulando a história de Lucas, resultando em um tratamento de roteiro muito semelhante ao filme final. Além de dizer ao cineasta que Indiana deveria encontrar o pai no meio da história, Bom também acreditava que o filme tinha que terminar diferente dos 2 filmes anteriores, com Indiana perdendo a relíquia.
Para ele, se Indiana e Harry Jones perdessem o Graal, o ponto principal da história seria a relação entre pai e filho, então a história se tornaria mais sobre aceitar o pai do que a busca por um artefato. Parte dessa escolha vinha do fato de Bong achar que os filmes anteriores não tinham desenvolvimento suficiente dos personagens. O primeiro roteiro de Bong é datado de setembro de 1987, com a reescrita sendo de fevereiro do ano seguinte.
O segundo material incorporava algumas sugestões cômicas de Sean Connery, que já estava no elenco do filme. Spielberg pensou no ator quando sugeriu introduzir o pai de Indiana, embora não tenha dito isso de imediato a Lucas. Consequentemente, Lucas escreveu o papel como um louco e excêntrico professor de literatura medieval que lembrava o ator Laurence Olivier, cuja relação com Indiana era mais de um professor rigoroso do que de um pai.
Assim como muita gente, Spielberg era fã do trabalho de Connery como James Bond e achava que ninguém seria capaz de interpretar Henry Jones como ele. Segundo Joseph McBride, biógrafo do cineasta, Connery já era, de certa forma, o pai de Indiana Jones, visto que a série de filmes surgiu do desejo de Lucas Spielberg de rivalizar e superar os filmes do espião mais famoso do cinema. Connery rejeitou o projeto, porque evitava grandes franquias desde James Bond.
Em parte porque considerava esses papéis monótonos e queria fugir da atenção de paparazzi. Também tinha o fato de que ele era apenas 12 anos mais velho que Harrison Ford. No fim, ele acabou cedendo e aceitando o trabalho. Um estudioso de história, Connery começou a remodelar o personagem. E o roteiro passou por revisões para atender às suas observações. No prólogo, Henry é interpretado por Alex Wydewite. Mas as falas foram dubladas por Connery.
Foi na segunda reescrita que Bon introduziu o prólogo que vemos no filme, com a versão jovem de Indiana. Por conta da recepção mista de Império do Sol, de 1987, Lucas teve que convencer Spielberg a começar o filme com uma criança. Foi aí que o diretor teve a ideia de retratar o personagem como escoteiro mirim. O roteiro ainda passaria por outras revisões, para adicionar ou alterar momentos específicos e refinar diálogos, com Tom Stoppard, usando o pseudônimo Barry Watson, realizando o trabalho.
As filmagens principais começaram em 16 de maio de 1988, no deserto de Tabernas, na província espanhola de Almeria. Originalmente, Spielberg havia planejado que a perseguição fosse uma sequência curta, filmada ao longo de 2 dias. Porém, durante a elaboração dos storyboards, a cena se tornou um momento crucial repleto de ação. Ele sabia que não superaria o começo de Os Caçadores da Arca Perdida, então sentia que essa sequência deveria ser mais focada na narrativa e precisava mostrarem Johnny e Harry ajudando um ao outro.
Mais tarde, ele contou que se divertiu mais criando storyboards do que filmando a sequência. O supervisor de efeitos mecânicos, George Gibbs, afirmou que A Última Cruzada foi o filme mais difícil de sua carreira. Ele chegou a visitar um museu para negociar o aluguel de um pequeno tanque francês da Primeira Guerra Mundial, mas decidiu que queria construir um. O tanque era baseado no modelo Mark VIII, que tinha 11 metros de comprimento e pesava 25 toneladas.
Claro que algumas liberdades foram tomadas em relação ao projeto original. Gibbs construiu o tanque sobre a estrutura de uma escavadeira de 25 toneladas e adicionou esteiras de 6,4 toneladas, acionadas por duas bombas hidráulicas automáticas, cada uma conectada a um motor V8 de Range Rover. O tanque também foi construído em aço, em vez de alumínio ou fibra de vidro, porque isso permitiria que o veículo suportasse o terreno rochoso.
Ao contrário da versão original, que possuía dois canhões laterais, o tanque também recebeu um canhão em uma torre giratória. A construção levou 4 meses e o veículo foi transportado para Almería em um avião e posteriormente em um caminhão-prancha. O tanque apresentou falhas mecânicas duas vezes. Primeiro, o motor distribuidor quebrou, sendo necessário buscar uma peça de reposição em Madrid. Depois, duas válvulas do sistema de resfriamento de óleo explodiram devido à fusão da solda que se misturou ao óleo.
Apesar da instalação de 10 ventiladores, o calor dentro do tanque era intenso e e a ausência de suspensão fazia com que o motorista não parasse de tremer durante as pausas nas filmagens. O veículo atingia uma velocidade de apenas 16 a 19 km/h, e segundo o coordenador de dublês Vic Armstrong, isso dificultava filmar Indiana a cavalo ao lado do tanque e ao mesmo tempo fazer com que o veículo parecesse mais rápido. Para os closes, uma seção menor da parte superior do tanque, feita de alumínio e equipada com esteiras de borracha, foi criada.
Essa peça foi construída a partir de um reboque de holofote, pesava 8 toneladas e era rebocada por um caminhão com tração nas 4 rodas. Ela contava com redes de segurança em ambas as extremidades para evitar ferimentos caso alguém caísse. Uma maquete em escala de 1/4 criada por Gibbs foi lançada de um penhasco de 15 metros no local das filmagens. As cenas adicionais da explosão do tanque foram criadas pela Industrial Light& Magic, utilizando maquetes e miniaturas.
Toda a perseguição foi filmada no deserto de Tabernas, em Almeria. Ainda na Espanha, em Guadix, Granada, a equipe filmou a captura de Brody na estação ferroviária de Lixandreita, construindo uma mesquita perto da estação para criar atmosfera, em vez de adicionar o local com efeito especial. As tomadas externas do castelo de Brunwald foram filmadas no castelo de Burghansheim, na Alemanha Ocidental. No filme, a imagem do castelo foi invertida e a construção foi ampliada com uma pintura que retratava uma cópia da fachada direita posicionada à esquerda da torre principal.
Já os interiores do castelo foram filmados nos estúdios Elstree, no Reino Unido. O cenário do templo levou 6 semanas para ser construído e era sustentado por um sistema hidráulico de 24 metros e 10 plataformas móveis para uso durante a cena do terremoto. O tempo de preparação entre as tomadas levava 20 minutos, enquanto o sistema retomava as posições originais e as rachaduras eram preenchidas com gesso. A tomada do graal caindo no chão do templo, causando o surgimento da primeira rachadura, foi tentada no cenário em tamanho real, mas era muito difícil de realizar direito.
Em vez disso, a equipe construiu uma seção de piso separada que incorporava uma rachadura pré-marcada e selada com gesso. Foram necessárias várias tentativas para lançar o graal de uma altura de 1,8 metro, exatamente entre a parte correta da rachadura. O estúdio também serviu de set para as sequências da biblioteca, do cargueiro português e das catacumbas. A luta no navio a vapor, situada em 1938 no prólogo, foi filmada ao longo de 3 dias em um convés de 18 a 12 metros montado sobre plataformas móveis. 12 tanques de despejo, cada um contendo 1.363 litros, foram utilizados na cena.
A luta entre Indiana e Kazim Veneza diante da hélice de um navio foi filmada em um tanque de água no Elstree. Spielberg usou uma lente de longa distância focal para fazer parecer que os atores estavam mais próximos da hélice do que realmente Fora do estúdio, uma parte da perseguição de barcos foi filmada nas docas de Tilbury, em Axis. A tomada aconteceu entre dois barcos e foi realizada após a instalação de cabos de segurança nos barcos.
Eles foram aproximados para que os barcos passassem pelo meio, a uma distância tão curta que uma das lanchas chegou a raspar nas laterais das embarcações. Uma lancha vazia com bonecos foi lançada em uma plataforma flutuante situada entre os barcos. O fogo e a fumaça ajudaram a ocultar a plataforma. A cena de ação foi realizada duas vezes, porque na primeira tentativa o barco parou muito antes de alcançar o enquadramento da câmera.
A equipe também foi para Veneza para as filmagens e o produtor Robert Watts obteve autorização para controlar o Grande Canal das 7 da manhã às 1 da tarde, mantendo os turistas afastados pelo maior tempo possível. O diretor de fotografia Douglas Slocombe precisou posicionar a câmera de um jeito que nenhuma antena parabólica ficasse visível na imagem. Outra localização de Veneza foi a Igreja de San Barnaba, que serviu como exterior da biblioteca.
Para o templo que abrigava o Graal, a equipe filmou no Al-Ghazni, localizado na antiga cidade de Petra, na Jordânia. Já a sequência de 1912 com um trem de circo foi filmada em uma ferrovia em Alamosa, no Colorado. A produção pretendia filmar no Parque Nacional de Mesa Verde, mas representantes de povos nativos americanos da região apresentaram objeções religiosas ao uso do local. Supervisores de efeitos mecânicos dessas cenas Michael Lantieri contou que a produção teve dificuldade de filmar a sequência do trem, já que não dava pra simplesmente parar um trem caso ele passasse do ponto certo da filmagem.
Ele instalou alças ocultas para que os atores e os dublês pudessem se segurar ao saltar de um vagão para o outro. Filmados nos estúdios da Universal em Hollywood, os interiores dos vagões foram montados sobre tubos que inflavam e desinflavam para criar um movimento de balanço. Para o close-up do rinoceronte que ataca o jovem Indiana, foi criado em Londres um animatrônico de espuma e fibra de vidro. Quando Spielberg decidiu que o animal deveria se mexer, o boneco foi enviado para John Carr Buechler, em Los Angeles, onde ele o remodelou ao longo de 3 dias para que pudesse piscar, rosnar, bufar e mexer as orelhas.
As girafas também foram criadas em Londres. Como as locomotivas a vapor eram muito barulhentas, a equipe de Lanchieri respondia às introduções via rádio do primeiro assistente de direção David Tombly, fazendo as girafas acenarem positivamente ou negativamente com a cabeça. Para os carros dos vilões, Lanchieri pendurou sacos de poeira sobre os veículos para criar um ambiente com mais poeira. Ainda no território dos animais, Spielberg usou pombas para representar as gaivotas que Harry espanta na cena em que elas colidem com um avião alemão.
Isso porque as gaivotas reais usadas na primeira tomada se recusaram a voar. A Lucasfilm encomendou 1000 ratos cinzentos livres de doenças para as cenas nas catacumbas, usando a mesma empresa que havia fornecido as cobras e os insetos para os filmes anteriores. Em um período de 5 meses, 5.000 ratos foram usados para a sequência, mas cerca de 1.000 ratos mecânicos substituíram os animais reais nas cenas em que eram incendiados.
Milhares de cobras de 5 espécies, incluindo jiboia, foram utilizadas na cena do trem, além das réplicas de borracha usadas para a cena em que River Phoenix cai nos animais. Algumas cobras acabaram fugindo das caixas e a equipe precisou revirar a serragem após as filmagens para encontrá-las. Até dois leões foram utilizados, mas ficaram agitados demais devido às luzes e ao movimento de balanço. O figurinista Anthony Powell considerou um desafio criar o figurino de Connery, porque o roteiro exigia que o personagem usasse as mesmas roupas durante toda a trama.
Powell se inspirou em seu próprio avô e incorporou ternos e chapéu de pesca no visual. Ele achava necessário que Harry usasse óculos, mas não queria esconder os olhos de Connery, então optou por um modelo sem armação. Como não encontrou nenhum adequado, mandou fabricar um modelo sob medida. Para a cena do ferimento à bala de Harry, a equipe usou bicarbonato de sódio e aplicou vinagre para reproduzir o efeito de espuma quando a água do graal removia a substância.
Já os uniformes nazistas eram autênticos e foram encontrados no leste europeu pela co-figurinista Joanna Johnston, a qual Powell havia fornecido imagens de referência e desenhos. As filmagens de Indiana Jones e a Última Cruzada foram encerradas em 16 de setembro de 1988, após um total de 123 dias de trabalho. O filme estreou nos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá em 24 de maio de 1989, garantindo a melhor bilheteria do fim de semana de estreia daquele ano até então.
Mais tarde, a produção foi superada por Ghostbusters 2 e Batman, que conseguiu em 3 dias mais do que o filme de Spielberg conseguiu em 4. Diferente do que vemos no cinema hollywoodiano hoje, não foram fabricados bonecos para promover o filme. Lucasfilm optou por promover Indiana como um estilo de vida, comercializando produtos licenciados como chapéus, camisetas, jaquetas e relógios. Apesar disso, 2 jogos foram lançados em 1989, e um terceiro foi lançado em 1991 para Nintendo.
Foi apenas em 2008 que Indiana Jones e a Última Cruzada ganhou uma linha de brinquedos baseada no filme. Apesar da franquia ainda estar viva e ganhando sequências, produtos licenciados e jogos, nenhum filme de Indiana Jones conseguiu reprisar a qualidade cinematográfica da trilogia original. Eu sou Julia Gavella e esse é o Mais Que um Filme. Me siga nas redes sociais para acompanhar o que eu faço por aí e bater um papo comigo.
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