Futebol no Mundo #580: Craques em campo, decepção da Espanha e Brasil focado no Haiti
No Futebol No Mundo desta terça-feira (16) vamos trazer tudo sobre as estreias de França e Argentina, os GOATS estarão em campo: Messi e Mbappé! O que esperar dessas seleções na estreia? Vamos repercutir tudo do empate entre Espanha x Cabo Verde e trazer todas as informações da SELEÇÃO BRASILEIRA! A segunda partida do Brasil na Copa do Mundo é na sexta-feira, contra o Haiti!
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Alex
Chico De Laurentiis
Conrado Julietti
Gustavo Róvelo
Gustavo Zupac
Jean
Leonardo Bertozzi
Mário Marra
- Seleção BrasileiraPreocupação com Neymar · Desempenho de Douglas Santos · Estratégia de Ancelotti · Desempenho de Vinícius Júnior · Opções de ataque
- Vitória da Argentina na Copa do QatarEstreia de Messi · Dúvidas sobre a defesa argentina · Meio-campo forte da Argentina · Desempenho de Lautaro Martínez · Argélia como adversário
- Jogo França vs SuéciaFavoritismo da França · Desempenho de Mbappé · Desempenho de Dembélé · Desempenho de Olise · Senegal competitivo
- Cabo VerdeEmpate surpreendente · Atuação do goleiro Vozinho · Críticas à seleção espanhola · Desempenho de Lamine Yamal · Desempenho de Nico Williams
- Irã vs Nova ZelândiaJogo divertido e disputado · Desempenho de Chris Wood · Desempenho de Taremi · Condições logísticas do Irã
- O jogo entre Arábia Saudita e UruguaiEmpate inesperado · Atuação de Darwin Núñez · Estratégia de Marcelo Bielsa · Desempenho de Valverde · Organização defensiva da Arábia Saudita
- Análise da Seleção EgípciaJogo físico e equilibrado · Gol de Lukaku · Organização defensiva do Egito · Desempenho de Salah
- Noruega vs IraqueExpectativa sobre a Noruega · Desempenho de Haaland · Desempenho de Ødegaard · Desempenho de Sorloth · Potencial de surpresa
Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes. Podcast Futebol no Mundo na Copa. Pera aí, pera aí. Quinta, sexta, sábado, domingo, segunda, terça, dia 6 da Copa, está no Hora Edição. 571.
É bom você pôr uma tabelinha aí.
580, eu acho, está no ar. Já já teremos edição 600 nos próximos dias. Ó, Espanha, zebra. Hoje tem Mbappé, hoje tem Haaland. Ô, Copa do Mundo, 4 jogos e 4 empates ontem, com destaque para o empate horroroso da Espanha. Tudo isso nós vamos falar hoje.
É horroroso para quem?
Eu gostei.
Horroroso, horroroso, horroroso para Espanha. Leonardo Bertozzi, tudo bem? Como estamos?
Tranquilo, tudo em paz, né?
Tudo em ordem.
Ontem foi, ó, acabou com o bolão de domingo.
Mas tudo bem, que assim, o resultado desse Espanha e Cabo Verde, ah, ferrou o bolão. Ninguém pôs empate, então é tudo certo, né?
Mas se alguém pôs empate, acabou com o bolão, né?
Não, assim, no bolão de casa, por exemplo, tava 3 a 0, 4 a 0.
Então assim, ninguém chegou de casa, é.
É, ué, no bolão da família. O pior é que a Laura é super competitiva e ela cravou Bélgica e Egito 1x1 e ela assumiu a liderança com esse 1x1. Então agora ela tá tirando uma onda absurda. Então vamos ter que recuperar aí, mas tudo certo. Copa do Mundo é longa, são 104 jogos. Tanto é que na Copa antiga teria acabado a primeira rodada. Agora ainda faltam 8 jogos para acabar a primeira rodada. Veja você.
Tem mais 2 dias ainda.
Então, fã de esporte, saiba que hoje estreia a campeã mundial e a vice-campeã mundial. Hoje é um super dia, hein? Hoje tem França, hoje tem Argentina, tem a estreia da Jordânia, hoje tem a volta da Noruega e do Iraque e da Áustria. 3 seleções que não jogaram Copas neste século. Então tem muita coisa legal aí.
Gerald vai ver Áustria e Jordânia, 1 da manhã?
Eu vou ver parte, né, de Áustria e Jordânia. A gente vai estar no Linha de Passe.
Então eu vou ver o segundo tempo.
A gente vê o segundo tempo. O Linha da meia-noite às 2 hoje. O Linha começa, até para avisar já, o Linha começa logo depois do jogo da Argentina.
Então Áustria e Jordânia, o jogo às 10, né?
Metadezinha.
Exato. Saiba uma coisa muito legal que tá funcionando: o Linha tá com 2 horas e a parte final do Linha exclusiva do YouTube e do TikTok, né?
Também TikTok.
Então assim, você fica, e aí quando a gente faz só para o YouTube, audiência cresce no YouTube. Que o pessoal que tava vendo na TV tem que vir para o YouTube, e o pessoal tá vindo com a gente.
Pessoal fiel, né? É, o pessoal, a gente gosta dessa coisa de sair da TV e vir.
Vamos manter isso para depois?
Vamos manter, tem que manter isso aí, como diria o outro.
Gustavo Róvelo, cadê você? Que horas são aí, Gustavo? Cadê você, Gustavo? Que horas são?
Aqui, aqui estou. Olha aí, no rádio, 4 minutos da manhã.
Continua errado o rádio relógio.
Lá não consegui arrumar. Falei, vai ficar assim até o final da Copa, não tem jeito, eu não tenho conhecimento tecnológico suficiente para arrumá-lo. Enfim, hoje dia cheio por aqui também, véspera de Portugal e Congo que jogam no estádio em Houston. Então tenho hoje mais tarde, à tarde na verdade, treino de Congo que está hospedado, que está treinando aqui em Houston, coletiva da República Democrática do Congo também, depois coletiva de Portugal.
Então, dia cheio de trabalho por aqui, começando, claro, sempre pelo podcast Futebol no Mundo.
Estamos ao vivo no YouTube, no TikTok. Deixa eu abrir o YouTube, eu tô um pouco atrapalhado aí. Estamos na primeira semana ainda, mas vai dar certo, tá? Destaque hoje primeiro para França e Senegal, jogo às 4 horas da tarde em Nova Jersey, estreia da— é que assim, podemos falar favorito favoritaça depois da Espanha. Assim, não vamos secar tanto, né?
É favorita ainda, para mim não mudou muito.
Favoritismo, o empate não é tão improvável assim. Mas vamos, vamos primeiro com as informações, vamos para Nova Jersey com tudo de França e Senegal. Conrado Juliete aqui no podcast Futebol no Mundo. Fala, Conrado!
Grande Alex, abração para você, para o Léo, para o Jean, para o Hoffman. Com o sol daqueles aí, eu fui olhar a temperatura aqui, 22 graus. Mentira, tá? A sensação térmica, 22. Mentira também. Aqui tá tudo quente, já estamos vermelhos, estamos aqui nos preparando. Já já abrem os portões, 3 da tarde, né, para a gente no horário local, 4 da tarde no horário de Brasília. E de cara, meus amigos, dizer o seguinte: para a França, para o Deschamps, primeiro ele disse ontem que a favorita era a Espanha, deu uma secadinha.
Antes de Espanha e Cabo Verde. Ele foi perguntado por uma repórter espanhola, ele falou: você tá falando que eu sou favorito? Vocês são favoritos. Mas foi antes do 0 a 0. Mas no geral é assim, ou é título ou é fracasso, tá? Tava lendo vários artigos desta manhã do L'Équipe, principal jornal francês, um dos principais portais esportivos do mundo, assim podemos colocar. Eles tratam, por exemplo, para o Mbappé o sucesso ou fracasso, né, tendo em vista o ano 26 do Mbappé, com crise no Real Madrid.
Então assim tá sendo colocado para um time que foi nas duas últimas Copas do Mundo finalista. Então eu vejo do lado da França o tratamento é de, se esse time não for campeão, vai ser tratado como verdadeiro fracasso, é o tipo de pressão, porque há um entendimento, e obviamente vocês podem melhor do que eu falar sobre isso, de que esse time no papel é melhor do que o time finalista de 22, que só perdeu nos pênaltis, né, depois de uma das maiores, se não a maior final de Copa do Mundo de todos os tempos.
E aí, principalmente com o surgimento do Olise, com Dembélé, ainda que se discuta por aqui que o Dembélé da França não é o Dembélé do Paris Saint-Germain, foi tema também lá no papo com o Deschamps, mas o entendimento que na teoria esse time tem tudo para voltar à final, porque é melhor do que o time que há 4 anos perdeu lá no Catar nos pênaltis para Argentina.
É, daqui a pouquinho a gente vai ver a escalação. É um timaço, é um timaço absurdo. O Conrado volta daqui a pouco ainda, né, dentro do podcast Futebol no Mundo, com mais informações. Vai sair um pouquinho do sol ali.
Aliás, até acabar a Copa do Mundo vai ficar todo mundo da cor do uniforme.
Não é bronzeado, é da cor do uniforme.
Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor, né, Conrado? Por isso que você, o Gustavo, vocês estão caprichando.
Eu sou um caiçara falso, cara, porque eu nasci na praia, mas eu fico rosa rapidinho. Mas é isso, já estamos da cor da pele aqui na cadeira.
Boa, Conrado Jolim, a gente volta daqui a pouco aqui no podcast Show ao Mundo. França e Senegal, o primeiro destaque hoje no começo da tarde, o jogo que vai abrir a rodada.
Hoje não temos, não teremos jogos a 1 e 2 da tarde, às 4 horas.
Por quê?
Porque vamos até às 3 da manhã, né, com esses fusos, 4 fusos diferentes na Copa do Mundo, né. Antes a gente tinha uma uniformidade de horários, agora um dia a rodada começa às 13h, um dia começa às 16h, aí é para deixar a gente maluco mesmo, mas vamos. Primeiro ponto, o calor. Não é banal, eu tava vendo agora há pouco um cara que fez um levantamento no Twitter, ele tava falando assim, tá todo mundo falando do favoritismo da França e ok, se a gente fizer a média de temperatura dos jogos da fase de grupos, a França é a única seleção que vai jogar assim os 3 jogos em estádios abertos e com previsão de temperatura alta.
Porque não só em estádio aberto, mas é tipo 3 da tarde, né? Então assim, a França vai jogar com temperatura média de 26 graus.
Ainda bem que a França não é a Noruega, né?
É, não, já pensou? A França e o Brasil são duas seleções das favoritas que— sim, não se assustem, eu tô falando do Brasil entre as favoritas porque tô alargando o espectro das favoritas, mas são as duas que jogam 3 jogos em estádios abertos. A Espanha, por exemplo, ontem jogou no estádio fechado. Em Atlanta, né? Então assim, a França e o Brasil jogam os 3 jogos em estádios abertos, mas o Brasil joga à noite contra o Haiti, por exemplo.
Então isso baixa um pouquinho a expectativa de temperatura. Tô falando que a França vai perder por causa disso? Não. Mas tô falando que é um desafio a mais? É. A gente tá vendo algumas seleções europeias sofrendo e caindo muito no decorrer do jogo, e eu entendo que o calor é um fator. Então vamos ver como é que a França vai se adaptar a isso em relação ao jogo de hoje. Em relação a jogadores, cara, é isso, é o que eu já tava falando e eu concordo.
O elenco é melhor, é mais forte. Alguns jogadores Estão melhores do que em 22, mesmo os que estavam. Eu lembro do Dembélé sendo substituído no primeiro tempo da final, porque assim, o The Champions tinha que fazer alguma coisa. E 4 anos depois ele é a Bola de Ouro, né, e protagonista do time bicampeão da Europa. Então muita coisa mudou, muita coisa melhorou. A defesa hoje tem zagueiros, pô, Saliba é um dos melhores zagueiros do mundo, vamos ver em que condição física que ele vai estar.
Eu acho o Mané no auge melhor goleiro que o Lloris no auge. Sendo bem sincero. Então assim, como nomes, é que do outro lado tem um Senegal muito competitivo, muito forte, fisicamente forte. E até por isso essa questão da resistência, eu acho que pode pesar no jogo, a questão do calor e da resistência. Eu espero um baita jogo, cara, eu espero um baita jogo hoje.
Acho que a gente tá falando de um dos melhores jogos da primeira fase, sem sombra de dúvida, entre os 5 certamente. Mas eu acho que coloco até numa classificação acima, né? Se a gente olhar Brasil, Marrocos, vai Holanda e Japão, França e Senegal, Espanha e Uruguai, acho que são jogos, né, que você falou, Gustavo?
Inglaterra e Croácia.
Inglaterra e Croácia, acho que são esses, acho que são esses 5, talvez os 5 principais. É um jogo muito legal, é óbvio que a França é lá favorita para a competição, acho que favoritaça para enfrentar o Senegal. A gente aí é bom respeitar o campeonato também, né? Não só a seleção do Senegal Senegal, que é uma seleção forte. Mas assim, o campeonato tá mostrando, a Copa mostra, né, uma série de fatores, sobretudo em estreias, que podem pesar.
Os times ainda não estão acertados, tem fator de nervosismo, que claro é mais normal até que esse nervosismo atinja a seleção do Senegal do que eventualmente a França. Mas também era mais normal que atingisse Marrocos do que o Brasil, porque a gente tá falando de uma seleção brasileira que não foi tão reformulada em relação à da Copa passada. E nós vimos o que foi. Então assim, Copa é especial, né? Aquela coisa do ambiente, da importância do jogo e tudo mais é bom respeitar.
Do outro lado você tem um time também muito forte. E é isso, acho que é dessa primeira fase nós estamos falando certamente de um dos 5 jogos mais legais.
Gustavo, Sadio Mané, Nicolas Jackson, o Pape Mata Sarr, o Mamadou Sarr, é um time também que tem valores individuais, né? Senegal Senegal e Marrocos são as duas melhores seleções africanas da atualidade. Por isso que esses confrontos de Marrocos contra o Brasil e Senegal contra a França entram nessa lista dos melhores jogos da primeira fase com tranquilidade. Sobre esse aspecto de que a França atual é melhor do que a França da última Copa do Mundo, olhando para o ataque, a gente tem Kylian Mbappé que de maneira geral ele é considerado o melhor jogador da atualidade.
Não que ele esteja como o melhor agora, mas se você parar para pensar e falar, olha, entre todos os jogadores da atualidade, tirando Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, já que estão em fase final de carreira, né, quem é o melhor jogador de futebol do mundo, né? Eu acho que o Mbappé vai ganhar mais votos do que qualquer outro. E aí você olha para o Dembélé, que esteve como o melhor jogador do mundo na temporada passada, E nessa ganhou mais uma vez a Champions League.
Teve problemas físicos, mas conseguiu chegar na reta final da temporada jogando muito bem. E o Olise, que é candidato a melhor do mundo nessa temporada. Então olha realmente o potencial ofensivo desse time. A gente tá falando de 3 dos melhores jogadores do mundo na atualidade: Ousmane Dembélé, Michael Olise e Kylian Mbappé. A França Não pode, a França não deve gerar grandes expectativas em todo mundo, porque tem sido assim. O futebol jogado pela seleção francesa com Didier Deschamps é um futebol acima de tudo competitivo, não é um futebol encantador, nunca foi.
É capaz de fazer jogos espetaculares, mas esse não é o padrão. Então, para o jogo de hoje, eu espero uma grande partida, mas uma partida muito disputada, muito física. Não acho que será um jogo de grandes, de muitos gols, porque pelo menos essa não tem sido a tendência da seleção francesa. Não é uma seleção essencialmente ofensiva. O normal aí é sim a vitória da França, apesar da enorme dificuldade. Mas se empatar, não pode gerar grande surpresa, assim como empate do Brasil não gerou contra Marrocos.
Falando um pouco do Brasil, nós vamos falar de França e Senegal ainda no programa daqui a pouco. Acho que é interessante, né, Só voltando ao assunto, a história que o Conrado falou, né, que estão tratando como ou é campeão ou é fracasso, né? É meio doido isso, né?
É, mas eu acho que é compreensível assim. É doido porque numa Copa do Mundo você não pode jamais, né, achar que se você não for campeão você fracassou. Acho que tudo depende do roteiro, depende da eventual eliminação, depende de como você cai, de onde você cai. Então claro que não pode ser assim teoricamente, só que assim, Se existe uma seleção ou um país onde essa visão é mais compreensível pela qualidade individual dos jogadores, isso acontece na França.
Eu tava vendo outro dia, não me lembro, as previsões, percentual de chances de vencer a Copa do Mundo, né, de cada seleção ali, baseados em dados estatísticos e tal. Claro que é sempre tudo muito questionável, mas o que eu quero dizer, se você pegar seleções que tinham maior percentual de chances de ganhar a Copa do Mundo, você falava de 15%, 16%, que era o percentual de Espanha e de França. E eu concordo que elas sejam as favoritas, mas assim, nós estamos falando de favoritas que, ainda que favoritas à competição, tem 15%, 16% de chance de ganhar. Então assim, você tá falando de 85% de chance de perder.
Você sempre fala da chave, né, que é isso: Espanha e França em primeiro, Só uma delas chega na final.
É isso, exatamente.
Ainda tem esse ponto, né? Claro que assim, tá tudo indica que a chave vá misturar, né? Já diminuiu um pouco essa chance com Uruguai também perdendo pontos, né? Mas assim, ainda tem a chance da chave misturar.
Mas misturar, você diz Espanha e França?
Não, que seja a França não ser primeira ou a Espanha não ser primeira. Pode acontecer, pode acontecer de Espanha e Uruguai empatarem e aí uma das duas ganhar demais do outro jogo. Pode acontecer, tudo pode acontecer. Vai acontecer, né, na verdade. Mas assim, a gente já viu em outras Copas que a chave pode misturar e ela, um lado pode ficar muito mais forte que o outro. A gente tá vendo que, cara, olha que legal, a Ásia, Alex, a sua querida Ásia, em 6 jogos não perdeu.
Ainda não perdeu.
Assim como a América do Sul não venceu, as seleções da Ásia mais Austrália, que é a AFC também, não perderam, tá? Então assim, é Elas chegaram para fazer uma boa Copa do Mundo. Então nada impede que a gente tenha uma Copa bem misturada. Mas só para não fugir do tema, tratar um título mundial como sua obrigação, é isso ou fracasso, coloca um peso nos jogadores que ninguém deveria ter. E acho que isso joga contra, na verdade. Porque por maior que seja a sua expectativa, cara, é jogo.
Você pode perder qualquer jogo em qualquer momento. É uma bolinha desviada, é um dia ruim, é... É um jogo que vai para os pênaltis, pode acontecer. A Espanha pode ter um outro jogo como esse que teve ontem, que nós vimos ontem, né? E pode acontecer em qualquer jogo, qualquer jogo.
E no jogo de ontem da Espanha não era um jogo que valia classificação, que valia eliminação. Agora, se isso acontece num jogo que vale vaga, você tá fora da Copa. Então acho que é isso que precisa ser considerado. E também precisam ser consideradas as outras forças, porque embora a gente fale tanto de França-Espanha, França-Espanha, França-Espanha, você tem a Inglaterra, você tem Portugal, você tem o Brasil. Sim, o Brasil Brasil, você tem Alemanha.
Eu acho que, cara, é França e Alemanha nas oitavas. A França pode perder e não é o fim do mundo a França perder um jogo para Alemanha. Fica parecendo que assim, hoje a Alemanha nada e a França os reis da galáxia.
Você tá falando isso, você sabe que a Alemanha não tem muitos jogadores na Premier League, por isso que aí o pessoal—
lá vem a mágoa, lá vem todo rancor de Gustavo.
Até tem, né?
Você sabe que o pessoal do site me pediu, né, aquelas coisas que eles gostam de pedir e tal, pô, uma surpresa, uma previsão ousada. É uma previsão ousada, isso era previsão ousada. Eu falei, tá bom, vai ser que é uma previsão ousada. Obviamente a previsão ousada ela vai ter sempre mais chance de não acontecer do que de acontecer. Eu falei, pode pôr aí, previsão ousada: Alemanha elimina a França nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Que é o que os dois, se os dois ficam em primeiro, esse confronto Brasil tá garantido.
Essa foi a minha previsão ousada. A minha tá perigando, que é a Turquia, nossa força média.
A sua já vai cair.
Não, não vai não, porque vai ganhar do Paraguai, vai classificar.
É, mas fala, Gustavo.
Sabe qual que foi a minha previsão ousada? O Brasil vai fazer uma boa Copa do Mundo.
Mas aí caiu. O que que é uma boa Copa do Mundo?
Não, isso é zero ousado.
Isso aí, pô.
É só uma crítica embutida. Você se aproveitou da previsão ousada para fazer uma crítica. É uma canalícia.
Ou seja, não, eu fui inteligente, eu fui bem, eu fui bem, fui muito bem. Enfim, veremos o que vai acontecer com esse França-Senegal, mas acho que vai ser um jogo bem equilibrado, bem duro. A primeira fase até aqui tem mostrado surpresas, tem mostrado que aquela lógica que muita gente imaginava, nós mesmo, né, nos nossos palpites, né, ela não predomina, não prevalece. Então surpresas já aconteceram e continuarão acontecendo até o final dessa Copa do Mundo.
A temperatura acho que tem influência assim, o que o Bertozzi colocou, tá fazendo muito calor, muito calor. Não é o caso aqui de Houston porque o teto é retrátil, não é o caso de Dallas, mas no caso de Nova Jersey interfere bastante porque tá muito quente nos Estados Unidos nesse período do ano.
É, não tem jeito, né? Não é a primeira vez que tem Copa do Mundo aí e na outra vez o calor Pegou muito também. Nós falamos, França e Senegal às 4 da tarde. Nós falamos da seleção brasileira hoje, teve ontem, teve folga, todo mundo, né, foi tirar um dia, né, para passear. Hoje teve entrevista com o Douglas Santos. O Brasil joga sexta-feira à noite contra o Haiti. Ele fala um pouquinho, é um assunto chato, mas é difícil, mas ele fala do assunto Neymar. Vamos ver.
A nossa expectativa que o Neymar esteja 100% é das melhores. Estamos orando para que ele se recupere 100%, porque ele estando 100% vai ser um cara aí que vai nos ajudar bastante, né?
Ele não é um ídolo para mim, creio que para todos os jogadores que aqui estão, até os mais jovens, né, que que viram ele fazendo história, não só pelos clubes que passou, mas também pela seleção. Então cremos que ele irá estar pronto aí mais breve possível para que possa nos ajudar nessa caminhada aí, que creio que será brilhante.
Ainda é sobre um cara que não tem condição de jogo, né?
Fala, pode falar você. Não, eu, tá bom, você quer que eu fale? Eu vou falar sobre a maravilhosa manchete do jornal O Globo, que eu achei maravilhosa. Assim, CBF desiste de prever retorno de Neymar. Pronto, chega para mim, aí parou, entendeu? Hoje a gente, a minha grande preocupação no momento que o Neymar foi convocado é que a gente passasse a Copa toda falando do Neymar quando a gente tem outras coisas para falar. O Neymar não joga futebol faz um mês.
Se foi um erro ou não, na minha visão foi, a convocação dele, a gente pode agora voltar a discutir ao final da Copa do Mundo, porque eu acho que a gente tem tanta coisa para falar, né, tanta discussão sobre quem deve jogar ou quem não deve jogar, as alternativas. O Neymar não é alternativa. O Neymar tá lá com o bonezinho dele no banco dando palpite para um, dando palpite para outro.
Diga, me corrija, é Eu, eu pelo menos não estou com a impressão de que o assunto Seleção Brasileira gira em torno do Neymar. Eu acho até que o empate, né, o resultado que não foi o ideal na primeira partida, fez com que o debate ficasse muito mais em alternativas para fazer o time melhorar.
E também no Ancelotti.
É, também tá perfeito assim, acho, né? Só assim para responder, porque acho que eu também tenho essa impressão do Gustavo e eu acho que tá ótimo. Eu acho que tá ótimo, é assim, do jeito que a gente não tem abordado o Neymar, tá legal, porque é isso, não tem o que falar do Neymar. Ele não é um jogador apto a jogar futebol, ele, a gente não tem que discutir o Neymar. Depois a gente pode voltar a discutir a convocação ou não convocação dele, mas acho que nesse momento não tem o que falar de Neymar.
A gente tem que falar de Hendrik, tem que falar de Matheus Cunha, tem que falar de Rafinha, tem que falar, né? Minha visão é essa.
Ó, e a minha visão é: se alguém fala do Neymar na coletiva, é porque foi perguntado. Claro. Então assim, ah, o Neymar é assunto. Para o Neymar ser assunto, alguém tem que levantar o assunto, né? Então alguém levantou o assunto. Seria maravilhoso se o Brasil tivesse feito uma grande estreia, convencido, e a nossa discussão fosse: pô, imagina quando o Neymar tiver bem, vai ser uma opção. Aí é ok, maravilha. Não é o caso. O Brasil precisa se preocupar em ter um time, e para ter um time nesse momento não tem o Neymar, porque o Neymar não tem condição de jogo.
Se tiver, quando tiver, a gente pensa em como tê-lo, por quanto tempo tê-lo, em que circunstância tê-lo. Nesse momento, o Brasil não pode se dar ao luxo de permitir que o Neymar seja um assunto, porque tem um time para fazer. O time do Brasil nesse momento é um papel em branco. Eu falei isso no Linha de Passe, o Jean tava comigo. E assim, o Ancelotti tinha os boas de time, aí machucou o Estevão, aí machucou o Militão, aí tinha machucado o Rodrygo já, aí ele pensou num time com Wesley, machucou o Wesley.
Aí ele pensou numa coisa para estreia, não deu certo, ele voltou para prancheta de novo, entendeu? Então assim, o Brasil não tem nada nesse momento. Dá para ter um time até o final da Copa do Mundo? Dá até para ganhar a Copa do Mundo, dá. A Argentina perdeu para Arábia Saudita e o Scaloni voltou para prancheta. Isso aconteceu, a Argentina repensou o time e ganhou a Copa do Mundo, e tinha um jogo a menos para fazer do que o Brasil tem agora.
Então assim, dá tempo de ter um time. A Copa do Mundo é uma competição de soluções rápidas, de tiro curto, em que você ter jogadores que resolvem ajuda muito. E o Brasil, ao contrário do que muita gente pensa, os tem. O Vinícius mostrou isso, porque se o Brasil não tivesse um jogador do talento do Vinícius Júnior, o Brasil tinha perdido para o Marrocos. Então assim, o Brasil e o Ancelotti sabe muito bem que ter um jogador como Vinícius Júnior te tira de muita enrascada.
Ele ganhou títulos graças a isso, né? Porque alguns times do Real Madrid que ele tinha não jogavam bem e ainda assim ganhavam graças ao talento individual. E é por isso que eu falei aqui antes da estreia que ele já ganhou títulos assim, e não me arrependo de ter dito. Falei antes da estreia e não me arrependo, porque ele já ganhou assim e pode ganhar assim de novo. Mas neste momento, o Brasil precisa pensar em montar um time. Acho que o Douglas faz parte desse time, porque acho que a conexão do Douglas com o Vini na esquerda é uma das poucas coisas que podemos dizer que funcionaram na estreia.
Eu acho que ele não vai abrir mão de ter a saída pelo lado esquerdo, mas a questão é como é que vai funcionar o outro lado. Porque se tem um problema é: o Brasil tinha uma ideia muito clara de saída pela esquerda e agudo pela direita com Wesley.
Ele tentou reproduzir o agudo pela direita com o Ibanez, mas aí, cara, então, mas acho que aí tem uma coisa, né, Léo, que é importante a gente destacar. A preocupação com o Marrocos era muito pelo lado direito de Marrocos. Então assim, também era normal que neste jogo especificamente, pelos desfalques que Marrocos passou a ter do seu lado esquerdo e pela força que tinha com o Brahim Diaz e com o Hakimi do lado direito, de repente Ancelotti falou, olha, Douglas, eu gostaria que você fosse o lateral a apoiar, a subir mais, e não o Ibanez.
Só que nesse jogo não vai dar, nesse jogo não vai dar, porque eu preciso me preocupar com o adversário. E acho que isso é, hoje não é nenhum absurdo falar isso. Acho que passou aquela época do Zagallo, da coisa de que não, são eles que têm que se preocupar com a gente, aquela lógica de que o Brasil sempre tem que ser visto como o time perigoso e protagonista. Não é assim. E acho que nesse aspecto também fez sentido você segurar um pouco mais o lado esquerdo, o lateral esquerdo especificamente, porque a força de Marrocos tava mais pelo lado direito, não só por causa do Hakimi, do Brahim Dias, mas também pelos desfalques, ou o desfalque que Marrocos passou a ter do lado esquerdo.
E nós nem queremos ser profetas do apocalipse aqui, tá? Mas 2 empates, né, o segundo empate, se for, se o Brasil empatar com Haiti, a coisa começa a ficar muito, muito esquisita.
Difícil de acontecer, é muito difícil de acontecer, mas ó, Se a gente tem tendência catastrofista porque empatou com o Marrocos, que é uma seleção de bom nível, né?
Tanto que eu falei, se o Brasil faz o que fez a Espanha, provavelmente ontem tava todo mundo pedindo a extinção da seleção brasileira.
Fala, Gustavo.
Não, mas não, aí eu, com Haiti, o Brasil dá para falar tranquilamente que tem obrigação de vencer, ainda mais depois de ter empatado com o Marrocos. O Brasil tem toda obrigação do mundo de vencer o Haiti. Qualquer resultado que não seja— a gente gosta, a gente evita também esses termos, Alex, mas aqui eu vou usar todos, tá? A obrigação é do Brasil, vai ser um desastre se não vencer. Tudo isso, tudo isso, porque o Brasil entra para ser candidato a título.
Brasil é pentacampeão contra uma seleção muito inferior tecnicamente, um país com, nossa, muitos problemas sociais. Então assim, a responsabilidade é toda do Brasil, tem que vencer sim o Haiti. Acho que— acho não, tenho certeza, assim como todos, todo mundo, né, que a escalação vai passar por por alterações. É a ver se na lateral direita o Danilo entra na vaga ou não do Ibanez. No ataque, eu acho que a mudança talvez mais provável até é uma eventual saída do Igor Thiago para entrada do Matheus Cunha.
Não acho ainda que será aposta pelo Endrick. Usaria o Rafinha do lado direito por essas questões já até trazidas pelo Bertozzi, pelo Jean. A ausência do Wesley pela direita, Danilo ou Ibanez como lateral, não vão os dois, nenhum dos dois vai te dar esse apoio forte, a amplitude. O Rafinha vai conseguir te dar um pouco mais isso, por mais que seja pela direita, jogador que corte para dentro, ele vai atrair a marcação, vai segurar um pouco mais a marcação.
Então algumas alterações, algumas mudanças precisam acontecer na seleção brasileira. Eu tenho convicção que o Ancelotti as fará para o jogo contra o Haiti.
Eu tô ficando doido, a gente tá piorando, porque eu lembro quando empatou com a Suíça em 18 e não foi tanto assim a loucura das pessoas, ou foi? Ou eu tô com a memória ruim?
Sabe assim, acho que é assim, não tinha É isso que eu ia falar. Não tinha, mas acho que não nesse nível, né?
Eu acho que foi sim, Bertozzi.
Foi? É.
E aí eu lembro, eu lembro de estar na cobertura da Seleção Brasileira ainda pela ESPN em 18, né?
Foi, eu lembro.
Nossa, foi pesadíssimo, todo mundo querendo culpar o Miranda. Lembra que tinha, não foi o Miranda que acho que não foi bem na prova da arbitragem?
Porque ele foi empurrado no lance do gol.
É o Miranda, isso, foi o Miranda.
É, essa é a verdade. Eu acho que tá mais insano assim, tá mais, tá sempre, a gente tá sempre, eu acho que a nossa relação com futebol ela tem piorado com o passar do tempo de maneira geral, no Brasil especificamente eu tô falando, é uma reação que é meio doentia assim de, cara, você ganhou, você é maravilhoso.
Ou talvez aquele time viesse com mais crédito pela eliminatória que fez, chegava muito forte.
Mas também tem uma coisa que eu sinto hoje, e aí acho que tem a ver muito com social, que é pessoas absolutamente centradas, coerentes, equilibradas de outras áreas, na hora da Copa do Mundo passam a falar de futebol. Isso não é ruim, isso é legal, só que virou megafone. Isso é legal, só que essas mesmas pessoas centradas, equilibradas e calmas com outros temas, com futebol parece que é igual a gente na época do Oscar. Se permitem, né? E aí vira essa loucura insana, cara.
Rede social, gostamos. Um abraço para você que tá no YouTube, no TikTok, no seu celular.
Se você não segue o Jean ainda no Instagram, siga.
Vamos, vamos dar uma turbinada, vamos turbinar os seguidores do Jean. O Gustavo falou do Hendrik, o Jean falou do Hendrik. Quem vai falar sobre o Hendrik agora é o Ronaldo Fenômeno, que participou do Resenha nesta segunda-feira. Eu tenho certeza que ele vai ter oportunidade, ele vai entrar em algum momento, mas agora mesmo ele é a terceira opção no ataque, né? Tem o Igor Thiago, tem Matheus Cunha, e depois é ele. Eu acho que ele entraria no jogo se não fosse a substituição que eu acho que o Bruno Guimarães, ele pediu para ser substituído.
Isso, Danilo, eu acho que seria a quinta substituição. Um detalhe importante, né, para a gente levar em consideração, porque com certeza o Ancelotti ia buscar a vitória.
Ele tá pronto, cara, não esquece, ele tá pronto, ele tá competindo ali com outros grandes jogadores, pô. O Matheus Cunha no United, o Iago Thiago na Inglaterra fez, foi o artilheiro. Nós estamos bem servidos. Fala, Gustavo. É tudo sobre o Endrick agora, né? Ultimamente, depois do jogo, depois do jogo do Marrocos, né?
Faz parte desse, desses extremos, né? De repente o Endrick virou a solução de todos os problemas. Eu tenho até um pouco de ressalva para falar nesse, nesse tema, porque eu acho que o Endrick deveria ser titular, e disse isso até alguns amigos antes da Copa começar. Né, porque eu acho, eu entendo que entre os 3 atacantes que o Brasil tem para jogar na posição central, o Endrick é o melhor. Esse é o meu ponto de vista. Eu acho o Endrick o melhor entre Matheus Cunha e Igor Thiago.
São 3 jogadores de características muito diferentes, mas entre os 3 eu gosto mais do Endrick. Só que eu acho que há um exagero nesse momento em crucificar o Igor Thiago e transformar o Endrick na solução de todos os problemas. Não é por aí. Isso entra nesses extremos, principalmente de redes sociais, que de repente o Endrick realmente— o grande problema: o Brasil não venceu o Marrocos porque o Endrick não jogou. Não é por aí. O Brasil não venceu o Marrocos porque do outro lado tem um grande time, porque o Brasil tem problemas coletivos, porque o Brasil perdeu muitos titulares e não necessariamente encontrou as soluções, porque as opções do Ancelotti talvez não tenham sido as melhores para enfrentar o Marrocos.
Então, contra o Haiti, eu imagino evolução. Não acho que o Hendrik vai entrar. Acho que o mais provável contra o Haiti é que o Matheus Cunha ganhe a posição do Igor Thiago. Já falei sobre Igor Thiago aqui, o Jean também. A gente até concorda nesse aspecto. Eu acho o Igor Thiago um jogador importante para a seleção brasileira, um cara que eu valorizo demais até pela história dele. A quantidade de gols que ele marcou na Premier League o torna um jogador importante para a seleção brasileira, sim, mas para momentos do jogo, pela característica que ele tem, eventualmente para um segundo tempo contra um time mais recuado, para segurar a marcação, para jogar entre zagueiros.
É importante ter um jogador com essas características do grupo. Por isso que o Ancelotti o levou de maneira muito merecida. É, contra o Haiti acho que joga o Mateus Cunha, mas a minha opção seria o Endrick. Mas vou recuperar um pouco do que o Ancelotti fazia no Real Madrid, né, aquela história da meritocracia, né, do vestiário, que se você tivesse chegado agora você ia ter que esperar um pouco a sua oportunidade. Eu acho que de certa maneira ele tá trabalhando assim com o Endrick, como o Endrick chegou na reta final Não que o Igor Thiago tenha sido chamado desde sempre, né, mas o Endrick foi ali aos 45 do segundo tempo, né.
Então talvez ele tenha segurado um pouco o Endrick, mas vai utilizar com certeza no Mundial.
Então, Alex, eu assim, eu concordo plenamente com o que disse o Gustavo. A questão do Endrick para mim é a seguinte: tá uma grita tão grande, e claro que o Ancelotti não tem que atender a grita pelo Endrick porque tá todo mundo pedindo nas redes sociais. Não é isso, mas eu acho que de fato a gente precisa logo da resposta sobre como seria o Endrick titular da seleção. A gente não tem mais amistoso, Ancelotti não tem o ciclo todo.
Eu acho que é normal e seria normal até ele começar com o Matheus Cunha, mas me parece que ele também precisa dessa resposta sobre o Endrick, porque o Endrick de fato entra sempre muito bem na seleção brasileira quando sai do banco. A gente precisa saber como seria com ele titular, e talvez o melhor momento para obter essa resposta seja agora, seja na fase de grupos, porque o Brasil vai se classificar, por mais que as pessoas queiram colocar uma dúvida que acho que não existe.
Então, ainda que eu entenda, e acho que faça até mais sentido por aquilo que o Ancelotti sempre fez com a seleção, o Matheus Cunha parecia ser o titular e o Igor Thiago titular. Eu não entendo, por tudo que o Hoffmann já falou, Mas eu acho que talvez fosse o momento de dizer, não, tá bom, vamos lá, Endrick, tua chance vai ser agora, vai ser nesse jogo com Haiti, vamos ver como você vai se sair, e depois a gente resolve contra a Escócia se vai ser o Endrick, se vai ser o Matheus.
Acho que o Igor Thiago não será, mas então acho que é o momento de testar também. É, a palavra não deveria se aplicar a uma Copa do Mundo, testar numa Copa do Mundo, Mas o ciclo acabou obrigando a que as coisas sejam assim, e eu gostaria por isso também de ver o Endrick titular contra o Haiti.
Bom, Brasil joga na sexta-feira contra o Haiti, nós vamos falar muito ainda até lá. É hora de falar dos jogos de ontem.
Bom, bom dia, hein?
É, que belo dia! Vamos começar então com o empate entre Espanha e Cabo Verde. Vamos direto para Atlanta. Mário Marra aqui no podcast Futebol no Mundo. Vivamos juntos ontem, né?
Primeiro choramos juntos, choramos juntos. Foi muito emocionante ver o Mário, né?
Com tudo que o Mário sentiu, falou e que viu ontem. Enfim, Mário Barra, como foi ontem, Barra?
Fala, Alex, que bom estar com vocês. Estou perfeitamente em casa aqui, me sinto abraçado por todos e sinto falta dos abraços dos companheiros. Ah, foi sim, né? Bastante emocionante assim a madrugada. Quero agradecer tanta gente que se manifestou, que mandou abraço, tudo. Vocês me conhecem tão bem, né? Eu tenho muita dificuldade com essas coisas, mas na verdade assim, eu tenho dificuldade para os outros, né? Porque eu comigo mesmo convivo muito bem com isso.
Eu sou isso mesmo assim, já tem muito tempo que eu sei que eu sou assim. Então eu espero não desagradar mais os outros, mas uma coisa eu sei que tenho conseguido Não é a intenção, é mostrar que somos humanos, né? É uma humanizada na coisa. Alex, foi lindo, cara, foi lindo mesmo o estádio, assim, recepção da torcida de Cabo Verde. A gente mostrou isso, né, várias vezes aqui, muito tempo antes. Eu tô com uma sensação, o Mendel também tá, que tem pouco espanhol na área, sabe?
Que tem muito mexicano, que tem guatemalteco, hondurenho, que tem estadunidense, com a camisa da Espanha, tem muita camisa do Real, tem muita camisa do Barcelona, mas no estádio você percebia, tinha muito cabo-verdiano. Espanhol, menos. Tanto que quando o Correia tocava na bola, às vezes, especialmente no início, ele era vaiado. Por quê? Ah, porque os torcedores do Barcelona ficaram insatisfeitos com o acerto dele com o Real Madrid.
São detalhes, né, que deu para perceber do estádio, muito organizado, muito tranquilo, depois uma certa confusão na zona mista, alguma desinformação, mas sobrevivemos, sobrevivemos, ficamos felizes. E eu te pergunto, Alex, você não gostaria de ser neto de vózinha?
É, pois é, que nesse momento quem não gostaria, né? Que assim, foi incrível, foi incrível o que nós vimos ontem, né, Marra? Mas nada tira os defeitos, as críticas da seleção da Espanha, né, Marra?
Nada, nada. E um dia antes o De La Fuente tinha falado em entrevista coletiva que era o melhor meio-campo do mundo, né? Eu estava na entrevista. Ele até depois estende para falar, porque acho que ele ficou meio assim, para falar que o time era o melhor do mundo. Tem alguém mandando mensagem aqui, mas não é nada demais. E aí, assim, a situação é que— É o Bertozzi, outro beijo para ele. Então, 30 minutos e 39 segundos para fazer o atacante tocar na bola, e eu acho que aí precisamos ponderar, já falamos sobre isso ontem no Linha de Passe, Se quiser achar um culpado fácil, você pode colocar ali a cabeça do Oyarzabal ou a Prêmio, mas peraí, o time tem que colocar o cara em campo também, né?
O time tem que acessar o cara, né? Senão fica muito fácil, né? E o Gavi também com muita dificuldade, o controle, isso tudo o Bubista sabia que ia acontecer pelo lado da Espanha. Só que assim, precisa ser mais agressivo, precisa pressionar mais, o jogo pelos lados do campo foi muito bem fechado. Ah, mas tá falando tudo isso, a Espanha finalizou quase 30 vezes, o Vozinho é o nome do jogo. Gente, é Espanha contra Cabo Verde. Se isso não acontecer, fecha tudo, né?
Seria o único jeito, né, de Cabo Verde conseguir arrancar uma. Sabe aquela coisa que os técnicos muitas vezes falam antes dos jogos, que é: olha, para a gente conseguir arrancar um ponto, a gente precisa que tudo dê certo, a gente precisa da partida perfeita. A gente precisa também que o outro time não consiga acertar e tal. E foi o que aconteceu, incluindo especialmente a atuação do Vozinha também, porque foi um negócio sensacional, né?
Das grandes histórias do esporte pra um cara da idade dele, né? Mais de 40 anos, cuja principal passagem, ou mais longa, foi por um time do Chipre, com as relações que tem com o Brasil também, que pra gente de alguma maneira é legal, né? O nome e tudo mais. Enfim, é, cara, é daquelas histórias que que a Copa do Mundo produz e que a gente não vai esquecer jamais.
Todos nós ficamos emocionados com o que nós vimos ontem. Mas de novo, né, Gustavo, você que acompanha também o dia a dia da seleção da Espanha, não dá para aceitar, não dá.
Não, foi uma atuação decepcionante, lembrou muito a Espanha pré-euro sem Lamine Amal e Nick Williams, né? Depois eles entram no segundo tempo, mas evidentemente não estão na melhor forma possível. Então foi uma Espanha que Teve dificuldade muitas vezes para agredir, de ser mais forte com a bola, mais objetiva realmente com a bola. Foi uma atuação acima de tudo decepcionante. A Espanha tem um histórico de decepções em estreias de Copa do Mundo.
O normal da Espanha em Copas é decepcionar, não é ir bem. Ainda acho, não mudo minha opinião em relação à Espanha e França como as duas melhores seleções do mundo na atualidade. Acho que Esse time tem tudo para evoluir, para crescer. É o Lamine Amal e o Nico Williams recuperando a melhor forma física e técnica também. Espanha vai evoluir. Acho que a opção do Luis de la Fuente ontem pelo Gavi talvez tenha sido a mais polêmica, porque o Gavi jogou muito pouco nessa temporada, sofreu com problemas físicos, e esse foi o ponto de maior crítica na imprensa da Espanha também em relação ao de la Fuente.
Sobre torcida espanhola, eu queria trazer um aspecto é importante, que talvez nem todos tenham, tenham a real dimensão. Infelizmente, hoje, vivendo há 4 anos já na Espanha, eu consigo entender isso melhor. De todas as grandes seleções do futebol mundial, ou seja, de todos os países que têm grandes seleções de futebol hoje em dia, a Espanha é provavelmente a nação que tem a maior dificuldade na relação torcida tira, por aspectos sociais, políticos, históricos.
Há movimentos independentistas na Espanha, na Catalunya, no País Basco e na Galícia, em menor proporção. Os movimentos independentistas do País Basco e da Catalunya são os mais conhecidos internacionalmente, mas há outros menores, como esse da Galícia, por exemplo. É um país de várias línguas, é um país que vive um conflito interno muito grande em relação a autorização do uso dessas línguas. O governo hoje da Espanha não é um governo— alguns governos de comunidades, né, que são os estados, são muito contrários à utilização dessa língua.
Há um conflito político muito grande na Espanha hoje envolvendo imigração, envolvendo a questão de nacionalidade também, entre governo federal e os governos regionais. Então assim, mas independentemente do presente, a Espanha tem essa relação difícil entre time e torcida, acima de tudo por aspectos sociais, políticos e históricos. Então acho que ajuda um pouco a entender também que o deslocamento da Espanha para cá, para os Estados Unidos, não acontecer em massa como de outros países, né?
Na Europa certamente seria maior. Para cá, com o valor ainda dessa Copa do Mundo é estratosférico, certamente foi menor.
Ó, acho que todos os pontos levantados são importantes. Essa questão da relação é estranha, né, porque essa Espanha não madridista, né, até contrataram o Cucurella horas antes do jogo, né. Cucurella tá na Copa como jogador do Chelsea, tá, não adianta vir com gambiarra não. Mas o Real Madrid até fez postagem na hora do jogo, né, com fotinha do Cucurella ali, que, mas a verdade é que Eu lembro quando saiu a convocação que os jornais de Barcelona fizeram capas, né? 8 a 0, 8 jogadores do Barcelona na seleção.
Até para contextualizar que mesmo no meio desse ambiente independentista que existe, o catalão se vê na seleção porque a seleção tem muito de Barcelona hoje e nada de Real Madrid. Então tem essas meio que incoerências, mas que cada um vai puxar para o seu lado, né?
Então assim, ainda que na Catalunya não seja uma unanimidade a torcida pela seleção, mesmo com a base sendo Barcelona, tem muita discussão.
Se der certo, ah, foi o Barcelona. Se der errado, aí em Madrid vão falar, ah, tá vendo essa seleção do Barcelona aí? Então o discurso para o sucesso e para o fracasso, ele já vem embalado, ele já tá pronto de um lado e de outro. Então assim, é um país em que essa polarização ela já tá embalada para qualquer resultado. Seja positivo ou seja negativo. Então assim, para quem não tá de lado nenhum, a gente tem que olhar para o jogo e para as dificuldades.
A Espanha estreou em 2010 e foi campeã perdendo para Suíça 1 a 0. O gol foi do Gelson Fernandes, nascido em Cabo Verde. Veja você, em praia. E naquele ano, qual que era a discussão, cara? A gente toca, toca, toca, toca, toca, toca, toca e não consegue fazer gol. 16 anos depois, a discussão é a mesma.
Toca, toca, toca.
A Espanha trocou 400 passes no último terço e não consegue fazer gol.
Por quê?
Porque tal como em 2022, quando foi eliminada pelo Marrocos com Luiz Henrique de técnico, o grandíssimo Luiz Henrique, o time não tinha o desequilíbrio individual.
E eu tô dizendo isso para afirmar que agora tem, só que eles não estão sendo usados.
É, a Espanha precisa que Lamine Yamal esteja bem. Se Lamine Yamal estiver bem, a Espanha é a favorita ou uma das favoritas. Se Lamine Yamal não estiver bem, qualquer um que fizer o que Cabo Verde fez ontem vai colocar a Espanha em dificuldade.
É, só, eu só dou um pouquinho de crédito também para o Nico Williams, porque eu acho que olhando para o que ele fez na Euro, que foi muito parecido com o que o Yamal fez, Se ele estiver bem, é que claro que a gente acredita menos na possibilidade dele estar tão bem pela temporada que ele não fez. Mas se a gente olhar para capacidade individual, né, Jean? Oi, fala, Marra.
E pela hora que ele entrou, né? Exato, a hora que ele entrou, né? Foi uma baita de uma suspeita entrar no finzinho. Será que tinha condição mesmo?
Exatamente. Quer dizer, a gente fica, acho que talvez até, né, Marra, de alguma maneira o fato dos dois terem entrado indica, ainda que no caso do Nico muito para o final do jogo, indica que a gente vai poder vê-los por mais minutos nessa Copa. Mas fica de fato a suspeita. E acho que mais do que tudo fica claro isso que o Léo tá falando: eles são necessários para que a gente continue afirmando, porque eu continuarei se eles estiverem à disposição, mas eles são necessários para que a gente continue afirmando que a Espanha é favorita.
Espanha pegar a Arábia Saudita no domingo, 1 da tarde. O Marra, volte, hein, volta amanhã.
Oi, ah, por favor, é só convocar que estarei aqui. Ó, hoje não tá aquele calor terrível, não tô me sentindo na panela de pressão, mas também já peguei chuva de todas as formas. Mas tá tudo bem, tamo vivo aqui, Alex.
Ele tá bronzeadinho, já tá usando protetor certinho, não tá tão vermelho assim que corrado, né?
E nem que nem o Zupa. O Zupa também, mas o Zupa tem uma desvantagem em relação a muita galera. Exato, né? E gasta muito protetor lá em cima também.
Hoje eu já vi vários Zupacs por aqui, viu? Tá lotado de Zupac por aqui, já vi vários.
Tchau, Marra!
Valeu, valeu, até mais! Lógico que esse é um charme dele, mas todos bem queimados como ele.
Boa, valeu! Mário Marra, direto de Atlanta depois desse empate. Pressão para cima da Espanha no domingo, hein, Gustavo?
Sim, tem que ganhar o jogo. Assim como o Brasil tem ganhado a Haiti, eu repito o discurso: Brasil contra Haiti, Espanha contra Arábia Saudita. E olha que a Arábia Saudita tem um time melhor do que, do que o Haiti, até ao menos com mais histórico e mais experiência em mundiais. Mas a Espanha agora tem que ganhar da Arábia Saudita sim ou sim.
Um abraço para o Daniel Leal dos Santos aqui no YouTube. Tem o Guga Monteiro, tem tanta gente. O André Corinthians aqui tem. Nossa Senhora, Turismo Chapado falaram que os estádios estavam vazios, que seria a pior Copa do Mundo, mas estamos vendo ao contrário. Copa do Mundo, né, amigo? Que mais?
Mas não estão lotados, né? Há vários estádios com muitos assentos vazios. Tanto é que gerou polêmica, que a FIFA teve que dar uma explicação, que o número de, número que ela divulga do público oficial é o número de ingressos que passam pelo scan, né, na entrada. E a explicação dela é que muitas vezes as fotos tiradas registram momentos em que os torcedores estão nos corredores dos estádios.
Mas a gente tem corredor também, né, pô? O cara paga ingresso para ficar no corredor?
É que o corredor é muito, o corredor aí é muito atrativo, né, Gustavo? É muita lanchonete, é mais fresquinho, né?
Não tá no sol, né?
Sim, sim, sai do sol, tem bebida, tem comida.
O problema é o preço, né?
Ó, beijinho, R$50.
Não, tá tudo muito caro, viu?
Em dólar é mais difícil, né? É vezes 6, né? Bom, nós aqui é Futebol no Mundo, é futebol, mas assim, já já nós vamos entrar em período eleitoral depois da Copa do Mundo. Vem aí eleições no Brasil todo, mas aqui no Futebol no Mundo nós exercitamos e exercemos.
Eu tô curioso para saber onde ele vai chegar.
Nós exercemos o direito da democracia a democracia, o direito de resposta. Por favor, abre aqui na tela, por gentileza. Gustavo Zuppacchi, por favor.
Olha lá, meteu uma lupa também, não é brincadeira não. Tudo bem, amigos?
Um ótimo dia a todos, todos vocês curtindo o frio de São Paulo, né, nessa cor pálida de quem não vê sol há bastante tempo, que não é o caso do não é o caso do Hoffman, não é o caso do Conrado. E pelo que eu tenho visto nas fotos, Conrado lidera este ranking. Eu tô, eu tô ali flutuando. Eu diria que os primeiros dias foram mais difíceis. Já tô numa fase de manter o bronzeamento, embora hoje esteja alternando entre o sol e o vento, uma brisa, uma cara, umas nuvens meio perigosas.
Mas a gente tá acostumando, tá acostumando. E também estamos acostumando com as surpresas, né, como vocês mesmos disseram dos jogos anteriores. E ontem aqui em Miami, no primeiro jogo da Copa aqui na Flórida, tivemos mais uma. Não que o Uruguai fosse uma seleção que estivesse empolgando, claro que não estava, mas acho que poucas pessoas imaginariam que o Uruguai não venceria a Arábia Saudita. A Arábia que chegou para esse duelo de ontem com a aura da primeira rodada de de 2022, não repetiu exatamente, mas acho que saiu com um grande resultado, né?
Dois tempos completamente distintos. Aliás, antes de mais nada, é aqui em São Paulo não tem brisa, não tem sol, só tem frio e chuva, né? Vamos deixar bem claro que realmente é uma coisa, então, Alex.
Oi, eu vou fazer o registro climático aqui porque vocês lembram que nos primeiros dias aqui eu também realmente tava assim como o Zupac, Conrado, um sol desgraçado, um calor infernal, uma coisa absurda. Eu me sentia em Manaus aqui em alguns momentos, tão quente e úmido, úmida que estava Houston. Só que o tempo mudou radicalmente desde ontem, não para de chover. E ontem aqui em Houston houve problemas de alagamento na cidade, vários pontos da cidade simplesmente alagaram porque não para de chover aqui.
É, ninguém mandou reclamar do calor. Agora venha para São Paulo para você ver que delícia que tá esses dias, uns Umas duas semanas assim só chovendo e muito frio. Mas assim, falando do jogo de ontem, Osupac, dois tempos completamente distintos. No segundo tempo, Uruguai só pressionou, mas muito chuveirinho, chuveirinho, chuveirinho, e não conseguiu virar o jogo, né?
É, isso diz um pouco sobre os problemas que já se via na seleção do Marcelo Bielsa. Uruguai chegou aqui para Copa do Mundo dentro da inconsistência da metade final do do ciclo, né, para Copa, com muitas críticas ao sistema ofensivo, a ponto do Bielsa reconduzir o Canobbio à seleção, né. Depois da Copa América, o Canobbio e o Bielsa brigaram. Canobbio reclamou do Bielsa, eles brigaram, Canobbio ficou fora da seleção. O Canobbio voltou para seleção.
Tem a questão do Darwin Núñez, que foi excluído do Al-Hilal da lista do Campeonato Saudita, passou a jogar muito menos, minutagem baixíssima. E quem viu jogo ontem, claramente o Darwin Núñez fora de ritmo, com dificuldade para jogar. O Bielsa ainda colocou o Federico Vinhas, um segundo atacante, que entrou melhor, mas o sistema não funcionou. Então, no primeiro tempo, a gente viu alguns problemas que o Uruguai costuma mostrar.
E o Bielsa é um técnico que gosta muito ou de pressionar alto, de fazer uma pressão pós-perda muito boa, ou de, se tiver que baixar a linha, ter um contra-ataque muito rápido. Mas o Arábia Saudita também não subiu muito. Então ficou um jogo travado. E eu me lembro ontem o Hoffman falando sobre o lugar do Valverde no Real Madrid, onde ele gosta mais de jogar. Ontem, como a gente imaginava, ele jogou aberto pelo lado direito. Mas uma coisa ele jogar aberto pelo lado direito numa linha de 4, no meio-campo que tem gente para construir, como é o caso do Real Madrid.
Uma coisa ele fazer isso no Uruguai com o Ugarte e Bentancur centralizados. O Uruguai não tinha como construir por dentro, só pelos lados. Então sofreu muito. E aí no segundo tempo, aquela, aquela história: o técnico merece elogios pelas boas trocas que fez ou merece crítica por uma escalação que se mostrou equivocada? Porque o Bielsa mexeu e o time respondeu muito bem. Todo mundo que entrou entrou bem, até o De La Cruz, que entrou muito bem, é no lugar do Ugarte, recuando o Bentancur.
O Uruguai merecia vencer, não foi competente para vencer. E a gente tem que elogiar também a postura da Arábia Saudita do ponto de vista defensivo, porque é um time que me surpreendeu pela organização nos amistosos. No curto período do técnico, do Jorge Dônio, do técnico grego, time teve dificuldade para fechar espaço. E só um detalhe, Mohamed Al-Owais, o goleiro da Arábia Saudita, que havia feito 5 defesas na vitória sobre a Argentina em 2022, ontem fez 9.
Foi o goleiro que até aqui mais defendeu nessa primeira rodada de Copa do Mundo, mais até do que o mundialmente aclamado Mãozinha, é vozinha, vozinha, vozinha, mas assim, fechadinho.
Mãozinha faz sentido também, né? Pelo que ele fez, aliás, mãozona, vamos falar a verdade, né?
Aliás, Arábia no segundo tempo fechadinho, fechadinho, fechadinho, né, Léo? Agora, a hora que o Uruguai resolveu, percebeu que tinha que chutar de longe, o Valverde quase vira o jogo.
Sim, agora é isso, a Arábia Saudita se defendeu muito bem e a gente falou muito sobre isso no Linha, né, sobre essa ser a Copa do 4-4-2, né, porque é um esquema que é Ele é básico, ele é mais fácil de ensinar, ele é mais tranquilo de aplicar a curto prazo e eles aplicaram muito bem, marcaram bem. O Egito fez o mesmo contra a Bélgica e forçaram o Uruguai para os lados. E nisso eu tô de acordo com o Zupac, quando ele entra com o Canóbio você passa a ter um triângulo ali com Valverde, Varela e Canóbio, que passou a ser o lado forte do Uruguai no segundo tempo e funcionou muito bem.
Uruguai cruzou 11 bolas só nos acréscimos do jogo, no segundo tempo, naquele abafo final ali. Então foram 47 cruzamentos no jogo, porque de certa forma assim, Arábia Saudita não é uma seleção muito forte pelo alto, embora tenha feito o gol até numa jogada aérea, né? Defensivamente, o Uruguai tava tentando botar a bola na área. Agora, ele tentou algumas coisas tipo, ah, o Darwin, cara, o último jogo oficial do Darwin foi em fevereiro, porque teve aquela coisa da contratação do Benzema.
Aí ele deixou o Darwin só na Champions, só que o time foi eliminado da Champions no primeiro jogo do mata-mata, ele ficou sem jogar. Então foi um risco que ele correu e que não deu certo. Acho que o resultado é um resultado que se aceita, apesar de você lamentar, porque o Uruguai entrava com uma chance real de poder tentar jogar pelo empate com a Espanha para ser primeiro. Ainda pode, dependendo do saldo, mas era uma garantia maior, né?
Dependendo, você ganhava agora, ganhava de Cabo Verde, você entrava para empatar com a Espanha e provavelmente fugir da Argentina, dado que a Argentina ficasse em primeiro. Então agora vai ter que tentar até fazer saldo, ainda é possível. Mas acho que é o caso de se lamentar. Eu não vejo um grande potencial para o Uruguai na Copa, para ser sincero. Acho que essas limitações de criação são muito graves. O Arrascaeta não tem previsão de voltar no próximo jogo. Se voltar contra a Espanha, é baleado, é para jogar poucos minutos.
E aliás, o Zuca falou ontem no Linha que ele saiu mancando.
É, exato.
Então assim, não dá para esperar muito, né, em relação à volta breve dele. Só que assim, para mim, independentemente— e eu acho que ele escalou mal, acho sim que escalou mal— mas independentemente disso, essa escassez de talento, eu acho que ela existe. E o Canobbio é a prova disso, porque o Canobbio entra e entra bem no sentido de ajudar o time, acho que por uma questão tática. E de empenho e de dedicação, mas ele acaba errando muito também.
Então é aquela coisa que você imagina, se o Uruguai tivesse outros jogadores talvez mais técnicos, e não é mais um ou dois, talvez o próprio Arrascaeta possa fazer muita diferença. A gente sabe que ele pode fazer muita diferença. E para o que faltou no time ontem, sobretudo quando o Valverde tava aberto e não centralizado, eu acho que para o que faltou no time, o Arrascaeta sim faria uma enorme diferença. Diferença, faria uma enorme diferença.
Mas pelos relatos do Zupa, não me parece que exista a expectativa de uma volta breve para a próxima rodada.
Primeiro, Gustavo, é para o segundo jogo, acho pouco provável pelo que a gente viu assim, mas para o terceiro jogo vamos ver, né? A questão é se ele tiver disponível para o terceiro jogo, será que o Bielsa pensaria no Arrascaeta contra a Espanha? Bom, ele foi titular contra Inglaterra em Wembley. Mas talvez contra Espanha ele pensasse no meio-campo um pouco mais encorpado, né?
Paulo Gustavo, é, no final das contas, esse ponto que o Tupac trouxe do meio-campo fez muita diferença, principalmente no primeiro tempo, né? Um time sem criatividade, sem capacidade de criar chances realmente no ataque. A questão com Uruguai é que realmente a expectativa não é alta, por isso que o empate não surpreende, né? Uma situação muito diferente de outros favoritos que empataram nessa primeira rodada. A gente não tem grandes expectativas sobre a seleção Uruguai, então tropeços como esse não deixa de ser um tropeço.
Empate do Uruguai contra a Arábia Saudita não são tão surpreendentes assim. O resultado acabou sendo excelente para Espanha, justamente pelo que o Bertozzi já trouxe, porque aí deixa o grupo ainda em situação igual. Uruguai, Uruguai poderia ter chegado na reta final com uma boa vantagem na partida contra os espanhóis.
Agora, a realidade, né, Zupac, do Uruguai nesse momento, olhando a situação do confronto, não é nem oitavas de final, né?
É, a questão é como é que o Uruguai vai passar. Se passar em segundo, ele cruza um potencial cruzamento com a Argentina, e esse jogo seria aqui em Miami ainda, hein? Seria um jogo absurdo porque a comunidade latina aqui é gigantesca aí. Isso seria interessante. Agora, o fato de, uma vez que o Uruguai empatou, o fato que é, o fato da Espanha ter empatado é bom. Porque se a Espanha tivesse vencido, Uruguai empatado, a primeira colocação do grupo já seria praticamente resolvida para Espanha ter tranquilidade contra o Uruguai.
O empate ainda mantém o Uruguai dependendo só dele para ser o primeiro colocado do grupo, né? Então assim, acho que os prejuízos do empate foram minimizados, desde que as favoritas, né, os favoritos desse grupo vençam na segunda rodada. E aí teremos domingo aqui de novo em Miami o jogo do Uruguai contra a seleção de Cabo Verde. Vamos ver como é que o Uruguai vai se comportar contra a sensação dessa primeira fase. O Uruguai já voltou para Cancún, né, para Playa del Carmen, e volta para cá no sábado para o jogo de domingo contra Cabo Verde.
Então o primeiro do grupo pegaria o segundo grupo segundo grupo da Argentina. Argélia, Áustria, Jordânia. A vida muda demais.
Opa, é. E se a Argentina não aprontar igual em 2018, que ela resolveu ficar em segundo e pegou a França? Às vezes acontece. É bom, vamos ver. É Uruguai que teve problema. A gente vai falar do Irã daqui a pouco, de todo o absurdo, mas Uruguai teve problema logístico com o avião. Também teve imagem de tipo cão farejador na bagagem. Tem um vídeo do Gart falando, cara, que Porcaria é essa, né, cara? Então o Uruguai teve seus problemas logísticos também, agora já tá de volta no México.
E vamos ver, questão matemática para os nerds, hein, para os nerds de cálculos. Com essa quantidade de empate, 8 em 16, a nota de corte dos terceiros vai baixando. Por quê? Porque se o jogo distribui 2 pontos e não 3, as pontuações vão diminuindo. Então a chance dos times com 4 pontos classificarem vão aumentando O que significa que Cabo Verde e Arábia Saudita, na última rodada, as duas com 1 ponto, mesmo que elas percam o próximo jogo, Cabo Verde e Arábia Saudita, quem ganhar deve entrar.
Cabo Verde e Arábia Saudita vira um dos melhores jogos da última rodada em termos de drama.
Mas o empate pode derrubar os dois, né?
Pode derrubar os dois. Embora já não seja tão impossível mais um classificado com 2 pontos se continuar tendo muito empate. Vamos ver. Se a tendência dos empates continuar, a gente pode até ter um cenário extremo de um classificado com 2 pontos.
Não é impossível.
Mas o certo é que assim, 3 empates vão classificar. Quem empatar 3 jogos vai entrar, isso já é praticamente certo. Tipo a lá Portugal em 16, assim.
Porque não é só do zero, vai ter saldo negativo.
Isso, é. Então assim, e assim, nem acho que os times estejam empatando por isso não, porque assim, a gente tá vendo...
Ninguém tá fazendo conta ainda.
Não, não, não. Irã e Nova Zelândia, por exemplo, foram 2x2, pauleira por todo lado. Então assim, nem assumindo que seja uma coisa de, ah, tão empatando porque empatar é bom. Mas empatar é bom.
Zupac, até amanhã.
Valeu, até amanhã estaremos juntos. Hoje saindo daqui eu vou até Miami, uma horinha de carro, e vou acompanhar os argentinos na Fan Fest. Muito argentino aqui. Vamos ver como é que Miami reage à estreia da Escalona.
Um abraço, vai ser bom aí, vai ser bom, vai ser bom. Valeu, Gustavo Zupac, uma delícia. Bom, muito bom. Ainda dos jogos de ontem, a ótima geração belga, Gustavo Hoffmann, Gente, esperávamos muito. Já foi, é, pois é, não dá para falar.
Agora é ótima geração norueguesa.
É, a geração da Bélgica ainda é muito boa, mas ontem, olha, né, Gustavo, foi um jogo difícil.
Acho que o Egito teve muitos méritos, muitos méritos, transformou o jogo em um jogo muito físico também. A Bélgica teve dificuldade na criação, conseguiu o empate no segundo tempo, no primeiro toque na bola do Lukaku, né? Pois é, é um jogador que entrou para fazer para trazer um pouco de mais força física também para seleção belga na grande área, para ter mais presença de grande área também. No primeiro toque dele na bola saiu o gol de empate.
Mas eu acho que o Egito conseguiu deixar o jogo muito físico e acho que isso fez a diferença a favor da seleção africana. Você pega alguns números da partida, os egípcios tiveram 7 finalizações contra 10 dos belgas. Então o jogo foi sim equilibrado. No segundo tempo, acho que a Bélgica melhorou, criou algumas oportunidades. É, o número de expected goals ficou até próximo, 1,35 da Bélgica e 1,08 do Egito. Então a posse de bola do Egito ficou pouco abaixo da posse de bola belga.
Então no final das contas foi um jogo bem equilibrado e eu vejo muitos méritos da seleção egípcia pela forma como ela se comportou dentro de campo.
É, eu gostei do jogo, acho que o Egito se portou bem. Aliás, eu tenho gostado muito Porque até outro dia, o pessoal adora clichê, né? Gosta muito, adora um clichê. As velozes africanas, os ingênuos, as velozes asiáticas, as ingênuas africanas, né? Qual mais? A força física de sei lá quem, né? E no final das contas, assim, as seleções africanas da Copa do Mundo, a gente viu com Cabo Verde e a gente viu com o Egito também, muito organizadas defensivamente.
Então assim, o que o Hassan Hassan, que aliás é a primeira pessoa a representar o Egito como técnico e como jogador, que é o maior artilheiro da história do Egito, à frente do Salah ainda. Salah vai passar talvez, mas provavelmente, mas ainda é muito organizado. Ele foi muito bem ao tirar o Salah da ponta onde ele jogava para colocar o Salah por dentro, para diminuir um pouco a obrigação defensiva dele. E o Egito dificultou muito a vida da Bélgica, né?
A Bélgica que Teve o Tielemans fazendo um jogo muito bom, mas acho que o De Ketelaere ali na frente, ele perde muito, participa menos do jogo. E o Lukaku teve muita estrela, né? Não precisou nem— o Lukaku não precisou nem tocar na bola para fazer a diferença, porque foi na despedida, na dividida dele ali na bola cruzada, que saiu o gol do empate. Mas acho que a Bélgica também não fez tanto assim para merecer mais do que o empate.
Achei um jogo bem morno da Bélgica. E acho que o Egito mereceu. Egito que ainda não venceu um jogo de Copa do Mundo, né? Vai ter mais duas chances aí, duas acho que boas chances contra Irã e contra Nova Zelândia. Mas eu gostei da organização.
Os dois que não venceram, né, Bertozzi? É. Egito e Nova Zelândia nunca venceram jogos em Copa.
Não, mas a Nova Zelândia tá invicta há 4 jogos agora, tá? E a Nova Zelândia é líder do grupo pelo critério de gols e cartões. Não levou nenhum cartão a Nova Zelândia.
2 a 2.
2 a 2. É, mas cara, é isso, gostei, gostei do Egito. O Egito superou minha expectativa em termos de organização de jogo, de postura em campo, e é muito menos dependente do Salah do que outras seleções do Egito que eu vi.
Eu só fico na dúvida como vai ser o Egito contra o Irã e contra a Nova Zelândia, porque eu acho que obviamente a gente via a Bélgica como a principal força da chave, e acho que ela foi um pouquinho melhor que o Egito, mas nesse caso é um empate justo pelo que foi o jogo. Não acho como em outras, por exemplo, Uruguai eu achei que mereceu vencer. Ah, foi no abafo no final, foi com um monte de cruzamento, como disse o Léo. Mas se você olhar para tudo que o Uruguai fez na partida, e também repito que me irritou a cera feita pela Arábia Saudita, que foi algo, é algo que a gente não tá vendo nessa Copa do Mundo.
Então a Arábia Saudita acabou trazendo aquele momentinho Libertadores para Copa do Mundo. Tirando, tirando isso, quer dizer, então ali eu acho que de fato o Uruguai mereceu vencer. No caso de Bélgica e Egito, ainda que a Bélgica tenha produzido um pouco mais, como era normal que acontecesse, o empate foi justo. E no fim é um empate que também não cria grandes problemas para ambos, embora, e aí sim eu acho que dá para falar numa surpresa pelo nível do jogo e pela diversão e pelo entretenimento, é que foi Irã e Nova Zelândia.
Aí vai ser assim, Vai ser muito legal ver também como o Egito vai se comportar contra essas duas outras equipes, se vai manter essa pegada e esse estilo e essa ideia de jogo que a gente viu contra a Bélgica, ou se por ser aí o favorito o Egito vai agir de maneira diferente, o Salah vai agir de uma outra forma, vai ser escalado de uma outra maneira contra os iranianos e os neozelandeses.
Entretenimento puro, né, Léo? A correria maluca.
Pô, então assim, esse jogo assim é Tem uma seleção que eu esperava nada, que é a Nova Zelândia, que tomou um pau do Haiti outro dia no amistoso.
É a prova de que amistoso pré-copa vale muito pouco.
E no último amistoso contra a Inglaterra fez um jogo bem digno até, bem digno. Mas aí você podia pensar, a Inglaterra tirou o pé, né? Por isso que de fato é difícil levar em conta. O nosso glorioso Tim Payne, que é o outro, o Jean que gosta muito desses astros das redes sociais, né? Com mais de 5 milhões de seguidores. Ele vai jogar no Olimpia. A gente vai ver o Tim Payne aqui nos canais ESPN. Olimpia pega o Vasco agora na Sul-Americana, né? Se bem que deve dar umas férias para ele, né? Não sei, vamos ver.
Ainda vai chegar o momento que jogador de futebol vai ser contratado por número de seguidor.
Vai chegar o momento. Aliás, você acha que ele foi contratado por quê pelo Olimpia?
Tudo bem, mas que isso vai se tornar um padrão como em tantas outras profissões, porque hoje é isso, hoje é isso, hoje o número de seguidor faz com que Acho que para jogador de futebol vai ficar um pouco complicado se isso começar a acontecer.
Justiça seja feita, o time fez um bom jogo. O jogo foi legal, cara, porque as duas equipes foram para cima. Eu não esperava isso da Nova Zelândia, achei que a Nova Zelândia ia fazer um jogo bem comedido ali, bem— claro, é um time sem recurso técnico, mas o que ela tem de recurso, que é dar bica para o Chris Wood fazer pivô, eles fazem muito bem. O primeiro gol, o Chris Wood faz dois pivôs. Ele faz o primeiro, sustenta, sustenta muito bem.
Depois ele recebe de costas, dá assistência. As duas jogadas, os dois gols saem por causa da capacidade do Chris Wood de receber a bola de costas e servir os companheiros. Aí o Just, que é o primeiro jogador a fazer dois gols pela Nova Zelândia em Copa. Mas o Irã também muito forte pelo alto, jogo muito bom do Taremi. Cara, o jogo foi muito divertido. 80 mil pessoas em Los Angeles. Esse teve um grande público para ver. Irã e Nova Zelândia.
Mas assim, acho que infelizmente a gente não pode falar só de coisa boa. O Irã, assim, o Infantino foi fazer o videozinho dele no vestiário, ah, vocês são heróis, tô à disposição, se precisarem de um atacante no próximo jogo, tô aí. Mas no final das contas, assim, um obrigado por nada. O Irã foi obrigado a voltar para Tijuana logo depois do jogo. O mínimo que você espera depois de um jogo como esse Volta pro hotel, descansa, recupera, viaja no dia seguinte, né?
Ele já tem essa condição de ficar fora do país, ficar no México e viajar pra voltar. Mas assim, um jogo desse desgastante, pegado, correria o jogo inteiro, você ter que pegar avião, e alguns jogadores ainda tiveram que ficar mais tempo ali na imigração, é vergonhoso. Então a gente tem que falar uma verdade: o Irã não joga a Copa do Mundo nas mesmas condições das outras 47 seleções. Isso não pode ser esquecido, isso não pode ser relativizado.
Não pode. O Irã não está jogando a Copa do Mundo nas mesmas condições. Eles não viajam com delegação completa porque o presidente da federação não viaja, vários dirigentes não têm visto. Então o técnico falou sobre isso. Cara, tem coisa que é de logística. Essas seleções têm diretor de logística, tem várias situações administrativas que a comissão técnica tem que resolver, que ela não tem que resolver, que ela tem que pensar no jogo.
Mas não, ele tem que pensar em várias outras coisas. Então assim, é um fato. E o Taremi mesmo falou na entrevista, não é que eu tô dando desculpa aqui, a gente quer nos dois próximos jogos, a gente vai entrar para fazer o nosso melhor, a gente quer classificar e tal.
Mas as condições são diferentes.
Mas assim, a gente, eles se sentem a seleção mais perseguida da Copa do Mundo porque eles são a seleção mais perseguida da Copa do Mundo, ponto.
É, você falou de Vasco e Olímpia, se o Vasco passar pelos pré-olímpicos sul-americanos, fala, Gustavo.
Falta isonomia esportiva. Isso faz realmente com que o Irã seja prejudicado, ponto. É como Bertozzi colocou, e eu repito o verbo, não se pode relativizar isso. O Irã está sendo prejudicado nessa Copa do Mundo. Outras seleções têm condições melhores do que o Irã para jogar futebol. E não é frescura, não é pouca coisa. A gente não tá falando do torneio do bairro, do torneio entre amigos. É o maior torneio de futebol que existe. Nada é maior do que isso no futebol, nada, absolutamente nada.
E o Irã chega nesse momento absolutamente prejudicado por conta de um dos países organizadores e a subserviência da FIFA diante desse país, que é os Estados Unidos. Sobre o jogo em si, Alex, só um rápido comentário sobre como é legal ver o Chris Wood jogar, como é legal assim, que ele não parece jogador de futebol. Bertozzi, eu acho que ele é nessa função assim, quem, quem, quais jogadores do mundo melhor fazem a função de pivô, né, de receber de costas, segurar a marcação, dominar?
Ele é top 5, ele é top 5 fácil, meu, porque assim, o primeiro gol, o primeiro gol é um chutão que ele domina no peito, na coxa, segura a marcação, ajeita, e aí depois a bola entra na área, ele faz o segundo pivô como você já colocou. É muito legal ver o Cris Wood jogar, e ele é esse tipo de jogador que em Copa do Mundo representa um país, né. Você fala de Nova Zelândia, você obrigatoriamente lembra do Chris Wood, por mais que o Elijah Just, que é jogador do Motherwell na Escócia, tenha sido um grande destaque com 2 gols.
É, eu lembro do Peter Crouch olhando para o Chris Wood. Vamos falar um pouco dos jogos de hoje, Gustavo? Começamos com a estreia da Argentina, a estreia do Messi na Copa do Mundo. Chegou a hora hoje às 10 horas da noite contra Argélia.
Pois é, e ainda não é aquele jogo de altíssimo nível Porque nos últimos 4 anos a Argentina não enfrentou uma seleção de altíssimo nível. Ah, pegou o Brasil, pegou o Brasil naquele estado, né, Brasil, um dos piores times do Brasil de todos os tempos. É o que eu quero dizer, há muitas dúvidas, há muitas interrogações sobre a Argentina porque a gente não viu a Argentina competir no mais alto nível nesses últimos 4 anos. De qualquer modo, demanda respeito.
É atual campeão do mundo, é o time de Lionel Messi, é um time entrosado, um pouco mais envelhecido, com alguns jovens, ou nem tão jovens assim, mas jogadores com uma idade um pouco mais abaixo entrando na equipe, que fizeram boa temporada. Então você coloca nesse pacote Julián Álvarez, Giuliano Simeone, jogadores que o Giuliano Simeone saindo do banco de reservas é um cara que pode ajudar muito a seleção argentina na Copa. Mas os grandes nomes ainda são os veteranos, é principalmente Lionel Messi.
A gente viu ali o Dibu Martínez Também o Rodrigo De Paul, que aparece aí no centro, que se mudou para os Estados Unidos para jogar pelo Inter Miami, ainda é uma das lideranças. Então a Argentina, ela entra na Copa do Mundo como atual campeã e candidata ao título, mas com as devidas interrogações por não termos visto esse time jogar no mais alto nível recentemente. Sobre Messi, eu tenho convicção que vai fazer uma grande Copa do Mundo.
Talvez muita gente fala, ah, ele já não tá no auge, tá jogando nos Estados Unidos. Messi preparou bem demais para essa Copa. Eu acho que ele vai fazer mais uma vez muita diferença. Não sei se a ponto de ganhar outra, mas de novo eu acho que ele vai ser um dos destaques.
É, cara, assim, eu tô muito curioso para ver Argentina também, porque é isso, ela ficou curtindo aí seus 4 anos desde a conquista do título mundial, preferiu, né? E o Scaloni até chegou a falar que ele não curte muito esses amistosos, que não tem por que fazer os amistosos. Que ele tem consciência da força da seleção e tudo mais. Vamos ver, hoje a gente começa a ver, porque pode até não ser o adversário mais difícil, mas é uma Copa do Mundo, é uma estreia em Copa do Mundo contra um time que vai jogar a vida, contra os campeões mundiais.
Então vai ser muito interessante. A minha dúvida toda em relação à Argentina, acho que ela tá no setor defensivo, né? O Tagliafico inclusive hoje não começa jogando. Pode ser que o Lisandro Martínez seja deslocado para lateral esquerda, e aí O Otamendi, cara, o Otamendi ainda, o Otamendi vai ser zagueiro titular ao lado do Cuti Romero. Acho que a defesa é uma defesa envelhecida, e aí sobretudo se a Argentina vier a perder peças como já perdeu uma.
Agora, de resto, eu acho que você tem um meio-campo muito forte, né, porque ali acho que não dá para discutir a qualidade dos meio-campistas, com Enzo, com Mac Allister, De Paul. Eu acho que é um meio-campo que marca e que sabe jogar futebol. Messi, eu tô de acordo com o Gustavo, acho que não sei o quanto, quão bom ele vai ser, mas certamente ele tá de novo, né? Ele guardou tudo nos últimos tempos para mostrar agora em não sei quantos, se 5, 6, 7, 8 jogos.
Vamos ver onde a Argentina chega, mas acho que ele guardou as últimas forças para esse momento da vida, para esse momento da carreira. E é o Lionel Messi, a gente não pode muito duvidar. Além disso, tem vários bons jogadores ali para revezar com ele na frente. Claro que ninguém se compara ao Messi, mas não é que você tem um monte de perna de pau e que você não sabe, né? O Lautaro deve começar jogando como titular. Então eu tô muito curioso realmente para ver a Argentina e o que ela vai entregar no começo da competição.
Eu olho para essa seleção e eu lembro, não sei por quê, do Brasil de 2006, mas vamos lá, vamos ver, né?
Vamos ver se a preparação foi uma farra, pelo menos publicamente não, né?
É, mas só porque eu acho que sobre isso, né, Léo, cara, aí entra uma diferença de relação com a seleção. Muita gente fica brava quando eu falo isso, mas a gente sabe como esses caras, como esses jogadores encaram essa seleção no momento que eles vestem essa camisa.
E eles gostam, assim, você sabe que eles gostam de estar juntos, né? Eles se querem como grupo. Grupo, eles se valorizam como grupo. Eu acho que isso pode pesar, né? Agora, o campo é o campo. Vamos ter Messi contra Zidane hoje, né? Goleirinho Lucas Zidane, o filho do homem, vai estar lá, vai tentar parar o Messi. E o Guiri, nosso querido sósia do Gustavo Hoffmann, o doppelgänger, comandando o ataque da Argélia. Eu gosto desse time da Argélia, gosto.
Tem muito jogador bom, cara. O Aouar, que é bom jogador. O Mahrez já tá em fase de declínio, né? Não é mais aquele Mahrez, não tem mais aquela mesma uma explosão, mas é um jogador super experiente, né? Tem outros bons jogadores também que jogam em equipes importantes. Tem o Ibrahim Hazard do Leverkusen, que é uma das revelações da Bundesliga. Enfim, não é um time bobo, também é um time com boa organização. Vladimir Petković tem experiência de Copa do Mundo com a Suíça, já ganhou título em cima da Roma, sem querer provocar de maneira nenhuma.
Provocou, provocou. É, um pouco de provocação talvez, mas é um bom treinador. Eu gosto muito do trabalho dele. Então assim, não é o mesmo nível da dificuldade do Marrocos, mas não é muito distante. Eu acho que a Argélia pode dificultar para a Argentina sim. Eu acho que não é um jogo fácil. A Argentina vai ter que jogar bem para estrear ganhando.
Um pouco mais cedo tem a estreia do Haaland na Copa do Mundo. Tem Iraque e Noruega, Jean.
A Noruega acho que é uma das sensações da Copa do Mundo. Existe uma expectativa sobre a Noruega, sobre onde ela pode chegar. De novo, tudo vai depender muito de cruzamento, de onde— Agora, não dá para discutir, né, que a Noruega tem— Acho que tem as duas coisas. Tem um jogo coletivo, tem— É um time que sabe o que faz e como quer jogar. E tem também a força individual, não só pelo Haaland, né, mas pelo Ødegaard, pelo Sorloth. São jogadores de qualidade indiscutível.
Então assim, é uma das seleções, aquela coisa de surpresa da Copa. E eu acho até, quando eu fui perguntado também pelo site, eu acho até, não me lembro o que que eu coloquei, talvez eu não tenha colocado a Noruega, porque eu gosto sempre para responder essas perguntas de fazer, de prever um cruzamento, e de aí talvez olhar para um cruzamento se vai permitir a uma seleção chegar longe ou não. Claro que também essas previsões de cruzamento a gente sempre quebra a cara, mas eu gosto de fazer.
Então talvez por isso eu não tenha colocado. Agora, eu acho que sim, que a Noruega pode ser uma das surpresas da Copa do Mundo. É o tipo de time que pode complicar a vida de muita gente.
É o que nós vamos ver. Tem França e Noruega na terceira rodada.
Gustavo? O meu, eu também não coloquei a Noruega assim como uma grande surpresa por conta disso, por conta dos cruzamentos. Eu não lembro agora, o Bertozzi é melhor nisso, eu não lembro. Agora, mas eu acho que o cruzamento complicava bastante a vida da Noruega. Mas eu vou, eu não vou nem citar de ataque. Ó, vai lá, você tá fácil aí?
Eu vou achar. Não, mas vai falando que eu vou procurar aqui.
Não, porque assim, a gente fala da Noruega e fala naturalmente de Haaland e Sorloth e o próprio Odegaard, mas vou deixar os 3 de lado, tá? Nyla no gol, o Harrison na defesa, o Weier meio de campo com Oscar Bobb, É o Patrik Berg, que é o grande cérebro do Bodø/Glimt, jogador que fez toda a diferença para o Bodø/Glimt ir longe nessa temporada. Então assim, o time é bom, o time é realmente bom. Eu acho que ele chega com o mesmo hype daquela Dinamarca, tá, mas sem experiência, voltando a uma Copa do Mundo.
Mas individualmente, essa seleção norueguesa é um time muito bom. Individualmente é um dos 10 melhores da Copa do Mundo, eu não tenho muitas dúvidas não. Só que como time vai ter que se provar numa competição de alto nível, e ela não tem tamanho, não tem experiência, não tem história em Copa.
É, a Noruega pegaria, né, se fosse toda lógica, que já não sei nem se vale mais para o Brasil ficar em primeiro, pegaria o Brasil nas oitavas. Talvez por isso a gente não tenha colocado.
Esse é um grupo em que Eu já tô falando teoricamente que os times da Ásia estão tão fantásticos que para o Iraque carimbar a Noruega aí não custa. Mas sendo realista, e se o Iraque perder todos os jogos, esse grupo pode dar qualquer ordem, né, cara? O normal é a França ganhar o grupo, é. Mas Senegal e Noruega, ainda mais nesse calor que tá, eu não manco que a Noruega vá ser segunda.
É, não, acho que não dá para bancar mesmo.
O meu palpite desse grupo, a Noruega em terceiro. E a Noruega vai para cima de um primeiro aí, ó, o que que a gente já tem nas, na segunda fase.
Eu não sei, talvez eu, eu, meu palpite seja Noruega em segundo, mas acho muito parelha essa briga com Senegal. O Iraque não, aí realmente, se o Iraque conseguir se classificar nesse grupo, e por se classificar entenda ficar em terceiro, eu vou ficar muito surpreso.
E no Corujão, hoje, desculpa, desculpa, Lembra, lembra da Costa Rica em 14, hein?
É claro, não tem assim, não existem, existem muitos, muitas histórias passadas para me desmentir, mas é que nesse caso não é nenhum demérito do Iraque, é que assim, estamos falando de França, Noruega e Senegal, que eu acho que são realmente 3 ótimas seleções.
É, e nos embalos, né, da madrugada, no corujão, Léo, nós teremos Áustria e Jordânia, 1 da manhã, corujaço, né, 1 da manhã, mas vamos, vamos cima, né?
Já teve o da Austrália, que foi 1 da manhã também, não é o primeiro. É a estreia da Jordânia, né? Não me empolga muito a Jordânia, embora seja vice-campeã da Áustria, embora tenha Musa Altamari, que é o Messi jordaniano, né? O jogador do Rennes, que é o mais talentoso do time. Mas da Áustria eu tenho boas expectativas, apesar da lesão do Baumgartner, que eu acho um golpe sério. Tem o Arnautović, que é um desses personagens de Copa, né?
Esses jogadores que crescem muito nos torneios de seleções. E normalmente com a seleção austríaca ele responde bem. E o trabalho do Ralf Rangnick, né? O Rangnick, ele foi procurado pelo Milan recentemente. Aí o Milan, para variar, enrolado. Aliás, notícia: o Milan acabou de anunciar o Rubem Amorim, tá? O novo técnico do Milan. Mas o Rangnick, que o Milan queria para diretor de esportes, e ele esperou, esperou, esperou, o Milan não se mexeu.
A Áustria foi lá e renovou com o Rangnick por mais 2 anos, o que é ótima notícia para a Áustria. Porque eu acho que ele faz um trabalho muito bom. Eu acho que a Áustria é uma seleção muito subestimada na hora de falar de quem pode fazer uma boa Copa. Embora, vamos ver como é que vai se adaptar a essa lesão, porque o Baumgartner era um jogador muito importante do time. Mas tem outros bons jogadores. Sabitzer na seleção joga muito bem.
O Alaba, vamos ver se ele consegue andar, né? Se ele conseguir andar, ajuda também, né, o Alaba? Porque é um jogador que nos últimos tempos não jogou. Não, é realidade.
Não, não, mas assim, mas pelo menos o Alaba, mas pelo menos o Alaba ele terminou a temporada jogando. É assim, ele não terminou a temporada com problema, ele até jogou como titular o último jogo, né, que foi a despedida dele do Real Madrid. O que eu quero dizer é o seguinte, pelo menos ele não terminou a temporada machucado, como reserva, mas tá, mas tá bem fisicamente.
Nós abrimos o programa de hoje falando de França e Senegal, e agora nesse bloco falando dos jogos de hoje, é para que você que chegou um pouquinho depois Pouco mais de França e Senegal, às 4 da tarde em Nova Jersey. Conrado Julietti e Chico de Laurentiis aqui no Futebol no Mundo. Fala, Conrado!
Beleza, amigos, você aqui no Futebol no Mundo, estamos de volta. Daqui a pouco a bola rola para estreia da França, o segundo jogo no MetLife Stadium. Antes foi Brasil 1, Marrocos 1, agora França e Senegal.
Chico de Laurentiis, vamos já começar com que estava prometendo a matéria sobre Michael Olise é um dos destaques da França, um dos jogadores que geram mais expectativa para assistir nessa Copa do Mundo.
Pergunta sobre o Brasil, né?
Exatamente. Não gosta muito de falar, né? Um cara muito introvertido, fechado, diz que não detesta falar com a imprensa, não gosta nem de contato com os torcedores, nem com os próprios colegas de equipe. Mas nós encontramos um brasileiro que conhece essa mala sem alça. Lembra do Felipe Araruna, que jogou no São Paulo, revelado pelo Rogério Ceni? Ele jogou com o Michael Olise no Reading da Inglaterra, porque o Olise é nascido na Inglaterra, né?
E contou os segredos do Olise. Confere lá no espn.com.br, uma matéria muito legal sobre o Olise e os segredos desse homem misterioso da França.
Boa, mais uma desses conteúdos que a gente tem produzido por aqui. Ontem a gente até trouxe aqui na programação a história do porquê que o Mbappé não falou, né? Porque a imprensa francesa meio que cobrou. Pera aí, ele é o capitão do time, foi aquela entrevista oficial da FIFA num dia antes do jogo. E aí o Deschamps nos explicava que ele está ali para preservar o seu jogador, tá cansado, né?
O Mbappé vem de temporada longa. E aí o Deschamps justificou o seguinte: aqui nos Estados Unidos todos os deslocamentos levam muito tempo, né? Então para ir do treino para o CT, do treino para o hotel, demora.
A gente sentiu isso na pele.
Exatamente.
Saímos daqui para ir para lá, demoramos quase uma hora.
Pois é, exatamente. Então o DeChamps falou assim: deixei o Mbappé descansando no hotel. Kanté, Kanté acorda cedinho, 6 da manhã já tá de pé lá. O operário da bola já tá tomando o primeiro café, um chazinho ali de manhã. Já falou: Kanté, topa ir comigo lá no estádio dar entrevista? Falou, bora, só se for agora. E foi, veio o Kanté, que é o subcapitão, né, também é importante, mas não é o Mbappé, né. Se você for comparar com outras seleções, Vini Júnior falou no Brasil, né. Então todos esperavam Mbappé, mas veio o Kanté.
Bom, Deschamps, que está se despedindo da seleção francesa, tenta igualar o recorde de Zagallo e Beckenbauer como os únicos 3 vezes campeão do mundo. Ele é campeão como jogador, ele bicampeão como técnico, quase foi campeão na última Copa do Mundo. Parece também num clima bem relaxado. Não sei se é o mesmo que a gente pode falar do Mbappé, já que ele preservou o Mbappé. Hoje tem um artigo no L'Équipe que fala de que ele pode sair dessa Copa do Mundo de amado a odiado, citando que a temporada no Real Madrid não terminou legal para ele.
Não, não terminou legal. Ele terminou, né, todos os fãs de esportes lembram que ele terminou sendo vaiado pela torcida em vários jogos, né, sendo apontado ali pela torcida merengue como o cara que, ah, que é meio blasé, né? Ele não sente a derrota, que tá sempre com a mesma cara ali depois do jogo, que supostamente Liga não tem essa, né, essa paixão assim e tal. Então, mas na França é o contrário. Na França ele é adorado pelos torcedores, né? A ver como será depois da Copa do Mundo.
Curiosamente, e o próprio artigo fala, que a partir do momento que a temporada do Real tinha ido para o saco Que ele usou, aspas, esse período, principalmente no calendário 26, meio que para se preparar. Tanto que ele volta no Brasil e França.
Exatamente, ele volta de lesão no Brasil e França. Cara, tô com dor, não posso jogar, não sei o quê. E aí recuperou, data FIFA, o cara tava voando, né? Jogou muito bem contra o Brasil, né, no amistoso da data FIFA. E aí ficou essa, essa coisa assim com a torcida, né?
É, 98 jogos Ele tá prestes então a fazer 100, vai ser na Copa do Mundo. 99 daqui a pouco, 100 tudo dando certo contra o Iraque no próximo jogo da França, que é na Filadélfia. Depois tem França e Noruega. É um grupinho chato.
Quando foi sorteado, né, foi o chamado grupo da morte, né, foi chamado grupo da morte. Esses são Senegal atual, né, no papel não é, o papel no papel não é porque foi tirado no tapetão, mas é o atual campeão africano na bola. Né? E a Noruega, uma das seleções que fizeram uma das melhores eliminatórias da Europa, né? Tiraram a vaga direta da Itália, fizeram eliminatórias praticamente perfeitas e chegam sob altíssima expectativa aqui também.
Então o Iraque, vamos dizer, é a baba, né? Veio para participar da Copa, para festa do futebol, mas é um grupo chato, com certeza.
3 da tarde no horário local, 4 no horário de Brasília. A gente vai acompanhar aqui de dentro, aqui de Nova Jersey, Nova York, eu e o Chico De Laurentiis, a estreia da França. Daqui, já percebeu que tá sol, vai estar quente, hein? Daqui a pouco, na hora do jogo, a gente volta com vocês.
Conrado Julietti com Chico De Laurentiis para França e Senegal. Terminou, estamos aqui terminando o podcast Futebol no Mundo. Vamos lá, primeiro temos imagens aqui, alguns destaques finais. Temos imagens do Neymar ali correndo pelo campo ali, né? Tá ali mostrando que pode, pode talvez, quem sabe, um dia voltar para Copa do Mundo, tá? Tá nas nossas redes também o Neymar com imagens exclusivas dando uma corridinha ali em torno do gramado, tá?
Obrigado pela audiência, pelas enormes mensagens, não deu para ler todas. É sempre muito legal a participação de vocês no YouTube, no TikTok. E assim, o Futebol no Mundo, ele é o programa mais antigo e o programa, um dos programas com mais credibilidade nos canais ESPN. Aqui nós defendemos direitos iguais para todas as seleções que estão na Copa do Mundo. Não é sobre militância, não é sobre política, é sobre direitos iguais. Jamais nós vamos defender algo diferente disso.
Então, pera aí, tem alguém sugerindo que alguma seleção das 48 tem que ser tratada diferente?
Sim, Gustavo Rafa, até amanhã, hein?
Aí parei, né?
De onde?
Amanhã é o dia de jogo, amanhã é dia de jogo, amanhã é dia de Portugal e Congo. Estarei lá fora do estádio aqui para entrar ao vivo no podcast Futebol no Mundo. E Alex, rapidinho, estou, para quem nos acompanha no YouTube, no TikTok, ó, camisa da Universidade de North Carolina, onde jogou o Michael Jordan, maior ídolo na história do basquete, maior ídolo na história do Chicago Bulls. Hoje uma notícia absolutamente espetacular para o basquete brasileiro.
Thiago Splitter foi anunciado como novo técnico do Chicago Bulls. Sensacional! Parabéns demais para o Thiago, notícia maravilhosa para o basquete brasileiro. Thiago Splitter é o novo técnico do Chicago Bulls.
Sensacional! Parabéns demais para o Thiago, notícia maravilhosa para o basquete brasileiro. Thiago Splitter é o novo técnico do Chicago Bulls. Sensacional, sensacional notícia! Amanhã tem estreia de Cristiano Ronaldo, mas hoje tem a estreia do Messi, tem do Haaland, tem do Mbappé. Valeu, Jean!
Valeu, valeu! Um abraço, amigos.
Valeu, Léo.
Valeu. E para concluir, Guilherme Ochoa, 6ª Copa do Mundo, se aposenta ao fim da competição.
Tchau, Brasil! Obrigado pela audiência. Amanhã nós estaremos de volta, meio-dia, aqui no YouTube, no TikTok da ESPN.