Futebol no Mundo #600: Brasil eliminado pela Noruega, futuro da Copa e mais! | EDIÇÃO ESPECIAL
Nesta segunda-feira (06), na edição 600 do nosso querido Futebol No Mundo, falamos tudo sobre a eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo, a classificação da Inglaterra, a expectativa para os confrontos seguintes das oitavas de final e muito mais. Vem com a gente!
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Alex
André Donchi
André Kfouri
Biratan Leal
Gustavo Hoffmann
João Castelo Branco
Renato Cerise
Yasmin Torres
- Copa do Mundo e Seleção BrasileiraAnálise tática do jogo contra a Noruega · Substituições e impacto no jogo · Desempenho de jogadores específicos (Neymar, Bruno Guimarães, Endrick) · Erling Haaland · Carlo Ancelotti
- Anedotário popular do futebolHistória e longevidade do podcast · Agradecimentos aos ouvintes e equipe · Impacto do programa na cultura do futebol
- Suspensão da CNHDecisão da FIFA e intervenção de Donald Trump · Reações de federações e técnicos europeus · Acusações ao árbitro Rafael Claus · Impacto na integridade do jogo · Federação Belga
- Campeonato Brasileiro de FutebolFormação de base e carências de posições · Comparativo com futebol internacional · Críticas à cultura de 'caça às bruxas'
- Análise de Jogos da CopaDesempenho do México e sentimento de orgulho · Atuação da Inglaterra e superação de adversidades · Jude Bellingham · Estádio Azteca e atmosfera
- Futebol PortuguêsAnálise das equipes e expectativas · Rivalidade entre Portugal e Espanha · Papel de Roberto Martínez · Duelo de meio-campistas (Pedri, Vitinha) · Cristiano Ronaldo
- Mudança técnica em futebolAumento da competitividade global · Ascensão de seleções 'médias' · Declínio de potências tradicionais (Alemanha, Itália)
Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes. Podcast Futebol ao Mundo, dia 26, está no ar. Um dia muito atípico, tá? Mas estamos no ar a partir de agora no YouTube, no TikTok, e vamos juntos até o final da Copa do Mundo. A Seleção Brasileira está eliminada da Copa, mas a Copa vai seguir com outras grandes histórias para contar. Nós vamos falar muito da Seleção Brasileira, vamos falar do grande jogo que vai ter hoje. Logo mais teremos Espanha e Portugal, ainda hoje tem Estados Unidos e Bélgica, vamos conhecer mais um confronto das quartas de final.
E nessa abertura do Futebol no Mundo, é lógico que nós temos, não temos motivos para celebrar o que aconteceu hoje, ontem, mas hoje nós vamos celebrar, são 600 do Futebol no Mundo. Futebol no Mundo na Copa do Mundo, programa diário, e que alguns anos, eu já perdi a conta, né, Bia, quantos anos nós estamos no ar com o podcast? Uns 4, 5 anos já, né? Chegou a edição 600, o programa mais antigo da ESPN no Brasil, há 30 anos no ar ininterruptamente.
É o primeiro programa que entrou no ar na ESPN quando chegou aqui no Brasil, foi o Futebol no Mundo. E hoje nós estamos aqui no mundo digital explorando as novidades, novidades no mundo digital, Conversando com você, fã de esportes, levando o melhor do jornalismo esportivo, com informação, com qualidade, com opinião firme quando tem que ser firme e com entretenimento. Assim é o Futebol no Mundo há 30 anos. Então hoje nós estamos aqui para celebrar 600 edições do Futebol no Mundo como podcast e de alguma maneira nós vamos falar também do que aconteceu ontem com a seleção brasileira.
Mas a vida vai seguir, tem muita coisa para falar da Copa do Mundo e ainda tem mais 2 semanas de Copa do Mundo. E nós estamos aqui para celebrar o futebol e também o futebol no mundo. O Biratan Leal, como estamos, Bira?
Pois é, né?
Olha que bonita arte que está aqui, né, para quem está vendo no YouTube.
Uma coisa que me incomoda mais do que uma eliminação de seleção brasileira em Copa do Mundo é o fuzilamento bizarro que acontece sempre nas horas seguintes a qualquer eliminação. Então assim, todo mundo é culpado de tudo, nada presta para nada, e é impossível você ter uma conversa minimamente racional. E no final das contas, eu sei que o sangue tá quente, as pessoas querem desabafar, então tem uma função terapêutica todo esse fuzilamento para as pessoas desabafarem.
Mas no final das contas, o futebol brasileiro vai consertar os problemas que causaram, causou a eliminação de ontem, o que causou a eliminação de 22, de 18, de 14, sei lá o quê, com discussões racionais, né? E então, no final das contas, É meio contraditório dizer isso, mas é um dia bom para celebrar o futebol no mundo, porque o Futebol no Mundo Podcast, ele tá a chegar a 600 edições aqui, ele tá onde ele está não é porque a gente fica fazendo fuzilamento, ou não é porque o programa é só se concentra na seleção brasileira e nada mais importa.
É porque é um programa que analisa o outro lado, é um programa que tá desde o começo, é um dos primeiros programas a falar: olha que a Noruega tá formando um bom time, olha que a Noruega tem uma boa geração não tem um bom time, agora tá ficando com um bom time, trocou de técnico. É o programa que fala dessas coisas, é o programa que fala da Copa do Mundo quando o Brasil não tá mais, que vai falar das outras seleções com a profundidade, com o carinho, com o cuidado que falaria do Brasil.
Então vai falar do Portugal-Espanha, falou de Cabo Verde, vai falar do Suíça e Colômbia, vai falar dos jogos. É porque o Futebol no Mundo é para isso. Futebol no Mundo não é só o momento, empolgação da seleção brasileira, é mais que isso. Então, de certa forma, é simbólico. E o Futebol no Mundo é o programa que no final— não vou falar que é o único, porque tem gente boa fazendo bons trabalhos por aí também, óbvio, e quanto mais melhor, inclusive.
Mas é o programa também que vai falar de uma das maiores vergonhas das Copas do Mundo que aconteceu ontem. E eu obviamente não me refiro ao jogo do Brasil contra Noruega.
André Donchi, boa tarde para você.
Boa tarde, Alex, Bira, fã de esporte. Primeiro, que é Para mim é um privilégio, é uma das grandes honras para mim dentro da minha carreira poder participar do Futebol no Mundo, ainda estar numa edição especial como essa de número 600. E eu concordo muito com a linha do Bira, assim, é muito importante ter um programa, um podcast como esse para a gente analisar de uma forma bem mais sensata, acho que assim, né? Porque eu entendo que vai pegar o lado da emoção quando o Brasil é eliminado e faz parte também do jogo, assim, as sensações que as pessoas têm.
Mas também acho que a gente tem uma questão muito cultural de trazer heróis e vilões, e vilões, perdões, perdão, heróis e vilões quando acontece esse tipo de coisa, né? É muito comum da nossa cultura, indo até além do futebol, né? Acho que o futebol é só uma plataforma também que a gente acaba entrando muito nessa linha. Então acho que a gente tá aqui para falar um pouco dessa eliminação porque tem muitos detalhes, né? Dentro de proposta de jogo, dentro de chances desperdiçadas, de mérito do adversário.
Acho que a gente pode dissecar bastante esse jogo, que foi bastante complexo, tem muitos elementos a serem abordados.
Vamos falar muito disso a partir de agora, também com André Kfouri nessa edição especial 600, direto de Nova Jersey, pouco depois da eliminação da seleção brasileira. André, boa tarde para você.
Triste, frustrante. A gente continua tentando entender o que aconteceu ontem, digerir, entrar de certa maneira num acordo conosco mesmo, né, que a Copa do Mundo terminou para a seleção brasileira quando havia motivos, havia qualidades, havia perspectivas interessantes para continuar. Mas mesmo num dia como hoje, como você disse, É importante a gente seguir olhando para frente, lembrar daquilo que a gente tem, daquilo que a gente construiu e daquilo que a gente gosta tanto de fazer todos os dias.
E poucos momentos simbolizam, reúnem todos esses motivos quanto o futebol no mundo. Na televisão, na internet, seja como for, sempre numa turma de colegas que na verdade são amigos, numa conversa um pouco menos formal do que normalmente é na televisão, embora na TV a gente seja cada vez menos formal também. Mas aqui a coisa ganha um outro tom, e eu tô muito satisfeito, embora esteja triste, chateado, mas tô muito satisfeito de estar aqui hoje por esses motivos. Alex, um abraço.
Vamos lá, André, já já tem o Gustavo Hoffmann para falar de Espanha e Portugal. Depois de tantas horas, né, nós estamos aí já 15 horas, 16 horas depois da eliminação da seleção brasileira, refletindo no clima da seleção brasileira, no clima aí nos Estados Unidos, depois de uma espetacular linha de passe ontem. O que que faltou para você falar do seu sentimento do que nós vimos ontem e análise geral do que aconteceu ontem, ou, e todo esse ciclo da seleção brasileira? Agora de uma forma um pouco mais Tranquilo, André.
Boa pergunta, Alex. Eu tava pensando sobre isso agora pela manhã, é porque o distanciamento, né, dos momentos mais sensíveis, e a gente viveu um desses momentos ontem, esse distanciamento permite que a gente tenha um olhar um pouco mais aberto, às vezes uma visão mais completa de tudo que aconteceu, e possa acrescentar, né, algumas coisas. Eu lamento te decepcionar, Alex, eu ainda não cheguei nesse, nesse ponto. Eu penso no jogo de ontem, penso nas discussões que a gente teve no ar aqui na ESPN, no ambiente da ESPN, a respeito da eliminação do Brasil, e não consigo até agora agregar nada de novo em relação ao que eu já disse, porque eu também não, não tenho, como eu posso falar, eu não tenho um outro ângulo ainda para olhar para o jogo.
Então eu continuo entendendo que a seleção brasileira teve todas as chances que ela desejava ter no jogo de ontem para vencer, os momentos em que ela poderia ter atuado de uma forma diferente e concretizado essa vitória, um instante do jogo em que tudo parecia muito favorável, e aí tudo se desperdiçou, tudo caiu, coincidentemente quando começaram as substituições. E aí um final melancólico, como são melancólicos os finais de quase todas as eliminações, com um sinal de superioridade clara da equipe da Noruega no momento mais decisivo, mais importante do jogo, por intermédio de um jogador que vai entrar para história, se é que já não está na história como um dos grandes de todos os tempos.
Mas ele terá números de grandes de todos os tempos que obviamente é o Erling Haaland. Então eu entendo assim, eu continuo olhando para o que houve relativamente da mesma maneira, e algumas coisas continuam me deixando intrigado e curioso. Por exemplo, a substituição feita para entrada do Neymar em campo quando a seleção brasileira precisava dar um passo à frente, e ela acabou dando vários passos atrás e terminou por perder o jogo e ser eliminada da Copa.
Vamos lá, ainda falando um pouco do jogo de ontem e falar um pouco dessa Copa do Mundo do Brasil. Vamos seguir aqui, Bira, Dono, que, André, vamos lá.
É bom, a gente tem 2 caminhos que tem que ser discutidos e os 2 são importantes. O problema até acho que muitas vezes se mistura os 2 em 1, como se fosse uma coisa só, e na verdade são 2 coisas. A primeira coisa é a discussão pontual do jogo, o que que o Brasil errou nesse jogo, o que que foi feito de errado. É uma discussão importante que a gente tem que ter porque o Brasil teve condições de ganhar o jogo. O Brasil não simplesmente perdeu da Noruega porque o Brasil é muito pior que é a Noruega, e a Noruega dominou, massacrou e ganhou do Brasil.
Não foi isso que aconteceu em campo. O Brasil teve condições de ganhar o jogo, como o André disse, e como imagino quem esteja me ouvindo aqui viu o jogo o suficiente para saber que é verdade. O Brasil teve um pênalti a favor, teve uma bola cara a cara. Então tem a discussão pontual do jogo e tem a discussão, vai, tem o pontual e tem estrutural. Um dos primeiros memes da internet brasileira, não sei se alguém vai lembrar aqui, o Bertozzi certamente lembra.
A discussão estrutural é Por que o futebol brasileiro não revela mais jogadores como revelava no passado? Por que o Brasil não é tão melhor que a Noruega a ponto de, mesmo com erros pontuais em um jogo, o Brasil não ser bom o suficiente para ganhar mesmo assim? O Brasil não ter sobras para ganhar da Noruega. Então assim, por que nós não temos mais centroavantes? Por que nós não temos centroavantes de elite, elite, elite? Por que não temos mais meias armadores de elite?
Por que os nossos laterais não são mais de elite? Esse tipo de coisa. Então a discussão do jogo primeiro para mim. O Ancelotti adotou uma estratégia que ele disse o tempo inteiro desde que ele assumiu, que ele poderia— ele não disse, ele não falou especificamente essa, mas que ele poderia ter a postura que ele teve ontem, que é ele adaptar o time. Ele não ia ter, ele não ia ter se apegar a eu sou Brasil, eu tenho que tomar a iniciativa, ter que a bola no pé o tempo todo.
Ele falou que ele ia jogar jogo a jogo de acordo com o que ele visse. Ele falou o tempo todo que ia fazer isso. Então, o que ele fez ontem não foi uma surpresa. E eu até acho que assim, é incômodo pro torcedor brasileiro ver o Brasil fazendo aquilo, mas funcionou de certa maneira. O Brasil tira a velocidade do jogo, o Brasil dá a bola pra Noruega e fica atrás, não marca alto, que era uma coisa que o Brasil vinha fazendo bem, mas se o Brasil marcasse alto, o Brasil corria o risco de tomar uma bola em velocidade em cima do Haaland.
Então, o Brasil tira a velocidade e marca mais atrás. O Haaland, de fato, ele mal toca na bola no primeiro tempo. O Brasil anula o Haaland. A única chance boa da Noruega no primeiro tempo, tirando o gol anulado, foi uma bola que o Haaland acaba perdendo a dividida. É que daí o Ødegaard pega a sobra dela, mas o Haaland foi desarmado pelo Gabriel Magalhães naquela jogada. Então o Brasil conseguiu anular o principal perigo da Noruega a partir dessa estratégia.
O problema é: você tá fazendo uma estratégia que você dá a bola pro adversário, você tem que ser mais letal quando as suas chances aparecem. Porque você não vai ter tantas, você não vai estar amassando o adversário, pressionando, criando muita chance. Você tem que ser mais letal. O Brasil não foi letal. O Brasil teve um pênalti a favor e foi desperdiçado, muito mal batido. E acho que tem uma discussão sim sobre quem foi definido para bater o pênalti.
E daí, não querendo vilanizar o Bruno Guimarães, eu até acho que ele estava claramente muito tenso. Acho que assim, e até por isso acho que vale essa discussão sobre ele ter ido. E o Hendrik na cara do gol, que é uma bola que vem no pé direito dele, ele tenta ajeitar para bater com o pé esquerdo e no que ele bate, ele perde um pouquinho de tempo. E daí o Nyland fica muito em cima dele, ele tentando tirar, para fora. Então o Brasil teve as chances a partir da estratégia que o Brasil adotou.
Só que essa estratégia que vinha funcionando, e quando ela parecia que tava no momento que o Brasil começou a criar mais, pressionar mais, a Noruega cansando, a gente viu o Haaland já cansado. O Haaland fez o que fez contra o Brasil cansado, porque ele já não conseguia mais correr muito. Você viu a reta final do jogo, o momento em que o Haaland fez as duas gols, ele já tá andando em campo, ele já não tá mais correndo, ele tava cansado porque ele ficou trombando com com Gabriel Magalhães um jogo inteiro e isso desgastou ele.
Só que quando tava melhor, o Ancelotti, que vinha tão bem nas substituições, foi tão mal porque ele tirou o Rayan de campo. O Rayan tava bem, o Rayan tava protegendo o lado direito bem e tava aparecendo bem na frente e era um jogador que quando o Brasil queria marcar alto, marcava bem. E teve que recuar o Endrick e teve que recuar o Vinícius Júnior. O Vinícius Júnior que vinha chamando responsabilidade, era o jogador mais perigoso do Brasil de longe no jogo, começou a jogar mais atrás.
E com o Neymar ali, o jogador tem— e daí é um problema dessa geração, o jogador tem impulso de tudo tentar. O Neymar tá ali, vamos ver se o Neymar faz alguma coisa. Daí a gente perde Vinícius Júnior, o Endrick não fazia uma partida espetacular quando entrou, mas perdemos o Endrick também. E perdemos o Rayan, que saiu. E perdendo o Rayan do lado direito, os 2 gols surgiram por onde? Do lado direito, né? Os 2 gols da Noruega saem jogadas a partir do lado direito, em que o Danilo fica sozinho e Quer dizer, no primeiro o Danilo fica sozinho, no segundo o Marquinhos vai cobrir o Danilo, e o Danilo que tá marcando o Haaland na hora que o Haaland chuta.
Então muito espaço. Então tem essa discussão pontual de decisões que o Ancelotti fez equivocadas, e o Brasil, quando teve a chance de definir o jogo, que era a ideia da estratégia, o Brasil não definiu. Daí ficou suscetível a um dos maiores atacantes desse século e perdeu.
Eu assim, acho que tem vários pontos assim que justificam e que a gente acaba pontuando. Acho que o Bira traz legal a questão da estratégia, Eu também não questiono, sabendo que o Brasil, ao meu ver, até o primeiro gol da Noruega, o Brasil teve mais chances de vencer o jogo. Acho que até fez uma partida melhor do que a Noruega até o lance do primeiro gol. Você vai falar de pelo menos 3 defesas espetaculares do Nílan, incluindo o pênalti, a chance também desperdiçada pelo Endrick.
Então assim, eu entendo que a estratégia de deixar a bola com a Noruega é trazer a defesa um pouco mais alta, explorar essa fragilidade na transição defensiva, que é uma defesa mais pesada. Eu acho que era um caminho interessante e as chances acabaram mostrando isso. Eu só questiono o tanto que se levou isso. Eu acho que foi uma forma bem exagerada, tanto que a gente até tava conversando com o Vitão, né, nosso produtor aqui. A gente até separou uma tela em relação aos números da Noruega.
A Noruega completou mais passes ontem contra o Brasil do que ela completou na vitória que ela teve de 11 a 1 sobre a Moldávia nas eliminatórias. Então aí são as partidas do ciclo da Noruega, né, nas eliminatórias e também na Copa Copa do Mundo. Então o 4 a 1, por exemplo, contra Estônia foi 17 passes a menos do que a Noruega completou ontem. E inclusive esse jogo que eu mencionei contra a Moldávia. Então dentro da própria Copa, o jogo que a Noruega mais tinha completado passes foi 477 contra o Iraque, quase 150 a menos do que completou ontem.
Então assim, eu entendo a estratégia, eu concordo com a estratégia, mas acho que você poderia ter sido um pouco mais flexível em alguns momentos. Acho que meio de campo teve tudo bem, muitos dos passes no campo de defesa, E um Ødegaard, que é um cara que dita muito ritmo, mas ele teve muitos erros ao longo da partida. Inclusive, a melhor chance do Brasil no primeiro tempo, que é uma finalização do Vini dentro da área que o Nyland defende muito bem com o pé, é do Ødegaard perdendo a bola na entrada da área.
Então acho que o Brasil poderia ter explorado um pouquinho mais, mas eu concordo que eu também adotaria essa estratégia e acho que o Brasil acabou produzindo as chances. Aí eu assino embaixo na questão que o Bira falou das alterações. E aqui não é ficar falando do Neymar, eu acho que o erro é do Ancelotti. Porque ele acaba neutralizando a principal virtude do Brasil nessa saída com velocidade, tirando Martinelli, tirando o Rayan.
Acho que o Rayan tem alguns momentos um pouco tímido no primeiro tempo, mas ele teve uma importância, uma importância muito grande sem a bola. O lance do pênalti, ele que começa a jogada, né, no pênalti que acaba sendo desperdiçado, perdão, que acaba sendo desperdiçado pelo Bruno Guimarães. Então acho que as substituições acabaram sendo um problema. A questão da falta de eficiência de um Brasil que produziu chances foi determinante.
E aí, quando você não aproveita suas chances e acaba dando espaço para o Haaland, isso é determinante, né? O Bira lembrava do quanto que o Brasil perdeu o poder de marcação, porque o Endrick joga nessa posição, mas ele não tem, acho que, um poder tão forte quanto o Rayan nesse sentido. O primeiro gol ali tem um momento que o Ederson tá entrando, passa instrução para o Casemiro, e a jogada acaba se desenhando, porque o Endrick vai um pouco para o meio.
Quando ele vai voltar, a jogada já começa a se desenhar. E o Schjelderup, que entrou muito bem, né? Acho que também teve o mérito do Solbakken de entender as substituições, de deixar o time mais agudo, porque o Nusa fez uma partida muito abaixo e é o cara do um contra um na Noruega. O Sorloth é o cara que tem a limitação técnica, um cara deslocado por ali. Então era muitas vezes a saída de bola da Noruega era ligação direta nele, ligação direta nele, ligação direta nele.
Às vezes até errando tecnicamente. Ele percebe que tá tendo mais a bola, coloca o Bobby, e acho que também flui um pouco mais o jogo da Noruega a partir dessa alteração. E aí, na hora que dá o espaço que deu, por exemplo, no primeiro gol, e aí o Brasil já desconcertado, que o segundo gol é impressionante, né? Quanto que o Haaland recebe do Schjelderup. Ele recebe, ele domina com o pé direito, ele ajeita o corpo e faz a finalização com o pé esquerdo, né?
O Danilo tá muito distante dele naquele momento. Então acho que A derrota do Brasil passa pela letalidade do Haaland no momento que você acabou dando espaço, as chances desperdiçadas e alteração feita pelo Ancelotti naquele momento, né, na entrada do Neymar e do Danilo. Então acho que esse para mim são os principais pontos da derrota do Brasil.
Fala, André. André, um momentinho só, André. Já já o áudio vai chegar aqui, já já o áudio vai chegar aqui. Um momento só que nós vamos arrumar aqui.
Fala, Bira. Então, a questão, o Neymar entrou aos 22 do segundo tempo, certo? 22 é 67 aqui, né? Eu tô pegando as finalizações da Noruega no jogo. A Noruega no segundo tempo tinha uma finalização aos 49, que foi um chute do Berg de fora da área, que foi aquele chute, foi lá na lua. Ele mandou a bola lá no Rio Hudson. Daí, depois disso, quando foi a finalização seguinte da Noruega? Aos 67, que foi uma jogada pela esquerda do ataque norueguês, direita da nossa defesa, que é aquele cruzamento que atravessa a área e o Haaland dá um carrinho no segundo pau e ele só desvia fraquinho para fora.
Depois teve aquela jogada pelo lado direito da nossa defesa, que é um cruzamento que o Alisson desvia, um cruzamento que ia buscar o Haaland no segundo pau, que ele desvia. Depois, aos 75, tem um chute do Schjelderup pela esquerda, um chute que o Alisson Spalma para linha de fundo. Depois teve o gol do Haaland ao 79 numa jogada pela direita da nossa defesa, esquerda do ataque da Noruega. Todas as jogadas da Noruega pelo lado esquerdo do ataque deles, direito da nossa defesa.
Aí, para mim, a entrada do Neymar piora muito. Eu não tô querendo vilanizar o Neymar falando que o Neymar jogou nada, não é isso. Não, é que o problema é a mudança tática que causou. O Ryan ter saído, por exemplo, enfraqueceu muito o nosso lado direito defensivo. E daí todas as jogadas da Noruega foram por ali. A Noruega percebeu na hora, o Haaland saiu, ele falou, vamos atacar por lá, entendeu? E eu acho também a entrada do Neymar prejudicou o Brasil ofensivamente, né?
O Brasil ofensivamente teve que se redesenhar lá e não soube absorver o Neymar como, por exemplo, a Argentina tá sabendo absorver o Messi. O Brasil não tinha uma formação que era capaz de absorver a presença do Neymar de uma forma que aproveitasse algo que ele pudesse entregar, né?
Porque é nítido que ele tá com ritmo de jogo totalmente fora.
E o Brasil marcou bloco médio normal. Eu achei que foi estratégia do Ancelotti, a estratégia que funciona de certa forma. Mas é isso, você marca bloco médio, mas quando a bola tá perto, morde um pouquinho. O Brasil não mordeu tanto, por isso que é tanto passe da Noruega. O Brasil, acho que o problema não foi o Brasil ter dado campo, o Brasil é ter dado campo, mas quando a bola chegou perto do seu campo, morde, atrapalha, incomoda, até para roubar e contra-atacar.
André, pois é, espero que você esteja me ouvindo agora. Existe, claro, agora Tá acontecendo uma, creio que a palavra correta, um embate nas redes sociais a respeito do Neymar e da substituição, e gente criticando o Ancelotti, como nós, por tê-lo colocado numa situação em que o time ficou pior a partir do momento em que ele entrou, por essa desestruturação total, né, tanto ofensiva quanto defensiva, mas principalmente defensiva, que o Bira descreveu bem, o Donk também.
E gente achando que até por isso então o Ancelotti deveria ter começado o jogo com Neymar titular, porque o Neymar não perderia o pênalti que o Bruno Guimarães perdeu. Mas assim, se uma pequena amostra do Neymar no final do jogo foi suficiente para causar o que causou, o que que essas pessoas acham que aconteceria com o time com o Neymar em campo desde o início? De fato, talvez ele não perdesse o pênalti que o Bruno Guimarães perdeu.
Mas e o resto do jogo? E como a seleção brasileira lidaria com as suas obrigações defensivas, que estavam, entre aspas, controlando o adversário até o momento em que tudo foi por água abaixo? Então esse é um raciocínio que traz outras coisas para o futebol, que assim, de fato, não vale a pena ter. O Neymar não conseguiu nessa Copa do Mundo, como era esperado, ter as condições físicas mínimas, mínimas, para que o requinte técnico dele fizesse algum tipo de diferença.
E o que aconteceu em campo quando ele entrou, não só contra a Noruega, mas na outra ocasião em que ele foi aproveitado, foi absolutamente nada do ponto de vista da diferença positiva que ele poderia causar. É uma situação que não há mais também por que discutir. Porque de fato a Copa do Mundo terminou. E é sempre bom dizer, o Ancelotti nesse momento, eu tenho convicção, já deve ter reconhecido o equívoco que ele cometeu. E o fato dele ter cometido equívocos é algo assumido por ele de maneira muito aberta e pública.
Eu não, eu de maneira nenhuma gostaria que qualquer pessoa entendesse que uma crítica feita por mim ao Carlo Ancelotti, na forma como ele dirigiu a seleção brasileira ontem, no momento mais sensível do jogo, seja um indiciamento dele como treinador ou da continuidade dele na posição de técnico da seleção brasileira. Muito ao contrário, eu acho que a seleção está muito bem nas mãos dele para a próxima Copa do Mundo. Mas da mesma maneira que até esse jogo, na verdade não só até esse jogo, até um determinado minuto do segundo tempo desse jogo A seleção estava com as condições que estava e as chances que tinha por causa dos méritos do seu treinador também.
A partir do momento que as coisas deram errado, os erros desse mesmo treinador devem ser computados na eliminação. Essa é a minha opinião.
Teve uma coisa que a gente conversou aqui, eu me lembro que eu até troquei mensagem com o André ontem à noite sobre isso, que a gente falou aqui, eu me lembro que eu e o André falamos assim, mas a gente falou sobre aquela coisa do Danilo Santos e do Martinelli. Eu defendi o Danilo Santos, o André também defendeu o Danilo Santos, mas a gente falou, ó, o Ancelotti também tem um plano, assim, ele botou os caras para treinar, ele tem uma visão sobre o jogo, tem que dar um crédito para isso, e botou o Martinelli.
Eu não acho que deu errado a entrada do Martinelli não, tá? Acho que ninguém— Agora, eu também acho que o que o Brasil jogou em relação à proposta do Brasil, eu tenho sérias dúvidas se com o Danilo Santos não teria sido mais ou menos a mesma coisa, porque a principal peça dessa proposta foi você ter essa proteção ali para não dar esse espaço para Noruega. E o pior, quando, porque o Ancelotti põe o Neymar no momento que o Brasil tá começando a dominar o jogo, o Brasil tá começando a criar oportunidades com frequência.
Tem até gente que tá viralizando um gráfico de barrinhas ali do momento do jogo, que tem dos aplicativos tudo, como a barrinha tá muito favorável ao Brasil, e daí dá um minuto da entrada do Neymar e daí vira toda favorável à Noruega. E lembrando, não é uma questão sobre o Neymar individualmente, é sobre as mudanças táticas que acabaram surgindo a partir da entrada dele. E o Ancelotti viu que o Brasil tava bem, acho que ele quis dar um, para usar uma publicidade aqui, dar um plus a mais no time, dar uma melhorada ali no ataque.
E é uma hora ótima para ele botar Martinelli. Era, o Martinelli era o jogador que ele vinha usando para essas situações, como usou contra o Japão, era o jogador que, só que o Martinelli já tava no campo, o time já era o time com Martinelli, então tinha que botar alguma outra, algum outro jogador. Ele viu o Neymar Eu achei que o Neymar nessa Copa era só para situação de prorrogação, minutos finais desesperado. Ou então, no caso de ontem, André, tinha uma outra saída, é para o Neymar fazer o gol de pênalti que o Bruno Guimarães desperdiçou.
Se inspirar na NFL, no New York Giants e no New York Jets que jogam naquele estádio, e entrar o Neymar como um kicker. Você bota o Neymar, ele cobra o pênalti, depois você tira o Neymar. O problema é que você queimou duas paradas de substituição. Aí você vai ter que fazer todo o resto do planejamento do jogo em cima disso. Porque assim, convenhamos, se o Neymar tivesse em campo, o Brasil talvez nem tivesse aquele pênalti. Porque aquele pênalti só acontece porque tem uma bola que vem para um jogador brasileiro, que esse jogador era o Matheus Cunha, que é muito mais rápido que a zaga norueguesa.
Ele conseguiu chegar antes e sofreu o pênalti. Se fosse o Neymar ali que tivesse ocupando aquela posição, provavelmente ele não chegaria antes do jogador da Noruega, não sofreria o pênalti, seria só um carrinho. Perdido ali, que viraria uma bola na lateral. Então assim, é assim, o Ancelotti tomou decisões erradas, ele ficou sem opção para melhorar, para dar um gás ofensivo a mais. E daí também o negócio, né, esse talvez fosse um jogo para o Igor Thiago entrar, só que dele já tinha queimado todas as substituições.
Único jogador brasileiro alto e forte o suficiente para brigar em cruzamento dentro da área com a defesa norueguesa, e o Brasil não botou em campo Porque não tinha mais substituição para fazer. Quer dizer, eu não sei se não tinha mais ou não podia parar. Ele não tinha parada para fazer, ele tinha usado as 3 paradas.
Então esse acaba também sendo um ponto, né? E agora também acho que é muito importante ter essa frieza para fazer análise, porque agora você já vê uma necessidade de vilanizar os jogadores. Isso que a gente tava falando na abertura, o Bruno Guimarães, que fez uma excelente Copa, Apesar do pênalti desperdiçado, assim, para mim foi o segundo principal jogador do Brasil no Mundial. O Vini Júnior, a gente pode debater, acho que é um assunto que vale mesmo assim.
Inclusive, olhando o aproveitamento, eu nem entro muito na linha do, ah, o cara é o protagonista, ele tem que, ele que tem que bater. Não, acho que quem tem que bater é o jogador que tem melhor aproveitamento, o cara mais capacitado para aquele tipo de situação, independentemente se ele é o atacante que faz mais gols, se ele é o protagonista do time. Só que pelos índices, pelos números, até que o pessoal nosso do Data e SPN levantou, o Bruno Guimarães até tinha um percentual um pouco inferior ao do Vini Júnior.
Então acho que a discussão deveria partir muito daí. Então assim, é também entender também que o ciclo foi todo acidentado. A Copa do Ancelotti era muito boa, é muito boa até esse jogo contra a Noruega, inclusive acho que até a escalação contra a Noruega, mas ele acaba cometendo esse erro que foi determinante para eliminação. Então acho que também é muito importante ter essa sensatez, porque a gente já tá acostumado de outras Copas de Eliminações o que você torna alguns jogadores a partir dali.
Acho que, por exemplo, para citar alguns exemplos, há uma percepção muitas vezes extremamente injusta de jogadores como Fernandinho, como Gabriel Jesus, por conta da Copa do Mundo. Então acho que esse é também o momento para a gente ter muita sensatez na hora de fazer, e não é passar o pano não, é fazer críticas. O Hendrik não pode perder o gol que ele perdeu, o Bruno Guimarães não pode bater tão mal o pênalti como bateu, o Ancelotti não poderia ter errado como errou as substituições.
Mas também tem muito cuidado na hora de também de você fazer essas avaliações e projetar a sequência do próximo ciclo de Copa do Mundo.
Gustavo Hoffmann com a gente também já já para Espanha e Portugal. O assunto ainda é seleção brasileira, daqui a pouco a bola rola na sequência das oitavas de final. E aí, Gustavo?
Tudo bem, Alex? Bom dia para vocês, bom dia para o fã de esportes. Aqui estou em frente ao AT&T Stadium, como você disse. Daqui a pouco tem a partida entre Portugal e Espanha, mas entro no meio da discussão de vocês sobre seleção brasileira. Bom, acho que fica um sentimento de decepção porque imaginávamos a seleção brasileira chegando nas quartas de final. Eu acho que a Copa do Mundo do Brasil era pelo menos chegar nas quartas de final, pelo chaveamento, pela qualidade do time, pelo crescimento que a seleção apresentou jogo a jogo.
Então fica sim um sentimento de bastante decepção depois dessa derrota para Noruega. O Brasil teve as suas oportunidades, poderia ter aberto o placar, não conseguiu. E aí o segundo tempo acaba sendo determinante, a partir do momento em que o Neymar entra, e aí o time perde ritmo, perde a posse de bola. Perde a capacidade de pressionar alto. O Ancelotti, eu tô de acordo com o Dom, que vinha fazendo uma boa Copa do Mundo, mas uma Copa do Mundo na qual ele foi, ele também cresceu, né?
Porque a primeira escalação não funcionou contra o Marrocos, depois ele ajusta o time, a equipe cresce. Eu tenho convicção que o Brasil estava melhorando jogo a jogo, estava crescendo na Copa do Mundo, mas infelizmente o segundo tempo, a última, último quarto do jogo foi determinante. A entrada do Neymar acho que realmente Prejudicou a seleção brasileira. Uma pena. O Ancelotti tem essa tomada de decisão errada, na minha avaliação.
E no final das contas, contra um time competitivo mas inferior tecnicamente, quem fez a diferença foi o melhor jogador em campo, Erling Haaland. Dos, de todos os jogadores que entraram em campo ontem na partida entre Brasil e Noruega, o melhor deles é o Erling Haaland, e ele decidiu na Copa do Mundo das Estrelas. Na Copa do Mundo, onde os craques estão decidindo os jogos, o Erling Haaland conseguiu fazer isso para a seleção norueguesa, que consegue o seu melhor resultado já em mundiais.
Uma campanha histórica, um feito impressionante. Escrevi um pouco sobre a mudança de como a Noruega passou a tratar a base desde ali o final dos anos 80, e mais de maneira mais intensiva nos anos 90 e 2000, com uma modalidade de futebol que eles chamam de barnefotball, onde você não tem a competição por pontos, por vitórias até os 12 anos. Até lá você tem uma formação muito lúdica no esporte norueguês. E aí a Federação Norueguesa aplicou isso também para as suas categorias de base.
De maneira alguma é um modelo que você tem que copiar. Eu acho que você pode avaliar, olhar, mas o que a Noruega fez ali foi olhar para sua realidade, entender o que estava acontecendo e buscar um caminho diferente. Não existe modelo milagroso. Dentro da cultura norueguesa, isso foi fundamental para uma transformação do futebol, porque até duas décadas atrás, até três décadas, a seleção norueguesa era um time pouco relevante no cenário internacional, que revelava alguns jogadores.
Hoje é uma seleção que tem a capacidade de competir com potências mundiais, como ainda é o Brasil. Vivemos agora a maior seca de títulos na história da seleção. De Copa do Mundo. Vamos, vamos bater em 28 anos na próxima Copa do Mundo. Ah, iguala de 30 a 58, mais ou menos, porque entre 30 e 58, o período da primeira Copa até o primeiro título do Brasil, não tivemos duas Copas, em 42 e 46. Então, na prática, vivemos agora o período de maior seca, o maior jejum do Brasil em Copas do Mundo.
Bom, estamos aqui ao vivo no YouTube, no TikTok. Obrigado, viu, pela audiência nessa edição especial. Edição 600 do Futebol no Mundo, infelizmente não celebrando a classificação do Brasil. Vem aí Inglaterra e Noruega, será um jogaço. Ainda na seleção brasileira, o que que nós levamos de lição para o futuro, Bira?
Então, aí tem a questão de lição para o futuro, né? Acho que é aquela discussão estrutural, não é a discussão pontual do jogo. Então, o pontual do jogo é aquilo que a gente falou, porque o Brasil em campo neste jogo específico não teve condições de ganhar. Só que daí pode falar, ah, mas o Brasil tem que ficar dependendo da tática. O Brasil não consegue ser bom o suficiente para ser protagonista contra a Noruega? Aí é discussão estrutural.
Por que a gente não tem um time melhor? Por que a gente não tem um time com mais jogadores? Daí tem várias questões para discutir. Formação de base, como o Brasil está concentrando muito formação na base para jogadores de certas posições e não de outras. O que o Brasil tem de ponta é assombroso. O Brasil tem muito ponta. Mas agora o Brasil está sem centroavante, centroavante, centroavante mesmo, e de elite, assim. O Gustavo quer falar, é que a gente não ouviu, mas eu vi a boca dele mexendo.
Desculpa, estão me ouvindo agora?
Você não atrapalha, você pode falar, tá?
Não, não, eu tô te interrompendo, desculpa, tá? Mas assim, uma brincadeira, né? Sabe aquela, algumas eu lembro muito, né? Eu não sei se o pessoal lê revista ainda hoje em dia, né? Mas direto tinha aquelas matérias em revista, né? Profissões do futuro, né? No Brasil hoje, se eu fizesse uma matéria dessa, profissões do futuro: lateral direito, lateral esquerdo, e camisa 10.
É, então, já que você falou em revistas, então vou pegar uma que até separei aqui, é a revista Placar. Assim, eu não sei se é possível mostrar aqui, porque mesmo que eu mostro aqui no meu celular, não vai aparecer, né? Mas então assim, quando a Copa de 90, quando o Brasil bateu 24 anos, 20 anos, ia ficar 24 mais até a Copa seguinte, quando a Alemanha, Alemanha Ocidental foi campeã do mundo em 90, a capa da revista Placar, a manchete Manda para mim, manda no WhatsApp para mim que a gente bota no ar aqui no YouTube.
Vai falar, então eu vou mandar aqui, aqui, ah tá, o Vitão já, vou mandar para o Vitão aqui que ele já apareceu. Diga aqui, pronto, mandei para o Vitão. Então tem a capa da revista Placar, daí a manchete é: Alemanha tri, o futebol agradece, tá? Alemanha, assim, vamos pensar como era a cabeça do torcedor brasileiro dos anos 90. Que o Brasil é o dono da arte, Alemanha é um monte de jogador pragmático que é cintura dura. E daí o título da matéria, matéria tá escrita por um cara, tem um sobrenome parecido com o nosso colega aqui.
A matéria escrita por um tal de Juca Kifuri, inclusive na Placar, é parente seu, André. Então a matéria assim: O Tri da Esperança. Sim, então, né, que o Tri da Esperança, a indiscutível conquista da Alemanha é a vitória do verdadeiro futebol moderno. Então você viu como que era o clima de 90, que foi a última eliminação do Brasil. Aí a capa da revista, todo Cerezo. É, daí já o Cerezo xingando o Lazzaroni e o Jair Pereira querendo a vaga na seleção brasileira, né?
Porque, e daí, ó, o Tri da Esperança. Daí a matéria do Juca Kfouri, do Jorge Luiz Rodrigues lá de Roma, e o Brehme batendo o pênalti. Brehme que deu Inspirou o nome do Bremer, nosso zagueiro. Então foi, o Brasil só ficou fora de, sem contar 34, 34 nem gosto de contar porque nesse caso, porque o Brasil foi com uma seleção carioca, tinha aquela briga de paulistas e cariocas, os paulistas não quiseram, boicotaram a Copa, o Brasil foi para Copa com uma seleção carioca.
Desde, mas tirando aquela, o Brasil só não ficou entre os 8 primeiros da Copa duas vezes, essa aqui é a terceira que o Brasil não ficou entre os 8, o Brasil sempre tá pelo menos nas quartas de final. Em 66, quando caiu na primeira fase, e 90, nessa daí que o Brasil perdeu da Argentina nas oitavas. O Brasil foi campeão sempre na Copa seguinte, e 70 e 94. E não acho que o Brasil tem que repetir as receitas daquela, daquela situação, mas você vê como assim o futebol brasileiro é forte, ele é grande, ele tem capacidade de recuperação muito, muito rápida.
Nos dois casos, tanto em 66 quanto em 90, o clima era: o futebol brasileiro ficou para trás, o futebol evoluiu, o Brasil ficou para trás, o Brasil tem que se atualizar. Houve caças-bruxas em relação à geração. Alguns jogadores realmente tinham que encerrar o ciclo, como eu acho que tem, mas alguns jogadores ainda eram aproveitáveis. Então assim, sobre a discussão estrutural, tem muita coisa para melhorar, mas me incomoda essa ideia de caças-bruxas, porque assim, o Brasil também chegou onde chegou de ser a maior força do futebol mundial em relação do ponto de vista histórico, porque também algumas coisas que o Brasil fez eram, eram, e assim ainda são certas.
Tem que corrigir o que tá errado, mas me incomoda o caças-bruxas sair atirando para todo lado. E mas eu até concordo que assim, agora é hora do Ancelotti, aproveitando que vai ter um ano só de amistoso agora, dá uma fuçada ali para tentar descobrir novos jogadores, tudo, dá uma mexida um pouco maior. Mas eu não acho que também Eu acho que você tem que saber o que fazer. Essa ideia de caçar as buchas, sair atirando para todo lado, eu acho que pode ser pior ainda.
A gente pode ficar 2 anos ainda tentando descobrir o que tem que fazer e no final das contas o ciclo vira de 2 anos de novo.
Atrapalha o ciclo de novo.
E até por isso eu defendo a ideia de ter renovado o contrato do Ancelotti antes da Copa, sinceramente, porque agora talvez tivesse o burburinho gigantesco: não, não tem que renovar e não sei o que lá. Agora você já tendo renovado, tinha que ser técnico brasileiro de novo agora, né? E já vem até essa essa discussão. E agora ele vai pegar um ciclo inteiro, é um ciclo, a gente espera que não seja também tão acidentado por lesões, que tenha que mudar o time constantemente por conta disso.
Então a gente tá reconhecendo o erro dele ontem, foi crucial para eliminação do Brasil na Copa, mas não vai deixar de ser um dos principais técnicos. E acho que com muita capacidade para fazer um ciclo positivo para seleção brasileira. Então acho que tem essa questão. Eu concordo da questão estrutural, a gente pode debater isso sim. Hoffman já citou E eu tô totalmente de acordo com ele com as principais carências. Eu acho que isso passa muito por uma questão da formação de atleta, a gente entender, discutir esse processo, porque isso tá acontecendo.
Não é uma coincidência essas carências. Então acho que isso é uma questão importante. Eu tô de acordo, tem esses problemas que dão para ser observados. Mas eu também queria colocar um outro elemento externo que também— e aí não é passada de pano, tanto que eu tô pontuando as coisas que eu discordo, que O que acho que precisam ser corrigidas. Mas eu acho que também tem que entrar na discussão: o futebol de seleções mudou muito nos últimos anos, muito.
Não é coincidência que a gente tá falando desse maior jejum de Copas do Brasil ao mesmo tempo que a gente fala da Alemanha caindo na fase de grupos duas vezes seguidas, e depois caindo na fase de 16 avos de final, de uma Itália que não joga a Copa nas últimas 3 vezes. O protagonismo de seleção, ele tá mudando. Assim, acho que as grandes camisas continuam existindo, tudo bem, mas hoje a competitividade é cada vez maior. De 78 para cá, a gente só teve duas campeãs inéditas, né?
A França em 98, a Espanha em 2010. Não sei se a gente vai ter mais campeãs inéditas, mas eu me sinto com muita convicção que a gente vai ver com muita frequência mais quadrifinalistas inéditos, mais semifinalistas inéditos. E saindo de Europa, e América do Sul. A gente já viu Marrocos na última Copa do Mundo. Japão é uma seleção que poderia ter avançado, não tivesse tido azar de cruzar tão cedo. De novo agora, sim, exato. Então assim, eu hoje, o futebol de seleções, ele é cada vez mais competitivo.
Você tem as grandes seleções, mas as seleções médias, e eu não tô falando só de Europa, falei a Colômbia, a Copa do Mundo que faz, enfim, você tem a possibilidade cada vez maior de ter uma alternância entre as equipes. Como falei, talvez campeã, não sei, mas batendo final, batendo semifinal, acho que isso tem acontecido.
André, é, veja como a situação específica do Ancelotti agora ela é, ela é confusa, né, de um certo aspecto, porque ele é uma peça central no futuro, né, ele tem o contrato renovado e eu tô de acordo que a renovação do do contrato dele, ela, ela é positiva no sentido do que é necessário fazer para a próxima Copa do Mundo. Mas agora ele está sob críticas, digamos assim, de 3 maneiras de pensar diferentes. A primeira, até influenciada por um grupo de treinadores brasileiros que jamais aceitou a presença dele desde o início, com episódios tristes, como aquela premiação em que ele estava presente e treinador, ex-treinadores brasileiros o criticaram de maneira absolutamente mal educada, etc., coisas desse tipo.
Então agora essas pessoas que jamais o aceitaram vão criticá-lo, vão culpá-lo individualmente pela eliminação e vão dizer que ele merece o mesmo tipo de tratamento de treinadores brasileiros que nessa mesma posição foram demitidos. Ou seja, vão criticar a renovação de contrato, vão dizer que foi um erro. Ele vai ser criticado também por aqueles que pensam que um técnico não deve ter o contrato renovado antes de mostrar a sua capacidade.
Então, apenas pelo fato da seleção brasileira não ter tido o resultado final na Copa do Mundo que todo mundo gostaria que tivesse, É como se agora é preciso repensar a renovação. E ele está sendo criticado até por quem acha que ele tem que continuar, que ele é um excelente treinador e que agora ele vai poder fazer um trabalho, digamos, não autoral, porque essa é uma palavra banalizada, mas um trabalho com as, com os pilares desde o início que ele considera os corretos em todos os sentidos.
Mas criticado sim pelos erros cometidos na eliminação da seleção brasileira. É preciso separar, né? O primeiro grupo o critica por uma questão de mercado de trabalho e uma visão muito antiga de quem pode ou não pode dirigir a seleção brasileira. Isso deve ser absolutamente dispensável. O segundo grupo o critica por uma questão de o resultado determina a continuidade de um técnico. Nós não podemos continuar pensando assim, desde que haja convicção que o treinador é bom e merece continuar.
Para mim, essa convicção tá muito clara. E a terceira crítica é uma crítica pontual ao trabalho de um treinador que merece receber os elogios quando ele faz por onde e merece receber as críticas quando elas são necessárias. Então são 3 coisas, 3 aspectos completamente distintos. Todos eles nesse momento, entre aspas, contrários ou críticos ao Carlo Ancelotti. E assim, os problemas estruturais do ambiente do futebol no Brasil, o técnico da seleção, seja quem for, não vai resolver.
Se a gente aceitar que ele cuida da seleção brasileira e ponto, é ótimo que a partir de agora o Ancelotti possa trabalhar sem distrações e principalmente com o período que é necessário para que ele seja de fato avaliado após o próximo Mundial. E eu espero que ele tome algumas decisões mais baseadas naquilo que ele realmente acredita e entende que é importante, e menos naquilo que ele entende que as pessoas vão achar a respeito do que ele faz.
Então ele teve pouco tempo e foi distraído por esses interesses. Eu espero que agora as condições sejam diferentes.
André Kfouri, a Copa do Mundo segue com você aí. Volto sempre, tá? O futebol no mundo precisa de você aqui nessa edição tão especial, edição 600, infelizmente numa situação muito difícil para todos nós aqui. Mas a Copa do Mundo segue, a nossa cobertura segue também, é um bom trabalho aí.
Uma satisfação para mim, Alex. Parabéns e vida longa ao futebol no mundo. Sempre um prazer e sempre às ordens. Um abraço.
André Kfouri segue na nossa cobertura da seleção brasileira, da cobertura da Copa do Mundo. A seleção brasileira ficou no caminho, mas a Copa do Mundo segue. Diga, Gustavo.
Pelo que eu percebi, você vai mudar o tema, certo?
Sim, senhor, mas pode fechar o assunto.
Então posso, posso finalizar, se possível?
Claro, deve.
Porque assim, eu acho que é tão importante termos agora uma análise racional, tranquila, já que a gente tá nos Estados Unidos. É o famoso don't panic, não adianta entrar em pânico agora. O Brasil caiu fora da Copa, é a pior eliminação desde 1990, mas são quantas Copas seguidas já caindo antes da disputa pelo título? Algumas. A matemática não me permite aqui pensar rápido, tá? Mas assim, eu acho que o mais importante agora é não entrar em pânico.
Eu vi ontem rapidamente, né, um monte de discursos emocionados, gente gritando, apelando para a história do Brasil, para emocional. Ai, porque o Vinícius Júnior! Ai, porque isso!
Calma.
Pelo menos essa é a nossa linha de raciocínio aqui no Futebol do Mundo também, né? Calma, eu não vou mudar o que eu penso sobre o Ancelotti. Ele cometeu um erro, mas não vou mudar o que eu penso sobre o Ancelotti. Eu acho que ele é a pessoa ideal para estar ali. O Biratan, em um vídeo que ele fez para as redes sociais da ESPN, né, o Biratan, acho que para o YouTube especificamente, né, trouxe até um aspecto que eu, que parece incoerente, não é, né?
Porque eu tô de acordo, Biratan. O Ancelotti, mesmo sendo italiano, eu acho que ele vai conseguir recuperar um pouquinho essa identidade do jogador brasileiro na seleção, de dar, porque ele é um técnico que dá liberdade para o jogador criar, agir em campo como melhor lhe convém, sem necessariamente você ter que cumprir tantas obrigações táticas. O Ancelotti é um técnico que permite que o jogador desempenhe em campo de acordo com a sua qualidade.
Então assim, para mim agora é acreditar no trabalho do Carlo Ancelotti, permitir que o processo aconteça, e acima de tudo, agora eu não vou nem entrar em questões estruturais porque eu já, já perdi um pouco a esperança em relação a isso, né? Agora é realmente o trabalho de formação de um time, porque o Brasil não deixou de ter jogadores. Eu não acho que porque perdeu ontem para Noruega O Vinícius Júnior é ruim, o Rafinha não presta, o Bruno Guimarães é um jogador de segunda divisão, o Marquinhos e o Gabriel Magalhães não são zagueiros de primeiro nível.
Desculpa, eu não vou pensar assim, definitivamente eu não vou pensar assim. Fico fora de quem pensa dessa maneira, de grupos que pensam dessa maneira. Eu sigo com a convicção que o Brasil tem ótimos jogadores. O Brasil permanece no topo do ranking de nações com mais jogadores expatriados do mundo. Nenhum país chega perto do Brasil. A França é a segunda. Não é à toa que eles vêm formando cada vez mais uma geração, gerações espetaculares.
Mas nós ainda formamos jogadores de muita qualidade. A questão agora para mim essencialmente é formar um time, acreditar no trabalho do Ancelotti, ter paciência, não entrar em pânico. São 4 anos pela frente para essa comissão técnica montar o time mais forte possível para chegar em 2030 lá em Madrid na final no Santiago Bernabéu.
É, o pânico vai passar daqui a pouco, né? Vai cair a ficha para todo mundo. O fato é o seguinte, para todos nós aqui, né, nós no ciclo inteiro nós falamos sempre aqui no Futebol no Mundo que o Brasil não era o favorito para Copa do Mundo, não era, e o que o teto do Brasil possivelmente seria as quartas de final. Se o Brasil caísse nas quartas de final para Inglaterra, teria pânico também, mas o Brasil não seria favorito contra a Inglaterra.
Então assim, vamos todo mundo, né, botar o pezinho no chão e entender que o futebol é muito mais complexo do que simplesmente falar que nada deu certo, que nada presta e acabou, e o fim do mundo chegou. Não é isso.
Quando saiu o sorteio da Copa e todo mundo viu que tinha um potencial Brasil e Noruega para as oitavas de final, a gente pensou: o Brasil pode morrer aqui.
Sim.
E daí todo mundo falando, todo mundo assim, desde o dia do sorteio, a culpa é do Tom Brady. O Tom Brady que tirou a bolinha do Brasil na posição em que botou. O Tom Brady botou o Brasil nesse grupo, é a culpa do Tom Brady. Desde que saiu aquele sorteio, por isso que eu já não gostava dele. Desde que o Tom Brady fez essa diabolia no Brasil, a gente ficou ali, todo mundo chegou, olha, a gente pode cair para Noruega, a gente pode cair para Noruega.
Daí o Brasil cai para Noruega, meu Deus, que desastre, sei lá o quê. Todo mundo achou, ficou 6 meses achando que isso era normal. E de repente virou essa coisa toda. Só posso falar uma coisinha rápida que eu falei que ia mencionar depois. Aí o torcedor de Honduras aí brincando com Gustavo sobre o pênalti, que eu até falei que ia mencionar e não tinha mencionado. Então só para não passar batido, eu entendo, eu sou a favor de se respeitar a hierarquia.
Não é porque é o melhor jogador tem que bater. A hierarquia de batedores é uma hierarquia que tem motivo para ser. Agora eu acho que faria sentido o Neymar tá na frente o Rafinha e o Igor Thiago, porque são 3 batedores profissionais, são caras que batem todos os pênaltis dos seus times, ou quase todos, né? O Rafinha às vezes reveza com Lewandowski, mas caras que batem quase todos os pênaltis dos seus times. Então são caras que estão acostumados com essa situação.
Dali para baixo, aí eu já acho que você pode, eu já acho que era talvez um pênalti para o Vinícius Júnior. Só que assim, por quê? Porque ele é um cara que ele não é um bom cobrador de pênalti, que ele não é, ele não é bom cobrador de pênalti. Então não, calma. Então, mas ele não é bom cobrador de pênalti, mas ele cobra com alguma frequência. Até por isso a gente sabe que ele não é tão bom, porque ele perde muito, né?
Ele perde alguns, né?
Mas ele é um cara que numa situação dessa, de um jogo grande decisivo, já esteve, já teve essa realidade de ir lá bater o pênalti. Agora, eu acho que deveria ser ele por esse aspecto, mas ele tem que entrar em campo já sabendo que é ele. Ele tem que entrar, não é assim na hora. Isso você tem que se definir antes do jogo.
A ordem já estava pré-estabelecida.
É o seguinte, até nos nossos números, Rafinha, Vinícius, Rafinha, Neymar e Igor Thiago, nenhum dos três tá em campo. Eu sei que os números estão indicando Bruno Guimarães, mas se tiver você nesse jogo, ele entra em campo já com isso, porque o cara já entra na cabeça sabendo que pode ser que ele tem essa responsabilidade, ele já entra com esse foco. E daí, se ele, daí agora quem entrou em campo com a orientação de se tiver pênalti é você, aí esse cara tem que bater.
Isso tem que ser definido. E foi o que aconteceu. Então assim, eu discuto um pouco a escolha não ter sido Vinícius, mas tinha que ter sido uma escolha prévia. O Bruno Guimarães, ele não é o batedor oficial do Newell's, não é o batedor profissional. Então a partir daí é tudo muito numa, por quem tem um aproveitamento melhor numa amostragem que nunca vai ser de 20, 50 pênaltis, vai ser uma amostragem de 5, 10. Então daí também não sei se o Bruno Guimarães é tão melhor que o Vinícius Júnior.
Agora, o Vinícius Júnior tá acostumado num jogo grande sentar e ir lá olhar para goleiro e vai bater. Mesmo que ele tenha perdido alguns. Agora, ele tem que entrar em campo sabendo disso. Se ele não entrou em campo sabendo disso, daí não tinha que ser ele.
Bom, vamos tentar virar essa página. Não vai ser de um dia para outro, tá? Nós vamos falar muito de seleção brasileira. O Brasil está eliminado, vai pegar a Inglaterra. Foi o melhor jogo da Copa até aqui. Olha, essa eleição de melhor jogo da Copa do Mundo, ela muda o tempo todo. Inglaterra e México foi o melhor jogo da Copa.
Olha, assim, é que teve um, eu ainda vou ter, a gente vai acabar vendo.
É que Costa do Mar, é que Cabo Verde e Argentina para mim foi assim, vai ser difícil. Mas ontem acho que assim, até o clima de estádio, por causa do México, isso, isso é superior à Argentina e Cabo Verde.
Mas eu acho que na minha lista de queridinhos ele ocupou o primeiro lugar, esse aí, por toda a história. Eu, como foi a Copa do México, e como foi a Copa do México, né? Acho que assim, o México se despede da Copa com uma imagem tão positiva, pois É, tanto na questão da atmosfera, assim, foi muito bonito. Apesar de ser a primeira derrota do México em Copas do Mundo no Azteca, tinha tomado 2 gols até então nos 10 jogos que tinha feito.
Ontem tomou 3. E todos os elementos, né, o protagonismo do Bellingham que ele fez, foi demais, Harry Kane. Mas o México também caindo com uma boa atuação. A entrevista do Harry Kane depois, é, então assim, foram vários elementos, vários jogos que foram muito bons mesmo. Holanda e Marrocos acho que foi também bem interessante. É que eu descarto os da fase de grupos porque mata-mata você tem um outro clima, tem um peso bem significativo, né, para você descartar Argentina e Cabo Verde também. Mas acho que eu ficaria com México e Inglaterra.
Vamos repercutir um pouquinho a classificação na Inglaterra, que pega a Noruega no próximo sábado às 6 horas da tarde. Vamos então para a Cidade do México nessa edição tão especial do Futebol no Mundo, Futebol no Mundo 600, uma collab com o Correspondentes Premier que celebra Correspondentes Liga MX agora. Pois é, você conhece Correspondentes Prêmio, né?
Porque vai querer mudar para lá, pelo que eu sei. Gostou aí?
Gostou? Parece que ficou no México, né? Como que é camisa verde, essas coisas. Renato Semise com a Yasmin Torres num grande jogo ontem.
Renato, olha, eu não me incomodaria de ficar pelo menos uma temporada aqui fazendo Correspondentes México. Para mim não teria problema nenhum. Primeiro, pessoal, parabéns pelo programa número 600. Houve um tempo que o Correspondentes Premier tinha mais episódios que o futebol do mundo, né? Mas esse ficou para trás. Parabéns! Como eu sempre digo, sou fã número 1 de vocês e é sempre um prazer, uma honra participar com vocês. Falando aqui de novo em frente ao Anjo de Independência, onde era para os mexicanos estarem comemorando até agora, porque mesmo perdendo teve uma bagunça enorme aqui. Imagina se tivesse ganho, né?
Imagina! Olá, amigos, uma honra estar participando dessa edição comemorativa. É justamente aqui onde a gente a gente tá, né, é onde os mexicanos comemoram bastante, comemoraram bastante nessa Copa, né. E assim, o mexicano ele é bem parecido com brasileiro nesse sentido, ele gosta mesmo de festa. A gente viu ontem estádio completamente lotado e é bem aqui. Ontem inclusive tinha bastante torcedor aqui e ficaram meio alterados, né, depois da partida. A gente teve isso também, que a gente precisa contar esse bastidor.
Eles estavam muito loucos ontem, viu. Eu não consigo nem imaginar o que teria acontecido teria sido se o México tivesse ganho? Teria milhões de pessoas aqui ainda. Mas primeiro, começando pela parte do México, a gente, eu ouvi vocês falando, né, da eliminação do Brasil, que realmente dá para dizer que é uma eliminação catastrófica, né, que vai deixar muita sequela. No México, o sentimento é totalmente diferente, é um sentimento de orgulho pelo que a seleção fez.
Você vê nas entrevistas dos jogadores depois da partida, na entrevista do Javier Aguirre depois da partida, e até conversando com os torcedores mexicanos mexicanos, que são muito exigentes, viu? Eu não esperava isso, mas tanto é que vaiaram a seleção em 2 jogos na primeira fase. Mas depois do jogo de ontem, aplaudiram a seleção mexicana, falaram: a gente chegou onde podia chegar, enfrentamos uma das melhores seleções do mundo de igual para igual num jogo épico, né?
Num jogo que ficou marcado, mais um jogo marcado na história do Estádio Azteca. Impressionante, né, a história desse estádio? Só para citar alguns, né? Pelé e companhia campeões em 70, O famoso gol de mão do Maradona, o maior gol das Copas, também no Estádio Azteca. Agora esse jogo, Inglaterra e México, 3 a 2. É um México que chegou com uma campanha irretocável, né, 4 vitórias em 4 jogos, 8 gols marcados, nenhum sofrido. Sofreu 3 gols, 2 ali muito rápido, né, no primeiro tempo, quando o México de novo começou jogando melhor, pressionando a Inglaterra.
O Pickford faz uma defesa impressionante numa cabeçada do Raul Jiménez ainda no comecinho do jogo. Era um México que tentava chegar, mas acabou sendo superado pela Inglaterra. E Jude Bellingham, é preciso falar dele também, né, que mostrou ser jogador de partida grande, né?
Com certeza. Ele inclusive ontem, né, na zona mista, você esteve lá, ele— a gente tava conversando sobre isso, né, sobre a humildade dele, sobre o jeito dele de falar com jornalistas, que ele tinha tudo para ser um jogador nariz em pé e ele não é nada disso. E ele falou, inclusive foi muito legal ele contando, meio que decretando o feriado na Inglaterra, porque eles, os ingleses esperavam muito por esse momento e merecem muito festejar esse momento.
E falando um pouco da atmosfera do Estádio Azteca, né, desde o início, si, si, brother, si, si, brother, era esse que era, só isso que a gente ouvia, olê o tempo todo, cada passe, cada troca de passe do México. Então aí também destacar uma Inglaterra conseguiu suportar essa pressão no estádio de mais de 80 mil pessoas o tempo todo. Assim, do início ao fim, a gente não tem o que falar da torcida do México. É, inclusive no final do jogo, quando tava tocando On the Wall e os ingleses comemorando com a torcida, os jogadores mexicanos foram ao chão chorando muito e a torcida mexicana aplaudindo de pé.
Realmente é um sentimento de orgulho, né, que fica aqui, bem diferente da eliminação brasileira.
A gente falava, né, de todas as adversidades que a Inglaterra teria que superar para vencer essa partida. Primeiro, jogando no Estádio Azteca, onde o México em Copas do Mundo tinha 10 jogos, 8 vitórias, 2 empates, nenhuma derrota. Jogando na altitude, 2.200 metros, ingleses não estão acostumados a isso. Inglaterra teve um dia a menos de descanso, de preparo, jogou um dia depois do México. Inglaterra teve que viajar do Kansas para a Cidade do México.
Então a própria imprensa britânica, né, bateu muito em todos esses pontos e E a Inglaterra conseguiu superar todas essas adversidades. E aí eu somo aí a tudo isso a expulsão do Quansa, né, aos 8 minutos do segundo tempo. Quansa, que foi uma aposta do Tuchel, né, jogou improvisado ali pela direita. Ele que é zagueiro de origem, mas a lateral direita ali, a Inglaterra com muitos problemas. O Reece James de novo não à disposição, o Spencer ficou no banco de reservas.
O Quansa até que fazia uma partida segura. O Quinones, apesar de ter feito o primeiro gol, mas foi um gol ali de bola parada, de rebote. O que eles não vinha conseguindo passar pelo Kwansa, mas ele é expulso aos 8 minutos do segundo tempo. E mesmo assim, com jogador a menos, a Inglaterra conseguiu primeiro chegar ao terceiro gol, né, logo depois de um pênalti conseguiu encontrar ali, e depois segurar a pressão do México. O Tuchel encontrou soluções, né, colocou o Dan Burnham, colocou John Stones, depois jogou no final, jogou com uma linha de 5 ali, com o Spence improvisado do lado esquerdo.
A Inglaterra conseguiu segurar o México. Ficou claro também que o México não tem um elenco muito muito forte, né, porque o Javier Aguirre faz as modificações e quem entra não tem a mesma qualidade de quem sai. O Quinones, por exemplo, saiu. E aí o México ficou jogando bola na área, bola na área, bola na área. A Inglaterra conseguiu superar a pressão. A gente sempre fala, né, Inglaterra sempre tem uma geração forte, jogadores experientes que brilham no Real Madrid, brilham no Bayern de Munique, mas quando chegam na seleção parece que falta alguma coisa.
Ontem não faltou nada para Inglaterra. Ontem a Inglaterra jogou fez uma partida grande. Todos os jogadores falaram sobre isso. Depois o Dan Burnie inclusive falou, é disparado o melhor estádio que eu já joguei, eu nunca vi um ambiente igual a esse. Ele falou, depois do hino do México eu pensei que eu fosse ficar surdo porque foi tão alto. Então a Inglaterra conseguiu superar tudo isso e o México se despede de maneira honrosa e se despede de verdade da Copa, né, porque a seleção é eliminada e foi a última partida aqui no México.
Foram 3 jogos, 5 no Azteca, 4 em Monterrey, 4 em Guadalajara. Então realmente é um clima de tristeza aqui no México, mas orgulho ao mesmo tempo.
Foi demais, foi demais também, né, que deixou claro depois entrevista coletiva que não continua no comando. Fez aí a sua terceira Copa do Mundo e indicou que pode ser o Rafa Marques, né.
O Rafa Marques, que é assistente técnico. O Javier Aguirre falou, tenho muito orgulho do que a gente fez, foram 5 partidas inesquecíveis, e foram mesmo. Entregou o cargo e falou, mas o Rafa Marques tá aqui. Então já meio que entregou o cargo Rafa Marques. Rafa Marques é ídolo do futebol mexicano, que faz assistente técnico, deve ser então o novo treinador. Avera, que 3 Copas do Mundo disputadas como treinador, também jogou aqui na Copa de 86 no México como jogador.
Então é um cara que tem muita história, sai com muito carinho da seleção mexicana.
Realmente foi demais, Renato Diniz. E agora vamos para onde? Vamos para casa? Cuidado, pensar no Tottenham ou não?
Olha, vou te falar, existia a possibilidade, se aliás dia ontem, vou falar, viu, foi, foi catastrófico para mim também. Porque se o México tivesse passado e o Brasil tivesse passado, eu iria ficar aqui no México, apesar do jogo Brasil e México seria nos Estados Unidos, né, mas eu ia ficar aqui para acompanhar, né, o clima, tudo. Mas nem Brasil passou, nem México passou. Então, ao que tudo indica, amanhã eu volto para Londres. Aí vou ter que acompanhar lá as inglesas cantando Coming Home, Coming Home, no jogo contra a Noruega, em algum pub lá em Londres.
E vamos ver até onde a Inglaterra vai. Dá sinais do que pode ir mais longe realmente.
A semifinal é uma realidade.
Eu tô sentindo, tô sentindo que houve uma traição aí, né? Porque o Renato, que mora na Inglaterra, tudo, pelo jeito ele torceu muito para o México e ainda tá sentindo do México ter caído fora. E aí, ó, e ó, para você se sentir bem, olha para sua esquerda ali, ó, um monte de ônibus 2 andares vermelhinho ali, é para você se sentir um pouco em Londres, ó, para você falar, olha, talvez esse lugar seja aí.
Parece de propósito, né? Olha a quantidade de ônibus inglês aqui. Mas olha, eu não escondi a minha Copa inteira, viu? Minha Copa inteira era Brasil, México e Colômbia, são os meus favoritos. E eu costumo torcer contra Inglaterra, porque vocês não moram lá, vocês não sabem o que é aguentar os ingleses, que só ganharam uma Copa do Mundo e age como se tivesse ganhado todas. Então vai ser difícil voltar para lá realmente. Aliás, ontem já falei com alguns jornalistas ingleses que estavam aqui, já tava difícil aguentar os jornalistas ingleses, mas fazer o quê, né?
Voltaria para os chineses.
Bastidor: Senise vai sentir muita falta aqui do México, principalmente da Cidade do México. Ficou encantado com o trânsito da cidade.
É assim, a gente fala assim das coisas boas. Tiveram muitas coisas, tiveram muitos perrengues, mas ontem inclusive foi assim um show de horrores. Mas a gente releva tudo isso, né? Quando você vê o Azteca lotado, o hino do México torcida, emoção, a gente acaba relevando tudo isso, né? Mas que dá para dizer que não foi uma cobertura fácil, tá? Mas já estou com saudades.
Ah, é futebol raiz aí no México. Cerise, obrigado, viu? Obrigado por essas participações todas do Futebol no Mundo. Você ainda vai aparecer em algum canto no mundo até o final da Copa do Mundo, mas é sempre bom tê-lo aqui. Saudades sempre nessa collab, né, do Futebol no Mundo com Correspondentes Premium.
Volto a dizer, Alex, sou fã de vocês. Já participei do programa lá atrás, né, quando ela era na TV, quando eu entrei na ESPN. Então tem sempre um lugar muito grande no meu coração. Escuto todos os dias de Copa, todas as segundas e quintas em semanas normais. É um prazer participar do Programa 600 e parabéns para vocês. E obrigado por tudo, viu?
Vocês informam muita gente.
Futebol no Mundo raiz, é raiz total, né? Ele já foi editor, já já foi produtor, já foi estagiário, já foi tudo aqui no futebol, né, Gustavo? Você lembra? É do seu tempo também, Gustavo.
Pô, o Senise, eu nunca vou esquecer. O Senise vai se lembrar também. O Senise editou aquela, aquela minha, as matérias que eu fiz, aquela viagem para a Áustria, para Liechtenstein.
Sim, mas ele cortou a multa que você tomou, né?
Era umas 5 ou 6 fitas betas de 90 minutos na época, que o Gustavo gravou várias cabeças. A gente fez uns clipes legais, ficou, ficou bem legal. Aliás, um conteúdo bem bacana. Eu nunca esqueci daquilo lá também, Gustavo. Você já citou algumas vezes isso, mas eu lembro muito bem. Futebol no Mundo raiz, saudades daquela época, mas ainda felizes pelos amigos que seguem com podcast por aí.
Nós estamos aqui no ar sempre. Valeu, Gustavo. Gustavo não, valeu, valeu, Renato. Valeu, Yasmin. Uma boa sequência aí para vocês, tá?
Abraço para vocês, companheiros.
Valeu, amigos.
Valeu, valeu, Renato Cerise, grande companheiro, grande parceiro. Gustavo Hoffman, daqui a pouco Espanha e Portugal. Engraçado, o clima tá tranquilo. Ah não, o jogo é só às 4 da tarde, tem algumas horas. Então você pode ficar que a internet vai, por isso a internet vai segurar um tempão ainda. Você continua com a gente então, né?
Não, vai segurar, tá tranquilo. Se quiser, ó, eu vou virar a câmera aqui só para mostrar que a fila já de torcedores Para quem nos acompanha no YouTube, ó, aí, ó, a fila de torcida já tá gigantesca porque o estádio não abriu ainda, né? O estádio abre daqui uma— não, aí vai abrir agora, são 11 horas, 11 horas aqui, o jogo é às 2. É, é, o estádio vai abrir agora. Então acho que esse pessoal daqui a pouco começa a entrar. Mas o que eu percebo, como aconteceu já em todos os jogos de Portugal, é uma partida internacional, a presença do Cristiano Ronaldo muda completamente o jogo.
Não é mais apenas, entre aspas, uma partida entre espanhóis e portugueses. É uma partida que gera atração internacional. Então aqui eu vi já gente do mundo inteiro, do mundo inteiro, e muito por conta, obviamente, do Cristiano Ronaldo, que ontem deu uma coletiva de imprensa histórica, né? Cristiano Ronaldo, com a sua personalidade, com o seu jeito, ele comandou a coletiva de imprensa do início ao fim, definiu o roteiro da coletiva de imprensa, a narrativa do que estava acontecendo foi absolutamente controlada pelo Cristiano Ronaldo ontem na coletiva de imprensa.
Impressionante. Ó, aqui para quem tá vendo no YouTube tá dizendo, ó, Portugal e Espanha, briga de cachorro grande. O Birata Leal, como foi a transmissão do, como que é, do, não é do cachorro grande, do cachorro-quente no sábado?
Ah, foi divertido.
Para quem não sabe, o Birata Leal comentou a competição de, como é que é, de comilança competitiva.
É isso, de comer cachorro-quente. É por isso que eu não fiz o podcast, o futebol no mundo sabe que foi no mesmo horário.
Eu não trouxe nenhum cachorro-quente para gente aqui.
Eles mandaram, eles mandaram. Então, mas foi divertido, foi divertido. Uma coisa um pouco diferente, foi lá no tradicional do 4 de Julho, né, da Independência Americana. Foi lá o pessoal comendo cachorro-quente. O cara comeu 60 cachorros quentes em 10 minutos. Isso porque o que ganhou, o que ganhou, isso porque ele tava longe do recorde. O recorde dele é 76, só que 76 porque tava, é porque que nem Copa do Mundo, como tava mais frio com chuva em anos anteriores, deu para comer mais.
Como tava quente anteontem, daí não deu para comer tanto assim. Mas sobre o Portugal-Espanha, é um jogo interessante de duas seleções que na média das atuações vem decepcionando, mas a Espanha já apresentou um sinal mais convincente de melhora, de que talvez tenha encontrado aquele futebol que a gente se acostumou, que a gente esperava ver da Espanha na Copa. O jogo contra a Áustria foi um jogo de autoridade da Espanha. Ainda, Espanha ainda não pode ser esquecida das atuações muito fracas contra Cabo Verde, era a Bessa de Tannen, tanto mais o Uruguai também, mas ela teve uma atuação de quem, daquela Espanha que a gente vê como candidata real a título.
Portugal teve um jogo legal com a Croácia, mas foi um jogo que Portugal não consegue controlar muito bem. A Croácia podia perfeitamente ter levado o jogo para prorrogação, perfeitamente mesmo, né, por causa de um, quase literalmente de um fio de cabelo, né, que a Croácia não leva o jogo para prorrogação. Eu acho que Portugal chega com muito mais interrogação para esse jogo do que a Espanha. Agora, é jogo de rivalidade, são dois países que são muito rivais, é uma rivalidade talvez mais que tipo Argentina e Uruguai, né, porque um dos países é até geograficamente maior que o outro, né?
Então, na maior parte das questões em que tem essa rivalidade Portugal-Espanha, a Espanha olha Portugal um pouco para baixo, e isso incomoda os portugueses. Faz parte também da rivalidade por parte de Portugal se ver menosprezado normalmente pela Espanha. Então é um jogo de rivalidade, são duas seleções que se encontraram várias vezes já em Copa do Mundo, Eurocopa, em mata-mata, inclusive na última Nations, quando Portugal leva o título ganhando nos pênaltis.
Então acho que é um jogo que acaba tendo elementos extras. Então acho que vai ser um jogo bem legal de ver por causa disso. E eu acho que é um jogo que assim, simplesmente a análise fria das duas seleções talvez não reflita o que vai ser o jogo por causa desse elemento extra da rivalidade.
E curioso para ver também o caminho que Roberto Martínez toma durante a partida ali, o técnico espanhol da seleção portuguesa enfrentando o seu próprio país.
Ele tem cantado o hino bastante, que nem o Ancelotti.
Exato, vai ser um ponto. Mas eu digo mais porque a gente falou agora do Ancelotti, né, do equívoco que ele cometeu e acabou influenciando. O Roberto Martínez só teve a sorte de não ter sido eliminado, porque quando ele coloca o Gonçalo Ramos e o Cristiano Ronaldo juntos, ele entrega o meio de campo para Croácia. E naquele momento Portugal perfeitamente— o Bira falou, né, do fio de cabelo— perfeitamente poderia ter sido eliminado para Croácia.
Porque acho que até Portugal faz um bom primeiro tempo com a Croácia, com a mudança, né, Jogando Rafael Leão com Pedro Neto pelas beiradas. Também vamos ver como é que vai ser essa formação, muito por conta disso, do controle de meio de campo que uma seleção pode ter sobre a outra. Para mim é o duelo dos dois melhores meios de campo ali de seleções. Isso vai ser muito interessante. Mas Portugal com esses dois pontos, para mim, fez um bom primeiro tempo, só que tem a queda na segunda etapa e a mudança acaba dando muito errado.
E aí, mais do que falar do Cristiano Ronaldo, para mim a ideia de ter colocado os dois juntos ali, para mim. Tanto que ele até acaba corrigindo depois, sacando o próprio Cristiano Ronaldo. Então também tô curioso para ver como arma o time e o que vai pensar para o decorrer da partida, porque dentro do favoritismo, acho que as duas iniciam a Copa como candidatas ao título. A Espanha mais que Portugal, mas mais. E acho que a questão das atuações no 16avos de final, eu acho que a Espanha reforça essa condição, porque de fato contra a Áustria, a Espanha entrou de fato na Copa.
O jogo passa essencialmente pelo meio-campo. Sem dúvida alguma são as duas seleções com os melhores meio-campistas da atualidade. Os dois melhores, eu tenho certeza: Pedri e Vitinha. Para mim são os dois melhores meio-campistas do futebol atual. A escalação acho que já vai dizer muita coisa, se algum dos técnicos vai tentar algo diferente. Por exemplo, em Portugal Alguns jornalistas portugueses com os quais eu conversei ontem falavam de bastidores de que tem a possibilidade até do Bernardo Silva voltar para o time titular.
Até porque a Espanha, sem o Nico Williams— Nico voltou a treinar, mas ainda não vai começar jogando— a Espanha tem utilizado o Alex Baena com o Dani Olmo, além do Pedri e do Rodri, né? E o Dani Olmo e o Alex Baena são dois meias atacantes, são muito mais meias na minha visão de de futebol do que atacantes propriamente. Então quando você joga com o Alex Baena fazendo a função de lado de campo, o Baena é um jogador que fecha muito para dentro também e que abre o corredor para passar, para passagem do lateral.
O Dani Olmo é um jogador de movimentação. Então as escalações podem dizer muita coisa também sobre, sobre as duas equipes. Imagino que do lado espanhol a gente terá manutenção do Dani Olmo e do Pedro Porro na lateral direita. E do lado português há essa dúvida, mas a tendência ainda é por um atacante, no caso Rafael Leão, para formar o trio ofensivo com Cristiano Ronaldo, Pedro Neto, e aí o meio-campo que vem, vem sendo já o clássico da seleção portuguesa até aqui, com Bruno Fernandes, João Neves e o Vitinha.
Mas olha, olha os nomes dos jogadores, olha o nível que a gente tá falando. É, agora há pouco até falava no ar também assim, poucos jogos, poucos jogos de seleções podem ser melhores do que um Portugal-Espanha hoje em dia.
É, mas Portugal até agora, né, muito pouco, né?
É, não entregou, não entregou. Mas eu acho que pode ser um jogo interessante para Portugal também, mesmo que seja eliminado. Mas por ser Espanha, por ter essa rivalidade, o jogo ser diferente, Portugal pode conseguir encontrar uma marcha a mais que ele tá empacado assim nessa alavanca de câmbio.
Eu não consigo ver essa marcha.
Ah, eu consigo. Acho que esse time joga mais. Ele jogou, por exemplo, se Portugal jogar contra Espanha agora o que jogou na final da Nations, eu acho que Portugal já achou uma marcha a mais ali. Jogou um futebol de um nível superior ao que tem jogado agora naquela Nations, naquele jogo contra Espanha na Nations. Lembrando que aquele jogo empatou, né? Empatou no tempo normal, na prorrogação Portugal ganhou nos pênaltis. Mas então Portugal achou, e pode jogar daquele futebol e perder da Espanha do mesmo jeito, tá?
Só tô falando que assim, Portugal tem um futebol a mais para apresentar. Agora tem uma hora que tem que, tem que fazer isso, né? E espero que a rivalidade ajude a trazer isso de dentro do time de Portugal.
Só um detalhe curioso, você lembra dessa frustrante, esse frustrante empate para Espanha que acabou perdendo o título da Nations? Mas ele tá englobado na sequência atual da Espanha, são 34 jogos sem perder da Espanha desde uma derrota num amistoso para Colômbia em março de 2024. Então também é uma, essa sequência da Espanha entra em campo, que foi o jogo anterior ao empate de 3 a 3 com o Brasil, não foi?
O primeiro jogo dessa sequência da Espanha, aquele empate 3 a 3 com o Brasil, que um árbitro português inclusive, né? A Espanha jogou muito melhor que o Brasil, mas o Brasil só empatou o jogo porque um árbitro português roubou loucamente aquele jogo com uns pênaltis malucos para Espanha, lembra? Sim, foi o começo da trajetória do Dorival, do Dorival, o segundo jogo da carreira, da carreira não, da passagem do Dorival na seleção.
Inglaterra, Noruega é sábado, tá? Aí Portugal e Espanha pega o vencedor de Estados Unidos e México. O jogo logo mais, o que que eu falei? México, México, Estados Unidos e Bélgica. México já foi, tá? Tá, tá, tá, tá, estamos ainda abalados com a seleção brasileira, mas nós não falamos de Inglaterra e Noruega. Que baita jogo nós vamos ter no sábado, né, Bira?
Não, jogaço, jogaço.
É Haaland contra Harry Kane.
Meu Deus do céu, que vem aí! E lembrando, né, que o Haaland foi para o Manchester City como segunda opção, né? A preferência era pelo Harry Kane, lembra? Só que o Tottenham não quis vender. Não, é um jogo gigantesco assim. A Inglaterra, ela tem oscilado, ela fez alguns jogos não tão bons assim. Por exemplo, contra a República Democrática do Congo. Mas é um time que tá se mostrando cascudo. Isso eu acho interessante. Jogo contra a Croácia, um jogo que a Inglaterra era melhor, mas a Croácia insistia em empatar o jogo.
A Inglaterra vai lá e busca um futebol a mais ali pra ganhar o jogo por 4x2. Jogo de ontem, de novo. E assim, até um jogo de raça ontem, porque é um jogo com muitas circunstâncias desfavoráveis: altitude, expulsão, torcida mexicana. E eles foram lá e buscaram forças para resistir. Então a Inglaterra tá ficando um time bem cascudo, um time bem de mata-mata assim, o time. E a Noruega é um time assim, é um time bem organizado, com bons jogadores, mas tem um cara que realmente fora de série, que é o Haaland. Assim, é um, foi que a gente viu o jogo de ontem com o Brasil, foi isso.
Eu também tô curioso muito porque até Inglaterra do Tuchel, acho que essa eu concordo com a leitura do Bia de ser cascudo, não acho que não vai ser aquele time de baixar tanto as linhas como foi o Brasil e deixar a bola com a Noruega. Vai morder muito mais, mas o Haaland também vai ter embates ali contra zagueiros que ele pode levar muita vantagem. E do protagonismo, é inevitável falar de duelo de Harry Kane com o Haaland que eles têm feito nessa Copa.
O Haaland nascido na Inglaterra, né, ele nasce em Leeds quando o pai dele jogava na época também, acho que é um elemento interessante. E a Inglaterra também do Bellingham, Cara, porque a gente tá falando do Kane, lógico, artilheiro histórico, mas a Copa do Bellingham é gigantesca. E assim, a personalidade que ele tem, que a gente fala dos 2 gols, ele salva um gol certo do Montes no final do primeiro tempo, que ele vai evitar o gol do 2x2, né?
Exatamente, ali ele foi monstruoso, cara. Então assim, esses caras têm chamada responsabilidade. De fato, a Inglaterra não é um time mais, o mais consistente, longe disso. Não mostrou isso nenhum, nem no melhor jogo que ela fez contra a Croácia, né? Aquele jogo que acabou sendo bem agitado, embora tenha jogado muito melhor, mereceu vencer. O começo ali do segundo tempo foi de um amasso inglês, mas também um jogo inconstante. E ontem é, o começo do jogo era totalmente do México, a Inglaterra não conseguia finalizar.
Aí entra essa questão do poder de, assim, dos caras que estão resolvendo. Um vacilo, desencaixe da marcação de não acompanhar o Rice, ele conduz a bola, faz toda a jogada para o Saka, dá assistência para o Harry Kane. Inglaterra, o Seniz falou o quanto que o time tá concentrado. O segundo gol sai menos de 100 segundos depois do primeiro, foi 1 minuto e 38, intervalo do primeiro para o segundo gol, de um time atento. O Elliot Anderson dá o combate.
E só para falar de outro jogador, lógico, Harry Kane, Bellingham são os protagonistas, mas o crescimento para mim do Gordon no mata-mata, porque é um cara que começou ali, mas questionado, o Rashford pedindo passagem, entrou, não foi bem o Rashford contra a República Democrática do contra o Congo. O Gordon sai do banco, dá as duas assistências. E ontem brigando demais, muito combativo sem a bola, sofre o pênalti, né, convertido pelo Harry Kane.
Então é isso, você, Inglaterra de futebol ela não apresentou nem perto do que a França apresentou. Acho que a Espanha teve esse crescimento, tem um potencial mais alto, mas é um time que tá cascudo, tá cascudo assim realmente, e as suas individualidades voando demais.
Bom, a Inglaterra e Noruega, já já o Gustavo fala Porque daqui a pouco ele acompanha Estados Unidos e Portugal. O vencedor pega— e bom, desculpa, ele pega— tá misturando tudo, né? É, hoje tá difícil. Espanha e Portugal pega o vencedor de Estados Unidos e Bélgica, que João Castelo Branco vai acompanhar logo mais. Jogo à noite, um jogo totalmente condicionado, né, por uma carteirada na história do Balogun, né, João?
É isso. Fala, Alex, tudo bem, companheiros? Boa tarde para vocês. Tô aqui perto de Ceará, tô já daqui a pouco indo lá para o estádio onde tem esse jogo. Como você falou, Alex, cara, totalmente dominado por essa polêmica da suspensão, né, do cartão vermelho do Balogun. O que aconteceu foi ontem eu estava indo para o treino, bom, estava já na porta do treino da Seleção Americana esperando para entrar, e aí começou a sair essa notícia de divulgada primeiro pelo The Athletic, que a FIFA teria anulado, anulado não, suspendido, né, esse cartão por um ano, né, citando o artigo 27, como eles fizeram com Cristiano Ronaldo antes da Copa.
Ele era para ter perdido o primeiro jogo, acabaram adiando por um ano e anunciaram que estavam fazendo a mesma coisa com o Balogun. Aí foi desencadeando uma série de polêmicas durante o dia, né, porque primeiro os americanos comemoraram muito, né, os jogadores chegaram Chegaram ali, desceram do ônibus, já tinha gente abraçando o Balogun. Os jogadores ficaram sabendo ainda no ônibus chegando no CT. Os jogadores falaram sobre isso, falaram, pô, muito legal, para a gente é ótimo, foi uma expulsão injusta.
O próprio Pochettino, um pouco depois, na entrevista coletiva, celebrou, né, a comemoração. Mas aí começou, cara, assim, de todos os lados vindo condenação, gente criticando a decisão da FIFA, né. Porque primeiro a Federação Bélgica ficou furiosa dizendo que está na regra da Copa do Mundo que se você é expulso tem que perder o próximo jogo, que a FIFA vem sempre reiterando isso e que eles vão analisar todas as opções nesse caso.
Estão furiosos, né? O técnico até falou, isso aqui é 5 de julho ou 1º de abril, né? Não tava acreditando, né? E de lá para cá só continuou a aumentar a polêmica porque saiu a notícia de que o Donald Trump, ele confirmou hoje de manhã na Casa Branca que ele ligou para a FIFA, ligou para o Infantino pedindo para eles reavaliarem esse cartão vermelho, para tirarem essa suspensão. E a FIFA acabou atendendo, né? A FIFA, claro, vai dizer que não tem a influência da Casa Branca, mas não só o Trump agradeceu a FIFA, falou muito obrigado por corrigir essa injustiça, mas o Trump também— aí o que me deixa mais pessoalmente irritado, porque eu até entendo um presidente de um país sede tentando fazer um agrado ali no país, apesar de, né, gerar polêmica.
Mas aí ele também ataca o árbitro brasileiro, Rafael Claus, dizendo que era um árbitro suspeito, que se você investigar o histórico dele, atacando o árbitro desnecessariamente, né, que deu o cartão vermelho. Enfim, muita polêmica em torno disso. Vários técnicos também se pronunciando depois, técnico da Noruega, técnico da Seleção Inglesa, o Thomas Tuchel, o Jürgen Klopp, todo mundo falando que está completamente errado, bota o jogo, a integridade do jogo em discussão.
A UEFA também falando que é injustificável. Então, Alex, realmente virou uma grande polêmica por aqui e eu acho que tipo estraga um pouco essa crescente dos Estados Unidos até aqui, que talvez não precisassem disso.
É, Estados Unidos jogou bola até para chegar nessa situação. E não precisava disso. Agora, a gente sempre fala de política que participa do futebol, futebol que participa da política. Aqui é puro suco disso, né, Bira?
E essa daí, os europeus se sentiram atingidos como um todo, não só a Bélgica, né? Então você vê a UEFA se manifestando. A UEFA que já tem, ela aproveita qualquer brecha que tem pra dar uma porradinha na FIFA e no Infantino. Agora ela encontrou, entendeu, um machado pra dar. Para uma machadada, né? Então é uma decisão absurda, ainda mais a forma como ela surgiu, que nos faz lembrar outros momentos do futebol. Não é a primeira vez, né?
Lembrando, envolveu o Brasil na Copa de 62. O Garrincha, ele é expulso na semifinal contra o Chile no finalzinho do jogo, e daí o Brasil dá um jeito lá. O árbitro peruano Arturo Yamazaki ele não comparece ao julgamento que ia confirmar ou não a suspensão do Garrincha. Então, quer dizer, a suspensão não era automática, mas era normal de praxe dar essa suspensão. Mas o árbitro peruano não vai ao julgamento, e daí o Garrincha acaba sendo absolvido e joga a final.
E contra a Tchecoslováquia, ele até joga mal porque tava com febre, mas o Brasil ganhou o jogo. Então não é nem a primeira vez, mas era um procedimento diferente, não havia uma suspensão automática como é agora. Então agora fica mais escandaloso porque é uma coisa automática. Ficou muito com cara assim, lembrou muito o futebol brasileiro dos anos 80, dos anos 90. Isso assim, a gente é assim, é um futebol que a gente não, a gente tinha vergonha de ver.
E a gente, graças a Deus, nesse aspecto a gente evoluiu e se livrou dele aqui no nosso Brasil, aqui no nosso Campeonato Brasileiro, Campeonato Paulista, Carioca, Mineiro, sei lá, Brasileiro, às vésperas de de decisões, jogador que era expulso no jogo de ida e fazia jogo de volta, essas coisas. Então é um negócio assim, vê isso numa Copa do Mundo, ainda mais com influência de um governo, ainda mais a FIFA que fica tanto falando não, porque daí quando tem um governo, sei lá o quê, fala um A para Federação de Futebol do país dele, não, porque tem influência do governo, esse país vai ser suspenso, não pode mais jogar Copa do Mundo, e sei lá o quê.
Toda hora a FIFA vem com uma dessa. E daí ela, FIFA, vai tirar um cartão vermelho porque o presidente de um país pediu? E os Estados Unidos, assim, até acho que o Balogun é um ótimo jogador e faz muita diferença para os americanos, mas os Estados Unidos acho que tinham condição de ganhar da Bélgica. Será que os americanos conseguiram? Eles vão unir a Bélgica. Os caras da Bélgica estão se matando lá no vestiário, agora eles são unidos por uma causa.
É capaz deles até terem dado uma força extra para a Bélgica nesse jogo. Porque é um negócio assim dantesco que tá acontecendo, é vergonhoso. E menos mal que a comunidade do futebol no geral percebeu isso.
Houve interferência de um estado em uma competição esportiva, o que a FIFA proíbe. Se fosse uma nação africana, ela já estaria suspensa dos próximos 2 mundiais, não tenho nenhuma dúvida quanto a isso. Se fosse um país da África A FIFA agiria rapidamente para punir essa nação. Houve uma interferência direta de um estado em uma competição esportiva, como diversos relatos da imprensa internacional já demonstram. Então assim, é uma vergonha, é um absurdo, é um escândalo, é mais um ato de subserviência da FIFA diante dos Estados Unidos, que tem uma atitude absolutamente autoritária em relação a isso também.
Uma Copa do Mundo já marcada por tantos escândalos, com tantos absurdos que partem do governo dos Estados Unidos em relação aos torcedores que vêm ao país para torcer na Copa do Mundo, a profissionais que viriam trabalhar. Esse é mais um capítulo vexatório dessa Copa do Mundo, nessa relação entre FIFA e Estados Unidos.
É, basicamente é o seguinte: o presidente mudou a escalação do time hoje.
Eu tô muito de acordo com vocês, é um escândalo, é para mim uma das situações mais vergonhosas da história da Copa, da história das Copas do Mundo, esse episódio. Eu queria reforçar o que o João tocou também, que me incomoda muito quando o Trump fala que, ah, ele é um pouco suspeito, o Klaus. Uma pessoa no cargo que ela tá, com a relevância que ela tem, falar disso e de um lance— sinceramente, gente, para mim ele acertou. Eu acho que o cartão vermelho era correto no lance.
Eu entendo que o Balogun não teve a intenção, não teve a maldade, mas o risco que ele, ele oferece. Ainda que você discorde do cartão vermelho, você tinha uma possibilidade de interpretar. E aí não cabe você mudar. Até porque, até para não ser repetitivo, porque eu concordo tudo que os companheiros colocaram, é, você abre um precedente perigoso. Se eu sou Inglaterra agora, eu vou pedir para o Koundé jogar na próxima fase.
A França já pediu, Donk. A França já fez o pedido. The Athletic publicou agora há pouco, a França fez o pedido para anular o cartão amarelo. Do Lise, porque na jogada que ele recebe amarelo é uma simulação do jogador paraguaio de que ele teria acertado o rosto dele, o Galarça, se eu não me engano, né? E aí agora a França já pediu anulação do cartão amarelo porque o replay mostrou que não houve esse contato por parte do Lise.
E o julgamento tem que ser agora, tem que ser agora, porque vai jogar daqui a 4, 5 dias. Fala, João.
Não, é isso aí, eu Não tava pedindo para falar, mas eu concordo totalmente que tá sendo uma, assim, vai ser uma grande polêmica, né? Vai manchar um pouco essa seleção americana agora. Se ganhar, vão falar, ah, ganhou por causa disso, por causa do Trump, né? Mas é o que eu falei, essa questão do governo se envolvendo, eu até comecei a falar no início, eu até começo, eu consigo imaginar, vamos dizer assim, o Lula, se o Neymar, sei lá, o Vinícius Júnior é expulso numa forma meio polêmica, ele falar aquela coisa, né, meio populista: não, eu vou reclamar com a FIFA, né, eu vou falar com Infantino, não sei o quê.
E até fazer ali uma, uma reclamação. Então eu não acho que a culpa é do Trump, né. O Trump é assim, a gente sabe como é que ele é, cara. É a FIFA, né, mano, é a FIFA que não pode aceitar. E desde o início dessa organização dessa Copa vem babando ovo para o Trump, né, dando aquele prêmio da paz e inventando coisas. Então assim, é um absurdo. E mas pelo menos como O Rafa falou, todo mundo tá criticando a FIFA agora. Vai ser assim, ela cavou um buraco que eu acho que vai repercutir muito e vai se dar muito mal.
É, muita gente vai poder gritar agora, né? Ô João, bom jogo para você nesse momento tão especial do Futebol no Mundo, edição 600, podcast Futebol no Mundo. Sempre bom tê-lo aqui, você faz parte dessa história junto com o correspondente Premier.
Parabéns, hein, companheiros! Impressionante, 600 não é mole não. Fica aí firme e forte, tamo junto.
Ô João, você ficou sabendo da traição de Renato Cenice?
Rapaz, o que que aconteceu, hein?
Ele torceu para o México ontem e ele tava, apareceu hoje mais cedo no podcast triste pela eliminação mexicana. Eu acho que ele tá querendo correspondentes Liga MX e não ele correspondente Premier.
Mas isso não me surpreende não, Cenice é muito anti-Inglaterra. E outra, ele tava lá no México seguindo, cara. Até eu que tenho passaporte inglês, assim, foi um pouco contagiado pelo México. Não ficaria triste se o México passasse nessa Copa, mas agora que passou a Inglaterra, quase que eu desci com a minha camisa da Inglaterra aqui. Eu só tenho que tomar cuidado porque eu até pensei em usar camisa da Inglaterra ontem para ver o jogo, mas aí eu lembrei, cara, só tem mexicano nas ruas, né?
Melhor não, é melhor não. Estados Unidos. Mas agora, agora eu sou Inglaterra, né? Caiu o Brasil e o México no mesmo dia, pelo menos eu tenho um time para torcer ainda.
Chupa, Sinise!
Tchau, João! Bom jogo, o Crown Save logo mais.
Valeu, abraço!
Valeu, João Castelo Branco, Futebol no Mundo, correspondente Premier no ar. Que horas que é o jogo hoje? 4, hein? Depois é 9 horas. 9 horas, dá para ter uma, dá para ter um pouco de vida, né? Vamos, vamos botar a vida em dia. Valeu, Gustavo, bom jogo para você também aí, viu?
Valeu. Vou lá para dentro do estádio agora, para o ar-condicionado, que tá, a temperatura tá subindo uma beleza. São 11:30 da manhã aqui, olha aí, eu tô na sombra, você viu? Não tem, não tem mais condição de fazer link no sol. Ó, agora neste momento a temperatura é, são 11:30 da manhã, temperatura de 32 graus, sensação térmica de 35 e subindo.
Nossa Senhora, aproveita o ar-condicionado aí, viu?
Pode deixar.
Valeu, Gustavo Hoffmann, também nessa edição especial, que faz, ele também faz parte dessa nossa história. Vamos nessa, Donkey!
Vamos! Mas antes de ir embora, tem um recadinho aí, futebol, que eu tô sabendo.
Recadinho, vamos ver. Cadê, cadê?
Para com esse sangue, companheiros.
Rapidinho, hoje não tô no programa porque tô no treino da Argentina, vocês já estão sabendo, mas como todo dia acordo e vou correr.
Hoje eu acordei e vim correr porque isso mantém a minha sanidade mental.
Vocês já pararam para pensar?
600 programas, 600 episódios, já pararam para pensar no ouvinte, naquele cara que que às vezes tem só vocês como companhia, só vocês para ele se sentir feliz, que acha que é o maior amigo de vocês. Parabéns, vocês estão contribuindo não só com a cultura do futebol, vocês estão ajudando muita gente.
Beijo, amigos! 600, quem diria, hein, meus amigos? 600! Passamos por tanta coisa, né? Passamos por pandemia, já passamos por Copas do Mundo, Eurocopas, passamos por tantos momentos legais juntos e Vamos por mais, né? Porque eu costumo dizer que o futebol no mundo ele funciona porque é um bate-papo de amigos, um bate-papo de gente que gosta de bola, principalmente de bola, que valoriza o futebol no dia a dia, que pode fazer uma Copa do Mundo como tá fazendo, porque a cada dia fala dessas seleções e fala com respeito, fala tratando todas igual.
E quero aproveitar por isso, vou deixar um recado: a seleção brasileira foi Mas o Futebol no Mundo continua com a mesma pegada, continua com a mesma dedicação e com a mesma motivação de sempre. Afinal de contas, tem muita bola para rolar ainda e muito futebol no mundo por vir. Obrigado por fazer parte dessa história e vamos que vamos!
Fala, rapaziada do Futebol no Mundo! Diretamente de Miami, estou passando por aqui para mais do que para dar os parabéns, né? Tô aqui para agradecer as 600 edições do Futebol no Mundo, essa, esse patrimônio da ESPN. Futebol no Mundo é um patrimônio da ESPN, e não só um patrimônio da empresa, mas é uma marca construída por vocês. Eu acho isso mais bonito, e é por isso que o fã de esporte gosta tanto, porque tem conteúdo, tem análise, mas tem vocês, né?
Então parabéns por terem construído algo tão forte, algo que o fã de esporte se sente tão identificado, se sente parte. E se sentir parte de algo é algo que traz uma recompensa sempre muito grande. Eu como ouvinte agradeço e parabenizo vocês, e também agradeço a possibilidade de estar fazendo parte constantemente das edições do Futebol no Mundo durante a Copa. Parabéns pelos 600, 60, vocês merecem. Salve, meus amigos! Acordei tarde, a noite foi dura como a gente sabe, né?
Mas acordei em tempo de mandar essa mensagem para vocês para participar, mas sobretudo para parabenizar vocês pela edição 600 do Futebol no Mundo, né? Vocês sabem, eu considero o Futebol no Mundo um dos oásis que a gente tem aí no meio do jornalismo esportivo, né? Porque no fim das contas é um programa que é muito bem-humorado, que é alto astral, mas sem ser bobo. É um programa com muito conteúdo, com muita informação, e isso é graças à dedicação de vocês.
Acho que eu sou talvez o o cara que melhor pode falar sobre isso, né? Porque tô ali no grupo com vocês do programa e sou a testemunha de que pode estar de férias, pode estar de folga, se precisar vocês fazem a edição do Futebol no Mundo porque vocês amam esse programa. E por isso ele é tão bom, por isso ele tem tanto nível, tem tanta qualidade, e faz valer aquele nosso antigo slogan, né? Informação é o nosso esporte. Então é isso, queria mandar um beijo para vocês, deixar meus parabéns e dizer que na quarta-feira, claro, eu tô aí participando. E é sempre um grande prazer participar do Futebol no Mundo.
Valeu!
É, não vai chegar, não vai chegar no dia errado, tá? É só quarta.
Gosta tanto que até vem quando não precisa.
Quando não precisa. Queridos amigos, vocês fazem parte dessa história, dessa linda história do Futebol no Mundo aqui em formato de podcast no YouTube, no TikTok, e também no Disney Plus durante a Copa do Mundo. A história do futebol do mundo Ela é isso aí que você tá vendo, né? É informação, é cultura, entretenimento. É muito legal fazer parte dessa história há 30 anos. 30 anos de futebol no mundo na ESPN no Brasil. É legal demais, né, Bira?
É legal demais.
Vamos embora?
Vamos.
Por mais 600— não, a nossa contagem agora é 1000.
Qual o próximo marco?
É pra chegar a 1000 vai demorar um pouco, né?
Vamos ver, a gente, a gente, vamos dizer que assim, para chegar nos 600 agora a gente deu umas roubadinhas assim, tipo, a gente no começo, na verdade até foram um pouquinho mais, que tem algumas edições especiais que não contou, só que depois a gente passou a contar todas.
É, pois é, porque aí caiu a ficha que precisa contar, né? Depois a gente inventa edição diária, né? A Euro também, sabe? É sempre bom, sempre bom. E o Bira também faz parte dessa história, né? Já na época do Futebol no Mundo na TV, na reta final do Futebol no Mundo.
É nós assim, a gente, vocês, estreia num programa foi no Futebol no Mundo, foi comigo, não foi? A gente tava junto, né?
A gente tava junto. Acho que foi o meu primeiro Futebol no Mundo, eu já tinha feito outras coisas, mas 2019.
A sua estreia não foi sozinho comigo não, num sábado? A sua também, né?
Eu acho que foi com Bira e com você.
Pode ser. Depois a gente fez uma edição só nós dois, teve alguma só nós dois. É verdade. Colab, Chaves, Japão e China, né? Isso é, estivemos juntos, né? Voltem sempre vocês, vocês fazem parte dessa história, viu?
Uma alegria muito grande fazer parte.
Família Futebol no Mundo só aumenta. Aí você sabe, né? Você, fã de esportes, faz parte dessa linda família do Futebol no Mundo, de um programa tão histórico, tão tradicional, que marcou gerações, não só de ouvintes, né, de fã de esportes, de companheiros jornalistas que mandam mensagem todos os dias na Copa do Mundo ouvindo o Futebol no Mundo. Também para se informar. A história do futebol no mundo é escrita por todos vocês. Obrigado, até amanhã! E a Copa do Mundo continua, e o futebol no mundo também. Beijo, até amanhã!