Futebol No Mundo #583: Brasil x Haiti, México classificado e Canadá goleando!
No Futebol no Mundo desta sexta-feira (19), vamos falar muito da classificação do México no Grupo A, a goleada sonora do Canadá sobre o Catar e a expectativa para Brasil x Haiti!
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Alex
André Kifuri
Arthur Rocha
Bira
Conrado Juliete
Dom
Gustavo Hoffmann
João Castelo Branco
Tito Fonseca
- Canadá goleia CatarMaior goleada da Copa · Expulsões do Catar · Primeira vitória em Copas · Jonathan David · Lesão de Ismael Koné
- Estados Unidos x AustráliaClima em Seattle · Dúvida sobre Pulisic · História de refugiados na Austrália · Feriado Juneteenth nos EUA
- México· InternacionalPrimeira seleção classificada · Liderança do grupo · Festa da torcida mexicana · FanFest em Houston · Ochoa
- Tcheca empata com África do SulDecepção da Tcheca · Gol de pênalti no final · Situação delicada no grupo · Patrick Schick · Mokoena
- Bósnia e Herzegovina· InternacionalPlacar enganoso · Jogo físico e truncado · Mudanças táticas no segundo tempo · Granit Xhaka · Edin Dzeko
- Seleção Paraguaia· EsportesPossível primeiro eliminado · Decepção na estreia · Arda Güler · Defesa paraguaia
- Cultura do FutebolEstádio no centro da cidade · Tradição do Seattle Sounders · Marcha da torcida para o estádio
- Desempenho das seleçõesConfronto direto vs. saldo de gols · Histórico de goleadas · Regulamento da FIFA e UEFA
- English Premier LeagueDivulgação da tabela · Conflito de datas com casamentos · Crítica à Premier League
Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes. Podcast Futebol no Mundo na Copa. Dia de o quê, Bira?
Hoje é dia 19.
Não, dia da Copa.
Ah, daí já nem sei mais.
Começou quinta passada.
Vocês são pessoas tão estudiosas. Dia 9. Peraí, quinta, sexta, sábado, domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, dia 9. Mas é dia de Brasil, isso que é o mais importante. Dia de Brasil contra o Haiti. O Brasil vai vencer o jogo, tá? Para começar a conversa.
Mas como?
Nós vamos falar já já disso hoje com o Bira, com o Dom, que já já todo o nosso time, Gustavo Hoffman também tá com a gente, o André, que foi muito Pra falar muito Seleção Brasileira, o Bira está com a camisa do Canadá. A maior goleada da Copa do Mundo até aqui?
Não, a segunda maior.
Segunda maior, vindo do 7x1, claro.
É porque pela diferença é igual, mas você tem menos gols, né?
É porque o 7x1 a gente deleta sempre.
O Canadá fez o que a sua Suíça aqui deveria ter feito na primeira rodada, né? Ganhar da do Catar de forma contundente, né?
Exatamente.
Então... E aí, Donk?
Certo, Alex. Bira, Hoffman, Drag Fury, fã de esporte, sempre bom estar aqui. De fato, mas a Suíça dessa vez conseguiu, mas foi lá no final. Quero falar muito do Manzambi, cara, que temporada que ele já fez pelo Freiburg esse jogo. E lamentar demais, né, porque a vitória do Canadá foi linda, mas a cena do Ismael Koné, olha, de partir o coração ontem.
Nós vamos falar muito da classificação do México também, é o primeiro, primeira seleção classificada para as oitavas de final na segunda rodada, já está classificada como líder. Enfim, eu tenho algumas questões para colocar aqui. Gustavo Hoffmann, cadê ele? Cadê? Abre a câmera para o Gustavo Hoffmann, eu tenho uma questão para resolver com Gustavo Hoffmann. Por favor, abre aqui a câmera. Gustavo Hoffmann, como está?
Buenos dias!
Como vai? Tudo bem, né?
Tudo certo. Tava na festa mexicana ontem aqui em Houston.
É, quero saber disso depois também. Eu tenho uma questão com você, Gustavo Hoffmann. Estamos no dia 19 de junho, saiu a tabela da primeira rodada da Premier League. O que você quer falar sobre isso?
Nada.
Estamos em grande Copa do Mundo. Cadê o André Kifuri? Cadê o André Kifuri? Cadê, cadê? Daqui já já o André Kifuri também diante da seleção brasileira. No meio da Copa do Mundo sai a tabela da Premier League. Tudo bem, tá tudo certo.
O técnico do Verona também foi anunciado hoje.
Ah, temos também?
Tem, o Marco Baroni, que chegou a trabalhar na Lazio há duas temporadas, foi do Verona há três temporadas, voltou.
Você viu que notícia importante, Gustavo?
O Raio anunciou técnico também, o Beenhart San José. Foi antes de ontem, né, o anúncio do Beenhart San José. E o Real Madrid a cada 2, 3 dias tá anunciando jogador também, né?
Vem aí um super time, né?
É engraçado essas notícias, né, que acontece durante a Copa. Que nem ontem, durante o jogo do México, saiu o anúncio da demissão do Renato Gaúcho no Vasco. Então você fala, meu Deus, o que tá acontecendo? Você até perde noção da do futebol de clube.
É muito louco porque assim, a Paula falou faz 20 dias, tá aí porque foi me demitido agora, né?
Enfim, e o mundo continua girando, né? Então assim, nos outros esportes, daqui a pouco tem draft da NBA aqui nos Estados Unidos, lá em Nova York, né? E um draft importantíssimo, uma classe muito talentosa.
Tem muita coisa para falar, né? Tem muita coisa. Futebol no mundo é sobre isso. Dia de seleção brasileira, dia de Brasil e Haiti, daqui a logo mais, 9 horas da noite na Filadélfia. Com Danilo, provavelmente, Samu Ibães, com Matheus Cunha.
E aí, hein?
E o que mais, hein, Bira? O que que dá pra esperar hoje?
Não, dá pra esperar um time que vai jogar melhor.
Pra golear?
Não, não, pode ser que golei, mas entrar no jogo com essa expectativa de goleada, acho que é querer arrumar sarna pra se coçar. O torcedor arrumar sarna pra ele próprio se coçar, porque assim, O Haiti já mostrou que não é também um time tão fraco assim. O Haiti fez um bom jogo contra a Escócia e nem merecia ter perdido o jogo. Então muita gente pegava o Haiti e achava que ia ser tipo o Curaçao, que aí se mostrou ser um time de um nível muito mais abaixo.
Então o Haiti acho que é um time capaz de fazer um jogo competitivo. Agora o Brasil tem que ganhar. O meu palpite é uma vitória do Brasil por 2 ou 3 a 0. Agora entrar falando, ah, tem que golear, tem que golear. Calma, vamos ganhar o jogo primeiro. Vamos ganhar o jogo. O Brasil tá com muito problema. Entrar criando um problema a mais, que é a busca de um placar muito alto, é—
mas a gente tem que enxergar também a terceira rodada, a briga na liderança. Mas só um boa tarde para você que tá no YouTube, no TikTok da ESPN.
É que 2 gols já ajuda em relação à Escócia, né? A Escócia só venceu por 1.
É, sim, mas eu tô falando do Marrocos, né?
Ah, sim, não tô falando da classificação, tô falando do Marrocos ganhar da Escócia também.
Então tudo bem, tem o Haiti que eles costumam lá na frente. É, pois é, tem muita coisa. O Marrocos vai ganhar do Haiti, ok, então já a gente parte do fim, né? Então assim, é muito difícil, tudo muito complexo, mas o mais importante, né, Dom, que é primeiro é ganhar.
Exato. Eu acho que assim, a conta ela é complicada, porque assim, se a gente pensar, vai, o Brasil e Marrocos ganhando hoje, mas ambos tendo uma diferença de saldo pequena, Marrocos ficaria em vantagem para ser líder do grupo, pensando que o Haiti já não brigaria mais por nada. Estaria numa situação bem complicada e o Marrocos seria um time bom.
A gente já teria eliminado.
É, então já não teria brigado por nada. Então assim, ele estaria numa— Marrocos, além de ser mais forte, estaria nessa situação bem cômoda. Mas assim, a gente ficar falando disso de verdade em meio a uma seleção que tá com tantos problemas para construir a sua identidade de jogo, embora o Ancelotti falou que não queira ter uma identidade de jogo, enfim, isso é outro assunto. Mas assim, acho que com tantos problemas até para montar, ter uma definição da equipe, eu acho que ficar pensando e fazendo conta para liderança não vem ao caso.
Acho que o Brasil— e a goleada a gente muitas vezes projeta. Eu concordo que o Haiti jogou bem com a Escócia, para mim merecia até ter empatado aquele jogo. Mas ainda assim tem uma diferença técnica muito grande. Só que o Brasil, o discurso não tem que ser esse de golear. Eu acho que tem que ser você entrar para vencer e jogar bem, e aí consequentemente pode acontecer a goleada. Acho que o estágio que o Brasil tá é muito mais nesse de você conseguir ter uma boa atuação.
E aí, se vier goleada ou não, se a Escócia vai perder para o Marrocos, se o Marrocos vai golear o Haiti na última rodada, isso não dá para você ficar pensando nesse tipo de coisa. Acho que o Brasil tem que pensar nele em construir uma boa atuação. Esse é o principal ponto.
Gustavo, vamos lá. Primeiro, baixar a expectativa. Esse é o momento em que o torcedor que assiste o podcast Futebol no Mundo Agora ao Vivo ou ouve depois fala, nossa, a que ponto chegamos? Sim, a que ponto chegamos? Eu acho que primeiro é baixar a expectativa. O Brasil tem que vencer o Haiti. Vamos com outra frase: o Brasil tem a obrigação de vencer o Haiti. A partir daí a gente começa a projetar um rendimento melhor da seleção brasileira.
Estou plenamente de acordo que não dá para entrar no jogo exigindo, imaginando, querendo uma goleada. Eu acho que ela pode acontecer se o Brasil tiver uma boa atuação, o que não aconteceu no primeiro jogo. Então, primeira coisa é realmente baixar a expectativa. A exigência é de vitória, o torneio exige uma vitória nesse momento pela diferença técnica das equipes e pelo empate no primeiro jogo, mas infelizmente a gente tem que baixar um pouco a expectativa.
Eu ainda acredito na seleção brasileira, tenho dito desde antes do Mundial começar que eu acho que essa é uma Copa para o Brasil crescer jogo a jogo, evoluir jogo a jogo para realmente se tornar uma candidata a título. Porque eu acho que o Brasil tem time para isso, tem jogadores para isso, precisa agora ter um time para isso. Essa evolução passa obrigatoriamente por uma boa atuação contra o Haiti, de preferência uma goleada, sem dúvida, mas tem que ganhar o jogo jogando bem E aí a gente entende o que acontece.
Outro aspecto: de maneira geral, erramos na escalação do Brasil no primeiro jogo, bastante. Acho que pouquíssimos jornalistas acertaram a escalação ou imaginaram que seria aquele time que começaria jogando contra o Marrocos. Então, neste momento, estamos todos, de maneira geral, projetando essas duas mudanças. Mas prefiro ter um pé atrás, porque o Ancelotti no primeiro jogo despistou muito bem com a entrada do Igor Thiago e do Ibanez na lateral direita.
Então imaginamos um time com Danilo na lateral direita e o Mateus Cunha na frente. Veremos isso mais tarde. Na prática, o Brasil não depende mais de si para ser o primeiro colocado. Brasil e Marrocos vão jogar a primeira vaga nesse momento. A Escócia também, evidentemente. Mas sim, o Brasil pelo empate pode até ganhar os próximos 2 jogos e não ser o primeiro colocado do grupo, né? Se, se, se aí, se o Marrocos vencer os próximos 2 jogos com mais saldo do que o Brasil, o Marrocos fica na primeira posição.
Enfim, a minha expectativa é de uma atuação melhor do Brasil. Eu acho que se entrar realmente o Matheus Cunha, acho que o time vai ter um pouco mais de mobilidade. Igor Thiago, eu sigo insistindo, é uma peça importante para segundo tempo, mas eu acho que o Matheus— o Brasil viveu bons momentos com Matheus Cunha. Eu acho que a equipe tende a melhorar. Minha dúvida está em relação ao Paquetá, que não foi bem. Não gostei da forma tática como Ancelotti colocou o Brasil.
Primeiro Rafinha na esquerda com o Paquetá pela direita, depois jogou Rafinha para direita Eu gostaria de ver hoje o Rafinha pela direita, Paquetá por dentro, com Vinícius partindo da esquerda para dentro, o Mateus sendo esse atacante de mobilidade. Mas eu tenho muitas dúvidas ainda em relação ao Lucas Paquetá no time titular.
André Kifuri também com a gente, vai acompanhar o jogo da seleção brasileira, 9:30, Filadélfia.
E aí, André?
Nossa, que estilo, hein? Que estilo, hein?
Tudo bem aí? Tudo bem aí, Alex? Alex, Vira, Donkey, Gustavo, abraços a vocês todos. Saudades! Aqui estamos na frente do Museu de Artes da cidade da Filadélfia. A estátua de Joe Frazier está aqui do lado. Ele de fato lutou boxe. A estátua de Rocky Balboa também está. O Rocky Balboa lutou boxe, claro, só nos filmes. Mas muita gente que vem aqui vem por causa do Garanhão Italiano. Vocês sabem quem é, né? Todos somos relativamente da mesma idade, menos o Dom, que poderia ser meu filho, pelo menos idade para isso.
Eu acho, eu acho que ele tem, mas também sabe, eu tenho certeza, o Dom que sabe quem foi o Garanhão Italiano. Rocky Balboa, grande personagem de Sylvester Stallone. Talvez o mais icônico da carreira dele. Fez tantos filmes, tantos filmes bons, tantos filmes muito abaixo da média também. Mas o Rocky Balboa é um símbolo, e é um símbolo da Filadélfia. Seleção Brasileira tem que lutar hoje. Eu não tinha o plano de fazer esse jogo de palavras, mas na falta de coisa melhor, a Seleção Brasileira precisa hoje lutar primeiro com si mesma, né?
Porque, como disse o Gustavo, é uma questão de expectativa mais baixa mesmo, até por parte dos jogadores, com vários dizendo a partir dos minutos posteriores ao empate com Marrocos que esse negócio de golear o Haiti tem que ficar para o torcedor, aquele que permanece empolgado, aquele que está menos preocupado com o estado de coisas envolvendo a seleção brasileira. Esse, esse torcedor pode pensar em golear, Os jogadores têm que resolver problemas junto com a comissão técnica, acertar uma partida de alto nível do ponto de vista do desempenho que se espera, da capacidade técnica desses jogadores.
E o Gustavo disse bem, a seleção brasileira tem jogadores para se tornar candidata à Copa do Mundo, mas tem um processo intermediário entre uma coisa e outra. Ter jogadores não basta. Esses jogadores precisam participar da construção de um time, e esse time, coletivamente falando, precisa se mostrar forte para ser candidato a ganhar uma Copa do Mundo. E a seleção brasileira tem que passar por esse processo dentro da Copa, a partir do segundo jogo da fase de grupos, já que do primeiro você só tira quase que apenas problemas, aspectos negativos, erros, lições do que não pode acontecer de novo no jogo de Mundial.
Então, assim como os companheiros, eu espero que a seleção brasileira hoje faça um jogo mais sério do ponto de vista de onde estão e o que significa, né, estar aqui, jogo de Copa. O Danilo disse isso na entrevista dele, que no começo do jogo contra o Marrocos a seleção brasileira não tinha um posicionamento claro daquilo que precisa ser como conduta de time de futebol dentro da Copa do Mundo. Isso pode parecer estranho, ah, os jogadores não sabem onde estão.
Isso tudo é resultado da falta de uma estrutura coletiva, a tal maturidade que o Danilo mencionou na entrevista dele, que não existe na construção, no trabalho com o Ancelotti, que chegou até essa Copa do Mundo. É um vazio coletivo que precisa ser sentido. O Haiti é um adversário que eu creio tecnicamente vai permitir que a seleção brasileira dê esse passo. A partir disso, vencer e golear tem que estar no radar, é claro que sim, para que o Brasil se coloque em uma posição ainda de ser primeiro colocado e seguir no caminho que todos nós imaginamos que seria o da seleção brasileira nessa Copa, que é se classificando em primeiro lugar nessa chave com Escócia, com Marrocos e com o Haiti, adversário desta noite aqui na Filadélfia.
Realmente houve muita, eu não diria precipitação, mas houve muita dedução a respeito dos trabalhos nos dias anteriores à estreia, a respeito do que seria o time para começar o jogo com Marrocos. Aí chegou na hora do jogo, 2 horas antes já se falava em troca nas laterais, possivelmente a a saída do Matheus Cunha foi o que aconteceu. Atualmente, ou seja, hoje, em relação aos trabalhos que foram feitos em Morristown nos últimos dias, a gente tem algumas, entre aspas, certezas.
O Danilo vai jogar, o Gabriel Magalhães foi poupado de 2 treinamentos, mas ontem trabalhou, foi para entrevista coletiva. Seria muito estranho que ele não jogasse. Então a lateral esquerda com o Douglas Santos também deve ser mantida. Do meio para frente são questões. Casemiro, Fabinho, Lucas Paquetá, ou a entrada de um atacante. Quem seria? Luiz Henrique, o Endrick. Ancelotti falou ontem: eu vou colocar o Endrick no momento apropriado, dando a entender que esse momento ainda não chegou.
Mas se o Endrick começar o jogo de hoje e alguém perguntar: mas, Carlo, você disse que ia colocar o Endrick no momento apropriado, ele vai dizer: eu achei que o momento apropriado era hoje. Vocês é que acharam que eu tava falando sobre o futuro, né? Então a gente tem que tomar cuidado com algumas coisas, em especial essa que o Donki lembrou, que o Ancelotti disse a respeito de não querer que a seleção brasileira tenha uma identidade clara de jogo.
Isso em quase todos os sentidos é uma coisa ruim. Não há problema em ter uma identidade clara de jogo. O problema está em só saber jogar futebol de um jeito. E eu acho que aí um italiano que tenta falar em português, que muitas vezes usa palavras do seu próprio idioma, em outras usa palavras em espanhol para tentar se comunicar da melhor forma, e ele deve ser aplaudido e elogiado por esse esforço. Às vezes a coisa se perde um pouco na tradução, e eu acho que o Ancelotti não quis dizer que não deseja que a seleção brasileira com ele tenha identidade.
O que ele quis dizer é que na na visão dele de trabalho, o time precisa saber jogar de maneiras diferentes.
Eu queria só fazer um adendo fora do futebol para não atrapalhar muito mais o nosso debate de futebol e ressaltar a produção de Rocky Balboa. Rocky, que é o primeiro da trilogia, foi vencedor do Oscar de melhor filme. Pouca gente é É, presta atenção com esse pequeno detalhe. Muita gente gosta, ah não, não é uma grande série, não são. Rocky foi vencedor do Oscar de melhor filme em 1976, tá bom? Só queria ressaltar isso nesse pequeno momento.
Ah, obrigado! Eu pensei que você ia falar do Garanhão Italiano. Você sabe do que se trata o Garanhão Italiano, né? Então tá bom, Doc. Mas eu prefiro o Bruce Springsteen, né? Streets of Philadelphia é mais legal.
Sobre a questão da identidade, mas também sobre a questão daquela questão das contas que o Gustavo tava falando, que o Brasil não depende mais dele. Vou pra 2018. 2018, o Brasil estreia empatando também contra a seleção mais forte do grupo, o adversário mais forte do grupo, que era a Suíça. Aquele empate 1x1, que o Brasil empata logo na estreia. E daí, o Brasil, como acontece dessa vez, o segundo jogo do Brasil era o jogo contra o time mais fraco do grupo, e depois ele decidiria contra o time mais difícil, no caso Costa Rica.
E depois a Sérvia. E já criou aquele, aquele medo do Brasil ser segundo do grupo, porque o Brasil talvez fosse ganhar da Costa Rica, mas aí a Suíça enfrentaria a Costa Rica na última rodada sabendo o resultado que ela precisaria fazer. O Brasil entra contra a Costa Rica muito pilhado para ganhar, de fazer uma grande goleada, e o Brasil quase nem ganha o jogo. O Brasil faz 2 a 0 com um gol aos 44 do segundo tempo e um gol aos 48.
Mas hoje é o Haiti, né?
Não, mas a Costa Rica. E daí, não, que eu tô querendo dizer como atitude. O Brasil já esteve nervoso, pilhado o suficiente no jogo de ida, é, no jogo de ida, no jogo de estreia contra Marrocos, que o Paquetá mal conseguia dominar a bola, o Casemiro não conseguia acertar passe de 3 metros de tão nervoso que o time estava. Além, claro, das questões táticas e técnicas, e que o Brasil tava mal, mas o Brasil tava muito nervoso no jogo.
O Brasil não precisa criar um nervosismo extra, entrar em campo tendo que pensar em fazer 4. O Brasil tem que pensar primeiro em ganhar o jogo. E sobre a questão de identidade, vamos pegar as últimas, os últimos 2 ciclos também. O que não faltava no time do Tite, tanto em 18 quanto 22, era identidade. E daí, qual que foi o problema do time? O time não conseguiu jogar de formas diferentes quando precisou. Então acho que eu tô muito com o André, que é assim, é perfeitamente plausível que o Ancelotti tenha usado uma palavra que faz sentido, mas que pode dar uma interpretação diferente no nosso futebolês, né?
Então acho que também é criar muito, muito pânico, ficar ali que é um time sem identidade, onde já se viu. Calma, gente, calma.
É, mas o mundo virou isso, né? É, virou o mundo, é isso. É só um pequeno recorte, né, André?
Tem o lado prático dessa história também que me leva a uma pergunta que eu acho que cabe. Bom, do jeito que está a construção dessa equipe, existem mais coisas que ela não sabe fazer do que ela já demonstrou saber fazer agora, né? Tô falando do time de agora. Não é mais complicado num ambiente de muita pressão, né? Seleção Brasileira está disputando a fase de grupos de uma Copa do Mundo de futebol. Não é mais complicado você aqui trabalhar para ter um time que seja multifacetado?
Ele usou essa palavra, várias facetas do futebol. Não é mais difícil? Não é mais trabalhoso? Não se leva mais tempo para fazer um time de futebol que seja capaz de, né, de jogar em diferentes dinâmicas do que você investir em uma determinada maneira que talvez hoje seja uma defesa muito sólida, uma grande atenção ao placar em 0 a 0 e a confiança na capacidade dos jogadores de ataque de produzir alguma coisa, às vezes individualmente, como aconteceu com Vinícius na estreia, e mais para frente, com um pouco mais de entrosamento, com um pouco mais de sentido coletivo, a seleção brasileira tem um desempenho ofensivo que não dependa unicamente de determinados jogadores.
Eu acho bem importante esse ponto que o André toca da questão da identidade, não levar a tradução ao pé da letra. Também acredito que não é algo para ser considerado de repente para fazer um alarde em cima do que o Ancelotti falou. Mas para mim a questão, apesar disso, e não vou levar, como falei, levando ao pé da letra, falando que não quer ter identidade e tal e tudo mais, mas ainda nessa questão do time multifacetado, o que me preocupa é o quanto isso é plausível dentro da realidade da seleção brasileira, de um trabalho de um ano que teve que ser completamente modificado às vésperas da Copa pelas ausências pelo lado direito.
Éder Militão, Wesley, Estevão, Rodrigo. Então eu entendo e concordo com o Ancelotti em relação a um time que saiba jogar de diferentes formas, de acordo com o que o futebol pede. Acho que é muito também do perfil do Ancelotti. Então não discordo do discurso dele e não entro, como eu falei e repito, nessa questão de ausência de identidade, que acho que não é por aí. Mas o quanto que de repente isso também pode ser um desafio ainda maior para uma seleção tão prejudicada por si própria, pela forma como conduziu o ciclo inteiro, e também por coisas alheias a ela e alheias ao Ancelotti, que foram as lesões que obrigaram esse time jogar de forma diferente.
Então essa, essa é para mim uma questão importante dentro da declaração dele, pensando nessa dificuldade que o Brasil vai ter. O Bira lembrava bem, acho que é um paralelo interessante, né, com a Copa de 2018. Mas assim, o que mais me preocupa não é nem a situação matemática da chave e tudo mais. Lógico, os 30 minutos ali que o André até classificou como aterrorizantes, eu acho que é bem, bem colocado, né, pela forma como foi. Mas é muito mais do que de como a seleção chega, ela tá montando a base enquanto tá treinando durante uma Copa do Mundo, sabe?
Acho que essa pra mim é muito mais a preocupação do que olhar aqueles 30 minutos ou olhar a projeção matemática do grupo. Então é esse para mim, porque lá em 18, tudo bem, aí acho que entra crítica ao Tite da forma de de repente demorar para mexer, ainda mais numa Copa do Mundo, mas ali pelo menos você já tinha mais um norte. Aqui, por todas essas razões que eu coloquei, a coisa é muito mais instável.
Gustavo, o Tite em 18 tinha um ano a mais de trabalho do que o Ancelotti, né? Não sei se exatamente um ano, é, mas o Tite assume em 2016, né, o Ancelotti pega um ano de trabalho. É tudo isso que temos visto nesse Mundial é decorrência também desse processo do Ancelotti, porque recuperando ainda 2018, né, traçando esse paralelo, o Tite já conhecia muito bem o futebol brasileiro, conhecia muito bem a nossa estrutura, todos os jogadores, o que é a seleção brasileira, como funciona a seleção brasileira no Brasil.
O Ancelotti nesse ano de trabalho, além de ter que achar um o time passou por todo esse processo de entendimento da nossa cultura de futebol também. Por mais que os jogadores de seleção, os principais, sejam conhecidos, alguns deles já trabalhavam com Ancelotti, já tinham trabalhado com Ancelotti. Ancelotti sabe o que significa o futebol brasileiro, mas ele também passou por esse, por todo esse processo. Então acho que esse ciclo incompleto, o preço desse ciclo incompleto, a gente paga agora durante a Copa do mundo.
Por isso que temos, acho que acima de tudo, muito mais uma expectativa de evolução da seleção pela qualidade individual dos jogadores. A gente não necessariamente viu essa evolução em campo, vimos momentos de evolução em jogos pré-Copa. Contra o Marrocos isso não aconteceu, por isso que a gente espera hoje sim uma evolução da equipe contra um time tecnicamente inferior.
Essa questão da expectativa, expectativa e realidade, é muito complicado para o torcedor brasileiro, né? Porque o torcedor brasileiro só quer vitória e não aceita determinados resultados. Hoje, 2 a 0 contra o Haiti, vai ter reclamação, né?
É, a não ser que seja aquele 2 a 0 bonito, com muita, assim, com que de alguma forma empolgue muitas chances perdidas, aquele 2 a 0 com cara de 4 a 0.
Aí vai reclamar que não tem centroavante.
É, talvez, mas de fato a expectativa é alta. Só que assim, O Brasil não precisa criar essa sarna para se coçar. Aliás, naquele caso de 18, no final das contas a Suíça empatou com a Costa Rica na última rodada e o Brasil foi primeiro do grupo, né? E o Brasil nem precisou ficar fazendo conta no final, né? Então, então assim, a gente fica querendo antecipar. Numa dessa, Marrocos tropeça na Escócia, entendeu? Acho que o Brasil precisa pensar em montar o time, ter convicção de pelo menos qual que é a base, assim, qual que é o ponto de partida desse time.
E eu acho que o Brasil tem, tem uma questão de que o Brasil realmente não tem um jeito de jogar claro e que o Ancelotti nem tá priorizando isso. O que eu acho que o Ancelotti poderia priorizar é o ponto de partida, o mínimo, o mínimo do time ser um mínimo mais alto do que o mínimo atual. Tipo, o time quando tá perdido em campo, quando o time assim, tá bom, o time não tá conseguindo encaixar tudo, mas então nessa situação que ele apresenta isso aqui.
Porque contra Marrocos, naqueles primeiros 30 minutos, parecia— vocês lembram daquela entrevista que até viralizou recentemente? Porque Porque fez aniversário de quando um cara foi lá pedir emprego pra— pedir emprego, não lembro o que, lá na BBC. De repente acharam que ele era um especialista em tecnologia e meteram ele no estúdio. E daí ele tem que dar uma entrevista, ele senta lá e tem que dar uma entrevista. E ele foi lá, tipo, pedir emprego pra ser eletricista, assim.
Daí ele tá lá, daí começam a fazer perguntas pra ele. Daí ele falou assim, ah, eu não sei então, mas vamos ver. O Brasil contra Marrocos, os primeiros 30 minutos parecia isso, tipo. O que que eu tô fazendo aqui, né? Porque, por que que me botaram nesse jogo aqui? Eu não tô à altura desse jogo. E depois o Brasil até melhorou, até ajeitou um pouco, mas acho que o Brasil tem que ter um mínimo de partida um pouco mais alto. Acho que isso o Ancelotti tem que acertar.
E a partir disso você chega como? Vai definindo qual que é a base do seu time titular, mesmo que você faça ajustes de um jogo para outro, mas você já tem uma, você já define que, por exemplo, Matheus Cunha vai ser o centroavante em geral. Então você já sabe, vamos jogar mais ou menos desse jeito, esse jeito básico da gente jogar. A partir daí você precisa disso, precisa daquilo, você vai fazendo as alterações pontuais.
O Biratan, sem querer entrar nas contas de novo, mas se Marrocos perder para Escócia, aí são os escoceses que jogam pelo empate na última rodada.
É um confronto direto, né? Daí um confronto direto, saldo de gols de Brasil e Escócia, né? O saldo de gols não vai fazer diferença. Fala, André.
É, né, o cenário apresentado pelo Gustavo. Hoje ele não parece tão provável assim pela impressão deixada pela seleção marroquina, especialmente no primeiro tempo. Mas talvez se essa conversa fosse mantida aqui entre nós antes da Copa do Mundo começar, não fosse algo muito fora do normal. Não seria, claro, o mais provável do ponto de vista teórico, dada a força de Marrocos, né, e aquilo que se esperava da equipe africana nessa Copa.
Mas houve mudança de comissão técnica, algumas interrogações em relação à maneira de atuar. Não seria uma loucura, né, pensar na Escócia nessa posição na última rodada da fase de grupos, com uma situação mais privilegiada do que aparentemente os escoceses vão ter agora. Por outro lado, ontem no Linha de Passe a gente conversou sobre isso também, os resultados e principalmente o desempenho de certas equipes mais cotadas nessa Copa permitiriam um outro tipo de abordagem ao empate entre Brasil e Marrocos, se o Brasil tivesse jogado depois de todo mundo, por exemplo.
Claro, a primeira meia hora assusta demais porque é um papel que a gente não esperava ver dos jogadores da seleção, é uma sensação que ninguém achava que ia ter, e realmente foi um um susto muito grande e passou perto, né, desse susto ir para o resultado. Felizmente não foi. Mas se o Brasil tivesse jogado depois da Argentina, não tô falando da Argentina que, né, teve um show do Messi e tal, mas depois da Espanha, se tivesse jogado depois de algumas equipes que a gente viu nessa Copa do Mundo, não demonstrou.
Portugal principalmente, porque por causa do empate, a maneira como ele aconteceu. Talvez a coisa fosse um pouco mais palatável tirando a meia hora inicial, aí falando de resultado em si, situação no grupo. Mas não é assim. E o futebol é um jogo de sensações e impressões, na Copa do Mundo mais ainda. Tudo se eleva, tudo fica mais importante, e as reações elas são mais vibrantes para o lado bom e para o lado ruim.
Vai ser duro hoje, viu? E é só à noite, é só 9:30 o jogo, tá? E um pouco mais cedo, Escócia e Marrocos jogam mais cedo, né? Jogam às 7 horas da noite. Conrado Juliete, 7, às 7, desculpa, 7. O Brasil às 9:30. Conrado Juliete tá aqui no Futebol no Mundo com Arthur Rocha para falar um pouco desse jogo também. Fala, Conrado.
Abração para você, para toda a galera aqui no Futebol no Mundo. Tô aqui eu e Arthurito Rocha, já estamos horas antes do kick-off de Escócia e Marrocos. Jogo, meu caro Arthur, que pode colocar a pressãozinha na seleção brasileira. É antes de Brasil e Haiti, a Escócia tá liderando o grupo e hoje pode fazer história. Pela primeira vez pode chegar a uma segunda fase de Copa do Mundo. Lembrando que esses times se encontraram em 98 também no grupo do Brasil, e naquela oportunidade 3 a 0 para Marrocos.
O jogo que determinou a última participação da Escócia em Copas do Mundo. Tudo bem, Arthur?
Tudo bem, Conca. E aí, amigos do estúdio? Pois é, né, esse é um jogo importante para a seleção escocesa, que se ganhar já tá na próxima fase, né, já tá no mata-mata da Copa do Mundo. E ainda coloca uma pressão sobre o Brasil, que entra em campo logo depois dessa partida, e lá na Filadélfia, né, contra o Haiti, e vai precisar ganhar do Haiti para, né, não ter nenhum susto para última rodada, exatamente contra os escoceses. Então, jogo muito importante aqui na Nova Inglaterra, né? Estamos em Foxborough.
E vamos chamar de Nova Escócia, vai. É Nova Escócia, uma invasão aqui do Tartan Army que a gente acompanhou, inclusive, né?
Pois é, ontem a gente acompanhou uma caminhada escocesa movida a kilts, que são as saias, os saiotes tradicionais escoceses, e de gaita de fole, tinha até um pato torcedor, né?
Esqueceu de um combustível, né? A cerveja que simplesmente acabou na cidade de Boston. Tava lendo hoje aqui, consumo comparado a 4 vezes mais do que o St. Patrick's Day, que é um dia que se bebe já muito aqui, muito por conta também da presença irlandesa aqui. Mas enfim, os caras estão super animados, estão super felizes vivendo essa Copa, né? O que não acontece desde 98. Só para devolver para vocês rapidinho, falar de Marrocos.
Marrocos obviamente viveram um momento completamente diferente depois de chegar na semifinal da última Copa do Mundo, mas com muito hype para cima de alguns jogadores. O Bouhadi, talvez o principal deles. É que que o Giroud falou dele, companheiro de Lille?
Pois é, o Giroud, que joga com ele lá na França, disse o seguinte: ele lembra muito o Sergio Busquets, que é lenda do Barcelona e joga com Messi no Inter Miami.
Só tem 18 anos. 18 anos, já não joga mais. Busquets agora aposentou no final do ano, mas é um, é um cara nessas características, né?
Com certeza.
E o Saibari, que fez o gol contra o Brasil, papo de transferência do PSV para o Bayern de Munique. Enfim, é um time super estrelado. 6 da tarde aqui no horário local, 7 no horário de Brasília, antes portanto do jogo do Brasil, Escócia e Marrocos, que pode determinar os rumos deste Grupo C, correto?
Corretíssimo, Conca.
Então aqui do Boston Stadium, quer dizer, era Gillette, mas tá coberta ali a marca. Eu e Arthur Rocha devolvemos para vocês aí. Alex, abração, boa sequência, gente!
Com o Arthur Rocha, a festa pelo menos tá garantida, né, André?
Mais ou menos, porque acabou a cerveja.
Mas eles arranjam outra coisa para beber agora.
É, pois é, depois a festa vai ser com a seleção brasileira, André.
Pois é, muita gente por aqui, viu, Alex? A gente percebeu isso na chegada ao hotel ontem, muitos, muitos brasileiros mesmo. E aqui nessa região aqui de downtown Filadélfia tem bastante gente com a camisa da seleção. Aqui onde nós estamos hoje participando do Futebol no Mundo é um ponto turístico muito importante, né? Tem o Liberty Bell a alguma distância andando daqui, dá para ver, tá um pouco longe, mas o pessoal pode fazer essa programação cultural.
E a impressão que eu tenho assim, isso também não tem uma importância muito, muito pesada, mas é claro, as pessoas que vêm para cá para ver a seleção brasileira, muitas moram aqui nos Estados Unidos, fizeram uma viagem mais curta, mas tem quem veio para cá com a Copa do Mundo como programação principal, veio do Brasil e tá esperando uma atuação melhor da seleção. Quando o ônibus chegou ao hotel onde a seleção brasileira fica hospedada aqui na Filadélfia, tinha muita gente esperando e o ambiente era festivo mesmo, né?
Até a partir dessa, desse material que o Conrado nos mandou, festivo, agradável, gente querendo ver a seleção. Não era um ambiente de, como acontece às vezes, de pessoas esperando os jogadores descerem Ônibus para criticá-los ou para cobrá-los. Não, o ambiente era de alegria por ver a seleção brasileira, esperança, uma boa perspectiva de um jogo bom contra um adversário que tecnicamente é inferior, mas vai se defender muito, vai correr, pode ser perigoso.
Eu tenho certeza que na concentração do time do Haiti existe uma intenção de aproveitar a oportunidade quando numa numa partida de Copa do Mundo. A seleção haitiana vai enfrentar o Brasil, sendo o Brasil um time com tantos defeitos, tantos problemas e tantas coisas para resolver. O Haiti pode acabar pagando caro, mas é uma questão também de saber identificar as oportunidades. O Brasil precisa tomar cuidado e fazer um jogo sério, mas o ambiente aqui é um ambiente legal, gostoso, de carinho do público com a seleção. Seleção Brasileira.
Ambiente de Copa do Mundo. Aliás, para os desavisados, o Neymar não viajou para Filadélfia, tá? Continua se tratando, não viajou, não viajou. André, bom jogo para você logo mais, hein? O dia vai ser longo aí.
Muito obrigado, vamos seguir trabalhando. Logo depois do jogo tem Linha de Passe na ESPN e a gente vai poder tratar de tudo que aconteceu. Tomara que seja uma conversa muito mais agradável, muito mais leve, mais tranquila em relação ao que nós fizemos logo depois de Brasil 1, Marrocos 1. Bom trabalho para vocês aí, um abraço a todos.
É com café ou sem café aí?
Sempre com, sempre com aquele café, sempre com o espresso que finalmente apareceu. Demorou, mas ele chegou. E quando existe um espresso de alta qualidade, você sabe, né, Alex? Tudo fica muito mais fácil em todos os aspectos.
Foi já no mercado aí da Filadélfia, que é absolutamente espetacular?
Já fui, já fui, já fui. Uma coisa linda assim. Problema, Gustavo, é o seguinte: a gente chegou ontem no meio da tarde, meio para o fim da tarde. Hoje o dia inteiro é repleto, obviamente, de trabalho. O jogo é mais tarde, o Linha entra no ar mais tarde, termina mais tarde, e logo depois Depois, o que acontece? A gente vai embora. Então a passagem pela Filadélfia vai ser uma coisa que a gente vai lembrar assim, sabe? Vai ser um flash.
Mas tudo bem, é assim mesmo. Você sabe muito bem disso, como isso funciona. E a gente tem que aproveitar o máximo naquilo que for possível fazer, sempre colocando as nossas obrigações em primeiro lugar.
Ou seja, nessas horas, sem o mercado, sem essa— mas vai terminar com hambúrguer e batata frita, né, André?
Zero, zero amigos. Isso é, isso é uma demonstração do mais absoluto controle e vai continuar assim, é verdade, exceto quando, exceto quando a gente se premia, entendeu? Quando a semana, por exemplo, a semana foi bem, a semana foi bem de exercício, foi não muito bem de sono, mas aí a gente tem que, né, entender que funciona assim mesmo, mas foi bem. E aí talvez durante o fim de semana a gente vai se premiar com alguma coisinha um pouco mais extravagante.
Agora, curioso que ele falou que o clima da seleção tá bom, porque a Filadélfia tem fama de ser a cidade que tem os torcedores mais chatos dos Estados Unidos, assim, daqueles que criticam tudo, xingam tudo. O torcedor, o símbolo disso é que uma vez, uma vez o Filadélfia aí gostava mal, e daí teve um jogo na véspera de Natal E daí tava, tinha muita neve no estádio e os torcedores começaram a atirar neve, a agredir o Papai Noel, porque apareceu um Papai Noel.
Que Papai Noel? Nada. E começou todo mundo a atirar bola de neve no Papai Noel, entendeu? Então o torcedor da Filadélfia tem essa fama.
Aqui a coisa é forte mesmo, principalmente com o Philadelphia Eagles.
É, tchau, André. Bom trabalho, bom trabalho.
Tchau, é futebol. Tchau para vocês também.
André Kfouri, sempre bom tê-lo aqui no Futebol no Mundo. Brasil e Haiti, um pouco mais cedo Marrocos e Escócia. Que sexta, hein, meus amigos? Que sexta, Donk!
É, promete, né? Expectativa já do jogo do Brasil. E acho que esse Escócia e Marrocos também fica interessante para acompanhar, né? Pensando Não só na matemática do Brasil, mas por tudo que Marrocos apresentou. Um jogo que vai ter claramente a proposta defensiva da Escócia, um time fechadinho, porque a Escócia fez o gol contra o Haiti e já baixou. Assim, não que foi retrancada, mas assim, já mostrou essa inclinação contra Marrocos, pensando que um quarto ponto ali já encaminharia bem a vaga, pelo menos como terceiro colocado. Também vai ser legal de assistir esse jogo.
Fala, por favor.
A expectativa subiu, né, na verdade, para esse Escócia e Marrocos, porque de Marrocos a gente já esperava bastante nessa Copa do Mundo, entregou um bom jogo contra o Brasil. E a Escócia, apesar do Haiti até ter merecido, ela mostrou que tem qualidade, conseguiu a vitória, chega numa boa condição pensando em classificação para a próxima fase. Então acho que a expectativa até subiu para esse jogo. É uma pena que a Escócia tenha perdido o Billy Gilmour, mas manteve o Scott McTominay, tem o Andrew Robertson também.
Então é um time que tem alguns valores individuais A torcida escocesa tem sido um dos destaques dessa Copa do Mundo, inclusive quando não vão em jogos de futebol. O que eles fizeram no jogo do Boston Red Sox no Fenway Park foi absolutamente espetacular, os caras cantando o jogo inteiro. Então assim, eu subi a expectativa para esse Escócia e Marrocos.
E você, Bira?
Não, também eu nunca achei que esse Escócia e Marrocos fosse, palavras contadas, que Marrocos vai ganhar. Assim, Marrocos é mais forte, é favorito, mas a Escócia é um time que sabe competir. A Escócia, mesmo em Eurocopas recentes, já fez um papel melhor, assim, nem passou de fase, mas já competindo, empatando com a Inglaterra. Acho que foi na Inglaterra mesmo o jogo, né? Aquela Eurocopa que teve tudo quanto é sede, né? Então assim, a Escócia é um time que merece um pouco de atenção também, como é um time que quando o Brasil for enfrentar, o Brasil vai ter que jogar sério contra a Escócia.
Não dá para também achar, ah não, é contra a Escócia, tranquilo. Não, não é. A Escócia é um bom time, não é um time espetacular, é um time tecnicamente inferior a Marrocos e a Brasil, mas dá um jogo legal sim. E a gente tá vendo, né, como a Escócia tá tendo muito apoio da torcida. Então isso também cria um clima a mais. E a Escócia é um time que joga leve, ainda mais se conseguir empatar com Marrocos, já vai estar praticamente classificada.
E com isso a Escócia vai ter esse time, já vai estar com carimbo. Primeira vez na história da Escócia que passou de primeira fase Copa. Então esse time vai ficar leve.
E assim, só pontuar essa questão de classificação, é muito histórica, que assim, lógico, a Escócia não é uma das potências do futebol, mas historicamente ela é fundamental. É o país onde se cria o passe. A nona, é a nona competição de 74 a 90, a Escócia jogou todas as Copas numa época que era mais difícil para europeus classificar. Então assim, não tô falando aqui que a Escócia é campeã, é Mas assim, eu acho que é legal do ponto de vista histórico, porque o que a Escócia representa pro esporte, se eles conseguirem essa classificação, aí que vai acabar toda a cerveja, não só de Boston, mas de todas as cidades dos Estados Unidos.
Do ponto de vista histórico, isso que o Dom trouxe é legal, porque essa é uma parte da história pouco conhecida pelos torcedores de futebol de maneira geral. É, quando o Donk fala que a Escócia criou o passe, é por aí mesmo. Nos primórdios do futebol, é quando o futebol básico era o kick and rush, quem começa a colocar a bola no chão e tocar de um jogador para o outro a partir do campo de defesa é a seleção escocesa. A seleção escocesa ficou conhecida no início do século passado por jogar um futebol mais agradável, mais bonito.
Enquanto os ingleses jogavam o kick and rush, exportavam essa forma de jogo para o mundo inteiro. Depois veio a escola húngara, principalmente, que foi transformadora no futebol mundial também. Futebol que vem do Danúbio, passa pela Áustria também, mas a Escócia foi a primeira a promover uma transformação na forma como se jogava futebol no mundo.
Falando em Escócia ainda, o Brasil-Escócia semana que vem, né, no meio da semana que vem. Mas quem que lembra de Brasil-Escócia de 82? Faz 44 anos e um dia.
Eu tinha um ano de idade.
Você tinha? Eu já tinha bastante, mas tinha 4. Você tinha 4? Eu tinha, eu tinha bem mais também.
Eu tava devendo 10 aí.
Eu acho que foi, hoje estamos dia 19, acho que foi no dia 18 de junho de 82, 4 a 1.
E aquele foi mais fácil.
Faz tempo, hein?
Aquela seleção da Escócia era boa.
Boa?
Era uma boa, tinha o Souness, tinha o Dalglish, que ficaram, foram ídolos no futebol inglês, do Liverpool. Tinha o Alan Brazil, tinha o Brasil naquela seleção escocesa, o Alan Brazil. E aquela seleção escocesa que na Copa anterior tinha ganhado da Holanda, não passou de fase, mas ganhou da Holanda. Não passou de fase porque empatou com o Irã. Ela ganha da Holanda, empata com o Irã e não passa de fase. E o 4x1 é um placar assim que não era tão esperado assim não, porque a Escócia era muito boa.
E no final a Escócia empata com a União Soviética na última rodada, que era um timaço da União Soviética, e acaba ficando em terceiro no grupo no saldo de gols, porque tomou de 4 do Brasil. E daí a Escócia não classifica mais uma vez.
Copa de 82.
Tem um narrador escocês que faz vídeos narrando jogos de futebol de forma caricata, e tem uma que ele fala desse Brasil-Escócia, ele narrando esse Brasil-Escócia, E daí ele fala, a Escócia abriu o marcador, foi 1 a 0 para Escócia, né? A Escócia marca, ele fala, não, não, não façam isso, vocês acordaram eles muito cedo.
Grandes momentos Brasil e Haiti. Então 9:30 hoje, um pouco mais cedo Escócia e Marrocos. Ó, tem enquete para você participar, deixa o seu like, compartilha, avisa os amigos, Futebol no Mundo está no ar, nós vamos juntos até o Não, não, até o último dia da Copa não, né? Porque a Copa acaba domingo e depois na segunda-feira ainda tem a edição especial do Futebol no Mundo. Falando um pouco dos jogos de ontem, nós tivemos empate ruim, hein, Donki, de Tcheca e África do Sul. É, muito para Tcheca, né?
É, a Tcheca, decepção total, né? Já tinha feito uma atuação muito ruim contra a Coreia do Sul, muito pautada ali na bola aérea, o lateral. Aliás, O gol é mais uma vez do Koufal. Dessa vez não assistência direta, mas ele é muito inteligente para fazer a reposição rápida e o low check foi muito inteligente também para se projetar ali na direita nas costas da defesa. Uma jogada bem construída com o Mudal que acaba dando vacilo no sistema de marcação e o Sadila que acaba fazendo o gol do 1 a 0.
E a República Tcheca já tinha feito, já tinha tido uma grande oportunidade com menos de um minuto e o Schick erra um cabeceio inacreditável. Né, pensando até pelo padrão dele, muito, sempre muito forte no jogo aéreo, acaba desperdiçando oportunidade. Esse gol do Sadilek sai com 6 minutos, e aí a Tcheca passou a jogar de um jeito muito de neutralizar a África do Sul. Teve encaixe de marcação dos 3 meio-campistas, né, da África do Sul, que mudou taticamente.
Tinha jogado com linha de 5 contra o México, mas África do Sul tem jogado muito mais, Hugo Bros, nos últimos jogos com linha de 4. Volta para essa linha de 4, mas ficou o jogo muito engessado. Tanto que o primeiro tempo a única finalização no alvo foi o gol. É, África do Sul passa a ter mais a bola, mas a Tcheca consegue encaixar bem a marcação, pouca coisa aconteceu. Lembrando que a Tcheca já tinha mudado 5 peças, né, em relação à estreia.
É um time até mais veloz, o Marra tinha destacado isso. É, inclusive, Sucek, um dos principais jogadores, vai para o banco de reservas. O Sut também vai para o banco de reservas. O Kubek faz uma mudança significativa na equipe. Na etapa final entra o Mokofeng, é o camisa 10, acho que para tentar fugir um pouquinho dessa marcação presa ali do time diante da Tcheca. Mas assim, no geral, até teve mais finalizações, mas o jogo ficou ainda muito truncado.
Com o passar do tempo, tecnicamente também não evoluiu. E aí a Tcheca tentando muito mais administrar o resultado. Num lance fortuito ali que o Suti acaba colocando a mão na bola, o Mokoena vai converter o pênalti. Mokoena, filho do Aaron Mokoena, capitão da seleção de 2010. E ele não vai poder jogar o último jogo, né, porque ele tava pendurado, levou o cartão amarelo. E aí aquele tipo de jogo, putz, que era ruim, truncado, mas o gol dá aquele final emocionante.
Aí tem oportunidade dos dois lados, mas 1x1, que acho que fica ali, reflete muito o que foi. África do Sul já tinha demonstrado que é uma seleção tecnicamente bem frágil, mas a Tcheca, para alguém que tirou a Dinamarca, né, em eliminatórias, assim, até imaginava que fosse brigar ali pela segunda vaga do grupo. Assim, mais uma atuação para mim decepcionante.
Vai precisar vencer o México, que já está em primeiro. Nós vamos chegar lá ainda, mas vai precisar vencer o México de repente na beira, sem o time reserva.
É o México já classificado, já garantido em primeiro lugar, já garantido em primeiro lugar, né? A Tcheca tem sido uma grande decepção. Eu até falei aqui no programa ontem, eu imaginava um jogo mais competitivo da África do Sul, porque eu acho que parte da atuação fraca da África do Sul na estreia também foi na conta do nervosismo, do time não conseguir trocar passes básicos. E dessa vez trocou passes básicos. Também foi um jogo, foi um jogo fraco, foi um jogo para 1 a 1.
Agora, até acho que se fosse para ter um vencedor, a África do Sul até criou mais, teve mais iniciativa que a Tcheca. A Tcheca sentou muito no resultado. E agora a Tcheca vai pegar o time, provavelmente um time alterado, vai, do México. E se vencer, classifica. Mas não sei, se o México também quiser jogar, a Tcheca ficou numa situação bem delicada, porque vai enfrentar o melhor time do grupo mesmo. A África do Sul vai para um confronto direto com a Coreia do Sul.
Ela é azarã. Eu não acho que nenhuma das duas vai classificar. Acho que esse é um grupo que não vai apontar o terceiro colocado entre os 8. Vai, dos 4 terceiros colocados que vão ser eliminados, um vai ser desse grupo. Eu acho que já tá meio, meio claro isso. Mas, e o outro talvez seja do Grupo B. Então assim, já tá meio encaminhado para isso. Agora, África do Sul pode fazer um jogo de vida ou morte contra Coreia do Sul. Se vencer, ela classifica. É, se vencer, ela classifica.
Coreia do Sul joga por um empate, só porque ela chega a 4 pontos. Se a Tcheca ganha do México, empata a 4 pontos, mas a Coreia do Sul ganhou o confronto direto, e aí já obrigatoriamente tá na segunda colocação.
Eu quero falar do confronto direto já já, mas é o primeiro jogo, Gustavo.
Não, esse é um grupo bom. Sobre o jogo em si, até um dado que reforça o que o Biratan falou: a África do Sul teve o expected goal, né, os gols esperados, um índice maior até do que a Tcheca. África do Sul teve maior posse de bola também, apesar de ter um número menor de finalizações. Mas acho que no final das contas o empate foi justo, porque não foi uma grande partida tecnicamente. A Tcheca decepciona porque tinha alguns jogadores de um de uma qualidade maior, principalmente o Patrick Schick.
O Donco já destacou, Patrick Schick vem de boa temporada pelo Bayer Leverkusen, não conseguiu causar impacto. E normalmente em Copas do Mundo a gente vê jogadores assim em seleções onde não há talento abundante se destacarem. O Patrick Schick não, não conseguiu até agora. E pelo que a gente viu no Grupo A nessas duas primeiras rodadas, claramente México e Coreia do Sul são as duas melhores seleções, são as duas seleções que jogaram melhor até aqui.
A gente vai falar de México e Coreia do Sul. A Coreia do Sul não fez um jogo ruim ontem. México conseguiu uma grande vitória ontem pela atuação da Coreia do Sul, principalmente no primeiro tempo. Mas as duas seleções que melhor jogaram foram México e Coreia do Sul. Essa é uma Copa com intervalo grande entre os jogos, e por ser o Grupo A, é, olhando para a próxima fase, se mantém um intervalo grande. Então não haveria necessidade de poupar.
No caso do México. Mas se algum jogador tá ali com incômodo, algum desgaste, evidentemente não tem nenhuma razão para ir para o jogo. Então não acho que será um time reserva, mas como o Biratan usou o termo já, um time alterado com algumas mudanças para, para a última rodada, mas embalado, empolgado, jogando em casa com a sua torcida. Isso tem feito a diferença.
Intervalo de quase uma semana.
A gente vai falar de México e Coreia.
Vamos embora, vamos embora.
Então não é que daí eu já ia fazer, pelo menos propor uma mudança na seleção mexicana no jogo contra Coreia. Ochoa no gol, é no jogo contra a Tcheca, porque daí o Ochoa joga essa Copa. Ele tá na 6ª Copa do Mundo dele, ele não jogou a primeira, né, ele nem entra em campo, mas ele estava nela. Mas pelo menos joga essa, né?
Ah, sim.
Aí com a primeira colocação garantida, acho que é fora que o Ochoa Copa do Mundo é um outro jogador, né?
Eu não duvido nada que o de repente coloque um goleiro em cada tempo, alguma coisa assim, sabe por quê? Porque ele já colocou 22 dos 26 jogadores convocados. Então acho que ele também teve essa preocupação de dar minutagem para todo mundo. Então imagino que os outros 2 de linha que ainda não atuaram atuem, talvez ele possa fazer. Mas se for só com goleiro, que seja o Ochoa, né, pô? É justiça, ainda mais se já tá com a liderança garantida.
1 a 0 para o México. Você esteve, você esteve no meio da torcida do México ontem, Gustavo?
Estive no México ontem, basicamente Houston, México, porque impressionante, Impressionante. A gente sabe que a imigração mexicana no Texas, ela é— eu não sei se é o estado com mais mexicanos nos Estados Unidos, mas eu chutaria que deve ser. Aqui, até para o fã de esporte entender, eu tenho falado mais espanhol do que inglês, de verdade. Eu falo mais espanhol aqui, aqui em Houston, do que inglês. E na FanFest ontem eu me senti realmente no México.
Muita, muita, é muita margarita. O povo toma margarita e cerveja. Nossa, eu até coloquei no meu, no meu Instagram. O mexicano, ele tem um costume que eu já conhecia, mas assim, você olhando ali fala, nossa, como que eles conseguem? Eles põem pimenta na cerveja. Então dê uma olhada, ainda tá lá em um dos stories meu do Instagram. Eu filmei o mexicano, aí ele enche, mas ele enche. É uma pimenta em pó Ele enche a latinha dele de cerveja, de pimenta.
Aí a latinha começa a vazar, espumar, e começa a espumar aquele negócio vermelho. Ele vira, quase vira a latinha. Aí ele passou do meu lado, falei, meu Deus, hein, caramba! E eles metem pimenta na cerveja, é uma doideira. E a margarita rolando solta lá também. Aliás, dormiu bem? Estrutura da FanFest, viu, Alex?
Oi, você dormiu bem?
Eu não bebi, você tá maluco? Ah, desculpa, tô trabalhando. Fiz link para ESPN Deportes ainda. Não tem nada a ver isso não. Mas os mexicanos aproveitaram bastante a festa, tem uma enorme estrutura da FanFest, espetacular a estrutura da FanFest, muitos bares, restaurantes, diversas atrações ali também para família. Porque o que acontece, eu já entro no jogo, mas acho legal trazer isso, é um evento como esse ele faz com que o mexicano se reencontre com o seu país.
Essa é a verdade. São mexicanos que vivem nos Estados Unidos, que vieram em busca de uma vida melhor. Todo mundo sabe como a questão imigratória nos Estados Unidos tem sido tratada no governo Trump. Então, um evento como esse, e a FanFest lotou, 3 horas antes da partida começar fecharam as portas da FanFest porque ela já tinha atingido a capacidade máxima de 7.500 torcedores. 7.500 mexicanos basicamente ali torcendo pelo México, fizeram uma festa incrível.
Foi muito, muito legal mesmo ter vivido essa festa no meio dos mexicanos. Em relação ao jogo, é, a Coreia do Sul jogou bem. A Coreia do Sul acho que não merecia perder. Coreia do Sul no primeiro tempo teve um bom volume de jogo com posse de bola, esteve mais perto de marcar do que de sofrer o seu primeiro gol. No índice de expected goal se eu não me engano, esse eu não olhei, mas eu aposto que terminou acima também. Eu vou até checar, porque acho que a Coreia do Sul esteve mais próxima de marcar, principalmente no primeiro tempo, do que no segundo.
O gol do Moro com 5 do segundo tempo, além de ter provocado uma explosão na torcida lá em Hillsong, explosão de alegria, né, deu a vantagem para o México. E aí eu acho que a seleção mexicana conseguiu equilibrar um pouco mais o jogo e até teve chances em contra-ataque, poderia ter feito segundo gol em um dos contra-ataques que teve até o final da partida. Fator campo, fator casa, jogar diante da sua torcida, eu acho que tem feito muito a diferença para o México.
E como sabemos, o México em fase de grupos vai muito bem. O problema é quando chegam às oitavas de final. No caso dessa Copa, tem uma fase antes das oitavas ainda.
Mas esperava um pouquinho mais da Coreia, Biro.
Eu esperava um pouco mais dos dois times. Até achei que não foi um bom jogo no geral, tá? Em gols esperados, só para passar um número que o Gustavo falou, no primeiro tempo foi 0,10 para o México, 0,11 para Coreia do Sul, basicamente empate. No segundo tempo, 0,42 para o México, 0,80 para Coreia do Sul. Então a Coreia do Sul passou muito também por causa daquelas duas chances no finalzinho, né, que são na cara do gol, assim, a 1 metro do gol.
É espetacular a defesa do Han Hyun-wook, né?
Duas defesas, né, duas, né? É um primeiro pega ali no rebote, ele também salva ali, tirando em cima da linha. Então a Coreia do Sul ficou com mais gols esperados mesmo que o México. E o Kim, o goleiro, ele falha, comete uma falha absurda, mas assim, ele fez boas defesas no jogo também.
Uma do Abed Vargas, um chute fora da área ali no final, ele faz uma bela defesa. Ele já tinha ido muito bem contra a Tcheca, muito bem.
A Coreia do Sul mereceu ganhar, mas assim, ele salvou no final impedindo empate. Então ele tá com um pouco de crédito ainda. Agora esperava mais do jogo em Acho que foi um jogo que os dois times até se respeitaram muito e não mostraram um futebol mais ofensivo, até com mais iniciativa que mostraram na estreia. O México pressionando alto, forçando a África do Sul, e a Coreia do Sul tocando a bola também, tentando envolver a Tcheca.
A gente não viu um jogo tão com as ideias tão claras assim nesse daí, foi um jogo mais austero, mas eu acho que também foi jogo mais para empate. Agora, uma falha mais grotesca do goleiro acaba fazendo diferença.
E agora, assim, o Beratani tocou num ponto legal, porque essa questão da pressão alta do México, sabe por que que eu acho que ela não funcionou? Porque a Coreia do Sul saiu jogando muito bem. Eu achei que também, acho, tô também de acordo contigo que não foi um grande jogo, mas eu achei que quando pressionada a Coreia do Sul, ela teve bom toque de bola para sair jogando. E você via ali de pé em pé, toque rápido, do Kim Min-jae quase sempre iniciando as jogadas, comandando o setor defensivo.
Eu achei que a Coreia do Sul teve mérito nesse sentido. Eu achei que a pressão alta do México não funcionou muito por mérito da qualidade da saída de bola da Coreia do Sul.
Não, só completar, pegando até o gancho, eu também não achei um grande jogo assim, acho que até poucas oportunidades de uma forma geral, embora no final teve. Mas pegando o gancho do que o Rafa falou da boa saída de bola, eu acho um time muito organizado, cara, Porque eles, na hora que eles se defendem ali, muitas vezes só fica 2 volantes, o Paik e o Hwang. E cara, eles têm uma noção do espaço muito bem feita. Tanto que o México, muita— a Coreia cresce a posse de bola gradativamente, né?
Tanto que a primeira metade dali do primeiro tempo, o México teve mais posse de bola. Depois a Coreia vai equilibrando e até termina com mais. Segundo tempo é domínio total da Coreia. Mas quando o México teve mais posse de bola, era um time que rodava e não achava solução. Calhemenes pouco conectado. E você tendo 2 volantes, a primeira linha com 3 marcando, né, os 2 pontas e ali o Son. Então assim, é um time muito bem coordenado assim na hora de fazer a marcação.
Embora eu acho que também o jogo, esperava mais dessa partida pensando do que era, mas é um time muito bem, bem conectado. E o Hwang In-beom para mim já tinha sido um dos melhores da primeira rodada no geral, jogou muito contra a Tcheca e é um cara importante. E tem outro aspecto também que dificultou a vida da Coreia do Sul, que era um time muitas vezes que pegava a bola e tentava passe longo em profundidade, só que muitas vezes não acertou a linha de impedimento.
Tanto que a Coreia do Sul teve 6 impedimentos, foi a maior marca de uma equipe em uma única partida nessa Copa do Mundo, igual a Tunísia contra a Suécia e o Uruguai contra a Arábia Saudita, que também tiveram um total de 6 impedimentos. Então teve muito lance que ia virar uma oportunidade clara, mas era um corpo ali à frente, um pé à frente, e anular o ataque da Coreia do Sul.
Vamos para o Grupo B agora, com uma grande goleada. O Canadá venceu o Catar por 6 a 0. E agora nós vamos para a última rodada, né, Bira, com confronto direto entre Canadá e Suíça, valendo a liderança do grupo.
Olha, Canadá jogando pelo empate, pelo saldo de gols construído, né?
Até porque, né, o critério, o primeiro critério é o—
já passou o Canadá, né? Não, com esse saldo de 4 pontos, né, não tem discussão.
Claro que o 6 a 0 tem uma contribuição grande das duas expulsões que o Catar teve, mas a primeira expulsão acontece quando já tá 2 a 0 o jogo. Então o Canadá já estava muito bem, pressionando muito o Catar, e acho que o Canadá aprendeu um pouco a lição do primeiro jogo, que o Canadá contra a Bósnia tava um pouco melhor, mas não tomava uma iniciativa mais clara para fazer o gol, e acabou tomando. E depois o Canadá ia ter que ficar martelando, martelando para empatar, empata só perto do fim.
E dessa vez não. Então o Canadá foi, foi, adiantou as linhas, marcou muito forte na saída de bola, mas tava com o Jonathan David no melhor jogo dele na temporada. Ele não jogou nada disso na Juventus, né? O Jonathan David muito bem, o Leroy também muito bem. Então o Canadá com ataque bastante móvel assim, jogadores se movimentando bastante. A defesa do Catar ficou totalmente confusa e daí a bola vai entrando, né? Daí tem, o Catar tem um jogador expulso, daí sai o terceiro gol.
Daí o Catar tem um segundo jogador expulso, que até um lance lamentável, e não vi maldade. Ele entra duro na jogada, mas não foi maldade. Ele deu um azar de o jogador do Canadá tá com o pé fincado, ele pega o pé de apoio num ponto da perna em que acabou causando uma fratura visualmente muito impressionante. E depois disso o Canadá continua na carga total, né, e vai fazendo mais, mais gol. O goleiro do Catar também não tava num dia bom, né?
É, não, no goleiro do Catar também não tava num dia bom. E assim, até um pouco de sorte, né? O 6º gol, por exemplo, é um chute que ela bate no Jonathan David e fica ali do lado dele. Meu goleiro saiu da jogada por causa disso, né? Então foi um dia bem iluminado do Canadá e fez uma goleada que, olha, botou um pouco o Canadá na Copa, né? Porque na primeira rodada os Estados Unidos foi bem, o México foi bem, o Canadá é mais ou menos. Agora sim, o Canadá entrou na Copa.
E o que é legal assim, primeiro mostrar o impacto dessa vitória. Canadá entrou na Copa, nessa Copa, com 6 derrotas nos 6 jogos que tinha feito em mundiais. Conseguiu o primeiro ponto contra a Bósnia, no jogo que produziu para ter vencido e desperdiçou as oportunidades. E agora consegue a primeira vitória, sendo a primeira vez que um time fora da Europa ou fora da América do Sul faz 5 gols no jogo de Copa. Então o tamanho dessa, do impacto desse jogo.
E foi muito merecido. O Bira tocou num ponto para mim que é determinante. É verdade que as expulsões condicionaram, mas tava 2 a 0 e um amasso antes disso. Assim, o time bem a cara do Jesse Martí, pressão o tempo todo na saída de bola. O Catar não soube lidar com isso. E aí o Canadá foi dominante. O Bira já destacou, né, o Jonathan David, o Larin. Queria falar do lado direito, o Buchanan ali infernizou a vida da defesa do Catar, partindo num contra um o tempo todo.
O Alistair Johnston, lateral, também muito bem. Ele teve 6 chances criadas, né, um número muito grande. Ele combinando muitas vezes com o Buchanan, que exigiu uma dobra de marcação e o lateral tinha liberdade. Então assim, foi uma atuação irretocável e o Canadá manteve a atuada. E num jogo que depois da expulsão do Conné, da lesão do Conné, cara, todo mundo sentiu assim, baixou o astral do estádio, em campo. Então para você voltar nesse tipo de jogo é muito difícil, mesmo com 2 jogadores a mais, e o time conseguiu retomar fez mais gols.
Era importante chegar no 4 a 0 para depender de um empate contra a Suíça para ser líder. Então o Canadá tava no 3 a 0 antes desse episódio, consegue o quarto gol, quinto, sexto merecidamente. Então o resultado, além disso, tem essa questão importante pensando na matemática da última rodada. Então atuação maravilhosa assim, foi muito legal. O Canadá fez me surpreendendo, não esperava o Canadá não só pelo resultado, mas pelo futebol apresentado mesmo contra a Bósnia.
Para mim era a terceira força ali Imaginava Suíça líder com tranquilidade, apostava mais a Bósnia em segundo do que Canadá, e o cenário mudou. Só para destacar também, lamentar demais, né, o que aconteceu com o Koné. E assim, você vê o impacto, né. Eu achei muito legal o Saliba logo depois de entrar fez o gol, né. O cara que entrou na vaga dele faz o gesto do 8 com a mão, depois pega a camisa do Koné para homenageá-lo. E é um impacto muito grande, né, porque ele é um cara que vai ser difícil do Canadá substituir.
A função dos volantes ali, o Eustáquio sendo o cara mais passador, é o cara do passe, e o Kone é o do dinamismo, né? Ele se movimenta muito bem, já tinha sido acho que o melhor jogador do Canadá na estreia. Então para substituí-lo vai ser uma missão complicada para o Canadá na sequência da Copa.
Quer falar, Gustavo?
Catar finalmente entregou o que a gente imaginava, né? Que a gente falou tanto de uma seleção que a gente não tinha qualquer expectativa na primeira rodada, acabou surpreendendo positivamente ao conseguir um ponto. Dessa vez entregou o futebol que a gente já vinha imaginando da seleção do Oriente Médio. Surpreendeu positivamente o Canadá. A gente já imaginava a vitória, mas não 6 a 0. Mas pela forma como aconteceu, as duas expulsões condicionaram muito, muito, muito a partida também.
Destacar negativamente a confusão entre os jogadores no final do jogo e o bate-boca ali do Rúlen Lopetegui com o Jesse Marsch, né? Roulen Lopetegui foi lá cobrar alguma coisa do Jesse Marsch, ele para, ouve, mas aí em determinado momento Jesse Marsch levanta os braços, fala, não vou mais ficar aqui, e sai incomodado com o que vinha, com o que estava ali reclamando, dizendo o Roulen Lopetegui.
Teria sido que o Lopetegui tava reclamando que o Canadá continuou buscando gol mesmo já ganhando bem com 2 jogadores a mais. Aí também assim, ó, Lopetegui, ah, pelo amor de Deus, né? Saldo de gol, tudo bem que o Canadá quando faz o quarto, o quarto gol já não precisa de mais saldo ainda. Agora eu nem acho que o Madibo, coitado, ele vai na bola ali tentar desarmar, dá azar e acaba fraturando o Kone, dá mais azar ainda, né? Mas assim, causando a fratura.
Agora vai querer que o Canadá pegue e leve tudo se no Canadá tinha acabado de perder um companheiro de equipe daquela maneira? Os canadenses iam estar com muito sangue nos olhos a partir daquele momento, falar, esses caras quebraram jogador. Eu assim, eu não acho que o Madibu tenha sido maldoso, tudo, mas na cabeça dos jogadores do Canadá eu entendo que eles pensem: os caras quebraram meu companheiro de equipe, eu vou ter piedade com eles?
Até porque a Suíça jogou antes, né, contra a Bósnia, venceu por 4 a 1. E aí o Canadá jogou depois, já sabia a diferença no saldo. 4 a 1 Suíça contra a Bósnia. Tito Fonseca aqui no Futebol no Mundo. E aí, Tito?
Muito boa tarde, Alex. Muito boa tarde, Donk, Rafa, o Biratan Leal. Muito boa tarde, é claro, a você, fã de esporte. É isso, a Suíça goleou a Bósnia-Herzegovina por 4 a 1 num jogo em que o placar dá aquela enganada. O primeiro tempo não foi nada disso, nada tranquilo para o time da Suíça. Foi um jogo muito mais complicado do que parece, foi um jogo muito físico, muito truncado, com poucas chances para ambos os lados. E só foi mudar essa situação desse jogo lá no segundo tempo, depois da parada para hidratação.
Isso porque o técnico da Suíça, o Murat Yakin, ele colocou em campo o Manzambi, camisa 9, e o Rubem Vargas, o ponta, ali pelos 25 minutos do segundo tempo. Aí logo aos 28, o Manzambi já fez 1 a 0 com cruzamento do Vargas. Aí logo depois também, o Manzambi colocou o Embolô na cara do gol e ele causou a expulsão. Ele sofreu a falta que causou a expulsão do Muharemović, o zagueiro da Bósnia-Herzegovina. E aí o jogo se abriu para Suíça.
Logo depois o Vargas também fez 2 a 0. Aos 44, o Mancambi ainda voltou a marcar, fazendo o terceiro da Suíça. A Bósnia ainda diminuiu com o Marmić para 3 a 1 aos 47, mas aí aos 50 o Memić cometeu pênalti que o Xhaka converteu para fechar a goleada da Suíça. Em 4 a 1. Foi um jogo muito mais complicado do que o placar sugere.
Pois é, e demorou demais para sair esse primeiro gol, né, Biro?
Não, foram 5 gols em 20 minutos. Faltando 20 minutos, faltando assim 20 minutos contando os acréscimos, faltava 20 minutos para acabar o jogo, tava 0 a 0, e de repente começa a sair um gol atrás do outro. Aí a Suíça mostrou um pouco o que ela precisava, né, que era um time capaz de produzir ofensivamente, porque a Suíça tem fama de ser um time muito retrancado, Mas nos últimos tempos a Suíça tem tido até um bom trabalho ofensivo.
Ela é retrancada quando ela precisa ser, quando vai enfrentar uma equipe maior, mas nesses jogos a Suíça costuma se impor melhor. Não vinha se impondo e nesse jogo de novo, né, a Bósnia se defendendo bem, a Suíça empacando. Até brinquei que era o segundo jogo seguido que a Suíça tava sofrendo para vencer algum adversário. Um suíço devia estar falando, ah, é assim que funciona, assim que o que os adversários se sentem quando você é melhor, que não consegue fazer gol, né?
A Suíça sempre esteve do outro lado. Agora dessa vez tava sofrendo, mas no final, de fato, algumas alterações fazem com que a defesa da Bósnia abra. E nisso a Suíça foi como avalanche e ela tenta fazer saldo, né? E ela fez um bom saldo. Problema é que horas mais tarde o Canadá meteu 6 no Catar.
E por favor, Mansambi, titular daqui para frente na Copa do Mundo, né? É um jogador que fez uma temporada maravilhosa com o Freiburg, no qual ele joga até mais recuado, né? Ali o Julian Schuster no Freiburg vê ele mais como um volante com boa chegada. Na Suíça não, tem obrigação. E ele pode jogar aberto pelo lado, no meio, enfim, entrou muito bem. É porque além dos 2 gols que ele faz, ele é o pivô da jogada do cartão vermelho, né?
Ele dá um passe em profundidade para o Embolo e aí o Muharremović é expulso. Aliás, o cara que tem sido importante na defesa da Bósnia, já tinha feito uma boa estreia contra o Canadá, vai ser desfalque na última rodada. Então, para ele, foi o nome da partida, assim, dando muita dinâmica. Assim, foi o cara da partida que de fato teve toda emoção ali para a reta final. Então, a Suíça, que tinha desperdiçado pontos com o Catar, mas criando muitas chances e desperdiçando, nesse jogo tava mais difícil, teve muita complicação.
Mas acho que essa substituição do Mandžambi foi fundamental para conseguir a vitória.
Gustavo, Dzeko jogou, né? A gente tá até vendo a imagem dele aí, a foto dele em uma das jogadas de gol da Suíça. Dzeko jogou, entrou em campo. A gente falou ontem, acho, né, o Biratan, que da Copa de 14 só o Kolasinac tinha jogado as duas até agora. Agora Kolasinac e Yarin Dzeko entrando em campo pela Bósnia. Dois dos maiores, o Dzeko maior nome na história do futebol bósnio, Kolasinac também é uma grande referência do país. Foi um jogo bem estranho porque vinha sendo um jogo duro, equilibrado, até a reta final quando sai essa avalanche de gols.
Mas na avaliação geral, a gente já imaginava a Suíça bem melhor do que a Bósnia nessa Copa do Mundo. Conseguiu um grande resultado, é que o Canadá, pela goleada, conseguiu o saldo maior no final das contas. Mas foi uma grande atuação da Suíça. A gente espera bastante da Suíça nesse grupo, conseguiu entregar diante da seleção bósnia.
Ó, no Grupo D, hoje meia-noite, tá? Lógico, mais cedo tem Estados Unidos e Austrália, que vai abrir essa sexta-feira de jogos da Copa do Mundo. Meia-noite tem Turquia e Paraguai, os dois times que perderam na primeira rodada, né, Tito Fonseca?
É isso, os dois times, Paraguai e Turquia, que decepcionaram na primeira rodada. Dá até para a gente falar, né? O Paraguai, ninguém esperava. É claro, a missão era complicada contra os Estados Unidos na em Los Angeles, mas ninguém esperava um Paraguai tão frágil que perdesse por 4 a 1 para seleção americana e com tanta facilidade. Os Estados Unidos poderiam ter feito até mais. E a Turquia, que alguns colocavam até como a favorita para o Grupo D, acabou perdendo para Austrália na estreia.
E esse jogo, por conta do critério de desempate, o primeiro critério de desempate na fase de grupos ser o confronto direto, esse jogo pode marcar o primeiro eliminado da Copa do Mundo. Estados Unidos Unidos e Austrália se enfrentam mais cedo hoje. E aí já acendem o alerta para Paraguai e Turquia. Cada— eles têm que torcer para o seu algoz. Então, se os Estados Unidos perderem hoje da Austrália, o Paraguai não pode perder da Turquia.
E se a Austrália perder dos Estados Unidos, é a Turquia quem perde o direito da derrota, sob o risco de ser eliminada da Copa do Mundo precocemente.
Tito, você com as informações também aqui na Copa do Mundo No futebol no mundo, esse negócio de critério de desempate, o confronto direto, eu, nós discutimos muito fora do ar isso um pouco antes de começar, né? Eu não sou muito favorável, né? Porque é só você pegar o exemplo do México lá no começo do programa, é na segunda rodada com duas vitórias você se classifica em primeiro, você tira um pouco a emoção. Eu gosto de saldo, para mim é o saldo, porque você vai para a última rodada. E outra Pois é, é confronto direto, você tem que ter facilidade da vida.
E além de facilitar a vida até do torcedor também, sabe? Aí você olha a tabela lá, sabe quem tem mais gols, saldo, saldo ali. Eu acho que isso facilita a vida.
Não, é só uma coisa, o Haiti pode ser eliminado mais cedo, antes de alguém entre Paraguai e Turquia. O Haiti, se o Brasil e Marrocos vencerem, o Haiti já é o último colocado do grupo, porque aí fica com o Brasil e Marrocos vão para 4, Escócia com 3. Haiti com 0 e o Haiti perde confronto direto com a Escócia. Então o Haiti já é o 4º colocado. E até um cenário bem possível, né? Então, agora, se o Haiti sobreviver de alguma maneira, daí sim o primeiro eliminado poderia vir de Turquia e Paraguai.
Não é mais fácil resolver no saldo de gols?
Agora eu tenho uma defesa aqui do confronto direto.
Pois não.
O confronto é que assim, no final das contas, o saldo de gols tem sido um fator, tanto é que a gente vê a Alemanha precisando golear a Curaçao para se garantir, o Canadá goleando o Catar para se garantir em saldo de gols, ou a gente fazendo conta se o Brasil puder golear o Haiti para se garantir em saldo de gols num eventual empate com o Marrocos. Mas a ideia do saldo de gols, aí acho que a FIFA deu essa prioridade nesta Copa, porque como se aumenta muito o número de times, você também aumenta a discrepância entre esses times, né?
Então você tem times muito melhores que outros jogando como isso aqui com 32 tem menos. Quando o primeiro critério de empate é confronto direto, você diminui um pouco o impacto de saldo de gols. Então você tira o incentivo de uma seleção não só querer fazer uma super goleada ou chegar numa última rodada, é a seleção que vai pegar o time mais fraquinho. Por exemplo, vamos supor que Costa do Marfim e Equador tivessem empatado, e daí vai para a última rodada, a Costa do Marfim vai pegar o Curaçao na última rodada.
Daí, o que que acontece? O Equador pode ter feito 3 gols em Curaçao, e daí a Costa do Mar fala: eu preciso meter 4, 5, 6. A FIFA também não quer uma super goleada assim na Copa do Mundo, que poderia ser injusto com o Equador, porque ele seria prejudicado por não pegar o time mais fraco na última rodada.
Então você deixa, aí é muito complexo, daí você deixa para confronto direto. Se o Equador também jogou com o time mais fraco Pois é, em algum momento ele vai jogar.
Então não, mas a ideia do— tanto é que a FIFA faz isso já no Mundial de Clubes. No Mundial de Clubes ela já coloca o confronto direto na frente justamente para diminuir um pouco aquela ânsia por meter 7, 8, 9 a 0.
Não rolou, o Latam não foi um bom advogado.
Não, mas esse eu queria. Mas você perdeu a causa, Gustavo. Você, você que— Augusta, Augusta, você que sabe Sabe quando a UEFA começa a adotar, sabe quando a UEFA começa a adotar confronto direto como primeiro critério? Que a UEFA sempre adota confronto direto. Sabe quando ela começa? Foi nas eliminatórias para uma Eurocopa, acho que de 84, que chegou no último jogo, era Espanha e Albânia no último jogo. Não, isso foi Espanha, não, acho que era Albânia, era Albânia.
A Espanha tinha que ganhar por 11 gols de diferença para passar a Holanda no saldo de gols. Quanto que foi o jogo? 12 a 0, entendeu? E daí os holandeses reclamaram muito porque fala, pô, eles se beneficiam por pegar um time mais fraco na última rodada, então eles sabem que goleada que eles precisam e eles conseguem essa goleada. Eu peguei um adversário mais forte, não consegui. Então a UEFA inverte porque fala, em primeira instância é o confronto direto, vocês se resolvem entre vocês, depois que vai para saldo de gols.
Você viu que o Biro viajou 40 anos para tentar achar uma justificativa, né?
É, eu ainda prefiro saldo de gol, acho mais simples, mais objetivo, mais fácil. Todo mundo enfrenta todo mundo, todo mundo vai jogar contra Curaçao. Alemanha, Alemanha, Alemanha é ciente de que também é importante ter saldo, já foi lá, enfiou 7. Então cabe a todo mundo ter essa mesma dinâmica.
É isso, informação direta, né?
Eu acho que o Bira tem um borgo, mas ainda não o suficiente para me convencer, eu admito assim. Mesmo não com pontos corridos assim, acho que assim, acho que até faz um pouco mais sentido. Mas mesmo os pontos corridos com 38 rodadas, eu ainda prefiro saldo de gols. Eu acho ele mais justo.
Turquia e Paraguai, nós tivemos aí as informações do Tito. Gustavo, quem perder tá fora hoje, né?
Bom, é dois times que precisam mostrar muito mais do que na primeira partida. Assim, a gente a gente trouxe ontem o resumo, né, dessa primeira rodada da Copa do Mundo. O Bertozzi fez ali um adendo que eu acho bem justo. A gente olha em decepções e pensa nas grandes seleções, mas a Turquia é uma das grandes decepções dessa primeira rodada. É um time forte que chegou bem na Copa do Mundo, fez boas eliminatórias, tem bastante talento individual, jogadores que fazem muita diferença, como Arda Güler, o Yildiz, que Bom, não necessariamente grande temporada, mas jogaram bem durante a temporada por Real Madrid, por Juventus respectivamente.
E a gente esperava muito da Turquia nesse grupo, decepcionou na derrota para Austrália por 2 a 0. O Paraguai então, falamos aqui, foi provavelmente o melhor jogo da seleção estadunidense sob o comando do Maurício Pochettino e provavelmente o pior jogo da seleção paraguaia sob o comando do Gustavo Alfaro. Então Das duas equipes a gente espera muito mais. Ainda acho a seleção turca melhor. Esperamos ver uma defesa melhor, mais forte, mais organizada do Paraguai, como vimos na Copa do Mundo.
Acho que será um jogo equilibrado, mas se tivesse que apostar, aposto mais em uma recuperação turca.
Eu também, até porque a decepção maior para mim entre os dois, né, os dois foram grande decepção, mas ainda eu fiquei mais decepcionado com o Paraguai porque a Turquia de fato teve problemas. Mas para mim, o Beach, ele foi ao lado do Vozinho os 2 melhores goleiros da primeira rodada da Copa do Mundo. As defesas do goleiro australiano foram incríveis, assim, o que ele fez naquela partida. Então foi uma Turquia que decepcionou, é verdade, porque é uma candidata surpresa da Copa do Mundo.
Ainda que de repente não tem o hype da Noruega, mas também vejo como candidata surpresa. E ter perdido para Austrália acabou sendo uma decepção. Mas o Paraguai, assim, tendo a defesa como grande virtude desde que o Alfaro chegou, e o time não competiu, mais do que a questão de ter dado estratégia, tática errada, assim, fisicamente a seleção norte-americana se impôs. Então assim, eu fiquei extremamente decepcionado com o que o Paraguai apresentou.
Então fiquei ainda mais incomodado com a seleção paraguaia. E considerando que a Turquia tem mais talento e que ela conseguiu produzir ofensivamente, só que não foi efetiva, Eu ainda acredito numa vitória turca.
Eu também. Acho que a Turquia decepcionou pelo resultado, não jogou bem, mas ela criou essas oportunidades, né, que o Bit, assim, tecnicamente falando, até acho que ele foi acima do Vozinha em relação às defesas que ele faz, mais volume até do que o Vozinha.
Cara, eu sei que é polêmico, mas eu tô de acordo com você. Eu também acho que o Vozinha é um personagem maior e assim, Eu votaria com coração nele na primeira rodada na seleção, mas acho que as defesas dele também foram maiores.
A gente colocou o Vazinha, não colocou o Bit. E o Vazinha também tinha a questão de você tá enfrentando uma Espanha, né? Então assim, o nível de responsabilidade até de tensão do jogo é maior do que enfrentando a Turquia. Agora o Paraguai, o Paraguai pareceu um time que não devia estar ali em relação ao nível técnico que apresentou naquele jogo contra os Estados Unidos. Você fica pensando, o que que esse time tá fazendo aqui? Como é que esse time classificou para a Copa do Mundo nas eliminatórias sul-americanas?
Ganhando o Brasil, ganhando o Uruguai, ganhando a Argentina, ganha de todo mundo, cara.
De virada inclusive, foi buscar resultado contra a Argentina. É assim, o Paraguai assim totalmente perdido em campo, batendo cabeça, não conseguindo sair jogando. Então o Paraguai vai ter que mostrar muito mais coisa nesse segundo jogo. Acho que o Paraguai muito tenso.
Bom, no outro jogo do grupo, Estados Unidos e Austrália, dependendo da combinação, quem venceu hoje, dependendo da combinação de resultados mais tarde entre Turquia e Paraguai, teremos já o segundo classificado. Em primeiro, né, da Copa do Mundo, sabe quem está aqui pela primeira vez depois de 10 dias, 9 dias. João Castelo Branco, que beleza! Que homem! Correspondentes Prêmio. Ô João, primeiro, seja bem-vindo, viu?
Muito obrigado, Alex. Tudo bem com vocês? Que legal, legal falar com vocês finalmente, né? É que eu tô na Costa Oeste, né? Então o fuso horário não ajuda muito, eu fico 4 horas atrás. Então tenho trabalhado mais os programas da noite aí no Brasil. Mas legal estar com vocês. Falo de Seattle, cara, cidade muito legal. Aliás, Alex, cheguei ontem, o estádio fica bem no centro da cidade, a uns 5 minutos daqui, todo mundo vai andando, cheio de barzinho independente em torno.
Olha, muito legal, bem diferente de Los Angeles, né, onde é tudo muito espalhado, aqueles estádios meio longe, estacionamento em volta. Aqui não, aqui é bem no centro, tem um estádio de beisebol do lado, Sensacional, cara.
O clima tá bom. Mas, ô, João, eu tenho uma questão antes resolver com você para falar antes de Estados Unidos e Austrália. A Premier League divulgou a primeira rodada do campeonato inglês da próxima temporada, temporada 26/27. Gustavo Hoffmann, por favor, repita o seu comentário sobre esse assunto. Agora já temos aí divulgada a primeira tabela.
Grande admirador né, da Premier League, do futebol inglês, da forma como eles se acham melhores do que o mundo todo, né? Eu só disse, não quero falar nada de Premier League, só isso.
Qual foi o problema? Perdi a piada.
Não, não, é que eu falei que a Premier League divulgou a primeira rodada, que o Gustavo Hoffman achava dessa primeira rodada do Campeonato Inglês.
Eu pego no pé da Premier League aqui no podcast, João, por isso eu sou, eu sou sou a voz contrária à Premier League. Enquanto o mundo todo fica só, ó, Premier League, ó, Premier League, eu venho aqui ser o chato da história, que você me conhece muito bem, muito bem, para meter o pau um pouco, né?
Eu conheço muito bem, chato para caramba, mas eu entendo, Rafa, eu entendo, Rafa. No Correspondentes Premier, por exemplo, podcast sobre a Premier League, eu e o Renato Sanízio, a gente era o de Guardiola às vezes, né? Dava uns bastidores ali de como era meio chato às vezes e tal, porque todo mundo, né, idolatrava tanto Guardiola. Tem que ter um contraponto às vezes, né? Mas sabe qual o grande problema para mim que eu preciso resolver agora?
É a Premier League começa na sexta-feira, dia 21. O Arsenal recebe o Coventry em casa, dia do casamento do meu grande amigo Fred Caldeira. Ai, meu Deus! E tem esse jogo Ele tinha marcado para uma sexta achando que a rodada ia ser no fim de semana, mas agora é Premier League, tem esses jogos de sexta-feira também, né?
Temos um grande problema, temos um grande problema, mas a gente resolve isso daqui a pouco. Mas por aí, como que tá a festa em Seattle para Estados Unidos e Austrália?
Bom, cara, como vocês podem ver, né, muita gente passando por aqui. Eu já adiantei, o clima é muito legal, muitos australianos jogando numa boa junto com americanos. Um clima muito mais Copa do Mundo, é clima de Copa do Mundo que eu já vivi até agora em Los Angeles. Ontem eu cheguei aqui, eu fui ali para perto do estádio, todo mundo saindo de um jogo de beisebol dos Mariners, e vários australianos foram no jogo de beisebol também com a camisa da Austrália.
É uma festa muito legal. Vale destacar que hoje também tem uma celebração grande aqui nos Estados Unidos porque é feriado de Juneteenth. Né, que é lembrando o fim da escravidão aqui no país, que sempre foi celebrado uma celebração da cultura negra, mas desde 2021 virou feriado oficial. Então dupla festa por aqui. Mas assim, passando um pouco o recado sobre o jogo, né, os Estados Unidos, a semana toda eu venho seguindo a seleção.
Eu fui para base deles em Irvine, na Califórnia, acompanhei um pouquinho do treino, e todos os dias o Pulisic treinando separado, né? É a grande dúvida para esse jogo. Ele tinha sentido uma pancada na panturrilha antes do jogo contra o Paraguai, na verdade. Aí parece que durante o primeiro tempo, de novo, ele— alguém chutou ele, ficou ali travado. Ele foi substituído como precaução no segundo tempo e toda semana vem se recuperando e ficou um mistério.
Ontem, na entrevista coletiva do Pochettino, ele falou: we'll see, né? Vamos ver se ele vai jogar ou não, se ele estará, nem sei se vai fazer parte do elenco. Eu acho que pelo menos no banco ele estará, mas como eu disse, não treinou junto com o grupo toda semana. Então seria uma baixa grande, né, porque ele jogou muito bem no primeiro tempo, dando assistência, sempre perigoso ali pela esquerda. Como opções, estão falando muito do Gil Reina como uma opção mais ofensiva, ou o Brandon Aaronson do Leeds, que seria uma opção um pouco mais sólida ali, que um pouco mais forte, mas tem essas opções.
E o Pochettino falou muito que espera um jogo mais difícil, né, contra a Austrália, porque a Austrália, como vocês já destacaram aí, venceu a Turquia. Méritos para Austrália, né, vencer a Turquia foi um grande jogo da Austrália, muito organizado, um time mais físico e com histórias bonitas, né, dos refugiados, ex-refugiados, né. Tem o segunda, que marcou um dos gols, se tornando o primeiro jogador que nasceu fora do país. Nasceu num campo de refugiados na África, na Tanzânia, se eu não me engano. Os pais são de Burundi, é isso, né, Rafa?
Ele é de Burundi, isso mesmo.
E se tornou o primeiro jogador de fora do país, que nasceu fora do país, a marcar pela seleção, e o jogador mais jovem a marcar em uma Copa do Mundo pela Austrália. Então ele e o Touré cresceram juntos em Adelaide. Assim, tem essa história bonita, né, da Austrália abraçando alguns refugiados. São 4, se não me engano, no total no time. Um time muito jovem e que tá aqui querendo fazer história. O técnico Tony Popovic falou, ó, a gente quer mostrar que temos futebol, queremos fazer história em campo aqui nessa Copa do Mundo.
Então chega confiante E também a Austrália querendo estragar essa festa americana, porque tá muito legal, né? Depois do primeiro jogo que os Estados Unidos foi muito bem, eu acho que ajudou a elevar o clima aqui nos Estados Unidos, né? Não só a expectativa, mas também chamando atenção de mais gente torcendo, prestando atenção depois de ter jogado tão bem lá em Los Angeles.
Vai ser um jogo bem legal se Estados Unidos, uma eventual vitória, se imagina o Canadá, Estados Unidos e México, hein? Os três podem terminar em primeiro, hein?
Esse ato é uma Cidade que tem uma cultura de futebol forte, né? O Seattle Sounders é um dos times mais fortes tradicionais da Major League Soccer, jogou o Mundial de Clubes no ano passado inclusive, e leva grandes públicos ao Lumen Field, que é o estádio de NFL, que é o estádio da Copa do Mundo, né?
Muitos estádios. Desculpa interromper aí, mas só trazer rapidinho presença de uns torcedores americanos aqui. How are you feeling, guys, for this match?
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Estou esperando há anos esse momento, o jogo na casa deles em Seattle. You excited for the match? How is the atmosphere of the World Cup here?
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Yes, yeah, it's very—I mean, it's bigger, a lot bigger. Muito grande.
Eles estão gostando do clima. Describe to us the atmosphere around the city.
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Isso aí, como o Bira falou, é uma cidade de futebol, né? Tem o Sounders, tem muita tradição no futebol. Give us a USA for Brazil, a big shout out. USA! USA! Okay, bye bye. Aí um pouquinho do clima dos americanos aqui. Realmente eles estão adorando, cara, estão adorando. E uma cidade muito legal com essa tradição. Desculpa, Bira.
Não, não, então só ajudou a ilustrar o que a gente está falando. Foi muito, foi muito conveniente inclusive essa.
Mas não era o Thiago Neves que ele tava entrevistando? Não, não era?
Não, parecia, né? Então, e é uma cidade então que já tem esse clima, e como você falou, né, o estádio fica no centro. Então o esquenta dos jogos do Seattle Sounders são conhecidos, que a torcida se reúne numa praça, num bar, e depois vai em marcha até o estádio nos principais jogos. Então já tem uma tradição, uma cultura de torcida de futebol em Seattle.
E acho que o João tá falando, a gente transmitiu anteontem, lembra muito, fala, fala, desculpa, não, não, que lembra muito os estádios da Inglaterra, para falar a verdade, porque realmente assim é uma rua, o estádio se atravessa a rua, são vários bares, pubs, tudo em volta. É bem diferente aqui do que eu vi até agora nos Estados Unidos, né, porque tem um transporte público Ficou muito grande.
Fala, não, eu só vou falar, depois de ficar um tempo em Los Angeles, seu coração ficou quentinho agora, né?
É, eu tava gostando de Los Angeles, mas cheguei aqui, fiquei muito impressionado, cara. É muito diferente. E esse clima assim de Copa do Mundo é difícil recriar lá, né? Muito, muito grande, muito espaçoso. Aqui é espetacular, sensacional, muito baita cidade. Tchau, Joel!
Volte sempre! Hein? Bom jogo aí para você.
Valeu, companheiro, espero voltar em breve então. Bom programa, abração.
João Castelo Branco, correspondente Premier, por aqui. Vai ser legal esse jogo, hein, Gustavo? Vai ser legal, vai ser legal.
Seattle é uma cidade que eu tenho muita vontade de conhecer também, justamente por tudo isso que o João trouxe. Deve ser, deve ser espetacular. Dois times que surpreenderam positivamente. Os Estados Unidos pela, pela, na relação expectativa e entrega, foi o time que teve, acho que mais, que mais superou as expectativas, né? Foi um futebol de altíssimo nível, intensidade, volume de jogo, criação ofensiva, os seus melhores jogadores se destacando.
Pulisic foi muito bem pelo lado esquerdo, é, abraçou realmente a ideia de ser o protagonista desse time, mas não só ele. Não só ele, o time foi realmente muito bem. E prova da qualidade do elenco dos Estados Unidos são as opções que o João citou, né? Se o Pulisic não jogar, entra o Diorena. Até passou um torcedor do Dortmund ali atrás, não sei se o Dom que viu camisa do Diorena também. É, ou Brandon Aaronson, jogadores das grandes ligas europeias.
Então é uma prova da qualidade que esse elenco tem. O que eu falava antes da Copa era, com o Pochettino, eu acho que não tava entregando. Entregou muito no primeiro jogo. Acho que agora vai ser uma amostra para entendermos a que veio a seleção dos Estados Unidos, se a estreia foi só uma empolgação momentânea ou se realmente o time fará uma boa competição.
4 horas da tarde, destaque final para você. E assim, até ver o quanto que esse jogo também é interessante para Austrália, pensando como foi contra a Turquia, né? Porque ela, nesse jogo de domínio do adversário, a Austrália se encaixou muito bem. Então acho vai ser legal pelo que apresentaram as duas seleções, né, o mérito que tiveram na estreia de cada um da sua forma, acabou surpreendendo na primeira rodada. E a Austrália, eu tô começando a ficar com o pé atrás em apostar contra ela, eu admito, viu, porque na Copa passada não dava nada para Austrália.
Tudo bem que a Dinamarca foi uma grande decepção, mas ela vai para o mata-mata, incomodou a Argentina. 2014 é que ela pegou um grupo muito pesado: Espanha, Holanda e Chile. Mas ela não fez maus jogos não, assim, acho que ela até competiu em algum momento ali. Então é uma seleção que eu tô começando a ficar com— para os Estados Unidos é favorito, é favorito, mas eu tenho meu pé atrás agora em apostar contra Austrália.
Teve aquele golaço do Tim Kerry controlando lá no beiradinho, foi legal demais.
Ó, terminou o podcast futebol nos Estados Unidos e Austrália a partir das 4 da tarde, o primeiro jogo desta sexta-feira. Aliás, todos os jogos da Copa do Mundo você vê na Kazé TV dentro do Disney Plus. Terminamos hoje, foi bom, hein? Foi bom, sempre muito bom. Nós voltamos amanhã meio-dia com você.
Não, amanhã não, amanhã também não tá no Esporte Center.
Você também não?
Não, é que eu tô perdido, eu tô amanhã, eu tô amanhã. É que eu, cada dia uma história, você precisa pensar com calma.
Todo dia é sábado, todo dia é domingo, todo dia é assim.
Eu já almocei para poder correr antes do jogo das G4, é, é, é.
Tcholismo, Dom Q, tcholismo, tcholismo, partido a partido. Exatamente, Gustavo.
Todo dia é domingo, todo dia é segunda-feira, então todo dia é tudo igual. Então você não, né, Bia?
Não, tô de folga amanhã.
Tá de folga? Você não já não folgou a semana? É, pois é.
Oi, tá bom. Eu não pedi, apareceu ali, tá bom.
Então tá bom. Não vou reclamar.
E você, Gustavo, vai pra onde amanhã? Amanhã continua aqui em Houston. Hoje tem umas coletivas ainda da Holanda e da Suécia. Amanhã pré-jogo de Holanda e Suécia. Como o jogo vai ser às 2 da tarde, é isso, né? Às 2 da tarde daqui e meio. Não, pera aí, eu tô perdido. É 2, não, 2 da tarde aí, meio-dia aqui, né? Então eu vou, vai dar, a internet vai estar boa lá no estádio porque não vai ter tanta gente ainda ao redor lá. Eu entro já lá da porta do NRG Stadium.
É sempre uma emoção, mas 2 da tarde dá tempo da internet ajudar um pouco.
E vai ver o resultado, não, não, porque aí tem Tem bastante tempo que o programa é meio-dia, então eu vou, vai ser 10 da manhã aqui.
Então é, o que que é, o Biratã?
Quando vai ver o Houston Astros?
Quando? Eu tô tentando achar uma data aqui, eu acho que vai ter que ficar para uma, para um retorno a Houston, porque depois de amanhã eu já vou embora, vai para Dallas e volta para Houston.
Dá tempo, dá tempo.
E aí eu começo a ficar na estrada, né? Vai ficar nesse, ontem eu fui lá no Space Center, o Biratã. Aí vai render uma matéria especial, um conteúdo legal. O museu da, da, da, é o museu da NASA, vai, na prática, que o Museu da História Espacial dos Estados Unidos.
Tchau, Gustavo, até amanhã. Valeu, até amanhã. É isso, Brasil! Obrigado pela audiência no YouTube, no TikTok, foi demais. É, a Copa está só começando, né? Tem muito show pela frente, tem mais uns 30 dias pela frente com muito futebol no mundo na Copa. Até amanhã!