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Programa Megafone | 11ª edição | Programa de bairro - Granbery

04 de maio de 202611min
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Disciplina Produção de Programas Radiofônicos do curso de Jornalismo

Apresentadora: Bia Occhi

Repórteres: Jéssica Vieira e Mariana Souza

Supervisão: Professora Gilze Bara

Participantes neste episódio6
B

Bia Occhi

HostApresentadora
J

Jéssica Vieira

ReporterRepórter
M

Mariana Souza

ReporterRepórter
N

Nicole Alves

ConvidadoEmpreendedora
T

Tatiana Gama

ConvidadoProprietária da Casa Mergulho Academia
Z

Zaira

ConvidadoProprietária da Irã Molduras
Assuntos6
  • Comércios históricos do GranberyIrã Molduras · História de Zaira e Irã · Ponto de encontro de artistas
  • Granbery polo de oportunidadesEstúdio de beleza de Nicole Alves · Nicole Alves · Localização estratégica · Diversidade de serviços
  • Transformação comunitáriaJuiz de Fora · Memórias e futuro · Bairro feito de pessoas
  • Origem do nome GranberyInstituto Granbery · Bispo John Cooper Granbery · Expansão da educação metodista
  • Comércio VarejistaCasa Mergulho Academia · Tatiana Gama · Relação entre bairro e moradores
  • Construção de vida e relacionamentos em novo localLilian Fontes · Trânsito no bairro · Praticidade do bairro
Transcrição31 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Está no ar! Megafone! Megafone! Megafone! Megafone! Megafone! Megafone! Megafone! Megafone! Megafone! A informação que é boa! Boa!

Bom dia! Está no ar o Megafone, um momento de informação no seu dia aqui em Juiz de Fora. Muito prazer, eu sou a Bia Oc e vou te acompanhar ao longo do nosso programa. São exatamente 8 horas e 9 minutos e hoje a gente começa com um convite diferente pra você.

Que tal olhar com mais atenção para um bairro que muita gente atravessa todos os dias, mas nem sempre para para perceber? Hoje o Megafone te convida a conhecer mais sobre o bairro Grambre. Um bairro extremamente central, movimentado, mas que também carrega histórias, memórias e transformações.

E para entender o Grambre, a gente precisa voltar lá atrás e entender o porquê desse nome. O bairro começou a receber esse nome por conta do Instituto Grambre, fundado ainda no fim do século XIX por missionários metodistas norte-americanos. O nome é uma homenagem ao Bispo John Cooper Grambre.

ligado à expansão da educação metodista no Brasil. E foi a partir dessa instituição que a região começou a ganhar forma. O colégio se tornou referência em Juiz de Fora, atraindo estudantes e movimentando a cidade, e fazendo com que, ao redor dele, começassem a surgir casas, comércios e serviços.

Antes mesmo de ser conhecido como Grambre, parte dessa região era chamada de Princesa Isabel, uma memória que ainda permanece entre os moradores mais antigos. Com o tempo, o nome do colégio ultrapassou seus muros e passou a dar identidade a todo o bairro. Hoje, o colégio não funciona mais da mesma forma. O espaço abriga o SESI Grambre, mas o nome ficou. E mais do que isso, ficou a essência de um bairro construído a partir da convivência. Quando a gente fala de convivência, a gente fala de pessoas.

E algumas histórias passam pelos comércios do bairro. Espaços que acompanharam gerações e que ajudaram a construir essa identidade de proximidade. E quem traz esse olhar é a repórter Jéssica Vieira. Bom dia, Jéssica. Bom dia, Bia. O Grâmbler pode ser contado através dos seus comércios, dos negócios que fizeram parte da rotina dos bairros por décadas, e que acompanharam a vida de muitas famílias.

Um desses exemplos é o Irã Molduras. Para quem mora no bairro, para quem sempre passou pelo bairro, sempre foi uma referência em Jujifora inteira. Por mais de 40 anos, a loja esteve presente no dia a dia do Grambere, um espaço que ia além do comércio e se tornava também um lugar de convivência. Hoje o espaço não funciona mais após o falecimento do fundador Irã.

Zaira, que fez parte dessa trajetória, não só como proprietária da loja, mas também como companheira de vida dele, relembra que o bairro representou nesse tempo, não só profissionalmente.

O bairro Gramberg sempre fez parte da nossa história, principalmente da minha, né? Conheci o meu marido ali na Irã Molduras. A gente acompanhou muitos momentos, sabia o nome dos clientes, era um ponto de encontro até, até dos artistas. Mais do que um comércio ali virou a nossa casa mesmo, sabe? Nossos filhos cresceram ali, estudavam no colégio Gramberg. Então ter a Irã Molduras no Gramberg marcou muito a nossa vida, a minha vida principalmente. Com certeza o bairro Gramberg...

E essa relação construída ao longo dos anos também marcou a forma como a família se conectou com o bairro, mesmo sem perceberem. Mas se algumas histórias chegam ao fim, outras continuam acontecendo todos os dias no Grambi. E isso também aparece em espaços que seguem ativos e conectados com a rotina das famílias, como é o caso da Casa Mergulho Academia.

que está no bairro há cerca de 18 anos. A proprietária Tatiana Gama acompanha de perto essa relação entre o bairro e quem vive nele. Com certeza o bairro ajuda muito. Por ele ser central, fica perto para as famílias que têm criança principalmente. E muitos deles são daqui, então a gente cria uma relação bem próxima e que vem crescendo a cada ano ao longo desses 18 anos.

E ao longo desses anos, ela também percebeu as mudanças no próprio Grâmbele. Sim, ficou mais movimentado. A gente tem muito mais pessoas, é prédio subindo, mais serviços oferecidos. E isso impacta diretamente na nossa rotina. A gente tem visto isso ao longo desses anos.

O Grammar guarda memórias, mas continua em movimento. É com você, Bia. Exatamente, Jéssica. Esse movimento aparece de formas diferentes. Na história da Zair, a gente vê o passado. Na fala da Tatiana, a gente enxerga a continuidade disso. Mas o Grammar também abre espaço para o novo.

Para quem está começando, para quem está empreendendo e para quem vê o bairro uma oportunidade. E é nesse novo Grand Prix que a gente vai falar agora. Porque hoje ele se torna um bairro estratégico dentro da cidade. A localização é central, o fluxo constante de pessoas e a diversidade de serviços fazem com que ele seja um ponto muito atrativo para novos negócios.

É um bairro que deixou de ser apenas residencial e passou a ser também um espaço de oportunidades. E é nesse cenário que surgem novas histórias, como a da Nicole Alves, de 27 anos, que abriu seu estúdio de beleza na região há pouco mais de um ano. Eu e as minhas sócias escolhemos o Gramber pelo movimento.

pela região, onde tem muita gente passando o tempo todo, vagas para parar o carro e além de ser muito central também. Como é fácil de chegar, facilita das clientes incluírem na rotina delas uma passada por aqui durante a semana, por exemplo. Além do Le Quartier, que é um prédio comercial, onde tem muitos escritórios, onde tem muitas clínicas e atendemos muitas pessoas dali.

E esse movimento do bairro não impacta só na escolha de como empreender e onde empreender. Ele também influencia diretamente no crescimento desses negócios. E quem explica melhor é a própria Nicole. Sim, ajuda muito. É um bairro que te dá oportunidade de crescer. E que está crescendo cada dia mais. Isso é muito bom, não só para nós, empreendedores, mas para todo o Gramble como geral.

E isso que o Grambri vai se renovando, ele vai abrindo espaços para novas trajetórias, novos negócios e novas histórias. E no meio de tudo isso estão as pessoas. A gente já viu a Zaira, que representa a memória, a Tatiana, a continuidade, agora a Nicole e o recomeço, mas o Grambri também é vivido no dia a dia, na rotina de quem mora, de quem trabalha e de quem depende do bairro todos os dias. E quem traz esse olhar mais próximo, mais cotidiano, é a nossa repórter Mariana Souza. Bom dia, Mari.

Bom dia, Bia. Viver o Grammar é de fato experimentar o bairro na prática, né? E sentir a facilidade de ter tudo por perto, mas também lidar com os desafios de um bairro cada vez mais movimentado. E essa realidade aparece no dia a dia de quem mora e trabalha na região, como é o caso da Lilian Fontes, de 44 anos.

Ela vive no bairro de forma intensa e fala sobre como essa proximidade impacta diretamente a rotina. Morar no Gramber facilita muito a minha vida. Foi por isso que eu escolhi vir morar aqui alguns anos atrás. A proximidade do centro, mas sendo um bairro, faz com que a gente possa ir para o trabalho a pé, os filhos possam ir para a escola a pé.

Aqui a gente tem mercado, farmácia, facilita a vida, o cotidiano, para eu ter as minhas atividades e mais tempo em casa.

Mas essa praticidade, junto com ela também aparecem desafios que fazem parte dessa vivência. A própria Lilian observa como o crescimento do bairro influencia no dia a dia. O trânsito no bairro é bem complicado. Hoje já não é mais só em horário de pico. Durante o dia a gente tem bastante trânsito, sobretudo nas vias principais. O crescimento do bairro e até por conta das últimas chuvas piorou um pouco a situação.

Mas a rua onde eu moro é tranquila, eu não tenho barulho de trânsito e nada. E aí, como é muito perto, eu não preciso de carro para me deslocar. Então, tenho trânsito, mas fica ok. E essa mesma lógica também aparece no olhar dos jovens. Para quem estuda e circula pelo bairro, o Grammar facilita, mas também exige adaptação. Júlia Nogueira, de 18 anos, conta um pouco sobre essa realidade.

É muito bom estar perto de casa porque facilita bastante a rotina. Tem dias que são mais puxados, obviamente, mas só de estar perto de casa e poder voltar de vez em quando para casa para descansar um pouquinho já me ajuda demais. Mas nem tudo é simples e a Júlia nos explica um dos pontos negativos do bairro.

Então, como mulher, às vezes é um pouco preocupante para mim voltar para casa em alguns horários. Como eu não dirijo, eu acabo sempre tendo que voltar a pé ou de táxi. Então, eu acredito que a segurança podia ser um pouco melhor, porque andar sozinha na rua à noite, ou até mesmo pegar um táxi, um Uber, alguma coisa à noite, às vezes me deixa insegura.

É, o Grammar aproxima, mas também não é o mesmo de anos atrás para quem vive nele todos os dias, né Bia? E é exatamente isso que define o Grammar, né? Essa mudança constante que a gente percebeu em todas essas pessoas que falaram com a gente hoje. É um bairro onde diferentes histórias vivem no mesmo tempo. Então elas carregam memórias, elas representam continuidade, elas estão apostando no novo ali o tempo inteiro, mas também vive a rotina, olha para o futuro.

Todas essas histórias acontecem no mesmo lugar e não é por acaso. O Grammar hoje está entre as regiões mais centrais e mais adensadas de Juiz de Fora, com grandes circulações de pessoas ao longo do dia a dia e uma concentração forte de comércio e serviços, como a gente pode ver hoje. Isso significa mais movimento, mais conexão.

mas também mais desafios ao longo do dia. E é justamente isso que faz o bairro um retrato tão claro do momento que Juiz de Fora vive. Um lugar onde o passado ainda está presente, mas não deixa de estar se transformando diariamente. Um bairro que cresce, que muda, mas que continua sendo vivido todos os dias, porque no final das contas é isso mesmo, né? O Grambre não é só um ponto no mapa, ele é feito de pessoas assim como todos os bairros de Juiz de Fora. A gente vai ficando por aqui até semana que vem, mas antes vale te lembrar.

Se você ainda não foi no Grand Prix, se você ainda não conhece o nome dele por trás disso, a escola dá uma passadinha lá, é muito bonito de ver, é na Batista, com a esquina com a Sampaio. Então é um lugar que de fato fez com que o bairro tivesse esse nome, desse característica para tudo isso.

O Megafone é um programa feito por estudantes de jornalismo do sexto período do Centro Universitário Unicademia. A apresentação foi feita por mim, via Oc, repórteres Jéssica Vieira e Mariana Souza, supervisão da professora Gil Zibara. A gente se encontra aqui semana que vem.

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