Futebol No Mundo na Copa #605: Só a Espanha pode parar a França? Argentina vai sofrer de novo?
Neste sábado (11), nossos comentaristas repercutiram a vitória da Espanha sobre a Bélgica e projetaram os últimos confrontos por vagas na semifinal da Copa do Mundo.
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Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes. Mês Cheio Podcast Futebol no dia 31. 31 dias, faltam quantos dias, Léo?
8?
É, 8 dias.
Cara, hoje eu jogo 100, tá? Só pra te avisar. 100?
100! 100! 100!
100!
Não, não é assim, é 100!
100!
Ô, amigão, dia 31, faltam, peraí, 1, 2, 3, 4, 5, 6 jogos pra terminar a Copa do Mundo, certo? Os 2 jogos de hoje das quartas de final, as 2 semifinais, terceiro lugar e a grande final, terceiro lugar, né? Terceiro lugar vai ser o nosso dia assim...
É, tudo bom, Alex? Eu sempre acho que o terceiro lugar depende muito de quem vai estar lá, né? Então vamos supor, se a Noruega tiver disputando o terceiro lugar, se a Suíça tiver disputando o terceiro lugar, a coisa muda.
Agora imagina a Noruega disputando o terceiro lugar com o Haaland brigando pela artilharia.
Agora, se for, se as semifinais forem Inglaterra, Argentina e Espanha E França, aí o terceiro lugar vai ser meio melancólico, né?
Vai ser difícil. Estamos no ar, tá, com Espanha e França, primeira semifinal definida na próxima terça-feira. E hoje mais dois jogos. Às 6 horas tem Argentina e Suíça e às 10 horas da noite, é 10, né?
É 10, né?
10 da noite.
10 da noite, Argentina e Suíça. Como estamos de ansiedade para hoje?
Como estamos? Nossa, pilhadaços, né? Dois jogos, ainda bem dois jogos, né? Porque esses dias com um jogo ainda tava difícil, porque Acaba o jogo, você fala, e agora, né? O que eu faço? Faz o quê, né? Porque você fica ainda perdidasso.
Quando tem 2 jogos, você começa um, você quer ver o outro. Quando terminou o segundo, você fala, ok, tô satisfeito.
Não, 2 jogos você não tem. Assim, Noruega e Inglaterra, jogaço. Argentina e Suíça, jogaço, jogaço, jogaço.
Você tá no Linha hoje, Léo?
Eu tô no Linha hoje.
Hoje o Linha, só dizer que hoje o Linha a gente começa depois de Argentina e Suíça. Isso pode ser meia-noite, pode ser 1.
E vai ter 2 horas.
E vai ter 2 horas.
Independentemente da hora.
Possivelmente a gente sai do Linha de Passe hoje às 3 da manhã. E vem amanhã meio-dia aqui no YouTube também, tá? Por favor, tá?
É amanhã meio-dia aqui no chat.
Eu sou o Léo só.
Você não? Eu estarei aqui. É, tô animado. Noruega e Inglaterra, Haaland de um lado e Kane do outro, hein? Que duelo, hein?
O grande, não é o grande duelo da Copa do Mundo assim?
Melhor que isso, só Messi contra Mbappé numa final, né?
É, eu acho que assim, né? Claro que a gente olha como duelo individual de jogadores, É, eu acho que é o grande até agora de seleções. Aí eu acho que enfim, a gente não vai ter França-Espanha, né? Não vai ter França-Espanha, mas a gente já teve também Portugal-Espanha, que acho que era um jogo muito aguardado, né? Eu acho até importante que a gente tem esses jogos, porque senão ia ser uma Copa quase sem clássicos, né? Imagina se a Bélgica ontem elimina a Espanha.
Nossa Senhora!
E aí a gente até Bélgica e França, quer dizer, o único Clássico, tem um par de grandes seleções que ele coloca as campeãs mundiais, mas a Holanda, por isso que eu vim de Holanda hoje, eu nem combinei com Alex, tá? Não, não combinei.
Fomos surpreendidos aqui.
No patamar do Léo, Portugal-Espanha também não foi um grande clássico assim das vezes.
Portugal, né, não, foi um bom jogo, mas assim, não é um clássico mundial, é um clássico ibérico.
Então Inglaterra e Noruega não é um clássico, mas é um dos confrontos mais mais legais atualmente.
É legal, até porque assim, 9 jogadores da Noruega jogam na Inglaterra, né? E os 2 principais, né? Haaland e Odegaard. Um joga no City, um joga no Arsenal. Quer dizer, os 2 principais times da Inglaterra hoje têm noruegueses entre os seus protagonistas. Ok, o Odegaard não foi tão protagonista do Arsenal, mas é um jogador importante do Arsenal. O Haaland no City eu não preciso falar. Então assim, esses caras, pô, esses caras se conhecem, se encontram, se enfrentam o tempo inteiro.
O Haaland nasceu na Inglaterra porque o pai dele jogava lá, jogava no Leeds. Inclusive tem uma história de que o Harry Kane, o Roy Keane, né, o irlandês Roy Keane, ex-capitão da Irlanda, acabou com a carreira do pai do Haaland numa vingança, né. Ele aguardou anos para dar uma chegada no pai do Haaland, do Alf-Inge Haaland, e fez isso, né. Então tem muitas histórias interligadas ali, interligadas entre Inglaterra e Noruega, que vão entrar no campo.
Hoje, 6 da tarde, tá? Começamos com a Espanha. Foi um grande jogo? Não foi um grande jogo. Mas assim, a Espanha jogou para vencer? Também tenho dúvidas. Tenho muitas questões sobre o jogo de ontem.
Jogos de Euro. A Espanha pegou uma Eurocopa na Copa do Mundo. Só que para a Espanha isso é bom. A Espanha joga bem na Euro, né? Eu tive essa impressão na fase de grupos. A Espanha se complica muito com escolas diferentes da Europa. A gente viu ela se enrolando ali com Cabo Verde, o jogo pode ficar— o jogo com Uruguai foi um jogo chato para Espanha, que a Espanha não conseguiu jogar, ficou travada. E esses jogos contra europeus, a Espanha consegue, não foi um grande jogo, mas a Espanha consegue se desenrolar de algum jeito.
Então assim, a não ser que seja Argentina na final, ela pode ser campeã mundial jogando só com europeus. O último a fazer isso foi o Brasil em 2002. Aí depois o Brasil nunca mais ganhou de europeu também, mas em 2002 foi só europeu, foi Bélgica, Inglaterra, Turquia e Alemanha na final. Então pode ser um caminho parecido, porque o jogo parece que encaixa, né? A Espanha consegue ali fazer o seu controle, o seu domínio, mas pela primeira vez alguém conseguiu expor alguma vulnerabilidade defensiva da Espanha pelas laterais, no jogo aéreo.
Então, certamente, a França tá ali anotando, tá de olho, e isso vai ser bastante interessante. Agora, que talismã o Merino, né?
Incrível.
Primeira vez que um jogador decide 2 jogos de mata-mata saindo do banco. E assim, o cara odeia prorrogação, né? Quando ele começa a ver chegando a prorrogação, ele fala, não, não, não, não, quero ir embora, quero ir embora.
Ele é muito herói improvável, gente.
E já decidiu o jogo no final na Euro, né? E agora, de novo, na Copa do Mundo, com essa vocação que ele tem pra centroavante, né? Aliás, a Espanha que agradeça muito ao Miquel Arteta, que incentivou essa característica do Merino de entrar na área e de decidir, porque foi um gol de oportunismo, foi o gol à la Ronaldo Fenômeno na final de 2002, né? Tipo, acredita que o goleiro vai soltar, cara, acredita, acredita até o final, esteja lá.
E ele estava lá para fazer o gol. A Espanha fez mudanças, mudança, mas mudança que implica no geral tirar o Pedri, que fazia uma Copa média, para entrar o Fabián Ruiz. Isso mexe muito no time porque o time vai jogar mais pela esquerda, então a bola chega menos no Lamine Amal, mas quando chega pega ele mais em mano a mano. O Lamine Amal é outro que não faz uma Copa brilhante porque não tá bem fisicamente, mas como ele é muito bom, ele não precisa ser brilhante para fazer a diferença num lance ou outro.
Mas o que eu acho legal é a Espanha está conseguindo fazer uma Copa de semifinal, podendo ir à final e sendo candidata, sem que o Nhamnyamao esteja bem ou no seu melhor, sem que o Pedro esteja bem, porque ele perdeu a posição e acho que não volta. E só que o Rodri, o Rodri tá bem. O Rodri, o Prime Rodri, eu vi o número da Opta ontem que ele deu 62 passes quebrando linha. Quer dizer, o cara, lembra que a gente analisou, falou, pô, o Vitinha nessa Copa tá esquisito, muito toquinho de lado, não tá conseguindo, sabe?
Ser aquele Vitinho do PSG. O Rodri resolveu agora na Copa do Mundo voltar a ser aquele Rodri que a gente conhece, de uma temporada estranha, né?
Vamos abrir, vamos continuar falando da Espanha. Abra a janela aqui primeiro. Gustavo Hoffmann, aonde você? André Linares primeiro, na casa do Gustavo Hoffmann. É, continua em Madrid, hein, Linares?
Aqui em frente à porta de Alcalá. Tudo bem, Alex? Grande abraço para você. Para você, para o Léo, para o Jean, fã do esporte que tá ligado com a gente. Daqui a pouco já pego o trem de volta, mas ainda por aqui para a gente repercutir, né, esse Espanha e Bélgica. Ontem a gente acompanhou a partida na Fanfest que foi montada pela Federação Espanhola na Plaza de Colón. Centenas de espanhóis foram para lá para curtirem juntos essa partida, para sofrerem juntos também nesse duelo.
Interessante que antes do jogo, né, até nos ao vivos que a gente tava fazendo perguntando sobre a escalação, que no final das contas colocava o Pedro como reserva e o Fabián Ruiz começando a partida. E no geral, os torcedores entendendo a escolha do De La Fuente, entendendo que o Pedro não está jogando uma Copa do Mundo no potencial que ele demonstra, tanto no Barcelona quanto na seleção. E no final das contas, com o Fabián Ruiz anotando esse gol.
Vocês falavam do Merino, obviamente ele está em todas as capas de jornais de hoje. Trouxe aqui o diário AS. Bem descido, abençoado. Miquel Merino comemorando aqui. E o destaque, né, ele fez de novo, entrou aos 86, marcou aos 88, já tinha marcado, como vocês destacavam, no finalzinho contra Portugal lá em 2024, né, no finalzinho da prorrogação contra anfitriã Alemanha na Euro, ali no duelo de quartas de final. E depois do jogo, os torcedores, claro, feliz da vida, comemorando.
Em relação ao duelo com a França, Mostrando aquela confiança. Eu achei interessante que muitos lembravam, né, dos duelos recentes, né, uma coisa que fica claro marcada na cabeça do torcedor, né, de em 2024 ter vencido de virada, é jogo também de semifinal na Euro para depois conquistar o título. No ano passado, quando chega a abrir 5 a 1, vence por 5 a 4 na semifinal da Nations League. Está na cabeça do torcedor e muitos também esperando que o Lamine Amal possa aparecer ainda mais nesse jogo, né?
Como vocês falavam, não tá dentro do potencial que ele tem, não só do que a gente já viu no Barcelona, mas na própria seleção da Espanha. Não tá individualmente desempenhando dessa maneira, mas o torcedor confia que ainda mais num jogo como esse, que ele possa, que um detalhe já vai mudar tudo, possa desequilibrar a favor da Espanha para chegar na final. Muitos ainda lembravam, né, por mais que em 2010 a equipe tenha conseguido avançar para além das quartas de final e conquistar o título naquela ocasião.
Ainda fica um pouco aquele, a maldição das quartas de final, de não conseguir passar, só ter passado uma vez, né? E agora chegando pela segunda vez na história a uma semifinal no formato de mata-mata, né? Chegando a uma semifinal já garantindo entre os 4 melhores de uma Copa do Mundo. Agora vai ser um fim de semana para celebrar por aqui, se protegendo do calor, porque já passam das 5 da tarde, mas tá 36 graus por aqui. Mas para o pessoal curtir o final de semana aqui em Madrid, aguardando ansiosamente para terça-feira esse duelo contra a França.
Fica aí, Linares, é legal demais. Ele mostrou a capa do Acer, ontem foi do L'Équipe. O jornal como é bom! Seguimos com a Espanha. Gustavo Hoffmann, cadê? Abra a janela para Gustavo Hoffmann. O Linares invadiu ali a sua casa.
Virou TV Aeroporto agora, hein?
Presenteio dos amigos do free shop, será?
Ei, Gustavo, tudo bem, companheiros? Boa tarde já aí, né? Aqui bom dia ainda, 8:11 da manhã em Los Angeles.
Falo do aeroporto porque meu voo daqui a pouco embarca.
Não, eu acordei, acordei, era 10 para 6 da manhã hoje para pegar um carro até para vir até o aeroporto. É longe para caramba, né? Eu tava lá na região de Beverly Hills, West Hollywood, e aí para chegar aqui é bem longe. Então, e tô madrugando aqui, meu voo sai daqui um pouco mais de uma hora, né? Então logo mais começa, começa o embarque também. Eu tô bem do lado da porta de embarque, tá? Virei o centro das atenções aqui, obviamente, né?
Todo mundo olhando. E ainda mais com o microfone da ESPN aqui nos Estados Unidos, nossa, coisa absurda, né? Mas enfim, aqui estou, Alex, marcando presença no futebol do mundo como prometido, do aeroporto.
Muito bem. E uma grande vitória da Espanha ontem, você acompanhou o jogo. Agora tá indo para onde? Tá indo para Dallas, né?
Para Dallas, volto para Dallas para fazer a semifinal entre Espanha e França. E só antes até de falar do jogo, que estádio espetacular o SoFi Stadium! É um absurdo, absurdo assim. Dos 3 que eu conheci, é o mais impactante assim, é o mais impressionante. Tem uma arquitetura diferente também. Ele é, o campo é, o campo é no subsolo, né? Então o estádio é para baixo assim, né? E ele não é tão, por isso ele não é tão alto do lado de fora.
Ele tem uma arquitetura espetacular, sabe? Tem um lago ali na frente dele, é um estádio assim impressionante. O telão interno lá é coisa absurda também. É uma ótima vitória da seleção espanhola, uma vitória bem, bem com a cara da Espanha nesta Copa do Mundo. É um time que não vai encantar, é um time que joga um futebol futebol que para muita gente não é bonito, é um futebol horizontal de muitos passes, de controle de ritmo a partir da posse de bola, mas que tem chegada também.
Ontem, a minha impressão é que a Espanha acabou correndo até mais riscos do que deveria, principalmente quando sai o gol de empate da Bélgica. A Bélgica até então não tinha chegado no ataque ainda, o jogo era totalmente controlado pela Espanha, mas naquela primeira chegada sai o gol do De Ketelaere. E aí, nos últimos minutos do primeiro tempo, a Espanha acho que correu um sério risco de tomar virada. Foi o único momento da partida que a Espanha realmente não teve ali o controle do que estava acontecendo em campo.
Porque no segundo tempo, apesar de algumas chegadas da Bélgica, a minha impressão ali no estádio principalmente foi de controle da Espanha do começo até o final da segunda etapa. E havia uma impressão muito clara de que sairia o gol da Espanha em algum momento. Quando saiu o Mikel Merino do banco de reservas, a gente até brincou lá, falou, vai sair o gol do Mikel Merino. Brinquei com a Yasmin Torres, estava do meu lado ali na press box, né?
Falei, o gol vai sair aos 44 minutos. Saiu aos 43, errei por 1 minuto. Mas é mais uma vitória da Espanha que continua crescendo no torneio, chega muito forte para enfrentar a França. A gente vai falar bastante sobre a questão do encaixe do jogo da Espanha, a força da seleção francesa até aqui, mas é um jogo que acho que agrada a Espanha no sentido, olha, tem que ganhar a Copa do Mundo, vamos passar pelas melhores. Mas o encaixe do jogo da Espanha contra a França eu acho que faz bastante sentido para o Luis de la Fuente.
André Linares, agora você falou que ia pegar o trem. É trem para onde?
O trem para Barcelona, volto para base, mas já preparando que a gente vai ter na sequência, a gente vai aprontar daquelas de de estar num país e no outro no mesmo dia, na hora do jogo. Vai ter uma dessa para França e Espanha, vamos fazer uma dessa.
Legal demais, vai pegar aquele trem gostoso, tranquilo, com ar-condicionado, com internet.
Só pontuar, o Linário está— a Puerta de Alcalá é um monumento do século 18, né? Tem até uma música que fala: e está vendo passar o tempo da Puerta de Alcalá, que é um sinônimo da resistência histórica de Madrid, da fortaleza que é. Então assim, o Linário está no lugar realmente histórico do espanhol. Gustavo já deve ter visitado a Puerta del Calar 150 vezes desde que ele foi à Madrid, né?
Tá com saudade de casa não, né, Gustavo? Você olhando essa imagem aí, tá chorando lá, tá chorando de sono mesmo.
Saudade sim, tô com saudade sim. Sabe, lembra o dia que teve aquele apagão, que eu voltei a pé lá do Madri Open até minha casa? Eu passei lá pela Puerta del Calar, né? Não vou esquecer nunca.
Nossa, mas também esse dia você atravessou a cidade inteira também, né? Isso aí, situação. E a Porta de Alcalá, como o Léo destacava, de 1778, que marca uma, que antigamente seria uma das portas de entrada assim da cidade de Madrid. Belíssima cidade de Madrid, que já tive o prazer de visitar tantas vezes, que o Hoffman conhece também. Eu só senti falta, viu, Hoffman, nesse calor, 36 graus. Não, não, aí eu vou te dizer, 36 graus. Qual que é a praia mais próxima?
Para que lado que eu vou assim?
Só para entender.
Aí pegou, só depois dessa, sem mais depois dessa. Linares, boa viagem, tá? Apareça aqui no Futebol no Mundo, pega o seu trem confortável, vai para casa pelo menos hoje, né? Pegar uma praia, dá tempo. Não dá hoje, não dá amanhã. Tchau, Linares!
Hoje não, deixa praia pra amanhã. Mas é brincadeira, a parte que Madrid é uma cidade sem dúvida maravilhosa, gosto muito de Madrid. Só falta uma praia um pouquinho mais perto, só isso. Grande abraço para vocês, até mais, amigos.
Valeu, valeu. O Rafa fica com a gente, ele embarca daqui a pouco. Mas vamos falar um pouquinho dessa Espanha ainda, Jean, e o que vem pela frente é muito sobre esse encaixe que o Gustavo já começou a falar.
É, pois é, eu acho que assim, no fim, tudo bem, a gente pode até dizer, como o Léo falou, a Bélgica demonstrou que é possível atacar a Espanha, mas não tem dúvida nenhuma que a Espanha mereceu avançar, que a Espanha criou muito mais, que a Espanha foi superior, que a Espanha mandou no jogo, e que a Espanha talvez não precise tanto dos seus protagonistas, né? Eu acho que, claro que me parece que ela precisa, vai precisar para derrotar a França, por exemplo.
Acho que esse é um ponto, mas também me parece que o Lamine Yamal tá evoluindo um pouquinho pouquinho a cada jogo. Se vai ser o grande jogo dele, o confronto contra a França, não dá para a gente saber, né? O Nico, infelizmente, acho que se jogar, vai jogar 15, 20 minutos como tem jogado e não mais do que isso. Mas o Lamine estar melhorando a cada jogo tem um peso. Agora, de resto, cara, é a Espanha que a gente tá acostumado a ver, quer dizer, ou que estava acostumada antes do surgimento dos dois pontas, né, com toda com toda a capacidade de serem incisivos que eles têm, e que nessa Copa a gente não tá vendo tanto por razões físicas.
Mas mesmo sendo aquela Espanha mais de antigamente, de controle de bola, de troca de passes, de triangulações, ela consegue ser uma seleção muito eficiente, né? Se não é brilhante para muita gente, se tem gente que não gosta, eu sempre repito, eu adoro ver a movimentação dos jogadores para receber as bolas, para receber os passes. Aquele negócio de ficar todo mundo correndo para receber o passe de quem tá com a bola e ter sempre duas ou três opções, eu acho legal demais ver o funcionamento disso.
E acho que é legal porque no fim das contas a gente vai ver na semifinal o confronto das duas grandes seleções mundiais. Não é de hoje, né, já faz algum tempo que se a gente tivesse que apontar quais são as duas principais seleções de futebol do mundo, a gente apontaria para a França e para a Espanha. E mais do que isso, é um confronto de escolas ou de ideias de jogo completamente diferentes, de valências diferentes. Quer dizer, o que uma tem como qualidade não é o que a outra tem como qualidade.
Acho que isso tá ainda mais acentuado nessa Copa do Mundo, justamente pelo fato de que os protagonistas da Espanha tão um pouco abaixo por razões físicas, né, principalmente o Lamine Yamal, que deveria ser, e acho que ainda pode ser, o grande protagonista. E a França, pelo contrário, todo mundo olha para os protagonistas e fala: como parar esses caras? Então vai ser muito bacana. Eu acho que é um jogo aberto, é um jogo, acho normal que se aponte a França como favorita, como a maioria das pessoas, exceção feita a Gustavo Hoffmann e Paulo Calçade, que são suspeitos, né?
Acho que é normal que as pessoas apontem a França como favorita, mas para mim esse favoritismo ele é bem ligeiro, para ser muito sincero. Eu até lembro, né, meu bolão é Espanha campeã, porque eu não tinha visto ainda a Copa do Mundo começar. Depois que a Copa do Mundo começou, eu acho que é normal que as pessoas apontem a França como campeã, como favorita contra a Espanha inclusive. Mas olha, é um jogo muito aberto, é um jogo muito legal, o mais legal para se ver nessa Copa até aqui.
Eu pedi para o Vitão separar uma fala do Amine Amal depois do jogo que chamou para ele, viu?
Vamos falar sobre isso. Tá aí, ó. Fala, Léo.
Se a França tem algo a temer, somos nós. Que ele falou assim, ó, todo mundo jogou fechadinho contra a gente, né? Então vamos ver agora, né? Ele falou, a gente eliminou a França duas vezes e acho que esse é o ponto da Espanha. A Espanha tá lembrando a França o seguinte: vocês aí que tão bam bam bam, passando por cima de todo mundo, todo mundo tem medo de vocês? A gente eliminou a França ano passado na Nations e no ano anterior na Euro.
O que a França vai dizer agora pra eles é: mas nós não somos os mesmos, né? Nós estamos muito melhores. Mas a Espanha vai dizer: então provem no campo, venham pra cima da gente. Cara, eu tô muito curioso pra esse jogo, porque isso que o Jean tá falando do meio de campo, a Espanha deve colocar, sabe, 4 jogadores no meio de campo, tentar fazer superioridade numérica, Mas e quando perder a bola? Quando que vai perder a bola? Quando que a França vai conseguir tomar a bola da Espanha?
A França vai marcar, a França vai pressionar o Unai Simón, porque se a Espanha conseguir sair da primeira pressão da França, vixe, e aí, né? Olha, olha quanta dificuldade os dois técnicos vão ter para pensar em quem vai arriscar mais num primeiro momento, né? Então esse jogo tem tanto detalhezinho Agora, posso fazer uma pergunta para vocês? Que eu li, eu vou pôr Gustavo, vai, Gustavo.
É que o Gustavo, como sempre digo, é suspeito, né? Tô brincando, Gustavo. É, não, é a minha, a minha foi algum companheiro nosso, e dos bons assim, acho que não me lembro quem. Tem dos ruins também? Não, tem. Não, não, eu não vou entrar nessa, não entro nessa, até porque eu tô falando de um companheiro do GS, se não me engano. Então assim, não é que eu tô falando mal de colega que trabalham com a gente aqui. Eu vou tentar lembrar quem foi, vou ver se eu acho o tweet que falou, alguém que tweetou o seguinte, falou, cara, eu até torceria pela França pelo futebol que eles estão jogando e tal, mas eu acho que a França vai estar meio distorcido se ela passar a ter 3 Copas do Mundo, 3 canecos.
E aí eu parei para pensar sobre isso, falei, será que é mais justo a França ter 3 canecos ou a Espanha ter 2? Deixa eu responder primeiro então.
A geração do Platini não ganhou, a geração do Fontaine, do Kopa não ganhou. Eu fiquei pensando nisso, parece assim, tem gente que trata como se a França tivesse nascido em 98, né? Como se a França não tivesse uma tradição de futebol lendária, né?
Então, mas por isso que a minha pergunta é assim, então eu mesmo quando eu li isso, e repito, foi algum, alguém bom, eu fiquei, parei para pensar e falei, não sei se faz sentido, porque a França Teve seleções muito fortes que não ganharam. Agora, a Espanha fez 2 e ter o mesmo número que a França, porque a Espanha sim talvez seja algo mais recente de fato, se você olhar historicamente na comparação com a França.
Deixa o Gustavo falar.
É, então não é fácil essa, mas não é fácil.
A França teve geração de Platini, pelo amor de Deus. Fala, Gustavo.
Não, historicamente sim, historicamente, se você olhar, é Seria mais justo, digamos assim, a França ganhar um terceiro título do que a Espanha um segundo. Mas a história é cíclica, né? E os tempos atuais, de duas décadas para cá, tem a Espanha como protagonista. E não apenas como protagonista do futebol espanhol, veio uma revolução no futebol mundial através do Pep Guardiola e do Barcelona. Então assim, ignorar isso também é menosprezar o feito dos espanhóis no futebol.
Mas só para trazer um dado, A Espanha chega entre as 4 melhores seleções da Copa do Mundo apenas pela terceira vez na história. Já é só a terceira vez. A primeira foi em 50, a segunda em 2010, e agora, né?
Não, então é isso. Eu também vejo mais ou menos dessa maneira. Eu acho que talvez faça até mais sentido a França ter 3 e a Espanha continuar tendo uma Copa, porque algo mais recente, como muito relevante, muito significativo e consolidado, né? Não é que aconteceu um acaso ou uma geração e por acaso a Espanha chegou e ganhou um título. Não é isso, tá muito claro, porque a gente já tá falando de um ciclo longo. Ainda que resultados em Copas sejam abaixo dos resultados das Euros, por exemplo, acho que a força da Espanha é uma força indiscutível hoje em dia e é uma força consolidada.
E mais do que isso, não é como se fosse, sei lá, vamos dizer A Noruega bate Inglaterra, bate Argentina, chega na final da Copa e ganha a Copa do Mundo. Por mais que a gente diga, ah, legal, tem 4 caras muito bons e tal, seria meio um acaso, seria meio um acidente.
Não é o caso da Espanha, concorda? Foi o que a Croácia conseguiu.
A Croácia, perfeito, perfeito. É exatamente o caso da Croácia. Então eu acho que a Espanha de fato fez por merecer chegar lá, ganhar a Copa do Mundo. Tem, talvez não, eu digo sem dúvida assim, é a seleção com a identidade de jogo mais clara assim. É uma seleção que tem uma ideia, a gente fala muito dos protagonistas da França, mas isso é uma outra história. Seleção por seleção, como time, como maneira de jogar, como ideia consolidada, eu acho que ninguém chega nem perto da Espanha hoje no futebol mundial.
Ó, a maior distorção histórica é essa aqui, Alex, ó. Para quem tá vendo, ó, Holanda. Falamos disso, falamos, a gente falou disso no Linha de Passe, né? A gente até guardou esse assunto para falar mais um dia, num dia sem jogo, né? Que é a Holanda não ter título, porque a Holanda é a que mais tem gerações. A Holanda é a não campeã mundial que mais contribuiu para o futebol, cara, com sua contribuição tática, técnica, com suas grandes gerações.
A maior distorção histórica do futebol é a Holanda não ter um título, né? Até pelas finais que já fez e tudo mais.
E para você, o encaixe desse jogo de terça, Gustavo?
É, eu acho que a grande vantagem para Espanha é o meio-campo, sabe? A França, ela não tem meio-campistas hoje como a seleção espanhola, assim como a seleção espanhola não tem atacantes como a França. Então cada uma vai, vai olhar para os seus aspectos positivos. É que eu acho que o jogo, a Espanha vai naturalmente, eu entendo assim, impor o seu jogo diante da seleção francesa. Isso passa por posse de bola alta, não tão alta como foi contra a Bélgica, por exemplo, né?
Porque a França também gosta de jogar com a bola, mas é um time que sabe explorar melhor e consegue explorar melhor a velocidade, a transição, porque tem jogadores de muita força física e velocidade. Então não será um jogo de história única, não vai ser a Espanha vai controlar a posse de bola do início ao fim, não. Não é isso, será um jogo de alternância, porque está do outro lado a melhor seleção da Copa até aqui, a França, e são as duas melhores seleções do mundo na atualidade.
Então assim, vai ser um jogo de altíssimo nível, de alternância de controle, mas eu imagino a Espanha tendo maior posse de bola e impondo mais a sua ideia, sendo que diante disso a França não vai ficar incomodada tendo que marcar um pouco mais e jogar em transição. Então acho que as duas seleções têm pontos positivos e encaixes. Eu gosto muito da ideia da Espanha diante da França porque tira a França da situação de controle da partida, e isso vai ser bastante interessante.
Gustavo, boa viagem para você, hein? Vai dormir um pouco.
Valeu, volto, volto. Não, hoje, hoje não, tem os dois jogos ainda, né, para ver. Mas aí eu volto, aí eu volto amanhã, amanhã de Dallas já.
Ah tá, então amanhã de Dallas. Escutei um recado, é Os amigos agradeceram suas indicações lá em Madrid, viu? O tal do Los Crustáceos, olha, é bom.
Você foi, né? Você foi, você conhece, né?
Ainda existe o De Maria, Gustavo?
Existe, existe, existe, mas é caro, né? Só para quem tem grana.
Los Crustáceos é um botequinho de frutos do mar de uma galega que ela faz na hora, uma na chapa, Vieiras, Lula.
E esse é baratinho, Alex.
Não, é baratinho, é boteco mesmo, é um petisquinho. Depois você vai, você vai tocar sua vida.
É, eu acho que em outubro estarei nas Astúrias, Gustavo Hoffman. Já foi?
Belíssima escolha. Astúrias, Astúrias não ainda, Astúrias ainda não. Ah não, fui, fui, fui, fui para o Viedo, verdade, fui para o Viedo. Eu fiz o Viedo na temporada passada.
É onde chega.
Mas Gijón, que falam que é a cidade mais bonita, né? Eu não fui para Gijón.
Visite Santi Cassorla.
Tchau, Gustavo, boa viagem. Enquanto uns trabalham, outros passeiam. Então você tá na Copa do Mundo, a família parece que tá no Marrocos, né?
Nada mal, hein?
Foi, Viviane foi passear com as crianças e os pais dela lá no Marrocos.
Nada mal, nada mal, nada mal. Boa viagem, Gustavo, até amanhã.
Valeu, até amanhã.
Valeu. Isso é o jornalismo verdade, tá vendo? É a dedicação ao futebol no mundo, dentro do aeroporto, no portão de embarque.
Pessoal com bebê ali, todo mundo falando, o que esse cara tá fazendo ali?
Mas o microfone da ESPN nessas horas, nossa.
Sabe uma coisa que me ocorreu assim? Essa coisa da Copa que hoje, não vou falar que todo mundo vai, porque enquanto a Itália não for, não vai todo mundo, né? Mas a Espanha, a Espanha, eu tava pensando nas gerações que a Espanha já teve, né? E a Espanha já teve uma seleção na época que o pessoal fala que hoje naturaliza, mas a Espanha conseguiu juntar Di Stéfano, Kubala e companhia limitada na seleção espanhola, né, de Stefano Kubala, Rento, Luiz Soares, o Soares que ganhou a Bola de Ouro, né, o Soares antigo.
E não foi para Copa de 58 porque empatou um jogo com a Suíça em casa, e eles iam levar esse time para Copa de 58 e simplesmente não foram, porque eram só 16 seleções na Copa do Mundo naquela época, né. Mas só para mostrar que assim, a Espanha já teve, ganhou a Euro de 64 com esse time aí que tinha o Luiz Soares, o Rento e companhia. Então assim, a Espanha não era uma potência de fato. E a Espanha tinha essa fama também de na hora H, né, de na hora H não conseguir dar o salto, né.
A geração que ficou mais marcada por isso foi a geração do Raul, né. Que a Espanha tinha boa, a Espanha já tinha boas seleções naquela época, anos 90, anos 2000. A própria Espanha que perde para Itália em 94 era uma seleção muito boa, muito boa. Ali, ali teve uma ajudinha da arbitragem, que eu não vi a cotovelada do Tassotti e tudo mais. Mas é porque o Badi não merecia ficar fora aquele dia também.
Nós vamos falar já um pouquinho mais disso.
Claro, né?
Mas ó, ainda falando, projetando o duelo entre Espanha e França, vai ser um grande jogo. Pedro Ivo Almeida com a seleção francesa, vamos ver. Abrindo a janela para o Pedro direto. Onde você está, Pedro?
Estou em Boston, estou em Boston. Abração para você, Léo, Jean. Tô em Boston aqui na frente do hotel que serve de concentração algumas boas semanas já, né, para seleção francesa. Seleção francesa que tá baseada aqui em Boston. Inclusive, curioso, porque ela viaja amanhã para Dallas para essa semifinal e a programação não aponta, em caso de classificação, sair de Dallas para Nova York, como muita gente imaginou. Seleção, caso se classifique, a seleção dos Champions, ela volta aqui para essa base em Boston para reta final de preparação pré-decisão da Copa do Mundo.
Aqui na frente do luxuosíssimo hotel da dizer assim, já deu para sentir que a coisa aqui é diferente. A altura dos possíveis finalistas, a altura do futebol francês, a altura de tudo que vocês vinham debatendo aí com Hoffman, com o Léo, com Jean. Mas estou por aqui à disposição. Debate estava bom e achei curioso porque eu achava, eu pensava que vocês fossem ter até uma sensação maior de favoritismo para os franceses, e me parece que o Jean não tá muito nesse caminho.
O Hoffman claramente também Tadinho, tá? Eu confesso que achava que ia ter um dedinho a mais de favoritismo para essa França aí, Sangue.
É, fica aí, Pedro. Eu tenho um dedinho, eu acho que tem um dedinho de favoritismo.
O Pedro não viu o calçade no linha de passe ontem, cara.
Eu até brinquei, ô Pedro, eu falei assim, cara, eu não vi, mas eu ouvi. Mas é que do calçade do Hoffman eu tava esperando, mas aí quando eu comecei a ouvir você, você também um pouco mais Eu acho que senta um pouco mais comigo. Eu acho que para mim é favorito, favoritinhozinho, favorito. A França é favorita para mim. Eu tava ouvindo, eu tava ouvindo já, na verdade.
É verdade, claro, Pedro tava no linha. Eu já, tanto programa, é tanta gente entrando de todo lugar que tava lá. Mas é, mas é isso aqui. Ontem achei que eles abusaram um pouco. Não, eu sempre achei, sempre falei que para mim a Espanha é a seleção que realmente pode bater a França pela capacidade de tirar a bola da França. Mas ainda acho a França favorita, só não é o 70 a 30 que o Alex acha.
Eu acho, eu acho, eu acho inclusive, Alex, só para entrar num papo, pegando um gancho até do Hoffman, eu concordo até de certa forma com Hoffman quando ele fala que a Espanha em algum momento vai ter a bola. Só que o adversário ter a bola não necessariamente significa que a França saiu do controle da partida. A França inclusive em alguns momentos achava que dava a bola, deixava a bola, podemos dizer assim, com o Marrocos. Era quase que uma isca, aquilo ali não tirava o conforto dela na partida.
E quando eu olho para o jogo de ontem, até queria ouvir o Bertozzi e o Jean, eu fico com uma sensação olhando a partida de ontem, aquele momento ali que a Bélgica tem a bola, começa a tentar fazer um calor. Hoffman cita aquele final de primeiro tempo realmente, ou no momento que busca o empate ali. Nos momentos que a Bélgica tem a bola e a Espanha precisa se defender, eu acho que eu consigo traçar um paralelo com que eu imagino para essa semifinal.
Em alguns momentos a Espanha vai ter a bola, a França nessa condição de defesa. Só que eu acho que vai faltar à Espanha algo que faltou à Bélgica ontem, algo um pouco mais agudo. Por ora, porque tá faltando ser um pouco mais aguda em muitos momentos, e também porque ela vai se deparar com uma barreira ali, ela vai se deparar com Upamecano, com Saliba, com linhas de defesa francesa Que eu acho que vai dificultar ainda. Já não é tão aguda e acho que vai ter mais problema.
Então não sei também se o ter a bola da Espanha será um problema para França, não. Eu olho para o jogo de ontem, a Bélgica quando começa a rondar a área mas não consegue ser incisiva, eu vejo um cenário pode se repetir em algum recorte do jogo desse França-Espanha. Continuo achando a França superior, continuo achando a França favorita, porque ainda que recue, baixe o bloco, quando ela sai ela tem exatamente essa capacidade capacidade de machucar, ela não perde muita chance de te machucar, que a Bélgica não tinha contra a Espanha, que a Espanha não tem muitos momentos quando tem a bola.
Então acho que essa qualidade nos poucos momentos é detalhe, semifinal é detalhe, né? O pouco que você tem de chance de tornar o jogo um pouco mais claro ali na área adversária, você precisa resolver. E eu tô vendo essa França com muita capacidade de resolver nesses momentos. Acho que isso pode ser um problema da Espanha, de ter muito a bola e não resolver, e a França de pouco precisar para resolver. Por isso que eu acho que eu vejo a França um pouquinho, porque não vejo a França à frente da Espanha É uma boa, é uma boa questão, né?
O que que a Espanha vai fazer quando a França recuperar a bola? Especialmente como é que a França vai usar esses espaços, a questão das costas dos laterais. Porque como a Espanha não tem um ponta pela esquerda, o Cucurella acaba fazendo muito esse trabalho. O gol ontem sai pelo lado direito do ataque da Bélgica, às costas do setor do Cucurella, e a França ali tem simplesmente Olise e Dembélé. Né, então como é que vai ser esse embate?
A Espanha vai ter que segurar mais o Cucurella, né? E aí quem que ataca ali por aquele lado esquerdo? Virou uma associação importante. Eu falei mais cedo por que que o Fabián Ruiz entrou ali, para ser essa associação pelo lado esquerdo, né? Porque ele cai mais por aquele setor. Então para a Espanha, assim, é ideal se você conseguir proteger bem a bola, ganhar o jogo no meio-campo, mas tornar esse jogo mais horizontal. Quanto menos ritmo tiver o jogo, menos velocidade tiver o jogo, melhor para a Espanha.
Quanto mais louco ficar o jogo, mais lá e cá ficar o jogo, melhor pra França. Então assim, é uma batalha de quem vai trazer o jogo pro seu terreno.
É quem vai ditar o ritmo, né?
Isso, é isso, basicamente isso. Se a França conseguir levar o jogo pro seu terreno, de pauleira, lá e cá, cara, aí a França tem valores individuais que, pra piorar a situação, o Lamine Amal não tá numa capacidade de desequilíbrio normal, natural, a que ele tava na Euro. Hoje o Lamine Amal não consegue pegar a bola, partir pra cima e sair de 2-3. Não consegue, ele não tá nessa condição. Como disse, já ele tá até melhorando jogo a jogo, mas ele não vai em 3 dias chegar no patamar do melhor Lamine Amal do Barcelona.
É, fala, Pedro.
Não, é interessante, acho que foi o Léo, foi o Léo que comentou assim a história dos históricos, do histórico recente, que, ah, porque o que eu fiz na última competição, na antepenúltima, é um cenário muito diferente. Você acha que você imaginava muito quando falou isso? O que é a França de agora. Eu queria tocar nesse ponto também, porque quando eu cito de não ser tão agudo, é o que não é o Lamine Yamal agora. E veja bem, todo mundo tá escutando, a gente aqui entende, tá acompanhando futebol no mundo todo dia.
Ninguém tá falando que o Yamal não tem qualidade, que ele não pode resolver. Ontem ele, para mim, até começa a soltar um pouco mais e abre, bate, tenta. Só que tá longe daquele, daquele prime dele de Barcelona, de momentos de França, de Espanha eliminando a França. Então acho que isso torna a situação— já tá faltando gente, já tá faltando beirada, já não é um modo prime ali de Lamine Amal. Sinto que eu olho para França, eu vejo todo mundo ali meio que na ponta dos cascos.
Isso para mim numa semifinal faz muita diferença. Só para pontuar o que eu disse ali de achar que falta um pouco mais de uma Espanha incisiva, aguda, que resolva. A Espanha teve bola ontem, a Espanha circulou ontem, a Espanha poderia ter criado. Tem o fator Courtois, Courtois evita que se crie ou que se gere uma sensação de que a criação foi efetiva. Depois ele sai acontece o que aconteceu. Mas tem também muito da Espanha não conseguir machucar.
A França precisa de menos para machucar a Espanha. Só para passar para o Jean aí agora.
A gente tá, acho que assim, faz 24 horas desde a definição do confronto que a gente tá batendo muito nessas teclas, né? E acho que é indiscutível, são, é legal que seja assim. Inclusive é legal que a gente tenha escolas tão diferentes. Eu nem chamaria de escola o que é a França hoje, que a França não é uma escola. A França é um time que está jogando de uma maneira até diferente da maneira como jogava nas competições anteriores sob comando do Deschamps, quando ela era uma seleção que explorava muito a transição.
Ela continua sendo vertical, ela continua sendo agressiva, mas ela era uma seleção que baixava mais as linhas, até que esperava mais o adversário. A gente viu isso em jogos em que se até não se imaginava que a que a França fosse fazer isso. Então talvez o que eu acho que fica como dúvida é o que a França— será que a França pode voltar a ser contra a Espanha, até para não permitir que a Espanha entre nesse jogo que é o jogo dela, de predomínio no meio-campo, de troca de passe?
Será que a França pode de repente armar uma armadilha ali, dizer: não, não, vem aqui, vem aqui, esperar um pouquinho mais, né, baixar um pouco mais as linhas para de repente sair em velocidade com os caras pelos lados, com esses jogadores tão incisivos que ela tem. Não acho que isso vai acontecer no começo do jogo, mas acho que pode ser que em vários momentos ali de repente a França diga, não, então tá bom, vocês querem ficar trocando passe, venham, troquem passes aqui na minha, na minha área de defesa, que eu, até pelo fato de hoje a Espanha ter os caras mais agudos.
De repente a França diz: porque vocês vão ficar trocando passe, não vão conseguir me machucar, eu roubo a bola. E aí, com espaço, com campo, eu resolvo o jogo. Então eu acho que cabe uma dúvida também sobre qual a postura a França vai ter no jogo. Eu acho que em relação à Espanha não tem muita dúvida, o caminho é esse, é de, né, como disse o Léo, trazer o jogo para essa ideia de troca de passe, de de cadenciar, de deixar a bola ali rolando no meio-campo até procurar o espaço para conseguir ser incisivo.
De qualquer maneira, eu acho muito legal quando a gente tem ideias de jogo tão diferentes numa partida, só que ambas bem executadas, ambas com times muito fortes.
Vai ser um grande jogo na terça-feira. Pedro Ivo, de Boston vai direto para Dallas quando?
Não, eu sigo aqui em Boston até amanhã. Amanhã a gente faz essa Acompanha o último treino da França aqui ainda em Boston. França viaja para Dallas. Conrado já tá indo para lá amanhã de manhã. Conrado recebe lá. Daqui eu sigo para Atlanta para pegar outra semifinal que vai ser definida hoje. Mas amanhã ainda tô aqui em Boston falando com vocês também.
Boa, até amanhã. O bom trabalho aí.
Valeu, Thiago, Jean, Léo. Abração todo mundo.
Valeu. Pedro Ivo Almeida acompanhando a seleção francesa. Só para a gente fechar o assunto, porque o Mário Marra já está aqui para falar de Argentina e Suíça. Nós não podemos esquecer o que aconteceu ontem com a Bélgica, com o Lammers.
É, então, eu queria pontuar as duas coisas, porque o Courtois, os dois goleiros acabaram tristes, né? O Courtois por ter saído e o Lammers por ter falhado. E o Courtois depois do jogo não escondeu que não queria ter saído, né? Ele avisou que estava com problemas e ele falou, aí o técnico decidiu me tirar com base no eu ter dito que estava com problemas e não quis arriscar. Mas ele falou assim, eu queria tentar seguir e o Rúdio Garcia bancou a decisão de me tirar.
Ele talvez mesmo sentindo teria defendido aquela bola? Talvez, mas nunca saberemos. É uma chamada que o técnico faz e assim, se o cara segue machucado e toma o gol também não adianta ser profeta do acontecido. Mas assim, eu fico muito sentido pelo Lammens, cara, que é um goleiro jovem, fez uma bela temporada no United, tá? Assumir o gol do United assim, jovem, inexperiente, desconhecido para o grande público, não é fácil. E entrar no meio de um jogo de Copa do Mundo contra a Espanha, menos ainda frio, de sopetão assim.
Então assim, cara, ele vai demorar pra se recuperar disso, porque assim, é a falha que tira o seu país da Copa do Mundo, né?
Agora, eu acho que o Curitiba não precisava ter falado da maneira como falou. Eu acho que não é necessário, entendeu? Ele podia ter falado, né, foi uma decisão ali do treinador, assim, sem dizer, sem a frase, sem a frase, ah, eu poderia ter jogado, eu continuaria. Até porque quando ele faz isso, acho que ele coloca um peso ainda maior no Lammes, entendeu? Então eu não achei agradável, não achei legal a declaração do Courtois, não.
É, o Lammes esfriou realmente. Argentina e Suíça hoje, hoje às 10 da noite, abrindo a nossa janela para Mário Marra, direto de Kansas. Ué, Alex, eu achando que ele já tava lá se preparando para entrar no estádio, mas Onde você está, Mário Mar?
Não, estou aqui. O Mendel colocou o nome de Praça Overland, mas depois eu te falo no privado onde é isso.
Como está Kansas?
Praça Overland é a entrada do hotel, mas vamos lá. Kansas, assim, eu quase não— eu conheci muito mais a estrada. Eu posso contar o Alex, 2 bastidores, mas eu vou fazer. Gostamos, vamos lá. O primeiro bastidor, primeiro bastidor, eu cheguei no hotel e encontrei com o pessoal que já tava saindo para as entrevistas coletivas e para os treinos, né, para os treinos com as entrevistas com poucos jogadores. E eu tinha que fazer uma participação no Linha, então foi assim, tudo muito rápido.
Participei no Linha, montei e tal, e depois eu ia para o estádio. Então eu praticamente não via a cidade. E como em Atlanta eu várias vezes estava fazendo a minha locomoção via patinete, eu coloquei ali— essa história é boa— eu coloquei ali, gente, hoje aí eu coloquei assim no aplicativo que marca o lugar que vai ser, vai, né, para não fazer propaganda para os outros. Estádio Kansas City Stadium, tal, tal, tal, coloquei. E aí tô seguindo e aí eu tô vendo que o aplicativo tá me mandando entrar para um parque.
Caramba, eu não posso entrar no parque, cara! Como é que eu vou entrar no parque assim? Aí lá vou eu dar a volta, dá a volta, aí o aplicativo falou: não, agora é à esquerda. O cara tá querendo que eu vá para o parque de qualquer jeito. Aí eu parei depois de uns 20 minutos que eu já tava dirigindo sem conhecer a cidade. Falei, peraí, eu acho que eu coloquei modo bicicleta, porque era o que eu tava fazendo lá no patinete, era modo bicicleta.
E aí eu olho, tava demorando 1 hora e 48 minutos para chegar no estádio ainda. Aí troquei, coloquei carro, e aí eu cheguei no estádio, passei pela entrevista coletiva ontem, é, em 15 minutos do escalone, mas eu vi muito pouco da cidade. Muito pouco. E daqui a pouco sim, né? Daqui alguns minutos, né, Chico Gilberto? Daqui alguns minutos a gente já vai para o lado do estádio para fazer a cobertura de Argentina e Suíça. Um outro ponto de bastidor que foi muito legal, até falei isso no Linha ontem com Jean, a oportunidade ímpar para mim, né?
E aqui só tem gente apaixonada por futebol, de bater um papo ontem no aeroporto de Atlanta com José Pekerman e Mário Kempes. Ficamos os três ali batendo um papo até que descobriram que os dois estavam juntos. E aí começaram a tirar foto e acabou. Mas foi muito legal conversar com os dois.
Sensacional, hein?
Acabou a festa do Marra quando descobriram os dois lá.
Pois é, acabou a festa. Tava ótimo, tava ótimo.
Mário Marra, vai ser um grande jogo, mas a Suíça vai ter que, vai ter que jogar, vai ter que jogar muito hoje para passar pela Argentina. Tudo bem, Argentina, né, um dos últimos dois jogos Os 3 quartos ali sempre muito estranhos, né?
Sempre muito estranhos, mas é assim, todo mundo sabe que é um nível superior. Eu acho que a Argentina tá concentrada, eu acho que a Argentina é favorita. O jogo pode acabar mostrando outra coisa, mas acho que a Argentina passa. Isso é o palpite antes, né, aqui no Banco da Praça. A seleção da Suíça tem um desfalque do Manzambi, que é um jogador importante. É que é um jogador que, além de tudo, tem uma situação aí de média de idade, né, Alex?
A Suíça é uma seleção mais velha, jogadores mais velhos, e para uma partida que pode ter um calor daqueles e que pode ter 90, 120, bom, a Argentina tá, né, tem ainda esse trunfo, né, de ter uma seleção experiente, mas não com a média de idade assim, especialmente no setor do campo, né, meio, defesa. Então jogadores estão mais velhos como, como os que tem a Suíça. Na entrevista coletiva ontem, o Scaloni falou várias vezes que viu a Suíça várias vezes, que acompanha tudo, que sabe da dificuldade física.
Ele falou física, falou como a Suíça tem jogado bem contra grandes adversários e deve repetir o time, deve ter Juliano Álvares, apesar dele ter soltado ali que algumas vezes Lautaro, ele, Messi podem jogar juntos. Mas eu entendi na entrevista que ele tá falando isso já com a bola rolando, com o jogo em andamento.
Cara, é um jogo, primeiro, pena o desfalque do Mazraoui, né? Pena para o jogo em si, para Suíça, para ele, porque ele ainda é, né? Mas agora fica mais difícil também essa candidatura a melhor jogador jovem da Copa do Mundo sem entrar no campo nos jogos mais importantes, porque a gente viu nos últimos jogos como a Suíça sofre muito no aspecto criativo sem ele, né? Fica um time mais preso, mais travado, com menos chegada à frente.
Mas, ao contrário da Argentina, que levou 2 gols de Cabo Verde e 2 gols do Egito, a Suíça não levou gol no mata-mata, né? Então assim, a Argentina vai ter que se mexer mais, vai ter que produzir mais também se quiser fazer gol. Eu entendo que a Suíça não tem a ingenuidade que o Egito teve, por exemplo, de final do jogo, jogo empatado, tomar um contra-ataque com o time todo exposto da maneira que tava. A Suíça é um time cascudo, é um time acostumado a jogo grande.
A Suíça foi eliminada da Euro pela Inglaterra nos pênaltis, vendendo muito caro. A Suíça tá acostumada a jogar jogo grande sem medo, sem medo, sem medo e sem se intimidar. Então eu acho que é assim, ou Argentina, ou ela sobe o nível, ou ela sai da Copa do Mundo. O que ela jogou contra Cabo Verde e Egito não basta. Eu acho que ela vai jogar mais. E tem uma questão para mim, faz tempo também que o Messi não joga tantos jogos seguidos em curto espaço de tempo.
Eu quero ver como ele vai estar fisicamente hoje no jogo, por mais que ele seja o jogador que mais tempo passa naqueles falam que é a zona 1, né, que é entre 0 e 7 km/h. Basicamente, ele da Copa do Mundo, ele é o jogador que fica mais tempo andando no campo, né, porque ele passa o tempo ali para correr na hora certa. Mas mesmo assim existe um nível de desgaste físico. Então assim, como é que vai estar o Messi? Se o Messi não tiver bem, a gente viu, né, só a Argentina sofre mais.
Então acho que são vários pontos. Argentina é favorita sim, mas eu me reservo o direito de ter dúvidas pelo que eu vi contra Cabo Verde e Egito.
E nessa reta final, né, o prazo entre um jogo e outro diminui muito, né?
Isso é. E lembrando que o Messi jogou uma prorrogação inteira, né? O último jogo não teve prorrogação, mas foi de um desgaste absurdo, acho que em todos os sentidos, inclusive no psicológico. Basta ver como o Messi tava ali chorando ao final do jogo, né, por tudo que passou. Então, claro que tudo isso traz um desgaste, é uma questão, mas é uma questão que se apresenta desde o começo da Copa, e que acho que no começo da Copa o Messi respondeu muito bem as dúvidas sobre as condições físicas dele.
Mas claro, a Copa exige. Eu só assim me pergunto, né, se diante— e é uma pergunta mesmo, eu não tenho a convicção Mas se diante do que a Suíça apresenta ou pode apresentar sem o Manzambi e do que a Argentina tem à disposição, se não seria o caso, né, de você ter um time um pouquinho mais ofensivo, um pouquinho mais criativo?
Aí eu acho que eu não confio no sem bola.
Então, mas então, mas o meu ponto é, eu tô falando do time que começou, não tô falando de colocar o Lautaro e o Julián Álvarez né, que foi o que o Marra até falou, que parece que foi de alguma maneira aventado ali, né?
Foi perguntado, foi perguntado na coletiva.
Pois é, não tô nem falando disso, eu tô falando da simples manutenção do Almada, que seja, entendeu? Porque no último jogo ele coloca o Paredes, e eu assim não discuto muito que os 4 do meio-campo tem qualidade, né? O Paredes tem, o Enzo tem, Mac Allister, enfim, eles são jogadores, todo o depô Todos com qualidade também, mas é diferente, acho que, de você ter um cara que vai de repente poder se aproveitar de toda atenção que é voltada para marcação do Lionel Messi, porque é assim, né?
É claro, quando você tem o Messi em campo, você tem metade do sistema defensivo adversário olhando para o Messi, preocupado com o Messi, tentando não deixar o Messi jogar, e mesmo assim ele joga e ele resolve. É, então eu não sei, porque nós estamos falando, ah, tá bom, o sem bola, mas é a Suíça que sem o Mazzambi tem muita dificuldade para criar, tem muita dificuldade para atacar. E acho até que talvez por essa questão física vá fazer a escolha de de repente dizer, cara, quer saber, vou levar esses cara para prorrogação, vou puxar esse jogo para prorrogação, que quero ver se eles vão aguentar isso daí.
Fala, Mar.
Não, eu acho que a ideia da Suíça é essa mesmo, né, esticar o máximo que der, porque é uma chance maior, né, de desgastar e até de levar para os pênaltis. Agora tem um outro ponto que a gente talvez tenha dificuldade de enxergar: vai que a Suíça ganha o jogo, aí é o último jogo do Messi em Copa do Mundo, né?
É, pode ser qualquer jogo agora.
É, desde que começou mata-mata e por pouco não foi, né?
E me parece que assim, o que tá segurando a Argentina é a recusa em que seja, porque os caras não querem ir embora, né? Eu brinco sempre que quando a Argentina vê que o bicho tá pegando, eles começam a cantar: eu não vou embora.
O Gustavo ontem falou no Linha, né, que a gente tem que levar em consideração é que é a seleção com mais alma, com mais apego, com mais motivações, né? E eu entendo isso. Eu acho mesmo que é disparado a seleção com mais alma dessa Copa do Mundo. Só que assim, eu acho que a cota de alma já deu.
Só que é uma panela, é do mundo só na alma. É uma motivação carregada de leveza. Sabe aquela coisa que os próprios jogadores da Noruega reconheceram no Brasil? Que, cara, a gente percebe que tá pesando pra eles. Não, assim, os argentinos sabem que se eles perderem hoje, eles vão ser recebidos com todo carinho do mundo, porque eles são campeões. O que eles fizeram já tá escrito, o lugar desses caras na história já tá lá, ninguém tira, ninguém mexe.
Eles só podem crescer na história, diminuir na história eles não podem. Então assim, existe uma leveza no que eles têm hoje que é, cara, vamos curtir, vamos nos entregar, porque a gente quer continuar junto mais uma semana. A gente quer continuar junto até o final aqui. Então vamos, vamos nos matar aqui, porque a gente tem a honra de jogar com um dos maiores da história e a gente quer aproveitar isso até a última gota. E deixa falar, se os cara tão falando que a gente comprou a FIFA, que a gente isso, que aquilo, deixa falar, que pode falar quem quiser. A gente quer jogar bola.
Ô Marimar, bom jogo para você, hein? Daqui a pouco aproveita esse momento também.
Prazer, Alex Tseng. Ah, sim, pode, pode deixar isso comigo. Abraço, Jean, abraço, Léo.
Abraço, amigo.
Foi um prazer te seguir.
Amanhã, tá? Por favor, eu não sei em que condições o horário, mas por favor esteja alerta.
Amanhã tem voo no horário, vai ser pesado.
Vai ser, faz que eu não saiba.
Eu volto para Atlanta cedinho.
Entra do aeroporto lá. Tchau, Barra!
Abraço, valeu.
Mário Barra, direto de Kansas. E um pouco mais cedo, Inglaterra e Noruega. Harry Kane de um lado, Haaland do outro. Miami. Gustavo Zupakis vai acompanhar um dos grandes jogos da Copa do Mundo ainda nesse cenário dele. Daqui a pouco já no estádio, né, Zupakis?
Tudo bem, Alex? Um abração para todo mundo aí no Brasil, para o fã de esporte. Sim, é a última, último trem, como diria o nosso, nosso colega o Martin Einstein, último trem antes de ir para o estádio. É esse daqui, é mochila e direto para o estádio, para o Hard Rock Stadium, que fica 35 minutos com trânsito de jogo, uns 40 minutos daqui de onde estamos, de Fort Lauderdale. Aqui não é Miami, né, uma hora para cima de Miami. Mas é desde hoje, é sábado, desde quarta, quinta-feira já comecei a ver ingleses aqui, por uma coincidência, mais facilmente identificados nos pubs da cidade, mas já marcando presença.
E tem sido interessante, eu vi mais ingleses do que noruegueses aqui em Fort Lauderdale. Mas ontem teve um evento da torcida da Noruega lá em Miami Beach que tinha bastante gente também. É muita gente curiosa para ver esse jogo, né, Alex, que é o jogo de quartas de final com ingresso mais caro desta Copa do Mundo, com mais valor do ponto de vista financeiro mesmo, e que bota frente a frente duas seleções que têm— vocês estavam falando sobre motivação da Argentina, tal— uma motivação gigantesca, né.
A Noruega vive o jogo da sua vida. Essa é a temática, né? O jogo mais importante da história do futebol norueguês será hoje. E a Inglaterra quer voltar a uma semifinal de Copa, talvez contra a Argentina, o que traria um outro enredo gigantesco. Quer trazer de volta o Mundial. Olha só como o final 6, né? Em 66, a Inglaterra ganhou a Copa do Mundo. Em 86, tivemos o duelo histórico contra a Argentina. Que pode se repetir nessa próxima fase.
Em 2026 tá todo mundo nesse barco de novo. Então, para os místicos, um duelo interessante. Curiosidade, Alex: se a Noruega passar hoje, teremos 3 dos 4 semifinalistas da última Euro nas semifinais da Copa. Só faltaria a Holanda, que não se classificou. Mas Espanha, França e Inglaterra, 3 dos 4 semifinalistas da Euro, podem estar também nas semifinais da Copa do Mundo. Evidentemente que não trata-se de coincidência. E desde que se definiu o duelo Noruega-Inglaterra, a gente tem tentado fugir do binômio Haaland e Harry Kane, mas é muito difícil.
Então hoje teremos Haaland e Harry Kane. Ontem na coletiva lá no estádio, o Kane foi muito legal ao analisar o Haaland. Falou, olha, ele falou o que a gente fala, né? Nós somos jogadores diferentes. Eu atuo mais fora da área, embora também seja um 9 autêntico. Mas ele é mais 9-9 do que eu, mas ele chamou de uma besta. E aí isso não é um xingamento, tá? Isso é um elogio. É uma besta enjaulada, o Erling Haaland, na visão do Harry Kane.
Olha, primeira vez que eu vejo o Du Parc com o céu um pouquinho mais nublado ali, né?
Mas tá rolando um sambinha aqui, ó. Tá rolando um pagode aqui, um carnaval com pagode aqui, ó.
Dá pra ver?
Dá pra ver, dá pra ver.
Eu queria saber como é que tá a perspectiva, porque o jogo começa fim de tarde lá, né? E o estádio de Miami é aberto, né? Se tem a perspectiva do fator climático pesar um pouquinho, a Noruega, por exemplo, sentiu o calor em alguns momentos aí na Copa do Mundo, né?
É, e esse é um tema assim, Léo, tanto que a Noruega chegou antes aqui, a cidade, a Noruega chegou na terça, Inglaterra chegou na quinta, justamente para se ambientar também a esse calor, né? E a Noruega é um país frio, né? O Jean que faz as suas expedições pelos lugares mais inóspitos do planeta sabe que a Noruega é um país frio. Então eles, eles vêm para cá para se adaptar mais, embora Inglaterra também tenha isso como questão.
É o estádio aberto, é o jogo 5 da tarde aqui. A maioria dos jogos aqui, aliás, acho que esse é o primeiro, hein? Todos os outros jogos, agora não me lembro de Argentina e Cabo Verde, mas na fase de grupos todos os jogos aqui começaram a partir das 18, justamente por causa do calor. Eu acho que Argentina e Cabo Verde foi às 5 da tarde. Mas hoje tá nublado, mas tá abafado. Ontem à noite o Resenha, ontem foi feito aqui do nosso hotel, onde tem uma estrutura enorme da ESPN da Argentina, e o Resenha foi tocado ontem à noite daqui.
Aliás, um ótimo programa com presença da Rafaela Pimenta, que é agente do Haaland, né? Tem cortes nas redes sociais com frases muito, declarações muito boas da Rafaela sobre o Haaland, sobre o futebol brasileiro. E durante o Resenha bateu um vendaval que eu achei que ia voar até o Santos. Mas e aí choveu, então o resquício dessa mudança de tempo é um sábado nublado, mas tá agora abafado, um mormaço, mas indiscutivelmente melhor do que os outros dias.
Se a temperatura mantiver assim, deixa eu ver no termômetro do telefone, se a temperatura se mantiver assim para hora do jogo, 31 graus tá marcando, vai estar mais tranquilo do que em outros dias porque tinha o sol também além do calor.
Vai ser um grande jogo, eu tô muito curioso para ver como que vai ser isso.
E assim, a gente fala de Haaland e Kane porque é muito atrativo, mas tem dois caras que estão fazendo uma Copa do Mundo monumental, que são Bellingham e Odegaard. São os caras que vêm de trás, o Odegaard, o armador, o Bellingham. O que o Bellingham jogou contra o México, assim, é uma das melhores atuações individuais dessa Copa do Mundo. Então são caras que também podem decidir o jogo. A Inglaterra com seus jogadores de lado que podem ser Saka, pode ser Gordon, a batalha dos meio-campistas organizadores, né?
O Sander Bercht faz uma grande Copa do Mundo, a Inglaterra com a dupla Rice e Anderson ali, os goleiros, o Nyland fez uma partidaça contra o Brasil, o Pickford faz uma bela Copa do Mundo também. Olha quanta gente boa, cara, olha quanta gente boa em campo nesse jogo de hoje. Então assim, acho que é um jogo que promete muito. A Noruega já fez o que podia fazer na Copa do Mundo, de tipo, não só chegou à Copa do Mundo depois de 28 anos, passou de fase, eliminou o Brasil.
Agora também assim, só pode melhorar, né? Já ganhou suas honras de estado. Se perder hoje também volta para casa como uma geração dourada. Então acho que a Noruega joga leve. A Inglaterra não. A Inglaterra ainda tem o que provar. A Inglaterra assim, se voltar para casa hoje, volta para casa no mesmo patamar que voltou na última Copa. E na última Copa perdeu para a França. Perder para Noruega é pior que perder para a França. Então a Inglaterra ainda tem que fazer mais do que já fez. A Noruega já fez mais do que fez em qualquer outra Copa do Mundo, né?
É, eu acho que para mim esse é o ponto do jogo, é o ponto, a questão tática de novo. A gente tem discutido faz já desde que o jogo foi definido, né, esses embates de protagonistas. Para mim acho que conta muito essa leveza com que a Noruega enfrenta a Inglaterra, e é uma leveza que inclusive vale lembrar, né, o Haaland tem feito questão de destacar semana após semana, confronto após confronto, né, quando ele diz, já perdemos da França, já perdemos do Brasil.
Beleza, já perderam da França, já perderam do Brasil, mas vale lembrar, a Noruega deixou 9 títulos mundiais para trás nesse caminho para chegar aí até o confronto com a Inglaterra, porque ela elimina a Itália, né, ela joga a Itália de 4 títulos mundiais para disputar uma repescagem. Ela, como a gente sabe, eliminou o Brasil na última fase e agora vai pegar a Inglaterra, que talvez seja a seleção mais pressionada de maneira geral, competição após competição.
Não tô dizendo que existe uma expectativa maior sobre a Inglaterra do que sobre a França, por exemplo, nessa Copa do Mundo. Seria uma insanidade dizer isso. Mas se a gente pega o pacote de últimas competições, né, Copa do Mundo, Euro e essa Copa também, em alguns momentos até tendo caminhos bastante generosos, que eu acho que de alguma maneira se apresentou de novo esse caminho generoso para a Inglaterra, né? É claro que foi, foi uma batalha, foi dificílimo passar pelo México fora de casa, mas se você olhar, a Inglaterra não teve que eliminar Portugal, por exemplo, né, com todos os seus grandes jogadores.
Então assim, a Inglaterra chega com uma expectativa muito grande na Copa do Mundo, com um dos 3 melhores elencos da Copa Acho que na visão da maioria das pessoas. E vai passar, né, agora passa pelo México, vai pegar Noruega. Quer dizer, não são Congo, México e Noruega, vamos dizer a verdade, né? Por mais que a gente—
só falta ser a Suíça agora na cena.
Então, o que eu quero dizer assim, Congo, México e Noruega para você chegar numa semifinal de Copa do Mundo é um caminho generoso, sim. Ah, mas é generoso porque o Brasil bobeou com a Noruega, verdade. É generoso porque Portugal não— enfim, a gente pode achar vários motivos, né? E a culpa é dos outros e não da Inglaterra. Mas isso tudo para dizer, eu acho que a Inglaterra tem uma pressão grande. Ela tem, entre aspas, na cabeça de muita gente, a obrigação de eliminar a Noruega para chegar à semifinal.
Porque aí sim, eu acho que, sobretudo se for contra a Argentina, num embate que vai ser uma maluquice se acontecer, Mas sobretudo se for contra Argentina, aí você chegou onde era para chegar. E se passar, maravilha. Se não passar, também faz parte, porque Argentina é o Messi, etc. e tal. Se não for assim, eu acho que a pressão sobre a Inglaterra vai ser sempre grande.
Zopa!
É, e é uma pressão que o Thomas Tuchel administra desde que fez a convocação, né? Primeiro, é uma pressão que ele administra desde que os conservadores ingleses tiveram que lidar com técnico alemão comandando a Inglaterra numa Copa, que aumentou quando ele fez uma convocação pouco popular. Mas apesar dessa pressão, o que eu tenho sentido, que eu pude sentir ontem de treino e de entrevista da Inglaterra, das declarações de Tuchel e de Harry Kane, é que a maneira que a Inglaterra tá construindo essa Copa tá fortalecendo as escolhas do Tuchel e a popularidade do trabalho.
Acho que a Inglaterra chega com nível de confiança alto O desgaste é uma preocupação. O jogo com México foi muito desgastante, o jogo com Congo exigiu muito até a Inglaterra virar. A Inglaterra fez viagens mais longas do que a Noruega para chegar até esse jogo. A Noruega tá aqui há mais tempo, então fisicamente— e a Inglaterra é um time que tenta jogar muito no modo Premier League, né, o nível de intensidade muito alto. Então essa questão física, junto com, atrelado ao tema do calor que o Léo levantou, é um ponto para o jogo de hoje.
Havia dúvidas sobre parte muscular do Mark Gerrard, uma questão clínica, uma virose que o Declan Rice havia sido acometido, e uma questão física do Reece James. Todo mundo treinou ontem, então tendência que o James não, mas o Spence seja o lateral direito, Gerrard jogue na zaga e o Declan Rice componha o meio-campo. É, para mim o jogo também vai ser muito decidido pelos lados do campo. A Noruega melhorou muito quando colocou o Kjeldrup e o Oscar Bobb pelos lados.
E os pontas da Inglaterra oscilam mais do que resolvem, né? Acho que a força da Inglaterra tá mais no Bellingham e no Harry Kane do que no Anthony Gordon e no Bukayo Saka. Acho que quem levar melhor por esses duelos laterais vai encontrar um caminho para chegar à semifinal desta Copa do Mundo. A gente deve ter estádio cheio no penúltimo jogo de Miami. Depois de hoje, Miami só voltará à cena para as vezes deprimente, às vezes interessante, disputa do terceiro lugar.
Eu, do meu íntimo, sem nenhum tipo de pachequismo, apenas por um interesse pessoal, torço para Argentina estar na disputa de terceiro lugar para poder ver a última dança do Messi em Miami em uma Copa do Mundo.
Boa, boa, é boa. Sabe que eu vou contar uma história pessoal rápida. Eu, eu comprei ingresso para ver o Messi aqui na decisão de terceiro lugar da Copa América no estádio do Corinthians, na Neo Química Arena, em 2019. E só que aí eu fui escalado para fazer a final no Rio, né? Aí eu passei ingresso para minha família, falei, gente, vai lá e tal, vai ver o Messi, né? Pô, não perde uma chance dessa. Aí o Messi vai expulso no primeiro tempo, brigou com o Medel, não foi?
Foi, foi.
Eu uso, acho que eu ia falar, então foi com o Medel, Não, ele brigou com o Gary Medel aquele dia. Isso, brigou com o Medel, foi expulso. E assim, e a torcida brasileira vaiou porque a galera tinha ido lá para ver, né? Foi demais. Mas é que era isso, né? Ninguém quer perder uma chance como essa. E além de tudo, para a galera secar a Argentina também na semifinal não é difícil, né? Então não é um grande esforço, vamos combinar. Mas veremos, veremos, veremos.
Vai ser, vai ser, vai ser um grande jogo. E eu tô fechadaço com o Thomas absurdo, cara. Acho que tá mais do que provado que a maior, uma coisa mais inteligente que alguém pode fazer para uma individualidade brilhar é ter um sistema que suporte, né? Mais fácil do que tentar encaixar um monte de medalhão junto e não ter um sistema que dê conta.
Tá aí Luiz Henrique, que não nos deixa mentir.
É isso. O Zuca tá torcendo para, sei lá, de repente uma França e Argentina. Imagina, vai descer em terceiro lugar. Nossa, Nossa Senhora, é isso, né? Não é improvável.
Ia valer, ia valer a disputa particular de Messi e Mbappé pelo maior artilheiro de todas as Copas, né? Parece que ia valer o terceiro lugar, né?
É, e aí vai ser uma baita, seria uma baita de uma trocação, né?
Todo mundo tem que, eles jogam sem defesa, né? Não precisa defender esse jogo, ia ser tipo um amigos do Messi, amigos do Mbappé, o jogo.
O americano, norte-americano agradece, né, Léo?
Boa, é entretenimento puro. Zupac, bom jogo para você, tomar que Um grande, um grande jogo logo mais, é que certamente vai ter em algum camarote.
E ele esteve ontem no treino da Inglaterra, David Beckham, porque a Inglaterra treinou, todo mundo treinou no Inter Miami. E o Inter Miami tem como um dos sócios o David Beckham, né? Então ontem ele acompanhou o treino da Inglaterra. O Luis Suárez também foi lá trocar uma camiseta com Harry Kane, e o Suárez que joga no Inter Miami, certamente os dois estarão em algum camarote do Hard Rock Stadium para o jogo de daqui a pouco. Até mais, pessoal!
Valeu, bons jogos, Zupac! Até amanhã aqui no Futebol no Mundo. Fechamos com a Argentina e Inglaterra.
Já pensou?
Pô, toda história, 40 anos depois do Jogo do Azteca, cara, vai ser um negócio.
Eu fico só pensando, nós já temos Espanha e França, imagina Messi e Harry Kane.
Nossa, seria até para compensar uma Copa do Mundo que não nos ofereceu grandes clássicos, né? Porque obviamente o sistema, né, de 48 seleções acabou também com os clássicos de primeira fase, são raríssimos. Aconteceu Espanha-Uruguai, né, foi o jogo que a gente teve e foi um jogo muito ruim, é bom que se diga. Então no fim das contas essas duas semifinais que são as mais esperadas, mas repito, para mim a outra semifinal era muito mais esperada do que essa que a gente vai ver definida hoje, mas se essas duas semifinais acontecerem de alguma maneira compensam a falta de clássicos que a gente teve nessa Copa do Mundo.
É, e esperávamos muito de França e Noruega, que não é um clássico, mas esperávamos muito. E aí a Noruega jogou com o time reserva. É isso, vamos embora, gente. Obrigado pela audiência, tá no YouTube, no TikTok, também no Disney Plus. Nós voltamos amanhã meio-dia já com as semifinais, talvez com pouco sono, mas voltaremos. É, mas assim, menos sono que— olha o Hoffman, né?
Então fica o convite então, Linha de Passe no YouTube e no TikTok, e claro na TV, no Disney Plus. A gente espera o jogo acabar, né?
Aí eu vou dizer que eu espero que seja meia-noite, tá? Esse linha de passe de hoje seria logo depois do tempo normal, 90 minutos. Se tiver prorrogação, lá para 1 da manhã.
Que tal 2 a 2 assim, tempo normal?
Aí o tempo normal, prorrogação, ainda vamos ficar com os 90 minutos, tá bom? Mais preocupado com o Léo, que teria que sair daqui às 3 da manhã para chegar.
Já fico aqui já estendendo um colchonete aí e torço para não ter um alerta de tempestade.
Já pensou?
Imagina.
Aliás, só um até agora, é isso? Foram dois?
Não, nos Estados Unidos, no México teve mais que nos Estados Unidos. No México foram dois jogos atrasados.
É verdade, foi no México, foi no México.
Mas foram dois, dois na Azteca atrasados. Acho que México e África Sul, teve um da França, um jogo da França, da França, o que mais atrasou, né, foram 2 horas. Mas 2 no México, Inglaterra atrasou 1 hora e o outro do México que atrasou.
O da França é o que atrasou mais, é que foi realmente, né. É isso, até amanhã, Léo.
Até amanhã, nos vemos.
E até daqui a pouco, daqui a pouco, daqui a pouco, daqui algumas horas. Tchau, Brasil, que seja um grande sábado dessas quartas de final com grandes jogos. E nós voltamos amanhã meio-dia em clima de semifinais já da Copa do Mundo. Valeu!