Episódios de Futebol no Mundo

Futebol No Mundo na Copa #609: Inglaterra e Argentina duelam por vaga; Espanha amassa França na semi

15 de julho de 20261h7min
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No Futebol No Mundo desta quarta-feira (15), nossa equipe traz TUDO sobre o jogaço na semifinal entre Inglaterra x Argentina, que vale a última vaga para encarar a Espanha na grande decisão da Copa do Mundo. Vem com a gente!

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Participantes neste episódio9
A

Alex

HostPastor
J

Jean chambre

Co-hostJornalista
L

Léo

Co-hostJornalista
A

André Linares

ConvidadoJornalista
G

Gustavo Hoffmann

Convidado
G

Gustavo Zuppac

Convidado
M

Mário Marra

Convidado
R

Renato Senise

Convidado
S

Seu Antônio

Convidado
Assuntos6
  • Análise da Seleção EspanholaControle de jogo da Espanha · Superioridade no meio-campo · Pressão pós-perda da Espanha · Marcação em bloco baixo da Espanha · Desempenho de Rodri · Desempenho de Cucurella · Desempenho de Lamine Yamal
  • NBB Quartas de FinalAnálise tática da Espanha · Desempenho de Mikel Oyarzábal · Estratégia de Luis de la Fuente · Desempenho da França · Desempenho de Mbappé · Desempenho de Olise
  • Vitória da Argentina na Copa do QatarQuestão física da Argentina · Possíveis mudanças táticas na Argentina · Estratégia da Inglaterra · Desempenho de Harry Kane · Desempenho de Jude Bellingham · Desempenho de Lionel Messi · Clima em Atlanta
  • História e Curiosidades das CopasProblemas com equipamentos eletrônicos · Clima em Londres · História de Seu Antônio e Dibu Martínez · Relação de Dibu com Messi · Festa no consulado francês
  • Melhor jogador da CopaDisputa pela Bola de Ouro · Desempenho de Rodri · Desempenho de Bellingham · Desempenho de Messi · Desempenho de Lamine Yamal · Desempenho de Harry Kane
  • Fontes históricas documentaçãoTrabalho nas seleções de base · Comparação com técnicos brasileiros · Desempenho na Olimpíada de Tóquio · Relação com a seleção francesa
Transcrição247 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes, estamos no ar com o podcast Futebol no Mundo em clima de semifinal da Copa, dia 35 da Copa do Mundo. Faltam quantos dias para acabar a Copa, Léo?

?Voz B

4 dias.

?Voz A

4 dias aqui no Futebol Mundo. 5, segunda-feira tem programa.

?Voz B

Como é que a gente não vai fazer o balanço da Copa na segunda-feira, né?

?Voz A

Já, ódio, eu te poupei um pouco da segunda-feira, tá? Para você não trabalhar de manhã e de noite, tá?

?Voz C

Muito obrigado, eu te agradeço, porque realmente já estamos chegando. Como você viu ontem, Alex, eu já tô com a cabeça meio, meio embananada aqui, viu?

?Voz A

Eu poupei. Já temos o primeiro Semifinalista da Copa do Mundo, que é a Espanha.

?Voz B

Você falou semifinalista?

?Voz A

Não, primeiro finalista. Hoje vai sair, tá vendo? Acaba a Copa. Não, não acaba não, não acaba.

?Voz B

O primeiro finalista, último dia de semana com jogo.

?Voz A

É verdade, pensa que triste isso.

?Voz B

Amanhã tem Brasileirão, tá?

?Voz A

Ai, que triste isso. Amanhã tem linha de passe logo depois da volta do Brasileirão. Esse é o recado.

?Voz C

É verdade, cara.

?Voz A

É, você precisa ver os jogos, tá?

?Voz C

Amanhã eu tô de folga, amanhã eu tô de folga, né?

?Voz A

Muito bom, que folga, velho!

?Voz C

Uma folga que cai muito bem.

?Voz A

Estamos no ar, já já vamos falar muito de Argentina e Inglaterra, a segunda semifinal de hoje. Daqui a pouco o Gustavo Róvan vai participar com a gente, mas ele já tá indo embora, ele tá indo embora, mas ele deixou, ele tá grandão. Mas eu vou, mas nós vamos chegar lá porque Tem um bastidor para contar aqui. Primeiro então, o Gustavo Hoffmann, para falar da classificação da Espanha para final, foi o único que cravou a Espanha, né? Ele e o Calçade também.

?Voz B

Calçade com mais convicção, porque o Gustavo recuou. O Gustavo, ele enlouqueceu e depois ele voltou. Calçade o tempo inteiro bangou a Espanha.

?Voz C

Cara, o Calçade reinou ontem, Naninha. As mensagens eram todas: bem que o Calçade falou. E pior é que assim, né, Léo, a gente que sempre acreditou na Espanha, que sempre falou tanto da Espanha, a gente ficou pequeno perto do Calçade colocando o favoritismo para a Espanha. Porque assim, uma coisa é acreditar, pô, se tem alguém que podia tirar a França é a Espanha. A outra é você cravar favoritismo, como fez Paulo Calçade.

?Voz B

Somos todos alunos do professor Calçade.

?Voz A

E ontem ele ficou grandão, né? Ficou grandão, ficou grandão, ficou grandão. Gustavo Hoffmann, fala aí.

GHGustavo Hoffmann

Companheiros do futebol no mundo, aqui estou. Me despedi ontem, mas volto rapidinho, tá? Tô de férias, já tô viajando na verdade, né, nesse momento. Provavelmente, não sei, não calculei o horário certo, mas enfim, estou a caminho da Espanha. Espanha que venceu a França. Eu falei que ia ganhar, se ficar é França, não sei o quê. Tô brincando, hein, gente. Vamos lá, vamos falar trazer um pouco de análise da partida. Sei que vocês vão falar bastante sobre, sobre a classificação espanhola para final.

Para mim, o grande diferencial foi Mikel Oyarzábal. O camisa 21 da Espanha foi mais um meio-campista. Luiz de la Fuente jogou neste— nossa, não sei que dia da semana é hoje, vou até olhar, eu tô completamente perdido—

?Voz C

nesta terça-feira.

GHGustavo Hoffmann

Nesta terça-feira, aqui no AT&T Stadium, o Luiz de la Fuente colocou em campo um time sem centroavante, sem ser o atacante central que é o Mikel Oyarzabal. Ele foi mais um meio-campista. O posicionamento médio dele no jogo de hoje foi próximo ao Rodri. No primeiro tempo foi atrás até do Baena, do Dani Olmo e do Fabián Ruiz. A Espanha tinha 5 jogadores ocupando a faixa central do campo, fazendo meio-campo espanhol. Do lado francês, começando o jogo, Tchouaméni e Rabiot isolados.

E o Deschamps tentou ainda mudar no final do primeiro tempo, inverteu o Olise com o Dembélé, puxando o Dembélé para dentro, fazendo o Olise jogar mais aberto. Fez alterações, colocou o Koné no segundo tempo, Cherki, mas em nenhum momento ele conseguiu reagir à ideia de jogo da Espanha, que se impôs. A Espanha impôs o seu jogo diante da França, não permitiu que a seleção francesa tivesse volume, tivesse chances criadas. A primeira finalização certa da França no jogo aconteceu aos 36 minutos do segundo tempo, e nem foi uma grande finalização.

Foi aquela jogada que o Doué tenta chutar de fora da área quando o Naïssimont saiu para cortar. Ele tava fora da área, ele defende com as pernas inclusive. Para citar outros jogadores, Cucurella mais uma vez espetacular, é o melhor lateral esquerdo da Copa. Melhor jogo do Pedro Porro também. Zagueiros, o Kubarczyk é um fenômeno e o Laporte está fazendo uma Copa do Mundo de alto nível. E o jogo da Espanha nessa terça, ele partiu muito da esquerda para dentro, invertendo para o Lamine Amal.

Tanto é que a saída de bola da Espanha, ela foi basicamente feita pelo Laporte, pelo Laporte com Rodri e o Cucurella. O Laporte teve mais do que o dobro de passes do Kubasi, o que não é comum. É normal você ter os zagueiros com número alto de passes, mas a diferença do Laporte para o Kubarski foi muito grande, né? Porque mostrava isso: a Espanha saía pelo lado esquerdo, atraía a seleção francesa e invertia rápido o jogo para o Lamini Amal, que esse sim ficou bem espetado lá do lado direito.

Então assim, foi para mim uma aula do Luis de la Fuente, jogo com assinatura do seu treinador e grande atuação individual de alguns jogadores. O Rodri é o melhor jogador da Espanha na Copa. O Cucurilha é espetacular. E no jogo desta terça aqui no AT&T Stadium, casa do Dallas Cowboys— aliás, o Jerry Jones estava no estádio, proprietário dos Cowboys, e hoje eu vi uma frase do Troy Aikman aqui no lugar do lado também, não me trouxe boas memórias.

Mas enfim, e no jogo desta terça-feira, o Mikel Oyarzábal foi, foi o diferencial da seleção espanhola. Agora eu me despeço, meus amigos. Beijo para todos vocês, a gente se vê em breve.

?Voz A

Gustavo Hoffmann a caminho de casa agora. Vou contar o bastidor. O Jota tava aqui ontem, ele ficou lá falando, né? Você e o Bira, França era favorita, ele não, vai dar jogo, que a Espanha é favorita. E ele tava puxando o ar já, né? Do tipo, não concordava, né? E ele começa a saltar as veias. Aproveita que ele não tá ouvindo, né? Que ele não tá aí. Aí eu fui lá e falei, né? Eu acho a França muito favorita. E eu assim olhando de lado e abri o telão, e ele puxava o ar e fazia assim.

MMMário Marra

Aí quanto mais ele fazia sinal de Muito, muito favorita.

?Voz A

Ele olhou para cima, puxou o ar. No fundo, no fundo, a gente faz para irritar ele mesmo, né?

?Voz B

Ele confiava tanto que a Espanha ia para final que ele pegou férias antes da final.

?Voz A

É, pois é, engraçado, né? Não gravou, não quis gravar. Então é um famoso tira e põe, né? Tira e põe. Gustavo Zuppac também tá aqui com a gente.

?Voz B

Tão confiante que tirou férias.

?Voz A

Gustavo Zuppac era quem?

?Voz C

Cadê a praia?

?Voz B

Cadê o sol?

?Voz A

As montanhas, o sol, a natureza. Explicação. Cuidado com essa, cuidado com esse espelho atrás aí, viu?

GZGustavo Zuppac

Não, tudo tem uma explicação.

SASeu Antônio

Qual é?

GZGustavo Zuppac

Primeiro, um abraço a todos. Qual é a questão? A questão é que o meu equipamento de trabalho é um telefone celular com uma câmera muito potente, e depois de 35 dias de cobertura, qualquer tempo maior que ele fica no sol, ele ferve, e aí ele apaga, apaga. Então, para evitar que a minha participação no futebol no mundo fosse interrompida, eu vim para o ambiente indoor, né? Então, dentro do nosso complexo de trabalho aqui em Fort Lauderdale, eu tô no Estúdio F, que é um estúdio indoor apropriado para esse tipo de participação.

?Voz A

Com ar-condicionado, você acha que ele é bobagem? Depois de 35 dias, o cara não quer ficar mais no sol também, né?

?Voz C

Ele passou bastante protetor nele, né? Na cabeça ali, na careca. Agora o celular faltou, o celular faltou.

?Voz A

Faltou inventar uma capa térmica. Né? Você bota na geladeira, no freezer.

GZGustavo Zuppac

Sabe o que eu vi? O que eu vi aqui nessas lojas de coisa para vender de eletrônico e tal é um— não é para o sol, é para chuva, é um guarda-chuva para o celular. Para quem usa celular assim como câmera, você acopla aqui atrás e ele abre um guarda-chuvinha para o celular. Eu acho que nessas ocasiões ele funcionaria bem. Quem sabe na próxima cobertura a gente agrega essa ferramenta ao nosso arsenal de trabalho.

?Voz C

Marrocos, próxima Copa Marrocos.

?Voz A

O Zupac, desde o começo você era Espanha ou era França, hein?

GZGustavo Zuppac

Não, eu acreditava mais na França. Assim, para mim claramente era um jogo possível para França perder, mas para mim, e acho que isso não mudou, a Copa da França ela era melhor. Até ontem a Copa da França ela era para mim inquestionavelmente melhor que a da Espanha. A França jogou a Copa inteira muito mais próxima do seu teto do que a Espanha. Isso fazia a França ter algum tipo de vantagem teórica, claro, para o jogo de ontem. A Espanha precisava da execução muito bem feita do seu modelo para conseguir ganhar da França, e foi exatamente o que aconteceu.

Acho que o jogo foi como se imaginava, se imaginava que a Espanha ganharia meio-campo para esse duelo. A grande dúvida é o quanto que essa característica de jogo da Espanha serviria para machucar a França ou serviria para expor a Espanha, caso não fosse bem feito, diante das virtudes ofensivas da seleção francesa. E o que a gente viu foi um controle absoluto da Espanha da narrativa do jogo, né? De fato, com superioridade no meio-campo, com o papel do Oyarzabal voltando, laterais projetados, muita gente perto da bola, trabalhando muito bem essa bola.

E o grande ponto para mim é que em nenhum, absolutamente nenhum momento do jogo a Espanha deu para França o que ela queria, que era espaço. E aí a França, a Espanha controlou o espaço, controlou a posse da bola, se não em números absolutos, mas nos momentos mais importantes do jogo, e aproveitou os erros da França para ganhar a partida. Então assim, foi uma execução de manual do modelo da Espanha. Eu tava no Linha de Passe quando se definiu o confronto, Jean tava e tava o Hoffman e o Calçade, tava numa defesa muito grande do modelo espanhol, e a gente brincava, olha, claramente é um É um duelo de modelos, não é sobre qual é o melhor, qual é o certo, qual é o errado.

Era um duelo de modelos e a vitória ontem foi uma vitória do modelo de jogo da Espanha. Isso para mim ficou muito claro.

?Voz B

É, o futebol que se joga, o certo é o errado, não é o resultado que define isso, né? Tava funcionando bem para França até ontem e houve também problemas de execução da França. A entrevista do Mbappé, ela foi de uma lucidez, de uma clareza. Nem o Deschamps, que depois resolveu reclamar do árbitro, foi tão claro quanto o Mbappé, que falou: olha, primeiro, nós fomos superados taticamente o tempo inteiro, 3 contra 2 no meio de campo, né, tive muita dificuldade para controlar o setor e cometemos muitos erros técnicos também, erro de passe, jogadas em que a gente não executou melhor a jogada.

Quer dizer, acho que o Mbappé entendeu que a França foi superada em todas as áreas por um time que executou melhor, e a Espanha E é legal quando o Zupac transita de como a Espanha se comportou também sem bola, porque não foi só a questão de vou tocar a bola para você não pegar nela. Não, a Espanha teve um jogo de pressão pós-perda fantástico. A França em alguns momentos não conseguia fazer as transições que ela queria porque ela não conseguia sair de trás, porque a Espanha perdia e recuperava.

E no segundo tempo, depois do 2 a 0, na reta final do jogo, A Espanha também soube marcar em bloco baixo, né? Tava lendo hoje uma entrevista muito boa do Antônio Conte na Gazeta. Leia, Jean, você que é coassinante da Gazeta. Tá muito boa a entrevista. Ele falando, cara, hoje em dia assim, qualquer time tem que saber fazer uma marcação boa em bloco baixo, porque você vai precisar em algum momento. Não é luxo, você vai ter que saber fazer, né?

E a Espanha soube fazer isso também. Então assim, a Espanha executou todas as áreas do jogo. Não foi só um jogo que a Espanha ficou tocando, tocando, tocando, tocando, e a França não viu a cor da bola. Resultado disso foi o menor gols esperados contra de um time na semifinal desde aquele Brasil-Suécia de 94, que o Brasil martelou, martelou, martelou, martelou, fez o gol, mas assim, não sofreu defensivamente naquele jogo. Desde então, o time não passa uma semifinal de Copa praticamente sem sofrer, como aconteceu com a Espanha.

E é essa França, não é qualquer time. Né, então assim, conseguiram tirar o Olise do jogo, e o Olise é o principal foco de criação da França, e ele fez o pior jogo dele na Copa do Mundo, numa Copa que, ao contrário da do Rodri, a do Rodri foi subindo, a do Olise foi descendo. O Olise, que chegou mata-mata, foi jogando cada vez menos, e o Rodri, para elogiá-lo, foi jogando cada vez mais.

?Voz A

Para mim, de novo, ele foi o melhor da Espanha, e nem tava tão bem fisicamente, não está tão bem fisicamente assim, 100%.

?Voz B

E para mim, hoje, a disputa do melhor jogador da Copa tá entre Rodri, Bellingham e Lionel Messi.

?Voz A

Falei. É boa discussão, cara.

?Voz C

Eu acho que assim, todo mundo sabia, a gente falou muito das possibilidades da Espanha. Agora me impressionou, me impressionou, apesar de saber dessas possibilidades. E ressalto, tenho print para provar que a Espanha era minha campeã no bolão. Então eu acreditava mais na Espanha, né, no começo da Copa.

?Voz B

É minha vice agora, eu vou ter que Torcer contra na final para acertar.

?Voz C

Eu acreditava mais na Espanha no começo da Copa, mas como disse o Gustavo, para mim a Copa do Mundo da França fez com que ela se tornasse a favorita nesse confronto, ligeiramente favorita, porque a gente sabia que a Espanha ganhar era possível, e era possível ganhar jogando exatamente do jeito que jogou. Mas me impressionou, cara, a tranquilidade da seleção da Espanha mesmo contra esta França, uma seleção de um nível que talvez A Espanha, né, nesse ciclo todo não tem enfrentado alguém tão favorita como a França vinha sendo nessa Copa do Mundo.

Eu acho que talvez em todo esse ciclo de Espanha vitoriosa ela não tenha pego uma seleção que era tão temida como essa França, por tudo que ela tem, por tudo que ela vinha fazendo. E mesmo contra essa França, a confiança tava toda ali, a certeza de que aquela troca de passes fosse na defesa, no meio, no ataque, ia levar a vitória, era uma convicção, era uma convicção que a gente viu o tempo todo. Então me impressiona demais. E repito, eu acho muito legal, cara, eu gosto de verdade, não é?

Eu entendo quem acha chato, eu entendo quem acha chato pela ausência do jogo, do jogo mais ofensivo, do jogo mais direto, da coisa mais incisiva, do drible, que no fim das contas não aparece muito, né? Claro que o Yamal tem os seus momentos ali, teve seus lampejos nesta Copa do Mundo de um ou dois dribles e tal, mas em geral não é isso que faz a Espanha chegar aonde ela chegou. Mas para mim é fascinante ficar olhando para o jogo e olhando a movimentação de todo mundo enquanto alguém tá com a bola.

Quer dizer, o se preparar para receber a bola é algo muito fascinante, não é uma novidade. Até falava para o Gustavo ontem que eu achava que no linha de passe, que no fim das contas essa Espanha que chegou à final e que a gente dizia que era uma Espanha muito forte porque unia o melhor da Espanha de 2010, da Espanha de posse de bola, de troca de passes, com o jogo incisivo, com o jogo agressivo, no fim ela foi muito mais a Espanha de 2010 do que a Espanha de 2024, total, né?

Aquela Espanha da Euro que misturava as duas coisas, no fim das contas ela não apareceu tanto. O que leva a Espanha à final é aquele modelo, vamos dizer entre aspas, antigo. É o modelo clássico e que sempre esteve na Espanha, mas que recentemente tinha o acréscimo do jogo mais agressivo, do jogo mais incisivo, do jogo dos pontas, que não tem aparecido tanto.

GZGustavo Zuppac

Decisões e pelas soluções que o De La Fuente encontrou durante a Copa, né? Não só pelo crescimento do Rodri, que fazendo um paralelo, perdão, assume o papel de Xavi Iniesta, né, daquele time de 2010, mas do encaixe do Dani Olmo como uma peça fundamental nesse meio-campo, é da alternância ou do ganho de posição do Fabián Ruiz sobre o Pedro. Então ele foi encontrando soluções que tornassem o meio-campo da Espanha mais forte Em uma Copa do Mundo onde os extremos da Espanha não estão no seu melhor, ainda que o Lamine Yamal esteja melhorando jogo a jogo, isso para mim é muito nítido, ele não tem sido protagonista, mas ele tem sido uma peça muito importante nas combinações pela direita, nas triangulações, com muita inteligência, muito toque de primeira para facilitar o jogo da Espanha.

Mas em uma Espanha que perdeu o diferencial, né, o desequilíbrio pelos lados que tinha em 2024, o treinador encontrou a maneira de fortalecer o meio. Então Rodri, Dani Olmo, Fabián Ruiz, trinca de meio-campo que devolveu à Espanha um controle do jogo de uma maneira que ela tava acostumada a fazer. Isso tudo resulta em um time defensivamente muito forte, né? Continua só com gol tomado na Copa do Mundo. O Naíssimo ontem foi muito importante, menos para defender porque ele foi pouco exigido e mais para para ser uma segurança contra uma outra bola em profundidade que o Mbappé recebeu.

Então ontem de fato tudo funcionou, né? E aí a Espanha bebeu da sua fonte, da sua fuente que seja, e bebendo dessa fonte chegou à final.

?Voz A

Cara, o Mbappé ontem, nada.

?Voz B

Então é isso, é anulado, não dá chance para ele correr o campo. E a Espanha não abriu mão de boa parte, é claro que baixou o bloco no final Mas não é que no jogo inteiro ela deixou de colocar a linha de defesa a 40 metros do gol, não é que a Espanha abdicou de fazer o que ela faz sempre, não. Ela mudou no final só.

?Voz C

E sabe o que eu achei impressionante? Você falou Mbappé nada, Alex. Muitas vezes quando você tem esse cara, né, um cara do nível do Mbappé, você acaba elogiando esse cara pelo que os outros conseguiram fazer. Porque a gente sempre usa aquele argumento que é verdadeiro em muitos jogos, que é Bom, era tanta preocupação com o jogador X, com o jogador Y, que os outros tiveram espaço, tiveram a liberdade e tal. E a França não tem só o Mbappé, como a gente vinha falando a Copa toda, né?

Tem o Dembélé, tem ontem o Barcola, poderia ser o Doué, o próprio Lise, e ninguém fez nada. É impressionante, cara. Então acho que pra mim esse é, eu acho que a coisa mais chocante do jogo não é a Espanha ganhar, não é a Espanha passar, não é a Espanha fazer os gols que ela fez. Para mim, o que impressiona é ela não ter permitido que a França criasse absolutamente nada durante 90 minutos.

?Voz A

E como será que foi a repercussão na Espanha? André Linares, aliás, precisamos contar mais um bastidor. Hoje é dia de bastidores, tá? O Linares estava na rua. Eu acho que ele estava em Barcelona.

?Voz B

Quanto tempo que o Linares não via a casa dele?

?Voz A

Mas ele não ia ver, ele teve que voltar para casa porque ele teve o mesmo problema do Zupac. Então o equipamento depois de 30, 40 dias, ele não suporta ficar ao ar livre. Aí ele correu para casa para justamente poder participar do futebol no mundo, né, Linares?

ALAndré Linares

Exatamente, Alex. Grande abraço para você, para o Léo, Gian, Zufak lá nos Estados Unidos, fã do esporte que tá com a gente. Aparentemente, junto com isso, a operadora também olhou e falou assim: dados ilimitados ainda assim tem um limite.

?Voz A

É muito hobby de vários países.

ALAndré Linares

Exato, exato. Mas para a gente trazer, né, ontem a gente tava lá no meio da manifestação, bem na hora do Futebol no Mundo, no meio da manifestação em prol a seleção basca, né. Ontem foi interessante também acompanhar ali. A gente sabia, até o Jean comentava também, e que ali ia ser muito disso, né, a curiosidade de estar na fronteira Espanha e França, mas um lugar que não necessariamente o pessoal fosse acompanhar tanto assim o jogo, mas consegui encontrar lá um pessoal assistindo.

Principalmente mais jovens, tal, vendo esse jogo da Espanha. Alguns franceses estavam por ali também, eu tava do lado espanhol ali em Irún. E claro, os franceses decepcionados ali com o decorrer do jogo, os espanhóis comemorando 16 anos depois voltar a uma final de Copa do Mundo. E já projetando, foi interessante também ver no geral todos eles querendo Inglaterra, entre preocupação com Messi, entre achar que a Argentina tá sendo beneficiada pela arbitragem, entre já ter vencido a Inglaterra na Eurocopa, os espanhóis estavam mais nessa linha.

E aqui para vocês hoje, a gente foi trazendo vários jornais ao longo, né, da cobertura. Hoje com o Mundo Deportivo aqui da Catalunya, que grandes! E aí todos vão no mesmo destaque, né, usando muitos superlativos aqui. No caso aqui do Mundo Deportivo, né, que grandes! A Espanha submete uma França impotente no ataque, eles colocam na final com os gols de João Alba e Pedro Porro. La Roja fez uma partida sensacional, deixou atados os franceses e vai brigar agora por sua segunda Copa do Mundo, 16 anos depois.

E muito da repercussão, né, vai, como dizia, nessa linha de desses superlativos, né. O Marca trazendo a manchete: banho histórico, exibição tática de De La Fuente. O AS: grandioso, Espanha extraordinária deixa a França sem nada. O Sport estava com a mesma manchete, quebrando, e falava de uma soberba atuação espanhola. E o El País, né, principal jornal aqui da Espanha, falando de uma prodigiosa Espanha. E do lado da França, né, no L'Équipe, a capa era Estrela Cadente, sem poder, sem ter poder diante da Espanha.

França perdeu a oportunidade de chegar a uma terceira final seguida. Agora vai disputar o terceiro lugar no que vai ser a última partida do Didier Deschamps no comando da seleção. E entre alguns destaques também, tava olhando aqui a audiência, né? Eles destacavam que aqui na Espanha a audiência média de 14 milhões e meio de espectadores, a população total da Espanha abaixo dos 50 milhões, e que foi a maior audiência de um jogo da seleção espanhola.

Na verdade, a segunda maior audiência tirando a prorrogação de 2010, né? Justamente de quando a Espanha conquista o título mundial em cima da Holanda. Então ontem todo mundo tava muito ligado, muito de olho nesse jogo, querendo viver esse momento, torcendo muito, sabendo que seria um jogo difícil, né? E um outro ponto interessante da repercussão, né, que a gente também falava aqui antes da partida, que o Lamine Amal tinha dado, digamos, aquela provocada do jeito dele, né, como a gente vê ele fazer muitas vezes também jogos pelo Barcelona antes de enfrentar um Real Madrid, um Espanhol, botando, por exemplo, algum gol que ele tenha marcado em um duelo anterior, botando uma vitória anterior.

Fez isso também contra a França, né, colocando ali tanto os gols que ele faz na Nations League quanto na Euro, né, nos dois anos anteriores, as duas vitórias também em semifinais em anos anteriores. E ficava, né, aquela questão da— e aí consegue, né, ser um jogador importante na partida, sofrendo o pênalti que abre o caminho para a seleção espanhola. Que segue sem, só tomando um gol, né, até aqui nessa Copa do Mundo. Existia muito desse aspecto de olhar para uma seleção francesa que cria tanto, que chuta tanto a gol, como seria contra uma seleção espanhola que evita ao máximo que o adversário crie oportunidade, que só tinha tomado esse gol contra a Bélgica.

E mesmo com todo o poderio ofensivo que tem a França, consegue sair sem tomar gols também nesse duelo para avançar para a final.

?Voz C

Boa, diga, uma coisinha rapidinha para o Linares, que eu adoro essa coisa da Espanha toda. Adoro não, não acho legal, mas eu acho interessante da Espanha toda dividida, parte torcendo contra, parte torcendo a favor. E outro dia até perguntei para o Linares, né, diante de uma seleção muito catalã, ou pelo menos jogadores do Barcelona, 8, é, então, e estamos falando de uma região que não costuma torcer tanto pela seleção, ele falou Não, Madrid, a torcida é muito maior, tal. E agora ele mostrou o, acho que o Mundo Deportivo, né, a capa do mundo.

?Voz B

Foi a mal.

?Voz C

É, a imprensa não embarca nessa coisa catalã? Quer dizer, não tem aquela coisa da imprensa catalã especificamente, né, ou de Barcelona, de repente dá uma capa do Barcelona no meio do jogo da seleção espanhola, no meio de uma Copa do Mundo? Quer dizer, a imprensa não entra nessa de ignorar a seleção porque O catalão em geral não dá tanta importância a ela?

ALAndré Linares

Ignorar a seleção não, Jean, mas sim durante a Copa do Mundo. Enquanto você vai ver, tirando prévia, né, o dia do jogo e o dia seguinte a um jogo, muitas vezes, por exemplo, você vai ver quase sempre a capa do AS e do Marca, né, trazendo os 4 principais. E aí daqui da Catalunya, Mundo Deportivo, Esporte, Os 4 principais esportivos. Então provavelmente o Marca e o AS quase sempre com seleção na capa, mesmo em dias, ah, faz 2 dias que jogou, só vai jogar daqui 2 dias, né, nessas janelas maiores.

E aí sim você vê o mundo deportivo com Barcelona interessado em fulano de tal. Nesse aspecto sim, né, tá olhando um pouco a forma de cobrir durante a Copa do Mundo, mas principalmente ali prévia de jogo, né, o dia ali do jogo e também o pós, né, ainda mais num dia depois de uma vitória, aí sim costuma ter. Mas mesmo assim, mais um pouco mais pulverizado aqui, talvez nessa capa não com bastante destaque, até porque você traz o Lamine Amal depois de uma vitória, né.

Então nem tanto, mas sim entra um pouco, não de fato assim, não de ignorar, né, mas sim de você, se você tiver uma notícia num dia que não tem nada tão destacado da Espanha, você tem uma notícia para dar do Barcelona, mesmo que não seja bombástica, mesmo que não seja algo já garantido, aí vai aparecer sim na capa do Esporte e do Mundo Deportivo.

?Voz A

Valeu, Linhares! É bom descanso, né? Porque agora é só, só a próxima viagem é um trem rápido para Madrid, ou não?

ALAndré Linares

A gente ainda precisa montar os planos agora dessa reta final, mas a princípio, pelo menos no máximo aqui, sem sair da Espanha, né? Já que a seleção chega para essa decisão. E aí até comento, né, porque a gente fala muito desse aspecto também de acompanhamento, por exemplo, aqui na Catalunya. Algumas cidades agora para semifinal, Santa Coloma, Badalona, são próximas aqui também da cidade de Barcelona, já colocaram telão. E a cidade de Barcelona vai ter telão para final.

Era algo projetado inclusive se a Espanha não chegasse na decisão, mas ali no bairro de Les Corts vão colocar um telão no domingo para a torcida agora saber, ainda mais que a Espanha poder acompanhar. E muita gente acompanha, né? O que a gente já falou, Barcelona, ao ser uma cidade também muito cosmopolita, tem muita gente espanhola de fora da Catalunya, tem muita gente também de tantas outras partes do mundo, como eu, por exemplo.

E o pessoal, principalmente os mais jovens, acabam acompanhando mais atentamente a seleção espanhola.

?Voz A

Assim, valeu, Linares, bom trabalho aí. Obrigado, viu, pela correria. Valeu, André Linares. Ó, já já tem o Mário Marra aqui. Vamos ver os números dos 4 jogadores. Oi, oi, diga.

GZGustavo Zuppac

Não, só um detalhe. A gente vive aqui, a gente vive aqui no Brasil, tem a patrulha, né, de que dos brasileiros que não tem o direito de torcer pelo Messi ou de querer que o Messi vença. Enfim, é horrível. Eu queria ver, eu quero ver se a final for Espanha e Argentina, se vai ter essa discussão na Catalunha. Alguns catalães não gostam da sua própria seleção e é o Messi, né? Então vai ser curioso.

?Voz B

É Nápoles 90, né?

?Voz A

Pode ser.

?Voz B

O Maradona disse: o ano inteiro eles te tratam como cidadão de segunda classe e agora eles querem a sua torcida? É, mas é legal. Não, eu queria só destacar antes de mudar de assunto, Alex, e mostrar os números, falar uma escalação da final olímpica de Tóquio, porque ela é muito relevante. A Espanha perdeu para o Brasil nesse dia e ficou com medalha de prata. Mas o time tinha o Naysimón, Oscar Gil, Eric Garcia, Paulo Torres e Cucurelha, Zubimendi, Merino, Pedro, Assensio, Oyarzabal e Dani Olmo. 8 jogadores estão no elenco dos 11 titulares. 4 são titulares: Cucurelha, o Naysimón, o Oyarzabal e o Dani Olmo.

Outros 4 estão no grupo: Eric Garcia, Zubimendi, Merino e Pedro. O Pedro até era titular até outro dia. Técnico: Luiz de la Fuente. Se a gente pega o técnico campeão olímpico, o André Jardim, e fala assim, assume você a seleção principal então, você já tá trabalhando com esses caras e segue o trabalho então. Tipo, ia ter um atentado em praça pública praticamente, né? Mas na Espanha isso parece ser feito com tanta normalidade, né?

Falando, pô, se o cara fez todo o processo, dirigiu esses caras no 17, no 19, no 21, na Olímpica, por que que ele não vai dirigir os caras na principal se ele já tem um trabalho que vem se consolidando, né? Então assim, não é por isso que você vence, mas isso explica muita coisa.

?Voz C

As nossas seleções de base em geral acabam não sendo as mesmas figuras nessa proporção, né, mano? Talvez um pouco por isso que você falou também. Mas se a gente pegar, provavelmente, né, voltar 10 anos ou 8 anos e olhar quem eram os jogadores, a gente vai ver o quanto os caras do Brasil acabaram dos titulares. Olha que maravilha, é brincadeira, hein?

?Voz B

Dos titulares do Brasil, só 2, ó, só Bruno Guimarães e Matheus Cunha tiveram nessa Copa do Mundo.

?Voz C

O que é uma pauta bem montada e uma—

?Voz B

não foi combinado, tá? Nem sabia que tinha essa tela. Não, o Brasil tinha o Santos, Daniel Alves, nosso Nino, Diego Carlos, Arana, Douglas Luiz. É, alguns deles tiveram na briga, mas alguns deles simplesmente desapareceram do radar da seleção. E o Jardim acabou de sair do América do México, a gente foi multicampeão, vai, foi trabalhar agora no no Oriente Médio, mas é um campeão olímpico também. Mas olha que coisa impressionante essa sequência de trabalho dos espanhóis.

Lembrando que a Espanha é atual campeã olímpica, ganhando de quem? Da França em Paris, para confirmar a freguesia. A Espanha de 2024 para cá fez Euro, Nations League, Olimpíada e agora Copa do Mundo, sempre ganhando da França. Então é Pode pôr, não sei como é que é CPF na nota em francês, mas pode mandar pôr.

?Voz A

Ó, falando da França ainda, vamos só para finalizar a França aqui, ó, os números dos 4 jogadores, dos 4 craques da França, você vai ver aí, nós vamos mostrar para você que está nos ouvindo. Fala aí, Léo.

?Voz B

O algoritmo da ESPN é o que conta normalmente com uma parcela da nota do Bola de Prata, tá? Só para explicar. Então seriam essas notas. Todos eles tiveram suas piores notas individuais nessa Copa até aqui. Mbappé e Dembélé completaram o jogo, Olise e o Barcola foram substituídos aí no segundo tempo. E olha aí, números de finalizações no alvo, chances criadas, todos números muito baixos, né, para o volume que a gente tá acostumado a ver a França ter.

A Espanha praticamente não foi incomodada. E destacaria em especial o Olise, cara. O Olise me pareceu um cara que sentiu muito quando as coisas começaram a não dar certo no jogo e foi sumindo do jogo, desapareceu, né? E talvez eu trocasse até mais cedo, mas também considero que o Deschamps se precipitou na volta do Tchouaméni, porque a dupla com Rabiot e Cornet tava muito bem. E aí assim, ele não tem como trocar os dois, né? Até tem, mas como Rabiot tava amarelado, ele acaba trocando o Rabiot.

Mas o melhor teria sido trocar o Tchouaméni. Ele não troca o Tchouaméni porque o Rabiot é quem tava amarelado.

?Voz A

Você tá falando do Olísio? O Mário mandou aqui, ó. Dados do Opta, tá? O Mbappé e o Lise trocaram apenas um passe no jogo contra a Espanha, um contra 66 das primeiras partidas da Copa.

?Voz C

Mas você sabe que eu até, eu escrevi isso depois no Twitter e tal, sem de maneira alguma como uma crítica à decisão do Deschamps no começo do jogo, pelo menos. Eu acho que depois, em relação à substituição, a gente pode sim discutir e tudo mais. Mas olhando para o que foi o jogo, sabendo Qual é a principal força da seleção espanhola? Eu só me perguntei assim, um exercício de imaginação, e que obviamente a gente, eu me perguntei, a gente nunca vai ter essa resposta.

Mas eu só me perguntei o seguinte, olhando para o que foi a partida e pela Copa do Mundo excepcional que fazia o Koné, que acho que até acaba falhando no segundo gol ali na marcação do Dani Olmo e tudo mais, mas pela incrível Copa que ele fazia e por como tava o jogo, eu fico me perguntando como teria sido essa partida se de repente o Deschamps tivesse aberto mão de um cara da frente, do Barcola, por exemplo, que nem fisicamente 100% estava, para colocar um meio-campista a mais, para colocar o Conné.

É claro, eu faço a ressalva aqui de novo, ele ia ser chamado de maluco. Qualquer técnico, né, de uma seleção que tava jogando a bola que a França tava jogando, que tava atropelando os adversários, adversários. Mudar por causa do adversário, acho que ia ser criticado, pelo menos de antemão, dependendo do resultado que viesse. Mas eu não consigo não me perguntar sobre isso. Quer dizer, fala, pô, e se tivesse mais um no meio-campo ali, né, junto com Tchouaméni, junto com Rabiot?

O Cornet estivesse ali, ali de repente abrindo mão do Barcola e jogando com o Olise atrás de 2 atacantes que, convenhamos, não são quaisquer atacantes né, seriam Dembélé e Mbappé. Acho que fica só esse exercício de imaginação, se o Zuca quiser imaginar.

?Voz A

Vamos só abrir aqui, vai pensando. Deixa eu só abrir a janela aqui. Mário Barra também, agora em clima de Argentina-Inglaterra, mas também acompanhou essa grande semifinal ontem. Onde você está? Olha o Mário Barra aí!

MMMário Marra

Opa, tô aqui, tô aqui, tô aqui! Cadê? Tá me vendo?

?Voz A

Sim. Chegou de patinete no estádio? Essa é a pergunta do dia.

MMMário Marra

Não, não, não, porque aqui eu já passei por essa vergonha uma vez. Aqui tem uma área que não permite que estacione. Aí um dia eu vim aqui para fazer o que que era, hein? Acho que era um Faba Forte, não sei. E vim todo faceiro, vim de patinete tranquilo. Aí falei, pô, tô com tempo mesmo, deixa eu estacionar minha patinete aqui e vou deixar ela perto de mim para fazer o programa. Fui para fechar Área proibida para estacionar. Falei, ok, então tá bom, então vou um pouco mais para lá.

Aí anda uns 100 metros, área proibida para estacionar. Resumindo a história, eu voltei quase que do ponto que eu saí, que essa região toda aqui é área proibida para estacionar. Pegando em Inglaterra, ok, seus pais também, tudo de melhor. Ó, tô vendo uma camisa do Liverpool ali.

?Voz A

Mas antes de falar de Argentina, vamos lá, teve jogo ontem, né? Sim, sim. Diz aí antes o que você nos acrescenta de Espanha e França.

MMMário Marra

Difícil acrescentar assim, mas eu acho que essa situação desse, dessa informação aí que até o Jean comentou, de Olise e Mbappé terem trocado um passe, sendo que nos outros jogos trocaram 66, estratégia Eu, Alex, o jogo é um jogo de estratégia. Ah, é claro que de vez em quando tem o acaso, de vez em quando tem arbitragem, de vez em quando tem— sim, isso tudo é verdade, mas ele é um jogo preparado, é um jogo de que os técnicos eles trabalham nisso.

As comissões técnicas são grandes e acho que é uma estratégia muito vencedora do Luis de la Fuente. E se você quiser já um olhar para frente, a Espanha é favorita contra Argentina ou contra Inglaterra. Mesmo entendendo que final é final, os caras vão jogar a vida, tal, tal, tal.

?Voz A

Mas e a Espanha ainda tem um dia de descanso. Fala, Zupac, vamos ainda nesse exercício de imaginar como que poderia a França ter saído desse buraco ontem.

GZGustavo Zuppac

É, no segundo tempo ele poderia, por exemplo, ter pensado antes na entrada do Cherki também, porque tava muito claro que não era um jogo de espaço. A Espanha não estava dando espaço para França, então a França tinha que tentar jogar no espaço mais curto no instante em que ela tinha a bola. E isso o Cherki faz muito bem, isso é o que ele faz muito bem. É um jogador que foi perdendo muita confiança durante a Copa do Mundo, né, perdendo relevância, mas ele foi entrar, eu acho que depois da pausa para hidratação, minuto 70 e alguma coisa, 75, 74, ele poderia ter entrado antes.

Eu acho que de alguma forma o Deschamps poderia ter revisse a estratégia, entendendo o que não tava acontecendo no jogo. A minha leitura é que ele tentou acreditar demais na maneira que a França costumeiramente vence os jogos, mas não era essa maneira que se apresentava ontem. Então, na leitura de jogo, o De La Fuente também foi, foi superior, e o Deschamps vai ter a sua última dança como técnico da França valendo a medalha de bronze. Bom para mim, porque vai ser aqui em Miami E eu vou poder ver isso de pertinho.

?Voz B

Mas o clima aí, esse terceiro lugar, nossa senhora, vai tentar pelo menos artilharia, né? Talvez até numa disputa direta com o Messi pela artilharia histórica das Copas do Mundo.

?Voz A

Ó, a gente tá vendo a festa da Espanha, torcedores espanhóis.

?Voz C

O Bertozzi descartou o Kane na, no quê, no melhor da Copa?

?Voz B

Então, porque eu acho que o Bellingham tá na frente hoje.

?Voz C

Eu também acho, mas é que como tem 2 jogos Ainda, cara.

?Voz B

Não, não, eu tô falando neste jogo hoje. Hoje, se terminasse agora, eu acho que a disputa seria Rodri, Bellingham e Messi. Agora pode acontecer algo.

GZGustavo Zuppac

É tipo, é tipo, lembra do Passa ou Repassa? Que assim, né, a galera tava ganhando toda a gincana do Passa ou Repassa, aí a última prova, que era a torta na cara, valia tudo. Então assim, os 2 jogos que faltam para o Kane e para o Bellingham É tipo torta na cara, assim, é perfeito. Agora já ganha, esquece.

?Voz C

Perfeito. A única coisa que eu me pergunto, Zupa, e dentro de todas as previsões que a gente fazia e que me deixa mais curioso, é a situação do Lamine Amal, porque hoje ele tá muito longe, mas muito longe. Ele era o grande favorito para ser o melhor da Copa se a Espanha viesse a ser ser campeã. Eu tô de acordo com o Marra em relação ao favoritismo da Espanha na final, mas mesmo que a Espanha seja campeã, acho muito pouco provável que ele ganhe o melhor jogador.

Claro que se ele fizer 3 gols na final, aí sei lá, pode ser que a coisa mude, mas hoje é bem pouco provável, né?

?Voz B

Concordo. É assim, acho possível que, por exemplo, o Bellingham ganha o melhor da Copa. Se a Inglaterra for campeã, o Bellingham é o melhor da Copa e o Kane ganha a Bola de Ouro. Se a Inglaterra for campeã, o Kane vai ser a Bola de Ouro. Isso aí para mim já tá muito claro. E acho que de qualquer maneira, com a França fora, ele tá na briga de qualquer jeito, porque é isso, a Espanha campeã, ela não tem um nome de consenso para ganhar a Bola de Ouro.

?Voz A

Não tem o cara, né?

?Voz C

Agora vamos pensar uma outra, uma outra hipótese: Argentina na final, ou seja, Lionel Messi na final, Espanha campeã.

?Voz B

Eu acho que ele concorre, mas não sei se leva. Então é, eu acho que é o cenário mais imprevisível, talvez, pensando em Bola de Ouro assim, uma final Espanha e Argentina. Que eu acho que se a Inglaterra passar para final, eu passo a tratar o Kane como mais favorito ainda para Bola de Ouro, porque eu acho que hoje ele já é, com a eliminação do Mbappé. Para mim, o Kane ganhou, mas a temporada não dá para ignorar a temporada por conta, não dá para ignorar tudo da temporada também.

Vamos lembrar que o Modrić ganhou uma Bola de Ouro sem ser campeão do mundo. É claro que levar a Croácia para uma final tem um peso diferente levar uma Inglaterra para uma final, mas isso foi considerado. A temporada do Kenny foi uma coisa, meu Deus do céu, de outro planeta, cara.

?Voz A

É, o Beli, o recorte dele é a Copa do Mundo, né?

?Voz B

Só lembrando que perdemos a escrita, né, de Bayern e Inter. Eu falei sobre isso segunda-feira, e todas as finais de 82 para cá com jogadores de Bayern e Inter. E agora, como a Espanha não tem nenhum nem outro, e a Inglaterra só tem Bayern, e a Argentina só tem Inter, acabou, acabou, acabou, acabou, acabou a escrita.

?Voz A

Hora de virar a chave.

?Voz C

Oi, diga, Zuma.

GZGustavo Zuppac

Não, o jogo de hoje, o jogo do Marra, jogo lá em Atlanta, ele tem um componente porque ele pode dar a final também um contexto inédito. Eu até cheguei a falar isso no começo da Copa, no começo do mata-mata. A gente nunca teve um técnico estrangeiro ganhando uma Copa do Mundo e o Thomas Tuchel pode. É, todos os técnicos que ganharam Copas trabalhavam no seu próprio país. O Tuchel pode ser o primeiro técnico estrangeiro a ganhar uma Copa e não é um técnico estrangeiro qualquer, é um alemão ganhando a Copa pelo futebol inglês. Então o jogo de hoje vale isso também, essa possibilidade do Tuchel ir à final.

?Voz C

Imagina se dissesse no começo da Copa, Alex, um técnico estrangeiro vai ganhar a Copa do Mundo.

?Voz A

Nossa, atenção aqui aumentar, atenção para esse recorde. Opa, não foi o Carleto. Tchau, Zupac. Boa sequência, espero o Mbappé aí em Miami.

GZGustavo Zuppac

Daí eu assim, eu tô pelo Mbappé versus Messi.

?Voz A

Né?

GZGustavo Zuppac

É o que eu quero assistir no sábado. Espero que, espero que eu consiga.

?Voz A

Um abraço, valeu, valeu! Gustavo Zuppacchi de Miami. Agora vamos virar a chave para Argentina, Inglaterra. Mário Barra, como está o clima aí?

MMMário Marra

Você sabe que hoje, Alex, é o dia mais fresco por enquanto, né? Tá uma temperatura agradável. Deixa eu dar uma olhada aqui quantos graus, mas deve estar uns 23, 24. Claro, mais cedo Atlanta é muito louco, né? Mais cedo já fez um baita de um calor. Nossa, cara, incrível! Tá falando aqui 28, mas não parece de jeito nenhum, não parece. Talvez na cidade, na região que eu tô aqui, não parece de jeito nenhum. Tá bem, bem tranquilo, viu?

E lá é climatizado, né? Dentro do estádio é climatizado, então ninguém vai poder reclamar disso, nenhum torcedor lá de fora por enquanto.

?Voz A

É, e o pessoal tá chegando bem aí, né?

MMMário Marra

Tá chegando, tem bem mais camisa da Argentina. Até porque também o inglês ele tem essa muita coisa com o clube, né? Então você vê camisa de times. Tinha aqui atrás de mim um senhor com uma senhora com a bandeira do Grimsby Town. Então o inglês gosta de trazer essa coisa do clube, clube local dele. Sério, nesse ponto é até mais parecido com brasileiro, né? Brasileiro também sempre vê a gente jogos do Brasil, a gente sempre vê faixas de clubes clubes brasileiros, de camisas de clubes brasileiros.

O inglês tem muito disso, o argentino não. Ele vem, claro que tem camisa do River, claro que tem camisa do Boca. Teve uma briga aqui entre torcedores de San Lorenzo e do Huracán, né, ontem à noite. Mas o argentino, na grande maioria, com camisa da seleção da Argentina, viu, Alex?

?Voz A

E Argentina-Inglaterra, Argentina vem de prorrogações seguidas, vai ser uma dureza hoje. E tem essa, tem a questão física também, né?

?Voz C

É, tem a questão física, tem as questões que o Marco— vai lá, vai lá, vai lá, Marcos.

MMMário Marra

Não, rapidinho, só esse número mesmo, né? Se você observar os 4 semifinalistas, esses 2 foram os que mais jogaram, né? A Inglaterra jogou 1 hora a mais que os outros, e a Inglaterra jogou meia hora a mais que França e Espanha.

?Voz C

É, e acho que também por isso, não só por isso, mas também por isso fica aí a expectativa por mudanças, sobretudo na Argentina, né? O Marra trazia a possibilidade da entrada de um terceiro zagueiro, do Otamendi, no lugar do De Paul. E acho que já falamos bastante sobre isso ontem, né? Eu acho que tem várias razões pelas quais isso faria sentido. Hoje eu tava lendo também a possibilidade de ele entrar sim com o terceiro zagueiro, mas tirar o Tagliafico, né?

E quer dizer, aí ter obviamente o Lisandro jogando mais ali pela lateral esquerda, mas ele resolveria algumas questões, né? Ele resolveria a questão das bolas aéreas em relação à Argentina, né? Então eu acho que, enfim, faria sentido para Argentina mudar muito mais do que para Inglaterra, né? É claro que a entrada do Otamendi vai aumentar ainda mais a média de idade da seleção argentina, e é uma média altíssima já, de mais de 30 anos, mas é um zagueiro que também acho que ele tem que se locomover menos do que meio-campista ou atacante.

Enfim, vamos esperar para ver. Mas é aquilo que o Marra falou, né? Acho que foi anteontem já, ele falava. Mas não, acho que foi ontem mesmo que ele falou, pô, tô animado. Porque também essa questão de esperar as escalações, acho que já é uma coisa legal, né, para a gente ver o que vai ter de elemento novo no jogo.

?Voz B

Também o Marra tá chamando alguém ali, vamos ver enquanto ele chama.

?Voz A

É, te chamando, Félix.

MMMário Marra

O Félix. Félix, vem cá, Félix. Félix trabalha com som aqui na FIFA, trabalha aqui em Atlanta, tá morando em Atlanta tem um tempo. Ele é mexicano, fala português perfeitamente. A gente tá num programa, a gente tá num programa lá no Brasil, chama Futebol no Mundo, é de futebol, muito futebol internacional. E ontem eu fiquei muito curioso, Félix, vou trazer essa informação aqui para vocês, porque a sala de coletiva ontem estava completamente lotada.

Na Argentina eu nem consegui entrar, tinha uma fila do lado de fora. E o local já foi diferente do local anterior, né? O anterior era menor. Como é que foi isso, Motul?

?Voz B

Eu acho que depois de fazer isso tantas vezes, né, a gente olhou isso aí muito trabalhado. Então uma exposição para ter mais convidados, né, para poder fazer mais para vocês, tipo para ESPN, para outras empresas, para que eles possam sentir um pouquinho mais de, você fala, mais confortável, né.

MMMário Marra

Mas ontem superlotou, né?

?Voz B

Acho que ainda assim ficou completamente cheio.

MMMário Marra

É isso. Alex Cisseng, Jean Odi, Leonardo Bertozzi, foi uma grande companhia aqui em Atlanta. O Félix, gente muito boa, que estará ano que vem no Rio na Copa do Mundo feminina.

?Voz B

Não, eu espero que sim. É meu primeiro contrato com a FIFA, então acho que a possibilidade é muita, né, muito grande.

MMMário Marra

Então vai ser bem recebido, vai ser bem Daqui a pouco eu te dou um abraço.

?Voz B

Segura ele aí, segura ele aí, Marra! Segura ele aí, segura ele aí, deixa ele ir embora não! Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, que pergunta se ele é fã do Chavo del Ocho.

MMMário Marra

Perguntar se— perguntou se— ah, falei que era mexicano. Perguntou se você é fã do Chavo del Ocho.

?Voz B

Sim, eu tenho lembranças, né, quando a gente criança, nós assistimos muito esse tipo de programação. Então sim, eu gosto, é uma coisa muito clássica doméstica, né?

ALAndré Linares

Então eu gosto, eu gosto muito.

MMMário Marra

Sim, obrigado, Félix, abração, nos vemos.

?Voz A

Boa, valeu. O seu Madruga, que é mais conhecido como Dom Ramon, né? Dentro do Aliás, falando em México, vamos, vamos para o México. Vamos, vamos lá. Não, é, não, não é México. Vamos conversar com o cidadão mexicano, o novo cidadão mexicano, Renato Senise. Renato Senise não está mais, o coração ainda tá lá, mas o corpo parece que está de volta à Inglaterra, né, né, Renato?

RSRenato Senise

Cielito Lindo continua tocando no meu, no meu, no meu telefone aqui todos os dias, viu? Saudade de México. Mas vou te dizer, tá um clima de México aqui, viu? O Marra falou que não tá tão quente lá. Aqui 30 graus, sol para o padrão inglês. Aliás, é o 11º dia seguido que os termômetros chegam a 30 graus, algo realmente muito incomum e que faz os ingleses saírem cada vez mais cedo do trabalho, ainda mais em um dia como esse, né? Eu estou aqui bem na região central.

Aqui atrás de mim tá a Torre de Londres. Um dos principais pontos turísticos, quase 1000 anos de história. Já foi castelo, já foi prisão, já foi fortaleza, é de tudo. E é hoje onde tá as joias da rainha, estão todos aqui, né, da rainha, dos reis, enfim. E por aqui todo mundo já deixando o seu trabalho para se encaminhar para os pubs. Nessa região aqui tem muitos e muitos pubs, inclusive vou acompanhar a partida de dentro de um pub aqui do lado.

Pessoal já indo, falta aqui um pouquinho mais de 4 horas para o jogo. Mas o pessoal já se encaminhou. Eu imagino como eles estarão na hora do jogo, mas é um clima realmente muito legal, viu? A gente fica brincando do inglês que fica cantando it's coming home, it's coming home. Muita gente vê isso como uma empáfia, mas na verdade eles mais tiram sarro deles mesmos do que é um sinal de soberba. Muito pelo contrário, eles são sempre muito desconfiados da seleção.

Então eles falam, vamos aproveitar cada fase, já estamos na semifinal. Claro que querem passar, querem ir para a final, querem ser campeões, quem sabe. Mas eles realmente aproveitam cada segundo de Copa do Mundo. É sempre assim, começa um clima meio sem clima de Copa, ninguém ligando muito. A Inglaterra vai passando, vai passando. Quando chega na semifinal, o país inteiro para para acompanhar a seleção inglesa. E muita gente aqui, né, a imprensa britânica repercutindo bastante a coletiva de ontem, né, do Thomas Tuchel, com pontos muito interessantes, né.

Primeiro, ele explicou um pouquinho melhor, né, a insatisfação que ele mostrou depois do jogo contra a Noruega, falando que defensivamente vem a Inglaterra melhorando durante a competição, mas que ofensivamente, principalmente contra a Noruega, é um time que apressou muito as decisões, né, com a bola no pé, um time que se precipitou. E ele falou que contra a Argentina esse tipo de coisa não pode acontecer. É um Tuchel que elogiou demais o Messi e falou que pensou até em marcação individual no Messi, mas que parece que mudou de ideia, falou que já identificou alguns padrões de jogo e que, é claro, o problema é que o Messi, mesmo quando você identifica padrões, ele cria outros.

Mas que já consegue ali tentar cercar o Messi na faixa de campo onde ele é sempre muito perigoso. E falou muito das estrelas, né, falando que nessa equipe Inglaterra ele conseguiu instalar um clima de irmandade, brotherhood, como eles chamam aqui, né, um clima de união, que Jude Bellingham e Harry Kane se entendem muito bem, que estão todos com o mesmo objetivo, que não tem ego dentro dessa seleção. E é o que o pessoal aqui na Inglaterra tem visto realmente, né?

A gente vem de gerações muito talentosas da Inglaterra, mas que o pessoal não se dava muito bem dentro de campo. Parece que essa seleção realmente tem um clima muito, muito gostoso, muito leve, e isso tem feito a diferença. Vocês falaram das dúvidas na escalação da Argentina, fica as dúvidas na escalação da Inglaterra, mas porque o Tuchel vem utilizando jogadores diferentes, né? Olha Madueke como titular, Ora é o Saka. Eu arriscaria o Saka contra Argentina, mas não dá para ter certeza.

O Gordon também tem sido titular, mas o Rashford já foi alguns momentos, também fica essa dúvida ali. Mas do resto, né, na espinha dorsal parece que não tem muita dúvida. Quero ver também se o Reece James vai finalmente voltar a ser titular depois de se recuperar, né, de uma lesão muscular.

?Voz A

Fica aí, Cerise. Mário Barra, esse é o momento rádio, né? A gente tá girando, girando. Mário Barra tá com quem, Barra?

MMMário Marra

Tô com um amigo meu aqui, o Seu Antônio. São Antônio é português. Deixa eu te explicar para você porque que São Antônio tá comigo e porque que ele tá com a camisa do Aston Villa. São Antônio, então o senhor tinha um restaurante lá em Londres, é isso mesmo?

SASeu Antônio

Não era no centro de Londres, era em Anfield. Vocês já ouviram falar? E já tínhamos o restaurante. E depois o pessoal do Arsenal ia lá muito, era o pessoal do Arsenal, os jogadores iam muito lá comer pasta, lasanha, todas essas coisas. E muitos jogadores também.

MMMário Marra

Eu só conheceu algum assim mais proximamente, então quase como familiar.

SASeu Antônio

Gilberto Silva naquele tempo, Gilberto Silva, o Henry, todos os jogadores do Arsenal estavam, iam lá. Henry, o Fabríguez.

MMMário Marra

E o senhor estava com a sua família lá? O senhor tem filhos?

SASeu Antônio

Trabalhava com a minha esposa e com os meus filhos, que a minha filha com um filho.

MMMário Marra

Assim.

SASeu Antônio

E aí o senhor conheceu, eu sabia que ele era do Arsenal, tinha 16 anos. O Divo, né? Tinha 16 anos, mas ele é um pouco, ele tinha um pouco de vergonha, né? Ele era tímido, era tímido naquela ocasião.

MMMário Marra

Mas é verdade que ele conheceu a sua filha então?

SASeu Antônio

Foi lá que conheceu.

MMMário Marra

E depois eles se casaram?

SASeu Antônio

Depois começaram a ser amigos, né? Daquela hora começaram a sair.

MMMário Marra

E depois só ficou bravo?

SASeu Antônio

Não, fiquei contentíssimo, porque eu gostava do Arsenal. Eu era um suportador do Arsenal, ainda sou Vila, né? Só depois que ele agora foi para o Vila, sou dos portos do Vila, né?

MMMário Marra

Então tem quantos anos? Vamos resolver essa história. Então tem quantos anos que ele é casado com a sua filha?

SASeu Antônio

10 anos.

MMMário Marra

10 anos. Estamos falando de Dibo Martínez. Tô aqui com o Seu Antônio, que é sogro, sogro do homem, e que conhece ele desde cedo. Ele era tímido então, e ele tá feliz hoje. Como é que ele tá? Só falou com ele hoje?

SASeu Antônio

Não. Hoje não, falei durante a semana, hoje não, mas ele tá muito contente, muito, muito, muito.

MMMário Marra

E o senhor confia que vai ser campeão?

SASeu Antônio

Confio, confio. Sou muito orgulhoso por ele porque ele, ele só pensa agora, está pensando só no time e na família também, mas neste momento tá mais concentrado no time para ganharem, né?

MMMário Marra

Ele fala muito para o senhor sobre a relação que eles têm com o Messi?

SASeu Antônio

Sim, ela é muito, muito amiga do Messi. São muito, muito próximos, muito próximos. O Messi adora ele, porque se não fosse ele no Catar, nunca tinha ganho o Mundial, né? Portanto, ele já ganhou tudo, já ganhou a Europa, Europa lá na Inglaterra, Copa América já ganhou também. Pronto, tem todas as copas.

MMMário Marra

É que a gente no Brasil, Seu Antônio, a gente olha para a relação dos jogadores da Argentina com o Messi E a gente vê que tem uma devoção, que eles amam o Messi, né, que tem uma coisa diferente. O senhor vive isso, né? Agora tem um outro lado, o Messi também tem uma boa relação com os jogadores.

SASeu Antônio

Sim, ele tem boa relação, e o Dibu também tem muita boa relação com todos os jogadores. São todos ali, é um time, fazem festa, dançam quando termina, fazem uma— você de certeza que já deve ter visto nas—

?Voz C

e os churrascos, isso.

SASeu Antônio

Ah, ele gosta muito gosta até de churrasco. Aparelha para ele, ele gosta de assar todo o tempo a carne. Ele é, para mim, é um dos melhores a assar carne. Eu gosto muito, muito, muito. E claro, a carne que ele usa é só carne da Argentina, é muito boa.

MMMário Marra

E amigos brasileiros ele tem, alguns ex-jogadores?

SASeu Antônio

O maior amigo dele agora é o que joga no Arsenal, o Gabriel Magalhães.

MMMário Marra

O Gabriel Magalhães ou Martinelli?

SASeu Antônio

Martinelli. É também é meu amigo, porque muitas vezes vou à casa dele, a família dele, conheço muito o pai e a mãe dela, somos muito, muito amigos. Esperava, o Vila queria o Gabriel, né, o Martinelli, mas ele ainda não sei dizer, depende do time. Eles querem comprá-lo, agora não sei.

MMMário Marra

Vocês querem fazer alguma pergunta para o Seu Antônio aí do estúdio sobre o Dibu Martins?

?Voz A

Eu quero perguntar de que lado ele está, de que lado ele está, porque Porque tá com a camisa de um time inglês, sendo que ele é sogro de Dibu Martínez. De que lado que ele tá hoje?

MMMário Marra

A pergunta que vem, a pergunta que vem do estúdio é: o senhor tá com a camisa de um time inglês, de um grande time inglês, mas o seu, o senhor é sogro do Dibu.

SASeu Antônio

Mais tarde eu vou vestir a camisola, vocês vão ver.

MMMário Marra

A camisa da Argentina.

SASeu Antônio

Eu agora não quero muito, prefiro logo quando for para Para o estádio. Então vamos todos à Argentina, vamos todos.

MMMário Marra

Alguma outra pessoa autora?

?Voz A

Não, só precisamos do celular dele para passar para o Renato Senise, né, que é os personagens que precisamos para o dia a dia.

MMMário Marra

Boa!

SASeu Antônio

Tem mais uma coisa, a minha esposa é brasileira.

MMMário Marra

Opa, espera aí, para tudo! A esposa do senhor é brasileira?

SASeu Antônio

É de Fortaleza, Ceará, mas o estado dela é de Agorabana. Jaguariuana, você soubeu como é o nome? É perto de Jaguariuana.

MMMário Marra

Ah, sim, tá bom.

SASeu Antônio

Norte do Brasil, norte do Brasil, é perto de Fortaleza.

MMMário Marra

Sim, lá no Ceará. Só conhece já?

SASeu Antônio

Sim, sim, já foi 5 vezes lá. Já foi São Paulo, já foi Rio, já foi muitos.

MMMário Marra

O Dibu foi também, não?

SASeu Antônio

O Dibu foi, mas foi só no jogo quando jogaram com o Brasil, mas com nós não. Fomos a família toda, a minha filha filha, todos fomos, gostamos muito, muito.

MMMário Marra

E ele não tem raiva do Brasil, ele gosta do Brasil.

SASeu Antônio

Tem uma sogra também que é brasileira, não tem que respeitar.

MMMário Marra

Seu Antônio, muito obrigado, viu? Prazer, tudo de bom, muito bom.

SASeu Antônio

Um abraço para toda a família do Brasil agora então, que talvez nos vemos lá.

MMMário Marra

Abração, Seu Antônio, brigadão, abraço. Ó, o pessoal tá pedindo para pegar o telefone do Seu Antônio, hein?

?Voz A

Já agora, já agora.

?Voz C

Jaguaraúna.

?Voz A

Jaguaraúna.

?Voz B

Jaguaraúna.

?Voz C

Eu fico imaginando essa família, Alex. Fico imaginando essa família se a gente tivesse na semifinal da Copa Portugal, Brasil, Argentina. Já pensou? Ia ser difícil.

?Voz A

Jaguaraúna, repetindo.

?Voz B

O almoço de domingo, já pensou?

?Voz A

É, que beleza. Jaguaraúna. Personagens para você, viu?

MMMário Marra

E tudo começou com a Itália, né? Pois é, começou com a Itália, que ele tinha um restaurante italiano.

?Voz A

Pois é, é bons contatos para você, viu, Sinise?

?Voz C

Essa não podia estar nessa semifinal.

?Voz A

Não podia estar.

RSRenato Senise

O Alex, você sabe que deu para ver o sogro do Dibu falando que ele era um cara tímido? Eu entrevistei o Dibu Martínez em 2020, numa das fases que ele era sempre emprestado pelo Arsenal, né? E naquela fase foi época de pandemia, então foi junho de 2020, se eu não me engano, que o se machuca contra o Brighton e ele entra e entra bem. Finalmente tem uma chance depois de 3, 4 anos que não tinha chance no Arsenal. E depois desse jogo eu entrevistei ele, fiz uma entrevista de 10 minutos com ele, e ele extremamente tímido, mas muito tímido mesmo, com dificuldade de olhar na cara assim.

Isso 2020. Hoje a gente viu o Dibu Martínez totalmente diferente, né? 6 anos depois, é impressionante como essa timidez foi embora, principalmente dentro de campo, né? Mas fora de campo ele realmente era muito tímido.

?Voz C

Da timidez, e a Marra não é a Marra do Rossumário, né?

?Voz A

É a Marra. Falando no jogo, Marra, agora sim, o Marra, como que você imagina? O Cerise trouxe as questões da seleção inglesa. Como que você acha que a Inglaterra vem para o jogo hoje?

MMMário Marra

Eu acho que hoje Ontem a gente viu controle, hoje a gente vai ver caos. Hoje acho que vai ser um jogo de algum momento de intimidações, de provocação. Acho que vai ter uma chegadinha, uma mordidinha no tornozelo, algo assim. Acho que vai ser um jogo mais tenso, talvez até para expulsões. Argentina talvez mesmo com a linha um pouco mais baixa, e acho que mais posse de bola talvez com a Inglaterra. Argentina precisa cortar a linha de passe, né?

Né, Alex? Isso foi gritante no jogo contra a Suíça. E eu acho que vai estar mais preparada para se defender um pouco melhor. Se não tiver, eu acho que vai correr muito risco. Mas acho que especialmente vai ser um jogo mais caótico. Controle foi ontem.

?Voz B

É, eu acho que a Argentina vai ter que fazer adaptações, porque senão a Inglaterra passa por cima. E acho que os ajustes da Inglaterra, eles são mais de nomes do que de jeito de jogar. É aquela coisa de Saka ou Amadou Eké, né? Acho que é a principal dúvida, porque você tem que pensar que o Saka, aliás, muitos jogadores do Arsenal chegaram abaixo para essa Copa do Mundo fisicamente, né? O Saka não é o único exemplo não, tem vários que estão nessa mesma linha, mas ele é um caso.

Mas eu começaria hoje com o Saka. Por quê? Porque a Argentina é frágil pelos lados. Um time que joga com seus meio-campistas quase sempre por dentro, mesmo que eles fechem o lado sem bola, é vulnerável. E as laterais da Argentina são vulneráveis. Então por isso que eu acho que assim, a Argentina vai ter que fazer adaptações de nomes e de sistema, na minha visão. E a Inglaterra não. Para mim, Inglaterra é uma questão só de nomes mesmo, e essa mesmo assim.

De resto, acho que não tem muito o que inventar, muito o que mexer. O time tá ajeitado, é o coletivo funcionar para que Kane, Bale, Rande decidam. Eles têm 12 dos 13 gols da Inglaterra na Copa do Mundo, né? E o outro gol é do Rashford, que é reserva. Então assim, basicamente o time trabalha para que eles decidam, e tá até agora tá funcionando bem.

?Voz C

É, eu tô com o Léo, e até por isso, né, eu tô muito mais curioso para ver a escalação da Argentina do que da Inglaterra, porque a Inglaterra, assim, você pode ter a mudança de um outro nome, mas a gente sabe o que ela pretende fazer, o que ela vai fazer, do que ela depende. E a Argentina me parece que também tem mais necessidades de ajustes do que a Inglaterra. Repito, eu não acho que a Inglaterra tá jogando muita bola, que a Inglaterra tá fazendo uma Copa excepcional.

Ela tá passando pelas suas dificuldades da maneira que dá para passar, e acho que isso acaba criando uma casca também psicológica, o que é muito importante no caso da seleção inglesa. A gente sabe, né, por tudo que o Senise até já trouxe em relação à própria postura que eles têm, as críticas que muitas vezes são feitas aos jogadores da seleção inglesa. Mas eu tô muito mais curioso para ver qual vai ser a escalação da Argentina, porque essa sim pode ter uma mudança mais significativa.

?Voz A

Se a Inglaterra tiver na final, eu não quero nem ver como vai estar essa cidade, Sinise.

RSRenato Senise

Eu quero estar longe daqui. Aliás, estarei longe daqui, ao que tudo indica.

?Voz A

Ah, é verdade, você não vai fazer a final?

RSRenato Senise

É, é, Gustavo, não vou fazer a final. Estrategicamente escolhida essa data. Só para vocês terem uma ideia, eu, eu tô aqui nessa região central porque tem um pub aqui que é muito legal. Ele tá com todas as bandeiras de todos os países da Copa do Mundo do lado de fora. Eu vou fazer inclusive o jogo lá para mostrar as imagens depois. Só que esse pub fica numa marina que chama St. Catherine's Dock, fica de frente à marina. E aí hoje eu sempre gravei lá, nunca tive nenhum problema.

Hoje eu montei para gravar lá, veio um segurança da marina, falou: isso aqui é uma terra privada, você não pode gravar aqui. Eu falei: mas eu tenho autorização do dono do pub. O dono do pub inclusive saiu para conversar com ele, falou: não, não tem jeito. Então imagina na final, na final eu não vou poder apontar minha câmera para lugar nenhum. Depois esse lugar foi expulso de outros dois lugares. Então a Inglaterra nesse momento assim fica difícil de trabalhar, até num pub que você tem autorização para gravar eles dificultam a sua vida.

E outra coisa, né, aí eu tô nessa região central aqui, já parei assim 4, 5, 6 pessoas, não tem nenhum inglês para falar aqui porque é um ponto mais turístico. Então é Nessa região aqui tá difícil de encontrar inglês. Se Inglaterra passar para a final num domingo, isso aqui vai estar um completo caos, vai estar uma loucura. Confesso que eu até gostaria de estar aqui presente pela bagunça, mas trabalhar já não é tão fácil, viu, Alex? Eu preciso estar no Brasil.

?Voz A

Os amigos do pub, né? Ele quer, prefere não trabalhar. Os novos amigos do pub. Trabalhar, ele vai largar a bomba para o João Castelo Branco. Tchau, Zezé! Bom trabalho!

RSRenato Senise

Trabalhar um pouquinho também, né?

?Voz A

Também tá sumido, né?

RSRenato Senise

Valeu, companheiros, tá sumido. Bom fim de programa para vocês e vamos ver quem passa, né? Eu, eu confesso que eu tô bem dividido para essa, para essa semifinal aí. Não sei para quem, nem para quem torcer, eu diria, viu? Sempre torço para o Sul-Americano, mas os argentinos também, os chatos também. Vamos ver quem passa.

?Voz A

Abraço para vocês, valeu, Renato Seridi, sempre aqui no Futebol no Mundo. É sem palpites hoje, né? Sem palpite, não tem o Rófio para a gente provocar, né?

?Voz C

É, acho que Acho que não precisamos, não precisamos. Eu acho que assim, o favoritismo, eu até falei isso antes das duas semifinais, que eu via o favoritismo da Inglaterra como maior em relação à Argentina do que o da França em relação à Espanha, né, que a gente viu que de fato não se confirmou. Então vamos ver. Também acho que a outra semifinal, por mais que Paulo Calçade afirmasse peremptoriamente que a Espanha era favorita. Na outra semifinal, a favorita não avançou. Então esse favoritismo da Inglaterra também é questionável.

?Voz A

Queremos um grande jogo com prorrogação, com muita coisa. Só isso que nós queremos.

?Voz B

Vai atrasar a linha?

?Voz C

Vai.

?Voz B

É, então não tem problema. Que a Inglaterra, que a Argentina tem que cortar a linha de passe. Eu falei, uai, não, pô, tem que deixar a linha de passe, Marra. Vai, vai.

MMMário Marra

É verdade, é verdade. Se é para cortar, corta outra coisa. Só uma coisa, eu acho que a gente tem que ficar muito atento que alguma coisa diferente tá acontecendo hoje. Renato Cerise se despediu e não falou a gente vai se falando.

?Voz B

É verdade que a gente não vai se falando, ele vai embora, ele vai embora de vez.

?Voz A

Ele tá vendo passagem já para amanhã, depois de amanhã. Pós-méxico tá pesado, tá pesado, tá pesado, que ele vai matar, ele vai, vai vai curar isso aqui só no Brasil.

?Voz B

Ah não, mas aí tudo bem, aí com o Brasil, com os amigos. Aliás, temos que combinar uma grande confraternização pós-Copa com todo mundo que estiver aqui, esperar Mário Marra voltar.

?Voz A

E sem Gustavo Hoffmann, né?

GZGustavo Zuppac

Sem Hoffmann.

?Voz B

Ah, ele vai, o cara resolveu tirar férias antes da final. Eu nunca vi isso acontecer na minha vida, cara.

?Voz C

Churrasquinho lá em casa, aquele com Paulo Andrade. Paulo Andrade no restaurante, fechou já.

?Voz B

Churrasquinho no churrasquinho.

?Voz A

Aproveitar que ele tá por aqui também. Fechado. Mário Marra, bom jogo, hein?

MMMário Marra

Abraço, companheiros, bom jogo para vocês também. Isso, sem cortes no Linha de Passe.

?Voz A

E amanhã aqui, tá? Por favor, firme e forte na onda do esporte. Valeu, Barra! Já caiu.

?Voz B

Vou contar um bastidor então, já que estamos falando de bastidores, né? Ontem era minha folga, né? Aí recebeu uma mensagem dos amigos do consulado francês falando, puxa, a gente gosta muito do trabalho de vocês e tal, e a gente vai fazer uma exibição aqui. Porque era 14 de julho, era data nacional da França, Dia da Tomada da Bastilha, né, o nosso 7 de setembro, 4 de julho dos americanos. Então, pô, grande, né? Então falei, vem aí ver o jogo e claro que você tá convidado para festa, né?

Chique, hein? Falei, fantástico. Já tá a festa, já tava a festa, já tava, né, tudo pronto, tudo lá bonitão. Tá nos meus stories até, tudo enfeitado, bandeiras, bandeirolas, né? E chegamos lá, bom, aí 1 a 0, 2 a 0, o pessoal tá chegando para festa e tal. Aí eu falei, o que que eu faço agora, né? Eu saio de fininho porque a única razão que eu tô aqui é pelo jogo. Talvez eles tenham convidado para festa por educação. Falei, ah, quer saber, vou ficar.

E fiquei, né? No final das contas, todo mundo se divertiu, esqueceu o jogo, né? Comemorou a data. Mas vamos combinar que em algum momento a festa virou um enterro.

?Voz C

É difícil, a festa é complicada.

?Voz A

Até porque na França tá rolando também, além da semifinal da Copa do Mundo e tal, teve o Tour de France também, que você acompanha aqui nos canais ESPN, um dos grandes eventos mundiais, tá? Não é só futebol. O Tour de France é um dos grandes eventos mundiais. Por favor, não desprezem esses eventos, não é só sobre futebol.

?Voz B

Mas obrigado pelo convite, viu, consulado francês? Podem chamar sempre, com jogo, sem jogo, porque foi uma honra.

?Voz A

Chama a gente também, por favor. Esse recorte, tá? Esse recorte para o histórico também.

?Voz B

Pode chamar todo mundo, por favor. Até amanhã, até amanhã. Daqui a pouco tem Mundo F para fazer a prévia e depois o Linha para fazer o pós.

?Voz A

Que horas? Não sabemos. É às 6 ou às 7?

?Voz B

O Mundo F às 2:30. Daqui a pouquinho, talvez às 6, 6:30.

?Voz A

Linha de passe assim que terminar o jogo, assim que a bola parar de rolar. Linha de passe, já tradição há tantos anos aqui na ESPN. Até a semana, né?

?Voz C

Até a semana, até a semana, durante a semana.

?Voz A

Sim, você tem que vir mais vezes para ser dispensado na segunda. Vamos, nós vamos juntos até segunda-feira, tá? Segunda-feira tem um programa especial para fechar, para fazer o balanço da Copa do Mundo.

?Voz C

Segunda e quinta, é isso?

?Voz A

Segunda e quinta, o habitual. Tchau, Brasil, até amanhã! Boa semifinal!