Episódios de Futebol no Mundo

Futebol no Mundo na Copa #593 - Brasil x Japão | Alemanha x Paraguai | Holanda x Marrocos

29 de junho de 202656min
0:00 / 56:42

No Futebol no Mundo desta segunda (29), vamos falar TUDO sobre os jogos do dia! Destaque para o compromisso da seleção brasileira contra o Japão, Alemanha x Paraguai e muito de Holanda x Marrocos! Vem com a gente e participe pelo chat!

Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Participantes neste episódio8
A

Alex

HostPastor
B

Bira

Co-host
L

Léo

Co-hostJornalista
A

André Kfouri

ReporterJornalista
C

Chico De Laurentiis

Reporter
C

Conrado Julietti

Reporter
G

Gustavo Hoffmann

Reporter
M

Mário Marra

Reporter
Assuntos6
  • Rodadas BrasileirãoAnálise tática do jogo · Desempenho da seleção brasileira · Estratégias do Japão · Calor em Houston · Hierarquia em campo · Vinícius Júnior · Bruno Guimarães
  • Marrocos· InternacionalConflitos de jogadores com dupla nacionalidade · Expectativas sobre Marrocos · Estratégia de Marrocos · Holanda como favorita · Mazraoui · Amrabat
  • Paraguai vence AlemanhaAnálise do técnico paraguaio Gustavo Alfaro · Discussão sobre o jogador Maurício · Pressão sobre o técnico alemão Julian Nagelsmann · Presença da torcida alemã em Boston · Kai Havertz · Manuel Neuer
  • Canadá classificado para oitavasVitória contra África do Sul · Falta da torcida canadense · Evolução do futebol canadense
  • Clima de Copa do Mundo em TóquioFesta no cruzamento de Shibuya · Confiança dos torcedores japoneses · Influência do futebol brasileiro no Japão · Beisebol como esporte mais popular no Japão
  • outros jogos da CopaDesempenho da África do Sul · Histórico do Paraguai em mata-matas · Críticas à seleção da Coreia do Sul
Transcrição181 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes! Estamos ansiosos, estamos, estamos, estamos! Já já tem Brasil e Japão, edição rápida do Futebol no Mundo, porque todos nós queremos acompanhar a seleção brasileira. Mas até lá você vai ficar muito bem informado porque já tem Canadá classificado para as oitavas de final, além de Brasil e Japão. Hoje tem Alemanha e Paraguai, tem Holanda e Marrocos, tem mais um, mais 3 classificados para as oitavas de final.

Edição expressa no YouTube, no TikTok, vamos juntos até uma girando todo o nosso time. Acho que eu tô falando rápido demais, né, Léo?

?Voz B

No pique do rádio, Alex.

?Voz A

Ansiedade, ansiedade, ansiedade.

?Voz B

Hoje é, hoje o bicho pega, né? Brasil e Japão, mata-mata de Copa, segunda Copa seguida que o primeiro mata-mata do Brasil é contra uma seleção asiática.

?Voz A

Exatamente. E nós queremos jogo domingo. Né, Bira?

?Voz C

Sim, e a segunda vez que é contra uma equipe asiática, e da outra vez uma equipe asiática que tinha eliminado Gana e Uruguai na primeira fase, e o Brasil ganhou com tranquilidade. Eu não acho que hoje vai ser tranquilo como foi aquele 4x1 contra a Coreia do Sul, mas sei lá, eu tô realmente bem menos tenso do que em jogos anteriores.

?Voz B

Sabia que é o primeiro asiático que o Brasil repete em Copas?

?Voz C

É, nunca tinha parado para pensar.

?Voz B

Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão é o primeiro que repete. E não tinha, teve 4 a 1 de 2006.

?Voz C

Aí nunca pegou nenhuma do Oriente Médio?

?Voz A

Não, não é verdade, eu não tinha pensado nisso. Vamos girar nosso time. Primeiro, Gustavo Hoffmann. Onde você está, Gustavo? Eu tô em rotação.

?Voz D

Tudo bem, companheiros? Bom dia, bom dia a todos, ao fã de esportes. Estou no campus da SMU, Southern Methodist University, aqui em Dallas, onde daqui a pouco a Noruega vai treinar. Hoje é o match day -1, no dia -1 do jogo da Noruega contra a Costa do Marfim. Então dia cheio de atividades por aqui com coletiva, treinamentos, e no caso norueguês, oportunidade de entrevistas com os jogadores também. A gente não sabe ainda quais serão os jogadores trazidos pela Federação Norueguesa para falar com os jornalistas, mas aqui estou, Alex.

?Voz A

Cuidado para não ser levado pelo vento aí. O Gustavo Hoffmann em Dallas, percebeu, né? É, tá ventando muito. E você, André Kifuri, tudo bem, Alex?

?Voz E

Olá para todo mundo, grande abraço, saudade de vocês. Eu estou diante do estádio aqui em Houston. A seleção brasileira ao meio-dia, hora local, enfrenta o Japão em jogo eliminatório para chegar às oitavas de final da Copa do Mundo. O calor é extremo, eu diria para vocês. Gustavo vai saber do que eu estou falando porque ele já andou aqui Houston faz com que Manaus seja parecida com a Groenlândia. É uma coisa, a umidade, o calor não é, não é estranho a nós brasileiros, 32, 33, 35, mais até. Isso a gente tá acostumado. O nível de umidade é uma coisa sensacional, Alex.

?Voz A

É, André, que fúria! Por favor, eu falava, Alex.

?Voz D

Tá vendo? Não, eu avisei, eu falava, ninguém acreditava, meu. Assim, é absurdo o calor que se faz em Houston. Eu lembro de sair do hotel e até chegar no carro no estacionamento eu já tava suando. É um absurdo o calor que faz em Houston. E os jogos lá ao meio-dia fazem com que a imprensa às 10, 11 da manhã, no horário local, sofra muito. André Kifuri, eu te entendo perfeitamente. Fico feliz que alguém corrobora tudo que eu vinha falando enquanto eu estava aí.

?Voz E

Obrigado, Gans. Você estava certo.

?Voz A

Olha, esse jogo podia ser à noite porque atenderia o público brasileiro no horário nobre, atenderia o público japonês porque seria amanhã dos Estados Unidos, e agora vai ser de madrugada. E também ir para os jogadores, né, André? Não seriam submetidos a esse calor todo.

?Voz E

É, tem a questão da climatização. O estádio aqui em Houston é fechado, né? E isso permite uma dose de controle evidentemente muito maior do que no estádio aberto. Mas haverá lotação do público, o calor— conversava com o Zinho agora há pouco no Esporte Center— o calor de um jogo de futebol é uma coisa própria, os jogadores se desgastam muito. Isso não significa que alguém vai passar frio aqui dentro ou não vai suar, por exemplo.

Eu sei, esse tipo de coisa não é assim. Só não é um jogo a céu aberto com essa situação que eu passo aqui nesse momento, com uma umidade, um calor e um bafo. Esse é como se você estivesse andando sobre uma grelha. É uma coisa diferente porque você começa a suar, como disse o Gustavo, assim imediatamente. E todos, claro, todos os ambientes internos, eles têm ar-condicionado, e o ar-condicionado bombando muito forte. Então Você vai de um lugar que tá ali 16, 17, quarto de hotel, e se você não tomar a providência de— Brasil tá chegando nesse momento, eu vou interromper aqui.

Seleção Brasileira, o ônibus do Brasil chegando, e o ônibus do apoio atrás também logo depois. Exatamente, exatamente no horário em que a Seleção Brasileira chega ao estádio aqui em Houston para jogar. Mas eu dizia O suor, ele é imediato na hora que você sai do ambiente fechado. E a seleção treinou no mesmo horário do jogo, ou seja, meio-dia ontem aqui em Houston, no estádio que era aberto, no estádio do Houston Dynamo da MLS, aberto.

Então imaginem como foi esse treino. Hoje no jogo a situação vai estar um pouco melhor, por isso o jogo pode ser realizado nesse horário aqui. Acho que numa situação normal o jogo seria no mínimo no final da tarde, Mas com melhor possibilidade de ser à noite. Aí os horários difuso, né, claro, atenderiam o público talvez de uma maneira mais confortável para o japonês e até para o público brasileiro. Mas é o que é, meio-dia, campo climatizado, seleção brasileira, jogo eliminatório.

Eu não estou tenso, eu estou animado. Essa, essa atmosfera de decisão, de ganha segue, perde vai embora, faz com que a gente tenha uma outra, uma outra vibração aqui, porque Copa do Mundo é isso. E eu acho honestamente que a seleção hoje vai dar um passo à frente, vai se apresentar como a seleção brasileira diante de um adversário que é muito perigoso, precisa ser respeitado, mas não é tão bom quanto o Brasil.

?Voz A

Vai ser um jogo duríssimo. Vamos girar todo o nosso pessoal aqui, Léo.

?Voz B

Vai ser um jogo duríssimo. O Brasil tem a perspectiva de repetir o time pela primeira vez O que é sinal de que encontrou o time, né? Encontrou o time, encontrou a formação. Foi por acidente? Até certo ponto foi, né? Porque a lesão do Rafinha não tava nos planos, mas a entrada do Rayan, ela deu um gás a mais ali no que o Brasil precisava no ataque para ter pressão e reação a essa pressão. O meio-campo se estabilizou com Bruno Guimarães e Paquetá.

O Brasil agora joga no 4-3-3, muito claramente no 4-3-3. O Matheus Cunha fazendo essa função de um 9 que recua para dar espaço às infiltrações dos seus pontas. Os laterais aqui hoje fazem funções diferentes do que deveriam ser originalmente, porque o Douglas apoia mais e o Danilo fica. E a grande chave do jogo é explorar as costas da defesa japonesa, que é uma defesa vulnerável. A do Brasil também é. O Brasil permite muito mais finalizações do que nas últimas Copas do Mundo, mas eu acredito que no momento que o Brasil tiver a bola ele tem mais capacidade de fazer mal ao Japão do que o Japão ao Brasil. E acho que é isso que faz diferença para o jogo.

?Voz D

Gustavo, eu também sigo na mesma linha dos companheiros de confiança. Acho que o Brasil chega bem preparado para esse jogo, é melhor do que o Japão. A tendência, o normal nessa partida de hoje é a classificação brasileira. O Brasil tem uma equipe que acho que conseguiu jogo a jogo melhorar, crescer. Bertozzi trouxe esse aspecto importante de repetir o time pela primeira vez, porque diante das circunstâncias que aconteceram, o Ancelotti achou o time agora com Raya e Vinícius abertos, esse meio-campo funcionando de uma maneira diferente do início da Copa.

Bruno Guimarães, para mim, é um dos melhores meio-campistas da competição. O Vinícius é estrela da seleção brasileira, é uma das estrelas do torneio, mas olhando um pouco além do Vinícius Eu faço questão de destacar o Bruno Guimarães. Acho que o Bruno tá fazendo um campeonato muito forte e a forma como o Brasil joga depende muito do Bruno também, porque o Bruno é o motorzinho ali do meio-campo. Enquanto o Casemiro segura mais e o Paquetá é o responsável maior pela parte ofensiva no setor, o Bruno é o jogador que faz o famoso box-to-box, né, vai de uma área a outra, carrega o time na saída de bola, chega na grande área para finalizar.

E tem dado muitas assistências. O Bruno é o líder em assistências da seleção brasileira com 3 até aqui. O Japão é um time que tem qualidade, que tem um ótimo meio-campo com Tanaka e com Kamada, um bom centroavante no Ueda, uma linha de defesa muito bem organizada, linha de 5 defensores capitaneada ali pelo Hiroshi Ito, jogador do Bayern. Mas é um time que tem fragilidade, fragilidades pelos lados do campo, e acho que o Brasil precisa encaixar na marcação adiantada, na pressão é apertar muito bem o Tanaka e o Kamada, principalmente o Kamada.

O Kamada, jogador do Crystal Palace, é o maior responsável pela saída de bola japonesa próxima aos zagueiros. Então é um jogo que eu acho que tem um encaixe bastante favorável ao Brasil. Por isso eu vejo a seleção brasileira como favorita, não apenas pela história, pelo tamanho, mas pelo futebol jogado na Copa até aqui.

?Voz C

Eu tô falando isso desde antes da última rodada, quando a gente quando aumentou a perspectiva de ser Brasil e Japão ou Brasil e Holanda, que para o Brasil eu sempre achei melhor pegar o Japão. Acho que encaixa bem melhor. O Brasil vai ter que entender e o torcedor brasileiro vai ter que entender que se em determinados momentos da partida o Japão ficar mais com a bola no pé, o Japão tiver, vai, se tiver um pouquinho no campo do Brasil e tiver mais posse de bola, é normal.

Até porque eu acho que para o Japão pode ser pior isso. Porque se o Brasil sair em velocidade, vai achar os espaços. Se o Brasil empurrar muito o Japão e tiver que passar por uma defesa japonesa que se fechar, eles vão saber se fechar. O problema do Japão pra mim é na transição. Se o Japão ficar muito fechado, o Brasil empurrando muito o Japão, aí eu acho que o Brasil talvez tenha que recorrer a, por exemplo, bola aérea. Que o Japão tem dificuldade na bola aérea.

O Brasil tem o Casemiro, tem o Gabriel Magalhães, que são muito fortes na bola aérea. E isso pode ser um desequilíbrio. Mas você vê que mesmo num cenário em que o Japão teoricamente ficasse mais confortável, com mais condição de controlar o jogo, o Brasil tem caminhos. Acho que o encaixe de jogo é favorável ao Brasil. O que eu acho que o Brasil não pode é ir muito por um jogo de trocação com o Japão. Aí eu acho que tende a ficar um jogo meio perigoso se virar trocação, porque daí o Japão, o Japão, ele joga bem com a bola no pé, ficando no campo do adversário, e tem problema na transição defensiva.

Agora, a transição ofensiva do Japão Eles sabem virar a chavinha para o jogo de velocidade.

?Voz A

O que temos agora aí, André Kfouri?

?Voz E

É, eu tava esperando o Bira terminar para liberar. Pode passar, pode passar. Ok, officer, you can come. Isso, a seleção japonesa está chegando logo depois que o Bira termina a explanação dele. Senhoras e senhores, o Japão chegou! Boa sorte, mas não tanto, né? Que tudo corra bem, mas que a seleção brasileira se classifique e prossiga na Copa do Mundo, amigos.

?Voz A

E para você, como será o jogo, André?

?Voz E

Eu vou muito na linha dos companheiros. Acho que eles delinearam muito bem os pontos fortes e fracos da seleção japonesa. Eu vou entrar num aspecto um pouco mais, digamos, humano do futebol, que são as sensações que o jogo provoca, porque esse é um jogo também de relacionamentos, e é um jogo de relacionamento dos jogadores com si próprios, né? E eu acho que a seleção brasileira está pronta para dar um passo à frente e estabelecer dentro do campo a hierarquia que sempre vai existir no futebol.

E quanto mais alto o perfil o perfil do encontro, mais importante é essa hierarquia. Não vamos nos confundir, a hierarquia por si só não faz absolutamente nada. A hierarquia, trajetória, o peso da camisa apenas são só retratos, né, são quadros que ficam na parede. Enquanto isso não é exercido, não faz a menor diferença. E o futebol já nos mostrou em Copa do Mundo também que Quem entra em campo só com a sua tradição, só com aquilo que acha que é o seu legado histórico, fica vendo o bonde passar e às vezes se arrepende muito.

A minha impressão é que a seleção brasileira hoje tem um nível de confiança para se apresentar num jogo eliminatório como o Brasil na Copa do Mundo. E eu espero que isso aconteça hoje contra os japoneses, e me arrisco a dizer que se isso acontecer O jogo vai ser menos preocupante do ponto de vista competitivo do que muita gente imagina, embora eu entenda que o Japão tem condições futebolísticas para eliminar o Brasil de uma Copa do Mundo. Isso seria um feito histórico, é claro, para seleção japonesa.

?Voz A

O jogo de imposição hoje, Léo, da seleção brasileira, acho que tem que ser.

?Voz B

Mas assim, eu tô muito com o que os companheiros já falaram sobre não ser o tempo todo. O Brasil não é uma seleção que busca se impor através da posse, através da ocupação do campo adversário. O Brasil aceita que em alguns momentos o adversário vai ter a bola, que em alguns momentos o adversário pode até rondar a sua área, e que isso não necessariamente é ruim, porque o Brasil está pronto para roubar a bola e acelerar, roubar a bola e acelerar.

O Brasil é um time que não quer passar muito tempo com a bola. O Brasil sabe que é importante ter a bola porque você só pode agredir se você tiver a bola. Mas a partir do momento que você recuperou a bola, você quer em poucos toques chegar ao gol, você quer acelerar, né? E em algum momento, para isso, você precisa gerar os espaços. E às vezes, para gerar os espaços, você precisa que o adversário tenha a bola um pouco também. Então assim, o Brasil não vai ter esse desespero por ocupar o campo do Japão, empurrar o Japão para trás o tempo todo, não.

O jogo é esse, né? Então assim, para isso você tem que aceitar. Tô com Gustavo, não é fazer o jogo ficar aleatório, como disse o Ibiratan também, para ficar lá e cá, lá e cá, lá e cá, não. Mas é aceitar que a alternância do controle da bola pode ser uma boa também. Então acho que o Brasil pode entrar nesse jogo sem que signifique perder o controle.

?Voz D

Gustavo, aquilo que a gente falava, acho que assim, o jogo, o jogo ele é bastante favorável à seleção brasileira, né? E o mais importante, eu vejo a seleção assim como o André, é confiante, é um time que sabe o que quer, já tem jogadores se destacando. Chega em um momento positivo, fez uma boa fase de grupos. A primeira partida contra o Marrocos gerou algumas críticas, mas o Brasil jogo a jogo foi crescendo, melhorando, e vejo o Brasil em ascendência nessa Copa do Mundo.

Então, como eu falei agora há pouco, natural, o esperado para hoje, não apenas por nós brasileiros, mas por todos que acompanham a Copa do Mundo, é uma classificação da seleção brasileira, porque o Brasil hoje é sem dúvida alguma um time superior ao japonês. O jogo é jogado, você tem que entrar em campo, disputar a partida. O Japão tem possibilidades também. O Japão sabe também das fragilidades da seleção brasileira, tem um trabalho de longo prazo com Raji Moriasso.

Coletivamente, uma equipe que se conhece muito bem, com valores individuais, mas mesmo assim ainda abaixo do Brasil. É um desfalque, bom, se for para falar em desfalques, o Brasil tem vários, né? Mas do lado do Japão, com menos quantidade de talento individual, Takekubo faz muita falta. Takekubo é um jogador que ajuda a desequilibrar em situações de um contra um. Inclusive, a ausência dele deve mexer mais uma vez com o posicionamento do Doan.

Doan, que foi ala nas duas primeiras partidas, jogou como um dos três atacantes na partida contra a Suécia. Ele deve ser mais uma vez um desses três atacantes, justamente pela ausência do Takekubo.

?Voz C

É interessante que até na imprensa japonesa existe um pouco essa percepção que para o Japão, um jogo em que o Japão possa fazer transições, ou seja, Japão possa atacar, né, no contra-atacar, desculpa, o Japão possa contra-atacar, é favorável para eles. Eles mesmos na TV japonesa comentaram que estão preocupados com a possibilidade de ser um jogo em que o Brasil contra-ataque. Agora, o Japão tem como prioridade no jogo controlar o jogo, ter a bola no pé, porque a gente nos últimos dias a gente viu muita matéria falando sobre a influência do futebol brasileiro no Japão, e ela é enorme.

E o Moriasso falou ontem que ele trabalhou com o Falcão como jogador ainda, trabalhou com Falcão e com o Zico, como os dois inspiraram ele, é como os dois falaram coisas importantes que ele leva até hoje. Mas do plano, do ponto de vista tático de estilo de jogo, o Japão de hoje ele tenta absorver mais a escola espanhola. Então o Japão tem como prioridade ficar com a bola no pé. Contra a Holanda não ficou porque não conseguiu ficar, não foi porque o Japão decidiu, Holanda toma a bola aí que eu vou.

Não, o Japão não conseguiu, o Japão tentava e não conseguia. Porque hoje o Japão, até porque perfil de jogador, o perfil de jogador que o Japão tem formado hoje se encaixa mais com o perfil de jogador que a Espanha forma.

?Voz B

Não é por acaso que a gente não consegue falar de Japão sem falar de Kamada e Tanaka. Exato, por causa do perfil deles.

?Voz C

Exato. Então o Japão hoje ele segue mais uma escola espanhola em relação a estilo de jogo. Eles se inspiraram no Brasil várias coisas, mas assim, do ponto de vista de característica de jogo tático, hoje o Japão, o Japão é mais Espanha do que Brasil, pensando como referências entre as grandes escolas do futebol mundial. Então até a forma de jogar, como é que você joga contra uma Espanha quando a Espanha fica com muito com a bola no pé?

Consegue recuperar e contra-atacar, né? Então assim, é um ponto de partida. Claro, o Japão tem menos qualidade que a Espanha, tudo. Então acho que isso fica mais reforçado ainda.

?Voz E

André, é isso mesmo. Eu entendo que essa questão de controle do jogo, que muitas vezes pode ser feito por intermédio de determinados tipos de defesa, mas isso exige de uma equipe de futebol um sistema defensivo muito enraizado, muito bem trabalhado, muito organizado, né? O controle da dinâmica do jogo, ele se dá mais frequentemente por intermédio da posse da bola, que é uma ferramenta, é o que o Léo acabou de dizer. Você só pode agredir um time no sentido de fazê-lo correr riscos de levar um gol se você tiver a bola em um determinado momento.

E é verdade, a seleção brasileira, entre ter a bola por mais tempo e assim desorganizar o adversário, e recuperar a bola em zonas estratégicas do campo e a partir disso criar oportunidades, prefere a segunda ideia. Isso tá muito claro. Mas eu lembro, já na primeira entrevista coletiva do Carlo Ancelotti, ele disse aquela frase que ele repetiu aqui depois do jogo contra o Marrocos, quando o momento era de muita Ele disse: eu não quero uma identidade clara no meu time.

Um time que tem identidade clara é um time que só sabe fazer uma coisa bem, e eu não quero isso para minha equipe. Eu quero uma equipe que saiba fazer muitas coisas bem e interpretar diferentes tipos de futebol. Hoje é o dia para que a seleção brasileira seja coerente com aquilo que o seu treinador disse em maio de 2025 e repetiu algumas semanas aqui nos Estados Unidos. É o dia de interpretar um futebol diferente do que fez até agora na Copa, que é um futebol de mais controle, sem perder a sua característica do desarme e de uma marcação um pouco mais agressiva em alguns momentos.

?Voz A

André, tá liberado para o ar-condicionado, tá?

?Voz E

Posso ir, Alex?

?Voz A

Pode.

?Voz E

Ô André, foi um prazer mais uma vez estar com vocês.

?Voz C

Oi, Gustavo! Eu só fui pegar o número aqui, ó. Houston tá 32 graus com sensação térmica de 38.

?Voz A

Nossa Senhora, que beleza, hein? O Gustavo Hoffmann com esse seu ventinho aí, passa um pouco de inveja para ele.

?Voz D

Não, aqui, aqui tá maravilhoso. Não, eu cheguei aqui, tudo, tudo é percepção, né? Tudo acontece, né? Eu cheguei aqui, o pessoal tava reclamando do calor em Dallas. Falei, gente, vocês não sabem o que é Houston. Mas enfim, só para você se preparar, André, a hora que você entrar no estádio, a porta exata da entrada de imprensa, ela é a porta da geladeira. Você se sentirá entrando em uma geladeira, mas é uma sensação boa.

?Voz E

Valeu, André, bom jogo! Vai ser tão boa, vai ser tão boa a sensação que à noite no hotel eu vou fazer uma sauna. Obrigado, abraço, bom jogo para todos!

?Voz A

André Kifuri direto de Houston para o jogo de daqui a pouco. Ainda falando de Brasil e Japão, vamos ouvir os jogadores japoneses falando do jogo daqui a pouco. It's gonna be completely different from the last game we play against them because they changed so many players. Also, you know, in this competition they will come out with a different mentality, stronger. So I think completely different match, but I think You know, if we stay disciplined and if we play our football, I think we can beat them. Poderão vencer o jogo.

?Voz C

Engraçado, o técnico japonês, vários jogadores japoneses fizeram declarações, entrevistas, e falando que acreditam que podem vencer o Brasil. E daí tem uma galera pegando pilha: olha, os japoneses estão arrogantes. E você quer que eles falem o quê? Eles estão no mata-mata do Copa do Mundo. Se a gente for ver, Cabo Verde vai falar coisa parecida e vai pegar Argentina. Você quer que os caras falem o quê?

?Voz D

Galera também, pelo amor de Deus, né, gente?

?Voz A

Não pode falar mais nada.

?Voz D

Não, vocês viram, o Marquinhos, né, deu uma entrevista para a Kazé TV e falou em soberba dos japoneses, né. Assim, eu acho inacreditável ouvir isso de um jogador brasileiro depois de que o Ryan na coletiva de imprensa não sabia nem o nome dos jogadores japoneses. E eu não tô criticando o Ryan, tô criticando o Marquinhos aqui por esse tipo de declaração de alguém tão experiente e grande como ele no futebol.

?Voz C

Não, a pilha meio boba assim, né. Que que o cara falou?

?Voz B

Que não matar, matar.

?Voz C

E o Japão tá jogando bem, não é que assim, tipo O Japão caiu, o Japão ganhou a vaga de presente, tipo, a FIFA deu uma vaga honorária ao Japão. E o Japão é um time horroroso de tudo. E assim, a perspectiva do jogo é ser 10 a 0, e os caras tão falando, não, nós vamos naquela. Não, o Japão joga de boa, joga bola.

?Voz A

Vai ser um jogo duríssimo, cara.

?Voz B

A gente tem a cultura de que precisa, ai, nós somos desrespeitados, mexeram com a gente. A gente precisa disso pra se motivar, parece, né? Precisa. E cara, o Brasil ganhou 5 vezes essa bagaça aí, a gente precisa se sentir desrespeitado pra reagir?

?Voz A

Gente, para, pelo amor de Deus. Japão é sobre isso.

?Voz C

Olha lá, falando em Japão, até a gente mencionou muito isso no programa de ontem. O Scaloni, por exemplo, quando do negócio da declaração do Ancelotti, ele não pegou essa pilha porque não tem que pegar.

?Voz B

Falou que o seu time não tem intensidade. Ele falou, mas olhando, é verdade, a gente joga, mas a gente joga muito diferente, mais cadenciado mesmo.

?Voz A

Ele não falou nenhum absurdo.

?Voz B

Posso rapidinho? Porque eu sei que o Biratá vai gostar, até porque é da terra dele. O Ian Cameron é um Twitter que dá curiosidades geográficas da Copa do Mundo, e a de hoje evidentemente é sobre o Brasil e Japão. É o único jogo desta fase em que os países ficam literalmente do outro lado do mundo em relação ao outro. Se você cavar um buraco em Okinawa, que é a terra da família do Biratan, ele vai sair entre o Paraná e Santa Catarina.

É o diametralmente oposto. É o único dos confrontos dessa fase em que um lugar fica exatamente do outro lado do mundo.

?Voz F

Vai passar algumas gerações cavando.

?Voz A

Certo, vai passar algumas gerações cavando.

?Voz C

É legal para caramba, viu?

?Voz A

André Linares, onde você está, Linares?

?Voz G

Fala, Alex, tudo bem com vocês? Grande abraço para todo mundo aí no Brasil. Eu tô aqui no cruzamento de Shibuya de novo pelo seguinte, eu estava mostrando outras partes da cidade, só que o pessoal tá concentrado por aqui, né? É meia-noite e 27 aqui em Tóquio e tem muito— os brasileiros já começaram aí para alguns lugares para tentarem ver o jogo, mas tem muitos torcedores japoneses aqui. E cada vez que fecha o semáforo vem aquela correria.

Daqui a pouquinho vai fechar e vocês vão ver, todo mundo corre lá para o centro e começa uma festa. E isso aqui já tem mais de meia hora, cada vez que fecha o semáforo a galera vai, tá todo mundo suado já aqui curtindo esse momento. É isso, no final das contas esse jogo vai começar 2 horas da manhã no horário local e os torcedores estão curtindo. Eu vou sair da frente aqui para vocês verem aqui, ó, vai abrir o semáforo de pedestre.

Nem abriu, o pessoal já tá correndo ali, ó. Vai lá para o meio, faz uma bagunça, fazendo uma festa, rapaz. Estão jogando cerveja para cima. Já podemos, a festa tá bacana, né? A festa tá bacana porque a gente tava naquela questão, né, de tentar achar um pouco do clima de Copa. A gente sempre fala, né, o Brasil vive Copa de uma maneira muito diferente de outros países. E a gente não tava achando ainda tanto clima da Copa, tá aqui, ó, clima da Copa não podia estar mais entregue.

Você imaginar uma segunda para terça-feira, meia-noite e meia, ainda falta uma hora e meia para começar o jogo, os torcedores— e tem brasileiros também por aqui, mas principalmente nesse momento torcedores japoneses fazendo uma grande festa por aqui, vivendo esse momento de Copa do Mundo. E claro, como a gente já vinha falando também, com uma confiança maior do que já tiveram em outros momentos, sabendo que a seleção do Japão venceu o amistoso.

Claro, é outro cenário, era um amistoso aqui em Tóquio em outubro, mas tendo um crescimento, uma evolução que faz com que os torcedores japoneses, que cada vez têm acompanhado mais também, principalmente os mais jovens têm acompanhado muito a seleção japonesa, curtam e vivam esse momento da seleção confiando, acreditando que possam conquistar uma vitória em cima do Brasil. Hoje, até olhando na imprensa, né, o destaque hoje era nessa linha também de deixar por um momento toda admiração que eles têm, é muito grande pelo futebol brasileiro, né, um respeito enorme e principalmente centralizado ali na figura do Zico, mas como um todo da história da seleção.

Deixar um momento esses 90 minutos, essa admiração, para tentar conseguir uma vitória que claro seria histórica, a primeira vez que venceria o Brasil numa Copa do Mundo. Aliás, a primeira vitória foi no amistoso, né, em outubro aqui, e agora tentando também conseguir essa história numa Copa do Mundo.

?Voz A

Alex, tem um cara atrás de você que vai atravessar a rua agora, tá com a camisa do Brasil de Gabriel Jesus. Olha, ah, é um japonês ali, ó, ali, ali, ó, é um japonês, é um japonês.

?Voz G

Ah, ele tá atravessando a rua, foi atravessar a rua ali também, foi chamar ele ali, atravessou, ó, camiseta de Gabriel Jesus. E segue a festa, cada vez que fecha o semáforo Essa bagunça tá legal demais, uma grande invasão.

?Voz A

Bom, clima de Copa, clima de Copa do Mundo no centro de Tóquio. Imagens ao vivo aqui no podcast Futebol no Mundo. Olha, Obina tá com saudade. Olha, normalmente não é assim, não, todo mundo atravessa a rua direitinho.

?Voz C

Mas é para quem não sabe, esse é o cruzamento mais movimentado do mundo durante o dia, né, que agora tá de madrugada, mas durante o dia 3 mil pessoas atravessam a rua a cada abertura e fechada de semáforo, 3.000 pessoas atravessam a rua. É muita gente isso na hora do rush, né, no dia a dia. Agora, claro, fica mais vazio. E lembrando outra coisa, né, para quem fala sobre clima de Copa, tudo é reforçar: o futebol não é o esporte mais popular do Japão.

O esporte mais popular do Japão é o beisebol. Então o futebol é um esporte que é muito popular, é, tá junto ali com o sumô na briga pelo segundo posto. Mas então assim, ele em algum aspecto ele é um pouco esporte de nicho também, é um nicho, não é um esporte da massa, entendeu? Então assim, em certos lugares tem mais gente que vai estar mais alheia ao campeonato, como sei lá aqui no Brasil, forçando um pouco, vai, mas tem gente que às vezes não tá ligando porque tem um Mundial de Vôlei acontecendo e tem gente que tá super envolvida.

?Voz A

Aliás, tá lá o Felipe Santana, o correspondente da Globo na China agora, também no Japão acompanhando a torcida japonesa.

?Voz E

Bom jogo para você, Linares!

?Voz G

Valeu, amigos, valeu! A gente vai acompanhar também num bar brasileiro, né, que vai ter alguns torcedores brasileiros, japoneses ali. Mas vamos seguir aqui a festa, porque certamente depois que acabar o jogo, é, e aí uma seleção obviamente vai estar classificada, vai ter festa por aqui, ou dos japoneses ou dos brasileiros que estavam aqui antes. Já falaram que vão se reunir de novo aqui caso o Brasil se classifique então para as oitavas de final.

?Voz C

Não, eu só queria saber do Linhares se as dicas ajudaram em alguma coisa, as dicas de Tóquio.

?Voz A

Ainda não, né?

?Voz G

Maravilhoso. Vou só sair do quadro aqui para mostrar um pouco mais da festa. Não, dicas do Bira são sempre maravilhosas. Às vezes a gente tem pouquinhas horas ali, abre mão do sono para poder conhecer um pouco a cidade, comer a comida local. Ótimas dicas de Ubiraté Leal.

?Voz A

Boa, boa. André Linhares, depois de Tóquio, se o Brasil passar, ele vai para Costa do Marfim ou para Noruega. Vamos ver. Valeu, Linares!

?Voz G

Valeu, amigos, grande abraço!

?Voz A

Um caos no centro de Tóquio, hein? Enquanto isso, Gustavo Hoffmann, você está numa—

?Voz B

não vi uma alma ainda, não passou um carro, uma só pessoa.

?Voz C

Sobre uma coisa, um outro detalhe sobre aquele cruzamento, é lá que fica a estátua do Ratico, que é aquele cachorro do filme, lembra daquele filme que o dono morreu e o cachorro continuava indo na estação de trem? Esperar o dono voltar, e o dono nunca voltava. E por antes, durante anos, era na estação, ficava naquele ali do lado, e tem uma estátua do cachorro lá. Então, em homenagem ao cachorro, muita gente vai lá, tudo que é história real, né? Esse filme até, o filme até americano, né? Fizeram filme americano.

?Voz A

Tá passando um carro agora, enfim, hein, Gustavo?

?Voz D

É, não, aqui é um estacionamento, então só por isso que vem carro aqui de vez em quando. Mas se eu virar a câmera para você, ó, eu vou Já que estamos aqui, eu vou virar a câmera para vocês, ó. Aí, ó, ali onde tem aquele segurança de amarelo, ali é o campo onde vão treinar as equipes, né, a Noruega e depois a Costa do Marfim. E aqui fica todo o campus. Aquele andando ali é o Arthur Rocha, companheiro do ESPN.com.br. Então para lá tem mais gente.

Aqui para o lado de cá é o campus mesmo, né. Eu tô bem no meio do campus da SMU. Uma baita universidade aqui, uma estrutura espetacular. A gente chegou, eu fui no estádio errado, eu fui primeiro no estádio de futebol americano, enorme o estádio. E aí aqui ao lado fica o campo de futebol e atletismo, né? E do outro lado da rua tem um estádio só para tênis também. Ó, passou um cidadão aí, ó, é jornalista. Mas jornalista também é cidadão do Rio, né?

?Voz B

Passou um cidadão. Ah não, é jornalista. Isso me lembrou quando aquela história do que você faz. Ah não, eu comento o jogo. Tá, mas você trabalha com o quê?

?Voz A

Ô Gustavo, quero ver como você vai acompanhar os jogos de hoje, viu? Celularzinho na mão aí, tá?

?Voz D

Não vou, não vou, não vou, não vou, não vou. Eu vou ter que assistir depois porque o jogo do Brasil, horário do jogo do Brasil vai coincidir dia aqui com as entrevistas e o treino da Noruega. Então não vou conseguir ver o jogo do Brasil ao vivo, vou ter que assistir à noite quando eu voltar para o quarto para poder comentar amanhã no podcast Futebol no Mundo.

?Voz A

Boa! Então da Alemanha mais tarde, Holanda e Marrocos também. Bom, bom trabalho aí, Gustavo! Até amanhã!

?Voz D

Valeu, companheiros! A gente se fala amanhã.

?Voz A

Gustavo Hoff acompanhando o treino da Noruega no caminho do Brasil. Se passar hoje Próximo domingo em Nova Jersey, 5 horas da tarde, aquele horário clássico. Só não é mais clássico aquele horário porque se for 4 horas da tarde, né, é horário tradicional. Brasil e Japão daqui a pouco, agora meio-dia e 35. Vamos falar um pouquinho dos outros jogos. Mário Marra, deixa eu ver, cadê o Mário Marra? Hoje tá que tá, que é muito no pique do rádio aqui. Cadê você, Marra?

?Voz F

Tô aqui, tô aqui, Alex Sangue. Me ouve, me vê?

?Voz A

Sim, onde você está?

?Voz F

Estou na porta da preocupante porta fechada do Fan Fest aqui em Atlanta. Preocupante porque, né, eu espero que tenha uma exibição de um Brasil e Japão ali, né, no telão, telão desligado. Mas tem movimentação, tem movimentação, tem pessoas lá dentro. Agora tem um carro lá dentro. Aqui é o seguinte, aqui em Atlanta FanFest está sendo montado no Centennial Park, que é um parque central e parque símbolo dos Jogos Olímpicos de 96, né, aqui em Atlanta.

Mas ainda assim, a preocupante porta continua fechada, assim como a porta da imprensa. Mas nós estamos aqui, Alex. Quando abrir, você vai ver, eu sorrateiramente saio correndo. Eu vou carregar o equipamento aqui.

?Voz A

E o que você espera do Brasil hoje, Marra?

?Voz F

Muito difícil, né? Bastante difícil mesmo. Eu acho que, então, eu tô me colocando na pele do torcedor que não é o torcedor que acompanha frequentemente futebol, que é o grosso da população brasileira, né? Que esse, talvez esse torcedor não goste do jogo e talvez não goste da seleção brasileira, porque acho que vai ser um jogo muito difícil, muito tático. Talvez um jogo de que exija muita paciência, muita responsabilidade. Não dá para se desorganizar defensivamente.

Acho que vai ser um jogo bastante complicado. Eu tenho uma crença, uma crença no que tá desequilibrando o Vinícius Júnior. Eu acho que ele pode desequilibrar o jogo.

?Voz A

Então vamos ver a escalação dos dois times para o jogo de daqui a pouco, antes de falarmos da classificação do Canadá e dos outros dois jogos de hoje. Tem Alemanha e Paraguai, Holanda e Marrocos na tela para você. Primeiro vamos escalar o Brasil, Léo.

?Voz B

Pintou é a mesma, Brasil repete então a escalação, nenhuma dúvida. Alisson, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá. O trio de ataque: Rayan, Matheus Cunha e Vinícius Júnior. Técnico: Carletto Ancelotti.

?Voz A

Sem nenhuma novidade a seleção brasileira. Agora vem aí o Japão, vamos escalar o Japão, hein, Bira?

?Voz C

E aí, ó, deixa você ver, com o Zion Suzuki no gol, Taniguchi, Tomiyasu e Hiroki Ito na zaga, Junya Ito, Sano, Kamada e o Keito Nakamura na linha de meio de campo, Doan, Maeda e o Ueda como referência no ataque. Aí diferença, né, você vê o Junya Ito como o meia aberto pelo lado direito e o Doan indo para armação junto com o Maeda, pouco atrás do Ueda. Essa é uma mudança porque o Kubo não tá aí, né. Seria o Kubo, já não teve no último jogo, mas seria o Kubo no lugar do Doan e o Doan no lugar do Junya Ito.

Agora, o Junya Ito tem feito uma boa Copa quando entra, ele é reserva, mas tem entrado bem. Assim como o Keita Nakamura, que é o reserva do Mitoma, mas tem jogado muito bem na Copa.

?Voz B

E a grande surpresa, o Altanaka no banco, né? A gente vinha falando dele, Daichi Kamada e Altanaka, dupla de meio-campistas, né? Tá o Osano ali com a camisa 24, Altanaka no banco, né? Acho que dá para falar que é surpresa, né? A gente não sabe se alguma questão física ou se é uma opção só do Moriasso, mas eu fico bastante surpreso aí com essa mudança aí na seleção japonesa.

?Voz A

Brasil e Japão escalados. Agora, falando de outro primeiro classificado, Mário Marra, foi o Canadá que venceu a África do Sul no finalzinho por 1 a 0. Venceu o Canadá agora Agora em espera Holanda ou Marrocos. Fez, como fez falta a torcida canadense ontem, hein, Barra?

?Voz F

Como fez falta em alguns. É engraçado que eu tava lendo a repercussão mundial da classificação do Canadá e muita gente reclamando do jogo. Assim, eu não achei o jogo tão ruim assim. Eu não sei se eu sou Alice no País das Maravilhas, mas eu achei o jogo que você tá esperando de um jogo eliminatório de Copa do Mundo. Né? Assim, vai ficar todo mundo aberto. Não, vamos lá, eu quero é festa.

?Voz C

Não tem.

?Voz F

Como é que é aquela frase nova que Leonardo Bertozzi inventou ontem à noite? Não tem mais bobo no futebol. Ué, os caras vão lá para ficar o quê? Ah não, vem cá, faz 3 gols que daqui a pouco eu vou lá para fazer 3 em você também. Sim, isso não existe, gente. Esse mundo não existe há muito tempo. Inclusive, em algum momento no segundo tempo com África do Sul, olha, chegando a colocar meio campo na roda, tocando, trocando passes no meio campo.

Pensei que o jogo fosse realmente para durar muito tempo, né, com prorrogação, com pênaltis, mas eu acho que tem uma certa justiça. Fez falta sim a torcida canadense, mas acho que tem justiça e é legal que o Canadá tenha passado. A gente está vendo o que o futebol, como o futebol mudou no Japão. Acho que o futebol tem dado passos ainda tímidos no Canadá, mas tem dado passos e é muito legal que a Copa do Mundo agora possa talvez impulsionar, né, Alex, puxar mais.

?Voz A

É, agora Canadá enfrenta Holanda ou Marrocos. Aí claramente o confronto vai ter um favorito.

?Voz B

Notícia de agora, que tava no grupo da África do Sul inclusive, o Miroslav Koubek, técnico da Tcheca, ralou. Segundo técnico a cair no grupo já. O da Coreia, o Hwang Myung-bo, já foi.

?Voz C

Agora o Coreia, tão colocando, tem canal de TV que tá colocando cenas do Hwang Myung-bo e tá colocando, tá embaçando a cara dele como se ele fosse um criminoso para identificar.

?Voz H

Tão fazendo isso na TV coreana.

?Voz B

Investigação na federação para ver se estão beneficiando pessoas incompetentes. A coisa, tipo, a coisa escalou muito rápido na Coreia do Sul, né? Depois eles falam que só no futebol africano tem essas coisas de governo, né? Que nada. Mas enfim, voltando à África do Sul, a África do Sul fez o melhor jogo dela. Ela não fez nenhum jogo tão bom assim na fase de grupos, mas não foi o suficiente. Faltou mais peso ofensivo para o time.

A África do Sul não tem realmente peso ofensivo, né? Tem até bons, bons jogadores ali na defesa. Achei que fez um jogo decente, mas acho que o Canadá tem mais talento. O Eustáquio é um jogador, jogou no Porto, sabe? Bom jogador, bom meio-campista. Acho que ele fez uma boa escolha voltando para MLS para manter ritmo e poder jogar para chegar bem na Copa do Mundo. O Canadá perdeu o seu melhor meio-campista, que é o Conné, né? E acho que isso ainda faz falta, isso diminui um pouco a chance do Canadá.

Então seja Holanda, seja Marrocos, Mas assim, oitavas de final na Copa do Mundo, meio em casa, tá ótimo já, né? O Canadá tinha duas participações, nunca tinha pontuado em Copa. Agora tá aí, tá, já consegue ganhar, passar de fase, ganhar um mata-mata. O Canadá já fez a Copa dele, né?

?Voz C

O Jesse March fez aquele discurso, nunca tinha feito um gol, tinha tido gol a favor, mas não feito um gol.

?Voz B

Não, o Davies fez um gol, né, na outra Copa. O Davies fez o primeiro, aí o outro foi contra. Ah, isso, isso, foram dois gols. Mas agora são 6 jogos seguidos fazendo gol, porque fez gol em todos nessa.

?Voz H

Né?

?Voz B

E tá pra trás, ótimo. O pessoal pegou no pé do Jesse Martin falando que ele é meio performático, né? Que ele fez aquele discursão. Mas isso é coisa de técnico americano, cara, sabe?

?Voz C

Eles gostam do momento do discurso.

?Voz B

Eles gostam.

?Voz C

Quem nunca viu filme de esporte americano que tem aquele momento do discurso, né?

?Voz B

É, ele é assim, cara. É o jeito dele. É o jeito deles. Tem que respeitar, pô. Ele é performático? É performático. Vocês se orgulharam? You made Canada proud, man.

?Voz D

Yeah.

?Voz B

Tudo bem, cara.

?Voz C

É o jeito dele.

?Voz B

Tem que respeitar, pô.

?Voz C

Mas assim, Eu achei que o Canadá sentiu a falta da torcida, acho que a que tava alimentando muito o Canadá, e o Canadá ficou e se sentiu estranho no campo. E eu acho que o Canadá também sentiu um pouco o peso da responsabilidade de ser o favorito no mata-mata. O Canadá foi melhor, mereceu ganhar, teve bola salva em cima da linha pela África do Sul, tudo, teve boa defesa do goleiro sul-africano, mas o Williams, o Ryan Williams, bom goleiro da África do Sul, bom goleiro da África do Sul, chegou a ser indicado para o prêmio da FIFA, né?

Mas O Canadá não fazia isso com aquela volúpia, com aquela confiança, com aquela força que fez nos jogos anteriores. Mesmo contra a Suíça, em alguns momentos, o Canadá encarava o jogo tudo isso e esse jogo parecia com uma perna um pouco presa, acho que um pouco pelo nervosismo. E a África do Sul, pelo contrário, acho que a África do Sul pareceu muito presa na estreia contra o México, talvez sentindo o peso da estreia, o time cometendo muitas falhas que não cometeu mais.

O time é limitadíssimo, mas não é tão ruim quanto naquele jogo. Nesse jogo tava solto, parecia. Isso equilibrou a partida, porque a África do Sul não tinha mais nada a perder, né? Tava solta e fez um jogo decente sim, e tinha cara de prorrogação.

?Voz A

Bom, Canadá vai enfrentar o vencedor de Holanda e Marrocos. O jogo será às 10 da noite hoje. Jogo dificílimo, jogo muito, muito equilibrado, né, Marra?

?Voz F

Muito, muito difícil, muito equilibrado, com com conflitos fora de campo, né? O filho do Van Persie optando por jogar por Marrocos. Já tem, já tem 3 jogadores, né? Mazraoui, vamos lá, Mazraoui, Amrabat, Salaheddine, e o Amrabat são 3 jogadores que nasceram na Holanda, né, que optaram por jogar em Marrocos. E tem um conflito, né, assim, com grandes nomes do futebol holandês batendo pesado, né, já há algum tempo contra jovens que fazem essa opção por trocar a seleção da Holanda pela seleção de Marrocos.

Van Basten já falou disso, Ruud Gullit já falou disso, nomes grandes. Então assim, é óbvio, o principal é o confronto do campo. Eu só tô tentando mostrar que tem um cenário também de um conflito no andar de cima. E sinceramente, o jogo, difícil falar. Achei a Holanda muito forte, achei a Holanda consistente, mas acho tudo isso também do Marrocos. Vou ser sincero, eu acho que o Marrocos tá abaixo da minha expectativa. A Holanda talvez esteja na minha expectativa mesmo.

Pensei que a Holanda fosse jogar a valer para mostrar quem é, com imposição, inclusive defensivamente, com imposição física. Então, Holanda, para mim, tá entregando o que mais ou menos eu esperava. Marrocos tá entregando um pouco a menos. Talvez o problema seja meu de expectativa, mas eu esperava mais Marrocos.

?Voz C

Eu esperava um pouco mais de Marrocos, sim. No jogo contra o Brasil foi bem, mas depois, nos outros dois jogos, teve um pouco de dificuldade quando se viu como favorito de se impor um pouco mais. E até por isso eu fico pensando se Marrocos não vai fazer ou não deveria fazer um jogo diferente, dar um passo para trás, voltar ao Marrocos do Regragui. Porque Marrocos, desde que trocou de treinador, tem adotado uma estratégia um pouco mais ousada, marcando mais na frente.

A gente sentiu isso na pele contra o Brasil. Só que contra a Holanda isso pode dar muito ruim, porque a Holanda realmente cresceu muito, tá com uma defesa que tá jogando bem e um meio de campo muito forte para saídas rápidas. E a Holanda, que não conseguia imprimir velocidade durante as eliminatórias, porque não tinha atacante de velocidade, um atacante mais centralizado que conseguisse acompanhar o ritmo, E ela se estabilizou melhor com o Memphis, que é um jogador mais lento, mas fazia o jogo girar.

Agora o Malen e o Brobbey estão bem, e a Holanda tá indo melhor na velocidade. Se Marrocos marcar muito alto, a Holanda talvez tenha espaço. Então talvez para Marrocos seja bom fazer o contrário, Marrocos voltar aquele Marrocos da Copa passada, que se defendia muito bem, se fechava muito bem e sabia sair rápido. Então eu fico curioso para ver a estratégia de Marrocos, mas eu acho que é um jogo que pode dar muito jogo sim. Eu vejo a Holanda melhor, mas eu vejo também como o Marrocos pode encontrar caminhos para ganhar esse jogo.

?Voz B

Eu acho que o Marra traz uma coisa muito legal sobre essa identidade da Holanda e do Marrocos, porque, por exemplo, antigamente a Holanda teve jogadores como Afellay, como Boularous, né, jogadores de origem marroquina. E o Marrocos falou, pô, por que que esses caras não estão jogando para mim, né? E a partir daí o Marrocos falou, opa, Tem coisa aí, né? Então o Marrocos começou a olhar, começou a prospectar e começou a oferecer um projeto para esses caras, né?

Então aí veio o Ziyech, agora veio o Mazraoui, né? Então assim, mais jogadores começaram a perceber que, pera aí, tem um caminho para mim. E esses caras, eles têm que saber que eles podem jogar pelo Marrocos, né? E porque esses caras se sentem, eles crescem em comunidades marroquinas, eles têm identificação com o país, E muitas vezes eles jogavam pela Holanda porque eles entendiam que era o caminho que eles tinham, que era a única opção. É, que era a única opção.

?Voz C

Às vezes, em alguns casos, eles podem até sofrer preconceitos por serem filhos de imigrantes no seu próprio país.

?Voz B

Exato, exato.

?Voz C

Alguma rejeição, né?

?Voz B

Então assim, hoje, hoje o Marrocos conseguiu. Então assim, o futebol holandês moldou boa parte dos jogadores marroquinos. Então assim, existe uma boa parte de Holanda no sucesso do Marrocos hoje. Então por isso que é um confronto legal assim.

?Voz H

Né?

?Voz B

E é claro que os holandeses às vezes torcem o nariz porque é isso, o cara tá aqui, mas por exemplo, o Off the Line na TV holandesa falou, cara, eu tenho carinho pelo Marrocos sim. Claro, tenho, pô, é minha origem, minha família é de lá e tal. Aí os cara fala, você tá do outro lado, né?

?Voz C

Então tem um aqui no Brasil, o Labiade do Corinthians, que jogou lá atrás, jogou em seleção marroquina, ele é holandês, ele nasceu na Holanda. Tanto é que perguntaram outro dia, pouco, um dos últimos jogos do Corinthians antes da Copa, pra que ele ia torcer, tudo, se ele torcer pelo Brasil. Ele falou que os 2 primeiros times que ele vai torcer é a Holanda, porque é onde ele nasceu, e Marrocos, que é a seleção dele. Mas depois, claro, cresceu, aquela coisa, né?

Agora eu tenho carinho pelo Brasil, torço pelo Brasil, aquelas coisas. Mas assim, ele é holandês de nascimento, ele é um desses marroquinos que nasceram na Holanda.

?Voz H

Sim.

?Voz A

Ó, sábado, 2 da tarde, o vencedor desse jogo de Holanda e Marrocos pega o Canadá. Sábado, 2 da tarde, em Houston. E hoje, logo depois do jogo do Brasil, tem Alemanha e Paraguai. Conrado Julietti e Chico De Laurentiis aqui no Futebol no Mundo. Fala, Conrado!

?Voz H

Grande Alex, abração! Bira, Léo, Marra, achamos uma sombrinha aqui, a única, né? Porque, rapaz, tá fervendo a coisa. É isso, Alemanha e Paraguai, torcedores chegando. Só de cara, uma curiosidade, porque eu e o Chico temos muitos, bastidores do MD-1, das coletivas oficiais ontem foram excelentes, renderam demais. Mas o bastidor que eu ia falar de agora é o seguinte: torcedor com a camisa dos Estados Unidos passa como paraguaio?

?Voz I

Sim, totalmente. É, até agora eu tava esperando mais torcida paraguaia porque tem uma comunidade muito grande nos Estados Unidos, mas tá uma invasão alemã por enquanto, invasão alemã. Muita gente de camisa da Alemanha retrô, camisa atual. A Alemanha vai ter uma presença fortíssimo aqui no Gillette hoje.

?Voz H

Bom, aí chegamos ontem para essas entrevistas aqui mesmo, né, Boston Stadium. Gustavo Alfaro, técnico argentino do Paraguai, Gustavo Gomes, zagueiro do Palmeiras, capitão da seleção paraguaia. Foram 4 perguntas, 40 minutos de coletiva, 4 perguntas. Parecia uma palestra do senhor Alfaro, que eu achei ótimo, rendeu muito, né, Chico?

?Voz I

Eu gostei muito também. Recentemente o Roger Machado que foi criticado no Brasil, né, por não usar uma linguagem acessível para falar de futebol. E o Alfaro é o contrário, ele fala muito bem e fala de forma acessível e entendível para o leigo assim, né. Então as respostas dele são muito longas, mas com muito conteúdo. Eu acho que foi uma coletiva muito legal, na qual um dos pontos centrais foi um jogador do Palmeiras, o Maurício.

?Voz H

Porque assim, existe, a gente percebeu uma comoção por parte ali da imprensa paraguaia de por que que o Maurício não é titular no lugar do Sosa, né? Então a gente tá falando de dois jogadores do Palmeiras. E aí o Alfaro não teve papas na língua, né?

?Voz I

Ele disse, até muita gente no Brasil fala, ah, ele expôs o Maurício, né? Não foi bem assim. Na verdade, ele fala do Maurício no meio de uma resposta de quase 10 minutos, na qual ele começa, faz um longo raciocínio, e no final ele fala assim: eu falei tudo isso para dizer que o Maurício não joga porque ele não consegue ser intenso durante 90 minutos.

?Voz H

Ele começa perguntando, né, o Maurício é titular no Palmeiras? O capitão tá aqui, ó, pergunta: Maurício é titular?

?Voz I

Ele fala: não, nosso titular é o Ramon Souza. E o Gomes dá até risada assim, não foi uma, vamos dizer assim, ah, colocou ele numa saia justa ali. Não, ele falou, Maurício não é titular nem no Palmeiras, ele não é titular no Paraguai, porque ele contribui melhor para nós quando ele, quando o adversário baixa a intensidade física. Então para nós ele é um jogador de segundo tempo. O dia que ele conseguir ser intenso do primeiro ao nonagésimo minuto, ele será titular. Por enquanto não.

?Voz H

E diz muito sobre o Maurício também, né, do Palmeiras, da sua realidade de clube. Mas ele também fala, vocês, quando eu convoquei ele, me criticaram porque ele é brasileiro.

?Voz D

Exatamente.

?Voz H

Agora vocês estão pedindo ele. O que a gente sentiu, né, para a gente passar para Alemanha, é um discurso assim de, é possível, mas nós estamos num processo de construção para fazer o Paraguai deixar de ser— ele usou muitas vezes uma expressão que ele leu em algum lugar dizendo que Paraguai é uma seleção de terceiro escalão.

?Voz I

Foi num programa da Alemanha, num programa de futebol no mundo alemão, assim, os alemães meio que deram uma detonada feia no Paraguai, falaram que é um um time de terceiro escalão da Copa. Não caiu nada bem entre eles isso.

?Voz H

Vai usar isso bastante. Bom, aí passa para o Nagelsmann, o Julian Nagelsmann e o Kai Havertz, os representantes alemães. Primeiro, para dizer o seguinte, a derrota para o Equador caiu muito mal, obviamente. A intensidade, a gente falou outro dia aqui, né, no Futebol no Mundo, sobre jogadores declarando de fato parecer que o Equador queria mais que a gente. O Nagelsmann não concordou, ficou bravo. Com isso. Ontem voltou a falar sobre, existe uma pressão para que ele mexa no time, principalmente colocando um Davi, que é o artilheiro com 3 gols, mas que só vem do banco, né, porque entendem os alemães que ele tem dado uma dinâmica diferente.

Mas aí, Chico, vem a pergunta que nós fizemos sobre ser ou não favorito. E por favor, em palavras publicáveis para o nosso público, o que falou o Nagelsmann?

?Voz I

Muito boa, disparada, a melhor pergunta da coletiva ontem, feita aqui pelo Conrado, um monstro, né, do jornalismo. E, cara, a resposta do Nagelsmann foi simplesmente espetacular. Ele também faz ali seu raciocínio e termina dizendo que é o seguinte, cara, no futebol tudo isso que eu falei no fim das contas não importa. O que no futebol que importa é ganhar. Se a gente ganhar, todo mundo na Alemanha vai fazer festa, tá tudo. E se a gente perder, vai ser uma— e aí essa só, exatamente. Aí essa só mais tarde.

?Voz H

É, mas foi com estas palavras, nós somos um erro.

?Voz I

Exatamente. Então Nagelsmann mostrou como que tá, ele se sente pressionado. Até o Klopp, né, que tá aqui trabalhando como comentarista de uma, de uma, de um canal alemão, não só ele tem criticado bastante o Nagelsmann, como ainda falam que ele pode ser o próximo técnico da Alemanha. Então tá aquele clima gostoso assim, né, entre o povo aqui.

?Voz H

Já que a gente começou falando em sombra, né, que tal a sombra de Jürgen Klopp?

?Voz I

Pequena sombra, né, bem tranquila.

?Voz H

Esse jogo a gente vai acompanhar aqui, meus amigos, e traz todos os detalhes na programação e obviamente também aqui no Futebol no Mundo amanhã.

?Voz A

Boa, Conrado Julietti, Chico De Laurentiis em Boston também com muito calor. Alemanha e Paraguai, o vencedor pega França e Suécia, ou Suécia, no sábado às 6 da tarde.

?Voz B

Retranquinha gostosa do Paraguai, bonitinha. Paraguai raiz, esse vai ser bom porque Alemanha sofreu. Olha, Alemanha quando foi contra-atacada sofreu. A Alemanha permitiu muito contra-ataque para Costa do Marfim, permitiu muito para o Equador. Alemanha até para Curaçao no primeiro tempo, ela permitiu. Então assim, se a Alemanha der mole, o Paraguai comete o crime, meu amigo, tá?

?Voz A

O Alemanha-Equador realmente tá ali na cabeça ainda, né?

?Voz B

Claro que a motivação é outra, claro que a Alemanha vai entrar mais concentrada, mas a Alemanha é uma das seleções que mais cometem erros que levam a finalizações nessa Copa do Mundo. E o senhor Manuel Neuer tá fazendo uma Copa do Mundo bem esquisita também.

?Voz A

É bem esquisita, não é o Muslera, mas assim, né?

?Voz B

É um dos jogos mais candidatos a azedar o arroz nessa fase até agora.

?Voz C

Você acha?

?Voz B

Eu acho.

?Voz C

Nossa, não, eu não iria tão longe não.

?Voz B

Acho que a Alemanha ganha. Não passar, mas de dar uma prorrogação.

?Voz C

Ah, sim, que nem 2012, né? 2012 eles se enfrentaram, foi o gol, foi aos 43, gol do Neuer.

?Voz B

Aos 43 segundos do tempo.

?Voz C

A gente lembra muito do, da, de como Paraguai deu trabalho para França em 98, que é assim em 2002, que aquele Paraguai ali também só tomou gol no último minuto.

?Voz B

Nunca fez um gol no mata-mata, você acredita? Perdeu para Inglaterra 86, perdeu para França 1 a 0, aí perdeu para esse jogo para Alemanha, aí foi 0 a 0 com Japão, ganhou nos pênaltis.

?Voz C

Não, mas contra Espanha fez, não fez? Foi 3 a 1, não foi?

?Voz B

Não, foi 1 a 0. Em 2010 foi o jogo que o Cardoso perdeu pênalti. Isso, isso é, aí tinha ganho do Japão nos pênaltis 0 a 0.

?Voz C

É, foi 0 a 0, jogo horroroso.

?Voz B

É, então, ou seja, nunca fez gol em mata-mata.

?Voz A

Só que o mata-mata ele pode se classificar sem fazer gol.

?Voz B

Pode, mas contra o Japão em 2010 foi 0 a 0.

?Voz A

Vai ser um jogo chatinho hoje, vai ser difícil, né, Barra?

?Voz F

Sempre é difícil, né? A gente tá cansado de saber como é o jogo contra o Paraguai. Sim, defesa forte. Eu acho que o Paraguai tem dado alguns passos para frente, literalmente, né? Tem jogado mais também, um pouco mais adiantado, mas esse tipo de jogo, Alfaro, Alfaro, que vale lembrar, era técnico do Arsenal de Sarandí, né? Verdade, Leonardo Bertozzi? Você se lembra disso? E que ele é muito sólido, é muito competitivo, é um treinador para esse tipo de coisa.

Faz bons trabalhos em sequência. Isto posto, eu acho que a Alemanha vai ganhar o jogo.

?Voz A

É, vamos ver, né? Hoje, 5 da tarde, 5:30, né? 5:30 da tarde, 5:30 da tarde, e depois.

?Voz C

E assim, uma coisa, eu vi já os europeus principalmente surpresos com a arte de fazer o relógio correr do Paraguai contra a Turquia. Se esse jogo começar a enrolar no empate, ou mesmo se o Paraguai achar um golzinho, nossa, Meu, não vai mais ter jogo. Eu já imagino europeu que é contra a cera, sei lá o quê. Ai, cera, sei lá o quê, coisa mais absurda. Isso é antifutebol, sei lá o quê. Meu, eles vão ver o que é bom.

?Voz B

A pausa para hidratação vai durar 6 minutos.

?Voz A

É, vai ser duro, vai ser duro. Ou que segunda-feira, hein? Que segunda-feira, muita sede, muita. Brasil, depois Alemanha, depois Holanda, tudo isso. Ó, amanhã nós voltamos meio-dia para falar desses jogos e dos jogos dessa terça-feira. Tem muita coisa boa também. Mário Barra, boa segunda-feira aí, bom jogo para você.

?Voz F

Abraço para todos, valeu, tamo junto.

?Voz A

Curta a FanFest para ver o jogo do Brasil. Amanhã tem quarta de uma final, Noruega, França e Suécia, México e Equador, e nós vamos ver o Brasil. Bora, Bira, vamos até amanhã.

?Voz C

Até amanhã. Não, é também, é também.

?Voz A

Hoje é segunda, né?

?Voz C

Hoje é segunda.

?Voz A

Valeu, Léo, até quarta. Até quinta-feira. Leonardo Bertoz volta quinta-feira. Obrigado pela audiência aqui no YouTube, no TikTok, também no Disney Plus, tá? Valeu demais pela audiência. Bom jogo, vamos com o Brasil e Japão a partir das 2 da tarde, torcendo, esperando muito uma vitória da seleção brasileira. Até amanhã!

Futebol no Mundo na Copa #593 - Brasil x Japão | Alemanha x Paraguai | Holanda x Marrocos | Castnews Index — Castnews Index