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03 - SÉRIE APOCALIPSE | Uma boa igreja - Ap. 2.1-7 - Pr. Daniel Yang

07 de maio de 202646min
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Palavra ministrada dia 13 de julho de 2025.

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Participantes neste episódio1
D

Daniel Yang

HostPr.
Assuntos6
  • A Igreja de ÉfesoApocalipse capítulo 2, versículo 1 ao 7 · Medo do livro de Apocalipse · Interpretações do fim do mundo · Tempos apocalípticos · A volta de Cristo
  • Perda do Primeiro AmorAbandono do amor a Deus · Troca do amor por religiosidade · Orgulho e ativismo · Pecado e perda do fogo espiritual · Falta de temor e consciência cauterizada
  • Qualidades da Igreja de ÉfesoTrabalho árduo e perseverança · Não tolerância à maldade e imoralidade · Identificação de doutrinas erradas e impostores · Suporte ao sofrimento por causa do nome de Jesus · Odeiam as práticas dos Nicolaitas
  • Importância do Coração e MotivaçãoO coração e a motivação como foco de Deus · Diferença entre obras e o coração que as realiza · Manter o coração de criança · Pobreza espiritual e gratidão · Dependência de Deus e oração
  • O Destino da Igreja de Éfeso e a LiçãoRemoção do candelabro como sinal de perda da presença de Deus · Ruínas de Éfeso como cumprimento da profecia · Igrejas que funcionam sem Deus · Excelência versus presença do Espírito Santo
  • Os NicolaitasSeita com práticas permissivas · Mistura de idolatria e imoralidade · Possível origem em Nicolau, um dos sete diáconos
Transcrição115 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Bom dia, pode cumprimentar uns aos outros na paz, na graça do Senhor Jesus. Glória a Deus. Em nossas Bíblias, no livro de Apocalipse, capítulo 2, versículo 1 ao 7. Vamos ler todos juntos.

Ao anjo da igreja em Éfeso escreva, Essas são as palavras daquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os sete candelabros de ouro. Conheça as suas obras, o seu trabalho árduo e sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs a prova os que dizem ser apóstolos, mas não são, e descobriu que eles eram impostores. Vocês têm perseverado e suportado os sofrimentos por causa do meu nome e não têm desfalecido.

Contra você, porém, tenho isto. Você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde cair. Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro no lugar dele. Mas há uma coisa a seu favor. Você odeia as práticas dos nicolaitas, como eu também as odeio. Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida que está no paraíso de Deus. Amém. Bom, domingo passado ministrei sobre um texto em Apocalipse, capítulo 7. Não sei se aqueles que estiveram na semana passada puderam acompanhar. E quando eu falei sobre Apocalipse, Apocalipse é um livro que, por exemplo, na minha infância dava um medo lascado.

Não sei se você era assim. E aí, aquele medo lá, fala sobre o fim do mundo. Então, tocava o terror. E aí você via umas interpretações estranhas também. Você via na TV. Quem já viu, leu o livro ou viu o filme chamado Deixados para Trás? Levanta a mão.

É isso. Dá um baita de um medo, e aí você soma aquelas histórias do anticristo, aí você começa a ficar curioso, aí você, quando finalmente você toma coragem para ler, você não entende.

E acontece muito, né? Apocalipse. E eu sei que, para quem está fazendo a devocional, vocês estão acompanhando Apocalipse. Talvez teve textos que são desafiadores. E, por conta disso, em parte de algumas semanas, eu vou estar ministrando sobre Apocalipse.

porque é um livro que chama muita atenção, muita gente tem curiosidade, mas especialmente por causa dos tempos que a gente vive. Nós vivemos tempos apocalípticos, creia você ou não.

E é incrível como a Bíblia, tudo que a Bíblia previu que acontecesse, está acontecendo nos nossos dias. Por isso, a gente sabe, e bíblicamente, pelo tempo que a gente está vivendo, que o fim, que a volta de Cristo Jesus, ela está próxima. Mas deixa eu falar algo profundo.

Hoje, a volta de Cristo está mais próxima do que ontem. E amanhã, a volta de Cristo será mais próxima do que hoje. Então é muito profundo o que eu falei. Mas de qualquer forma, a gente vive um tempo, e inclusive essa semana, no capítulo 6 de Apocalipse, a gente vê claramente de novo.

Quando os selos foram abertos, mais uma vez, como o fim está se aproximando. Mas, como eu falei também semana passada, o livro de Apocalipse, ele pode ser um terror para quem não crê. Mas para aquele que crê, esse livro foi escrito para falar, nós seremos vencedores. É um livro para dar conforto, para dar encorajamento.

Para realmente todos os filhos de Deus serem fortalecidos através desse livro. Então, esse livro, na verdade, para nós, é o canto da vitória. Porém, ela não exime de tempos terríveis. E é o que o livro também ensina.

Mas nessa manhã, antes de entrar provavelmente nas próximas semanas, eu vou falar sobre as igrejas, as sete igrejas do Apocalipse, porque no capítulo 1 foi mencionado o próprio Senhor Jesus, que está com sete candelabros, as sete estrelas na mão, a gente pode falar isso depois, mas...

Ele fala uma carta também direcionada a sete igrejas da Ásia Menor. E hoje, especificamente, começa falando sobre uma dessas igrejas, que é a carta, a igreja de Éfeso. Para você entender, naquele tempo não existia, deixa eu falar, não existia igreja missionária oriental, para sua decepção, sua frustração, mas o que existia eram igrejas estabelecidas nas cidades.

e as cidades em torno. Então, foram inscritas para sete igrejas estabelecidas nas cidades. Então, o apóstolo João tem essa visão, tem essa revelação em que o próprio Senhor Jesus fala sobre essas igrejas. A gente vai ver nas próximas semanas, são igrejas, algumas são pouquíssimas igrejas, apenas das sete, duas igrejas são só elogio.

Tanto que existem... Que igrejas você acha que tem elogio? Uma delas, o povo gosta de pôr o nome da igreja baseada no elogio. Filadélfia. Já viu, né? Igreja Batista, Filadélfia. Igreja Presbiteriana, Filadélfia. Igreja Filadélfia. Então, é uma das igrejas elogiadas. Mas também tem igrejas que só desceu a lenha.

Mas a igreja de Éfeso, como você vê, ele tem elogios. E eu sei que quando a gente lembra da igreja de Éfeso, a principal parte que a gente lembra da igreja de Éfeso é que eles, normalmente, a frase que a gente lembra é qual? Perderam o primeiro amor.

esqueceram o primeiro amor. É a frase que a gente mais ouve e a gente, provavelmente você ouviu um monte de pregações sobre volte ao primeiro amor, não é? Não? É, volte ao primeiro amor, volte ao primeiro amor. E hoje, se você acha que eu vou falar sobre isso,

Eu vou. Então, mas que a gente possa ter uma nova, não nova, mas uma perspectiva daquilo que o senhor está falando nesse texto.

Para você entender o contexto da igreja de Éfeso, a igreja de Éfeso, ela nasce num contexto, primeiro, tem os teólogos, eles atribuem também o início da igreja em Éfeso a Priscila e Áquila. São dois diáconos que aparecem em Atos.

como diácosas, pessoas que serviam ao Senhor fielmente. Mas essa igreja também é atribuída por alguns estudiosos a Apolo. Não sei se você lembra Apolo. Ah, eu lembro daquele filme Apolo 13. Não, Apolo.

Apolo era um discípulo também de Cristo Jesus, pós-ressurreição, mas ele foi um dos homens que é tido como uma das pessoas que participaram na formação da igreja de Éfeso. E a igreja de Éfeso, não sei se você lembra, em Atos, ele tem um capítulo muito importante em Atos, em que Paulo vai a essa cidade de Éfeso.

Existe uma grande revolução espiritual lá, porque os feiticeiros entregaram seus livros de magia para serem queimados. Então, aparentemente estava havendo um grande mover espiritual, só que ao mesmo tempo, uma grande resistência aconteceu, tanto que na cidade de Éfeso, a gente foi agora na Turquia, que é a antiga Éfeso, na viagem com os pastores, e a gente viu o lugar.

que provavelmente teria tido esse encontro de poderes, e onde as pessoas começaram a aclamar, Diana de Éfeso, salve Diana de Éfeso. Então, houve um grande confronto espiritual. Então, era uma cidade, na época, que tinha provavelmente 400 mil habitantes. A gente imagina uma rua que dá lá para o mar. Então, era uma cidade muito cosmopolita, uma cidade muito movimentada e muito influente.

Justamente lá foi plantada a igreja de Éfeso. Ok, foi plantada essa igreja de Éfeso e ela vai durante anos e décadas até o ponto onde o anjo do Senhor entrega a revelação e o Senhor Jesus fala sobre essa igreja. Então, na época...

em que essas cartas foram escritas pós plantações de igrejas, igrejas que foram estabelecidas. E essa carta foi escrita quando? Não sei se você sabe mais ou menos. Foi lá quando...

O apóstolo João foi exilado na ilha de Pátimos. Então, são algumas décadas depois. Então, você tenta pensar 30, 40 anos depois. Então, essa carta foi endereçada. Depois da ressurreição de Cristo e depois do estabelecimento da igreja, ela foi endereçada às sete igrejas daquela região, da Ásia Menor.

E Éfeso era uma delas. E quando você pensa em Éfeso, eu vou afirmar agora, se você vivesse hoje e pudesse escolher uma igreja de cara para você frequentar, Éfeso provavelmente seria uma delas. Por quê? Éfeso, além de ser uma igreja influente, a igreja de Éfeso, além de...

Apolo. Você lembra de Apolo? 1 Coríntios sai lá no comecinho, quando Paulo fala, a igreja não pode ser dividida. Acaso eu sou de Apolo? Alguns dizem, eu sou de Apolo, eu sou de Paulo. Vocês lembram desse texto? Ok. Alguns falam, eu sou de Apolo, outros são de Paulo e tal. É o quanto Apolo era influente. Mas, Paulo também passou nessa igreja de Éfeso por dois anos. Ensinando nessa igreja.

Então, imagina o Paulão vindo aqui na nossa igreja, cara. Gastando dois anos com a gente, discipulando, ensinando a palavra. O que seria? Uma igreja top. Top. Top de linha. Não só isso, Timóteo passou também nessa igreja. Não só isso, o apóstolo João também passou.

Então, quando você pensa numa igreja onde você pensa numa igreja muito bem formada, muito bem estabelecida, Éfeso era uma dessas igrejas influentes. E aí, ela mostra qualidades. Porque, apesar de a gente só lembrar da igreja de Éfeso como aquela igreja que perdeu o primeiro amor, mas tem elogios a fazer.

Então, pelos elogios, é um desafio também para nossas igrejas. Então, qual foi o elogio? Versículo 2. Eu vou falar pelo menos de quatro elogios. Primeiro, conheça suas obras, seu trabalho árduo e sua perseverança.

Era uma igreja que suava, era uma igreja que trabalhava, era uma igreja que não parava. A ideia que o texto original passa era uma igreja que se dedicava até morrer. Sabe, uma igreja que se doava para o serviço. Era uma igreja realmente que trabalhava arduamente, sem cansar.

Então, uma igreja extremamente ativa, se você pensar. Era a igreja de Éfeso. Que nem a nossa, não. A gente precisa ser mais. Mas é uma igreja muito, mas muito dedicada ao Senhor. Segunda característica, fala o quê? Sei que você não pode tolerar homens maus. Então, a segunda característica era o quê? Que eles não queriam maldade. É uma igreja extremamente correta.

outra ideia que o texto passa, que ela era moralmente correta. Então, numa sociedade, a Éfeso tinha muita promiscuidade, muita idolatria, muita imoralidade, era uma igreja que guardou a santidade. Era uma igreja que não tolerava pecado, não tolerava injustiça, não tolerava imoralidade. Ela era eticamente correta no seu agir.

Terceira coisa, o que diz a palavra? Que pôs à prova os que dizem ser apóstolos, mas não são, e descobriu que eles eram impostores. Qual era a terceira característica? Era uma igreja que sabia identificar doutrinas erradas e pessoas com motivações erradas. Ora, se uma igreja, se as pessoas dessa igreja conseguem identificar doutrinas erradas, você...

vai concluir o quê? Que era uma igreja que tinha uma doutrina muito boa. É claro, Paulo estava lá, João estava lá, dois dos apóstolos, né? João, apóstolo direto, discípulo de Jesus. Paulo, o apóstolo escolhido por Jesus, né? Naquela visão. Então, quando você vê, eles tinham uma doutrina sólida.

Então, quem tem uma doutrina sólida sabe discernir quando uma doutrina é errada. Então, eles sabiam discernir isso. Uma pergunta.

Você sabe discernir de uma seita ou não? Por exemplo, vai vir pessoas de seitas falar com você. E a prova de que você está bem doutrinado na Bíblia é o quanto você consegue reconhecer os erros. Por exemplo, de outras doutrinas. Eu não sei o quanto você está treinado.

Mas eu sei que o mundo de hoje tem tantas seitas surgindo que a gente precisa ser letrado biblicamente, não precisa ser treinado biblicamente. Por isso faça trilhos, faça estudos bíblicos, faça aquilo para você se preparar também, para também saber defender a sua fé, o porquê e a razão da sua fé. Então, era uma igreja que tinha uma ótima doutrina. E, quarto.

Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome. Então, em nome de Jesus, era uma igreja que suportava sofrimento. Era uma igreja sem mimimi. Era uma igreja que não se doía por causa pequena. Era uma igreja que perseverava no meio de sofrimento.

Então, se você ver essas quatro qualidades da igreja, no mínimo, você vai ver, poxa, igreja que o Paulão fundou, não, participou, que o João estava lá. Até Timóteo passou lá. Apolo passou por lá. Você vai ver hoje, cara, eu preciso estar nessa igreja. Eles tinham o quê? Mais uma vez, dedicação, trabalho árduo. Eles tinham uma doutrina sólida.

Eles tinham uma ética correta, uma moralidade correta, e eles tinham uma consagração em meio ao sofrimento. Era como se você participasse da Imospe. Não, tipo isso. Estou zoando, gente. Longe disso. A gente quer chegar a um ponto, mas a gente precisa ser desafiado por isso. Para ser uma igreja que tenha essas características. Mas...

Apesar de toda a perfeição aparente, e o tema de hoje, aqui a gente não tem boletim mais, o tema de hoje é uma boa igreja. E se você viu uma boa igreja, eu fiz questão de pôr, se você for no YouTube, uma boa entre aspas. Porque aquilo que era bom, aparente, aos olhos dos homens, não era bom.

diante do Senhor. E se você pensar, não parece grande coisa, mas é o principal.

Porque eles tinham perdido exatamente o que era mais importante para Deus, que é o amor a Ele. Várias vezes, em alguns textos, por exemplo, em Marcos capítulo 7, Jesus falou contra os fariseus, ele citando o livro de Isaías, por exemplo, esse povo honra-me com seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.

O que Deus olha, acima de tudo, performance é importante? Sim. Boa doutrina é importante? Sim. Mas, acima de tudo, ele vê o coração e a motivação de nosso coração. É isso que ele vê em nós. E nesse texto, a igreja de Éfeso, apesar da boa aparência, apesar de ser uma boa igreja que eu e você frequentaríamos, era uma igreja.

que tinha perdido o principal e o mais importante para o Senhor. Pessoal, eu não sei como é que você vai encarar essa palavra. Eu não estou falando de perda de salvação, mas tem um ponto importantíssimo aqui. Porque o que ele fala aqui? Não é que ele perdeu o amor. Fala que ele abandonou o amor. É diferente.

Então, a gente está acostumado a ouvir essa palavra, ah, eu perdi o amor, eu preciso me lembrar, eu preciso recuperar o meu amor. O que ele falou é que ele abandonou o amor. Esse abandono é simplesmente largar a fé. Não sei se você já teve fases assim. De largar totalmente aquilo que você crê. E a Bíblia, ela dá uma chave para que a gente possa voltar aos nossos sentidos do amor, de onde isso aconteceu. E no versículo 5 fala o quê?

Lembre-se de onde caiu. Lembre-se e arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. E quando a gente lê esse texto, lembre-se de onde caiu, arrependa-se e pratique as obras, dá a impressão de que as obras, Deus está falando das obras, porque Ele falou das obras deles.

Porque no versículo 2 fala, conheça as suas obras. Mas aqui ele está falando, volte às obras. Mas tem uma diferença, volte às obras do princípio. O que ele está falando é aonde que a chave foi desvirada de volta. Aonde que simplesmente o amor foi trocado por alguma coisa extra.

O amor foi trocado por algo que simplesmente fez você sair do caminho. E algumas coisas que em nossa vida a gente pode passar e... Eu fiquei refletindo, né? O que pode ter simplesmente tirado a gente da rota?

Por exemplo, a nossa, quando o amor é trocado pela religião. Já viu acontecer isso com alguém perto? Sem julgamento, mas já viu acontecer com alguém perto? Tudo começa com amor, mas de repente a pessoa começa a virar um religioso. E uma marca da religiosidade sabe qual que é? É julgamento.

A pessoa que se torna religiosa começa a olhar os outros com um olhar de julgamento. E você vai perceber, se você tem religiosidade no seu coração, pela maneira como você olha as pessoas. Pelo comportamento das pessoas. Você começa a julgar o comportamento. Então, eu cresci numa igreja extremamente religiosa.

E nessa igreja que era religiosa, o que acontecia muito, eu mesmo me pegava julgando, nossa, eu lembro, domingo, eu lembro na época, domingo não pode comprar nada. E o dia que eu peguei as irmãs da igreja lá na esquina, tomando tubaína, foi pior ainda. Porque a tubaína ainda parece aquela garrafa. Eu falei, tá vendo? Comprou no domingo e ainda parece aquilo.

E aí, a vida cristã começa a ser uma vida de aparências, uma vida do fazer ou não fazer. Eu sempre bato na tecla aqui. Vida cristã não é fazer ou não fazer.

E o perigo é, sabe, o que é muito triste é ver pessoas que tinham encontrado a Jesus se tornarem religiosas. Ou então, o orgulho, que também pode vir através da religião, ou que também pode vir, por exemplo, a pessoa que começa a trocar, por exemplo, a graça de Deus por cargos, por exemplo.

O diácono Jaior hoje, ele não foi eleito porque ele tem várias barras de ouro. Por causa da posição dele. Mas pessoas... Desculpa, se te sequestrarem, não é minha culpa não, estou falando. Estou brincando. Essa barra de ouro começou ano passado, essa brincadeira da barra de ouro. Ok. Mas o orgulho pode levar a isso.

O orgulho é um dos piores inimigos nossos. Ativismo, por exemplo. Pessoas começam a ficar ativas demais na igreja, achando que Deus, ele aprova o nosso, simplesmente nos ama mais por a gente trabalhar demais na igreja. E, por último, o pecado.

O pecado pode nos afastar da presença de Deus e nos fazer ficar longe e fazer perder o nosso fogo espiritual por Deus. Mas o que assusta nesse texto?

é que uma pessoa pode abandonar esse caminho, abandonar o amor, abandonar aquilo que o trouxe aqui. E o que acontece? A falta de amor por Deus, eu não sei se você vai concordar, mas a falta de amor por Deus vai levar a pessoa a ter uma falta de temor por Deus. O amor e o temor de Deus estão ligados.

A falta de amor leva à falta de temor. A falta de temor leva a uma falta na sua própria consciência cristã. Ele começa a ficar o quê? Simplesmente cauterizado no seu andar com Deus. Cauterizado quanto ao pecado. E finalmente leva a uma falta de fé. Mas começa com a falta de amor. E o que a Bíblia mais uma vez diz?

Lembra-te, lembra de quando essa chave foi desvirada de novo. Lembra-te de onde você caiu, lembra de quando você se tornou religioso, lembra de quando você começou a entrar na vida de falta de temor, lembra-se de quando você começou a negar ou então trocar a graça de Deus por outra coisa. E ele falou o quê? Pratique as obras que praticava no princípio. De novo.

colocando em transposição, junto com aquilo que eu falei sobre conheço as vossas obras, era uma igreja ativa, e aqui ele fala, você pratique as obras que praticava no princípio. E deixa eu perguntar, as obras que eram recorrentes na igreja?

Qual que é a diferença com as obras que eram as obras do princípio? O que você acha? As obras eram iguais. As obras podem ser iguais. A dedicação pode ser igual. Onde está a diferença? É exatamente no coração. É exatamente na motivação. Tenta lembrar você que se converteu há alguns anos.

Ou você que se converteu recentemente. Você sabe que quem se converteu recentemente, a atitude de quem se converteu recentemente, é sede. Começa a servir com todo prazer. O pastor pode pedir, você pode fazer isso. Ele fala, dez vezes eu faço. É para o Senhor. Sabe aquela simplicidade do começo? Aquela motivação do começo era o quê? Era motivado por quê?

Pelo amor. Mas essas mesmas obras, se o coração não for guardado, essas mesmas obras começam a se tornar fardo. Começam a se tornar uma coisa, ou então, não somente fardo, mas como algo que você faz para receber algo de Deus.

E aí você troca o amor pelo trabalho. A graça pelo serviço, pelas obras. Então a diferença não é no que você faz, mas é como você faz, com que coração você faz. E a Bíblia está dizendo o quê? Lembra, arrependa e volte às obras do princípio. Quando eu lembro, toda vez que eu vejo esse negócio de primeiro amor, eu fico pensando.

Como na prática, por exemplo, se manifesta isso? Sabe, por exemplo, é na nossa atitude de coração. Quando, por exemplo, uma verdade da palavra de Deus é pregada, o evangelho é pregado, se os nossos olhos brilham ainda. Quando você ouve a palavra Jesus, é meu salvador, Jesus te ama. O quanto essa palavra traz ainda de impacto?

se ainda faz o meu coração palpitar, se ainda faz os meus olhos brilharem. Eu falei desse rapaz, para mim é sempre um exemplo, porque eu me constranjo toda vez que eu vejo ele. Um rapaz que encontrou a Jesus aqui, junto com a esposa aqui, ele foi cheio do Espírito Santo aqui, isso há vários anos atrás.

E ele era um cara apaixonado, ele pregava em cursinho, ele era chamado de pastor do cursinho, porque todo intervalo ele pregava sobre Jesus. E aí ele foi lá fazer a faculdade de medicina, lá os professores foram convertidos através do testemunho dele.

Lá na medicina, em Ribeirão Preto, eu lembro. Na formatura dele, os professores dando testemunho, falando da Bíblia, e eu achando que os professores já eram crentes, foi através dele. A paixão que esse rapaz tinha, e a esposa é igual.

apaixonados. E sabe, o que eu percebi era o seguinte, a gente fala um testemunho normal, sabe, Jesus veio e sabe, ele falou isso com a gente, ele sério? Ele tem uma atitude, ele é assim mesmo.

Há quatro meses ele veio a São Paulo, a gente foi aqui no Snowfall, a gente estava tomando sorvete junto, estava lá ele, e ele é um cara obediente a Deus, ele levou a sério o negócio de multiplicar, ele tem cinco filhos hoje. E os cinco são iguais a ele. E a mãe? Os cinco. Denis, falta dois. Então...

Os cinco são iguais. A filha apaixonada. Tem quatro filhos e um filho. Apaixonados por Jesus. Aí, eu e minha esposa, a gente sai de lá meio constrangido. Falei, cara, eles sempre fazem lembrar do primeiro amor. Sempre. De forma como eles amam. Eles não perderam. Sabe esse tipo de coração? O quanto nosso coração ainda palpita ao ouvir da palavra de Deus, do evangelho.

O evangelho é precioso. O evangelho é precioso demais. Jesus é precioso demais. E quando a graça de Deus não toca mais, é um sinal, é um alarme aos nossos corações.

Se a palavra de Deus, não estou falando da palavra que é pregada aqui, não. Porque tem dia que, ao invés de um são, você pode sentir um sono. Mas o quanto essa palavra tem sido preciosa. Ele fala, se arrependa. Se arrependa do dia em que você trocou a graça de Deus por obras. O amor de Deus pelo trabalho. E aqui, ele fala o seguinte.

Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do lugar dele.

Tem duas possíveis interpretações aqui. A primeira é que o candelabro, quando fala que é retirado, quer dizer o quê? Se vocês não se arrependerem, é o fim da linha. E sabe, eu fui para Éfeso. E o que existe lá é só o quê? Ruínas. Não existe mais a igreja de Éfeso. O que quer dizer é que eles continuaram a fazer as mesmas coisas e que eles continuaram a fazer as mesmas coisas.

cotidianas da igreja, porém, sem se arrepender e notar que eles já tinham perdido o primeiro amor. Já tinham abandonado, na verdade, o primeiro amor. Você vê lá, é só ruína. A palavra de Deus se cumpriu lá. Mas a segunda coisa...

O candelabro significa, quem foi no retiro tabernáculo sabe disso. O significado do tabernáculo, do candelabro. O candelabro tem, ele conota a luz do mundo, mas também a presença de Deus e o Espírito Santo. O que o Senhor Jesus estava falando a essa igreja, se vocês não se arrependerem, a minha presença vai ser retirada desse lugar.

O Espírito Santo vai ser retirado desse lugar. E vocês estão por conta própria agora. E sabe o que aconteceu? Eles continuaram por conta própria. Mas sabe uma lição que isso pode trazer para a gente? É que até hoje vão ter igrejas que vão aprender a fazer as coisas de igreja sem precisar de Deus e sem depender de Deus. Porque a gente aprendeu a ser igreja.

Aprendeu a fazer igreja. Eu fui numa igreja nos Estados Unidos, estava eu, o pastor Joel, o pastor Moisés, e mais dois pastores, que a gente foi numa conferência lá, e a gente resolveu visitar uma igreja. E aí, no meio, o culto foi maravilhoso, no sentido assim, de programação. Hora certinha para começar, e acho que tem que começar na hora.

Todo mundo lá, presente. E aí você via a programação. Até um teatrinho da Broadway teve lá. Iluminação, atores perfeitos. Cantam para caramba, atuam para caramba. E aí estavam lá. Estava tudo certinho. E aí, quando acabou o culto, parecia cronometrado. Não é que nem aqui, tudo zoado. Você fala, que horas vai acabar o culto? Não sei, cara. Passou a falar para caramba. Tipo isso.

eu sei que você já pensou isso, já falou isso um por outro, tá? Ok, mas voltando, foi tão perfeito, e aí acabou o culto, a gente foi almoçar, a gente estava conversando lá, e a gente, foi bom o culto, né? É, legal, né? É, teatro bom, né? Bom. Cada um conversando assim, e ninguém queria falar, é, você viu donuts que serviram no começo, é, Então,

Na Imosp paga, aqui não, eles não. E aí a gente estava lá, aí ficou em silêncio. Faltava algo, né? Aí todo mundo, é, é, é. Aí começou. E o que a gente estava querendo dizer? O que estava faltando, cara? A gente começou a conversar, eu não sei, eu pensei, eu pensei, eu pensei que eu estava pecando sozinho. Não era julgamento, era uma impressão, eu falei, cara, está faltando alguma coisa aqui.

E todos eles, em unânime, falaram assim, é tão perfeito, é tão perfeito, que o Espírito Santo fica sufocado ali. Não tem espaço para ele. Eu não estou indo contra a excelência, tá, gente? Eu estou falando o quê? Que às vezes, a gente pode fazer as coisas e aprender a fazer as coisas e não depender de Deus. A gente pode trabalhar, tá?

E achar o nosso trabalho perfeito e Deus não estar presente junto. A gente pode ter uma igreja perfeita, doutrina perfeita, moral perfeita. A gente sabe sofrer por Jesus, mas a presença dele não está aqui. E era o que acontecia com a igreja de Éfeso.

E foi esse o motivo que eles perderam a essência. E uma das coisas que eu oro, que a nossa igreja jamais perca a essência. De entender por que a gente está aqui. E ele fala, eu vou remover desse lugar. Pessoal, sabe o versículo 6? Tem um dado assustador e eu vou terminar com esse versículo. Mas há uma coisa a seu favor. Você odeia...

A prática dos nicolaitas. Ele elogia. Ele começa elogiando, dá uma paulada, mas elogia no final. Mas ele tem muito a ver com o versículo 2 que eu falei.

Quem eram os Nicolaitas? Nicolaitas têm algumas linhas de pensamento sobre os Nicolaitas. E os Nicolaitas, um, que eles eram uma seita, isso, sem dúvida, mas que uma parte acha que eles tinham algo com Baal e que também eram permissivos demais na questão...

de afrouxamento da vida cristã. Quer dizer o quê? Eles misturavam itens de idolatria e itens também de imoralidade. Então, é que nem fosse, vamos pensar, uma igreja bem liberal. Vamos pensar um pouquinho assim. Super liberal. Super permissiva na questão da vida de santidade ou não. Não importa. Então, era uma igreja assim.

Então, o que a Bíblia diz? Eles odiavam isso. Até nisso, a igreja de Éfeso era muito boa. Eles odiavam que negociassem a verdade. Mas tem um outro dado, que também é uma tradição, entre os teólogos também, os estudiosos, o que falam sobre os incolaitas? Que...

Quem começou esse movimento, pasmem, é possível ter sido, porque a tradição mostra o quê? Um dos sete diáconos apontados lá no começo, em Atos capítulo 6. Quem eram esses sete diáconos? Eu vou ler. Eles escolheram entre eles diáconos. No versículo 6, o capítulo 6 de Atos fala assim, 5.

Eles iam escolher diáconos para servir às mesas, para serem líderes da igreja, e diz o seguinte, tal proposta agradou a todos. Então escolheram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, além de Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Parmenas e Nicolau. Um convertido ao judaísmo proveniente de Antioquia.

E é possível que esse mesmo Nicolau foi o líder da tradição dos nicolaitas. É uma possibilidade dos estudiosos. Mas o que eu estou querendo dizer? Que mesmo uma pessoa que estava na liderança, é possível ele abandonar o primeiro amor, com isso perder o temor.

E com isso levar os outros a desviarem da própria fé. Bom, se eu terminar a palavra aqui, todo mundo vai ficar muito triste. O que eu faço com isso, pastor? O que eu faço com essa informação?

Porque talvez alguns de vocês estejam se sentindo assim. Cara, onde foi que eu me perdi nisso? E que coração a gente tem que ter? Que coração a gente tem que restaurar? Eu quero falar apenas de duas atitudes de nosso coração para que a gente possa manter o primeiro amor em nossas vidas.

Primeiro, é muito simples. Mateus capítulo 5, versículo 3. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Nunca esquecer.

De quem você era diante do Senhor. Nunca se esqueça. De quem você era quando Ele te salvou. Nunca esqueça de quando a graça alcançou a sua vida. Porque quando você pensa em religiosidade. O religioso esquece que ele estava no mesmo lugar do pecador. E agora está julgando o mesmo pecador. Daquilo que ele fazia antes. E é manter esse espírito. Uma pobreza espiritual.

E para isso a gente precisa exatamente da presença de Deus, porque na presença de Deus é que nos é revelada quem nós somos. Não podemos ficar longe da presença de Deus. E fala, Deus, eu preciso de Ti. Você já fez essa oração? Deus, eu preciso de Ti. Eu não posso viver sem você.

Eu sou pecador, mas eu sou, como eu já falei algumas semanas, eu sou um terrível pecador. E sabe, esse terrível pecador não é porque diante dos homens você é terrível pecador. Muitos de vocês provavelmente são melhores do que eu. Mas eu estou diante de Deus. Eu não vejo ninguém. Eu bato no peito e falo, tem misericórdia de mim. Essa pobreza espiritual é o que mantém também o nosso primeiro amor. Porque a gente sempre vive com atitude de gratidão.

De gratidão. Fala, Senhor, obrigado por amar uma pessoa como eu. Segunda atitude. É o que a própria Bíblia diz. Se alguém não se tornar como criança, não poderá entrar no reino dos céus. É manter o coração de criança. E a criança é o quê? Exatamente aquela atitude que eu falei daquele nosso irmão.

Quando recebe, sabe, criança, ela fica empolgada com cada coisinha pequena. Então, o presente, Christian, o lápis que eu comprei. Quando criança é assim. Essa atitude humilde, que quando uma verdade vem, a criança fala, uau, cara, você pode ver, a gente está com a Christian, hoje a gente vai para a igreja, hoje você vai dormir na casa da amiga.

A nossa atitude é, vamos para a igreja. A gente se cansa. Quando no começo, lá no começo, quando a gente creu em Jesus, quando a gente confiou nossa vida em Jesus, a gente fazia questão de ficar mais próximo, não queria perder um culto, não queria perder um momento com o Senhor. Essa é uma atitude de criança.

receber o reino dos céus como criança. E é esse coração, que a gente mantenha esse coração para que o primeiro amor continue estabelecido em nós. Se você tem percebido nesses dias, não somente na igreja, mas sabe, em nosso dia a dia, nos nossos afazeres,

Houve momentos que Deus era tudo. Toda hora a gente orava. Toda a gente buscava. E eu creio que Deus quer restaurar isso. Mais uma vez em nós. Nessa tarde. Vamos orar. Olha para o teu coração nessa manhã. Talvez a gente tenha boa aparência. E eu fiz essa pergunta a Deus. Deus, quanto o Senhor se agrada da tua igreja? Especificamente a nós.

E eu tive até medo da resposta. O quanto de nós, a gente tem vivido simplesmente no ativismo, na religiosidade, a gente aprendeu a fazer as coisas. Sim, abençoadas por Deus, mas sem a presença dEle. E ao preparar a palavra, eu orei para Deus. Deus, eu não quero uma igreja perfeita.

Sim, a gente quer lutar, a gente quer fazer as coisas corretas sempre, ter uma doutrina sólida. Mas eu quero ser, eu quero ter uma igreja que te ame, acima de tudo. Que te ame. Uma igreja que ama a tua presença. Senhor Deus, perdoa-se a gente tem.

Aprendido a fazer as coisas sem depender de ti. E eu vou confessar umas coisas. Faz um bom tempo que eu tenho o costume de que quando eu preparo palavra e depois que eu prego, eu jogo fora todo o texto. Porque eu sei que existe uma tendência em mim de querer usar algo que já funcionou em outro lugar.

Por que isso? Porque às vezes a gente depende mais do método, mais de algo que deu certo do que do próprio Deus. Eu falo, Deus, me ajuda a sempre olhar a tua palavra como se fosse a primeira vez. Como se fosse a primeira vez. Sabe, vai com essa atitude, como se fosse a primeira vez você ir diante da palavra. E você receber a palavra do Senhor, dessa forma.

como se fosse a primeira vez. E Deus, eu oro, Senhor Deus, trabalhe em nossos corações, em nossas motivações, e ó Pai querido, eu quero estar abençoando os teus filhos nessa manhã, para que a gente possa, ó Pai, nós sermos uma igreja, e filhos e filhas, que não somente fazem alguma coisa para o Pai.

mas que façam de todo o coração como se fosse lá no princípio. Senhor, nos perdoa. E nos perdoa, Pai, nossa arrogância. Perdoa, Pai, nossa tendência à independência. E lembra, e um dos sinais também de que a gente tem se afastado é se a gente ora.

antes de fazer as coisas, antes de trabalhar, antes de estudar. Se a gente coloca as coisas antes de Deus, sabe por que a oração quer dizer dependência?

E quando a gente não quer orar, quer dizer que a gente está declarando nossa independência. Eu não preciso de Deus. Mas quando nós oramos, nós estamos proclamando a nossa dependência do Senhor. Senhor Deus, abençoa. Obrigado, Pai, por tua palavra. Te agradecemos e oramos. No nome de Jesus. Amém. Vamos estar louvando o Senhor.