Futebol No Mundo #586: Messi e Mbappé em campo, primeiro gol de Yamal e mais!
No Futebol no Mundo desta segunda (22), vamos falar sobre os duelos entre Argentina x Áustria, França x Iraque e a briga pela artilharia histórica das Copas com Messi e Mbappé em campo. Vem com a gente!
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Alex
Bira
Conrado Giulietti
Gustavo Hoffmann
João Castelo Franco
Mário Marra
- Desempenho do UruguaiDecepção com o desempenho · Risco de eliminação · Ausência de Luis Suárez · Falta de projeto e competitividade
- Primeira rodada da CopaVitória convincente contra Arábia Saudita · Lamine Yamal · Estilo de jogo com pontas agudos · Estratégia de Luis de la Fuente
- PIX na ArgentinaJogo contra Áustria · Lionel Messi em campo · Estilo de jogo cadenciado · Escalação mantida
- Derrota para a FrançaJogo contra Iraque · Mbappé analisando o jogo · Defesa a Dembélé · Respeito a Messi e Cristiano Ronaldo · Possíveis mudanças na escalação
- Análise da seleção belgaDesempenho burocrático · Mudança de geração · Falta de experiência · Escolha de técnicos
- Angola vs Portugal· InternacionalJogo decisivo para classificação · Destaque para Haaland e Mbaye · Equilíbrio entre as equipes · Possibilidade de empate
- Abertura da Copa do MundoVitória histórica · Mohamed Salah em destaque · Desempenho de Trezeguet e Zico · Autoridade em campo
- Libertação de jornalista americanaJogo de beisebol · Posto de gasolina famoso · Churrasco texano (brisket) · Receptividade em Atlanta
Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes. Podcast futebol no mundo na Copa, dia, dia, dia, dia, sei lá, 14, não sei, para quinta. Eu tô, gente, eu tenho contato com o Diego. Quinta, sexta, sábado, domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado. Domingo, segunda, 12. Podcast Futebol ao Mundo, dia 12 na Copa do Mundo. Estamos ao vivo no YouTube, no TikTok logo depois, e também no Disney Plus. Estamos no Disney Plus, sim.
Enfim, sempre estivemos, né?
Sempre tivemos. Então, aquele time seu vazou no Disney Plus. Descobrimos sem querer, vazou no Disney Plus. Enfim, o Futebol ao Mundo também no Disney Plus. Dê seu like, comente, compartilhe. Vamos juntos até 1:30. Dia de uma sequência muito legal, tem Argentina, depois França, depois Noruega. É uma segunda-feira, uma quinta, todo dia é quinta, todo dia é segunda, né, Bira? Vamos juntos, tá? E vamos falar muito dos jogos de ontem também, com destaque para a grande vitória da Espanha, Bira.
Opa, eu normalmente, eu falei, vou tentar sempre vir com a camisa de um time que ganhou no dia anterior, né? Eu não tô com a camisa da Espanha, eu não tenho camisa do Egito, tá? Eu não tô com a camisa da Espanha, mas por quê? Ah, vim com uma camisa do Timor-Leste, camisa de futebol Timor-Leste. Em nome da lusofonia, pelo grande resultado de Cabo Verde, que tá perto de verdade de se classificar. Sim, assim, os resultados mais prováveis da última rodada classificam Cabo Verde.
Então aqui, em nome da lusofonia, tô com a camisa verde. É, eu não tenho Cabo Verde, eu não tenho camisa de Cabo Verde ainda, então vim com a camisa aqui de Timor-Leste.
Gente, por favor, mandar.
E aí, Jean, tudo bom? Bom, vimos a Espanha finalmente, a tão aguardada Espanha. Era essa que a gente esperava, né? Com as mudanças que, enfim, a gente imaginava que fossem acontecer, até pelo que foi o primeiro jogo, pelas condições do Lamine Amal, vimos finalmente a favorita jogar nessa Copa do Mundo, né? Quem se complicou muito, e a gente vai falar disso, foi o Uruguai. Uruguai realmente agora corre um risco muito grande até de não se classificar, né?
A gente vai entrar depois na questão dos terceiros colocados, da bizarrice do regulamento e tudo mais. O quanto o Uruguai tem chance ou não de classificar, eu não sei. O que eu sei é que, olha, para Argentina o caminho tá ficando aparentemente muito mais tranquilo, né? Porque hoje os adversários mais prováveis para Argentina que poderia pegar Uruguai— ah, beleza, Uruguai não é uma potência hoje, não é um time tão forte, mas Argentina e Uruguai tem que ser respeitado. Agora, maior chance da Argentina é de pegar ou Cabo Verde ou Arábia Saudita.
É que a última vez que pegou Arábia Saudita não deu muito certo, né?
Ainda assim, ainda mais essa Arábia Saudita, olha, assinaria na hora pegar essa Arábia Saudita. Um dos piores times da Copa.
Vamos ver, Gustavo Hoffmann, onde você está? Ele apareceu hoje, hein? Apareceu.
Cadê?
Cadê você? Nossa!
E aí, tudo bem, companheiros? Um grande abraço a vocês, ao fã de esportes. Tô em Arlington, exatamente, né, na região metropolitana de Dallas, ao lado do AT&T Stadium, casa do Dallas Cowboys. E eu, como hater dos Cowboys, aqui estou. Trouxe meu boné do Buffalo Bills para usar depois aqui nessa minha estadia em Dallas também. Mas será rápida, né? Assim, na verdade, a partir de agora começa um bate-volta com Houston, né? Terei inclusive, eu vou produzir um conteúdo legal para as redes sociais da ESPN.
Em 24 horas assistirei duas partidas in loco aqui na Copa. Primeiro este Argentina e Áustria, e amanhã Portugal e Uzbequistão. Hoje mesmo eu eu já volto para Houston, 3 horas e meia de viagem mais ou menos.
Agora eu queria que o Gustavo falasse, ontem ele não pôde, né, não tava aqui, um pouco de uma experiência bem americana que ele teve nos últimos dias. Primeiro indo num jogo de beisebol e depois indo no maior posto de gasolina do mundo.
É verdade, é porque eu já fui nesse posto também comer uma carne, um churrasco texano, e isso Não, não, esses últimos dias, olha, são 3 dias consecutivos comendo brisket. Antes também, em Houston ainda, a gente foi numa churrascaria texana mesmo, comi o clássico ali, brisket maravilhoso. Jogos de beisebol são espetaculares, espetaculares. Foi o meu segundo jogo que eu tive a oportunidade de ir. Eu fui, cheguei aí no Mundial de Clubes do ano passado, em um jogo dos Yankees também, e é uma experiência porque é um baita programa, né?
Eu comparo muito, o americano ele vai a um jogo de de beisebol para passar a noite, a tarde. A comparação que eu faço é a seguinte: pensa numa família ou num grupo de amigos que vai em um bar ou em um restaurante ou no shopping passear. Ao invés disso, o americano ele pega e vai no estádio, vai ver um jogo de beisebol. E aí, em meio a esse jogo de beisebol, ele vai comer, beber, vai na lojinha, passeia lá dentro do estádio, tá com os amigos, tá com a família.
Então é uma experiência, realmente é uma relação completamente diferente com o jogo que nós temos no futebol, completamente diferente. Isso é necessário entender para você aproveitar, desfrutar de um jogo de beisebol. E aí, nos 2, 3 últimos innings, o Biratan sabe, aí o torcedor fica lá acompanhando mais o jogo em si. Foi, foi muito legal assistir o jogo do Houston Astros contra o Cleveland Guardians, quase outro 7 a 1 na minha vida, hein?
Foi 8 a 1 para o Cleveland Guardians. E aqui em Dallas vou me programar para ver um jogo do Texas Rangers Também. E sobre o posto de gasolina que o Biratan falou, foi sem querer. Eu calculei ali mais ou menos na metade da viagem, parei, né, vi esse posto grande, parei, e eu fiquei impressionado. Porque assim, até o Thiago Leme da Band viajou comigo, né, até brinquei com ele, eu falei, ô Leme, não é possível, acho que a gente escolheu o lugar mais cheio do Texas para parar.
Porque a gente ficou na fila do estacionamento primeiro, depois fila lá dentro também. Mas valeu a pena, o sanduíche de brisket tava muito bom, Biratan.
E esse posto de gasolina, ele realmente é famoso pelos banheiros. O banheiro é pelo banheiro limpo. Quando você vai entrar no banheiro, sabe aquela mania de, sabe aquela mania de americano com os outros banheiros?
Não é aquela mania famoso pelo banheiro limpo?
Não é aquela mania de americano falar world famous? Você vai entrar no banheiro, fica assim: o restroom world famous, porque é um banheiro mundialmente famoso, o banheiro deles. E de fato o banheiro é limpo lá.
Então eu ainda prefiro ficar no brisket. É, vamos ver, né? É Mário Marra. Será que temos brisket aí também, Marra?
Temos, temos sim, Alexeng. Prazer estar com vocês, companheiros. Temos banheiros limpos, mas não achei assim tão limpo, tão impressionante. E posto de gasolina, já tive uma experiência também na estrada. Eu tô me sentindo devedor. O Hoffmann abriu tão bem que eu fiquei pensando aqui onde eu posso encaixar nessa conversa com alguma coisa grandiosa. Posso falar receptividade? Posso contar um caso de receptividade?
Claro.
Então vamos lá, Alex Seng. Estávamos ontem após o jogo da Espanha, né? Temos que falar sobre a Espanha. Eu, o Mendel Bidzlovski e a Natália Pérez. E aí eu comecei a fuçar daqui, fuçar dali, falei: Mendel, descobri onde tem um lugar que a gente pode relaxar por mais ou menos uma hora, que a gente vai matar nossa sede. Acho que fica melhor assim. Você acredita que quando chegamos, as pessoas do lugar falaram: mas vocês não são daqui?
Vocês são de onde? Falaram: somos brasileiros. Ah, são brasileiros? Nossa, então é por nossa conta. Só não abusamos, mas matamos a nossa sede daquele, daquela água, pode falar assim. Por conta do pessoal aqui de Atlanta.
Mas lembra que eu te contei a história, Marra? Lembra que eu te contei a história que uma vez eu fui com minha família no interior da Geórgia e pagaram a nossa conta? Eu nem sei quem pagou a conta. Aí quando eu pedi a conta, a garçonete chegou assim: não, já cuidaram da conta para você. Às vezes acontece isso. Mas eu queria só que o Marra falasse, para falar de futebol, tudo. A gente mencionou ontem rapidinho, então registramos, mas para o Marra falar da promoção do Málaga.
O Marra, que é malaguinho como torcedor, até que o orgulho também que eu vi nas redes sociais do meu filho, ele comemorando com a foto, a gente lá no Rosaleda. Que legal! Não consegui acompanhar, obviamente, mas o Málaga voltando, o Málaga voltando a ser Málaga. Agora não tem mais Fair play financeiro, que fez vista grossa para os outros, mas para o Málaga puniu. Agora, daqui a pouco, se cuida aí, Jürgen Klopp. Não sei onde você vai estar, mas se cuida aí, Jürgen Klopp. Nós vamos te assustar de novo. Não vai demorar.
Vamos falar da Espanha um pouco, com a presença do Marra aqui. Enfim, a Espanha apareceu na Copa do Mundo, o Yamal começou jogando e resolveu o jogo muito rápido, né, Marra?
Sim, e o Al-Azhar também, né, demorou muito a tocar na bola no primeiro jogo. Eu acho que o primeiro jogo serviu muito de análise para a escalação do segundo jogo, Alex. Você se lembra que a gente entrou na programação falando que os jogadores falaram sobre isso, De La Fuente falou sobre isso também, velocidade na circulação da bola. Ter a bola, ter 80% de posse de bola, a Espanha vai ter, né, durante muito tempo no jogo. Só que a bola precisa chegar com um pouco mais de velocidade.
E ontem, formação de meio-campo diferente, lateral diferente, pontas, uau, pontas dos dois lados. Dani Olmo sendo um facilitador do trabalho de qualquer um, sem Fabián Ruiz, com o Pedri dando uma baixadinha para ajudar o Rodri, mas nem precisou baixar tanto assim porque foi imposição mesmo territorial da Espanha. Ontem a Espanha com 23 minutos, que foi o tempo da pausa, da pausa, chata pausa, vaiada de novo a pausa aqui em Atlanta.
A pausa já foi com 3 a 0, Alex. O quarto gol saiu no segundo tempo, poderia ter saído mais, mas no segundo tempo ficou muito claro, o Delofrente não quer expor, não quer gastar, não quer. Ele vai dando minutos, tá 3 a 0, daqui a pouco a gente faz o quarto, vamos descansar lá, Minha Mão. Fez 2 gols, deu uma assistência, então vem cá, fica aqui do meu lado, vamos conversar. Não, ontem não tinha a menor necessidade de fazer algo a mais, ter um cuidado físico também.
Lembra da primeira vez que a gente falou? A Espanha trata a Copa do Mundo como a Copa dos Extremos. Para evitar problema, vamos na metade, vamos no equilíbrio. É assim que tem pensado o De La Fuente.
Fala, Jean.
Eu acho que assim, era o esperado, era o esperado da Espanha já no primeiro jogo, ainda que sem o Lamine Yamal. Eu É o que eu espero da Espanha para essa Copa do Mundo. Acho que o caminho que a gente viu contra a Arábia é o caminho que a Espanha sempre imaginou utilizar, né? E só não utilizou no primeiro jogo pela ausência dos pontas titulares. É verdade que agora, né, mesmo na escolha do substituto do Nico, acabou escolhendo um ponta, um cara mais agudo.
E acho que esse tem que ser o time no fim das contas. Acho que do ponto de vista tático é o que funciona melhor para a seleção espanhola. Claro, vamos considerar também a fragilidade do adversário. Mais uma vez, vamos ter a consciência de que isso ainda não significa, né, a Espanha voando contra as seleções mais fortes. Mas eu acho que tá aí, tá dentro do que se imaginava. E também pelos resultados outros do grupo, a Espanha agora tá muito, muito perto de confirmar aquilo que todo mundo imaginava, que é a primeira colocação da chave.
E é bom lembrar o primeiro colocado da chave vai para o outro lado da chave do primeiro colocado do grupo do Brasil. Então, mais uma vez, como eu acho que escapar de Espanha e França, o quanto você puder escapar, é sempre o negócio mais importante. Eu acho que no fim das contas, para o Brasil, se torna ainda mais essencial garantir a primeira colocação da sua chave.
E o curioso jogo de ontem, tava até vendo com o Dom aqui na redação, e a gente tava conversando como esse jogo é, a gente Obviamente a gente tava vendo o jogo, a gente não tava comentando o jogo, né? Nossa, esse é aquele jogo que é ruim de comentar, porque você como comentarista nem tem muito o que falar, porque o primeiro tempo foi tão tranquilo, tão fácil e tão óbvio.
É óbvio, perfeito.
Então foi tão óbvio, o primeiro tempo foi tão óbvio. O que a Espanha tinha que fazer, ela fez. O que a Arábia Saudita podia fazer, ela fez. E com tranquilidade, naturalidade, foi naturalidade. Os gols foram saindo. E o segundo tempo O segundo tempo foi um nada. A Espanha, quando deu uma aceleradinha, fez o quarto gol e só. Porque a Espanha também não quis se esforçar, assim, deliberadamente não quis se esforçar no segundo tempo.
As próprias saídas do Yamal e do Oyarzabal mostram isso.
E como diria Djorkaeff, o segundo tempo foi sonolento, né? O Djorkaeff pegou um sono ali, né? Capotou ali na tribuna, né? Tem uma hora que mostra a tribuna, tá o Hierro e o Djorkaeff lá dormindo assim. E ficou um bom tempo mostrando ele dormindo. Porque realmente o segundo tempo foi muito chato, mas foi chato porque a Espanha falou, não é porque, ai, porque o jogo da Espanha é chato. A Espanha falou, não, eu não quero jogar.
Eu não preciso jogar.
Eu não preciso jogar, não precisa mais, vamos deixar o relógio andar e pronto, a Arábia Saudita não vai fazer nada. E não fez, né? O Brasil contra a Haiti, até acho que o Brasil também tomou uma atitude no segundo tempo de querer mais administrar do que continuar jogando o jogo pra fazer mais. Só que o Haiti ainda tentou fazer alguma coisa ali, deu um barulhinho. Arábia, e o Brasil em um ou outro contra-ataque também. Arábia Saudita não fez nada e a Espanha não quis fazer nada também porque não precisava.
Entendeu? Assim, foi um jogo até ruim para comentar porque é um jogo, foi muito, muito óbvio. Um comentário no primeiro tempo, um comentário no segundo tempo valia por uns 45 minutos de cada tempo.
Gustavo, acho que a seleção espanhola, ela dá para a gente falar, entrou na Copa do Mundo, mas já merecia. Assim, por mais que Cabo Verde tenha sido na primeira rodada, e acho que é de maneira geral a grande história dessa Copa do Mundo, tudo que aconteceu com o Vozinha, a Espanha já merecia ter vencido o primeiro jogo, tá? Não conseguiu ganhar. Até o Scaloni mesmo, eu tô aqui na cobertura de Argentina e Áustria em Dallas, ontem na coletiva de imprensa o Scaloni foi perguntado sobre a seleção da Espanha e ele falou, olha, se você tem que empatar um jogo, que seja como a Espanha fez contra Cabo Verde, sendo muito superior.
Então assim, por mais que o resultado tenha decepcionado e a atuação da Espanha tenha ficado abaixo do que a gente projeta para, no meu caso, a principal candidata ao título, a Espanha não— a Espanha mereceu a vitória, já confirmou o favoritismo agora, fez um 4 a 0 convincente, jogou o que a gente espera, da forma como a gente espera. O Marra trouxe alguns aspectos importantes já da questão dos pontas, o Lamine Amal recuperando a melhor forma física.
O Oyarzabal participando mais do jogo, marcando o gol. Dani Olmo é um jogador que pode ser muito importante para a seleção espanhola. A escalação do Gavi no primeiro jogo não fez tanto sentido assim. O Pedri já rendendo em uma rotação maior. Então acho que nesse jogo contra a Arábia Saudita, a Espanha entregou o que a gente espera da seleção espanhola, sem forçar muito, como o Marra colocou também. Não houve a necessidade de você forçar, pressionar um pouco muito mais.
Então eu acredito que agora acho que a Espanha conseguiu recolocar a sua campanha no trilho para vencer a próxima partida, se classificar na primeira posição do grupo e seguir a caminhada como candidata realmente ao título.
Tudo caminha, né, para Espanha ser a líder do grupo, né, Marlon?
Sim, tudo caminha. É, logo depois da primeira rodada, acompanhando os jornais espanhóis, eles fazendo 500 projeções, né? Ah, qualquer lugar do mundo, né, e que o pessoal gosta de futebol, fazendo 500 projeções. E tinha uma preocupação ali de fugir da Argentina, fugir da— não tem que fugir da Argentina. E já mudou completamente, já estão olhando para outra situação, cada um com seus problemas. A Espanha tá pensando mesmo em ser líder do grupo.
E aí, se tá pensando mesmo em ser líder do grupo, eu sei que a gente vai falar sobre o Uruguai daqui a pouco, mas assim Nada mais justo, né? Vocês sabem o tanto que eu gosto daquele país, mas cá para nós, né, nada mais justo que o Uruguai voltar para casa, né?
É, exatamente. Depois, que jogo ruim, mais um jogo ruim do Uruguai. Para quem acompanha o futebol no mundo, a gente vem falando do ciclo ruim do Uruguai e ontem foi mais uma prova, né, Gil?
Foi.
É uma pena, né? Eu também gosto muito do Uruguai, assim como o Marra.
Gostamos muito.
Aliás, até brinquei ontem no Twitter, falei, pô, para quem gosta como eu de torcer pelas seleções sul-americanas, essa Copa tá difícil. E não só pelos resultados que não são bons de fato, mas pelos próprios confrontos, né? Porque não é fácil torcer contra Cabo Verde, por exemplo, né? Então assim, para citar um exemplo, né, o Curaçao contra o Equador também não é fácil. Então aí a gente, Uzbequistão e Colômbia, eu consigo mais torcer para Colômbia, sem nenhum problema.
Os bequistão até ralaram, né?
Um outro time estreante que caiu com o grupo sul-americano, né?
Sim, sim, é exato. Mas é isso, acho que no fim das contas esses confrontos não ajudam. Mas o Uruguai é muito decepcionante, acho que indiscutivelmente decepcionante, porque a gente sempre espera alguma coisa. É claro que acho que aquela ideia que havia com o Diego Alonso na Copa passada de, ah, agora tem que ser uma seleção que vai jogar que vai usar sua qualidade técnica e a qualidade dos seus atacantes pra impor o jogo e tal.
Isso já não existe mais, até porque a dupla de atacantes não é mais aquela dupla absurda que o Uruguai, com a qual o Uruguai contou por tantos anos. Ainda assim, né, eu acho que, eu acho, por exemplo, eu sei que muita gente discorda, mas eu acho que o Arrascaeta, sobretudo pra esses dois jogos, fez muita falta, muita falta. Porque você pode dizer que, ai não, Arrascaeta é pro cenário brasileiro, Ninguém discute a qualidade técnica do Arrascaeta.
E acho que para estes dois jogos contra adversários mais fracos, com a imposição de jogo do Uruguai, quer dizer, o Uruguai teve mais a bola, o Uruguai atacou, o Uruguai esteve próximo da área, você ter a qualidade técnica de um cara como Arrascaeta faria toda a diferença. E faltou também essa qualidade. Não foi só esse o problema. A gente viu um Uruguai também desorganizado defensivamente, que acho que se desesperou num determinado momento ali.
Ao perceber que talvez precisasse ganhar da Espanha. Mas o fato é que são dois jogos realmente abaixo, ainda que para mim o Uruguai tenha jogado bem melhor contra a Arábia Saudita e tenha merecido mais a vitória contra a Arábia Saudita no segundo tempo, exatamente, do que nesse jogo contra Cabo Verde, que no fim das contas em alguns momentos o Uruguai até correu o risco de tomar o terceiro gol.
Cabo Verde percebeu que dava para ganhar o jogo, né, Gustavo? O Fio fala, Barra.
Não, e assim, rapidamente, um abraço para o Musleiro também, né? Ah, chega de Musleiro, né?
Toda vez isso, toda Copa a mesma história. Mas na boa, só rapidinho assim, Musleiro, mas vai a barreirinha lá, pelo amor de Deus.
Foi o Max Araújo que saiu da barreira, que foi quem fez o gol de empate.
E o Matheus Oliveira também, né? Porque assim, tem também, tem uma parcela enorme, então Nesses dois gols foram culpa dividida, né?
Sim. Agora, mas de qualquer forma, no segundo gol, Musslera tinha que sair. Tem uma estatística que até começaram a colocar nas redes sociais ontem, e é uma estatística real, tá? Ao contrário de algumas estatísticas falsas que têm criado só para dar piadinha, essa daí é real, que a última vez que o Uruguai ganhou um jogo de Copa do Mundo sem ter o Luis Suárez em campo foi contra a Coreia do Sul, 1 a 0, na Copa de 90. Na Copa de 90, última vitória do Uruguai em Copa do Mundo.
Não, só que daí eu fui além nesse levantamento. Foi 1 a 0, gol do Fonseca de cabeça aos 49 do segundo tempo. Porque desde então o Uruguai ficou fora de algumas Copas, e quando ganhou eram as Copas em que o Luis Suárez estava jogando. Agora, sabe qual foi a penúltima vitória do Uruguai em Copas do Mundo sem o Suárez? Ou seja, anterior a esse jogo contra a Coreia. Foram as quartas de final da Copa do Mundo de 70 contra a União Soviética.
Porque em 74 o Uruguai não ganhou o jogo, em 78, 82 não jogou, 86 não ganhou o jogo, e daí 90 teve esse jogo contra a Coreia, e sua única vitória. O Uruguai só ganhou 2 jogos desde 70, desde aquelas quartas de final contra a União Soviética. Ou seja, o primeiro jogo dessa sequência é aquele contra o Brasil do Pelé de 70, aquele jogo lá que o Brasil vira na semifinal da Copa de 70. O Uruguai, eu tinha uma coisa que começou a me incomodar, me preocupar com o Uruguai, sobretudo depois desse jogo.
Uruguai precisa encontrar um jeito de aprender a ser competitivo constantemente, porque é um país que tem um futebol forte, que tem bons jogadores, mas de verdade só conseguiu competir em Copa do Mundo não só por causa do Suárez, mas por causa do projeto do Tabárez, aquele grupo do Lugano, do Godín, do Cavani, do Forlán. Era um grupo mais forte, era um grupo mais forte. Não, mas o Uruguai dos anos 80 tinha Francesco ali, Rubens Souza, Rubem Passos.
Ah não, era um grupo bem melhor que o de hoje, mas o Uruguai precisa aprender a como competir numa Copa do Mundo em alto nível sem ter aquela geração e você ter o Tabárez. Porque de fato o Uruguai, assim, a perspectiva que eu tenho para o Uruguai-Espanha é bem, bem ruim. E assim, eu torço pelo Uruguai, eu gosto do Uruguai também.
Vai ser bem difícil de passar, Gustavo.
É aquilo que o Biratan falou agora há pouco, assim, os resultados normais da última rodada Vão classificar a Espanha em primeiro lugar e Cabo Verde em segundo. O normal da última rodada, pelo que a gente viu até agora, é Cabo Verde ganhar da Arábia Saudita e a Espanha ganhar, acho que sem dificuldade, da seleção uruguaia. Então acho que mostra bem o nível que chegou a seleção uruguaia nesta Copa do Mundo.
É, a conta é muito simples: se Cabo Verde empatar de novo, ele vai ter saldo zero. Se o Uruguai perder o jogo, ele tá fora.
Sim, se perder o jogo, tá fora. Agora, se empatar e se empatar, o nosso, é só, eu acho que uma informação interessante, óbvio não é garantia de nada, mas o Bertozzi tuitou um negócio dizendo o seguinte, que quem terminar com 3 pontos e saldo -1, saldo -1, tem 96% de chance de avançar como terceiro colocado nessa Copa. Então assim, a gente pode dizer que aí muito provavelmente o Uruguai joga pelo empate para se classificar, mesmo ficando com 3 pontos e saldo zero.
Agora, o problema é esse, é empatar com a Espanha. Não parece hoje mais provável, como disse o Gustavo, mais provável a Espanha vencer. E mesmo se considere um empate do outro jogo, Cabo Verde e Arábia Saudita, usando esse segundo, é exato, se aí houver empate, empate. Mas tô dizendo, vitória da Espanha e empate de Cabo Verde e Arábia Saudita, Cabo Verde deve passar para a próxima fase em segundo.
Diga, Gustavo. Mas eu acho mais provável Cabo Verde ganhar o jogo, sabe? O time da Arábia Saudita é bem ruim.
É, pois é. Tem muito, é difícil imaginar que Uruguai, né, consiga fazer alguma coisa contra Espanha, né, Marlon?
Não, eu não imagino. Eu sinceramente não imagino. Tô até aqui, tem uma placa aqui, ó lá, sentido único. O sentido do Uruguai é voltar para casa, cara, sinceramente. E é preocupante mesmo, porque os jogadores, sabe assim, até mesmo aquela questão da mística, da garra, você assim, porque isso, isso não enche barriga de ninguém, ou quer dizer, até enche durante um tempo, não vai longe depois. Mas quando você vê até alguma apatia de alguns jogadores, eu odeio essa palavra apatia, Acho que ela não explica quase nada, mas eu acho que você vê assim alguma pouca ação, sabe, de alguns jogadores.
Aí, aí é difícil. Essa, o comando já tá perdido há muito tempo. E acho que aí tem culpa também o Luisito Suárez, as declarações, tudo. O fato é, agora a bomba vai estourar. Então, já que vai estourar, que deve ir embora para casa mesmo, como repensar o futebol uruguaio, gente? É um país tão pequeno um país que ama futebol. Eles, a gente fala, a gente fala não, né, as pessoas falam Brasil, país do futebol, país do futebol. Se você for olhar proporcionalmente, Uruguai é muito mais, muito mais país do futebol.
Os caras amam futebol de uma maneira muito mais dramática, inclusive muito mais apaixonada que o povo brasileiro. E quando eu penso nisso, e eles são vizinhos da gente, eu não vejo soluções, cara. Um país tão pequeno que os jogadores já saem muito cedo, que vários clubes hoje na capital inclusive já são clubes de grandes empresas. Você para para assistir um Nacional e Peñarol, você fica pensando, gente, mas isso não tá bom, hein?
Isso tá muito distante de tá bom. Eu não sei qual é a perspectiva do futebol uruguaio, viu?
Sinceramente, é, o Nacional não vai bem, né? O Peñarol ainda flertou com uma semifinal de Libertadores.
Fala Eu acho que passa muito, muito pela melhora da infraestrutura do futebol uruguaio. Nos últimos tempos tem viralizado muito assim, nossa, olha isso aqui, futebol raiz. Aí mostra um jogo da primeira divisão uruguaia, o campo completamente destruído, estádio caindo aos pedaços, um vestiário que não tem nem água quente, e todo mundo começa a achar isso legal. Nossa, que legal! Não, isso é ruim. Isso é ruim para formação dos jogadores, para dos clubes.
Eu acho que essencialmente uma reforma do futebol uruguaio— quem sou eu aqui para querer ensinar— mas essencialmente passa por uma melhora da infraestrutura do futebol uruguaio. Não dá para você ter jogos da primeira divisão do Uruguai em campos assim.
É legal ser raiz no sentido de ser original, de ter uma essência, uma alma. O duro é quando ser raiz é porque tá debaixo da terra.
É bem complicado. Mário Barra, se cuida aí, tá?
Muito obrigado. Olha, hoje eu caí na pegadinha da meteorologia. Falaram que vinha tempestade, que vinha chuva. Eu mudei de lugar 3 vezes e até agora não veio a chuva.
Aliás, aliás, é bom a gente ressaltar isso, né?
Não aconteceu nada demais até agora.
Não, não fala, não fala.
Vou falar, vai acontecer em Filadélfia, Jean. A previsão é para Filadélfia hoje.
Hoje deve ter weather delay em Filadélfia, porque vou te falar, a gente assim, mas já houve esse alerta, né, essa previsão para uns 3 ou 4 jogos nessa Copa que todo mundo tinha quase certeza que ia acontecer e não aconteceu. Vamos ver se hoje o Hoffman crava esse, essa uma interrupçãozinha a mais, porque afinal de contas tá parando pouco no futebol na Copa do Mundo. Pessoal tomar uma aguinha, a sua cerveja, vamos ver se separa também.
Filadélfia é França e Iraque, tá? França e Iraque logo mais no final da tarde, às 6 horas da noite, horário do Brasil. Valeu, Barra! Então, e agora, o que que vamos fazer?
Almoçar agora? Sim, eu hoje tô abandonado aqui pelo Mendonça e pela Natália. Tô por aqui almoçar, espero ver o jogo e vou procurar argentinos pela cidade.
Não vai ser difícil, imagino.
Tem mais argentino que Tô dançando aqui.
Tchau, Barra!
Abraço, amigos, valeu, valeu, valeu!
Aliás, ontem, que jogo que foi? Foi o Bélgica e Irã, foi o Bélgica e Irã. Nossa, o que tinha de torcedor, né, Gustavo, assistindo aí, assistindo o jogo de argentino, né? Todo mundo reunido, né?
Não, Alex, assim, de verdade, Dallas foi tomada pelos argentinos. É uma coisa de maluco, de maluco. Cheguei ontem, parecia Buenos Aires, só tem argentino para todos os lados. Para onde você vai em Dallas tem torcida da Argentina, é uma coisa impressionante. Então eu imagino que a festa hoje aqui no AT&T Stadium vai ser, vai ser bem legal. Aliás, o Biratan, as casas aqui ao redor do estádio todas na cor do Dallas Cowboys, que raiva.
Não, tamo junto nessa, porque eu sou 49ers e também odeio os Cowboys.
Pelo menos você tá perto do estádio aí, né? Então daqui a pouco é só atravessar. Falando em Belo Horizonte, João Castelo, tá de boa, tá funcionando, internet funcionando.
Arlington, que é a cidade, o município onde fica esse estádio, eu fiz as pesquisas, eu fui para Arlington há 2 anos, né? É a cidade dos, é a maior cidade americana que não tem um sistema de transporte público, não tem transporte público. Tipo, eles são contra transporte público.
Vamos lá, falando em Belo Horizonte, João João Branco, correspondentes Premier no ar. 0 a 0 ontem, a Bélgica numa situação muito difícil.
João, fala, Alex, tudo bem? Eu gosto que você sempre me apresenta como correspondente Premier, né? Sou parceiro do mundo, tamo aqui, obrigado. Falando de Los Angeles, é aqui 8:45 da manhã, estou em West Hollywood. Estive ontem nesse jogo 0 a 0, né, Irã e Bélgica. Não foi um belíssimo jogo, né, mas muito legal o clima no estádio, cara. Para começar, o estádio é sensacional, né. Eu acho que eu não falei aqui antes sobre esse estádio, mas é o mais impressionante que eu já fui na minha vida.
Muito legal o SoFi Stadium aqui em LA. E assim, é curioso que do lado de fora, né, a gente tem esse, essa tensão entre os torcedores iranianos pelos protestos, o que os que apoiam o regime, os que são contra o regime. A questão da bandeira, uma bandeira pode entrar, outra não pode. A FIFA tirando bandeira de alguns que estão protestando. Mas lá dentro, cara, é um assim, durante o jogo parece que tá todo mundo unido. Eles torcem muito pelo Irã, e assim, muito mais torcedor do Irã do que da Bélgica.
Primeiro porque tem uma comunidade muito grande aqui nos Estados Unidos, especialmente em Los Angeles e Califórnia, né, de iranianos. Mas também Porque os mexicanos abraçaram o Irã de uma forma assim, torcendo mesmo. E tem muitos mexicanos indo aos jogos, né? Os mexicanos, claro que adoram futebol, compraram muitos ingressos aqui, os que moram por aqui, e todos torcendo muito pelo Irã. Eu acho que tem essa conexão, primeiro de ser um time menor contra um time maior, mas também a questão do Irã está ficando no México, né?
Eles estão baseados em Tijuana, perto da fronteira. Porque não puderam ficar aqui nos Estados Unidos. E aí o México abraçou isso. Até um jogador iraniano, depois na zona mista ontem, agradeceu muito os moradores de Tijuana, agradeceu o clube lá que cedeu espaço para eles treinarem, agradeceu todo mundo, presidente, e falou um pouquinho em espanhol. Ele falou, pô, todo mundo canta para gente já ali na porta do hotel. Ele até falou assim com espanhol bem, com sotaque forte, mas ele falou, né, Irã, hermano, já eres mexicano.
É o que eles cantam para os iranianos. E ele repetiu isso em espanhol, falou muitas graças. Então tem essa, essa inesperada relação e apoio ao Irã então dos mexicanos. Mas, cara, o jogo assim, a Bélgica tá decepcionando, né? Vou deixar passar a bola para vocês falarem um pouco também. Mas tava sem o Doku, que foi uma grande baixa, é verdade. Mas ainda tem um time com alguns jogadores importantes, né, o Trossard, o De Bruyne, o Lukaku foi titular, foi meio que uma surpresa porque ele é um cara que não vem jogando muito, né, no Nápoles quase não conseguiu jogar essa temporada, não tinha condição física de fazer uma partida inteira, tinha começado o primeiro jogo no banco, ele começou no ataque.
Mas o Irã foi muito bem, cara, o Irã dificultou a vida, o goleiro mais uma vez foi um dos destaques, né. O Beiranvand. Mas a Bélgica dominou a posse de bola, mas não conseguiu criar tantas chances boas assim. Na verdade, o Irã teve um gol anulado, que foi um bonito, uma jogada legal, bonita jogada ensaiada. Mas a Bélgica agora tá complicando a vida, tem que dar de tudo no último jogo.
Não vai ser fácil não, é contra Nova Zelândia. De qualquer maneira, mesmo jogando mal, né, Jean, vai passar.
É, eu acho que sim, tem essa questão, né, da Bélgica poder jogar contra Nova Zelândia, teoricamente bastante favorita, mas era também bastante favorita contra o Irã. De fato, a gente viu um Lukaku, acho que completamente fora de condições, acho que de ser titular, por mais que ele tenha entrado bem em jogos recentes, né, inclusive em amistosos. Foi um cara que fez 7 jogos na temporada, 7 jogos. Isso acho que ficou muito claro.
Eu não vou me alongar em relação à Bélgica, vou deixar para os companheiros. Eu só queria aproveitar a oportunidade, já que o João tá aqui, de elogiar a coragem dele de ser equilibrado, porque hoje em dia, por incrível que pareça, o equilíbrio é algo que muitas vezes pode te gerar uma quantidade de ódio e de hater que a gente fica até surpreso. Então eu não vou também explicar aqui, a gente não tem tanto tempo, mas quem quiser Veja o João explicando nas redes sociais dele toda a questão da seleção iraniana e dos dilemas que existem entre os próprios iranianos.
Isso não é de maneira alguma passar a mão na cabeça dos Estados Unidos, né? Vocês sabem que eu não faço isso de maneira alguma. Inclusive já bati bastante no que foi a organização dos Estados Unidos para essa Copa do Mundo e tudo mais. Mas o João teve simplesmente a coragem de olhar para um outro lado e de fazer o que um bom jornalista tem que fazer, que é, cara, explicar a situação da seleção iraniana, o que ela significa para o seu povo, para quem mora lá, para quem não mora.
Fez isso muito bem e tá apanhando bastante por isso, eu vi. Então queria mandar um abraço e parabéns para o João por esse trabalho dele.
Obrigado, Jean. Vindo de você assim, é importante porque realmente a gente acaba apanhando muito às vezes nas redes sociais e E você tenta não olhar muito, né, mas é meio chato. É o que você falou, a minha intenção era passar uma opinião de coisas que eu estou vendo aqui relacionadas à seleção do Irã, porque é muito fácil, né, a gente entrar numa onda, numa bolha que a gente vive às vezes, de ficar batendo nos Estados Unidos, porque merecem muitas vezes, né, em muitas, especialmente coisas da guerra ou coisas do mundo, né, da vida, em relação à administração americana.
Mas eu também vejo um outro lado em relação à seleção iraniana. E achei importante relatar isso, experiência conversando, não é assim falando do ar, de nada, tirando do ar essas opiniões, né, conversando com iranianos que vivem aqui na Europa, iranianos que tem, eu conheço gente, tem família no Irã, conversando com especialistas de geopolítica, observando de perto o Irã nas últimas duas Copas do Mundo, você vê ali que é um, é um, faz parte do sistema, é uma seleção que é controlada realmente por um governo que, na minha opinião, trata mal o seu povo, né, oprime.
E enfim, eu falei um pouco mais sobre isso nesse vídeo que o João tá citando. E aí tem muita gente— pela primeira vez na minha vida, acho que eu fui cancelado pela turma mais de esquerda, vamos dizer assim.
É, mas vale a pena ver esse vídeo.
Eu até recomendei esses vídeos do João ontem, mas eu vou reforçar. Que não é um, são dois. Importante ver os dois, né? Ele até fala, tem parte 1 e a parte 2. Tem uns dois, são muito bons inclusive para falar disso tudo, né? Agora, falando sobre a seleção belga em si, é um time que parece que não tá pegando, né? Parece que um time que não consegue engatar terceira, quarta marcha. Um time que tá jogando futebol burocrático. Ele cresceu, De Bruyne lá, né?
Mas tá jogando futebol burocrático contra adversários, perdeu boa parte da temporada machucado, mais da metade.
Mas É verdade, mas é Irã e Egito e a Nova Zelândia. O grupo deveria ser acessível. No final das contas, acho que a Bélgica ganha da Nova Zelândia e classifica, e talvez até em primeira no grupo, dependendo do que acontecer em Irã e Egito. Porque acho que não é tão, não é tão óbvio para mim que o Egito vai ganhar um jogo. É bem possível, mas não é tão óbvio. Então é capaz até da Bélgica ser primeira, mas é um futebol burocrático, um time que não consegue encontrar soluções para defesas fechadas e tem enfrentado defesas fechadas.
Eu achei que não deveria ser motivo de grande celeuma o Doku estar fora desse jogo, porque a Bélgica tinha totais condições de ganhar do Irã sem Doku, e pelo jeito não tinha, né? Porque não ganhou e ele fez falta. Mas aí é uma vergonha para Bélgica. Agora tem uma questão também para mim, né? Quando é que a geração belga atual não é mais aquela famosa ótima geração belga? Essa já é uma outra geração. Ainda tem jogadores daquela, o Lukaku tá aí, o De Bruyne tá aí, o Courtois tá aí, mas eles já estão mais em fim de carreira.
Hoje a geração mesmo é a do Doku, a do Trossard, são outros jogadores, né, o De Ketelaere. Mas esse momento da Bélgica, quando é que ele realmente, a Bélgica foi forte, competitiva no máximo que a gente imagina que ela pode ser? Quando teve o Roberto Martínez de técnico, que é um técnico, a Bélgica quando tava o Wilmots antes Wilmots, já era aquela geração maravilhosa, todo mundo no auge, com Kompany jogando também, e era meio rame rame lá com o Wilmots.
E agora o Rudi Garcia, né? A Bélgica também podia caprichar um pouco mais na escolha dos técnicos, né? Porque assim, tem jogadores, o time que a Bélgica tem no papel não é aquele de uns anos atrás, mas é time suficiente para ganhar bem os 2 jogos que a Bélgica não ganhou. Mas o Rudi Garcia, assim, convenhamos, né, é um técnico que fica abaixo do que a gente espera por um time dessa qualidade, por uma seleção.
Só para acrescentar o que o Brito tá falando nessa questão da mudança de geração, né, uma das coisas que o Lukaku falou depois do jogo, tava ali na zona mista, consegui participar um pouco dessa conversa, perguntaram para ele como que ele explica, né, o que tem acontecido nesses dois primeiros jogos, a frustração, e ele falou que, cara, na verdade falta calma e falta experiência, ele disse, porque nesse grupo, ele falou, a maior parte nunca viveu um grande torneio, sequer uma Copa, inclusive uma Copa do Mundo.
Então ele sentiu o time muito nervoso, com falta de experiência. Deu uma cutucada ali na molecada do time, ou nas pessoas, em outros jogadores, né? Falou que faltava cabeça assim, o emocional ele achou que tava pesando.
João, o dia tá começando aí, hein?
Bom trabalho.
Caiu, caiu, caiu, caiu. João Castelo Franco volta com a gente durante a nossa programação. Ainda no grupo do Egito, Gustavo, aliás, grande vitória do Egito com o nome de, com 3 craques, né? 3 craques: Trezeguet, Zico e Salah. Que bom ver o Salah fazendo gol em Copa do Mundo, Gustavo.
E uma baita celebração depois do jogo também, né? Acho que o Egito conseguiu se impor e tendo as suas grandes referências rendendo muito bem. O Salah evidentemente é o grande nome da seleção do Egito de todos os tempos, disputa ali com seu técnico, né? Talvez o Salah, eu acho que no final das contas, na carreira como jogador, evidentemente ele é o maior egípcio de todos os tempos. É que o Hossam Hassan, atual treinador, ele tem uma história na seleção egípcia muito grande, muito grande mesmo, né?
Então são os dois grandes nomes do Egito em todos os tempos no futebol. Mas é uma seleção que teve, conseguiu nesse jogo ter também os outros protagonistas rendendo bem. O Trezeguet é um jogador que já atuou também no alto nível do futebol europeu. Então acho que as referências egípcias funcionaram muito bem, venceu com tranquilidade até a seleção do Egito e vai para a última rodada numa situação bastante confortável. É legal realmente ter o Salah jogando bem, como uma— ele já, se ele já não tem o mesmo tamanho pela forma física, pela temporada que ele teve de 4 anos atrás, ele ainda é uma estrela internacional, né, atrai muita atenção.
Então foi realmente muito legal vê-lo bem em campo. E depois a celebração do Egito foi muito bacana, com Salah comandando todo mundo.
Foi legal demais, né? Foi legal demais, foi legal.
E acho que foi completamente justo pelo que foi o jogo, né? Ainda que a Nova Zelândia tenha assustado e tenha, dentro das suas possibilidades, né, além de ter saído na frente, ter chegado uma outra vez mas o Egito criou muito mais. O Egito é um time melhor, né? Eu acho que a gente ficou muito surpreso pelo que foi Irã e Nova Zelândia na primeira rodada, porque foi um jogo bom, bem jogado, um jogo divertido que de alguma maneira até deixa dúvidas maiores em relação ao que a gente imaginava que poderia ser esse grupo, né?
Alguma dúvida ainda perdura, mas, mas o normal no fim das contas é que vão passar os dois que todo mundo achava que iam passar. Imagino que vai ser assim. E aí, claro, vamos ver quem vai passar em primeiro, quem vai passar em segundo, mas acho pouco provável que essa Nova Zelândia não perca da Bélgica e dessa maneira a Bélgica também avance, né, assim como o Egito, que também é o que o Bira falou. Acho que é o normal vencer, seria, ou empatar mesmo, né, ou empatar para passar, mas o normal seria vencer.
Mas também se não vencer, assim, não é que a gente vai né, vai ser uma maior zebra da Copa. Não, é porque o Irã também mostrou qualidade aí nos seus dois jogos, ainda que a Bélgica tenha criado mais ontem também.
A Bélgica criou mais, mas o Irã criou algumas também, né? Então assim, o Irã até jogou o jogo, claro, não jogou mais recuado, mas jogou. De fato, o Egito é favorito para vencer o Irã. Não acho que é favoritação, mas acho empate um resultado bem plausível também. Mas o Egito jogou um futebol de autoridade, olha, Finalmente, na primeira vitória do Egito em Copas do Mundo na história, o Egito nunca tinha vencido, o que era até uma distorção, né?
Se a gente for ver as campanhas que Argélia, Tunísia e Marrocos fizeram em Copas do Mundo aí ao longo da história, mesmo a Tunísia já teve seus momentinhos de brilhareco, o Egito nunca teve vencido nenhum jogo, é completamente fora de questão. E o Egito venceu com uma autoridade que às vezes a gente sente falta no Egito em Copas, né? O Egito às vezes acho que ele ainda é muito tímido, acho que ele ainda se vê pequeno em Copa. Copa Africana O Egito vem aqui, é meu terreno, eu mando.
Copa do Mundo, Egito sempre meio ali olhando de baixo assim. Dessa vez não, tomou 1 a 0, toma um susto no primeiro tempo, eu acho que sentiu o gol, mas no segundo tempo o Egito cresce, o Salah chama o jogo, e a partir daí a qualidade técnica do Egito faz muita diferença. Ficou gritante a diferença de qualidade técnica e o Egito venceu bem. Poderia até ter feito o quarto, né? Foi o Zico no finalzinho. Ou foi Trezeguet, que até dribla o goleiro, só que daí perde um pouco o ângulo na hora de ajeitar, o goleiro se recupera e trava o chute. Poderia até ter sido mais para o Egito.
Você vê como são as coisas, né? Porque depois do empate da Bélgica com Egito, todo mundo imaginou: bom, vamos para o saldo de gols para ver quem vai ser líder da chave e tal, né? Por enquanto não é assim. Pode até ser que aconteça se o Egito empatar com o Irã e a Bélgica ganhar da Nova Zelândia, mas por enquanto essa disputa tá no número de pontos mesmo.
Bom, os jogos de ontem. Agora os jogos de hoje, hein, Gustavo Hoffmann está em Dallas daqui a pouco. Lionel Messi em campo. A Argentina venceu a Argélia por 3 a 0 na primeira rodada. A Áustria venceu a Jordânia por 3 a 1. Lionel Messi em campo daqui a pouco, Gustavo.
Eu tô até olhando aqui, Alex, porque falta uma hora para partida, então uma escalação já deve ter saído, né? Se vocês tiverem na mão aí, ajuda também, é mais fácil que a gente já Já fala, já fala exatamente sobre, sobre as escalações, porque havia algumas dúvidas na seleção argentina. É o Messi, saiu, né?
Aí, ó, saiu.
Vamos lá, podem passar aí. Vamos lá então.
Em Martínez goleiro, tô com ela na mão aqui também.
Molina na lateral direita, né, que é a novidade no lugar do Montiel por questões físicas. Cuti Romero, Lisandro Martínez e o Medina na esquerda, mais uma vez continua igual. Depay, Mac Allister, Enzo Fernandes e Almada, Messi e Lautaro Martínez. Então é o mesmo time da estreia com a mudança na lateral direita, é do Nahuel Molina, que entrou inclusive no intervalo, né, na vaga do Montiel.
Então assim, é só essa alteração que a gente já imaginava. Falava-se também que o Almada poderia perder a posição para o Nico González. A opção, no final das contas, do Leonel Scaloni é pela manutenção praticamente do mesmo time, né? Se na Copa passada, depois da derrota para Arábia Saudita, ele mudou meio time, dessa vez ele mantém o time inteiro pelo grande rendimento que teve a seleção argentina contra os argelinos. É, muito se fala, e eu acho que esse é o tema principal do debate, sobre o jeito de jogar da Argentina.
É uma equipe que joga em uma rota— em uma rotação diferente da maioria das equipes neste Mundial. Rendeu até um comentário do Ancelotti dizendo que a Argentina não joga com intensidade. Não foi uma crítica do Ancelotti, o próprio Scaloni respondeu uma pergunta ontem na coletiva, é se ele tinha entendido isso como uma crítica do Ancelotti. Ele falou, não, isso é um elogio, porque na prática é uma leitura de jogo que o Ancelotti faz da seleção argentina.
Porque o jeito de jogar desta Argentina na Copa do Mundo de 26 é de um jogo mais cadenciado, bem trabalhado, meio-campo que retém a posse de bola e acelera no momento certo quando o Messi identifica a possibilidade de uma criação de jogada mais perigosa. Roda de um lado para o outro, Messi vem, baixa, aproxima, 1, 2 toques. No momento em que ele acelera, o time acelera junto. Me lembra muito, companheiros, o jeito, o padrão do futebol de La Liga, né?
A gente tá, a gente fala muita intensidade Premier League, Argentina joga um futebol que eu vejo muito em La Liga, esse futebol um pouco mais trabalhado e cadenciado, sem necessariamente essa intensidade que parece que virou uma regra do futebol mundial, né, físico, é vertical, correndo o tempo todo, transição. Argentina joga de outra maneira e deu muito certo porque é um time que joga acima de tudo em função do Lionel Messi. E a gente viu que na estreia, na estreia, que isso ainda funciona muito bem.
A Áustria, a Áustria acho que não tinha, a Áustria não tinha muita, muitas novidades. A Áustria vai com Schlager no gol, Poch, Danso, Alaba e o Laimer na lateral hoje, pelo menos essa escalação que tem agora. Saewald, Schlager, Wanner, que é muito bom jogador, Schmid, Sabitzer e o Gregoritsch. O time perdeu Baumgartner na preparação para Copa, ele faz muita falta. O Laimer hoje vai na lateral, como faz com o Bayern. O Alaba sem contrato depois que saiu do Real Madrid, um nível abaixo, mas ainda é uma referência.
E o Sabitzer, que inclusive esteve na coletiva de imprensa ontem também, é um dos melhores jogadores do time, meio-campista do Borussia Dortmund. A Áustria tem um bom time comandada pelo Ralf Rangnick. A Argentina tem um time excelente. Eu acho que essa é a diferença para a partida de hoje.
Vai dar jogo, vai dar jogo. Eu acho que é um jogo. E assim, além do jogo, do adversário, que me parece um adversário mais complicado do que o adversário da estreia, que não era um mau time, é bom que se diga, né, porque senão entra tudo, parece todo mundo é ruim, tirando 7, 8 favoritos. Não era um mau time. Argentina muito feliz, uma vitória contundente. Mas talvez o desafio hoje seja ainda maior. Agora não tem jeito, né? Aí assim, a expectativa para ver o que vai fazer o Messi, acho que é talvez a maior expectativa de toda a segunda rodada da Copa do Mundo, porque foi tão absurdo o que aconteceu na estreia que você, você se pergunta, será que ele vai conseguir manter isso o tempo todo, né?
Por quantos jogos a Argentina estiver na Copa do Mundo. Então eu confesso que assim, a minha ansiedade para assistir o jogo talvez seja a maior, né, dentre as maiores aí das outras seleções além da brasileira, para ver o que mais vai fazer, para ver como que essa seleção vai abastecê-lo, quanto ele vai conseguir jogar no mesmo nível. Porque eu repito o que eu disse antes, né, depois é um privilégio poder ver esse cara jogando, e a gente não sabe exatamente quantos jogos a gente ainda vai ver isso.
Então eu tô muito ansioso, sair daqui correndo para almoçar e dá tempo de ver Argentina.
Você vai chegar no estádio?
Eu vou, vocês eu não sei.
Eu tô curioso para ver o que que é.
Eu vou correr para o estádio também, o Birata, hoje.
Mas é pertinho, é pertinho.
Se bem que assim, no Texas tudo é mais longe do que parece, né? Isso daí a gente vê por esse pé, de repente não é tão perto assim não. As coisas são espaçadas aí.
Entrar em estádio a gente sabe que leva um tempo. Quando parece que você chegou, você leva mais uns 20 minutos para consegui entrar não.
Agora tem uma coisa, não dá para atravessar o caminho, né? Que tem que dar a volta, viu?
Por favor, né?
Tem uma pontezinha ali, ó. Ah, tem uma pontezinha do lado direito ali, esquerdo do Gustavo.
É, parece um campo de golfe ali.
Então, eu tô curioso para ver a Áustria, se a Áustria vai apresentar algo para tentar tirar a Argentina de uma certa zona de conforto. Porque a Argentina, acho que um grande mérito da Argentina é como ela tem uma incrível capacidade de— ela joga com menos intensidade, mas de fazer este jogo com menos intensidade prevalecer, porque a Argentina ela pega a bola para ela, porque ela tem muita qualidade. Argentina acho que é um time muito bom com a bola no pé.
Sem a bola no pé, acho que é onde as vulnerabilidades da Argentina vão chamar mais atenção. Por exemplo, a Argentina, até por ter o Messi, vai ter mais dificuldade de fazer uma pressão alta na saída, porque vão ter atacantes ali, você não vai conseguir cobrir todas as áreas numa marcação pressão muito forte. A Argentina, se tiver que correr muito para trás também, tem uma zaga mais pesada, uma zaga mais veterana, E que também uma zaga que já não é tão boa assim.
Agora, se a Argentina ficar com a bola no pé e falar: não, eu digo qual vai ser o ritmo do jogo, o jogo é meu. E a Argentina faz isso porque ela realmente é muito boa com a bola no pé e ela tem muita capacidade. Eu queria ver o quanto a Áustria consegue agir para tirar um pouco a Argentina dessa zona de conforto, para ver o como a Argentina, o quão a Argentina se mostra capaz de se adaptar. Porque claro, a Áustria não vai ser o maior desafio da Argentina na Copa.
Vão ter desafios maiores lá na frente, mas é um desafiozinho já legalzinho ali para teste, né, para esses testes iniciais. Eu acho que a Argentina é capaz de se virar, mas vai ser até importante para Argentina em algum momento ter que se virar, porque eu acho que a Argélia, uma das falhas da Argélia no jogo foi que a Argélia quis jogar demais com a Argentina, porque é um bom time até a Argélia, tem jogadores de qualidade técnica.
Eu acho que a Argélia quis jogar o jogo, e meu, você vai querer jogar um jogo com a Argentina, jogar muito jogado assim? Vai dar ruim, e deu, né? Então eu queria ver se a Áustria apresenta um desafio diferente para ver, para Argentina, ver Argentina tendo que achar soluções, tudo, até para ver assim Argentina elevando um pouquinho o seu teto ali.
A Áustria dá para riscar um pouquinho, né, Gustavo? Já que tem a última rodada, tem, tem, tem a Jordânia, e dá para riscar um pouco, né? Tem Argélia na última rodada.
Em teoria, eu entendo, eu entendo o seu raciocínio. Né, assim, esse é o jogo no qual assim você olha a primeira fase da Áustria, qual que é o jogo que a gente vai perder? É esse, né? Esse aqui, se perder, tá tudo certo. Tinha que ganhar da Jordânia, eles ganharam. Contra Argélia eu acho que vai ser um jogo bem equilibrado, bem equilibrado. Enfim, acho que, eu não acho que a Áustria vai arriscar tanto assim, não. Acho que vai ser um time que vai sair para o jogo, vai ser um time que vai marcar mais em bloco baixo, esperando, bem compactado, tentando congestionar muito centro do campo, região onde atua o Messi, para dificultar o máximo o melhor jogador do mundo.
Mas não acho que será um time que vai agredir a Argentina, vai tentar contra-atacar, eventualmente subir às vezes um pouco a marcação. Mas eu imagino um jogo de bastante controle dos argentinos hoje, sem calor, né? Etihad Stadium é climatizado, então você não tem o calor atrapalhando. Então acho que vai ser um jogo bem controlado.
Então não vai ter parada para hidratação, é isso?
Parada comercial, né?
Acho que é assim, sabe?
4 quartos, né?
Agora parada para publicidade ou parada para suposta hidratação. Só assim, acho que assim, em relação ao que o Gustavo falou, é bom ressaltar que se as contas ali do Bertozzi tiverem certas, do Bertozzi não, né? O tal do percentual que de 96% para você passar com 3 pontos e saldo -1, Tudo que a Áustria não pode fazer hoje é tomar uma goleada, porque os 3 pontos ela já tem, já tem um saldo de 2 gols. Então teoricamente, se perde de 2 a 0, ela com saldo zero e 3 pontos, aparentemente pelas contas, mesmo uma derrota apertada com Argélia já deu.
Exato, uma derrota apertada contra a Argentina, contra a Argélia. Sim, exato. Então assim, o que você não pode é tomar 4 da Argentina e depois tomar mais 2 ou 3 da Argélia.
Essa é mais ou menos a conta, né, Gustavo?
Sim, é isso. Por isso, então assim, e como a gente imagina um jogo contra Argélia bem equilibrado, sabe, dá para ganhar ou empatar o jogo tranquilamente. Então assim, é isso, tentar não, assim, é um pensamento pequeno, eu sei, né, não ser goleado hoje pela Argentina. Mas enfim, é entrar em campo tendo noção que é a sua classificação, ela passa pelo jogo de hoje, vai ser decidida na última rodada, mas passa pelo jogo de hoje também.
Veremos, eu acho que vai dar, acho que vai ser um bom jogo, mas eu também tô na expectativa para ver o que que o Messi vai fazer, porque a primeira partida foi, foi um absurdo, foi realmente um absurdo.
A caminhada dá quanto tempo aí, hein? 10 minutos, né?
Eu não sei, Alex, porque é o meu primeiro jogo aqui em Dallas, né? A gente tá num hotel aqui ao lado, tá? Não, a gente tá aqui em um hotel ao lado onde fica o estúdio da ESPN da Argentina. Eles tem essa terraça, né? Eu até no Esporte Center eu entrei ao vivo da terraça com a Marcela, vim aqui para dentro porque para link de uma hora assim é muito barulho lá fora e acaba atrapalhando. A internet aqui é mais estável também, né? Mas eu acho que dá uns 20 minutos andando, 15, 20 minutos andando até o estádio. Então enfim, peço para vocês me liberarem agora.
É terraço, tá?
Por favor, vocês me liberarem.
Terraço é espanhol.
É terraço.
Ele tá que nem o Aldair, querido Aldair, que mistura o italiano com coisa. O Gustavo já tá com espanhol aí, o português.
Não, mas o Aldair criou um idioma próprio, né?
Então, por favor, então saia da terraça, vai fazer um lanchinho, vai preparar a mochila para essa caminhada tão, tão, tão perto, tá, Gustavo? Volta amanhã, hein?
Não, combinado. E o bom que tem comida aqui dos argentinos, eu vou pegar lá para emprestar.
Boa, boa. Valeu, até amanhã, bom jogo aí.
Valeu, gente, amanhã, amanhã, que que vai ser amanhã? Eu entro antes do jogo lá de Portugal e Uzbequistão já em Houston, lá na porta do estádio.
Você vai embora hoje mesmo?
Vou embora hoje, hoje final de tarde eu pego o carro, já vou para Houston, durmo em Houston para já acordar em Dallas, porque o jogo é cedo, né? O jogo é meio-dia horário local. Se o jogo fosse no final do dia, aí dava para ir amanhã de manhã, mas melhor ir hoje, vou à noite que aí não tem trânsito.
Também. É o jogo das duas à tarde, Portugal e Uzbequistão. Valeu, Gustavo Hoffmann. Volta amanhã aqui no Futebol no Mundo. No mesmo grupo, Bira, teremos Jordânia e Argélia. Esse jogo é o jogo do Lédio Carmona, né?
Assim, eu acho que não é um timaço, óbvio. Eu falo que é um bom time porque assim, é um time com alguns jogadores de qualidade técnica, tudo. Eu vejo a Argélia como favorita no jogo. Eu acho que Argélia e Áustria vai ser uma briga interessante pela segunda posição. Acho que a Áustria é um pouco mais forte, mas não é, para mim não é favas contadas que a Áustria seja segunda colocada. Agora, eu até me surpreendi com a Jordânia no jogo contra a Áustria.
A Jordânia mereceu perder, mas teve um momento do jogo que a Jordânia empata e até ameaça virar. É que depois a Áustria se reorganiza e ganha o jogo. Acho que a Jordânia compete legal assim dos times estreantes também. É mais um time estreante que tá mostrando que eu tô um pouco com você, que eu sou contra o aumento de vagas, tá de 48, sou contra a Copa com 48, se for Copa com 32, e acabou criando alguns artificialismo de botar umas seleções assim.
A Jordânia teria classificado com 32 nas eliminatórias, e acho que até o primeiro jogo ela justificou um pouco. Vamos ver se ela continua nos outros jogos, mas dá sinais de que é uma seleção que vai justificar, mesmo que perca os 3, mas não ficou uma coisa caricata, que era o nosso medo, né, de times muito caricatos na Copa do Mundo, times que chegaram para definir o grupo em saldo dos outros. Então acho que a Jordânia pode dar um joguinho interessante.
Eu acho que tem um potencialzinho de Nova Zelândia e Irã. Aquele jogo de nível técnico um pouco mais baixo, mas um pouco divertido. Eu acho que pode dar um potencialzinho, mas com Argélia é melhor.
Até porque o horário é meio cruel, né? Se o jogo for ruim, tu não vai dormir, o jogo é meia-noite, né?
Não, eu vou ver o jogo, mas vou ver o jogo, é muito interessante.
Eu gosto desse horário.
Eu também gosto.
Agora vamos falar, vamos para o grupo da França. Tem França e Iraque às 6 horas, às 6 horas da noite. Vamos para Filadélfia. Mbappé em campo hoje, 6 horas mesmo. 6 horas.
É que o Gustavo falou que talvez não.
Ah, talvez não, né, Chico De Laurentiis? Deixa eu ver o tempo aí. Não, tá tudo canalto por enquanto, tá tudo bem aí, né, Chico?
Por enquanto tudo bem, Alex. Grande abraço aí no estúdio. Mas tem hoje, até mais cedo, nosso meteorologista Conrado Julieta trouxe o weather report aqui da Filadélfia. Previsão de chuvas e trovoadas por aqui. Grande possibilidade de termos o primeiro jogo com adiamento, né, com pausa por causa de raios no entorno do estádio, porque o Lincoln Financial Field é descoberto. Então vamos ver, torçam aí pelo sol seguir por aqui, para termos apenas nuvens, sem raios, para a gente poder ver esse França-Iraque que tá gerando uma grande expectativa aqui na cidade.
Vocês falavam de Mbappé, ontem nós tivemos a oportunidade muito legal de acompanhar uma super entrevista coletiva do Mbappé. E ter a noção de algo legal, a gente trazer isso nesse programa porque é o programa ideal para a gente falar disso. O Mbappé gosta de futebol, é um negócio muito interessante porque viralizou aqui uma cena dele acompanhando os treinamentos da seleção da França lá da posição dos observadores, né, daquela torre assim, e revendo com os analistas da França, vendo os lances no computador.
E aí ontem ele foi perguntado, por que que você tá fazendo isso? Você quer ser treinador? Ele falou assim, cara, não é que necessariamente que eu quero ser treinador, É que eu gosto de futebol, eu cresci, né, no meio do futebol, é tudo que eu fiz a vida toda. Então eu quero entender mais sobre o jogo, por que que as coisas acontecem, por que que elas podem acontecer. Então ele tá acompanhando e aprendendo mais com os analistas da França, revendo os movimentos dele, revendo os movimentos dos próprios colegas.
E isso é muito legal, ele tá demonstrando um interesse muito grande pelo futebol e por todos os aspectos. E aí isso acabou gerando um outro ponto legal na entrevista coletiva dele, que foi o seguinte: Tá uma discussão muito grande entre a imprensa francesa, o Didier Deschamps e os próprios jogadores da França, sempre que são entrevistados, sobre por que que o Dembélé não consegue ser o mesmo do Paris Saint-Germain na seleção da França.
Ele que tá jogando meio sem uma posição assim, jogou de 10 um pouco contra Senegal, depois foi para ponta. E aí o Mbappé deu uma outra resposta muito boa, ele falou assim, ó, eu respeito a opinião de vocês, mas eu discordo um pouco. Eu revi França e Senegal duas vezes, ou seja, ele reassistiu o jogo duas vezes, uma por minha conta e outra com os analistas da França. Explicando ali as movimentações. E ele disse que, revendo o jogo, ele percebe que no lance do primeiro gol da França, aquele passe que o Olise dá para ele, ele aparece na área, bate e faz o gol.
Ele falou assim: vocês repararam por que que tinha aquele espaço ali? Foi porque o Dembélé correu para o outro lado, levou a marcação e abriu aquele buraco para mim. Aí ele falou: isso aí não aparece na estatística. Você vai lá e: ah, quantos gols, quantas assistências o Dembélé deu? De fato, ele não deu nenhum. Mas isso é mais importante que estatística, porque resultou num gol pra gente. Então, que legal isso, né? Assim, eu não culpo, não quero, não sou fiscal da vida de ninguém, não acho que jogador tem que ficar vendo futebol depois no seu momento de lazer.
Nós mesmos, né, que trabalhamos com isso, muitas vezes a gente não vê futebol ou esporte no nosso momento de lazer. Mas que legal ver um jogador grande como o Mbappé tão interessado por futebol e que, como a gente gosta de debater e analisar todos os aspectos do jogo.
E todos nós gostamos de ver o Mbappé.
É, eu acho que de ver o Mbappé jogar e de ver o Mbappé falar muitas vezes também. Acho que isso que o Chico tá trazendo é legal porque ele é uma figura controversa. Ao mesmo tempo que ele dá declarações muito legais como essas todas que o Chico trouxe agora, ele é um cara de atitudes às vezes questionáveis ou discutíveis que fazem com que ele seja visto com uma certa prepotência, com uma certa arrogância. Então assim, ele não é uma figura fácil.
De se decifrar. Tem horas que eu adoro o Mbappé, tem horas que eu discuto um pouco as atitudes que ele teve, por exemplo, no Real Madrid, né, atitudes que me pareceram ter até causado a queda do Xabi Alonso. Então assim, são coisas muito distintas, são coisas quase que diametralmente opostas, mas que tornam este que é um dos grandes jogadores da Copa do Mundo um personagem ainda mais rico. Então é isso, acho que toda vez que tem Mbappé envolvido, seja dentro de campo ou fora dele, a gente acaba tendo grandes histórias para serem contadas.
O que eu acho interessante é que, de fato, o Mbappé, por exemplo, é muitas vezes visto como um cara ruim de grupo, até por causa do próprio ego, tudo. Mas eu até acho que nos últimos tempos, em relação a essa coisa de grupo, ele tomou algumas atitudes bem interessantes. Essa agora de estar defendendo o Dembélé, no final das contas, o Mbappé, incrivelmente, ele não venceu, nunca venceu uma Bola de Ouro ainda. Né? Ele, para muita gente, já é o melhor jogador do mundo assim no geral há um tempinho.
Fala qual o melhor jogador do mundo, você pega um agora para jogar, o Mbappé é o primeiro que você escolhe. Ele nunca venceu uma Bola de Ouro. O Dembélé venceu, um companheiro de time dele na seleção francesa já venceu. E ele tá defendendo o Dembélé. Ele podia dar uma declaração meio, meio ensaboada ali só para, né, ele não podia, não precisava dar tantos detalhes para realmente fazer uma defesa. E para mim, a atitude do Mbappé como um líder No Real Madrid, que olha, em geral lá ele como líder no Real Madrid nem sempre acertou tanto, mas eu acho que foi fundamental a participação dele quando o Prestiani atacou o Vinícius Júnior tapando a boca.
A gente imagina muito bem o que foi falado, e a participação de Mbappé naquele caso foi fundamental para todo mundo dar crédito para o Vinícius Júnior naquele caso, porque todo mundo adora desfazer o que o Vinícius Júnior fala. Desmereceu o que o Vinícius Júnior fala nessas questões de quando ele sofre racismo. Mas quando o Mbappé veio junto e falou, foi isso mesmo, porque eu tava lá, ouvi, e ficou defendendo o Vinícius, aí todo mundo começou a dar crédito pro Vinícius.
E daí até teve uma— a regra do jogo mudou por causa disso, e a gente viu no Paraguai e Austrália, no Paraguai e Turquia. Então acho que o Mbappé tá começando a pegar a mão de algumas coisas também. Essa daí foi bem interessante, e é legal ver um jogador desse tamanho Saber que serve até de lição para outros jogadores. Não basta o tamanho do talento que você tenha, você tem que tentar entender, se esforçar para tentar ver se tem algo a mais que você pode dar.
E ninguém pode discutir o talento natural que Mbappé já tem, e ele tá buscando algo mais.
E para o jogo de logo mais, Chico, sem novidades, né?
Não, na verdade com novidades. Deve ter mudanças no lado esquerdo da França, Digne entrando na vaga do Theo Hernández. Tchouaméni pode ser poupado, a entrada do Koné. Então, Deschamps planejando algumas mudanças. Deschamps que ontem também na entrevista coletiva fez muitos elogios ao Iraque. Ele falou assim, ó, não, não falei para os meus jogadores para não entrarem achando que vai ser, ah, nós vamos ganhar de quanto. Não, falou, esse Iraque que vocês talvez vejam como fraco segurou bem a Noruega até os 75 minutos do jogo, tava 2 a 1.
Depois, claro, a Noruega fez 2 gols ali no final, acabou numa goleada que segundo Deschamps não refletiu o que foi o jogo. E ele ressaltou muito o fato do Iraque ter segurado o empate com a Espanha na preparação da Copa do Mundo. A Espanha, que foi apontada pelo Deschamps como favoritaça da Copa. Na sua primeira entrevista coletiva, ele falou: se a grande favorita da Copa empatou com o Iraque, nós temos que prestar atenção porque a gente quer buscar a classificação já nesse segundo jogo para poder dar aquela mexida no terceiro jogo, talvez poupar um pessoal e também já garantir a classificação que os manteria aqui na costa, na costa leste, para evitar deslocamentos.
Então, França de olho nesse Iraque, com muito respeito. Queria só entrar, voltar nessa discussão do Mbappé, da questão do ego, só finalizando aqui minha participação. Outra resposta muito legal dele foi quando ele foi perguntado assim por um jornalista da Noruega, falou: Mbappé, quem você acha que é o melhor atacante dessa Copa do Mundo? É você? É o Harry Kane? É o Haaland? É o Messi? Ele falou: cara, é o Messi. Ele não se colocou, né, no mesmo patamar.
Ele falou: é o Messi e o Cristiano Ronaldo. Porque eles estão fazendo coisas espantosas já há um período muito grande, né? São muitos anos que a gente fala de Messi, Cristiano Ronaldo, Messi, Cristiano Ronaldo. Ele falou, eu não estou no patamar deles. Ele, pela leitura da resposta, ele meio que coloca, se coloca num patamar de terceiro colocado ali. E aí ele coloca o Haaland e o Harry Kane meio que abaixo dele. A minha leitura da resposta foi essa, mas é uma questão assim, se o ego dele pode ser grande, mas pelo menos é o suficiente para admitir que Messi e Cristiano Ronaldo são maiores do que ele na história.
Até porque não vale essa polêmica, não vale, né?
É, exato, não existe polêmica. Se a gente falar de maior, obviamente o melhor hoje é outra história, o que o Bira tava falando. Mas maiores, obviamente Messi e Cristiano Ronaldo estão acima dele ainda.
A França, o deixamos de olho também na terceira rodada, no confronto contra a Noruega. Valeu, Chico, bom jogo aí!
Muito obrigado, pessoal. Já já Conrado Julietti vem com notícias do jogo da Noruega e Senegal, que é outra partida decisivaça, né, para definir as posições desse Grupo I. Então já já ele vem com mais notícias desse jogo. Um grande abraço e valeu, meus amigos!
Chico De Laurentiis de Filadélfia.
Só uma coisa assim, né, o seu The Champions, que esse papo de favoritaça, a Espanha também é muita cara de pau, né? Porque assim, quer se colocar junto, beleza. Fala, não, acho que nós estamos num grupo de forma—
mas eu acho que colocar Espanha junto com a França, ok, agora colocar a Espanha sozinha, aí não tem jeito.
Mas é isso que eu tô falando, é muita cara de pau, né? E acho que assim, se ele considera a Espanha tão favoritaça assim, sei lá se ele não quer cair para o outro lado da chave, porque ficar em segundo e ir para o outro lado da chave para escapar da favoritaça antes da final. Só lembrando, né, em relação a isso, que o saldo de gols pode ser importante para que a França, por exemplo, possa jogar por um empate contra a Noruega na última rodada, ela precisa agora, né?
Claro que o jogo da Noruega é muito mais complicado contra Senegal, pode até ser que não vença, mas se vencer, hoje nesse momento Senegal tá à frente da França no saldo de gols. Então marcar muitos gols contra o Iraque pode ser importante também para você garantir a liderança da chave e não ir para o outro lado escapar da favoritaça Espanha.
É, agora, se o segundo colocado tá na rota do Brasil, caso o Brasil seja primeiro, sim, Mas aí é um problema do Brasil, não da França. Sim, sim, sim. Tem isso também, né? Não.
França—
Até porque a França, vai, se os favoritos forem passando aí, a França estaria sendo primeira, pega a Alemanha nas oitavas, sendo segunda, pega o Brasil nas oitavas. Se os favoritos— Assim, não é que os franceses também amam esse cruzamento que acabaram caindo com eles, né? Eles queriam pegar, sei lá, talvez a Bélgica, do jeito que a Bélgica tá jogando nas oitavas, seria melhor.
Bom, França venceu o Senegal por 3 a 1 e a Noruega venceu o Iraque por 4 a 1. Então Noruega e Senegal às 9 horas da noite. Conrado Juliente aqui no podcast Futebol no Mundo na Copa com as informações do jogo de logo mais às 9 da noite, horário de Brasília.
Conrado, grande Alex, abração para você, para o Jean, para o Bira, para todo mundo que tá acompanhando aqui o Futebol no Mundo. Jogo terá arbitragem de Wilton Pereira Sampaio e que vai acontecer lá no MetLife Stadium. Agora há pouco o Chico falava da possibilidade de chuva. No melhor cenário, sem relâmpagos, o jogo aqui não vai atrasar. Existe também um pouco desta previsão lá para a região de Nova Jersey. A gente tá mais ou menos uma hora, uma hora e meia de distância, mas a chuva será bem-vinda por conta da qualidade do gramado do MetLife Stadium.
Primeiro foi o Vini Júnior, né, que reclamou naquele Brasil e Marrocos falando que a grama tava um pouco pesada.
Depois foi o DeChamps.
Falando que com o calor essa grama do palco da final da Copa do Mundo não tá tão ideal não, e essa chuva pode dar um pouquinho mais de velocidade para bola. É só um detalhe para a gente acompanhar. Vai ser um jogaço porque a Noruega vem dessa goleada por 4 a 1 com Haaland marcando duas vezes, mas Senegal, se pegarmos o primeiro tempo contra a França, teve uma boa atuação. Então para Senegal hoje é um jogo decisivo, porque depois pega o adversário em teoria mais fraco do grupo, que é o Iraque, para conseguir uma classificação em segundo, num possível terceiro.
Então o jogo é sim muito importante. No lado norueguês, o que a gente tá percebendo, o time que não jogava a Copa do Mundo desde 98, é que o astral é muito bom, é muito bom mesmo no sentido de desfrutar, né? A gente tem acompanhado esses movimentos de torcidas, viralizou também, assim como a gente viu em Boston, lá na Times Square em Nova York, a torcida norueguesa fazendo a remada, né, todo mundo junto. E os jogadores também parecem estar assim.
O Haaland, acreditem, o Haaland com bonezinho saiu pelas ruas de Nova York dias desses aí para curtir também como um turista. Para o jogo de hoje, a Noruega deve repetir a formação, tá, que goleou o Iraque por 4 a 1. Isso significa que o Østegaard, que é alguém que se aposta muito na Noruega, que veio do banco e marcou um dos gols, ele vai continuar no banco de reservas. No lado de Senegal, não. Aí o Pape Thial deve fazer alterações.
E tem alguém que tá pedindo passagem demais, mais um talento do Paris Saint-Germain, o Mbaye. Ele marcou um golaço, né, na derrota para França, mas a jogada foi de uma personalidade, deixou o Theo Hernández no chão. Ele é um cara de apenas 18 anos. Aliás, ele se tornou com esse gol o africano mais jovem a marcar um gol em Copa do Mundo, né? 18 anos e 142 dias. Ele, assim como N'Diaye, também podem aparecer, entraram bem contra a França, podem aparecer desde o princípio para este bom duelo entre Noruega e Senegal que acontece nesta noite na segunda rodada do grupo.
Alex, é, vai ser um grande jogo. O Conrado, eu tenho uma questão com o Conrado: você tá muito maquiado ou Está com problema de protetor solar aí?
É isso, opção número 2. Não estou maquiado, tenho passado protetor, só que o nosso uniforme de Copa do Mundo reflete aqui, então parece mais rosa do que demais. Não, tô bastante queimado, sim, bastante.
Boa, Conrado Giulietti, daqui a pouco também acompanhando França e Iraque, de olho também Noruega e Senegal. Será um grande jogo.
Para mim vai ser o melhor jogo do dia, assim, é o jogo, porque assim, porque é o mais equilíbrio e tem mais, não, porque Argentina e França, pô, tem Argentina e França jogando, mas a gente imagina que sejam jogos desiguais, assim, é legal para ver espetáculo do que esses dois times são capazes de fazer. O Senegal e Noruega é um jogo, pode ter impacto na classificação, e olha, dependendo do resultado, eu acho, a Noruega é um time que tem uns picos, jogadores melhores acima do de Senegal, mas Senegal como um todo é um time mais uniforme.
Do que a Noruega. Então acho um jogo bem equilibrado. Agora, se a Noruega encaixa bem e vence por 2 gols de diferença, há uma chance razoável de Senegal ser eliminado na primeira fase, o que seria um absurdo numa Copa de 48, classificam 32 para o mata-mata. Senegal acaba caindo fora porque é um time bom de verdade, mas pode ter sido vítima de um grupo da França de um lado e da Noruega, que é um time de ataque muito poderoso, que num jogo qualquer pode chegar a fazer 2, 3 gols.
Então assim, o máximo que ela poderia fazer, ela teria que golear ter que trilhar aqui por muito para fazer um saldo de gols. E de repente ela pode chegar no -1, nem tanto assim, vai uns 3, é, mas assim, vai que ela perde por 2 gols, fica com -4, e daí o jogo trilhar aqui, corre o risco. Então é um jogo que pode ser muito cruel. E também vai, se Senegal chega e resolve esparramar uma goleada em cima da Noruega, o que acho improvável, porque eu não vejo diferença técnica de uma goleada para nenhum dos dois lados, tá?
Mas se Senegal resolvesse fazer isso, a Noruega poderia ficar arriscada também no último jogo contra a França. Então é um jogo que pode ser muito cruel com o perdedor, pode ter um peso, pode ter um custo de uma derrota nesse jogo, pode ser muito grande.
É, ao mesmo tempo, acho que os dois têm consciência que o empatezinho ali praticamente vai rolar. Não pode, pode até ser que é assim, não sei, assim, eu não sei, não é rolar dizer, ah, vamos empatar, beleza, fechou, só que assim, aquela história, quando o empate te leva a classificação, e acho que neste caso um empate, a gente quase pode afirmar que leva as duas seleções à classificação. Também é normal que o esforço para ganhar, sobretudo numa reta final de jogo ali, 15, 20, 30 minutos, seja muito menor e dizer: não, não, eu tô bem aqui com esse empate porque o que eu quero é passar de fase. Aí é um outro problema do regulamento.
É, nesse caso seria a Arura que chegaria já a 4 pontos, Senegal faria 1, mas imagino que vai haver a possibilidade grande de chegar em 4. 4 pontos, todo mundo meio que se garante para a próxima fase. Vamos embora, vamos embora ver a Argentina. Todos os jogos da Copa do Mundo você vê na Kazé TV dentro do Disney Plus. Ô, Gia, volte essa semana ainda, né?
Volto amanhã, né?
É o microfone, dá o microfone.
É verdade, acho que eu volto quarta-feira, se não me engano.
Boa, bom jogo, Bira, também.
Até amanhã.
Até amanhã. É isso, Brasil. Obrigado pela audiência no YouTube, no TikTok, Podcast Futebol no Mundo, dia 12. Amanhã estaremos de volta ao meio-dia. Já, né, na véspera de Brasil-Escócia. Valeu!