Futebol no Mundo na Copa #599: Brasil x Noruega se enfrentam hoje! | França sofre contra o Paraguai
O Futebol no Mundo deste domingo (5) traz toda a expectativa para Brasil x Noruega, o tão aguardado duelo pelas oitavas! Também tem tudo sobre Canadá x Marrocos e França x Paraguai! Vem com a gente!
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Alex
Bira
André Kfouri
André Linares
Biratan Leal
Chico De Laurentiis
Leonardo Bertozzi
Mário Marra
Renato Senise
Yasmin Torres
- Seleção Paraguaia· EsportesJogo físico e 'catimba' · Críticas europeias ao estilo de jogo · Desempenho do Paraguai · Estratégia do técnico Alfaro · Papel do árbitro · Desempenho de Maurício (Palmeiras) · Reação dos jogadores franceses · Comparação com o futebol de rua
- Futebol MexicanoExpectativa para o jogo · Pressão no Estádio Azteca · Análise tática da Inglaterra · Análise tática do México · Altitude na Cidade do México · Clima e torcida mexicana · Histórico do México no Azteca
- Análise da Seleção de Cabo VerdeRecepção em Praia · Atuação contra a Argentina · Relação com o Brasil · Impacto na comunidade lusófona
- Marrocos· InternacionalAnálise do jogo · Desempenho do Canadá · Evolução do futebol canadense · Marrocos na Copa do Mundo
- Análise de Jogos da CopaEstilo de jogo europeu vs. sul-americano · Importância do resultado sobre o espetáculo · Comparação com edições anteriores da Copa
- Copa do Mundo e FutebolHistórico do programa · Importância do futebol
Alô, Brasil! Alô para você que é fã de esportes, futebol no mundo. Dia 25, 25 para 39, duas semanas para terminar na Copa do Mundo. Vai ser tanta coisa pela frente, oitavas de final tá só começando. Hoje é dia de Brasil. Então estamos vestidos de Brasil, Brasil e Noruega. Logo mais às 5 da tarde, mais as oitavas de final. Nós já tivemos um confronto para as quartas já definido e hoje teremos o segundo confronto definido entre Brasil e Noruega, México e Inglaterra.
Como estamos? Como estamos? Ansiosos? Ansiosos? Nossa, eu acordei, não tava tão ansioso, mas aí começa o programa.
Mas dá para passar mais devagar agora? Um pouquinho mais devagar, porque eu já tô meio assim com a quarta-feira que não tem jogo. Eu fui olhar a agenda da semana e quando bate aquele dia sem jogo, que você sincroniza aqui com o calendário do celular, aí você tinha aqueles dias assim que tava tudo coloridinho, né? Aí você bate na quarta-feira que tá tudo branco, você fala, meu Deus, não tem jogo, e agora?
Vou ter que trabalhar.
Quarta-feira não tem jogo, mas tem podcast. E sábado, domingo, segunda também, já das oitavas para quartas, né, Bira?
É, exatamente. Mas assim, acho que pode um pouco devagar a partir de hoje à noite. Pode ser, vai logo o jogo também. Na verdade, quando tem esses grandes jogos, o que mais me incomoda é essa ansiedade pré-jogo ao longo, assim, você fica o dia inteiro esperando um jogo chegar, esse jogo não chega. Então para mim faz, só joga logo, joga agora, e depois tudo bem, depois eu curto o que aconteceu, ganhou, perdeu.
Ainda bem que podcast passa rápido porque a gente fala porque é bom e a gente curte. Deixa eu curtir México e Inglaterra, tal. Olha, estamos ao vivo no YouTube. YouTube e também no Disney Plus. É México-Inglaterra, dá para curtir.
Sabe quem não quer que acabe México-Inglaterra?
O Senise.
Renato Senise, será?
Ele não quer ir embora do México de jeito nenhum, viu? Se bobear, ele já alugou, já alugou a Vila do Chaves lá.
Será que ele vai embora amanhã já? Fala, Senise, para México-Inglaterra logo mais depois do jogo do Brasil. Senise, qual é a Yasmin Torres?
Fala, Senise. Eu já iniciei uma campanha aqui, eu não quero ir embora do México. Não quero saber desse negócio de acabar a Copa. Aliás, todo mundo aqui, com todo mundo que eu converso, fala, poxa, é o último jogo no México hoje, a festa tá tão legal, o clima tá tão legal. Tá todo mundo triste, mas muito ansioso para essa gigantesca partida de hoje, né, Yasmin?
É isso, Senise, somos todos México, né? Senise na campanha para que ele permaneça aqui. O clima por aqui, os mexicanos estão muito confiantes, né? Eles confiam muito que o Azteca vai ferver literalmente, né, para o jogo de hoje. E vamos ver o que vai acontecer aí. Quem passar enfrenta o vencedor de Brasil e Noruega. Poderíamos ter um México e Brasil, quem sabe?
É o sonho dos mexicanos, eles adoram os brasileiros, a gente sempre fala isso. E eu queria só situar onde a gente está. A gente está aqui em frente ao Ángel de Independência, que é essa estátua aqui, que já tem um telão embaixo. É aqui que os mexicanos se reúnem para acompanhar a partida. No último jogo contra o Equador, mais de 1 milhão de pessoas vieram para essa região aqui. Primeiro para assistir o jogo, depois para comemorar a classificação para as oitavas de final.
É um México que voltou a vencer uma partida de mata-mata e hoje tem muita coisa em campo, muitas polêmicas também. Os técnicos falaram sobre isso na entrevista coletiva de ontem, começando pelo horário, né? O horário ia ser mudado na sexta-feira, saiu essa informação que a FIFA estava estudando mudar o horário de 18 horas local para meio-dia por conta de uma tempestade. O Javier Aguirre, técnico do México, não gostou. O Thomas Tuchel disse também não ter gostado.
E aí, depois de 3 horas, vai mudar, não vai mudar, a FIFA voltou atrás, não mudou. Fato é, já tem chuva acontecendo na Cidade do México, na região norte, já tem ruas alagadas por aqui. Nessa região central, por enquanto, sol, como vocês podem ver. Mas existe então essa possibilidade de ter tempestade. A partida contra o Equador já foi atrasada em 1 hora, né, por causa de tempestade. Talvez aconteça a mesma coisa hoje. Teve também polêmica envolvendo a Inglaterra, que demorou para chegar aqui na Cidade do México, queria evitar espionagem.
Então segurou ao máximo, chegou só na sexta-feira. Inglaterra que queria esconder o hotel onde estava hospedada, porque contra o Equador os mexicanos foram à frente do hotel, fizeram barulho durante a madrugada, soltaram rojões, atrapalharam o sono dos equatorianos e existia o medo que isso acontecesse de novo. Os mexicanos descobriram onde os ingleses estavam. A Yasmin passou lá ontem, né, para ver como é que estava o ambiente.
Eu passei lá ontem por volta de meia-noite, tudo bloqueado, o hotel estava mesmo cercado por polícia, tinha exército, muito policiamento mesmo. E quando eu passei estava calmo, viu? Só que uma hora depois, uma hora e meia depois, os mexicanos fizeram barulho. Então não adiantou nada, viu? Obviamente que foi bem menos do que contra o Equador, mas teve bagunça, viu?
Ontem na coletiva o Tuxa até falou, olha, não tem essa de clima hostil, a gente foi bem recebido aqui, por enquanto tá tudo certo. Mas aí de madrugada teve realmente alguns torcedores conseguiram ir lá, tem um policiamento muito forte, como mesmo falou, não conseguiram chegar à frente do hotel. Mas ficaram ali nas redondezas.
Policiamento muito forte em todas as ruas por aqui, né?
Tá tudo bloqueado aqui. Vai ser, é um dia de muita festa, mas muito caos também, né, que vai ser complicado chegar no estádio. Falando um pouquinho dentro de campo, o México sem nenhum problema, todos os jogadores à disposição do técnico Javier Aguirre. Dentre eles, Quiñones, o grande destaque dessa seleção mexicana, 3 gols e uma assistência na Copa do Mundo. Gil Mora, como eles falam aqui, né, o Gilberto Mora, 17 anos, grande esperança do futebol mexicano.
Que foi reserva nas duas primeiras partidas, depois virou titular, também à disposição do lado da Inglaterra. Inglaterra com problemas nas laterais, né? O Tuchel falou ontem que o Reece James talvez, talvez tenha condições de ir para o banco de reservas, mas ainda não tem condições de jogar os 90 minutos. Então a tendência é que Spencer seja titular mais uma vez. Lembrando, no último jogo contra o Congo, Spencer começou como titular, depois o Declan Rice foi deslocado ali para jogar improvisado como lateral direito.
Renato, vamos liberar o Senise porque o caminho é longo aí, né, do Domingão da Paulista até Azteca, né?
Tem muitas áreas, tem muitas áreas aqui na Cidade do México que lembram muito São Paulo, viu? De verdade, essa aqui é uma delas também. Realmente parece bastante com a Paulista, até com tudo fechado aqui, todo mundo correndo, como vocês podem ver. Aliás, impressionante, né, como tem gente com a camisa da seleção mexicana. Mas realmente, a previsão de chegada para o Estádio Azteca tá 15 km daqui, é 2 horas, entre 2 horas e 2 horas e 15 para chegar agora, né?
Quanto mais próximo do horário do apito inicial, fica mais complicado ainda de chegar.
É aquele transitinho mexicano que a gente já tá acostumado, aquele caos em dia de jogo. Se não, sim, em dia de quando não tem jogo já tá, já é uma bagunça. Em dia de jogo é pior ainda, né?
A sorte é que pelo menos é domingo, né? Se fosse uma segunda-feira, aí a gente não conseguiria chegar. Agora, por último, o futebol no mundo tem sido muito musical nos últimos tempos, né? Eu quero dizer que hoje eu quero ouvir Cielito Lindo, não quero ouvir Wonderwall, tá bom?
Escuta, já é bom gosto. Tem mais 9 horas para o jogo, fica aí com a gente, não tem problema. 9 horas dá para chegar, dá muito tempo para chegar. Fica aí, vai ficando aí.
Tamo à disposição aqui, Alex.
Podemos ficar o programa inteiro.
Você sabe que eu sou fã número 1 do futebol no mundo.
Mas não quero criar problema com outros programas daqui a pouco, né? O problema não sou eu, são os outros. Uma boa viagem para vocês, tá?
Valeu, companheiros. É, preocupados em chegar, mas ao mesmo tempo ansiosos para ver história, né? Porque eu acho que hoje é um jogo histórico, a Inglaterra voltando ao Azteca 40 anos depois daquela partida contra a Argentina, os 2 gols do Maradona. Isso também foi tema aqui nas coletivas. E é o México-Inglaterra, oitavas de final de Copa do Mundo, no Estádio Azteca. Estádio Azteca onde o México ainda não perdeu em mundiais, né? 10 partidas, 8 vitórias, 2 empates.
Então estamos prontos para ver história nessa, nesse domingo, por enquanto ensolarado, mas depois vai ser chuvoso aqui na Cidade do México.
Boa, Renato Cenise, Yasmin Torres. Vocês dois se organizem para amanhã para contar essa história aqui no Futebol no Mundo, tá?
Pode deixar. Valeu, deixar compromisso marcado.
Renato Cerise e Yasmin Torres. No México vai ser demais, vai ser demais. Nós vamos conhecer hoje Brasil ou Inglaterra, Brasil ou México.
A Inglaterra, quando foi campeã, jogou com o México, né, em Wembley. Agora é o jogo da volta.
Vai ser, vai ser. Olha, esse jogo, e é domingo à noite, é gostoso, né?
É, então, mas que bom.
Sabe aquela hora que você tá meio com sono, que é a hora do Fantástico?
Que bom que não mudaram o jogo pra meio-dia lá, né? Ia tirar muito do jogo assim, no aspecto físico. Acho que foi melhor manter o jogo à noite. E vamos ver o quanto que a Inglaterra vai sofrer com essa altitude. O México não levou gol na Copa do Mundo ainda. Só uma seleção na história chegou ao 5º jogo sem levar gol, que foi a Itália em 90, né, com o Zenga. O Naismith quebrou o recorde do Zenga porque a sequência dele começou na Copa passada, né.
Por isso que ele já quebrou o recorde de minutos sem levar gol. Mas não vai ser fácil para Inglaterra não, cara, porque eu não sei se algum jogador inglês conhece o que é um estádio sul-americano, sul-americano não, latino-americano como visitante.
É suspeito que não, suspeito que não nesse clima. Bom, ontem começou as oitavas de final. Nós tivemos a vitória do Marrocos diante do Canadá. Daqui a pouco Gustavo Hoffmann vem para falar um pouco desse jogo. França e Paraguai, aliás, dois jogos ontem, com todo respeito, hein, chatinhos, né?
Não, você achou?
Eu achei chatinho.
Eu sou daquela turma aí que eu gosto de futebol com aquela cara estereotipada de cara de Libertadores.
Ah, não, não, não. Tem seu valor.
Eu não quero que o futebol inteiro seja disputado daquele jeito. Mas ele é um lugar, tem seu espaço.
Eu vibrei muito com França e Paraguai, cara.
Você jura? Juro, juro.
Eu achei assim, cara, eu vi o Paraguai brigando até o final ali, fazendo a França sofrer. A França no final até fazendo um pouquinho de cera pra acabar o jogo. Porque o que eu esperava assim, eu esperava meio França e Suécia. Eu achei que a França ia fazer um gol, o jogo ia ficar tranquilo. E na verdade a França precisou de um pênalti ali bem marcado, né, o pênalti bobo do Diego Gomes. Mas a França não ficou muito confortável com o Paraguai não, hein.
Nenhum pouco confortável, só que assim, o Paraguai não finalizou.
É, mas é que o Paraguai é limitado, né, vai fazer o quê?
Então vamos fazer o seguinte, vamos falar do jogo. Primeiro com o Chico De Laurentiis, que ele estava lá sentindo o clima desse França e Paraguai, jogo duro, jogo enroscado. Né, a França muito desconfortável, não conseguia jogar. E no estádio, clima, Chico De Laurentiis?
Fala, meus amigos, muito obrigado pelo convite para participar mais uma vez. Adoro estar com vocês aqui no programa, meus amigos. Foi realmente jogo de Libertadores, de Sul-Americana. Eu tava ouvindo a discussão de vocês, eu pessoalmente gosto. Eu que me criei nas divisões inferiores do futebol paulista, já vi, venho com isso aí desde a infância. Então eu gosto muito do jogo brigado, da da catimba, adoro. E o estádio tava sentindo isso.
Eu tava na tribuna, tava bem engraçado. Do meu lado esquerdo tava um repórter, eu não vou me lembrar o nome dele agora, mas o cara simpático, francês, ele trabalha para o jornal Sudoeste da França, e ele tava muito irritado. Ele olhava para mim assim, falava assim, isso é normal? Isso é normal? Cada falta que o Paraguai fazia assim, eu falava, meu amigo, talvez na Champions League não seja, mas na Libertadores isso aí é contatinho de jogo, sabe?
Então A impressão que os europeus têm do jogo, do jogo de futebol, do nosso jogo sul-americano aguerrido, é uma impressão muito ruim. Enquanto nós estamos acostumados já, né? A gente assiste, quem acompanha Libertadores na ESPN, no Disney Plus, a Sul-Americana também, tá mais do que acostumado a ver isso aí. Árbitro que deixa jogo seguir, árbitro que fica de papo com os jogadores. E o jogo foi muito esse. E na arquibancada, assim, a torcida da França vaiava, né, cada momento de falta do Paraguai, cada queda ali para pedir atendimento médico que era para dar aquela passada de tempo e a torcida do Paraguai gritava Paraguai, Paraguai, Paraguai.
Então o clima no estádio estava muito legal, quase 70 mil pessoas que não ligaram para o calor absurdo, bizarro que estava ontem aqui na Filadélfia. Deram um show também. E como vocês disseram, não posso resumir de maneira melhor. O Paraguai se segurou assim perfeitamente, defendeu no 5-4-1 ali, tentando jogar a bola para o Enciso disputar com o Upamecano e com o Saliba. Obviamente ele não conseguiu ganhar praticamente nenhuma bola.
Apesar de muita briga. E a defesa com Gustavo Gomes jogando de sweeper, hein, o antigo líbero, né, tirava todas ali por trás. Assim, Júnior Alonso também grande atuação. Paraguai segurou até onde deu. O pênalti ali, os próprios jogadores do Paraguai, técnico Alfaro disseram que se não fosse o pênalti a França não faria o gol. Mas, né, o se não existe no futebol. Teve o pênalti, Mbappé bateu muito bem. Depois também acabou entrando na mente dos caras do Paraguai ali, né, com ao se recusar a cumprimentar o goleiro Gil e também dando entrevistas fortes na zona mista depois.
Mas foi um jogo de Libertadores. Eu pessoalmente achei legal. Entendo também quem não gosta, que quer ver um jogo mais plástico, um jogo mais corrido. Mas assim, foi o grande jogo de Libertadores dessa Copa do Mundo. Eu tive um, eu me diverti bastante.
É, o Chico ficou com a gente mais um pouquinho. Mas assim, cara, não teve jogo. A minha questão é essa, não teve jogo. Tudo bem, a França ficou muito desconfortável, não, a França não conseguiu jogar. Sim, então é, o Mbappé não conseguiu jogar.
Só para passar a palavra para o Biratan, assim, eu tava vendo o Alfaro falar hoje Ele armou o Paraguai, cara, ele tentou organizar o time para toda vez ter dobra de marcação nos 4 caras da frente na França e para não desorganizar o time. Isso é muito difícil, mas você vai sacrificar o com bola, porque se você tá dobrando a marcação o tempo inteiro, na hora que você tiver a bola, você vai fazer o quê, né? Então assim, você não vai conseguir atacar.
Então assim, o Paraguai não consegue atacar. A França tem defensores rápidos, então na hora que você tiver um contra-ataque, os caras vão conseguir recompor. Isso quando não conseguirem recuperar a bola após perda. É a França, cara. Então assim, acho que o Paraguai tentou resistir o máximo possível com as armas que tem. E as armas que tem às vezes é catimba, às vezes é levar o jogo pra essa coisa. Você tá vendo ali o Galarza discutindo com o Olise.
E faz parte do jogo, é o que o Paraguai tem pra dar. Você não espera do Paraguai mais do que o Paraguai tem pra dar, né?
Mas assim, 120 minutos seria muita coisa.
Mas eu achei uma delícia assim ver o choque cultural. E como a gente tá vendo também na Inglaterra México, essa coisa dos mexicanos irem na porta do hotel fazer barulho, essa coisa de jogar na altitude. Os europeus entendendo um pouquinho o que é o nosso dia a dia aqui na América do Sul, porque eles ficam muito fechados no mundo deles, que é o futebol mais glamourizado e é a elite econômica e técnica do futebol mundial, mas vê que se pratica futebol de outras formas.
Eles não estão acostumados a isso e acabam sofrendo. O Paraguai, eu não vou falar 100% que agiu dentro da regra, porque teve alguns momentos aquele soquinho fora da bola, tudo, mas que fica sempre no limite de não ser um soquinho para vermelho, então o VAR não pode chamar. Mas cabe ao árbitro. Daí acho que assim, em vez de reclamar com o Paraguai, você poderia reclamar com o Ilgiz Tantashev, o árbitro do Uzbequistão, que ele eu acho que não foi bem, porque eu acho que ele não foi, não coibiu muito.
Quando ele percebeu que a estratégia do Paraguai era, acho que o Paraguai tá no direito de fazer aquilo. Daí cabe ao árbitro, se o Paraguai tá com a estratégia que a gente tá acostumado de ver aqui na América do Sul, de trabalhar no limite da regra, o limite do ser falta não ser falta, o limite do ser cartão não ser cartão, e o árbitro percebe que isso tá impedindo que o jogo flua, cabe ao árbitro falar o seguinte: eu vou baixar o meu sarrafo, esse contatinho eu vou começar a dar falta.
Se vocês continuarem fazendo isso, vai ter um monte de falta na cara do gol, e vocês vão ficar cheio de amarelos, porque eu vou começar a dar um amarelo mais fácil. Agora, o Paraguai tá na dele de tentar, você testa o árbitro. E assim, eu, eu, o que me irrita quando às vezes a gente vê, quando eu vejo europeu condenando essas estratégias sul-americanas. Inclusive quando eles condenam, quando o Brasil joga assim em alguns momentos, é que, ou quando clubes brasileiros vão lá no Mundial de Clubes e, nossa, um time brasileiro joga retrancado, nossa, eu imaginei, eu queria mais um clube brasileiro, eu esperava ver um futebol mágico, esperava ver assim quando tem Mundial de Clubes assim, né?
É muito fácil para eles que estão com os times mais ricos, mais poderosos. E nesse caso, mérito da França, que assim não é nem só o dinheiro, nesse caso é o trabalho que a França fez para desenvolver jogador. É muito fácil falar como os outros devem jogar. Fala, não, joga aberto porque vai ser bonito. Ah, vocês vão perder, mas vai ser bonito. Ué, o Paraguai não tem direito de tentar abrir a sua...
Joga como a Suécia aqui. Cara, você tá vendo uma Copa do Mundo com seleções europeias apáticas, horríveis de ver, sabe? Uma Suécia, uma Áustria, Tcheca, pô. Aí uma seleção tenta competir, ah, passou um pouquinho do limite. Azar, cara, desculpa, sabe? É futebol, sabe? Às vezes o futebol vai passar um pouco do limite, sim. Você é mais fraco, você compete com a arma que você tem. Então você ficar ouvindo lição de moral de europeu e ver brasileiro endossando esse discurso ainda, sabe? É chato, pô.
Não, não, é assim, eu acho que quem vê o jogo e não gosta tem o direito de não gostar.
Tem, mas pô...
O que me incomoda não é gostar ou não gostar, porque acho que é um direito de não gostar. Você não gosta, é certo, é seu estilo de jogo.
Não, e outra coisa é gosto. Isso até aí é gosto.
Porque é gosto. Me incomoda a criminalização do Paraguai. Criminalizar essa estratégia de jogo, entendeu? Pô, o Chico tava falando que ele se lembrou muito assim, pô, Ele deve ter lembrado muito o período dele, vários e vários jogos indo lá no Palma Travassos ver jogo do Comercial ali, vendo aqui Série A2, Série A3, no futebol paulista, torcendo lá. Assim como é difícil, assim, você tem que ganhar. E você olha para o seu elenco e fala, não vai dar muito, né?
Se ficar achando que vai jogar muito bonitinho, vai ter que ser um pouco na marra, entendeu? É assim que funciona. E assim, o Paraguai tá no direito. É muito fácil você querer que o pequenininho vá para Copa do Mundo para perder. Fala, ah, mas Cabo Verde jogou. Sim, Cabo Verde jogou, parabéns pra Cabo Verde. Mas assim, Cabo Verde encontrou um caminho e a Argentina, e a gente tem que falar, a Argentina também facilitou. A Argentina contribuiu muito fazendo um jogo muito ruim.
O Paraguai olhou pra França e falou, cara, não vai dar pra dar uma de Cabo Verde contra a França.
Sabe o que o Paraguai fez com a Argentina na eliminatória?
Ganhou. Ganhou.
Sabe o que o Paraguai fez na Copa do Mundo em relação a Cabo Verde? Foi mais longe. Então assim, usar Cabo Verde, lindo, cara, tá todo mundo emocionado com Cabo Verde. O Paraguai foi melhor que Cabo Verde na Copa.
Na cabeça, é assim, é claro que a história da Copa vai ser Cabo Verde, não vai ser o Paraguai. E eu me emocionei, vibrei muito mais com Cabo Verde, até porque amo América Latina, mas também nesse caso uma identificação lusófona ali com Cabo Verde. Mas acho que o Paraguai tá no direito de fazer, até porque a gente sabe, essa é a alma do futebol paraguaio. A gente sabe, a gente vê Libertadores, vê eliminatórias, a gente sabe que o Paraguai sempre jogou assim.
Esses caras, claro, tem, às vezes jogam melhor, às vezes jogam pior, de acordo com os jogadores que tem.
Pô, é lindo, cara, quando você tem um zagueiro como Gamarra, que não faz falta, que é elegante. Pô, maravilhoso, vamos jogar com assim, né?
Mas nem toda geração tem Gamarra.
Exato, numa geração você cai com Gamarra, na outra você cai com Júnior Alonso, pô.
Fala, Chico. É, ô Bira, depois a gente se acerta com essa questão do Palma-Travaços aí. Depois a gente conversa. Mas só dois pontos que eu queria trazer dessa dessa repetição das reclamações dos europeus. Ontem a gente conversou com o Cherki depois do jogo, ele foi um dos escolhidos ali para dar entrevista coletiva pós-jogo da França. E cara, foi para uma entrevista, respondeu 5 perguntas assim que foram reclamando. Ele reclamou principalmente do fato do Iugui Stantachev, do árbitro, não ter dado cartões amarelos.
O Paraguai terminou um jogo de Copa do Mundo sem cartão amarelo pela primeira vez desde 98, e o Cherki reclamou muito disso, falou assim: a gente entendeu que o Paraguai vinha para guerra. Ele usou essa palavra, guerra. E, mas a gente queria que o árbitro desse cartões e controlasse mais o jogo. A minha impressão era que o árbitro, ele não queria que os jogadores chegassem às vias de fato assim, que participa a briga. Até um momento que ele vai para cima, o árbitro agarra o Mbappé assim e tira o Mbappé da confusão.
Não é função do árbitro tirar o Mbappé da confusão, principalmente agarrando ele. Mas a minha impressão era que o árbitro queria pelo menos que não chegasse, não participa briga, para briga de rua assim, que, mas ele de fato foi bastante permissivo com as faltas do Paraguai e deu cartões amarelos mais para as faltas da França, né? Então os jogadores franceses ficaram muito irritados com isso. E aí também um outro ponto só que eu queria, seguindo a discussão de vocês, o Paraguai ele até tenta ser um pouco mais ofensivo depois.
Eu queria ouvir a opinião de vocês sobre a Copa que fez o Maurício do Palmeiras. Eu achei, a minha visão é que ele entrou muito bem ontem, ele já tinha entrado muito bem contra a Alemanha. E a estratégia do Alfaro tem sido essa, ele espera o outro time cansar e coloca o Maurício para o Maurício de repente tentar, eles em espanhol eles usam o termo, né, filtrar, dar o passe, tipo o passe fino, o passe bom, para você tentar ganhar o jogo no contra-ataque.
Eu achei que o Maurício entrou bem mais uma vez ontem, demonstrou personalidade. Os jornalistas paraguaios com quem eu conversei gostaram muito da participação dele na Copa do Mundo, querem que ele siga para o ciclo da próxima Copa, que o Paraguai já tá classificado. Queria ouvir vocês também sobre o que que vocês acharam do desempenho do Maurício nessa Copa do Mundo, se surpreendeu vocês, se vocês estavam esperando que ele fizesse uma Copa de destaque.
Muito boa Copa.
É, pegando até o gancho nas coisas que o Chico falou, primeiro, eu gostei no geral da reação dos jogadores franceses pós-jogo. Eles foram mais para a linha do eles foram para guerra, a gente mostrou que a gente sabe ir para guerra. Então eles usaram mais como uma prova de capacidade do trash talk lá, de ficar, de encarar um jogo assim. Eles encararam como uma forma de eles quiseram fazer o jogo catimbado, pegado, a gente provou que a gente sabe jogar assim, do que fica falando, esses caras não sabem jogar, é uma desgraça para o futebol.
Que às vezes a gente vê, ingleses falam muito disso, é uma desgraça para o futebol. Aquela coletiva do jogo do Mbappé, eu achei legal porque ele tá pistolaço, ele tá saindo palavrão ali no meio e tudo. É, a gente botou a mão na, né, entendeu? Ele sai falando isso porque no final das contas eu acho que os franceses encararam uma coisa muito de voltar às origens dele, quando eles jogavam lá na periferia de Paris, na periferia, que é assim o futebol, o futebol de rua da cidade, de em Paris, como aqui do futebol de rua aqui do Brasil, é assim.
O jogo incomodou mais os bonitões no ar-condicionado do que os franceses. Essa é a realidade.
Os franceses ficaram irritados com o jogo, mas eles souberam lidar com isso. E a França, eu acho que ela teve a inteligência de fazer uma leitura de jogo melhor do que a Alemanha. Que que a Alemanha ficou fazendo? A Alemanha ficou jogando bola na área para tentar vencer pelo alto. Até empatou assim o jogo, mas não conseguiu virar. Os franceses tiveram uma, fizeram uma leitura boa assim. Pelo alto vai estar difícil porque os caras se organizam, marcam muito bem a bola aérea.
Tocando pelo meio, a bola sempre vai achar o pé de algum paraguaio para desviar o passe. Que que a gente faz? Entra driblando, porque tem uma hora que um pé vai chegar atrasado e vai virar pênalti. Aí o Barcola e o Dembélé, que podiam fazer isso, não estavam bem. Entrou Duê, entrou Duê, e daí o Duê achou 2, 3 dribles, o quarto virou um pé atrasado que virou pênalti. Porque nessa, a gente sabe, esse tipo de jogo muitas vezes você não vai ganhar, você vai ganhar com 1 a 0, gol de pênalti.
Porque é o jeito que você entra, você vai forçando, forçando, forçando, uma hora ou vira pênalti ou uma tentativa de cruzamento que bate no braço de alguém.
O jogo de 98 foi uma bola rebatida que sobrou. E assim, foi um jogo diferente, que foi menos catimbado, né? Porque é isso, aquele Paraguai tinha mais estilo, vamos dizer assim. Mas também foi um jogo travado, difícil.
Era uma defesa mais técnica.
Isso, mais técnica. Mas, cara, é isso, o gol sai numa bola espirrada no final da prorrogação, senão o jogo ia pros pênaltis ali também. Né? E qual que era a ideia do Paraguai? Vamos arrastar esse jogo, cara. Eu não sei se o Paraguai ia resistir 120 minutos, porque também a França vai colocando jogador, é um melhor que o outro, mas pô, de um lado você tem o Duê, do outro lado você tem o Isidro Pitta pra entrar.
E o Cherki é um cara que entrou já com 1x0 pra segurar a bola, mas é um cara que num cenário deserto seria muito bom também, porque ele é um cara que também tem drible quinto dentro da área.
Sim, sim. Então assim, era muito difícil também o Paraguai tentar segurar 120 minutos, mas ele ia tentar. Ele ia tentar, ia fazer o possível. Mas esse ponto que o Biratan traz eu acho muito legal, porque assim, o Mbappé não se incomodou. O Mbappé ficou, cara, ele entrou na pilha, ele entrou com inteligência, porque ele jogou o jogo, ele não levou cartão, né? E no final das contas ele tava extasiado de ter jogado esse jogo. Falou, pô, que legal, sabe?
Às vezes a gente fala assim, ah, esses caras não aguentariam a Libertadores. O Mbappé aguentaria sim.
O que eu achei interessante, tem muita gente condenando o Mbappé por não ter cumprimentado o Gil.
Ah, normal, pô.
Primeiro, eu não tenho certeza assim Ele tá muito olhando pra arquibancada, não tenho certeza se ele percebeu, mas mesmo se ele percebeu, também faz parte do jogo dos franceses devolverem a provocação. Vocês provocaram, vocês nos irritaram, a gente ganhou, então agora...
Escuta, mas na Libertadores os jogadores se cumprimentam muitas vezes depois do pau quebrar?
Não, o Dechamps falou no final do jogo, ele falou, ah, o jogo é isso aí mesmo, a gente já esperava. Ele falou, só acho que alguns insultos ali do final passaram um pouco do ponto.
E daí tem uma questão do... E daí que a gente falou, né? A questão de o árbitro, como o Chico falou, o Cherqui culpou mais o árbitro do que o Paraguai, porque é o árbitro que tem que chegar e falar, não, Se o Paraguai não tá deixando o jogo acontecer por causa dessas faltinhas, então vou começar a dar falta. Esses contatinhos vão virar falta a partir de um determinado momento. E desculpa, o Chico perguntou, eu gostei da estratégia, da forma como o Alfaro usou o Maurício, porque de fato usar um jogador como Maurício desde o começo do jogo para esse tipo de estratégia do Paraguai vai ser um jogador que não vai estar tão, tão pesado.
Explicou a questão das quedas de intensidade do Maurício dentro do jogo, né?
Agora, para meio de fim de jogo, com adversário E o Paraguai precisando de uma perna, de um jogador técnico e descansado pra às vezes segurar uma bola lá na frente, pra ganhar tempo ou pra puxar contra-ataque ou tentar alguma coisa como ontem. Ou no caso do jogo contra a Alemanha, segurar a bola lá na frente, ter um jogador com essa capacidade e descansado ajuda. E uma coisa que eu imagino que os paraguaios tenham gostado, o Maurício mostrou assim, ele é um cara neo-paraguaio, ele virou paraguaio não faz nem um ano.
Então assim, é uma coisa nova pra ele ser um... defender as cores do Paraguai e tudo. Mas assim, ele mostrou muito envolvimento nisso. A forma como ele comemora o gol que ele faz contra o Neuer na disputa de pênaltis contra a Alemanha. Eu, se fosse paraguaio, estaria olhando praquilo e falando, meu, esse cara entendeu, esse cara vestiu, esse cara tá dentro assim do espírito guarani, da alma paraguaia ali pra esse jogo. Agora assim, acabou não dando. A França é muito melhor, né?
Não tem jeito. Fechando aí, Chico.
Ah, queria só parabenizar vocês, né, a discussão sempre em alto nível aqui. Por isso tão legal participar desse programa. Brilhante o comentário de vocês sobre como a França, os jogadores da França aparentaram ter gostado de jogar isso porque foi uma volta às origens. A gente tem que lembrar que apesar da França ser um país rico, né, um dos países mais ricos do mundo, os jogadores da França eles são formados na periferia de Paris.
Muitos vêm de famílias humildes, muito vem de famílias pobres. E eles estavam jogando o joguinho que eles jogavam na quadrinha do subúrbio de Paris, né, quando eles eram moleques lá, sabe, onde o filho chora e a mãe não vê. Eles voltaram para aquela quadrinha lá nesse jogo de ontem. Por isso, acabou o jogo, eles foram, toca a música da gala, né, eles foram para torcida, fizeram uma festa, festa que eles não tinham feito em nenhum jogo na Copa até agora.
Então eles comemoraram muito como quem comemora aquela vitória de 3 pontos na Libertadores amarrada, 1 a 0, que você sabe que significa significa muito e que ajuda você aí para frente como time também, que sabe que pode jogar o jogo jogado como foi contra a Suécia e sabe que pode jogar o jogo sujo, como disse o Mbappé, também pode jogar um jogo sujo numa Copa do Mundo.
Boa, Chico! Terminou a Copa do Mundo na Filadélfia e agora, hein?
Agora tô indo para Atlanta, embarco hoje à noite para encontrar o queridíssimo Mário Marra e também Mendel Bidloff, que é outra que também a equipe do Digital que tá por lá. Acompanho Argentina e Egito por lá, depois viajo a Boston para seguir vendo essa França contra Marrocos num dos jogos mais aguardados dessa Copa do Mundo.
Primeiro jantar, o Marra paga, né?
É mais fácil dar um cartão amarelo para o Paraguai, viu?
Toma essa, Marra! Toma essa! Tchau, Chico, boa viagem aí!
Valeu, obrigado, pessoal.
É, mas de repente ele paga, tá meio carente lá, que o Mendel viajou.
Não, não, é que ele já descobriu que tem aquele restaurante, aquele bar que o pessoal paga a conta para ele, né?
Fala que ele é parente do presidente do Napoli, vai no Napoli Clube. Todo lugar tem um Napoli Clube, né?
Veja que Chico de Laurentiis não negou a história do Palma Travassos, hein? Não negou, ele não negou.
Ele falou só que vai acertar as contas.
Ele falou que vai acertar as contas.
Disse, não disse mentira.
E ele também não disse o outro lado do que deveria falar, né? Ele falou do Palma-Travaços, mas não falou do Botafogo, né? Bom, no final das contas, acho que é isso, né, da França. Foi um jogo muito diferente do que a França está acostumada.
E agora o Marrocos vai ser outra coisa, que o Marrocos assim tem outras características. O Marrocos tem jogadores ultratécnicos, né? Tem jogadores dribladores, mas também tem jogadores competitivos. Existe, mas muitos jogadores do Marrocos têm o mesmo, vou usar o inglês desnecessário, têm o mesmo background, as mesmas origens. Muitos cresceram nesses mesmos subúrbios de Paris.
É, tem subúrbio meio junto ali com alguns da França.
É, entendeu? Então assim, tem muitas histórias cruzadas aí. Além, fizeram a semifinal da última Copa do Mundo, mas é um time diferente. Embora eu acho que Marrocos vai recuperar muito daquela estrutura de 2022 para enfrentar a França. E não condenem Marrocos por jogar assim, porque é a melhor maneira de enfrentar a França.
E ficou claro ontem agora, né, que a Marrocos viu, né, depois.
Exato. E assim, cara, tá muito legal ver Marrocos jogar, cara, muito. Os 2 jogos de Marrocos no mata-mata foram muito legais. Contra a Holanda ontem também, assim, esse meio-campo do Marrocos, o El Aïnaou e o Onahi, não só pelos gols, tá. O Onahi virou um desses fenômenos de Copa do Mundo, né. Porque ele é bom jogador, tá? No Marseille mesmo, ele fez boa temporada. Mas a gente não vê ele jogar isso tudo, né? Esse jogador que nos assombra como ele joga na Copa do Mundo, né?
Então assim, ele é um tipo, um fenômeno show assim. A gente sabe que ele é bom, mas na Copa do Mundo o cara vira um monstro sagrado. Absurdo que ele jogou ontem também. E o Canadá, tadinho, não era pra 3x0, não. O Canadá não fez um jogo pra 3x0.
O Canadá foi melhor que o Marrocos no primeiro tempo, ameaçou mais. Só que não conseguiu fazer gol. Marrocos fez os ajustes, fez 1x0. E daí os últimos 2 gols saem num cenário em que Marrocos tá vencendo o jogo, Canadá tá pressionando e toma 2 contra-ataques. E teve uma bola na trave ainda, bateu no travessão, pingou quase em cima da linha, né, mas pingou para dentro do campo. Que então Marrocos teve 3 contra-ataques e que encaixou, 2 gols, uma bola na trave.
Então criou esse placar, mas o jogo jogado mesmo acho que era para 1 gol de diferença, e muito por mérito do Canadá. Acho que o Canadá fez um jogo muito bom, primeiro tempo até melhor do que Marrocos, um jogo corajoso, mas no final das contas não foi suficiente porque Marrocos é melhor. Curioso que assim, contra a Holanda, que era um time que tava mostrando muita capacidade em contra-ataque, eu até achei, em ataque em velocidade, né, em transições, eu achei que Marrocos fosse adotar uma estratégia um pouco mais conservadora na defesa para aproveitar contra-ataque, ele contra-atacar a Holanda e não dar espaço, que é a estratégia que eu imagino de Marrocos contra a França.
Marrocos foi para trocação com Holanda e se deu muito bem nisso. É que agora a França é um outro nível, né? Se você for para trocação contra a França, você vai ter muito problema. Então eu imagino, eu imagino Marrocos realmente tendo que se proteger um pouco mais atrás. Sim, mas é um jogo muito interessante. Marrocos é um time muito bom também, é um time capaz de incomodar a França nos seus contra-ataques, porque Marrocos é um time que tem velocidade na saída de jogo.
Mas Canadá fez uma Copa do Mundo extremamente digna, né, Léo?
Fez, não, ótimo. Oitavas de final. Eu gosto muito do trabalho do Jesse Marsch. Vamos lembrar, o Alphonso Davies não teve condição, né? Jogou poucos minutos, mas assim, a gente falou muito, nossa, como é que vai, que que vai ser do Canadá se não tiver o Alphonso Davies, né? Não teve, e outros jogadores cresceram. Ou, sabe, outros jogadores apareceram, outros jogadores se destacaram. O time foi muito mais pelo coletivo do que ser o exército de um homem só que a gente supôs que podia ser, né?
O Canadá fez uma senhora Copa do Mundo. Gostei, gostei. Achei que foi competitivo, mereceu, mereceu vencer a África do Sul, mereceu chegar até aqui. Para mim não tem nada que recriminar da participação. O Canadá em Copa do Mundo, em Copas do Mundo até hoje, era 86 com o time praticamente amador, 2022 que ainda era muito nessa impressão de que era um time muito carregado pelo talento do seu principal jogador, E agora não. Você percebeu que o Canadá coletivamente evoluiu muito assim.
E é a perspectiva de agora vai voltar a jogar eliminatória, vai ter que brigar para classificar. Mas hoje eu não consigo ver o Canadá, sei lá, sofrendo para classificar para a próxima Copa com o que tem hoje.
Marrocos hoje tá na primeira prateleira, né, do futebol, né? Independentemente se vai passar pela França ou não, mas ela tá ali no top 10 ali do futebol.
Isso tá, é um prateleira top 10, acho que tá assim. É que o negócio da primeira prateleira depende de quantas prateleiras você quer, o quão cheia você quer cada prateleira, né?
Se tiver 6 na prateleira, você, né?
Agora, se tiver 3, é a primeira prateleira, é só top 10. É top 10. Acho que se prateleira cabe em 10 seleções na prateleira, que tem a prateleira que tem aquela mão francesa, tem uma capacidade de carga um pouco maior, um parafuso lá fundão lá na parede.
Aí daqui a pouco a Copa não vai ter 64, top 10 é justo, né? Não para de falar 64.
É, não, mas Marrocos, no final das contas, acho que é top 10 seleções do mundo, sim, mostrou isso na Copa. Até a forma como ganhar da Holanda, né, é a forma como ganhar da Holanda jogando melhor que a Holanda, sendo melhor que a Holanda, sobreviveu com um gol nos acréscimos, mas não merecia estar perdendo aquele jogo.
Deixa eu dar um alô especial aqui, pessoal que tá no YouTube. Hoje o TikTok tá com uma programação especial, estamos aqui no Disney Plus e também no YouTube. Para você que tá aqui, né, causando, para vocês que estão causando aqui, futebol é gosto, tá? E futebol tem N formas de jogar. Então é isso.
É, não, vai, vai, vai, vai, coragem, coragem, Felipão.
É isso, futebol tem várias formas de jogar. Muitas vezes você não gosta, é gosto. Tem gente que gosta e gente que não gosta. No nosso dia a dia da Libertadores, a Sula, os jogos são mais amarrados, e nem por isso você deixa de torcer para o seu time.
Você não tem obrigação de gostar do que o Paraguai fez, você pode odiar o que o Paraguai fez. Até preferi que isso deixa de ser futebol, mas não deixa de falar que é uma coisa assim, criminalização, tratar isso como um crime.
Tem alguém aí que torce para o São Paulo?
Não falaram aqui.
Tem alguém aí que torce para o Internacional, Corinthians? Como é que o time de vocês foi campeão mundial?
Nossa Senhora!
E tem algum problema nisso?
Não.
Ótimo, não tem nenhum problema nisso?
Não tem nenhum problema. É outra coisa, é gosto, e o que vale é o resultado final. Se não deu certo, o Paraguai é problema do Paraguai. É, não é isso, né? Vamos falar um pouquinho de Brasil e Noruega já já. Vamos para Nova Jersey agora, meio-dia e 40. Meio-dia e 40, meio-dia, falta quanto tempo? 3 horas e 4 horas e 20 minutos, é isso? 4 horas e 20 minutos para Brasil e Noruega.
Desculpa, que para quem só tá nos ouvindo, apareceu uma foto do Haaland com chapéu de viking aqui no telão. Foi muito boa.
Com Paqueta, com Paqueta não, é com Martinelli.
Acho que sim, né? Bom, vamos ouvir dos companheiros que estão acompanhando dia a dia, né?
Mas a tendência parece que tá caminhando para isso, né? Tá caminhando muito para— nós vamos para Oslo na sequência também, tá? O que o André Linares tá chegando já já. Tem o Gustavo Hoffmann, tem o Mário Marra para falar de seleção brasileira. Tem muita gente ligada aqui, ó. O Marcelo Vieira: vibrei demais com o Paraguai, grande campanha. Um abraço para o Aurélio Albuquerque. Tem tanta gente aqui ligado. Meu time é Flamengo, amigo.
É, meu, cada um torce para o seu time. Brasil e Noruega, 50 a 50. Diga, diga, fala.
Não, nada.
Vamos seguir, vai. Já já nós vamos para Oslo com o André Linares para sentir um pouco esse clima de Brasil e Noruega lá com os noruegueses. Mas primeiro abre a janela aqui.
Para o Mário Marra.
Mário Marra, que receberá visita logo mais de Chico De Laurentiis, né? O Marra não estava nos ouvindo, mas o Chico De Laurentiis tá chegando aí para fazer companhia. E disse que você prometeu pagar o primeiro jantar aí, tá, Marra?
É assim, eu estava ouvindo porque eu sou aquele CDFzão, né? Assim, eu fico conectado ouvindo tudo antes e Eu vou pagar, posso pagar o jantar, não tem o menor problema. Só que eu acho que, só que eu acho que ele vai querer pagar o jantar para mim porque eu vou levar ele no melhor lugar. Uma dica que você e o Biratan poderiam ter dado, que eu descobri um asiático fantástico aqui. Então eu posso pagar, mas eu acho que ele vai ficar tão emocionado que ele vai pagar para mim.
É futebol no mundo, é cultura. É asiático o quê, Marra?
Eu tenho comido um Singapore Mei Fan, ou aí eles falam meio fun, né? Bem gostoso.
É arroz ou é bifum?
É arroz ou porque o fan vem com um pouquinho só de arroz e um tipo um macarrãozinho ali?
É o bifum, é o bifum, é o bifum.
É porque parece sino singapuriano, né? Isso é isso.
Porque deve ser uma coisa meio bife.
E para colocar o Bertozzi, para colocar o Bertozzi no cardápio também, de vez em quando teve uma vez que eu não vi, mas teve uma vez, Bertozzi, que tinha um zoiudo em cima maravilhoso.
Olha, tem zoiudo lá também?
Que você precisa explicar para eles o que é um zoiudo também.
Aquele ovo frito que tem gente que come com gemão estalado aqui no meio.
Delícia, hein?
Tem uma cidade na região metropolitana de Atlanta chamada Morrow, fica logo ao sul de Atlanta, que é onde se concentra a comunidade vietnamita. Lá também tem muitas opções, só que assim, seria um trampinho, daria uns 30 minutos de carro talvez ao centro de Atlanta. Então, mas assim, é bom também, mas talvez fique um pouco fora de mão para eles no dia a dia.
É, eu aqui no dia a dia, quando os outros não estão fora, eu fico sem o carro, né? Então, e sempre tô entrando nos programas, então a locomoção para mim é mais, é mais difícil. Mas eu acho que nos próximos dias daria para eu pegar essa sua dica assim, viu, Bira?
Então eu passo depois para o escrito lá no WhatsApp.
Conhecer também Marieta.
Não, tem outro restaurante vietnamita que eu fui lá, aquele restaurante asiático enorme que assim, todas aquelas decorações meio vermelho, gente barulhenta falando alto assim, não sei como é que é, aqueles mesões cheio de gente.
Gostamos, gostamos. Esse horário, um bifunzinho também vai bem. Ô Mário Marques, como está o clima aí em Atlanta de Copa do Mundo? Tá mais calmo? Estamos aí nessa segunda, tá mais calmo, estamos nessa segunda metade já da Copa do Mundo, mas Atlanta ainda vai receber uma semifinal, né?
Sim, tem agora, tem oitavas, né? E eu tava no SportsCenter aqui ao vivo e passou um caminhão, Alex, grande, assado argentino, passou aqui, ó, tava vendo. Assado argentino. O hotel que a Argentina vai ficar é a 6 minutos daqui. Ela deve chegar hoje à tarde, então a cidade vai ficar, né, quente de novo. É uma cidade que gosta muito de futebol, tem várias placas do Atlanta. O Atlanta é um— eu já vejo muita gente com camisa do Atlanta nas ruas.
Então tem uma questão legal aqui com o futebol, o soccer com o futebol. A Fan Fest fica cheia, mas ela não abre todos os dias. Inclusive hoje, jogo do Brasil, era pauta, né? Ela não vai estar aberta. A gente tinha a ideia de ver de lá, mas ela não vai estar aberta. Já aconteceu uma outra vez também, no jogo do Japão, ela não tava aberta. Mas tem um outro lugar aqui que fica uma movimentação muito grande também, com várias camisas de clubes e de seleções, que a gente deve assistir.
A Natália já voltou, Natália já tá aqui em Atlanta. A gente deve assistir Itália Pérez, deve assistir ao jogo hoje à tarde de lá da Beltline, que já falei com vocês. Corri hoje de manhã cedinho, não às 5:55, hoje às 6:20 por aí, e vi uma camisa do Racing. Passei por uma camisa do Racing ali correndo. Tem sinais já de argentinos na cidade.
Atlanta recebe Argentina e Egito nesta terça-feira. Mário Marro, como você espera o Brasil hoje, hein?
Você sabe que essa é uma pergunta muito difícil, né? Porque o Carleto, o Carleto, ele faz questão de descolar dos rótulos. Ah, ele é o técnico da posse da bola, ele é o técnico reativo, ele é o técnico— não, ele é o técnico do preciso ganhar os jogos. E eu tenho a sensação que a seleção brasileira vai tentar se impor, mas se impor com a posse da bola pero no mucho, vai ficar ali com a bola, vai talvez forçar um pouco mais o jogo para cima da Noruega, porque sabe que tem uma defesa que vacila e sabe que o ataque não pode, não pode trabalhar.
Aí você dá uma olhada também na seleção da Noruega. Tudo bem que os números são influenciados por aquele jogo contra a seleção francesa, quando o Solbakken poupou diversos jogadores, mas a média de posse de bola da seleção da Noruega é de 48, 49% E aí, então, não vai ter um gulosão pela bola? Talvez não tenha. A minha, o que eu tenho visto como uma das grandes soluções da seleção brasileira tem sido o Bruno Guimarães. Que Copa do Mundo tem feito o Bruno Guimarães?
Eu acho que ele vai ter uma atenção maior, acho que ele vai ser melhor marcado. E aí, assim, eu esperava ver o Danilo, mas tudo leva a crer que vai jogar o Martinelli, né? Vamos ver quais são as soluções para fazer a bola chegar ao ataque Talvez seja um Vinícius muito marcado, talvez seja um jogo bom para o Ryan, né, Alex? Ryan que tem jogado sem tanto apoio do lateral, mas é um jogador que assumiu também a camisa da seleção brasileira.
Vamos sentir o clima em Oslo. Abra a janela aqui para André Linares acompanhando os noruegueses para o jogo de daqui a pouco nessa grande decisão.
Fala! Ah, já me enfiei no meio da Fanfest aqui em Oslo, viu? Segue, grande abraço para todo mundo aí no Brasil. Já juntando torcedores, tem gente com a camisa do Brasil que já vou explicar um pouco melhor aqui, mas que não necessariamente nasceu no Brasil com família brasileira. Mas a gente já se enfiou no meio da Fanfest aqui. É nessa aqui, tem pelo menos 2.500 pessoas são aguardadas no centro de Oslo. São várias Fanfest aqui na cidade.
Mais tarde a gente vai para o Ole Vold Stadium, que no último jogo tinham 35 mil pessoas lá acompanhando a partida. Mas vamos começar a ouvir o pessoal. Você fala português? E você nasceu aqui? Nasceu no Brasil?
Nasceu aqui em Noruega. Meu pai sou de Noruega, mas minha mãe sou de Brasil.
E por que você escolheu torcer pelo Brasil hoje?
Eu adoro o Brasil. Claro que sim, que para mim não passa nada não se Noruega ganhar, mas eu acho que é melhor se Brasil vai ganhar, é melhor. Então eu acho que Brasil vai ganhar.
Você tá vendo os seus amigos noruegueses muito confiantes?
É, eles estão confiantes que Noruega vai ganhar, mas eu acho que não. Então eu sou— I am ready!
Let's see. So, what do you expect for this match today? Are you very confident or do you think it's gonna be a tough one?
I'm very confident, but I hope Norway will win.
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Tá confiante, respeitando bastante o Brasil. Aqui a gente se enfiou realmente no meio da fanfest, né? A galera tá cantando aqui, ó. Festejando, celebrando, porque o pessoal veio cedo para cá, viu, Alex? Já o jogo é 10 da noite no horário local e 3 da tarde já tinha uma fila enorme, pessoal chegando por aqui para comer, viver, viver esse clima juntos, que é uma época de verão, né? Então é mais divertido também curtir com a galera junto, tá reunido todo mundo, ainda mais que a Noruega já levava 28 anos sem jogar uma Copa do Mundo.
Muitos É, muita da geração que tá por aqui nem tinha vivido esse clima de Copa do Mundo. Acaba sendo ainda mais especial tá reunido, tá junto com essa galera aqui numa fanfest para viver esse clima de Brasil e Noruega. E eles não esquecem, constantemente também fazem questão: aí, brasileiros, sabe que a gente nunca perdeu para vocês, né? Fazem sempre questão de dizer isso para gente. Mas claro, Brasil hoje tem a possibilidade de avançar para as quartas de final e acabar com isso.
E o pessoal curtindo aqui, ó, cantando alto, celebrando o clima de Copa do Mundo aqui no centro de Oslo.
Alex, que coisa linda! Um domingão, nada como um jogo domingo à tarde ou domingo à noite, né, para todo mundo curtir. Olha que legal, legal demais! André Linares direto de Oslo, no meio da torcida da Noruega para o jogo de daqui a pouco. Ele vai se juntar agora um pouquinho mais, né, para tomar aquela água. Tá todo mundo numa aguinha gelada aí, né, mas é domingo à tarde, domingo à tarde pode, tá todo mundo curtindo. A grande festa dos noruegueses aqui no Brasil, né, nas grandes capitais, nas grandes cidades também, grandes concentrações.
Nada como um domingo à tarde, né, Mário Marra? Domingo, 5 da tarde, aqui para os brasileiros.
Sim, é domingo, né, domingo de futebol, um barato, é o horário que brasileiro adora, né, ver futebol, tá acostumado a ver futebol. E eu vou Eu acho que assim, as pessoas estão com um respeito grande, assim, claro que não dá para generalizar, pelo futebol holandês, pelo futebol norueguês, muito por causa do Haaland. Mas todos nós sabemos, o Biratan Leal concorda comigo, tenho certeza, e Leonardo Bertozzi também, que o maior norueguês de todos os tempos é John Arne Riis.
É, eu gostava de, eu gostava muito de Tor André Flo.
Posso voltar?
Pode voltar. Invertendo o tom, a cara toda vermelha.
Tô sofrendo muito?
Não, né?
Eu sou do tempo de Tor André Flo, mas se eu fosse para provocar o Marra, eu falaria de Solskjær, né?
O assassino com cara de bebê.
Ai, Brasil-Noruega, Nova Jersey, André que fure no clima. Pro jogo de daqui a pouco, 4 horas e 10 minutos para bola rolar. O clima aí já no estádio em Nova Jersey. André, boa tarde para você.
Oi, Alex, tudo bem por aí? Um abraço a todos em todos os lugares do mundo, é um abraço e uma satisfação falar com vocês aqui. Em relação ao clima, do ponto de vista literal, Alex, a parte climática, o aspecto que é importante: 27 graus, uma queda significativa. Muita chuva desde a noite de ontem na região aqui de Nova Jersey. A gente estava na Filadélfia ontem para o jogo da França e do Paraguai, e lá também teve muita chuva durante toda a madrugada, começando por volta de umas 10 horas da noite.
Nossa viagem de carro para Nova Jersey foi sob chuva o tempo todo. Em Nova Jersey choveu durante toda a madrugada, a temperatura caiu E os céus estão ameaçadores hoje aqui no estádio MetLife, nessa região de New Jersey, em Nova York. É prevista chuva para hora do jogo, chuva para depois do jogo também. Essa é uma questão que afeta, é claro, o nosso trabalho. Mas em relação ao desgaste dos jogadores, já que o MetLife é um estádio aberto, o ambiente deve estar mais favorável para o jogo de futebol.
Temperatura ao redor dos 28, 29 graus, 30 graus seria a temperatura máxima durante a tarde de hoje por aqui. Seleção Brasileira, claro, ainda não chegou. A perspectiva de escalação, se não houver nenhuma mudança de última hora, é a entrada do Gabriel Martinelli no lugar do Lucas Paquetá. E o Brasil bastante interessado, obviamente, em vencer a Noruega pela primeira vez na história após 4 confrontos e seguir na Copa do Mundo. Por aqui, movimentação de funcionários, alguns torcedores, portões ainda não abertos.
Mas como eu disse, céus ameaçadores, temperatura super agradável em comparação ao que a gente teve nos últimos dias, mas a chuva sempre atrapalha, atrapalha, atrapalha bastante.
Filadélfia ontem tava muito quente, muita chuva. Qual a possibilidade, Gabriel Martinelli? Vamos, vamos Vamos só tentar entender a partir de agora com o Marra, com o André, com o Léo, com o Bira, como vai, como vai ser esse encaixe do Martinelli, para que lado joga. Joga o Matheus Cunha mais centralizado, o Gabriel Martinelli mais para esquerda, mais o meio?
Não, eu acho que em alguns momentos pode ser, é porque assim, naturalmente ele seria um triângulo no meio, né, com o Casemiro na base, o Bruno e o Martinelli. Se ele for fazer a essa função do Paquetá. Mas em alguns momentos pode ser mais próximo de um 4-2-4 quando o Brasil tiver com posse, né, no sentido de Casemiro e Bruno, e aí Martinelli, Matheus, e o Vinícius e o Rayan abertos. Aí seria mais 4-2-4 com bola. Para quê? Para Vinícius e Rayan largarem o campo e os outros jogadores atacarem a área, que é o que o Martinelli faz muito bem e fez, por exemplo, na jogada do gol.
Então eu acho que ele tem essas alternativas, da mesma maneira que sem bola ele pode ter o Rayan fechando o lado e uma alternância. Ora, ora o Martinelli fecha a esquerda, ora o Matheus Cunha fecha a esquerda. Quem não fecha a esquerda é o Vinícius. Esse vai sempre ficar ali esperando uma roubada de bola, um contra-ataque para ser acionado. Mas o Martinelli é um jogador que o Ancelotti destacou como muito inteligente taticamente, né?
Então eu acho que ele vai com bola, ele vai jogar mais para o— não é política, tá? Mas mais para o centro-esquerda, vamos dizer assim.
É, eu concordo. Acho que a gente vai ver o Vinícius mais perto do gol. Essa entrevista que a gente tem repetido, né, quando o Ancelotti fala mesmo do defendendo, atacando, eu acho que o Martinelli pode cair um pouco mais pela beirada. Acho que ele pode inverter, inverter não é bem a palavra, acho que ele pode alternar com Vinícius, de o Vinícius às vezes abrindo mais, às vezes o Martinelli abrindo mais. E quando o Martinelli abre mais, o Vinícius fica como jogador de área.
Eu acho que talvez o jogador que vai mais correr em campo hoje vai ser o Mateus Cunha. Ele, isso eu falo quilômetros, tá? Acho que talvez ele seja o jogador mais sobrecarregado, porque várias vezes ele vai estar perto da área do Vinícius, mas talvez ele tenha mais a obrigação de voltar também, de ajudar recompondo o meio, e menos essa obrigação do Vinícius. Me chamou atenção porque o Ancelotti falou que várias vezes o Douglas Santos vai ter, e ele cita, né, ele cita na entrevista, o Douglas Santos vai ter que sair também um pouco mais para o jogo.
E eu tenho gostado da Copa do Douglas. O Douglas é correto defensivamente e ele quando sai, a gente acompanhou muito de perto o Douglas Santos na época do Atlético, ele não sai assim tão bem, mas ele sabe sair mais para o jogo quando começam a cair as primeiras gotas de uma chuva aqui em Ixi Maria!
É, fala, André.
André?
Não, eu achei, Alex, que você pensou que eu tinha chamado, mas na verdade é você que está me chamando, né? O Marra falou sobre as primeiras gotas. A gente tá aqui ainda torcendo para que as primeiras gotas não caiam, mas acho que essa vai ser uma torcida sem muita esperança por aqui hoje. A minha impressão é que essa inteligência tática do Gabriel Martinelli é crucial para que ele tenha convencido, por intermédio da participação dele nos últimos treinamentos, o Carlo Ancelotti a escalá-lo em vez da opção com o Danilo.
É meio claro que a seleção com o Martinelli, ela tende, pelo menos teoricamente, a ficar um pouco menos defensiva do que com o Danilo jogando na posição do Lucas Paquetá. E aí é preciso haver todas as compensações, e essa inteligência que o Martinelli tem, não só ele, claro, mas também principalmente o Matheus Cunha, do trabalho sem a bola em relação ao posicionamento, já que o Haaland vai exigir uma atenção especial muitas vezes de 2 jogadores, e isso obviamente causa o chamado cobertor curto.
O campo é muito grande. Se você destaca 2 jogadores para acompanhar apenas um, alguém vai ficar livre. Se esse alguém for o Odegaard, o Brasil terá problemas, porque esse é um jogador extremamente inteligente na maneira como a Noruega faz a bola circular e chegar ao Haaland para que ele defina. Então vai ser um jogo de muita atenção defensiva da seleção brasileira. E a escalação bastante provável do Martinelli me faz pensar que o Ancelotti está confortável com o risco defensivo que isso representa.
Ele acha que a presença do Martinelli, do ponto de vista do que a seleção quer fazer ofensivamente, faz mais bem ao Brasil do que mal no aspecto defensivo. Então assim, o jogo é muito difícil, a seleção brasileira precisa estar muito atenta. Eu continuo com A frase que o Léo, que felizmente tá aqui hoje para ouvir também, falou ontem ou anteontem, ontem, que é no sentido de apresentar perguntas à Noruega. Eu acho que o time que tem mais e melhores perguntas a fazer no jogo é a seleção brasileira, mas isso não significa que a Noruega também não as fará. Esse é um dos problemas que o Brasil tem para enfrentar hoje.
Acho que a escolha entre Danilo e Martinelli tem muito a ver com como o Ancelotti acha que o jogo se dará, qual que vai ser o ponto em que um time ser melhor que o outro vai fazer com que ele domine, controle, ele tenha vantagem sobre o outro. Se for um duelo de meio de campo, se ele achar que é um jogo para duelo de meio de campo, eu fico com a sensação de que o Danilo Santos seria melhor. Você povoa um pouquinho mais o meio de campo, consegue controlar um pouco mais o jogo naquele meio de campo ali.
E eu tenho uma, já falei aqui no podcast quando foi definido que teria esse Brasil-Noruega, eu fico com impulso de achar que é melhor o Danilo Santos. Agora, se o Ancelotti e a comissão técnica dele tem uma leitura do jogo que acha que o jogo pode ser mais um jogo com transições, então a capacidade de você ocupar os espaços certos na hora em que esses espaços aparecerem, eu entendo ele pensar no Martinelli. Porque o Martinelli, por exemplo, é um cara que pode fechar uma linha de 4 no meio de campo quando o Brasil não tiver com a bola.
Então não apresentaram espaço ali para Noruega. Agora, numa saída, você ganha um Martinelli que pode se associar com o Douglas Santos, e principalmente soltando Vinícius Júnior, para você ter uma saída muito boa pelo lado esquerdo. Levando-se em conta que a Noruega é um time que tem problemas pelos lados do campo, é a maior vulnerabilidade da Noruega, é campo, tanto ofensivo quanto defensivo, né? Ofensivamente também, a Noruega, ela tende a afunilar o jogo.
Até tem o Musa, que até um jogador que abre um pouco mais. Tem alguns jogadores como opções para abrir um pouco mais o jogo, mas a tendência natural da Noruega é afunilar. Por quê? Porque o Ødegaard é um meia que trabalha mais pelo centro, e o Haaland é um centroavante mesmo. E um centroavante que ele trabalha melhor na velocidade, no lance, num jogo vertical. E não é aquele centroavante que fica parado na área, ele também sabe fazer se precisar, mas não é a maior qualidade dele de ficar parado na área para vir cruzamento da linha de fundo.
Então a Noruega tende a afunilar um pouco o jogo. Então talvez o Ancelotti perceba: eu não vou precisar povoar tanto o meio de campo para ganhar os combates lá, porque talvez seja um jogo com transições, com ocupações de espaços mais rápidas. E daí nisso o Martinelli dá mais versatilidade para ele. Talvez tenha sido essa leitura. E claro, ele fez o teste e deve ter se convencido que o Martinelli está à altura desse desafio. Porque a gente fala, ah, eu preferia o Danilo, eu preferia sei lá quem, a gente pensa muito na teoria.
Ele foi lá e assim, claro, uma prática de treino, não é uma prática de jogo mesmo, mas ele botou lá na prática para funcionar. E ele deve ter tido uma sensação de que o time se comporta mais do jeito que ele imagina que seja mais vantajoso com o Martinelli. Então o Ancelotti acho que já provou pra gente ao longo da carreira dele que ele é um cara que tem um feeling do jogo muito bom, né? Então é assim, o instinto dele de jogo é bom.
Então, apesar dele ter errado contra Marrocos, né, o instinto dele errou contra Marrocos, mas o que mostrou que ele mexe bem dentro dos jogos também, né?
E os riscos, Mário Barra, que a seleção brasileira corre hoje?
O número 1 é o Haaland, né? É um louco, né? É o cara do gol, o cara que tem um número de gols incrível. Assim, o número é assim, ele é perigosíssimo. Ele tava acompanhando uma discussão do Fábio Luciano falando, né, sobre isso, sobre marcar um atacante que tem, que gosta de usar referência. O problema é o Haaland, ele vai bem encostando no zagueiro e tendo a referência física do zagueiro, mas ele vai muito bem também com espaço para correr, porque ele é um jogador muito veloz.
É incrível, né? Um grandalhão daquele jeito, mas é um jogador que tem aquele, aquele vídeo incrível, né, que assim, na época do Borussia Dortmund ainda, quando ele vai num contra-ataque assim numa velocidade assustadora, uma velocidade medalhista, Eu diria, em Jogos Olímpicos, e chega até a área adversária e ele continua fazendo isso. Eu acho, eu quero que o Brasil ganhe, mas eu acho uma pena o Haaland sair da Copa. Eu vou deixar bem claro, né, para que isso não seja mal interpretado, eu prefiro que o Brasil ganhe, tá?
Mas seria muito bom se a Noruega tivesse em uma outra chave para ela continuar, para o Haaland continuar mostrando para o mundo quem ele é. Hoje eu espero que ele mostre menos, mas para mim esse é o grande perigo. Tem nome e sobrenome, inclusive ele tem usado sobrenome da mãe, né, na camisa.
André, pois é, ontem a gente conversava aqui, o Marra trouxe essa discussão a respeito de alguma coisa que corre aí em mídia social. Felizmente não chegou até mim, exceto pelo comentário do Marra aqui na nossa conversa diária. De gente achando que, ah, é tranquilo porque o Gabriel Magalhães pôs o Haaland no bolso, né, durante a última temporada da Premier League. Isso é um equívoco de tal monta que inverte a situação. Então eu não tenho nenhum problema em dizer, se há uma situação específica do jogo de hoje em que os noruegueses se sentem bem confiantes e otimistas, é o duelo individual Haaland-Gabriel Magalhães.
É justamente o contrário do que ficou voando aí nos últimos dias em mídia social. E aqui não vai absolutamente nenhuma crítica ao Gabriel Magalhães, ele é um excelente zagueiro, a camisa da seleção brasileira fica muito bem no corpo dele, mas no enfrentamento individual com o Haaland ele está um pouco para trás em relação ao que seria uma situação de confiança para jogar. Isso não é culpa dele. Não há outro zagueiro no mundo que se sentisse diferente em relação a esse atacante.
O grande problema é esse: o Haaland tem vantagem individual contra quem quer que seja. E no último duelo, que foi o jogo que o City ganhou do Arsenal, independentemente de quem ficou com o título, porque o título é uma conquista coletiva. O título não é uma conquista do Gabriel Magalhães sobre o Haaland, ou ao contrário, se o City tivesse dado a volta no Arsenal, como aconteceu no passado. Mas no último encontro, o Haaland fez um gol, o City venceu.
Então eu tenho certeza que o Haaland hoje se sente confiante por, um, conhecer intimamente dentro do campo os comportamentos do Gabriel Magalhães. E saber por que fez isso, que pode se dar bem em duelos individuais novamente. Se isso vai representar algo decisivo no jogo entre Brasil e Noruega é uma outra história, mas não se pode acreditar que o Gabriel Magalhães está absolutamente sossegado com o enfrentamento que ele vai ter hoje, porque ele não está, e ninguém no lugar dele estaria.
Para mim, esse é o grande drama. Se há um, repetindo, se há um aspecto específico específico em que a Noruega se sente favoravelmente bem é o duelo individual entre o Haaland e o Gabriel Magalhães. O Gabriel vai precisar de bastante ajuda e de muita inteligência para jogar de todo o sistema defensivo da seleção brasileira.
É, então, esse duelo é interessante e o ideal é que ele aconteça o menos possível, né? Porque assim, vamos lá, a bola chega ao Haaland e ele precisa de um toque. O Haaland não é o Harry Kane. O Haaland não vai tocar 30 vezes na bola, ele vai tocar 8, 10, 12 vezes na bola no jogo. No City, às vezes ele até vai tocar mais, né, porque é como o time joga. Mas na Noruega você não vai esperar isso. Então a maneira que o Brasil tem é tentar cortar o acesso a ele.
Como o Biratan disse, o Nusa, cara, é não deixar o Nusa no mano a mano com o Danilo, por exemplo. Porque é uma situação que ele tende a levar vantagem. Então assim, não criar as situações em que um jogador possa deixar o Haaland na cara do gol, porque assim, a bola vai bater nele e entrar. O gol que ele fez agora contra a costa do Maffei, ele não precisou nem empurrar a bola para o gol, a bola bateu nele e entrou, porque ele vai achar a posição.
Ele é um jogador que tem uma leitura de espaço de— quando a gente fala a bola procura, a bola procura é uma maneira de falar, porque o cara, quando a gente fala, ah, como é que o Pipo Inzaghi tava sempre no limite da posição de impedimento? Porque o cara tinha uma noção espacial, um feeling, que ele sabia exatamente onde a bola ia estar. O Haaland tem esse feeling, ele tem essa noção, né? Então assim, é o mínimo descuido e ele vai estar lá.
Porque se o Odegaard tiver com a bola no pé e ele tiver desmarcado, ele vai achar. Se o Núñez tiver no mano a mano, ele vai achar. Então você tem que cortar o suprimento, você tem que fazer com que a bola não chegue a ele, porque se chegar, cara, é assim Ele não precisa de muito.
Léo, oi.
E tem uma coisa que é a própria, a própria dinâmica do futebol, né? Pode haver hoje 5 duelos entre eles decisivos, bolas na área e tal. O Gabriel pode ser perfeito, impecável em 4. Se o Haaland acertar um, isso pode ser o que define vencedor e perdedor no jogo de hoje. Então assim, até a maneira como o futebol é está favorável ao atacante, não ao zagueiro.
O futebol é um esporte que assim, duelo entre jogador de defesa e jogador de ataque, o jogador de defesa para dizer que venceu o jogo, venceu o duelo, ele tem que— não basta uma vitória como o André falou, de 5 a 1, 4 a 1. Não, tem que ser uma vitória mais contundente ali, né, vencer mais duelos ainda. Agora Acho que o Gabriel Magalhães teve mais vantagens em duelos contra o Haaland na penúltima temporada, que daí foi uma temporada em que o Manchester City também não funcionava direito.
O Arsenal não tava uma maravilha absoluta também, mas o Manchester City teve muitos problemas. Então todo o mecanismo que faz o Haaland ser acionado não funcionava direito, e nisso o Arsenal teve várias vantagens, vários jogos em que o Haaland não apareceu, inclusive jogos contra o Arsenal. Que o Gabriel Magalhães teve vantagem. Na última temporada não foi. Agora, é verdade também que o Gabriel Magalhães, a gente tem até clipes que separaram aí nesses dias, é um jogador que, que os duelos dele contra o Haaland acabam sendo marcantes, até pela importância que os jogos normalmente têm na Premier League.
São jogos marcantes, então são jogos em que os dois ficam mais pilhados. E a gente até viu eles ali testa com testa, tudo. Então é um duelo diferente, é um duelo que acho que o Haaland no histórico tem vantagem, até os números mostram isso. Mas assim, é um duelo que nenhum dos dois tá confortável, porque o Haaland sabe que ele vai estar pegando um dos melhores zagueiros do mundo, e o Gabriel Magalhães sabe que tá pegando os maiores atacantes do mundo.
É um duelo em que num dia específico, como o dia de hoje, qualquer um pode vencer. E quem vencer esse duelo talvez vença o jogo. Então é assim, ficar insuportável com isso. Ainda bem, na verdade, que a gente tem o Gabriel Magalhães ali. Ele não tem um histórico de, vai, de mais vitórias e derrotas contra o Haaland, mas assim, eu prefiro ter ele do que ter, sei lá, um outro zagueiro qualquer que a gente poderia ter ali à disposição.
Não vou mencionar nomes para não parecer sacanagem pessoal com ninguém, né? Então é isso. Agora, esse jogo tem uma coisa desse jogo que me incomoda um pouquinho, mas ao mesmo tempo espero que isso tenha desse dado acender o sinal de alerta na seleção para tentar ver. Esse jogo tem alguns elementos que me lembram o Brasil-Bélgica de 2018. E daí eu não tô falando em relação a que vai, vamos perder igual, mas a Bélgica tinha como leitura de jogo, como grandes escapadas, o que a Noruega tem.
A Bélgica tinha o Lukaku, tinha o De Bruyne e tinha o Hazard como grandes escapes, e era um time que tinha que tava muito feito para contra-ataque naquele jogo. A Bélgica fez algumas movimentações que confundiram a marcação do Brasil. A Bélgica achou esses contra-ataques e nisso ela ganha o jogo, só nos contra-ataques do primeiro tempo. No segundo, o Brasil reage, mas não é suficiente. Agora, o que a Bélgica fez naquele dia também foi colocar o Lukaku na ponta, né, mudar posicionamento que confundiu a marcação.
Eu não vejo a Noruega fazendo uma alteração tão radical assim, porque o jogador jogadoras não cabe muito isso. Agora, é um jogo que o Brasil tem que fazer hoje o que não fez em 18: não deixar a Noruega sair como a Bélgica conseguiu sair naquele jogo, e não tomar o primeiro gol, e não tomar o primeiro gol. Porque todo mundo esquece, o Brasil mandou uma bola na trave antes da Bélgica fazer 1 a 0, né? O Thiago Silva mandou uma bola na trave naquele jogo.
Mas assim, acho que o Brasil pode usar um pouco aquele jogo, e tem jogadores hoje que estão naquele time, que estavam naquele time, de, ó, Se a gente conseguir fazer hoje o que a gente não fez no primeiro tempo daquele jogo, a gente encaminhou muito a vitória. Porque é não deixar a Noruega ter essa velocidade, ter essas escapadas, que o Brasil não foi capaz naquele dia. Agora, eu também acho que a Bélgica era um time mais completo do que a Noruega hoje, um time que tinha mais jogadores bons em todas as posições.
A Noruega tem abismos, né, entre umas posições e outra. Então é uma, é um incomoda a lembrança, aquele gatilho de memória, mas ao mesmo tempo fala, olha, se pensarem também, se tiverem essa cara de olhar aquele jogo, de repente também pode ser o caminho de vencer agora.
André Kifuri, boa cobertura, bom jogo para você. Daqui a pouco sem chuva, tá? Já basta ontem. Que aventura ontem em Filadélfia, hein?
Ontem foi uma aventura climática, 38 graus, um calor absurdo, e aí depois do jogo ventania epidemia, raio, tempestade, chuva na estrada. E é assim mesmo, é o que tem. Alex, um abraço a todos aí. Tomara que hoje— não parece que vamos conseguir, mas tomara que não chova. Um abraço, até a próxima, e bom jogo para todo mundo.
André Kfouri volta durante toda a programação e logo depois do jogo no Linha de Passe, assim que a bola parar de rolar. O Futebol no Mundo é um programa necessário, é só isso que eu tenho dizer para todo mundo que está nos acompanhando, é uma discussão de alto nível sobre o futebol e não sobre torcida, né? Mário Barra, é Brasil e Noruega daqui a pouco, mas na sequência teremos um México e Inglaterra. Falamos com Renato Ceniza agora há pouco, expectativa enorme para o jogo de logo mais às 9 horas da noite, horário de Brasília.
Último jogo no Azteca, vai ser uma pressão danada para Inglaterra hoje lá no Azteca, né?
Vai ser sim, vai ser sim. Já tô bastante ansioso para esse jogo. A BBC tá, sentiu o golpe, hein? Não sentiu o golpe, fez uma matéria jornalística bem legal mostrando o que é o Azteca, mostrando que é o estádio que coloca a coroa nos reis, né? Aí lembra do Pelé, lembra do Maradona, mostra o retrospecto do México em jogos oficiais. E como o México é muito forte em jogos oficiais no Azteca, a Inglaterra tem problemas. Acompanhei um esboço de escalação do Alan Shearer e fiquei pensando, gente, isso não vai dar certo.
É claro, o Alan Shearer não é o técnico, né, ele só deu o palpite dele. Mas ele falando do Stones jogando como, como zagueiro, Stones teve uma temporada, eu acho Stones ótimo, tá, mas ele teve uma temporada de muito pouco jogo. E para o jogo de hoje, será que aí o Konsa iria para lateral direita fazendo um zagueiro barra lateral pela direita? Ele já jogou assim no Aston Villa várias vezes e poderia jogar por ali porque o Reece James tá fora.
O Konsa deve para o jogo, mas vai para aguentar o batidão de um jogo assim pesado no Azteca? Não sei. Então pode ser que o Rice já comece por ali. Alex, o México dificilmente perde em casa. Eu acho que hoje é se a Inglaterra quiser. Não, a gente tá cansado de saber que a Inglaterra quer, mas a Inglaterra precisa jogar mais hoje. Mais companheiros vão precisar ajudar o Harry Kane.
O Bellingham, Harry Kane. Mas assim, hoje a pressão vai ser muito grande e a Inglaterra vai precisar mostrar o que não mostrou até agora, né? Ele teve momentos, mas não grandes partidas, né?
A primeira com a Croácia foi uma boa partida, mas depois assim, foi normalmente a gente vê seleções indo de menos a mais, tipo o Brasil, né? A Inglaterra foi o contrário, né? Inglaterra não teve uma atuação convincente ainda como a primeira, mas vamos ver hoje. O que eu acho que pode ser positivo para Inglaterra é que a Inglaterra fez os seus piores jogos contra seleções com defesas baixas, blocos baixos, e talvez o México não jogue assim, talvez, porque eu acho muito difícil uma seleção que joga em casa com a torcida empurrando jogar enfiada lá atrás.
Eu acho que mesmo que quisesse, naturalmente o impulso da massa te faz se soltar um pouquinho mais. Então eu acho que a Inglaterra pode encontrar um pouquinho mais de espaço para os seus pontas. É o que a gente destaca sempre, né? Inglaterra é um time que essencialmente cria pelos lados. A Inglaterra não tem criação por dentro praticamente, né? Ela tenta acionar os pontas para a bola ser cruzada ali para o Harry Kane, para uma chegada do Bellingham, para conseguir uma bola parada.
Enfim, esse é o jogo.
Então eu acho que Inglaterra pode achar mais espaços e isso pode ajudar. Mas eu não desprezo o componente de ambiente, o componente mental, a confiança do México. Eu acho que o México joga muito melhor do que eu imaginava. E nisso aí tem que destacar o Javier Aguirre, que é um técnico experiente, rodado, trabalhou muito bem no futebol espanhol também já várias vezes. O cara sabe de bola, né? Tá tirando muito do Quiñones, que faz uma bela Copa.
Esse cara foi artilheiro do Campeonato Saudita, que tem Cristiano Ronaldo, que tem Benzema, que tem, Retegui, o artilheiro foi ele, né? E ele fez uma bela temporada. Gilberto Mora, que é um garoto de 17 anos, tá jogando muito bem também. César Montes, zagueiro, faz uma bela Copa. Então assim, o México não é um time de perdidos na rua. Mas cara, eu tô super ansioso para esse jogo. Assim, em termos de ambiente, eu acho que não vai ter nada igual nessa Copa, de verdade.
É, e até por isso eu acho que o México não vai ficar todo lá atrás. Primeiro, o México não é um time que foi montado para isso. Sim, então assim, talvez ele precise fazer em determinado momento do jogo de ficar todo lá atrás para se segurar, mas acho que não é a vocação do México como é a de Gana, que foi um time claramente montado para jogar dessa forma, do Paraguai. A segunda coisa, daí acho que não é nem só questão pressão da torcida, qual que é um dos fatores que tem chamado atenção dessa Inglaterra jogar no México?
O Tuchel falou isso, a imprensa inglesa tá falando disso, e é uma coisa que a gente fica curioso porque é uma coisa que tá muito no nosso dia a dia do futebol sul-americano. Um jogo na altitude. Europeu não sabe o que é jogo na altitude, não há altitude na Europa assim, cidades com altitude muito grande que tenham times de futebol competitivo para ter jogos importantes em altitude. Isso não acontece na Europa, não tem uma metrópole nos Alpes, né, no meio dos Alpes ali para ter um jogo com 3.000 metros de altitude como a gente tem aqui nas Américas.
E lá é 2.200, que nem é tanto, mas o Turra mesmo falou que ele sentiu um pouco de dor de cabeça, cabeça, que os jogadores no treino de ontem sentiram um pouco no começo do treino, depois. Então eu não duvido, o México queria fazer o contrário até, armar uma correria para cima da Inglaterra para testar o pulmão da Inglaterra, para ver o quanto a Inglaterra consegue responder. E de repente ver se a Inglaterra estoura o limite dela de tolerância à altitude rápido, e de repente isso não começa a prejudicar o futebol da Inglaterra, porque a Inglaterra não vai fazer aquilo que a gente costuma fazer aqui na América do Sul, que é chegar horas antes do jogo.
A Inglaterra já está na Cidade do México, dormiu na Cidade do México, então vai ficar com 2 dias de altitude na cabeça, o que a gente mesmo considera que não é o ideal. A gente fala ou se fica muito tempo ou se chega no dia do jogo. A Inglaterra não tá fazendo nenhuma coisa nem outra. Então eu acho que o México vai querer testar esse limite inglês da altitude. E assim, é um tipo de torcida que a Inglaterra, que os europeus também não estão acostumados a lidar, tipo o nível de barulho, o nível até de intimidação, de chegar lá na hora de bater escanteio, o cara lá no seu ouvido assim falando algumas coisas assim que pode irritar.
Até porque até existe isso em lugares da Europa, como sei lá, na Sérvia, na Turquia, na Grécia, mas é um pouco diferente. E nem sempre os ingleses experimentam essas torcidas em situações tão competitivas assim. Talvez o Galatasaray ali na Champions tenha conseguido um pouquinho, Mas de resto são jogos em que, sei lá, Inglaterra quando vai jogar na Sérvia pelas eliminatórias, como jogou na Sérvia, os torcedores sérvios naquele jogo assim já tem um nível de compreensão que a coisa vai ser diferente.
Uma submissão maior.
Não é um clima de um Estrela Vermelha Partizã, né? Então eu acho que os ingleses podem sentir um pouco. Eu acho que o México vai tentar testar essa tolerância inglesa ao cenário.
Vai ser um super domingo, hein? E lá para meia-noite nós saberemos o confronto das quartas de final: Brasil ou Noruega, tomara que Brasil, contra México ou Inglaterra. Mário Barra, um bom domingo para você. E agora, o que será do dia? Vamos ficar com o Brasil e Noruega, né?
Não, ficar com o Brasil e Noruega, depois com um mosquito aqui me enchendo a paciência, e depois com México e Inglaterra, né? E observando também os jogos que Amanhã, e já curtindo aquele luto de daqui a pouco vamos ter um dia sem jogo na Copa. Muitos argentinos, viu, Alex? Muitos argentinos, eles vão invadir Atlanta. E ainda não vi nenhum egípcio.
Quarta-feira, quarta-feira será a folga, mas até lá tem, tem a segunda, tem segunda-feira, tem terça, tem muita coisa pela frente ainda. Mário Barra, bom domingo para você, hein?
Prazer, companheiros. Até mais.
Valeu, Mário Marra! Agora liberado para almoço lá em Atlanta. Nossa, Argentina-Egito, mensagens aqui, mensagens. Nós vamos até 1:30. Obrigado, gente, pela audiência, tá? De novo, Futebol no Mundo é um programa importante e necessário. Diz aqui a Inglaterra, o Henrique diz que a Inglaterra vai cair para o México. Já estamos no TikTok, agora há pouco a live da chegada dos jogadores de Cabo Verde em casa, né? Grande festa Você acompanhou no TikTok, agora já estamos no TikTok também. Brasil e quem, hein? Eu, eu, isso, posso?
É depois dessa discussão toda, aquele palpite ousado para dar assim. Eu tô com uma coisinha de México passando aqui. O México só perdeu duas vezes na história jogos oficiais no Azteca. Curiosamente assim, perdeu para Brasil, perdeu para Itália, perdeu para Alemanha, perdeu para essa— não, perdeu para Jamaica e Honduras. São as duas derrotas em eliminatórias, até foram recentes. Recentes, né, eliminatórias de 2018, acho. Mas eu tô com uma coisinha de México passando, viu.
A única, a única vitória do México em mata-matas até agora, até essa última, foi contra a Bulgária no México, né. Então são duas na história só. Mas não sei, eu, eu, é Brasil e Inglaterra, eu acho que é Brasil e Inglaterra ainda. Eu estou sentindo que esse destino de repetir 2002 está à nossa espera.
Todas as vezes que o Brasil enfrentou a Inglaterra em Copa, foi campeão do mundo. A única vez que o Brasil foi campeão do mundo e não enfrentou a Inglaterra foi quando a Inglaterra não estava na Copa, foi em 94. E o Brasil enfrentou a Holanda, que foi o time que tinha eliminado a Inglaterra nas eliminatórias. Foi Inglaterra, foi Holanda e Noruega ficaram na frente da Inglaterra em 94.
Brasil e Inglaterra. Brasil e Inglaterra, aí seria no sábado à tarde, né?
Sabadão.
É, o pessoal que tava querendo feriado já lascou. Agora só na semifinal.
Semifinal seria na quarta, porque o Brasil jogaria a segunda semifinal, né? A primeira é do lado da França.
Então a semifinal na outra semana, terça e quarta-feira, o Brasil jogaria a segunda semifinal na quarta-feira. Feriado só se fazer passar. Vamos dar uma olhadinha na festa, da festa da chegada dos jogadores de Cabo Verde. O Antônio Gabriel está lá. Olha só, gente, que coisa linda, né? Que nós estamos vendo num caminhão com jogadores de Cabo Verde, a grande festa, batucada. Que lindas imagens! Olha que legal, merecido, né, Bira?
Ah, merecidíssimo! Assim, Cabo Verde se tornou a grande história da Copa, já é a grande história da Copa. E a forma como eles atuaram contra a Argentina, né, botaram a Argentina contra as cordas. Não é aquele 3 a 2 que Cabo Verde achou 2 gols, não. Cabo Verde trabalhou pelos 2 gols. Sempre que Cabo Verde ficou atrás, se organizou para tentar buscar o gol da reação e e buscou duas das três vezes que precisou. E olha, mais 5 minutos de jogo era capaz de empatar de novo, porque a Argentina tava desesperada.
E o que Cabo Verde fez não foi só que fez uma grande atuação contra a Argentina, mas expôs a Argentina, né? Cabo Verde colocou a Argentina num limite em que a Argentina não havia se colocado nesse ciclo nesses últimos 4 anos. E a Argentina até Né, a gente até pode discutir algum, alguns problemas que a Argentina expôs, porque Cabo Verde forçou a Argentina ao limite. Então uma atuação espetacular, um time que a gente sabe que tem muito menos recursos, que é montado com jogadores que jogam em ligas muito menos glamourosas, que trabalham em condições de trabalho no dia a dia muito menores, porque trabalha em clubes pequenos que nem sempre vão oferecer o máximo do máximo de infraestrutura no geral para eles e fez uma grande Copa do Mundo. Cabo Verde não perdeu nos 90 minutos para ninguém.
Olha só que imagens para você que está nos ouvindo, os jogadores num caminhão na cidade de Praia, né, no meio do povo. Realmente uma grande festa, grande festa com carros, com gente, com criança, as crianças no alto do prédio com bandeiras de Cabo Verde. Que legal, né? O futebol conta grandes histórias. Que legal que o Cabo Verde agora, onde o Antônio Gabriel ontem falou inclusive, né, que agora as pessoas estão começando a olhar de um jeito diferente, né, para o futebol. Legal.
Assim, é bom destacar que houve já comentários ontem, a gente recebo comentários no YouTube, no Spotify, de gente de Cabo Verde falando que, olha, a gente curte futebol, tem jogadores que começaram aqui, né, e foram. E a gente quer agradecer todos os comentários, porque assim, ontem ficaram muito felizes com a menção, com o fato do Antônio Gabriel tá lá acompanhando. Então quero reforçar aqui esse agradecimento, porque a gente acabou descobrindo um público muito maior.
Ó, vozinha lá! Um público muito maior do que a gente imaginava até que tinha na em Cabo Verde, na África lusófona. E sabe por que que é isso, Alex? Porque a gente, a gente dá moral para eles desde o começo, né? Isso começou lá, não foi babação não, tá?
Porque aí a Copa tá mostrando que começou lá nas eliminatórias, né?
E a gente acreditou na história de Cabo Verde, então nos gratifica muito.
A gente começou a falar de Cabo Verde foi nas eliminatórias para Copa Africana, que Cabo Verde não passa, mas vez fica assim, é na última rodada, num confronto direto, e perde. Mas assim, você via a evolução de Cabo Verde chegando perto. Até que dessa vez conseguiu bater as costas.
Tem duas camisas da Seleção Brasileira no meio da festa ali, ó.
E o que eu achei muito legal também, até a forma como a torcida brasileira, que reagiu muito bem à campanha de Cabo Verde, tudo, que ajudou a aproximar, sem dúvida, aproximar. Você vê que até o primeiro-ministro de Cabo Verde, dando entrevista ao Antônio Gabriel lá, ele agradece o povo brasileiro. Caboverdianos se manifestando muito nas redes sociais para agradecer o Brasil. Não precisa nem, a questão não é nem agradecer ao Brasil, mas como essa ponte foi criada.
E no final das contas, o próprio, a própria presença do Antônio Gabriel lá mostra que a gente tá muito mais perto do que parece. Ele pega um voo de 4 horas de Recife, ele pegou de Recife até praia, ele foi para lá, 4 horas de voo. Ou seja, para ele que tá em Recife é mais perto ir para praia do que para Porto Alegre. Aqui no sul do país. Você vê como o Cabo Verde tá muito mais perto da gente do que a gente imagina. Então foi muito legal que essa ponte foi construída.
Assim como o Oiapoque tá mais perto do Canadá do que do Chuí.
Então assim, tá mais perto do que a gente imagina. E assim, até o sotaque caboverdiano é mais parecido com o nosso do que a gente talvez imaginasse, né? Então é realmente assim, é muito perto, é muito ali os dois povos.
Legal demais. Vamos embora?
Ah, já?
Vamos embora, é 1:30 já, né?
Eu ficaria mais meia horinha.
É, mas tô ansioso, o tempo vai passando, né? Ó, você pode ver todos os jogos da Copa do Mundo na Casé TV dentro do Disney Plus. Vamos embora?
Vamos, vamos, vamos!
E viva!
Um abraço para os amigos paraguaios também, para o Tonhão, né? Tonhão Strini, nosso Antônio Chamorro, que é repórter do site também, dos canais ESPN, que é paraguaio. E tem que estar muito orgulhoso da campanha que o Paraguai fez, desses jogadores bravos, valentes, e que orgulharam o país aí pelo que fizeram e deram muito trabalho para a França.
É Copa do Mundo, tá acabando, não tá acabando, mas tá acabando. Amanhã nós estaremos de volta. Quem está aqui amanhã?
Eu tô, você tá? Eu tô a semana inteira agora.
A semana inteira, boa! Amanhã nós estaremos de volta ao meio-dia para celebrar 600 edições do podcast.
Eu espero que seja uma edição de celebração mesmo, tá?
Nossa, imagina, 600, o Brasil eliminado. Não, não, não vamos celebrar, não vamos, né?
600 edições do podcast Futebol no Mundo. Olha só que loucura! O Futebol no Mundo, para quem não sabe, é o programa mais antigo da ESPN aqui no Brasil. Até amanhã, Miriam! Até, gente, obrigado! Vamos juntos nesse super domingo que tá começando. Só vem aí Brasil e Noruega, e na sequência México e Inglaterra. Amanhã estaremos aqui para falar do próximo confronto, o próximo confronto a ser decidido já para as quartas de final da Copa do Mundo. Valeu, bom domingo, e vamos torcer muito para o Brasil hoje. Valeu!