Futebol No Mundo na Copa #608: Chegou a hora da verdade - França x Espanha | Mbappé x Yamal
No Futebol no Mundo desta terça-feira (14), nossa equipe traz TUDO sobre o jogaço na semifinal entre França x Espanha. O duelo épico entre Mbappé x Yamal! Também tem um esquenta para Inglaterra x Argentina, que decide a outra vaga na final da Copa do Mundo. Quem passa? Vem com a gente, fã do esporte!
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Alex Seng
Bira Leal
Jean Odi
Mário Marra
André Linares
Gustavo Hoffmann
Renato Sinise
- Jogo França vs SuéciaFavoritismo e prognósticos · Mbappé · Lamine Yamal · Estilos de jogo · Escalações prováveis
- PIX na ArgentinaFormação com 3 zagueiros · Otamendi · Lisandro Martínez · Duels aéreos · Condições físicas da Argentina
- Seleção Basca: Manifestação e HistóriaManifestação na fronteira · País Basco · Euskadi · Euskal Herria · Idioma Basco (Euskera)
- Argentina x Inglaterra: Análise de JogadoresMessi e sua intensidade em campo · De Paul · Depay · Jude Bellingham · Harry Kane
- Rivalidade Brasil x Argentina no futebolGuerra das Malvinas · Histórico em Copas do Mundo · Comportamento das torcidas · Ilhas Geórgia do Sul
- Política e Independência: Espanha e KosovoReconhecimento internacional · Movimentos independentistas · Catalunha · Galícia
- Seleção Basca: Possível EscalaçãoJogadores bascos · Didier Deschamps · Bixente Lizarazu
- Logística e Desgaste Físico na CopaViagens e deslocamentos · Estádios climatizados · Tempo de descanso entre jogos · Média de idade das seleções
Alô, Brasil! Para você que é fã de esportes, podcast futebol número 1 está no ar. É um pequeno contratempo técnico aqui, mas estamos no ar com o dia 34 da Copa do Mundo. Falta uns 34, né, Bira? Faltam 5 dias, né, para acabar. Quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. Faltam 5 dias para terminar a Copa do Mundo. Enfim, teremos bola rolando, dia de semifinal, dia de França e Espanha. Jogo em Dallas às 4 da tarde. Vamos falar muito, vamos conhecer hoje o primeiro finalista da Copa do Mundo, França ou Espanha, hein? Enquanto vocês trocam, fica aqui. Que é isso? Vocês estão trocando figurinhas?
Na verdade, a gente tá terminando uma troca, começou alguns dias atrás.
Exatamente, tô só devolvendo para o Bira as figurinhas que ele tem.
De onde? Como você está, Jean?
Tô bem, tô bem.
Respira, respira.
Tô andando correndo um pouco, sabe, Alex? Mas tô bem aí. Dia importante, né? Dia do jogo talvez mais esperado dessa Copa do Mundo. Não vou dizer mais esperado do que a final, mas era o grande jogo, o jogo entre as duas principais seleções da Copa antes do campeonato começar, daquele campeonato começar, como se diz, né, por aí. E vamos lá, vamos lá, vamos falar desta partida.
Eu pensei que era só Mário Marra que corria.
É, pois é, o Donk também.
O Donk tá aqui, o Jean mostrou ser um maratonista, né?
Pois é, você vê que assim, no Dia Mundial da Corrida ele até postou o Fábio correndo na rede.
É só para dizer que ele chegou correndo.
Agora, sobre esse jogo ser o mais esperado, esse é o jogo, convenhamos, vai. Quem resolveu fazer aquele bolão de Copa do Mundo da forma, sem querer ficar querendo inventar muita modinha, fazendo um negócio mais normal assim, em 80% dos bolões marcava hoje Espanha e França.
Isso era na semifinal, quer dizer, era mais esperado mesmo.
Brasil e Argentina, as pessoas ficavam meio assim, mas o Espanha e França, esse muita gente achava que o Brasil ia cair mais cedo, de repente desconfiava da Argentina. Espanha e França nesta semifinal tava no bolão de 80% das pessoas que não quiseram inventar moda. É isso, é que sempre tem aquele, ai não, mas sabe uma coisa, eu vou colocar Noruega em primeiro no grupo, é França em segundo, porque daí só para dar aquela, daí tudo bem, né, a galera que quis inventar um pouquinho.
É, eu até podia inventar com Uruguai em primeiro, Espanha em segundo.
Ah, mas aí é conveniente.
Agora você tá falando no depois.
Não, não, não, eu já achava antes. O Uruguai, os cara tava se matando lá antes da Copa começar.
Espanha e França. Deixa eu ver, Gustavo Hoffmann, onde você está? Abrindo a janela pro Gustavo, que estará nos jogos daqui a pouco. Por enquanto, com a internet absolutamente perfeita, você vê com essa paisagem, né? O Gustavo também deu uma corridinha, não é só o Jean e o Marra que corre, né, Gustavo?
Eu corri tanto que eu vou tirar o casaco.
Buenos dias, bonjour, diretamente de Arlington, região metropolitana de Dallas. Aqui atrás o AT&T Stadium, casa do Dallas Cowboys na NFL, e palco hoje desse jogaço entre Espanha e França, semifinal da Copa do Mundo. O jogo tão aguardado deste Mundial entre as duas seleções que entraram na competição como as duas grandes favoritas, confirmaram favoritismo até aqui E agora se enfrentam em um duelo de estilos também. O jogo, para mim, sem favorito, mas eu sei que eu não faço parte da maioria nesse palpite.
É, não, não faz, não faz, não faz. Até porque ele falou que o favorito era a França, né? Vocês não concordam com ele, né?
Ele falou que era, na verdade, ele falou que era a França. Ele não chegou a afirmar. Quem afirmou que a favorita era a Espanha foi o Calçade, não foi o Gustavo, não foi o Gustavo.
Mas ele tem esse sentimento.
Ele tem, não sei se é 50/50, e o meu palpite é que avança a Espanha. A gente vai debater isso, né? Então desculpa, já vai você, depois eu coloco todos os meus argumentos.
Eu quero dizer que a França é favorita e muito favorita, mas enfim, tudo bem.
É, eu acho a França favorita, mas não imagina que é muito favorita. Eu acho que é muito pouco favorita, mas eu acho que é favorita pelo que mostrou até agora e também porque a Espanha não tá, né, no seu máximo do ponto de vista físico. Eu acho, eu tanto que eu pus no meu bolão Eu pus Espanha campeã, mas ali eu contava com Lamine Yamal 100%, eu achava que o Nico ia jogar mais do que tá jogando, né, em quantidade. Então ali eu vi a Espanha até como favorita.
Hoje eu vejo a França como favorita, tô contigo, mas não acho muito não. Eu acho que a Espanha tem condições de endurecer muito o jogo.
Mas eu quero, mas assim, no final das contas nós queremos duas prorrogações hoje, amanhã.
É, eu tô dando 55-45 em favor da França, até para não ficar muro. Mas antes da Copa, ou com a Espanha completa, nas melhores condições, talvez fosse exatamente o oposto, 55-45 para a Espanha. Mas assim, a Espanha passar é plenamente possível. É que eu ainda não tô sentindo essa energia toda na Espanha, e a França tá muito bem. Agora, se tem um time capaz de parar a França, para mim, Espanha, muito mais do que Inglaterra e Argentina.
É claro que se a França for para a final contra Inglaterra, contra a gente, pode ser que ela perca. Mas eu acho que a Espanha é a seleção que— a Espanha, mesmo Espanha de hoje meio baleada, É a Espanha que tem mais condições de causar um problema para França, que ela joga de um jeito diferente que pode anular a França, e a França fica travada no jogo.
É engraçado isso, né, Bira? Porque eu tô plenamente de acordo com você, e sempre falei isso, que para mim, se tem alguém que pode tirar a França, é a Espanha, pela questão, né, do tipo de jogo, e sobretudo se o Real Madrid tiver bem. Agora, ao mesmo tempo que eu vejo que isso pode acontecer e que eu até apontava a Espanha como favorita no começo da Copa, né, antes de saber das condições físicas exatas dos caras. Eu acho que para Inglaterra ou para Argentina é bem melhor pegar a Espanha do que pegar a França.
Quer dizer, é isso, eu acho, eu acho curioso, mas isso a gente deixa para discutir antes da final.
Eu tenho dúvida porque a Espanha tira a bola do adversário, e se tem um time que só— a França pode ter esse problema justamente. Agora, se tem um time que pode ficar sem, que vai, senão Alex me mata, fica se esgoelando sem a bola, é a Argentina.
Vamos ver, que temos a semifinal amanhã. Ainda, o Gusttavo, você acompanhou os preparativos, né, na véspera das duas seleções? Bom, vamos lá.
Primeiro, só para deixar já minha opinião com argumentos, é, para mim não tem favorito no jogo. A França é a seleção que melhor jogou futebol na Copa do Mundo, mas na sequência vem a seleção espanhola. O histórico recente a favor da Espanha e o estilo de jogo espanhol fazem com que eu coloque que o jogo não tem favorito. Essa é a minha análise técnica fria da partida. De verdade, eu não acho que tem favorito. Acho que vai ser um jogo no qual as duas seleções vão sofrer, as duas seleções vão sofrer.
Vai ser um jogo de muita alternância, não vai ser um jogo de controle absoluto, por exemplo, da Espanha. Acho que a França vai agredir muito também, evidentemente, a seleção espanhola, porque muita gente pode projetar, não, a Espanha vai ter bem mais posse de bola. A Espanha vai ter mais posse de bola, mas vai ser alternância. Sabe aquele gráfico da FIFA que mostra o momentum, né, que eles colocam da partida? Vai ser lá e cá, lá e cá.
Eu tenho convicção sobre isso. Mas pelo estilo de jogo da Espanha e o retrospecto, para mim o confronto entre equilibrado. O meu palpite, pelo que a Espanha tem jogado e crescido na competição, é que a Espanha avança. Mas evidentemente qualquer coisa pode acontecer no jogo de hoje. Só não acho que haverá uma vitória fácil, isso eu acho que não vai acontecer. Uma vitória fácil da França ou uma vitória fácil da Espanha. Duvido. Para mim vai ser um jogo bastante equilibrado até o fim, com, acho que com grande probabilidade de prorrogação também.
Preparação das duas equipes, Alex, a gente tem dúvidas, tá cedo ainda, né? São 10:13 horário de Dallas, meio-dia e 13 horário de Brasília. O jogo acontece só às 2 da tarde aqui em Dallas, não é 2 da tarde aqui, 4 da tarde no Brasil. É isso, né? Não tô me confundindo em horário não. E há dúvidas nas duas equipes. Ontem nas coletivas de imprensa, os técnicos evidentemente não adiantaram escalações. Na França, o Reliant Tchouaméni deve permanecer no banco, não jogou as últimas partidas, se machucou.
Conné ao lado do Rabiot é a tendência no meio-campo. A dúvida se joga no ataque, formando quarteto ofensivo, o Doué ou Barcola. Mbappé, Olise e Dembélé evidentemente confirmados. A linha de defesa não tem nenhuma dúvida também na seleção francesa. Do lado espanhol, É, falei até ontem no Linha de Passe, né, o Luiz de la Fuente, ele me deixou com uma pulga atrás da orelha, porque todo mundo vinha imaginando e projetando a repetição da escalação, ou seja, manutenção do time que venceu a seleção portuguesa e a Bélgica também, com Baena e o Dani Olmo formando um quarteto de meio-campo.
Com, aliás, contra Portugal foi o Rodri, foi o Pedro titular, contra a Bélgica, ele mudou, entrou o Fabián Ruiz ao lado do Rodri. Então assim, todo mundo imagina que esse time vai ser mantido com Fabián Ruiz ao lado do Rodri, e aí o Dani Olmo, Baena, com Mikel Oyarzábal e o Lamine Yamal. Mas ontem na coletiva de imprensa, Luiz de la Fuente, ele me deixou com essa pulga atrás da orelha, porque quando questionado: joga Pedri ou joga Fabián Ruiz?
Ele falou: ué, eu posso começar com os dois. Ele falou em tom de brincadeira, mas eu falei, será? Porque esse encaixe faz sentido para mim. E aí eu acho que sobraria para o Dani Olmo, que é o meia por dentro mais avançado. Baena tem uma função importante do lado esquerdo. Até no EsporteCenter o Jailson falava, será que o Dani Olmo não pode ir para esquerda e sobrar para o Baena? Eu acho que se acontecer uma troca, sobraria para o Dani Olmo.
Mas de qualquer modo, mais provável ainda é a repetição da escalação que venceu a Bélgica, ao menos do time titular.
Não faz tanto sentido ficar mexendo muito nessas horas.
É, eu confesso que eu imaginei que ele fosse repetir o time do último jogo, de fato, com entrada do Fabián Ruiz no lugar do Pedri. Até porque o Pedri ainda não entregou, né? Eu acho que esse é o ponto. Obviamente o Pedri jogando o seu máximo, Pedri no seu auge, não poderia ficar de fora da seleção espanhola, mas ele não tem jogado tanto. Eu tô de acordo com o Gustavo em relação ao Baena, que acho que é importante, faz um papel importante ali.
Eu sei lá, eu nem sabia, confesso que eu não tinha visto esse trecho da entrevista do De La Fuente, mas se eu tivesse que apostar nesse momento numa escalação, eu acho que ele vai repetir a do último jogo mesmo. Pedro começa no banco, até porque eu acho que faz mais sentido você ter o Pedro no banco, né, como um cara que a hora que sai do banco de repente não mete tanto medo quanto o Merino, é verdade? Vai lá, vai lá.
Eu acho que faz mais sentido o Pedro de titular do que no banco. Pedro, eu acho que não é um jogador que muda a partida, ainda mais projetando o roteiro que a gente pensa, né? Uma mudança eventual para Espanha seria tá atrás do placar, precisa deixar um time mais agressivo. E o Fábio Ruiz tem uma chegada mais forte à frente, o Dani Olmo evidentemente tem uma chegada mais forte à frente. Então, sendo objetivo aqui, se eu Se eu fosse o Luis de la Fuente, né, eu começaria o jogo com o Fabián Ruiz, Dani Olmo e o Rodri.
Deixaria o— desculpa, é o Rodri, Pedri e o Fabián Ruiz. Começaria com o Dani Olmo no banco para ter mais ainda controle de meio-campo, tentar surpreender um pouco mais a França nesse sentido e ter uma arma importante no banco como é o Dani Olmo, assim como o Merino também que você citou.
A questão para mim é que o Fabián Ruiz, ele vai começar jogando. Eu acho pouco provável que ele não seja titular. Então o quê, vai tirar o Dani Olmo? Eu não sei, eu acho que o Pedrinho não tá justificando, né? A minha questão é essa, o Pedrinho não tá justificando. Acho que escolhê-lo como titular para esse jogo é muito mais uma crença no potencial do que uma crença, do que uma aposta naquilo que ele tem mostrado na Copa do Mundo.
Então não sei, eu acho que a gente vai saber daqui a pouco, mas se eu tivesse que apostar, eu apostaria na repetição do último time, mantendo o Omo, mantendo o Fabián Ruiz e mantendo o Baena também.
O meu palpite é que ele vai manter o time, mas eu até entendo um pouco ali de raciocínio do Gustavo, porque esse é o primeiro jogo que a Espanha pega contra um adversário em que talvez a Espanha tenha que priorizar a capacidade de controlar o jogo ao invés da capacidade de penetrar na defesa adversária. Porque a Espanha pegou adversários que ela sabia que iam tentar se defender contra ela, é que aí Cabo Verde, Arábia Saudita, Uruguai, todo mundo assim vai.
No máximo Portugal é uma seleção que ela acha pudesse atacar ela, ir para cima. E então a Espanha priorizou Dani Olmo porque é um cara que dá muito mais essa capacidade de entrar numa defesa fechada, porque ele é um cara que fica ali, é um cara que tem essa vocação de ser esse articulador bem mais enfiado, quase como vai um ponta-de-lança, como se usava antigamente, né? Agora, contra a França é o contrário. Contra a França, a Espanha não tem dúvida que assim A França vai ter que agredir, vai agredir ela também, a França vai atacar.
E talvez a capacidade de não deixar a França jogar seja tão importante quanto a capacidade de entrar na defesa francesa, coisa que não era um cenário que a gente vê nos outros jogos. Eu até acho que ele vai com o que ele vem jogando, porque é mais óbvio. O Pedro não tá grande coisa, é o time que tá jogando, você não fica querendo mexer muito, dar uma de professor Pardal em cima da hora. Mas eu entendo a linha de raciocínio. Se ele for com essa, eu acho que eu vou entender qual que foi a ideia dele nessa mudança.
Mas é engraçado que na Espanha, no fim das contas, né, ao contrário de outras seleções, que você não tem essa coisa que se alguém sair, né, e até pelo que eu— claro que o Yamal é o cara que mudaria muito e que acho que baixaria muito a capacidade de decisão da seleção espanhola, mesmo ele não estando 100%. Não estando no máximo. Mas é engraçado como eu pego a gente aqui discutindo, ah, vai jogar o Dani Olmo, vai jogar o Pedro, vai jogar o Fabián Ruiz, vai jogar o Bailly.
No fim das contas, isso é um mérito da Espanha, eu acho que não é um demérito, é a força do conjunto, é a força do time, é a maneira de jogar que é o grande trunfo da seleção. A gente não olha para essa seleção dizendo que se um desses caras porventura estivesse de fora por razões físicas, Ia ser um desastre, como seria, sei lá, para Inglaterra perder o Bellingham, só para citar um exemplo.
Ou Argentina perder o Messi.
É, ou Argentina perder o Messi. E na França, a gente só não seria um desastre perder ninguém, quer dizer, um jogador específico, porque é tanto reserva bom e é tanta opção de jogador decisivo no mesmo nível que eles acabam não sentindo.
França e Espanha, 2 da tarde em Dallas, 4 da tarde aqui no Brasil. André Linares, abrindo a janela para ele. Onde é isso que nós queremos saber? Você está, você está na França ou você está na Espanha? Que bandeira é essa, ô Linares?
E também no País Basco. Grande abraço, Alex. Grande abraço para todo mundo aí no Brasil. Bom, nesse exato momento tô na ponte que é a fronteira entre os dois, né, entre aqui a província de Guipúzcoa, cidade de Irun na Espanha e a cidade de Hendaye aqui na França. Fronteira entre os dois países, é só cruzar a ponte, viu? Não tem muito segredo, não tem nenhum controle. Cruzou a ponte, você tá na França. Cruzou a ponte, está na Espanha.
E nesse momento, o que que a gente tá acompanhando aqui? Uma manifestação em prol da seleção basca. Alex, aqui do quadro, um instante, vocês poderem ver um pouco melhor. É uma manifestação em prol da seleção basca, justamente aproveitando que hoje tem um França-Espanha. Estamos aqui na fronteira, essa é uma das pontes aqui que liga a França com a Espanha. Então essa manifestação em prol da seleção basca, eles querem que a seleção basca, que inclui não só a comunidade autônoma, né, do País Basco aqui na Espanha, mas também parte basca da França, mesmo ali de Navarra, que possam competir não apenas em amistosos, mas também em torneios, né, que é poder jogar, por exemplo, uma eliminatória de Copa do Mundo, né.
E é essa manifestação que tá acontecendo agora. A gente vê as bandeiras aqui da comunidade autônoma do País Basco. E muito curioso, né? A gente veio aqui muito pensando no ambiente, na curiosidade de estar nesse França e Espanha, e a gente tá vendo aqui essa manifestação em prol da seleção basca, né? Deles poderem montar a seleção deles e competir, né? Tem Oi, escuta, escuta.
Não, deixa eu só te perguntar uma coisa. Eu vou te contar uma coisa, que eu tenho um amigo que mora em Barcelona. E aí a gente tava aí num churrasco no final de semana, tal, e eu falei para ele, cara, e falei da sua pauta, né? Falei, pô, a gente tem o Linares que mora em Barcelona e que vai para fronteira dos dois países no dia de França-Espanha. Vai ser bem legal, pauta legal, ideia boa. Aí ele falou, é legal, O legal é que ele vai para um lugar que ninguém vai torcer para a França e ninguém vai torcer para a Espanha. E pelo jeito é isso mesmo, né?
Sim, sim. Não, a curiosidade no final das contas é muito essa, né? Porque a gente tá numa fronteira de dois países que hoje estão disputando uma final, uma vaga para a final da Copa do Mundo. E é muito desse aspecto, né? Quem, digamos, primeiro para quem acompanha mais futebol, porque aí também tem outros esportes que aparecem muito, né, por aqui que às vezes o pessoal também não é necessariamente o primeiro que vai aparecer, vai ser o futebol.
Vou voltar aqui para frente do quadro para falar com vocês enquanto o pessoal tá passando aqui para dar sequência à manifestação. É uma manifestação bastante pacífica, bastante tranquila, né, mas aproveitando esse momento desse França e Espanha. E é muito nesse aspecto, né, de muitos torcedores não tem— até a gente tinha comentado outro dia, né, a gente perguntava também na Catalunya como que era a relação dos catalães de várias gerações ali, que não é uma relação próxima em geral com a seleção espanhola, mesmo com tantos jogadores catalães, mesmo com tantos jogadores do Barcelona, mesmo os não nascidos, né, também na Catalunya.
E é um pouco do que a gente vê também por aqui, exatamente o que teu amigo falou, é a realidade justamente daqui de onde a gente tá, né, na fronteira, justamente nessa parte que é do País Basco, né, na província de Guipúzcoa. E segue a manifestação por aqui, interessante esse momento. Depois até já combinei com o porta-voz para poder conversar com ele, entender um pouco melhor a ideia, né, o conceito. Mas estão aqui com a manifestação, vou mostrar um pouquinho mais da manifestação enquanto converso com vocês também aqui.
O pessoal tá tomando, parece que tá tomando sol, né, não parece uma manifestação, né, Gustavo?
Não, é bom, eu não tô com as imagens aí, mas até para explicar isso que o Lináris citou rapidamente até, né, porque o País Basco como a gente conhece ele é mais complexo, né? Em basco você tem dois termos para se referir ao País Basco, como eles entendem como nação, né? Euskadi e Euskal Herria. Euskadi é a Comunidade Autônoma do País Basco, que o Linário citou, que é basicamente o estado constituído dentro da Espanha. Mas Euskal Herria se refere ao Estado Basco Cultural acima de tudo, que é o Estado Basco considerado pelos, pelos mais radicais, digamos assim, que aí se inclui toda essa região da Comunidade Autônoma do País Basco, parte de Navarra e parte do sul da França.
Então, assim, é comum você ver em bandeiras esse escrito, né, Euskal Herria, né, que se refere a isso, a um Estado Basco muito maior do que apenas o Estado Basco constituído dentro das leis espanholas, o que é a comunidade autônoma hoje. A comunidade autônoma é a mesma coisa que os nossos estados, para fazer uma comparação bem objetiva.
É para ter uma seleção, eles querem, querem participar de torneios, tal. Mas será que a gente consegue? O Linás continua com a gente acompanhando ali, extremamente pacífico, né? É como se fosse uma manifestação na Avenida Paulista, né? Mas assim, é o dia importante para chamar atenção, é isso que acontece. Agora, para, ô Bira, vamos escalar, vamos escalar uma possível seleção básica. Vamos lá, o que que dá, o que que nós temos hoje na Espanha, é, ou, né, vamos, nós vamos explicar porque tem um jogador no meio dessa, dessa escalação que dá para montar uma seleção básica digna de participar de competições.
Vamos lá, e talvez fosse a melhor seleção de região espanhola, ainda que nessa daí não tenha só jogadores espanhóis. Acho que hoje a seleção basca seria melhor que a catalã. Mas, ó, Unai Simón, Bertiche, Laporte, Iñigo Martínez e Vivian, daí Zubimendi, Merino e De Arrascaeta.
Opa!
Aí o asterisquinho. Nico Williams, Oyarzábal e Iñaki Williams.
Por que o Arrascaeta?
Porque é só de olhar o nome dele, você já sabe que é um nome basco. Esses nomes Arrascaeta, Aguirre, São todos nomes de origem basca, né? Ureta, nomes assim. E tem muito jogador latino-americano de origem basca, mas no momento o único que tá bem é o de Arrascaeta. Outros assim, acho que vai o Diego Aguirre, hoje técnico do Peñarol, é de origem basca. Tem vários ali, mas o Arrascaeta é o que dá para entrar.
Já houve sul-americano na história do Atlético, venezuelano, Amorebieta.
É esse time, quem escalou? Quem escalou? Foi você, Biro, ou foi o Gustavo?
Eu não sei, assim, eu recebi a única, minha única contribuição aí foi o Vitão, editor do programa.
Ele que mandou bem demais essa escalação.
Única contribuição minha foi no técnico que tava, o Naím Eri. Eu sugeri o Didier Deschamps, porque o Didier Deschamps é Vasco. Sim, o Didier. E assim, o Naím Eri para mim é um técnico melhor que o Didier Deschamps, tá?
Mas por isso eu votei no Naím Eri.
É, a minha questão do Didier Deschamps é porque, bom, primeiro para colocar um francês a mais no time, para mostrar que o País Basco também vai para frente. E ele é o técnico da França na Copa, né? Então ele é um cara que está envolvido diretamente na Copa do Mundo neste jogo. Mas é mais assim como, como para lembrar isso, né? O Deschamps é basco.
Uma bela curiosidade, né?
A França, a França de 1998, campeã do mundo, tinha também outro basco que era Bixente Lissarrazu, lateral esquerdo.
O time é bom, hein?
O time compete, é bem bom. Agora, a gente sabe que a possibilidade desse time de fato um dia jogar, disputar uma Copa do Mundo, é muito pequena. Ainda que a gente tenha casos, né, de no futebol de regiões, né, ainda que regiões autônomas em relação a países, as Ilhas Feroe, por exemplo, as minhas queridas Ilhas Feroe, né, que não são teoricamente um país, e disputa Mas nesse caso acho que tá muito— Escócia, Gales, Irlanda, da Grã-Bretanha nem se fala, né?
Mas eu acho que assim, nesse caso, até por tudo, né, acho que o Gustavo sabe bem, até por tudo que envolve ali o futebol espanhol, né, quer dizer, acho que isso geraria um problema para FIFA ou para UEFA muito maior do que se transformar numa solução, né?
Agora, nenhum sentimento, né, ô Linares, sobre a semifinal hoje aí?
Pelo menos na manifestação aqui de forma geral, não. E obviamente agora em teosqueira aqui eu vou ficar devendo qualquer tipo de tradução, né? Um idioma bem, bem complexo de entender porque não tem raiz latina, né? Ele é totalmente à parte. Teosqueira mesmo, lenda, para quem nunca estudou nada, é realmente muito, muito difícil, né? Para a gente que vem de idiomas de raízes latinas. Mas aqui é muito mais exatamente voltado para a seleção do País Basco, muito desse orgulho mesmo.
E como bem explicou o Hoffman mais detalhado, o que vai além da comunidade autônoma, né, que vai em toda a região, todo território que envolve a cultura basca.
Falar bem baixinho para não atrapalhar, né.
Você vê que é uma manifestação silenciosa, né, porque o Linares tem que falar baixinho.
O basco, né, o euskera, né, que o idioma basco, ele não tem raiz latina, na verdade não tem nem raiz indo-europeia. Então ele, o inglês, o alemão, o persa está mais perto do português do que o basco. O basco realmente não tem nada a ver, né? Então sei lá, eu já tentei ver texto, você não entende rigorosamente nada assim. É um negócio bizarro assim. O Gustavo vive lá, talvez ele até tope mais com a língua basca em algum momento ali, aqui assim. Você não entende nada.
E o Alex, até uma questão política interessante que envolve isso e que interfere na política exterior da Espanha. Kosovo é um país que não tem reconhecimento de tantos países internacionais assim. A independência do Kosovo, ela não tem um grande reconhecimento internacional. O Brasil mesmo não reconhece a independência do Kosovo. Cada nação com seus motivos. A Espanha especificamente não reconhece a independência do Côssovo porque ela teme que um eventual reconhecimento da independência do Côssovo dentro da Sérvia possa gerar repercussões internas em relação aos movimentos independentistas que existem dentro da Espanha.
Os mais conhecidos são o basco e o catalão, mas há também um movimento independentista na Galícia, né, o movimento galego, que é bem mais fraco em termos de apoio até popular do que na Catalunya e no País Basco, que esses sim são os dois mais mais famosos da história espanhola.
É, politicamente é muito difícil se apoiar, né, os outros países.
É muito difícil.
China e Taiwan, então nem se fala.
Aliás, essa semana fez 10 anos do plebiscito lá da independência da Escócia. Não, fez 10 anos do Brexit, foi um pouquinho mais de aniversário do plebiscito.
Brexit já? Você tá brincando?
É, passa rápido.
Então, mas você viu, não, da votação, né, da votação do Brexit, porque daí demora uns anos até sair mesmo, né. Pelo processo. Mas teve algo, foi aniversário também do plebiscito da Escócia, e havia um receio da Escócia não ser aceita na União Europeia se ela fosse independente, porque a Espanha não aceitaria. A Espanha vetaria a entrada da Escócia na União Europeia, porque a Espanha não quer dar bola para Catalunha, para o País Basco, para eles também ficarem todos assanhados e quererem a independência.
Olha, futebol no mundo é cultura, entretenimento, é futebol, é opinião, mas também é política, viu? O Linares continua por aí, então não temos. Depois dele passar por todos os países grandes cidades, grandes festas. Hoje, pelo jeito, aí você vai ficar querendo a festa, viu?
Não, alguém vai estar acompanhando. Vejo aqui, por exemplo, uma camisa do Athletic Bilbao, do Nico Williams, alguma, alguma, algo de acompanhar o jogo vai ter, né? Mas não é possível nem que seja para torcer contra, não é possível.
E daí assim, né, o lado espanhol, daí assim, o pessoal do lado espanhol torce para França e o pessoal do lado francês torce para Espanha, né?
É aquela coisa, é todo mundo em cima da ponte, vamos lá, cada um decide para que lado vai daqui a pouco. É isso, né? Valeu, Linares, bom trabalho aí, boa manifestação então, né?
Valeu, Alex, valeu. Depois também a gente traz mais no futebol no mundo aqui, vou ouvir aí o porta-voz, saber um pouco mais. E claro também como que vai ser efetivamente aqui Todo mundo vai dormir cedo, vai desligar a TV, vai acompanhar a favor, contra. A gente vai contar tudo isso amanhã também para vocês.
Grande abraço, valeu! André Linares, no meio da manifestação na fronteira entre França e Espanha.
A gente mostrou uma seleção basca, a seleção basca existe, né? Você vê que tem até gente usando uniforme. Ela existe, ela tem autorização, como a seleção catalã, a seleção andaluz. A Espanha autoriza as comunidades regionais a terem uma seleção e jogar uma vez por ano, né, uma data FIFA por ano. Em geral não é nem data FIFA, em geral é lá por dezembro, em geral lá no fim do ano que eles jogam amistoso. Inclusive o Brasil já jogou com a Catalunya, não faz tanto tempo, foi final dos anos 90, começo dos anos 2000.
Mas assim, esses resultados, o adversário que enfrentar essa seleção não tem esse jogo computado para ranking da FIFA nem nada, mas tem autorização, esse time existe.
Bom, abrindo a janela agora também para Mário Barra entrar nessa discussão de França-Espanha daqui a pouco. Nós vamos ainda falar um pouco de França-Espanha, já já nós viramos para Argentina-Inglaterra na sequência. O jogo será nesta quarta-feira. Deixa eu ver, cadê o Mário Marra? Cadê o Mário Marra? Abrindo a janela para ele. Calma, calma, tá chegando o Mário Marra também. Depois do André Linares vem aí, tá chegando correndo.
Ah, sim, sim, ele é que nem você aqui, a corridinha matinal dele, um bom café da manhã. Já já Mário Marra chega. Agora, o do jogo de hoje, Gustavo, é, a gente já discutiu muito nesses últimos 2 dias, taticamente o jogo vai ser muito interessante, de quem vai propor o jogo, quem vai pegar, quem vai ficar com a bola, como que a França vai atacar a Espanha, como que a Espanha vai se defender. É um jogo de xadrez hoje dos mais interessantes, né?
Sim, e o Bertozzi já falou sobre isso, eu tô muito de acordo assim, eu acho que a chave da partida, A chave para você entender o que vai acontecer no jogo passa muito mais pela França do que pela Espanha, porque a Espanha, ela, a gente sabe que será um time de posse de bola, jogo horizontal, paciente. A França tem uma maior capacidade de variação. A França vai disputar realmente a posse de bola ou será um time que em determinados momentos da partida vai aceitar a maior posse de bola espanhola, o jogo horizontal da Espanha, para baixar um pouco as linhas e aí contra-atacar, recuperar a bola e partir em velocidade?
Será um time que vai adotar as linhas altas de marcação? O que que eu aposto? O que que eu imagino acima de tudo? Uma França alternando muito isso. Em determinados momentos subindo a linha de marcação para pressionar alto, em determinados momentos aceitando o controle maior da Espanha. Por isso que eu falei agora há pouco, os dois times vão sofrer. Não será um jogo de domínio único, não será um jogo unilateral, será um jogo em que as duas seleções terão bons momentos, um jogo de muita alternância de momentos positivos entre as duas equipes.
Mas para mim, o entendimento da partida passa essencialmente pela postura da França diante do que a Espanha vai fazer.
É, até porque a França já foi uma seleção diferente do que ela é hoje com esse mesmo treinador. A França já foi, e eu até achava que não precisava ser assim, mas já foi uma seleção inclusive de baixar a linha, de esperar o adversário tentar jogar para roubar a bola e ser muito incisiva nos contra-ataques. Ganhou Copa do Mundo assim, ganhou, ganhou Euro. Enfim, é uma seleção muito forte jogando de maneiras diferentes. E acho que quando uma seleção sabe jogar de maneiras diferentes, evidentemente ela pode fazer escolhas.
Olhando para o adversário. E a Espanha, acho que, como disse o Gustavo, a gente sabe o que quer, a gente sabe como vai jogar. Não quer dizer que por isso ela não tenha possibilidade de ganhar. Tem, porque ela sabe como jogar. Ela é a seleção com DNA mais claro no planeta inteiro. É uma seleção que tem esse DNA, ainda que tenha, obviamente, acrescentado nessa versão de agora, mas que na verdade deveria ser a versão da última Euro, né?
Os jogadores de lado, que infelizmente nessa Copa não estão conseguindo jogar do jeito que a gente viu jogarem na Euro. Mas é uma seleção que ainda mantém aquele DNA. Então eu não acho que essa seleção da Espanha ela seja completamente outra coisa em relação à seleção de 2010, por exemplo. Ela mantém características daquela seleção, ela tem a posse como uma das suas forças, ela tira a bola do adversário. Ela triangula muito bem, ela troca passes melhor do que ninguém, mas ela tem também, né, os caras pelos lados.
Agora ela tem um pelo lado mais do que o outro, os caras agudos. Isso é uma força a mais. Mas a maneira de jogar a gente sabe qual é, e essa maneira vai ser mantida. A França, vamos esperar. E mais, a França pode alternar durante o jogo essas formas de jogar. Então pode começar marcando lá em cima, pressionando, tentando roubar a bola no campo de ataque, E de repente, depois, né, no segundo quarto, ali para o final, pode baixar as linhas e esperar a Espanha tentar jogar e contra-atacar. Vamos esperar, só esperando para saber.
Vai ser muito curioso. Mário Barra, abrindo a janela para ele também, na expectativa desse grande jogo. E amanhã ele estará em Argentina, Inglaterra, correndo, correndo, correndo, correndo. Já correu hoje, calma, chega, já é hora de descansar. Tô animado, tá animado. É corridinha matinal, um bom café ajuda bastante. Interessante, né, mano?
Ajuda, ajuda muito. Eu tô começando a ficar preocupado aqui que eu acho que eu vi algumas gotas caindo, uma precipitação parece que tá vindo por aqui. Mas Alex Seng, o Biratan Leal, Jean Ode, companheiros, e para quem tá com a gente agora, eu tô animado, muito animado. Sabe por quê? Tava me preparando para o jogo de amanhã e dando uma lidinha assim, aí eu comecei a pegar as coisas da Inglaterra Opa, Morgan Rodgers tá ganhando uma certa preferência, pode jogar.
E aí eu olhava para Argentina e uma pergunta feita por Jean Odi no último Linha de Passe pós a classificação da Argentina: mas como vai mudar a Argentina? Como que eu falei assim, minha primeira participação, vai ter que mudar. E aí o Jean Odi: mas como vai mudar? E se a gente olhasse ali as formações, meio-campo tal, para o time ficar mais forte na marcação, seria difícil mesmo mudar. Até que, até que fiquei animado, viu, Alex?
Informações que vêm do treinamento fechado, não o de agora, o fechado da Argentina, é da possibilidade de Lisandro Martínez, zagueiro pelo lado esquerdo, Cuti Romero Zagueiro pelo lado direito. Cadê o Depay? Banco de reservas. Quem entra no lugar dele? Otamendi. Otamendi entre os 2 zagueiros, jogando numa linha de 3. A Inglaterra é a seleção que mais fez gols de cabeça, somando, pegando as 4 semifinalistas. Quem tem o pior desempenho em duelos aéreos na Copa do Mundo nesses 4 semifinalistas?
É a Argentina. Ou seja, tem uma virtude de um lado, tem um defeito do outro lado, ganha-se força ali, pelo menos na entrada da área. O meio-campo ficaria do mesmo jeito, com o mesmo jeito não, sem o Depay, né, mas com Mac Allister, com Enzo. Tem possibilidade de mudança também dos lados do campo, com Molina, Montiel, e até o Simeone treinou pela direita e do outro lado, Tagliafico. E se a coisa apertar, tomou um gol, precisa sair para o jogo, Nico González, Julián Álvarez e Messi. Eu fiquei animado.
Animado por quê, Marra?
Ah, porque aí assim as peças vão se mexendo, né, Jean? Tem mais coisa para acontecer. É legal mesmo, sim, surpreso pela mudança. É claro que sim, as coisas não é mais um só time joguinho. Vamos lá, vamos ver se o Messi resolve e tal.
O Lisandro nessa formação iria como zagueiro e não como volante, né?
3 zagueiros.
Não, não, zagueiro pela esquerda. 3 zagueiros, 3 zagueiros.
É, o 3 zagueiros até permitiria, no caso de uma ousadia maior, o Nico entrar como um ala esquerda mesmo, né? E você ter, porque as laterais têm sido uma questão, acho que para seleção argentina também, É verdade que para inglesa também, e sobretudo na direita. Mas, cara, é interessante por um aspecto, porque de fato, né, quando o Marra falava da possibilidade de mudar para encorpar o meio-campo, para deixar mais forte, eu pensava: mas quem?
Porque ele já fez isso. Quando ele tira o Almada e coloca o Paredes, ele já foi praticamente para os 4 volantes. Fala, Marra.
E é isso, Jean. Eu esqueci de citar o Paredes. Paredes, né, que é o que protege mais. Paredes, Enzo Mac Allister.
Então, mas eu acho que é isso, quer dizer, no fim das contas, o meio-campo mais marcador já era o que vinha jogando nas últimas partidas, e nem por isso a Argentina não foi frágil, vamos dizer assim, defensivamente. Então, quando o Mahaté falou de encorpar o meio-campo, eu falei, mas como ele vai fazer isso? Porque ele só tem meio-campistas mais ofensivos do que aqueles que ele tem escalado nos 2 últimos jogos. Aí veio a resposta, colocar um outro zagueiro.
Acho que por um lado faz sentido, pelo que o Marra falou, pela jogada de bola aérea da Inglaterra e tudo mais. Só que assim, o Otamendi é um zagueiro de 38 anos. A Argentina já tem um jogador de 39 anos que não é qualquer um, obviamente. Mas assim, e claro, um zagueiro ele tem menos exigência física nesse aspecto, né, do que um meio-campista. Ou do meio ofensivo mesmo. Mas assim, cara, é a minha questão, é de novo, a gente falava das condições físicas da Argentina, né?
A gente falou muito sobre isso, acho que desde o começo da Copa. Algum problema acho que se apresentou nesse sentido. Já era uma média de idade 4 anos mais velha do que a seleção inglesa, a da seleção argentina que entrou nos 2 últimos jogos. E agora, se acontecer essa mudança, vem aí Um zagueiro de 38 com uma questão física também discutível.
Tem consultoria externa aí, hein? Tem consultoria externa nessa história.
É, eu quero mais detalhes, Gustavo.
Olha só, olha só, um terceiro zagueiro entrando, Nico González e Giuliano Simeone fazendo as alas. Quem que tá aqui nos Estados Unidos acompanhando a Copa também? Tá indo nos jogos da Argentina?
O técnico favorito dele, né?
Você já viu que o Gustavo tá preparando já o argumento? Se a Argentina for eliminada, a culpa é do Simeone.
Verdade, bem observado, querida.
Um documento.
Agora também, se passar com um gol de um ala, vou te falar, cara.
Agora, Vander, eu entendo, a Argentina está experimentando essas, porque esse daí foi usado num treino. A gente não sabe se o resultado do treino foi bom, né? A ponto de você, não, não, vamos com essa, ou bota para treinar, fala, nossa, ficou pior, melhor voltar para o de antes. Agora, eu entendo o impulso que leva a Argentina a pensar numa formação dessa, mas eu acho que a Argentina começa a chamar muito a Inglaterra, porque onde a Argentina vai jogar com menos, ela vai dar mais vantagem ainda para a Inglaterra na briga pela bola no meio de campo, e a Argentina tem problema para jogar sem a bola.
Então a Argentina corre risco de ficar meio que nem tava aquele segundo tempo contra a Suíça. Argentina fica muito atrás chamando a Inglaterra, e a Inglaterra não vai perder tantas oportunidades quanto a Suíça perdeu. Os caras guardam o gol, né? Então assim, eu acho um pouco arriscado, eu acho chamar muito.
Eu entendo, mas assim, tem um outro ponto também que a gente precisa avaliar, que vai além da tática, que é a questão técnica. O De Paul tá muito mal. O Depay faz uma Copa muito abaixo mesmo, eu acho, sendo que a gente sabe que o Depay jogava, né, ou poderia jogar. Havia muita dúvida em relação ao Messi por conta dos 39 anos, mas para quem me parece ter pesado mais essa ida para Major League Soccer é para o Depay, né?
Então, o nível de intensidade que talvez o Messi consiga lidar melhor com isso e não perder a referência do que o Depay. O Depay tá um ano jogando no futebol de novo. O Messi, então, o Messi é o Messi. O Depay talvez tenha perdido um pouco a referência de intensidade, tá jogando um futebol muito menos intenso do que no Atlético de Madrid, né?
No setor que o Depay joga não dá para andar tanto como anda o Messi, né? Eu tô vendo algumas estatísticas sobre ele, tem algumas, algumas que colocam que ele passa 47% do tempo andando em campo, outras até falam mais, mas como fui tentando bater o número, né? E isso depende muito, né, do que, de como essa turma que faz a estatística monta, do que ela entende que é correr, do que ela entende que era aquele é o tempo da bola rolando, aquele é um tempo mais parado, tudo.
Mas eu peguei mais esse número, né? Perto de 47% do tempo que o Messi passa, ele passa andando. No setor do Depor não dá para andar, Gustavo.
Até porque eles que têm que correr para o Messi. Pro Messi andar é justamente, são justamente os meio-campistas que precisam correr e correr muito. Taticamente eu acho uma ideia genial, genial, sabe? Eu só acho que não é uma ideia que combina com o Messi. Esse é o ponto. Jogar com 3 zagueiros, 2 alas que são atacantes, que vão te dar amplitude, um contra um, surpreender o Thomas Tuchel com esquema que ninguém imagina, eu acho isso genial, eu adoro esse tipo de ideia.
Só acho que Para um time que joga em função do Messi e tem o seu estilo de jogo baseado na sua grande estrela, que é a grande estrela do Mundial, eu não acho que faz sentido.
Esse é o ponto, Gustavo. E acho que assim também tem uma outra coisa, né? Isso aí você ainda tá falando com uma versão mais ofensiva do que aparentemente, pelo que o Marra trouxe, deve ser, né? Porque ele deve começar, mais provável, com Molina e Tagliafico mesmo, né? E não com os alas ofensivos. Então assim, de fato, você tem, você vai ter um meio-campista a menos, você vai ter um zagueiro a mais, né? E não é que o Otamendi seja uma sumidade nessa questão de ter a bola.
Então assim, de fato, assim, vão ter que marcar, Alistair Paredes e Enzo vão ter que trabalhar bastante ali. O próprio Júnior Álvares, que acho que, né, vai voltar, vai formar uma segunda linha ali de 4, se for isso, vai ser um 4-4-1 mesmo, que a gente viu tantas seleções menores utilizarem, né, nessa, nessa Copa do Mundo. No caso da Argentina, eu acho que também tem um ponto. Me parece óbvio que ela precisa fazer alguma coisa.
Então aquilo que o Marra falava é que eu dizia, como vai reforçar o meio-campo? Não vejo maneira de reforçar a marcação no meio-campo. Mas mudar é preciso, me parece, pelo que a gente viu nos últimos jogos.
Se a Argentina não mudar, foi a Suíça, né?
É isso. A chance dela conseguir avançar e passar pela Inglaterra é pequena se ela não mudar.
E talvez assim, é, talvez não seja por início do jogo, né? Talvez seja uma situação de jogo ali e tal. Terminou o primeiro tempo num 0 a 0 tomando um sufoco, acho que já faz a mudança, né? Vale lembrar, isso é uma observação de treinamento, de treinamento fechado, né? Vazou. E assim, eu, eu também lembro como eu comecei aqui, comecei correndo e falando que tava animado. Porque, gente, o jogo é muito vivo, o jogo é vibrante, o jogo não pode ser estático.
E a gente tá vendo pelo terceiro jogo consecutivo a seleção da Argentina ser, mesmo mudando algumas peças, sendo repetitiva. Mesmo mudando, entra o Paredes, Julián Álvarez, sai Lautaro, sai o Depay, muda os laterais. É um negócio meio assim, se o Messi não resolver essa parada aí, daqui a pouco eles caem. E aí quando um treinador, quando a comissão técnica resolve algo diferente, isso é de motivar mesmo. É desse tipo de futebol que a gente gosta, aquele que desceu o outro treinador.
E aí o que eu faço? E tem um outro lado, né? Pode entrar também o Morgan Rodgers. Se tem problema a Inglaterra pelos lados do campo, o Morgan Rodgers é um jogador de velocidade. Eu acho até que tinha que ter sido convocado o Gibbs-White. Já falei sobre isso lá no passado e tal. Acho que esse é o tipo de jogo muito bom para ele. Mas como não tem Gibbs-White, assim como não tem o Arnold, assim que, bom, já sabe, né? Tem o Morgan Rodgers, que é um jogador que faz bem um meio, bate bem de fora da área, poderia talvez até, o Bellingham pode subir, não se preocupa tanto, fica mais perto aí do Kane porque eu faço a sua aqui, eu ajudo a marcar mais no meio.
E é um perigo ter Bellingham com pouca preocupação defensiva perto do Harry Kane. Ou seja, tá sendo jogado, gente, antes da bola rolar.
E eu li que o Messi deu uma descansada, né, nos treinos. É isso, quer dizer, tá difícil saber se é uma consequência das prorrogações e dos muitos minutos jogados. Talvez ele esperasse jogar menos.
E de um jogo para o outro o espaço diminuiu.
Exato, exato. Ou se era algo programado de qualquer forma.
Oi, sobre minutos jogados, sobre minutos jogados, pega esses 4 semifinalistas. Argentina jogou 1 hora a mais se a comparação for com os 2 adversários de hoje, Espanha e França, e 30 minutos a mais se a comparação for com a Inglaterra, para um time que já tem uma média de idade mais avançada.
Isso, não. E ainda tem outra, né, Gustavo?
O Francisco é muito na Flórida, né? Sim, assim, um detalhe que é pouco debatido nessa Copa: seleções que atuam em estádios climatizados como aqui o AT&T, eu imagino que isso gera um desgaste menor do que você jogar com uns 30 e poucos graus lá da Flórida, né, Marra?
É, ou seja, o Gustavo tá afirmando Argentina prejudicada na Copa do Mundo.
Exatamente, não é isso? É isso. Atenção para a manchete.
Para Gustavo Hoffmann, Argentina é prejudicada na Copa do Mundo.
E um outro elemento a mais, agora a Copa do Mundo já tá diminuindo o tempo de descanso entre um jogo e outro. No começo da Copa eram 6 dias, você jogava no—
agora são 3, 4 dias.
Você descansava 5 dias para jogar no sexto, o segundo jogo seguinte. Agora é 3, 4 dias. A Inglaterra e Argentina tem o mesmo dia, o mesmo número de dias de descanso, né? Hoje a França tem um dia a mais de descanso que a Espanha.
E para final também.
Se você considerar que assim, a Argentina é um time que tá sentindo que tem mais desgaste porque tá jogando mais, tá jogando jogos mais assim, mesmo jogo contra o Egito que não teve prorrogação, mas foi um jogo com nível de desgaste acima do normal de um jogo de 90 minutos por como o jogo aconteceu. E é um time mais velho jogando com menos jogos climatizado, ainda que amanhã seja climatizado. A Argentina tem menos dia de descanso, é normal que o Messi realmente tenha que fazer um protocolo à parte especial para para essa recuperação.
Não, certamente assim. E sem contar que assim, né, gente, ele, ele tem, ele tem voz ativa, né? Ele é o Messi, né? E o cuidado tem que ser muito grande com um jogador como ele, que, que tem a idade que tem, que tem os números que tem. Artilheiro da Copa do Mundo, gente. Sim, tem que ter cuidado com esse cara. A gente falava anteriormente aí, né? De a França perder, se perder Mbappé ainda tem quem resolva, a Espanha não pode. E vocês mesmos chegaram a essa conclusão: não dá para Argentina perder o Messi, né?
É, e vale lembrar, né, acho que o Messi é um cara que ao longo do tempo, ao longo da carreira, aprendeu a lidar melhor com o seu corpo, aprendeu a se cuidar melhor, né? Ninguém esquece dos vômitos constantes no campo. Enfim, é claro que tem a ver com com preparação, com alimentação. Acho que isso já foi bastante difundido, mas eu acho que a maneira como ele começou a Copa do Mundo mostra que hoje ele é um cara que tem o domínio do que ele precisa, do que ele não precisa, do que ele pode, do que ele não pode, né?
Acho que jogar uma Copa do Mundo como ele tá jogando aos 39 anos de idade, obviamente você só faz com muita consciência sobre o seu corpo.
É, precisamos ouvir. Fala, Gustavo.
O Alex.
O Marra, o Marra chegou empolgado e tal, e ele provocou também. Eu fiquei, tô pensando aqui, né, hoje já falou, nossa, se perde o Messi, né, se perde o Messi, Argentina muda o time, é outro time, evidentemente perde a condição de candidata, porque ele é o jogador que acima de todos é quem faz a diferença nessa Copa do Mundo. Ele é o melhor jogador da Copa até aqui. Mas olha só, olha que legal que nessa formação, né, um 3-5-2 ali com os 3 zagueiros, Giuliano Simeone pela direita, Nico Williams pela esquerda, uma dupla de ataque Rullian e Lautaro, aí o meio-campo encorpado, dá jogo ainda, hein?
O Gustavo é engraçado porque ele fala que o mentor foi o Simeone, ele deixa no ar que o mentor poderia ter sido o Simeone e mete 2 atacantes pelos lados. Qual a chance, Gustavo? Qual é a chance dele entrar no jogo com 4 atacantes se o mentor for o Simeone? Nenhuma.
Ah, mas, ô, pô, essa foi uma surpresa.
Não, eu acho que o Nico Gonzalez, assim, até porque o Tagliafico é um jogador que oferece um pouco mais de profundidade pelo lado esquerdo, né? Então eu acho que o Nico, muito difícil começar. Não, eu acho que os laterais não vão mudar, né? Assim, para início do jogo não vão mudar. Acho que a mudança mesmo é, se acontecer, né, é o Otamendi.
E aí, Juliano, nem jogando tá, né, Marcos?
Tá perdendo de 1 a 0, nem jogando tá. Sim, mas assim, é isso, né, gente? É uma construção estratégica para o momento. Sabe também que a Inglaterra tá mais cansada, sabe que a Inglaterra tem lá suas vulnerabilidades. Então, em algum momento, tá perdendo o jogo, tá perto de prorrogação, empatando, vamos liberar esses caras aqui para cima da Inglaterra. E aí tem velocidade, né? Eu, eu comecei a vibrar com o jogo, sabe? Claro que eu já tava vibrando com o jogo, mas quando você percebe que existe um outro jogo paralelo, né, Ah, fica mais legal.
É com Rice ou sem Rice amanhã, hein? Essa é uma questão, vai fazer diferença isso, né, Marlon?
Eu acho que com Rice. Rice tava numa virose, ele suportou 45 minutos. E vale lembrar, Hélio Anderson fazendo uma bela Copa em qualquer função, né? Mesmo alguns críticos reclamando do Torre, que o Torre no jogo passado fez o, contra Noruega, fez o Elliot Anderson mudar 4, 5 vezes de posição barra função em campo. Ele dá conta de todas, né? É um jogador que já era bom, né, na temporada passada, e na próxima temporada vai trabalhar no Manchester City, né, com jogadores de nível ainda melhor.
Claro, a gente tá falando da Copa, da Copa do Mundo, mas é um olhar também, uma atenção para ele. Mas eu acho que ele fica melhor quando ele tem o Rice do lado dele.
Gustavo Hoffmann, as nuvens estão muito fortes aí, mas pelo jeito tá, o calor tá forte, né? Você já se enxugou algumas vezes?
Hoje eu trouxe toalhinha, ó.
Pegou do hotel, a gente viu a etiqueta, viu? Pegou do hotel.
Peguei, peguei do hotel mesmo, mas eu vou devolver, hein?
Porque as nuvens aí estão meio pesadas, viu?
Não, é que o tempo tá maluco, tá com bastante nuvem, né? Então o sol tá indo e voltando, indo e voltando, e tá com previsão de chuva. Então quando o sol sai, é aquele sol que torra, sabe? Aquele sol de chuva. Então tá bravo.
Gostamos, gostamos. Mário Barra, até amanhã e bom almoço para você.
Não, pera aí, pera aí que eu vou tentar fazer aqui uma despedida um pouco mais— opa, vou tentar fazer uma despedida um pouco mais bacana.
Graça, pode fazer uma graça.
Mas o que que é despedir de mim? Não tem problema, mas eu vou tentar fazer uma graça. Deixa eu ver se eu consigo fazer a graça.
Celular na mão.
Se eu conseguir, aí eu entro, eu entro no ar aqui.
Deixa eu ver. Tal, tal, tal.
Sim, sim, os policiais, os policiais estão ali, então eles vão vigiar para mim. Eu, a partir desse momento, eu me despeço do microfone. Pessoal tá aqui perto do meu celular. Só o microfone.
Que isso?
Ele guardou o microfone, vai sair andando, vai deixar a câmera.
Daqui a pouco a gente vê, vai sair correndo. Exatamente.
Ah, patinete nele! Aí larga a câmera, larga o patrimônio, tá bom?
Daqui a pouco a câmera começa a andar, a gente não sabe por quê.
Ele já foi agora. É, gostou, hein? Gostou, gostou. É Mário Barra modinha, né? Mário Barra modinha.
Ele é aquele, não sei se sabe, né? Ele é um farialaimer, né? E na Faria Lima o pessoal não para de usar essas patinetas de mochilinha, porque é bacana. Exatamente do mesmo jeito, só faltou aqueles coletinhos de couro que ele usa muito.
Mário Barra, hein? Eu espero que a direção assim não esteja vendo o podcast nesse momento, porque largar, abandonar o patrimônio da televisão, espero que não aconteça nada com o equipamento, porque se acontecer ele não vai ter como argumentar que só fui assaltar.
A prova do crime tá na porta do hotel, não vai poder falar nada disso.
É a prova do crime.
Aproveitar.
Oi, ele voltou!
Vou aproveitar então que vocês estão falando de mim, vou aproveitar que vocês estão falando de mim Cadê a polícia? Meus amigos policiais estão ali, meus amigos policiais estão aqui do lado, estão olhando para o outro lado, viu, Marra?
Não tava nem aí para sua câmera, lamento dizer.
Agora que eu já voltei, televisão, né? Televisão é uma grande mentira, é uma grande mentira.
Valeu, Marra! Beijo nos amigos aí, mais tarde no Everaldo, Everaldo Marques, Ana Thaís Matos e toda a turma aí.
Ah, é verdade. É verdade. E nesse hotel que eu tô, que eu tô do lado aqui também, tem, eu fiquei sabendo que tá o Fred Caldeira. Então devemos ter um grande encontro hoje.
Que bom, que bom, é de grandes companheiros, pessoas, pessoas do bem, trabalhadores, grandes profissionais. Olha o mar, ele foi agora, foi. Gustavo Rova, o clima tá tranquilo aí, né, por enquanto, até agora?
Absolutamente tranquilo, não vai mudar muito não. As torcidas de Espanha e França não são torcidas que fazem grandes festas, não fizeram ao menos grandes festas na Copa do Mundo. Posso até mostrar para vocês, ó, vou girar a câmera aqui, vamos lá, ó. Como sempre, aqui, ó, nos fundos do Globe Life Field, o estádio do Texas Rangers, ali é um hotel de luxo. E aí os torcedores se concentram ali. E aqui também é o centro, que se chama Texas Live, é um, tem um telão gigantesco lá e a torcida fica lá enchendo a cara até o horário da partida.
Mas tá bem vazio, tudo bem tranquilo. Ó, vou girando aqui, ó, o movimento da câmera para chegar até o estádio. Mas não tem ninguém aí, ali, ó, tem ninguém, tem ninguém, ó. Esse aqui é um parque linear, Parque Doutor Robert N. Clark, e não tem nenhuma alma viva aqui andando ao meu lado. Tudo tranquilo, tudo na paz. O jogo vai demorar ainda, né, faltam 3 horas para partida, né, então tem Tem bastante tempo ainda para o jogo. Pera aí, deixa eu arrumar aqui bonitinho.
Tem bastante tempo para o jogo ainda, então até porque a torcida europeia, eles vão deixar para chegar um pouco mais, acho que lá 11 da manhã aqui, lá pelo meio-dia, meio-dia e pouco, o pessoal deve chegar e se concentra ali no Texas Live e depois caminha aqui para o AT&T Stadium.
O Marra falou da chegada dos torcedores Argentina, torcedores ingleses, né, bem mais lá dentro.
Em Atlanta, a cidade está em alerta Porque há risco de confronto entre as torcidas, inclusive pelos problemas que existem. O Jô Castelo Branco e o Senise já trouxeram muito isso. A rivalidade é muito mais da Argentina com a Inglaterra. A Inglaterra não tem essa rivalidade com a Argentina. A Inglaterra tem uma rivalidade maior com a França, por exemplo. Mas pelo perfil dos torcedores ingleses também há risco de confronto.
Exato. A gente são duas, pelos argentinos e tudo isso que eu falei. É isso, é isso. São duas torcidas, né, que a gente já teve caso de confusão com a torcida argentina nessa Copa. A Inglaterra é sempre a torcida mais problemática das competições europeias, tradicionalmente é assim, em Euro, em Copa do Mundo.
Até porque muito torcedor inglês que gosta de aprontar, ele não, por causa das políticas internas do Reino Unido, ele não consegue muito no dia a dia do futebol inglês.
Ele aproveita as viagens internacionais, né?
Ou nos jogos de Champions, Liga Europa, né, quando o time joga fora.
Então assim, além, quer dizer, vai para além da questão, da questão política, da rivalidade que existe, né, de fato diferente. Mas no caso da Argentina para Inglaterra é forte, a gente sabe que é. E tanto que o Scaloni teve a preocupação de dizer, gente, é uma partida de futebol, é só uma partida de futebol. Acho que quando o Scaloni fica repetindo isso É porque ele sabe que tem coisas além ali no sentimento do argentino.
A gente não precisa falar isso antes de Argentina e Argentina.
Exatamente, exatamente. Então ele sabe que tem coisa além. No caso da Inglaterra pode ser menor e é certamente menor, né? Não é que as Malvinas ou no caso dos ingleses as Falklands sejam uma questão ali para eles, mas futebolicamente aí você tem, você tem o incômodo, a irritação com a lavanderia e tudo mais.
Uma curiosidade, que a gente fala muito da Guerra das Malvinas, das Ilhas Malvinas, mas o que os argentinos querem naquela região não são só as Ilhas Malvinas, né? São 3 complexos, são 3 arquipélagos, né? Tem as Ilhas Malvinas, ou Falklands para os ingleses, tem as Ilhas Sanduíches do Sul, sanduíche mesmo, e tem as Ilhas Geórgia do Sul, né?
Quero passar por lá um dia.
Que foi inclusive a primeira que o Exército Argentino ocupou na Guerra das Malvinas, quando a Argentina toma Posse das Malvinas, né? Foi a primeira nas Ilhas Geórgia do Sul e o jogo de amanhã vai ser na Geórgia do Norte.
É, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é Ah, hoje eu cheguei em Londres, né?
Cheguei em Londres pelo menos até sexta-feira.
De novo nesse campinho aí, de novo nesse campinho aí.
A relação com o gerente do pub, nada até agora. Continua péssima.
Não, não, não, não, não, não, o pub já tá marcado para amanhã. Inclusive fiz a última entrada do Esporte Center 1 em frente ao pub, fui lá conversar com ele, tá tudo certo. Inclusive prometeu pints de graça para equipe da ESPN.
Se não, quero saber quem pagaria essa conta.
Ah, ESPN, né? Objetivo estritamente profissional. Eu não costumo frequentar pubs, né?
Só profissionalmente.
Como estamos por aí, Cenese?
Por aqui tudo bem.
E é bem no que o Jean tava falando, que o Bira sempre explica tudo direitinho, mas a rivalidade realmente é muito maior do lado argentino em relação aos ingleses do que do lado inglês em relação aos argentinos. A rivalidade dos ingleses realmente é mais no futebol. E já falei até ontem sobre isso também, né? Todo mundo fala da Mão de Deus, do gol mais bonito da história dos mundiais feito pelo Maradona em 86 lá no Azteca, mas os ingleses lembram muito também daquela fatídica partida de 98, quando a Inglaterra estava melhor, jogava bem.
O Owen tinha feito aquele gol antológico, e aí o Beckham é expulso, a Argentina consegue empatar a partida em 2 a 2, e os ingleses acabam perdendo o confronto. Na disputa de pênaltis. No confronto geral em Copas do Mundo, Inglaterra 3 vitórias, Argentina 2, né, que as vitórias da Argentina foram mais marcantes talvez, mas os ingleses têm um retrospecto bom contra os argentinos. E por aqui eles têm falado muito também sobre a questão física, né, a Inglaterra viajou muito mais, se deslocou muito mais que a Argentina.
Aliás, os ingleses têm reclamado bastante sobre a logística, principalmente por causa da ida ao Estádio Azteca nas oitavas de final contra o México, enquanto a Argentina ficou o tempo todo nos Estados Unidos. Mesmo assim, é uma Inglaterra que os números mostram que fisicamente está melhor, né, nessa Copa do Mundo do que a Argentina. Só para a gente ter alguma ideia, alguns jogadores da Inglaterra lideram alguns quesitos na Copa do Mundo, né.
Por exemplo, Jude Bellingham, maiores arrancadas, né, maior número de arrancadas, sprints como eles chamam aqui, mais de 80 arrancadas a mais do que o segundo colocado nesse quesito. Harry Kane, mais de 67 km corridos nessa Copa. Dá uma maratona mais meia maratona para o Harry Kane, o jogador que mais correu nessa Copa do Mundo. Harry Kane com 32 anos, mas realmente se deslocando em todas as partes do campo. Do outro lado, eles falam muito do Messi, né?
O Messi com uma média aí de 8,74 km percorridos por partida, uma média muito baixa, uma das mais baixas de todo esse Mundial para o jogador titular, né? Então os ingleses têm falado muito sobre isso. É uma Inglaterra que chega cansada, disputou prorrogação contra a Noruega, mas é uma Inglaterra que mostra ter muita força física na média de idade dos times titulares. A Inglaterra é um time mais jovem também, então os ingleses têm apostado muito nisso.
E existe uma preocupação por parte dos ingleses também, que é a concentração de gols, né, no Jude Bellingham e no Harry Kane, 6 para cada um. Além deles, só o Marcus Rashford fez gol, um golzinho só na Copa do Mundo. Rashford que nem tem sido titular, né. O Anthony Gordon voltou a ser titular na última partida pelo lado esquerdo. Então existe essa preocupação dos ingleses também, concentração de gols em dois caras muito importantes para seleção.
Mas eles querem que os restantes, outros atacantes principalmente, né, quem sabe o Saka consegue contribuir com gols, o Anthony Gordon também. Do outro lado é uma Argentina que é o time com maior, melhor ataque, né, do Mundial, 17 gols. O Messi fez 8 gols, mas outros 8 jogadores marcaram. Então os ingleses têm batido muito nesse ponto também. A Argentina parece um time um pouquinho mais, distribui melhor os gols. Já Inglaterra fica tudo muito concentrado no Bellingham e no Harry Kane. Se os dois forem bem marcados, aí a coisa complica para os ingleses.
Boa, Renato Sinise! Você precisa se concentrar também para amanhã, tá? Preparar fisicamente, né? Corpo precisa estar em dia para amanhã, tá? Tô sentindo você um pouco cansado, com a voz um pouco anasalada, a cara um pouco abatida, mas Precisa se concentrar para amanhã, tá?
Ô Alex, eu tô com uma gripe que não passa há duas semanas. Essa Copa do Mundo tá sendo assim uma maratona para mim também. Tô chegando até a final da Copa do Mundo, mas vou chegar realmente precisando de férias, viu?
Férias!
Já tá pedindo férias no ar, cara.
Nós também estamos precisando. Parece que alguém vai tirar férias antes de todos nós aqui, vai estar aqui no ar inclusive, né? É, pois é, não está aqui nesse estúdio, parece que está na outra janela aí, né? Vai tirar férias antes Vai para praia, as praias espanholas, né?
Sim, aí mesmo. Ele definiu, eu cumpro, eu cumpro escala.
Quando você sai? Quando você sai, Gustavo?
Amanhã.
Amanhã?
Hoje, hoje é minha despedida do futebol do mundo.
Não, amanhã também. Amanhã ainda. Você falou amanhã agora há pouco no grupo. Amanhã, amanhã não?
Amanhã eu viajo já. Amanhã, amanhã, amanhã eu tô embarcando para Madrid já.
Vai já? Não vai nenhuma saideira? Então, então você volta segunda-feira? Não, domingo não. Acho que domingo a gente libera, mas segunda o balanço da Copa sim.
Hoje é oficialmente minha despedida do Futebol no Mundo, da Copa. Foi um prazer estar aqui, programa que foi um sucesso, essa é a verdade, podemos falar com tranquilidade. Acho que a gente entregou um produto maravilhoso durante a Copa do Mundo, com análise diárias, todo mundo entrando aqui dos Estados Unidos, vocês aí no estúdio tocando o barco todos os dias, é análise bem a cara Futebol no Mundo, né? Quem conhece Futebol no Mundo sabe como é o programa.
Muita gente conheceu agora na Copa do Mundo, muita gente chegou também por conta do Mundial. Fica o convite para continuar conosco, porque o jornalismo que a gente fez durante a Copa do Mundo é o jornalismo que a gente faz em todas as edições do Futebol no Mundo. Durante a temporada europeia. Então foi um enorme prazer estar aqui no Futebol do Mundo na Copa do Mundo, Alex.
E aí não respondeu sobre segunda-feira, mas segunda-feira já não é mais podcast Futebol no Mundo na Copa, é o podcast Futebol no Mundo pós-Copa. Então você está escalado para segunda-feira.
Ele respondeu, ele respondeu, o silêncio dele, ele respondeu que ele não vai estar.
Se a Espanha for campeã, ele dá um jeito de entrar segunda-feira.
Tinha que ter pensado nisso antes. Não, tinha que ter pensado nisso antes.
Agora já era. Olha, tá vendo como é cruel? Mas tudo bem, não tem problema não. Você vai para a semana—
Não, viagem marcada, eu vou com a família. Minha filha tá contando as horas para eu voltar. Imagina, tem, tem.
A sua filha tá em Marrocos se divertindo.
Minha família tem que me levar sempre.
É, já voltou, já voltou.
Já acabou também, né? Então é o seguinte, agora 1:10, nós vamos fazer um pouco de inveja para eles. Um vai para estádio comer hot dog, Outro vai comer o, como que é, fish and chips. Mas terça-feira é o quê mesmo aqui no Brasil normalmente? Terça-feira é o prato de terça? Não, na quarta é feijoada. Terça normalmente é o quê? Hoje é terça, Jean. Hoje é terça.
Macarrão, não é?
Não, quinta é macarrão.
Terça é estrogonofe?
Não.
Segunda é virada paulista, quarta é feijoada, quinta é macarrão, sexta é peixe. Terça é bife a rolê, não é isso?
Tem bife a rolê?
Tem bife a rolê. Fazer inveja, fazer inveja.
O boteco do lado de casa tem um bife a rolê maravilhoso. É que eu tô aqui, né? Vou ter que almoçar por aqui, mas o boteco lá de casa, eu tô com saudade de ter essas livrinhas. Almoçar lá.
Tem dobradinha também.
É de que você vai no quilo assim, ou no boteco, daí você—
Isso é para fazer inveja para eles também. Tchau, Gustavo, foi ótimo você aqui mais uma vez. Obrigado. Então semana que vem, em algum momento, a gente se encontra.
Enorme prazer.
Semana que vem você volta. Quantos dias em férias? Quantos dias?
É duas semanas. Duas semanas, aí já volto para temporada 26, 27.
Olha, quero dizer que prepare-se.
Então, mas eu também não estarei na outra semana, então você já começa a procurar um outro aí, Alex. Vai ter trabalho, professor Alex.
Estará em São Paulo, parece.
Então, por favor, traz o Senise para cá.
Pronto, eu estarei em São Paulo, longe da ESPN.
Ele fala isso, mas ele aparece aqui na Aparece, aparece.
Quer comer uma carninha uruguaia?
Vamos comer a carninha ali no time, Senise.
Boa! Ah, isso, isso a gente vai marcar sim. Não na segunda-feira, mas a gente vai marcar com certeza.
Boa!
Tchau, Senise, até amanhã!
Só queria esclarecer para vocês, tá? Segunda-feira aqui é dia de fish and chips e torta, na terça fish and chips e torta, na quarta fish and chips e torta, e por aí vai. Essa é a brilhante culinária inglesa que eu tava com muita saudade.
Pronto, foi essa.
Que o Senise dá na culinária inglesa.
É que nem aquele sangue italiano, já tá ali, né? O sangue italiano já tá ali.
Se relaterize e volta amanhã aqui também no Futebol no Mundo. Os próximos dias aqui, Gustavo Hoffmann também esteve com a gente durante toda essa temporada de Futebol no Mundo. Ele encerra a cobertura agora com a semifinal da Copa do Mundo, dias de férias. Ele volta na sequência durante, já perto da volta, daqui a pouco a temporada volta. É muito rápido, é muito rápido, não tem jeito. Então, França-Espanha. Então, o que você quer? Palpite?
E aí, palpite? Palpite, eu já vou trazer o meu bolão para cá. Coloquei 1 a 1, eu coloquei 1 a 1.
Mas e nos pênaltis?
A prorrogação, nos pênaltis? Então, sei lá, é fácil ficar no muro no bolão, né?
Bota 1 a 1.
Eu acho que como eu coloquei, eu falei que o favoritismo é 55 a 45, O que eu ia fazer, que nem o Gustavo, ia apostar na Espanha, mas não, como eu coloquei favoritismo pra França, vou de 2 a 1. 2 a 1 na prorrogação.
O senhor também.
2 a 1 França.
2 a 1 França.
Com bola rolando.
Com bola rolando.
Nos 90.
Vai ser demais, hein? Tchau, Brasil! Então vem aí a semifinal, você pode acompanhar a semifinal entre França e Espanha na Kazé TV dentro do Disney Plus e nós voltamos amanhã em clima já da outra semifinal entre Argentina e Inglaterra e já com o primeiro finalista conhecido para o próximo domingo lá em Nova Jersey. Valeu, até amanhã!