Episódios de Futebol no Mundo

Futebol no Mundo na Copa #594: Brasil 2 x 1 Japão, quem será o adversário nas oitavas? E mais!

30 de junho de 20261h23min
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No Futebol no Mundo desta terça-feira (30), vamos trazer todos os bastidores da vitória da seleção brasileira pra cima do Japão. E claro, vamos trazer todo o pré-jogo de Noruega x Costa do Marfim, adversários do Brasil na próxima fase. E os outros classificados. Vem com a gente!

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Participantes neste episódio6
A

Alex

HostPastor
B

Bira

Co-host
D

Donkey

Co-host
A

André Kfouri

ReporterJornalista
G

Gustavo Hoffmann

Reporter
Y

Yasmin Torres

Reporter
Assuntos7
  • Campeonato Brasileiro de FutebolAnálise tática do segundo tempo · Atitude e mentalidade da seleção · Substituições e impacto de Ancelotti · Desempenho de Vinícius Júnior e Bruno Guimarães · Gol de Martinelli · Atuação do goleiro japonês Suzuki
  • Eliminação da Alemanha na CopaAnálise da performance alemã · Decisões táticas de Julian Nagelsmann · Disputa de pênaltis e falta de liderança · Comparação com o Japão · Histórico recente da Alemanha em Copas
  • Marrocos na Copa do MundoAnálise da partida e defesas de Verbruggen · Gol de Gakpo e emoção · Empate de Marrocos nos acréscimos · Disputa de pênaltis · Superioridade de Marrocos · Arbitragem de Wilton Pereira Sampaio
  • Seleção Paraguaia· EsportesEstratégia e execução paraguaia · Destaque para Galarza e Almirón · Atuação do goleiro paraguaio · Mérito na classificação
  • Relação Brasil-EUA e EleiçõesNoruega vs Costa do Marfim · Análise comparativa entre Noruega e Costa do Marfim · Talento individual da Noruega (Haaland, Ødegaard) · Força da Costa do Marfim (Diomandé, Kessié) · Estilo de jogo e encaixe tático
  • Jogo França vs SuéciaFavoritismo da França · Retorno do técnico Didier Deschamps · Preparação da Suécia para o jogo · Vulnerabilidade defensiva da Suécia
  • Análise de Jogos da CopaPotencial de equilíbrio e surpresa · Fator casa e torcida mexicana · Desempenho do Equador na Copa · Defesa equatoriana
Transcrição225 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes! Chegamos à metade da Copa do Mundo, dia 20 da Copa do Mundo, depois da vitória do Brasil, depois da vitória do Paraguai. Depois da vitória de Marrocos. Tudo isso no podcast Futebol no Mundo. Hoje mais 3, né, Donki? Teremos mais 3 times nas oitavas.

?Voz B

Exatamente.

?Voz A

Tudo bem aí?

?Voz B

Tudo bom, Alex Bira, fã de esporte. Prazer estar aqui com vocês, aos companheiros também que estarão com a gente durante mais um Futebol no Mundo. Que dia, hein?

?Voz A

Que segunda-feira, hein?

?Voz B

Que segunda-feira! Porque a vitória do Brasil de virada, o segundo tempo a gente vai falar bastante, acho que de uma atitude da seleção brasileira espetacular. Depois, a grande surpresa que o Paraguai fez e mereceu a classificação.

?Voz A

Não foi falta de aviso, tá, da Alemanha.

?Voz B

Neutralizada completamente. E depois, para mim, o jogo mais legal em termos futebolísticos, Holanda e Marrocos. Uma baita partida com toda a questão drama do Gakpo, as defesas do Verbruggen, e a classificação nos pênaltis com aquele pênalti bizarro ali do Raimer entrando. Enfim, a gente vai falar bastante, mas foi uma baita segunda-feira.

?Voz A

Hoje tem Costa do Marfim, Noruega, França e Suécia, México e Equador. Bira?

?Voz C

Opa, não, é grande segunda-feira que a gente teve. E a gente vinha falando, as seleções europeias não estão essas coisas, né? Tudo bem que a gente falava disso pensando mais na parte de baixo do escalão europeu, né? No baixo clero, tipo Tcheca, Turquia, vai, que a gente até esperava um pouco mais. Agora até o médio clero lá começou a falhar, né?

?Voz A

Não é só o médio, a Alemanha não é nem médio, né?

?Voz C

Então, por tradição, no entanto, médio no momento, por expectativa, por expectativa médio, por tamanho gigante. Mas assim, Alemanha e Holanda falharam também. E por enquanto, claro, a gente tem um França e Suécia que já vai resolver isso, mas por enquanto nenhuma seleção europeia classificada nas oitavas.

?Voz A

Só você que acompanha o futebol no mundo sabia que a Alemanha ia aprontar, ia parar em algum lugar no caminho, principalmente com esse daqui, ó, que tá Tá se vangloriando. Abre a câmera para Gustavo Hoffmann, que hoje estará em Noruega, Costa do Mar Frio. Mas não foi falta de aviso no Gustavo, né, Gustavo?

?Voz D

Tudo bem, Alex? Um grande abraço a você, aos companheiros, ao fã de esportes. Pois é, lembra? Ficavam falando que eu era pessimista, não sei o quê, com a Alemanha. Falava: calma, esse time aí você tem que tomar cuidado, tem que melhor esperar. No final das contas, vai sobrar para o Julian Nagelsmann. Eu acho que de maneira merecida. Não vejo a possibilidade de continuidade do trabalho dele, não é bom o trabalho dele, é algumas decisões muito questionáveis.

A gente posso começar aqui a listar: é a utilização do Kimmich na lateral direita e não no meio-campo, a escolha pelo Leroy Sané no time titular, o próprio Goretzka jogando também, e a disputa de pênaltis foi, foi uma prova da falta de comando, de liderança da equipe hoje, da falta de hierarquia mesmo. Dentro da seleção alemã. Relatos que chegam já da Alemanha de que na hora da sexta cobrança ninguém queria cobrar e sobrou para o Jonathan Tah, que jamais tinha batido um pênalti na vida dele como profissional jogador de futebol. Então acho que isso ajuda a entender os problemas dessa seleção alemã.

?Voz A

Nagelsmann, Coman, né? Tem muita coisa para falar, mas nós vamos começar falando de seleção brasileira, da grande vitória diante do Japão. Foi duro, também avisamos, porque por causa, principalmente por causa do Japão. André Kifuri, vamos ver, vamos ver André Kifuri depois do calor de 40 graus, vamos ver em que condição ele está hoje. Abre a câmera para André Kifuri. Está fechado, uma salinha fechada, né, André?

?Voz E

É um pouco de conforto, né, Alex? Tudo bem com você aí? Bira, Donkey, Gustavo, abraços a todos, fã de esportes junto com a gente. Um pouquinho de conforto, sequência aqui dos ambientes fechados em Houston, para a gente ter um pouco mais de tranquilidade para trabalhar e participar mais uma vez desse futebol no mundo. Dia seguinte é uma vitória muito importante, muito cheia de detalhes, muitas lições, muitos valores, especialmente no segundo tempo, no futebol e no comportamento da seleção brasileira.

Temas que a gente vai poder abordar aqui. Mas a minha impressão é que ontem o time da seleção deu mais um passo à frente. Sabe quando tem aquela, aquela barra que vai enchendo em processos no computador? A barrinha tá ficando mais cheia. Ontem ela andou várias casinhas. Vamos ver o que, o que nos espera aqui na Copa da Seleção Brasileira.

?Voz A

Mais uma vez eu quero falar com André Kfouri, com Gustavo Hoffmann, que também não foi por falta de aviso, né, Gustavo, para o André. Me parece hoje com uma voz um pouco, um pouco difícil, né? Por causa do— está com a voz— eu não sei se foi pelo cansaço, uma cobertura muito difícil, né? Ou se realmente é pelo clima, né, André?

?Voz D

Houston maltrata, viu?

?Voz E

Maltrata, maltrata. Eu, daqui a pouco vai terminar o futebol no mundo. Quando a gente concluir a nossa participação aqui, check-out no hotel, vamos para o aeroporto. Almoço no aeroporto e de volta para Morristown. Eu não vejo a hora de ir embora de Houston. Na verdade, é nada contra, super bem, super bem recebidos, pessoas agradáveis, muito simpáticas, o estádio perto do hotel, o trabalho na parte logística não foi difícil. Mas você sair de 40 graus para 17 e depois de volta para 40 e fica nesse vai e volta A garganta já acusou o golpe, estamos sentindo sim, a voz é a prova disso.

?Voz A

É, quem diria. Gustavo, tá rindo, né? Tá rindo porque agora fugiu de Houston, vai voltar daqui a pouco, né? Mas tá curtindo a brisa, né, aí de Dallas, né?

?Voz D

Pô, eu tô, eu tô achando os 35 graus aqui de Dallas confortáveis perto do que é Houston.

?Voz A

Que coisa, né? Que coisa. E ontem, André, você presenciou uma grande partida da seleção brasileira, um segundo tempo Muito bom, com dedo do Carlo Ancelotti. E mais uma vez jogadores, mais um jogador do Real Madrid salvou ele. Mas é um time que não está pronto, não temos um time principal, não temos. Mas deu para perceber que o Carleto mexe muito bem as peças, né?

?Voz E

Assim, é, se compararmos com a primeira meia hora, eu falei agora há pouco no Esporte Center exatamente isso. Se a gente comparar a primeira meia hora da Copa do Mundo, vai, vamos abrir um pouco. O primeiro tempo do Brasil na Copa do Mundo contra Marrocos e o último tempo do Brasil na Copa do Mundo contra o Japão, a gente vai ver dois times completamente diferentes. E a diferença entre eles está na estrutura coletiva que inexistia no primeiro tempo contra o Marrocos e hoje não só existe como é forte o suficiente para permitir a virada que a seleção brasileira conseguiu numa situação muito difícil contra um time do Japão que é preciso ser elogiado.

Embora eu tenha alguns questionamentos em relação à forma como o Japão enfrentou a seleção brasileira ontem, especialmente a partir do momento em que o jogo ficou melhor para ele, Japão, ali na altura do gol marcado pelo Japão para abrir o placar. Não entendi o recuo do Japão e não entendi a forma como o Japão se permitiu ser amassado para dentro da própria área, embora o futebol seja assim um jogo de imposição. E a imposição da seleção brasileira foi brutal durante todo o segundo tempo da partida de ontem.

Mas sobre essa estrutura coletiva na qual os jogadores agora têm onde se apoiar, né, e com as substituições feitas, cada jogador que entra, entra mais confortável dentro do seu papel individual, a função que o jogador recebe. E a gente viu isso novamente ontem. Isso, isso para mim mostra que a seleção brasileira está evoluindo como equipe, o que é exatamente a obrigação dela dentro dessa Copa, e era também o objetivo declarado pelo Ancelotti a partir do momento em que ele percebeu que as coisas começaram mal.

Então ontem, um segundo tempo de muita força mental, muita capacidade técnica, muita, muita camisa. Eu tenho certeza absoluta que o peso da camisa da Seleção Brasileira se fez perceber no campo ontem contra os japoneses. E um gol no finalzinho marcado numa jogada de rara clareza, o que mostra que o tipo de liderança que o Ancelotti exerce na Seleção Brasileira permite que os jogadores tenham essa compostura no momento de tamanha pressão.

?Voz A

Vamos falar um pouquinho primeiro de Seleção Brasileira, já já nós vamos falar do Japão, até porque aqui é o futebol no mundo. Mas ontem, Albira, foi uma noite de novo, mais uma noite no Bernabéu. Ah, não foi no Bernabéu, parecia no Bernabéu, né?

?Voz C

Parecia, parecia. Foi no NRG Stadium do Houston Texans. Mas eu achei que o Brasil teve momento em que ele perde um pouco o controle do jogo e o Japão fica bem, aquele meio do primeiro tempo, principalmente que é o momento que o Japão faz o gol, um pouquinho antes do gol do Japão já começa, e o Japão faz o gol.

?Voz B

Segundo quarto do jogo.

?Voz C

É que eu acho que foi bem mais no meio, assim, nos minutos finais do primeiro tempo, acho que já o Brasil já dava alguns sinais positivos. Mas o Brasil tava desde o começo do jogo conseguindo fazer um negócio. O Brasil tava conseguindo empurrar o Japão. Aquele momento que o Brasil perde um pouco do controle é o momento que o Japão avança um pouquinho a marcação e dá uma encaixada um pouquinho mais adiante, mas num... Num bloco médio e o Japão começa a achar espaço e até conseguir chegar perto do gol do Alisson.

Mas fora isso, mesmo no começo do jogo, o Brasil empurrava o Japão, né? E o Japão fica desconfortável. O ideal para o Japão é ou é o Japão tá com a bola lá na frente ou é o Japão estar se defendendo no bloco médio, porque daí ele consegue roubar a bola e ser rápido em contra-ataque. E de certa forma foi um pouco assim que saiu o gol, né? Uma tomada de bola numa saída de contra-ataque do Brasil que virou um contra-ataque do Japão, com a defesa brasileira avançando, tendo que dar marcha ré rapidinho, e acabou não conseguindo acompanhar a velocidade.

Agora, quando o Japão fica muito para trás, é um risco para o Japão, porque, por exemplo, o Japão tem algumas vulnerabilidades. Tem uma defesa que é extremamente sólida em relação a ser disciplinada, a deixar as linhas bem compostas ali, mas é uma defesa vulnerável ao jogo aéreo. E daí o Brasil começa a jogar bola aérea e começa a achar. Antes do gol do Casemiro teve aquele outro quase gol do Casemiro que a bola só não entrou porque bateu no Tomiasso em cima da linha.

E não foi nem, não vou nem dizer que o Tomiasso tirou em cima da linha, a bola bateu nele em cima da linha. Então o Japão já tava tendo problemas ali. E eu acho que quando o Japão começa a sentir isso, o Japão começa já no segundo tempo a sentir a pressão do Brasil, porque também o Brasil fez ajustes, né? O Brasil no primeiro tempo, ele afunilava muito, né? Nem que ele afunilava pelo meio, ele afunilava pela esquerda. O Brasil tava muito torto.

O Rayan ficava sozinho na direita e sempre que ele recebia a bola, ou quase sempre, né, era uma esticada, era uma inversão de jogo. Tipo, o Brasil tá jogando pela esquerda, vê o Rayan livre, lançamento de 30 metros até o Rayan. Uma bola dessa é um pouco cruel ficar fazendo toda hora, porque o jogador, ele vai ter que dominar a bola, ele vai demorar uns 2, 3 toques para dominar a bola. Porque é uma bola que assim, ele não vai conseguir matar e já botar velocidade.

Ele mata, tenta dar uma ajeitadinha, que isso a defesa chegava. O Rayan tava morto no primeiro tempo, ele tava muito isolado, porque o Danilo também não se aproximava tanto para guardar a defesa. Então o Brasil não conseguia acionar o Rayan. Então era tudo, era o Paquetá e o Vinícius Júnior combinando um com o outro pelo lado esquerdo. Que que o Japão fez? O Japão fechou ali. O Brasil até empurrava o Japão, mas o Japão sabia, é só eu fechar aquele canto ali que não vai acontecer nada.

E não acontecia. E mesmo o Douglas Santos, que muitas vezes aparecia e se oferecia, ele não recebia a bola. Acho que também teve uma coisa do: olha o cara lá, ele tá pedindo, combina com ele também. E no segundo tempo, acho que o Brasil, quando entra o Endrick, que tem uma tendência a cair mais para direita, o Rayan entra mais no jogo, ou o Brasil traz o Rayan para o jogo, para ser mais justo. E o Douglas Santos começa a ser mais acionado.

O Brasil estica, alarga, vai, alarga o seu ataque. Um ataque que afunilava tanto passa a ser alargado. A defesa japonesa que jogava em linha de 5, ela começa a ter que alargar também essa linha de 5 dela, né, ficar cada espaço a mais. E daí o Brasil começa a achar espaço, começa a criar oportunidades, empurrar o Japão, e daí consegue a virada com méritos.

?Voz D

Gustavo, até brinquei nas redes sociais, né, o Gabriel Martinelli é o novo Rossellu do Carlo Ancelotti. Me lembrou muito, muito, muito o papel que o Rossellu teve naquela campanha de Champions League do Real Madrid com o Carlo Ancelotti. O Brasil, na verdade, cada vez me lembra mais o Real Madrid do Carlo Ancelotti, né? Dá para chamar de Real Brasil, porque a forma como ganhou, é com gol no último minuto, com jogador saindo do banco, uma alteração contestável enquanto muita gente queria outra alteração.

O Gabriel Martinelli não era a primeira opção e o Ancelotti usou o Martinelli. A própria manutenção do Casemiro Né, enquanto muita gente achava que o Casemiro tinha que sair, o Ancelotti aposta no seu jogador de confiança no meio-campo. Então assim, a seleção brasileira cada vez me lembra mais o Real Madrid do Carlo Ancelotti, que ganhou a última Champions League. Olhando um pouco mais pela nossa ótica de análise, né, eu tô muito de acordo com o André e batendo naquela tecla que eu venho já falando há mais tempo também.

O Brasil precisava fazer uma Copa do Mundo de crescimento, jogo a jogo evoluir para realmente alcançar uma condição de candidato a título. O Brasil deu mais esse passo, não apenas pela classificação, mas pelo jogo e pela forma como esse jogo aconteceu, que esse jogo exigiu do Brasil, que demandou do Brasil essa superação mental também, em posição no segundo tempo. Campanhas de Copa do Mundo são feitas com jogos fáceis, difíceis, bons e ruins.

Campanhas de título do Brasil foram assim. Eu acho que essa campanha felizmente tem caminhado nesse sentido. Eu vejo uma evolução do Brasil e uma seleção que vai enfrentar Noruega ou Costa do Marfim mais forte do que na partida anterior.

?Voz B

Eu queria destacar muito esse ponto antes de falar do jogo taticamente, o que foi a partida de futebol em si. Acho que a gente tem que pontuar, e para mim o principal ponto é essa questão da atitude de personalidade de uma seleção muitas vezes E de jogadores que dentro de um contexto Seleção Brasileira muitas vezes tinha essa cobrança em cima deles. O Brasil venceu um jogo de mata-mata de Copa do Mundo de virada. Acho que isso já é uma coisa grande contra um adversário que a gente tem falado do quanto que ele cresceu, o quanto que evoluiu, dos times que venceu nos últimos anos, a ponto da discussão ser melhor pegar o Japão ou melhor pegar a Holanda.

Só dessa discussão você mostra a evolução do Japão nos últimos anos e de um time muito organizado. Então assim, essa seleção mostrou uma baita de uma atitude para sair de uma desvantagem e jogar o segundo tempo que jogou. Então isso já é grande. Acho que chancela tudo isso que o Gustavo tá falando do crescimento da seleção durante a competição. Do jogo eu também fiquei surpreso, admito, com a postura do Japão de baixar tanto as linhas.

Achei que isso pudesse acontecer durante uma parte do jogo, mas não o tempo todo. O Brasil terminou o jogo com mais de 68% de posse de bola. Eu não imaginava antes da partida que tivesse uma diferença tão grande assim, embora o Japão saiba ser muito vertical, inverter lado rápido, rapidamente o lado do campo, também sabe ter a bola. Então assim, isso acabou me chamando atenção dentro da partida. Acho que o Ancelotti acabou sendo muito bem, né, nas alterações.

O Bira tinha destacado a questão do Endrick. Acho que isso possibilitou que o Brasil pudesse explorar mais a bola aérea também no segundo tempo, alargar o campo, como ele falou, como o Bira destacou. Até em algum momento a gente ficava pensando, de repente até o próprio Igor Thiago, né, numa situação em que o Brasil levantou 27, fez 27 cruzamentos só no segundo tempo. Foi a terceira maior marca de cruzamentos em um tempo nessa Copa do Mundo de uma equipe.

É muita coisa. Mas mais do que os cruzamentos também, acho que de tentar encontrar o espaço. Se você olha, a gente tá vendo justamente o número de cruzamentos do Brasil, né, na tela, o quanto que foi diferente em relação aos jogos. O maior tinha sido contra Marrocos, com 16. Então o Brasil teve mais do que o dobro de cruzamentos em relação a esse jogo. E destacando que eu falei, foram 27 no segundo tempo, ou seja, 13 no primeiro tempo.

Então mostra como o Brasil dobrou a capacidade, e até pela característica dos jogadores que estavam em campo no primeiro tempo. Então acho que por isso que o Brasil também não buscou tanto essa bola aérea. Mas não foi só isso, lógico, teve o gol do Casemiro, que foi assim. A chance que o Bira destacou lá do Tomiasso também foi uma situação de bola aérea. Teve uma do Bruno Guimarães, né, que o Suzuki faz uma grande defesa. Aliás, que foi logo nos primeiros minutos do segundo tempo, e foi a primeira grande chance do Brasil no segundo tempo.

Aliás, o Suzuki, um parênteses, uma atuação gigantesca, impediu o gol mais bonito da Copa, que seria aquele do Vinícius Júnior.

?Voz C

Vilão, virou vilão.

?Voz B

Como é que aquela foi idiota? Porque aquilo ali seria uma pintura assim, gol para concorrer ao Puskás. Então acho que o Brasil então evoluiu muito a partir das substituições do Carlo Ancelotti, mas também de tentar encontrar espaço, de alargar o campo. E você olha o gol do Martinelli, é justamente isso. A gente fala do Vini e tem que falar, porque o que ele tá fazendo é espetacular, tá sendo protagonismo, sendo protagonista. Mas a Copa do Bruno Guimarães é uma enormidade, é espetacular.

?Voz A

Acho que junto com o Vinícius, os destaques da seleção, né, André?

?Voz E

Sim, sim, sem dúvida. Bruno Guimarães e Vinícius Júnior até agora em termos de futebol demonstrado do ponto de vista individual e capacidade de influência na melhora da seleção brasileira. No caso do Vinícius, até o resgate, né? Gol que ele marca com o Marrocos é uma obra dele. E depois ele continua nesse mesmo nível, com jogadores começando a acompanhá-lo, né, na parte técnica e no entrosamento. O time vai se encorpando e ele continua.

Ontem ele não fez gol, mas ele foi muito importante na pressão que a seleção brasileira fez, porque era necessário mover muito a bola, porque senão não haveria nenhuma possibilidade. E a cada vez que o Vinícius foi acionado pelo lado esquerdo, ele teve boas, boas jogadas. E basicamente o único jogador que tentou ir para cima do seu marcador, porque é uma característica dele e porque o time precisava que ele fizesse isso. Quanto ao gol que ele ia marcar, É uma coisa assim, o goleiro tá lá para fazer esse trabalho mesmo, e o Suzuki tocou na bola, depois ela bateu na trave.

No gol do Martinelli aconteceu a mesmíssima coisa, só que ela bate na trave e entra. Assim, o futebol é assim, esse negócio de às vezes de centímetros, né? Parece que não é um jogo assim de medidas tão pequenas, mas muitas vezes é. Os lances no sentido do final deles foram iguais. O Suzuki toca na bola, ela bate na trave. A do Vinícius sai, a do Martinelli entra. E esse goleiro fez um jogo— não sei se a seleção japonesa poderia esperar algo a mais do seu goleiro na noite, na tarde de ontem, perdão, porque eu achei que ele fez uma partida sensacional.

O Ancelotti, no intervalo do jogo, pelas informações que a gente conseguiu apurar, assumiu a responsabilidade pelo primeiro tempo ruim do Brasil, mas não no sentido de o time está jogando mal. Ele disse aos jogadores: não deu certo o que nós fizemos, e fui eu que pedi para que vocês jogassem assim, então agora eu vou consertar. E aí ele apresenta a ideia que ele tem de como o Brasil deve se comportar no segundo tempo. E checa com os jogadores se eles estão de acordo, se eles estão confortáveis.

Os jogadores, os jogadores concordam, o time volta para o segundo tempo daquela maneira. Então assim, é um profissional, é um treinador, é quase que absolutamente desprovido das vaidades que fazem parte, né, não só do futebol, mas principalmente do ambiente dos técnicos. E eu não tô dizendo que o Ancelotti é um monge que ele não liga para o que pensam dele, que ele não tá— não, ele claro que tem o orgulho próprio, o nível de vaidade que todas as pessoas que atingem o sucesso que ele atingiu certamente tem.

Mas até pelas coisas que ele diz, ontem ele disse, é, não fui eu que venci, foram os jogadores, me responsabilizem quando as coisas derem errado. Então ele sabe exatamente qual é o papel dele em relação à liderança que ele precisa exercer. E ele exerce essa liderança no ambiente interno de uma forma muito, muito inteligente, que é dividindo as decisões com os jogadores e trazendo os jogadores para perto, no sentido de vamos fazer isso juntos.

Eu decido, mas eu quero saber se vocês estão confortáveis. E aí, quando o time volta para fazer um papel que os jogadores concordam que é o melhor, eu entendo que as possibilidades de sucesso são maiores.

?Voz A

Gustavo, que tá no dia, que esteve durante muito tempo no dia a dia do Real Madrid na época do Ancelotti. Fala, Gustavo.

?Voz D

Liderança tranquila, para citar a própria obra literária do Carlo Ancelotti, né? Acho que isso diz muito. Ele é fundamental. A gente sempre depositou muito da nossa esperança de crescimento da seleção brasileira na qualidade do Carlo Ancelotti como treinador. E não apenas nós, tá? É, até por participar, o André também, né, da programação da ESPN Deportes, a ESPN aqui nos Estados Unidos, e eu já vinha, fiz isso nesses últimos anos, né, desde o momento em que eu me mudei e passei a trabalhar como correspondente.

Quando o Ancelotti chega, eu percebo que a visão de fora muda também, né, porque hoje a visão de fora é: o Brasil não tem mais a seleção espetacular de outrora. Mas quando o Carlo Ancelotti chega, opa, Mas agora eles têm o melhor treinador da Copa do Mundo e ele traz esse peso diferente. Da mesma forma que, e eu tô de acordo, a história do Brasil pesou no segundo tempo contra o Japão, ter o Ancelotti faz com que todo mundo te olhe diferente.

E o trabalho dele se vê também em campo. Na primeira partida ele erra com a escalação do Igor Thiago, tenta corrigir já no intervalo, as coisas não saem necessariamente como ele queria, mas o Brasil reage, melhora. Empata o jogo, faz 3 partidas na sequência melhores e o time está em evolução, muito pelo trabalho do Ancelotti. E essa forma de trabalho dele, a forma de relação que ele tem com os jogadores, é algo diferente, algo muito diferente de técnicos mais jovens até, né?

Por exemplo, na Alemanha, eu sei que na Alemanha, por exemplo, Julian Nagelsmann não tem esse mesmo tipo de relacionamento com seus jogadores. Teve até algum conflito depois da penúltima partida nas declarações deles na derrota para o Equador. Enfim, O Ancelotti não é à toa que é considerado um dos melhores técnicos da história. Ele traz esse peso diferente para a seleção brasileira.

?Voz C

E você vê até para a torcida brasileira, né, que é uma torcida que já tá meio desconfiada com seleção brasileira faz tanto tempo. E você vê como essas decisões do Ancelotti, como ele conserta o time contra Marrocos, como ele tem decisões no jogo de ontem muito para o torcedor comum, é muito anti-intuitivas, e elas dão muito certo, né? Então colocar o, manter o Casemiro, colocar o Martinelli naquela situação era contra-intuitivo.

As pessoas estavam pensando em outras coisas, em outras mexidas. Aliás, no caso do Casemiro, tava pensando em uma mexida ainda que não acontece, e no final das contas dá muito resultado. E o Ancelotti, ele tem essa coisa de que a gente começa a ver florescer melhor quando o coletivo dá uma ajeitada. Acho que o Brasil nunca vai ser coletivamente com o Ancelotti um time como a Espanha do De La Fuente no coletivo. Nossa, que jogo coletivo perfeito, sei lá o quê.

Porque não é a pegada do Ancelotti. Ele, ele ajeita o time, ele consegue colocar os jogadores, ele tem um sentido, um conhecimento e um instinto de colocar os jogadores onde ele acha que vai funcionar melhor. Mas dentro disso ele chega e dá aos jogadores uma certa liberdade para eles jogarem o futebol deles dentro daquelas pré-condições que foram combinadas ali da função tática de cada um. E nisso o time floresce. E também por isso é um time que muitas vezes parece, ah, a tática do Ancelotti é bola no Vinícius e ele resolve.

Desde o Real Madrid já se falava nisso, né? E na verdade não é, é que ele deixava o time bem ajeitado para fazer com que o craque do time possa ser o craque do time, né? Ele tenha a segurança e a confiança para poder pegar a bola, botar a bola debaixo do braço e decidir. E na seleção brasileira a gente começa a ver isso acontecer, né? Porque o time tava coletivamente muito desarrumado, daí também não dava. Agora quando o time começa a ficar coletivamente mais ajeitado, a gente já viu já no pós-melhora contra Marrocos que isso começa a acontecer.

O Vinícius começa a chamar o jogo, ele acaba fazendo a diferença ao empatar aquela partida. E a gente começa a ver um pouquinho, porque o coletivo começa a ficar com um pouquinho de cara. A partir daí os jogadores vão decidindo. Até o Rayan, por exemplo, aparecendo muito bem. Ele insiste no Rayan também, que muita gente queria, queria tirar o Rayan, falava o Rayan tá jogando mal, põe o Luiz Henrique. E eu achei que o Rayan tinha sido vítima de muito isolamento no primeiro tempo.

O Rayan aparece bem, inclusive ele inicia, ele rouba a bola e passa para o Bruno Guimarães no lance do segundo gol, que muita gente Lembra muito do Bruno Guimarães e Cláudio.

?Voz E

O Rayan começa a jogada, é um desarme do Rayan e do Endrick, os dois juntos. Quem faz? O Rayan faz. O Rayan não desiste e toma a bola. É isso aí.

?Voz B

E eu queria até, eu concordo muito com análise dos companheiros em relação à gestão, ao talento do Ancelotti, mas eu também queria pegar, puxar por um lado que a gente não sabia como seria porque ele nunca viveu um contexto de seleção e de Copa do Mundo. E isso acho que é um ponto bem louvável do Ancelotti, é como ele tem sido talentoso para tomar decisões rápidas, para você mudar histórias de jogo. E a gente pode falar de dois jogos, Marrocos e Japão, pela questão do desafio que o Brasil tinha pela frente.

Primeiro Marrocos, ali no amasso que levou na primeira meia hora. Não é que foi uma grande atuação depois, mas considerando aquele time tenso de erros técnicos e de jogadores estarem intensos mesmo, vale lembrar que por mais de uma hora o Brasil ficou sem ser finalizado por Marrocos. Dos 30 e poucos até os 48, 50 do segundo tempo, Marrocos não finalizou naquele jogo.

?Voz C

E só para acrescentar rapidinho, e daí a gente vê o jogo de Marrocos de ontem, a gente vê como não era pouca coisa estabilizar aquele jogo. E conseguir controlar Marrocos não foi pouca coisa.

?Voz B

E aquele jogo você poderia perfeitamente, pela forma como começou, você poderia ter perdido esse jogo e a vida na Copa do Mundo teria sido diferente. Você teria ido para o outro lado da chave. Pode ser que tivesse passado, não vou nem entrar nesse mérito, mas aquilo era uma situação muito delicada e o Ancelotti se mostrou talentoso, pelo menos para corrigir aquele problema. E em meio a uma Copa do Mundo que você tem pouco tempo de trabalho, de um ano só de trabalho, Com seu lado direito dizimado, ele também usou, tudo bem, não foi um grande segundo tempo contra o Haiti, mas ele usou aquela oportunidade já para fazer testes com Martinelli e tudo mais, pensando em cenários que poderiam ser utilizados, que inclusive foram utilizados contra o Japão ontem.

Então acho que ele dentro da, ele foi muito talentoso para corrigir o time no momento de adversidade, foi assim contra Marrocos no início, fazer testes uma vez que o Brasil não teve período, um ciclo completo com Ancelotti e sofreu com tantas lesões. Ele fez isso contra o Haiti. Agora, na questão contra o Japão, de novo, um cenário que a escalação acho que foi correta, mas a estratégia não deu certo. E ele foi muito talentoso para identificar isso e fazer um segundo tempo em que o Brasil finalizou 11 vezes contra só uma do Japão para virar e conseguir a classificação merecida.

?Voz A

André, é bom descanso? Não, né? É bom descanso, né? Vai descansar o restante? A viagem não é um descanso, mas depois sim, né?

?Voz E

É, não, vamos continuar trabalhando. Temos muito, muita coisa para escrever, publicando uma coluna todos os dias nessa Copa do Mundo no ESPN.com.br. No caso de hoje, o assunto é fácil, é o pós-jogo da seleção. O espaço para fazer isso também são 3 horas e 20, alguma coisa de voo. A internet está funcionando maravilhosamente bem nas companhias aéreas nos voos internos. Então nós temos tudo que nós precisamos para seguir trabalhando, Alex.

?Voz A

E uma boa refeição ontem. Você foi visto ontem saindo da dieta, hein?

?Voz E

Ontem, quando as coisas vão bem em todos os sentidos, chega um momento em que a gente se parabeniza. Esse momento aconteceu ontem e eu posso, e eu posso garantir que foi uma decisão muito acertada da minha parte, Alex. Muito obrigado por ter lembrado.

?Voz A

Foi um bom hambúrguer, né?

?Voz E

Uma maravilha.

?Voz A

É muito bom. Então bom almoço para você, que eu tô ouvindo muitos talentos.

?Voz E

Mas fomos fundo, não vou mentir, fomos fundo, mas fundo mesmo. Ontem nós enfiamos o pé, como se diz.

?Voz A

É bom, é bom, é justo. É, tá fora de casa, né? Tudo bem, acontece. Tchau, André, bom dia aí para você.

?Voz E

Tchau, abraço, abraço a todos.

?Voz A

Todo mundo cede depois às pressões. O Gustavo Hoffmann, com o seu supermercado tão bonitinho, também cedeu às pressões, né, da ansiedade, do trabalho.

?Voz D

O supermercado, o supermercado, ele serviu para regular novamente, porque eu já tinha desandado de vez assim. Aí eu consegui regular de novo com supermercado.

?Voz A

Escuta, daqui a pouco tem no horário Costa do Muffin. Muitos torcedores noruegueses aí passando atrás de você, viu?

?Voz D

Muitos estão chegando, é, estão chegando porque o ponto de concentração deles era em um bar bem aqui pertinho do estádio, né? E eu imagino que pelo horário a festa acabou e eles todos estão chegando para o estádio. Por isso que você vê a torcida norueguesa chegando realmente aqui. Tava lá fazendo a remada clássica, já viral dessa Copa do Mundo, nesse local. Mas É uma Noruega que chega muito forte, Alex. A seleção norueguesa para mim é melhor do que a seleção marfinense.

Acho que o jogo será equilibrado porque a Costa do Marfim fez uma boa Copa do Mundo, tem valores individuais também. É o Mundial do Yann Diomandé, atacante do RB Leipzig, é muito bom. Amad Diallo é um jogador que é capaz de equilibrar. Tenho gostado demais da Copa do Franck Kessié, que já saiu um pouco do radar global jogando na Arábia Saudita, mas ele é o líder do meio-campo dessa equipe. Então assim, eu gosto da Costa do Marfim, mas acho a seleção norueguesa melhor.

Por onde você olha ali, em qualquer setor do campo, há talento na Noruega. Eu gosto do Nyland, acho que é um bom goleiro e tem feito uma Copa do Mundo regular. Os noruegueses optaram por poupar o time na terceira partida, então você tem que olhar para equipe titular e analisar acima de tudo as duas primeiras, os dois primeiros jogos. O Ayer tem sido grande líder da defesa, que jogou muito tempo no Celtic, é zagueiro do Brentford hoje em dia.

Do meio para frente sobra talento, sobra talento de Antonio Musa, Erling Haaland, o Sorloth, que aqui tem jogado como ponta direita ajudando muito na recomposição também, o Ødegaard, que inclusive falou conosco ontem. Então assim, há mais talento, há mais qualidade acima de tudo na seleção norueguesa, mas eu tenho certeza que será um jogo equilibrado contra o bom time marfinense. A costa do Marfim, ela chegou nessa Copa sem tanto alarde, né?

De seleções africanas. A gente falava muito de Marrocos e Senegal, e a Costa do Marfim comendo pelas beiradas fez uma primeira fase para mim bastante consistente.

?Voz A

Já já nós vamos falar mais do jogo que acontece em Dallas às 2 da tarde. Nós vamos juntos até 1:30. Mas só para fechar o assunto seleção brasileira, é uma pena, foi sorteio, essas coisas de cruzamento, foi muito cruel com o Japão, né, Bia?

?Voz C

Foi, foi, porque na verdade foi cruel com o Japão e acabou sendo com a Holanda também. Porque o grupo do Brasil e o grupo da Holanda viraram grupos com 2 times fortes cada um. E aí eu até tô considerando a Suécia, que até mostrou um futebol acima do esperado, mas 2 times fortes e que era primeiro contra segundo um contra o outro. Então só 2 times desses 4 sobreviveriam. A Holanda acabou pagando de um lado e o Japão acabou pagando do outro.

Quer dizer, os 2 times do outro grupo, né, os 2 times do grupo do Brasil sobreviveram. Acabou sendo cruel porque o Japão tem uma das 16 melhores seleções do mundo, tem uma seleção para estar entre, como a Holanda também tem, tá? Por exemplo, se o Japão tivesse, o Canadá tá classificado, o Japão é melhor que o Canadá, a Holanda também é melhor que o Canadá. Se a Holanda tivesse passado, ela passaria pelo Canadá na próxima fase, provavelmente, né?

Então acabou, acabou sendo vítima disso. Acho que o Japão tem coisas para acertar ainda. Acho que do ponto de vista coletivo, o time é muito Bom, o trabalho é bom. Eu acho que eu já falei disso outras vezes, uma coisa que ainda falta para o Japão, isso é uma coisa que você não consegue, surge, né? Assim, você pode até trabalhar para ver se consegue, assim, umas coisas que surgem, ter um ou dois jogadores com mais hierarquia internacional aqui.

Porque aquele jogador que não vai fazer o Brasil ficar tão assanhado e empurrar tanto o Japão, se nada contra o Ueda, ótimo atacante, principalmente depois de 1 a 0. É, principalmente depois de 1 a 0. Então tem um jogador, ou um meio-campista, um atacante que seja, mas alguém que quando pega a bola já segura um pouco a bola mais na frente, alguém que intimide o adversário, fala: eu não posso deixar esse cara no mano a mano, eu não posso, porque esse cara, entendeu? O Éder é muito bom, mas ele não tem essa hierarquia toda.

?Voz B

E hoje os dois mais próximos disso estavam fora do Japão por causa de lesão, né?

?Voz C

Mas assim, mesmo assim, eu ainda acho também O Mitoma talvez um pouquinho vai, mas talvez mais, algum pouco mais. É para pegar um jogador asiático, né, por exemplo, o Son no auge. O Japão ainda não teve um jogador que teve um auge como o Son teve, né, entendeu? Um jogador que passe um pouquinho, que dê um pouco mais desse peso ali, um jogador até para que já tem uma vivência de brigar por grandes títulos no seu universo de clubes e que possa transferir isso para seleção.

Acho que falta esse tipo de coisa ainda. O problema é que assim, o Japão faz o trabalho direitinho. Esse jogador você não escolhe quando ele— você não faz porque você quer, senão todo mundo fazia. Ele surge.

?Voz B

E assim, essa seleção do Japão já tá flertando com a grande campanha na Copa do Mundo, já não é de hoje, né? Já são 3 Copas do Mundo assim. Para mim é impressionante pensar do ponto de vista histórico que o Japão jamais venceu um jogo de mata-mata na história das Copas do Mundo, pensando no que fez justamente nesses 3 últimos mundiais. E o ciclo todo, de uma forma geral, né, o trabalho é bem consistente. Teve o azar, como o Bira falou.

Se a gente pegasse a maioria dos times, acho que o Japão hoje é melhor que Estados Unidos, é melhor que a Bósnia, é melhor que o Canadá, que a África do Sul, que a própria Bélgica. Acho que o time do Japão merece ser melhor que a Bélgica. Então a gente vai pegar seleções até com mais—

?Voz C

A gente vai ter Austrália, o Japão é melhor que os dois. A gente tem Canadá e África do Sul, Bósnia e Estados Unidos.

?Voz B

Foi muito desse azar, então Eu acho que é isso. Lógico, o resultado para eles é frustrante, mas eu vejo o time no caminho para fazer uma boa campanha.

?Voz A

A farra tá ficando boa aí, hein, pessoal?

?Voz B

Tá aumentando o barulho.

?Voz D

Eu vou, ó, vocês vão ter que me liberar já. Eu vou chamar um torcedor norueguês. Please, Norwegian, Norwegian, please come here, come here, come here. Ó, vocês vão, eu vou passar a escalação, provável time da Noruega em norueguês, tá? Hey there, ESPN Now, ok? Come here, come here, come here. You're going. A gente está ao vivo aqui com a. Is she your girlfriend?

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?Voz D

Está ao vivo aqui no no no celular dele. Okay, come here. Quase derrubou meu celular.

— Anúncios inseridos dinamicamente —

?Voz A

Já é. Okay, now wait, wait, wait, wait.

— Anúncios inseridos dinamicamente —

?Voz C

Erjan Ylan, Kristoffer Eier, Daniel Voller Malfé, Morten Grand Pedersen, Torgram Heggen, Peter Berg, Sander Berge, Martin Ødegård, Alexander Sjælund, Erik Blatt. Hoho! Og en gang mer så! Norge vinner vi!

?Voz B

Norge!

?Voz C

Ja!

?Voz B

Sensasjonalt, ok. Roffo escolheu a dedo o entrevistado, cara.

?Voz A

Isso é produzido, isso é produzido.

?Voz B

Entregaram pronúncia, entregaram entretenimento e até o chapéu. Que espetáculo, cara.

?Voz A

Tchau! Tchau! Espetacular. E mandaram Roland.

?Voz B

Roland?

?Voz A

É, deu para entender no final, né?

?Voz C

Não muito, só alguns.

?Voz A

O Roland deu para entender quase nada.

?Voz C

E não, ele falou o Erling Roth Roland, né? Ele falou o sobrenome da mãe dele.

?Voz A

Mas assim, ele produziu isso aí, tá, gente? Não foi, não aconteceu sem que Claro que foi sem querer, né? Bom, e agora, hein? E agora, queremos quem?

?Voz B

Esse eu acho um debate maravilhoso.

?Voz A

Esse é um debate maravilhoso, simplesmente porque não há nada... É futebol, gente, cada um é gosto, tá? É gosto. Por favor, calma aqui no chat. Aliás, obrigado pela audiência no YouTube e no TikTok, principalmente no TikTok. É um debate muito complexo, é muito difícil.

?Voz B

Pra mim, o debate é ótimo e acho que a gente vai ter pontos divergentes. Você perguntar pra muitas pessoas, A gente vai ter posições diferentes, para mim, porque é uma questão central. Assim como o Hoffman falou, eu concordo que a Noruega é o time mais técnico, mas pensando em encaixe, estilo de jogo, eu acho que a Costa do Marfim pode oferecer mais perigo dentro dessa questão, dentro de um time poder ser mais compacto, ter mais velocidade no contra-ataque com o Diomandé e com o Diallo, e explorar muitas vezes os espaços que o Brasil pode deixar.

Então acho que o encaixe talvez torne as coisas mais perigosas para o Brasil. Até pensando o Brasil ofensivamente, que a defesa da Noruega tem problemas na transição defensiva, é um time mais pesado. E aí com Vini, com Rayaan do lado, pode causar mais problema. Dito isso, eu ainda preferia pegar a Costa do Marfim porque a Noruega tem mais talento. Você ter o Haaland num momento espetacular, a geração de ouro. Então ainda que você tenha o encaixe de jogo que sugira um enfrentamento mais interessante com a Noruega, Pensando que é um jogo de Copa do Mundo e que o Haaland pode simplesmente fazer um jogo de 2 gols simplesmente, eu ainda acho que é muito parelho, acho que é muito parelho, por isso que a gente falou, tem discussão, mas ainda se fosse para escolher, eu escolheria a Costa do Marfim, com dificuldade.

?Voz A

É muito difícil, é muito difícil. E você? Eu tô, o Donk tá quase me convencendo, porque para mim tem um ponto ali, se encaixar a marcação do Gabriel Magalhães no Haaland, esse time não vai dar.

?Voz B

Que é um belo duelo que já tem história, na verdade.

?Voz A

É um belo duelo, é, que tem muita rivalidade já aí do City e do Arsenal. Se encaixar, esse time para fazer gol vai ser difícil.

?Voz C

Então, para mim sempre foi razoavelmente claro, quer dizer, sempre não, a partir do momento que foi configurado o confronto, até porque inicialmente achava que esse confronto seria Equador e Noruega, mas quando foi definido que seria Costa do Marfim e Noruega, Para mim parecia meio claro que para o Brasil seria melhor pegar Costa do Marfim do que pegar a Noruega. Só que tanta gente que eu respeito e que começou a falar que o encaixe contra a Noruega seria melhor, tudo que eu comecei a ficar indo, não é possível.

Nem se começou a falar que, Felipe, mais um aqui para me deixar melhor. Só que nem no final, quando você prefere pegar, então tá bom, então tá bom. Então tô ficando um pouco mais em paz com a minha ideia.

?Voz B

Porque coisa que você vira, eu vi a galera, eu falei, caraca, será que eu tô doido?

?Voz A

Eu acho que o Brasil vai conseguir, eu acho que o Brasil vai conseguir, eu acho que o Brasil vai conseguir, consegue se impor melhor, se consegue se impor mais com a Costa do Marfim?

?Voz C

A Costa do Marfim acho que é um time em relação à Noruega mais homogêneo em relação à qualidade técnica dos jogadores. Assim, a Noruega tem alguns jogadores que são pilares de cada setor, mas ela também tem algumas posições em que há um buraco maior ali. E não é um time que se defende muito bem porque ela confia muito no próprio ataque. Então muita gente falando, não, não, se o Brasil conseguir explorar velocidade contra Noruega, é uma defesa que joga mais aberta, uma defesa pesada, tudo.

Agora, o problema que eu fico pensando, um Brasil e Noruega, eu acho que a Noruega vai dar a bola pro Brasil. A Noruega não vai querer bater de frente. A Noruega é capaz dela ficar um pouquinho mais atrás e apostar na capacidade de articulação do Ødegaard, um pouco na velocidade do Sorloth, que ele não é super veloz, mas ele se movimenta até, ele não é só um paradão lá. E principalmente no Haaland. E daí eu fico pensando, a defesa brasileira O Gabriel Magalhães e o Marquinhos até se viram bem, mas, por exemplo, o Casemiro, tendo que lidar com a velocidade do Haaland em contra-ataque, se esse contra-ataque começar a encaixar, por mais que o Gabriel Magalhães tenha um bom histórico contra o Haaland, é um histórico numa situação em que normalmente o Haaland pressiona, porque o Haaland joga na Manchester City, que é um time que fica no campo do adversário.

Nesse caso, eu vejo um cenário contrário. Então, eu vejo um cenário que a defesa norueguesa ser muito aberta e lenta pra velocidade do Brasil é um cenário que talvez não aconteça tanto no jogo.

?Voz B

É, é um bom ponto.

?Voz C

Então, isso que eu fico pensando, por isso que eu prefiro pegar a costa do Marfim, que tem um time muito perigoso. Diomandé pela esquerda, por exemplo, é um ponto para você ficar muito preocupado. O Danilo provavelmente estaria com algum dispositivo que começasse a apitar no ouvido dele se ele passasse do meio de campo e falasse, volta, volta, volta, entendeu? Porque ali teria muita velocidade do Diomandé em cima dele. Mas eu acho que é um time que o Brasil conseguiria jogar mais.

Mas é um time difícil e por isso que eu não duvido de uma vitória da Costa do Marfim contra Noruega. Eu acho a Noruega melhor, é até o meu palpite vitória da Noruega, mas eu achei a Costa do Marfim um bom time que se, que tem uma, aí a Costa do Marfim sim, eu acho que é um jogo que pode ser um pouco mais jogo lá e cá com a Noruega, como foi o Costa do Marfim e Alemanha, e a Costa do Marfim tem possibilidade de ganhar. É que eu acho que contra o Brasil a Noruega não vai querer ir para o jogo de trocação, ela vai querer fazer um jogo mais cínico, fala, meu, você é o Brasil, cara, você vai ter que me atacar.

E você tem um meio de campo capaz de ficar tocando a bola mesmo, fica tocando aí. Quando eu roubar, você é rápido.

?Voz B

E o Haaland, é que eu não lembro agora a declaração exatamente. Você falou, eu me lembrei agora desse, da que você falou, cínico da Noruega. O Haaland mesmo falou, né? Ah não, como é que vem a possibilidade? Não, a França que é favorita, não sei o quê. Teve uma declaração assim antes do jogo ali, que colocando. Então acho que o discurso vai ser muito esse, eu concordo com você.

?Voz C

Uma outra coisa que também me deixa com um pouco atrás da orelha em relação à Noruega É que assim, é, talvez seja trauma de Bélgica e Croácia, porque é impressionante que toda vez, terceira Copa do Mundo seguida que tem uma seleção média da Europa que vive hypada, e ela que cruza com o Brasil no segundo mata-mata, né? E daí o Brasil já perdeu da Bélgica, já perdeu da Croácia, então fico meio receoso com a Noruega.

?Voz A

Eu vou falar, ninguém tá ouvindo aí, tá? Eu tô achando que qualquer um dos dois vai ser menos difícil que o Japão. É, deixa pra lá, né? Risquei o fósforo e saí correndo. E também no YouTube, no TikTok, eu deixei para você responder, tá? França e Noruega, então, às 2 da tarde. Logo mais nós saberemos o adversário do Brasil no próximo domingo, 5 da tarde. Que belo horário, domingo! Só que aí não tem feriado, né, Brasil? E se o Brasil passar nas quartas, é no sábado.

Ó, a primeira grande zebra: Alemanha e Paraguai. Não foi por falta de aviso, Antes de falarmos mais da eliminação da Alemanha, classificação do Paraguai, Yasmin Torres tem as informações. Ela acompanhou o jogo ontem. Fala, Yasmin!

?Voz F

Olá, amigos! Partida muito importante logo menos entre França e Suécia, valendo vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo, bem pertinho daqui no MetLife Stadium em New Jersey. Do lado francês, o favoritismo, né? A gente sabe que a seleção francesa chega como favorita para a partida, está 100% na competição até agora, venceu todas as partidas e terá uma volta importante: o retorno do técnico Didier Deschamps, que ficou fora do último compromisso diante da Noruega na vitória por 4 a 1.

O treinador perdeu a mãe, teve que retornar à Europa para acompanhar o velório e o enterro, já está de volta à seleção. Ele falou ontem, inclusive, entrevista coletiva, né, aqui no MetLife Stadium para imprensa que agora começa uma nova competição para a França, viu? Segundo ele, o mata-mata tudo muda. Ele evita falar muito de favoritismo e também reforçou todo o apoio que ele recebeu do elenco nesse momento difícil. Falou que não tinha como estar à frente da seleção no último compromisso, que era o melhor a se fazer era se ausentar mesmo, tanto para ele quanto para o bem do elenco.

Já de outro lado, a Suécia, que tem aí a melhor campanha, né, o vice-campeonato de 1958, tenta fazer história. Todos os jogadores estão cientes do favoritismo francês, claro, mas o técnico Graham Potter disse ontem também, entrevista coletiva, que a Suécia está preparada para fazer o jogo da vida. Ele usou esse termo, jogo da vida, e que eles estão preparados para o duelo mais importante até o momento. Bom, amigos, eu vou deixar vocês que eu tenho que partir rumo ao estádio Como vocês podem ver, o trânsito aqui não é brincadeira. É com vocês.

?Voz A

Valeu, Yasmin! Para França e Senegal, onde você ouviu Alemanha e Paraguai, nós vamos falar daqui a pouco. Ela saindo para o estádio daqui a pouco. Esse confronto claramente tem um favorito, né?

?Voz B

É, em relação a— para mim fica nítido mesmo, para ganhar nos 90, né? Exatamente. Acho que é a França chega com uma Assim, já era a principal candidata em relação a... junto com a Espanha. Depois do que a gente viu em relação ao que aconteceu na Copa, eu acho que deu uma desgarradinha. Lógico, não acho que por causa de um jogo, uma fase de grupos, que a Espanha não é mais candidata, vai dar vexame, nada disso, não é nesse discurso.

Mas a gente tem que levar o que tá acontecendo na Copa, da mesma forma que as chances do Brasil cresceram pela evolução de jogo a jogo, Eu acho que a França deu uma desgarrada da Espanha em relação a esse favoritismo pela atuação que teve, pelo momento individualmente, a Copa do Mbappé, a Copa do Olise, o próprio Dembélé ali que tava um pouco mais, vai lá e faz o que fez contra as reservas da Noruega. E então acho que assim, lógico, tem uma seleção que merece respeito, a Suécia, com Graham Potter aí com trabalho todo acidentado, a gente já falou, vai ter o contra-ataque como grande esperança, boa parte dos gols foram assim nesse Mundial.

?Voz A

Com 2 caras, né?

?Voz B

Com 2 caras, ainda mais com o Isaac, desde que ele passou a jogar um pouquinho mais recuado para ser um cara mais de construção, para acionar o Gyökeres em velocidade. O Elanga, que já entrou muito bem no jogo contra a Holanda, depois foi titular na partida contra o Japão, fazendo gol inclusive, né, do empate da classificação da Suécia. Então assim, tem os seus perigos, mas a diferença é muito grande. A França é muito, muito favorita para conseguir a classificação.

?Voz A

E o caminho seria o Paraguai, né?

?Voz C

Pois é, né? É o caminho, então o caminho deu uma, assim, eu poderia dizer que na verdade o caminho abriu para França, mas na verdade o caminho abriu para a gente, a gente sabia, a gente ficou olhando, né, o Paraguai que teria que pegar Alemanha, França, Holanda, da Espanha, e daí Brasil ou Argentina na final, né? O caminho do Paraguai, né? O caminho mais difícil tudo. Isso tudo a gente sabe que não vai acontecer, porque a Holanda já foi eliminada.

O Paraguai não vai pegar a Holanda, ele vai ser campeão do mundo sem pegar a Holanda no meio do campeonato. Mas assim, no caso de França e Suécia, eu vejo o favoritismo francês não só pela qualidade de futebol apresentada entre a França e a Suécia, mas até encaixe, né? A Suécia é um time que, por exemplo, defendeu mal, é um time que defendeu mal em velocidade, que é o que a França faz melhor, que é atacar em velocidade. A Holanda deitou e rolou na Suécia em velocidade.

O jogo foi 5x1, foi um placar exagerado, Porque foi um jogo, vai para 2, no máximo 3 gols de diferença, e virou um jogo de 4.

?Voz B

Porque a Suécia produziu muito nesse jogo também.

?Voz C

Porque a Suécia produziu muito. Então, mas como que a Holanda conseguiu aproveitar, construir essa goleada? Porque a defesa da Suécia não parava nada. Tudo que a Holanda construía virava gol, porque os espaços eram muito abertos pelo lado do campo, pelo meio, na frente da área, tudo quanto é lado. Então, assim, a Suécia teve que contar com aquele jogo milagroso, de repente faz um gol cedo. E vira um jogo de superação, a Suécia toda lá atrás, né, jogando em bloco baixo mesmo, porque ela tem problema em transição.

É um jogo que eu vejo muito difícil a França não ganhar. Olha, olha que maçã de língua assim forte agora, né? O potencial de— Ah, mas é difícil, né? É difícil.

?Voz A

É difícil dar uma escolha.

?Voz C

Olha, eu conseguiria imaginar a França se enrolando com a Alemanha, com a Suécia eu acho bem mais difícil.

?Voz B

É bem mais difícil. Não sei, agora eu fiquei pensando, talvez Seria mais surpreendente a Suécia tirar a França do que o Paraguai ter tirado a Alemanha ontem?

?Voz C

Não, daí eu não iria tão longe, porque a Suécia ainda tem o Gjörtres e o Isak, que vai numa dessa, a gente vai encaixar alguns contra-ataques assim, faz um gol cada um.

?Voz A

E o Paraguai não tinha nem isso.

?Voz C

O Paraguai era mais difícil.

?Voz B

É que é pensando no potencial da França, o potencial da Alemanha, enfim. Mas é só para—

?Voz C

não, mas a Alemanha potencial até alto, problema é que não atinge.

?Voz B

E assim, eu também tenho essas coisas às vezes, ah, o caminho abriu, ficou A França fez, ela pegou um grupo difícil, fez a parte dela em ser a primeira colocada. E se a Alemanha não foi, é o problema da Alemanha, né? A França não tem culpa nenhuma. Então assim, os enfrentamentos que ela teve, ela cumpriu o futebol que tinha que fazer.

?Voz C

Tem muito isso, né? Às vezes o pessoal fala, ah, porque o Brasil não ganha de uma grande seleção europeia não sei há quanto tempo em Copa do Mundo. O Brasil, por exemplo, não pegou, não pegou a Alemanha em 2018, que era um potencial cruzamento nas oitavas. E por que não pegou a Alemanha? Porque a Alemanha perdeu do México. E pegou o México e eliminou o México. México. Então assim, tem essas coisas.

?Voz A

Obrigado pelo México, porque o México, pelo gancho, porque o México vai fechar o dia contra o Equador. Aliás, cadê o Renato Senise? Ah não, ele estava, ele estava em Holanda e Marrocos, então nesse momento ele está voando para a Cidade do México, né? Então o jogo vai fechar o dia hoje, vai ser uma dureza, hein? Vai ser o jogo duro, hein? Vai, não vai?

?Voz C

Vai, seu palpite é o quê?

?Voz B

É, eu tô meio...

?Voz C

Porque eu fiquei sozinho no palpite ontem.

?Voz A

Eu tô meio desconfiado que vai dar o Equador.

?Voz F

Eu acho que dá México. Eu também.

?Voz C

Continuo sozinho no palpite, eu acho que dá México.

?Voz E

É.

?Voz C

Eu acho que é muito na força da torcida.

?Voz A

Pode ser, não, vai pesar muito.

?Voz C

Mas assim, eu acho que o México vai acabar entrando muito quente, pressionando muito o Equador. A defesa equatoriana é muito boa, a gente sabe. Agora, é um jogo assim, é aquele jogo com altíssimo potencial de quebrar os corações do anfitrião. Sabe aquele quando o time da casa é eliminado da Copa? Nesse caso são 3 times da casa, mas quando o time da casa é eliminado da Copa e esse é um que assim, o time, o torcedor do time da casa tá confiante porque assim, o Equador é um ótimo time, mas o cara olha e fala, é o Equador, né?

Eu acho que o mexicano talvez esteja mais preparado para ser eliminado pela Inglaterra na próxima fase do que pelo Equador nessa.

?Voz A

E é o cruzamento, né?

?Voz C

É o cruzamento.

?Voz B

E é um bom ponto. Eu tava pensando aqui dos jogos que a gente já teve, dos que tem hoje, se esse México-Equador ou Noruega e Costa do Marfim, qual é o mais equilibrado? De todos que a gente já teve.

?Voz C

Dos de hoje?

?Voz B

Dos de hoje e dos que a gente já teve.

?Voz C

Ah não, é que esse Holanda e Marrocos nem foi... Ah, vai, mas esse Holanda e Marrocos era um jogo potencial de equilíbrio muito grande.

?Voz B

É, também era bem equilibrado. São 3 bem equilibrados. Porque assim, o México, concordo com o Bira que o ponto de jogar em casa, isso tem feito a diferença de trazer energia, mas o Equador assim, é que caminhava pra eliminação depois do empate com o Curaçao. Mas assim, se você olhar o desempenho do Equador na Copa, é muito bom. Talvez o Equador tenha jogado mais, Pensando até na dificuldade dos adversários, eu acho que o Equador jogou até mais bola que o México.

E olha que o México passou com 100% de aproveitamento. Mas o Equador fez um ótimo jogo contra a Costa do Marfim, que a gente tá falando aqui que pode ser adversário do Brasil perfeitamente. Ah, empatou com o Curaçao, uma decepção. Mas o Eloy Roon fez o recorde de defesas em 90 minutos num jogo de Copa do Mundo, sabe? Também teve isso. Aí entra a ineficiência do setor ofensivo do Equador, que acabou se recuperando contra a Alemanha com a vitória Aliás, a Alemanha, dá pra gente falar, talvez tenha sido protagonista da maior partida do Paraguai em uma Copa do Mundo e da maior partida do Equador na história de uma Copa do Mundo na mesma edição em sequência, né?

Pelo que aconteceu, pelo que representa. Então o Equador evoluiu e assim, chega muito a sensação leve, né? Putz, depois do que aconteceu com o coração, não era nem pra eu estar aqui. Então agora que eu tô aqui, eu tô leve. E o Equador, pela defesa do time do BKCS, que sofreu 5 gols nas eliminatórias, talvez coloque aquele jogo que, meu, consiga travar o time mexicano e possa aquela, todo aquele clima de euforia gere um pouco de impaciência, porque é um time muito organizado.

Por isso que eu ainda aposto, apesar do fator casa, eu ainda apostaria naquele Equador ali amarrando o México.

?Voz A

Mas é potencial de prorrogação isso daqui também.

?Voz B

Forte candidato. E é mais uma vez o jogo das 10 na prorrogação, né? Aí dá aquela puxada pra gente, né? Pelo menos eu tava às 2 da manhã, né?

?Voz A

Isso é horário do Bira. O Vira não tava pronto pra dormir, mas eu tava. Você também tava, não tava? Eu tava pronto pra dormir, tipo, Holanda, Marrocos classificou, valeu, desliga a TV, amanhã 9 da manhã tamo aqui. E hoje acho que não vai rolar de novo, né? Pra você tudo faz diferença, né?

?Voz C

É, não faz não.

?Voz A

Não faz, é. Pra gente aqui faz, viu? Hoje o jogo 10 da noite no Azteca, o Renato Senise vai acompanhar. Aliás, vamos dar uma olhadinha na torcida? É a torcida do México no hotel do Equador. Vamos ver. Então não estão pontuando não, né? Uma verdadeira algazarra. Estão deixando, deixaram os equatorianos dormirem ou não? É que assim, o pessoal faz isso, tem uma camisa da Argentina aí no meio, tá tudo bem, né?

?Voz C

Não, o pessoal faz isso, mas Acho que no final das contas também os times já estão pensando que vai, que isso pode acontecer. Os quartos já tem, eu imagino que já pega em quarto com isolamento acústico melhor, ou então pega em quartos internos do hotel, tipo que não é virado para rua, não é virado para fachada. Então já tem esse tipo de coisa. Fora que assim, acho que a própria tensão do jogo acaba sendo um obstáculo maior para o sono do que o barulho.

Mas assim, faz parte do folclore do futebol Sul-Americana, latino-americana no caso.

?Voz A

Então, porque bota uma musiquinha ali e cobre ali o barulho e já era, né? É uma grande bagunça na frente do hotel, mas buzinação, tem buzinação, não é só gritaria, teve buzinação.

?Voz B

Mas eu tenho me divertido, a gente falou muito dos escoceses, mas torcedor mexicano que tem me rendido de risadas em conteúdos de rede social, ele é, para mim tem sido um ponto alto dessa Copa, fora os trocadilhos com Chaves. Maravilhoso, tá cheio de Chiquinha, de Chaves nas arquibancadas, muito bom.

?Voz C

Não, você já tem, porque você já até imagina, por exemplo, que um jogador do Equador poderia dizer na janela, né? Cale-se, cale-se, cale-se, vocês me deixam louco!

?Voz A

Ai, me deixa comer um bolinho, um bolo, um bolo, um bolo, bolo, pastel, bolo, tá? Isso aí é só para quem viu o Chaves, tá? Você assistia Chaves?

?Voz B

Bastante. Até mandar um abraço para o meu amigo Renan Garcia, sabe tudo de Chaves. Esse momento dedicado a ele.

?Voz C

Paulo Andrade. Paulo Andrade. Paulo Andrade.

?Voz A

Paulo Andrade. Eu também, eu vi muito Chaves. Eu sou capaz de dizer que eu sei todos os episódios de cabeça. Obrigado pela audiência no YouTube, no TikTok, tá? Muito bom. Hora de falar os jogos, voltar para falar os jogos de ontem. Vocês querem começar com Holanda e Marrocos ou Alemanha Alemanha e Paraguai. Vou voltar a falar, é, vamos, vamos falar Alemanha e Paraguai porque foi mais trágico, né? Mas por favor, André, dou que você tem, você tem lugar de fala aqui, porque de novo, hein, para você que chegou agora, não foi por falta de aviso, tá?

?Voz B

Mas eu não vou me vangloriar, acho que vocês têm direito, mas eu admito que eu era um pouco mais otimista em relação à Alemanha, muito pela questão individual de Wirtz, Musiala, do potencial que eles poderiam entregar, ainda que o Musiala chegou na Copa sem tanta, sem assim ter recuperado o nível que teve antes da fratura, né. Mas aí depois da vitória de virada como foi contra a Costa do Marfim, tira o peso do histórico de eliminações em fase de grupos.

Mas aquele, aquela derrota para o Equador com o time titular, né, acho que já deu indícios de que as coisas não iam bem. E assim, de verdade, a gente vai olhar números da partida, Alemanha teve 21 finalizações, deixa eu pegar aqui Foi um festival de oportunidades da Alemanha, 21 a 7 nas finalizações e mais de 75% de posse de bola. Mas foi extremamente merecido, assim, a finalização, o, o, o, tava falando do Brasil, né, de 27 cruzamentos no segundo tempo, a Alemanha cruzou 55 vezes no jogo inteiro, igualou o Canadá contra o Catar naquele jogo que o Catar teve 2 expulsos.

Então assim, um time com pouquíssimo repertório, é um futebol muito pobre, assim, o grande destaque era, foi baseado no jogo aéreo, É o gol do Havertz, depois tem um cabeceio também do Havertz que o Orlando Ribeiro faz uma grande defesa. Muito pouco. O gol anulado do Jonathan tá, deu uma certa repercussão. A meu ver, foi corretamente anulado. Para mim, assim, ali a ação do Antão, ele toca e impede a movimentação do goleiro paraguaio. Então eu concordo com a intervenção do VAR e a anulação daquele gol.

?Voz C

Eu não acho que seja um lance igual ao de vários gols do Arsenal, como muitos alemães estão reclamando. É tanto, não, foi diferente. Uma coisa é você ficar parado lá bloqueando, ele usava a mão para Ele teve uma ação de encostar e impedir o goleiro, né?

?Voz B

Não é só um bloqueio sem o toque, não, ele teve o toque. Então eu tô contigo, Bira, acho que não dá para comparar com os lances do Arsenal. Então foi um futebol muito pobre da Alemanha. Musiala e Wirtz acabaram fazendo uma Copa abaixo do esperado. O Wirtz ainda acho que foi um cara muito participativo de chamar o jogo, então sendo muito acionado, acabou dando 3 assistências na Copa, deu assistência pro gol do Havertz, mas ainda assim abaixo do que o esperado.

Um time com muitos problemas, acho que perdeu muito com a lesão do Schlotterbeck. Não que o Rüdiger tenha sido culpado, mas é um cara com a qualidade do passe longo, de saída de bola, e vinha fazendo uma Copa gigantesca. Acho que isso também acabou pesando. O Neuer fez uma Copa muito abaixo, muito. O gol ali é óbvio, ele salvado ontem com duas defesas nos pênaltis. Exato, ele acabou não Não entro nem na eliminação contra o Paraguai, eu digo mais na fase de grupos.

Acho que ali o Neuer acabou não indo tão bem. Tem a questão do Kimmich que o Hoffmann tocou, mas essa daí eu até entendo pela ausência de laterais direitos da Alemanha nesse momento, o quanto o time sofreu em transições defensivas ao longo do ciclo. Então nesse ponto até eu compreendo a decisão do Kimmich na lateral direita, mas ainda assim foi um futebol muito ruim da Alemanha e mereceu essa eliminação precoce. E sinceramente eu nem acho que ameniza o histórico de Ah, pelo menos passou da fase de grupos.

Puts, não, para mim não ameniza. E só, desculpa, Bira, só para terminar, porque eu falei da Alemanha e a gente tem que falar do Paraguai, cara, porque a Copa que começa tomando 4 a 1 de forma decepcionante, não competindo, aí vence a Turquia naquele jogo dramático que era valer muito, com jogador a menos. E ontem a estratégia, o Alfaro já tinha sido muito claro, ia jogar com linhas baixas, segurou muito bem, e com 1 minuto já teve situação de escanteio que o Júnior Alonso exigiu boa defesa do Neuer.

O Almirão fazendo um grande jogo, inclusive ele é fundamental no gol porque tem a dobra de marcação e aí ele faz o passe para o Galarza, que para mim foi o melhor em campo, acabou com o jogo, marca muito bem, marcando muito bem, entrou na cabeça do Musiala. Ele dá assistência para o Inciso, que participou de 3 gols do Paraguai na Copa, aliás, dos 3 gols do Paraguai na Copa. E assim, o Paraguai teve muito mérito na execução da sua estratégia, E mereceu demais a classificação.

E cara, na hora que o Balbuena perde, falei, agora já era, né? Você tava com 2 match points no pênalti, não venceu. Mas aí entra a questão do que o Jonathan tá, que o Hoffman lembrou, né, que é o cara que acabou chamando a responsabilidade. Os outros acabaram não batendo, ele sem bater pênalti na carreira acabou isolando.

?Voz A

E Paraguai naquele momento tinha 3 match points, né? É, tinha 3 match points.

?Voz B

Eu falei 2, é 3, né?

?Voz C

Um desperdício da Alemanha, né?

?Voz B

É verdade, tem razão.

?Voz C

Então tem números diferentes. O instituto que a ESPN usa como referência não deu esses números, tá? Tô pegando do SofaScore, tá? Que não é o mesmo, mas em grandes chances foi 3 a 2 para o Paraguai no jogo. Então você mostra como assim a Alemanha finalizou 21 vezes, só 2 foram grandes chances. O Paraguai finalizou 7, foram 3. Ou seja, claro, a Alemanha teve muito mais volume, Finalizou muito mais, mas muita finalização bobinha, sem perigo, cabeceadinha lá que o goleiro vai lá e só confere, bola travada, bola que é bloqueada na zaga.

Então a Alemanha realmente, você falou, né, 55 cruzamentos em 120 minutos de jogo. Se a gente arredondar um pouquinho, até porque jogos contra o Paraguai, a quantidade de bola rolando fica bem menor do que o normal, né? Não foram 120 minutos exatamente de bola rolando, né? Foram 122 minutos, 120 minutos de jogo. Mas de bola rolando foi bem menos, porque o Paraguai dá aquele, eles são bons naquilo. Era praticamente um cruzamento a cada 2 minutos, a cada 2 minutos.

E na prorrogação foi um a cada 2, foram 15 cruzamentos na prorrogação em 30 minutos de prorrogação. Ou seja, Alemanha a cada 2 minutos pegava, jogava bola na área, não sabia o que fazer. E tem jogador para isso, o Wirtz é um jogador que tem, e assim, tava chamando muito o jogo, Musiala, um jogador com habilidade para tentar criar uma jogada diferente. E a Alemanha não conseguia parar para raciocinar. Acho que a Alemanha se deixou tomar um pouco pelo momento.

?Voz B

Concordo.

?Voz C

E o Paraguai era absolutamente, absolutamente cínico, no bom, no ótimo sentido, sabia exatamente o que tinha que fazer, tava na cara. Aí eu acho também que faltou um pouquinho, é aquela coisa que a gente, a gente que tá na América do Sul agora, a gente chega e vai dar uma sacaneadinha nos europeus, né? Faltou, a gente vê muito o que acontece lá, a gente sabe muito como são as coisas lá, eles não veem muito aqui, né? Faltou conhecimento um pouco para saber o que que o Paraguai vai fazer, como é que você vence essa defesa paraguaia.

Não que, não que os scouts lá não tenham feito a análise e tudo, mas acho que na hora do planejamento talvez tenha faltado até considerar a possibilidade do ferrolho paraguaio ser realmente bom, realmente eficiente. A Alemanha talvez achou que fosse ganhar naturalmente o jogo, e quando percebeu, tava envolvido ali na, no ferrolho paraguaio, não sabia mais o que Que fazer. fazer em campo. Assim, eu acho que o Paraguai foi muito horrível, o goleiro foi muito bem.

Eu acho que ele acaba sendo melhor em campo porque pegou 2 pênaltis, né? Então isso acaba sendo pesado. E teve uma grande defesa, teve uma grande defesa, e ele foi muito seguro nessas horas também quando o time tá sendo muito pressionado. É bom goleiro até com uma compostura de goleiro seguro. O goleiro tá meio assim cambaleante, mesmo que a bola não esteja entrando, a defesa já fica, esse cara aqui, o adversário começa a chutar de qualquer lugar e a bola entra, né?

Então Foi isso. Agora, sobre a Alemanha, algumas coisas que chamam atenção. Primeiro, tem aquela música que o Gustavo gosta muito. O Gustavo gosta muito dessa música. Então, vou falar só um trechinho dela aqui. A partir do momento em que o Tá perde o pênalti e depois o Canali confirma o gol, o único penta é o Brasilzão, né? O único time com— a única possibilidade do Brasil não ser o único penta ao final da Copa era a Alemanha ganhar.

Porque a Itália já tá fora também. Então o único penta é o Brasilzão, como o Gustavo gosta muito de dizer. Mas outra coisa, Alemanha. A Alemanha caiu, a Copa de 38 foi mata-mata, e a Alemanha caiu na primeira fase pra Suíça, né, que foi uma zebra, o Hitler ficou p— E daí assim, isso é legal, essa é a parte boa daquela derrota. Mas tirando aquela Copa, em todas as outras até 2014, a Alemanha sempre tinha ficado entre os 8 primeiros da Copa.

Ela sempre tinha sido quartas de final, não tô nem falando que ela sempre tinha passado de fase, ela a gente chegar nas quartas de final. Sempre esteve entre os 8 melhores do mundo, sendo que ela caiu nas quartas em pouquíssima— ela caiu nas quartas só em, não, em 62, que ela cai nas quartas para a Iugoslávia. Em 78, que era 2 grupos semifinais, né, então ela não, ela não fica entre os 4 primeiros num grupo que tinha a Itália, Áustria, e Holanda.

E daí 98, que ela cai para Croácia nas quartas. E daí para 94, que ela cai para Bulgária nas quartas. De resto, ela sempre foi entre os 8 e quase sempre foi entre os 4. São 3 Copas seguidas que a Alemanha não tá entre os 16 melhores da Copa. Eu até acho que a Alemanha também tá um pouco naquela classificação do Japão. Ela é um dos 16 melhores times do mundo e a tabela— Agora, a Alemanha não tem desculpa. O Japão pegou um time que também está entre os 16 melhores do mundo e perdeu.

A Alemanha pegou um time que não tá entre os 16 melhores. Então era a questão dela exercer a superioridade dela e não ganhou. E me surpreende ver a Alemanha, que a gente sempre viu, respeitou muito como uma seleção tão clínica, é uma seleção tão confiante, que sempre na hora H, ver tanto jogador alemão com medo de bater pênalti, né? Foi assim, Alemanha, Alemanha nunca tinha perdido uma disputa de pênaltis na história de Copas.

A única seleção entre as principais que tiveram várias disputas de pênaltis ao longo da história que nunca tinha perdido nenhuma. E a Alemanha só tinha perdido 2 pênaltis na história das Copas. A Alemanha tinha perdido um pênalti do Hrubesch na disputa de pênaltis contra a França em 82, que foi a primeira disputa de pênaltis da história das Copas, que a França— a Alemanha perde, a Alemanha Ocidental perde esse pênalti, mas depois a França perde 2.

E o Podolski numa Alemanha e Sérvia na Copa de 2010, no tempo normal. Acho que eram os únicos pênaltis que a Alemanha tinha perdido. Nesse daí perdeu 3.

?Voz B

E só para pegar o gancho do Bira, das duas coisas que ele falou com dados que acho que é interessante, O Nagelsmann, depois do jogo, ele falou, e é uma declaração forte que repercutiu, ele fala: Alemanha, por conta dessas 3 eliminações e do histórico do passado, ele que falou: A Alemanha não está mais na elite do futebol. Ele falou isso, é uma declaração.

?Voz C

Eu não concordo, não é assim.

?Voz B

Eu também não acho assim.

?Voz C

A Alemanha volta rapidinho, esses países voltam rapidinho. O Brasil também, né?

?Voz B

Eu só coloquei porque foi ele que falou, pô, e é técnico da seleção, que acho que é uma declaração que é impactante. Eu também não acho, também não vou nessa linha, da mesma forma que acho que a Itália não deixou a elite do futebol. Apesar de não ter ido para as últimas 3 Copas. Outro dado que você falou dos pênaltis, eram 4 disputas de pênaltis, a Alemanha ganhou todas as 4. Agora só Croácia com 4 disputas, Marrocos com 2 e o próprio Paraguai com 2 são as únicas seleções que disputaram mais de uma disputa de pênaltis na Copa e conseguiram ganhar todas.

Então Paraguai com 2, Marrocos com 2, Croácia com 4. Esse é um dado do Opta. E só para fechar, que acho que é legal, ainda mais a gente aqui no Brasil, dar o destaque por tudo que representava pra ele. Acho que é um jogo de mudança de chave pro Gustavo Gomes, né? Porque é um cara inquestionavelmente como atleta de clube no Palmeiras, um dos grandes ídolos da história. Mas no Paraguai ele era sempre muito cobrado por não ter o mesmo nível.

E mais do que a classificação, de ter convertido o pênalti, teve uma atuação importante. Então acho que é um jogo muito, muito marcante pra ele.

?Voz A

Ele tem uma liderança ali no campo, né? Sim, é.

?Voz C

E assim, porque o Gustavo Gomes ele cai numa categoria que aqui no Brasil às vezes a gente vê muito com jogadores da seleção brasileira. Ele não jogou nem no Cerro nem no Olimpia, ele jogou no Libertad e depois sai. Então ele é um jogador que não deixou aquela memória num grande clube local. O Libertad não é um— o Libertad tem feito boas Libertadores nos últimos anos, mas não é um grande clube do Paraguai assim de grande massa, tudo.

Então não tem essa coisa de uma grande torcida que te defende, que tem lembranças gloriosas do seu desempenho. Ele não tinha isso. E realmente no Paraguai ele não jogava tão bem, mas agora tem. E também para o Maurício, hein, porque assim, o jeito como ele vai lá para ser o primeiro a bater, que é difícil, seu primeiro. Ele tem entrado bem nos jogos, bate lá, ainda mais contra o Neuer, vai lá, bate. E o jeito que ele vibra tudo, acho que até para consolidar essa coisa de, meu, esse cara vestiu a camisa do Paraguai.

Acho que, acho que os paraguaios devem ter gostado de ver aquilo. Depois eu tenho um colega nosso aqui, né, depois eu vou ter que perguntar, que é paraguaio, o Tonhão.

?Voz B

Eu fiquei feliz por ele ontem.

?Voz C

É, já deve ter visto aqui no vídeo, às vezes ele também contribui na reportagem. Vou perguntar para ele o que que ele sentiu naquela hora assim, se ele sentiu algo diferente assim, ver Porque o Maurício foi um dos que mais vibrou, né? Assim, imagina como tu tava representado ali.

?Voz A

O primeiro pênalti. Agora, eu acho que o ciclo do Nagelsmann fica difícil, né?

?Voz B

E assim, de verdade, acho que o trabalho, de como você analisar como um todo, teve bom. A Euro de 24, Alemanha, pô, fez um jogo de igual. Tem a questão lá da mão do cucurelha, que teve toda repercussão, mas eu só tô citando isso para mostrar como foi um detalhe ali na eliminação, porque fez um bom jogo, fez uma boa Euro. Em 2024, aos poucos tentando encontrar o time que acabou sendo irregular ao longo do ciclo. Mas a Copa acaba sendo muito ruim, né?

Muito ruim. Porque assim, teve o sofrimento contra a Costa do Marfim, nem acho que jogou mal aquele jogo, mas foi decepcionante a atuação contra o Equador. O 7x1 é contra Curaçao, então acho que é muito difícil você ter um parâmetro para enaltecer o que a Alemanha fez. A eliminação foi muito pesada assim. Ah, tem ausências importantes, né? Falei do do, do Schlotterbeck, que acabou se machucando durante a Copa, mas ainda é muito pouco.

É verdade que a geração tem lacunas ali no time ainda a ser preenchidas, mas tem pontos que ele bancou, por exemplo, Sané como titular e não fez uma grande Copa do Mundo. A questão do Kimmich, embora eu entenda, eu falei, então não quero entrar na crítica porque eu defendi isso assim pensando nas ausências, mas o time acabou decepcionando muito. Tem contrato, vamos ver se é o que a Federação decide. Acho um bom técnico, mas a Copa do Mundo dele foi muito decepcionante.

?Voz A

Agora, hora de falar de Holanda e Marrocos. Ontem nós tivemos o Suzuki, tivemos o Verbruggen, 2 dias de 2 grandes goleiros e foram eliminados.

?Voz B

O que o Verbruggen ontem jogou, cara, aquela do Haim ali cara a cara que ele defende, para mim é uma das defesas mais incríveis dessa Copa.

?Voz C

Essa aí é do Berndt lá naquele Irã e Bélgica.

?Voz B

Ah, é verdade, foram as 2 grandes defesas da Copa para mim até agora.

?Voz C

Você esqueceu Posso estar esquecendo alguma, tá?

?Voz B

Mas para mim essas duas acho que mais, né? Não sei quem vai buscar a bola, mas as duas ontem foi impressionante, foi o Krugen.

?Voz A

Mas assim, Marrocos mereceu. E outro questionamento é o Nagelsmann. E vamos chegar, vamos chegar na Holanda, porque era para ter jogado mais, mas o Marrocos ontem nos 90 minutos já era para ter vencido o jogo, né?

?Voz C

Olha, eu achava que Marrocos tinha que fazer um jogo, Marrocos que com Depois da mudança de técnico, tem sido um time que tem atacado mais, tem ficado posicionado mais à frente. E achava, meu, contra o Holanda vai ter que ser o Marrocos do Regragui, vai ter que ficar mais atrás, não tem que dar campo para o Holanda, porque o Holanda tem um meio de campo muito forte. E para sair, acionar rápido, velocidade com o Sammerwijk ou com o Gakpo, Marrocos vai se dar mal se for por um jogo de velocidade.

E Marrocos encarou a Holanda num jogo de trocação. E foi melhor. E assim, não vou dizer que foi um massacre assim, porque não foi um amasso. Essas coisas, uma palavra que tá meio, outra palavra que tá banalizada é o amasso, né? Qualquer coisa vira amasso hoje para galera. Não, Marrocos foi melhor que Holanda, foi consistentemente melhor. Não foi um amasso, que Holanda também jogou, teve suas oportunidades, mas Marrocos foi consistentemente melhor que Holanda, criou muito mais chance de perigo.

O Verbruggen fez várias grandes defesas, teve bola na trave do Hakimi. Assim, agora eu fiquei assustado com o quanto os dois times correram, porque o jogo foi muita correria. Assim, era toda hora transição, transição, transição, transição, lado a lado, lado a lado, mas com o Marrocos melhor e mais perigoso. E daí ficava aquela sensação, uma bola vai decidir, que assim, os times estão criando chances, mas estão desperdiçando muito.

E daí essa bola vem para a Holanda, né, que a bola que o Summerville caindo, ele dá uma esticadinha no pé para ainda jogar a bola para o Gakpo. Ele foi muito bem, porque o Sané poderia— muito jogador teria feito isso. Ele tava caindo porque ele sofreu um contato, não foi pênalti. Muito jogador teria só caído ali, pênalti, pênalti. Não, ele sabia que não era, ele sabia que ele tinha sido vencido no corpo pelo Mazraoui. Daí ele dá uma esticadinha no pé ainda, ele consegue bater na bola para a bola chegar no Gakpo, faz 1 a 0.

E daí agora já deu para o Marrocos, né? Marrocos vai ficar tentando, mas agora a Holanda vai ficar toda lá atrás. O Van Dijk, o Van Raak estão fazendo uma Copa monstruosa, tudo. E o Van Dijk falha, né? O Van Dijk, ele não percebe o Diop aparecendo, né? O cruzamento vem, ele fica meio parado assim, quando ele viu, opa, a bola passou e empatou o jogo nos acréscimos. E na prorrogação teve essa chance, né, do Hakimi, que o Verbruggen defende espetacular.

Mas depois os times morreram um pouco na prorrogação também, não dava, né? Que os times correram o jogo inteiro, era um negócio bizarro.

?Voz A

Na prorrogação, na prorrogação cobrou seu preço. Agora tem uma Só o futebol pode contar algumas histórias e quase a Holanda se classificou com gol do Gakpo.

?Voz B

O momento do gol dele é muito bonito e muito emocionante. Lógico, triste, né? Ele perdeu o filho durante a gravidez da namorada, então um momento bem, bem pesado. Continuou no jogo e assim, achei bonita a imagem, né, que ele faz o gol.

?Voz C

Até admito, na hora que eu achei que ele tinha batido a cabeça, porque ele tem um contato, mas ele Ele chuta, esbarra no goleiro e ele capota assim.

?Voz B

Ele capota e ele bate, mas assim, a cabeça não bate com tanta força no chão. Então achei até, no primeiro momento, eu tive a mesma impressão que você, Verde. Ele tá com... E aí você percebe, não, que ele tá emocionado. E o gesto dos holandeses, né, todo mundo fazendo ao redor dele, mas respeitando ali o momento dele. Então acho que foi muito, muito tocante de um cara que, olha, vai embora cedo pra casa, mas o Gakpo em Copa do Mundo a gente tem que falar, né, porque ele fez gols em todos os jogos da fase de grupos da temporada passada.

Na Copa passada, eu falei o quê? Desculpa, temporada, na temporada, aí seria um tanto demais. Da Copa passada, nessa Copa ele também teve atuações importantes, 3 gols, melhor jogador talvez da Holanda na fase de grupos, ia fazendo esse gol da classificação, mas no fim mereceu o Marrocos, né? Acho que foi um jogo, concordo, não cabe amasso, não cabe, mas Marrocos foi superior pelas defesas que o Verbruggen fez, não só essa, né, que a gente destacou do Raimi.

E foi um jogo interessante por diversas coisas. Primeiras questões bonitas, né, do Gakpo, a vitória como foi de Marrocos. Taticamente foi um jogo legal porque Holanda tentou algo diferente, né. O Koeman coloca um terceiro zagueiro pensando nos avanços, né, que teria pelo lado da seleção marroquina, sobretudo com Hakimi. Tira o Reijnders, aí ele até tenta se prevenir nisso, mas o meio-campo acaba tendo destaque de Marrocos. Aí o El Aouna e o Onahi jogaram muita bola, muita bola.

Nessa partida, acho que eles comandaram muitas vezes as ações de Marrocos, que acabou merecendo essa classificação. O Koeman, acho que ele é— o Nagelsmann eu critico mais, viu, Alex? Você falou dos técnicos, porque o Koeman, o que se a Holanda passasse, teria muito da assinatura dele no gol, porque ele tinha acabado de colocar o Weghorst fazer a casquinha. Ele vai dar casquinha para o Summerville, Summerville faz a jogada, sai o gol do Gakpo.

Ele já tinha bancado o Brobbey contra a Suécia, o Brobbey fez os 2 gols, ele pôs o Summerville No intervalo, o Sammer acabou indo muito bem, mas acaba questionado por uma eliminação precoce, ainda que seja mais um caso de é um dos 16 melhores times e jogou para estar. Acho que até, apesar de ter sido superado por Marrocos, mas tem muito mérito de Marrocos. Talvez se fosse outro enfrentamento, a gente estaria falando da Holanda nas oitavas de final, mas é muito merecida a classificação de Marrocos.

E só para destacar, por fim, o Bonen, disputa de pênaltis, essa foto aqui, porque ele conseguiu pegar um pênalti no alto e isso não é comum. Em bolas no canto. Então ele teve a leitura perfeita. E se já tinha uma história gigantesca, vamos lembrar, Marrocos nas últimas duas Copas ficou à frente da Bélgica na fase de grupos, tira a Espanha, tira Portugal e da Croácia.

?Voz C

Foi o primeiro colocado do grupo da Bélgica com Croácia, né?

?Voz B

Foi verdade. Então ficou à frente das duas. Exato, ficou à frente das duas, tirou Espanha, tirou Portugal e agora tirou Holanda.

?Voz C

Agora, outros destaques: foi um jogo muito pegado. Ah, tem. Até porque muitos jogadores de Marrocos são holandeses. O Mazraoui é holandês, assim, de ter nascido na Holanda, ter sido desenvolvido no futebol holandês e preferiu jogar pela seleção marroquina. Ele é marroquino também, tá, mas ele tem dupla cidadania. Isso que eu quis dizer, né. Então ele é jogador muito conhecido ali dos holandeses também. Ele cresceu junto com muitos daqueles, né.

Então foi um jogo muito quente, muito pegado. Eu achei a arbitragem do Wilton Pereira Sampaio espetacular.

?Voz B

Mas eu tava com medo no comecinho porque tava pegado.

?Voz C

Falei, será que vai Depois do que ele ganhou, muito difícil, jogo muito difícil, pegado, quente, não só por ser decisivo, mas você vê que tinha uma temperatura diferente entre aquelas duas seleções. E ele foi muito bem no jogo, não ficou marcando qualquer, assim, no futebol brasileiro, ou Wilton Pereira Sampaio ia marcar o triplo de faltas que ele marcou nesse jogo, provavelmente. Mas assim, ele deixou o jogo correr com bons critérios. Então eu achei que ele foi muito bem no jogo.

?Voz A

E assim, essa é uma discussão tão—

?Voz C

teve como os árbitros brasileiros, muitas vezes eles são bons, talvez o ambiente estrague eles.

?Voz A

Então acho que é isso.

?Voz C

E assim, todos vão bem.

?Voz A

Então todos, o Dom Kéder não lutava nessa época, mas se você pegar a década de 80, 82, 86, 90, os árbitros brasileiros que foram, todos eram questionados, todos, todos. Né, com algumas questões aqui do futebol brasileiro. E todos foram muito bem. Não, tanto é que o Arnaldo César Coelho, o Wright era muito questionado, o Romualdo era muito questionado. O Wright, ele vai bem na Copa de 90 e todos eram muito questionados aqui. O Arnaldo talvez nem tanto, mas o Romualdo, o Wright eram muito questionados aqui. Aí os caras vão para Copa do Mundo, sai de cima.

?Voz C

Tem uma coisa que vale a pena, vale ficar atento a isso. Ele apitou a abertura da Copa, ele apitou o jogo 1000 das Copas, né? E agora apitou um dos jogos mais importantes, ele apitou um dos jogos mais quentes. Teve algum outro jogo que ele apitou? Foram só esses 3?

?Voz B

Só esses 3. E o saldo dele é muito bom.

?Voz C

Isso, só deram jogo importante para ele. Abertura da Copa é um jogo importante, você não quer estragar. Ele teve uma arbitragem que chamou atenção por causa de 3 vermelhos, mas chegaram lá e em seguida deram o jogo 1000 das Copas para ele, que era um jogo que a FIFA queria fazer barulho, que foi o jogo do Japão contra Tunísia. Não era um jogo mais dos mais difíceis nesse aspecto, mas em relação a ter atenção, tudo.

?Voz A

E os jogos mais equilibrados agora, esse daí.

?Voz C

Então assim, ó, o Wilton Pereira, é que assim, esperemos que o Brasil como seleção vá muito longe, mas eu tô achando que assim, a FIFA, o Wilton Pereira Sampaio, por enquanto tá se encaminhando como um candidato a apitar a final da Copa se o Brasil não chegar.

?Voz B

Tomara que esteja credenciado por capacidade, mas esteja inabilitado para apitar a final.

?Voz C

Se alguém que conhece o Hilton Pereira Sampaio pessoalmente, assim, recorda esse trecho do nosso podcast assim, porque assim, não é comum a gente ver um árbitro brasileiro ser tão elogiado por tanto tempo.

?Voz A

Ele apitou Noruega e Senegal, né?

?Voz C

Isso, Noruega e Senegal, Noruega e Senegal também, que era outro jogo. Eu me lembrava de ter mais um outro jogo muito pegado. Só deram um jogo casca de banana para ele, só deram um jogo casca de banana e continuam dando porque ele, esses jogos, porque ele tá respondendo, ele segura, tá respondendo.

?Voz A

É assim, depende do critério da FIFA, as seleções que vão avançando, os árbitros vão embora, né?

?Voz C

E a FIFA não teve pudor em botar ele, daí também de sinal de confiança, em dois jogos que indiretamente indicariam futuros adversários do país dele. Porque Japão e Tunísia indicariam, era um jogo que influenciaria um adversário do Brasil, o Brasil pegou o Japão. E Noruega e Senegal indicaria quem seria o time que ficaria do lado do Brasil na chave.

?Voz A

Normalmente eles escalam fora do caminho, né?

?Voz C

É tipo colocar o Wilton na chave da Espanha, que é uma chave mais perdida ali, de Portugal, que tá mais longe do Brasil no chaveamento, né? Então, dando esse sinal de confiança. Então, é uma grande Copa do Wilton Pereira Sampaio, de verdade, assim.

?Voz A

Mas aqui no Brasil, todo jogo tem questões com ele, né? Não, é assim, mas então eu fico pensando assim, é o ambiente também.

?Voz C

O Rafael Claus também, ó, também tá escalado para mata-mata agora. Então assim, é outro árbitro brasileiro que talvez esteja ganhando, chamando atenção. Já fez a Copa passada, voltou para essa. Então assim, acho que assim, às vezes o cara tem talento, é que o ambiente do futebol brasileiro de repente estraga assim pesado os árbitros, o que é impressionante. Aí eu tô com a camisa do Marrocos aqui, eu nem mostrei.

?Voz A

Onde você tá arrumando essas camisas todas aí?

?Voz C

Essa aqui eu tenho, essa aqui é minha, essa aqui eu comprei, eu comprei lá em Marrocos, comprei em Tanger quando eu tava lá. Essa aqui é do Mustapha Hadi.

?Voz A

É, mas não precisava da jaqueta do Verona em cima, né? Mas tudo bem.

?Voz B

Aí esse modelo era linda dessa camiseta.

?Voz A

É o nome desse modelo da camisa, bom, vou lembrar.

?Voz C

Era a 90, né? Então eu comprei lá em Marrocos essa camisa aqui, um Safaradi que fez um dos gols mais bonitos da Copa de 98.

?Voz A

Vamos embora, partiu, que 2 horas tem Costa do Marfim, Costa do Marfim, Noruega, às 16h tem França e Suécia, e à noite já 18h França e Suécia. França e Suécia, 18h. E 18, e depois às 22, né? Às 10 da noite, às 10 da noite nós fechamos o dia. Ô Bira, até amanhã?

?Voz C

Não, não, eu tô de folga. Folga?

?Voz A

Pois é, temos.

?Voz C

Não vou admitir que nem pedi, mas veio, então tá bom, né?

?Voz B

Vou aproveitar.

?Voz C

Fazer o quê, né, Bira? Fazer o quê?

?Voz A

Às 10 México e Equador, promete uma noite longa. Você pode ver todos os jogos da Copa do Mundo na Kazé TV dentro do Disney Plus.

?Voz B

Até amanhã, até amanhã.

?Voz A

André Bronck estará amanhã aqui com a gente. Muito obrigado pela audiência no YouTube, no TikTok, também no Disney Plus. Nós voltamos amanhã com mais uma edição do podcast Futebol no Mundo. Nós vamos correr para ver o jogo já, viu?

?Voz B

Tchau, valeu!