A mediocridade do pecado - Nathanael Baldez | Aula 01
Observe como pecados “comuns” e muitas vezes tolerados, como hipocrisia, orgulho, preguiça, irreverência e falta de arrependimento, revelam um coração distante de Deus. Examine como o pecado atua de forma progressiva e destrutiva, afetando toda a vida espiritual e afastando o crente da comunhão com o Senhor.
Desenvolva uma consciência bíblica mais profunda, cultivando arrependimento genuíno, santidade prática e uma vida que reflita temor, reverência e compromisso com a justiça de Deus.
- Defesa divina contra o pecadoO pecado atinge a relação com Deus, próximo, natureza e criação · O ser humano como sofredor e causador do pecado · A criação geme e suporta angústias
- Tipos de PecadoA banalização do pecado na sociedade · A suavização da linguagem em torno do pecado · A malignidade do pecado · O pecado como crescimento ilimitado e metástase · O pecado como fermento na massa da vida
- Concupiscência e pecado originalO pecado cria dependências e cobra um preço · Escravidão à vontade do príncipe desse mundo · A sociedade punitiva e a regra do jogo · O senso de imagem distorcido e o medo
- Corrupção Humana e Maldade EspiritualA influência de influenciadores digitais na linguagem e identidade · O celular como canalizador de pecados · A cosmovisão e ideologia das mídias · A corrupção da natureza humana afetando razão, vontade e afetos
- O Demônio como Pai da MentiraA serpente se apresenta como animal submisso · Lançar dúvida sobre a palavra de Deus · A promessa falsa e a avaliação sensorial · A omissão do marido e a falha da esposa · O desejo de ser como Deus
Bom dia a todas vocês, uma alegria enorme estar aqui começando esse curso tão importante para as mulheres da nossa comunidade, gostaria de orar com vocês, opa que eu saí aqui da câmera, o pessoal do Instagram está ouvindo uma voz ali, vamos lá, vamos orar pessoal? Pai Santo, nós te agradecemos, somos gratos por essa manhã, somos gratos pela sua bênção, seu cuidado conosco, obrigado por esse curso que começa, nós desejamos pedir a sua bênção.
que o Senhor nos conceda a sua graça, ilumine a cada mulher presente aqui e que essas oito semanas sejam uma jornada de crescimento espiritual, de nos voltarmos ao Senhor e reconhecermos a sua bondade e o seu poder. Nós te louvamos, ó Deus, em nome do Senhor Jesus. Amém.
Minhas irmãs, muito bom dia, obrigado pelo convite de estar aqui com vocês. É muito bom tudo que envolve ministério com mulheres, servir no meio de mulheres, porque em primeiro lugar é tudo bonito, fica tudo bonito, tudo bonito, organizado, cheiroso. Aí quando eu olho para uma mesa daquela ali, eu já falei com a Lila, eu falei, eu quero dar as outras sete também, porque isso ali vende, isso ali vende.
Não é só marido que você conquista pela barriga, é amigo, é tudo isso. Então, parabéns aí pelo curso, pela organização. Apesar de começar brincando desse jeito, o fato é que esse curso tem um tema bastante profundo, bastante denso e desafiador, falar sobre o pecado nas suas mais diferentes expressões, já deixando claro a sua mediocridade.
O fato de que ele não é aquilo que deveria ser, promete algo que é muito aquém daquilo que Deus de fato nos promete. E nessa primeira aula, minha intenção com vocês é apresentar um grande guarda-chuva.
no qual debaixo dele diferentes expressões do pecado serão explorados ao longo das próximas semanas. Então, em função disso, fiquem à vontade para perguntar o que vocês quiserem. Pode ser que é meio arriscado falar isso, mas fiquem à vontade. É importante que a gente possa conversar aqui, dialogar a respeito de dúvidas, diferentemente das outras aulas.
em que o pecado estará até muito mais aplicado a diferentes questões da vida humana, nessa aula nós temos questões teológicas para considerar sobre o pecado. E por essa razão é importante que você tenha clareza a respeito do que o pecado é, justamente para que você consiga entender e reagir de maneira apropriada a ele. Eu vou passar rapidinho aqui esse vídeo, não vai entrar agora, não é para ninguém ver agora, só no intervalo.
Então, que é sobre a conferência de mulheres, já fica o spoiler. Mas quando nós falamos do pecado, meus irmãs, há uma pergunta que ninguém faz. Qual foi a última vez que você sentiu peso pelo seu próprio pecado? Eu não estou mencionando saber que fez algo errado, que você pisou na bola, saber que tem algo na sua vida que de alguma maneira não deveria estar lá. Eu menciono o pesar.
a perspectiva de que isso aqui está destruindo a minha vida. Isso aqui é parte do sofrimento que Cristo carregou naquela cruz. Isso aqui viola a união que eu tenho com o Senhor Jesus. Qual foi a última vez, e eu gostaria que você pensasse, em que diante do pecado você sentiu o pesar?
E por que perguntar sobre o peso do pecado? Em primeiro lugar, como nós estudaremos aqui, a compreensão do pecado nasce a partir de uma convicção bíblica. No entanto, aquilo que a Escritura fala a respeito do pecado é de tal maneira intenso que não dá para olharmos para isso como uma criança que de alguma maneira empurrou um amigo no parquinho e a reação é, desculpa tia,
Isso pesa, isso envolve a violação de um relacionamento com um Deus infinito. O fato é, minhas irmãs, que a linguagem do nosso tempo, com muita frequência, suaviza o peso do pecado. Então veja, por exemplo, quem adultera tem um caso, tem um rolo, tem uma fé, vamos deixar mais chique a coisa.
Mas a escritura, a rigor, chama isso de adultério. E uma fé é quase chique. Adultério é pesado. Alguém pode chegar e dizer, ah, esse é o meu casinho. Mas pesa dizer, essa é a mulher que eu estou adulterando. Esse é o homem com quem eu estou adulterando. Com quem o meu coração está comprometido de maneira adúltera.
Quando nós olhamos as matérias, as notícias, banco master, tudo mais, políticos, executivos, eles não roubam. Eles desviam recursos. O dinheiro estava vindo para cá e faz uma curvinha. O peso de ser um ladrão é diferente do peso de ser alguém que fez o dinheiro chegar num lugar diferente.
O fato de suavizarmos a linguagem em torno do pecado não é uma fofoca, uma difamação, uma calúnia, é simplesmente compartilhar uma informação, porque afinal isso de alguma maneira também te diz respeito.
o fato de suavizarmos a violência, o fato de suavizarmos as diferentes expressões do pecado, não fazem o pecado menos maligno, que é justamente o tema da nossa aula hoje. A malignidade do pecado.
Nós podemos adotar uma linguagem diferente, podemos adotar uma convicção diferente, mas nada disso muda o fato de que aquilo que a escritura apresenta, que o pecado é, na sua expressão e na sua forma, é de fato horroroso, é de fato maligno, destrutivo para a nossa existência. Não há nada na vida, e prestem bem atenção nisso.
Não há nada na vida que é facilitado pelas escolhas malignas do pecado. É fácil caminhar nessa direção. Se eu roubar, terei dinheiro mais cedo. Se eu trair, terei um coração mais rapidamente saciado emocionalmente.
Se eu mentir, não serei exposto a determinada situação, exposta a determinada situação. O pecado não facilita os fins, ele intensifica a desgraça no processo, para uma finalização muito mais intensa e maligna. No entanto, esse processo, ele é sutil.
E como Bernard diz, nosso senso de pecado é diretamente proporcional à nossa proximidade de Deus. De certa maneira, as nossas prioridades se tornam bastante parecidas com as prioridades de com quem a gente anda. Tem um fenômeno acontecendo em Portugal atualmente, que as crianças portuguesas e que as crianças portuguesas
estão abandonando uma série de palavras do vocabulário português.
e abandonando certas expressões do sotaque português. E qual a razão disso? No Brasil você tem 200 milhões de habitantes. Desses, é um dos países que mais são produtivos na internet, com influenciadores, com influenciadores mirins, inclusive, um deles faz um sucesso absurdo em Portugal, e essas crianças portuguesas estão o dia inteiro com o Lucas Neto.
Estão o dia inteiro assistindo programas, desenhos produzidos no Brasil. E aquilo que seria, digamos, uma das identidades mais intensas na vida de alguém, a sua linguagem, é perdido por causa da influência que existe.
de influenciadores brasileiros. É óbvio que há todo um movimento, uma revolta de paz em torno disso. Agora, o que acontece com a linguagem de uma criança, acontece na sua vida também. Na sua linguagem, na sua mente, nas suas prioridades, de acordo com quem você está perto.
E não é só perto no ambiente familiar e no ambiente de trabalho, que são ambientes que influenciam bastante, mas é quem está perto o dia inteiro, quem está perto no seu bolso.
Em certa medida, muitos dos nossos pecados nascem através do nosso relacionamento com essa ferramenta, com o nosso celular. Pecados de moralidade sexual, de fofoca, de mentiras, pecados de hipocrisia. E em certa medida, se os seus pecados têm acontecido canalizados por essa ferramenta, que não é a culpada, é o meio, é como se fosse um alcoólatra.
Mas esse alcoólatra lutando contra o vício em álcool anda com um cantil de uísque no seu bolso. É difícil lidar com essa situação. Mas veja, através de uma ferramenta como essa, você está exposta a músicas, a influenciadoras, a programações, séries, filmes, animações.
E essas coisas são carregadas de uma cosmovisão, de uma ideologia que não é neutra e que com muita frequência suaviza o pecado. Não é nenhuma novidade que todos aqui, e como eu sou minoria aqui, vamos dizer, todas aqui já torceram pelo adultério, já torceram para por que esse marido não morre logo. Eu prefiro esse coreano e não esse.
É, eu não assisto, mas eu sei. Esses dias eu... Pausa de um minuto. Rolando a feed do Instagram, passou uma propaganda de um dorama. E aí eu assisti aquele negócio. E a menina, ela era vendedora de pedras e tinha o superpoder de ver a pedra dentro do negócio e saber que a pedra era valiosa.
E eu assisti, eu peguei aquele negócio, um segundo assim, daqui a pouco dois, três, e falei, mas agora eu quero saber o que está acontecendo com esse negócio aqui. De repente a propaganda acabou, eu falei, ah, mas como agora? E aí ela vai descobrir a pedra ou não, né? É uma coisa física, interessante. Parênteses fechado. Agora, meus irmãs, se aquilo que nos influencia em termos de redes sociais ou coisa assim,
tem poder de moldar a nossa mente, o fato é que nós fomos feitos e feitas dessa maneira.
No nosso ato criacional, nós fomos moldados por Deus. Nós fomos criados a partir de uma influência externa. Foi soprado sobre nós o sopro de vida. A tentação ocorre através de um diálogo externo que busca mudar quem você é. Você vai ser diferente de como você é. Você vai ser como Deus.
Em todo o nosso processo, seja criacional ou seja de queda, nós estamos debaixo da influência de ser alguém diferente a partir de com quem você conversa. Com Deus ou com a serpente. E nesse processo, à medida que caminhamos com Deus, que nos aproximamos de Deus, nós nos aproximamos do Deus que não habita treva alguma.
Do Deus que odeia o pecado. Do Deus que o preço do pecado foi o sangue do Filho de Deus.
Quando nós nos aproximamos desse Deus, estamos unidos a esse Deus, à medida que somos banhados e banhadas pela graça, instrução e misericórdia desse Deus, somos tomados do peso, da gravidade que o pecado tem. Tal como Isaías, diante daquele trono, contemplando a majestade de Deus e declarando até aqui,
Até aqui eu estou andando no meio do povo de qualquer jeito. Até aqui eu estou falando de qualquer jeito. Mas diante da majestade de Deus eu declaro, ai de mim, eu sou pecador. Eu tenho lábios impuros, eu habito no meio de um povo de lábios impuros.
É diante da presença de Deus, da majestade de Deus, que a malignidade do pecado é ressaltada. Nós podemos sim ter, e isso tem valor, uma aula como essa, mas não é a mera persuasão de convicção intelectual sobre o pecado que é capaz de gerar em nossos corações o peso.
E o preço que o pecado tem. Essa convicção precisa nos colocar diante da majestade do Deus Santo. Para entendermos contra quem pecamos. De maneira semelhante, C.S. Lewis diz. A barreira que mais encontro é a falta quase total de algum senso de pecado em meus ouvintes. Entender que as coisas são como elas são. É assim que é. É o jeitinho brasileiro. É a regra do jogo.
Se não for desse jeito, não tem sucesso. Se não for desse jeito, as coisas não dão certo. É dessa maneira que amizades são, relacionamentos são. E minhas irmãs, Deus tem um padrão. E por mais que os seres humanos, homens e mulheres sejam criativos e criativas nas maneiras de violar esse padrão, o padrão de Deus está lá. Aqui tem um mau contato, tá, pessoal?
Se eu der umas barradinhas, vocês me avisem aí. Independentemente das suas vilizações, o pecado é maligno. E quando falamos do pecado na condição de maligno, ele é maligno tanto em relação à sua natureza como a essa prática pecaminosa. O que é, então, a malignidade do pecado? Em primeiro lugar, quando nós falamos de maligno,
Num meio religioso a gente vai pensar em Satanás. No meio fora da igreja a gente vai pensar num tumor.
O mais comum da experiência das pessoas com o termo maligno é a triste descoberta de que alguém da família ou aquela própria pessoa tem uma célula que se comportou de maneira diferente da que deveria e desenvolveu um câncer. E algumas características que nós podemos observar num câncer, em primeiro lugar, é um crescimento que se não for tratado, a tendência é ser ilimitado.
aquilo vai crescer, vai se desenvolver e à medida que se desenvolve, não se restringe àquela área, invade outros sentidos, outros tecidos. Entra num processo de metástase, contaminando aquele corpo por inteiro e muitas vezes um câncer, por mais destrutivo que seja, ele é sintomático.
A pessoa está vivendo a sua vida, cuidando dos seus filhos e filhas, trabalhando, lidando com o seu marido, sem perceber que por dentro tem uma ameaça terrível e silenciosa progressivamente se enfando sua vida. Pela graça de Deus, um câncer pode ser tratado e curado. E talvez algumas de vocês já tenham passado por essa experiência.
mas as semelhanças da malignidade de um câncer com a malignidade do pecado, é que de igual maneira, o pecado não se limita a uma área da vida, ele tem os seus tentáculos, ele contamina, ele se espalha, ele destrói lentamente, por mais que alguém possa dizer, eu não quero passar por esse tratamento,
porque esse tratamento dói, esse tratamento gera desconforto, esse tratamento cobra um preço. Se não for tratado tal como um câncer, o pecado traz morte. E um câncer pode tirar a sua vida nessa terra, o pecado te cobra a eternidade.
Ele ceifa a sua vida aqui e te mergulha numa existência eternamente separada de Deus se a cura do evangelho de Jesus não entrar na sua história, não entrar na sua vida.
Billy Graham foi quem disse, o pecado é como o câncer destrói pouco a pouco, lentamente, sem que nos apercebamos de sua insidiosa presença. Ele vai se alastrando até que por fim o diagnóstico é pronunciado doente à morte. Eventualmente nós podemos achar que temos o controle.
Eu consigo gerenciar isso de maneira a me ser favorável. Eu consigo lidar com as questões no meu tempo. Mas tal como na saúde do seu corpo você não tem esse controle, na saúde da sua alma você também não tem.
Não é possível administrar as consequências do pecado. Não é possível dizer, eu não vou deixar isso atingir minha família. Eu não vou deixar isso atingir meus filhos. Isso aqui é algo que faz parte somente dessa expressão da minha vida. É algo que está no trabalho. Isso não diz respeito à totalidade das coisas. Ninguém tem esse controle. Esse castelo de cartas vai cair. O pecado é maligno, cobra seu preço.
Como Paulo diz em 1 Coríntios capítulo 5, versículo 6, o orgulho de vocês não é bom. Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada? O orgulho da igreja de Corinto era acreditar que podiam ser indulgentes com o pecado.
Em algumas medidas, como no próprio capítulo 5 acontece, esses indivíduos seriam capazes até de se orgulhar pela capacidade de alguém administrar uma vida pecaminosa. O casamento de uma pessoa bastante importante para mim
Em meio às felicitações que eram feitas para aquela pessoa, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, um dos meus tios chegou para o noivo e disse, parabéns pelo seu casamento, agora só falta conseguir a amante. Só falta conseguir a amante. Parabéns pelo casamento, agora só falta conseguir a amante.
Esse é o padrão do mundo. Achar que você pode administrar uma vida dupla, que você pode administrar um casamento e um amante, um amante. Achar que é possível construir um perfil falso na rede somente para chamar atenção para si mesmo, mostrar o corpo ou coisa assim. E ninguém vai ficar sabendo.
Esse orgulho, esse senso de capacidade de eu faço e ninguém sabe. Eu sou bom naquilo que eu faço. Desvia o dinheiro e ninguém fica sabendo. Mente e ninguém descobre a mentira. Esse orgulho é cancerígeno. Ele é maligno. E esse orgulho, esse relacionamento indulgente com o pecado, ele é fermento.
E esse fermento na massa da sua vida, na massa da sua história, ele é que nem aquele pão, não sei quantos de vocês gostam de fazer, já fizeram, pão, pizza, coisa assim, você vai, você prepara aquela massa, você deixa ela lá no potinho, forra com paninho de prato, amanhã a gente se encontra. E aquele bolinho de massa que estava ali quando você chega no dia seguinte, é uma coisa enorme.
O fermento fez crescer de tal maneira que aquilo ocupou um espaço que você antes sequer imaginaria que seria possível. Se você errar a mão naquilo dali, desgraçou a receita. No que diz respeito à sua vida, toda vez que você acreditar que está polvilhando o fermento na massa da vida de maneira controlada, vai desandar.
Não tem pizza boa de pecado. Não tem pão bom de pecado. Isso é maligno. Isso cresce. Leveda toda a massa. Fica toda fermentada. Cresce de maneira desastrosa. Destrói a vida. Destrói a mentalidade. Os relacionamentos. E destrói de maneira intensiva. E progressiva.
Agora, se o pecado é maligno e maligno em proporções tão grandes, o que o torna maligno dessa maneira? Porque, veja, em certa medida na sociedade há o pensamento de que pecado é aquilo que os crentes não querem que as pessoas façam. Que uma coisa é pecado porque, ah, disseram que é pecado. Agora, a rigor, por que é pecado mentir e não é pecado acender e apagar uma luz?
Por que uma coisa é entendida na vida como pecaminosa, decretada por Deus como pecaminosa? E tantas outras coisas são. Será que é só porque alguém disse? Então vejam, minhas irmãs, quero considerar com vocês aqui três vetores do pecado. Em primeiro lugar, sabendo aqui que o pecado é sempre, ao mesmo tempo, três coisas. Mas antes de seguir aqui, nesse primeiro bloco, alguém tem alguma pergunta ou colocação?
Que não seja dica de pão e nem de dorama? Ninguém? Olha aí. Vamos lá, então. Os três vetores do pecado. O primeiro desses vetores, rebelião contra Deus.
Antes de ser uma mera falha moral, o pecado é um ato de insurgência, de rebelião contra o Criador. Toda infração à lei de Deus reflete uma rejeição, uma declaração de guerra contra aquele legislador. E quando nós falamos do pecado como transgressão da lei, nós vamos explorar os textos mais à frente.
Entendemos que essa lei de Deus é revelação de quem Deus é e orientação das nossas vidas para aquilo que nos leva para o que Deus chama bem. Quando eu olho para essa revelação de Deus e para a orientação de Deus e eu digo, eu quero viver diferente, eu estou me colocando na condição de um rebelde. Então o primeiro vetor do pecado é rebelião contra Deus.
Mas não apenas rebelião contra Deus, é também corrupção da natureza humana. O termo teológico depravação total significa que a totalidade da faculdade humana foi afetada, a razão, a vontade, os afetos, a imaginação, tudo o que diz respeito à existência humana não está imune.
Alguém pode ser muito inteligente, a inteligência não protege do pecado. Pode ser muito educado, ter bom senso, boa cultura. Essas coisas podem até tornar a vida em sociedade melhor e mais fácil. Mas não anulam a corrupção da natureza humana e, eventualmente, até ajudam a racionalizar o pecado com mais sofisticação.
Pensar que as coisas não são bem assim, elas têm uma expressão legítima ou algo do tipo.
E o terceiro vetor, o pecado é a escravidão. O pecado não é um convite para uma escolha livre e casual. Ele faz promessas que não cumpre, cria dependências que você não esperava, cobra um preço que não mostrou. O pecado sempre vai te levar além de onde você gostaria de ir. Te manterá lá por mais tempo do que você gostaria de ficar. E te cobrará um preço maior do que aquele que você estaria disposto a pagar.
Lugar, tempo e preço em relação ao pecado sempre serão além daquilo que a nossa disposição inicial gostaria de experimentar. John Bunyan diz, pecado é um desafio à justiça de Deus, um roubo à sua misericórdia, um zombar da sua paciência.
Vamos considerar então alguns textos na escritura que nos demonstram essa dimensão, esses três vetores do pecado. Então em primeiro lugar, primeiro vetor, o pecado como rebelião contra Deus. 1 João 3, versículo 4 nos diz, Todo aquele que pratica o pecado transgride a lei. De fato, o pecado é a transgressão da lei.
Essa é uma das afirmações mais diretas da Escritura sobre o pecado. Pecado é transgressão. Há um padrão que é o padrão de Deus e o pecado é transgredir esse padrão. De maneira léxica, o sentido de pecado, dentre as muitas palavras que a Escritura coloca para esse termo, diz respeito a errar um alvo.
Não errar um alvo como quem joga um dardo e errou, pega de novo, joga, mas diz respeito a um erro existencial.
O propósito, o projeto da vida é seguir por essa direção. Esse é o caminho reto, esse é o caminho seguro, esse é o caminho determinado. E alguém escolhe transgredir esse caminho e orienta a sua existência a partir de um padrão diferente. Transgride contra a lei de Deus. E nesse sentido, errar um alvo não é uma besteira. As implicações de errar um alvo dizem respeito ao seu destino eterno.
Falam sobre o relacionamento que você, mãe, terá com seus filhos e filhas, que você, esposa, terá em relação ao seu marido. Errar o alvo aqui implica em desenvolver uma perspectiva familiar radicalmente oposta da que Deus apresenta, que foi Deus que criou a família. Errar o alvo implica ter as suas prioridades profissionais desordenadas e dissociadas do padrão que Deus estabeleceu na criação.
e vivendo sua vida e profissão dentro de padrões que você mesmo estabeleceu. Errar o alvo implica que o seu uso do corpo não está de acordo com o padrão de Deus que tocou no corpo e o fez, mas nasce de categorias próprias, de autonomia pessoal, é o meu corpo. Deus não tem nada a ver com ele, eu faço o que eu quiser, minhas regras.
Isso é transgressão. E à medida que se transgride, se transgride não é no vácuo. Se transgride por uma nova lei. Todo mundo está debaixo de uma lei. Em primeiro lugar, a lei do seu próprio coração. Em segundo lugar, as leis das ideologias que se seguem.
À medida em que alguém transgride contra a lei de Deus, contra a revelação de Deus, está também errando o alvo na direção de um outro padrão de lei. E por essa razão, isso é rebeldia. Se vocês hoje quiserem começar uma célula, não célula de igreja, mas uma célula terrorista, e vocês dizem, a gente está rejeitando a Constituição brasileira.
o código civil, criminal, e agora nós nos orientamos por essas leis que nós criamos, rejeitamos qualquer autoridade militar, política, policial. O que esse grupo é? Rebelde. Inimigo do Estado.
Essa é a nossa condição diante de Deus. Quando escolhemos nos tornar conhecedores do bem e do mal, escolhemos seguir as nossas próprias leis, rejeitando a lei de Deus. Alguma pergunta sobre rebelião contra Deus ou colocação? Muito bem, vocês estão muito silenciosos. Eu vou sair daqui, eu vou falar, esse negócio que a mulherada fala muito é mentira. Isso não é verdade.
Segundo vetor, corrupção da natureza. Gênesis 6, 5, isso acontece no contexto do dilúvio. O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal. Minhas irmãs, essa é uma afirmação muito intensa.
de que todas as inclinações, os pensamentos do coração eram sempre e somente para o mal. Isso implica dizer que o compromisso do ser humano com a malignidade do pecado não é um mero consumo de uma ideia externa, é a interação dessa ideia externa com um conteúdo interior que está corrompido.
em contravazão, esse conteúdo interior rebelde contra Deus, ganha expressão, voz e concordância com uma articulação exterior de transgressão contra Deus, que é o que falamos anteriormente.
A razão pela qual homens e mulheres são persuadidos por ideias que Deus desaprova é o fato de que o seu coração está desaprovado por Deus. É esse coração desejoso de errar o alvo. É esse coração que não quer estar na presença de Deus, que procura meios, formas, ambientes em que a sua rebelião seja bem recebida.
Você não se torna pecador porque você peca. Você peca porque é pecador. Você nasceu num mundo caído no pecado. Nesse mundo caído no pecado não havia esperança de que você mesma não fosse pecar.
todos pecamos, pecamos por estarmos associados aos pecados dos nossos primeiros pais, pecamos pelos nossos próprios pecados, temos uma natureza caída, sim, a imagem e semelhança de Deus ainda é conservada, sim, nenhuma de vocês é tão ruim quanto poderia ser, acreditem.
porque a graça de Deus nos limita. A graça de Deus faz com que, mesmo o pior dos seres humanos desse mundo, não seja a expressão máxima de malignidade que o pecado pode causar. No entanto, no contexto do dilúvio, Deus diz, a coisa diz respeito a pensamentos.
coração, intenções, de modo que mesmo se criarmos um programa de ensino pedagógico, mesmo se criarmos uma sociedade extremamente letrada e bem educada, o pecado não deixará de existir, porque ele diz respeito ao coração, a natureza humana está corrompida, então eu tenho uma lei de Deus que é transgredida.
Eu tenho uma natureza que é transgressora em relação a Deus. Agora, o que acontece quando um indivíduo cuja natureza o direciona a fazer o que desagrada a Deus e encontra um conjunto de regras que desagradam a Deus para orientar a sua vida? Isso nos leva ao terceiro vetor do pecado. Escravidão. João nos diz...
Jesus nos diz em João, digo-lhes a verdade, todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. À medida em que sozinho entregue as suas próprias forças, esse indivíduo não pode mudar a sua natureza.
Ser de maneira diferente. À medida em que a sua mente, os seus pensamentos, as suas afeições, anseiam seguir um conjunto de leis diferentes e conflitantes com o padrão de Deus, isso implica em alguém que vive escravo da sua própria vontade. Como Efésios nos diz, escravo, sujeito à vontade do príncipe desse mundo, seguindo o curso desse mundo, escravo das vontades e da carne.
Eventualmente alguém pode dizer, eu faço o que eu quiser. No entanto, esse grito de autonomia acontece debaixo de tanto peso. Veja, por exemplo, alguém pode dizer, ninguém pode opinar sobre o meu direito reprodutivo. Eu quero ter autonomia sobre isso.
Ok, esse é um grito de autonomia. Agora, no seu núcleo de pessoas que segue esse determinado código que nós falamos, há um código a ser seguido, você tem liberdade para falar algo diferente disso? Você tem liberdade para sem sofrer hostilidade nesse grupo e nesse núcleo pensar diferente disso? Nesse pequeno recorte há uma expressão de...
curso desse mundo que eu preciso me sujeitar. Há uma maneira de pensar nesse mundo que eu preciso estar debaixo e se eu não estiver debaixo eu sofro consequências. Tem um sociólogo chamado Durkheim, ele tem o conceito de sociedade punitiva. À medida em que você não segue as máximas de uma sociedade, aquela sociedade te pune por isso.
Isso é escravidão. Se você não segue a regra do jogo, você perde. Um executivo que se encontra numa empresa, e se ele não seguir os meandros de corrupção que estão ali dentro, ele está fora do jogo, ele perde o emprego, e ele pode dizer, eu gosto de ganhar dinheiro dessa maneira. Você tem liberdade de fazer diferente?
Mas isso não diz respeito somente à transgressão da lei, isso diz respeito também ao próprio coração. Só finalizando esse bloco já libero para a gente chegar nas delícias ali. O senso de imagem distorcido, do desejo de ser alguém tão diferente de quem você é e de ser semelhante a alguém, você consegue desligar esse botão?
E aquele medo, a ansiedade, o temor e o tremor em relação à vida, você consegue desligar esse botão ou fazer o efeito do remédio durar para sempre? Isso é escravidão.
Há uma dimensão em que há uma lei sendo transgredida. Há uma dimensão em que essa natureza é corrupta e essa natureza e essa transgressão nos direcionam numa vida que você não tem liberdade de fazer o que você quer, do jeito que você quer, como você quer. Você não pode simplesmente parar de pecar. Sabe aquela coisa assim, poxa, por que você é pobre? Seja rico.
Igualmente, o pecado não é uma coisa que você lida desligando uma chavinha. Ao menos não é uma chavinha que você mesma pode desligar. Dentro da escravidão do pecado, Isaías nos diz...
Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós para que não vos ouça. Esses três vetores de ser um transgressor, de ser alguém com a natureza corrompida, de ser alguém que vive absolutamente a parte de Deus, escravo,
isso faz uma separação. De maneira que a grande malignidade do pecado é o fato de que ele rompeu o relacionamento entre Deus e as suas criaturas. E esse rompimento de relacionamento, ele atinge proporções universais. A vida como um todo é atingida. Por exemplo, não sei quantos vão conseguir pegar bem do slide aqui por conta da claridade.
Mas sim, aquilo que está acima do ser humano, Deus, a santidade, a glória, a lei de Deus, ele está separado. Aquilo que está aos seus lados, o relacionamento com o seu próximo, família, amigos, igreja, trabalho, mas também a natureza, cultura, sociedade, o mundo, ele está separado dessas realidades. Mas também o chão que ele pisa é amaldiçoado pelo pecado.
Agora o trabalho é no meio de tirar os bons frutos do meio dos espinhos. A rebelião contra Deus, a corrupção da natureza, a escravidão do pecado, contaminam a existência humana e retornam para ele consequências em todas essas áreas. Ele não somente é alguém que atinge pessoas de maneira pecaminosa, ele é atingido por elas.
Ele não somente é alguém que atinge a criação, que por exemplo, polui a criação. Ele é alguém que é atingido por ela, como vimos recentemente. Tempestade na Paraíba, matando um monte de gente. Ele não somente vive nesse mundo de qualquer jeito, a vida nesse mundo cobra o seu preço. E ele não somente é rebelde contra Deus, ele é julgado por esse Deus.
Nesse cenário, o ser humano, em relação à malignidade do pecado, ele não é somente um sofredor. Ele não é apenas alguém que sofre as consequências da queda. Ele é alguém que causa. Essa mulher não é somente uma vítima que sofre as consequências do pecado. Ela é também uma causadora na vida de outras e de outros.
na malignidade do pecado. Essas duas dimensões é preciso ter em mente, sofredor e causador. Na condição de sofredor, toda pessoa carrega as marcas do pecado alheio, de palavras ditas, de abandono sofrido, de injustiças que não provocou. E a Bíblia não ignora essa dor. O pecado de Adão nos atingiu antes que qualquer um de nós tivesse feito qualquer escolha. Nascemos pecadores.
Mas sim, somos feridos pelo pecado do mundo, dos outros e da estrutura quebrada da criação. O jeito de fazer as coisas é marcado pelo pecado. O jeito de pensar é pecaminoso. E nesse mundo, pessoas vão mentir sobre você. Pessoas vão te trair.
No caso de pecados que, sobretudo, mulheres são alvos desse tipo de pecado. Infelizmente, nesse mundo caído, mulheres serão vítimas de violência doméstica. Sofrerão na mão de homens inescrupulosos, violando a natureza do seu próprio sexo, através de abusos e coisas assim. O pecado é real e nos provoca sofrimento e mulheres sofrerão.
as consequências do pecado no mundo. Mas ao mesmo tempo, toda pessoa causa sofrimento. Palavras cortam indiferença, traição, violência, escolhas que reverberam nos filhos, no casamento, nas amizades. O pecado que nós cometemos sempre tem endereço.
Ele vai para alguém. Nenhum pecado é puramente privado. Mesmo os pecados que você comete contra o seu próprio corpo são cometidos contra o Deus que te deu esse corpo. Então veja, sim eu sofro, mas também causo. E todo mundo aqui, mesmo já tendo crido em Cristo, vai viver sua vida dentro dessa dinâmica.
da perspectiva de Deus, absorvendo o sofrimento do pecado para não ser dominado por ele, não sofrer não é o propósito da minha vida, e ao mesmo tempo não ser um canal de sofrimento, porque eu recebi a graça que provocou o sofrimento supremo à morte de Cristo naquela cruz.
sofredor e causador, é a dimensão do ser humano nesse mundo caído. Como Romanos 8, 20 a 22 nos diz,
A criação foi submetida à vaidade, não por sua própria vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação também será libertada da escravidão e da corrupção, pois sabemos que toda criação geme e suporta angústias até agora. A relação do ser humano, da criação e a interação entre essas vaidades é uma expressão da malignidade do pecado.
No entanto, quando nós olhamos para toda essa desgraça, é preciso ter em mente, se a coisa se apresentasse de maneira tão horrorosa assim, eventualmente aquela pergunta inicial seria sentida com mais facilidade. O horror, o peso do pecado, seria percebido de maneira mais rápida. Mas normalmente não é assim que acontece. O pecado nos engana e nos seduz.
E eu gostaria de convidá-las agora, vocês podem abrir nas suas Bíblias, ligar nas suas Bíblias. Em Gênesis capítulo 3, nós vamos considerar juntos aqui alguns elementos do relato da queda.
Entendendo que Gênesis 3 não é apenas a narrativa da queda, mas é o manual de operação do pecado de Satanás. As estratégias que Satanás usa com Adão e Eva são as mesmas que ele usa conosco hoje. Então vamos lá, vamos fazer juntos aqui. Eu vou começar lendo o versículo 1 e uma de vocês lê.
O que eu não queria? Que ficasse aquele silêncio. Não tem ninguém lendo. Vamos ler. Então vamos lá. Todas lá. Gênesis capítulo 3. Começando no versículo 1. Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito. E ela perguntou à mulher. Foi isso mesmo que Deus disse? Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim. Segura aqui um minutinho.
Esqueci de falar. Eu vou ler e eu vou fazer algumas perguntas antes. Mas quem já vai falar já fica no gatilho. Quem falar primeiro tem café e pão de prêmio. O que chama a nossa atenção aqui nas estratégias de Satanás nesse primeiro versículo? O que vocês percebem? Sutileza na abordagem? Ouvi mais gente. Fala alto, bem alto.
Oi? Dialogou, ok. Provocou. Lançou dúvida, muito bom. Distorceu. Vou colocar duas expressões aqui, e que estão relacionadas à distorção e dúvida. Em primeiro lugar, ele se manifesta como um animal. E se nós olharmos os capítulos anteriores, qual era a relação dos animais com os seres humanos?
submissão e obediência. Ele se apresenta como alguém que supostamente estaria debaixo da autoridade daqueles seres. Serpentes estavam debaixo da autoridade de Adão e Eva. Ele lança uma dúvida à mulher. Foi isso mesmo que Deus disse? Não comam nenhum fruto das árvores do jardim? Aqui tem dois elementos.
Isso aqui é quase papo de coach, porque tem o gatilho, entendeu? Você falou um negócio que a pessoa ficou se coçando para dizer, não, não foi isso. A forma da abordagem deixou aberta a necessidade de uma resposta. Ele não fez só uma afirmação, ele fez uma afirmação que instiga o envolvimento.
Então veja, aquele ser que se apresenta de uma forma que deveria estar submisso, utiliza uma linguagem que não é atropeladora. Utiliza uma linguagem de... Puxa, vamos entender melhor isso. Versículo 2. 3.
Ok, o que vocês percebem nesse daí? Inventou um pedaço. Deus não tinha falado sobre não tocar. Ela acrescentou a ideia do tocar aqui. Mais o quê? Oi? Desculpa, não ouvi.
Ok, tem a afirmação do certamente morrerás, no hebraico a ideia é morrendo morrerás, justamente não é necessariamente uma morte imediata, mas percebam que um elemento aqui é ela respondeu. Por que ela respondeu?
E como nós veremos mais à frente, Adão também. Se eles são autoridade, qual a autoridade daquele ser para ensinar sobre o padrão de Deus? E na nossa interação com o pecado, passa por esse capítulo. Deixar de ouvir o que Deus falou para responder a propostas que vêm de pessoas que estão dizendo o que Deus não falou. Karina.
O fato é ser uma serpente ainda, né? Versículo 4. 5. E aí, 4 e 5, o que vocês veem?
Oi? Tem mentira? Oi? Informação sendo manipulada. Desacreditando a Deus. Vocês perceberam a mudança de tom aqui?
do ano de 5, mesmo ano 3, 4, 5, primeiro o meu filho fala, sabe que não tinha comigo, Deus falou isso. Você falou do ano que quer, ela está conversando com a amiga, casamento, que está com ele. A amiga fala, você merece ser feliz, o cara está, os homens do trabalho, como se for, está dando voz para você. Aí ela fala, a primeira é a ela, mas você é irmã, mas você merece ser feliz.
e na mudança de tom que eu mencionei que tem aqui nesse termo a coisa parte do você merece ser feliz por que você não pensa isso pra tá aqui o telefone do meu amigo você quer conversar com ele acabou de ficar solteiro a proposta da serpente sai do o que foi que Deus disse pra certamente não morrerão a proposta da serpente
Sai da coisa dialogal para afirmação autoritativa. Isso não vai acontecer. Sabe o que é interessante? 11 minutos. Mas vamos lá, eu vou falar muito rápido, só para vocês ficarem com caranguejo. Ser como Deus é quase uma teologia bíblica.
Porque é uma teologia bíblica. Quando a gente chega, Deus cria o ser humano na sua imagem e semelhança, em certa medida eles são como Deus. Quando nós consideramos a proposta de Satanás, a proposta de Satanás é deturpar a imagem de Deus que ele não pôde ter. Quando nós, se compreendemos os textos de Ezequiel e Isaías como referentes a Satanás, o desejo de Satanás é ser como Deus.
Quando nós olhamos para o livro de Apocalipse, vemos Miguel lutando contra a serpente. Vocês sabem o que significa o nome Miguel? Quem pode ser como Deus? A luta da serpente contra a imagem de Deus à medida em que o Evangelho está fazendo o que com cada um de nós? Formando em nós a imagem de Cristo, que é a expressão exata do seu ser.
E isso é a malignidade do pecado, porque a malignidade do pecado visa tomar a imagem de Deus que o diabo não tem. E nós que já cremos em Cristo, visa jogar nuvem, trazer nebulosidade a esse processo que Deus garante.
mas tentar de alguma maneira manchar essa imagem da obra que Deus já começou. Então a ideia da imagem de Deus é um dos grandes temas presentes na Escritura. Eu só fiz um ampação aqui, mas não é por acaso que Deus proíbe fazer imagem, todo aquele conflito com a idolatria, tem muito assunto aqui, mas como eu falei, foi só um parênteses. Vamos voltar lá. Sim.
Sim. Sim. Tem uma estratégia. Sim.
Sim. Sem dúvida. A sutileza se torna afirmação. Esse é o processo que a queda acontece, sem dúvida. Versículo 6.
Ok, o que vocês percebem aqui? Tem pelo menos duas coisas importantes para perceber aqui. Oi?
Despertou o desejo, ela reagiu, então tomou a decisão, comprou o infoproduto. O marido não fez nada para impedir. Não é toda tradução que tem isso, mas está lá no hebraico. Com ela. Estava com ela. Isso é uma observação importante. Por que é uma observação importante? Porque Eva ouviu de Adão a orientação de Deus.
Adão ouviu diretamente de Deus a responsabilidade que ele tem de governar a criação. E ele está vendo a mulher que Deus deu diante de um animal que está debaixo da autoridade dele, diante da árvore que Deus proibiu, persuadindo-a a fazer algo, e ele está assim.
Ele foi omisso. É importante dizer outro parêntese. Tem algumas coisas acontecendo ali que não são chamadas por Deus de pecado naquele momento, mas que são falhas antes da queda. A omissão do marido. Outro elemento que está aqui. A esposa descumprindo seu papel de auxiliador e expondo esse marido à desgraça. A distorção da palavra de Deus. A palavra de Deus naquele momento era não coma do fruto. A palavra de Deus foi distorcida para não come e não toque.
Tem uma série de coisas acontecendo antes do pecado. E isso acontece na sua vida também.
Você não está vendo que o circo está sendo montado. E o espetáculo é a morte. Sim, sem dúvida.
ela chamou a atenção de algo para eles. Vamos avançar aqui, pessoal? Em seguida, de fato, ela vai cair na proposta de Satanás, mas nós identificamos aqui. A dúvida razoável foi isso mesmo que Deus disse? A promessa falsa, vocês não morrerão.
E a avaliação sensorial, viu que era boa. Agora, o processo do pecado e da queda é do diabo, muitas vezes, fechar os seus olhos para aquilo que você já tem, o valor daquilo que você já tem, seja a fidelidade no seu casamento, a sua família, o seu trabalho, uma convicção moral para te apresentar algo que você não tem e não precisa e te distancia de Deus. Quando nós olhamos, eu vou um pouquinho rápido aqui, tá gente, que vai tocar o sinalzinho. Eu tenho distância com essa palavra, sabe? Sim.
Sim, sim. O conhecer o bem e o mal aqui é o grilo de autonomia. Eu saio do cenário em que eu caminhava com Deus no jardim e confiava nele, para eu ando sozinho e vivo do jeito que eu quero. Tentar conhecer o bem e o mal é a razão...
de tanta criatividade para a desgraça que o ser humano tem. Ele tenta discernir o bem e o mal, só que ele é caído. Então ele só erra o alvo tentando acertar o bem, eventualmente, e acerta o mal. Essa é a vida humana.
Então nós vemos, agora olha que interessante essa questão sensorial. Em Gênesis 2, 9, a Bíblia diz que Deus fez brotar do solo todo tipo de árvores agradáveis aos olhos, boas para alimento, e no meio do jardim estava a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Na queda ela viu que a árvore era boa para alimento, atraente aos olhos. Aquela árvore era igual a todas as outras.
ela tinha uma característica, uma palavra que Deus lançou sobre ela e um elemento que é trazido para o texto, o desejo. Desejável para obter sabedoria. O distintivo não é visível, não é nada assim, é da conversa com a serpente, é dito para ela que no meio de toda aquela abundância, de tudo que ela tinha, tinha algo que ela e ele não tinham.
e que eles precisavam ter, a proposta sedutora da serpente, é no meio da abundância de bênçãos, que estão na sua vida dizer, mas tem isso que você não tem, tem esse prazer que você não prova, tem esse relacionamento, tem essa aprovação, tem esse dinheiro, que você não tem, e você merece ter, e não vai dar nada errado se você for,
O paradigma da sedução é oferecer falsamente, além do que Deus já deu, é encontrar escassez no meio da abundância. No meio da abundância de um casamento se encontra a escassez que se procura o adultério.
No meio da abundância de uma maternidade bem vivida, se encontra a escassez de um relacionamento quebrado com os filhos. No meio da abundância de um coração satisfeito pela graça e bondade de Deus, se encontra a escassez da necessidade de validação emocional do seu corpo. Encontrar escassez no meio da abundância é o paradigma da queda. No meio de todas aquelas árvores agradáveis aos olhos e para alimento, tem uma que eu não tenho.
E eu desejo ter. Esporjam diz, tão certo como uma dose de veneno irá matar o corpo, a indulgência para o pecado destruirá a alma. Não é coisa para se brincar. À medida que Adão e Eva dialogam com a serpente, eles se tornam cúmplices. Aquele homem tinha que já ter dado a paulada. Que papo é esse dessa cobra falando com a minha mulher?
E essa mulher, à medida que, por alguma razão, foi persuadida, oferece para ele, mulher, você está doida? Não pode. E se fosse o contrário, e se Adão falasse, eu tive uma ideia genial, olha essa fruta. Homem, você está doido? Mas há uma quebra dos compromissos que Deus os fez e os criou. E é por ser indulgente, deixar a coisa acontecer. Vamos ver o que essa serpente tem para falar.
acho que pode vir coisa boa, vamos ver o que esse influenciador tem para falar, o que essa série, esse filme, o que esse livro, o que esse pastor, o que esse professor, vamos ver o que tem para falar. E é claro, você pode ter um relacionamento crítico com algumas coisas, e aprender determinadas coisas e ter até mesmo uma visão crítica sobre aquilo, isso é importante e necessário, não é entrar numa bolha. Mas é diferente chegar com a visão de obter uma perspectiva crítica sobre um assunto que Deus desaprova.
e consumi-lo de coração aberto, porque você deseja algo que aquela fonte parece que vai te dar.
Isso é cumplicidade com as trevas. Efésios nos diz, não participem das obras infrutíferas das trevas, exponham-nas à luz. Paulo coloca, a cumplicidade, ela pode assumir uma dimensão passiva e ativa. Então veja, por exemplo, a mulher que não espalha uma fofoca, mas ouve em silêncio, a que não pratica a injustiça, mas não a denuncia, a que não age na maldade, mas aplaude.
É cúmplice. Tal como Adão e Eva foram cúmplices do teatro da serpente. Eu não posso observar o diabo fazendo o que ele quer e achar que não vai acontecer nada só porque eu não estou fazendo aquilo. Indulgência com pecado é cumplicidade com as trevas.
João nos diz, se dissermos que mantemos comunhão com ele, andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Essas duas palavras, comunhão e participação em Efésios, elas têm a mesma raiz. A ideia é, eu posso ter comunhão em cumplicidade com as trevas ou comunhão com Deus.
Tiago nos diz, cheguem perto de Deus, ele chegará a vocês. Limpem as mãos, pecadores, e vocês que são indecisos, purifiquem o coração. É a medida em que nós nos distanciamos da proposta maligna da serpente e purificamos mãos e corações no altar de Deus, que os nossos olhos são redescobertos para a abundância da provisão, da graça, da orientação e da verdade de Deus.
E tendo comunhão com Deus, eu quebro a cumplicidade com as trevas e a sua vida enquanto mulher passa a ser uma vida frutífera diante do Deus que te ama, que te criou, que enviou Jesus para morrer por você, que te salvou e que te promete a vida eterna. E o ponto é, tem alguma área na sua vida que você tem deliberadamente mantido fora do alcance da luz de Deus?
Só aqui eu prefiro ouvir a serpente. Só aqui a serpente está falando o que eu quero ouvir, o que eu gosto de ouvir. Está me mostrando uma árvore que eu não tenho. Está me provocando um desejo gostoso. Se há essa área, você precisa colocar o seu coração no altar de Deus. Comparecer diante do seu Salvador. Se arrepender do seu pecado e crer que nele há perdão, cura, libertação.
Do contrário, o que o pecado faz com a mulher? Romanos nos diz, não permitam que o pecado reine em seu corpo mortal, ofereçam seus membros a Deus como instrumento de justiça. Língua, olhos, mãos, mente, são instrumentos. A quem você está oferecendo os instrumentos que Deus te deu? É cumplicidade com as trevas ou é comunhão com Deus?
Ao longo dos próximos domingos, vocês vão ter a oportunidade de explorar diversas maneiras que o pecado atinge todos os seres humanos, mas com um recorte específico para o mundo da mulher, para a sua realidade enquanto mulher.
Como que esse pecado te atinge? Como que o seu corpo, a sua vida podem ser direcionadas em cumplicidade com as trevas? Hipocrisia com a distância entre o que mostramos e o que somos. A preguiça como a lei do menor esforço aplicada à vida espiritual.
Uma perspectiva de amante de si mesmo, com idolatria e vivendo somente para si e a expressão da sua própria imagem. O descontrole, com a ausência do domínio próprio, a manifestação de uma vida sem nenhum tipo de freio. A futilidade, vivendo e gastando tempo e recursos somente em coisas que perecem.
A irreverência, vivendo sem Deus no horizonte, mesmo no contexto da igreja, e a falta de arrependimento com o coração endurecido, marcado pelo desejo de manter na vida os desejos que surgiram no coração e foram concedidos pela serpente. Isso é a falta de arrependimento. Isso que a serpente me deu, eu não quero largar.
Qual a resposta bíblica? Não é a força de vontade, mas é a graça transformadora de Deus. Romano 6,14 nos diz, o pecado não terá domínio sobre vocês, pois vocês não estão debaixo da lei e sim da graça. Paulo não fala, se esforça mais.
Estuda mais, lê mais, Paulo diz, desfruta da graça. Antes de qualquer mandamento, antes de qualquer imperativo, a proposta de Deus é a graça já foi liberada. O perdão de Deus na cruz já foi liberado. Desfrute dessa graça. A identidade vem antes da ordem. E graça não é permissão para pecar, ouvir a serpente, viver de qualquer maneira. Graça é poder para não pecar.
Cristo é o médico que muda o diagnóstico do câncer. O médico da malignidade e do pecado. Você pode receber uma orientação, um diagnóstico de câncer, isso é assustador. Mas que notícia que traz tanto alívio é, logo após alguém falar, você tem um câncer? Alguém dizer, tem tratamento, tem cura. O caminho daqui pra frente não é fácil, mas funciona. E deixa eu falar uma coisa pra você daqui do nosso lado.
a gente está absolutamente comprometido a fazer tudo o que é necessário até o fim. Cristo é esse médico. O evangelho precisa ser aplicado às nossas vidas. A notícia ruim é real, nós somos doentes, a enfermidade é grave, mas a notícia boa do evangelho, esse é o sentido da palavra evangelho, boa notícia é que tem cura.
O médico entrou na sala e ele é o médico dos médicos e diante da malignidade cancerígena do pecado, Cristo está comprometido com a cura.
E ele tomou sobre si as nossas doenças, ele tomou sobre si a enfermidade do nosso pecado naquela cruz. Ele morreu, ele venceu, ele voltou a viver e porque Cristo está vivo, ele que venceu a morte tem poder para silenciar a voz da serpente.
curar a sua existência da desgraça do pecado, te fortalecer para viver os sofrimentos do pecado nas mãos de outras pessoas, limitar a sua maldade para que você não seja uma catalisadora de sofrimento, mas um instrumento da graça e da justiça de Deus. Então, essa semana, faça o exame, reserva 15 minutos em silêncio, pergunta ao Senhor, Deus, tem alguma coisa que eu chamo de jeito de ser? Que eu só aviso?
que eu dialogo, que eu estou ouvindo a serpente, que é pecado. Que a palavra do Senhor diz que é pecado e eventualmente eu estou rejeitando, sendo transgressor da lei. Muda o vocabulário. Se assumiu o compromisso de lutar contra esse pecado, para de falar a coisa do jeito suave. Se é mentira, é mentira. Se é adultério, é adultério. Se é roubo, é roubo. Muda o vocabulário. Chama de como Deus chama.
até mesmo nas suas orações. Chama de como Deus chama. Eu quero deixar como um desafio, leia o capítulo 6 de Romanos e anote todas as expressões de identidade. Vocês são, vocês foram. Antes mesmo dos imperativos. E deixe a graça de Deus preceder a obediência. Uma oração para você ter em mente essa semana. Senhor, dá nos olhos que vejam o que Tu vês e corações que se movam.
pelo que move o teu coração. Faltou a última expressão ali. Vamos orar? Pai Santo, nós louvamos ao seu nome. Meu clamor é que o nosso coração pese diante da malignidade do pecado, mas também encontre conforto no fato de que o Senhor nos perdoou em Cristo.
Eu clamo por transformação nas vidas de cada um de nós, que pelos recursos e o poder da sua graça sejamos capazes de viver vidas frutíferas que honram o seu nome. Abençoe a cada uma dessas mulheres, protejam suas mentes, seus corações, livras do mal, abençoe suas famílias, casamento, maternidade, vida profissional, que a totalidade de suas existências, ao invés de serem marcadas pela malignidade do pecado, sejam marcadas pela bondade de Deus.
Nós te louvamos, ó Deus, em nome do Senhor Jesus. Amém.