Futebol No Mundo #602: Messi vai às lágrimas com virada épica da Argentina e muito mais!
No Futebol No Mundo desta quarta-feira (08) falamos tudo da classificação épica da Argentina após uma virada absurda sobre o Egito na Copa do Mundo. Vem com a gente!
Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Alex
Bira
Jean
Mário Barra
Tito Fonseca
- Situação Econômica ArgentinaVirada épica contra o Egito · Papel de Messi · Postura da equipe
- Realizações finais de PaesMelhor jogo: México x Inglaterra · Melhor seleção: Bélgica · Craque das oitavas: Bellingham · Decepção: Brasil
- PIX na ArgentinaHistórico entre as equipes · Estratégia tática da Suíça · Ausência de Mazzambi
- Copa do Mundo: França e Argentina estreiamGesto de Hassan · Incapacidade do Egito de segurar o placar · Salah e seu futuro na seleção
- Novo Formato da Copa do MundoNúmero de seleções · Duração das temporadas · Carga física dos jogadores
- Polêmicas de arbitragemGol anulado do Egito · Padrão do VAR na Copa · Interferência externa
- Desempenho do CuscoClassificação contra Colômbia · Primeira vez nas quartas desde 1954 · Técnico Murat Yakin
Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes. Futebol no Mundo na Copa está no ar dia 28, faltam 11 dias para acabar a Copa do Mundo e 8 jogos. É muito rápido isso. Até outro dia era dia 11, só tinha 8 jogos realizados. Agora acabou e hoje não tem jogo, gente. Como que a gente vê? Eu não sei, eu não consegui lidar esse horário. Estamos no ar ao vivo aqui no YouTube, no TikTok e também no Disney Plus, meio-dia e 5. Meio-dia e 5 normalmente não tem jogo, né?
Então tá tudo bem, não sentimos falta ainda. Mas daqui a pouco, o que será da nossa tarde hoje, Jeanaldi?
Pois é, tudo Cheirinho Bão, Alex, Bira. Eu assim, na verdade, hoje ainda não tem jogo, mas a gente ainda pode falar dos jogos de ontem. Daqui a pouco vai chegar o momento que a gente não vai ter nem jogo de ontem nem jogo de hoje, domingo e segunda, para falar. Exatamente. E aí vai ser pior ainda, né? No fim passou muito rápido mesmo, né? Se a gente considerar ainda que é uma Copa encorpada, né, uma Copa aumentada, e acho que todas essas discussões a gente vai poder ter depois, ao final da Copa, né, de maneira mais serena, mais racional do que a coisa emocional de falar, ai, que jogão, tá vendo como é legal ter uma Copa com 48 times?
Acho que isso tudo a gente pode discutir melhor depois, mas é fato, né, mesmo aumentada, mesmo com uma fase a mais, tá passando muito rápido, infelizmente.
Muito rápido.
Eu vou dizer que a Copa do Mundo com 64, com 48, eu sou a favor do 32 ainda, tá? A gente tá junto nessa, eu sei, tamo junto nessa.
Por que você falou 64 aqui? Não, foi sem querer, escapou.
É que assim, bobear, já estão discutindo isso.
Ele já quer trazer a pauta, ele já quer trazer a pauta.
Não, é... E essa Copa do Mundo teve muito jogo. O normal da Copa do Mundo, o que que era? Era ter 3 jogos por dia. Eu me lembro na época de 24, eram 2 jogos por dia. Mas assim, com 32 eram 3 jogos por dia. E nos fins de semana faziam 4. Isso na primeira fase. E daí chegava no mata-mata, 2 jogos por dia. Daí as oitavas de final em 4 dias, tudo. Essa Copa do Mundo, por ter muito mais time, pra tentar enfiar tudo ali, teve 4 jogos por dia.
Até no mata-mata a gente chegou a ter 3 jogos por dia. Ela mimou a gente, a gente ficou mimado.
Boa, bom termo.
A gente ficou mimado porque a gente tem jogo toda hora. Por exemplo, era normal entre o último dia da primeira fase e o primeiro dia das oitavas de final já ter um dia de folga. Dessa vez não teve, pulou direto. A gente tá ficando mimado, entendeu?
Só que a gente quer 64 horas.
Só que agora tem que desmimar, porque assim, agora a gente vai ter que acostumar que é o velho esquema de sempre, um jogo por dia. Né? Então agora, agora a coisa, a gente tem que, a gente só tem mais um dia de rodada dupla, que é o sábado. Todos os outros dias é um jogo só por dia. Agora o Jean percebeu isso e fez uma cara de meu Deus.
Não, eu vi, eu já vi quando eu peguei a agenda, porque eu gosto de pegar os jogos e colocar na agenda, né? Ali no Google Agenda.
Eu ainda tô usando aquele lá que você me mandou.
É, não, eu agora eu parei com aquilo ali, fiz manualmente, até porque eu marco umas coisas que eu não vou falar aqui quais são.
É porque o Campeonato Brasileiro volta quinta que vem, ele tá marcando isso.
Não precisa lembrar disso também, não precisa lembrar disso.
Vai, vamos, vamos.
Cruzei com um colega nosso que eu não vou dizer o nome, mas ele é gremista, tá? Então não vou dizer o nome justamente para você. Eu falei, ó, ó, tem o Grêmio semana que vem. Ele, meu Deus, Grêmio e Mirassol, eu não tô preparado.
Cadê o Mário Barra? Vamos ver como está o dia dele hoje sem jogo também. Mário Barra, ah, tá na piscina.
Não, não tô na piscina. Essa piscina eu não vou ter essa chance hoje também porque tem muitas coisas ainda para fazer. Você acredita, Alex? Prazer estar com você. O Biratan e também o Jean foi disposto que tá com a gente ontem à noite, depois de sair do Linha e instigado por William Tavares sobre uma possibilidade de dar uma olhada em jovens jogadores do campeonato joga jogadores brasileiros que podem talvez ajudar a formar uma próxima seleção.
Você acredita que eu comecei a tentar vasculhar? Vasculhei os 20 times do Campeonato Brasileiro da Série A, não fui ainda para brasileiros que estão no exterior, mas comecei a rascunhar algumas coisas ali. E tava completamente desatualizado do futebol brasileiro, completamente. Eu não lembrava a posição do meu clube, eu não lembrava em que lugar tava o meu clube. Claro, ele não Ele não tá na zona de rebaixamento, também não é o líder, que se fosse eu ia saber, né?
E aí eu ia ficar, ficaria desesperado. Mas eu fiquei até satisfeito quando eu vi, falei, olha que orgulho, hein? Pensei que fosse estar numa situação bem pior. Mas isso é uma conversa para outro, o seu time tava na Libertadores?
Não, também não.
Não, não tá.
Aliás, só uma coisinha em relação a isso, mas você perguntou Que é interessante, porque eu acho que a CBF já sabia, né? Você vê como a CBF é preparada? Ela já sabia que dos 32 jogadores da Série A que iriam para a Copa do Mundo, todos eles, quase todos eles, o único que ficou na Copa do Mundo é o Flaco Lopes, né? Agora para as quartas de final. Então, como ela já sabia que não ia sobrar quase ninguém do Campeonato Brasileiro, ela falou: você quer saber?
Eu volto o Brasileirão na semana de Copa do Mundo. Mesmo, porque não vai ter mais ninguém, não vai atrapalhar, só o Flaco Lopes aqui.
Isso chama planejamento.
É planejamento.
É planejamento.
Só para falar assim, antes que alguém chegue e fale, ah, é sensacional. Não, alguns times tiveram jogo antecipado para essa semana por causa da repescagem da Sul-Americana, tá? Então os times que vão jogar essa repescagem da Sula, que vão ter jogos antecipados. A gente sabe disso, tá, gente? Só tá brincando um pouquinho.
É isso, um pouco de ironia.
Fala mal.
Só para pegar uma carona, Alex, Só para pegar uma carona no papo inicial aí dos 32, 48, 64, número de seleções, né, na Copa do Mundo. Essa Copa deu um ensinamento, né, assim, os jogadores chegam no limite físico, as temporadas estão matando, matando, matando mesmo. Vários jogadores renderam bem menos do que podem render. Portugal é um grande exemplo disso, né, os jogadores do Paris Saint-Germain de Portugal, por exemplo. E eu acho que esse ponto, vamos falar uma coisa, uma novidade: os jogadores precisariam se unir e confrontar isso, porque as temporadas estão, o futebol tá cada vez mais físico, tá exigindo muito dos jogadores, eles querem vencer, o nível de frustração é muito maior hoje em dia também com as redes sociais que provocam sensações, em alguns casos não sensações, mas provocam doenças, né, nos jogadores.
E a exigência física para realização de um sonho, que é disputar a Copa do Mundo, chega na Copa do Mundo, o cara não consegue jogar. E vai ter 64, eu acho que é preciso pensar no como é que é o negócio da galinha dos ovos de ouro.
É preciso pensar nisso, porque senão vai matar o produto, os produtos.
É, o problema é assim, a questão com 64, o argumento é que não muda a quantidade de jogos de cada time, são 8 jogos, você continua fazendo 8 jogos. Né, 3 jogos na fase de classificação e depois é 16avos, oitavas, quartas, semifinal.
Agora, de qualquer maneira, é como você acomodar isso, porque talvez você tenha que apertar jogador exposto.
Não, não, mas assim, não, não, a questão para mim não é nem essa quantidade de jogador exposto, porque são jogadores que vão ser secundários até, são jogadores que talvez nem tenham um calendário cheio de Champions League e tudo, que são jogadores, a maioria desses jogadores das seleções extras, dessas 16 a mais, né. É, agora a questão é, para você fazer caber tudo isso, você vai ter que botar mais jogos, você vai ter que fazer com que os jogos sejam mais próximos um do outro, você vai ter que ter 5 jogos por dia talvez, e você não vai ter menos dias de descanso entre um jogo e outro, sobretudo nas fases iniciais.
Então isso também tem a ver com o sacrifício do jogador. A quantidade de jogos é a mesma, só que mais apertado ali para conseguir caber tudo.
Mas Bira, a proposta também assim é de individualizar a coisa, né? Vai desgastar mais jogador, vai desgastar mais jogador georgiano, vai. Eles também vão chegar no limite. Vai desgastar mais jogador italiano?
Sim.
Vários disputam até a última rodada dos campeonatos de Liga dos Campeões e por aí vai. Individualizando aumenta o número de jogador que fica exposto a essa maratona completamente irracional.
Ó, vamos lá, a partir— você está em Atlanta ainda? E amanhã vai estar por onde?
Não, até onde sei, Atlanta. Porque tem novidade? Manda mensagem.
Agora o Magno tá tomando um susto aí.
Não, não, não.
Vamos ver no chaveamento das quartas de final. Ai, ai, eu pensei que você já ia partir arrumar mala para alguma, alguma, algum desses jogos. Então teremos nesta quinta-feira, atenção para o calendário, tá? Atenção para o calendário. Nesta quinta-feira em Boston, 5 da tarde. França e Marrocos do lado esquerdo da chave. O vencedor enfrenta o vencedor de Espanha e Bélgica, que será nesta sexta-feira às 4 horas da tarde. Do outro lado da chave, os dois jogos serão no sábado às 6 horas.
Noruega e Inglaterra em Miami e em Kansas às 10 horas da noite Argentina e Suíça. E aí teremos o confronto da semifinal e a final no próximo, no outro domingo, no outro domingo, o jogo em Nova Jersey. Mário Barros teve ontem na classificação da Argentina uma— atenção para a pergunta de novo, essa pergunta até virou recorrente: foi o melhor jogo da Copa? Não, acho que não, mas foi impressionante o que a Argentina fez e o que o Egito deixou de fazer na reta final do jogo, né?
É, concordo com você. Eu também acho que não foi o melhor, mas foi incrível, né? E inclusive estar presente. Eu tenho, eu acho que aquele Argentina e México foi mais, porque teve outros ingredientes envolvidos ali de uma torcida local. Falei Argentina? Perdão, Inglaterra, porque tinha inclusive a torcida local, né, assim, aquela coisa do mexicano que ama futebol contra o inglês que tá com essa coisa de futebol voltar para casa.
Mas esse é um assunto para depois.
Foi incrível, Alex, foi incrível. Vamos, em vários momentos, quando tava 2 a 0, era silêncio na arquibancada, silêncio.
Só não era silêncio porque tinha muito egípcio comemorando, mas A seleção da Argentina reacorda, ou reacorda, desperta o seu torcedor. E aí o torcedor começa a incendiar de novo. E aí o 2 a 1, o 2 a 2, o 3 a 2, né?
A Argentina vira o jogo.
Tem sido incrível perceber o que tá acontecendo, como esses caras não entregam e como eles arrancam das mãos dos adversários os resultados. Tava na mão de Cabo Verde e eles arrancaram. Tava na mão do Egito, do Egito, e eles arrancaram ainda de forma mais brusca porque não precisou nem ir para prorrogação.
É, eu assim, eu acho que é o que impressiona. De fato, não impressiona a beleza, a plasticidade, o volume do futebol da Argentina, mas tem um monte de coisa que impressiona, né? E acho que tudo bem, depois a gente fala de arbitragem, mas vou até repetir rapidinho que eu falei ontem no Linha. É Impressiona uma série de coisas na Argentina. E acho que sobretudo pra gente, né, que tem acompanhado a seleção brasileira ano após ano, dá uma certa inveja.
Eu acho que a gente tem sim vários motivos pra invejar na postura dessa seleção argentina. Eu sei, eu entendo que muitas coisas vêm da confiança, né, da confiança de quem é campeão mundial, de quem tem ganhado seus títulos, de quem tem o melhor do mundo do lado ali. Então, mas aí entra uma outra coisa, né. Primeiro, esta idolatria pelo Messi é muito saudável para a seleção argentina, é muito saudável para o time. Então, o olhar para o ídolo, a relação com o ídolo, no caso da Argentina, é muito saudável para a seleção, né?
Porque os caras parece que eles jogam para tentar fazer história ao lado do Lionel Messi. E o Lionel Messi é algo também para se invejar. Porque é um craque que aos 39 anos tá numa forma esplendorosa. Um negócio impressionante que o cara consiga jogar da maneira que joga todos os jogos. Acho que ontem ele não fez o seu melhor jogo, longe disso. Ele jogou bem abaixo por 70 minutos, 75 minutos. Mas veja só, o craque de 39 anos jogou apenas 15 minutos da partida, os 15 minutos finais.
Os 15 minutos em que ele deveria estar mais cansado e mais desgastado. E foram esses 15 minutos que levaram a Argentina para a próxima fase da Copa do Mundo. Então é muita coisa para invejar. A gente tem que invejar a postura do craque, a forma física em que o craque se manteve durante 4 anos para jogar uma Copa do Mundo, a relação que os jogadores têm com esse craque, a maneira como eles se comportam, a expressão no rosto mesmo na hora que eles tomam os gols.
É, e aí quando faz um gol, o jogo tá 2 a 0, eles fazem um gol, e que faz o Cuti Romero? Vai correndo para o meio-campo para recomeçar o jogo. Porque se tá 2 a 0, você toma um gol, normal é você fazer todo esforço do mundo para fazer o segundo e para depois fazer o terceiro, e não ir bater boca com o goleiro. E não ir bater boca com o goleiro. É, não, eu falo assim, eu tô nem aí, tô nem aí para os bombadinhos mandando mensagem em rede social, como eu já falei algumas vezes.
Não tô nem aí, nem olho inclusive, né? Aliás, eu queria dizer para os amigos, para os familiares que acham que a gente se preocupa ou que sofre com mensagem de hater: zero, zero. Eu realmente não tô nem aí, não me abala em absolutamente nada. A gente sabe que toda vez que a gente fala da postura, sobretudo do Neymar, É aquele avalanche, aquela avalanche de críticas, de xingamentos burros, porque são xingamentos burros. Eu não sei exatamente o porquê, o que mexe nessas pessoas para que elas ajam dessa maneira.
Tô nem aí, repito. E repito também, tem muita coisa para a gente invejar na Argentina, sobretudo esses pontos, acho que eu acabei de falar.
Ontem foi demais.
É, não tem muita coisa. A relação dos jogadores com a seleção argentina Assim, acho que isso tem um pouco a ver com a relação do argentino. E daí, quando eu falo do argentino, são praticamente todos, né? Não 100%, mas quase todos os argentinos com a seleção argentina. Isso reflete no jogador, porque o jogador, muitas vezes, o jogador argentino, não só na questão de seleção, mas até na questão de clube, ele muitas vezes ele se coloca como um torcedor privilegiado, um torcedor que tem o privilégio de poder mudar o resultado do jogo.
Né? Então ele tem uma relação, ele entende o sentimento do cara da arquibancada e ele respeita esse sentimento. Acho que isso é uma coisa, eu não vou dizer que o jogador brasileiro não gosta de futebol, ele não gosta da seleção brasileira, ele não gosta do clubinho que joga. Alguns não gostam mesmo, mas assim, em geral eu não vou—
Só pra contextualizar o que você tá falando rapidinho, Bira, porque acho que é importante lembrar, você tá falando disso, a frase que o Vampeta recentemente trouxe a respeito de jogadores campeões mundiais na última edição em que o Brasil foi campeão mundial da Copa, O Vampeta que disse, tá? Não sou eu. Essa coisa de torcer contra porque você continuará sendo o último campeão mundial, isso é impensável na Argentina, porque os caras são torcedores tão malucos da seleção que não existe isso.
Nessa Copa você tem visto menos, mas na Copa passada, Copa do Catar, a gente via muito jogador argentino, ex-jogador, desculpa, ex-jogador argentino, ídolo assim, coisa, cara que a gente conhece, tipo Sorin, O Cano, o Cano que tava de férias no Fluminense na época, então ele vai para lá. O cara na arquibancada com a camisa, tudo loucão ali, né? Então, e eu não tô falando que o brasileiro não gosta da seleção brasileira, porque eu acho que ele gosta mais do que muita gente diz.
Eu acho que o cara, ele gosta, mas é uma relação feita de uma certo cinismo assim, tipo, você gosta quando tá bem, quando você não gosta fica meio despeitado. Então o brasileiro, ele fica meio despeitado com a seleção, não é que ele não gosta às vezes, Claro, não tô falando que é 100%, tá? Mas acho que a Argentina canaliza essa relação da sua seleção com o seu povo e com seus jogadores de uma forma mais saudável do que o brasileiro canaliza.
Inclusive, isso vale para a forma dos jogadores. Eu acho que o jogador da seleção brasileira gosta de estar lá, mas acho que ele faz muito— eu acho que ele tá p da vida, ele ficou chateadíssimo com a eliminação, talvez tanto quanto o argentino ficasse. Mas a forma como ele canaliza isso na hora do jogo, na forma como ele canaliza isso não tem sido a mais saudável, não tem sido a mais saudável para ele e não tem sido a mais saudável para o time.
Então acho que o— então por isso que eu acho que a Argentina tá com um sentido, um sentimento que ela consegue ter mais forças para isso. E isso tudo, isso tudo dá inveja. A relação dos ex-jogadores mesmo, o que o Vampeta falou, a gente que trabalha com esporte e acaba conversando com ex-jogadores, tudo, é óbvio que a maioria dos ex-jogadores torcem para seleção ganhar. Mas ele não é o único caso de ex-jogador que no fundinho, no fundinho, fica até pensando, ai, se perder é bom porque eles continuam lembrando de mim.
A gente sabe que não é só ele que pensa isso. A gente sabe que é verdade. Não é a maioria, é a minoria, mas tem mais gente. Não é só o Vampeta que tem esse sentimento.
E o Vampeta falou isso, ele falou que não é ele só.
É, e ele falou a verdade, tá? E a gente sabe até de conversando com ex-jogadores, às vezes você vê algum solta alguma coisa assim, ali e tudo. E também ele, o cara, pensa isso porque ele, quando encerra a carreira, ele é largado pela torcida, né? Se ele não ganhar esse título, ele é largado. Ele não é o torcedor, o torcedor, o argentino sabe que o torcedor vai manter uma reverência com ele. A geração do Tevez, do Riquelme, do Sorinho, geração brilhante da Argentina, não ganhou nada, não ganhou nada mesmo, ganhou nem Copa América.
E mas eles são idolatrados, eles não precisam ter medo de serem esquecidos pelo torcedor, e eles não têm. O brasileiro, pô, tem torcedor brasileiro que assim, eu me lembro assim quando nos anos 90 já, e ainda era recente, tinha torcedor brasileiro que ficava enchendo o saco do Zico e do Sócrates e do Falcão porque não ganharam nada com a seleção brasileira. Agora, isso tudo posto, falando um pouco, sendo chato, tá, sendo chato racional, a Argentina jogou mal contra Cabo Verde e a gente pode até pensar, ah, mas assim, aconteceu uma vez, baixou guarda, ficou desatento, não vai jogar dois jogos ruins assim iguais.
E o jogo contra Egito acho que até foi pior em alguns momentos. A Argentina tava perdida em campo, Argentina tava, tava com aquela coisa de tentar reagir, mas tava uma reação, tentativa desesperada em que ela não criava perigo para gol para o Egito. O Egito em determinado momento no segundo tempo tava tranquilão, mantendo a vantagem, até puxando os contra-ataques. De lá saiu o segundo gol, saiu o gol anulado, quase saiu um terceiro gol ali num contra-ataque que errou o passe final ali para sair o terceiro gol.
Então o Egito tava confortável. O que mudou foi que aquele cara lá que veste a camisa 10, ele resolveu mudar, ele percebeu que ele não tava jogando bem, não tava fazendo nada na entrada da área, né, que aquela área que ele joga ali, que ele fica ali, as bolas só passa, só encaçapando. Ele viu que não tava conseguindo fazer, ele sai e vai para direita. Ele falou, na direita não tem ninguém, lá na direita eu consigo receber a bola.
Ele começa a receber a bola, que que ele faz? Bola na cabeça do Romero. O que que ele faz na segunda? Bola na área, pipoca, pipoca, pipoca, sobra para ele mesmo bater e fazer o 2 a 2. Ali matou o jogo. Porque quando empatou, mesmo que fosse para prorrogação, acho que a gente não ia ter força mental para resistir.
Mas também acho, não, também acho, é bem isso, né? Quando ele, quando ele acha o espaço para jogar e vem em campo, Alex, aquilo que a gente já ouviu, aquilo que a televisão já mostrou, mas vem em campo como ele fica durante parte do jogo alheio, fica em impedimento.
Ele fica impedimento um tempão do jogo e vai andando, andando para lá, andando para cá. Parece que ele tá com aquele reloginho tipo o meu aqui, que fica contando os passos. Ele: opa, não posso parar, vou andando aqui, vou dar um passo para cá, outro para lá, porque eu preciso bater minha meta diária de passos. Então vai dando os passinhos e parece que ele tá completamente alheio, não tá prestando atenção no jogo. Em algum momento e normalmente é quando o Lisandro, quando o Mac Allister, quando o Enzo, quando eles tocam na bola e levantam a cabeça, ele: opa, é comigo!
E aí ele começa a circular e sair de uma posição de impedimento para ir naquela posição que o jogador que tá marcando ele não consegue, porque o pescoço não é um pescoço de coruja que gira todo. Ele fica ali: cadê o cara?
Cadê o cara?
Cadê o fica procurando o Messi e o Messi ali já tá em posição legal.
É uma arte, Alex, é incrível perceber isso vendo. Não é nenhuma novidade, já fizeram matéria sobre isso, de como ele fica ali fingindo que tá morto e na verdade tá participando. E parece que aquilo tudo é ensaiado, é combinado. E só para resgatar um outro ponto dentro do que o Jean e o Bira falaram, da relação do jogador argentino, para a gente já Eu nem queria voltar nisso, mas só para lembrar. Ah, mas a CBF é desorganizada, gente. Em relação à AFA, CBF é muito organizada.
Falou-se muito na questão da arbitragem ontem, o assunto chato, mas é inevitável, né, Jean? Aliás, o Simon teve boas ponderações ontem, né, na nossa programação.
Então ele teve, eu acho assim, eu vou te Quer dizer, eu sempre acho que as discussões sobre arbitragem no Brasil, elas são excessivas. Elas são excessivas no tom, elas são excessivas na quantidade de lances que se discute. Acho que tudo que tem um tamanho, sei lá, médio fica tamanho grande, o que tem tamanho pequeno fica tamanho médio. E em geral isso é movido pela torcida que as pessoas têm pelos seus clubes de futebol. Então assim, você vê que não existe lance discutível no futebol brasileiro no prisma de muita gente, só existe lance absurdo, só existe lance absurdo.
Eu vou te falar, para mim o que aconteceu ontem, no jogo de ontem entre Argentina e Egito, é um lance bastante discutível pelos padrões da Copa do Mundo. E tô me referindo única e exclusivamente ao gol anulado do Egito, tá? Eu acho que ali É discutível porque os padrões da Copa do Mundo de fato não têm mostrado uma intervenção do VAR constante, o tempo todo, em lances subjetivos. Em geral, o VAR deixa a decisão de campo do árbitro ser mantida.
Então eu acho que sim, ok, cabe uma discussão no gol anulado do Egito. E pra mim só nisso. Então já antecipo, se depois o Bira e o Marra acharam que tem outros lances muito discutíveis ou absurdos, beleza. Mas eu acho que o único lance discutível é a anulação do gol do Egito. Mas aí eu entro naquilo que eu tava falando, também não acho um absurdo olhar para aquela cena, para aquele lance e falar, nossa, sério que marcaram falta nesse pisão aí?
Ah não, não dá. Eu não acho. Eu acho que de fato o VAR dessa Copa do Mundo não costuma interferir, não costuma se meter nesse tipo de lance. Mas apareceu, se meteu e tudo mais. Eu só queria aí também fazer a ressalva, que é o seguinte: este gol foi anulado e alguns minutos depois o Egito fez o segundo. É, a gente entra em curva. O Egito fez o segundo gol, ou seja, eu não acho que aquilo ali seria o terceiro gol do Egito, né?
A conta não é essa mesmo.
Exatamente. Provavelmente o jogo estaria 2 a 0 e a Argentina teria até mais tempo para empatar ou virar o jogo do que teve no caso de tomar o segundo gol no momento em que ela tomou. Então eu tô falando isso assim para sim relativizar o lance da arbitragem, porque eu acho que é um lance discutível e acho bastante discutível pelo padrão do VAR, como eu já disse. Porém, a incompetência do Egito fala mais alto, de verdade, porque os cara fizeram 2 a 0 depois daquele gol, né, que foi anulado.
Eles conseguiram ainda fazer o segundo gol E conseguiram tomar 3 gols em 15 minutos. Então assim, não passa só pela arbitragem, e talvez passe menos pela arbitragem, porque repito, se aquele gol tivesse sido validado, a Argentina teria até mais tempo para fazer o absurdo que ela fez. Então tem a ver com os méritos da Argentina de não desistir, de na hora que faz o primeiro gol ter a postura correta e não ficar brigando com ninguém, não ficar discutindo e não ficar gastando tempo, de acreditar sempre que é possível fazer O primeiro, o segundo, o terceiro.
Então teve muito mérito da Argentina e teve muito demérito do Egito, que conseguiu, ganhando por 2 a 0 faltando 15 minutos, tomar 3 gols. Não foi só arbitragem não, como muita gente está dizendo.
Diga mais rápido.
Eu também acho que dá para discutir vários lances, mas não vou discutir, acho perda de tempo. O lance para mim é a falta no Lisandro E a partir daí o lance do gol, o gol do Egito, né, o que seria ali o segundo gol. No mais, Alex, no mais acontece, cara, assim, tem todo jogo isso. E para mim a questão é o que o Jean falou, copio e colo, o padrão da Copa, o padrão da arbitragem na Copa é um padrão que você vê isso acontecer várias vezes, é um tipo de lance.
Vou ser sincero, esse tipo de lance Nos campeonatos que a gente faz na Europa, isso não é falta, gente. Isso aí deixa rolar. E até porque o hábito tá lá. Agora, foi o Jean que falou isso ontem à noite, né, no Linha. E eu acho que foi o Jean, espero que tenha sido, meu ídolo.
Em uma Copa do Mundo que teve uma interferência de um chefe de estado, como teve, amigo, tá liberado. Pode acreditar em qualquer coisa, tá liberado. Porque assim, aquela interferência, aquilo ali foi algo maior, bem maior. Tiraram um cartão vermelho de um jogador, cara. Isso não acontece no campeonato estadual, isso não pode acontecer no campeonato estadual. Aconteceu na Copa do Mundo.
A gente falou ontem, né, interferiu na escalação de um time, né? Aí é demais, né?
Então eu No caso desse jogo Argentina-Egito, é assim, primeiro tem uma coisa óbvia, isso existe no futebol desde sempre, tá? Não é teoria da conspiração de nada não. Ai, porque a Argentina... Porque o Infantino tava comemorando o gol da Argentina e ficava com cara de black quando fazia gol, quando o Cabo Verde fazia gol. Mas arbitragens tendem a ter um olhar um pouco mais generoso com o time grande. Isso é uma coisa histórica do futebol, de qualquer esporte na verdade, né?
Em qualquer esporte. Então pode falar, tá querendo ajudar a Argentina, talvez não seja um complô, talvez seja simplesmente um padrão de ter uma simpatia maior com o time inglês. Até nisso me surpreendeu aquele gol anulado da Alemanha contra o Paraguai, apesar de achar corretamente anulado, me surpreendeu na hora.
Ali tinha tido uma orientação específica, né, do bololô em cima do goleiro, né.
Mas, e o gol anulado do Vinícius Júnior contra a Escócia. Mas para mim, assim, só para analisar os lances, tá? Eu tenho dúvida sobre o pênalti que foi marcado a favor da Argentina. Para mim não foi um pênalti tão claro não, mas assim, eu não daria, mas eu entendo, se o árbitro deu, tá dado. Do mesmo jeito que eu não acho que foi falta. Isso, isso. Eu não daria aquele pênalti, eu não acho que tenha sido, mas se o árbitro deu, o árbitro tava bem posicionado, se ele deu, tá dado.
A falta do gol anulado do Egito, eu também não acho que tenha sido porque foi, para mim não foi um pisão, para mim foi um pisinho, vai, foi muito, foi um pisão meio de raspão assim, que em câmera lenta parece um super pisão, mas a sensação que me deu foi de um pisinho. E também para mim é um lance assim, é o que o juiz deu, tá dado, não seria o caso de voltar. Eu não acho que seja uma questão do fato do lance ter sido muito antes do gol, porque para mim é um impacto direto Se aquilo foi falta, teria que ir.
Isso é, roubou e foi, né? Não foi que depois ficaram tocando bola, tocando bola, tocando bola. E eu não acho que tenha sido pênalti no terceiro gol da Argentina, pênalti no Salah no terceiro gol da Argentina. Ali não foi nada assim absurdo, né?
Agora, essa daí é daquelas que só se escolhe.
Isso tudo posto, eu não daria pênalti, mas o pênalti não foi convertido. E depois do jogo, o Egito ainda voltou a ter um momento que até passa a controlar o jogo. O segundo gol, se fosse o gol do 3 a 0 anulado, eu falaria impacto direto, ia fazer 3 a 0 ali, Argentina morria. Mas como você falou, eu concordo com você, tava 1 a 0, o Egito continuou jogando aquele jogo e a partir disso fez o 2 a 0 e teve chance do 3 a 0 e não converteu, né?
Então acho que a gente pode discutir muito a arbitragem, mas a gente pode também discutir muito a incapacidade do Egito de segurar um pouco. Se o Egito segurar mais 5 minutos aquele jogo, eu acho que a Argentina não teria tempo de virar. Não entrei nem cabeça para virar, era só mais um pouquinho.
Embora eu concorde com você que bastava empatar, não precisava virar.
Então eu sei, não, mas não é que era que virada virada prorrogação.
Até nisso também, né, Bira, assim, a Argentina se deu muito bem de não precisar jogar uma prorrogação, porque é uma seleção com uma média de idade maior que 30 anos, o time titular, o crack tem 39, o time já vinha de uma prorrogação. Então o fato de conseguir virar Ainda no tempo normal e não precisar jogar uma prorrogação também foi muito positivo, né?
A Suíça jogou prorrogação, ainda que foram 90 minutos com intensidade um pouco maior. É, e tem um negócio que daqui a pouco a gente discutindo. O Egito toma o terceiro gol, que não era para ter tomado, era partida para prorrogação. O jogo tava com uma cara de prorrogação naquele momento, e o Egito toma o terceiro gol porque o Egito vai tentar agredir, fazer o terceiro na Argentina naquele momento. Era o momento do Egito enrolar com a bola na frente, esperar acabar o jogo.
Por quê? Porque daí você conversa, esfria a cabeça e vê o que que dá para O quanto de caco dá para juntar para jogar mais meia hora de futebol e tentar ganhar? O Egito vai todo para cima, perde a bola, e nisso a Argentina contra-ataca e faz o terceiro gol.
E tudo isso bem cansado, né, Bira? Porque a gente tá falando assim, a Argentina disputou prorrogação contra Cabo Verde, mas o Egito também disputou prorrogação e até foi aos pênaltis, né? Foi contra Austrália, Austrália, né?
Foi até a reta final.
Então assim, ali me parece que a gente falaria, a gente resumiria isso, aquele momento que faltou oxigenação no cérebro.
Cara, para que que você tá atacando? Para que que você tá atacando?
Segura o jogo. Mas eu acho que faltou mesmo ali, nós não tinha muita organização das ideias não.
Agora, o Egito até então fez uma grande partida, né, Marlon? Grande partida, muito além das expectativas inclusive, né?
Inclusive acho que dá para a gente conversar sobre Eu não acho. Então, Alex, eu vou falar assim, eu vou esquecer de alguém, mas africanos, para mim, Marrocos é melhor, Senegal é melhor, Costa do Marfim é melhor, com proposta diferente. Mas eu acho que dá para falar que se Gana conseguisse acionar mais Williams e Semenyo, poderia ser melhor, mas não tinha essa proposta. A proposta era fechar casinha. Então O Egito foi uma surpresa.
E eu falo isso porque eu várias vezes em Copa Africana de Nações eu fiquei torcendo para o Salah, fiquei torcendo para o Egito para seguir, por questões assim, porque eu gosto do penteado dele, né? Assim, esse é um motivo, eu acho que é charmoso. Então fala, não, vou torcer para o Salah. E aí eu me decepcionava várias vezes, várias vezes. Chegava a final contra Senegal, mas chegava a final assim jogando mal, mal, mal. E aí, mas na Copa apareceram outros elementos.
A forma que o Hassan Hassan foi crescendo mundialmente, né, ele passou a ter um outro status mundial na Copa do Mundo. A forma que o Salah, acho que por linhas tortas, foi saindo da beirada do campo e jogando por dentro. E com isso, existe também uma relação de devoção dos jogadores com ele. Outros jogadores como o Hassan jogando muita bola, o Achour jogando muita bola, O goleiro ontem fazendo uma apresentação, especialmente no primeiro tempo, incrível.
Zico, não citei o Marmouche, e é por querer, porque o Marmouche não jogou bem, né, jogou mal a Copa. Inclusive eu esperava muito dele e esperava até menos do Salah. O Egito tá entregando consistência. Ontem o papo com alguns jornalistas egípcios era que era o fim do Salah, Salah não vai jogar mais. Eu me permito, como Messi já se permitiu, né, observar que saiu, que não tinha mais seleção, tal. Eu me permito observar que o Salah pode até dar essa declaração, talvez no calor da emoção ele não queira mais, com 34 anos, disputar mais nenhum jogo.
Mas eu me permito desconfiar. Ele é muito ambicioso, ele quer ser o maior artilheiro da história da seleção do Egito. Para isso ele vai precisar jogar. Claro que não falta quase nada, falta um gol. Mas se ele conseguir de novo levar o Egito para uma quinta Copa, quinta Copa, sendo que ele levaria para 3 de 5, eu acho que jogando em uma competição que exige menos, talvez uma Major League Soccer, talvez algo assim, né, porque a comparação com o Messi aí ela tem que ver, porque o Messi se preparou nos últimos anos para disputar a Copa do Mundo e o Salah pode fazer o mesmo, eu não me afasto da possibilidade possibilidade de ver o Salah disputando uma outra Copa do Mundo, mesmo já tendo 38 anos, na próxima Copa.
A Argentina vai pegar a Suíça, que venceu a Colômbia no jogo que esperávamos.
Oi, eu só queria falar uma última coisa desse time Egito.
Opa, opa, opa, calma que tem notícia.
Diga. Não, eu queria falar a última coisa desse Argentina-Egito, que tem muita gente discutindo, que a gente mostrou no clipe de foto. Até por isso acho importante falar para quem tá vendo em vídeo esse podcast. Do gesto que o Rossan Hassan fez, porque ele não, ele não explicou do que se trata ninguém, e ninguém perguntou do que se trata esse gesto. Então tem muita gente pressupondo que é o gesto racista para denunciar racismo.
Pode até ser que tenha sido, mas eu só vou querer apresentar uma outra possibilidade. O gesto do racismo é o gesto de punho fechado, aquele gesto do Pantera Negra. O gesto que o Rossan Hassan faz é um gesto de um X com as mãos abertas. Na Ásia, esse gesto é muito comum. E daí, ah, o Egito é África. O Egito é África, mas culturalmente tá muito mais ligado ao Oriente Médio, né? É esse aí, ó, que a gente tá vendo no vídeo. Esse gesto assim é um gesto de não, é um gesto de rechaçar, é um gesto de veto, é um gesto meio de protesto ou até de ordem, assim, não, não, não, não.
Esse é um gesto comum pra negativa. Então não sei se ele fez por racismo e errou o gesto ou se foi um gesto de não. Como ninguém repercutiu muito na coletiva do Egito, os egípcios não perguntaram se ele sofreu racismo. Eu fiquei pensando, talvez então ele tenha querido fazer o gesto de rechaçar, de dizer não, de reprovar a arbitragem. Pode ser isso, porque tá repercutindo menos do que deveria. Então pode ser essa outra possibilidade que eu tô abrindo, porque ninguém perguntou para ele, ele não respondeu, então a gente não sabe.
O Jean tava comigo ontem no Linha de Passe, na parte final, e eu fiz essa pergunta porque vale destacar, trazendo um bastidor aqui, né, Alex? Você sai do jogo, você tem que participar de programas, tem que gravar boletim, tem um jogo da Colômbia acontecendo, Colômbia e Suíça acontecendo, você tem a locomoção até o hotel, você precisa tomar um banho, tem a prorrogação.
E depois eu tava no Linha, eu não consegui me atualizar sobre isso, mas estava me incomodando muito. Tanto que eu perguntei ontem à noite e falei isso, falei, gente, eu não consegui atualizar, não deu tempo. E eu fico feliz agora que o Bira traz essa informação, porque tava me dando a sensação de que a gente tava ficando calado diante de uma denúncia de racismo. Ainda bem que, que o Bira traz uma explicação sobre isso.
É uma possibilidade, tá? Tem que perguntar para ele, tem que perguntar para ele.
Argentina vai pegar a Suíça. Suíça passou pela Colômbia, o jogo em Vancouver. Esperávamos bem mais do jogo, né, Tito Fonseca?
Boa tarde, Alex.
Boa tarde, pessoal do Futebol no Mundo. Esperávamos bem mais. A gente até falou ontem no Futebol no Mundo, para quem tava assistindo, ouvindo que era talvez o jogo mais equilibrado das oitavas de final, e foi realmente muito equilibrado. Só que não teve muita coisa assim nos 90 minutos. A melhor chance do jogo, aquela, aquele quadro, aquele, aquela, aquele print que vai atormentar os colombianos pelos próximos 4 anos, veio logo na prorrogação, no segundo tempo da prorrogação, faltando 5 minutos para acabar.
Uma chance que o Campas saiu cara a cara com o goleiro, tinha tempo de escolher o canto, de fazer o que ele quisesse. Ele acabou mandando por cima do gol e longe do gol. E o jogo acabou indo para os pênaltis. E aí, na disputa de pênaltis, com o Davinson Sanches mandando a bola no travessão, e aí depois o Cuti Hernández tendo pênalti defendido pelo Kobel, a Suíça se classificou para as quartas de final. Primeira vez que a Suíça vai jogar umas quartas de final de Copa do Mundo desde 1954.
Então, há 72 anos, 54 quando a Suíça cediou a Copa do Mundo e eles não jogam desde então essa fase da Copa. Um jogo na época que foi histórico, histórico até hoje, porque recorde até hoje, o jogo com mais gols de Copa do Mundo: Áustria 7, Suíça 5. Jogo com mais gols em um tempo na Copa do Mundo, que no primeiro tempo a Áustria já vencia aquela partida por 5 a 4. E eu acho que dá para dizer que Argentina e Suíça não vai ser tão animado assim também.
Dá para chegar num 7 a 5, mas a gente espera um bom jogo. O depois do jogo, o técnico da Suíça, o Murat Yakin, falou na entrevista coletiva em tom empolgado. A gente esperava talvez ele falando da Argentina com um pouco mais de cautela. Ele falou que tá empolgado para o jogo, que já tem um plano tático mais ou menos traçado. Claro que ele vai trabalhar nos próximos dias ainda antes da partida, que é só no sábado, mas que ele já tem um plano tático mais ou menos traçado.
Para tentar neutralizar essa seleção da Argentina, pelo que ele observou nos jogos de mata-mata, para tentar ver como fazer ali com o Messi que tá endiabrado. Mas ele acredita que a Suíça pode sim passar, que a Argentina não é um time imbatível. E é um confronto também de duas equipes que estão invictas nessa Copa, né? A Suíça que passou em primeiro no Grupo B, tem 3 vitórias e 2 empates até aqui. A Argentina que bem ou mal venceu os seus 5 jogos.
E aí Vão se enfrentar agora nas quartas de final. Último confronto entre elas em Copa do Mundo deu Argentina 1 a 0 na Arena Corinthians, na prorrogação, gol do Di Maria em 2014.
Mas a festa foi grande aí dos torcedores suíços, né, Tito?
Olha, a festa foi grande entre os torcedores suíços. Eu tô aqui numa rua, chama Granville Street, é uma rua que normalmente passa carro, mas que na Copa do Mundo eles fecharam. Então tá só para tráfego de pedestres, você vê que tá toda decorada para Copa do Mundo, tem bandeirinha, tem a bola, tem um jogadorzinho ali atrás. E essa rua aqui é cheia de bares, então depois dos jogos o pessoal vem todo para cá. A maioria esmagadora era de colombianos, então para cada 9 colombianos aparecia um suíço.
Os suíços que estavam aqui se juntaram e fizeram uma festa, mas era uma festa assim de 50, 100 caras no máximo, e a maioria era de colombianos tristes. E até os locais mesmo vestidos com a camisa da Colômbia e chateados com o resultado do jogo.
Ou seja, o Tito quis dizer, tinha mais depressão do que festa. Mais, bem mais.
Valeu, Tito! Terminou a Copa do Mundo no Canadá. Boa viagem para você, segue aí na Copa, tá?
Seguirei, seguirei. Tô indo encontrar o Hoffman, o João Castelo e a Yasmin também lá em Los Angeles para fazer Espanha e Bélgica. Abraço, amigos!
Boa, boa viagem! Mário Barra, Pintou bolinha, pintou, pintou bolinha, pintou, pintou.
Estaremos, pintou bolinha. Você perguntou no início, eu ainda não tinha nada, né, na verdade, e acabei de receber aqui uma notícia. Vou para Kansas, vou, estarei no próximo jogo da Argentina. Uau, vamos lá, né, Alex?
Confia, confia, confia, fala comigo.
E depois, e depois tem a semifinal aqui. Em Atlanta, né? Acabei de— desculpa, até peço perdão aí para quem tiver vendo, que eu tive que abaixar a cabeça aqui para responder e para entender o que tava acontecendo. De repente chega um voucher aqui, né? Mas é isso, vou para Kansas e depois volto para cá, que tem semifinal aqui, o jogo do vencedor de Argentina. Vamos fazer o seguinte, vamos combinar uma coisa: Espanha e França de um lado, Inglaterra e Argentina do outro, fechou?
É, fechou, fechou. Nossa Senhora, hein, vai ser demais. Aí você volta, você volta para Atlanta para fazer essa semifinal, mas esperávamos bem mais do jogo de ontem, né, Jean?
É, eu acho que sim. Eu acho que no caso da Suíça, a ausência do Nzambi acaba mexendo demais também na capacidade ofensiva da equipe, que já não é das maiores. Então da Suíça já não se esperava tanto em relação a volume, a ataque, e ela com a perda do seu principal meia, do seu jogador mais criativo, acaba ficando também impossibilitada de fazer muito mais. E a Colômbia foi de novo, né, a Colômbia que criou muitas chances, que teve possibilidades.
É uma Colômbia que produz, foi uma Colômbia muito legal da gente ver jogar nessa Copa do Mundo, mas uma Colômbia que desperdiça as chances que cria, né. E acho que talvez tivesse sido sua grande estrela tivesse tido a sua grande estrela uma Copa melhor, né, se o Luiz Díaz tivesse jogado num nível que a gente sabe que ele pode jogar, possivelmente as coisas teriam sido diferentes para Colômbia. Acho uma pena porque realmente a Colômbia era um time muito legal de ver jogar na Copa do Mundo, talvez o time talvez o mais surpreendente no sentido assim de, é, não dá para dizer mais surpreendente porque quando você tem Cabo Verde fazendo fez, o próprio Congo. Você tem outros mais surpreendentes, entre os que poderiam ir longe.
Exatamente, porque não é o azarão, azarão, né, que a gente sabe que vai morrer mais ou menos.
É isso, é o coadjuvante fazendo um papel de protagonista até um determinado momento, enquanto nos outros casos a gente tá falando do azarão fazendo um papel legal de coadjuvante. Mas é, eu realmente fiquei chateado, confesso, porque a Colômbia foi um time que jogou um belo futebol, mas que acabou saindo nos pênaltis. Acho que para Argentina não é que é fácil, e eu falei desde sempre que era um jogo muito complicado e chato para Colômbia.
Não há, não, obviamente não é fácil enfrentar Suíça. Vamos ver se o Manzani vai estar em campo ou não, mas acho melhor para Argentina pegar Suíça do que pegar a seleção colombiana, com tudo que a seleção colombiana vinha produzindo e com todas as deficiências defensivas que de alguma maneira a Argentina tem mostrado.
É, esse jogo, a Suíça, até por perder o Mazzambi, ele entra mais naquele modo da Suíça mais conservadora. Vamos nos proteger.
Suíça raiz.
Suíça raiz. Esse time sabe jogar ofensivamente quando precisa, mas ter o Mazzambi ajuda bastante nisso fazer. Mas foi um jogo equilibrado no final das contas. Até tem momentos em que a Suíça é melhor porque ela tava mais organizada. Acho que a Colômbia tem um time realmente encantador de ver jogar porque ele é empolgante. Mas pelo amor de Deus, foram 15 finalizações da Colômbia no jogo. 15 finalizações, 3 finalizações certas. Eles só acertaram o alvo 3 vezes de 15. 1 em cada 5 chutes a gol, a Colômbia colocava na direção do gol.
É um time que finaliza muito mal e não é de hoje. É até em ciclos. A Colômbia não foi para Copa passada porque ela ficou 4 ou 5 jogos seguidos nas eliminatórias sem fazer gol. E daí ela caiu lá para baixo e não conseguiu subir e não foi para a Copa do Catar. A Colômbia perde muito gol assim, já não é de hoje. E não falta atacante bom lá. Exato. Mas assim, quando eles vestem a camisa colombiana, não sei o que acontece, que eles começam a errar a direção do gol.
E foi, pagou por isso. O Campazzo é o que teve a última, né, lá no finalzinho da prorrogação, teve uma ótima chance, chutou para fora. Então a Colômbia acabou pagando por isso. Nos pênaltis eu achava que fosse da Suíça mesmo, assim, tipo aquelas, aquela coisa do, você sabe, eu tava vendo o jogo sozinho, o time que perdeu a oportunidade de ter ganhado o jogo. Daí você já, claro que não é sempre que acontece isso. Mas você fica com aquela sensação, para Argentina eu acho que seria pior pegar a Colômbia mesmo.
Mas acho que são dois jogos difíceis, seria, os dois jogos seriam difíceis, mas muito diferentes um do outro. Contra a Colômbia seria um jogo muito acelerado, quebra-pau também, porque é uma rivalidade que se construiu final de Copa América. Então seria um jogo muito pegado, com muita falta, um jogo muito até com algum jogo acelerado não é bom para Argentina, e com uma dose de dose de violência, e com uma dose de violência, um jogo muito pegado.
Agora, com a Suíça, acho que vai ser um jogo muito chato para Argentina jogar, porque a Suíça, eles vão ler direitinho o ataque da Argentina, eles vão fazer tudo que eles precisam fazer para anular, e a Argentina vai ter que ter paciência para conseguir fazer algo diferente. E a Suíça, ela tem mais ataque que o Egito e que Cabo Verde. Então assim, vai ser um jogo bem chato. Argentina é favorita, mas olha, é assim, vai, você tá na quarta de final também, você não tá querendo pegar moleza até a quarta de final.
A tabela da Argentina foi muito generosa até agora. Uma hora você vai ter que começar a pegar time difícil, né? Ainda tá acima da média, né?
Não pode reclamar de pegar, não pode reclamar, né?
Podia estar pegando a Noruega, por exemplo, seria muito pior.
Não dá para reclamar, só vai reclamar só na semi, né, Marra?
É, não, porque na semi também não dá para fugir. Mas eu acho que vai ser, gente, mas vai ter jogo, né?
E eu acho que você não viu noticiário hoje ainda, mas a volta do Manzambi me oferece uma possibilidade de uma agressividade maior contra uma defesa que tem tomado muito gol, né? Defesa da Argentina tem tomado muito gol. E o lado esquerdo, a gente falou muito sobre isso ontem, tem ficado, apesar de ter jogadores melhores, né? Eu acho o Lisandro um jogador acima da média, apesar de ser baixinho, ele é acima da média. Mas é um setor tá ficando vulnerável, né?
Não tem uma cobertura tão boa e ele acaba ficando exposto. Eu acho que vai ter jogo, vai ter jogo nisso aí. Só que tem uma outra coisa, talvez a Suíça sinta mais algo que a irresponsabilidade de Cabo Verde e de Egito não permitiu que eles sentissem. Talvez sinta mais a pressão na hora de decidir, e contra os campeões do mundo. É porque futebol não tem uma fórmula, né, exata, né, diria o Pô Fechou. E eu, mas eu acho que pode, que talvez a Argentina até sofra menos. É estranho, né, antes da bola rolar, não sei.
Aí eu não sei, eu acho que Egito sentiu ontem. Acho que Cabo Verde não, mas Egito sentiu a responsabilidade, tava deixando escapar ali. O Egito deu uma, aí não gosto do termo, mas assim, deu uma amarelada, vai, digamos. E a Suíça é um time mais cascudo de mata-mata de Eurocopa, tudo. Cascudo, né? Assim, o Jean sabe bem.
Então a França também sabe. Acho que isso é importante ressaltar.
É um time cascudo de mata-mata.
Eliminou Espanha e França da Taça de Ouro. Então não é só a Itália que ela elimina. Ela elimina a Espanha, ela elimina a França.
E no busão 3 a 1 contra a França.
Ela é muito— por isso que eu digo, é sempre muito chata. Ela parece que não sente, que não se abala com nada, né? Que na verdade não tem— é uma seleção que não tem responsabilidade, no sentido de que não tem uma pressão Para chegar longe, né? Chega pela primeira vez às quartas de final. Mas pô, é até surpreendente isso, né? Porque se você parar para pensar, você fala, caramba, na Euro chega o tempo todo, né?
Então é, em Copa chegou uma vez só, em 54, que ele jogaria em casa. Não, não foi 54, ele jogaria em casa. Daí tomaram de 7 a 5, um jogo com a Suíça. Esse negócio bizarro assim, o jogo com mais gols na história das Copas.
As quartas de final então começam amanhã. Com o jogo da França contra Marrocos. Um balanço rápido aqui das oitavas de final. Qual foi o grande jogo das oitavas de final?
É um bom exercício aqui, pegar assim, surpresa, precisa parar. México e Inglaterra.
Já respondi, é Inglaterra e México. Isso aí tá claro, né?
Então eu acho que sim, mas é mais pelo ambiente, pela emoção, pelo ambiente do que pelo jogo Sim, porque o México passou, sei lá, o segundo tempo inteiro jogando a bola para chuveiro. Não é que taticamente tenha sido um grande jogo, muito bem trabalhado. Eu até acho que a Inglaterra faz os seus 2 gols no momento que ela não era a melhor. Então ela faz 2 a 0, né, numa, em contra-ataques praticamente. Depois toma um gol, aí o México dá uma pressionada.
Foi muito emocionante. Acho que tem isso, a gente tem falado muito dos bons jogos e os bons jogos têm sido jogos muito emocionantes, com roteiros impressionantes, dramáticos. É mais do que bons jogos no sentido do, pô, que jogo bem jogado assim, ou que refinamento. Exatamente. O que acho que assim, a gente elogia a França pelo que a França tem feito, isso é indiscutível, mas o jogo foi muito emocionante, né? Acho que das oitavas de final foi Foi realmente impressionante pelo fator de emoção, muito mais do que por ter sido um grande jogo técnica e taticamente.
Agora, qual foi a seleção então das oitavas de final, hein? 10 segundos para todo mundo pensar. Foi a Bélgica.
A seleção, até achei que você quis perguntar o time.
Não, seleção das oitavas. Neymar.
Ah, então eu assim não vou pipocar não. Eu acho que foi a Inglaterra porque a Inglaterra tava mal, tava jogando mal, tava, e ela conseguiu o grande desafio. O México não perde em casa. Claro, a Espanha, a Espanha teve um jogo mais difícil contra Portugal, toda uma rivalidade local, Cristiano Ronaldo do outro lado, mas a Inglaterra não tava na Copa, entende? E de repente ela tá num desafio pesado com o Estádio Azteca pulsante, com um jogador expulso e chuva, ingredientes de grande jogo de Libertadores, né?
Vale lembrar para quem não sabe, né, o México, os times mexicanos já disputaram Libertadores. Eu achei que Inglaterra, porque Inglaterra para mim tava fora, e aí de repente ela entra.
E entra bem.
Mas eu vou, eu vou, a Bélgica não vai para lugar nenhum também, acho que não vai muito mais longe do que já foi, mas eu iria de Bélgica, por justamente porque assim, do mesmo jeito que a Inglaterra não vinha jogando bem, a Bélgica não vinha jogando nada. Mas a Bélgica teve o componente, mas até por isso, até por isso, como eles encontraram forças, conseguiram unificar o vestiário aí. Um grande parabéns para o presidente dos Estados Unidos, conseguiu unificar o vestiário da Bélgica.
É que assim, é uma tarefa árdua aí que muita gente tentou, não conseguiu. Agora o vestiário da Bélgica se unificou até para fazer a dancinha. Então, e a Bélgica mostrou muito futebol, atropelou os Estados Unidos assim impiedosamente. 47 do segundo tempo, os cara marcando saída de bola para fazer o quarto gol.
É, eu fico com a Bélgica também, porque de fato acho que a Bélgica jogou bem o jogo todo e teve uma pressão da torcida, né? Então, mas acho que assim, me impressionou o futebol, a parte toda a questão política tal, e óbvio que aquilo pode, deve ter mexido com os caras, né, o absurdo ao qual a Bélgica foi submetida. Me impressionou o futebol porque eu até dizia antes do jogo, né, cheguei até a colocar no Twitter e falei, cara, pior é que se você olhar pro futebol jogado por essas duas seleções até aqui, se você vai olhar só pra bola e não olha pro aspecto de interferência do Trump, né, infantil, se você não olha pra questão política e tudo mais, você torcer pros Estados Unidos, pelos Estados Unidos, não seria nenhum absurdo.
Se você tem um olhar esportivo de dizer, pô, quero que passe a seleção que jogou melhor. Os Estados Unidos tinham jogado melhor até lá e foi um massacre da Bélgica. E mais do que isso, foi um massacre da Bélgica deixando no banco o Doku, deixando no banco o De Bruyne, deixando no banco o Lukaku. Quer dizer, tirou todas as estrelas, foi um time muito mais intenso, um time que imagino que vá ser mantido. Tenho até dúvida se o Doku pode entrar ou não, mas no próximo jogo.
Mas de qualquer maneira foi a seleção que jogou melhor e que venceu com mais facilidade, inclusive no placar. E acho que obviamente agradou 90% da população mundial, porque realmente depois de tudo que aconteceu, acho que é isso. Mesmo quem tava olhando só para o futebol fala: não, não, pelo futebol eu vou torcer para a seleção que jogou pior entre as duas. Porque não dá para os Estados Unidos passar de repente com gol do Balogun.
Aí para, né? Bellingham, Messi ou Haaland, o cara das oitavas de final?
Ah, boa, hein?
Ei, ei, ei, e agora, hein? 10 segundos para todo mundo, hein?
Agora, agora eu vou, você vai cravar? Eu já, eu vou, eu vou, agora eu vou para Inglaterra, cara. Porque eu acho que é pela questão assim de ter jogado mais o tempo todo. Os outros dois foram brilhantes, né? Um, como sempre, dando 3 toques na bola e fazendo 2 gols. O Haaland não participa do jogo do Brasil, não encosta na bola.
Ele foi muito bem marcado, incrível.
Aliás, tá maravilhoso, né? Tem uns memes aí, como se fosse só meme, obviamente é só uma brincadeira, mas eu não sei se vocês viram O meme do Haaland, que é uns objetos dentro da pequena área, os mais diversos objetos, né? Desde o tradicional cone até uma, sei lá, uma geladeira, um carrinho de mão, que a bola bate nas coisas e entra no gol e tal. Óbvio que não é assim, mas enfim, é isso. Haaland participa e é absolutamente decisivo.
O Messi, como eu falei, joga 15 minutos e é absolutamente decisivo. Mas como os 3 foram muito decisivos, né, e talvez igualmente decisivos, eu vou ficar com o que jogou mais bola durante os 90 minutos, que para mim quem participou mais do jogo nesse caso para mim foi o Bellingham.
Eu tô na dúvida entre o Haaland e o Bellingham, mas eu vou com Bellingham. E nesse caso, só para explicar, eu não coloco o Messi, que assim, o Messi foi espetacular, mas ele ainda perde um pênalti e ele ainda faz 80 minutos jogando mal, né. Então ele teve o brilho de ser muito decisivo. Agora, o Haaland também foi muito bem marcado, assim. O Bellingham, ele faz 2 gols quando não dava a menor pinta que a Inglaterra ia fazer. E depois ele ainda salva uma bola que seria o empate do 2x2, ainda no primeiro tempo.
Se o México sai pro intervalo empatando o jogo naquela situação que toma 2x0, aos 38 acho que tomou o segundo gol, e depois vai pro intervalo com empate, quer dizer, conseguiu fazer 2 gols naqueles 5 minutos finais. O México chega muito grande para o segundo tempo. Então Bellingham salva um segundo gol ali.
Eu vou de Bellingham.
E aí, para a gente, para a gente não ser acusado de um pachequismo, né?
Ah, olha lá, os cara não votaram no Haaland só porque o Haaland acabou com o Brasil. Eu ia votar no Bellingham, mas eu então, para salvar a nossa pele de todos, para a gente não ser chamado de pacheco, eu vou destacar o Haaland. Por quê? Porque o Bellingham, porque era o jogo da maturidade do cara, sim. E eu acho que esse é um ponto muito legal, Alex, para daqui algum tempo, quando não tiver Copa, no dia que não tiver jogo, a gente pensar nos caras que possivelmente não estarão na próxima Copa, né?
Cristiano Ronaldo, Modrić, Salah, que a gente até falando mais cedo, Mané. Mané com 34 anos possivelmente não vai estar na próxima Copa. Agora, o Bellingham tem chance de disputar 3 Copas com Harry Kane, cara, de desfrutar de Harry Kane. Eu não sei se o Kane vai topar a próxima Copa, tá? Esse é o ponto, né, que eu tô sugerindo. Mas o Bellingham tem chance de disputar 3, cara. Disputou a última, tá disputando agora, e vai poder desfrutar de um 9 incrível como Harry Kane.
Só que ele em campo, ele fala: é, eu vou desfrutar, mas você também vai desfrutar, porque eu vou jogar tudo que eu posso. Parece também que ele se poupou na temporada do Real Madrid, é bastante, né?
Bastante, né?
Ali todo mundo se poupou.
Eu me lembro quando tinha o tal do quadrado mágico, tudo, e você tava na Placar na época.
A Placar fez uma capa ou fez uma matéria mostrando como os jogadores não podem jogar junto.
Não, não, não foi, não, não foi Não foi falando isso, foi falando assim como o time, os jogadores não estavam chegando bem na Copa por ter feito uma temporada ruim, estavam fazendo uma temporada ruim na Europa quando chegaram na Copa e de fato confirmou na Copa, né? No futebol de hoje acho que é o contrário, a gente vai começar a torcer pro cara ir mal na temporada de clubes, na temporada anterior da Copa fala, não, o cara tá mal, tá jogando pouco, time foi eliminado cedo, olha que maravilha, o cara não tá fazendo nada, vai chegar na Copa voando, né?
Daí o outro ganha a Champions, fala, ih, tá indo longe na Champions. Não vai dar certo. Tipo Portugal, meio de campo de Portugal.
Tem uma lógica aí, tem uma lógica aí.
Cada vez mais tem. Antigamente não tinha, mas eu acho que hoje tem.
É, mas claro que sim. E o Harry Kane também fez uma grande partida, mas aí o Bellingham, né? Tivemos alguma grande história nessas oitavas? Algum grande personagem? Tô tentando pensar aqui.
Ah, eu achei engraçadíssimo. Não é nem engraçado, é tragicômico, né? Na verdade, assim, Esquece, não tem nada cômico. Ah, mas tem sim. Caramba, o Henderson, o Henderson vai pular a placa e quer roubar.
É verdade, é verdade, é verdade, bem lembrado.
É inacreditável.
É que assim, a história das oitavas, eu não sei se é possível.
Não é possível, não é possível. Pior que é possível, né?
A história do, a história do, das oitavas assim ficará registrado para a história do esporte, do futebol, o negócio do Balogun, né? Vai ser a grande história. Mas para pegar outra, essa do Henderson é boa mesmo.
É, e acho que registrar também, aí é só um registro porque não era algo já sabido que aconteceria, né, nesse jogo, na fase seguinte, mas registrar também que as oitavas de final dessa Copa do Mundo muito provavelmente marcaram a despedida do Cristiano Ronaldo, né, da Copa do Mundo.
Pode ser também.
E aí E teve assim o França e Paraguai, que os franceses resolveram ir para um jogo de Libertadores, foram bem. E agora Mbappé tá tendo que responder, mas eu não vou nem mencionar isso porque o Mbappé merece muita menção, mas o outro lado da discussão não merece.
Não.
E só para a gente fechar, a decepção das oitavas, Portugal uma decepção, o Brasil tá por aí, né?
Eu acho que é o Brasil porque Portugal perdeu para Espanha. Essa é a diferença, né? É muito mais aceitável você perder, por mais que a Noruega tenha qualidades, e a gente sempre citou as qualidades da Noruega e os perigos da Noruega, mas eu acho que Portugal perder para Espanha, favorita ali naquele confronto era Espanha, e o favorito entre Brasil e Noruega era o Brasil. Então eu acho que o Brasil acaba sendo a decepção.
Acho que o Brasil fica com uma decepção da fase, pegando as oitavas Acho que o Brasil. Mas pegando entre os times que caíram nas oitavas, eu acho que Portugal decepciona mais, porque Portugal só perde da Espanha porque Portugal empatou com o Congo e foi segundo do grupo dele. Portugal se colocou nessa situação de ter pegado a Espanha.
É, mas a decepção dele vem lá de trás, não é só das oitavas.
Quem decepcionou mais nesta fase, Brasil ou Portugal?
Brasil.
Quem decepcionou mais na Copa?
Aí Portugal.
É isso. É Portugal, a gente esperava mais. E Portugal só pegou a Espanha porque Aí se botou numa enrascada.
E até porque acho que a seleção de Portugal era vista, ao contrário do Brasil, como uma das 3 melhores, talvez a segunda, o segundo melhor elenco.
Então é que a decepção da Copa mesmo, para mim, tem até uma acima de Portugal, que é a Alemanha, que vai lá e perde do Paraguai nas 16 avos. Mas assim, mas dessa fase acho que o Brasil.
Bom, diga, Mar, fechando isso, porque isso, isso porque não dá para falar que tenha sido uma decepção a FIFA aceitar a imposição quase de um chefe de estado, né?
Mas então é o Brasil.
Bom, então ficamos assim: o melhor jogo, México-Inglaterra, melhor seleção, Bélgica, decepção, Brasil, craque, o Bélgica, e o personagem, a história, o Balogun, e também o Henderson. Vamos embora! Tá bom demais para hoje que não teve jogo, mas amanhã já voltamos em clima de França e Marrocos, jogo que começa amanhã, as quartas de final. Mário Barra, até amanhã, de onde ainda?
De Atalantã.
De Atlanta, de Atlanta, estarei aqui firme e forte.
E viajamos quando? Amanhã?
Que dia?
Eu ainda preciso ver o voo.
Que dia da semana?
Sexta-feira.
Sexta-feira. Que dia da semana é hoje, meu Deus?
Que dia é hoje?
Hoje é quarta.
Ah, tá bom, tá bom. Amanhã até a França e na sexta o cabelo uma hora dessa. É verdade. No trailer aí não tem esse trailerzinho do lado? É só um enfeite.
Ele tá dormindo aí, você não sabia?
Esse trailer é enfeite. Eu não sei, eu preciso um dia conhecer essa piscina aqui. Não sei se eles vendem alguma coisa. Será que entrega toalha? Pode ser, não sei, mas tá vazio, não tem ninguém aqui.
Tchau, Barra, até amanhã!
Até amanhã, abraço!
Tem mais um acerto, tem mais 10 dias de Mário Barra nos Estados Unidos junto com a gente no Futebol Até amanhã, hein? Até amanhã, até amanhã, até depois de amanhã.
Até amanhã, até amanhã.
Até domingo, não, sábado.
Sábado, sábado.
Você tá aí sábado? Sábado, estaremos sábado, 100%.
Todo dia sábado é legal, porque tem dois jogos.
Sábado é legal, é bom.
Tchau, Brasil! Até amanhã, já em clima de quartas de final aqui no YouTube, no TikTok, no Disney Plus.