Episódios de Futebol no Mundo

Futebol No Mundo #598: Paraguai x França, Canadá x Marrocos e Argentina passa no sufoco!

04 de julho de 20261h37min
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O Futebol no Mundo deste sábado traz o melhor do mata-mata da Copa do Mundo até aqui! Além disso, hoje tem França em campo e você também confere tudo do sofrimento da Argentina contra Cabo Verde! Vem com a gente!

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Participantes neste episódio12
S

Speaker A

Host
S

Speaker B

Co-hostJornalista
S

Speaker C

Co-host
A

André Kfouri

ConvidadoJornalista
A

André Linares

ConvidadoJornalista
A

Antônio Gabriel

Convidado
C

Conrado Julietti

Convidado
G

Gustavo Hoffman

Convidado
K

Karim

ConvidadoCorrespondente
M

Mário Marra

Convidado
M

Mendel Bidlovski

ConvidadoJornalista
S

Speaker D

Convidado
Assuntos11
  • Copa do Mundo: Destaques da rodadaArgentina x Cabo Verde · Canadá x Marrocos · Paraguai x França · Seleção Alemã · Seleção Inglesa · Seleção Colombiana · Seleção Brasileira · Seleção Norueguesa
  • Análise de seleções e estilos de jogoMelhor jogo da Copa · Melhor seleção da Copa · Seleção de Cabo Verde · Seleção Argentina · Seleção Francesa · Seleção Espanhola · Seleção Alemã · Seleção Inglesa
  • Análise da Seleção de Cabo VerdeCopa do Mundo de 2022 · Independência de Cabo Verde · Diáspora caboverdiana · Seleção de Cabo Verde · Sidney Lopes Cabral · Vozinha · Bubista
  • Desempenho de JogadoresHarry Kane · Michael Olise · Kylian Mbappé · Gabriel Magalhães · Erling Haaland · Martin Ødegaard · Bruno Guimarães · Vinícius Júnior
  • Preparação para o BrasileirãoBrasil x Noruega · Carlo Ancelotti · Gabriel Martinelli · Danilo · Paquetá · Hendrick · Seleção Brasileira
  • O futebol argentino na ColômbiaColômbia x Gana · John Arias · James Rodríguez · Richard Rios · Leila Pereira · Colômbia x Suíça · Colômbia x Argentina
  • Regras e Arbitragem na Copa do MundoAumento de seleções · Número de jogos por dia · Regulamento da FIFA
  • VAR e arbitragemArgentina x Cabo Verde · Messi · Pênaltis
  • Alerta sobre calor na CopaCalor em Houston · Calor na Filadélfia · Alerta de calor excessivo · Paraguai x França
  • Entrevista com Carlo AncelottiMônica Bergamo · Folha de São Paulo · Carlo Ancelotti
  • Brasil na Copa do MundoJogadores da Série A na Copa · Campeonato Brasileiro
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?Voz A

Hello, Brasil! Lá para você que é fã de esportes, podcast Futebol no Mundo está no ar dia 24. Acabou a fase 16 avos de final, acabou a história de 3 jogos por dia. Agora 2 jogos por dia. De alguma maneira parece que estamos na reta final, mas ainda falta tanto. E vai começar hoje as oitavas de final, já daqui a pouco, com Canadá e Marrocos. Hoje vamos conhecer a primeira, o primeiro confronto das quartas de final, já que Paraguai pega a França logo mais. Depois de ontem, hein, Gia? Depois da Argentina ontem.

?Voz B

Você sabe que, bom, olá, bom dia a todos. Primeiro que eu tô falando que o Oscar de melhor jogo da Copa do Mundo—

?Voz A

Já trocou de mãos algumas vezes.

?Voz B

Muda de mãos a cada 2 dias, cara. É um negócio impressionante, né, em relação à emoção, em relação à tensão, né, independentemente de para quem você estivesse torcendo. Eu acho que o jogo de ontem da Argentina mais uma vez recebeu o Oscar de, talvez, de melhor jogo. Foi absurdo. E não é que tá acabando, né, mas de fato agora a gente ter só 2 jogos por dia Horários normais. Horários normais. É pouco, é pouco. Eu estou começando já a ficar triste.

?Voz A

É um sentimento estranho, né, Léo? Do tipo: estamos cansados, sim, mas vamos sentir saudade, sim.

?Voz C

É. E aí? Tudo certo?

?Voz A

Tudo bem aí?

?Voz C

Tudo, tudo. São 16 jogos agora só, cara. Essa que é a realidade. De 104, faltam só 16.

?Voz D

Pois é.

?Voz A

É verdade.

?Voz C

Não vai ter mais aquele dia de: "Que horas são os jogos? Caramba, vamos até mais..." O jogo da meia-noite já era, não tem mais o Corujão, né? Aquele jogo que vai nos segurar aqui até as 3 da manhã, como o Jean ficou ontem. Mas tudo bem, vai. Agora a gente espera que continue do jeito que tá, legal, bacana. A fase de 16 avos de final foi um sucesso, né? Foram grandes jogos, foram raríssimos jogos desequilibrados. A maioria deles foi muito equilibrada, muito, muito.

Quase todos indefinidos até o final, dramáticos, mais dramáticos do que imaginávamos. E Argentina e Cabo Verde é um capítulo à parte. Esse é aquele jogo que vai virar documentário, né? Aquele documentário que o Vozinha vai chegar, sentar, olhar pra câmera, vai falar daquele momento especial que ele pensou: "Acho que hoje vai dar", né? Eu comparo muito assim, eu lembro muito daquele Inglaterra e Camarões, né? Nas quartas de final de 90, que eu era criança e aquele jogo me marcou, cara.

Foi o primeiro jogo de Copa do Mundo que eu falei: "Cara, que jogo, meu Deus do céu!" Ainda mais no meio daquela Copa, que foi uma Copa medíocre, né? Mas aquele jogo foi muito legal. E também com uma seleção africana que tinha encantado todo mundo. Enfim, Cabo Verde é a história da Copa, ponto. Não tem o que falar, é a história da Copa, é a melhor história da Copa. Mesmo sem ter ganhado um jogo, né? Mas sendo bem piegas, ganhou os corações. Mas não perdeu.

?Voz B

É, perdeu na prorrogação, né?

?Voz C

Mas enfim, cara, pegou 3 campeões mundiais, empatou no tempo normal com todos eles e saiu, cara, saiu assim, na boa, esses caras têm que ser nome de praça, sei lá, mas assim, tem que Estão de parabéns, estão de parabéns. Fizeram uma baita Copa do Mundo, levaram a Argentina ao limite. Depois vamos discutir a Argentina e os seus limites, né? Porque eles apareceram no jogo de ontem.

?Voz A

Muitos. Aliás, ontem o Calçad tava falando aqui que, ah, fazer 16 avos de final ficou legal. De repente dá uma ideia para FIFA dobrar o número de seleções e a gente inventar um 32 avos de final.

?Voz B

Não, chega. Eu acho que assim, eu não quero entrar nesse tema. Acho que depois a gente vai ter dias para para tratar dessas pautas, né, quando a gente não tiver jogo e tal. Mas o que eu acho, né, dentro do que o Léo falou, inclusive do equilíbrio que a gente viu nessa fase e tal, e dos problemas que esse regulamento indiscutivelmente tem, como a gente sabia que haveria, talvez a lógica seja realmente você de 48 para 64, porque pelo menos, quer dizer, você vai manter só esta fase de 16 avos, não vai precisar de 32 avos, porque aí é piada, aí realmente acaba com a eliminatória e tudo.

Então eu acho que assim, talvez você aumente de 48 para 64 porque você classifica os dois. Isso, você mantém a fase que a gente acabou de ver, que foi de fato equilibrada, só que só vai classificar os dois primeiros e não vai precisar dos— não vai acontecer os absurdos que a gente viu acontecerem nessa Copa.

?Voz A

Gustavo Hoffman direto, vamos ver, abrindo a janela para o Gustavo Hoffman diretamente de onde mesmo? Não, ele não tá mais em Dallas, tá em Houston, não tá em Houston, tá em Dallas. Onde você tá, Gustavo?

?Voz B

Ixi, nossa, ele vai estar em qualquer lugar aí. Ele vai para o jogo de Marrocos, pelo jeito.

?Voz A

Fala, Gustavo.

?Voz E

Acho que a internet está subindo lentamente. Vocês já devem estar me vendo e ouvindo, porque eu vou, eu tenho, eu tenho a medição do sinal aqui. Aí eu sei quando que eu realmente tenho condição ou não de entrar no ar. Então tem que aproveitar. Estou em Houston, Alex. NRG Stadium, Canadá e Marrocos daqui a pouco. Vocês sabem que 2 problemas para justificar a frase "Houston, we have a problem". Na verdade, "Houston, we have 2 problems": o calor absurdo, infernal, e a internet, que aqui ao redor do estádio não funciona tão bem.

Mas que jogo espetacular ontem, né, Alex? Eu assisti o jogo antes de vir para cá, saí da partida na qual eu trabalhei, fui para o hotel, deu tempo de ver a Argentina, peguei o carro e vim de Dallas aqui para Houston, 4 horas de viagem contando as minhas paradas.

?Voz A

Que aventura! Aliás, eu não tenho nenhuma sombra aí como você tava ontem em Dallas?

?Voz E

Não, não, a sombra daquele jeito como em Dallas não tem. Aí aqui eu tenho que apelar para sombra de árvore, né? Eu tô numa sombrinha de árvore aqui assim para ver se sustenta, só que aí o sol vai subindo, vai mudando. Aqui é muito quente, muito quente mesmo. Vocês ouviram já relatos de outras pessoas também, aqui é algo assim impressionante. Quanto você sua aqui de tão úmida que é a cidade. E não está tão quente hoje ainda, hein, na comparação com outros jogos que eu fiz. Hoje tá, ainda tá de boa.

?Voz A

O André Kfouri levou o calor de Houston para Nova York.

?Voz B

A boa notícia é que pelo menos nesse jogo a parada para hidratação se justifica.

?Voz A

Muito, né?

?Voz F

Muito.

?Voz A

Ó, então terminamos. Já já nós vamos falar dos jogos de ontem, os jogos de hoje.

?Voz E

Está aclimatizado?

?Voz A

Ah, então ele quer entrar logo.

?Voz B

Então se justifica mesmo. Cara, que absurdo.

?Voz C

No caso, a FIFPro, que é o sindicato dos jogadores, disse à imprensa britânica que assim: "Não foi a gente que pediu, não, viu? Não adianta botar isso na nossa conta, não." Não, Alex.

?Voz E

Pois não. Assim, aliás, depois, se a gente conseguir arrumar meu retorno, eu estou me ouvindo. Mas enfim, sobre essa questão do aumento de seleções, no fundo, já que está na moda as teorias conspiratórias, No fundo, no fundo, foi um golpe da FIFA, porque a FIFA aumentou para 48, falou: "Não, a gente faz grupo de 3." "Ah, não dá, vai ter que ser grupo de 4." E assim eles vão colocar 64 na próxima e ponto. E todo mundo vai falar: "Nossa, realmente é melhor." Eu cantei essa bola antes da Copa.

?Voz C

Eu autorizo, eu autorizo, tá autorizado.

?Voz A

Então vou acabar com as eliminatórias.

?Voz C

Mas você sabe que o problema é esse, né? Que algumas confederações são céticas justamente porque elas elas temem matar a eliminatória, né, porque perde muito interesse.

?Voz B

Assim, é tudo bem, acho que assim, vamos deixar essa pauta para depois.

?Voz A

Deixa para o dia frio.

?Voz B

Tá, vamos deixar para o dia frio.

?Voz A

Mas assim, o Gustavo, você sabe porque os dois estão defendendo, né?

?Voz C

Não dá, cara, não dá.

?Voz E

A nossa Itália, a nossa Itália, não é por isso, não é por isso.

?Voz C

O Gustavo tem passaporte, pô, mas assim, você não entrou com 48, não adianta defender, que não adianta, não Não adianta, não é por isso.

?Voz A

Escuta, balanço rápido aqui dos 16 avos e final, vai, vamos lá.

?Voz D

Bom, melhor jogo, acho que depois de ontem, né?

?Voz C

Argentina 3, Cabo Verde 2. Sem disputa.

?Voz B

A seleção não, né?

?Voz A

Melhor seleção não, melhor seleção não.

?Voz B

É porque, porque como eu saí daqui às 3 da manhã, não rolei uma pergunta também não.

?Voz A

Não, não, não mandei eleição de casa para você. Vou mandar a lição de casa para vocês, mas acho que o melhor jogo não tem discussão aqui, né, meu amigo?

?Voz B

O melhor jogo é Argentina e Cabo Verde.

?Voz A

Dessa fase, né?

?Voz B

Não tem muita discussão.

?Voz A

E a melhor seleção, hein?

?Voz C

A França.

?Voz B

É, foi muito baile, né?

?Voz C

Apesar assim do, como diriam no basquete, do mismatch, né? Muita diferença entre os times, mas a França ela fez valer essa diferença, né? Ela se impôs também, fez uma partida fantástica e tá bonito de ver, né? Porque a França sempre foi forte e nunca foi bonita de ver. A França tá bonita de ver. A França nunca jogou tão bonito, né? Pelo contrário, a gente falava: "Cara, legal e tal, mas a França é uma murrinha, né?" E agora não. Então assim, vou de França.

?Voz B

Eu também vou de França. Não cabe muita discussão. Mas faço uma menção honrosa para a Espanha, né? Que tava todo mundo dizendo: "Ah, a Espanha é porcaria, não vai lugar nenhum. Não sei porque vocês colocam essa seleção entre as favoritas." Acho que a gente viu no jogo contra a Áustria que a Espanha chegou e até onde ela vai chegar a gente precisa esperar para ver.

?Voz C

E só pontuar, se não fosse Argentina e Cabo Verde, eu até ontem à noite estava com Portugal e Croácia.

?Voz A

Sim, sim, pode ser. Mario Marra, Mario Marra, abrindo a janela para o Mario Marra direto de Atlanta. Cadê o Mario Marra?

?Voz C

O Gustavo congelou, coitado.

?Voz B

O Gustavo congelou, não quer sair daí e aí não tem espaço para o Mario Marra.

?Voz A

O coach, ele tá querendo congelar mesmo, né?

?Voz B

Tudo que ele mais deseja é congelar o Gustavo Marra.

?Voz A

Mário Marra, por onde está Marra?

?Voz G

Estou em Atlanta, só que hoje do hotel. O hotel aqui, num lugarzinho aqui do hotel, aqui atrás de mim tem a piscina, porque em algum momento hoje eu pensei que fosse ficar parado, petrificado de dor nas costas, tanto tempo que eu fiquei em pé. E aí eu pedi socorro, eu preciso ficar um tempo sentado. Eu tô aqui, Alex, prestando atenção em tudo.

?Voz A

Eu pensei que você tinha pedido socorro para ir para piscina, para usar piscina daqui a pouco. Dá uma relaxadinha, né?

?Voz G

Eu não tenho ideia se essa piscina tem água, se ela tem água quente.

?Voz E

Piscina, Marra, que coisa maravilhosa!

?Voz G

Pois é, eu acredito. Teve um dia que eu pensei em fazer um link daqui, mas o problema é o seguinte: ele tem música, fica com um alto-falante, fica com som ali ligado, aí atrapalhou meu esquema.

?Voz A

Gustavo Hoffmann, você deu uma— a tua imagem deu uma congelada agora há pouco, mas tudo que você queria era dar uma congelada agora, né?

?Voz E

Nossa, ia fazer bem, viu? Mas é engraçado assim, eu já contei isso aqui no ar também, né? O estádio, por ser climatizado, a hora que você entra a porta da imprensa aqui, exatamente, juro, você tem a impressão de abrir uma porta de geladeira. É algo assim, Maravilhoso, maravilhoso. Mas enfim, a melhor seleção dessa, melhor seleção da Copa até agora é a França, sem dúvida alguma. Acho que a França, entre todas as favoritas, foi a seleção que confirmou de verdade a sua condição, o seu status.

É o melhor time, é a melhor seleção da competição, vem mostrando o melhor futebol. E sobre esse aspecto que o Bertozzi tocou, né, de, pô, a França está jogando legal. É uma, a qualidade ofensiva dessa equipe, e acima de tudo o momento dos seus melhores jogadores, é absurdo, né? A gente vem com Mbappé criticado no Real Madrid, mas com uma temporada goleadora, o Olise sendo um dos melhores jogadores do mundo, o Dembélé sendo um dos melhores jogadores do mundo, Duet, Barcola jogando demais.

Então a qualidade ofensiva dessa equipe é talvez maior ainda do que nas duas últimas campanhas.

?Voz A

Melhor seleção para você, Marra, dessa fase de 16 avos de final? Acho que é a França, com a menção honrosa para Espanha, né?

?Voz G

Então, então, já que assim, já que a França ganhou o Oscar, como disse o Jean, eu vou fazer uma menção honrosa não para Espanha, vou fazer menção honrosa para seleção que, aquela que eu dou uma olhada e falo: opa, hoje tem jogo da Colômbia! Eu sempre quero ver a Colômbia jogar, é uma seleção boa de ver, é uma seleção que me agrada. Então a menção honrosa vai para a Colômbia.

?Voz B

É que eu já fiz isso na fase de grupos. Eu também, como já tinha ganhado a França, eu falei: "Eu vou com a Colômbia na fase de grupos." Mas concordo com o Mário.

?Voz C

O meu palpitinho de surpresa está na Colômbia lá atrás. Quer dizer, estava na Turquia, né? Mas esse vamos fingir que nunca aconteceu.

?Voz B

É, na verdade o palpitinho de surpresa do Léo virou a grande decepção.

?Voz C

Isso, isso.

?Voz A

Falando em decepção, tivemos uma grande decepção nessa fase, Gustavo?

?Voz E

Nesta fase, decepção?

?Voz C

Alemanha, pô.

?Voz E

Alemanha, lógico, lógico, lógico, lógico. Alemanha e Paraguai, claro, evidente. É fácil, é, não tem, tem. Já resultou, inclusive vai resultar na queda do Julian Nagelsmann, chegada do Jürgen Klopp. Fiz uma matéria até sobre isso, sobre o que acontece com a seleção alemã, porque a Alemanha saiu do título mundial em 2014 para o seu pior momento na história de Copas. Duas eliminações seguidas em fase de grupos e agora mais uma decepção com uma eliminação na segunda fase do torneio para uma seleção considerada inferior tecnicamente, que é o caso do time paraguaio.

A DFB perdeu a mão. Ela perdeu a mão sobre continuidade de projetos, sobre crença em projetos, sobre o que ela realmente quer. E um ponto para mim fundamental: a mentalidade dos jogadores. Eu acho que esse é um ponto que precisa ser debatido. É uma nova geração de jogadores, são jogadores que nasceram já em uma nova realidade da seleção, do país, Alemanha, da nação. E um último ponto, que eu até coloquei nessa matéria, mais como— mais levantando o debate, fazendo um questionamento para entendermos o quanto isso tem realmente um impacto.

Nessa questão da mentalidade, talvez jamais, jamais. As pessoas podem até achar que a Bundesliga sempre foi totalmente dominada pelo Bayern. O Bayern é o maior time da Alemanha, é o maior campeão, mas jamais a Bundesliga teve o domínio de um único time como tem na atualidade. O Bayern foi campeão em 13 das últimas 14 temporadas na Alemanha. Houve só a surpresa que foi o Bayer Leverkusen no Xabi Alonso há 2 anos. Antes disso, o Bayern teve somente 3 tricampeonatos consecutivos, em 3 momentos ali da história.

Sempre havia outros times, uma competição maior. E aí eu coloco esse questionamento quase como uma tese, para ser melhor explorado: o quanto que isso também não tem atrapalhado o próprio desenvolvimento da mentalidade do jogador alemão? Porque, coincidência ou não, esse pior momento da história da Alemanha em Copas do Mundo Acontece ao mesmo tempo em que a Bundesliga é amplamente dominada por uma única equipe.

?Voz C

O Felipe Lannes escreveu no The Athletic, né, daqui a pouco eu passo para o Marra, ele escreveu no The Athletic falando que aquelas coisas que todo mundo fala em momentos de crise, né, resgatar a identidade, mas ele acha que a Alemanha fez o caminho contrário, né, que em vez de decidir como quer jogar e depois procurar um técnico que se encaixe nisso, ela tipo pegou o Nagelsmann, que é um técnico jovem, mas que ele nunca definiu se a Alemanha ia jogar como um time mais mais de pressão, mais de organização.

E a Alemanha não jogou uma coisa nem outra, né? E essa questão de mentalidade também é muito real. Viralizou muito a questão de ninguém querer bater lá o sexto pênalti. E eu acho hoje que ninguém sabe defender mais hoje também, que a Alemanha sempre defendeu bem. Ele falou que hoje, hoje na Copa do Mundo tá saindo muito gol, mas que na visão dele é porque— ele falou que fica muito impressionado hoje como os sul-americanos estão defendendo melhor que os europeus e que nunca foi assim, e que hoje que parece que é assim.

?Voz B

Aliás, só para pegar esse gancho, os africanos estão defendendo muito bem. O que parece que é o oposto do que se falava há 10, 20 anos. Hoje, talvez como bloco de seleções, aquelas que melhor se defendem são as seleções africanas. Que ninguém passa da defesa de Gana, Congo faz o que faz, Cabo Verde fez o que fez.

?Voz C

Mas nesse aspecto ele está convergindo muito bom para uma crítica na Itália, que também está passando por uma crise, né? Em que se está questionando muito nessa coisa de jogar, jogar, que é importante jogar, mas que se esqueceu muito da defesa. Então não sei se é um ponto, né, mas achei um ponto, entre outros pontos, outros pontos achei que são banalidades genéricas, tipo essa coisa de resgatar a identidade. Mas quando ele fala que assim algumas seleções europeias pararam de fazer coisas que faziam muito bem, como defender, Ele não tá errado não.

?Voz B

O Scaloni falou isso também em relação à Itália especificamente.

?Voz G

Sim, o Klopp quando chegou no Liverpool prometeu ganhar em 4 anos, né? 4 anos da Copa do Mundo. Bom, vamos ver. Sim, eu acho que a proposta do Hoffman é ótima, assim, de análise tentando ampliar, ampliar o horizonte, indo para o campeonato local, indo para a formação de novos jogadores. Porque a gente vê isso acontecendo, né? Assim, a gente falou, pena que a Venezuela ela serviria como um bom exemplo, porque Venezuela vem crescendo na base, mas infelizmente de novo não tá numa Copa do Mundo.

Ah, na próxima ela vai estar, não vai ter eliminatórias, ela vai ter que estar, né? Mas era um processo que vem crescendo, vem crescendo. É o que acontece com a Inglaterra, a seleção não dá show, mas seleções de base Vem conquistando, vem jogando bem, né, Sub-17, Sub-21. Então algo tem acontecido na base e que acaba anos depois acontecendo também no mais alto nível. Em relação à Alemanha, é incrível, cara. Eu devo ter acontecido com Jean, deve ter acontecido com Bertozzi, com Hoffman também, de amigos, às vezes não jornalistas, de mandar mensagem, falar: cara, eu não quero te atrapalhar aí, tô te vendo, tal, tal, tal.

Mas que que tá acontecendo com a Alemanha? Porque, porque era o nosso padrão de ver Copa do Mundo, de pensar Alemanha, Alemanha, Alemanha, sempre respeitar. De um tempo para cá você não respeita mais. É claro que respeita, mas assim, você fica esperando, os caras vão conseguir reverter, os caras vão conseguir mudar. Alemanha é a grande decepção, mas em algum momento no jogo de ontem, Argentina e Cabo Verde Eu preciso citar a Argentina como um— não é uma decepção, porque afinal de contas ela passou de fase, mas em algum momento um olhou para a cara do outro, o outro olhou para a cara do um e pensou: como nós vamos escapar desse negócio, cara?

Nós vamos para os pênaltis. Então eu acho que ontem a Argentina merece um puxão de orelha.

?Voz B

Então, Alex, eu queria—

?Voz A

faltou pouco, hein?

?Voz B

É, faltou pouco.

?Voz E

Acho que eu passo o pano para Argentina, hein? Já tô avisando agora.

?Voz B

Eu queria só, já que a gente fez, né, falou da França como melhor seleção. Que foi esse "i" coletivo? Falou da França como melhor seleção e fez uma menção honrosa. Eu acho que na hora de escolher a maior decepção, que também é uma unanimidade, que é a Alemanha, a gente faz o quê? Uma menção não honrosa, né? Não honrosa. Acho que o Marra já fez para a Argentina. Então eu queria fazer uma menção não honrosa para a Inglaterra também.

Porque acho que foi uma belíssima decepção o que a Inglaterra não fez, o que a Inglaterra não produziu. A Inglaterra que dependeu única e exclusivamente do Harry Kane para conseguir virar um jogo, talvez no jogo em que a gente olhasse e visse o maior favoritismo de toda a competição, até pelo que Cabo Verde já tinha feito contra duas campeãs mundiais. Então a Inglaterra também é uma decepção, mas claro A Alemanha ficou de fora, nada se compara a ser eliminado da maneira como a Alemanha foi.

?Voz C

Eu achava a Alemanha mais favorita contra o Paraguai do que a Inglaterra contra o Congo.

?Voz A

Pra mim era a mesma coisa.

?Voz B

Eu não, porque o Paraguai tem essa tradição, cara. Hoje eu não acho que vai dar, a gente vai falar disso também. Mas o Paraguai tem essa tradição de conseguir se defender e tem mais tradição.

?Voz A

Cadê o pano, Gustavo?

?Voz C

Ele vai passar pano pra Argentina mesmo?

?Voz A

Não é possível.

?Voz E

Toda grande campanha de Copa, de seleções campeãs, tem jogos ruins.

?Voz A

Todas.

?Voz E

Praticamente todas, vai. Cabo Verde é a grande sensação do torneio. E a grande sensação do torneio, pela história que envolve essa seleção— Até escrevi ontem, por exemplo, sobre o Sidney Lopes Cabral. Falamos muito do Vozinha, do jogador, sabe? Do atleta que foi recrutado pelo LinkedIn. O Sidney Lopes Cabral, que faz aquele golaço, empata em 2x2 e deixa o mundo olhando para a partida e falando: "Meu Deus, o que está acontecendo?" Ele estava na terceira divisão da Alemanha há pouco mais de um ano.

A temporada 24/25 ele termina jogando pelo Vitória de Colônia. Aí depois ele vai para o Estrela da Amadora, Benfica, e agora foi negociado com o Trabzonspor. Mas há pouco mais de um ano o cara estava jogando na terceira divisão da Alemanha. Mas a seleção do Cabo Verde nessa Copa Ela é a grande surpresa, ela é a grande história por essas histórias, mas pelo futebol jogado também. Seleção de Cabo Verde mostrou uma defesa muito bem organizada.

Então assim, considerando esse aspecto, considerando a motivação deles para o jogo e até, até um relaxamento da Argentina imaginando que não teria uma vida tão complicada assim no inconsciente, não é que os caras entraram para o jogo falando 'Vai ser fácil, a gente não precisa correr não.' Mas acho que no inconsciente, Argentina, Cabo Verde, mata-mata, Copa, pô, vai dar Argentina. Eu acho que isso interfere. Então assim, considerando todo esse contexto, eu passo o pano para seleção argentina, eu mantenho a minha expectativa alta.

É fato que o time sofreu, é fato que o time não conseguiu render no seu melhor, mas eu ainda considero a Argentina uma candidatíssima a título na Copa, a principal para mim, depois a França.

?Voz A

Você se convenceu com a passada de pano?

?Voz B

Não, eu entendo o que o Hoffman tá falando, porque assim, de fato, como eu disse, Cabo Verde já tinha parado a Espanha, que não é qualquer seleção, já tinha parado o Uruguai, essa sim, enfim, é mais frágil de fato hoje. Eu entendo o que ele tá dizendo e acho que houve muito, e a própria fala, entrevista do Messi corroborou isso, o que o Hoffman tá falando no final da argumentação dele, que é Cara, o Messi meio que falou assim, né, a gente fez 1x0 e achou que a partir dali o negócio, né, ia andar fluir normalmente.

Até porque não se esperava de Cabo Verde, isso a gente não tinha visto até agora, aquela capacidade de chegar à frente, de criar. Então eu acho que teve sim um pouco a ver com relaxamento da Argentina. Continua achando que a Argentina, do ponto de vista do potencial, ela tá abaixo também da Espanha, não só da França. Mas por outro lado, eu acho que ela dirimiu muitas das dúvidas que havia em relação ao começo da Copa, quando todo mundo falava: bom, como que esses caras vão estar aqui?

Não jogaram um amistoso decente, a gente não sabe se o Messi vai estar bem ou não vai estar bem. Acho que o Messi já deu essa resposta muito claramente. A Argentina já mostrou a sua força. Agora, se vai ser suficiente para chegar ou não na final, a gente vai esperar para ver.

?Voz C

Eu acho que o Messi deu a resposta. Argentina, para mim, não deu não.

?Voz B

Mas a Argentina não vai ser muito diferente disso, né?

?Voz C

Esse que é o ponto para mim, vai ser suficiente? Eu não tô convencido, eu sendo bem sincero, não tô convencido.

?Voz G

Mas vai ter que mudar, né?

?Voz C

É porque, ó, falar um negócio para você, a Argentina sem bola não me convence. E ontem Cabo Verde expôs isso. A hora que a Argentina tem que correr para trás, a hora que uma seleção pega a bola da Argentina e Argentina não consegue recuperar, Argentina tem que se organizar atrás, É sofrível, é sofrível.

?Voz B

Mas você não acha que na hora que ela pegar uma seleção forte ela não vai, ela não vai ter que correr para trás? Esse é o meu ponto.

?Voz C

Então não sei, em algum momento vai ter, né?

?Voz B

Não, porque eu acho que aí ela vai jogar de uma maneira, ela gosta de ter a bola assim e ficar trocando o passe, mas eu acho que a postura dela, por exemplo, a gente não pega, sei lá, uma final com a Espanha, que aí ela já chegou no final também, né?

?Voz C

Mas por exemplo, cara, vamos lá, um Brasil-Argentina É, essa Argentina aí não me mete medo não.

?Voz B

Não, eu acho que o que mete medo na Argentina, isso para mim tá claro desde a primeira fase, é a capacidade do Messi, né, aos 39 anos de idade, fazer o que ele tá fazendo. Mas no fim, a Argentina tá muito claro, depende do melhor jogador da Copa. Sim, é, se você tirasse o Mbappé da França, a França continuaria sendo favorita a ganhar a Copa do Mundo. Você tira o Messi da Argentina, obviamente as chances Vamos por água abaixo.

?Voz C

Eu quero dizer, para mim essa Argentina, ela pode até chegar, mas ela é abaixo da de 2022 para mim.

?Voz A

É, quem foi o craque dessa fase, Gustavo? Dessa fase?

?Voz E

Caramba, só dessa fase?

?Voz A

Só dessa fase.

?Voz E

Harry Kane, Harry Kane, Harry Kane, Harry Kane.

?Voz A

Bom voto, bom voto. Mas a Hikane, a Hikane. Bom voto.

?Voz G

E aí, Harry Kane, para mim foi ele, para mim foi ele, cara.

?Voz E

E aí, a descrição do Marra, a descrição do Marra sobre o jogo da Inglaterra logo após, ela foi perfeita. Eu tava ao vivo com ele também, sabe, a gente falando de tática, técnica, não sei o quê. O Marra veio com o principal argumento: tinha um monstro em campo chamado Harry Kane que acabou com o jogo e ganhou a partida.

?Voz G

É, eu acho que o Gustavo A sensação, não, rapidinho, é que assim, os caras ficaram, os caras ficaram 80 minutos jogando, e aí o Harry Kane falou assim: tá bom, vocês já brincaram demais, mas isso aqui pertence a mim. Toma lá, um gol, dois gols, agora vocês podem ir para o vestiário, tudo, isso aqui pertence a mim.

?Voz B

Pronto. É, eu acho que ele foi disparado jogador mais decisivo, o jogador mais importante da fase. Não acho que tenha sido a melhor atuação atuação, por incrível que pareça. E por atuação eu tô olhando para os 90 minutos, né, o que cada um fez durante 90 minutos. Se você for fazer um compilado de lances do Olise no jogo da França, você vai ficar boquiaberto, você vai falar: cara, o que é isso? Olha o que esse cara jogou, olha a quantidade de vezes que ele participou do jogo e que ele contribuiu ofensivamente.

O mesmo valeria também para o Mbappé, que fez uma partidaça Tal. Agora, o Kane, de novo, a França podia não ter o Olise que ia ganhar o jogo, podia não ter o Mbappé que ia ganhar o jogo. A Inglaterra acho que não ia ganhar esse jogo se não tivesse o Harry Kane. Então entendo o voto, mas para seguir naquela, naquela linha de menção honrosa, eu vou falar do Olise porque é um cara, né, que por não fazer tantos gols talvez esteja sendo menos falado do que os outros craques.

?Voz C

Não seria voto vencido porque eu votaria no Kane também, mas só para não ser repetitivo, para fazer uma menção honrosa E a alternativa, Mazambi, da Suíça, que faz uma Copa brilhante, super, super candidato a melhor jogador jovem também. Não vai ganhar porque vão votar na estrela, né? Vai acabar ganhando um Lamine Amal da vida. Mas o Mazambi faz uma Copa absurda e certamente, para alegria do Gustavo, ele deve pintar na Premier League em breve.

?Voz G

Só fazer uma menção honrosa também aqui, duas, já que a gente está nessa.

?Voz B

Sim, ao Brasil, muito gentil todos.

?Voz G

Ao Brasil, se o Vinícius faz aquele gol, seria um golaço espetacular, maravilhoso. Era o gol da Copa, mas a minha menção honrosa vai ao Bruno Guimarães, que tá jogando bola, tá na seleção da Copa.

?Voz C

Se você fizer a seleção da Copa agora, ele tá na seleção da Copa.

?Voz A

Mas assim, muito facilmente E o personagem, a história da Copa, né, nessa fase, tá muito claro que é Cabo Verde.

?Voz C

Cabo Verde, Cabo Verde.

?Voz B

Não tem nem como discutir. Mas já que nós estamos fazendo menção, eu queria fazer menção honrosa ao Rudi Garcia. Quem diria, quem diria.

?Voz C

Então vou ter que fazer para o Roberto Martínez também, né. Os dois mais achincalhados, os dois técnicos mais achincalhados da Copa do Mundo fizeram mudanças polêmicas.

?Voz B

E porque eu quero jogar, eu jogo com as mudanças polêmicas.

?Voz E

Ó, vocês ficam zoando aí, mas o Marra publicou matéria hoje com embasamento sobre os técnicos mais achincalhados da Copa.

?Voz A

Aliás, belo material, está no site da ESPN, tá?

?Voz B

Cadê?

?Voz G

Cadê?

?Voz A

É um documentário quase isso.

?Voz G

Tá no Twitter também, tá nas, tá no Threads, tá no, tá no que mais?

?Voz C

Tá no Instagram.

?Voz G

Então obrigado pela oportunidade de vender essa Esse peixe, tá falando até tarde ontem também com Gustavo sobre isso, porque o Gustavo tá no próximo jogo de Portugal. E eu solicitei um estudo à Content, né, que faz estudos de redes sociais no mundo todo. E o estudo era do tamanho do Cristiano Ronaldo, da influência dele no jogo de Portugal, e de como o Roberto Martínez tem sofrido nas redes sociais. Para que vocês tenham uma ideia, jogo de Portugal, antes do Bertozzi acessar aí, jogo de Portugal, Cristiano Ronaldo ele detém 48% dos comentários nos jogos de Portugal, 48%, e olha que ali tem técnico, tem outros jogadores, tem assim, Ele participa de nada.

As pessoas citam o Cristiano Ronaldo em 48% das vezes que elas vão para as redes para falar sobre futebol e sobre o jogo de Portugal. E o Roberto Martínez é o técnico, proporcionalmente, é o terceiro técnico proporcionalmente mais criticado na Copa do Mundo. O estudo está aí, um estudo que eu quero agradecer ao pessoal do Content. E deu muito trabalho, mas eu acho que é um embasamento legal para a gente, é uma leitura que Tá demorando aí perto de uns 5 minutos, mas deu muito trabalho, mas deu também um orgulho e satisfação de fazer, porque para a gente deixar de ser assim, a gente vai ser sempre teórico, mas para a gente ter algum embasamento científico de uma empresa que trabalha com isso.

?Voz C

Vê se minha chamada tá boa, ó, é retweet. Marra desvenda a diferença entre o jogo real e o jogo percebido pelas redes sociais. Excelente matéria. Já coloquei excelente porque eu não preciso ler.

?Voz B

Ele nem leu, já falou que é excelente. Vem do Marra, né? Porque vem do Marra.

?Voz C

Vem do Marra, ele já tem o selo de qualidade, eu não preciso nem ler para saber.

?Voz B

É aquele alerta que o Twitter dá: "Você não prefere ler antes de retuitar?" Não, não prefiro.

?Voz C

Vem do Marra, eu já sei que está excelente, mas agora eu já vou... Favoritar, né? Vou pôr o meu bookmark aqui para ler assim que acabar.

?Voz A

Isso, está aqui, ó.

?Voz G

Ô Léo, lá em Minas a gente falaria assim: põe reparo. Tem que pôr reparo.

?Voz A

Gustavo, você volta daqui a pouco com mais de Canadá e Marrocos?

?Voz E

Volto, volto daqui a pouco. Volto daqui a pouco. Quer que eu coloque um jornalista francês aqui para a gente falar da França rapidinho?

?Voz A

Você consegue falar francês?

?Voz E

Não, ele fala espanhol.

?Voz H

Ça va bien?

?Voz E

Me olvidé su nombre, perdona.

?Voz I

Me llamo Karim.

?Voz E

Karim, que trabaja en la TV5, es correspondiente de TV5, está cubriendo aquí la Copa del Mundo. Estábamos hablando un poco de Francia, que hasta ahora es el mejor equipo del mundial, que justifica todo lo que esperábamos antes. ¿Cuáles son las impresiones en Francia del equipo nacional?

?Voz I

Las impresiones en Francia son las mismas que lo que tenemos aquí en los Estados Unidos. Y en la prensa internacional y con los jugadores de mucha calidad como Kylian Mbappé. Toda la gente conoce a Kylian Mbappé, pero otros jugadores como Michael Olise es el jugador que falta, que falta en este equipo, en el último, en las últimas competiciones como el Euro en 2024, en mi opinión. Y ahora tenemos el mejor equipo del mundo. Estamos un poquito orgullosos, pero de verdad, cuando vemos todos los equipos, todo lo que pasó, Francia tiene la mejor plantilla, los mejores jugadores y los mejores jugadores que pueden entrar en el campo cuando hay un poquito de dificultad.

Para mí es un placer seguir a este equipo de Francia. No fue el caso en todos los años, pero este año aquí es maravilloso por el momento.

?Voz E

Y si Francia no gana el Mundial, ¿sería como que una vergüenza para el pueblo francés? ¿Sería una decepción? ¿Cómo tú calificarías eso?

?Voz I

Después de lo que hemos visto en los primeros partidos, pienso que será una decepción si Francia no va a ganar la Copa. La gente espera mucho de este equipo. Porque tenemos la sensación que todo lo que pone Didier Deschamps, el entrenador, funciona por el momento. Y bueno, no pensamos en otras cosas que ganar la Copa por el momento.

?Voz E

Para el partido contra Portugal, ¿qué piensas?

?Voz I

¿El partido de Francia o de Portugal?

?Voz E

Oh, no, no, yo estoy mezclando. El partido contra Paraguay hoy, perdona.

?Voz I

Sí, el partido frente al Paraguay, normalmente Francia se va a ganar, pero el problema es que hay el calor aquí, el calor en Filadelfia también, y el calor puede equilibrar un poquito las diferencias de nivel entre los dos equipos. Y hemos visto que este equipo de Paraguay con la mentalidad frente a Alemania puede ganar. Partidos que no pensamos que pueden ganar partidos. Y es la razón por la que tenemos que ser un poquito prudentes antes de este partido.

Pero si en tanto los jugadores en el campo, Francia tiene el mejor equipo, por seguro.

?Voz E

Merci beaucoup.

?Voz C

De nada.

?Voz E

Gracias, hasta luego. Tá aí, ó, acho que, bom, espanhol bem tranquilo dele, né? Acho que deu para compreender. Veio um pouquinho sobre a expectativa a partir do lado francês também, da seleção.

?Voz A

É, esperando só o título. Gustavo, até já, tá? Com o Canadá e Marrocos.

?Voz E

Volto daqui a pouquinho então com um pouco mais de Canadá e Marrocos.

?Voz A

Primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Mundo a partir das 2 da tarde. É, amanhã tem seleção brasileira, seleção brasileira em Nova Jersey, Brasil e Noruega. Cês tão ansiosos?

?Voz B

Acho que tamo, né?

?Voz A

Eu tô começando a ficar.

?Voz C

Tem que tá, né, pô? Tem que tá. Baita jogo desse, pô.

?Voz A

Ansioso ou medo?

?Voz B

Acho que medo, eu já disse outra vez, acho que medo é exagero, cara. É óbvio que é uma seleção para ser muito respeitada pelos atacantes que tem, principalmente, mas medo acho que não cabe mesmo porque a seleção brasileira também tá melhorando muito. Tem feito bons jogos e eu acho que é favorita. Não quer dizer que vai passar, mas eu acho que inclusive é favorita contra a Noruega.

?Voz C

Em relação a Brasil, eu encaro essa Copa mais com esperança do que com cobrança.

?Voz F

É isso.

?Voz A

Pode ser.

?Voz C

É assim, eu acho que dá. Eu não sou da: "Ai, nossa, não dá, esquece, nossa, todo mundo é melhor que o Brasil, o Brasil acabou." Não, mas assim, eu acho que se der vai ser ótimo, se não der existe uma base para trabalhar em cima, o trabalho tem que continuar e já vou falar hoje antes da possibilidade de perder amanhã, porque ali sim.

?Voz A

Vamos para Nova Jersey, abrir a tela aqui. André Kfouri, que levou o calor de Houston para Nova York, para Nova Jersey, porque o Hoffman disse agora pouco que estava muito, tava tudo tranquilo hoje lá, o André.

?Voz J

É sorte a dele, bom para ele, Alex. Tudo bem com vocês aí? Um abraço a todos, saudades aqui em Morristown. 35 graus é a máxima temperatura prevista para hoje. Nesse momento, 33. 11:40 da manhã. Então vai ficar um pouquinho mais quente. Eu estou muito satisfeito por não estar em Houston. Independentemente do que diz o Gustavo Hoffman, eu estou feliz, mas muito feliz por estar na costa leste dos Estados Unidos, mesmo que com esse calor.

Porque a tendência para amanhã é de menor temperatura ainda. Por volta dos 29, 30 graus a máxima, com chuva, grande possibilidade de chuva durante Brasil e Noruega no MetLife Stadium. Alex, as minhas manchetes. Ontem no Linha de Passe, o horário mais tarde começou às 23:30, hora local, coincidindo com um casamento que aconteceu aqui, um grande banquete, uma recepção enorme aqui no hotel em que nós estamos hospedados já desde que chegamos.

E o pós-festa aconteceu aqui nessa área, nessa área externa onde eu estou, onde nós nos acostumamos a fazer as nossas entradas nos programas. E eu posso dizer a vocês que foi um teste para mim a capacidade de concentração nos assuntos do Linha de Passe, mas não direi. Outra coisa, fala-se muito aqui do casamento de Travis Kelce e Taylor Swift. Nós desejamos todas as felicidades do mundo ao casal, mas o assunto aqui É Copa do Mundo, Alex, e amanhã tem Brasil e Noruega no MetLife.

?Voz A

Eu pensei que algo que o casamento de ontem à noite tinha sobrado...

?Voz C

Eu estava até pensando...

?Voz A

O jantar para os jornalistas.

?Voz C

Não, eu estava até pensando se eles não estão no hotel do Travis Kelce, na Taylor Swift.

?Voz B

Falei: "Caramba, já pensou?" Infelizmente, o André Cury, a gente sabe que ele preza muito por uma alimentação balanceada e saudável. Ele certamente também não se aproveitaria do banquete do casamento.

?Voz J

Não, mas pelo que eu vi do pós-festa, eu posso calcular o que foi o casamento, a atração principal da noite, embora, como eu disse agora há pouco, só se fale em termos de casamento aqui nos Estados Unidos da união, do matrimônio entre o Kelce e a Taylor Swift, que aconteceu no Madison Square Garden, em Nova York, uma festa repleta de estrelas do esporte e do show business. Nós não fomos convidados, e se fôssemos também não poderíamos estar presentes, porque tínhamos linha de passe.

E é isso que importa. Alex, eu não posso esquecer, 4 de julho, Dia da Independência, comemoração especial, claro, dos 250 anos cravados da independência americana, uma festa gigantesca se espera, principalmente a partir do final da tarde de hoje, em todas as partes do país. Aqui, onde nós estamos, em Morristown, já recebemos uma programação. E, pessoal do Linha, esteja avisado desde já, já vou me antecipar aqui, na verdade, vou atropelar a hierarquia da ESPN.

Nós estaremos no Linha de Passe durante as comemorações, no local aqui em Morristown em que as comemorações e o foguetório e aquela festa toda vão acontecer na noite de hoje aqui nos Estados Unidos.

?Voz A

É um momento importante. Agora, falando de Seleção Brasileira contra Noruega, o caminho natural é o Danilo Santos amanhã, né, André? Tudo indica.

?Voz J

Esse é um dos caminhos. As últimas informações em relação ao último treino, é claro que a Seleção Brasileira ainda trabalha hoje, mas esse trabalho de véspera de jogo é um trabalho que principalmente o Carlo Ancelotti utiliza para soltar os jogadores e para ver a condição física de um ou outro. Eu não acho que tenha impacto na decisão dele em relação a quem vai jogar e quem não vai, exceto no caso daquele jogador que não treinou nos últimos dias e, na véspera do jogo, se apresenta bem, aí esse cara garante a sua escalação.

E a Seleção Brasileira não tem, nesse momento, nenhum jogador assim. O Rafinha até foi para o campo, mas a possibilidade dele ser escalado é— eu diria que não existe. O Rafinha vai voltar muito excepcionalmente se a Seleção Brasileira avançar Ainda mais nessa Copa do Mundo, nesse momento, eu acho que não dá nem para pensar na escalação dele. Mas ele foi para o campo, trabalhou, se mexeu, demonstrou evolução, e isso é muito positivo.

A última indicação é mais favorável ao Gabriel Martinelli. Anteontem, quem treinou mais tempo no chamado time titular foi o Danilo. Ontem, quem fez isso por mais tempo foi o Martinelli. E as informações que a gente recebeu indicam que o Ancelotti gostou mais da versão da seleção brasileira com o Martinelli. Temos muitas coisas a discutir. Na minha opinião, e sempre deixando claro, é óbvio, não é assim, quem decide é o Ancelotti, isso é absolutamente lógico, mas quem tem melhores, maiores condições de decidir e com uma chance de acerto muito maior também é alguém da estatura do Ancelotti e com o trabalho, o corpo de trabalho que ele já tem.

Na seleção. Mas o que eu achava? Eu achava que a opção pelo Danilo era que provocava, para início de jogo, menos modificação na forma de atuar do time em relação ao que se fazia com o Paquetá. E começando com Danilo, ele guardava a carta do Martinelli para durante a partida. Mas se ele preferir ir com o Martinelli, é porque ele entendeu que a seleção brasileira fica melhor assim. Neste momento, a indicação é que o Martinelli agradou mais.

?Voz A

Alex, interessante, é interessante, mas muda muito a forma de jogar, né, Marra?

?Voz G

Talvez segurando um pouco mais ainda os laterais, né, subir só na boa. É porque eu acho que o confronto de meio-campo, ah, velho, né, velho, sempre pensa no meio-campo. Meu caso, eu acho que tendo mais um jogador ali no meio, e acho que o Danilo seria, bom, não vou pipocar, né, para mim é minha Minha primeira opção, como disse o André, seria o Danilo. Eu consigo entender, acho inclusive que o Martinelli, ele às vezes não é reconhecido pelo trabalho dele sem bola, mas ele é um cara que se dedica, que se entrega no momento defensivo também, só que normalmente pela beirada do campo, né.

Vamos ver como vai ser esse desenho em campo. Mateus Cunha também é um cara que encorpa meio, Mas é assim, encorpa meio até um certo limite. Ele não é um corpo a meio até voltar para cabeça da área, entende? Eu falei, né, eu prefiro dentro daquela lógica de ter um meio-campo mais forte, até mesmo também para dividir a responsabilidade e atenção com Bruno Guimarães. Se o Bruno vai ser muito marcado, tem alguém como Danilo do lado dele que pode aparecer e que tem características semelhantes para colocar alguém na cara do É, eu acho que no fim das contas talvez surpreenda pela capacidade ofensiva do time da Noruega, né?

?Voz B

E aí é indiscutível que o Danilo poderia oferecer mais no aspecto da marcação. É óbvio também que o Danilo mudaria menos o time em relação à equipe com o Paquetá, mas também vale lembrar que já em 2, 3 ocasiões o Ancelotti tira o Paquetá para colocar o Martinelli. Então por isso que eu sempre dizia que me pareciam as duas opções mais lógicas, né? Embora muita gente tem até falado do Hendrick, porque no intervalo ele tira com a lesão do Paquetá, ele coloca o Hendrick.

Ali era um contexto específico de jogo com o Brasil perdendo para o Japão, então acho que era uma coisa completamente diferente. O teste Martinelli no Paquetá já tinha sido feito duas vezes na fase de grupos. Acho que ele vai jogar na posição mais do Paquetá mesmo, né? E de fato, não como o Marra bem lembrou, que o Martinelli tá acostumado a jogar na Inglaterra, que é aberto. Não é para isso que ele está entrando. Ele pode até eventualmente cair por ali e ajudar também na movimentação do ataque brasileiro.

Mas claro que acho que assim, é um cara, é um cara que na visão do Ancelotti pode fazer esse trabalho também de combate, de marcação, de chegada à área. Vamos ver, eu acho que eram as duas opções mais comuns. Achava mesmo assim como o André, que o Danilo talvez fosse a opção mais lógica porque mexeria menos no time que foi repetido pela primeira vez pelo Ancelotti, né? Pela primeira vez ele conseguiu escalar o mesmo time titular em dois jogos.

Aí agora perde o Paquetá. O Danilo mexeria menos, mas entendo também a opção pelo Martinelli. E como disse, acho que foi o André, É assim, é um cara que sabe as decisões que toma, por que toma essas decisões, e a gente acho que tem que respeitar.

?Voz C

É, olha, eu também tô nessa. Acho que todo mundo, acho que quase a maioria das pessoas mudaria para o Danilo, mas a ideia dos, entre todas as aspas, 4 atacantes, ela frequenta a mente do Ancelotti há muito tempo, né? E sim, como ele vê essa coisa do Martinelli? Ele pode ver o Martinelli como alguém que sem a bola vai recompor o lado esquerdo? E aí deixar o Vinícius mais livre. Eu acho que assim, a cabeça do Ancelotti é, independentemente de qual seja o sistema, a ideia é o Vinícius livre quando eu tiver sem bola, para poder recuperar e acioná-lo o mais rápido possível.

Então isso eu acho que não muda. Agora, no momento em que o Brasil estiver estruturado para atacar, aí eu acho que sim, ele vai poder contar com Vinícius mais aberto e o Martinelli jogando por dentro, né, entrando, como funcionou muito bem no segundo tempo contra o Japão. Vamos ver, ele gostou, então assim, acho que o Ancelotti já nos deu inúmeros motivos para acreditar que ele sabe o que tá fazendo. E o Martinelli é um jogador de fato muito versátil.

E sempre existe a possibilidade, cara, de ele ter 5 alterações. Mais de uma vez nessa Copa do Mundo o Brasil não começou bem, ele mudou e o time melhorou. Pelo menos contra o Marrocos e contra o Japão foram situações em que o time se corrigiu dentro do jogo. Então ele tem a capacidade de observar e ter a humildade de, se a estratégia dele não funcionar, né, claro que às vezes você vai sair atrás e não vai conseguir virar, né, então é melhor não sair atrás. Mas eu entendo que ele vai ter oportunidade de observar e ver se funciona.

?Voz J

A Noruega é frágil defensivamente, então eu acho que faz sentido você fazer perguntas para defesa da Noruega, colocá-los Sob pressão, André, excelente forma de desenhar qual é essa, qual é a situação e qual é a proposta, eu creio, da Seleção Brasileira. Essa que o Léo agora nos apresentou, que é fazer perguntas à Noruega. A Seleção Brasileira tem condições de fazer várias e diferentes perguntas para Noruega, e são muito mais perguntas, e perguntas mais difíceis de responder, que a Noruega tem a propor à Seleção Brasileira.— nesse confronto que vai acontecer no domingo.

Mas, a respeito da forma como o Ancelotti trabalha, a forma como ele se posiciona, e nós vamos aprendendo a conhecê-lo, eu queria contar aqui uma rápida história. Repercutiu demais aqui a entrevista que o Ancelotti deu, exclusiva, para a jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo. As entrevistas exclusivas com os jogadores e com o treinador da seleção, elas não aconteceram. Até agora. Essa é uma Copa do Mundo diferente.

Até hoje, sempre houve uma ou outra abertura, conforme a importância do veículo, conforme os relacionamentos, a capacidade de acesso de cada um, sempre foi assim. Não é aberto para todo mundo, mas sempre foi aberto para uma ou outra pessoa, uma ou outra rede de televisão também. Mas, nesse caso da Copa que está acontecendo, nada vinha sendo preparado nem planejado, e, de repente, a Mônica conseguiu entrevistar o Ancelotti. E o jogo é jogado no jornalismo também, é assim que a coisa funciona.

Muita gente ficou chateada aqui, reclamou, etc., e eu entendo de uma outra forma. Eu acho que os relacionamentos, o acesso, essa capacidade, a insistência, essas coisas funcionam em todos os aspectos da vida e funcionam também no nosso meio, que é a chance que nós temos, eventualmente, de fazer uma entrevista com uma pessoa, sendo que essa pessoa não está disposta a falar e acaba sendo, por uma maneira ou outra, convencida a fazer isso.

Então, parabéns à Monica Bergamo. E eu estou contando tudo isso para dizer o seguinte: uma das frases que mais repercutiram da conversa com o Ancelotti, para mim, é um exemplo muito positivo, muito humilde, muito transparente, da maneira como ele próprio se enxerga, e que, honestamente, eu levo até para mim, em relação a como eu acho que as coisas devem ser. A frase: "É certo que eu cometo erros, mas também é certo que eu não sou um tolo", é muito boa, é muito importante de ser dita por um treinador da estatura do Ancelotti, porque estamos falando de um técnico que é top de linha na história, num ambiente de treinadores de futebol que é marcado pela extrema vaidade.

E esse senhor se posiciona desse jeito, dirigindo pela primeira vez uma seleção que não é a do país dele e a seleção que mais vezes ganhou a Copa do Mundo. E ele dá uma entrevista no meio da Copa do Mundo e diz: "É certo que eu cometo erros, mas é certo que eu não sou um tolo." Eu aplaudo de pé a maneira de se enxergar do Mr. Carlo Ancelotti.

?Voz A

Essa frase é sensacional. Qualquer coisa assim, tipo: "Eu não sou gênio, mas também não sou tonto." É quase isso.

?Voz B

Ele falou: "Eu não sou 100% gênio, é 100% que eu não sou um gênio, é 100% que eu não sou um tonto." Eu tô plenamente de acordo com o André e acho que assim, vale demais ler a entrevista com a Monica Bergamo, assistir a entrevista com a Monica Bergamo, porque também é legal assim a gente ver jornalista fazendo as perguntas que têm que ser feitas, né?

?Voz A

Sem bajulação.

?Voz B

Porque nem sempre tem sido assim ultimamente, no momento em que alguém tem a oportunidade, nem todo mundo vai ter oportunidade, a possibilidade de entrevistar os principais nomes da Copa, mas é legal que quando Isso acontece, alguém exerça a função de jornalista, né? Jornalista com J maiúsculo, que foi o que fez a Mônica Bergamo.

?Voz A

A entrevista é muito legal, vale muito a pena. Agora, só para a gente terminar o assunto Seleção Brasileira, o Marra, o Léo trouxe a leitura. Precisamos entender, o Brasil vai entrar na cabeça da defesa da Noruega e o ataque na Noruega não vai testar a defesa do Brasil.

?Voz G

Certamente, certamente. E é claro que já está todo mundo falando sobre isso, sobre Gabriel Magalhães e Haaland. E eu vi até assim, bom, vamos lá, é aí que você vê que o jornalista brasileiro, de fato, e que ele quer, boa parte, está querendo apenas o clique. Porque muita gente, muita gente, porque as pessoas que eu não sigo, Ainda bem. Algumas pessoas mandam para mim: "Você viu isso aqui? Olha isso aqui, olha isso aqui." E o Jean sabe que eu dificilmente acesso coisas que mandam para mim no Instagram, porque o Instagram meu é sagrado, que eu quero me divertir vendo cachorros, cachorros lindos, cachorros pulando, não sei o quê.

De vez em quando eu abro exceção para um urso, que é um outro animal que eu gosto. Mas aí eu caí na bola. Gosto também. Eu abri um link, Assim, é sempre bom. Eu abri um link de alguém e aí assim era: todo mundo tá cansado de saber que o Gabriel Magalhães botou o ralo no bolso, que não sei o quê. Gente, mas eu faço jogos da Premier League, eu não tô cansado de saber. Eu sou, eu sou, eu sim sou um tolo, porque se eu não vi isso acontecer debaixo do meu nariz.

Vamos lembrar, Premier League é São Paulo dos Correios. A Copa, ela é eliminatória. Perdeu, tchau. Na última edição de Premier League, sim, o Gabriel Magalhães foi campeão e o Haaland foi vice. Mas transforma isso para eliminatória. Haaland fez um gol no Arsenal no jogo do Emirates. Haaland fez um gol no Arsenal no jogo no Etihad e ele venceu No primeiro jogo foi um empate em 1x1, e o segundo jogo o Gabriel Magalhães bobeou na marcação, inclusive, e o Haaland fez o gol, 2x1 para o Manchester City.

Esse confronto, ele não— assim, o cara que trata isso como Gabriel Magalhães bota no bolso, ele tem grande chance de daqui a 2 dias ele perder todos os seguidores dele, porque quebrar a cara, porque realmente assim Ninguém põe um homem daquele tamanho no bolso.

?Voz C

Não, não tem nem bolso que ele caia.

?Voz J

É óbvio, é, não tem, não tem.

?Voz G

Assim, você vai ganhar algum confronto dele, você vai perder algum confronto dele. O problema é o que você perder, você tem que ter sorte para ele não fazer gol. Ele é um atacante espetacular.

?Voz C

Você precisa de dois para pôr no bolso, e aí você abre um espaço para o bolso de outro.

?Voz A

Pois é, libera o bolso do outro.

?Voz C

E é uma coisa que muita gente fala, ah, "O Haaland tem poucos gols em finais, ele não tem gols em finais, ele tem poucos gols em mata-matas." Sim, porque você vê o esforço redobrado que se faz para marcá-lo e que normalmente permite que outros tenham esse espaço, né? A final City e Inter, por exemplo, né? O Haaland é muito bem marcado naquele jogo. Aí o Rodri faz o gol da vitória, entendeu? Assim, o mesmo esforço que você tem para anular o Haaland tem consequências coletivas.

Então assim, ah, vou colocar dois no Haaland, beleza. E mesmo assim pode não adiantar. Então o segredo é, segredo, é a bola não pode chegar até ele, cara. E você tem jogadores bons para fazer a bola chegar até ele. O Odegaard, por exemplo, é um jogador inteligentíssimo. O Odegaard sabe exatamente onde se posicionar para a bola chegar até ele. Ele vai se posicionar ali entre volante e zagueiro. Ele não é um jogador que dá muita referência de espaço, né?

Ele é o jogador que você tem que não exatamente designar alguém para acompanhá-lo, que o Brasil não faz marcação individual, mas você tem que estar muito atento à circulação dele, porque ele é o cara que acha o passe. O Odegaard, sim, bola, desculpa usar o termo técnico, mas bola descoberta com o tempo para pensar sem marcação, ele vai achar o passe. Então, tão importante quanto vigiar o Haaland é vigiar o Odegaard, por exemplo.

?Voz B

É, eu assino embaixo tudo que o Marra falou. A gente tá vendo muito essa, essa tentativa de decretar o que vai acontecer no jogo baseado em cortes de internet, em vídeos editados. Enfim, eu só discordo do Marra que essas pessoas que fazem isso aí não perdem seguidores, não, depois do— em vez de quebrar a cara, perder isso aí. É verdade, isso aí é o que talvez seja recompensado no mundo virtual de hoje. Mas enfim, acho que qualquer um que acompanha, né, o dia a dia do futebol europeu, a Premier League, sabe que o que o Marra colocou é absolutamente Vai ser um grande jogo.

?Voz A

André Kfouri, bom dia para você aí, viu? O dia é longo. Cuide-se, porque a voz ainda tá um pouquinho estranha de Houston, tá?

?Voz J

Mas já melhorando, já subindo. Ela está subindo de produção, como a seleção brasileira, jogo a jogo. Abraços a todos aí e seguimos à disposição de vocês 24 horas por dia por aqui.

?Voz A

Abração, André Kfouri. Com a seleção brasileira aqui no Futebol no Mundo. O Mário também está liberado para dar um mergulho aí, tá?

?Voz G

Opa! Não, não, não, é que não vai dar tempo. Eu vou correr para almoçar mesmo, porque tem os jogos, senão não tem jeito. E hoje sim, lembrou o André, né? 4 de julho, primeira vez que eu passo um 4 de julho aqui nos Estados Unidos. Saí para correr logo cedo, Alex, estava tudo bem tranquilo, eu saí para correr, Às 5:55 da manhã. "Não, aqui não." Aí eu falei: "Hoje é comigo mesmo, ninguém me segura." Estava escuro, estava uma beleza.

Aí começou a clarear, começou a clarear, e eu estou correndo ali, todo serelepe, aí, de repente, 20, 30, 40 policiais. Eu falei: "Vou voltar para casa mais cedo, porque eu não estou com passaporte aqui, ferrou." Não, não, era a movimentação do 4 de julho mesmo, me cumprimentaram educadamente, tudo assim, Estavam arrumando ali algumas coisas. Eu acho que as ruas vão estar agitadas também aqui em Atlanta. Abraço, companheiros.

?Voz A

Valeu, Mário Barra. Mário Barra, direto de Atlanta. Atlanta será uma das sedes da semifinal, né?

?Voz E

Dallas e Atlanta, né?

?Voz C

A atualização sobre França e Paraguai: a FIFA avisa que estão monitorando a situação do clima. Alerta de calor excessivo. Alerta de calor excessivo. Estão falando em mais de 40 graus de sensação térmica. Na hora do jogo. Então estão atentos a isso.

?Voz B

E esse não é climatizado?

?Voz C

Não.

?Voz A

E ainda tem a questão de amanhã o México e Inglaterra, que tentou mudar o horário.

?Voz C

Então, isso sim. Agora ninguém quer assumir a criança, né? Porque a FIFA já tinha decidido mudar. Aí os caras da Inglaterra ficaram p da vida, que vão ter que jogar meio-dia no Azteca. Os caras do México também, porque muda toda a programação. E inicialmente tinha esse papo de: "Ah, tem alerta de tempestade para de noite, a gente não quer correr o risco de ter que adiar", porque o jogo já é 1 da manhã, né? Jogar na Inglaterra.

Aí veio um papo de que é a BBC, deu uma cutucada lá, e a BBC falou: não, tem nada a ver com isso não. Imagina, para BBC esse jogo muda para as, o que seria, 6 da tarde? Não, 7 da noite, horário britânico. Maravilhoso, né? Pensa. Mas eles lavaram as mãos, falaram que não era com eles. Mas no final das contas, assim, as duas seleções reclamaram, que é mudar o horário a 2 dias do jogo. Você faz toda uma rotina de preparação para jogar 6 da tarde, você muda o jogo para meio-dia. Não dá, né, cara?

?Voz B

Assim, jogar ao meio-dia é uma insanidade, ninguém quer. Você pode dizer a melhor seleção, a pior seleção, ninguém quer, ninguém quer. Agora, tem uma verdade aí, né, em relação ao que foi dito pelo companheiro francês na entrevista, o Gustavo, que a gente olha muito para a questão do calor, né, como a seleção que tá acostumada, seleção que tá mais ou menos acostumada, quem vai sofrer mais ou quem vai sofrer menos. Mas de fato ele traz um aspecto interessante que é talvez o nivelamento das forças no momento.

Quando você tem uma distorção grande ali entre capacidades, e nem acho que isso se aplique— entre capacidade sim, até se aplica México-Inglaterra, mas não em relação ao futebol jogado até aqui. Então acho que nesse aspecto até faz menos diferença. No França e Paraguai, pode ser, aí eu acho que sim, pode de fato, como ele disse, dar uma igualada nas coisas.

?Voz C

É, porque se a França não consegue correr, né? Exatamente.

?Voz B

Faz diferença.

?Voz A

O Mário Marra, diga.

?Voz B

De volta, voltou, voltou.

?Voz G

Eu sei que é outro jogo, mas eu queria ver se é possibilidade, Alex, porque eu recebi um convite aqui para um café da manhã. Deixa eu ver, café da manhã dia 7, às 8:30 da manhã. É um amigo meu, Mohamed Salah, me chamou para um café da manhã, eu, ele e Lionel Messi. Eles vão estar aqui, eles vão estar aqui na cidade. Aí, se puder me tirar da escala, porque eu tenho um cafezinho ali com eles.

?Voz A

Ah, entendi. Só isso. Um abraço. Mas eu não tiro, não, imagina, eu não tenho acordo. Nós somos convidados, vocês foram convidados para o café?

?Voz B

Que eu saiba, não, mas pode ser que tenha chegado no momento que a gente está aqui fazendo podcast.

?Voz A

Pode ser, aí tudo bem, aí nós vamos juntos.

?Voz G

É porque eles vão estar aqui, eles vão estar aqui na cidade. Então, assim, o Salazinho mandou um alô, falou: "Ah, o Café e tal".

?Voz A

Você precisa me convencer ainda.

?Voz J

Tchau, até!

?Voz A

Ó, falando de Brasil e Noruega, então vamos para Noruega ver o clima, né? O clima para o jogo de amanhã. André Linares, oi Alex!

?Voz H

Grande abraço para você, para todo mundo aí no Brasil. Estou aqui em Oslo, capital da Noruega, em frente à Ópera de Oslo. E daqui a gente vai, claro, trazer todo o ambiente de como os noruegueses estão vivendo esse duelo contra a seleção brasileira pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Começando para dar uma olhada nos jornais aqui, ó, já sempre comprando o jornal local, o VG, que é um dos mais lidos daqui, destacando o Odegaard, falando muito bem do Haaland, obviamente, de que é incrível contar com ele na equipe, também falando sobre o Solbakken, que foi deixado de lado e agora é como se fosse um pai para o país.

O técnico que assumiu o comando da seleção no final de 2020 não classificou para a Copa do Mundo, não classificou para a Euro. Mesmo assim foi mantido e conseguiu levar até aqui a seleção norueguesa, não só para a Copa do Mundo depois de 28 anos, mas também alcançando as oitavas de final. Além disso, muito destaque para a seleção brasileira dos 24 anos sem título. Do Brasil enumerando ali as eliminações. Também lembrando e muito tem sido um destaque grande por aqui aquele jogo de 1998.

O Brasil já estava classificado, tinha 6 pontos. A Noruega vence o jogo na terceira rodada da fase de grupos e avança para as oitavas de final. É considerado o maior resultado da seleção norueguesa em uma Copa do Mundo. Aquela vitória em cima do Brasil. Noruega termina ali na segunda posição do grupo e eles têm lembrado muito isso por aqui. Especialmente porque em 4 jogos a Noruega nunca perdeu diante do Brasil. 2 empates, 2 vitórias, destacando essa mais importante justamente na Copa do Mundo.

E por fim, também eles colocando por aqui o Hendrik como um possível herói da seleção brasileira nesse duelo de oitavas de final. Também conversamos por aqui com o João Collin, que é scout do Vålerenga, equipe da primeira divisão norueguesa, indicação de Gustavo Hoffmann, me passou o contato. E claro, ele falando para a gente de como os noruegueses encaram esse duelo contra o Brasil, né, um olhar brasileiro sobre como aqui em Oslo existe a expectativa para essa partida. Vamos ouvir.

?Voz G

Eles acreditam muito na mística de que a Noruega nunca perdeu para o Brasil. Eles têm até uma música a respeito disso, né, que eles cantam, que são os homens do rei que não perdem para o Brasil, que não tem medo do Brasil, né. E eles estão com uma expectativa muito alta Não tão oba-oba, por incrível que pareça, assim, eles entendem que vai ser um jogo difícil.

?Voz E

A maioria fala assim: se ganhar, ganhou, se perdeu, perdeu.

?Voz G

Eles estão assim com essa ideia de que é, o Brasil não é mais o que era, mas tem o Ancelotti.

?Voz E

O Ancelotti é um cara que ganhou Champions League, é um cara que tem conhecimento de futebol muito grande.

?Voz H

E vou te dizer, Alex, muitas fanfests espalhadas aqui pela cidade de Oslo, vai ter fanfest também no estádio, o pessoal vai vai para rua. O jogo começa 10 da noite no horário aqui de Oslo, e nessa época do ano ainda tá claro. Então o pessoal vai para rua mesmo para acompanhar esse jogo de oitavas de final, numa expectativa bem grande para esse Brasil e Noruega.

?Voz A

Alex, André Linares, que Copa do Mundo!

?Voz B

Linares, vou te falar, viu, esse aí eu vou te dizer, é ele, eu invejo a Copa dele especificamente, que não tá no país da Copa, E do Rafael Sibila, nosso companheiro.

?Voz A

Nada mal, tá da Globo.

?Voz B

Da Globo, que tá acompanhando Buenos Aires, Montevideo. Ele é assim, onde tem seleção americana, no dia que tem seleção sul-americana jogando, ele vai pra lá assistir o jogo no país sul-americano. São maneiras legais de acompanhar a Copa.

?Voz C

Sibila tá esteticamente ali mais ou menos no mesmo patamar do Linares.

?Voz B

É isso, sem dúvida. Linares também é lindo.

?Voz A

É isso. Rafael Sibila. Grande fã de esportes. Falando em Paraguai e França, que bobagem. Conrado Julietti, será?

?Voz C

Esteticamente tá num bom momento, tá num bom momento.

?Voz B

Atravessa grande fase, grande fase estética de Conrado Julietti.

?Voz A

É, passando calor na Filadélfia, Conrado.

?Voz K

É isso, meus amigos, muito obrigado, um abraço a vocês. E assim, se tá um pouco escuro aqui é porque é a rara sombra que eu e Francisco de Laurentiis encontramos aqui, porque se eu der dois passos para cá, eu começo a torrar. Aqui eu começo a torrar. 36 graus, e a previsão para 5 da tarde, hora local, para o jogo, e vai ao encontro aí da informação do Léo, é de 39 graus. Então assim, vai estar muito quente. Não é estádio coberto e é o estádio do primeiro weather delay dessa Copa do Mundo.

Né, em France-Irak também, com a França 2 horas e 10 minutos. E se a gente olha o mapinha da meteorologia, e vocês sabem que os americanos são malucos por isso, tem chuva e possibilidade de raios para por meio do jogo. Então assim, teremos emoção. Mas só para colocar esse tema do desgaste ou de quem está mais adaptado, porque se é calor o sul-americano joga melhor, isso apareceu ontem nas entrevistas oficiais. O Alfaro, Gustavo Alfaro, que é uma figura, um milongueiro, adora fazer analogias.

Falou que a França é uma tormenta elétrica porque os raios vêm de todo lado. Quando ele foi perguntado sobre isso, ah, supostamente o sul-americano, paraguaio, se adapta melhor ao calor do que o francês, ele falou: não, não, espera um pouquinho só, nós jogamos 120 minutos contra a Alemanha. Além da pressão, da questão emocional do pênalti, eles com 60 minutos já estavam tirando todo mundo de campo porque já tava definido o resultado contra a Suécia.

O Deschamps, por sua vez, quando perguntado se a questão física determinaria quem entraria em campo, ele falou: isso não existe. A gente tem lá um protocolo, a gente tá tomando cuidado porque a França tem jogado em estádios abertos, né, e também com calor. Mas ele falou: isso não existe, vai colocar, vou colocar em campo quem está melhor. E aí vem a informação do dia, do sábado, não confirmada pela Federação Francesa, mas já com algumas agências como a Reuters dizendo que o Tchouaméni tá fora, problema na coxa.

Eu fui até buscar agora há pouco as imagens que a gente fez ontem no treino, que são 15 minutos, é aquecimento, e eu tenho uma imagem do Tchouaméni e o Deschamps conversando, mas assim, Tchouaméni alongando, esticando, então assim essa lesão ou esse agravamento provavelmente aconteceu depois que os jornalistas saíram. Sem o Tchouaméni, se confirmando, Connay deve entrar, porque quando rodou o elenco, o Rabiot teve o Connay ali ao lado.

Só para a gente ver o quanto de opção o Didier Deschamps tem para o jogo deste sábado, que vai definir uma vaga nas quartas em Boston, né, onde a França inclusive está hospedada durante todo esse período aqui de Copa do Mundo, meus amigos.

?Voz A

Valeu, Conrado. Bom calor aí para você, tá?

?Voz K

Muito obrigado. Ó, estamos aqui, já que vocês gostam de bastidor, estamos aqui num posto de gasolina, acesso para o estádio, onde eu e Francisco de Laurentiis encontramos os iraquianos depois de França-Iraque. Muito simpáticos. O que que eles cantaram para gente?

?Voz B

E parado no bailão, com sotaque sensacional, viu? É isso.

?Voz K

É o nosso ponto de encontro.

?Voz A

Valeu, Conrado e o Chico de Laurentiis, para França e Paraguai daqui a pouco.

?Voz B

É, eu acho assim, essa questão do Tchouaméni presente ou não que o Conrado traz, eu acho que se ele não estiver presente, na boa, não vai fazer muita falta para França, olhando para o que deve ser esse jogo, né? A gente até tinha falado e acho que colocamos, eu coloquei, mas acho que entrou na nossa seleção da fase de grupos os jogos o Kone, né, pelo que ele, pelo que ele fez no momento em que entrou na seleção francesa. Então ele acabou não jogando na fase de 16 avos, não foi titular na fase de 16 avos.

Mas eu acho que para um jogo contra o Paraguai, onde o Paraguai vai estar completamente fechado, é melhor até você ter uma dupla de volantes Kone e Rabiot do que ter o Tchouaméni ali ao lado do Rabiot. Então acho que ainda que esse desfalque se confirme, talvez tenha até um efeito positivo para o time da França e não negativo.

?Voz A

Daqui a pouco então França e Paraguai, mas antes Canadá e Marrocos. Hoje vamos conhecer o primeiro confronto das quartas de final da Copa do Mundo com o Gustavo Hoffmann. Está de volta para falar do jogo agora a pouco aqui no Futebol no Mundo, para falar do noticiário do dia, mas agora para falar de Canadá e Marrocos. Fala, Gustavo!

?Voz E

Voltei, Alex, voltei rapidinho porque você sabe que a internet, quanto mais próximo do horário do jogo, ela fica pior. Então rapidinho para trazer algumas informações e a expectativa, claro, né, para esse Canadá e Marrocos. Jogo no qual, claro, a seleção marroquina é favorita, mas o Canadá tá fazendo uma boa Copa do Mundo, surpreendendo, superando também acho que as expectativas. Tem no Alphonso Davies a sua grande estrela, mas não tem no Alphonso Davies o seu principal jogador neste Mundial.

Alphonso estreou na partida contra a África do Sul, vem enfrentando problemas fisicamente. Então assim, não é o Alphonso Davies a estrela do futebol canadense na Copa, ele é a grande estrela do futebol canadense na história. Mas enfim, é um time que tem o Jonathan David como grande referência, o Stephen Eustáquio fazendo um bom Mundial também, o Kyle O'Laren que tá ajudando muito o time. Enfim, é uma equipe que tem bons jogadores, mas claro, se for para falar de individualidades Vamos lá, o Saibari, que acabou de se transferir para o Bayern, é Brahim Dias, o Bouhadi, meio-campista, 18 anos, talvez a maior revelação da Copa do Mundo até agora, uma linha de defesa com Masraoui, Hakimi, Riyad.

Favoritismo é da seleção marroquina, semifinalista da última Copa, finalista da última Copa Africana de Nações. É um time sem dúvida alguma melhor, mas vai ter que jogar. Canadá vai exigir da seleção de Marrocos uma boa atuação. Canadá é um time muito bem organizado pelo Jesse Marsh. Curioso para ver, e até o Dom que falava sobre isso agora pouco comigo também no SportsCenter, né, que curioso para ver a forma como o Canadá vai se comportar, porque o Jesse Marsh gosta da pressão alta, de um jogo de muita intensidade.

O time mais técnico que deve ficar mais com a bola hoje deve ser Marrocos. Enfim, daqui a pouco a gente descobre tudo isso em Canadá e Marrocos Fala aqui direto de Houston. Tô na sombra de novo porque, ó, que lugar quente, pelo amor de Deus, Alex.

?Voz A

É isso, tamo aí aqui no Futebol no Mundo. Mas acho que Canadá já fez um bom papel, né, Léo?

?Voz C

Fez, não, que já chegou nas 3 séries, chegaram às oitavas. Eu acho que é ok, vai. É claro que os Estados Unidos vão sonhar em mais longe, né, e o México também, porque o México sonha em pelo menos repetir as campanhas de quando sediou em 70 e 86. Mas o Canadá é o primeiro mata-mata de Copa dele. O Canadá não tinha pontuado em Copa do Mundo até então. Já pontuou, já ganhou um jogo de Copa, sabe? Já tá legal. Claro, seria fantástico poder passar do Marrocos, mas eu acho que eles têm noção de que já fizeram um bom papel.

Marrocos contra a Holanda, diria você que o Marrocos semifinalista da Copa de 2022 não fez nenhum jogo desse nível. Marrocos fez uma bela Copa, jogou ali fechadinho, travou a Espanha, travou Portugal. Mas bola, bola, bola, bonito de ver assim, envolveu adversário e tal. Que Marrocos jogou com Holanda, foi o melhor jogo que eu vi na vida do Marrocos. Não vi melhor, não vi melhor. Se jogar aquilo, ganha e ganha sem susto.

?Voz B

É, e aí acho que soma-se a isso que o Canadá não fez contra a África do Sul, porque também acho que o Canadá fez uma bela fase de grupos. Acho que assim, dentro das expectativas, sem o Davies também, acho que acabou perdendo bastante da sua qualidade técnica. Nem vi a escalação de hoje, se se ele tá confirmado como titular ou não, né? Mas de qualquer maneira, foi uma seleção que foi bem na primeira fase, decepcionou contra a África do Sul, que para mim era a seleção mais fraca das que se classificaram para o mata-mata.

Em contrapartida, Marrocos jogou muita bola com a Holanda. Então eu acho que é um confronto muito bem encaminhado para Marrocos. Aliás, assim, é muito difícil que a gente não tenha uma partida de quartas de final entre França e Marrocos. Acho que esse, né, de todos os confrontos que a gente pode imaginar ou tentar prever para a próxima fase, França e Marrocos é o mais provável de todos, disparado.

?Voz A

Falando em grande jogo, Argentina e Cabo Verde, que grande jogo, que grande história! Imagino ontem, vai, vamos, deixa o Antônio Gabriel contar, vai, vamos para Cabo Verde que ele acompanhou ontem a grande festa. Do pessoal aí não deu, mas faltou pouco. E eu imagino que tenha sido uma festa linda, né, Antônio Gabriel?

?Voz F

Foi lindo demais, viu, Alex? Um abraço para você, para o Jean, para o Bertozzi, para todo mundo que acompanha a gente. Poder estar presente junto com os caboverdianos nesse momento histórico, único, que eles nunca viveram na vida deles, foi realmente um privilégio assim, daqueles privilégios que essa profissão da gente pode nos dar, né? Eu assisti o jogo na Praia de Quebra Canela, que é uma orla que tem aqui da Ilha de Santiago, na cidade da Praia, capital de Cabo Verde, que ela é bem estruturada, tem vários restaurantes, tem uma grande praça com uma quadra poliesportiva, e eles fecharam essa praça e colocaram um telão.

Uma curiosidade sobre o povo caboverdiano, né, enquanto no Brasil o jogo é, sei lá, 6 horas da noite, às 3 já tá todo mundo se preparando para ver o jogo, já fazendo churrasquinho, Era um— aqui o jogo foi às 7 da noite, né? Então, 6:30 não tinha ninguém, cara, ninguém na praça. Somente 10 minutos para o jogo que todo mundo chegou, lotou de última hora, chegou a escola de samba local, foi a maior festa. E após a partida, após os 120 minutos de jogo, a Seleção Cabo Verdeira foi muito aplaudida.

Apesar de tudo, foi muito aplaudida. O sentimento de orgulho, ele é inegável, assim, é muito presente nas ruas hoje. Tanto as camisas da seleção caboverdiana quanto eu vi no dia de ontem antes do jogo, tá? Tá balançando aqui porque eu tô próximo da praia, o vento danado. Também tô fugindo, tá, do sol, que tá fazendo muito calor aqui. Mas o clima é um pouco mais ameno em relação a Houston, nos Estados Unidos, onde os colegas estão.

Mas o sentimento de muito orgulho, sentimento de que Cabo Verde entrou no mapa do futebol de uma vez por todas e jogou de igual para igual. Muitos falaram isso. Com a seleção atual campeã do mundo, que é a Argentina, contra o Messi, que fez o gol de abertura do placar, mas que em muitos momentos teve dificuldade. A Argentina que teve muita dificuldade, até teve oportunidades em transição. Até falava sobre isso no Esporte Center agora há pouco, é, não, como a Argentina nessa Copa não vem aproveitando o campo aberto como outras seleções, que nem a França, é, nessa jogada de contra-ataque principalmente.

Cabo Verde ofereceu muito espaço, mas a Argentina não soube aproveitar. O golaço do Sidney Lopes Cabral levou todo mundo à loucura aqui no momento que foi marcado, né, empatando de novo a partida. Mas foi muito legal ter acompanhado isso, viu, Alex? Muito legal mesmo, porque parece que a cultura do futebol chegou em Cabo Verde para ficar. Agora os caras aqui estão apaixonados pela seleção. A promessa de uma festa muito grande amanhã, 9 horas da manhã no horário de Cabo Verde, 7 horas da manhã aí no Brasil.

A seleção caboverdiana chega aqui no Aeroporto Internacional de Praia, deve ser recebida pelo presidente, pelo primeiro-ministro, e a gente vai acompanhar toda essa cerimônia, tentar entrevistar os personagens, o Vozinha, o Pico Lopes, o Bubista, que é um cara mais retraído. Curiosidade: o Bubista não fala tão bem português, ele fala muito mais o crioulo, que é o idioma local, é uma mistura de idiomas originários com o português, por isso que ele não dá tantas entrevistas assim, mas a gente vai tentar conversar com o Bubista também.

Nessa chegada, nessa recepção da Seleção Cabo Verdeira, que promete movimentar toda a cidade. Os caras vão ser recebidos como heróis aqui, Alex.

?Voz B

É, eu queria falar, Antônio, Jean, tudo bem? Opa, pera aí, segura o celular aí, pera aí.

?Voz F

Tudo bem? Precisa, não precisa se apresentar, Jean, pelo amor de Deus.

?Voz B

Imagina que é isso, amigo. Primeiro, parabéns pelo trabalho aí, que eu tô curtindo demais ver os seus boletins, as suas entradas nos programas. E queria que você falasse um pouco, você falou o seguinte, cara, é, o futebol chegou para ficar, né? E acho que isso é interessante você explicar um pouquinho, porque a gente, né, de maneira geral, países que, em que se acompanha pouco o futebol e que não são os países mais ricos do mundo, muitas vezes a ideia que o futebol já é uma febre, já é cultura já é algo muito presente, enraigado na população.

E pelo que você tá falando, não é assim em Cabo Verde, né? Não é uma coisa que já era assim e que talvez essa Copa do Mundo tenha mudado completamente. Então queria que você desse um pouco esse panorama para gente, que é interessante, cara.

?Voz F

Cara, é o seguinte, a resposta para isso remonta ao passado de Cabo Verde. Amanhã Cabo Verde celebra Na chegada dos jogadores, por coincidência ou não, 51 anos de independência. A independência de Cabo Verde aconteceu em 1975, no dia 5 de julho, por Amílcar Cabral, que foi o grande líder dessa revolução de independência caboverdiana. O rosto dele está pintado em todos os cantos da cidade, na casa do presidente, do primeiro-ministro, enfim.

É um dos grandes nomes da cultura local. E pouco antes da independência acontecer, quando Cabo Verde ainda era muito explorado por Portugal como colônia, Houve uma grande diáspora aqui em Cabo Verde. Por isso que existem caboverdianos em todos os lugares do planeta. Existe uma grande comunidade no Brasil, na Europa, até mesmo no continente asiático. Essa diáspora fez com que essa identificação caboverdiana da cultura se perdesse, se enfraquecesse um pouco.

Muitos, por exemplo, que estão na seleção, são apenas 6 jogadores dos 26 que são nascidos em Cabo Verde, em uma das ilhas. Todos os outros ou são holandeses, são— que nem o Pico Lopes, é irlandês. Então, esses caras não eram conhecidos pela população caboverdiana. O Pico Lopes fez toda a carreira do futebol irlandês, 10 anos no Shamrock Rovers, como também o Daylon Livramento, muito tempo nascido na Holanda, em Rotterdam, então passou por vários clubes por lá.

Esses caras não eram conhecidos, não eram identificados. Então, eles se juntam nesse ciclo, né? Com o Bubista fazendo esse trabalho de captar atletas com descendência caboverdiana e convidá-los para fazer parte da seleção, renovando esses jogadores, renovando o plantel. Eita, que não derrube meu tripé não, pelo amor de Deus. Mas vamos lá, é, mas o Bubista fazendo esse trabalho de renovação na seleção, e esses caras dão caldo, o time começa a dar resultado nas eliminatórias africanas, que do meu ponto de vista Uma das mais difíceis que existe, tá?

De muito longe, assim. E eles conseguem a classificação histórica, chegam numa Copa do Mundo já com a nação toda tipo assim: "Caramba, que massa que a gente tá aqui, que legal que a gente chegou na Copa do Mundo, vamos ver o que os caras vão fazer." E de repente eles empatam com a Espanha, empatam o jogo seguinte, empatam com o Uruguai, empatam com a Arábia Saudita, sustentam 120, 110 minutos de jogo contra a Argentina. E é por isso que eu disse que o futebol chegou pra ficar.

Porque a população caboverdiana entendeu que por mais que 20 dos 26 atletas não sejam caboverdianos de origem, de fato, esses caras abraçaram a seleção, abraçaram o país e chegaram para colocar esse traço cultural em Cabo Verde, que é o futebol. Os caras já gostam muito de futebol aqui, mas o que você vê na rua é camisa do Sporting, do Porto, do Benfica. O que você vê na TV é o RTP, é o Sport TV de Portugal. Eles consomem muito futebol de fora, nunca o futebol daqui, com as ligas amadoras de várias ilhas.

Então, a partir de agora, o sentimento que fica, eu como presente aqui, testemunha de como foram esses últimos dias, é um sentimento de que o futebol chegou e não para olhar para fora, não para olhar para o futebol brasileiro, que eles conhecem muito também, mas para olhar para o futebol caboverdiano, olhar para os caras daqui, para as ligas amadoras, buscar os jogadores que têm descendência caboverdiana para tornar a seleção ainda mais forte.

Por mais que existam nomes mais experientes, como o Vozinha, que já tem 40 anos, existem outros atletas também que têm pelo menos mais 2 Copas do Mundo pela frente. O Dylan Livramento é um deles, entrou durante o jogo ontem, foi muito bem na partida. Então, é por isso que o futebol chegou para ficar, chegou para somar nessa cultura e nessa identificação caboverdiana. E foi muito legal ter presenciado isso, cara, de verdade. A sensação de ver todas aquelas pessoas vivendo aquela angústia, como a gente chama no Nordeste, o aperreio de um jogo eliminatório pela primeira vez, foi muito legal.

Tinha gente que não sabia o que fazer, se olhava no aplicativo para saber se foi gol ou não, se escondia na bandeira, sabe? Ficava procurando saber, chegava para a gente, via a camisa da ESPN e fazia: "Você acha que dá? Você acha que dá para a gente?" "Pô, acho que dá, cara, vamos lá." Então assim, perceber essa sementinha sendo plantada foi muito legal, cara, muito legal mesmo. Que bom que a gente pode retratar tudo aqui.

?Voz A

Muito bom, histórias que o futebol pode contar. Dono Gabriel, até amanhã. Então tá liberado para dar um mergulho aí também, né?

?Voz C

Não falta lá é praia.

?Voz F

Pois é, tem uma praia aqui chamada Praia da Prainha, é uma praia bem pequenininha. Aí tem uma estruturazinha que o cara bota ali um negocinho para o cara tomar. Tem uma cervejinha aqui que é muito boa, tal de estrela, tá? Se a galera gostar, vocês gostam? Não, vou levar um negocinho para vocês.

?Voz C

Aí gostamos, boa!

?Voz A

Então, Gabriel, até amanhã!

?Voz F

Valeu, um abraço, gente!

?Voz A

Histórias que só o futebol pode contar, né?

?Voz B

Que legal, que bacana, muito legal!

?Voz A

Que história para não esquecer!

?Voz B

Acho legal ele explicar isso também, em relação à relação com o futebol. Não é que não exista relação com o futebol, ela existe, é forte com o futebol português e tal, mas nasce agora uma relação com o futebol local. E acho que isso vai ser interessante.

?Voz C

Eu contei essa história no Linha esses dias, que vários deles não conheciam o país como um todo, eles só iam lá para jogar eliminatória e voltavam, porque eles são de outros lugares. Então, antes de viajar para a América do Norte, eles fizeram uma excursão pelas ilhas. E uma por uma, para conhecer, para ter contato com as pessoas. E isso foi muito bacana.

?Voz B

Cara, eu acho que vai, isso aconteceu. Claro que a Islândia, do ponto de vista do atrativo, é um outro planeta, é uma coisa muito louca. Mas aconteceu muito incremento de turismo na Islândia depois de Euro e de Copa do Mundo. E pode ser que Cabo Verde, de alguma maneira, também se beneficie nesse aspecto econômico até do desempenho da sua seleção, histórico. Desempenho nessa Copa do Mundo.

?Voz A

Que ninguém esqueça dessa linda história.

?Voz C

Ganhou, ganhou nossos corações, né? E assim, apesar de eu ter sido muito crítico à atuação da Argentina, acho que esse time, ele me despertou várias das dúvidas que eu tinha durante o ciclo. Caraca, assim, eu terminei de ver o jogo, aí fui ver nas redes sociais assim, e o Jean falou sobre isso também, parece que é um jogo totalmente diferente, parece que assim o juiz tava tentando classificar a Argentina de todo jeito. Cara, arbitragem normal, velho.

Sim, tipo, uma faltinha aqui, faltinha ali, mas tipo um jogo pegado de Copa do Mundo.

?Voz A

Vamos valorizar.

?Voz C

Aí quando você vê, parece que tá tendo um grande escândalo conspiratório. Meu Deus, cara, vamos curtir a Copa um pouquinho, velho.

?Voz B

É, a gente tem essa obsessão com arbitragem aqui, mas eu acho que o fato de sempre nos jogos da Argentina esse negócio vir à tona só mostra como é doentia a nossa relação com o futebol quando tem alguém para quem você torce contra ou a favor. E é o que a gente vê no Campeonato Brasileiro, né? Então assim, no Campeonato Brasileiro parece que só tem absurdo porque o torcedor de um time dele transforma qualquer lance discutível em absurdo.

Então assim, claro, eu acho que foi falta do Paredes claramente naquele final ali do jogo. Houve uma falta que não foi dada. Você achou que não?

?Voz C

Eu acho que não, acho que o cara se jogou.

?Voz B

Eu achei que o Paredes acertou sim, mas assim, você vai transformar aquilo ali numa discussão sobre o benefício, a corrupção, Cara, é uma loucura.

?Voz C

E aí criam narrativas na história da falta, falando que o cara não autorizou. Na verdade, ele autorizou cedo. Ele autorizou quando o Vozinha tava no meio ali. Depois que ele autoriza, o Vozinha vai lá pra uma bagueira. E aí o Messi olha pra ele e ele faz: "Não, já autorizei." Aí o Messi vai lá e bate.

?Voz B

E aí criaram a tese, porque aí é uma loucura. Tem nas redes sociais essa cena que o Leo tá descrevendo, a tese de que o Messi falou: "Autoriza pra eu bater." E aí ele apitou e, cara... "Esse cara tá muito bom." Vamos valorizar o jogo, né?

?Voz A

Vamos valorizar o jogo.

?Voz C

E vamos valorizar o craque, gente. 8 jogos seguidos fazendo gol em Copa do Mundo. 8 jogos seguidos, 20 gols em Copas do Mundo.

?Voz A

E assim, foi um jogo mesmo, foi um grande jogo.

?Voz B

Foi! Foi um grande jogo.

?Voz E

Teve de tudo ontem.

?Voz C

É bom a Argentina sofrer um pouquinho, né?

?Voz A

Deixa, deixa. A Colômbia também está classificada, venceu o Gana. Aliás, Gana, nossa senhora, não competiu ontem. Mendel Bidlovski ao vivo aqui no Futebol no Mundo na Copa. Acompanhou a vitória colombiana nas oitavas de final agora para enfrentar Suíça, né, Mendel?

?Voz D

É isso mesmo. Boa tarde, Alex. Boa tarde a todos. Falo aqui de Kansas City, onde a Colômbia ontem venceu o Gana. Como você disse, domínio total da Colômbia na partida contra Gana. Até antes do jogo, os torcedores da Colômbia, é claro, empolgados. A Colômbia tem feito bons jogos, mas preocupados, né? Com Gana, defesa, o técnico Carlos Queiroz montando aquela defesa da seleção de Gana. Mas com 12 minutos de jogo, a Colômbia saiu na frente.

O Luis Suárez fez o cruzamento, passou pelo goleiro, e aí o John Arias, jogador do Palmeiras, fez o gol da vitória, o gol da classificação da Colômbia. Daí para frente, a Colômbia seguiu dominando o jogo. É, o único jogador abaixo, o James Rodríguez, errando muitos passes, também ali meio disperso na marcação. Foi substituído no intervalo, o Richard Rios entrou no segundo tempo, foi bem também, o jogador, ex-jogador do Palmeiras.

E aí a Colômbia seguiu criando, seguiu tendo chances com o próprio Richard Rios, é também com Luiz Dias, mas o jogo acabou mesmo 1 a 0, vitória da Colômbia, está classificada, vai jogar em 3 países diferentes nesta Copa do Mundo, né? Jogou nos Estados Unidos, jogou no México, e agora vai jogar no Canadá, em Vancouver, na terça-feira, enfrentando a Suíça pelas oitavas de final da Copa do Mundo. E aí pela frente pode ter, né, Argentina, depois pode ter Brasil, Inglaterra.

É um caminho difícil para Colômbia. Depois do jogo, trazendo alguns bastidores, né, os jogadores da Colômbia deram entrevistas E aí eles voltaram ao campo, os torcedores saíram do estádio, ficaram apenas os familiares dos jogadores nas arquibancadas, e os jogadores foram lá e tiveram esse momento para recarregar as energias, momento muito legal entre os jogadores, os familiares. Eu estava presente, até porque depois eu fiz uma entrevista com a Alejandra, que é a esposa do John Arias, até tirei uma foto com o Arias contente depois desse gol.

É tão importante o gol da classificação da Colômbia para as oitavas de final. E agora é o seguinte, a Colômbia vai para o Canadá. E aí tem uma questão: tem tido muitos colombianos em todos os jogos da Colômbia nessa Copa do Mundo, realmente pintando de amarelo os estádios, tanto no México como aqui nos Estados Unidos. Só que tem um problema lá no Canadá, por exemplo, um brasileiro está nos Estados Unidos, tem um visto americano, e precisa viajar para o Canadá.

É um processo burocrático rapidinho que você faz ali, baratinho. Para os colombianos, a história é bem diferente. É um processo muito mais difícil, muito mais lento, um tempo muito maior para conseguir o visto. Então, não teremos muitos colombianos em Vancouver na terça-feira torcendo pela Colômbia contra a Suíça, inclusive os familiares dos jogadores. Então, alguns vão para Miami, vão aguardar a seleção Colombiana, se ela passa para a próxima fase, porque não tem um visto.

Então não vai ter esse contato entre os familiares. E muitos torcedores colombianos também vão ter que ficar aqui nos Estados Unidos aguardando seleção colombiana, que está classificada às oitavas de final.

?Voz A

Alex, boa, Mendo! Para quem está nos ouvindo, o Mendo fez uma foto ali na arquibancada com o John Arias.

?Voz C

Muito bacana, é do dia a dia, já se conhece no dia a dia, né? Mais um gol, né, de jogadores do do Brasileirão, né? Teve o Canóbio, teve Plata, teve o primeiro Maurício. É isso.

?Voz A

Cadê o Mendel? Já foi? Já foi, já foi, né? Eu ia perguntar se ele tá sentindo falta do Mário Marra. É, o que que é um jogo vocês dois assim? Tavam tão felizes juntos, você e o Mário Marra.

?Voz D

Saudade do Mário Marra, né? Aquela figura humana incrível. Mas é porque ele fica em Atlanta, ele tem que guardar a base.

?Voz B

Planta, né?

?Voz D

E aí eu viajo para Kansas, e aí ele fica cuidando tudo de lá. Quando eu volto, reencontro o Mário Marra. Só um detalhezinho, vocês falaram, né, mais um jogador que joga no futebol brasileiro, que faz gol nessa Copa do Mundo. Eu falei com a Alejandra, e muito legal, ela falou sobre a força da Leila Pereira para levar o John Arias para o Palmeiras, como ela foi importante nesse movimento dele. Ela dizendo que ele viveu um momento crítico ali na carreira, queria jogar mais para estar na Copa do Mundo, foi convencido pela Leila.

Ela disse que é um orgulho, é, o John Arias estar em um time dirigido por uma mulher como a Leila Pereira. Ela fala: e que mulher! Ela disse que é fã da Leila Pereira. Uma mulher numa posição como essa, presidente de um time de futebol, ela tem muito orgulho do Arias estar no Palmeiras com uma presidente como a Leila Pereira.

?Voz A

Boa, Medell, boa viagem aí na sequência, tá?

?Voz D

Valeu, obrigado. Vou reencontrar Mário Martins, tô com saudade.

?Voz A

O Medell dá sorte nessas viagens, sempre tem alguém cuidando dele.

?Voz B

Só para registrar, a torcida não gosta da Leila, mas tudo bem. Quem não gosta?

?Voz A

Não, a torcida do Palmeiras não gosta da Leila, mas tudo bem.

?Voz B

É uma parte, né? Mas enfim, vamos deixar futebol brasileiro enquanto a gente pode.

?Voz C

Vamos aproveitar esse momento. Exato.

?Voz B

Mas só para não deixar o futebol brasileiro totalmente de lado, interessante notar, né, eu tô fazendo esse acompanhamento, já chegamos nas oitavas de final e 19 jogadores da Série A do Campeonato Brasileiro continuam na Copa do Mundo, né. 13 já voltaram para casa, 19 continuam na Copa do Mundo. É verdade que daqui a pouco, muito possivelmente, o número cai de 19 para 12 se o Paraguai cair diante da Vai passar o facão. É provável.

?Voz A

Não podemos esquecer que o Campeonato Brasileiro volta antes de terminar a Copa.

?Voz C

Que loucura, né, cara? Pois é. Vai ter linha no dia do Brasileirão?

?Voz B

Ah, eu não sei, não quero saber e tô com raiva de quem sabe.

?Voz C

Não foi o gol. O gol em Copa do Mundo já é legal, né? Não é nem o gol do 3x0, é o gol do 1x0 que decide o jogo, tá?

?Voz A

Agora, o Dona não competiu.

?Voz B

É, agora, só pra falar do Ares, de fato, Palmeiras, sim, cara, ele tá fazendo uma belíssima Copa, né, Léo? Porque ele não é lá um atacante agudo que fica o tempo todo jogando aberto pelo lado, como fazia no Fluminense, faz no Palmeiras. É um cara mais no meio do que um atacante, mas participa muito do jogo.

?Voz C

Fez bem o Palmeiras em comprar no começo do ano.

?Voz B

Ia sair mais caro, né?

?Voz C

Ia sair mais caro e provavelmente ele talvez ficasse lá pela Europa mesmo. Então, Gana, cara, o problema de ser o Carlos Queiroz é quando você tá perdendo, qual que é a sua estratégia?

?Voz G

Exato.

?Voz C

Quando tá 0x0, tá ótimo.

?Voz A

E quando tá 1x0, continua a mesma coisa esperando aquela bola que não vem.

?Voz C

E assim, Gana acabou igual a Áustria, quer dizer, beleza, na hora que precisou correr atrás, não deu.

?Voz B

Pra resumir, defende mais que todos, ataca menos que todos. É basicamente isso.

?Voz C

E assim, a Colômbia nessa Copa, ela mostrou muito repertório. Porque quando ela teve que atacar, ela atacou. Quando ela teve que defender, ela defendeu. Quando ela teve que contra-atacar, ela contra-atacou. Eu gosto muito desse time. E se pegar Argentina, vai ter jogo. Eu tô falando isso desde a fase de grupos, porque é um confronto que, como a Colômbia já tava perigando ficar em primeiro e acabou ficando, era um confronto possível.

Eu acho que Colômbia vai tirar Suíça. Espero não estar errado, porque eu quero muito ver esse Colômbia e Argentina nas quartas. Eu acho que é um senhor jogo de futebol.

?Voz B

Eu tô com o Léo, acho que o Colômbia e Argentina é um jogo bastante aberto, só que eu acho que Colômbia e Suíça é muito aberto.

?Voz C

Não, também acho.

?Voz B

A Suíça é muito complicada, Suíça é muito chata, Suíça tem hoje um jogador que se destaca e tem um outro acostumado a fazer gols. Então assim, é uma seleção que se defende bem, é uma seleção que tem hoje qualidade para machucar o adversário também ofensivamente. Então eu acho que não é uma missão fácil passar pela Suíça. Mas talvez hoje, pelo que mostrou na Copa até aqui, a gente possa colocar um favoritismo, ainda que ligeiro, para Colômbia.

?Voz A

Ah, bom, a Colômbia precisa passar pela Suíça para pegar a Argentina, mas a Argentina precisa passar pelo Egito. O jogo, viu, é o jogo, viu.

?Voz B

Egito, não boto muita fé.

?Voz C

O Salah também, ele, o Salah jogou porque era um mata-mata de Copa do Mundo, o Salah jogou machucado. Isso é muito claro.

?Voz A

E agora tem mais 5 dias.

?Voz C

É, vamos ver se ele consegue jogar na situação melhor. Se fosse um jogo normal, ele não jogaria assim. Ele claramente não estava em condição física para jogar um jogo de Copa do Mundo. Ficou 120 minutos, até porque tinha que bater pênalti, né? E, cara, que psicopata, velho. Aquela cara, eu gelei, cara. Nossa Senhora. É assim, eu— desculpa falar isso, mas eu torço pelos craques. Eu não gosto quando um cara grande erra um pênalti em Copa do Mundo.

Eu fico chateado. E eu ia ficar muito chateado se ele errasse. Então, na hora, eu gelei, cara. Eu tive um frio na espinha na hora que ele meteu a cavadinha, aí eu gelei. Mas ele foi, foi. E aí o cara que vem depois, o cara que vai bater depois dele, ele já fica pequenininho.

?Voz B

Você sabe que eu achei engraçado? Porque eu tenho a tese de que o melhor cobrador tem que abrir a série.

?Voz C

Ele ficou no meio, né?

?Voz B

E ele ficou no meio, mas decidir no final, então. Mas é que o decidir no final é um equívoco absurdo. E acho que não chegar, é porque pode não chegar. Mas achei até interessante essa coisa de você pode deixar para o meio de fato. O terceiro pênalti é um pênalti que é sempre batido, você não deixa de bater o terceiro pênalti.

?Voz C

Estatisticamente, o quarto é um pênalti muito perdido, sim, historicamente, é pressão, que já começa a pressão.

?Voz B

Mas assim, o que eu quero dizer é, quando eu digo perdido, é o terceiro pênalti se bate, o quinto muitas vezes não se bate, o quarto, para não bater o quarto pênalti, realmente o time tem que ter sido muito incompetente nos 3 primeiros, né? Mas acho que assim, deixar para o meio, ok, beleza, tá valendo. E o Salah teve frieza de fato para bater. Mas eu, olha, eu acho, apesar da dificuldade que a Argentina teve com Cabo Verde nesse confronto, acho Argentina bem favorita.

?Voz A

Terça-feira, 1 da tarde, tá? 1 da tarde, Argentina e Egito. Vamos embora, vamos embora!

?Voz B

Vamos, né?

?Voz A

Vamos bem hoje, hein?

?Voz B

Vamos bem, vamos bem! O programa foi ótimo, Último, e a gente tá terminando o tempo de eu pelo menos chegar em casa para ver o jogo.

?Voz A

Vamos lá, Canadá e Marrocos, vem aí! Você acompanha todos os jogos da Copa do Mundo na Gazeta dentro do Disney Plus. O futebol no mundo é necessário, viu?

?Voz B

É necessário, é necessário, é necessário.

?Voz A

Até amanhã, Léo!

?Voz C

Até amanhã, muito obrigado, e voltamos amanhã, semana que vem, tá?

?Voz B

Valeu, até amanhã!

?Voz A

Tchau, Brasil! Bom sábado com abertura das oitavas de final, e nós voltamos amanhã já em clima de Seleção Brasileira. Tchau!