306 - PINGA FOGO Nº 306 JORGE ELARRAT E SAMIA AWADA
PINGA FOGO Nº 306 JORGE ELARRAT E SAMIA AWADA
Jorge Elarraat
Sâmia Awada
- Morte e LutoDor da perda · Apoio espiritual
- Importância dos relacionamentos humanosCristo e as companhias · Solidão e adoecimento
- Preces e velóriosImportância da oração · União dos pensamentos
- Transformação espiritualPapel dos dinossauros · Processo evolutivo
- Metempsicose e reencarnaçãoMorte violenta · Retirada do espírito
Web Rádio Fraternidade
Web Rádio Fraternidade, a emissora do bem na internet. Muito boa noite, queridos internautas, queridos ouvintes da nossa emissora do bem, a Web Rádio Fraternidade. Nós estamos começando mais uma edição do nosso programa Pinga Fogo.
Esse programa que já vai para a sua edição de número 306. Olha, neste dia 23 de março de 2026. Aqui em Uberlândia, Minas Gerais, 25 graus. E aí, em Curitiba, Jorge Alahá. Deixa eu tirar o eco. Espera aí, deixa eu tirar o eco.
Aqui o termômetro fala que está 21 graus, mas está quente para caramba. Está parecendo Rondônia. Está calor hoje aqui, bastante quente.
muito quente. Nossa, se o Jorge Alahá tá achando que tá quente, então, porque tá quente mesmo. Mas então, gente, olha, hoje a Divina tá chegando daqui a pouquinho pra tá com a gente, pra mais uma edição do programa, mas eu já trago a Samia também pra dar o seu boa noite, Samia. Boa noite, Rubens. Boa noite, Alahá, de novo. Uma boa noite a todos que estão aqui.
Que possamos ser abençoados com mais uma noite, juntos aqui, conversando juntos no Pinga Fogo. Eu vou confessar uma coisa para vocês, eu estava na sala errada. Falei, gente, ninguém entra. Eu abri a sala errada. É, estou ficando velho, viu, depois dessa. Falei, gente, mas está bom, vamos lá, então, vamos agradecer a Deus.
Mas você não percebeu que você não rodou a vinheta também, não, né? Não, isso aí eu percebi que eu já rodei a vinheta, mas eu vi assim, quando eu vi ali o título, eu falei, nossa, eu estou no momento de oração que eu criei para amanhã cedo.
Eu abri a transmissão de amanhã cedo. Mas eu já fechei lá. Mas tá bom, gente, vamos lá, faz parte. O importante é que a gente vai para mais uma edição do Pinga Fogo. Então eu vou convidar todo mundo para a gente fazer a nossa prece. Eu queria te agradecer, Senhor, pela oportunidade que a gente tem de estar aqui mais uma vez para fazer esse singelo trabalho.
Tantas pessoas procuram esclarecimentos à luz da doutrina espírita. Tantos irmãos nossos, enfrentando as dificuldades da vida, buscam uma palavra amiga. Que esse singelo trabalho se transforme, Senhor, em teu instrumento para ajudar esses corações, para que possam continuar a trajetória evolutiva. É certo de que tu inspira o trabalho que estás conosco.
Em especial te pedimos pelo Jorge, pela Sâmia, para que eles possam receber de ti as intuições necessárias, falando aos corações dos nossos irmãos. E é sobre a tua proteção e teu amparo que a gente começa a edição de número 306 do programa Pinga Fogo, neste dia 23 de março de 2026. Muito obrigado, Senhor.
Samia, o que você preparou para a gente hoje? Hoje, Rubens, nós trazemos um poema chamado Amor em Laços. Ele fala sobre alguém que, infelizmente, decidiu viver a vida sem construir afetos, sem realizar sonhos, sem cativar pessoas. Vamos conhecê-lo.
Eu sinto muito, ó minha vida, eu sinto muito, pelo vazio que deixei pelo caminho, pelos projetos prometidos não cumpridos, pelas palavras que de atos estão vazios. Perdoa as horas que se foram e eu não senti, as companhias que afastei não convivi, o abraço pão que eu não lembrei de dividir.
o amor em laços que eu não quis, não construí. De fuga em fuga, medo em medo, egoísta, cheguei ao fim do tempo sem viver a vida, plantando em mim, por companhia, a solidão. Porque a vida é a eternidade a convidar-nos a cultivar na caminhada amor em laços, a preencher-nos o vazio do coração. Obrigada.
Muito bem, Sâmia. Está lá no Saga das Almas? Isso mesmo, eu coloquei o link aí para você. Ah, tá, eu vou copiar aqui. É só entrar no sagadasalmas.com.br no índice procurar Amor em Laços. E o que dá para a gente falar em Sâmia do poema?
Olha, nem o Cristo planetário, quando encarnou na Terra, dispensou as companhias. Ele não dispensou um lar afetivo, uma mãe, um pai. Ele não dispensou a presença de amigos, amigos sinceros. Ele fez questão de cativar.
de convidar aqueles que seriam seus companheiros de jornada. Não se ouve falar do Cristo pregando sozinho, sem a presença de amigos, de discípulos. Não se ouve o Cristo fazendo viagens, atravessando o lago de Genezaré, ou indo para a Judéia naquelas longas jornadas sozinho. Ele nunca esteve só. Ele foi o grande exemplo de que devemos cultivar.
amor e formar laços que nos unem. Ele foi o grande exemplo. Infelizmente, muitas vezes, o nosso egoísmo, o nosso modo de ser, o pensar só em si, afasta essa que é uma das maiores alegrias da vida, se estar perto de pessoas que são afinizadas conosco, formando um grupo.
um grupo fraterno, comprometido um com o outro, para que um apoie o outro nessa jornada que não é fácil. E você, Jorge? A primeira pergunta, esse poema é novo, Samia? É novo, do mês passado. Botei hoje no site. Antes de fazer meu comentário sobre o poema, vou fazer um comentário sobre o comentário da Samia no seguinte sentido.
Na crucificação de Jesus, há um momento em que uma pessoa está presente à crucificação e ele diz, mulher, eis aí teu filho, filho, eis aí a tua mãe. Maria de Nazaré estava quando Jesus foi a Jerusalém. O que ela tinha que fazer lá se ela vivia em Nazaré? É um indicativo de que ela andava com ele para onde ele ia.
Então, ela também estava presente nas caminhadas que o Cristo fazia. Quando se fala dos afetos, dos amores, ela também estava presente nas relações com seu filho. Então, eu queria destacar primeiro esse ponto com relação à questão da família em si e sobre o conteúdo desse poema. Eu achei belíssimo, belíssimo, espetacular mesmo. Muito bom, Samir.
E assim, Joana de Ângeles tem uma obra chamada Amor e Batível Amor. Deve ter aqui. Tem? Deve ter. Amor e Batível Amor. Essa obra, no capítulo 13 dela, o capítulo 13 é o hino ao amor, em que ela...
Em síntese, no capítulo 13, que é o último... Obrigado, Aparecido Oliveira. O último capítulo da obra, o capítulo 13, ela faz o seguinte...
Não adianta, não adianta, a criatura humana necessita amar. Nós precisamos de companhia, nós somos seres gregários, nós precisamos de toque, nós precisamos de convivência. Você vê que num asilo os velhinhos adoecem, porque se não tiverem convivência, crianças que são cuidadas por enfermeiras...
Houve um experimento desse na Segunda Guerra Mundial, depois da Segunda Guerra, muitos órfãos. As enfermeiras cuidavam das crianças com toda a higiene e as crianças tinham alto índice de mortalidade. Por quê? Porque elas eram cuidadoras corretas, mas não tinha feto, não tinha colo, não brincava com eles. Então, é muito importante, Marcão, que a gente tenha...
Esse processo de relação com as pessoas. Se você não convive, se você não tem amigos, se você não tem afeto, você vai adoecer. Construa laços de afeto. Faça pontes. Aceite as pessoas do jeito que elas são. Não queira viver sozinho porque é muito ruim. Existem pessoas que moram só. É legal.
Não gosto de morar com ninguém, gosto de lamber a colher, botar na pia, quando eu chegar de noite, ela está na mesma posição lambida, não quero que ninguém toque nas minhas coisas. Está ótimo. Mas mesmo quem mora só precisa conviver. Nós temos uma necessidade imperiosa de dar e de receber amor. E esse capítulo 13 do livro de Joana, Amor, imbatível amor,
é exatamente essa convocação da descoberta do quanto o amor é curativo para todos nós. E esta pessoa que a Samia traz, aí representada no poema, que não construiu vínculos, que não construiu laços, que deixou a vida pela metade, que agora se amargura, porque no tempo que teve, Teresa Goulart, no tempo que teve para construir...
essas relações de afeto não construiu. E agora essa pessoa está vivendo dores muito profundas, exatamente pelo fato de que a solidão nos adoece profundamente. Cuidemos enquanto é tempo.
Muito bem, Jorge, Sâmia, queridos internautas, ouvintes da nossa emissora do Bem. Vamos seguindo aqui, vamos para a primeira pergunta, Jorge, Sâmia. Essa pergunta, na verdade, é um pedido de ajuda para ajudar alguém. Vamos lá. Minha comadre perdeu filho há um ano, 30 de março de 2025, pelas portas do suicídio.
Está sendo acompanhada por psiquiatra, psicóloga, está medicada, mas insiste em querer fazer o mesmo. Já passei palestras do Elahá, da Samia, da Ana Tereza. Ela está em busca de uma psicografia do filho para saber como foi que ele tomou coragem para fazer o que fez.
Já conversei com ela sobre isso e da dor e distanciamento que uma atitude dessa vai trazer para ela. Estou preocupada. Oro sempre por ela e o filho. Queria uma fala de vocês para ver se conseguem demovê-la desses pensamentos. Está indo a uma casa espírita próxima a ela. Desde já agradeço. Aí eu passo para vocês.
Eu passo para o Samy. Vamos tentar conversar, então, com essa senhora. Nós sabemos, e o Chico fala, que a maior dor, na opinião dele e de muitos, é a dor de uma mãe que perdeu o filho, vamos chamar assim, apesar dessa perda, entre aspas.
Agora, a dor de uma mãe que sabe que o filho deliberadamente tirou a própria vida é uma dor que se soma a essa maneira em que ocorreu a morte dele.
Então, os dramas de uma família que perde um ser querido por o suicídio, não é simplesmente a dor da saudade por alguém que se foi por uma doença, um acidente ou algo assim. Nada disso aconteceu, não houve doença, não houve acidente. Houve um conflito interior muito grande, uma dor interior muito grande, nós não sabemos a história que fez com que ele escolhesse isso.
E eu coloco esse escolher entre aspas, porque muitas vezes nós estamos passando, repito, eu não sei o que aconteceu, mas estamos passando por um momento de depressão muito grande, de culpa muito grande, de vazio existencial muito grande, que a própria mente da gente já não está tão serena para dizer eu vou fazer uma escolha.
Não, é porque geralmente esses meninos são levados pela dor. Mas para a família fica a ideia de que eu não fui mãe suficiente, eu não fui pai suficiente, ele preferiu desistir de viver e nos deixar. E essa dor se soma.
Então, muito respeito pelas famílias que têm esse tipo de dor. Muito acolhimento, porque elas costumam ser discriminadas. Agora, essa mãezinha, o que vai se dizer que você, que é cunhada, já não tenha dito?
É muito complicado. É importante, primeiramente, que você compreenda a dor dela. Essa vontade que ela tem não é de morrer como a dele também não era, é de se juntar a esse filho, de ficar junto com ele onde ele estiver. É isso que ela quer. Ela quer, na verdade, viver junto dele, nem que seja na morte.
E um ano para esse tipo de dor não é nada. Para ela foi hoje, foi aqui que aconteceu, foi agora que aconteceu. Então ela precisa muito de ter você, pelo que eu estou vendo que são muito unidas, próximo para ouvi-la, para ouvi-la, para ouvi-la. E colocar sempre... Sempre.
Que ele não fez isso porque queria se livrar da mãe ou do pai. Ele fez isso porque ele estava doente do coração. Seja qual for o motivo. E que ele está acolhido no mundo espiritual. Ele continua com certeza com a dor dele. Que ele vai ter que aprender a trabalhar. E começar esse processo no mundo espiritual.
leva algumas sequelas pela escolha que fez, que machuca o corpo espiritual, mas está sendo tratado, está sendo acolhido do lado de lá. Que quanto a isso, ela se mantenha tranquila. Ela como espírita deve saber que o espiritismo não tem aquela ideia que às vezes outras religiões têm.
De que o próprio Deus discrimina isso Isso não existe Todos nós somos acolhidos Então ela já vai ao centro espírita Se manter em oração constante Manter a medicação
respeitar essa dor, respeitar. Nada pode ser dito no sentido que ela tem que parar com isso. Ela tem que sentir que a dor dela é valorizada, que ela perdeu o filho, como várias famílias perdem esse filho que retorna à pátria espiritual, perdem provisoriamente. Mas colocar para ela a ideia de que se ela optar por isso, por fugir da vida...
ela não vai encontrar o filho no mundo espiritual. Às vezes nós temos que dizer a realidade. Ele está sendo cuidado. Na medida do possível, ele está sendo cuidado. Mas se ela fizer o mesmo, ela também vai se comprometer diante da lei. E não vai ter o direito, por enquanto, por algum tempo, de se aproximar do filho.
Então que ela carregue essa dor, trabalhe essa dor que é dela, essa história vai fazer parte das vidas dela, mas que permaneça firme, transformando essa dor em trabalho, em doação, no que for, pensando nesse filho e principalmente orando por esse filho, faça ela entender que ela é muito mais importante para esse filho encarnado aqui na Terra.
orando que ela pegue toda essa dor e toda essa saudade, se ajoelhe, se ela se sentir melhor, humildemente e suplique para Maria, Maria, olhe todos os dias pelo meu filho. Essa oração de mãe vai igual um raio amenizar a dor desse menino que a essa hora pode estar arrependido, que ele pode estar mais lúcido com tratamento e arrependido.
Mostrar para ele que a mãe continua aqui cuidando dele lá, através da oração. Se ela quiser, escreva cartas. Carta, pega um papelzinho, escreve tudo o que ela está sentindo. Meu filho, eu continuo te amando. Eu te perdoo pelo que você fez. Ele precisa de mais desse perdão da mãe.
Ele precisa saber que a mãe, por mais que esteja chorando, não vai fazer o mesmo que ele, porque ele já sabe que errou. E ela precisa ter certeza que o lugar onde mais ela vai fazer bem para essa criança, esse jovem, é ficando aqui na Terra.
E muitas vezes essa sensação de querer estar perto não é só de quem perdeu pelo suicídio, aos outros lutos. Então, isso pode permanecer um tempo, mas tem que fortificar a vontade dela, a lucidez dela de dizer, apesar disso vir na minha mente,
pelo meu filho, em honra ao meu filho, para ajudar o meu filho, eu vou ficar, eu vou seguir com a minha vida, chorando todos os dias, lamentando todos os dias, mas eu vou prosseguir. Para que ele melhore, porque se eu decidir fazer o mesmo que ele, a lei vai afastá-los.
porque não pode haver duas pessoas errando desse jeito, porque é um equívoco diante da lei, não pode ser beneficiadas pelo reencontro. A energia que ele gerou fez com que ele seja cuidado numa determinada situação. A energia que ela vai gerar com todo o conhecimento que ela tem,
E se ela optar por isso, no mundo espiritual, ela não vai conseguir vê-los. Nós estamos, inclusive, no céu e inferno, e outros livros cheios de exemplos, de pessoas que optaram pelo suicídio para se aproximar do filho que morreu, morreu de causas naturais até, e a mãe vai e se mata. E voltam para falar.
que estão desesperadas, mas não conseguem ver o filho. Às vezes o filho que morreu normalmente, no mundo espiritual está próximo à mãe, mas a mãe está no nível que não consegue percebê-lo. E os espíritos iluminados vêm esclarecer, isso precisa ficar assim por um tempo.
Até que ela, no caso do livro, até que ela se cure porque ela optou, mas no caso aqui, seriam os dois nesse processo de suicídio. Então, coloque isso, que ela vai ser muito mais útil para ele aqui. Que ela vai ter que carregar essa dor até amenizar.
Que ela aceite a escolha do filho dela. Que foi errada? Foi. É um erro, é um equívoco. E ele já sabe disso. Mas foi uma escolha dele. E que ela transmita pela oração. Ou fazendo cartas. Que ela vai depois dobrar e deixar ali. Mas quando for possível, a espiritualidade vai materializar essas palavras do lado de lá.
E que sejam cartas confortadoras para ele, dizendo que ela sofre, sim, mas que ela o perdoa. Olha, eu não tenho assim muito o que acrescentar, mas eu queria só organizar um pouco as minhas ideias de maneira bem sucinta. Primeiro, não abandonar tratamento médico. Continuar com o atendimento psicológico e com a medicação que está tomando. Isso é importante.
Segundo ponto, importantíssimo que permaneça vinculada a uma casa espírita para receber o benefício do passe, do esclarecimento, da água fluidificada, do acolhimento espiritual e da fortaleza espiritual que advém da presença na casa espírita. Número três, não se afastar dos amigos, principalmente dessa pessoa, que está sendo um excelente ponto de contato. Essa pessoa pode fazer muito por ela.
mas não insista demais com o conteúdo espírita se ela não quiser. Porque às vezes a gente só, a gente dá uma indigestão na pessoa, a pessoa sufoca com a insistência do conhecimento espírita. Acolhimento, presença próximo, envolvimento, amor, afeto, esclarecimento também, mas não trate como se apenas o esclarecimento fosse o que você teria para entregar. Um quarto ponto importantíssimo para isso,
é a questão relativa às questões da culpa. Quando os nossos filhos desencarnam, há uma tendência muito grande de nós acharmos que somos os responsáveis pelo que aconteceu. Nos casos de suicídio, isso não costuma ser diferente. A gente costuma também trazer para nós a sensação de que nós fomos, de certa maneira, os responsáveis por aquilo que aconteceu, esquecendo que nossos filhos têm livre-arbítrio.
E às vezes nós fizemos tudo o que podíamos, mas eles estavam muito adoecidos, muito doentes. E essa decisão não é uma decisão de coragem, é uma decisão fruto do desespero. Não pense que, nossa, ele tomou uma coragem enorme. Não, ele estava num desespero muito grande. E a pessoa, quando ela está no auge do desespero, ela não tem nem noção do que ela está fazendo.
Não considere o ato de seu filho um ato de coragem. Considere um ato de adoecimento. Tanto como a Sâmia bem colocou, não queira segui-lo. Primeiro que não vai encontrar com ele, não vai encontrá-lo. Porque nos processos de suicídio, o sentimento de dor pelo que fizemos é tão grande que a gente nem tem muita condição de estar.
encontrando com pessoas em função das dores individuais que a gente tem, pela descoberta de que a vida continua. Então, não vale a pena. O Marçalinha bem lembrou de maneira excelente, a sua presença do lado de cá, orando por ele, é o melhor benefício que você pode fazer. Engajar-se numa tarefa bem, para ir promovendo o seu processo terapêutico, que você saia desse estado.
Ficar apenas lembrando do ocorrido não ajuda no seu processo de restabelecimento. Você precisa ter algo que faça, ainda que seja em homenagem a ele, mas algo positivo que restaure em você o prazer pelo dor de viver. Trabalhe dentro dessas perspectivas. O que a Samia falou foi excelente. Organize essas coisas que ela disse que vai lhe ajudar demais a fazer.
uma mudança na sua vida, mas jamais considere que você seja a responsável pelo que aconteceu, porque os nossos filhos têm as suas próprias decisões, independente dos esforços que possamos fazer para conduzi-los por determinados caminhos. Pense nisso na hora em que você decidir o rumo a tomar, mas jamais pense que a decisão de seguir para onde ele está seja uma condição pelo menos pensável.
essa está fora, absolutamente fora, de todas as possibilidades. Muito bem, gente. Deixa eu chamar a Divina para dar o boa noite dela. Chegou agora. Muito boa noite. Boa noite, Jorge. Boa noite, Sâmia. Boa noite, queridos irmãos. Estamos aqui, né? Isso. Ela vai se preparar ali com as perguntas. Enquanto isso, eu trago um. Boa noite, Divina. Gente, eu estou me achando pálido.
Eu também, estou achando que você está com a cara pálida. O que foi com você? Não, não tem cor. Essa câmera não tem cor. Falta a luminosa. Vocês estão vendo vermelho? O problema é luz aí, capaz. A luz, né? O problema é luz. Cadê o... Então tá. Um negócio aqui. Tá lendo. Então tá, peraí, vamos fazer um aqui.
Deixa eu trazer a próxima pergunta, Jorge e Samia. Olá, eu estou assistindo a uma série sobre dinossauros e fiquei pensando sobre esses seres incríveis com tantas variações de espécie que foram extintos. Qual foi o papel deles do ponto de vista espiritual na criação? Obrigado, dá para falar alguma coisa? Sim, é possível. Eu só abri minha câmera aqui.
Sim, é possível, claro. Olha, o que aconteceu? Agora ficou pior. Agora ficou escuro no campo. Está tranquilo, Elana. Pode continuar, dá para ver. Então, está bom. Bom, o que acontece, na verdade, é que todos os seres têm um objetivo dentro do processo evolutivo.
nós tivemos seres unicelulares, multicelulares, seres que seriam, como é que eu posso dizer, seres invertebrados, que simplesmente passaram pela história deixando o contributo no aprimoramento nosso, porque...
todos os seres concorrem para o desenvolvimento de determinados princípios espirituais. Então, eu tenho um livro do Herculano Pires que eu perdi. Eu estava lendo dentro do avião, eu botei na bolsa da frente e eu fui embora, larguei o livro. Eu não consigo lembrar o nome do livro, mas eu vou falar do que tem lá dentro. Ele diz o seguinte...
que a espécie humana é a primeira espécie a se tornar consciente no planeta. Que nós evoluímos dos primatas, somos os primeiros, mas que daqui a milhões de anos, outras espécies inteligentes surgirão na Terra também, porque eles também evoluirão. Então, todos os seres estão em processo de evolução, estão em processo de desenvolvimento.
nós evoluímos de uma determinada espécie que nos deu essa condição hoje de estarmos aqui. Mas outros virão em seguida. Então, as outras espécies que aparentemente desapareceram, elas continuam em outros planetas, em outros lugares, se aprimorando, promovendo o seu processo de burilamento progressivo. Os dinossauros eram répteis.
E esses répteis depois evoluíram para as aves ou para os mamíferos, depois os primatas. Mas aqueles outros ramos também estão se desenvolvendo. Se não estão na Terra, estão em outro lugar. Mas a evolução nunca cessa. A Terra não é o único planeta de provas e expiações ou primitivo para agasalhar essas espécies. Tudo serve, gente.
tudo está em evolução. Os seres que a gente olha e vê os fósseis naquelas peças antiquíssimas, que são seres invertebrados, deram o seu contributo para que nós estivéssemos onde hoje estamos. E muitos deles ainda não chegaram na condição ominal e estão aí percorrendo alguma outra escala do processo evolutivo.
Quando nós pensamos no Criador, em Deus, que Deus é o grande Criador da vida, nós cometemos o equívoco de achar que Ele só fez a raça humana. Quando nós dizemos que o Cristo planetário é o responsável pelo nosso orbe por todas as vidas que estão aqui,
esse orbe não foi construído apenas pelos seres humanos, para todas as vidas, incluindo todos esses tipos de animais desde os nossos pets até as formiguinhas
passando pelo reino vegetal toda a vida, amada por Deus e está sob proteção divina. E os dinossauros tiveram a sua época quando o nosso orbe ainda não estava pronto para que a raça humana se desenvolvesse como se desenvolveu, mas estava pronta para eles.
Então eles chegaram e esse planeta é assim. Ele é para várias espécies, nos vários momentos desse processo evolutivo. Ela nunca, durante o seu processo de esfriamento até chegar a hoje, ela nunca foi inútil à vida. Sempre de alguma forma, de alguma forma, nem que seja nos primórdios, quando estava se preparando e se formando.
ela já estava se construindo para a vida. E no primeiro momento em que foi possível ela pegar alguma espécie de vida, o primórdio da vida, por mais primitivo que fosse, esses primórdios foram colocados aqui para que o planeta Terra fosse sempre útil à vida. Muito bem, vamos seguindo aqui com o Pinga Fogo. Eu vou pedir para a Divina trazer para a gente, Divina, a próxima pergunta, por favor.
Boa noite. Saudações a todos. Eu já li em algumas obras ou ouvi relatos de que, em mortes violentas, a espiritualidade retira o espírito em segundos antes da morte. De fato, isso é possível?
E se sim, acontece em todos os gêneros de morte ou só nas violentas? Passo para vocês. Não há nenhuma relação entre tempo de desencarnação e a natureza da desencarnação. Nós podemos ter mortes violentas com a retirada antes e mortes violentas em que não há retirada antes.
e que essa retirada pode ser até depois. Não existe vínculo nesse sentido. O livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria, do Evangelho, fala que quando o Tiradentes está no cadafalso, que ele abre o cadafalso e eles retiram o Tiradentes antes de ele experimentar a sua desencarnação.
A literatura espírita também fala que no cristianismo nascente, os cristãos que eram levados para as arenas não sentiam-se ser devorados pelos leões. Mas eu não posso, a partir desta leitura, dizer morte violenta, a pessoa retirada antes da hora. Porque eu posso ter situações de mortes violentas em que as pessoas podem permanecer mais tempo.
tanto quanto mortes não violentas, que as pessoas são retiradas antes do tempo, e mortes não violentas, que as pessoas não são retiradas antes do tempo. Ou seja, a natureza da desencarnação não tem vinculação com o processo desencarnatório. Uma coisa é a natureza do fenômeno da morte.
se é violenta ou não. E a segunda é o tempo que leva. Recomendo a leitura do capítulo primeiro, da segunda parte do livro O Céu e o Inferno, um capítulo chamado O Passamento, onde Allan Kardec analisa essa questão do passamento de um canto para o outro.
outro dia fazendo uma live com Portugal, o pessoal me perguntou, vem cá, mas o que é passamento? Aí eu disse, rapaz, passamento? Passamento é o passamento de um canto bordoíso. Aí eu falei, passagem. Ah, é passagem? Aí eu disse, é passagem.
E por que não fizeram passagem? Por que botaram passamento? Aqui em Portugal ninguém entende o que seja isso, e realmente é um termo até pouco usado. Mas o capítulo O Passamento é um capítulo muito importante para que a gente entenda como que se dá o fenômeno específico dentro do qual...
o espírito se desembaraça do corpo de retorno ao mundo espiritual. O quanto de perturbação existe, e ele dá ali fatores que podem influenciar na desencarnação. Fracos, fortes, médios, que podem provocar uma maior ou menor perturbação do indivíduo no retorno ao mundo espiritual. E é interessante que todos nós vamos desencarnar. Não tem jeito.
então uma coisa é o momento em que eu preciso desencarnar, então existem pessoas que precisam passar por, precisam desencarnar mais cedo, e precisam num determinado momento para desencarnar, e pode acontecer alguma situação que a conduza, que seja aproveitada para que ela retorne no mundo espiritual, vejam que o objetivo dessa pessoa naquele momento da sua vida é retornar para a pátria espiritual.
e não passar por uma experiência de sofrimento. Então, se, por exemplo, ela sofre um acidente, ou ela vai sofrer uma queda, alguma coisa, é possível que ela, não vou nem dizer que ela seja retirada, arrancada do corpo espiritual, mas que ela perca a consciência de forma a não sentir o sofrimento que ela teria naquele tipo de acidente, por exemplo.
o objetivo é que ela desencarne, às vezes até daquela forma, mas ela não precisa, dentro da sua programação, não existe uma motivação que justifique ela ficar sofrendo ali, por exemplo, presa nas ferragens um tempão.
sofrendo toda aquela dor. Mas pode acontecer de, numa mesma situação ali, da pessoa sofrer uma queda ou sofrer um acidente, que ela precise para o seu crescimento, para o seu amadurecimento, para que algo se solidifique dentro dela, passar pela prova, pela experiência.
daquela angústia, daquela anunia, aonde muitas vezes é o momento que a pessoa pensa a sua vida, revê a sua vida, revê os seus valores e se quita com a sua consciência. Porque aí muitas vezes está vinculado a uma questão resolvida no passado. Eu queria...
É uma questão até expiatória, pode ser. Então, imaginem assim o pessoal que morreu ali naquele 11 de setembro.
em que eles estavam naquela angústia, e muitos conseguiram se comunicar pela família, se despedindo, sabendo que iriam morrer. E o que não passou pela cabeça dessas pessoas nesses momentos? Enquanto outras lá naquele ambiente, certamente quando se sentiram presos no meio daquela confusão que foi das duas torres no 11 de setembro,
Elas perderam a consciência simplesmente porque elas já não mereciam passar pela dor, mas precisavam desencarnar naquela situação. É importante saber que muitas vezes não é só no desencarne, mas no acidente que pode acontecer e que eu posso depois ficar com sequelas, mas às vezes a gente passa por esse fenômeno também de não sentir.
Nós temos casos aqui do rapaz com a bicicleta que estava numa via meio perigosa aqui do sudeste, eu acho que foi São Paulo, e que o carro passou com tudo e carregou o braço dele, ele caiu desacordado. Quando ele acordou no hospital, que depois que ele pôde dar entrevista, ele disse, eu não percebi e eu não senti dor nenhuma.
Eu simplesmente perdi a consciência e quando eu acordei no hospital, sem saber o que tinha acontecendo, me contaram que eu tinha perdido o braço. Eu vou querer fazer só um exemplo de um avião que cai. Um avião que cai com 200 pessoas a bordo. O tempo de desencarnação de cada um é diferente. Eu posso ter pessoas que antes do avião cair já estavam desencarnadas, posso ter aqueles que desencarnaram.
e sentiram a explosão, a coisa da explosão. Outros que desencarnaram, desencarnaram como que dormindo, nem perceberam a queima nem nada, mas foram retirados no momento da desencarnação, não antes. Então, tem situações as mais diferentes. Não há uma regra do tipo, a morte é violenta, retirado rápido. E tem outros que ficarão.
vinculados ao corpo, não porque Deus assim determinou, mas porque os Espíritos não conseguem ter condição de se desembaraçar de seus corpos. No livro nosso lá, no capítulo, acho que é 42 e 43, são capítulos que falam sobre a guerra, ali eles comentam o seguinte, que soldados europeus, quando desencarnam, demoram para sair do corpo, porque como eles têm...
maior propensão ao materialismo do que os brasileiros, eles desencarnam e ficam presos no corpo. Os mentores querem tirá-lo e eles não entendem como é que eles podem estar mortos, estar vivos se não se consegue mexer. E aí a dificuldade de conseguir pegar esses companheiros e dar a eles a condição de entendimento da real situação em que eles se encontram. Então isso tudo são lições para nós.
Então, não existe uma regra rígida para o gênero da morte e o processo desencarnatório. A gente, só para encerrar, no caso de alguns, é um mérito mesmo. A gente vê no caso de Tiradentes que ele deliberadamente assumiu as responsabilidades por tudo o que aconteceu. Ele liberou todos os companheiros dele de qualquer responsabilidade, se colocou como sendo líder.
que não era bem assim, mas ele assumiu para ele. E por isso que ele foi o único que ficou nessa situação, nesse tipo de morte, né? Então ele recebeu o mérito, diante da espiritualidade, de não precisar passar por todo aquele sofrimento. E ele já tinha passado, porque o tempo que ele passou na cadeia, todo aquele processo, né?
que existiu ali, aquilo já foi um sofrimento, mas no momento da morte, conta-se, né, que ele foi, a gente diz, retirado, como diz, fizeram com que ele perdesse a consciência e não sentisse nada do que aconteceu. Muito bem, é o nosso Pinga Fogo, edição número 306, 23 de março de 2026, e Divina já preparou mais uma pergunta ali pra gente, e ela vai trazer, por favor.
Jorge, converso com meu filho de 13 anos enquanto ele dorme. Colocar palestras neste momento, nestes momentos de sono, o seu perispírito também irá absorver os aprendizados? Pode ser a dúvida de muita gente, viu Jorge?
possibilidade existe, mas a gente não pode dizer que obrigatoriamente vai acontecer. Porque depende muito da sintonia, não é? Entre o rapaz e o que a mãe deseja fazer. Que ajuda, ajuda, porque antes isso do que o não isso. Mas eu não posso dizer assim, ah, se eu botar para o meu filho, para ele ouvir palestra dormindo, quando acordar ele vai lembrar tudo que foi dito. Não. Tem.
Ajuda, ajuda. É igual você colocar uma música suave para a pessoa quando ela vai dormir. Ajuda, ajuda. Tudo colabora, não é? Mas a gente não pode ter uma visão fatalista do tipo se colocar palestra, com certeza ele estará transformado em seis meses.
Depende muito da sintonia que o espírito tem. Ele pode não gostar, e se ele não gostar, ele cria até um bloqueio com relação a isso, e não quer nem ouvir. Nossa, essa voz de novo, já ouvi essa voz. Então, isso pode até atrapalhar. Mas é possível, sim, de trazer benefícios para o rapaz. Não deixa de ser uma alternativa. Eu recomendaria que uma alternativa melhor seria trabalhar com ele quando ele estivesse acordado.
Para ouvir a palestra. É, com o Evangelho no Lar, alguma coisa do gênero, não é? Para poder participar. E aí digo aqui uma coisa que a gente usou em casa durante um tempo, com os meninos, que era a leitura sequencial da obra do André Luiz. Então a gente ia lendo o pedacinho da obra. Não era Evangelho no Lar, era novela no Lar.
Aí a gente lia um pedaço e comentava aquele pedacinho. E o que aconteceu com ele? Só semana que vem agora para saber, porque a leitura já está feita. Semana que vem a gente volta de onde a gente parou. Então a gente ia lendo e ia fazendo a sequência dessa leitura, porque às vezes eles não queriam mais ouvir o Evangelho segundo o Espiritismo. A gente usou durante um tempo a obra do André Luiz para fazer isso.
Agora, tudo bem, nada impede que se use essa opção de colocar palestra, tá? Eu não sei dizer qual seria o resultado, mas o nosso querido Divaldo Franco, em algumas palestras, quando ele falava sobre esses temas de educação dos filhos, ele orientava nas palestras que as mães, enquanto os filhos estivessem dormindo, que elas...
fossem até o local onde eles estavam dormindo, adormecidos já no sono pesado, e começassem a conversar com eles carinhosamente, porque existe o diferencial entre a mãe estar lá e uma gravação com a voz do Elahá falando para o menino, dormindo, é que a mãe...
vai jogar a energia amorosa junto com a palavra. E o Divaldo explica que ela estará conversando com o filho, com o ser imortal e milenar. Vai estar acessando em profundidade o espírito dele com a amorosidade quando chegar meu filho.
Às vezes, com aqui 13 anos, a idade da rebeldia, a idade do não tô nem aí, né? Pra algumas crianças. Chegar lá e começar e dizer, meu filho, eu vim aqui dizer. Fala baixo, tá? Pra ele não acordar. Mas o espírito que está, não está tão preso, está mais liberto do corpo, vai perceber. Dizer que eu amo demais você.
E que eu tenho certeza que você é uma pessoa maravilhosa, que vai conseguir vencer essa fase difícil. E fale, converse com ele tudo o que quiser. Amorosamente, não vai dar bronca. Mas conversa. E pode falar. Meu filho, a mãe está triste com tal coisa que aconteceu.
Eu vim aqui dizer que eu tenho certeza que você vai vencer isso, vai vencer essas amizades que você não pode confiar, que podem ser perigosas, vão levar você para o mau caminho. Porque ela vai estar falando para uma criança, um jovem dormindo, mas para um espírito sempre desperto. Eu acho que surte mais efeito do que a gravação.
Muito bem, é o nosso pinga-fogo, é isso mesmo. Claro que você pode deixar, pode colocar, mas tem que fazer tudo isso que foi apontado aqui. Porque existe um vínculo entre mãe e filho, por exemplo, isso é importante. Entendeu? Isso é importante. E as broncas você dá quando ele estiver acordado. Quando ele estiver dormindo, você fala com muito carinho.
Divina, você já escolheu a próxima pergunta? Inclusive, Rubens, o que a Samia falou aí, eu também já ouvi falar que, por exemplo, teve caso, eu não sei se foi de uma palestra de médicos,
falando a respeito disso, que, por exemplo, teve um caso de uma mãe que falou assim que preferia menino do que menina. E aí teve, esse menino, né, essa menina ficou muito tempo, sabe, com essa questão psicológica, assim, afetada por causa de falas, né.
da mãe, ou seja, dessa rejeição, né? Então, deve ter alguma coisa a ver essa questão da fala da mãe, né? Mesmo no útero, né? Mesmo lá na hora que tá dormindo, sei lá. Então, vamos lá. Estou num relacionamento desde 2018.
Em 2024, nós começamos a morar juntos. De lá para cá, minha companheira intensificou o uso de dispositivos eletrônicos, celulares, notebooks e TV. Há pouco diálogo, pouquíssima intimidade. Não me sinto acolhido. Quando vou me queixar sobre o excesso de eletrônicos,
a baixa qualidade de tempo juntos, a falta de projetos, planejamentos, pois ela sempre acha ruim este tipo de conversa. Tenho que ficar pisando em ovos. Já tentei levá-la em terapia de casal.
Mas ela acha que tudo está normal. Ela faz terapia, mas observa que não é um trabalho bem feito, pois não há continuidade. Já usou a carta da separação algumas vezes. E isso não só me frustra bastante, mas também me machuca emocionalmente e fisicamente. Pois...
O casamento não funciona assim. Estou pensando seriamente em me separar. Vou começar a fazer o evangelho no lar, mas sinto fadigado e sem esperança. Gostaria de um conselho. Se puderem me avisar da resposta no e-mail, eu gostaria que avisasse.
sempre acompanha gravado, mas aí eu passo para vocês para trazer uma palavra para ele. Bom, o primeiro ponto é o seguinte, só quem pode decidir a situação do casal é o casal. Nós não temos condição de dar um veredito sobre a relação que o casal possui, porque só o casal sabe o que verdadeiramente acontece dentro dessa relação. O que a doutrina espírita nos aponta é o seguinte,
Os casamentos não são indissolúveis. É possível uma separação conjugal? Sim, é o que toda a literatura nos alerta, inclusive o Evangelho segundo o Espiritismo possui um capítulo específico sobre isso, chamado Não Separeis o que Deus Juntou, onde Kardec destaca a necessidade de que haja harmonia para que a relação esteja estabelecida.
E que só há separação quando, de fato, a coisa no mundo objetivo já acabou. Então, a separação é apenas para consolidar aquilo que, de fato, já não existe mais. Emanda em diversas mensagens, e aí eu destacaria o livro da esperança, capítulo 88, o livro Encontro Marcado,
acho que é capítulo 31, mas não tenho certeza. O livro Na Era do Espírito, que também são livros. Na Era do Espírito, Encontro Marcado, Livro da Esperança, que são livros que marcam muito essa questão de relacionamento conjugal. Joana também trabalha sobre isso. O livro Celeiro de Bênçãos, capítulo 34.
Sol nas Almas, acho que é capítulo 35, traz orientações bastante interessantes sobre essa questão, sobre separação ou não, ou não. O importante é o seguinte, se você tiver que separar, o que é que toda essa literatura fala? Esgote todas as possibilidades de salvar a relação. É isso que a literatura diz. Você pode separar? Pode, sem problema nenhum. Mas esgote.
Porque, segundo o que esses mesmos livros dizem, quando nós nos separamos em uma relação que ainda poderia ter, entre aspas, salvação, é uma circunstância na qual as nossas possibilidades de amanhã não sentirmos remorsos do que aconteceu, ela diminui, porque eu tenho a tendência de, num futuro...
Puxa, não tentei isso. Puxa, eu poderia ter tentado aquilo. Então, Emmanuel, no livro da esperança, capítulo 88, no último parágrafo, ele diz o seguinte. Se você está prestes a separar, verifique se você já esgotou todas as possibilidades. Se não esgotou todas as possibilidades, esgote para que o remorso...
para que a consciência não venha cobrar você amanhã de não ter tentado alguma coisa. Tente tudo. Se você tentar todas as alternativas e você sentir que não existe perspectiva de cura, aí nós, de repente, podemos estar dentro de uma circunstância de uma separação. Mas antes, converse com ela, procure todas as alternativas, pergunte se é isso que ela quer, faça tudo que você puder.
fez tudo, não deu, então realmente pode ser que seja a melhor alternativa para você. Mas antes, tentar tudo. Tranquilo, Elahara. Muito bem, você escolheu a próxima? Qualquer uma. 9063. A Dina traz mais uma.
Gostaria de saber como não falar quando estou em desdobramento, pois incomoda muito quem dorme comigo. Isso está me causando problemas. Às vezes acordo com minha própria voz. E aí, gente? A Sani que vai responder, Sani. Eu estou achando que isso é um sonambulismo.
está mais com cara de sonambulismo, porque ela não está falando de experiência fora do corpo. Ela só falou o que ela fala. Porque o que é o sonambulismo? É quando o corpo se movimenta, quando esse mecanismo, não estou falando sonambulismo que o Kardec usa como desdobramento na obra, falando cientificamente, como a gente usa no nosso dia a dia, que existem pessoas poder.
que elas, quando pensam em andar, elas andam. Quando a gente pensa em andar, a gente sonha que está andando, a gente sonha que está nadando, sonha que está voando. Mas há casos de crianças que querem, sonham que estão voando, elas sobem, ou ela reconhece casos assim, né? A criança sobe, dormindo, sobe num objeto, sobe na janela do apartamento e grita Shazam!
em sonambulismo e se prepara para pular quando alguém da família chegou e pegou o menino e não deixou pular. E, pelo jeito, o que está acontecendo com ela é que ela sonha que está conversando e a estrutura que deveria intimidar os movimentos do corpo não funciona e ela acaba falando alto também.
isso acontece algumas vezes quando a gente está num sonho muito perturbado e de repente a gente está tão ansiosa de dizer não, não, parem, a gente acaba não falando só num sonho e pouquinha coisa daquilo aparece como um murmúrio e até a pessoa do lado diz tu estava sonhando, estava fazendo os grunhidos, a gente não estava grunhido mas é porque isso aqui está intimidado pelo cérebro, então sai fraco e aí
No caso dela, parece que não. Agora, vamos considerar que ela não comentou aí, mas ela estava desdobrada, ela estava num ambiente onde ela estava conversando, e ela tinha essa percepção, porque o desdobramento é extremamente lúcido, não se confunde com o sono. Ele é lúcido, você tem certeza que você está ali, que você está viva, que está ali, é muito claro isso.
Aí é estranho, né? Aí ela teria que fazer uma oração, pedir ajuda da espiritualidade para que inibisse isso, porque realmente fica complicado. Se ela está em desdobramento e ela não tem controle, é difícil do médium desdobramento, é diferente do médium de desdobramento que vai para a mediúnica.
e se concentra, e vai, se desdobra, e vai num determinado ambiente, mas ele é educado, ele deliberadamente diz, eu estou no hospital, nós estamos com fulano no local onde ele está internado, e lá eu vejo entidades assim, assim, vamos orar, ele só está falando para que o resto do grupo mediúnico ouça aquilo. Mas no caso dela, não parece ser desdobramento, tá?
E se for, eu acredito que pedir auxílio da espiritualidade para que isso não aconteça, porque geralmente no desdobramento, o ideal é que todos nós façamos a nossa oração antes de dormir, e quem tiver facilidade de desdobrar, sempre pedir, Senhor, que eu desdobre, sempre em nome de Jesus, com a permissão de Jesus e protegida, porque eu não quero ir sozinha. Olha, é...
O sono agitado pode estar relacionado com a vida agitada. Você tem um dia muito louco, trabalha na bolsa de valores e passa o dia inteiro gritando compro, vendo, compro, vendo. Não dá para você depois chegar em casa e dizer bem, agora, gente, eu vou dormir, está tudo bem. Porque a adrenalina esteve muito alta durante o dia.
Então, quando a gente tem dias mais agitados, é mais provável que a gente tenha um sono mais perturbado. Se isso está acontecendo, pense como está sendo o dia durante o período de vigília. E, tanto quanto seja possível, dá uma diminuída, dá uma abrandada nas coisas. Assista menos YouTube, menos internet, menos rede social.
Brigue menos com as pessoas, se revolte menos com as notícias. Esteja mais em paz, ouça mais música tranquila, faça mais coisas que lhe agradam, conviva com pessoas que lhe façam bem. Ou seja, dá uma diminuída no ritmo. Fazer yoga, fazer tai chi chuan, fazer alguma coisa que reduza o ritmo da vida.
pode ajudar nisso para que você se prepare melhor para o sono, para que ele seja um momento prazeroso, orar antes de dormir, preparar-se para esse momento. Se a gente está sentindo que está com alguma dificuldade, é bom se preparar melhor, né? Se a gente não está tendo isso, tudo bem, mas na hora que você começa a ter esse tipo de sinal, out.
alertas estão ligando dizendo, cara, o ritmo está muito acelerado, dá uma baixada na bola, porque você está pedindo demais do corpo. E agora é interessante, pelo que ela falou, isso é o comum dela. Pois é. Não é do dia de stress que realmente acontece isso. Seria interessante buscar auxílio, um auxílio profissional, para saber se não tem nada físico aí.
Muito bem. Esse é o nosso Pinga Fogo, de número 306. A Divina separou mais uma pergunta para a gente ali, Divina. Essa pergunta é muito bacana, viu, Samia e Jorge? Acontece muito. Eu sou espírita e um dia fui a um velório de uma tia muito querida. E na hora de fechar o caixão, fui chamada para fazer uma prece de despedida.
Na hora congelei. E não me veio nenhuma linha de pensamento sobre o que dizer e sugeri apenas fazermos um Pai Nosso. Gostaria de sugestões, de abordagens espíritas num momento desses. Obrigada. Passo para você. Ela travou. Travou, não saiu. Bom, primeira coisa.
Isso não é nenhum problema, porque quando a gente não tem o hábito de falar em público, de se expressar em público, de se apresentar em público, isso acontece. Você está num aniversário e a pessoa diz, fulano, fala para nós. Então, é plenamente possível. A gente, às vezes, tem alguns bloqueios para falar. Eu vou contar uma para vocês. Eu...
E outro dia fui para um evento que me chamaram para falar. Várias pessoas iam falar e eu ia falar também. Quando eu cheguei, as pessoas... Nossa, você veio... Meu Deus, a palestra é importante. Aí começou um negócio. Todo mundo que falava, falava de mim. Quando chegou a minha vez, gente, foi horrível. Foi horrível. Foi um negócio horroroso. Eu me perdi todinho. Por quê? Porque a gente...
Não existe isso. Então, cria-se uma expectativa muito grande e a gente acaba se saindo mal. Então, quando, por algum motivo, você não tem o hábito de fazer uma certa coisa ou alguém cria muita expectativa, está todo mundo olhando para você, gera um bloqueio. Não tem nada de mais de você ter travado na hora que teve que fazer uma oração no meio de todo mundo. Esse é o primeiro ponto. Ponto número dois.
Quando você for chamado para fazer uma oração num velório, evite fazer uma oração espírita salvo, se todo mundo estiver fora espírita, e não há nenhum constrangimento de se apresentar a esse tipo de conteúdo. Mas, às vezes, você está num velório que tem protestantes, tem católicos, tem espíritas, tem todo tipo de gente, e não é lugar para se fazer proselitismo, porque o que você quer é a união dos pensamentos.
Então, se eu quero a união dos pensamentos, fazer uma oração muito puxada para o Espiritismo, você vai ter uma quebra na conexão dos que estão presentes e que não são. Então, você tem que pensar o que você pode oferecer que ajude com que todo mundo possa estar junto. Então, ore para Deus, peça para Jesus, fale dos Espíritos. Às vezes, falar de Maria, os protestantes...
podem não se sentir muito à vontade. Então, a gente vai tentando encontrar uma maneira de falar que não colida com as religiões. Ah, eu não vou ter essa capacidade. Na hora eu vou ficar nervoso, eu não consigo nem orar no contexto normal, que dirá se eu tiver que ficar tomando conta disso. Não dá certo. Se não dá, faz o Pai Nosso. Faz o Pai Nosso. Se não deu, puxa uma música, tá?
Às vezes o Pai Nosso até engata. Puxa, uma música. Claro que uma música boa, né? Para pegar uma música certa mesmo. Mas uma música que eleve as pessoas, uma música que você possa orar, cantar, as pessoas acompanham no canto e isso ajuda a harmonização do lugar. O importante é subir a vibração. Se é com o Pai Nosso, se é com uma música, se é com uma oração em particular,
tanto faz. O que importa é unir os pensamentos, não divida as ideias. Deixe as orações espíritas para os velórios que só tiver espírita. Aí tudo bem, a gente manda ver nos mentores, fala dos espíritos benfeitores, da desencarnação, da certeza da imortalidade da alma, porque aí está a vontade dentro do nosso meio.
É isso que você falou, o importante da prece é que ela eleve a sintonia. Nós não imaginamos como o momento da oração num velório é importante para o Espírito que desencarnou. Ele recém desencarnou. Está no momento, muitas vezes, algumas vezes, né?
assistindo ao próprio enterro, não sozinho, amparado por um grupo de queridos desencarnados dele, mas está lá. E às vezes o tititi, aquela conversinha em grupo, naquele velório que não tem nada a ver, conversas de baixo calão, às vezes falando da pessoa que desencarnou, coisas que não deveria comentar, machucam a pessoa que desencarnou.
Então, aquele momento da prece, se feito com o coração, não precisa catequizar ninguém, não precisa transformar ninguém em espírita, falar de mundo espiritual, de nada disso. Mas são palavras que comovam, que enlevem. E que essa pessoa querida que desencarnou pode estar por ali, de onde estiver vai sentir.
vai se sentir amparada, querida e amada. A força da oração alivia a dúvida, a dor, o cansaço daquele espírito que está nesse processo de transição entre os dois mundos. Às vezes ela não está totalmente desenlaçada do corpo. O momento da prece pode facilitar isso.
Então é importante que em qualquer ambiente onde estejamos velando por o corpo, tenhamos a ideia que nós estamos nos despedindo de um espírito que está retornando ainda à pátria espiritual. Então aproveitar o momento de oração formal para convidar todos.
Vamos todos agora pensar apenas na fulana, lembrar dela com carinho. Mesmo que não tenha começado a orar, eles já estão se conectando com o tipo de pensamento.
amoroso em relação a ela. Vamos pensar nas coisas positivas, na pessoa que ela era, como nós convivemos com ela, o pessoal do trabalho, os amigos, os vizinhos, lembrar com alegria dela. E vamos desejar a ela que seja muito feliz, recebida por Deus, a gente não envolve religião, Deus, Deus é o Deus de todas as religiões.
Que ela seja recebida por Deus, que seja amparada por Deus, que seja iluminada, que seja feliz aonde ela estiver. Entendeu? E aí a gente pode fazer o Pai Nosso.
Não tem problema. O problema é que todos sejam convidados a elevar o pensamento, a deixar de lado as conversinhas e nesse momento, se durar três minutos, vocês não imaginam a quantidade de energia benéfica que vai auxiliar esse irmão no processo de desenlace e de caminhar para a continuidade da vida no mundo espiritual.
Muito bem, é o nosso pinga-fogo. Vamos seguindo aqui com a Diana, trazendo mais uma pergunta. Na obra codificada por Allan Kardec, há alguma mensagem recebida da espiritualidade superior falando sobre o passe magnético e espiritual? Ou essa prática foi inserida na doutrina numa fase pós-codificação? Com vocês. Existe.
Livro O Céu e o Inferno, segunda parte, no capítulo Espíritos Infelizes, o caso de Auguste Michel. Esse rapaz teria desencarnado e estava numa condição de sofrimento.
E aí ele está no mundo espiritual, numa condição de sofrimento, sofrimento, sofrimento, sofrimento. E aí ele aparece para o médium e diz, eu quero que você vá na minha sepultura, porque eu estou preso na sepultura. O médium chega na reunião e diz, olha, tem um espírito pedindo para a gente ir lá. Então vamos fazer a nossa oração para ver se a gente consegue tirá-lo. E aí eles fazem a oração, o cara vem e diz,
eu quero sair, eu preciso que vocês vão lá. E aí eles não vão e o espírito continua preso, até que depois de algumas manifestações, o grupo decide ir pessoalmente na sepultura dele. Eles vão lá e fazem a reunião lá. E quando eles fazem a reunião lá, esse Auguste Michel se libera.
E Kardec faz um comentário. E o comentário de Kardec é que a energia magnética que poderia ser oferecida ao Espírito no local da sepultura conseguiu executar um efeito que a distância não era possível de fazer, se percebendo que exatamente essa presença física e essa transferência das energias poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder poder
presentes do médium naquele lugar, tiveram um fator determinante na libertação do Espírito, mostrando aí o aspecto magnético da presença do médium para a desconexão do Espírito. E Kardec, ele tinha muita...
muita proximidade com a questão do magnetismo que era estudado naquela época. A Gênesis tem um capítulo que fala dos fluidos. Então, ele considera essa capacidade de movimentar os fluidos, de transmitir fluidos de um ser para outro como algo que existe, sim. Qualidade dos fluidos, inclusive, podendo beneficiar pessoas.
Muito bem, esse é o nosso Pinga Fogo, edição número 306. A Divina separou ali mais uma pergunta, Divina. Boa noite a todos. Senhor Jorge Elahá, temos estudado que o perispírito, através de grupos de estudo, onde...
Tem cinco corpos, vital, astral, casual, mental e espiritual. Ouvi falar que tem um vídeo onde Divaldo Franco fala sete corpos. Gostaria muito de saber sobre esses outros dois corpos. E se me indicar um livro que fala destes sete corpos. Grato. Assista o Pinga Fogo desde o primeiro.
e aprendo muito com as perguntas e respostas. Abraço a todos vocês. Com vocês, gente. Classificação de corpos no mundo espiritual varia de autor para autor, porque depende muito de como você enxerga. Kardec falava só de três dimensões do homem, corpo, pele, espírito e espírito. Só.
Em toda a literatura de Kardec, nós só vamos encontrar essas três dimensões da criatura encarnada. André Luiz faz uma consideração abrindo outros dois corpos, que não somente esses. Então, ele cria cinco. Quais são esses? Continua tendo o espírito numa ponta, o espírito,
e continua tendo o corpo na outra, e no meio continua tendo o perispírito. Os dois que são criados, que aparecem na literatura de André Luiz, eles são corpos intermediários entre essas duas condições. Então, vamos lá.
Entre o corpo e o pé de espírito, existe um corpo citado por André Luiz, chamado duplo etérico, que seria o corpo formado pelo fluido vital. Os fluidos vitais que estão no corpo físico, que pertencem ao mundo físico, que não devem ir para o mundo espiritual e que constituem a energia vital do corpo, e eles...
se constitui numa energia que modela o corpo semelhante ao corpo físico. Inclusive, André Luiz, nos anos 40, fala que metade dele é laranja e metade dele é azul. Quando a Câmara Kirlian chegou, ela dizia que, quando a gente botava o dedo assim na Câmara Kirlian, metade ficava laranja, metade ficava azul.
Eu mesmo fiz experimento com o meu dedinho naquele negócio e ficava mesmo laranja de um lado e azul do outro. E no livro Missionários da Luz, quando ele fala de desdobramento de pessoas, ele fala que tem um indivíduo que sai, sai todo perturbado, meio tonto, porque ele saiu do corpo com o duplo etérico. Ele fica todo tonto, ele volta, encaixa no corpo.
deixa o duplo etérico e se retira do corpo agora mais consciente, mais ágil. Então, o duplo etérico seria esse corpo que teria entre o perispírito e o corpo, pertence ao mundo físico. Quando desencarna, é esse corpo de Dimas, no capítulo 14 do livro...
do livro Obreiros da Vida Eterna, eu do 14, eu é o 13, em que Dimas vai para o cemitério e eles dissipam um corpo. É o duplo etérico que eles estão dissipando. Então, entre perispírito e corpo, tem esse. Do outro lado, entre perispírito e espírito, também tem um corpo. Só que este corpo não tem forma, não é um corpo de pegar, é um corpo de saber que existe. Chama-se...
corpo mental, ele é um corpo conceitual, ele não tem uma existência real. O que é o corpo mental? O corpo mental é a ideia que eu faço de mim mesmo, que só existe dentro da minha cabeça. Eu, por exemplo, tenho uma imagem de como eu sou, que eu acho que eu sou lindo, que eu acho que eu sou novo, está dentro da minha cabeça. Quando eu olho uma fotografia minha, digo, gente, como eu estou feio, como eu estou gordo nessa foto.
Por quê? Porque eu tenho uma imagem de mim. É essa imagem que eu tenho de mim, chamada corpo mental, que não é um corpo de pegar, mas é um corpo de saber. Essa imagem que eu tenho de mim mesmo, que reside dentro da minha mente, corpo mental que modela o perispírito. Por isso que tem espírito que tem...
deficiência física, espírito que apresenta deformidades, espíritos que se apresentam como animais. É porque houve uma hipnose no corpo mental. O que ele crê que ele é é o que o perispírito se transforma. Então, na literatura que André Luiz nos entrega, a gente vai encontrar a segunda coisa, espírito, corpo mental, perispírito, nucleotérico e corpo. Agora.
na literatura oriental e nos vários gurus espiritualistas, os estudiosos que não necessariamente espíritas, e aí eu poderia citar uma série de nomes de autores espiritualistas, mas não necessariamente espíritas, eu já vi todo nome possível. São conceitos, mas não são conceitos espíritas.
Não são conceitos espíritas. E não estou dizendo que estão errados. Pode ser que está errado. Mas a literatura espírita não usa essa nomenclatura. Você quer ver uma coisa? Um termo que a literatura espírita não costuma usar. Corpo astral. Você não vai encontrar. Viagem astral. Você não vai ouvir livro espírita escrevendo isso. Ah, então está errado. Não, é pertencente.
Há outras doutrinas que são assemelhadas, mas tem outro linguajar, tem outras palavras para definir às vezes as mesmas coisas. Não estão erradas, mas é porque são constituídas dentro de uma outra literatura que deu origem a essas obras. Então você vai encontrar, encontra um fio de prata.
Meu Deus, existe uma série de nomenclaturas que a gente vai encontrar, mas essa nomenclatura não se vê com facilidade na literatura tipicamente espírita. Pode aparecer lá e cá, mas não é usual esses termos. Assim como também esta preocupação com essas questões, elas às vezes podem nos tirar do foco principal.
porque o objetivo principal da doutrina espírita é a transformação moral da criatura. A gente procurar demais isso pode ser, na visão de Joana de Ângeles, um movimento de distração. E aí eu evocaria aqui a questão número 14 de O Livro dos Espíritos, que é a pergunta quando querem saber sobre a natureza íntima de Deus. E aí os Espíritos respondem.
não busqueis entrar num labirinto de onde não lograrias sair. Isso não vos tornaria melhores, antes mais orgulhosos, porque acreditarias saber, quando, na verdade, nada sabeis. Buscai as coisas que vos tocam mais de perto, o que vos será muito mais útil do que para os penetrar no que é impenetrável.
Essas questões podem ser interessantes, mas elas não resolvem o nosso problema doméstico, elas não resolvem os nossos conflitos familiares, não resolvem as angústias que eu trago dentro de mim. É bom saber, mas a gente tem que estudar focado na transformação moral, que é esse, sim, o foco essencial da mensagem espírita.
Eu ia realmente comentar por essa questão. Primeiramente, é dessa questão das divisões, é o mesmo caso de a gente dizer, não, o nosso corpo físico é esse aqui, mas que vocês forem olhar nos livros de medicina, vão ter vários corpos físicos ali.
Vocês vão encontrar o mapa do corpo físico, que é aquela pessoa onde aparecem só os músculos. Aí existe um outro mapa, mas tem outra parte do nosso corpo físico, onde aparece o esqueleto mostrando os ossos. Não é assim que a gente encontra até os esqueletos? Ah, isso aqui é o corpo físico. Existe um outro mapa que mostra só os nervos, por onde ficam enraizados os nervos e fica naquele formato do corpo físico, no outro as veias, no outro os órgãos.
Mas o que é o corpo físico? É a união de tudo isso. É importante, sim, para quem lida com o corpo humano.
Mas para nós o importante é respeitar o nosso corpo físico e manter o equilíbrio e a saúde dele. O corpo espiritual que foi trazido, que Kardec nos trouxe, o corpo, o espírito, ao desencarnar, tem um corpo. Um corpo que para os nossos olhos é fluídico, que é essenciado, mas que para eles é um corpo. Que se chama perispírito, o nosso corpo espiritual.
A partir daí surge de tudo. Existem sete, às vezes a gente encontra sete corpos, parece assim que existem camadas, eu arranco um perispírito e tenho outro dentro. Não é isso. Tem divisões que dividem em sete e que eles dizem o nosso primeiro corpo é o corpo físico. Aí jogam as cinco divisões do perispírito, fica seis, e a sétima é a centelha divina, é o espírito.
Então eles estão considerando o espírito como uma parte do corpo espiritual. E não é.
nem o corpo físico. Exatamente. Então a gente vai querer, entra-se nos motismos que acabam nos distraindo do essencial. O que significa eu entender a vida após a morte? Que eu tenho um corpo espiritual que pode ser ou não saudável dependendo das minhas emoções, dos meus pensamentos serem sadios ou não.
Como eu vou me apresentar no mundo espiritual? O que eu estou fazendo hoje da minha vida? Isso é o importante. Quando a espiritualidade coloca, olha, esse corpo é maleável, é sensível às emoções. Emoções de ódio, de raiva, de rancor, de mágoa, eles podem interferir no corpo espiritual.
e você pode desencarnar com algumas limitações ali, muitas pessoas que são, os espíritos que se colocam, que são lindas, são maravilhosas, são produzidas, mas possuem uma alma amarga, muitas vezes má, ao desencarnar, o corpo espiritual expressa a rudeza da alma. É isso que nos importa saber.
Ah, mas então ninguém? Não, não é ninguém. Pessoas técnicos da espiritualidade que precisam lidar com o perispírito, sim, eles devem compreender o funcionamento. Mas isso está muito além do que ficar simplesmente subdividindo, porque isso não vai fazer nós compreendermos o corpo espiritual. Vai complicar. Muito bem, a Divina separou mais uma pergunta ali, Divina.
Nossas células são renovadas constantemente. Como então envelhecemos? Tem algo a ver com o fluido vital? Com vocês. O nosso corpo tem células que nunca morrem, que são as células nervosas. Se nossos neurônios morressem, as memórias armazenadas neles também morreriam.
Todas as demais células do nosso corpo, elas realmente se renovam. Então, as células da pele, dos ossos, elas estão sempre se transformando. E aí você poderia dizer, ué, mas elas estão sempre se reformando, por que a gente envelhece? Nós envelhecemos por alguns fatores. Primeiro fator, as células são trocadas, não todas ao mesmo tempo.
Então, elas vão sendo substituídas de maneira que umas vão logo, outras vão depois. Não é assim. A tensão, o fígado troca todo o fígado. As células do fígado vão sendo substituídas, de tal sorte que elas envelhecem junto com o corpo, porque não são trocadas ao mesmo tempo. E por que elas envelhecem se a cada sete anos somente os neurônios sobraram?
Porque os nossos cromossomos, se aqui fosse um cromossomo nosso, no cromossomo tem uma ponta no cromossomo chamada telômero, que é um... Rapaz, se eu tivesse uma jujuba aqui, eu mostrava. Quando você tem aquele drop de jujuba, em cima e embaixo não tem aquele nozinho, aquele amarradinho, aquilo ali é o telômero.
Cada vez que as células se reproduzem, aquele telômero vai diminuindo de tamanho. E é nele que estão as informações sobre a saúde dos tecidos. Quando fizeram aquela ovelha dole, lembra uma ovelha que clonaram? Eles clonaram de uma ovelha adulta, ou seja, ela já tinha um telômero curtinho. Rapidamente a ovelha envelheceu e morreu. Ela não conseguia transferir para as células filhas a vitalidade. Quando nós somos...
espíritos mais novos, corpos mais novos, os telômeros são maiores. E aí, por conta disso, a gente acaba tendo maiores condições na reprodução levar informações para as células novas. O envelhecimento se dá em função disso, do ponto de vista físico.
ponto de vista espiritual, nós sabemos que o tônus vital vai se gastando ao longo do tempo e essas informações do espírito para o corpo acabam provocando um desgaste dos tecidos e, evidentemente, a gente vai perdendo o tônus e vai perdendo a capacidade de produção. Mas os nossos corpos, eles têm as células que se renovam, os neurônios não.
Mas a questão dos telômeros aí são importantes para garantir a nossa vitalidade do ponto de vista físico e o tônus vital do ponto de vista espiritual. Ok.
Muito bem, gente, é o nosso pinga-fogo. Vamos caminhando aqui para encerrar o programa de hoje um pouquinho mais cedo. Mas eu queria pedir para o Jorge preparar para fazer a prece para a gente. Mas antes eu queria convidar o pessoal de Uberlândia. A gente vai ter uma peça de teatro aqui no próximo sábado, dia 28.
do livro Ave Cristo, e o pessoal, para poder participar, é só dar uma entradinha lá no Instagram da rádio, eu vou colocar o link aí, ou então se digita aí, arroba WR Fraternidade, e aí tem as regras lá para poder concorrer a três pares de ingressos que o pessoal da produção cedeu aqui para a gente sortear, para quem mora em Uberlândia, né gente, que é o teatro aqui em Uberlândia.
A peça inédita, apresentação única na cidade, sábado agora, dia 28 de março, Teatro Municipal de Uberlândia, 20 horas, 19 horas.
Aqui na cidade, quem lê o livro sabe que espera. Tá bom? Então são três pares de ingressos, né? Então quem ganhar vai ganhar dois, pode ir com uma acompanhante. Isso, exatamente. E aí o sorteio vai ser quinta-feira de manhã, e aí a gente vai divulgar pelas redes sociais, tá bom? Vamos fazer a prece aí, Jorge, com você. Vamos. Vamos orar.
Querido Senhor nosso, nesses momentos difíceis que o nosso planeta atravessa, em que tantas dores, tantas angústias assomam na nossa sociedade, nós queremos te pedir, Senhor, as tuas bênçãos sobre todo o planeta.
a fim de que os teus espíritos bem-fazejos, que atuam em favor da nossa sociedade e que promovem a harmonia do nosso planeta como um todo, que esses espíritos possam ter acesso às nossas mentes, facilitando com que cada um de nós, tocado pela presença dessas entidades espirituais, espirituais.
Que todos possamos segregar de nós pensamentos de otimismo e de paz, de harmonia e de felicidade, facilitando a ação dos mentores espirituais que atuam no nosso planeta na perspectiva de oferecerem a nós melhores condições de transformação.
das nossas experiências. Ajuda-nos assim, Senhor, para que não sejamos indiferentes à dor que acontece ao nosso lado, mas auxilia-nos para que nós, de igual forma, estejamos dispostos a colaborar com os nossos pensamentos, com as nossas palavras e com as nossas ações.
para a edificação do mundo novo. Que sejamos elementos ativos na mudança do planeta em que vivemos e que não sejamos apenas observadores silenciosos da mudança que se opera na Terra. Auxilia para que as nossas almas se sensibilizem com a necessidade de que nós...
estejamos sintonizados com o amor e com o bem para a edificação da sociedade que tanto desejamos. Que os nossos corações se afastem da mágoa, do ressentimento, do ódio e do desamor que contamina nós mesmos e se espalha pela sociedade em que vivemos.
mas inspira-nos a vivermos no hálito da paz, no hálito da fraternidade legítima, a fim de que a tua presença, percebida através dos corações que sintonizam com os teus embaixadores, possamos permitir à Terra um momento de paz, um austo de serenidade, a fim de que a tua presença,
e a possibilidade de uma pausa nas nossas angústias profundas, para que, nesse momento de refazimento das nossas forças, de abrandamento das correntes que prendem os nossos corações ao mal, os teus espíritos benfeitores possam promover o resgate das sombras, daqueles que já sejam possíveis de serem resgatados.
pelo nosso momento de parada no mal, do nosso momento de hiato nas nossas conexões com as forças negativas, a fim de que o bem, rompendo as barreiras que nós mesmos impusemos sobre a Terra, possam realizar o trabalho de socorro às almas que gemem, coberta pelas energias infelizes que nós mesmos,
os encarnados produzimos. Deixa com que os nossos corações sintonizem, Senhor, com a presença divina dos nossos espíritos benfeitores. E dessa maneira, o socorro espiritual que existe em derredor dos nossos passos possa construir em torno de todos nós as correntes positivas de amor que possam trazer a paz, a harmonia,
e a serenidade para o nosso planeta em conflito. Nós nos confiamos, Senhor, inteiramente aos teus cuidados, porque tu sabes o que é o melhor para todos nós, e queremos te oferecer o melhor das nossas energias, em favor do planeta que tu nos honraste para reencarnar. Que as luzes da tua misericórdia estejam sobre todos nós, que a luzes da tua misericórdia estejam sobre a tua misericórdia estejam sobre a tua misericórdia.
e que o teu amor nos proteja, iluminando as nossas almas e guardando os nossos corações sob as tuas bênçãos de amor, de misericórdia e de paz infinita. Muito bem. A gente vai chegando ao final do programa agradecendo ao alto todo o envolvimento. Divina, Senhor, boa noite.
Boa noite a todos. Que Jesus possa estar conosco nos envolvendo durante toda essa semana. Fiquem com Deus. Sâmia, seu boa noite. Boa noite a todos vocês. Boa noite a todos nós. Que Jesus permaneça conosco durante essa semana. E que possamos nos reencontrar na próxima segunda-feira, se Deus quiser. Jorge, seu boa noite. Um boa noite para todos. Que Deus abençoe também.
a cada lar, a cada família, a cada coração em aflição. E quero deixar o meu abraço muito carinhoso para a mãe da primeira pergunta que foi feita hoje, que está muito aflita por conta do suicídio de seu filho. Que Deus abençoe seu coração, proteja seu lar e lhe guarde. Deus te abençoe.
Nós chegamos ao final do programa agradecendo demais a você que esteve com a gente aqui, acompanhando pelo canal da Rádio Fraternidade, os canais parceiros. Esteve conosco ouvindo o programa. Tenha uma excelente semana. E sigamos confiantes, porque Jesus está no leme dessa nau. Fiquem com Deus. Muita paz. E até semana que vem, 307, hein? Tchau, tchau, gente. Fiquem com Deus.
Web Rádio Fraternidade, a emissora do bem na internet.