Episódios de Futebol no Mundo

Futebol No Mundo #614: Especial balanço da Copa do Mundo

20 de julho de 20261h47min
0:00 / 1:47:58

Após o encerramento da Copa do Mundo, o nosso programa traz tudo aquilo que tivemos na competição! Destaques negativos e positivos. Grandes histórias do torneio! Quem surpreendeu? Vem com gente!

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Participantes neste episódio9
A

Alex

HostPastor
B

Bira

Co-host
D

Douglas Vieira

Co-host
L

Léo

Co-hostJornalista
V

Vitor Ivanovski

Co-hostEditor
A

André Kifuri

Convidado
G

Gustavo Zuppac

Convidado
M

Mário Marra

Convidado
R

Renato Senise

Convidado
Assuntos8
  • Abertura da Copa do MundoDesempenho da Espanha · Desempenho da Argentina · Messi · Mbappé · Rodri · Lamine Yamal · João Barradas · Luis de la Fuente
  • Copa do MundoGoleiros · Laterais · Zagueiros · Meio-campo · Ataque · Técnico · Bola de Ouro · Unai Simón
  • Copa do Mundo e Seleção BrasileiraDesempenho e expectativas · Técnico Carlo Ancelotti · CBF e escândalos · Neymar · Ciclo da Seleção
  • Destaques individuais Pulisic Balogun· EsportesHaaland · Canadá · Atmosfera no México · Torcida · Caso Kristin Rossum · Messi
  • Impacto da polêmica Neymar na Copa do MundoPortugal · Uruguai · Alemanha · Repescagem Europeia · Roberto Martínez · Marcelo Bielsa
  • Campeonato Africano de FutebolRepresentatividade africana · Técnicos locais · Cabo Verde · Egito · Congo
  • Críticas à Arbitragem e Pressão da FIFAProblemas estruturais · Vistos e restrições · Gianni Infantino · Donald Trump e a NASA · Balogun
  • História e Curiosidades das CopasExperiência de Mário Marra · Experiência de André Kifuri · Experiência de Gustavo Zuppac · Experiência de Renato Senise · Experiência de Léo Bertozzi · Experiência de Bira
Transcrição414 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Futebol no Mundo é um podcast da ESPN oferecido por Ford e Detano.

?Voz C

Alô, Brasil! Olá para você que é fã de esportes. Sim, continuamos aqui com o podcast Futebol no Mundo, a saideira. Pronto, não é edição dia 40, a saideira. Pode ser?

?Voz B

Pode.

?Voz C

Vamos fazer um super balanço com todo o nosso time de tudo que aconteceu nessa Copa do Mundo e celebrar a Espanha campeã.

?Voz D

Vamos juntos.

?Voz C

Não tem tempo hoje, vamos, vamos indo, vamos indo, deixa a vida me levar, porque logo depois tem outra live também.

?Voz B

Eu, como eu tô nas duas, para mim tanto faz, eu vou ficar aqui até às 6 da tarde. Tem uma live de, de, vamos discutir o grande momento da Copa, as histórias da Copa do Mundo, logo depois do Futebol Mundo aqui no YouTube, tá?

?Voz C

E vocês têm Mundo F. Então até umas 5 para as 3, acho que é um bom, já vai dar 3 horas hoje, né?

?Voz E

Tem que trocar, né? Tem que trocar, maquiar essas coisas. Então 10 para as 3.

?Voz C

É, 10 para 3, é justo, é justo. Vamos celebrar a Espanha campeã no jogo que todo mundo esperava um pouco mais. Mas nós vamos girar toda a nossa equipe. E aí, Léo?

?Voz B

E aí, acabou, hein? Vamos voltar, vamos voltar para borracharia agora, é o jeito.

?Voz C

É, borracharia já voltou, Brasileirão já voltou.

?Voz B

Mas tem Sula essa semana, né?

?Voz F

Tem.

?Voz B

Mas vamos fazer um balanço.

?Voz C

A gente se diverte ainda.

?Voz B

Parabéns, parabéns à Espanha, que realmente a maneira que eles colocaram no bolso os dois craques É como Mbappé e Messi. O Messi não criou chances ontem, foi a primeira vez que ele começou um jogo de Copa do Mundo e não criou nenhuma chance, não criou nenhuma chance. Quer dizer, ele foi anulado como Mbappé já tinha sido. Isso mostra a força do coletivo da Espanha, assim, uma seleção ser praticamente impedida de jogar numa final.

É muito claro que diz sobre a Argentina, mas principalmente diz sobre a Espanha, né, sobre a capacidade desse time de controlar os jogos e Tá aí, neste século, nos últimos 20 anos, são 2 mundiais e 3 Euros. É muita coisa.

?Voz C

É muita coisa. E aí, Bira?

?Voz E

E aí, a gente vai fazer um balanço da Copa do Mundo, tudo, né? Então vai ter um pouco de balanço, mas tem que falar do grande jogo que aconteceu também. Vamos falar do jogo, né? Então só para registrar aqui o grande jogo do domingo, o Verona ganhou de 8 a 1 do Rovereto, já iniciando as preparações para a próxima temporada.

?Voz C

Ele tá fazendo a transição já.

?Voz E

2 gols do Suslov, Gol do Isaac, Isaac ex-Atlético Mineiro, primeiro gol do Isaac com a camisa do Verona na carreira dele.

?Voz C

Aquele Isaac não faz muito gol.

?Voz E

Bom, Rovereto é um time da 5ª divisão italiana, tá quase no mesmo nível do Chievo.

?Voz C

Esse aqui é o momento de transição já para o futebol normal. André, então, que depois de muito tempo está de volta, né?

?Voz G

Sempre que chama, tamo aí. É um prazer estar com vocês, Alex, Léo, Bira, Fandesporte. É, fala bastante, né, dessa essa despedida, aproveitar a transição ainda para falar bastante de Copa do Mundo. E é um título inquestionável, né? A partir do momento que você tem um gol em 8 jogos, você passa do time que vinha apresentando o melhor futebol da forma como vinha sendo a França, e você passa da forma como foi ganhando o título. O Léo já destacou, né, a participação ou a não participação do Messi no jogo.

E até lembrar, ainda que tenha sido uma das decepções da Copa, passou por Portugal, que era outro candidato ao título, e tomando só um gol. Para mim, o título da Espanha é inquestionável.

?Voz C

Ó, tô com o YouTube e o TikTok aberto. A partir de agora, para sua participação, muita gente estará com a gente, estará conosco. Para começar, o Mário Marra, né? Ele acompanha a Argentina e a Espanha.

?Voz B

Ele viu o começo da Espanha e viu o final.

?Voz C

Abra a janela para Mário Marra, para sabermos primeiro onde ele está. Onde você—

?Voz G

que belo cenário!

?Voz C

Onde você está, Mário Marra?

?Voz A

Abriu a janela?

?Voz C

Abriu.

?Voz A

Eu tô em Nova York. Tô aqui em Manhattan, a cidade aos meus pés. Legal isso, hein?

?Voz B

Saudades da Kombi. Saudades da Kombi.

?Voz A

Mas eu tenho participado com esse aqui, Donki, porque bastidor, né? O Futebol no Mundo, podcast Futebol no Mundo, aceita bastidor. Então eu vou contar, eu quebrei o outro, eu fui comprar uma Fui comprar uma bermuda para as minhas corridas e aí Mariana Spinelli me manda uma mensagem. E ela não manda uma mensagem: oi, tudo bem, não sei o quê, tal, tal, tal, vamos almoçar. Ela manda: oi, tudo bem? Onde você está? Que horas vamos almoçar?

E o celular tremendo, tremendo, tremendo. Eu falei: caramba, o que tá me irritando tanto? Manda essa mensagem completa.

?Voz G

Aí eu fui ver o que tava acontecendo, era mensagem dela.

?Voz A

E aí o que aconteceu? Eu abaixei e o óculos tava meio solto, ele caiu. Para piorar, o celular caiu em cima.

?Voz C

Que coisa, hein, meu? Não é possível.

?Voz A

Mariana Spinelli me deve nova lente. Eu aí, eu tô usando aqui o meu reserva, que eu acho até que é bem bonitinho. É, tá bom, tá bom.

?Voz C

Delafante, Delafante. Mário Marra, fechando a saideira de hoje, esteve nessa grande final de um jogo que tem muita história para contar, né, Marra?

?Voz A

Muita história, muita história mesmo.

?Voz C

Mas antes de esquecer, vamos lá, bastidor. Quantas horas você demorou para entrar, hein? Que todo mundo reclamou que levou horas para entrar no estádio.

?Voz A

Não, assim, porque eu fui liberado muito tarde já, né? O jogo começava aqui às 3. Eu fui liberado para entrar para o estádio, era 2:30. Ali, ali já todo mundo já tinha entrado. Então eu entrei facílimo, entrei em 15, 20 minutos, entrei tranquilo, peguei meu espacinho lá. Um problema que aconteceu é que eu fui o perfeito com protetor solar durante toda a Copa, mas ontem o protetor venceu, né, pelo horário que eu fui para o estádio.

E lá não dava para levar o protetor. E fiquei com sol na cara. Eu dormi quase com febre, o rosto quente para caramba, inchado. Então hoje eu tô igual aquele pimentão, vai durar uns dias. Eu, na hora de ganhar o 10, no último dia eu errei.

?Voz C

Parabéns! Mas e o jogo, Marra?

?Voz A

O jogo foi Espanha o tempo inteiro, né, Alex? Das histórias paralelas, assim, vários jogadores que a gente, da Argentina, que joga no Atlético de Madrid. A história do Messi ligada à idolatria de jogadores jovens como Kovacic, como Yamal, como Pedro e Gavi, assim, incrível. Várias histórias paralelas e sempre um cenário de fundo: a Espanha tem muito ainda pela frente, a Argentina pode estar no limite. Na verdade, a minha sensação era que a Argentina tava no limite já alguns jogos para trás, se no limite físico, no limite da idade, limite de cansaço.

E tanto que ontem as substituições, as prorrogações foram cobrando nas substituições, né? É Lisandro saindo cedo, é Coutinho Romero saindo cedo. Uma hora ia pesar, gente, para uma seleção que tem uma média de idade mais alta. E com a bola rolando lá A Argentina tentou, Alex, tinha um meio-campo mais reforçado, mas com o Depay. Mas, cara, assim, é o volume de jogo da Espanha, a ideia da Espanha. Acho que o jogo tem que ser contado a partir disso. A ideia da Espanha prevaleceu, conseguiu jogar e ainda segurar a Argentina, né?

?Voz B

Ah, sim, é isso. A Espanha em algum momento baixou o bloco. Olha aí, esse é o, como é que chama aí, a gente chama isso de momentum chart, é o volume de jogo, né? É basicamente assim, quanto mais alta tá a barra, mais o time tá marcando presença no último terço, tá? Então você pode perceber que a Argentina só, como em quase todos os jogos do mata-mata, ela só vai pra frente quando toma o gol. Então assim, acho que a Espanha até fez bem em fazer o gol mais perto do fim, porque se ela faz o gol antes, a Argentina tem mais tempo, né?

?Voz E

O plano ideal era ter feito o gol naquela cobrança de falta no último lance do jogo, no tempo normal. Aquele era o plano perfeito.

?Voz B

Isso, mas assim, é, cara, é... É um time que não só toca muito bem a bola, mas hoje a Espanha tem uma capacidade de pressionar também, de recuperar a bola alto, de não deixar o adversário sair de trás. E acho que o Scaloni pensou em algumas coisas que não funcionaram, tentou corrigir, mas a correção também— aí ele põe o Paredes, com 6 minutos o Paredes vai lá, toma um cartão, né? E aí olha que ele flertou com o segundo do jogo, né?

Poderia perfeitamente ter tomado outro. Mas claramente também o senhor Vint foi orientado a, cara, tenta levar o jogo até o final.

?Voz C

É que aí com o Enzo também Não tinha como, né?

?Voz B

No final das contas acabou a Argentina ficando com 10 de qualquer maneira. Mas quer dizer, quando ele coloca ali, ah, entra com o Nico, tenta fechar o lado do campo, o que ele queria, que era tentar marcar bem o Yamal, ele até conseguiu. Mas o que ele esperava, que era além disso ter saída para o ataque, não teve. Aí a Argentina perdia, recuperava a bola, mas já perdia de novo. E aí a Espanha ficava ali, ficava ali, ficava ali.

Uma hora a bola ia entrar. E demorou pra entrar, mas entrou, cara. Então vai fazer o quê?

?Voz E

A gente até falou aqui, eu me lembro de ter falado isso aqui ontem, que imaginava que um jogo contra a Espanha era pior pra Argentina até do que um jogo contra a França, porque o encaixe de jogo Espanha-Argentina tendia a ser ruim pra Argentina. Porque a Argentina se sente confortável com a bola no pé, só que por mais que ela seja boa nisso, a Espanha é claramente melhor em relação a ter a bola no pé. E a Espanha podia tirar a bola da Argentina e a Argentina fica sufocada sem a bola.

Contra a Suíça aconteceu isso já. A Argentina fica sem a bola e ela começa a ficar desesperada. E quando a Suíça constrói o empate no 11 contra 11. Mas eu vou dizer, eu não imaginava que fosse ser tão superior assim. Eu imaginei que a Espanha fosse ficar confortável, fosse ter o controle e deixaria a Argentina incômoda. E a Argentina tentaria um jeito de sair disso. Eu não achei que fosse ser tão massacrante o nível de domínio da Espanha.

A Argentina só teve finalização, não tô nem falando finalização certa, né, finalização a gol. No segundo tempo da prorrogação.

?Voz B

E tô enganado, aquela bola meio cruzada do Messi, eles contaram como finalização?

?Voz G

É a primeira, ao 116.

?Voz E

A FIFA contou, mas acho que a— não sei, o SofaScore não tinha contado.

?Voz B

Ah, tá. O outro mídia já contou duas, eu acho que essa é uma.

?Voz G

E a segunda é do Sané, acho que você viu.

?Voz E

Não, foi a do Messi que ele chutou na cara do Merino.

?Voz B

Ah, tá.

?Voz G

Ah, é verdade, a finalização bloqueada ali.

?Voz E

Aí que o site da FIFA contou o cruzamento do Messi como foi, até o Everaldo fala na transmissão da Globo. Mas depois os outros não tinham contado.

?Voz B

Não, não, tá, eu não tava lembrando da bolada na cara do Merino.

?Voz E

A bolada do Messi na cara do Merino e o escanteio que sobra para o Simeone. Mas zero gol da Argentina nos últimos 5 minutos da prorrogação. Então a Espanha controlou totalmente o jogo. E assim, ela tem uma capacidade de quando o jogador da Argentina pegava a bola, como os jogadores da Espanha ficam muito próximos um do outro, que é muito compacto, em vez de ter um marcador aqui, vem um marcador, mas já vem outro fechando. Qualquer jogador da Argentina que pegava a bola, no que ele piscava, ele já tinha sido isolado do resto do grupo.

?Voz B

Sim.

?Voz E

Ele já não tá, ele já não tinha mais contato com outros jogadores da Argentina porque já fecharam, já fechava um círculo nele. E obviamente ele acabava perdendo a bola, ele não tinha mais o que fazer. Então a Argentina não conseguia respirar no jogo e nisso a Espanha vai construindo a sua vantagem. E assim, eu até acho que a expulsão do Enzo é discutível em relação ao amarelo que o Enzo leva, o primeiro amarelo, porque para mim ficou assim, o árbitro ele ficou deixando um monte de coisa rolar e daí só quando bateu no orgulho dele, que foi o jogador reclamar sintoosamente dele, aí ele vai lá e dá, ele querendo mostrar ser enérgico, né? Agora, ele deixou passar um monte de lance, até falta.

?Voz B

E uma falta no começo do jogo, que até falei no Linha, cara, do jeito que as semifinais e a final foram apitadas, eu tenho, eu sou capaz do Colina ter falado, cara, deixa correr porque a gente não quer muita confusão, não quer muita expulsão não.

?Voz E

Eu acho que o árbitro foi assim, ele mesmo faltas ele deixou de marcar. Teve uma perigosa para Espanha no primeiro tempo, começo do jogo ainda, que era uma falta de amarelo. Ele não deu nem falta, ele deu Então a Argentina não pode reclamar disso. O Paredes fez hora extra pra caramba no jogo.

?Voz B

É, acho que ninguém pode reclamar de nada na final, né?

?Voz E

Mas ele também entrou pra dar aquela provocadinha que deu certo contra a Inglaterra.

?Voz D

Sim.

?Voz E

E deu certo contra a Suíça. Nesse jogo não deu.

?Voz G

Aliás, até pegar a deixa, também depois do jogo, o que o Paredes e o Molina fizeram foi patético. Digno de todas as críticas, assim, de mau perdedor. Foi ridículo o que eles fizeram.

?Voz E

Ridículo o que eles fizeram.

?Voz G

O Molina que dá um soco no Moroi.

?Voz E

O Molina dá um soco do nada, né?

?Voz G

Do nada, simplesmente pela comemoração. O Paredes empurrando o rosto do Gavi. Então o cara que ganhou 4 anos antes também tem que saber na hora de perder e mostrar uma postura minimamente adequada, né? Mas em relação ao jogo, eu também, eu também fiquei surpreso assim. Tudo bem, a Espanha era favorita, acho que a gente tinha isso até pela forma como ela controlou a França, que a gente, para mim, já apresentava o melhor futebol.

É até uma seleção que vai ficar lembrada pelo grande futebol apresentado, mesmo sem conseguir, embora tenha acabado, acabou decepcionando na semifinal. Mas do tamanho do domínio não dava para esperar isso. Assim, só duas finalizações no segundo tempo da prorrogação. O controle que teve, até acho que demorou para a Espanha criar mais oportunidades. Se você pegar o primeiro tempo, acho que a Espanha vai para o intervalo com umas 5 finalizações, e a única mais perigosa foi aquela do Yamal numa tabela na lateral da área, que ele chuta desviado e o Martínez defende com o pé.

?Voz E

Foi.

?Voz G

E aí depois a Espanha tem um controle do jogo, mas não conseguia finalizar a partir do segundo tempo, não. Ali 20 minutos do segundo tempo era aquela roubada de bola constantemente no campo de ataque assim então ali foi o total controle e acho que é totalmente justo o título da Espanha e mostra ainda mais nessa Copa que a gente vinha batendo muito na tecla né da Copa dos protagonistas dos artilheiros dos jogadores de frente mostra como o futebol hoje está cada vez mais coletivo a questão como é importante você ter um time equilibrado Não à toa essa Espanha campeã estabelecendo agora isoladamente a maior invencibilidade de uma seleção com 38 jogos sem perder.

?Voz A

Ah, sim, do jogo a gente já falou anteriormente, né? Assim, e para mim fica uma reflexão lá para frente, né, Alex? E ontem era o que a gente ouvia no estádio e é o que a gente começa a ler também nos jornais pelo mundo, né? A Espanha não tem o menor problema com amanhã, o menor problema com amanhã. A Argentina tem muitos problemas com amanhã. E aí é assim, uma possível saída do Messi, ela não quer dizer uma saída do Mac Allister, do Enzo, não quer dizer isso.

Existe uma turma que vai jogar ali durante um tempo, mas ela deixa claro um outro problema. O Messi é um imenso escudo, é uma proteção, é um guarda-chuva que não permite que a luz chegue nos problemas administrativos da AFA. Sem o Messi, os problemas administrativos da AFA tendem a ser aumentados porque vão jogar luz naquilo e não vai ter aquela proteção mais. Mas vamos esperar, né? Tem mais coisa pela frente.

?Voz C

Tem muito chão pela frente. Marmarra, nessa despedida, você vai voltar hoje já para o Brasil, vai descansar uns dias, é o momento crônica. Por favor, como foi a sua Copa do Mundo?

?Voz A

Foi muito legal, muito legal. Assim, eu preciso dizer que o Bertozzi falou ontem do post que fez a Ana Thaís sobre o podcast, sobre estar aqui com vocês. Eu participei muitas vezes, né? Não sei quantas das 40, mas eu devo ter participado umas 30 talvez, né, Tseng? Só não deu participar no início que eu tava indo para Chattanooga, no dia de Kansas. Vamos colocar aí umas 30. E preciso dizer que é um conforto, que é uma— eu não vou falar que é uma troca porque eu não ofereço tanto assim, mas é uma riqueza de aprendizado de conviver com vocês que amam tanto isso, né, da celebração que é do futebol, está viver, né, viver dias de Copa do Mundo.

A minha Copa foi uma Copa em que vocês todos aí me conhecem bem, né, se eu fiquei boa parte do tempo sozinho e eu me descobri muito em muita coisa, me descobri na questão da afetividade, e estar com vocês aquecia um pouco do que era o meu dia, sabe? De me dar alguns dias. Tava falando isso aqui ontem com Chico Jobé. Alguns dias aqui na cobertura eu só falei quando eu tava no ar, eu só abri a boca quando eu tava no ar, ou quando eu falava com a minha esposa, quando eu falava com meu filho.

Eu cheguei a ficar períodos sem falar com ninguém. E isso é assim, ok, eu tava trabalhando, né? Mas se eu não ter ninguém para trocar, é uma coisa É estranha e te obriga a te conhecer mais. O meu momento especial foi o momento Espanha e Cabo Verde, quando eu vi ali na zona mista os jogadores de Cabo Verde saindo, festejando, e vi o Vozinha e vi uma relação incrível. E ali eu entendi, falei assim, cara, essa é a Copa! É isso, é isso que fazia a gente ser apaixonado pelo futebol.

É um personagem que você nunca ouviu falar e que talvez você nunca mais ouça falar, mas daqui a 20 anos ele vai estar na sua cabeça. Essa é a crônica da Copa de Sangue.

?Voz C

Boa, Mário Barra! Muito obrigado por tudo, portanto, obrigado.

?Voz A

Muito obrigado a vocês, muito obrigado mesmo.

?Voz C

Você volta quando?

?Voz A

Volto hoje, eu já li ali que eu quero saber. Ah, trabalhar, isso vai ser conversado, mas a princípio segunda-feira.

?Voz C

Pode voltar quarta-feira, o brasileirão te espera.

?Voz B

Amanhã tem um joguinho aí para a gente assistir, ô Marra.

?Voz A

Cara, você sabe que assim foi a primeira coisa que meu filho falou comigo. Não, porque é o seguinte, amanhã o Galo já joga, tal. Tá falando, não é possível, não é possível que já vai ter.

?Voz B

Vamos voltar para borracharia.

?Voz E

É aquele choque de realidade.

?Voz A

Porque já não jogou, não jogou ontem.

?Voz E

Meu Deus do céu, é aquele choque de realidade quando você chega aqui em São Paulo num dia de semana de manhã, que o seu voo pousa em Guarulhos, daí você chega em São Paulo, pô, você ficou viajando, tava tudo legal, você vai, voltei para casa, que legal. Daí você já pega o trânsito da Mata Atlântica, é a realidade se esfregando assim na sua cara.

?Voz A

Terça-feira, terça-feira, 7:30 da manhã.

?Voz C

Você imagina, eu vou chegar em casa meio-dia, caos, caos. A Renata, o Otto e o Danilo te esperam, Marra. Obrigado, viu?

?Voz A

Grande beijo, queridos, sempre é um prazer.

?Voz C

Mário Marra girando o nosso time, grande Mário. É o Mário, é nosso, né? Vamos, nós vamos falar de seleção brasileira, vamos, que é importante falar de seleção brasileira. Vamos ainda falar desse título da Espanha. O Marra falou de Espanha e Cabo Verde, esse jogo deu um susto.

?Voz B

Deu, porque a Espanha...

?Voz C

Isso em cima do que a Espanha podia fazer na Copa.

?Voz E

E esse jogo impede a Espanha de se juntar ao Uruguai de 30, Brasil de 70 e Brasil de 2002 como seleções que foram campeãs mundiais ganhando todos os jogos.

?Voz B

Sim, eles igualaram a Argentina desse ano e o Brasil de 2002 como seleções que ganharam 7 jogos seguidos dentro de uma Copa.

?Voz E

Mas não foram todos da mesma fase. Não foram todos da própria Copa.

?Voz C

Porque a fase de grupos da Espanha, né?

?Voz G

Não, a gente tava muito ressabiado no começo, porque você olhava até o desempenho, mostrava, se o Yamal não tiver na sua melhor versão, e ainda com Nico Williams mais lesionado, ferrou. A Espanha vai ser aquele time imprevisível, tudo mais. Deu um pouco essa preocupação para o torcedor espanhol. E no fim, a Espanha vence essa Copa sem ter a melhor versão dos dois.

?Voz E

Assim, a gente vai falar, desculpa, Não, pode falar, Vini, depois eu vou falar. Eu quero falar que eu acho que foi inclusive o diferencial entre a Espanha ter ganhado com o domínio massacrante que teve, mais 1x0, e ter ganhado com o domínio massacrante que teve com 3x0. Porque assim, o Yamal e o Nico Williams não estavam bem, não tomaram boas decisões. O Yamal principalmente muitas vezes tentou driblar mais e ele foi engolido pelo Tagliafico.

Partidaça do Tagliafico, partidaça do Tagliafico. Mas o Yamal não tava bem, ele fez uma partida ruim mesmo assim. O jogo contra, que ele fez contra a defesa foi melhor. Ele, ele, ele tomou decisões ruins e eu acho que por isso obrigou a Espanha acabar afunilando muito, fez com que a Espanha não tivesse muitas finalizações limpas. Tanto é que a Espanha finalizou muito, o Dibu Martínez bateu o recorde de defesas em uma final de Copa do Mundo, mas o Dibu Martínez tava inseguro, ele não tava muito bem. E grande defesa mesmo só a cobrança de falta do Yamal no final do tempo normal.

?Voz G

A Copa do Yamal, ela é discreta ali, né, por conta da questão física na fase de grupos. Ele tem um crescimento ao longo do mata-mata, mas eu concordo, ontem ele não foi um A gente fala do Messi, mas lógico, o Yamal é um cara importante, mas ele não fez uma grande final, muito mérito do Tagliafico. E aí acho que é isso, enfatizo o mérito do De La Fuente, porque a Espanha melhora muito a partir das mudanças que ele faz, com o Dani Olmo se estabelecendo como titular, e pra mim foi um dos grandes nomes da Espanha, o Pedro Porro ganhando a disputa com o Llorente.

Então o De La Fuente tem muito mérito de encontrar soluções numa Espanha que no fim, diferentemente da Euro de 24, quando os pontas foram extremamente determinantes, lógico que eles foram um papel importante, especialmente o Yamal pela sua evolução, mas mas não foi o protagonista da Espanha na Copa.

?Voz B

É por isso que a gente fala que tinha uma questão ali, por isso que a gente fala que foi mais 2010 que 2024, né? Perfeitamente, muito mais parecido. E tanto é que aquela Espanha é campeã sem levar gol no mata-mata e essa levando só um, né?

?Voz C

Girando o nosso time agora, André Kifuri. Olha, André Kifuri de volta aqui, o Futebol no Mundo. É sempre uma honra o André estar de volta aqui, o Futebol no Mundo. Ah, já de volta depois de alguns dias e descanso, já voltou, né, essa semana já ao trabalho. André, seja bem-vindo.

?Voz H

Tudo bem, pessoal? Tudo bem, Alex? Bom dia, boa tarde a todos. Uma grande honra para mim poder participar desse, desse programa diferente, desse Futebol no Mundo que encerra, entre aspas, né, a cobertura da Copa do Mundo, já que o futebol no mundo continua, ele tem tanta história e vai continuar tendo tanta história daqui para para frente, que é até a gente ter essa impressão de que tem alguma coisa acabando. Não, a Copa do Mundo acabou, ok, a vida segue e o futebol no mundo. É um grande prazer estar com vocês novamente agora aqui de São Paulo.

?Voz C

Nós vamos falar de outras questões, André, que foram as primeiras. A vida segue, mas sempre com a maquininha de café, né?

?Voz B

Essa não podia faltar, né? Tradição, tradição.

?Voz C

Tá aí, né? Tá aí. Essa, essa nunca pode faltar. Essa nunca faltou em alguns momentos.

?Voz E

André, antes de falarmos desse, do balanço da seleção, foi um dos dramas da Copa, hein? Foi um dos dramas da Copa. Parece que faz tempo, né?

?Voz H

Mas foi o maior drama, o maior drama da Copa, Bira.

?Voz C

O maior. André, antes de falarmos do balanço da seleção brasileira que você acompanhou, a Espanha campeã para você.

?Voz H

Alex, eu me alegro quando o futebol que a Espanha joga Rede do Mundo, né? Eu concordo plenamente aí com os companheiros que disseram que foi num jeito mais 2010 do que na conquista da Euro, que é bem mais recente, obviamente, com algumas coincidências com 2010, né? A Espanha também marcou no segundo tempo da prorrogação em 2010 com o Iniesta, Ferran Torres, o gol que é o gol do troféu. E uma equipe vence uma executando, né, mostrando em campo campo, o projeto de futebol que ela implantou já há muito tempo e que faz com que jogadores aos 7, 8, 9, 10 anos de idade aprendam a interpretar esse jogo.

E ganhando ou perdendo, esse jogo continua sendo ensinado, continua sendo, né, recebendo o investimento de todos os tipos, mas principalmente da crença das pessoas, a associação com a torcida, a relação entre população jogadores, comissão técnica, seleção. E uma ideia dessa continua viva a ponto de depois, né, muito tempo depois, né, se a gente for pensar, de ter sido sucesso pela primeira vez em 2010 e tendo Copas decepcionantes ao longo dos últimos anos, retornar com uma releitura do que é esse, essa e ganhar novamente da forma que ganhou, que a Espanha ganhou, eu acho que o futebol, se a gente pode colocar dessa forma, está em ótimas mãos.

A Copa do Mundo nas mãos. Os jogos que a Espanha fez contra a França e contra a Argentina são jogos absolutamente inquestionáveis no sentido do estilo, no sentido da ideia e no sentido da vitória.

?Voz C

Agora, olhando para o lado da Argentina, Depois de uma Copa espetacular, né, Donki? Você vê o Messi pequenininho numa final, é difícil, né? Depois de tudo que nós acompanhamos, né?

?Voz G

É porque assim, ele vinha sendo o protagonista da Copa, né? Pensando no impacto que ele tinha no time, o quão ele era responsável pela campanha da Argentina, até pela forma como a Argentina joga. Ver a atuação, o Léo trouxe o dado, né? Nenhuma chance criada. E aí eu acho que assim, você pode olhar de duas maneiras: ou responsabilizar o jogador, ou responsabilizar o adversário. E eu vou muito mais por essa linha, sinceramente. Apesar de ser o Messi, é o jogador genial que é, a Copa do Mundo que fez, é uma Argentina que a gente tá falando a dificuldade em criar qualquer situação e de uma imposição do estilo de jogo de uma Espanha que fez praticamente— não digo a mesma coisa porque a França ainda conseguiu assim.

A Argentina finalizou duas vezes a partir do gol, né? Demorou mais de 115 minutos para conseguir a primeira finalização. Mas a Espanha neutralizou completamente a França, que vinha apresentando melhor futebol. Então acho que aqui a gente tem que estar muito mais enaltecendo o trabalho que foi feito pelos espanhóis. E acho que a questão física também acabou sendo determinante. O Billy tava lembrando, né, a dupla de zaga teve problemas físicos.

Então acho que é uma Argentina que tava muito combalida até pela prorrogação que já tinha jogado contra Cabo Verde, o desgaste físico de um time que a gente vai falar do futuro. A gente fala da questão do Messi e tudo mais, mas boa parte do time, a tendência, não está no próximo ciclo de Copa do Mundo. Então acho que isso tudo acabou, a meu ver, para influenciar que o Messi tivesse uma atuação tão, tão abaixo na final. Lógico, a gente pode ser crítico à atuação dele, mas para mim passa muito mais pelo mérito da Espanha.

?Voz B

É, tô nessa também, assim. E é uma questão, né, o Scaloni teve que tomar algumas decisões difíceis durante o jogo. Por exemplo, perde o Enzo, Aí você vai jogar com um a menos. E quem que você sacrifica? O normal seria sacrificar o cara que pressiona menos para você recompor a defesa. O cara que pressiona menos é o Messi. Você não vai sacrificar o Messi. Você precisa ter o Messi em campo porque ele é o cara que pode decidir o jogo.

Além de tudo, pode ter uma decisão por pênaltis. Então, na prática, você vai ter que impor decisão por pênaltis. Mas também, você ainda assim, você quer que ele esteja lá na decisão, lógico. Embora o aproveitamento dele seja mediano, para dizer, para ser generoso. Mas é isso, você tem que sacar o Julián Álvarez, porque a única solução é você defender com 8 de linha, deixar o Messi. Mas como é que a bola vai chegar nele, né? Porque além de tudo tem a exaustão, né?

Além de tudo tem exaustão. Aí acabou que você não conseguiu colocar o Lautaro, que é o cara que veio do banco e fez gol nas quartas e na semifinal. Você ficou de mãos atadas. A expulsão diminuiu muito as chances da Argentina. Porque eu acredito que a Argentina com 11, ela teria condição de carregar, não teria condição de fazer o gol, eu acho, mas ela talvez tivesse a condição de carregar mais 30 minutos para levar aos pênaltis, que me pareceu a ideia o tempo todo, né, pelo que o jogo mostrou, né.

?Voz E

Agora, o Messi ficou muito isolado em campo. A Argentina também, para tentar, como a Argentina tava tomando um vareio no meio de campo, acho que a Argentina também tenta voltar seus jogadores para tentar diminuir essa desvantagem, só que isso vai isolando cada vez mais o Messi em campo. E ainda assim ela não tava ganhando. Até o Paredes entra um pouco para isso também, para ver se conseguia adiantar um pouquinho uma Callister, para ver se conseguia levar a bola um pouco mais perto do Messi, mas não tava conseguindo.

Acho que a Argentina sentiu muito fisicamente o calor. Acho que no primeiro tempo já tinha argentino com cara de cansado por causa do calor, porque a Argentina na semifinal teve um jogo muito desgastante que ela usou uma energia que ela parecia não ter mais. A Argentina já parecia estar acabada no jogo contra o Egito. Contra a Suíça teve a sorte da Suíça ficar com um a menos. Contra a Inglaterra ela parecia não ter mais gás e de repente ela descobriu um gás para fazer aquela pressão no final e ganhar o jogo.

E só que foi no ar-condicionado. Agora no sol, com um dia a menos que a Espanha de descanso, a Argentina morreu em campo fisicamente, não conseguiu, não conseguiu responder, estar à altura da Espanha. E o Messi no final das contas acabou sendo um fator quase nulo do jogo. Participou quase nada, só no final, que daí aquela coisa, né, bota a bola no Messi, bola parada Messi cobra, escanteio Messi cobra, porque qualquer hora que o Messi tá com a bola no pé é um frisson, né. Então foi muito, foi muito com base nisso.

?Voz C

Fala, André, você que tanto escreveu sobre o Messi durante a Copa.

?Voz H

É, eu acho que a Espanha tinha um plano semelhante ao plano utilizado contra a França Não no sentido estratégico, mas na ideia, né? E a gente sempre fala sobre coragem no futebol. Nesse caso, falou demais depois do jogo entre Argentina e Inglaterra, pela maneira covarde de como a Inglaterra como equipe, e como equipe, jogadores e comissão técnica— eu compartilho as responsabilidades que aconteceu naquele dia, eu não coloco tudo na conta do treinador, acho que os jogadores foram responsáveis também pelo pela postura e pelo apagamento da seleção inglesa.

Mas todo mundo falou sobre coragem, né? Existem formas diferentes de você demonstrar coragem no jogo de futebol. E a forma que a Espanha utiliza para mostrar coragem é a que eu acho que carrega a maior virtude, que é dizer para o adversário: você não vai encostar na bola porque eu não vou permitir. A bola vai ficar comigo. Sem a bola você não faz nada. E é assim que eu vou ganhar de você. Foi isso que a Espanha fez, é, com menos eficiência, claro, mas ainda assim com sucesso contra a Argentina.

Ela excluiu do jogo contra os franceses o Grealish e, por consequência, o Mbappé, e ela excluiu do jogo o Lionel Messi na final. Até os trechos últimos ali são quando, como disse o Bira, começou a colocar cobrança de falta, cobrança de escanteio. Teve uma chance, né, com o Simeone ali, aquela bola perto na marca do pênalti que ele chutou por cima. Então, é, o que o Messi foi na final foi completamente diferente daquilo que ele foi ao longo do torneio.

Eu não acho que se ele fosse eleito o melhor jogador da Copa do Mundo, seria uma coisa— foi o Rodri, né? O vencedor. Sim, é assim. Mas eu acho que, se eu não acho que esteja mal, por isso que eu quis deixar claro, não acho que está mal, mas se ficasse com ele, eu também não entendo que haveria qualquer injustiça, independentemente de como a Copa do Mundo terminou para ele. Eu, na minha, então ele se solidifica como O melhor jogador do mundo, o melhor jogador da sua geração, um dos grandes da história.

Pode sentar-se à mesa com Diego Maradona, com Pelé. As pessoas podem colocar mais ou menos jogadores nessa mesa, mas eu acho que a lista não, não fica muito diferente disso. E ter sido vice-campeão ou campeão não muda a minha opinião a respeito do jogador que o Messi é.

?Voz C

Hora de falar da seleção brasileira. Opa, é Vamos lá, vamos com calma agora. Passada, né, já temos 2 semanas da eliminação, hora de fazer o balanço da Seleção Brasileira. André, você que acompanhou o Brasil mais uma vez, para você, como que o Brasil começa, começou, e como que o Brasil terminou a Copa do Mundo e o que vem pela frente?

?Voz H

Pois é, Alex, sem querer me estender muito, eu acho que o que a gente viu, e o distância, né, já passou um tempo da eliminação da Seleção e aquilo que a gente imaginava que pudesse acontecer e não aconteceu, Eu acho que dá para falar o seguinte: Seleção Brasileira foi um time de futebol nessa Copa do Mundo que tinha suficientes para fazer uma campanha melhor, e também suficientes para quem sabe não ter nem chegado ao estágio em que chegou, né, ao jogo em que foi eliminado.

Brasil poderia ter sido eliminado e a Copa poderia ter terminado contra um na fase anterior. Então são qualidades que permitiriam avançar, defeitos que talvez pudesse ter impedido a seleção de chegar ao jogo em que ela foi eliminada. E isso é muito pouco, não só para o país pentacampeão do mundo, isso é muito pouco para o mínimo que se espera da seleção brasileira de futebol em uma Copa do Mundo, considerando tudo que a gente comentou nas últimas semana, o jejum que aumentou mais 4, que é um jejum seco aqui na Brasileira, já nos mostra em termos de distanciamento do que ela deveria ser, a forma como ela é tratada pela Confederação Brasileira de Futebol, o que a opinião pública pensa dela.

Tudo isso já dá para a gente numa grande conclusão entender que coisas que foram ditas nos últimos meses, como: ah, o ciclo não é o melhor, mas é possível ganhar uma Copa do Mundo contratando um treinador faltando basicamente um ano para Copa. O Brasil tem jogadores suficientes para nesse curto espaço, mesmo com reuniões que não são muito frequentes, mesmo que o trabalho do treinador fique mais difícil, conseguir montar um time que ganha a Copa.

Gente que disse: não, o que eu quero é ganhar a Copa. Vamos perceber a distância na qual nos encontramos em relação a como as coisas precisam ser feitas para, no final da história, ter chance e eventualmente voltar a ganhar uma Copa. Então eu acho que o que fica é: não dá para trabalhar desse jeito. A CBF pode pensar tanto em política e menos no time. Para imaginar que a contratação de um treinador de capacidade indiscutível, embora ele tenha responsabilidades diretas na eliminação vai ser suficiente para produzir um time de futebol que ganhe uma Copa do Mundo?

Orgulho, ação brasileira. Então, no final, a sensação que fica é de uma grande decepção, mas não necessariamente e exclusivamente com a seleção brasileira que jogou a Copa do Mundo, mas com o estado da seleção brasileira hoje, o que ela é como time, como projeto, como ideia, e o que ela deveria ser para representar os desejos da parte da população brasileira preocupa com a seleção.

?Voz B

Vamos lá, começando pelo final, o porquê eu sou a favor da contratação do Ancelotti, da permanência do Ancelotti. Acho que ele tem que fazer o ciclo, acho que decisões cruciais dele foram decisivas para eliminação dentro do jogo, mas também já na convocação, né? Eu acho que ele abriu mão de levar pelo menos mais uma boa opção para o time para encaixar o Neymar, que estava lesionado. Então assim, independentemente de você achar que o Neymar deveria ou não estar, pelo que ele representa, ele estava lesionado.

Então você levou um jogador que não tinha condição de entrar em campo na sua condição ideal, independentemente do que você acha que ele ainda poderia ou não entregar. Isso é uma escolha, né? Então eu acho que já começou aí no sentido de fazer uma direção, um movimento Na direção do grupo, porque o grupo gosta dele, na direção de boa parte da opinião pública, porque é um tema polarizador no nosso país. Mas é uma escolha, né? E é uma escolha que eu acho que no final das contas, eu não sei se em algum momento ele se viu obrigado a justificá-la, mas quando ele o fez, a consequência tática para o time foi brutal, né?

Porque ele teve que acomodar jogadores em outras posições, o Brasil passou a marcar pior contra a Noruega. E quando passou a marcar pior, a Noruega se aproveitou e fez os 2 gols. E tudo que ele tinha ido bem contra o Japão, porque também é justo reconhecer que ele teve intervenções que foram definitivas e decisivas para o Brasil ganhar do Japão, da mesma maneira elas foram cruciais para que o Brasil perdesse da Noruega. Ok, técnicos erram, acertam, então não vou fazer caça às bruxas aqui, mas eu acho que o Ancelotti, que poderia ter sido um fator decisivo para mais, tal como Thomas Tuchel na Inglaterra foi um fator para menos.

Que ele tenha aprendido algumas lições de como lidar com a seleção brasileira, de como lidar com um torneio como a Copa do Mundo, que é muito diferente de uma Champions League. Em alguns é parecido, em alguns pontos, mas é diferente em outros. A Champions League tem jogo de volta, a Copa do Mundo não tem, né? A gente falou isso aqui algumas vezes, né? Champions League às vezes você aprende no jogo de ida para fazer diferente na volta.

Jogo de Copa do Mundo não tem isso, né? Você vai aprender, mas você só vai pôr em prática daqui a 4 anos. Então assim, eu acho que o Brasil tem um grande treinador, cometeu seus erros, e como uma pessoa inteligente que é, talvez ele tenha aprendido. Então agora ele vai ter o tempo para mostrar que aprendeu.

?Voz E

Não, em relação ao trabalho do Ancelotti, é bem por aí. Eu fico só curioso pensando como é que ele vai iniciar agora o próximo ciclo. Porque eu acho que alguns jogadores vão ter que perder espaço, inclusive alguns jogadores que ele apostou muito. Mas ao mesmo tempo eu entendo que como ele só tinha um ano, ele quis pegar mais ou menos uma base que existia e ele não quis também começar a remontar do zero em setembro do ano passado, que é quando ele assumiu pra valer, e pegar o time do zero em setembro.

Ele quis já pegar alguns jogadores que já estavam lá, algumas lideranças já consolidadas em que ele confiava. Agora não, agora ele pode meio que começar do zero. Começar do zero não significa simplesmente escorraçar todo mundo. E trazer 20 jogadores diferentes. Não, mas assim, ele pode pensar num módulo de jogar totalmente diferente, ele pode pensar em referências dentro de campo totalmente diferentes daqueles que ele vem trabalhando.

Então eu espero que até que ele faça alguma coisa nessa linha, mesmo que seja para depois de algum tempo retornar um pouco depois. Mas assim, acho que é o momento de dar uma mudança. Eu que tô muito curioso para ver como ele vai fazer isso, porque agora sim a gente vai poder cobrar plenamente. Acho que ele cometeu muitos erros no jogo contra Noruega. Mas eu é assim, eu ainda consigo passar um paninho para falar assim, ele também não conhecia tão bem o elenco que ele tinha na mão quanto ele deveria.

Teve jogador que ele acabou tendo que chamar para Copa que mal tinha jogado com ele, jogou lá, jogou uma data FIFA meio que, ah meu, até que foi digno, vamos com ele então porque os outros foram piores. Agora ele vai poder botar todo mundo para jogar, rodar, e assim vai ter um pouco menos de desculpa. É muita culpa da CBF. E assim, como o trabalho de confederação é importante, né? E aí, olha, isso vai para o Túlio também, tá? As finais da Espanha chegou nas finais da última Euro masculina e feminina, e deve ir nas finais da última Euro masculina e feminina, e das últimas Euro e Copa do Mundo masculina e feminina.

Você vê como a Espanha tem muito trabalho. A Inglaterra chegou nas finais da última Euro e da última Copa do Mundo feminina. Mas só da última Euro masculina, não chegou na final da última Copa do Mundo masculina. Aí vai dar conta do Tuchel, né? O trabalho foi, as condições foram entregues para ele.

?Voz G

Eu acho que a gente pode olhar da perspectiva da seleção e do futebol brasileiro. Do futebol brasileiro acho que não vai passar muito necessariamente pelo Ancelotti, e eu também não tenho muito otimismo que vai mudar. Mas é procurar entender também de uma forma mais ampla porque A gente tá com tanta dificuldade em ter laterais, camisa 10, ausência de camisa 10. E aí entender estruturalmente, desde a formação do atleta, acho que é uma discussão mais ampla.

Como eu falei, não passa tanto pelo Ancelotti e não sou muito otimista em relação a essa mudança. Mas dentro do que compete à seleção brasileira e ao Ancelotti, não é passar o pano, é um fato, né? Acho que a gente tem que considerar também todo o cenário. Além daí entra na conta da CBF, das mudanças de técnico dele assumir um ano antes. E o quanto que ele foi inviabilizado, a ele, e aí por uma questão de lesões, que aí não é culpa de ninguém, de um azar, o quanto que ele teve que repaginar esse time, sobretudo do lado direito.

A forma como atacava pelo lado direito, a gente não pode ignorar isso. Acho que isso é um fator também importante. Por isso também acredito que foi a correta decisão de mantê-lo e dar um ciclo inteiro para ele, ainda que ele tenha a digital dele tá muito forte na eliminação do Brasil, pela forma das decisões que ele tomou ao longo do jogo. Aquela fatídica pausa para hidratação no momento que tenha um pouquinho antes, né, que tem as mudanças que acabam comprometendo o desempenho da seleção.

Então ele tem que ser cobrado por isso, mas ter um período para ter a identidade, conseguir criar uma identidade. Embora ele, isso já foi tema lá atrás, né, dele não querer exatamente uma identidade propriamente dita, mas acho que de criar ideias do jogo dele, alternativas, né, porque o Brasil se mostrou uma seleção muito competente na hora de ser vertical, nas transições, inclusive contra a própria Noruega. Mas um time com muita dificuldade no momento quando tem a bola.

Ainda saídas de bola tendo esses problemas. Então acho que é o momento para construir uma base em relação a isso. E assim como o Bira falou, eu também acho que não é o momento de chegar e apontar, tem que mudar a seleção inteira. Não, acho que você tem uma base, vai fazer algumas alterações importantes, né, de jogadores que naturalmente não vão continuar para o próximo ciclo, mas sabendo que tem muito, tem muito talento ainda para produzir um time forte, um técnico que continua sendo um técnico lendário, apesar de ter assinatura dele na eliminação.

?Voz C

Se não quiser também, a Itália agradece muito.

?Voz B

Eu falo, André, é animadora pela ambição, mas desanimadora pela resposta.

?Voz C

Exatamente.

?Voz H

Fala, André. Não, eu não— as críticas que eu faço ao Ancelotti, elas são no âmbito daquilo que é o trabalho de qualquer treinador. Eles erram e acertam. Como disse o Léo, o Ancelotti ao longo da carreira dele já nos mostrou com sobras que ele faz parte da categoria de técnicos que acertam muito mais do que erram. Mas ele não é um ser perfeito. E quando ele comete equívocos, seja em montagem de grupo, seja em posicionamento público, em substituições, como aconteceu no jogo contra a Noruega, ele tem que estar aberto a esse tipo de escrutínio.

A análise, o exame das decisões que ele tomou é 24/7, é o tempo todo, né? E o que ele ganhou na vida, e é muita coisa, o que, o que comprova que a Seleção Brasileira, a CBF, fez uma ótima escolha ao contratá-lo, não significa, não significa que os erros que ele comete, e ele vai continuar cometendo, sejam menores, sejam menos graves. Sejam decisivos. Eu não gostei, e essa é uma opinião bem dele ter ido embora para o Canadá, onde ele vive, sem passar pelo Brasil para dar uma entrevista coletiva.

Ah, ele falou no estádio depois. Sim, falou por pouco tempo, falou ainda sob o calor da derrota, frustração da eliminação. É o melhor momento para perguntas e respostas mais calmo, mais frio, análises mais distanciadas. Eu acho que treinador da seleção brasileira tem que passar pelo país, no caso de ser um estrangeiro, é isso que só acontece, tem que passar pelo país e se colocar à disposição de quem quer perguntar coisas a ele, e ele responde da maneira que ele achar de responder.

O Ancelotti não fez isso. Eu acho que foi um equívoco da parte dele para decepção em relação ao profissional Demonstrou ser até agora no comando da seleção. Mas tem que permanecer, tem que ter um ciclo inteiro para aí sim as análises e avaliação completa a respeito do que é um corpo decente do trabalho dele à frente da seleção a gente poder fazer.

?Voz C

É, o Brasil volta já em setembro na próxima data FIFA. André Kifuri, nesse encerramento da sua participação no Futebol no Mundo na Copa, a sua crônica, a sua Copa do Mundo, André.

?Voz H

Alex, eu vou falar uma coisa, eu vou passar por dois pontos, né? O primeiro ponto é que isso aconteceu todas as vezes na minha vida em que eu estive num estádio fora do Brasil para cobrir um jogo da seleção brasileira, independentemente de ser em Copa do Mundo ou não. Na Copa do Mundo, intensidade fica mais importante. Existe um, cheguei a escrever sobre isso, quando os jogadores dos dois times, né, sobem ao gramado, o estádio ainda não tá totalmente cheio, os portões já foram abertos, um pouco de torcida ali, mas evidentemente ainda não é um clima de jogo.

Às vezes uma musiquinha, é um ambiente que não é um ambiente tenso da competição. E os jogadores da seleção brasileira, quando sobem, eles são aplaudidos e procuram— isso é quase que uma tradição— e procuram o setor do estádio em que tem mais gente E eles vão ali perto para serem aplaudidos e para aplaudirem também aquela parcela do público que já— isso é uma troca que é bonita, é legal, tem valor, tem significado. Por mais que a relação entre o público e a seleção seja uma relação irregular e tão instável nos últimos muitos, muitos anos, mas esse momento em si É um momento que eu guardo e que toda vez que eu posso, eu guardo, eu me preparo para ele.

Eu acho muito importante a gente se lembrar das coisas que são nossas. Muitas vezes a gente tá fora de casa há muito tempo, a gente lembra das pessoas que a gente ama e que nos fazem falta. Isso é uma coisa que desde os primeiros momentos que tive oportunidade, o privilégio de presenciar profissionalmente, eu guardei como um momento muito especial. Isso aconteceu novamente ao longo dessa Copa do Mundo, independente que aconteceu com seleção e tal.

Tomara que nós todos possamos estar presentes a uma Copa em que a seleção vá até o final e ganhe, com esses momentos a gente possa relembrá-los. Isso é uma coisa. A outra coisa é que cobrir Copa do Mundo é trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, o tempo todo. E a gente tem poucas possibilidades para entender, experimentar o que é a Copa, né? Quando a gente tá cobrindo a seleção, é O dia da seleção, os jogos da seleção, o treino da seleção, a folga da seleção, é tudo na seleção.

E eu tive uma chance na véspera, infelizmente, da eliminação, de ainda estando em Morris, a seleção brasileira tava concentrada para jogar com a Noruega no dia seguinte, e França e Paraguai na Filadélfia. Apareceu um ingresso, na verdade apareceu ingressos, nossa produção, etc., quem quer e tal. E eu tinha tinha essa possibilidade, porque o Brasil já tinha encerrado a sua preparação para o jogo. O jogo entre França e Paraguai era de tarde e a gente tava a 2 horas de carro.

E eu fui, eu vou falar que eu não trabalhei, trabalhei, entrei no Linha de Passe depois da porta do estádio, escrevi coluna durante o jogo, mas eu tive que ir em um jogo ali como alguém que estava vendo a Copa. Não como torcedor, porque pouco me importa a França ou Paraguai, mas como alguém que gosta muito de futebol. E na hora que eu vi estádio na Filadélfia com tremendo calor, 39 graus, uma coisa absurda e tal, eu falei: que legal é estar aqui, que bom que eu tive essa oportunidade. E eu vou lembrar disso bastante nos próximos dias, meses e anos.

?Voz C

André Kifuri, um dos brilhantes textos do jornalismo esportivo. Muito obrigado, viu, pela parceria.

?Voz H

Portanto, André, entre nós, Alex, quem agradece sou eu. É uma felicidade, uma alegria, uma honra participar do Futebol no Mundo. Eu já disse aqui outras vezes, é um momento em que nós estamos entre amigos e podemos conversar de uma forma, às vezes a televisão não permite por questão de tempo, não porque questão de ambiente de trabalho é muito bom, Mas aqui no Futebol no Mundo a gente não se sente trabalhando. E eu te agradeço pessoalmente por isso e agradeço a todos vocês também.

?Voz C

Muito obrigado, um abraço, um brinde com café, tá? André Kifuri, André Kifuri, Pedro Bassan, os dois melhores textos do jornalismo esportivo há décadas.

?Voz B

Sim, e é legal ouvir isso do André, porque assim, normalmente a sensação que a gente tem na primeira Copa E saber que ele é um cara veterano de Copas e que não perde isso é porque a gente não perde mesmo, né? Para quem ama futebol, é sempre como se fosse o primeiro. Cada jogo de Copa é como se fosse o primeiro, porque não existem dois jogos iguais, né? E cada história é diferente uma da outra. E é muito legal saber disso.

?Voz C

É só que nós queremos o Brasil um pouquinho melhor, né?

?Voz E

Por favor, um pouquinho mais longe, né?

?Voz C

Um pouquinho, né? A gente começou, quartas de final era uma realidade, não era?

?Voz E

Desde o começo, seleção brasileira, durante a noite, falei, nossa, mas parece faz tanto tempo isso, né?

?Voz B

Quartas de final era uma Ah, pô, o Biratan e eu somos pais, né? E nossos filhos ficam assim, ó, como é que é o Brasil numa final de Copa? Minha filha, esse ano que ela acordou para ver Copa do Mundo assim com olhos interessados, e ela, pô, como é que é o Brasil campeão, né? Eu queria ver assim, né? Ela não é fanática por seleção e tal, mas ela falou, pô, deve ser legal, né? Falei, pô, não é legal. Um dia você vai descobrir.

?Voz C

Pois é. E o tempo passa E nada, né? E nada. Vamos seguindo, seguir falando dessa retrospectiva da Copa do Mundo. Gustavo Zupac tá com a gente. Boa, ô Zupa! O Zupa arrumando, tá arrumando a mala, Zupa.

?Voz D

Ei, futebol no mundo! Acabou a Copa, hein? Eu tô aqui no meu quarto fechando as malas, prontinho para voltar. Última vez que eu tô com uniforme, hein? Tá até uma bagunça aqui. Eu tava pensando nas coisas que me marcaram nesse Mundial e eu vou citar duas coisas. Primeiro, ter encontrado grandes nomes do futebol sul-americano, os que não estão jogando mais. Eu adoro o futebol sul-americano, não só porque a gente transmite a Libertadores, mas jogadores que fizeram parte do meu contexto de adolescência, de infância, de começo de vida adulta.

E poder me deparar com eles foi muito legal, né? Eu fiz uma exclusiva com Carlitos Tevez, um craque, um gênio, jogador que eu admiro, sempre admirei muito. E poder estar com ele foi muito legal. E participar de outras entrevistas com Luizito Soares, Gabriel Batistuta, o Batigol, uma figura sempre tão distante para mim, Ivan Zamorano, Javier Zanetti. Estar com esses caras foi muito legal. E no que diz respeito aos jogos aqui, deixa eu arrumar isso aqui.

Foram 7 jogos que eu vi no estádio aqui em Miami. Vi Brasil, vi Argentina, Portugal, Colômbia, vi Inglaterra, vi França, vi Noruega, vi as grandes seleções, passaram por aqui pelo menos uma vez. Mas o que me toca O momento meu predileto dos jogos são os hinos. Os hinos. O hino é a identidade do país. E você tá no meio de gente do mundo inteiro e vê como essas pessoas puxam do fundo da alma o hino dos seus clubes, dos seus países, e como os jogadores também puxam do fundo do coração o hino do seu país, da sua pátria.

Jogadores que muitas vezes moram muito distante dos seus países. Sempre me emociona. Não foram poucas as vezes que eu chorei durante os hinos da Copa, não só no hino do Brasil, que me tocou muito, mas o hino da Inglaterra, a primeira vez que eu ouço no estádio, a Marselhesa, a paixão do hino da Argentina, a história de Cabo Verde. Então ouvir os hinos em uma Copa do Mundo é algo que sempre me pega. Missão cumprida. Futebol no Mundo, Copa do Mundo masculina só em 2030. Um beijo, tchau, tchau.

?Voz C

Gustavo Zuppac e a sua crônica também.

?Voz E

Uma das cenas mais legais da Copa, que já faz tanto tempo também, foi aquele no Congo e Colômbia, o torcedor sozinho no meio da torcida, naquele mar de colombianos, um torcedor do Congo lá no meio cantando o hino do Congo. E quando termina, os colombianos festejam o cara, né, pegam ele, vibram com ele. Isso foi sensacional.

?Voz C

Só Copa conta grandes histórias. Quem foi o destaque da Copa? Os destaques da Copa, vamos lá. Não os personagens, acho que tem uma, nós vamos diferenciar um pouco isso. E os destaques da Copa do Mundo?

?Voz B

Para não ficar no óbvio, eu queria falar dos africanos, dos times africanos, seleções africanas, porque se tem uma coisa que a Copa de 48 ajudou foi a África ter uma representação melhor. Porque quantas vezes a gente viu boas seleções africanas ficarem fora porque eram só 5 vagas, eliminatória daquele jeito cruel, mata-mata para decidir classificado. A gente teve Mané contra Salah decidindo uma vaga, né, e outras coisas assim.

E as 10 que chegaram, cara, 9 passaram. E assim, tudo bem, várias foram eliminadas depois, mas assim, foram eliminadas daquele jeito cruel, né. Pô, o próprio Egito contra Argentina, o Congo contra Inglaterra, foram eliminadas suando sangue, dando trabalho, né. Mesmo Senegal, Senegal fez de tudo para Bélgica virar aquele jogo, mas mesmo assim teve, é, podia ter ganhado o jogo, devia ter ganhado o jogo. Construiu para ganhar o jogo, pelo menos.

Então assim, eu acho que o continente africano mostrou força, mostrou seleções organizadas, bem treinadas, diferente de outros tempos. Muitas delas com técnicos locais, o que eu acho que valoriza muito o trabalho. E acho que fica assim, por exemplo, as seleções asiáticas, incluindo aí a Austrália, né, que é asiática na confederação, não geograficamente, mas foram raras boas campanhas. Já na África Só a Tunísia que foi horrível, todas as outras foram decentes ou mais que decentes.

Cabo Verde, Cabo Verde empatou com a Espanha e levou a Argentina para prorrogação, né? Vamos combinar.

?Voz G

Eu queria fazer 3 destaques assim de pontos diferentes, né? Enfatizando o que você falou, Alex, né? A gente tá falando melhor, para mim o Bola de Ouro foi o Rodri, justo poder ter sido Messi, mas foi o Rodri. Eu não vou entrar nesse aspecto. Ainda assim, não só pensando desempenho, o Haaland para mim saiu como um grande destaque, porque ele se torna famoso para as pessoas que não acompanham futebol normalmente.

?Voz E

Ele construiu uma figura, né?

?Voz G

Ele construiu uma figura e de um cara legal. Agora não para de responder as coisas no Instagram de todo mundo. As pessoas citam ele, ele vai lá e responde. Mas mais do que isso, acho que ele como imagem para o mundo, o que ele fez com a Noruega é gigante, porque tem expectativa de uma geração e você bater quartas de final tendo o protagonismo dele, é verdade, contra a Inglaterra acabou passando despercebido, mas ele tirou o Brasil da Copa do Mundo, sabe?

E eu cansei de ver postagem Cara, e ele é tão legal que, como, que frustrante não poder odiar esse cara porque ele é legal apesar de ter tirado a gente. Então acho que esportivamente ele foi muito bem e ele se tornou um personagem muito bacana fora das 4 linhas. Então a imagem dele cresce muito. Futebolisticamente, queria também destacar muito, para mim foi muito legal ver o que o Canadá construiu como futebol, pensando que eles voltaram na Copa passada.

É, certamente vai ter uma geração de canadenses que vai ter uma relação diferente com futebol muito diferente do que as duas, três gerações anteriores, as deles, com uma vitória histórica para cima do Catar, a primeira numa Copa do Mundo e a primeira vez que uma seleção sem ser da América do Sul, da Europa, faz mais de 5 gols. Então assim, foi uma campanha esportiva muito positiva, passando depois pela África do Sul. E pensando desse lado mais emotivo, fora do futebol, falando de atmosfera, o clima no México, cara, para mim eu vou lembrar para sempre.

É verdade, é as loucuras que os mexicanos estavam fazendo, curtindo, a cena dos sombreiros jogados lá na abertura, que até o Cenize falou bastante e que ele se emocionou. Então assim, a atmosfera mexicana para mim é uma coisa que vai ficar muito marcada. Que pena que terminou a Copa no México tão cedo.

?Voz E

Bom, eu vou para dois destaques, um fora do campo, um dentro do campo. Eu fui mais chato assim, história menos emocionante, tá? Acho que na hora de pensar assim, é racional. É, não é. Agora vocês falando, falei, eu devia ter pensado. Agora já pensei também, já selecionei. É fora do campo, acho que essa Copa vai ficar marcada como uma Copa em que a Foi a maior Copa com a menor FIFA. É verdade, foi a maior Copa da história em tamanho, tudo, e a menor Copa do Mundo, e a Copa do Mundo com a menor FIFA.

FIFA pequenininha, se dobrando a politicagem mesquinha, que é que é aquilo, é coroado ali com o Donald Trump querendo dar uma de papagaio de pirata.

?Voz G

Não, foi ridículo, que assim, ele fica ali no meio da foto, ele tira, e o Rodri segurando para não levantar, puxando ele, né, tipo Consegue, claro, até nesse momento, né? Porque ele consegue contornar, mas sem ser de repente assim, né?

?Voz E

Puxando, atravessando. O Infantino, você vê o vídeo, o Infantino atravessa a frente para empurrar, conduzir o Trump para fora, enquanto o Roderick com o troféu na mão esperando, entendeu? Então assim, uma FIFA pequenininha, o negócio lá do Balogun, FIFA pequenininha em tudo. Dentro de campo, eu queria fazer um destaque, Tátil, olha como eu sou chato. A gente via um futebol em que depois de ter um domínio do futebol guardiolista de posse de bola, a gente começou a ver um futebol começou a tender para transição, para transição rápida, um futebol mais vertical.

A gente começou a ver muito isso na Premier League, a gente começou a ver uma tendência que o futebol tava migrando para lá. E daí a gente olha o momento, o time que domina a Eurocopa e Copa do Mundo é um time que, apesar da Espanha ter sido mais vertical na Euro, É um time de posse de bola. E o time que tá dominando a Champions League é um time que trabalha posse de bola, que é o Paris Saint-Germain. Então assim, no final das contas, esse estilo de jogo ainda tá se mostrando muito poderoso num momento em que o futebol parece que tá indo mais para um futebol de transição rápida.

A melhor seleção do mundo e o melhor clube do mundo são times que trabalham com posse de bola.

?Voz C

E as decepções?

?Voz E

FIFA nessa, né?

?Voz B

Tá bom. É, não, acho que a FIFA a gente vai ser unânime aqui porque eles conseguiram, sabe? É, a gente vai, começou lá no árbitro da Somália barrado, nas restrições ao Irã, caso Balogun, toda, enfim, nossa, a gente pode ficar até amanhã aqui, né? Então assim, muitos problemas e acabaram alimentando todo tipo de loucura em volta da Copa do Mundo. Decepções esportivas agora. É, para mim, Portugal. Portugal, Portugal, porque entre as favoritas é a que ficou mais distante da minha expectativa.

É a bolinha bem pequenininha, bem pequenininha assim, pelos jogadores que tem. A gente olhava aqui, cara, olha esse elenco de Portugal, velho. Vitinha e João Neves, o meio-campo do PSG, que o Biratani destacou agora. Bruno Fernandes, melhor jogador da Premier League. Cristiano Ronaldo. Bernardo Silva. Olha quanto jogador bom tem Portugal! Nuno Mendes, pô, João Cancelo e Rúben Dias. E acabou que o melhor jogador de Portugal na Copa foi o goleiro Diogo Costa, né?

Então assim, o Roberto Martínez sai e tinha que sair mesmo, né? Vem o Jorge Jesus agora e eu espero que ele consiga tirar de Portugal o que esse time pode oferecer. Ah, ganhou Nations League ano passado, ok, ganhou merecidamente, inclusive conseguiu ganhar da Espanha nos pênaltis. Mas Portugal, assim, Portugal tem elenco para brigar pela Euro, para brigar com a Espanha, com a Inglaterra, com a França. Portugal tem jogo, tem material humano para competir com essas grandes seleções.

Nessa Copa do Mundo, assim, Portugal, cara, não chegou perto de jogar um futebol aceitável.

?Voz G

Eu concordo, assim, no termo de desempenho, de expectativa, Portugal foi a grande decepção. Mas para não ficar, para não me repetir, eu queria fazer mais 3 destaques de novo. Prometo ser breve. Um, um não é pela expectativa que tinha, não era grande, mas pela, pela forma como foi construída a história. O Uruguai foi muito decepcionante da forma.

?Voz B

Verdade.

?Voz G

Não que, ah, eu imaginava que o Uruguai ia brigar, mas assim, sair nesse grupo, sair no grupo, pô, sair do grupo era, a gente já sabia que não tinha clima pro Bielsa e manteve. E foi uma situação constrangedora ao longo da Copa. Então assim, até pela própria figura do tamanho que o Bielsa tem, no, no, no que ele representa pro futebol. Então foi um episódio Triste assim de ver o Uruguai nessa situação. Ainda que já vinha de eliminações, a Alemanha acaba sendo uma grande decepção porque fez uma boa Euro em 24 e a forma como cai previsível diante do Paraguai.

Mas eu queria dar um destaque para mim nos grandes técnicos. Para mim, os dois maiores técnicos que entram nessa Copa eram, sem sombra de dúvidas, o Ancelotti e o Thomas Tuchel. E as duas seleções são eliminadas com uma grande digital dos dois. E para mim, os dois vinham fazendo uma boa Copa até ali. O Tuchel tem a convocação polêmica, mas se mostrou até que deu certo por conta da vitalidade física para superar com o México, para superar a Noruega.

Então ele vinha sendo importante, mas daí a forma como ele se defendeu de forma desnecessária e o Ancelotti, as substituições que a gente falou, para mim esses dois técnicos que vinham fazendo uma boa Copa, eu faço essa ressalva, eles acabam tomando decisões que foram determinantes para eliminação das suas seleções.

?Voz E

Eu até tinha pensado em algumas das que vocês falaram, então só para não me repetir, eu vou ficar como decepção a repescagem europeia da Copa do Mundo. As 4 seleções da Europa que se classificaram na repescagem foram a Tcheca, a Bósnia, a Turquia e a Suécia. Os 4 juntos não deu ninguém, nenhuma. A Suécia até passa de fase, a Bósnia também passa de fase. A Suécia teve aquele jogo contra a Tunísia e só. O resto, esses 4 times não jogaram bola nenhuma.

A Suécia um pouquinho, vai, só um pouquinho. Os outros 3 não jogaram nada, nada. A Turquia perdendo do Paraguai, o Paraguai metade do jogo com a menos. A Tcheca, um futebol horroroso, horroroso. E a Bósnia assim passou de fase também porque tinha o Catar, que assim provavelmente era o pior time da Copa do Mundo assim do ponto de vista técnico. E então assim, a repescagem europeia Pelo amor de Deus.

?Voz C

E daí assim, e quem caiu na repescagem europeia, né, né, meu, né, Brasil, né? E como que é, qual que é, qual que é a novidade, o negócio da Itália hoje?

?Voz B

É reunião de Maldini e Leonardo fim de semana com Pepe Guardiola para tentar falar, ô Pepe, você não quer desafio não? Aí o Pepe falou, não, tô de boa, quero passar um tempo com a família. Mas assim, eu acho que é obrigação de tentar, claro, lógico, tinha, tinha.

?Voz C

De repente a obrigação de insistir mais uma vez.

?Voz B

O problema é que depois disso, o que sobra, né? Tem um papo de Pirlo aí que tá me preocupando.

?Voz E

Então, é.

?Voz B

Que, cara, assim, desapega da geração 2006, cara, sabe? Já, bem legal, os caras são campeões do mundo, parabéns, legal, muito bom, obrigado por tudo, mas... Não existe no alto nível. A carreira de técnico do Pirlo, ela não existe em alto nível. Então, o que te faz crer que, sabe? Já erraram, já cometeram erro com o Gattuso. Então, assim, vocês acham que o Conte não é o cara que vai dar liga? Né, numa ideia ali com Maldini de trabalhar junto e tal, de ser o cara para fazer um projeto de longo prazo, porque talvez a Itália queira isso.

Traz o Mancini de volta, sabe? Mancini, a gente te perdoa por ter ido buscar dinheiro na Arábia.

?Voz C

Segue a vida, Topway.

?Voz B

Você já foi campeão, a gente, tá, vamos esquecer o passado, vamos tentar de novo. A gente até te perdoa por ter ficado fora da Copa de 22, porque, cara, o Pirlo seria um tiro muito no escuro e a Itália não pode se permitir arriscar mais. Não pode, não pode. Eu prefiro saber o que esperar, mesmo sendo nenhum Guardiola, do que ir para outro tiro no escuro. Mas vamos ver, vamos ver. Eu acho que o Maldini começaria— falar que o Maldini começou com o pé esquerdo aqui para ele, eu acho que seria bom para ele.

?Voz C

Sabe quem está aqui? Quem apareceu?

?Voz B

Quem?

?Voz C

Diretamente de alguma praia.

?Voz B

Ah, você tá brincando?

?Voz C

Do litoral.

?Voz E

Ah não, mas era óbvio que ele ia. É claro que o resultado de ontem condicionou muito a presença dele aqui ou não.

?Voz C

Deu um pouquinho de trabalho assim, sabe? Mas Gustavo Hoffmann está aqui. Cadê, cadê? Abre para o Gustavo.

?Voz I

Aqui estou de férias na região de Múrcia, fronteira ali, divisa com Andalucía, tá? Eu tô numa praia. A cidade onde eu estou neste momento se chama Águilas, tá? Fica bem na divisa entre Múrcia e Andalucía. Bem sotaque espanhol, gostaram? Afinal de contas, Espanha campeã. Não estou ao vivo porque, bem, vocês entendem, né? Fuso horário, tô à frente, de férias, então não daria, isso não seria possível. Beleza? Enfim, vamos lá rapidinho sobre a Espanha.

O título evidentemente não é uma surpresa, né? Contra a Argentina, a Espanha era muito favorita e mostrou isso em campo. Argentina sem uma finalização sequer nos 90 minutos, duas, uma bloqueada do Messi, aquele Aquela chance que o Simeone teve no finalzinho do jogo, absurdo, né? Como é o futebol, né? Espanha amassou a Argentina o jogo todo e mesmo assim no finalzinho a Argentina teve a chance ainda de empatar. Mas enfim, vitória muito merecida da seleção espanhola.

E o título, como eu falava, não é surpreendente porque antes da Copa começar a gente falava em França e Espanha como grandes favoritas. A Espanha ganhou da França e ganhou de maneira muito merecida também, se impondo. Impondo o seu estilo. Isso, e esse é o ponto principal para mim. Publiquei uma análise também sobre a, sobre o título espanhol no site da ESPN, reforçando isso de que, e eu tenho batido muito nessa tecla, todo mundo que assiste e ouve o podcast Futebol no Mundo sabe da questão de estilo de jogo, né?

Hoje o estilo de jogo da Premier League, o estilo de jogo de um jogo mais vertical, velocidade, intensidade, ele se tornou quase que o padrão futebol global. Todo mundo busca isso e se tornou a referência de qualidade. E as pessoas associam muito a qualidade a esse estilo de jogo. Eu discuto muito isso. Concordo que é o futebol que gera mais entretenimento, as pessoas gostam mais de ver esse tipo de futebol. Entendo quem ache o futebol da Espanha chato, mas futebol se joga de várias maneiras.

A Espanha joga assim e esse jeito é um jeito vitorioso de se jogar. Mais um título para para seleção espanhola, resgatando muito das ideias de 2010, trazendo um pouco de 2024 com Lamine Amal crescendo durante o torneio. Nico Williams, no final das contas, deu assistência para o gol do Ferran. Então, enfim, título super merecido da seleção espanhola. Vitor Ivanovski, editor do Futebol no Mundo durante toda a Copa. Poxa, super especial, Vitão, foi fundamental para o nosso trabalho aqui.

Aqui nesse dia a dia que é pesado. Vocês, o estúdio, enquanto eu estive lá nos Estados Unidos, todos os nossos repórteres, todo mundo espalhado pelos Estados Unidos, a coordenação disso. Deixar um abraço aqui para todo mundo, porque a gente sabe que é, que não é fácil, né, coordenar a escala de todo mundo, arrumar. Enfim, Vitão me pediu, né, para trazer alguns relatos da Copa. Assim, a primeira coisa que eu penso da Copa nos Estados Unidos, dessa Copa de 2023, 26, Estados Unidos, Canadá e México, né?

Todas as polêmicas que envolveram o torneio antes e durante, né? Antes, acima de tudo, a questão dos vistos, da proibição de entrada de torcedores, jogadores, dirigentes do Irã, Costa do Marfim, Haiti, entre outros países. Durante a Copa, o que me marcou muito nesse sentido mais negativo até foi a questão da estrutura, né? Felizmente eu estive na minha quarta Copa do Mundo pela ESPN em loco. No Brasil, na Rússia e no Catar eu via a FIFA exigir muita coisa.

Nos Estados Unidos ela foi muito mais permissiva, né? Tanto é que tem um vídeo meu que a ESPN, a gente publicou no Instagram da ESPN na véspera da semifinal, né, que eu critico a estrutura fornecida para entrevista dos jogadores da da França, na véspera da semifinal, na véspera de Espanha e França. Coletiva com Rabiot e com o Jules Koundé. As duas coletivas aconteceram numa sala improvisada de palestra do técnico do time de futebol americano com os jogadores.

Aconteceu no campus da SMU dentro de Dallas. Então assim, do lado negativo, eu fico muito com isso. Todas, todas as polêmicas, os absurdos da questão dos Estados Unidos receber uma Copa do Mundo com tantos problemas com outras nações, e a questão estrutural durante o torneio. Em Dallas mesmo, o AT&T Stadium, que é um dos estádios mais modernos dos Estados Unidos, ele não foi usado integralmente. Que que eu quero dizer com isso?

A sala de coletiva era, ela era improvisada, ela ficava montada ali nos corredores do estádio, não era usada a sala de imprensa da cabeça do Dallas Cowboys. Em Houston sim, em Houston foi legal. Já é um ponto contrário, por exemplo, foi muito bom para trabalhar porque o estádio, a estrutura que a FIFA usou foi do Houston Texans mesmo, da NFL. E ali foi muito bom nesse sentido. Experiências marcantes positivas, né? A torcida. Eu sempre falo que Copa do Mundo ela é um evento global e é uma festa para as torcidas.

Apesar esses problemas que eu citei, por isso que eu fiz questão de citar essa questão da proibição de entrada de outros cidadãos nos Estados Unidos, a festa da torcida, a festa das torcidas no final das contas é sempre o mais legal para mim em uma Copa do Mundo, sabe? Poxa, trabalhei em jogo do Cabo Verde, né, aquele, o Cabo Verde não, é Congo, a seleção congolesa, né, a torcida do Congo, poxa, uma festa espetacular. É, Uzbequistão, trabalhei em jogo do Uzbequistão também.

Então esses torcedores estavam ali vivendo uma Copa do Mundo pela primeira vez. Isso é muito legal. No caso ainda, Cristiano Ronaldo, sabe, muito marcante os jogos da seleção portuguesa, que eram jogos internacionais. Eu falava isso, né, que deixar os jogos não eram apenas das seleções que estavam em campo, eram jogos que se tornavam internacionais, globais. Gente queria ver Cristiano Ronaldo se despedindo de uma Copa do Mundo, ter visto o Messi também loco mais uma vez.

Isso foi fundamental, foi muito legal, né? Um dos maiores jogadores na história. Então assim, eu fico do lado positivo, marcante, de bastidores assim, esse relacionamento com as torcidas, que eu acho de novo é o mais legal de uma Copa do Mundo. E ter visto Cristiano Ronaldo, e no caso até, né, eu tive a oportunidade de ver Cristiano Ronaldo e Messi em 24 horas, né, entre Houston e Dallas, trabalhando em duas partidas dessas seleções.

Então acho que eu fico com isso acima de tudo, tá certo? Continuo minhas férias agora, volto para temporada 26/27. Ó, tá quente aqui, vocês não têm noção do calor que tá aqui no sul da Espanha. Enfim, volto para temporada 26/27. Um grande abraço.

?Voz C

Ele tá no deserto, não? Atenção para a pronúncia. Onde ele está, hein?

?Voz E

Na divisa entre Múrcia e Andaluzia.

?Voz C

Múrcia.

?Voz B

Mentira, ele tá em Albuquerque. Aquilo ali é cena de Breaking Bad. É, pois é.

?Voz E

Ele ficou lá nos Estados Unidos.

?Voz B

Daqui a pouco vai aparecer um copo boiando ali em algum lugar.

?Voz C

Vocês estão com a seleção preparada aí? Sim, eu tô. Só que é o seguinte, é uma seleção só, precisa ter acordo, tá?

?Voz G

Tá bom.

?Voz C

Preparem-se. Renato Senise, ligamos, ele apareceu. Abra a janela, onde estaria Renato Senise nesse momento?

?Voz B

Infelizmente não no México.

?Voz C

É, o coração ficou no México. Será onde você está, Renato Senise?

?Voz J

Ah, segredo, Alex, não vou contar onde eu tô não. Oi, as pessoas não podem ficar sabendo.

?Voz C

Tá por aqui.

?Voz B

Não, mas não tá não, não tá não, ele tá de férias, tá no Futebol no Mundo.

?Voz J

Tá o fundo bem neutro aqui, mas não é por causa disso, é porque eu precisei improvisar aqui, tá sem cenário. Desculpa, não tá um cenário bonito como o de vocês. Mas mais importante é participar, né?

?Voz C

Sempre, sempre precisamos de você sempre por aqui, Senise. Estamos aqui conversando com todos os amigos. Conte-nos, como foi a sua Copa do Mundo, a sua crônica da Copa do Mundo?

?Voz J

A minha crônica da Copa do Mundo, a minha Copa do Mundo foi assim um espetáculo de diversão, principalmente na minha parte mexicana, né? Eu passei um mês no México, né? Eu cheguei uma semana antes de começar a Copa e fiquei, eu vi todos os jogos do México menos por Coreia do Sul e República Tcheca, né, Tcheca, né, porque foi no mesmo dia da abertura, então não deu para ver. O resto eu estive presente em todos. E assim, ver a forma como os mexicanos viveram a Copa do Mundo foi para mim disparado a coisa mais legal.

E não só os mexicanos, né, também tive a sorte de fazer 2 jogos da Colômbia, que para mim é sempre uma das torcidas mais legais. Então a parte de torcida foi demais. Conhecer os estádios mexicanos e o ambiente Principalmente no Azteca, foi assim, eu até entrei depois do linha de passe, depois da abertura, né, até meio comovido, porque eu vi cenas muito bonitas lá, né, da volta da Copa voltando ao Estádio Azteca, dos mexicanos voltando a acompanhar uma abertura de Copa.

Aquela cena dos sombreros sendo atirados um pouquinho antes do jogo, para mim é a cena que marcou a minha Copa do Mundo, não vi nada igual. Foi ali que eu mais me comovi, porque, cara, é muita história ali, né? É Terceiro Mundial, você tá no estádio onde o Pelé fez tudo que fez, onde o Maradona fez tudo que fez, e você vê, acompanha tudo aqui, você vê a comoção das pessoas, né? Como tava uma alegria, né, contagiante assim dentro do estádio.

Então, para mim, essa é a parte mais legal da Copa do Mundo. Vi jogos muito legais também. Eu acho que Eu era das pessoas muito céticas com esse novo formato de Copa do Mundo, mas eu não tenho como negar que acabou dando sorte, certo? Até a fase nova, né, a fase 16 avos de final, que eu podia acompanhar 2 jogos lá do México, e foram 2 grandes jogos, e foi uma fase muito emocionante. Então até essa fase que eu achava que não teria muita graça acabou dando muita graça.

Então eu acho que foi uma Copa do Mundo muito legal também dentro de campo. Eu acho que foram jogos muito legais, seleções que desempenharam um futebol melhor do que a gente esperava. Agora, eu não tenho como não falar da estrutura, da desorganização, do caos que foi. Foi disparada a cobertura mais difícil que eu já tive na minha vida, assim. Mas assim, nenhuma chega nem perto, nem perto. E as pessoas podem pensar que eu tô falando isso por causa do México.

Não, por causa da FIFA. A FIFA, contar só alguns casos: na abertura da Copa do Mundo Para chegar no estádio, é no Estádio Azteca, todo mundo sabia que ia ser um caos, né, ia demorar mais de 2 horas. Então a FIFA colocou lá no horário do shuttle, né, o ônibus que buscaria pessoas credenciadas no hotel no centro da cidade. O shuttle nunca apareceu, as pessoas ficaram esperando lá, uma fila gigantesca de jornalista, de gente que trabalhava para FIFA, e não tinha ninguém da FIFA para falar onde é que tava, o que que ia acontecer.

Então aí as pessoas tiveram que se virar, pegar o Uber, O que já era desorganizado ficou ainda mais desorganizado dentro dos estádios, sem Wi-Fi, sem internet. Eu tava na entrevista coletiva do Juliano Infantino um dia antes de começar a Copa. Eu cheguei 2 horas antes e eles estavam montando ainda assim, tudo improvisado, uma coletiva importante como aquela. Então assim, eu nunca vi um evento tão desorganizado. Ninguém sabia informar para onde ir, onde ir, como fazer.

Ninguém sabia se a credencial dava direito a uma coisa ou outra. Cada estádio Você acabava tendo acesso a uma coisa diferente com a mesma credencial, porque era tudo improvisado. Então eu fiquei realmente assustado que um evento do tamanho da Copa do Mundo tenha tido uma desorganização tão grande, tão grande assim, mas é um nível desesperador de desorganização. O último jogo também no México, que foi para mim o jogo mais legal que eu vi, né, que foi o México e Inglaterra, que foi histórico.

E foi, cara, mas a desorganização era um negócio absurdo assim. Eu consegui chegar no hotel às 3:30 da manhã. O jogo acabou, se eu não me engano, 11 horas da noite, que atrasou, né, uma hora. Porque assim, não tinha como voltar, eles fazem o perímetro do estádio muito longe, né, do estádio. Então você só consegue pegar algum transporte para voltar para o hotel passando esse perímetro, que você tinha que andar mais de meia hora e ninguém sabia exatamente onde era o lugar, ninguém te informava nada.

E assim, Foi tudo muito desorganizado, mas muito mesmo. Agora a gente acaba deixando isso passar porque realmente a Copa do Mundo é muito legal. E uma coisa que eu acho que a próxima Copa vai ser ainda pior, que eu lamento muito, é essa escolha de fazer em vários países diferentes. Porque se o clima de Copa já é legal quando você tem algumas torcidas na cidade, o legal mesmo é quando estão todas juntas, né? Principalmente na primeira fase, que é aquela— eu lembro muito da Copa da Rússia, que todo mundo se encontrava ali no centro de Moscou e tinha gente do mundo inteiro.

O início de Copa do Mundo é legal demais. As pessoas podem até achar que a fase mais legal no final, realmente, né? Mas quando você tá no Mundial, o mais legal é a fase inicial, tá todo mundo lá. E isso acaba se dissolvendo. E no próximo, na próxima Copa vai ser pior ainda. Mas eu acho assim, o saldo da Copa, eu acho que é muito positivo, principalmente para quem quis curtir a Copa, né? Para quem trabalhou, realmente, a minha experiência foi muito, mas muito difícil.

?Voz C

Mas foi uma grande aventura, deu para curtir, né? No final das contas, assim, agora que já tá em casa descansado, olhando para trás, foi um barato, né?

?Voz J

Não, eu viveria tudo de novo, não estou reclamando, não tô falando que se falasse para mim agora, amanhã tem Copa de novo, você embarca para o México? Eu falei, mas vou agora. Saberia que ia sofrer bastante, que ia ter muito problema, mas, cara, é viver uma Copa do Mundo, é legal demais. E ter a sorte de viver no México, eu acho que eu nunca vou ver assim, ainda mais quando a gente tá esse esquema que a FIFA tá fazendo, né? Eu não digo que eu nunca vou ver, porque eu acho que uma Copa na Argentina vai ser demais, no Uruguai também vai ser demais.

Aí são pessoas apaixonadas por futebol também. Mas o mexicano, ele realmente tem uma relação muito, muito gostosa com futebol assim, né? Eles associam o futebol e a Copa do Mundo à festa. Então foi um mês de festa, né? E eu até lembro assim, no último dia, eu conversando com o pessoal do hotel, tudo, mas assim, um clima de velório mesmo. Todo mundo falou, cara, o que que a gente vai fazer sem— a gente se acostumou, né, a viver essa festa sem parar, sem parar.

Todo dia no centro do México ali no Elanrio da Independência, onde o pessoal se junta para fazer, todo dia tinha uma multidão, mesmo quando não tinha jogo do México. Às vezes era multidão de colombianos, às vezes era multidão de várias pessoas de vários países diferentes se juntando ali. Então assim, foi um mês de festa sem parar. Então realmente assim, teve problema de organização, tem muita coisa errada, mas cara, foi lindo demais, foi lindo demais.

Inclusive, é que foi tudo muito corrido, mas eu ia entrar com a minha camisa do México. Comprei uma camisa do México, ia entrar com a minha camisa do México aqui, mas não deu tempo de fazer essa produção.

?Voz E

É que agora que o Sinise está de volta a Londres, né, que a gente sabe, ele tá matando saudade neste momento. Daqui a pouco ele vai comer aquele fish and chips de lei ali.

?Voz C

A gente sabe que daqui a pouco vai almoçar com a gente na esquina, isso sim.

?Voz J

Ah, isso sim, isso sim. Eu já não vejo a hora de encontrar com vocês para almoçar com vocês aí na— eu sempre esqueço o nome do lugar lá, mas comida argentina ali é Uruguai.

?Voz C

Ela é, é, é, você vai aparecer, eu sei que você vai aparecer, eu sei, eu sei, te conheço. Cerezi, obrigado por tudo, viu?

?Voz J

O pessoal, eu não podia deixar de participar daqui sem falar, sem agradecer vocês, porque realmente vocês não sabem, mas vocês são companheiros, né, de cobertura e companheiros do dia a dia, né. Então eu vivi a Copa do Mundo ouvindo vocês. Então todo dia, mesmo quando eu participava do Futebol no Mundo, eu ouvi o programa. Até já falei para vocês, até para me informar, né, porque você tá na correria pegando voo e fazendo coletiva de um time, você não tá vendo jogos.

Então eu agradeço muito, mas muito vocês, porque vocês fizeram primeiro a minha Copa, a cobertura ser mais fácil, porque eu me informava através de vocês, e a cobertura ser muito mais gostosa. Porque a cobertura que vocês fizeram, e eu falo vocês, eu falo a gente, né, porque eu também participei boa parte dos dias ali. Mas assim, vocês não têm noção de como vocês fazem a Copa ser mais legal, é com tudo que vocês produzem, com todas as análises de vocês, com o Bira Maluco trazendo informação de não sei de onde ele tira as informações, com o Léo explicando a Copa como seria a classificação.

O Léo antecipou o que todo mundo tá falando agora, né, do problema da Escócia que jogou, sabe. O Léo tá falando isso faz 6 meses. Então assim, vocês são demais. Eu queria agradecer que a Copa foi muito mais fácil, muito mais gostosa por causa do Futebol no Mundo.

?Voz B

Eu já sei agradecer não, Senise. Recebe a gente aí na Euro em 28, pelo amor de Deus.

?Voz J

Vai ter que vir, gente. É, ESPN, traga equipe, não dá para trabalhar sozinho aqui. Vamos É todo mundo, todo mundo.

?Voz C

Futebol no Mundo na Euro não é improvável. Sinise, você faz parte da nossa história, você sabe disso. Durante muito tempo Renato Sinise dirigiu o Futebol no Mundo, então você é nosso.

?Voz J

Com muito orgulho, com muito orgulho faço parte dessa história que é muito bonita realmente.

?Voz C

Valeu, Renato, apareça, tá? Eu sei que você vai aparecer, eu sei, eu sei, não sei quando, mas de repente daqui a pouco.

?Voz J

Quem sabe daqui uns 2 dias eu apareço já. Valeu, gente, valeu para vocês aí.

?Voz C

Renato Cerise, daqui a pouco, é, ele precisa vir rapidinho porque daqui a pouco começa a Premier League de novo, aí tem correspondentes Premier, e aí a vida volta ao normal. Tchau, Renato, beijo, beijo, pessoal, valeu, valeu. Renato Cerise, correspondentes Premier, é muita gente, né?

?Voz B

É muita gente, mas que bom que deu para todo mundo entrar, participar, né?

?Voz C

Bom, é bom, é bom. Dá tempo? Bom, peraí, peraí. Seleção, seleção tá na ponta da língua, na ponta da língua, na ponta da língua, na ponta da língua.

?Voz B

Lembrando que ela tá autorizada pelo mestre no meio de campo, tá?

?Voz C

Não, tá completamente. Vamos lá, atenção. Goleiro, vai.

?Voz G

Esse para mim é o mais difícil, mas eu vou de Unai Simão.

?Voz E

É também para mim é difícil, eu Eu vou de Bono.

?Voz B

Kobel.

?Voz C

Ah, obrigado!

?Voz G

Puts, eu tava falando com o Vitão, eu falei, será que eu vou ser clubista e meter o Kobel? Eu fui no Niceball.

?Voz C

Eu ia falar Dibu. Aí, cara, só para causar aqui.

?Voz B

Vem comigo, vem comigo, Dona.

?Voz G

Já me convenceu.

?Voz C

Pronto, pronto. Você tem um Coringa já, tá?

?Voz I

Tá bom.

?Voz C

Você mudou o voto?

?Voz G

Ah não, manteria o Niceball, mas pensando que a gente tem que chegar num consenso.

?Voz E

Então você tem, tá bom. Kobel era o meu segundo, mas você tem, você já tem o meu segundo.

?Voz C

Você tem um Coringa já, tá bom. Vamos lá, você tá anotando, né, Vitor?

?Voz B

Laterais, laterais: Pedro Porro e Cocorelha, assina embaixo.

?Voz E

Dá um dó de não colocar o Spence, mas Pedro Porro e Cocorelha.

?Voz B

Vamos, zaga: Cubarcio, Upamecano.

?Voz C

Acompanho. O Upamecano não tá nem, não dá nem para discutir.

?Voz E

É, eu tava colocando o Lisandro Martínez, mas a final dele assim, até porque ele teve problema físico, tudo, mas assim, não foi uma grande final, mesmo Porta dos Fundos, mas que ele não tava bem, mas era minha sobra.

?Voz C

Mas ele já frequentou, ele já frequentou aqui uma das seleções de alguma forma.

?Voz E

Eu votei duas vezes nele na primeira fase, depois, mas eu vou de Cucurelli.

?Voz C

Então unânime a linha de defesa. Então vamos lá, ó, como eu, os laterais Pedro, Cucurelli, os zagueiros o Pamecano e o Cucurelli. O copa espetacular do Pamecano, hein, pelo amor de Deus.

?Voz G

Inclusive, ele entrou e jogou muito no 6x4.

?Voz E

Ainda ajudou no quarto gol.

?Voz C

Impressionante a Copa do Pamecano.

?Voz E

Meio de campo, Rodri.

?Voz G

Acho que é unânime, né?

?Voz C

Rodri não dá muito para discutir também.

?Voz B

Rodri, Bellingham.

?Voz E

É que assim, eu pensei em Rodri, Bellingham e Messi.

?Voz B

Rodri, Bellingham e Messi.

?Voz G

Não, o meu é diferente. Rodri, Bellingham e Dani Olmo.

?Voz B

Messi não?

?Voz G

Atacante.

?Voz B

Ah não, não, não, não, não, traz o Messi.

?Voz C

A gente quer economizar atacante, entendeu? Então vamos lá.

?Voz B

Rodri, Bellingham e Messi.

?Voz G

É, eu vou manter os mesmos, mas acho que eu vou ter vencido.

?Voz C

Rodri, Bellingham e Messi.

?Voz B

Bota no mapa aí, põe na tela, bota na tela, bota na tela.

?Voz C

O Messi é o 10/10 assim, é o 10, é aquele 10, né? E agora o ataque, vai.

?Voz G

Agora me derrubou porque eu tinha colocado Messi no ataque, Haaland e Mbappé.

?Voz B

Haaland e Mbappé, Dembélé, Haaland e Mbappé.

?Voz E

Eu também tô com— é como eu coloquei o Messi atrás Fecha com Dembélé?

?Voz G

É, eu vou, se você quer pôr outro. Não, a minha ainda ia ser o Dani Olmo em vez do Dembélé, mas tá justo.

?Voz C

Tá justo.

?Voz B

Então Dembélé, aceito voto vencido.

?Voz E

E o Kane caiu, né?

?Voz G

O Kane caiu no geral, né? Até o Congo, porque o mata-mata ele começa super bem, mas depois do Congo.

?Voz C

E o Bola de Ouro?

?Voz G

Rodri.

?Voz C

Rodri. Rodri.

?Voz G

Porque para mim pesa a final.

?Voz B

Desculpa, Léo. Não, perfeito. Para mim assim, não dá para ignorar que o Messi foi um fantasma na final.

?Voz E

Não, se a gente fosse fazer a média de notas, tipo a bola de prata que a gente faz, a média de notas, o Rodri não ganharia, porque os primeiros, a primeira fase ele não foi boa. Só que no final das contas ele engoliu os dois, o time que era sensacional, atual campeão do mundo, e o time que é o melhor time do campeonato.

?Voz B

Eu vi alguém dar uma desculpa assim, ah, mas o gol saiu depois, depois que ele foi substituído. Cara, pera aí, que conversa, não tem nada a ver.

?Voz G

Muito por ele, nada a ver.

?Voz E

O jogo ficou naquela situação ali com a Argentina entregue em campo muito por causa do trabalho dele.

?Voz G

Então, mas eu super entendo quem votasse no Messi, porque a Argentina só chegou por causa dele.

?Voz B

Os três ali, Rodri, Messi, Mbappé, tá bem triste.

?Voz E

Ela fazia eleição até antes da final, então o resultado ficava meio independente da final e sempre foi chadeira. Em 98, o Ronaldo ganhou o melhor jogador e a França foi campeã, e o Ronaldo teve aquele problema todo na final. Em 2002, o Kahn foi eleito o melhor jogador e o Ronaldo vai lá e o Kahn falhando.

?Voz C

E esse não dá.

?Voz B

Não foi o Zidane?

?Voz E

Em 2006, o Zidane foi eleito o melhor jogador da Copa sendo que ele foi expulso na final. Isso foi decisivo, porque o jogador que entrou só porque ele saiu, que foi o Trezeguet, perde o pênalti que dá o título para Itália.

?Voz C

E o técnico?

?Voz B

De La Fuente.

?Voz G

De La Fuente.

?Voz C

Questionado na fase de grupos.

?Voz G

Porque muitas vezes é o técnico campeão Mas, cara, nesse caso ele teve a assinatura dele. A gente falou, olha como a Espanha começa a Copa, a formação mudou para caramba, e ele tem muito mérito disso.

?Voz C

Então, ó, ficamos com—

?Voz B

vai lá, Léo, vamos lá escalando. Kobel, Pedro Porro, Upamecano, Kubarczyk, Cucurella, Rodri, Bellingham, Messi, Dembélé, Haaland e Mbappé. Técnico De La Fuente e Bola de Ouro Rodri. Depois eu vou pedir para o Vitão printar isso aí, mandar para a gente postar no Instagram, né? Boa, boa!

?Voz C

A nossa, a nossa seleção da Copa do Mundo.

?Voz E

Só uma coisa, se fosse para colocar o Messi na frente, eu ficaria tentando colocar o Xhaka no meio de campo.

?Voz G

Também fez uma boa Copa.

?Voz B

Ele tava na minha seleção até essa gambiarra. Quando eu não sabia que podia essa gambiarra do Messi no meio, eu tinha posto o Xhaka. Mas aí depois que vocês liberaram o Messi no meio, aí eu—

?Voz E

Não, é que vocês na primeira fase fizeram isso e daí vai. Então já que vai nisso—

?Voz B

Porque o meu meio-campo era Rodri, Xhaka e Bellingham.

?Voz C

Da seleção, vocês ficaram com dó no coração, quem vocês não colocaram?

?Voz G

O Daniel Almada, eu já me pronunciei.

?Voz B

Então, o Xhaka e o Lisandro Martínez também, e o Daniel Muñoz da Colômbia. Mas é que quando você sai nas oitavas aí fica muito difícil também.

?Voz E

Então, para mim, o Spence deu dor no coração de não colocar. O Daniel Muñoz também foi uma grande Copa do Mundo também. O Xhaka, pelo que ele liderou a Suíça, excelente campanha. Assim, a Suíça tinha tudo na mão para ter chegado na sua primeira semifinal de Copa, e por causa de uma bobagem lá do Embolo não foi. Então tem alguns que dão, e assim, um que jogou demais, só que como caiu na reta final, perdeu posição mais a dó porque foi um grande jogador, não é nem o Kane, o Olise.

?Voz B

É o Declan Rice também, mas aí ele compete com o Rodri, fica complicado, né? Não tem o que falar.

?Voz G

E eu lamento muito a questão para mim dos goleiros, por mim era difícil porque as melhores atuações foram de goleiros que caíram muito cedo. Isso. Então Diogo Costa poderia estar, o M'Pazy que fez uma grande Copa, o Beach da Austrália foi gigantesco. Para mim a melhor atuação de um goleiro na Copa não foi nem a do Vozinha contra a Espanha, foi a dele contra a Turquia. Assim, o que ele fez naquele jogo é um absurdo.

?Voz B

Mas caiu cedo. Agora o Patrick Beach, escuta, a última chance, né?

?Voz C

Última chance, né?

?Voz B

Na trave, 7 a 0, né? Agora temos 2.

?Voz C

Como foi ontem?

?Voz B

Ontem a gente saiu na final, a gente perdeu a final para Argentina de 82.

?Voz C

A Argentina de 82 bateu a do sábado, doeu, viu? A do sábado nós caímos para o Brasil de 90. Não dá, não dá. Então é o seguinte, vamos lá, atenção para a última saideira, hein?

?Voz B

Vamos, Donkey. Que é a nossa novidade, ele vai escolher se a gente vai defensivo, equilibrado ou ofensivo.

?Voz C

E a nossa formação, ele vai ser mais comedido.

?Voz G

Eu sou, gosto do equilibrado.

?Voz B

Equilibrado. E vamos lá, mete, vai, formação tática.

?Voz C

Vai mandar o 3-5-2.

?Voz G

Ah, eu? É, caramba, que responsabilidade, hein?

?Voz B

É, você é a nossa novidade.

?Voz C

Você quer mais comedido?

?Voz B

Nossa arma secreta.

?Voz G

Vamos de, ah, já que a gente montou a nossa seleção no 4-3-3, vamos no 4-3-3, tá bom?

?Voz B

Tá bom, vamos no básico. Rolando, hein? Tá valendo, hein?

?Voz C

Atenção para a saideira!

?Voz E

Ah, e tem gente indo lá, Maldini, Baresi, Zinga.

?Voz B

Robbádio, né, gente?

?Voz E

Não, não, vamos cumprir essa defesa, não é tão fácil.

?Voz G

Eu ficaria também, acho que o Baresi ali deve ser.

?Voz B

Baresi de zagueiro?

?Voz E

É.

?Voz B

Ou Maldini de lateral esquerdo?

?Voz E

Maldini pode ser, pode.

?Voz G

Será que ele tava pensando, o Baresi talvez, né? Então talvez o—

?Voz C

pera aí, qual é o acordo aqui?

?Voz K

Temos acordo?

?Voz B

Quer pôr o Carleto?

?Voz E

Não, não, não, não, não, não, não, não, não, só tava observando aqui, gente.

?Voz B

Ó, eu acho que o Baresi tava mais no auge que o Maldino. Vamos de Baresi.

?Voz G

Nossa, meu Deus, já começamos bem, hein?

?Voz C

Como diria, calma, calma, sempre piora.

?Voz B

Como diria Sevilla Salote, Baresi, vai, roda, rodando. Senegal 2002, da outra vez a gente pôs, né?

?Voz C

Não, que que a gente pôs?

?Voz E

A Diouf, né?

?Voz B

Não, vamos pôr o quem?

?Voz G

Ixi, de volante. Ah, eu gosto da ideia, hein?

?Voz B

Pode ser boa para de up de volante. Pronto, roda, rodando. Suécia de 18, gastamos aqui um Lindelof ou vamos de, vamos pular?

?Voz G

O Lindelof tava bom ao nível ali naquela época. Vamos tentar refrescar a memória ali mais para frente.

?Voz B

Nada, daqui para frente não vai ter.

?Voz G

Forsberg, acho que é até uma ideia de um amigo dele.

?Voz E

O grande amigo do Davidson.

?Voz G

Eu ainda estou com a camisa do Forsberg, aleatório, mas acho que o Lindelof talvez seja o time que o Ibrahimović até vê se entrava. Aí ele, puxa, você encontrar, ajudaria.

?Voz C

Tô começando a ficar chouriçado.

?Voz G

Só tem uma possibilidade, a única possibilidade: o Rorro.

?Voz E

É isso, Marcos Rorro.

?Voz B

Messi de meia, ponta direita ou centroavante?

?Voz C

Centroavante não, vamos guardar ele para ponta direita.

?Voz E

Isso aqui pode mudar depois, né?

?Voz B

Se for o caso, a gente muda.

?Voz C

Tem dois meias abertos ali ainda, calma. União Soviética de 86, Dassaev, fácil. Já caiu uma vez já o Dassaev, né?

?Voz B

Vamos lá, Argélia 82.

?Voz E

O Máger era o grande jogador desse time.

?Voz B

Cadê? Vamos ver se tem o Jamel Zidane, que não tem nada a ver com o Brasileirinho. Calma, calma, mas vamos gastar nosso centroavante.

?Voz E

Eu sei lá, eu ia no Máger.

?Voz C

Tá bom, vamos lá, eu vou te atender esse pedido, mas eu sou, eu era favorável pular, tá?

?Voz A

É, eu também.

?Voz G

Eu não acredito nessa história do pulo, hein? Tô fechado com o Alex.

?Voz C

Quero deixar registrado o revólver.

?Voz G

É que ainda é muito cedo.

?Voz B

Vamos lá, vou no instinto do biratã aqui.

?Voz C

Alemanha de 10.

?Voz B

Eita, pera aí que tá travando.

?Voz C

Ih, acabou, não tem mais jogo. Acabou, acabou, não tem mais jogo.

?Voz B

Como assim não tem mais jogo?

?Voz C

Aqui, ó, travou. O que que você quer fazer?

?Voz B

Tentar rodar.

?Voz E

Então pula aí, pula para ver se pula.

?Voz G

Já pensou?

?Voz C

Rodou de novo.

?Voz I

Ih, bugou!

?Voz B

Ih, tá bem.

?Voz G

Que sacanagem com a gente!

?Voz C

Sorteio extra?

?Voz E

Não, não, esse daí é para ver se assiste um anúncio.

?Voz C

Ah, tá.

?Voz E

Se assiste um anúncio, ele tenta.

?Voz G

A gente não vai fazer publicidade de graça aqui não.

?Voz B

Tira aí, vamos tentar de novo.

?Voz C

Foi! Já tira, Duarte, tira. Última vez, hein, última vez. Tá vendo? O time tava começando a ter uma cara assim, né? Tá reiniciando aí, né? Não, não reiniciou.

?Voz B

Tá travado.

?Voz C

E se aí entrar?

?Voz B

Não sei mexer.

?Voz C

Arrasta, arrasta. Não, tira, bota para fora do tablet, vai embora. Não vai? Ih, já era. Não deu certo.

?Voz G

Ah, pô.

?Voz B

É, mas a gente vai deixar o fã de esporte na mão.

?Voz C

Tava indo tão bem na hora de tirar o 10 do programa, né?

?Voz G

Pô, e a Alemanha de 2010 ia pegar já coisa maior de novo, né?

?Voz C

Bota o anúncio aí, já que não tá no ar aqui. Vamos ver o anúncio aqui fora, né? E aí, para ver se ele solta. Tá rodando alguma coisa aí? Nem anúncio tá rodando? E agora? E agora foi?

?Voz B

Carregando. Não, não tá rolando, tá travado. Puxa vida, desculpa, gente. Acho que não era para ser.

?Voz C

O último 7 a 0 foi um 7 a 0, tá? É isso. Leonardo Bertozzi, valeu!

?Voz B

A sua Copa do Mundo, cara, minha Copa do Mundo assim, primeiro foi um prazer imenso, né? Ano passado nessa época tava lidando com muita coisa e hoje poder estar aqui com vocês é uma vitória muito grande. E poder fazer todas as edições de Futebol no Mundo, de Linha de Passe, de Mundo F. Copa do Mundo é a nossa principal razão de amar futebol, né? Acho que quase todo mundo que se apaixona por futebol se apaixona Ou num jogo do seu time ou na Copa do Mundo, né?

Não tem muito como fugir disso. Então, para mim, é uma honra. E acho que eu vou muito no que o André falou ali mais cedo: a gente tem a sensação de não estar trabalhando, de estar conversando com amigos. Essa é a sensação que o futebol no mundo me dá. E é por isso que eu sei que a gente vai seguir, vai ter muita novidade durante a temporada. Você que mandou mensagem, fala: gosto muito do programa da maneira que tá com vocês aí e tal.

Aguardem, vamos ter muita coisa boa para falar. Tem, mas o que eu queria destacar é: a gente pode fazer isso na Copa do Mundo porque a gente trata o futebol de seleções com muito respeito. Enquanto muita gente que agora tá na Copa do Mundo, na hora que chegar a data FIFA, falar: ai, que saco, data FIFA. A gente, a gente respeita muito as seleções, as que estão na Copa, as que não estão na Copa, seleções grandes, seleções pequenas.

A gente procura tratar todas igual, com muito respeito. Porque cada seleção representa um país, representa um povo, representa um sonho. E essas histórias que a gente viu de Curaçao, de Haiti, elas são igualmente dignas e bonitas. E isso dura os 4 anos, né? A Copa do Mundo é só o desfecho, é só, é só a maneira de culminar isso. Mas cada historinha dessa é legal. Então quando a gente vê Cabo Verde, a gente lembra que a gente já abordou Cabo Verde tantas vezes, que a gente já, a gente já tinha falado do Vozinha tantas vezes, e ele virou essa celebridade, mas a gente A gente já falava do Vozinha tantas vezes aqui nas nossas edições semanais, né?

Isso é muito gratificante. Então deu uma chance também para seleções no ciclo e a gente vai fazer isso. E claro que o futebol de clube está voltando aí, mas quero principalmente agradecer porque foi uma Copa muito especial, porque é o que a gente faz a gente se sentir vivo, né? A gente que ama futebol.

?Voz C

O Léo, você tá— obrigado, você tá liberado porque daqui a pouco na sequência você tem live.

?Voz B

Beleza, eu vou ali fazer um lanchinho. Desculpa aí que 7 a 0 bugou, mas a culpa não é sua.

?Voz D

Depois a gente tenta de novo.

?Voz C

Até quinta, tá?

?Voz B

Até quinta.

?Voz C

Até quinta. É, mas a cadeira não vai ficar vazia não. O Biratan Leal, a sua Copa do Mundo, Biro?

?Voz E

Olha, quem—

?Voz C

quando você trabalha na frente da câmera, aprendeu a fazer televisão hoje, não tem, viu?

?Voz E

Quando você trabalha em Copa do Mundo, a sua agenda fica muito em cima das suas escalas, então nem sempre você consegue. Todo mundo fica falando, ah, porque você quer ver a Copa no churrasco com os amigos. Você não consegue fazer isso porque você tá trabalhando. Ou às vezes você vai estar trabalhando até a véspera do jogo, até o momento do jogo, né? Então, por exemplo, os jogos do Brasil, eu vi os 3 primeiros na minha casa, porque não teve problema.

E depois contra Japão e contra Noruega, eu vim aqui na redação da ESPN, porque tinha que trabalhar tudo, a reta final quase toda aqui da ESPN e tudo. Claro, só alguns jogos ali eu vi em casa também. O que me marcou foi nos 3 primeiros jogos do Brasil, eu vim em casa com a minha mulher e com o meu filho, a gente fazia assim alguma coisa para ficar comendo, beliscando tudo. E eu fiquei pensando, meu filho tem 15 anos, né? Na próxima Copa ele vai ter 19.

Ou seja, na próxima Copa ele não vai ver o jogo comigo, ele vai ver o jogo com a namorada dele, vai ver o jogo com os amigos da faculdade, qualquer coisa assim, ele vai fugir. Então, para mim, quando estava acontecendo, eu tava vendo aqueles Brasil-Escócia, Brasil-Haiti, eu já tava pensando assim, puxa, eu vou tentar curtir, porque eu não sei quando é que eu vou voltar a ver jogo de Copa do Mundo junto com meu filho. Então, para mim, essa que é a imagem que vai deixar.

?Voz C

Vitório, senta aqui. Ele e o Douglas Vieira, o Douglinhas, dirigiram o futebol no mundo durante esses 40 dias. É o nosso Vitão que cuida das lives da Libertadores e tal. Douglinhas, vem aqui! Douglinhas, vem aqui! Douglinhas, vem aqui! Deixa, deixa o Douglinhas sentar aqui rapidinho.

?Voz G

Eu já falei, eu já falei, eu já falei.

?Voz C

Tá bom, então vem. Fica aqui e senta no chão, não tem problema. É futebol no mundo, gente.

?Voz F

Deixa a gente sem graça aqui, acostumado com ar, né?

?Voz C

Não tem problema. Douglas Vieira e Vitor Ivanovski, dois grandes tricolores aqui, hein? Dois grandes tricolores, tudo aqui.

?Voz G

Mas a despedida é assim, depois eu pego o microfone.

?Voz C

A Copa do Mundo de vocês dois, Vitor primeiro. Cara, é, já conhecemos de outros carnavais aqui, né? Começou como estagiário lá para trás, já conhecemos muito.

?Voz F

Essa Copa do Mundo foi legal de fazer assim, porque todo mundo foi bacana, porque foi uma Copa que a gente pôde aproveitar e ver muito, sabe? Acho que assim, é uma Copa que marca mais uma vez. Na última também a gente fez um projeto especial também com, na época era Star Plus, não era Disney Plus, né? E a gente conseguiu ver bastante jogo para a gente fazer o pós-jogo sempre. Acabava, a gente já entrava com jornal, né? E o Futebol no Mundo de manhã foi permitiu que a gente pudesse ver muitos jogos, analisar eles bastante, né, analisar e ver esses jogos e pensar e trazer essas discussões para vocês, né.

Mas acho que o que mais marcou para mim nessa Copa do Mundo foi a Copa do Mundo de um time, tá. E aí eu acho que até complicar o Douglas, porque ele que me trouxe essa história primeiro, e eu refleti muito, talvez fosse a Copa que ele fosse destacar depois aqui, mas, e como o Sinistro já falou também, né, Foi muito agradável de ver uma Copa feita por pessoas que gostam de fazer o que estão fazendo. Assim, do primeiro dia até hoje, até o último dia da Copa aqui no Futebol no Mundo, a gente viu um programa em que quem tá aqui se divertiu fazendo, gostou de participar, estava aqui sim por compromisso, porque é o nosso trabalho, nossa dedicação, a gente tem que estudar, se preparar, mas ao mesmo tempo gostando e se divertindo e falando o que gosta, o que pensa, o que quer.

Sem restrição, podendo puxar assuntos que não são comuns às vezes, vendo outros ângulos, né, saindo um pouco, não só ficando nas principais seleções, mas procurando assim as histórias menores, mais interessantes, passando pelas dicas de culinária do Bira, tática. E acho que isso foi a coisa que mais marcou aqui, sabe? É uma Copa que eu, fechando todos os programas junto com o Douglas, vendo o programa, a gente conseguiu perceber que é uma Copa feita por amigos, amigos. E acho que isso é a coisa mais marcante desse Futebol no Mundo.

?Voz C

Douglas debutou no Futebol no Mundo.

?Voz K

É verdade, é projeto Futebol no Mundo na Copa do Mundo, foi acho que marcante para mim, porque o Futebol no Mundo é uma marca gigantesca da ESPN, histórica, e eu tive contato maior durante a Copa. E o que o Vitão falou é uma coisa que eu percebi desde o primeiro programa, são amigos, parece Tipo uma relação muito próxima, de muita amizade, onde todo mundo quer participar, todo mundo gosta de falar, gosta de estar no programa. Então eu que tava de fora e passei a participar mais do programa, tive essa sensação assim desde o primeiro dia até o último, onde a gente fez todo mundo que tava participando do programa mandar uma mensagem, falar, entrar ao vivo.

Quem não tava programado entrou também. Então assim São amigos conversando e falam sobre Copa do Mundo, sobre seleção, e eu acho que isso é bem marcante da nossa cobertura, vamos dizer assim.

?Voz C

Obrigado a vocês dois. Isso aqui agora já fica, agora já fica. Mas muito obrigado por tudo, porque aguentar essa turma não é fácil, viu? E me aguentar também não é fácil logo cedo ainda.

?Voz F

Prazer todo nosso. Foi um prazer te fazer.

?Voz G

André Gomes. Eu vou muito dentro do que vocês falaram, dessa relação pessoal que a gente tem aqui, da do que representa o futebol no mundo. E para mim pega muito ouvindo vocês falando. E para mim ainda fico pensando, cara, e além disso eu tô fazendo isso com pessoas que já eram referências para mim, sabe? Eu, por ser mais novo, pô, eu já acompanhava o Bira, o Bertozzi, o Hoffman da Trivela, sabe? Então quando, antes mesmo de estar aqui, eu já conhecia eles e já tinha como referência.

Vocês já dentro da TV também, Alex, assim. Então assim, vocês já eram pessoas que eram referências naquilo que fazia o futebol no mundo sendo uma referência. Então assim, chegar nesse espaço, que para mim é um dos grandes orgulhos que eu tenho da minha trajetória profissional, com toda honestidade, é poder participar do futebol no mundo. Sempre que vocês me chamam, para mim é uma tremenda alegria. E ainda desenvolver, sabe, a possibilidade de estar aqui e ter essa relação com vocês, e até além do trabalho muitas vezes, sabe.

Então O Douglinhas acabei conhecendo mais recentemente, mas o Vitão, pô, desde que eu entrei aqui de estagiário já tava aqui. É um cara também que virou um amigo, sabe? Então vivenciar isso tanto da perspectiva pessoal com vocês quanto da perspectiva profissional, que é um negócio que é uma referência, e eu poder sentar aqui com vocês, para mim ainda, e ainda a gente nesse momento que você para pensar, ainda você fala, caraca, cara, é muito doido ainda acreditar que tudo isso tá acontecendo.

Então para mim É muito especial. E eu também queria também trazer um aspecto familiar. Para mim foi muito marcante. O futebol é uma coisa que me une muito ao meu pai, sabe? Então, com ele durante os jogos, assim, mesmo quando a gente não viu junto, a gente viu muito jogo junto, mas de estar trocando mensagem toda hora. Então aconteceu alguma coisa, ele já me mandava. Até me senti meio culpado. Até ele falou, não, fica tranquilo que já pintou uma possibilidade de assistir vendo com churrasco, vai vendo a final ontem.

Falei, caraca, mas a final não vou ver com meu pai. Não, ele fica tranquilo, tal e tudo mais. Então, pra mim também é uma coisa que eu vou levar muito com carinho. Quando eu falar da Copa lá, dos gols do Haaland, do Mbappé, do Messi, dos protagonistas, eu vou lembrar disso, assim. Vivenciei isso trocando ali as mensagens com meu pai. E aí a gente tá vivendo aqui junto pela cobertura do futebol lá no mundo. Então vou levar com muito carinho.

E que bom que a gente tem uma Copa legal demais, né? Porque isso torna mais especial toda essa vivência que a gente teve.

?Voz C

São 31 anos de história de Futebol Mundo, o programa mais antigo da ESPN no Brasil, com Vitor, com Douglas, com Douglinhas, com a turma do digital, né, que abraçou essa ideia, com o Fábio Coguinho, com o Jean Santos, com Igor Rezende, que está, né, ficou com a gente nos Estados Unidos o tempo todo, todo, com Tito Mictarian comandando a turma toda, com Léo, com Bira, vocês da casa já, o Bira, o Léo, o Dom, o Jean, o Hoffman, o Marra, são todos da família.

E os parceiros de sempre, né, que o André, o André Kfouri, o Zupac, o Pedro Ivo, que esteve com a gente muitos momentos, o Mendonça, que esteve com a gente, o João, o Linares, o Conrado, a turma toda do digital que entrou aqui e participou, né, sempre na correria, mas sempre presente aqui. O Chico de Laurentiis, a Natália Pérez, o Tito Fonseca, a Yasmin Torre, toda a galera da técnica. Hoje o Felipe tá com a gente e participou da grande maioria das lives, a Carol, a outra Carol, a Gabi, o Renê, o Daniel, todo mundo que fez parte dessa loucura que foram os 40 dias de futebol no mundo. 43 edições, porque ainda nós gravamos as 3 edições do Guia da Copa do Mundo.

Muito obrigado por tanto, para vocês todos. Nessa grande parceria que é o Futebol no Mundo, que é a grande família Futebol no Mundo. A gente se fecha, a gente se abraça, e isso a gente leva para o ar, principalmente para você, fã de esportes. Nós vamos seguir com novidades. Deixei para guardar no fim. Em agosto nós vamos seguir quinta-feira, né? Tem muita coisa ainda para a gente falar.

?Voz F

Só um segundinho, só para completar essa lista, ficar perfeitinha também. Um abraço também para o Vini Salgado, para o Matheus Carreira e para Larissa também, que ajudaram sempre a colocar as lives no ar também. O pessoal de tal também tava nessa linha de frente do Futebol no Mundo.

?Voz C

Grande, a galera, galera boa também. Então nós não vamos ter férias, não vamos ter folga. Na quinta-feira estaremos no modo sempre o Futebol no Mundo, mas em agosto, quando agosto chegar e a Premier League voltar, nós estaremos aqui sempre às segundas e quintas ao vivo, ao vivo. Horário, nós vamos resolver o horário porque tem o Mundo UF, tem o Fala Fonte, nós vamos resolver o horário. Mas o legado do Futebol no Mundo na Copa é esse: a partir da volta dos campeonatos em agosto, os programas serão ao vivo, segunda e quinta ao vivo.

E aí a gente dá o próximo passo, nós vamos olhar mais para frente ainda. Quem sabe o Futebol no Mundo na Euro, vai saber numa dessas. Tamo aí para isso, tamo aí. Muito obrigado para você, fã de esportes, que nos acompanha durante toda essa jornada, essa equipe toda que levou até você a melhor informação, a melhor opinião. E você sabe, futebol no mundo é informação, é opinião, é cultura e entretenimento. É o futebol no mundo na Copa que termina nessa jornada, e nós voltamos na quinta na nossa jornada regular com o futebol no mundo que não para. Muito obrigado mesmo por tudo.

?Voz D

Tchau!

?Voz B

Futebol no Mundo é um podcast da ESPN oferecido por Ford e Betano.

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