Episódios de Futebol no Mundo

Futebol No Mundo na Copa #606: Resumão das quartas, o que esperar das semifinais e muito mais!

12 de julho de 20261h7min
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No Futebol No Mundo deste domingo (12) vamos falar sobre a definição das semifinais da Copa do Mundo. Tem favoritos? Vem com a gente!

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Participantes neste episódio6
A

Alex

HostPastor
B

Bertozzi

Co-host
G

Gustavo Hoffmann

Reporter
M

Mendel Widlowicz

Reporter
P

Pedro Ivalmeida

Reporter
R

Renato Senise

Reporter
Assuntos7
  • Abertura da Copa do MundoComparativo de peso das semifinais · Argentina · Inglaterra · França · Espanha
  • Rivalidade Brasil x Argentina no futebolConfrontos em Copas do Mundo · Guerra das Malvinas · Diego Maradona · David Beckham · Simeone
  • França· InternacionalAmbiente tranquilo da França · Treino fechado · Coletiva de imprensa · Desvio de provocações · Lesões de Upamecano e Saliba · Lamine Yamal · Didier Deschamps
  • NBB Quartas de FinalMelhor jogo · Decepção · Craque da fase · Personagem/História · Inglaterra vs Noruega · Marrocos · Jude Bellingham · Embolo
  • Análise da Inglaterra na CopaMentalidade forte da Inglaterra · Dificuldade em criar chances · Gol de Schjelderup · Gol de Jude Bellingham · Limitação de Haaland · Thomas Tuchel · Morgan Rodgers
  • O Fim de Ciclos e o ComeChegada às quartas de final · Fim de ciclo de jogadores · Xhaka · Ricardo Rodríguez
  • Expansão da Copa do MundoFormato de 64 seleções · Impacto no ranking FIFA · Eliminatórias · Gianni Infantino
Transcrição255 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes. Podcast Futebol no Mundo, dia 32, está no ar. 32/39 ou 39/40, né, porque nós vamos até segunda-feira, não até domingo. Estamos no ar agora com as semifinais definidas. 2 dias sem jogos. Sim, hoje é o primeiro. Quando é um dia só, que foi essa semana, ok, você sobrevive. Agora amanhã vai ser duro.

?Voz B

Ai, esse que é segunda ainda, né?

?Voz A

Ai, ai, ai, começando semana sem jogo de Copa, vai ser duro.

?Voz B

Mas tá tudo bem, Alex. Eu penso o seguinte, primeiro, boa tarde, boa tarde, bom dia para você.

?Voz A

Você dormiu? Líria terminou que horas?

?Voz B

3. Não, pra ser exato, 2:45. Era pra terminar 2, mas aí tivemos prorrogação, né?

?Voz A

Eu avisei ontem aqui, hein?

?Voz B

É, então assim, eu mal lembro que eu fui em casa, mas tá bom. Foi o último jogo noturno, né? Então tá tudo certo. Mas tudo bem, que são 2 dias pra gente se preparar para... Não sei se o Biratan vai concordar comigo, mas já vou deixar. As maiores semifinais em peso desde 1990.

?Voz C

Desde 1990? Eu já ia falar que você ia falar da história, porque tudo é da história, né? Eu já tava prontinho. Desde 70 não é nem ferrando. Não. Desde 90.

?Voz B

Vou dar meus argumentos.

?Voz A

Abre aqui antes, mas abre o Gustavo Hoffmann. Vamos conversar juntos sobre o assunto. Vamos ver onde ele está hoje. Ah, direto de Dallas. Já está em Dallas.

?Voz C

Esse é o Globe Life Field.

?Voz A

Ele tá com a cara boa hoje, né? Porque ontem—

?Voz D

Não, American Airlines Center.

?Voz A

Tá escrito lá, Dili.

?Voz C

Agora tô vendo o Dirk Nowitzki ali. Não, é por causa da arquitetura ali meio marronzinho assim, lembra um pouco o estádio do Texas Rangers.

?Voz A

Hoje está com a cara boa, já.

?Voz D

American Airlines Center, companheiros. Já consegui dormir, descansar, tudo certo. Ontem, ontem, pô, madruguei, né? Saí, saí do hotel, acordei era antes das 6 da manhã, 8 e pouco lá, já tava no hotel ao vivo no meio do saguão do aeroporto. Hoje tá tudo bem, tudo tranquilo. Tô aqui em frente ao American Airlines Center. Essa aqui é a estátua do Dirk Nowitzki, bem ao lado da Avenida Nowitzki. Porque ele é o grande nome do esporte na cidade, cidade que tinha Luka Dončić, né?

Inacreditável, a pior troca na história de todos os esportes. Eu tô aqui, Alex, porque daqui a pouquinho eu vou ficar meia hora aqui no programa. Daqui a pouco eu tenho entrevista com a Camila Cardoso, pivô brasileira que joga no Chicago Sky. Hoje eu trabalho na transmissão e na cobertura de Chicago Sky e Dallas Wings, jogo pela WNBA, com cobertura da ESPN, que vai ser aqui mais tarde também no American Airlines Center. E eu já tava pensando no Bertozzi ali, ó. 94, Suécia. 98, Croácia. 2002, Coreia do Sul, Turquia. Então assim, realmente, eu acho que é desde 90, maior semifinal.

?Voz B

Vamos lá, as minhas concorrentes seriam: 2006, Alemanha e Itália, enorme. França e Portugal, mas Portugal, vamos combinar, Ainda Portugal nem era ainda Portugal como hoje, né? 14, Brasil e Alemanha, gigante, ficou ainda maior depois do que aconteceu. E Argentina e Holanda eram duas finais de Copa do Mundo repetidas.

?Voz A

Sim.

?Voz B

Mas não eram 4 campeões mundiais como agora. E tinha Argentina e Itália em Nápoles com o Maradona e Alemanha e Inglaterra com todo o histórico da final de 66 e rivalidade Alemanha e Inglaterra que também existe.

?Voz E

Eles tinham se reencontrado em 70.

?Voz B

Enfim, o meu veredito: maiores semifinais desde 90.

?Voz A

Eu estou de acordo, mas infelizmente tava tudo caminhando pra ser isso, tirando a Inglaterra do caminho e sendo o Brasil. Era essa conta.

?Voz C

Acho que 2014 meio que empata, vai. Não, porque sabe o que tem no 2014? É que acabou não acontecendo, acabou não acontecendo, mas tinha as semifinais, desenhava a possibilidade de um Brasil e Argentina fazer uma final de Copa do Mundo no Maracanã. Quer, seria a chance do Brasil apagar o Maracanã em cima da Argentina. No final das contas, a gente perderia aquele jogo se acontecesse, mas, né, desenhou-se com essa possibilidade. O que aconteceu em 2021 com Maracanã vazio, Copa América, outra coisa, 90 tinha um outro fator que pouca gente lembra, né?

Em 90, a A Itália era tricampeã, podia passar o Brasil. Sim. A Argentina e a Alemanha eram bicampeãs e podiam empatar com o Brasil. Como a Alemanha Ocidental na Copa de 90 ainda, a Alemanha Ocidental empatou com o Brasil. Se a Argentina ganhasse aquele jogo da Alemanha Ocidental na final, a Argentina empataria com o Brasil em títulos.

?Voz B

É verdade.

?Voz C

A Argentina ficou a um jogo de empatar com o Brasil em títulos. O tamanho que teria isso. Não aconteceu. E logo depois, na Copa seguinte, o Brasil já abriu vantagem, né? Já abriu 4x2, depois 5x2 pra Argentina. Agora tá 5x3 a conta. Então tinha muita tensão. Eu me lembro de muito brasileiro torceu pela Argentina na final de 86 contra a Alemanha Ocidental porque não queria que a Alemanha empatasse. E não empatou, Argentina ganhou. Só que daí em 90 todo mundo foi à Alemanha Ocidental, mas sem pestanejar.

?Voz A

Estamos no ar no YouTube, no TikTok e também no Disney Plus. Atenção, vamos para o nosso balanço das quartas de final, hein?

?Voz E

Vamos.

?Voz A

Vamos, vamos, o tempo precisa passar, né? Então vamos para o balanço das quartas de final. Gustavo Hoffmann, por favor, qual foi o melhor jogo?

?Voz D

Melhor jogo das quartas de final? Bom, vamos lá, a Espanha venceu, mas não foi, não foi um grande jogo. Argentina com a Suíça teve emoção no final, mas não a Inglaterra. E a França se classificando, qual foi o melhor jogo? Pera aí, deixa eu posicionado direito aqui, que eu fico andando, né?

?Voz B

Deixa o Gustavo pensar.

?Voz D

Caramba, qual foi o melhor jogo?

?Voz A

Pensa, 10 segundos para o Gustavo Hoffman. Pega o seu bloquinho, saiu de mansinho.

?Voz B

Eu vou de Noruega e Inglaterra. Noruega e Inglaterra pela virada, pela reviravolta. Não teve nenhum, assim, não foi nenhum dos jogos foi fantástico como embate de nível técnico, né?

?Voz C

As oitavas e as dezesseisavos tiveram jogos melhores.

?Voz B

Sim, sim, mas a França e Marrocos eu tiro, porque assim, foi, cara, foi um jogo de um time só mesmo, assim, praticamente, né?

?Voz F

Não fácil.

?Voz B

Não deu jogo, infelizmente, né? Os outros ainda deram jogo, deram bastante jogo até. Mas acho que Noruega e Inglaterra, pela— porque assim, foi, foi a única virada, né? Foi a única virada. E daqui a pouco eu vou falar, para mim foi a melhor atuação individual também.

?Voz C

Fala, Bira. De nível técnico foi Inglaterra e Noruega. De enredo acabou sendo Argentina e Suíça, que não foi um jogo de nível técnico dos mais altos. A gente vai até discutir muito situação, até o futebol que a Argentina tem jogado, ou principalmente o futebol que ela não tem jogado. Mas eu fico com Argentina e Suíça pelo enredo, pela narrativa, de novo, de novo. Agora é que nas oitavas acho que teve jogos que o nível técnico assim sobrepujou a narrativa do Argentina-Egito.

Neste caso eu acho que assim não teve nenhum super jogaço. O Inglaterra e Noruega foi que chegou mais perto disso. Então eu fico com, pelo enredo, pela narrativa ali, o Suíça e Argentina, mesmo se a Suíça ganhasse, porque ele também seria uma narrativa muito atraente. Seria despedida do Messi em Copas.

?Voz A

Era a virada, era, tava as coisas toda meio simbolaram lá. Ai meu Deus, simbolaram demais! Fala, Gustavo.

?Voz D

É, não, assim, eu acho que a explicação do Biratan resume bem, sabe? Em termos de emoção foi a vitória da Argentina, em termos técnicos foi a vitória inglesa. Eu tô de acordo já com o Bertozzi, com atuação individual eu acho que é dele, pelo menos é espetacular, Djuri Bellingham. Mas eu gostei do jogo da Espanha porque eu sou, eu gosto do jeito que a Espanha joga. A França realmente foi, foi muito fácil, um jogo dominante da seleção francesa. Então pela qualidade do jogo e pelo Djuri Bellingham, eu fico com a Inglaterra.

?Voz A

E a grande decepção?

?Voz B

Ah, Marrocos, cara, para mim.

?Voz A

Marrocos, que não competiu.

?Voz B

É, então, é, eu esperava, mas eu esperava que Marrocos pudesse.

?Voz D

Achava que ia competir?

?Voz B

Achava que ia competir.

?Voz A

Acho que tentar competir, tentar competir, acho que é um bom termo.

?Voz D

Eu não achava.

?Voz B

Para mim deu mais jogo em 2022, que Marrocos era menos time que esse, do que deu agora. Então eu me decepcionei sim. Não esperava que Marrocos fosse levar a França para prorrogação ou fosse, mas o próprio Bono falou na entrevista, ele falou, cara, é A gente no segundo tempo tentou jogar e eles simplesmente nesse jogo são muito melhores que a gente. Ele falou, se a gente tentasse jogar como Paraguai, talvez a gente arrastasse o jogo um pouquinho mais, né?

E, mas enfim, eu acho que assim, e os bons jogadores do Marrocos não apareceram, tirando o Bono, né, que pegou até pênalti. Mas Hakimi foi mal, Nahy foi mal. Claro que teve a lesão do Saibari e tal, mas eu queria ter visto o Marrocos competir mais, embora fosse perder de qualquer jeito.

?Voz C

É, eu também, assim, foi um jogo lá e cá, né? Porque às vezes a França atacava, às vezes o Marrocos apanhava. Foi um jogo de um time só, realmente, assim, Marrocos só deu um chute a gol. Assim, não tô falando finalização certa, tô falando finalização geral no primeiro tempo inteiro. E foi aos 43 do primeiro tempo. Isso porque o primeiro tempo foi até o momento que a França ainda não tava conseguindo deslanchar totalmente. Então E eu achava que assim, até fosse um jogo mais quente, não de temperatura ambiente, que isso já tava quente, pegado até pela rivalidade.

Marrocos e França é um jogo com enredos extracampo e que os próprios jogadores fazem parte dessas histórias, né? Então eu imaginava até um jogo mais quente, então um jogo que de repente a gente fosse ver outros elementos que a gente não viu. A gente viu um jogo de um time muito forte ganhando de um time que nem deveria ser tão fraco assim, porque não era tão mais fraco assim, mas acabou sendo no jogo.

?Voz D

Eu não, eu acho que eu assim, de verdade, eu acho que não teve nenhuma decepção. Eu não vou chamar de decepção o que fez Marrocos, porque eu achava que a França venceria sem dificuldade, sabe, pelo, pela Copa do Mundo do Marrocos. Mas tudo bem, aceito, aceito os argumentos, porque realmente nos outros jogos não teve nenhuma decepção. Inglaterra e Noruega, jogo de alto nível, competição até o final. Inglaterra A Suíça e Argentina equilibrado, como a gente já imaginava.

A Espanha confirmando favoritismo. E no caso da Bélgica, até superando um pouquinho as expectativas. Acho que a Bélgica jogou mais do que eu imaginava no confronto com a Espanha, conseguiu competir mais até. Então, por exclusão, fica Marrocos. Mas de verdade eu não acho que foi decepção, porque para mim a França é tão superior, eu já imaginava uma vitória tranquila da seleção francesa.

?Voz A

E o craque foi o Bellingham ou não?

?Voz D

Ah, sim, sim, não tem, não tem como fugir do Jude Bellingham. É, até brinquei ontem já nas redes sociais, olha, ele entrou para discussão de craque da Copa depois dessas duas últimas partidas da Inglaterra, com esse nível de atuação do Jude Bellingham, com esse poder de decisão dele. O Jude Bellingham, ele não apenas foi o craque das quartas de final, como ele entra na discussão sobre craque da Copa, ainda mais dependendo do que a Inglaterra fizer já na semifinal contra a Argentina, eventualmente com uma outra grande atuação dele. Bellingham, craque das quartas de final com tranquilidade.

?Voz A

De um sábado de Harry Kane, Haaland e Messi, e deu Bellingham.

?Voz B

Deu Bellingham, deu Bellingham. E assim, o Bellingham já entrou no meu top 5 de jogadores da Copa. Daqui a pouco a gente vai ter que refazer esse top 5, porque tá, tem gente, a gente discutiu ontem no Linha, né? Hoje, hoje, por exemplo, a Copa do Bellingham já é melhor que a do Olise, né? Que Que na França a gente discutiu do começo da Copa, ah, o nosso Olise tá ali com o Mbappé, com o Dembélé. Hoje o Olise tá um pouquinho abaixo dos outros dois, enquanto o Bellingham ele já, ele já é tão ou mais importante que o próprio Harry Kane.

Isso é muito grande, né? Eu tava vendo um número sobre gols em Copas do Mundo antes dos 24 anos e só o Mbappé tem mais gols que o Bellingham. Bellingham tem 7 gols em Copas do Mundo já e nem 23 anos. Então olha, olha que coisa fantástica. 6 gols nessa Copa do Mundo. Nenhuma seleção na história teve 2 jogadores fazendo 6 gols. O Brasil teve Ronaldo e Rivaldo fazendo 5 em 2002. Claro, Ronaldo 8 e Rivaldo 5, mas os 2 batendo pelo menos 5.

É claro que todos esses números agora com a Copa maior vão ser ultrapassados, mas eles ultrapassaram no 6º jogo, né? Então isso de qualquer maneira é bastante relevante. E mas o cara, o Bellingham, sim, o Gustavo vai lembrar do começo do Bellingham no Real Madrid. É aquele Bellingham, é aquele, aquele do Bellingham, do Volga, sabe?

?Voz A

Que o que ele descansou dessa temporada, se preparou essa temporada, não, para Copa.

?Voz C

A gente já vai ficar falando um pouco da Inglaterra ou a gente chega daqui a pouco nisso?

?Voz B

Não sei, vocês que sabem, tá?

?Voz C

Então só vou jogar isso, essa coisa, e depois a gente fala mais da Inglaterra. Mas o Bellingham tá tendo até aquele papel de assumir a responsabilidade total, né, de não fugir do jogo. Não, nessas quartas foi o Bellingham, o cara do o cara dessa fase, sem dúvida. E ele, para mim, ele entra automaticamente na discussão de melhor jogador da Copa, porque assim, o melhor jogador da Copa, assim, a gente não tem o desprendimento do esporte americano de muitas vezes o melhor jogador é analisado 100% pelas estatísticas e pelo lado 100% individual, em que ele consegue assim, às vezes o melhor jogador do campeonato é até um jogador que foi do time que foi quinto colocado, é o time que às vezes nem para o playoff foi.

Mas no futebol a gente acaba tendo uma tendência aí do time campeão. Se a Inglaterra for campeã, é ele ou Kane. E neste momento eu acho que ele tá passando o Kane como a figura, porque ele foi o cara no jogo contra o México e no jogo contra Noruega, os dois jogos mais difíceis da Inglaterra. Então, mas a sua pimentinha que eu queria jogar é: será que é totalmente coincidência dos dois caras? Eles já são dois dos melhores jogadores da Inglaterra, né?

Mas os dois que estão realmente se sobressaltando ali são dois que não jogaram a Premier League.

?Voz B

Mas bom ponto, hein?

?Voz D

Ah, tá vendo?

?Voz C

Ó, eu tô falando assim, eu tô falando em relação ao desgaste. O Rice, por exemplo, foi um monstro na Premier League, foi um monstro na temporada. O Rice tá claramente abaixo, não é nem que ele tá jogando ok, só que ele tá muito abaixo. Não é que assim, ah, o Bellingham e o Kane fazem muito para ele.

?Voz D

Não tá, né? Apesar de gostar do seu argumento, sabe, o Haaland fez uma Copa do Mundo espetacular. Tudo bem, saiu morto ontem na prorrogação, mas já era na prorrogação. O Mikel Merino tá fazendo a diferença para Espanha nas duas últimas partidas.

?Voz C

Não, não, mas calma lá. Não, mas não, não, que o Merino ficou mais da metade da temporada da Premier League machucado. Ele não jogou mais da metade da Premier League. Ele teve uma pré-temporada assim, em abril ele tava fazendo recondicionamento físico. Acho que das estrelas da Premier League, assim, eu tô falando de bate-pronto, mas o Haaland foi o único que fez uma, vai, das grandes estrelas da Copa, dos caras que estão assim O Haaland é o que realmente tá mantendo o nível.

?Voz B

É que o cara é uma máquina também, né?

?Voz C

Mas os outros, eu sinto uma queda. E eu acho que, na verdade, não tô falando que a Premier League não tem nível técnico, tô falando que a Premier League esfola o jogador.

?Voz B

Ah, quer um exemplo? Daqui a pouco a gente vai avaliar o físico, claro. Mas, por exemplo, os caras de Premier League da Argentina, o Mac Allister e o Enzo, estão moídos também.

?Voz C

Foi o Mac Allister e o Enzo que me chamaram atenção pra isso. Foi ver a atuação dos dois ontem que me chamou atenção. Pô, os dois da Premier League, pera lá, pera lá, pera lá. Daí eu comecei a ver os caras da Inglaterra, tudo, e comecei a— só o Haaland que acho que manteve o nível.

?Voz G

Diga.

?Voz D

Agora eu quero trazer uma vantagem que a seleção inglesa tem. E assim, de longe eles são os melhores nessa Copa do Mundo. Isso traz uma vantagem muito grande: o lado musical. Ninguém lembra a Inglaterra. A hora que acaba o jogo, os caras tocam Wonderwall nas arquibancadas e os jogadores cantando. Aí você tem o Jude Bellingham sendo o cara do jogo, eles tocam Hey Jude. Pô, não tem como competir.

?Voz C

Mas assim, mas eu vi que você postou sobre isso, mas eu tenho, eu vou trazer um argumento aqui. Os ingleses, em relação à música, música profissional, digamos, para mim eles estão assim no topo do mundo, assim, até talvez acima até dos Estados Unidos. É um pau a pau ali. Eu gosto muito de música americana também, música inglesa, blues, adoro. Mas assim, em relação à musicalidade do torcedor de arquibancada, sem ser a música, pega tipo, ah, pega uma música que já existe, canta Wonderwall, beleza, daí música bonita.

Quando o torcedor inglês vai criar uma música dele, que assim Não é que eles são assim, 1, 2, 3, o meu forte é rima. Aí Argentina ganha.

?Voz D

Se você analisar, se você analisar canto de torcida especificamente, aí eu fico com Argentina. Mas englobando tudo que é música, tô com a Inglaterra.

?Voz C

Então, porque assim, a musicalidade da torcida argentina acho superior, e o rock argentino é de alta qualidade. É que a gente não conhece tanto.

?Voz D

Eu gosto, mas assim que não é normal.

?Voz B

Inclusive, inclusive, uma galera, calma lá, agora você empolgou, Eita, hashtag empolgou!

?Voz C

Não, não, como é que a Argentina é boa para caramba?

?Voz B

Tô com o Biratana, vou defender o Biratana.

?Voz D

Eu tô falando que é ruim, mas espera aí, eu tô falando de rock inglês.

?Voz B

Não dá, pô. Agora ele é inglesinho, agora ele é inglesinho. Ah, para! Ah, não, não, tá de sacanagem. Pera aí, não, escuta, aliás, aliás, uma coisa, cultura, hein? Toca nos jogos da Argentina só da estéreo, né? A música, de música ligeira. Né, que foi versionada pelo Capital Inicial com a sua maneira, né? E muita gente desconhece que essa música é originalmente daquele amor, a sua maneira. Então saibam que essa música é uma versão do Só da Estéreo, que é uma das grandes bandas de rock argentino, inclusive.

?Voz D

Eu prefiro rock brasileiro então.

?Voz B

Sweet Caroline toca antes do jogo também na Inglaterra, que é fantástico.

?Voz C

Mas é americana, né?

?Voz B

Sim, mas é legal porque ela ficou, ela virou um hino dos torcedores ingleses. Só sobre essa questão da musicalidade, até eu fui até pesquisar para ver e me decepcionei um pouco porque a Bonny Tyler, que morreu semana passada, era galesa, né?

?Voz A

Mas essa quantidade de besteira que falaram sobre Bonny Tyler, por favor, vamos viver um pouquinho a década de 80.

?Voz B

Porque o Biratan lembra da musicalidade dos argentinos?

?Voz C

Que tem uma música em homenagem a ela.

?Voz B

Que tem uma música que é a grande música de protesto, sabe? A nossa grande música de protesto é Poeira da Ivete Sangalo, que é vergonha, Time sem vergonha, né? E na Argentina é o It's a Heartache, Nothing But a Heartache, que virou Jogadores, la concha de tu madre, a ver se põem huevo, que não jogam com nada. Então quando os caras estão pê da vida com jogadores, eles cantam essa música.

?Voz C

Teve uma postagem muito bonita, eu não sei de que foi.

?Voz B

Com essa música?

?Voz C

Não foi! Foi, foi uma passagem muito bonita que eu vi assim. Eu acho que foi, eu não sei, foi de algum perfil argentino. Eles fizeram um vídeo em que eles fizeram recorte, pegaram torcida de tudo quanto é time da Argentina, todas elas cantando essa música. Daí eles fizeram a montagem para ficar direitinho, uma atrás da outra cantando, em homenagem à Bonnie Tyler, de como a Bonnie Tyler está todo dia nos estádios argentinos. Achei uma homenagem legal, apesar da música ter uma letra ruim, né, uma letra meio agressiva, mas é uma homenagem a ela.

?Voz D

Linda, linda, mandando o povo a la concha de tu madre.

?Voz A

Gostar um pouquinho demais, o YouTube vai derrubar esse vídeo na rede. Já era.

?Voz C

Pô, mas acabei de elogiar o rock argentino.

?Voz B

Não, então legal.

?Voz C

Eu vou passar depois uma lista de bandas argentinas para o Gustavo.

?Voz A

Mas o rock brasileiro também é bom, eu conheço, eu gosto.

?Voz D

Não, muito melhor o rock brasileiro, prefiro rock brasileiro, mas não estão, não estão na prateleira do rock inglês, cara. A gente tá falando aqui de Beatles, de Wonderwall, de Oasis.

?Voz C

Ô Gustavo, só queria que você fala assim, a musicalidade da música inglesa é musicalidade da dark bancada inglesa, aí cai um pouco. A musicalidade da Argentina é mais constante nos dois patamares, entendeu?

?Voz A

Quem já foi no show do Oasis aqui, hein?

?Voz C

Eu já fui, eu fui no Sambódromo.

?Voz B

Existe um produtor de conteúdo argentino, influencer, que pega essas músicas já de bancada e faz versões acústicas.

?Voz E

Ele é muito bom, é gênio.

?Voz B

Depois eu vou procurar o nome dele aqui, vou passar para você.

?Voz A

Esse foi o grande momento, tá? Depois disso foi o grande momento do futebol no mundo na TV. Músicas, músicas, escuta aí. A grande história foi o Embolô, né? A grande história vai numa grande história, porque acho que é uma história ou personagem, vai. Foi o Embolô, né, Bira?

?Voz C

Foi. Eu fiquei com dó dele, mas assim O momento assim era 100% favorável para Suíça.

?Voz A

Ia virar o jogo?

?Voz C

Não sabemos, mas a gente não sabe se ia virar, mas a tendência era essa por tudo que o jogo mostrava. Aliás, já era para Suíça ter virado o jogo se ela tivesse um atacante de referência melhor. A Suíça, se o Mandžambi tivesse em campo, talvez até tivesse virado, porque tava faltando um pouquinho de contundência para Suíça. Então a Suíça rondava, rondava, rondava Mas tinha acabado de empatar o jogo, jogo 100% favorável. E o Embolô, ele, ele, ele, ele, aconteceu alguma coisa ali, acho que ele tomou alguma chegadinha do Paredes, que ele começou a querer se vingar do Paredes.

Aí quando ele dá uma no Paredes, tomou amarelo. E acho que ele, acho que ele tava muito com fixação no Paredes, o Paredes entrou na cabeça dele, e daí ele viu uma oportunidade de tentar jogar, cavar uma falta em cima do Paredes, ver se o Paredes levava amarelo, e ele não calculou o movimento. Acabou expulso por uma bobagem, uma bobagem, uma bobagem. E daí, no final das contas, a Suíça perdeu a chance de chegar à sua primeira semifinal na história das Copas.

?Voz A

E detalhe, tá? A expulsão foi justa, tá?

?Voz B

Eu sou 100% a favor dessa regra. Porque o cara ia levar um cartão amarelo injusto por uma simulação. E se você tem a chance de corrigir esse cartão injusto e ainda punir o simulador, eu, cara, eu tô 100% nesse bapho aí.

?Voz C

É que assim, a pessoa... Essa regra não é aplicada. Para necessariamente o VAR entra para inverter o cartão. O VAR entra para tirar um cartão, só que daí quando o juiz avalia o que aconteceu, ele percebe que era o outro jogador que merecia, né? De repente, se ele perceber que não fosse uma questão de amarelo para o Embolô, pronto, porque ele achou que não, ele não precisava dar o amarelo, eles precisavam tirar do Paredes e inverter a falta.

?Voz D

É porque, porque eu acho que a questão aí, a gente até discutiu isso, é a nomenclatura, né? A nomenclatura do que aparece na tela que tá aqui gera esse tipo de confusão. A gente falou sobre isso já aqui na Copa.

?Voz B

No Almirão, no Almirão, porque o Almirão foi o primeiro caso, né, no jogo com os Estados Unidos, né, que foi exatamente isso, uma simulação. O outro cara tinha tomado cartão, aí o árbitro foi rever e falou, não, peraí, ele na verdade, ele não sofreu falta, então não dá pra dar o cartão pro outro cara, ele simulou na verdade. Mas eu concordo, assim, eu acho que essa regra tem que ser mantida, mas ela tem que mudar de nome, porque ela não é exatamente um erro de identificação.

O erro de identificação surge daí Eu mostrei o cartão para um cara, mas eu confundi. É o famoso Corinthians e Palmeiras do Gabriel, né? Cara, eu mostrei o cartão para ele, mas não era ele, era outro. Putz, me confundi.

?Voz C

É no caso do Maicon, que hoje está no Galo? Isso, isso, isso. Ele que fez a falta e o Gabriel que levou amarela.

?Voz B

Então, eu acho que isso tem que ser trabalhado para ser redigido de outro jeito na regra, porque eu acho a aplicação boa, mas eu acho que ela está sendo divulgada de uma maneira a gerar confusão. Mas eu acho que a aplicação é correta, porque ela existe para isso. E o cara embolou assim, desculpa, velho. A Suíça estava melhor no jogo naquele andamento. A Suíça teria chance de virar o jogo. A bola tem que entrar.

?Voz C

O resultado mais provável naquele momento era uma virada da Suíça.

?Voz A

Ou ia para prorrogação 11 a 11.

?Voz C

É porque se fosse para prorrogação, a Argentina ia morrer na prorrogação.

?Voz B

A Argentina tava fisicamente desgastadíssima no jogo. E assim, aí depois o Scaloni faz o que tem que fazer. A Suíça já não tinha mais condição de atacar. E aí assim, a Argentina em vez de ter meio-campistas passou a ter ataque, ataque, ataque, ataque, porque ela sabia que a Suíça não ia mais ter condição de contra-atacar. E aí uma hora a casa cai, cara. Você tem jogadores talentosos, a bola caiu no pé do Julián Álvarez, que sacanagem, para achar aquele chute ali.

?Voz D

E mentalmente, né, e mentalmente a Argentina nesse momento ela cresce de uma maneira que esmaga a Suíça ali. A partir do momento que houve a expulsão do Embolo, era evidente que a Argentina faria o segundo gol. Sabe, no tempo normal, na prorrogação, acho que ninguém tinha dúvida que a Argentina ganharia aquele jogo, porque aí mentalmente eles são muito fortes. E tudo isso que aconteceu com o Embolo, eu até falei ali em cima do Biratana, é o Paredes, ele tava já na cabeça de todo mundo ali em campo, porque ele chega junto em toda bola, provoca, ele ignora.

Assim, o Paredes, ele é o típico meio-campista argentino provocador que consegue entrar na cabeça do adversário, e ele fez isso. Na prática ele fez isso.

?Voz A

Ó, então ficamos assim de novo. Vamos mostrar na tela aqui, por favor, o nosso balanço das quartas de final. Tivemos, bom, vamos lá, melhor jogo Inglaterra e Noruega, decepção Marrocos, o craque foi o Bellerin, o personagem ou a história foi a expulsão de Embolo. Tô aqui vendo o Opta. O Opta dá chance de título, né? Bom, equilíbrio, né? Não tem muito, não tem muito para onde correr nesse momento.

?Voz B

Não, porque assim, a França é a favorita, mas a França também pega a segunda favorita em tese. Então isso faz com que a França não seja uma ultra favorita, porque ela tem que primeiro passar da Espanha, que é um jogo duro. E do outro lado, vamos ver também Inglaterra e Argentina. Eu acho Inglaterra favorita pelo que tá jogando, mas eu até, a gente falou muito da Copa de 90 no começo do programa, Falei no Linha ontem, essa campanha da Argentina lembra tanto 90, aos trancos, porque era isso, né?

Argentina chegou em 90 como campeã mundial com o seu 10 lendário em alguns momentos carregando o time, passando daquele jeito, né, trombando aqui. Nossa, o mata-mata da Argentina foi Brasil tomando pressão o jogo inteiro, achando uma jogada genial, 3 bolas na trave, achando uma jogada genial e ganhando. E o Iugoslávia, um jogo Feio, feio, feio.

?Voz C

A Iugoslávia era muito mais time que a Argentina, porque a Iugoslávia era a base da Iugoslávia, tinha sido campeã mundial sub-20 em 87, e ainda era um time que tinha os craques da Sérvia e alguns que formariam a geração croata dos anos 90.

?Voz B

Estrela Vermelha seria campeão europeu no ano seguinte.

?Voz C

O Bobão não foi convocado porque ele teve aquela briga com as autoridades, né, com a polícia, naquele jogo deu confusão do time de Zagreb e Hajduk Split, mas Tinha o Savicevic, por exemplo, que foi ídolo da Sérvia, né? Mas tinha o Prosinečki.

?Voz B

Stojković fez uma baita Copa, era um super time.

?Voz C

Aliás, uma coisa, né? Quando o Gustavo foi falar dos times estranhos que estavam em semifinais assim, né? Ele não mencionou a Bulgária de 94.

?Voz B

É, só a Suécia.

?Voz C

Engraçado.

?Voz D

Claro, porque a Bulgária era Hristo Stoichkov, aí é gigante.

?Voz B

Mas eu citei 90 por isso assim, porque a Argentina foi, foi indo, foi indo, foi indo. Quando chegou a Argentina e Itália, a Itália vinha sem levar gol na Copa. A Itália era um time fantástico, era assim, Itália e Alemanha eram as melhores seleções daquela Copa, era a final esperada por todo mundo. E a Argentina foi, a Itália faz 1 a 0, e aí uma bolinha, o Zenga que não tinha levado gol na Copa sai mal na bola e tal, Caniggia vai lá, mete o gol de cabeça.

?Voz C

O único tempo que a Argentina jogou bem na Copa de verdade foi o segundo tempo contra a Itália. A primeira fase da Argentina se arrastando, ela classifica na repescagem, a Argentina foi terceira colocada no grupo. Foi o único tempo de jogo que a Argentina jogou bem, foi aquele. Mas eu tenho um colega nosso, não vou revelar porque senão se a Argentina passar ele vai ser alvo aí. Ele mandou mensagem antes do jogo Argentina e Suíça, ele falou que a Argentina tava com cara do Brasil de 2014.

Foi passando porque a tabela meio que permitia ter essa margem, mas ele tá esperando a hora de ter um choque de realidade mais claro e não 7 a 1 nesse, não 7 a 1.

?Voz B

Aí tem dois pontos, né? Vamos ver, porque pode ser o jogo da Itália que a Argentina finalmente acorda. Mas na final com a Alemanha, a distância ficou muito clara. Foi o jogo, o jogo foi 1 a 0 com gol no final, mas a Argentina não chegou perto de ganhar aquele jogo.

?Voz C

Tinha uma coisa que ajudava a Argentina naquela época, que o futebol daquela época era um futebol que as defesas prevaleciam muito. Era muito fácil você amarrar um 0 a 0, tudo recuava pro goleiro. É como foi, ela fez com a Iugoslávia e quase fez com a Alemanha Ocidental. Agora é mais difícil, né, você segurar. Agora o futebol de hoje tem, as regras mudaram depois daquela Copa, inclusive por causa disso.

?Voz A

Bom, nós vamos falar então Já que estamos falando de Argentina e Suíça, repercutir um pouco a vitória da Argentina na prorrogação. Temos o Mendel Widlowicz, que temos o Renato Senise. Primeiro vamos com o—

?Voz D

deixa eu dar tchau então.

?Voz A

Calma, já quer ir já?

?Voz D

Mas já, já, porque eu libero para vocês aí. A gente tem que descobrir aqui, eu tenho que entrar já no ginásio, que eu tenho que— a gente tem que descobrir a entrada aqui onde vai ser o treino do Chicago Sky. Então, hora de dizer tchau.

?Voz A

Isso, isso, porque o jogo é só às 8 horas da noite, já vai ser longo aí, né, Gustavo?

?Voz D

Não, não, não, agora eu tô aqui só para entrevistar Camila Cardoso, e aí, e aí tá marcado agora para fazer isso no treino do Chicago Sky. Aí depois a gente vai embora, à noite, final de tarde, a gente volta aqui para o jogo.

?Voz A

Ah, tá bom, então você volta amanhã aqui, né?

?Voz D

Volta amanhã, é cobertura já do Matchday -1, né, com as coletivas e treinos. Da, tanto de Espanha como França. Aí a gente encaixa aí os links no meio de toda, de toda a programação oficial da FIFA.

?Voz A

Tá bom, bom trabalho aí, Gusttavo.

?Voz D

Valeu, até amanhã, gente.

?Voz A

Então seguimos repercutindo a vitória da Argentina, começamos com a repercussão do jogo. Mendel Blinowski, fala, Mendel.

?Voz G

Olá, amigos do Futebol no Mundo, falamos de Kansas City que viu a classificação da Argentina à semifinal da Copa do Mundo, passando pela Suíça, mais uma vez com sofrimento. Foi assim contra Cabo Verde, contra o Egito, e agora nas quartas de final com sofrimento contra a Suíça. Mais uma vez a Argentina demonstrando um futebol não esperado pelos torcedores. Torcida, imprensa imaginava um futebol melhor da seleção argentina, mas com coração, com luta até o fim do jogo.

A Argentina que saiu na frente com o Mac Allister, sofreu o gol de empate, teve a expulsão, e aí o jogo foi para prorrogação. E no finalzinho aí o Julian Alvarez fez um golaço, depois o Lautaro Martínez fechou o placar, vitória por 3 a 1. Os suíços saíram na bronca com arbitragem na expulsão do Embolo, admitindo, né, que faz parte da regra Essa identificação errada do cartão, o VAR chamando, a troca do cartão amarelo de um jogador de um time, Paredes, para um jogador de outro time, o Embolô, pela simulação.

Mas dizendo que o VAR estragou o jogo, essa foi a tônica das entrevistas, que o VAR acabou matando o jogo nessa expulsão do Embolô. É, o fato é que mudou totalmente a dinâmica da partida. A Suíça recuou mais, a Argentina foi pressionando tanto no final da partida como na prorrogação até conseguir essa vitória por 3 a 1. E agora enfrenta a Inglaterra. E aí, conversando com os torcedores da Argentina, alguns colocam esse contexto histórico como algo do passado, contexto político, Guerra das Malvinas, e o contexto histórico em Copas do Mundo.

Mas muitos torcedores, claro, dizem que isso é um aspecto importante, que isso vai entrar em campo, que realmente é o adversário que a Argentina queria pegar. Tem toda essa rivalidade histórica, sexta vez que Argentina e Inglaterra se enfrentam em Copas do Mundo. A primeira vez foi na Copa de 62, vitória da Inglaterra por 3 a 1. Aí 66, 1 a 0 Inglaterra nas quartas de final, teve expulsão do Antônio Rattin, que faleceu recentemente.

E aí na Copa de 1986, o confronto mais lembrado, 40 anos atrás, Argentina 2 a 1 contra Inglaterra, com 2 gols de Diego Armando Maradona, um gol de mão, o outro um gol antológico passando por todo o time da Inglaterra. É claro, é o confronto que os argentinos mais lembram. Em 98 teve expulsão do Beckham, jogo 2 a 2, foi para os pênaltis, e aí a Argentina avançou O jogo valia pelas oitavas de final. Em 2002, 1 a 0 Inglaterra, gol de pênalti do Beckham.

Então é uma longa história, um confronto que tem todo esse aspecto, carrega todo o histórico entre as duas seleções, entre os dois países. E os argentinos estão esperando, claro, estão confiantes, mas pelo espírito argentino do que realmente pelo futebol. Dibu Martínez tanto que quebrar a bola muitas vezes lá para frente, tem sido assim. Claro, tem a genialidade de Lionel Messi, que havia marcado nos 9 jogos anteriores em Copas do Mundo, não fez gol nessa partida, mas sempre participando.

E tem grandes jogadores, Argentina podem decidir em jogadas individuais. Expectativa por esse grande confronto agora então, Inglaterra e Argentina, semifinal de Copa do Mundo, amigos.

?Voz A

Valeu, Mendel. Na quarta-feira lá em Atlanta. Agora repercussão do lado da Suíça. Que pecado, hein? Que pecado. Renato Cerisi, fala, Renato.

?Voz F

Quase 6 da manhã no horário suíço e agora acabou a partida. Do meu lado esquerdo, o belíssimo Rio Genebra com o belíssimo nascer do sol. Por aqui amanhece cedo, né? Verão, o sol começa a aparecer a partir das 5 da manhã. Do meu lado direito, a fan zone, onde mais de 1000 pessoas assistiram a partida entre Suíça e Argentina, e todo mundo saiu muito rapidamente, todo mundo muito chateado com o que aconteceu. Foi uma partida emocionante.

Primeiro, os suíços lamentaram o gol do Mac Allister. Argentina fez 1 a 0, mas a comemoração no gol de empate da Suíça Foi realmente muito bonita de se ver. Mas aí a Argentina, que vem passando sem empolgar muito, mas fazendo o que precisa fazer, acabou vencendo na prorrogação por 3 a 1. Só que de novo os suíços, assim como falavam antes da partida reclamam muito da arbitragem, não concordam com a expulsão ainda na segunda etapa que acabou prejudicando muito a Suíça.

Para eles, mais uma vez a Argentina foi ajudada e de novo a FIFA precisa ser questionada.

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?Voz F

Mais uma vez a Suíça chega às quartas de final e mais uma vez não consegue passar para a semifinal e deve ser o fim dos ciclo de jogadores importantes, né? O capitão Xhaka, 4ª Copa do Mundo seguida. Ricardo Rodríguez, 4ª Copa do Mundo seguida também, devem se despedir. Outros 5 jogadores disputaram a 3ª Copa do Mundo seguida. Então é uma Suíça que acaba o ciclo de maneira honrosa, chegou às quartas de final mais do que muita gente imaginava, mas fica esse gostinho de que poderia ter chegado mais longe segundo suíços se não fosse a arbitragem.

?Voz A

É isso, Senise. A Suíça jogou para vencer a Argentina. E assim, se a Argentina for campeã, independentemente, ela não fez até aqui uma boa Copa do Mundo. Nós vimos as questões físicas, essas viradas todas. Ela não consegue jogar na primeira parte dos jogos, é incrível. Tudo bem, ontem fez o primeiro gol, mas depois o primeiro tempo sofrível.

?Voz B

É que o ponto para mim é que assim, para ser campeão agora vai ter que jogar bem contra a Inglaterra e contra a Espanha ou França. Então assim, de um jeito ou de outro, para ser campeão agora a bola vai ter que aparecer. Não dá mais para ser campeão sem jogar bola.

?Voz A

Ontem acho que não dá mais.

?Voz B

Deu para chegar até aqui e já não era para ter chegado se não fosse o Embolô, entendeu? Contra Cabo Verde, Egito, você ainda vai ali tropeçando, papapá. Agora ontem Ontem já era para ter acabado ali. Ontem foi uma providência, não vou dizer divina.

?Voz C

Literalmente, já poderia ter acabado contra o Egito, né? Poderia. Uma seleção que tivesse até uma experiência mais de um mata-mata nesse nível, né? Alguma coisa. Se fosse contra Marrocos, aquele jogo, Marrocos não tomaria aquela virada como hoje tomou para pegar uma outra seleção africana, né? Então assim, já poderia ter sido ali naquele momento. Então assim, Argentina já tá ali no sufoco. Tá avançando. Uma coisa que tá me incomodando muito na Argentina é como esse time, ele não é mentalmente tão forte assim quanto eu imaginava.

Ele é um time muito instável mentalmente. Quando ele tem uns picos de confiança, ele vai lá no céu. Esse time acha que é capaz de tudo. Só que assim, o time, quando a coisa começa a se virar contra ele, é um time que fica— você viu os jogadores olhando pra cara do outro, o que a gente faz agora? Acho que é um time que fica— contra o Egito tava assim. Mas se demorar mais 5 minutos pra sair... É que quando sai o gol...

?Voz B

O gol sai num momento muito importante.

?Voz C

O gol sai e dá uma confiança, daí a torcida entra no jogo, o Messi volta a correr muito.

?Voz A

É, vira muito rápido, né?

?Voz C

E vira muito rápido. Então, por quê? Porque a Argentina é assim, é um time muito bipolar, ela tem picos e depressões muito rápido, assim. Quando pegar um jogo meio pesado e que a coisa começar, daí ela não achar a boa notícia que dê confiança de volta... A boa notícia, no caso, foi a expulsão do Embolo.

?Voz E

Exato.

?Voz C

Talvez ela não consiga recuperar.

?Voz B

A Argentina fez o gol com 10 minutos, no escanteio do Messi, gol do Mac Allister, e assumiu uma posição de passividade no jogo que só acabou na expulsão, né? Só acabou. Você não é obrigado a continuar atacando loucamente, tá ganhando o jogo, mas também não é, não é assim, não justifica você não ter nada em termos de volume e ser tão sufocado. Não foi um sufoco assim de ter muitas chances, Mas a Suíça jogou no campo da Argentina todo o primeiro tempo praticamente, né?

E bom, vamos ver agora. Aí para mim tem um ponto: duas prorrogações. Tudo bem que a Inglaterra jogou uma agora, mas a Argentina é um time mais velho, a Argentina é um time que me parece sentir muito a parte física. E talvez o Scaloni tem que pensar em mudanças, né? Como é que a gente, como é que a Inglaterra, a gente vai marcar a Inglaterra? Como é que a Argentina vai segurar Kane e Bellingham?

?Voz C

E a Argentina vinha se fiando muito assim, ah não, mas eu tenho um time muito técnico que eu fico com a bola, eu com a bola no pé, a Argentina fica confortável. Mas a Suíça tirou a bola da Argentina, a Argentina não conseguiu recuperar.

?Voz B

Exato.

?Voz C

A Suíça, né? Então, e fisicamente a Argentina não tá entregando. A Inglaterra também teve prorrogação, mas eu tenho convicção, neste jogo de quarta-feira, a Inglaterra vai chegar com mais condição física para encarar uma maratona.

?Voz A

É, mas a Argentina fisicamente já vem mostrando, não foi só ontem, né?

?Voz B

Não, não, é um time envelhecido, um time envelhecido.

?Voz A

Tudo, tudo bem, você tem o Messi lá, você viu, no segundo tempo, na prorrogação, dando piques, mas o Messi fez uma partida muito ruim.

?Voz C

Agora, é um jogo que vai ter outros elementos, tem uma rivalidade Argentina-Inglaterra que é uma rivalidade só de um lado. Os ingleses não estão muito aí com a Argentina, os argentinos odeiam muito os ingleses por causa das Malvinas. Então é uma rivalidade muito de um lado e a gente tem uma tendência a ver, não, a Inglaterra sempre amarela, tudo. O retrospecto em Copa entre Argentina e Inglaterra, acreditem, ele é altamente favorável à Inglaterra.

Foram 5 jogos, 3 vitórias a Inglaterra, 1 empate. Tudo bem, é um empate que a Argentina ganhou nos pênaltis, mas 1 empate e 1 vitória só da Argentina, que foi a dos 2 gols do Maradona, do golaço e do gol de mão. Aí foi a única vitória da Argentina contra a Inglaterra em Copas, sendo que a Inglaterra ela já eliminou a Argentina 3 vezes de Copa. Copa de 62 era jogo de fase de grupos, mas a Inglaterra eliminou a Argentina com a vitória no confronto direto. 66, que foi o jogo que forçou a FIFA criar os cartões.

Aliás, morreu o Ratinho, foi, morreu ontem, né? Morreu no dia, ele que foi o jogador expulso, da Argentina naquele jogo. E em 2002, que era um timaço da Argentina favorito para Copa, caiu na primeira fase porque perdeu da Inglaterra com gol do Beckham. Então assim, o retrospecto não é favorável à Argentina, não é um jogo que costuma ser tão confortável para eles.

?Voz B

98 é um jogo épico de Copa do Mundo, né? Aquele golaço do Owen, que ele sai fazendo fila driblando, mete no ângulo. A expulsão do Beckham cavada pelo Simeone, né? Que o Beckham dá um totozinho, Simeone se joga.

?Voz C

E se tivesse VAR, talvez o Beckham passasse só com amarelo.

?Voz F

É, é, é.

?Voz B

E aí tem a expulsão, enfim. E o filho do Simeone tá aí agora, né? Aliás, eu falei no Linha, ó.

?Voz C

E o pai tá lá na sala, tá de olho, né?

?Voz B

Mas, cara, é isso. O jogo tem muita história, tem muito personagem. É um jogo de um caráter anímico, de fato, que os argentinos vão ter que tirar um pouco, cada um vai ter que tirar 10% a mais ali para compensar esse desgaste físico.

?Voz A

Agora vamos para o outro lado da semifinal. A Inglaterra passou pela Noruega. Baita jogo, baita jogo! Os grandes personagens não apareceram, mas apareceu o Jude Bellingham. Gustavo Zuppa, que fala, Zuppa?

?Voz H

Fala, Alex, um abração para turma toda, para o fã de esporte por aqui ainda. Bom dia, recuperando, né, Alex, do que foi a intensidade do jogo de ontem, o penúltimo jogo aqui em Miami entre Inglaterra e Noruega. Fico com as palavras do Thomas Tuchel após a partida para provocar reflexão, né? Logo após a partida, né, o Thomas Tuchel falou, olha, em termos de mentalidade, teve esse time, teve um mental muito forte, dá para a gente engarrafar o mental desse time e vender de tão mental, fortemente, forte mentalmente que foi esse time, mas não jogamos bem.

E aí depois o Bellingham respondeu, aquela coisa toda. Mas eu acho que esse é o ponto, a essa altura da Copa jogar bem não é o principal, os times precisam ter força. Eu acho que a Inglaterra saiu aqui de Miami ontem com muita força. Não foi um jogo fácil, foi um jogo que as equipes alternaram muito. Primeiro tempo, Inglaterra dominou a Noruega, mas com dificuldade para criar chance, até que a Noruega encontrou o golaço do Schjelderup, um gol espetacular, novidade do Stavnsvoldbakken para a partida, para abrir o marcador.

A Inglaterra empatou num gol fantástico do fantástico Jude Bellingham. Aí no segundo tempo, para mim, a chave do jogo, né, companheiros? A Noruega foi muito superior à Inglaterra no segundo tempo. Faltou perna para Inglaterra na segunda etapa, faltou ideia para Inglaterra na segunda etapa. Mas a Inglaterra soube suportar este momento dramático do jogo e encontrar o caminho para vencer. E para mim, essa é a principal reflexão: fim de temporada europeia, Copa do Mundo de viagens, de muito calor, de muito desgaste, de mais jogos.

Tá todo mundo muito no limite. Os times não vão jogar o que a gente sabe que eles podem jogar, eles vão jogar abaixo. A questão que fica é: quando você estiver abaixo, como você vai fazer para revirar o jogo? E a Inglaterra conseguiu, né, com mental muito forte e com o banco de reservas. Morgan Rodgers ajudou, Jadon Sancho entrou muito bem pelo lado esquerdo. O Nyland, que foi um goleiraço contra o Brasil, rebateu tudo contra Inglaterra.

E o Jude Bellingham foi o craque do jogo. Então, em um jogo difícil que não foi brilhante, longe disso, mas onde o time soube sair do buraco, a Inglaterra com força chega para essa semifinal que vai ser histórica contra a Argentina. E é o que todo mundo quer ver. E do lado da Noruega, né, Alex, um misto, é um abatimento nítido nos jogadores, mas eles sabem o que eles fizeram nesta Copa do Mundo. A Noruega sai maior do que entrou.

Miami agora, Alex, espera só o jogo de terceiro lugar. Vamos ver quem vem. 4 seleções brilhantes nas semifinais, enormes, muito boas. 2 passarão por aqui nessa última vez e a Inglaterra cantou Wonderwall a plenos pulmões com uma classificação mais forte do que brilhante para semifinal, companheiro.

?Voz A

Valeu, Zupac! Aguardando a disputa do terceiro lugar, vai ser uma, vai ser uma disputa estranha, né? Porque nós estamos falando de 2, pode ter artilharia em jogo, hein? Pode ter, então pode ter o Harry Kane, pode ter Messi, pode ter Mbappé. É estranho, mas assim, faltou para Noruega ontem time para matar o jogo, né?

?Voz B

E vou falar, a Inglaterra fez um trabalho muito bom com Haaland, hein?

?Voz E

Fez.

?Voz B

A gente fala que é difícil marcar, foi o único jogo desde o começo das eliminatórias que ele não marcou. Ele marcou em todas as rodadas eliminatórias, marcou em todos os jogos que ele tinha jogado na Copa, tinha feito 7 gols em 4 jogos, agora terminou com 7 em 5, que é uma fantástica média ainda assim, vamos dizer. Mas conseguiram praticamente tirar o Haaland do jogo, assim, incomodá-lo fisicamente, marcá-lo de perto, né, não permitir situações que ele atacasse o ponto cego, como foi no gol contra, no primeiro gol contra o Brasil, por exemplo.

Ele até acabou saindo na prorrogação, né, como a gente tá vendo aí. Mas tudo bem que isso gera espaços em outros lados, né, como o gol da Noruega que sai com o Schjædrup pelo lado esquerdo. Mas a verdade é que a Inglaterra fez um bom trabalho limitando o Haaland no jogo. E aí, de resto, acho que o Tuchel tentou ousar no intervalo porque tava difícil entrar no bloco baixo da Noruega. Ele tira o Rice porque o Rice ficou 3 dias de cama.

É bom lembrar isso, né? O Rice tava com gripe. E aí ele ficou até isolado para não passar gripe para o resto do elenco, né? Porque a Noruega chegou a ter um surto de resfriado em Miami. E só que ele coloca o Weah, né? E aí quando ele coloca o Weah, ele faz uma coisa que eu acho que não foi muito acertada. Que ele puxa o Bellingham mais para trás, e o Bellingham precisa estar perto do gol, né, para resolver os jogos. Então depois ele corrige, ele coloca o Reece James no meio, também não funciona tão bem.

Aí ele entra com o Rodgers, volta com o Reece James para lateral. Aí que a Inglaterra dá uma estabilizada. O segundo gol, o gol da virada, sai justamente num chute do Morgan Rodgers, que o Bellingham com muito oportunismo faz o gol da virada. Mas o engraçado foi o pós-jogo, que o Tuchel não ficou muito feliz com a atuação, o Bellingham não ficou muito feliz dele não ter ficado feliz. Falou que é, ele não sabe o que é jogar nessas condições contra esses caras, né?

O repórter isqueirinho também já foi fazer a fofoca do Tuchel para o Bellingham. Mas tudo bem, os caras só precisam ficar mais uma semana juntos também, né? Aí nessa altura do campeonato agora é se fechar, ganhar, tentar ganhar a Copa do Mundo. Porque imagina para os ingleses, cara, eliminar a Argentina e depois uma eventual final com a França, que assim, o Biratão fala que é mais unilateral dos argentinos, mas os ingleses com os franceses, aí é bem bilateral.

?Voz C

Uma coisa que tá me agradando na Inglaterra, e assim, o Tuchel vai levar muito crédito por isso se der tudo certo para ele, é que ele bancou a ideia de um time de quem tá bem, de quem forma um grupo, e um time que no final das contas acaba resultando um time mais cascudo. Ele não foi tanto no canto da sereia de convocar um time de craques, e alguns craques em má fase, que daí chega na hora da Copa e não entrega. Né? Então, jogador que no final das contas se esconde, se esconde às vezes pela má fase.

Não tô falando que o cara é amarelão, tô falando que assim, porque o cara não tá com futebol, não tá jogando futebol, já ficou a temporada inteira sem jogar futebol. Daí chega na Copa, ele não joga, normal assim, só tá seguindo a tendência. E não, né? Então foi um time que é um time que tá aparecendo, tá brigando muito. Não é uma característica que muitas vezes a gente dá para o futebol, para seleção inglesa, né? Que a gente tem uma visão de uma seleção mais wannabe, né?

?Voz B

Esse time tem brilho. É, então na Argentina diriam que tem ovo, eles têm eggs.

?Voz C

É que eles usam outro termo, né? Eles usam outro termo, mas assim, então inclusive até por isso eu acho que Inglaterra, por exemplo, no caso do que até o Gustavo mencionou, que o Paredes entrou na cabeça de todos os jogadores do meio de campo da Suíça no jogo, entrou mesmo. Eu acho que a Inglaterra vai estar mais cascuda para esse tipo de situação. E eu não duvido que a Argentina tente levar um jogo por esse caminho. Se o jogo tiver desconfortável para Argentina, Tentar desestabilizar a Inglaterra, porque já deu certo em 98 com o Beckham e o Simeone.

Tentar fazer isso. E eu não sei, mas assim, esse time da Inglaterra, eu acho que talvez não seja que nem a França contra o Paraguai, mas parece que é um time que tá um pouquinho mais preparado para lidar com esse tipo de jogo também. Teve muita reclamação do jogo contra, pré-jogo, jogo contra o México na altitude. Até teve um monte de meme dos escoceses fazendo meme que, nossa, os ingleses parece que vão jogar na Lua também. Nossa, como ele tava falando, altitude, nossa.

No final das contas, a Inglaterra foi lá e jogou o jogo. Jogou. E os jogadores não saíram reclamando dessas condições. Então, acho que é uma Inglaterra que acho que entendeu também que vai ter que ser um jogo de uma Copa do Mundo que vai ter que superar algumas coisas. E eu acho que ela chega muito forte para esse jogo contra a Argentina, porque ela também já foi testada em situações adversas e soube superar. E daí eu não falo nem só desse jogo, jogo contra o México também.

No caso, a situação adversa foi uma expulsão, o placar tava favorável. Mas aquele momento, o México com um a menos, segundo tempo inteiro pela frente, o México com um a mais em campo, é uma situação complicada para a Inglaterra. E a Inglaterra teve que se dedicar muito naquele jogo.

?Voz A

Argentina e Inglaterra quarta-feira em Atlanta. Na terça-feira teremos em Dallas Espanha e França. Vamos falar dessa outra grande semifinal. A França descansando, jogou na quinta, né? E ainda teve o jogo mais fácil das quartas de final e só vai jogar na terça. E se chegar na final, só vai jogar no domingo. A França caminha muito para chegar a essa grande decisão de uma forma até que tranquila. Pedro Ivalmeida aqui no Futebol no Mundo com as informações. Onde você está, Pedro? Acho que tá um field goal aí.

?Voz E

É, pois é, tá bonito aqui, Alex. Tá bonito, você gostou? Um field goal, um campo aqui sintético, não é grama natural, campo sintético aqui de treinamento da Universidade Bentley, que é a casa, né, da França aqui em Boston durante toda essa Copa do Mundo. A França treina aqui na minha diagonal, aqui é coisa de uns 200 metros aqui. A gente não pode estar lá, França treinando nesse momento, inclusive treino fechado hoje. Então a gente vem para cá, para esse campo anexo da universidade, que é onde a gente pode ficar aqui, poder entrar ao vivo na programação, conversar com vocês.

Ficamos por aqui para participar desse futebol no mundo. Me chamou atenção, você falou em clima leve, né? Eu acho que é isso. Eu tava aqui conversando com a turma aqui, o Israel, nosso cinegrafista, tá aqui, o Cadu também do digital. Porque a gente tá acostumado com um consumo de Copa do Mundo, uma cobertura de Copa do Mundo. Eu tava vendo os vídeos, né, dos argentinos com Messi. Zona mista do Messi é um negócio de maluco, o treino do Messi é um negócio de maluco, a seleção brasileira tudo é muito grandioso.

Aqui, se a gente pega um desavisado e traz para cá e fala, aqui tá treinando a semifinalista de Copa do Mundo, das melhores seleções dos últimos tempos, Mbappé, Olise, N'Diabélé estão ali no campo, o cara vai olhar assim meio desconfiado. Coletiva de hoje muito tranquila. Pulaqui, Lacroix e Konaté conversaram com a imprensa, bateram um papo ali, 10, 12 minutos cada um. Não tinha 50 jornalistas na sala, Alex. É tudo bem que tem uma parte grande da galera que cobre França que já se deslocou para Dallas, mas ainda assim uma coletiva muito tranquila, poucas perguntas, pouca gente acompanhando esse dia a dia da França aqui ainda que o treino fosse fechado.

Então confirma, né, corrobora essa sensação de leveza e aquela coletiva que não é aquela coisa querendo tirar sangue. O Léo brincou do isqueirinho, né, o cara foi lá, escutou tucho, pegou, levou para o Bellingham, Aqui tá algo bem leve, algo bem tranquilo. Jogadores batem muito nessa tecla, né, e tentar deixar um ambiente leve. Lá, conversou com a gente, o Konaté também chama atenção. O próprio Konaté, ele é provocado minimamente a responder as frases do Amal sobre a Espanha ser um problema para França e tudo mais.

Ele falou, olha, sinceramente, a gente não tá consumindo isso aqui, a gente não tá olhando para isso aqui, a gente não vai cair nessa armadilha, a gente sabe bem como as coisas funcionam, a gente não tá preocupado com isso, a gente não vai responder. Sabe, é algo normal, a gente não tá olhando para isso. Depois falou sobre marcar o Eamal. Eamal te assusta? Ele não, não tem que marcar o Eamal, são muitas armas na Espanha que podem nos machucar, então a gente tem que marcar o coletivo.

Então assim, desviando de qualquer bala que possa tirar a França dessa rota de leveza, de tranquilidade, um clima desse ambiente aqui que você tá vendo, não tem ninguém atrás, dá para ouvir o som dos pássaros, é de fato algo muito tranquilo que chama atenção nesse base camp da França. E por aqui só uma informaçãozinha: o treino de hoje tá fechado, treino de ontem foi aberto. Alex, Upamecano e Saliba foram os únicos jogadores dos 26, né, do grupo da França aqui que não foram a campo.

Os 3 goleiros fizeram atividade à parte, todos os outros jogadores se dividiram. Quem entrou em campo como titular contra Marrocos fez um trabalho mais físico, uma corridinha levezinha. Olise, Rabiot estavam de tênis, restante chuteira. Agora, Upamecano e Saliba não foram a campo. A gente tentou ir atrás das informações para entender. O Saliba é uma questão já de praxe aqui, ele tem questões musculares, dores nas costas ao longo de toda a Copa.

Então ele sempre tem uma carga muito reduzida de treinamentos para poder estar o mais próximo do inteiro possível nos jogos. O Upamecano tem uma questão de dores no pé, então sempre que possível também é poupado. Ontem ainda faltavam 3 dias para o jogo, então seguraram ali o Upamecano. Saiu a informação que eles iriam a campo hoje, vamos checar ao longo do dia, mas por enquanto tudo muito tranquilo. Diz a comissão técnica francesa que eles não preocupam para esse grande jogo contra a Espanha.

Lacroix e Konaté atenderam imprensa. Seleção treina aqui hoje aparentemente completa. França segue numa tranquilidade absurda e dá para entender porque que, caso avancem à final, eles não querem ficar naquele burburinho de Nova Jersey, Nova York, não. Voltam para casa, base de Boston, antes da aguardada final, caso se confirme após uma vitória, uma classificação contra a Espanha.

?Voz A

Fica aí, Pedro, pera aí, fala, fala, Léo. Eu ia falar, a França tá fazendo direitinho dessa vez, né? Não tem polêmica. Na Copa passada é centroavante, é o atacante.

?Voz E

Pegou o documentário lá e falou, ó, vamos fazer tudo ao contrário. Pegou o documentário lá de 2010 e falou, vamos fazer tudo ao contrário.

?Voz A

É bem isso.

?Voz B

Já na última Copa teve aquela situação do Benzema, né? O Benzema tá fora, fica aí, não precisa voltar não.

?Voz C

O Benzema fez parte do elenco, inclusive, ele não foi cortado.

?Voz B

Nunca foi cortado, só tá no cantinho. Fica aí, fica aí, fica aí, não precisa voltar não, não arruma confusão não. Mas é isso assim, o Yamal. E assim, eu, ao contrário de muita gente, não condeno o Yamal não. O que que ele vai falar? Ah, não sei, pô, não estamos tão bem quanto eles e tal. É, se o Yamal não jogar a confiança dos espanhóis para cima, quem é que vai jogar? Eu sou super a favor dele falar mesmo. E os franceses, se não quiserem entrar na pilha, estão na deles também. Eu acho que, cara, isso promove o jogo.

?Voz A

É, pois é, tem isso, né?

?Voz B

Isso promove o jogo, pô. O que que vai acontecer se a França ganhar? Vão encher o saco do Yamal? Nossa Senhora, vai mudar a vida dele? Ele vai continuar jogando. O melhor que pode acontecer é ele, antes de completar 20 anos, ter uma Euro e uma Copa do Mundo no currículo. É o melhor que pode acontecer para ele, né? Então assim, o que que ele perde, cara? Eu acho que ele tá na dele, tá super na dele. Os franceses estão super na deles também em fechar os ouvidos para isso e focar no jogo. É, tá cada um fazendo, jogando o seu jogo.

?Voz A

E o Deschamps não é que ele tá passando essa Copa toda sem ser questionado.

?Voz B

E ele não entra em polêmica, ele não entra. Você pode perceber, fala o negócio de Marrocos, ah, mas o jogo, né, o jogo da outra Copa, o que que você achou, arbitragem e tal? Ah, mas e o árbitro argentino? Cara, não vou entrar nessa, eu não nasci ontem, né? Então assim, ele não entra em polêmica, ele é muito esperto, muito sereno, e assim Não dá, não dá para dobrar o Deschamps e fazer ele entrar em confusão, que ele não entra, cara.

?Voz A

É nessa reta final, né, da seleção francesa ainda, né? Ele quer ir embora por cima e acabou, né?

?Voz C

Mas aí também ajuda, né, a seleção que vem naquele grande momento e tá muito segura de si. Você consegue ser leve. Vai mal comparando o Brasil de 2002, assim, que até vinha mal, ciclo ruim, tudo, mas é uma seleção que assim, em relação a Copas do Mundo, vinha de duas finais seguidas, e sendo delas uma com título. E você era o time lá do Poeira, que ficava, o pessoal ficava sambando ali quando saía do vestiário, tudo, né? Você tá mais leve.

E a França acho que tá levando muito isso. Até a falta de preocupação da França em relação ao local da concentração, né? Porque o que me trouxe, eles estão concentrados no hotel que fica no centro de Boston, tipo, então num retiro ali no meio do nada, essas coisas que muita seleção busca. Eles são no meio da cidade, assim. Eu imagino que no dia de folga o cara saia e vai lá na padaria. Não, dá um rolê no parque, né?

?Voz E

Dá um rolê na praia.

?Voz C

De coisa.

?Voz E

Mas é bem isso. E acho que cabe até um debate mais amplo depois, para dezenas de programas que a gente queira fazer. Qual é a fórmula ideal? Tem fórmula ideal? Isola, vai para o meio do mato, família não chega, não tem folga? A França é exatamente isso, Biratani. Estou na frente de um parque movimentadíssimo, uma região movimentadíssima, um downtown ali de Boston, sabe? E de fato é isso que vai pesar. E só sobre essa situação do clima leve e outra respostinha também dos confrontos recentes.

Clima leve, o Konatê também responde: gente, a gente é isso aí mesmo que vocês estão acostumados, a gente brinca, parece uma quinta série, parece muita infantilidade, mas chegou treino e véspera de jogo, chegou dia do jogo, é todo mundo muito focado. Então não confundam o que se vê aqui de risinho, de tranquilidade, sabe, de relaxamento, e achar que isso vai passar para o campo. E ontem a gente debateu muito aquela coisa dos últimos confrontos recentes, né, mata-mata de Espanha, confrontos eliminatórios de Espanha e França, e o Konatê falou: gente, Absolutamente diferente.

Ali era uma linha de zaga que não era entrosada, não tava acostumada. Hoje o papo é outro. Só para a gente recuperar aquela discussãozinha de ontem, que vai se falar muito ao longo dos próximos dias, né, até o jogo, sobre o que foram aqueles confrontos, que pode ser diferente agora. Só para complementar essa leve França, eu confesso que eu sou, eu sou um pouco desconfiado quando tá tudo muito tranquilo assim na cobertura, Alex.

Eu confesso que tenho medo. Para mim, já já a maré vira, eu já acho tudo muito estranho. É som de passarinho, é coletiva com pouca gente, é o time ganhando. Eu não tô muito acostumado com isso não.

?Voz A

Ele tá acostumado com tumulto na Seleção Brasileira, né? Você tá praticamente de folga nesses dias assim, sabe? Com essa, de ambiente, não de trabalho, mas de ambiente, né? Do tumulto que é da Seleção Brasileira.

?Voz E

Você se permite a falar mais de bola, se permite a falar mais de bola, você se permite a falar mais do que é o trabalho, o que que o Deschamps tá conduzindo, o que a gente pode pensar para o jogo. Isso é muito bom também.

?Voz A

É porque a Seleção Brasileira todo dia tem notícia, né? É um negócio meio caótico.

?Voz C

Aquela escalação da França contra a Espanha aquele 5 a 4, por exemplo, a linha, o resto do time até igual, mas a linha defensiva era Kalulu, Konaté, Lenglet e Theo Hernández. Então uma linha defensiva toda, é totalmente diferente.

?Voz A

É exatamente isso. Pedro, bom trabalho aí, até amanhã. E amanhã ainda aí de Boston ou já a caminho?

?Voz E

Amanhã provavelmente consigo falar um pouquinho aqui de Boston, mas no final da tarde eu vou para Atlanta, que a partir de amanhã eu começo a pegar Argentina e Inglaterra. Hoje a gente ainda despacha aqui a França lá para Dallas, Conrado recebe por lá. Amanhã, iniciozinho do dia, eu tô por aqui ainda. Final do dia também tô indo para Atlanta encontrar Sir Mario Marra.

?Voz A

É, vai na outra perna da semifinal. Valeu, Pedro, boa viagem, bom domingo aí.

?Voz E

Falou, gente, beijão, abraço.

?Voz A

Valeu, Pedro Ivo Almeida, direto de Boston com a seleção francesa. Que jogo terça-feira, meu Deus! Vocês estão ansiosos? Eu tô ansioso pelo mundo aí, não tem como escolher, né?

?Voz B

E assim, vamos Vamos lembrar que é a primeira Copa estilo tênis com cabeças de chave.

?Voz A

Sim.

?Voz B

E a FIFA deliberadamente separou os 4.

?Voz C

Com cabeça de chave no mata-mata, né?

?Voz A

Não só nos grupos, né?

?Voz B

Podia não dar certo, porque você não tem como garantir que eles vão ficar em primeiro. Então a chave podia mudar, mas os 4 ficaram em primeiro e os 4 chegaram às semifinais. E uma curiosidade, isso fez com que eles disparassem tanto no ranking da FIFA que assim, é improvável que alguém chegue perto dos 4 nos próximos 4 anos agora. Né, porque os jogos de Copa do Mundo valem muito, né. Então assim, se olhar para o ranking hoje, o Brasil tá em quinto, mas tá em quinto tipo quase 100 pontos atrás.

Então vai demorar para alguém incomodar esses 4 agora. Eles estão cabeças de chave praticamente eternos agora.

?Voz C

Não, é que a Argentina ainda vai ser, provavelmente vai ser cabeça de chave na próxima Copa como país sede, né. E talvez isso ainda tem mais um fator, né. Aí vão ser 6 cabeças de sabe como o país é. Aliás, a Espanha também, a Argentina e a Espanha.

?Voz B

É notícia de hoje que o Infantino deu declarações, vai tentar emplacar o 64.

?Voz C

Sinceramente, meu palpite, ele vai conseguir.

?Voz B

Eu acho que vai.

?Voz A

Eu acho que politicamente ele vai conseguir. A minha questão é só, o que que faz com as eliminatórias então?

?Voz B

Vira Liga das Nações aqui na América do Sul, Liga das Nações, igual já fizeram no feminino, vira Liga das Nações.

?Voz A

Porque assim, não tem mais sentido, até defendo que não tem mais sentido as coisas unificando as Américas, só isso.

?Voz B

Mas você fica Tudo bem, você pode fazer liga nas ações, mas dinheiro, troféu, e aí é o que já tem ali, né?

?Voz A

E como você exclui o, sei lá, 2?

?Voz B

Aí eu pego o último, penúltimo e faço uma repescagem no final.

?Voz A

É isso, é o único jeito. O cara tá falando de 10 seleções, classificam 6, 7, agora se dobrar aí não tem o que fazer mais.

?Voz C

Você pode fazer que nem outros esportes que já fazem isso. Que tem o rugby, faz isso, por exemplo. Como tem certos países que estão na cara que vão jogar a Copa do Mundo, é que no caso do rugby, porque existe um desnível técnico muito grande entre o grupo da elite e o grupo da semielite, existem degraus muito, muito acentuados de um patamar para outro, né? Então o que que eles fazem? O beisebol também tem isso. Assim, já tá classificado.

Se você chegou no rugby, acho que são grupos de 6 na Copa do Mundo, os 4 primeiros de cada grupo já estão na Copa seguinte. Você não precisa nem jogar eliminatórias, nem você fica lá, meu Deus, joga no Six Nations, joga nos torneios dele, joga na Copa. Não precisa perder tempo jogando eliminatória contra— então daqui a pouco a FIFA faz isso, chega lá, chega lá. É que assim, a Itália vai ter que jogar eliminatórias, mas tem um jeito até de garantir que os grandes sempre estejam nas Copas.

Já joga lá, daí você faz só um torneiozinho ali para definir os últimos ali, meu Deus, enquanto os grandes ali se resolvem.

?Voz A

Então seriam 16 grupos de 4, é isso? E classifica os 2. Como regulamento é melhor 64, é melhor 48, porque classifica 2 E vamos fazer os 16 avos de final e segue a vida.

?Voz B

Explicando politicamente, por que que a CONMEBOL quer? Porque nesse momento eles conseguiram com a FIFA, né, para falar que não perderam, conseguiram um jogo no Uruguai para marcar o centenário, um na Argentina e um no Paraguai. Se aumentar para 64, traz mais jogos.

?Voz C

Não, você traz um grupo inteiro, você traz 3 grupos, um assim vai um grupo para o Paraguai, só que daí são 2 estádios por país pelo menos. Agora tá pedindo um estádio, é o Monumental de Nunes é o Centenário, né? E o estádio do novo estádio da CONMEBOL, é, é, não é, não é o Defensores del Chaco. Então, mas é um novo, só que daí você tem motivo para ser um segundo estádio em cada país. Você tem, daí você pode fazer estádio do Olímpia, você pode meter ou Defensores del Chaco, você pode pegar estádio único.

?Voz A

Qual é o próximo passo de 64?

?Voz B

Agora, olhando, olhando para dentro da FIFA, o caso Balogun é uma queimada no infantino. Sim, eu acho que ele Como o projeto de autoritário que ele é, ele talvez tentasse mudar o estatuto para acabar com as reeleições, né?

?Voz C

E o limite de reeleição é isso, isso, isso, isso, o limite de reeleição.

?Voz B

Porque o último mandato dele seria o próximo, né? 27 a 31. Mas eu assim, o que a gente lê é que lá dentro assim, porque assim, a interferência, todo mundo sabe que tem bastidor, que tem politicagem, a interferência esportiva é uma linha que incomoda muito que se cruze. E ela aconteceu nessa Copa do Mundo, a olhos vistos, o caso Balogun. Então assim, o burburinho lá dentro existe, falando, cara, pô, deixa a gente fazer o nosso aqui, sem dar muita pinta, né? Todo mundo aqui faz o seu, né?

?Voz C

E uma coisa que assim, ele, que acho que incomoda muito dentro da lógica de como funciona, do código de honra ali entre dirigentes, tudo, onde o Infantino chutou o pau da barraca mesmo assim. É a questão da soberania da FIFA. Exato. A FIFA, ela gosta de— os dirigentes de futebol em geral gostam de ser soberanos sobre as decisões, nem que seja para fazer besteira, tá? Nem que seja para roubar, nem que seja para cometer atrocidades, mas assim, a FIFA decide, a FIFA tem.

E o Infantino tava nem aí. Aí o Infantino cedeu toda, várias soberanias a FIFA cedeu para o governo americano, para o Trump, sabe? Por vaidade pessoal, entendeu? Tipo, Assim, é coisa boba, mas ao mesmo tempo é simbólico. Quando ele dá de presente ao Trump o troféu do Mundial de Clubes, o troféu do Mundial de Clubes, ele levou para o Trump uma foto, beleza, ele deu de presente para o Trump. O do Chelsea levantou foi outro, quer dizer, fizeram, não tinha mais um, né?

Mas ele deixou um com o Trump de presente. Assim, isso é o tipo de coisa que assim tira, entendeu? Causa constrangimento.

?Voz A

É vaidade, né? É muita política, é muito complicado isso.

?Voz C

Subserviência, né?

?Voz A

É complicado. Vamos embora, voltamos amanhã. Ó, semana inteira de podcast Futebol no Mundo, tá sempre meio-dia. Amanhã, o que que nós vamos fazer amanhã aqui?

?Voz B

A prévia das semifinais, né?

?Voz A

Prévia das semifinais. E na terça e quarta, de repente a gente pode discutir coisas mais filosóficas. É assim, amanhã em clima de semifinal, agora quinta e sexta, sábado Se quiser, já começaram as preliminares da Champions. É, pois é, tem os noticiários aí, tem muita coisa para falar, né? Só falar da seleção da Itália, né?

?Voz B

É, olha só, Maldini, a dupla Maldini e Leonardo. O Leonardo, o Leonardo, bom de— o Leonardo nunca fica parado. Brasileiro Leonardo Araújo Nascimento, ex-lateral da seleção brasileira, vai ser advisor, né? Conselheiro do Paulo Maldini.

?Voz C

É melhor colocar advisor porque conselheiro em italiano, porque pode dar uma conotação ruim.

?Voz B

Conotação, né?

?Voz A

Técnico mesmo não temos, mas tudo bem.

?Voz B

Agora vai ter, né? Hoje o Biratã até compartilhou a notícia da Gazeta falando que talvez o Guardiola não seja questão de dinheiro, seja questão de fazer um projetinho bonito para convencer.

?Voz A

E aí estão pensando em Guardiola assim, com Maldini junto agora já dá outra sensação.

?Voz C

Tendo Leonardo, um brasileiro como conselheiro, você já vai quebrando essa, esse bloqueio do estrangeiro, né?

?Voz B

Acho que eles têm obrigação de tentar. É, eu acho que realisticamente o nome do Conte é o mais possível, mas assim, bate um fio pro Guardiola, vê se ele topa conversar pelo menos. Ele fala bem italiano, cara.

?Voz C

Ué. Eu já vi nas redes sociais italianos falando, pô, ele fala italiano melhor que o Cassano.

?Voz B

Até aí.

?Voz C

É que o Cassano é o cara que eles pegam muito no pé por falar italiano difícil de entender, os próprios italianos pegam.

?Voz A

Nós vamos falar muito dos troços desses. Tchau, Brasil! Bom domingo! 100 jogos. Até amanhã.