Episódios de Pauta Pública

Guerra no Irã, protestos e o futuro do regime - com Parvin Ardalan

13 de março de 202620min
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No último dia 28 de fevereiro o mundo entrou em um novo capítulo de sua história. Ataques militares coordenados por Estados Unidos e Israel atingiram o Irã,deixaram centenas de mortos e ampliaram o risco de uma escalada regional e até de uma nova corrida nuclear. Em meio aos ataques militares, as narrativas também entraram em disputa. Enquanto parte da imprensa e da população do restante do planeta acreditam no objetivo de “libertar” o povo iraniano,  dentro do país o conflito envolve disputas mais amplas e interesses que vão além da retórica de liberdade. 
Para falar sobre os conflitos internos e avaliar os desafios para redefinir o futuro do país, o Pauta Pública conversa com Parvin Ardalan, jornalista, escritora e ativista feminista. Cofundadora do Centro Cultural das Mulheres Iranianas e da Campanha Um Milhão de Assinaturas, Parvin vive hoje exilada na Suécia. Ela fala sobre sua trajetória pessoal, perseguições enfrentadas dentro do regime e como Estados Unidos e aliados representam apenas mais uma forma de dominação.
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Assuntos14
  • Conflito Irã-EUAAtaques militares de 28 de fevereiro · Morte de Ali Khamenei · Retaliação iraniana · Escalada regional · Risco de corrida nuclear · Instabilidade geopolítica
  • Direitos das MulheresOpressão pós-revolução 1979 · Hijab obrigatório · Centro Cultural das Mulheres Iranianas · Campanha Um Milhão de Assinaturas · Rede Feminist for Gina · Autonomia das mulheres · Movimento feminista
  • Massacre de janeiro 20268-9 de janeiro 2026 · Mais de 1000 mortos · Repressão estatal · Internet desligada · Aumento de exaustão social
  • Protestos InternacionaisManifestações 2009 · Protestos 2017-2020 · Protestos de professores e trabalhadores · Crise econômica · Perda de legitimidade do regime
  • Morte de Gina Massamini e protestos 2022Polícia moral · Morte de jovem curda · Manifestações nacionais · Remoção de hijab em protesto · Apoio internacional
  • Protestos de dezembro 2025Aumento de preços · Protestos em bazares de Teherã · Centenas de cidades · Repressão violenta · 45 mortos reportados
  • Lideranca ReligiosaMostaba Khamenei como novo líder · Continuidade dinástica · Monarquia clerical · Rejeição de Trump · Incerteza política
  • Conflito EUA-IrãMonarquistas (Reza Pahlavi) · Republicanos · Movimentos democráticos · Feministas · Sociedade civil · Diferentes visões para futuro
  • Guerra de NarrativasInteligências artificiais · Vídeos deepfake · Algoritmos · Imprensa internacional · Redes sociais · Mídia alterada
  • Trajetória de Parvin Ardalan como ativistaCrescimento pós-revolução 1979 · Formação em jornalismo · Criação de boletim informativo · Website Irania Feminist · Revista Zenestan · Perseguição estatal · Exílio na Suécia
  • Exaustão social e desesperançaCiclo de frustração · Repressão repetida · Falta de mudança política · Desespero · Ceticismo com salvação externa
  • Bloqueio de internet e conectividadeInternet bloqueada durante crises · Desconexão total · Impacto nas manifestações · Dificuldade de acesso a informação
  • Censura e controle de mídia no IrãCensura jornalística · Fechamento de revistas · Bloqueio de websites · Polícia de segurança · Dificuldades de publicação
  • Programa Nuclear IrãNegociações internacionais · Pressão dos EUA · Segurança regional · Envio de forças militares americanas
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Olá, eu sou a Andrea Dippe e começa agora mais um Pauta Pública. No último dia 28 de fevereiro, o mundo entrou em um novo capítulo de sua história. Ataques militares coordenados por Estados Unidos e Israel atingiram o coração do Irã. A retaliação iraniana não demorou e atingiu diversos outros países, e o que a gente vê agora é um cenário de instabilidade que transborda as fronteiras do Oriente Médio, ameaçando o já precário equilíbrio geopolítico global,

Não se trata apenas de uma disputa regional. Nós estamos diante de um tabuleiro onde cada movimento coloca em risco a segurança e a economia de todo o planeta, mergulhando a comunidade internacional em um estado de alerta que não sentia há décadas. Como em todo conflito moderno, as explosões e drones dividem espaço com os algoritmos. Nós vivemos uma guerra de narrativas sem precedentes, agora potencializada por inteligências artificiais

vídeos falsos que se misturam a vídeos reais. E por falar na linha entre verdade e mentira, parte da imprensa internacional tem ecoado o discurso de Trump, pintando o ataque como uma missão de libertação do povo iraniano, em especial das mulheres. Não precisa ter bola de cristal para deduzir que Trump, citado milhares de vezes nos arquivos Epstein, não tem qualquer preocupação com o bem-estar das mulheres, muito menos das mulheres iranianas.

o povo iraniano e participar da escolha de um novo líder, repetindo a fórmula que tentou usar na Venezuela. Só que o Irã não é a Venezuela, e não se sabe ao certo a capacidade de força militar que o país tem à disposição para resistir e retalhar os ataques. Qualquer indício de negociação está completamente fora de discussão por enquanto, especialmente após a morte do líder supremo Ali Khamenei. Agora as incertezas sobre o futuro do país e do planeta pairam no horizonte de forma tão densa

quanto à nuvem de fumaça que tomou o céu iraniano após o ataque às refinarias em Teheran no último sábado. E com a internet no Irã praticamente toda bloqueada, é muito difícil ter contato com o que a população está sentindo e sofrendo diretamente. Para ajudar a gente a entender as camadas desse conflito e o que ele realmente significa para o povo iraniano, o Pauta recebe hoje Parvin Ardalan. Jornalista, escritora e ativista feminista, a trajetória de Parvin é enorme,

e aqui de um programa inteiro só para apresentar ela apropriadamente. Mas, de forma resumida, ela é cofundadora do Centro Cultural das Mulheres Iranianas e da campanha 1 Milhão de Assinaturas. Sofreu inúmeros processos e perseguições do governo iraniano e atuou em diversas frentes de libertação das mulheres iranianas da opressão do regime. Hoje ela vive exilada na Suécia e conversa com a gente sobre a sua trajetória no ativismo e sobre como há muito mais em jogo nesse conflito

Obrigada. Obrigada.

e você também faz parte da importante rede Feminist for Gina. Então, para começar nas conversas, eu queria te ouvir um pouco sobre a sua história e o seu ativismo feminista. Eu sou de uma geração que cresceu depois da Revolução no Irã, em 1979. Isso não significa que eu não estivesse na Revolução. Durante a Revolução, eu tinha cerca de 10 ou 11 anos, mas eu estava mais como testemunha do que como agente dessa Revolução.

E acho que um dos aspectos da revolução na minha vida foi justamente tentar entender o que estava acontecendo ao meu redor.

isso tenha me levado a encontrar meu caminho nessa direção. Tentei estudar jornalismo e depois tentei conectar o jornalismo ao ativismo, porque eu pensava que naquele período o jornalismo não era suficiente para mim, especialmente escrever em uma situação de censura. Eu pensava que era importante criar conexões e ter um espaço seguro para se conectar com outras pessoas que tinham muitas perguntas e queriam entender o que estava acontecendo, especialmente como mulher. Porque depois da Revolução, a condição das mulheres não era boa.

pior. E isso também era algo muito presente na minha vida cotidiana. Minha irmã, minha mãe, as mulheres da minha família e ver o que estava acontecendo com elas. Então, para mim, o jornalismo no começo era uma forma de ação. Mas depois percebi que não era suficiente. Eu precisava conectar meu jornalismo ao ativismo e encontrar pessoas com ideias semelhantes às minhas. Começamos a trabalhar juntas, criar organizações e também encontrar formas de escrever publicamente. Porque naquele período não era fácil publicar algo no Irã.

dois ou três jornais mais governamentais e algumas poucas revistas. Então não era fácil publicar o que queríamos. Pensamos então em criar um boletim informativo. Criamos um boletim e depois, quando a internet chegou, criamos um site. O primeiro site que criamos foi o Irenia Feminist. Foi a primeira vez que usamos a palavra feminismo publicamente. Isso reuniu muitas pessoas, especialmente jovens. Começamos a promover muitas atividades também fora do website. Por exemplo, seminários, workshops.

No começo, éramos cinco ou seis pessoas e depois nos tornamos 15 ou 16, de diferentes gerações. Então criamos o Women Cultural Center, o site que mencionei, e também o Zenestan, uma revista online. Mas eles foram censurados várias vezes. E o Zenestan acabou sendo completamente fechado pela polícia de segurança. Continuando essas atividades, tentamos encontrar diferentes grupos de mulheres e colaborar entre nós.

ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Achamos que era uma boa oportunidade para amplificar a voz do movimento de mulheres. Então criamos uma coalizão com diferentes mulheres e organizamos diferentes atividades, como manifestações de rua. Foram as primeiras manifestações depois da Revolução. Essas atividades tinham riscos. Muitas de nós fomos perseguidas pela polícia de segurança. Tivemos que responder interrogatórios e recebemos sentenças. Outra atividade importante foi a campanha Um Milhão de Assinaturas.

Eu sei exatamente.

E falando do momento atual, o que está acontecendo no Irã é muito complexo, com ataques dos Estados Unidos e de Israel, mudança de regime, massacres acontecendo. A gente tem visto muita desinformação na imprensa e nas redes sociais, inclusive entre pessoas da diáspora. Você pode contextualizar para o público brasileiro o que realmente está acontecendo no Irã?

nossa. Primeiro é importante dizer que olhar os acontecimentos à distância da diáspora sempre envolve riscos e possíveis mal entendidos. Isso significa que estou olhando de fora para dentro e tentando analisar o que está acontecendo. Para entender o que acontece hoje no Irã, precisamos ver isso como uma parte de um ciclo mais longo de protestos que vem se desenvolvendo há anos. Desde 2009 tivemos muitas manifestações populares e com o tempo a distância entre elas foi ficando bem menor. Por exemplo, protestos em 2017,

2018, 2019, 2020. Também houve protestos de professores, aposentados e trabalhadores, todos relacionados a crises econômicas, ambientais e a perda de legitimidade da República Islâmica. Uma das maiores foi em setembro de 2022, depois do assassinato de Gina Massamini, uma jovem curda morta por causa do hijab. No Irã, o hijab é obrigatório por lei. Depois que a polícia moral atacou e ela morreu no hospital, começaram grandes protestos.

Ainda no Irã, as mulheres vão às ruas em protestos que estão sendo considerados uma revolta nacional. As manifestações que tiveram como estopim a morte de uma jovem detida pela polícia da moralidade uniu iranianos e iranianas que agora pedem a queda do regime do Ayatollah Ali Khamenei. Foi quando também criamos a rede Feminist for Gina. As mulheres passaram a tirar o hijab nas ruas.

mostrar autonomia sobre como elas querem se vestir e como querem ocupar o espaço público. Manifestações de apoio se espalharam por todo o mundo. Uma parlamentar sueca cortou o cabelo durante um discurso na Assembleia da União Europeia. Então, voltando à sua pergunta, eu só queria dizer que nós temos essa história do passado no Irã. E a mais recente onda de protesto começou em dezembro de 2025.

do aumento do preço de tudo. Os protestos começaram nos bazares de uma das áreas importantes de Teherã e se espalharam por centenas de cidades. Envolveram grupos sociais diferentes, especialmente jovens, e a escala de participação parece ter sido maior do que muitos protestos que tivemos durante a última década. Vídeos publicados em redes sociais mostram vários carros em chamas na capital Teherã. Em várias cidades, os protestos foram reprimidos com violência. Ativistas dos direitos humanos

dizem que 45 pessoas já morreram vítimas da repressão. E, ao mesmo tempo, este protesto também revelou novas dinâmicas políticas e tensões dentro da oposição. Então, a situação no Irã hoje é formada por várias realidades que se sobrepõem. Uma sociedade que tem tido um ciclo contínuo de protestos. Um Estado que responde principalmente com repressão e a oposição fragmentada com diferentes visões para o futuro do país.

outro movimento sensível internacionalmente, com a revolução das tensões e as negociações em torno do programa nuclear do país. E no meio da situação, com a internet já frágil, os ataques militares pelos Estados Unidos e Israel, no 28 de fevereiro, adicionaram uma nova e muito perigosa dimensão para a crise e complicaram a situação. E para mim, apesar das diferenças locais claras, as ações do Trump no Iran são muito semelhantes às que ele tomou na Venezuela.

Em nome de libertar o povo, ele invade, ataca, sequestra, derruba governos e já não esconde os seus interesses, como o petróleo, por exemplo. Agora ele está dizendo que precisa participar da escolha do novo líder, como fez na Venezuela. Como você escuta essa narrativa do Trump de se posicionar como esse salvador que vem de fora para resolver os problemas do país? E o que você acha que vai acontecer agora no Irã? Na verdade, a narrativa de que um poder externo pode salvar o país

é algo que vimos muitas vezes em nossa história. Ela costuma aparecer na linguagem da libertação ou da democracia, mas na realidade geralmente está profundamente conectada a interesses geopolíticos e econômicos. Por isso, muitos iranianos escutam essa narrativa com um grande ceticismo. Ao mesmo tempo, também precisamos entender o nível de frustração e exaustão dentro da sociedade iraniana. Na última década, as pessoas foram repetidamente às ruas. Cada vez que esses movimentos surgiram,

e violência, sem qualquer mudança política significativa. Essa longa experiência de repressão criou um sentimento de desespero em muitas pessoas. Nesse contexto, algumas começam a acreditar que qualquer força externa poderia ajudá-las a mudar o sistema atual. Às vezes se ouve dentro do Irã a frase, qualquer coisa seria melhor do que isso. Mas esse tipo de pensamento geralmente vem de um lugar de exaustão, e não de uma visão política clara para o futuro.

Ao mesmo tempo, a própria posição permanece profundamente fragmentada. Por exemplo,

Alguns grupos apoiam a monarquia em torno de Reza Parlavi, enquanto outros, incluindo muitos grupos democráticos, republicanos, da sociedade civil, além de movimentos de mulheres e feministas, defendem mudanças que vêm de baixo para cima, e não em poças de cima. Existem muitas fragmentações também dentro da oposição e dentro do pluralismo das forças que lutam por instituições democráticas e por justiça. Durante as manifestações de 2025, quando Reza Parlavi convocou as pessoas,

de um milhão foram às ruas, tivemos uma situação ambígua. Por um lado, foi a primeira vez que mais de um milhão de pessoas participaram de uma manifestação desse tipo. Naquele período, a internet estava completamente desligada e não podíamos fazer quase nada. No dia 8 e 9 de janeiro de 2026, houve um massacre, quase um genocídio contra manifestantes. Mais de mil pessoas foram mortas pelo governo em apenas dois dias.

Esse sentimento de exaustão aumentou ainda mais.

pensando que não havia outro caminho. Para muitos, parecia que um salvador estava chegando. Porque os Estados Unidos diziam que queriam negociar sobre o programa nuclear com o governo iraniano e estavam enviando forças militares para a região. Israel também dizia que estava tentando salvar o povo. Ao mesmo tempo, existe um grupo monarquista cujo apoio tem aumentado. Nessa situação de fragmentação social, algumas pessoas ficaram tão revoltadas que passaram a concordar até com a guerra. Porque pensavam que essa seria a única maneira de provocar uma mudança

de regime. Assim, a ideia de mudança de regime tornou-se mais presente e mais forte do que outros debates, especialmente entre pessoas dentro do Irã. Essa situação tornou-se ainda mais paradoxal quando Ali Khamenei, líder do Irã, foi morta em um ataque israelense. Em 28 de fevereiro, houve um ataque ao Irã e muitos membros do aparato militar foram mortos, especialmente da Guarda Revolucionária, além do próprio Khamenei. Esse clima fortaleceu ainda mais a ideia de que talvez os Estados Unidos pudessem intervir e mudar o regime.

não corresponde ao que acontece na realidade. A guerra continua. Muitas pessoas foram mortas e outras se espalharam pela região. Os Estados Unidos não estão pensando nas pessoas, nem no bem-estar do país. Há muitos fatores que ainda vão aparecer gradualmente. No dia 8 de março, foi anunciado que Mostaba Kaminei, filho do líder supremo Ali Kaminei, se tornou o novo líder. Ou seja, eles estão tentando reproduzir algo semelhante ao que ocorre no debate monarquista em torno de Reza Parlavi, o filho do antigo Shah assumindo o poder.

Agora querem colocar o filho do líder supremo no lugar do pai. Isso significa uma espécie de uma nova monarquia, mas em forma clerical. Estamos vivendo um momento muito incerto. Donald Trump deu uma entrevista ao New York Post, disse que não ficou feliz com a escolha e foi questionado sobre quais são os planos a partir de agora e não quis responder. Donald Trump já tinha dito que Mostaba Khamenei seria uma escolha inaceitável para liderar o Irã.

sem a aprovação dos Estados Unidos, então não duraria muito. O Irã enfrenta agitação social interna, pressão militar externa e profunda fragmentação política. A verdadeira questão é se uma transição democrática pode surgir de dentro da sociedade iraniana por meio de alianças amplas e resistência civil, ou se o futuro será moldado por grupos militares, pela guerra ou por interesses geopolíticos de diferentes potências. Nada disso está claro para nenhum de nós.

feminista, especialmente na rede Feminist for Gina, sempre afirmamos que não concordamos com a guerra. Somos contra a guerra. Não queremos a volta da monarquia, nem outra forma de ditadura. A situação atual é muito difícil, porque de um lado somos contra os interesses geopolíticos dos Estados Unidos e de Israel, que tentam usar o povo para seus próprios interesses, e de outro lado enfrentamos a ditadura no Irã, que há muito tempo oprime, mata e reprime a população. Encontrar uma solução é extremamente difícil.

mas precisamos nos posicionar contra essa forma de dominação vinda de ambos os lados. Barwin, foi muito importante te ouvir. Muito obrigada de novo por explicar para a gente esse assunto tão complexo. Muito obrigada por me convidar para essa discussão. E eu desejo o melhor para você e para a sua audiência. Enquanto Poderosos tentam construir discursos para revogar direitos, o Pauta Pública continua trazendo conversas que nos ajudam a entender a realidade

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por aqui. Vocês fazem nosso trabalho valer a pena. Na sexta que vem, a gente tá de volta em mais um Pauta Pública. Até lá!

Pastoriz, que fez a edição final do programa. A identidade visual da Taina Gonçalves, a coordenação de podcast da Agência Pública é da Sofia Amaral. Na comunicação, a coordenação das redes sociais é da Lorena Morgana. O vídeo para as redes é de Tiana e Karen. E a publicação no site fica com Guilherme Silva e Rafaela Ribeiro. Esse episódio usou áudios dos canais TV Escola, TV Brasil, Bande de Jornalismo e CNN Brasil. Se você gostou desse programa, ajude ele a chegar mais longe compartilhando com suas redes e seus amigos.

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